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Centro Educacional La Salle

Data: 21/10/2009

Componente curricular: História

Professor: Og Marcelo

Componentes do grupo: Liziane, Tatiana, João Pedro e


Fernanda.

Primeiro Governo FHC

Brasília, 21 de outubro de 2009

Índice
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1- Biografia ---- Página 3

2- Chegada ao poder --- Página 5

2.1- Cargos anteriores

2.2- Chegada à Presidência da República

3- Principais realizações --- Página 6

3.1 – Plano Real --- Página 6

3.2 – Reeleição --- Página 8

4- Problemas --- Página 9

5- Críticas --- Página 10

6- Bibliografia --- Página 11

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1- Biografia
Fernando Henrique Cardoso nasceu dia 18 de junho de1931 no Rio
de Janeiro é um sociólogo e cientista político brasileiro. Professor
aposentado da Universidade de São Paulo lecionou também no
exterior, notadamente na Universidade de Paris. Foi funcionário da
CEPAL membro do CEBRAP, Senador da República de 1983
a1992 Ministro das Relações Exteriores em 1993, Ministro da Fazenda
1993e1994 e presidente do Brasil por duas vezes de 1995 a 2002.

Graduado em Sociologia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e


Letras da USP, desenvolveu considerável carreira acadêmica, tendo
produzido diversos estudos sociais em nível regional, nacional e
global, e recebido diversos prêmios e menções honrosas pelos
trabalhos. É co-fundador, filiado e presidente de honra do Partido da
Social Democracia Brasileira (PSDB).

Natural do Rio de Janeiro criou-se em São Paulo, tendo casado com


a antropóloga Ruth Cardoso, com quem teve três filhos (Paulo
Henrique, Luciana e Beatriz). Atualmente, preside o Instituto
Fernando Henrique Cardoso (IFHC, São Paulo) e participa de diversos
conselhos consultivos em diferentes órgãos no exterior, como
o Clinton Global Initiative, Brown University e United Nations
Foundation.

Descendente de militares revolucionários do chamado Tenentismo


de 1922 e 1930.
Descende de três gerações de generais: neto de Joaquim Inácio
Batista Cardoso e filho Leônidas Cardoso, que foi um dos tenentes
de 1930.

Fernando Henrique Cardoso formou-se em Sociologia e se tornou


um estudioso do marxismo graças à influência de seu professor e
amigo, o sociólogo Florestan Fernandes. Além de Marx, teve
predileção por Maquiavel, Max Weber, Antonio Gramsci e Alexis de
Tocqueville. Na época de estudante, fez parte de um grupo de
estudos que se dedicou à leitura e discussão da obra O Capital, de
Karl Marx.

Em 1953, casou-se com a antropóloga Ruth Corrêa Leite Cardoso,


falecida em 24 de junho de 2008.

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Foi o intérprete das palestras do filósofo francês Jean-Paul Sartre no
Brasil, em 1960.

Durante o regime militar, esteve exilado no Chile e na França.


Em 1968, voltou ao Brasil e assumiu por concurso
público a cátedra de Ciência Política da USP, mas foi aposentado
compulsoriamente pelo Ato Institucional n° 5 (AI-5). Lecionou no
Chile, na França, Inglaterra e nos Estados Unidos. Na França,
acompanhou de perto o movimento de Maio de 1968 iniciado
justamente na Universidade em que Fernando Henrique
lecionava: Universidade de Paris X - Nanterre em 22 de março de
1968.

Nos anos 70 foi pesquisador e diretor do Centro Brasileiro de


Análise e Planejamento (CEBRAP) e participou da criação
do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), e teve participação
decisiva nas diretas-já e na eleição no colégio eleitoral. Foi senador
por São Paulo, Ministro das Relações Exteriores e Ministro da Fazenda
no governo de Itamar Franco, além de ser o idealizador do Plano Real,
elaborando na reelaboração do programa do partido.

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2- Chegada ao poder

2.1- Cargos anteriores


Fernando Henrique Cardoso participou na criação do MDB –
Movimento Democrático Brasileiro – e teve uma participação crucial
nas diretas, já na eleição do colégio eleitoral.

De 1987 a 1988 foi líder do PMDB (Partido do Movimento


Democrático Brasileiro). Nesse período foi reeleito senador por São
Paulo pelo PMDB com 6 223 900 votos.

Começou como Ministro das Relações Externas no governo de


Itamar Franco em outubro de 1992, e foi até maio de 1993. Nesse
mesmo mês, tornou-se Ministro da Fazenda de Itamar Franco.
Durante o cargo de Ministro de Itamar, fundou o Plano Real.

Foi membro fundador da PSDB (Partido da Social Democrata


Brasileira) em 1988 e seu líder no Senado até 1992.

2.2- Chegada à Presidência da República


Em 3 de outubro de 1994 é eleito presidente da república como
candidato da aliança PSDB/PFL (Partido da Frente Liberal)/PTB/PPB,
que o apóia em sua candidatura. Vence no primeiro turno com 54,3%
dos votos (34 377 198 votos). Após o grande sucesso do Plano Real
em seu cargo como ministro de Itamar Franco, vence Luís Inácio Lula
da Silva nas eleições presidenciais com relativa facilidade.

Assumiu a presidência em 1° de janeiro de 1995. A ampla aliança


partidária que serviu como base em sua candidatura e governo
garante a FHC um sólido apoio parlamentar. Graças a isso se deve a
continuidade da política econômica e as mudanças constitucionais
efetuadas durante seu governo.

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3- Principais Realizações

3.1- Plano Real


O Plano Real até hoje é considerado o mais sucedido plano de
recuperação econômica dos últimos anos para a inflação. Foram
combinados vários dados políticos, históricos e econômicos para que
um programa de longo prazo pudesse ser lançado ainda no final de
1993. Com esse plano, a inflação pôde ser domada sem
congelamentos de preços, confiscação de depósitos bancários ou
alguma medida altamente impopular.

Ainda como ministro de Itamar Franco, FHC reuniu economistas


para pensarem num plano de estabilização econômica em etapas
para acabar com a inflação que já durava quase três décadas, e isso
acabou resultando na implantação do Real em primeiro de julho de
1994.

As três fases do Plano foram o Programa de Ação Imediata (PAI), a


criação da URV (Unidade Real de Valor) e a implantação do Real. O
PAI, elaborado em julho de 1993, foi uma espécie de preparação para
que o Plano pudesse ser realmente colocado em ação. Ele envolvia
ações e necessidades como corte dos gastos públicos em
aproximadamente 6 bilhões de dólares no orçamento de 1993,
recuperação da receita através do combate à evasão fiscal,
austeridade no relacionamento com estados e municípios, que
forçava os mesmos a reduzirem os gastos através de cortes, ajustes
nos bancos estaduais, que eram obrigados a cortar gastos, às vezes
com a intervenção do Banco Central, redefinições de cargos em
bancos federais, buscando “enxugar” sua estrutura, e por fim,
privatizações de empresas estatais como a Telebrás e a Vale do Rio
Doce.

A URV era um estabilizador econômico. Não era de uso obrigatório e


refletia a variação do poder aquisitivo da moeda (na época, Cruzeiros
Reais). Não era exatamente uma moeda, porque servia como unidade
de conta, reserva de valor, mas não como forma de pagamento (que
continuava sendo efetuado em cruzeiros reais). Era mais ou menos
um substituto do dólar. Permitiu o alinhamento dos preços sem o
congelamento.

A terceira parte foi a substituição do Cruzeiro Real pelo Real. A URV


foi a porta de entrada para o Real, que foi posto em circulação no dia
30 de junho de 1994.

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O programa se baseava nas políticas monetária e cambial. A
monetária controlava os meios de pagamento (saldos da balança
cambial, de capital e serviços), e a cambial regulava as relações
comerciais do Brasil com outros países do mundo.

A política econômica neoliberais que se iniciaram durante o governo


de Fernando Collor foram reforçadas, através de ações como a
privatização de empresas estatais, uma maior abertura do mercado, a
livre negociação salarial, a liberação de capital, etc. Essas medidas
alteraram o acúmulo de dinheiro no Brasil.

Com o fim da inflação, a economia brasileira teve espaço para o


crescimento, e isso obrigou o Ministério da Fazenda a optar por
restringir a expansão da moeda e do crédito. Assim, na etapa
seguinte o Brasil poderia ter taxas de crescimento econômico auto-
sustentáveis e viabilizar sem mais delongas o crescimento com a
distribuição da renda.

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3.2- Reeleição
O grande apoio parlamentar que FHC possuía devido à aliança
entre os partidos fez com que a emenda constitucional a favor da
reeleição tivesse sucesso. Problemas relacionados com propina e
corrupção foram supostamente detectados por seus adversários, e
dois deputados acusados de participarem disso precisaram renunciar
para evitar a cassação de seus mandatos. Mesmo assim a reeleição
para todos os cargos executivos vigorou. Assim, FHC tornou-se o
primeiro presidente a ser reeleito no Brasil.

Além disso, FHC também implantou o Bolsa Escola, o Vale-gás e o


Bolsa-Alimentação (que posteriormente foram reunidos em um só
programa, o Bolsa-família, pelo seu sucessor Lula).

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4- Problemas
As oposições criticaram a aliança entre as forças políticas
conservadoras que elegeu e sustentou o governo Fernando Henrique
Cardoso. Entretanto, a forte base parlamentar de apoio ao governo
Fernando Henrique Cardoso contribuiu decisivamente para a
estabilidade política. Essa estabilidade foi um dos traços mais
importantes da gestão Fernando Henrique Cardoso, pois, além de
assegurar a governabilidade também beneficiou a consolidação da
jovem e frágil democracia brasileira. A forma de governo em vigor, ou
seja, o sistema presidencialista, o multipartidarismo e o voto
proporcional dificultavam enormemente a obtenção de maioria
parlamentar estável no Congresso Nacional.

Essa situação foi apontada como a principal causa das constantes


crises de governabilidade que impediam a continuidade
administrativa e a implementação de reformas e programas políticos
consistentes, prejudicando o avanço da redemocratização e
consolidação da democracia no país. A plena consolidação da
democracia brasileira exige mais do que a estabilidade política e
econômica e todos os avanços na área institucional que se tornaram
marcas do governo Fernando Henrique Cardoso necessitam também
da solução das enormes desigualdades sociais que ainda fazem com
que o Brasil seja apontado como um dos países mais ricos, porém,
mais injusto do mundo, devido à permanência da fome e a excessiva
concentração de renda nas mãos de poucos, e assim tornando-o um
pais subdesenvolvido.

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5- Críticas
A crise de desempenho foi uma das mais negativas do governo de
Fernando Henrique Cardoso. No Congresso Nacional as oposições não
tiveram forças para se opor a política governamental. Acusaram o
governo Fernando Henrique Cardoso de defender os interesses do
capital estrangeiro, dos grandes industriais e banqueiros, de transferir
para a iniciativa privada o patrimônio publico através de vendas de
empresas estatais, eliminação de direitos trabalhistas e prosseguir
com uma política econômica que prejudicava as camadas populares
mais baixas.

O governo Fernando Henrique Cardoso rebateu as criticas,


argumentando que foram implementadas uma serie de políticas
sociais de transferência de rendas para as populações através de
programas como o bolsa-escola, vale-gás e o bolsa-alimentação.
Avanços significativos foram alcançados nas áreas de saúde,
educação e principalmente na questão agrária.

Com relação à questão agrária, durante todo o governo de


Fernando Henrique Cardoso, o Movimento dos Trabalhadores Rurais
Sem Terra pressionou o governo a avançar com o programa de
assentamentos rurais, promovendo por todo pais numerosas
manifestações e invasões em propriedades agrárias produtivas e
improdutivas.

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6- Bibliografia
Wikipédia.org/wiki/fernando_henrique_cardoso

www.brasilescola.com/historiab/governo-fernando-henrique-cardoso

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