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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ - UFC

CENTRO DE TECNOLOGIA - CT

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA - DEE

Prática 11

Osciloscópio e Gerador de Função

Aluno: Artur Araújo de Moura Fé 0307693

Prof.: Ailson

Turma: A

Horário: 14:00 às 16:00

Fortaleza, 26 de novembro de 2010


RESUMO

Nesta prática, familiarizar-se-á e trabalhar-se-á com as funções do


osciloscópio. No primeiro procedimento, será feito uma abordagem
sobre tensão contínua aplicada por uma fonte de tensão e analisada
as ondas pelo osciloscópio; no segundo procedimento, será abordado
o estudo com tensão alternada; no terceiro procedimento, será
analisada duas tensões, simultaneamente, e será utilizado o comando
MATH, para encontrar uma terceira onda de tensão, que será a
diferença entre as duas encontradas primeiro; no quarto
procedimento, será trabalhado com ondas alternadas, mas agora
utilizando-se do comando OFFSET; no quinto procedimento, irá
trabalhar-se com ondas alternadas, para poder observar seu duty-
cycle; na sexta e última prática, será abordada um breve estudo das
diferenças de fases das senóides aplicadas.
INTRODUÇÃO

O osciloscópio é um instrumento de medição, que permite visualizar graficamente


sinais elétricos numa tela plana, como uma diferença de potencial (ddp) em função do
tempo, ou em função de uma outra ddp. O elemento sensor é um feixe de elétrons que,
devido ao baixo valor da sua massa e por serem partículas carregadas, podem ser
facilmente aceleradas. Na maioria das aplicações, o osciloscópio mostra como é que um
sinal elétrico varia no tempo. Neste caso, o eixo vertical (YY) representa a amplitude do
sinal da tensão e o eixo horizontal (XX) representa o tempo. A intensidade (ou brilho)
do écran é por vezes chamada de eixo dos ZZ (Figura abaixo).

Para ajudar na medidas, uma grade chamada graticule ou retículo é desenhada na


face da tela. Cada quadrado na graticule é conhecido como uma divisão. O sinal a ser
medido é ligado a um dos canais de entrada, geralmente através de um conector coaxial,
como os conectores BNC ou tipo N. Se a fonte do sinal já possui seu conector coaxial,
então um simples cabo é usado para ligá-la, caso contrário um cabo específico chamado
ponta de prova para osciloscópio é usado.
Em seu modo mais simples, o osciloscópio desenha repetidamente uma linha
horizontal chamada de traço através do meio da tela da esquerda para a direita. Um dos
controles, o timebase control (controle da base de tempo), determina a velocidade com
que a linha é desenhada, e é calibrado em segundos por divisão.
Sua calibração por divisão é feita do seguinte modo:

O osciloscópio também pode ser utilizado para determinar o período e a tensão de


um sinal, determinar indiretamente a freqüência de um sinal, medir o valor da
componente cc, medir o valor temporal duty cicle e medir a diferença de fase entre dois
sinais periódicos.
Período e Frequência
Se um sinal se repete no tempo, ele tem uma frequência de repetição. Esta frequência
(f) é medida em Hertz (Hz) e é igual ao número de vezes que o sinal se repete por
segundo (número de ciclos por segundo). Analogamente, um sinal periódico tem um
período (T), que é o tempo que o sinal leva a completar um ciclo. O período e a
frequência são inversos um do outro, isto é, f = 1/ T.
Amplitude (de tensão)
Com um osciloscópio podem medir-se amplitudes de sinais, nomeadamente
amplitudes de pico e pico-a-pico. A forma de onda apresentada na Figura 10 tem uma
amplitude (de pico) de 1 V e uma amplitude pico-a-pico de 2 V.

Duty-cycle
Quando um interruptor em um dado circuito é fechado, há uma
passagem de corrente e a carga recebe toda a tensão da fonte e a
potência aplicada é máxima. Quando o interruptor está aberto, não
há passagem de corrente e a potência aplicada na carga é nula.A
relação entre o tempo em que temos o pulso de e a duração de um
ciclo completo de operação do interruptor nos define o ciclo
ativo(duty-cycle)
Defasagem
Para entender o que é o defasagem entre duas ondas, é necessário aprender o
conceito de fase. É importante salientar que este conceito apenas se aplica a ondas
sinusoidais. Olhando para a Figura 10, pode considerar-se que, como o sinal é
sinusoidal, a cada instante de tempo pode corresponder um ângulo (de 0º a 360º). Isto
facilita a análise de ondas sinusoidais, no sentido em que o ângulo de fase não depende
da frequência do sinal. Podemos então referir-nos a ângulos de fase para descrever em
que parte do período é que o sinal se encontra (20º, 60º, 180º, por exemplo), em vez de
nos referirmos a tempo (1,35 ms ou 4,2 s, por exemplo). A defasagem (ou diferença de
fase) representa o atraso (no tempo ou em fase) entre dois sinais da mesma frequência.
Na Figura 11, a tensão diz-se 90º em avanço relativamente à corrente, dado que a onda
de tensão chega ao seu máximo (por exemplo) exatamente 1/4 de período antes do
máximo da onda da corrente (360º / 4 = 90º).
FIGURAS DE LISSAJOUS
São usadas para medição de fase ou freqüência. Para sinais de mesma freqüência, são
usadas para medição da diferença de fase entre estes sinais. Para sinais de freqüências
diferentes, são usadas para medir a relação de freqüência entre dois sinais . A diferença
de fase entre dois sinais, de mesma freqüência, pode ser calculada conforme mostrado
na figura 11. Na figura 11-b são mostradas as diferenças de fase, para diversas razões de
frequências, entre dois sinais. Para fazer este tipo de medida, o osciloscópio é
selecionado na posição XY (horizontal externo). Um dos sinais é aplicado na entrada
horizontal e o outro na entrada vertical.
PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

1) Medição de tensão CC usando o osciloscópio

-Aplicaram-se todos os passos anotados na apostila da prática;

-Primeiro, ajustou-se o botão VOLT/DIV de CH1 para 2VOLT/DIV e depois para


5VOLT/DIV;

-Mediu-se os valores com o multímetro e com o osciloscópio;

Parte I

Valor da Tensão CC Medida com o multímetro Medida com o


Osciloscópio
2V 2,14 V 2,08 V
5V 5,04 V 5,06 V

Gráfico com tensão contínua de 2V Gráfico com tensão contínua de 5V

Comentário dos resultados: A escolha do instrumento para a medida mais adequada


para a medição de uma diferença de potencial(ddp) ou outro sinal elétrico depende da
rapidez com que esse sinal varia. O multímetro digital é um aparelho mais adequado
para medir valores constantes ou que variam lentamente, pois eu tempo de resposta é
relativamente demorado, 1 ou 2 segundos. Já o osciloscópio é um instrumento de
resposta rápida, por isso é mais adequado para medir sinais oscilantes de rápida
variação. Como esse procedimento analisou uma tensão constante, a diferença da
resposta do multímetro e do osciloscópio foi insignificante.

2) Medições de tensão CA – uso do gerador de função

-Aplicaram-se todos os passos anotados na apostila da prática;


-Ajustou-se o botão FREQUENCY para obter 1kHz(gerador de função);
-Ajustou-se o botão AMP(gerador de função) para obter o valor de tensão pico-a-pico
de 2V.

Valor da Tensão CC Medida com o multímetro Medida com o


(VAC) Osciloscópio
2Vpp 1,80 V 1,84 V
5Vpp 4,84 V 5V
Gráfico com Vpp=2V Gráfico com Vpp=5V

Comentário dos resultados: Desta vez, por ser uma forma de onda alternada, houve
uma diferença mais considerável entre os valores dados pelo multímetro e osciloscópio,
devido ao fato do multímetro ter uma resposta lenta, mas como a freqüência
aplicada(1kHz) não foi muito grande, os valores ainda continuam próximos.

3) Medição usando dois canais e a função MATH

-Aplicaram-se todos os passos anotados na apostila da prática;


-Conectou-se o CH1 do osciloscópio ao OUTPUT do gerador de função e o CH2 no
terminal do resistor R2(2,2k);
-Ajustou-se o botão FREQUENCY para obter 2kHz(gerador de função);
-Ajustou-se o botão AMP(gerador de função) para obter o valor de tensão pico-a-pico
de 5V.
-Mediu-se o valor da tensão em R1(10k) usando a função MATH, subtraindo o valor da
tensão do gerador de tensão do valor da tensão no resistor R2.

OBS.: ambos os resistores e o gerador de tensão estão conectados em série. Então, há


um divisor de tensão entre os resistores.

Valor da Tensão(VPP) Medida com o multímetro Medida com o


(VAC) Osciloscópio
Vin(CH1) 5V 5V
VR2(CH2) 0,90 V 1,40 V
VR1 4,10 V 3,60 V

Gráfico Vin e VR2 Gráfico Vin, VR2 e VR1


Comentário dos resultados: No primeiro gráfico, observa-se o valor da tensão do
gerador(5V) e o valor da tensão em R2(1,4V). No segundo gráfico, utilizando-se da
função MATH, subtraiu-se o valor da tensão do gerador pelo valor da tensão em R2
para encontrar o valor da tensão em R1. De fato, VR1 = Vin – VR2 -->
VR1 = 5 – 1,40 --> VR1 = 3,60V.
As disparidades dos valores no multímetro e no osciloscópio foi maior, pois a
freqüência foi maior(2KHz).

4)Medida de OFFSET

-Aplicaram-se todos os passos anotados na apostila da prática;


-Conectou-se o CH1 do osciloscópio ao OUTPUT do gerador de função
-Ajustou-se o botão FREQUENCY para obter 1kHz(gerador de função);
-Clicou-se no botão que aparece uma onda senoidal;
-Ajustou-se o botão AMP(gerador de função) para obter o valor de tensão pico-a-pico
de 2V.
-Apertou-se no botão OFFSET e o ajustou para um nível de DC de +2 volts e depois
para -2 volts

Primeiramente, a onda senoidal de Vpp = 2V.

Onda senoidal com nível de DC de +2 V Onda senoidal com nível de DC de -2 V


Comentário dos resultados: No primeiro gráfico, foi dado uma onda senoidal com
Vpp de 2V, inicialmente em cima da linda de referência. No segundo gráfico, aplicou-se
um nível DC de +2V, fazendo com que haja deslocamento de Offset de 2V para cima;
no terceiro gráfico, aplicou-se um nível DC de -2V, fazendo com que haja deslocamento
de Offset de 2V para baixo.

5)Medida de duty-cycle(ciclo de trabalho)

-Aplicaram-se todos os passos anotados na apostila da prática;


-Conectou-se o CH1 do osciloscópio ao OUTPUT do gerador de função
-Ajustou-se o botão FREQUENCY para obter 500kHz(gerador de função);
-Clicou-se no botão que aparece uma onda senoidal;
-Ajustou-se o botão AMP(gerador de função) para obter o valor de tensão pico-a-pico
de 5V.
-Apertou-se na tecla DUTY-CICLE(gerador de função) para 30% e depois para 60%.

Formas de onda encontradas:

30% de Duty Cycle 60% de Duty Cycle

Comentário dos resultados: No primeiro gráfico, encontrou-se o ciclo ativo de 30%,


pois temos um pulso ativo com duração de aproximadamente 0,6us, um pulso baixo de
aproximadamente 1,4us e um período de 2us, e, de acordo com a relação entre o tempo
de pulso e a duração de um ciclo completo, temos:
Ciclo Ativo = 0,6us/2us x 100 = 30%.
No segundo gráfico, encontrou-se o ciclo ativo de 60%, pois temos um pulso ativo de
aproximadamente 1,2us, um pulso baixo de aproximadamente 0,8us e um período de
2us, e, de acordo com a relação entre o tempo de pulso e a duração de um ciclo
completo, temos:
Ciclo Ativo = 1,2us/2us x 100 =60%.

6)Medições de fase – base de tempo e base XY

-Montou-se o circuito dado no laboratório, com um resistor de 330 ohms, um capacitor


de 270 nF e uma fonte de tensão alternada;
-(b)Colocou-se o probe nos sinais de entrada e saída(Ve(CH1) e VS(CH2)). Utilizando
VE como referência, determinou-se a defasagem dos sinais A e B para a freqüência de
1KHz. Usou-se a tecla CURSOS para ajustar a medição na base de tempo.
-(c)Selecionou-se o controle MENU HORIZONTAL na posição X-Y. Ajustou-se na
mesma escala dos canais para obter uma figura que preencha a parte útil da tela. Mediu-
se a defasagem para as mesmas freqüências do item anterior.

(b)
Frequência Defasagem B-Tempo
1KHz 23,04º

(c)
Frequência Defasagem Lissajous
1KHz 25,18º

Gráfico da defasagem . Base de tempo(b) Gráfico da defasagem . Lissajous(c)

-
Comentário dos resultados: no primeiro gráfico, temos a diferença de fase entre as
duas ondas. De acordo com o gráfico, a diferença das fases é de 64us, ou seja, o gráfico
azul demora 64us para passar pelo mesmo ponto que o gráfico amarelo passa. Para
descobrir o valor dessa defasagem em graus, basta fazer uma regra de três simples:
Se a freqüência dada é de 1kHz, o período será de 1000us, que corresponderá a 360º.
A atraso entre elas é de 64us, de acordo com o gráfico, que corresponderá a Xº.
Fazendo a regra de três:
X = 64us x 360 / 1000us = 23,04º. Logo, sua defasagem será de 23,04º.
No segundo gráfico, temos a diferença de fase entre as duas ondas, mas utilizando-se
do método da posição X-Y, utilizando-se das figuras de Lissajous.
Por este método, acha-se o valor do ângulo de defasagem pela equação:
Ângulo=arcsen(a/b), onde a é representa a distância entre o centro da elipse e o ponto
que corta o eixo y e b representa a distância entre o centro da elipse e o ponto máximo
da figura.
Logo, Ângulo = arcsen(2/4,7) = 25,18º.

CONCLUSÃO

Após o termino da prática, viu-se que o osciloscópio é um instrumento que além de


uma medida quantitativa, apresenta também uma medida qualitativa da grandeza que
está sendo objeto de análise. Na maioria dos casos o osciloscópio apresenta a variação
de uma tensão em função do tempo. Por este motivo o osciloscópio torna-se um
instrumento de grande versatilidade. Porém, para aproveitar ao máximo desta
versatilidade é necessário que se saiba usá-lo corretamente, conhecendo o
funcionamento de todos os botões ou pelo menos a maioria deles.

BIBLIOGRAFIA

-Apostila Laboratório de Eletrônica, UFMG


-Apostila Osciloscópio, Centro Federal de Educação e Tecnologia do Paraná
-ABC do osciloscópio, 2ª edição, Alves, Mário Ferreira, 1998
- Wikipédia: Defasegem