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21 Q996062 Português > Crase


Ano: 2012 Banca: Prefeitura do Rio de Janeiro - RJ Órgão: Prefeitura de Rio de Janeiro - RJ Prova: Prefeitura do Rio de Janeiro - RJ -

2012 - Prefeitura de Rio de Janeiro - RJ - Professor I - História

                   Texto: Por que a Rio+20 foi um sucesso?

      É muito fácil dizer que a Rio+20 foi um fracasso. Basta analisar o texto nal das negociações o ciais travadas pelos
governos no Riocentro e avaliar se houve avanço. Não havendo, declara-se o asco. É uma avaliação correta, mas limitada,
de um evento que foi muito mais amplo do que uma busca de acordos ou documentos o ciais. Não dá para a rmar que o
texto nal assinado pelos representantes dos países foi uma decepção ou que cou aquém das expectativas. Essas
expectativas já eram baixas. Os desa os presentes muito antes do início da Rio+20 já deixavam claro que não havia muita
margem para avanço o cial. Mas, felizmente o progresso rumo a uma economia verde depende cada vez menos dos
governos.

      Um passeio pelas centenas de eventos paralelos à reunião o cial no Riocentro mostrava um quadro encorajador. Foi o
maior encontro de empresas, ONGs e representantes de governos federais, estaduais e municipais rumo ao
desenvolvimento sustentável. Eles tinham boas histórias para contar e ótimos acordos para travar.

[...]

      Bandeiras que há décadas eram agitadas apenas por pesquisadores e ativistas mais ousados agora entraram na
linguagem consensual. Há 20 anos, na ECO 92, pensadores propunham acabar com os subsídios para os combustíveis
fósseis e eram desdenhados por empresas e governos. Durante a Rio+20, enquanto os ativistas estendiam faixa em
Copacabana pedindo o m do apoio à energia suja, a mesma proposta rolava em mesas de discussão promovidas pelo
Fundo Monetário Internacional (o antigo terror dos ativistas).

      Durante a Rio+20, o que se viu foi uma convergência de visões que superou as expectativas. A necessidade de se
adequar aos limites naturais já é aceita como uma realidade. Enfrentar as mudanças climáticas é uma premissa básica. Se a
ECO 92 foi um grande encontro para conscientização e alerta, a Rio+20 foi uma convenção para combinar os caminhos a
seguir.

(Alexandre Mansur – Blog do planeta – adaptado. Disponível em: http:// colunas.


revistaepoca.globo.com/planeta/2012/06/23/por-que-ario20-foi-um-sucesso/)

Na palavra em destaque no segmento “pedindo o m do apoio à energia suja”, é obrigatório o acento grave que marca a
crase, ou seja, a contração da preposição com o artigo de nido feminino. O acento grave também é indispensável em:

A Não se chegou a rmar metas, isto é, objetivos quanti cados em prazo de nido.

B As atitudes dos participantes das discussões satis zeram a maioria da população.


C A água do planeta, recurso esgotável, vem se contaminando gota a gota.

D Alguns, que anteriormente eram refratários, aderiram nalmente a proposta.

22 Q995695 Português > Crase , Sintaxe , Regência Concordância verbal, Concordância nominal
Ano: 2018 Banca: Colégio Pedro II Órgão: Colégio Pedro II Prova: Colégio Pedro II - 2018 - Colégio Pedro II - Técnico em

Contabilidade

Texto IV
“Garantir o direito à educação inclusiva...” (Texto IV, linhas 22-23)

Pode-se a rmar que na frase destacada há, respectivamente, os seguintes aspectos gramaticais envolvidos:

A concordância, regência verbal e crase.


B concordância, regência nominal e crase.
C regência verbal, regência nominal e crase.
D regência nominal, crase e regência verbal.

23 Q995358 Português > Crase


Ano: 2019 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Itapevi - SP Prova: VUNESP - 2019 - Prefeitura de Itapevi - SP - Agente de

Administração Pública

Leia o texto para responder à questão.


                                                    O Marajá
      A família toda ria de dona Morgadinha e dizia que ela estava sempre esperando a visita de alguém ilustre. Dona
Morgadinha não podia ver uma coisa fora do lugar, uma ponta de poeira em seus móveis ou uma mancha em seus vidros e
cristais. Gemia baixinho quando alguém esquecia um sapato no corredor, uma toalha no quarto ou – ai, ai, ai – uma
almofada fora do sofá da sala. Baixinha, resoluta, percorria a casa com uma anela na mão, o olho vivo contra qualquer
incursão do pó, da cinza, do inimigo nos seus domínios.
       Dona Morgadinha era uma alma simples. Não lia jornal, não lia nada. Achava que jornal sujava os dedos e livro juntava
mofo e bichos. O marido de dona Morgadinha, que ela amava com devoção apesar do seu hábito de limpar a orelha com
uma tampa de caneta Bic, estabelecera um limite para sua compulsão por limpeza. Ela não podia entrar em sua biblioteca.
Sua jurisdição acabava na porta. Ali dentro só ele podia limpar, e nunca limpava. E, nas raras vezes em que dona
Morgadinha chegava à porta do escritório proibido para falar com o marido, esse fazia questão de desa á-la. Botava os pés
em cima dos móveis. Atirava os sapatos longe. Uma vez chegara a tirar uma meia e jogar em cima da lâmpada só para ver a
cara da mulher. Sacudia a ponta do charuto sobre um cinzeiro cheio e errava deliberadamente o alvo. Dona Morgadinha
então fechava os olhos e, incapaz de se controlar, lustrava com a sua anela o trinco da porta.
(Luis Fernando Veríssimo. Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008. Adaptado)

Assinale a alternativa em que o acento indicativo da crase está empregado em conformidade com a norma-padrão da
língua portuguesa.

À visita de alguém ilustre parecia ser sempre aguardada por Dona Morgadinha.
A
B À qualquer sinal de mancha nos vidros e cristais, punha-se a reclamar baixinho.
C À vista do menor sinal de poeira, a mulher percorria a casa com uma anela na mão.

D À busca constante por limpeza e organização era o objetivo diário de dona de casa.
E À devoção de Dona Morgadinha pelo marido esbarrava nos maus hábitos do homem.

24 Q994962 Português > Crase


Ano: 2018 Banca: Quadrix Órgão: CRB 8º Região - SP Prova: Quadrix - 2018 - CRB 8º Região - SP - Fiscal Bibliotecário

Acerca do sinal indicativo de crase em “147 anos de serviços prestados à população de Belém” (linha 10), assinale a
alternativa correta.

A Não deveria ter sido utilizado, já que a palavra posterior não pode ser precedida de artigo feminino.
B Está correto, pois a expressão “à população” é uma locução adverbial feminina.

Está correto, mas poderia não ter sido utilizado, pois o uso ou não de artigo feminino antes de “população”, nesse
C
contexto, é uma questão de estilo.
D Está correto e foi usado para marcar a junção de uma preposição e um artigo.

E Não tem justi cativa sintática, mas foi usado para evitar uma ambiguidade.

Português > Ortogra a , Parônimos e Homônimos , Interpretação de Textos Crase , Sintaxe , Regência ,
Morfologia - Verbos , Flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro) ,
25 Q994903
Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo) ,
Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Ano: 2018 Banca: COMVEST UFAM Órgão: UFAM Prova: COMVEST UFAM - 2018 - UFAM - Bibliotecário Documentalista

            Depois do golpe militar de 1964, com a queda do presidente João Goulart, as forças militares ocuparam a Amazônia
brasileira, perseguindo e dispersando os principais líderes políticos democráticos, o que abriu caminho para a proposição
de um plano de modernização da região, elaborado no Sul do país. Isto implicou a entrada de capitais nacional e
estrangeiro, assim como a rede nição do espaço e das condições de vida da população. Aliás, no nal dos anos 1950, a
integração geográ ca da Amazônia com o Sul – na verdade uma proposta geopolítica – já havia começado através das
rodovias. É possível per lar um núcleo ligado a indústria automotora, assim como a suas indústrias adjacentes. Esse polo
industrial é intensamente estimulado pelos militares que, sob o discurso da modernização da Amazônia e sua integração
nacional, tinham promovido seu projeto geopolítico, mediante a construção de rodovias. Tais ideias e medidas não
conseguiam discriminar as especi cidades do Norte das do resto do país. (Do livro As Vozes do rio, de Ana Pizarro, p. 166.
Texto adaptado.) 

Coloque V para verdadeiro e F para falso nas a rmativas a seguir, feitas a propósito de aspectos diversos do texto:

( ) A regência no trecho “Isto implicou a entrada de capitais” NÃO está correta, pois deveria ser “Isto implicou na entrada de
capitais”.

( ) As palavras “proposição”, “modernização” e “região”, constantes do primeiro período, formam um vício de linguagem
chamado barbarismo.

( ) No último período, para que o enunciado que correto, o vocábulo “discriminar” precisa ser substituído pelo parônimo
“descriminar”.

( ) Uma ideia que perpassa o texto é a de que as medidas para o desenvolvimento da Amazônia, embora não condizentes
com a sua realidade, eram necessárias.

( ) “Tinham promovido”, no penúltimo período do texto, está conjugado no pretérito mais-queperfeito composto do
indicativo.

( ) No trecho “É possível per lar um núcleo ligado a indústria automotora”, o a deveria levar o acento indicativo de crase.

Assinale a alternativa que relaciona a sequência CORRETA de V e F de cima para baixo:

A V–F–V–V–F–F
B V–F–V–F–F–V

C V–V–F–F–V–F
D F–V–F–V–F–V
E F–F–F–F–V–V

26 Q993421 Português > Crase


Ano: 2016 Banca: CETAP Órgão: Prefeitura de São Miguel do Guamá - PA Prova: CETAP - 2016 - Prefeitura de São Miguel do Guamá -

PA - Agente Administrativo

                              O que é ser menina na era digital

      Todos os dias, mais de 1 milhão de sel es são tiradas mundo afora. Os jovens se destacam como os maiores adeptos
desses autorretratos da era virtual - e, entre eles, as meninas aparecem em primeiro lugar. De acordo com um estudo
global que analisou cinco metrópoles - São Paulo, Bangcoc, Berlim, Moscou e Nova York-elas publicam mais fotos de si
mesmas do que os rapazes. Na capital paulista, 65% das sel es são de mulheres, em sua maioria, jovens. É a cidade, entre
as pesquisadas, com o maior percentual de meninas, que se autofotografam com um sorriso no rosto. O estudo foi
batizado de Sel ecity (junção de sel e com city, a cidade das sel es).

      Não é de estranhar, portanto, que o mundo digital - em especial, o universo das redes sociais - venha transformando a
maneira como as adolescentes amadurecem e se a rmam como mulheres. Essa é a tese por trás de dois livros publicados
recentemente nos Estados Unidos. Em American Girls: Social Media and the Secret Life of Teenagers (em inglês: Meninas
Americanas: Redes Sociais e a Vida Secreta das Adolescentes), a jornalista Nancy Jo Sales se dedica a explicar de que forma a
experiência virtual, temperada por curtidas e sel es, in uencia o modo como as garotas se veem e como se mostram ao
mundo. Já Girls & Sex (Meninas e Sexo), de Peggy Orenstein, aborda um assunto ainda mais delicado: a maneira como os
nudes (sel es tiradas sem roupa) transformaram e anteciparam a descoberta da sexualidade das garotas. As duas obras
acendem um alerta para os pais, sobretudo os que estão criando lhas.

     Para Nancy Jo Sales, a busca por atenção no Facebook faz com que as meninas da era da internet “se sintam em um
constante concurso de beleza.” Eis a de nição de uma garota de 13 anos em depoimento incluído em American girls: “Todo
mundo quer tirar uma sel e tão boa quanto as da Kardashian”. Segundo a escritora, as jovens querem ser reconhecidas
como a famosa socialite Kim Kardashian, casada com o músico Kayne West e que em suas redes sociais mostra sua rotina
de princesa. As adolescentes americanas, segundo Nancy Jo Sales, querem ser igual à socialite, pois para a maior parte
deles, a vida ordinária e comum é a realidade mais imediata.

      Uma das versões brasileiras próxima de Kardashian é Gabriela Pugliesi, de 30 anos. Ela conquistou notoriedade sem
exibir nenhum talento. Como alcançou a fama? Compartilhando fotos em que mostrava o corpo malhado. Em novembro
passado, Gabriela teve a equivocada ideia de sugerir a seus seguidores (que só no Instagram somam 2,3 milhões) que
vazassem fotos de amigas nuas caso elas não conseguissem ser “ rmes” em suas dietas de emagrecimento. Vale lembrar:
boa parte dos fãs de Gabriela é formada por meninas de seus 15 anos.
      Uma sel e - ou mesmo um nude - pode soar inocente, uma brincadeira da juventude, contudo suas consequências às
vezes são trágicas. Em 2013, a gaúcha Giana Laura Fabi, de 16 anos, suicidou-se depois que se tornaram públicos retratos
com seus seios à mostra - ela havia enviado as imagens a um rapaz via Skype. Uma análise de estudos realizados em doze
países, feita pela Universidade de Queensland, na Austrália, mostrou que não receber likes em uma publicação gera
ansiedade, e por vezes, depressão. Na opinião da autora, isso ocorre devido à pressão para que jovens mulheres “reduzam
o valor que dão ao corpo e passem a vê-lo como uma coleção de partes que existem para agradar aos outros”. As sel es
têm levado meninas à mesa de cirurgia: nos EUA houve um aumento de 71% no número de implantes no queixo em
adolescentes porque as pacientes queriam car mais “bonitas” nos autorretratos digitais. Ser adolescente - e do gênero
feminino -nunca foi fácil, o escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832) dizia que a juventude é “embriaguez
sem vinho”. Parece, entretanto, que o mundo conectado elevou a novos patamares os típicos problemas desta fase da vida.

                                             Fonte: Revista Veja, com reportagem de Luiza Donatelli.

Marque a alternativa que exigiria a ausência do acento na substituição do termo “à mesa de cirurgia” em “As sel es têm
levado meninas à mesa de cirurgia: (...)”

A às compras compulsivas.

B às cirurgias plásticas.
C à intervenções arriscadas.

D à casa de massagens.
E à tristeza desnecessária.

27 Q992994 Português > Crase


Ano: 2018 Banca: Crescer Consultorias Órgão: Prefeitura de Uruçuí - PI Prova: Crescer Consultorias - 2018 - Prefeitura de Uruçuí - PI

- Procurador do Município

“(...) segundo o professor, esse registro linguístico já pertence à norma culta (...)”

Assinale a alternativa que justi ca a utilização da crase:

A “à” indica a junção de dois artigos de nidos.

B “à” indica a junção do pronome “a” com o artigo “a”.


C “à” indica a junção da preposição “a” com o artigo “a”.

D “à” indica a junção do artigo “a” com o pronome “a”.

28 Q992902 Português > Pontuação , Crase


Ano: 2019 Banca: FCC Órgão: SEMEF Manaus - AM Prova: FCC - 2019 - SEMEF Manaus - AM - Assistente Técnico Fazendário

1. A ideia do triunfo da democracia cou associada à obra de Francis Fukuyama. Em controverso ensaio publicado nos anos
1980, Fukuyama a rmava que o encerramento da Guerra Fria levaria à “universalização da democracia liberal ocidental
como forma de nitiva de governo humano”. O triunfo da democracia, proclamou numa frase que veio a condensar o
otimismo de 1989, marcaria o “ m da história”.

2. Muitos criticaram Fukuyama por sua suposta ingenuidade. Alguns alegavam que a democracia liberal estava longe de ser
implementada em larga escala, porquanto muitos países se mostrariam resistentes a essa ideia importada do Ocidente.
Outros a rmavam que era cedo para prever que tipo de avanço a engenhosidade humana seria capaz de conceber: talvez a
democracia liberal fosse apenas o prelúdio de outras formas de governo, mais justas e esclarecidas.

3. A despeito das críticas sofridas, o pressuposto fundamental de Fukuyama se revelou de enorme in uência. A maioria dos
cientistas políticos acreditava que a democracia liberal permaneceria inabalável em certos redutos, ainda que o sistema não
triunfasse no mundo todo. Na verdade, a maior parte dos cientistas políticos, embora evitando fazer grandes
generalizações sobre o m da história, chegou mais ou menos à mesma conclusão de Fukuyama.

4. Impressionados com a estabilidade das democracias ricas, cientistas políticos começaram a conceber a história do pós-
guerra como um processo de consolidação democrática. Para sustentar uma democracia duradoura, o país devia atingir
níveis altos de riqueza e educação. Tinha de construir uma sociedade civil forte e assegurar a neutralidade de instituições de
Estado fundamentais. Todos esses objetivos frequentemente se revelaram fugidios. Mas a recompensa que acenava no
horizonte era tão valiosa quanto perene. A consolidação democrática, segundo essa visão, era uma via de mão única.

(Adaptado de: MOUNK, Yascha. O povo contra a democracia. Trad. Cássio de Arantes Leite e Débora Landsberg. São
Paulo: Companhia das Letras, 2018, edição digital.)

Quanto à pontuação e ao emprego de crase, está plenamente correta a frase que se encontra em:

A O m da Guerra Fria traria como forma de nitiva de governo, à universalização da democracia liberal ocidental.
Atrelada às necessidades de construir uma sociedade civil forte, havia a necessidade de assegurar a neutralidade de
B
instituições de Estado fundamentais.
C O sistema político se estabilizava, à medida que, um país passava a ser rico e, ao mesmo tempo, democrático.

Cientistas políticos, impressionados com à estabilidade sem paralelo das democracias ricas viram no pós-guerra um
D
período de consolidação democrática.
E A controversa obra de Francis Fukuyama associou-se, no pensamento político, à ideais do triunfo da democracia.

29 Q992721 Português > Crase , Sintaxe , Análise sintática


Ano: 2019 Banca: Crescer Consultorias Órgão: Prefeitura de Monte Alegre do Piauí - PI Prova: Crescer Consultorias - 2019 -

Prefeitura de Monte Alegre do Piauí - PI - Agente Administrativo


“Dessa forma, a aplicação das cotas vem sendo questionada em relação a sua e cácia no Brasil, pois confere a
responsabilidade dos partidos para a promoção da paridade de gênero, mas não tem alcançado uma participação
igualitária nos partidos.” (L.30/32).

Quanto ao período em evidência, pode-se a rmar

Em “em relação a sua e cácia” não cabe acento indicativo de crase no termo que antecede o pronome “sua”, “a”,
A
mesmo que facultativo.
B O período é composto por coordenação, somente.

C A segunda oração tem relação de subordinação quanto à primeira.


D “Dessa forma” expressa ideia de explicação.

30 Q991996 Português > Crase


Ano: 2019 Banca: CETAP Órgão: Prefeitura de Maracanã - PA Prova: CETAP - 2019 - Prefeitura de Maracanã - PA - Nível Fundamental

Completo

                                          PERSISTÊNCIA

      Máxima latina antiga, sábia, “a gota escava a pedra". Se há algo absolutamente frágil rente a uma rocha é uma gota
d’água. Não é à toa que circula o ditado 'água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. A persistência pode estar no
campo positivo, isto é, a capacidade de ir adiante, de não desistir, mas também, no negativo: persistir em algo que está
equivocado, persistirem algo que seja um desvio de rota.

      A noção de persistência, quando colocada gota a gota, traz uma indicação muito séria da forma como a paciência deve
entrar na persistência. Paciência não é lerdeza. E a capacidade de admitir a maturação e dar o tempo necessário aos nossos
processos de conceber, de fazer, seja na nossa carreira, seja no nosso trabalho, seja na família, seja no atingimento de
algum objetivo,

       A máxima latina “a gota escava a pedra" é uma orientação da natureza para mostrar o valor da persistência quando ela
é positiva, é capaz de ajudar a chegar ao lugar a que se deseja passo a passo.

      Não de maneira lerda, não de maneira demorada, mas não desistindo, ou seja, não deixar de lado aquilo que necessita
de fôlego, no estudo, na organização da vida, na certeza daquilo que se precisa conseguir.

                                    (CORTELLA, Mário Sérgio. Pensar bem nos faz bem! Vozes p.99)

Na estrutura “É a capacidade de admitir a maturação (...)”, não há acento grave diante dos dois as:

A por não haver fusão dos artigos a preposições.


B peto complemento ser objeto indireto.

C pela ausência de artigos.


D por só haver preposição no complemento.

Português > Fonologia , Ortogra a , Crase Problemas da língua culta , Mal-Mau ,


31 Q991938
Acentuação grá ca: Proparoxítonas, Paroxítonas, Oxítonas e Hiatos , Acentuação grá ca: acento diferencial
Ano: 2019 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: Prefeitura de Lagoa Santa - MG Prova: FUNDEP (Gestão de Concursos) -

2019 - Prefeitura de Lagoa Santa - MG - Técnico em Informática

Leia o trecho a seguir.

“Segundo a Organização Mundial da Saúde, 24% dos brasileiros _____ ao menos um transtorno de ansiedade ao longo da
vida. Alarmante, não? E sabe quem está bastante susceptível a sofrer desse ____ ? Você, caro concurseiro!

São muitas as preocupações de um candidato ___ concurso. Por isso, nossa mente ca sempre no futuro. Vejam se os
_________ abaixo lhes são familiares:

Estudo contabilidade de manhã ou à tarde? Faço ou não resumos? Faço ou não curso presencial? Compro este livro ou
aquele outro? Como fazer caber tantas disciplinas no meu cronograma? Como ____ tanta coisa?” [...]

Disponível em: <https://www.pontodosconcursos.com. br/artigo/10041/gabriela-knoblauch/a-ansiedade-e-oconcurseiro>.


Acesso em: 16 jan. 2019.

Considerando a norma-padrão, assinale a alternativa na qual os termos que completam as lacunas estão corretamente
escritos.

A têm – mau – à – questionamentos – revizar


B tem – mal – à – qüestionamentos – revisar
C têm – mal – a – questionamentos – revisar
D tem – mau – a – questionamentos – revisar

32 Q991930 Português > Interpretação de Textos , Crase , Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Ano: 2019 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: Prefeitura de Lagoa Santa - MG Prova: FUNDEP (Gestão de Concursos) -

2019 - Prefeitura de Lagoa Santa - MG - Técnico em Informática

Tropeçando nos acentos

Moacyr Scliar

[...]

Alguém já disse que os ingleses conquistaram o mundo porque não precisavam perder tempo acentuando as palavras.
Pode não ser verdade, mas o gasto de energia representado pelos agudos, pelos circun exos, pelos tremas, é uma coisa
impressionante. E a pergunta é: para quê, mesmo? Alguém já disse que a crase não foi feita para humilhar ninguém. Tenho
minhas dúvidas: acho que a crase foi feita, sim, para humilhar. A população brasileira se divide em pobres e ricos, mas
também se divide em dois grupos, os que sabem usar a crase, a minoria, e a maioria que tem um medo existencial a este
sinal.

É possível aprender? É possível. Mas tomem o meu caso: escritor, médico, homem razoavelmente informado, eu deveria
acentuar bem as palavras. Pois tenho minhas dúvidas. É que durante a minha existência o país passou por umas três
reformas ortográ cas que tiveram o mérito de esculhambar a minha cabeça. O acento diferencial consegui esquecer, mas
há outros que ainda me causam dúvidas. Há duas soluções para este problema. Uma é representada por esses dispositivos
de correção que hoje fazem parte dos programas de computação (mas que às vezes cometem erros lamentáveis). Outra
seria uma revolução na gra a que reduzisse os acentos ao mínimo possível ou, melhor ainda, a zero. 

A primeira máquina de escrever que eu ganhei, ainda menino, era uma velha Royal, importada dos Estados Unidos, e que
não tinha acentos. Eu escrevia, e depois acentuava à mão. Com uma tremenda inveja dos americanos que estavam
dispensados desta tarefa inglória. Não sei onde andará essa máquina. E nem quero saber. Ela me lembraria que há neste
mundo pessoas felizes que podem escrever sem a preocupação de acentuar certo. Uma coisa que eu gostaria de esquecer.

[...]

Disponível em: <https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/outros/>. Acesso em: 16 jan. 2019.

Em relação ao a rmado pelo escritor Moacyr Scliar em seu texto, assinale a alternativa incorreta.

O escritor a rma que a crase só é bem empregada por uma pequena parcela dos brasileiros, enquanto a outra
A
parcela não poderia aprender a usá-la.
B Scliar mostra que até para ele mesmo, que possui estudo formal e é escritor, há dúvidas quanto ao uso da crase.

Ao comparar a língua portuguesa à língua inglesa, o autor destaca a praticidade que a ausência de acentos representa
C
no idioma dos ingleses.
A divisão dos brasileiros proposta pelo escritor não associa a situação nanceira do indivíduo ao fato de ele saber ou
D
não usar a crase.

33 Q991929 Português > Crase


Ano: 2019 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: Prefeitura de Lagoa Santa - MG Prova: FUNDEP (Gestão de Concursos) -

2019 - Prefeitura de Lagoa Santa - MG - Técnico em Informática

Tropeçando nos acentos

Moacyr Scliar

[...]

Alguém já disse que os ingleses conquistaram o mundo porque não precisavam perder tempo acentuando as palavras.
Pode não ser verdade, mas o gasto de energia representado pelos agudos, pelos circun exos, pelos tremas, é uma coisa
impressionante. E a pergunta é: para quê, mesmo? Alguém já disse que a crase não foi feita para humilhar ninguém. Tenho
minhas dúvidas: acho que a crase foi feita, sim, para humilhar. A população brasileira se divide em pobres e ricos, mas
também se divide em dois grupos, os que sabem usar a crase, a minoria, e a maioria que tem um medo existencial a este
sinal.

É possível aprender? É possível. Mas tomem o meu caso: escritor, médico, homem razoavelmente informado, eu deveria
acentuar bem as palavras. Pois tenho minhas dúvidas. É que durante a minha existência o país passou por umas três
reformas ortográ cas que tiveram o mérito de esculhambar a minha cabeça. O acento diferencial consegui esquecer, mas
há outros que ainda me causam dúvidas. Há duas soluções para este problema. Uma é representada por esses dispositivos
de correção que hoje fazem parte dos programas de computação (mas que às vezes cometem erros lamentáveis). Outra
seria uma revolução na gra a que reduzisse os acentos ao mínimo possível ou, melhor ainda, a zero. 

A primeira máquina de escrever que eu ganhei, ainda menino, era uma velha Royal, importada dos Estados Unidos, e que
não tinha acentos. Eu escrevia, e depois acentuava à mão. Com uma tremenda inveja dos americanos que estavam
dispensados desta tarefa inglória. Não sei onde andará essa máquina. E nem quero saber. Ela me lembraria que há neste
mundo pessoas felizes que podem escrever sem a preocupação de acentuar certo. Uma coisa que eu gostaria de esquecer.

[...]

Disponível em: <https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/outros/>. Acesso em: 16 jan. 2019.

No trecho “Eu escrevia, e depois acentuava à mão”, Scliar utiliza a crase.

Sobre essa aplicação do sinal, é correto a rmar:

A A crase não se aplica a esse caso, e o autor a utiliza para promover um efeito irônico em seu texto.
B Nesse caso, o uso da crase é facultativo, porém é aconselhável por ser capaz de desfazer possíveis ambiguidades.

C A crase nesse caso é obrigatória, e segue a mesma lógica de utilização que obriga o uso da crase em “acentuar à lápis”.
D Nesse caso, o uso da crase é facultativo, assim como em “Vou à cidade em que nasci”.

34 Q991822 Português > Crase


Ano: 2019 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: Prefeitura de Ervália - MG Prova: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 -

Prefeitura de Ervália - MG - Advogado

TEXTO I

                           Condenado a ser livre

[...]

Em linhas gerais, a concepção sartreana da liberdade se assentava no pressuposto de que o ser humano é a única criatura
para quem a existência (existir) é anterior à essência (ser). Quer dizer: o nosso destino não é predeterminado pela natureza
– muito menos, ele assinala, pela “inteligência divina”. “O que signi ca dizer que a existência precede a essência?”, pergunta.
“Signi ca que o homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo; e que só depois se de ne. […]

O homem é não apenas como ele se concebe, mas como ele quer que seja, como ele se concebe depois da existência, como
ele se deseja após este impulso para a existência.” (Não, a psicanálise não orna muito bem com esse tipo de pensamento).

O ser humano, frisa Sartre, de ne-se pelo que faz, pelo que ele projetar ser, por suas escolhas. Daí em diante, é preciso
falar em consequências – tanto dessa ideia basilar quanto da própria liberdade avassaladora que ela anuncia. Em primeiro
lugar, ela incorre no fato de que cada um de nós é total e integralmente responsável não apenas por nossos atos, mas
também por aquilo que somos. O que se desdobra em outras e mais profundas consequências.

Tudo é permitido

Em um mundo sem Deus e sem natureza humana, o homem é plenamente responsável não apenas por si, mas também
por todos os homens. “Não há dos nossos atos”, diz Sartre, “um sequer que, ao criar o homem que desejamos ser, não crie
ao mesmo tempo uma imagem do homem como julgamos que deve ser.”

[...]

FREITAS, Almir. Revista Bravo. Disponível em:  <http://bravo.vc/seasons/s05e01>  . Acesso em: 21 ago. 2018 [Fragmento
adaptado].

Releia o trecho a seguir.

“[...] o ser humano é a única criatura para quem a existência (existir) é anterior à essência (ser).”

Considere as a rmativas a seguir.

I. O acento indicativo de crase, nesse caso, é obrigatório.

II. Nesse caso, o acento indicativo de crase é formado pela contração de uma preposição com um artigo inde nido.

III. Nessa oração, é um adjetivo que rege o acento indicativo de crase.

De acordo com a norma-padrão, estão corretas as a rmativas

A I e II, apenas.

B I e III, apenas.
C II e III, apenas.
D I, II e III.

35 Q991793 Português > Crase


Ano: 2019 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: SAAE de Itabira - MG Prova: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - SAAE

de Itabira - MG - Advogado

Leia o texto a seguir.

[...]

“Meu amor não vai haver tristeza

Nada além de m de tarde a mais

Mas depois as luzes todas acesas

Paraísos arti ciais

E se você saísse à francesa

Eu viajaria muito, mas

Muito mais”

(Marina Lima – À francesa)

Disponível em:<https://www.letras.mus.br/marinalima/594815/> . Acesso em: 23 jan. 2019.

O uso da crase em “à francesa”, expressão que nomeia a música e que signi ca, em outras palavras, sair de algum evento
de forma discreta, sem se despedir dos demais, justi ca-se porque

A “À francesa” constitui uma redução sintática da expressão “à moda francesa”, portanto, a crase é necessária.

B ‘sair’, por se tratar de um verbo intransitivo, rege a preposição ‘a’, o que ocasiona a crase.
há a necessidade de diferenciar o ‘a’ antes de ‘francesa’ de um artigo. Para marcá-lo como preposição, é necessária a
C
crase.

D a crase é obrigatória antes de adjetivos do gênero feminino, como é o caso de “francesa”.

36 Q991645 Português > Crase


Ano: 2017 Banca: UERR Órgão: CODESAIMA Prova: UERR - 2017 - CODESAIMA - Agente Administrativo

TEXTO I

CONSIDERAÇÕES SOBRE O LONGE

Uma palavra. Uma só palavra, solitário verbo que me zesse reencontrar o rumo de um lugar pleno de magia que descobri
ou inventei quando criança e a que chamava de Longe.

Creio já haver falado dele numa crônica mais antiga (por vezes penso que todas as minhas crônicas são antigas e anteriores
a mim), perdida em meus caóticos arquivos.

Nunca consegui de nir muito bem o que era o Longe depois que quei adulto. Busquei na infância alguma pista, algum
resíduo que por lá houvesse cado e me permitisse apreender esse conceito esquecido do Longe.

Em vão procurei e naturalmente nada encontrei que me ajudasse, porque criança dispensa essa escravidão perpétua à
lógica dos adultos. Eu não pensava sobre o Longe, apenas o vivia como se fosse perfeitamente natural sua existência,
explicação não carecia.

O Longe era para onde eu fugia quando a doméstica barra pesava ou quando me dava vontade, e lá tudo acontecia do
modo que eu bem desejasse. Eu já inventara Pasárgada e nem sabia. Lá eu podia ser todos os heróis de minha infância.
Super Homem, Zorro, Tarzan, Batman, Cisco Kid, Peter Pan, Mandrake, Flash Gordon, Mané Garrincha.

O Longe era o portal da liberdade sem freios nem correntes, a liberdade absoluta da imaginação. O Longe me fazia grande
o bastante para enfrentar todos os medos, pois lá nada me aconteceria de mal simplesmente porque eu tinha
superpoderes. 

Hoje, sei que esqueci o mapa do caminho que me levava ao Longe e mesmo que o recuperasse dentro de uma garrafa
lançada ao mar, mesmo que as portas mágicas novamente se abrissem, de nada me adiantaria, nada mais seria no Longe
que um desconhecido e inoportuno visitante. Sim, crescer é bom, nos torna mais donos de nós mesmos, porém, o quanto
não perdemos. 

Nem me lembro direito quanto tempo o Longe durou em minha vida, sei que não foi o su ciente, o bastante. Por vezes,
creio que quei adulto demais na ânsia de entender o mundo, possuí-lo, pertence-lo. Desnecessária pressa, hoje percebo.
O Longe estava longe de ser um território poético. Era real, tão real ou mais que o quintal da casa paterna, o jardim, o oitão,
a rua, o mar, o colo de mamãe, o bolo de chocolate esfriando na mesa da cozinha, a bola de couro embaixo da cama
cheirando a sebo de carneiro, a beleza da primeira professora, a canção que saía do rádio de válvulas.

Não havia muita diferença entre o que era real e o Longe. O Longe era igual a tudo que existia, só que diferente. Eu era
diferente.

MONTE, Airton. Moça com or na boca: crônicas escolhidas, Fortaleza: UFC, 2005

O uso do acento grave, no período “Em vão procurei e naturalmente nada encontrei que me ajudasse, porque criança
dispensa essa escravidão perpétua à lógica dos adultos” (Texto I, parágrafo 4), tem a explicação de uso gramatical correto
em:

A por ter preposição regida pelo verbo “dispensa”;

B por ter fusão entre a preposição regida pelo verbo “dispensa” e o artigo do substantivo “lógica”;
C é utilizado para acentuar o artigo do substantivo “lógica”;

D tem seu uso de maneira incorreta;


existe por conta da fusão entre a preposição regida pela expressão “escravidão perpétua” com o artigo do substantivo
E
“lógica”.

37 Q991598 Português > Crase


Ano: 2017 Banca: FAFIPA Órgão: Fundação Araucária - PR Prova: FAFIPA - 2017 - Fundação Araucária - PR - Técnico Nível Superior

Marque a opção em que o sinal indicativo de crase é usado INCORRETAMENTE.

A Este tecido deve ser lavado à mão.


B Ermenegildo ainda bate seus textos à máquina.

C Agora, vire à direita!


D Muitos alunos vão à pé para a escola.

38 Q991516 Português > Crase


Ano: 2018 Banca: IBADE Órgão: Câmara de Porto Velho - RO Prova: IBADE - 2018 - Câmara de Porto Velho - RO - Auditor de Controle

Interno

Causos/3

Eduardo Galeano, em O Livro dos Abraços.

O que é a verdade? A verdade é uma mentira contada por Fernando Silva. Fernando conta com o corpo inteiro, e não
apenas com palavras, e pode se transformar em outra gente ou em bicho voador ou no que for, e faz isso de tal maneira
que depois a gente escuta, por exemplo, o sabiá cantando num galho, e a gente pensa: Esse passarinho está imitando
Fernando quando imita o sabiá.

Ele conta causos da linda gente do povo, da gente recém-criada, que ainda tem cheiro de barro; e também causos de alguns
tipos extravagantes que ele conheceu, como aquele espelheiro que fazia espelhos e se metia neles, se perdia, ou aquele
apagador de vulcões que o diabo deixou zarolho, por vingança, cuspindo em seu olho.

Os causos acontecem em lugares onde Fernando esteve: o hotel que abria só para fantasmas, aquela mansão onde as
bruxas morreram de chatice ou a casa de Ticuantepe, que era tão sombreada e fresca que a gente sentia vontade de ter, ali,
uma namorada à nossa espera.

Além disso, Fernando trabalha como médico. Prefere as ervas aos comprimidos e cura a úlcera com plantas e ovo de
pombo; mas prefere ainda a própria mão. Porque ele cura tocando. E contando, que é outra maneira de tocar.

"... uma namorada à nossa espera."

Na frase destacada, o sinal de crase é facultativo. É o que, também, ocorre em:

A Às vezes, é melhor fugir dos fantasmas.

B Fernando tinha ervas sempre à mão.


C O contador dedicava suas histórias às crianças.

D Ele voltava feliz àquela casa assombrada.


E Não contarás essa mentira à tua lha.
39 Q991466 Português > Crase
Ano: 2018 Banca: IBADE Órgão: Câmara de Porto Velho - RO Prova: IBADE - 2018 - Câmara de Porto Velho - RO - Analista Jurídico

Leia o texto, abaixo, e responda a questão que se segue:

Causos/3

Eduardo Galeano, em O Livro dos Abraços.

O que é a verdade? A verdade é uma mentira contada por Fernando Silva. Fernando conta com o corpo inteiro, e não
apenas com palavras, e pode se transformar em outra gente ou em bicho voador ou no que for, e faz isso de tal maneira
que depois a gente escuta, por exemplo, o sabiá cantando num galho, e a gente pensa: Esse passarinho está imitando
Fernando quando imita o sabiá.

Ele conta causos da linda gente do povo, da gente recém-criada, que ainda tem cheiro de barro; e também causos de alguns
tipos extravagantes que ele conheceu, como aquele espelheiro que fazia espelhos e se metia neles, se perdia, ou aquele
apagador de vulcões que o diabo deixou zarolho, por vingança, cuspindo em seu olho.

Os causos acontecem em lugares onde Fernando esteve: o hotel que abria só para fantasmas, aquela mansão onde as
bruxas morreram de chatice ou a casa de Ticuantepe, que era tão sombreada e fresca que a gente sentia vontade de ter, ali,
uma namorada à nossa espera.

Além disso, Fernando trabalha como médico. Prefere as ervas aos comprimidos e cura a úlcera com plantas e ovo de
pombo; mas prefere ainda a própria mão. Porque ele cura tocando. E contando, que é outra maneira de tocar.

"... uma namorada à nossa espera."

Na frase destacada, o sinal de crase é facultativo. É o que, também, ocorre em:

A Fernando tinha ervas sempre à mão.


B Às vezes, é melhor fugir dos fantasmas.

C O contador dedicava suas histórias às crianças.


D Não contarás essa mentira à tua lha.

E Ele voltava feliz àquela casa assombrada.

40 Q991416 Português > Crase


Ano: 2018 Banca: IBADE Órgão: Câmara de Porto Velho - RO Prova: IBADE - 2018 - Câmara de Porto Velho - RO - Contador

Causos/3

Eduardo Galeano, em O Livro dos Abraços.

O que é a verdade? A verdade é uma mentira contada por Fernando Silva. Fernando conta com o corpo inteiro, e não
apenas com palavras, e pode se transformar em outra gente ou em bicho voador ou no que for, e faz isso de tal maneira
que depois a gente escuta, por exemplo, o sabiá cantando num galho, e a gente pensa: Esse passarinho está imitando
Fernando quando imita o sabiá.

Ele conta causos da linda gente do povo, da gente recém-criada, que ainda tem cheiro de barro; e também causos de alguns
tipos extravagantes que ele conheceu, como aquele espelheiro que fazia espelhos e se metia neles, se perdia, ou aquele
apagador de vulcões que o diabo deixou zarolho, por vingança, cuspindo em seu olho.

Os causos acontecem em lugares onde Fernando esteve: o hotel que abria só para fantasmas, aquela mansão onde as
bruxas morreram de chatice ou a casa de Ticuantepe, que era tão sombreada e fresca que a gente sentia vontade de ter, ali,
uma namorada à nossa espera.

Além disso, Fernando trabalha como médico. Prefere as ervas aos comprimidos e cura a úlcera com plantas e ovo de
pombo; mas prefere ainda a própria mão. Porque ele cura tocando. E contando, que é outra maneira de tocar. 

"... uma namorada à nossa espera."

Na frase destacada, o sinal de crase é facultativo. É o que, também, ocorre em:

A Fernando tinha ervas sempre à mão.


B Não contarás essa mentira à tua lha.

C O contador dedicava suas histórias às crianças.


D Às vezes, é melhor fugir dos fantasmas.

E Ele voltava feliz àquela casa assombrada.


Respostas

21: D 22: C 23: C 24: D 25: E 26: C 27: C 28: B 29: B 30: A 31: C 32: A

33: B 34: B 35: A 36: E 37: D 38: E 39: D 40: B

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