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AULA 6 Termometria & Dilatação de sólidos e líquidos

Termologia é um ramo da Física que estuda muitos dos fenômenos presen-


tes em nosso cotidiano como calor, aquecimento e resfriamento. Termome-
tria é a parte da termologia que se dedica a medição da temperatura: gran-
deza que caracteriza o estado térmico de um corpo ou sistema; por meio de
termômetros em diferentes escalas termométricas.

O popular termômetro apresenta a opção de escala mais usada


na maioria dos países: a escala Celsius (°C)

Medindo a temperatura

O cientista sueco Anders Celsius ficou famoso por inventar a maneira de medir temperatura
mais usada até hoje no Brasil e na maior parte do mundo. É comum ouvirmos no noticiário: “Hoje, a
temperatura máxima vai chegar aos 22 graus”. Essa maneira de medir a temperatura é conhecida
como “escala Celsius”, portanto, a referência seria “22 graus Celsius” ou “22 °C”.
Uma escala nada mais é que uma linha ao longo da qual são feitas marcas numeradas para
medir alguma coisa. Celsius estava interessado em comparar numericamente diferentes tempe-
raturas. E o motivo pelo qual a escala criada por Celsius foi tão bem sucedida e é usada até hoje
é que ele tomou como pontos de referência duas temperaturas estáveis e relativamente fáceis de
reproduzir. A primeira delas foi a temperatura na qual a água congela, e a segunda, a temperatura
na qual a água ferve.
Nos dois casos, são pontos nos quais a água está mudando de estado físico. Quando congela,
a água passa do estado líquido para o estado sólido (gelo). Quando ferve, a água passa do estado
líquido para o gasoso (vapor). Atribui-se o valor zero ao ponto no qual a água congela e o valor 100
ao ponto no qual ela ferve, dividindo a distância entre um e outro ponto no termômetro em 100 graus,
motivo pelo qual a escala ficou conhecida como “escala centígrada”. Mesmo depois da Conferência
Geral de Pesos e Medidas de 1948, o termo centígrado nesse sentido ter sido abolido e substituído
por Celsius.
Portanto, quando se diz que a temperatura de um corpo é de 40 ºC, por exemplo, isto quer
dizer que, ao colocarmos o termômetro em contato com este corpo, a coluna de mercúrio subirá até
a marquinha de número 40: entre a posição do mercúrio na temperatura de congelamento da água
e a posição do mercúrio na temperatura de fervura da água.

Texto adaptado de artigo disponível em: http://chc.cienciahoje.uol.com.br/medindo-o-calor-e-o-frio/.


Acesso em: 20.02.2014.

Física 2 - Aula 6 83 Instituto Universal Brasileiro


Termometria & Dilatação de sólidos e líquidos
Termometria: temperatura depois de certo tempo, se tocarmos em
e escalas termométricas ambas, teremos a sensação de que a co-
lher de metal está mais quente que a de
Termometria é uma parte da Termolo- madeira.
gia, cujos objetivos são o estudo e a medição • A sensação térmica varia de um ob-
da temperatura em diferentes escalas termo- servador para outro:
métricas. Se dois indivíduos, um de mãos caleja-
das e outro de mãos finas e tratadas, tocarem
Como determinar o estado o mesmo objeto aquecido, a sensação térmi-
térmico de um corpo? ca para o primeiro indivíduo será menos in-
tensa que para o segundo.
Como devemos então determinar ob-
jetivamente o estado térmico de um corpo?
Isto é feito através do conceito de tempe-
ratura.

Temperatura
Observa-se experimentalmente que,
quanto mais um corpo é aquecido, maior é o
estado de agitação das partículas que o cons-
tituem.
Vivenciamos, no dia a dia, muitas situa-
ções relacionadas com o calor e suas mani-
festações. Veja alguns exemplos:
• Você experimenta um pedaço de uma
torta que acabou de sair do forno. Você tem a
sensação de que a torta está quente.
• Você bebe um copo de refrigerante re-
cém tirado da geladeira. Você considera que Corpo com baixa temperatura,
o refrigerante está gelado. suas partículas "vibram" pouco
• Você usa roupa clara no verão, pois
ela libera calor e auxilia para que você sinta
menos calor; em dias frios usamos roupas
escuras, pois elas evitam a perda de calor.
Estas noções de quente, morno, frio
e gelado, são chamadas de sensações tér-
micas. Elas nos permitem avaliar o estado
térmico dos corpos. Entretanto, elas não são
universais e não se prestam a um estudo ob- Corpo com alta temperatura,
jetivo do calor e de suas manifestações, por suas partículas "vibram" bastante
vários motivos, como por exemplo, os citados
abaixo:
Os átomos que constituem esses corpos
• A sensação térmica depende do ma-
terial de que é feito o corpo: possuem um arranjo chamado “rede cristalina
Se deixarmos uma colher metálica e ou- do sólido”. Quando o corpo sofre um aumento
tra de madeira, mergulhadas em água quente, de temperatura, há um aumento na vibração
dos átomos, que se afastam.
Física 2 - Aula 6 84 Instituto Universal Brasileiro
com temperaturas diferentes, são classifica-
Conceituamos temperatura como a dos em paredes adiabáticas e paredes dia-
medida do estado de agitação das par- térmicas.
tículas de um corpo, isto é, a tempera-
tura é uma medida que associamos ao Parede adiabática é aquela que iso-
estado térmico de um corpo. la os corpos de forma que impeça o equi-
líbrio térmico entre eles. Como exemplos
Para entender como realizar a medida mais comuns temos o frasco de Dewar ou
da temperatura de um corpo, é preciso escla- garrafa térmica, o isopor etc.
recer o conceito de equilíbrio térmico. Parede diatérmica é aquela que
não dificulta o estabelecimento do equilí-
Equilíbrio térmico brio térmico entre os corpos. Um exem-
plo pode ser o de uma panela com leite
O que ocorre quando um pedaço de fer- quente colocada numa vasilha contendo
ro quente é introduzido em um recipiente com água fria. Depois de certo tempo, estabe-
água fria? lece-se o equilíbrio térmico: o leite esfria e
À medida que o ferro começa a esfriar, a a água esquenta. A panela que contém o
água começa a esquentar, isto é, a tempera- leite possui paredes diatérmicas, pois não
tura do ferro diminui ao mesmo tempo em que dificultou o estabelecimento do equilíbrio
a temperatura da água aumenta. No instante térmico.
em que o estado térmico do ferro é o mesmo
que o da água, não há variação da tempera-
tura e dizemos que os corpos estão em equilí- Propriedades termométricas
brio térmico. Corpos em equilíbrio térmico têm
a mesma temperatura. Quando a temperatura de um corpo va-
ria, temos também uma variação de certas
Equilíbrio térmico é um estado propriedades físicas, chamadas propriedades
termodinâmico em que dois ou mais cor- termométricas, como: o volume de um flui-
pos em contato e isolados de influências do, a sua pressão, o comprimento de uma
externas, tendem a uma temperatura barra, o índice de refração, a resistência
uniforme. elétrica de um fio, a cor do filamento de
O equilíbrio térmico apresenta três uma lâmpada etc.
propriedades: Por se tratar de uma grandeza física,
• Reflexiva - Todo corpo está em a temperatura precisa ser medida. O instru-
equilíbrio térmico consigo mesmo. mento usado para isso é o termômetro e sua
• Simétrica - Se o corpo A está em construção baseia-se na variação de uma das
equilíbrio térmico com o corpo B, o corpo B propriedades termométricas.
está em equilíbrio térmico com o corpo A.
• Transitiva - É o "Princípio Núme- Escalas termométricas
ro Zero da Termodinâmica". Se o corpo
A está em equilíbrio térmico com o corpo Para a medição da temperatura são usa-
B, e o corpo B está em equilíbrio térmico das escalas com números, denominadas es-
com o corpo C, então o corpo A está em calas termométricas. Para corpos em equilí-
equilíbrio térmico com o corpo C. brio térmico são associados números iguais,
e para corpos que não estejam em equilíbrio
O equilíbrio térmico para se estabelecer, térmico associamos números diferentes.
depende do contato entre os corpos. Se entre As escalas termométricas usuais são: a
eles houver um material isolante de calor, não escala Celsius (°C) a escala Fahrenheit (°F)
atingirão um estado de equilíbrio térmico. Os e a escala absoluta ou Kelvin (K), que serão
materiais que separam dois ou mais corpos estudadas adiante.
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► Termômetro de mer-
cúrio ou álcool: O tipo de ► Os pontos fixos, considerados
termômetro mais comum é como padrão, são:
aquele em que a propriedade • O ponto de fusão do gelo, que
física variável é o volume de é a temperatura de uma mistura de
um líquido, e este líquido é, de água e gelo à pressão de 760 mm de
preferência, o mercúrio, ou o mercúrio;
álcool. • O ponto de ebulição da água,
que é a temperatura de equilíbrio da água
Mercúrio em ebulição com o vapor d'água à pres-
são de 760 mm de mercúrio.
Razões pelas quais, normalmente, o ► Para a marcação dos pontos fi-
mercúrio é usado: xos no tubo, a técnica é a seguinte:
• Possui uma dilatação térmica re- O tubo contendo mercúrio é coloca-
gular. do num recipiente contendo água e gelo
• É facilmente obtido puro (metal de em equilíbrio térmico. Espera-se até que
cor prateada). o termômetro entre em equilíbrio térmico
• É o único metal líquido no intervalo com a mistura água-gelo e marca-se a
de - 39°C e 359°C. posição da coluna de mercúrio. A pres-
• Entra rapidamente em equilíbrio são é de 760 mm de mercúrio e a mar-
térmico com o sistema em estudo. cação é feita num recipiente de paredes
• Não molha o vidro. adiabáticas.
• É opaco e sua superfície, sendo ► A seguir, este termômetro é co-
brilhante, facilita a leitura. locado num recipiente contendo água
em ebulição, em equilíbrio térmico com
Álcool o vapor d'água. O tubo não é mergu-
lhado na água, mas apenas envolvido
O álcool é usado no intervalo de - pelo vapor. A água contém impurezas
110°C e 78°C, mas sua dilatação térmica e, “se mergulhássemos o termômetro
não é regular; além disso, para facilitar a nela, teríamos um ponto de ebulição
leitura da temperatura é necessário adi- mais alto”. Atingido o equilíbrio térmi-
cionar um corante vermelho ao álcool. co, marcamos a altura da coluna de
mercúrio.
► Depois de marcados os dois
pontos fixos, são atribuídos a eles va-
lores arbitrários, e que variam para
as diversas escalas termométricas. O
intervalo entre os pontos de referência
é subdividido em partes iguais e arbi-
Veja como se constrói um trárias. Cada parte corresponde a um
termômetro de mercúrio grau, na devida escala. Se o número de
divisões for igual a n, definiremos "um
► Num tubo de secção constante é grau" como sendo a variação de tempe-
introduzido mercúrio. A seguir, são esco- ratura que determina, na altura da colu-
lhidos dois "pontos fixos", aos quais cor- na líquida, a enésima parte da variação
respondem temperaturas determinadas. experimentada pela mesma, quando o
O intervalo entre esses dois pontos fixos termômetro passa da temperatura do
é dividido em partes iguais, mas arbitra- gelo fundente àquela do vapor de água
riamente. em ebulição, sob pressão normal.

Física 2 - Aula 6 86 Instituto Universal Brasileiro


► Termômetro nheit, que se representa: °F. Nessa escala, o
clínico: É utilizado ponto de fusão do gelo equivale a 32 °F e o
para medir a tem- ponto de ebulição da água, a 212 °F. O termô-
peratura do corpo metro é dividido em 180 partes iguais (espaço
humano. É um ter- entre 32 °F e 212 °F), cada parte valendo um
mômetro de mercú- grau Fahrenheit.
rio que registra temperaturas no intervalo de
35°C até 42°C. Ele consta de um tubo com um Escala absoluta ou de Kelvin
estreitamento próximo ao bulbo.
Toma como zero a temperatura equiva-
lente a -273,16 °C. A temperatura era expres-
sa em "graus Kelvin" e representada por °K,
mas, a partir de 1968, o grau Kelvin passou
42

a ser designado apenas por "Kelvin", vindo a


41

Capilar ser representado por K.


Vejamos agora uma tabela que nos dá
40

os valores dos pontos fixos nas diversas es-


calas.
39

C = 37,8˚C
38

Ponto de Ponto de Número


Escalas fusão do ebulição de
37

gelo da água divisões


36

Centígrada 0˚C 100˚C 100


35

Fahrenheit 32˚F 212˚F 180


34

Kélvin 273 K 373 K 100


Estreitamento
Como os pontos fixos correspondem à
mesma altura da coluna líquida, porque os fe-
nômenos medidos são os mesmos. Somente
Bulbo
mudam os números, conforme a escala. A cor-
respondência entre as escalas é a seguinte:

Celsius Fahrenheit Kelvin


Escalas termométricas relativas

Escala Celsius
2º ponto
100 ˚C 212 ˚F 373 K ↑
É a mais conhecida e a temperatura é fixo
expressa em graus Celsius, que se representa
Tem-
por °C. Nessa escala, foi marcado 0 °C para a
peratura ˚C ˚F K ΔH ↕ Δh
temperatura de fusão do gelo e 100 °C para a qualquer
temperatura de ebulição da água. O termôme-
tro é dividido, portanto, em 100 partes iguais, 1º ponto
cada uma valendo um grau Celsius. 0 ˚C 32 ˚F -273 K ↓
fixo

Escala Fahrenheit
A razão Δh é a mesma para todas as
ΔH
É usada pelos povos de língua inglesa escalas, pois representam variação na altura
e a temperatura é expressa em graus Fahre- da coluna líquida.
Física 2 - Aula 6 87 Instituto Universal Brasileiro
Assim, podemos fazer a relação:
Ou:
C-0 F - 32 K - 273 F = C . 1,8 + 32 F = 35 . 1,8 + 32
= =
100 - 0 212 - 32 373 - 273

C F - 32 K - 273
= = F = 63 + 32
100 180 100

Simplificando (dividindo por 20) os deno- F = 95 ˚F


minadores, temos:

C F - 32 K - 273 2. No caso entre as escalas Celsius


= =
5 9 5 e Kelvin, basta utilizar: C = K - 273, pois
como a igualdade entre eles apresenta
Então, para transformar °F em °C, fica: mesmo denominador o 5, ele pode ser eli-
minado da fórmula. Se um termômetro es-
5. (F - 32) tiver marcando 320 ºK, a temperatura em
C=
9 Celsius será esse número reduzido em
273 unidades, veja como fica:
Simplificando:
C = K - 273
C = F - 32
1,8

Para transformar °C em °F: C = 320 - 273

F = C . 1,8 + 32
C = 47 ˚C
Veja a seguir dois exemplos:

1. Se num dia de muito calor um ter- Dilatação de sólidos e líquidos


mômetro estiver indicando 35 ºC, um ter-
mômetro em Fahrenheit marcará quantos Sistemas homogêneos e heterogêneos
graus?
Homogêneos
Substituindo as informações na pri-
meira igualdade teremos: Corpos homogêneos são aqueles que
C F - 32 35 F - 32 apresentam as mesmas propriedades em to-
= = dos os pontos.
5 9 5 9
• Exemplo: uma barra de ouro.

Heterogêneos
7 = F - 32 7 . 9 = F - 32
9
Se um sistema tiver várias partes homo-
gêneas, ele será heterogêneo. Cada parte ho-
mogênea será chamada de fase do sistema
63 = F - 32 F = 63 + 32
e a superfície de separação destas fases é o
que denominamos de interfases.
• Exemplo: Num copo temos água e óleo:
F = 95 ˚F o sistema é heterogêneo e apresenta duas fa-
ses, a água e o óleo.
Física 2 - Aula 6 88 Instituto Universal Brasileiro
Corpos isótropos e anisótropos
sem folga pelo anel. A esfera, ao ser
em relação ao calor
aquecida, não passa mais pelo anel, pois
sofreu uma dilatação. Se o anel também
Corpos isótropos sofrem a mesma dila-
for aquecido à mesma temperatura que a
tação linear em todas as direções e corpos
esfera, veremos que a esfera passará no-
anisótropos não possuem a mesma dilatação
vamente pelo anel.
linear em todas as direções.

Esfera
Anel

Nosso estudo sobre dilatação


se limitará a sistemas
homogêneos e isótropos
Vamos estudar os três tipos de dilatação
Quase todos os corpos, ao sofrerem dos sólidos:
um aumento de temperatura, dilatam-se • Dilatação linear. Quando a dilatação
(o volume aumenta), o que dizemos ser considerada é em uma dimensão: compri-
uma dilatação térmica; e, ao sofrerem mento.
uma diminuição de temperatura, con- • Dilatação superficial. A dilatação se
traem-se (o volume diminui), o que dize- dá em duas dimensões (comprimento e largu-
mos ser uma contração térmica. ra). Ocorre em uma superfície ou área.
• Dilatação cúbica ou volumétrica. É
aquela em que predomina a variação em três
dimensões, ou seja, a variação do volume
Dilatação dos sólidos
do corpo. Os líquidos e os gases têm dilata-
Sólidos são sistemas que possuem for- ção volumétrica.
ma e volume definidos. Frequentemente, a
dilatação térmica é utilizada para resolver
Dilatação linear
um problema diário.
Quando aquecemos uma barra, à medida
Exemplos: que a temperatura aumenta, temos um aumento
no comprimento da barra. Se for feito um gráfico
1. O caso de mergulhar um vidro em em que os valores marcados na abcissa são da
água quente, para desatarraxar a tampa. A temperatura e os valores marcados na ordena-
dilatação que a tampa sofre é maior que a da são as correspondentes variações de compri-
dilatação do vidro e, desta forma, o problema mento que a barra sofreu, unindo os pontos obti-
de desatarraxar a tampa fica resolvido. dos, veremos que a linha resultante se aproxima
2. E você sabe por que existem espa- muito de uma reta. Em nosso estudo, a linha ob-
ços entre os trilhos das estradas de ferro? A tida será considerada como sendo reta.
resposta é a seguinte: No verão, os trilhos
sofrem dilatação e os pequenos espaços L reta
entre eles permitem essa dilatação.

Vejamos uma experiência muito simples


sobre dilatação:
Inicialmente, temos uma esfera e um
t (˚C)
anel de mesmo material. A esfera passa

Física 2 - Aula 6 89 Instituto Universal Brasileiro


Consideremos uma barra à temperatu-
ra t0 e com um comprimento L0. Vamos au-
mentar a temperatura até um valor t1 obser-
vando então, que o comprimento da barra
aumentou para um valor Lv. Quando a va-
riação da temperatura foi Δt = t1 - t0 o com- É importantíssimo que sejam feitos
primento da barra variou de ΔL = L1 - L0 e, os cálculos de dilatação linear, pois as
pelo gráfico da figura considerado uma reta, deformações sofridas pelo efeito do ca-
podemos chegar à fórmula que nos dá a de- lor podem ocasionar grandes desastres,
pendência entre a variação do comprimento como, por exemplo, o descarrilamento
de uma barra e a variação da temperatura dos vagões.
que a mesma sofreu:

L0
t0
ΔL
t1 Deformação causada pela dilatação.
L1
Veja outros exemplos de estruturas
metálicas onde são calculados os coefi-
ΔL = L0 . α . Δt cientes de dilatação linear:

onde: ΔL = L1 - L0

L0 = comprimento

Δt = t1 - t0 (variação da temperatura)

α = coeficiente de dilatação linear,


que, para o nosso estudo, será
considerado constante e apenas
dependente do material.
A famosa Torre Eiffel, em Paris, toda
As barras dos trilhos ferroviários são
construída em vigas de ferro, apresenta
feitas com um espaçamento para não en-
pequenas inclinações, decorrentes da di-
vergarem com ganho de calor (dilatação)
latação sofrida com o calor do sol. No ve-
ou retraírem com a queda da temperatura.
rão, nos dias mais quentes, a torre chega
Vale lembrar também que a dilatação não
a registrar um aumento de 15 centímetros
é um fenômeno visível, variando de acordo
na sua altura.
com o material e a temperatura. A dilata-
ção linear é apenas teórica, sendo que para
que algo exista ele deve ser tridimensional,
numa dilatação a matéria irá dilatar em três
dimensões, mas como não é possível cal-
cular essa dilatação, adota-se somente o
calculo da dilatação linear. O coeficiente de
dilatação linear (α) é constante em apenas
alguns intervalos de temperaturas, por isso
seus valores tabelados são obtidos por mé-
dias de temperaturas.
Física 2 - Aula 6 90 Instituto Universal Brasileiro
Significado físico do
Material α (˚C)-1
coeficiente de dilatação linear
Latão 18 x 10-6
Acabamos de ver que: Vidro comum 9 x 10-6
Vidro "Pyrex" 3 x 10-6
ΔL = L0 . α . Δt Zinco 30 x 10-6
Ouro 15 x 10-6
Se inicialmente para L0 tivermos um
Platina 9 x 10-6
comprimento unitário e variando ∆t de 1
grau de temperatura, teremos:
Variação de comprimento
número que mede ΔL = número que mede α
Na dilatação linear foi visto que a va-
E concluímos que: riação de comprimento que a barra sofreu é
dada por:
"O coeficiente de dilatação linear de
um material sólido é numericamente igual ΔL = L0 . α . Δt
à variação de comprimento sofrida pela
onde: ΔL = L1 - L0
unidade de comprimento de uma barra,
quando a temperatura sofre um aumento e
unitário." Δt = t1 - t0

Unidade de α: Vamos achar o valor do comprimento


da barra, quando a temperatura é t1
ΔL
α= Para a temperatura t0, o comprimento
L0 . Δt era dado por L0 e, para a temperatura t1, o
comprimento era dado por L1.
comprimento
α=
comprimento x temperatura Substituindo, temos:
L1 - L0 = L0 . α . Δt
α = (temperatura)-1
L1 = L0 + L0 . α . Δt

Quando a temperatura é dada em Pondo L0 em evidência no 2º mem-


˚C, temos: bro, fica:
α = ˚C-1
L1 = L0 (1 + α . Δt)
O coeficiente de dilatação linear de- Que nos dá o comprimento à tempe-
pende do material, o que pode ser verificado ratura t1.
na tabela abaixo:
Material α (˚C)-1
Alumínio 23 x 10-6
Aço 11 x 10-6
Bronze 18 x 10-6
Borracha dura 80 x 10-6 Trilhos do metrô são contínuos
Cobre 17 x 10-6
Por que os trilhos do metrô, ao con-
Chumbo 27 x 10-6
trário dos trilhos dos trens, não têm folgas
Ferro 12 x 10-6

Física 2 - Aula 6 91 Instituto Universal Brasileiro


tângulo. O lado a0 passará a a1 e o lado b0
para acomodar a dilatação dos metais? passará a b1, e os valores serão dados por:
Atualmente quase todas as linhas de me-
trô do mundo são construídas com trilhos a1 = a0 . (1 + α . Δt)
longos, soldados continuamente, sem fol-
gas. Antigamente, o espaço era necessá- b1 = b0 . (1 + α . Δt)
rio para permitir a dilatação do metal sob
o calor. O que eliminou essa necessidade A área do retângulo à temperatura t1 será:
foram as modernas molas de aço capa-
zes de absorver a dilatação e a tensão S1 = a1 . b1
provocadas pelo peso e pela aceleração
do trem. “Os trilhos com folgas para a di- Vamos substituir os valores de a1 e b1 no
latação exigem muito trabalho de manu- retângulo com temperatura t1:
tenção e provocam desconforto para os
passageiros, porque causam mais ruído e S1 = a1 . b1
trepidação”, explica o engenheiro Kyioshi
Hiraoka, da Companhia Metropolitana de S1 = a0 . (1 + α . Δt) . b0 . (1 + α . Δt)
São Paulo. Por isso, também as ferrovias S1 = a0 . b0 (1 + α . Δt)2
estão deixando de usar esse sistema.
(Revista Superinteressante, setembro de 1996). Mas por S0 = a0 . b0, teremos:

S1 = S0 (1 + α . Δt)2
Dilatação superficial (1 + α . Δt)2 = 12 + 2 . 1 . α . Δt + (α . Δt)2
Vamos considerar uma superfície de (1 + α . Δt)2 = 1 + 2 . α . Δt + α2 . (Δt)2
espessura desprezível em relação à largu-
ra e ao comprimento. Para um aumento da
temperatura, tivemos um aumento do com- Pela tabela do coeficiente de dilatação li-
primento da barra no item anterior e, por- near, vimos ser a da ordem de 10-6 e, portanto,
tanto, é natural que as superfícies também a2 será da ordem de 10-12, que é um valor des-
sofram um aumento, quando existe um au- prezível em relação às outras medidas; logo:
mento da temperatura.
(1 + α . Δt)2 ≈ 1 + 2 . α . Δt
a1
S1 Fazendo 2α igual a β, e que denomina-
a0 remos de "coeficiente de dilatação superficial
b1 do material":
b0 S0
2α = β

ΔS Teremos:

Dentro de uma superfície qualquer, va- (1 + α . Δt)2 ≈ 1 + 2 . α . Δt = 1 + β . Δt


mos tomar um retângulo de lados a0 e b0 a uma
temperatura t0. A área deste retângulo será: Que substituiremos em S1 = S0 (1 + α . Δt)2,
chegando à fórmula que nos dá a área S1 à
S0 = a0 . b0 temperatura t1:

Se aumentarmos a temperatura para um S1 = S0 (1 + β . Δt)


valor t1 teremos um aumento dos lados do re-
Física 2 - Aula 6 92 Instituto Universal Brasileiro
Onde: te que nosso estudo está sendo feito apenas
para materiais isótropos, em que a dilatação
S0 é a área à temperatura t0; térmica é a mesma em todas as direções.
Δt = t1 - t0 é a variação da temperatura;
Dentro de um corpo qualquer, vamos
S1 é a área à temperatura t1. tomar um paralelepípedo de lados a0, b0 e
c0, a uma temperatura t0. O volume des-
E como ΔS = S1 - S0, a fórmula anterior te paralelepípedo, a essa temperatura t0,
também pode ser escrita da seguinte forma: será:
V0 = a0 . b0 . c0
ΔS = S0 . β . Δt
t1
t0
Significado físico do coeficiente
de dilatação superficial c0 c1

Acabamos de ver que:


b0 b1
a0
ΔS = S0 . β . Δt a1

Se inicialmente para S0 tivermos uma Quando aumentamos a temperatura


superfície unitária e variando Δt de 1 grau de para t1, temos um aumento dos lados do
temperatura, teremos: paralelepípedo:
• lado a0 passará a a1;
número que mede ΔS = número que mede β • lado b0 passará a b1;
• lado c0 passará a c1 e os valores
E concluímos que: serão:
a1 = a0 (1 + α . Δt)
"O coeficiente de dilatação superfi-
cial de um material sólido é numericamente b1 = b0 (1 + α . Δt)
igual à variação de área sofrida pela uni- c1 = c0 (1 + α . Δt)
dade de área de uma superfície, quando a
temperatura sofre um aumento unitário." O volume do paralelepípedo à tem-
peratura t1 será:
unidade de β: também é ˚C-1.
V1 = a1 . b1 . c1

Dilatação cúbica ou volumétrica Como o corpo considerado é isótropo, a


é o mesmo para a1, b1 e c1.
Pelo mesmo processo demonstrado
Aquecimento para a dilatação superficial, chegamos a:
V0 V V1 = V0 (1 + γ . Δt)

onde: V1 é o volume à temperatura t1.


Foi visto que o comprimento e a área
sofrem um aumento quando a temperatura V0 é o volume à temperatura t0.
aumenta. Agora, passaremos a estudar a va-
riação que o volume sofre, quando há uma va- Δt = t1 - t0 (variação da temperatura)
riação de temperatura. Devemos ter em men-
Física 2 - Aula 6 93 Instituto Universal Brasileiro
γ é o coeficiente de dilatação volu-
métrica (ou cúbica) do material.
γ = 3α e é medido em ˚C-1

A água é diferente. Por isso o gelo


Como ΔV = V1 - V0, podemos tam- (sólido) flutua na água líquida.
bém escrever:
ΔV = V0 . γ . Δt Quanto à dilatação, a água apresenta
um comportamento inverso ao dos demais
líquidos. A água, quando aquecida, no in-
tervalo de 0 °C e 4 °C sofre contração de
Dilatação dos líquidos volume e depois começa a dilatar-se, ou
Os líquidos não apresentam forma pró- seja, no estado sólido (0 °C), ela tem volu-
pria; ela depende do recipiente que os con- me maior do que no estado líquido.
tém. Portanto, ao estudarmos a dilatação dos Se o volume da água diminui e sua
líquidos, precisaremos também levar em con- massa se mantém constante, a sua den-
sideração a dilatação do recipiente. sidade, que é a razão entre massa e vo-
• Na dilatação dos sólidos, que o volume so- lume, será máxima quando a água estiver
fria uma variação com a temperatura, dada por: a 4 °C.
Esse comportamento explica porque
V = V0 (1 + γ . Δt) frascos de vidro cheios de água arreben-
tam no congelador: a temperatura vai dimi-
Onde γ era denominado coeficiente de nuindo e o volume se contraindo, até atin-
dilatação cúbica do sólido, que dependia do gir 4 °C. Ao se congelar, atingindo 0 °C, o
material e era da ordem de 10 -6 .°C -1. volume aumenta e o frasco se quebra.
• Para os líquidos também é válida a fór-
mula acima, isto é:
Dilatação real e dilatação aparente
Vr = V0 (1 + γr . Δt)
Vamos tomar um frasco transparente,
Onde γr é o coeficiente de dilatação real graduado e que contenha um líquido com vo-
do líquido; porém, o valor deste coeficiente lume inicial V0.
varia entre 10-3 ˚C-1 até 10-5 ˚C-1 com o que se
pode concluir que a dilatação dos líquidos é Ao aquecer este
maior que a dilatação dos sólidos. sistema (recipiente e lí-
Vejamos uma tabela de coeficientes de quido), notaremos que
dilatação real de alguns líquidos: o recipiente é afeta-
V0 do pelo aquecimento,
Líquido γr (˚C)-1 ocasionando uma di-
latação volumétrica do
Mercúrio 0,18 x 10-3 sólido que é o recipien-
te. O líquido também
Glicerina 0,49 x 10-3 se aquece e, sendo
sua dilatação maior que a do frasco, te-
Álcool etílico 1,1 x 10-3 remos uma leitura Vap (Volume aparente) que
estará acima do nível inicial do líquido. O
Acetona 1,4 x 10-3 que observamos não é a dilatação real
Éter etílico 1,6 x 10-3 do líquido, mas a dilatação do líquido

Física 2 - Aula 6 94 Instituto Universal Brasileiro


em conjunto com a dilatação do frasco,
que é a dilatação aparente, pois o líquido
preenche o volume dilatado do sólido, que
é o recipiente.
• A dilatação aparente, ΔVap, é sem-
pre aquela que é observada. Por exem-
V do plo, se inicialmente um líquido preenche
Vap recipiente totalmente um frasco, quando aquecemos
o conjunto, haverá uma quantidade de
V0 do
recipiente
líquido que irá transbordar o recipiente.
Este volume transbordado é ΔVap.
• O coeficiente de dilatação real do
líquido, γr é o coeficiente de dilatação ca-
racterístico daquele líquido.

Note que, como os líquidos não têm


forma definida, quando o recipiente que os
contém sofre dilatação, eles irão preencher o
volume dilatado do recipiente. Mas, como os
líquidos se dilatam mais que os sólidos, ob-
Termometria & Dilatação de
servamos ainda, um aumento do nível do lí-
sólidos e líquidos
quido no recipiente.
Termometria: temperatura e
escalas termométricas

Vap Termometria é uma parte da Termolo-


V0 V0
} ΔV ap gia, cujos objetivos são o estudo e a medição
da temperatura em diferentes escalas termo-
métricas, sendo as principais, Celsius (C) ou
Centígrados, Fahrenheit (F) e Kelvin (K), que
se relacionam pelas fórmulas:

C F - 32 K - 273
= =
5 9 5
Podemos então afirmar que:
Temperatura
ΔVreal = ΔVap + ΔVfrasco
Conceituamos temperatura como a me-
dida do estado de agitação das partículas
onde: ΔVreal = V0 . γr . Δt de um corpo, isto é, a temperatura é uma
medida que associamos ao estado térmico
ΔVap = V0 . γap . Δt de um corpo.

ΔVfrasco = V0 . γf . Δt Dilatação

Corpos ou objetos, ao sofrerem um au-


E é válida a relação:
mento de temperatura, dilatam-se (o volume
aumenta), o que dizemos ser uma dilatação
γr = γap + γf
térmica; e, ao sofrerem uma diminuição de

Física 2 - Aula 6 95 Instituto Universal Brasileiro


temperatura, contraem-se (o volume dimi-
nui), o que dizemos ser uma contração tér-
mica.

Dilatação dos sólidos


1. Numa manhã, os termômetros da ci-
• Dilatação linear: é a dilatação que se dade estão marcando a temperatura de 20 °C.
faz em uma dimensão: O valor correspondente a essa temperatura,
em graus Fahrenheit, será:
ΔL = L0 . α . Δt a) ( ) 72 °F
b) ( ) 68 °F
c) ( ) 50 °F
• Dilatação superficial: é a dilatação
d) ( ) 87 °F
de uma superfície ou área (duas dimen-
sões):
2. Num laboratório de pesquisas um ter-
mômetro marcava 50 ºC. Que temperatura
ΔS = S0 . β . Δt
Kelvin corresponde a essa temperatura?
a) ( ) 323 K
• Dilatação cúbica ou volumétrica: é b) ( ) 423 K
aquela em que predomina a variação em três c) ( ) 123 K
dimensões, ou seja, a variação do volume do d) ( ) 53 K
corpo:
3. Supondo que uma temperatura acima
ΔV = V0 . γ . Δt de 37,5 °C seja considerada como febre, per-
gunta-se: uma pessoa, cuja temperatura é de
Relação entre os 104 ºF, está com febre ou não?
coeficientes de dilatação a) ( ) A temperatura da pessoa está
abaixo de 37 ºC ela não está com febre.
• α → Coeficiente de Dilatação Linear; b) ( ) A temperatura da pessoa está em
• β → Coeficiente de Dilatação Superfi- 40 ºC, ela está com febre e deve ser medicada.
cial, β = 2α; c) ( ) A temperatura está indicando 40 ºC,
• γ → Coeficiente de Dilatação Volumé- a pessoa está com febre e nada deve ser feito.
trica, γ = 3α. d) ( ) A temperatura está abaixo de 30 ºC,
a pessoa está com hipotermia.
Dilatação dos líquidos
4. Na escala Celsius o primeiro ponto fixo
Os líquidos não apresentam forma
própria; ela depende do recipiente que os con- é 0 °C e o segundo ponto fixo é 100 °C. Numa
tém. Levamos também em conta a dilatação escala de X, o primeiro ponto fixo é 20 °X o segun-
do recipiente. do ponto fixo é 170 °X. Qual é a temperatura em
Dilatação aparente (ΔVap) é aquela que graus Celsius, quando a escala X indica 110 °X?
é observada. É a dilatação do líquido em con- a) ( ) 50 ºC
junto com a dilatação do frasco. Se houver b) ( ) 60 ºC
transbordamento, o volume transbordado é c) ( ) 70 ºC
ΔVap. d) ( ) 90 ºC
Dilatação real (ΔVreal) é a soma da di-
latação aparente com a dilatação do frasco.
5. Em uma escala E, o ponto de gelo
(P.F) corresponde a 25 °E e o ponto de vapor
ΔVreal = ΔVap + ΔVfrasco (P.E), corresponde a 75 °E. Assinale a alterna-
tiva que mostra a temperatura, em °C, corres-
pondente à indicação de 40 °E.
Física 2 - Aula 6 96 Instituto Universal Brasileiro
a) ( ) C = 10 °C de dilatação linear e o coeficiente de dilatação
b) ( ) C = 20 °C volumétrica do ferro?
c) ( ) C = 30 °C a) ( ) 36 x 10-6 ºC-1
d) ( ) C = 40 °C b) ( ) 26 x 10-6 ºC-1
c) ( ) 18 x 10-6 ºC-1
6. Assinale a única alternativa que com- d) ( ) 25 x 10-6 ºC-1
pleta corretamente, a frase abaixo.
11. Uma barra de aço tem 30 cm de com-
"Se o corpo A está em equilíbrio tér- primento a 30 °C. Assinale a alternativa que
mico com o corpo B, e B está em equilí- mostra o comprimento desta barra a 210 °C.
brio térmico com o corpo C... Use αaço = 1,2 . 10-5 °C.
a) ( ) L = 30,02 cm
a) ( ) a temperatura de A é diferente da b) ( ) L = 32 cm
temperatura de B." c) ( ) L = 30,06 cm
b) ( ) a temperatura de C é diferente da d) ( ) L = 36 cm
temperatura de A."
c) ( ) as temperaturas de A, B e C são 12. Um sólido apresenta a 0 ºC, volume
iguais entre si." igual a 4 L. Ao ser aquecido até 500 ºC, seu
d) ( ) não podemos afirmar se A estará volume aumenta 0,06 L. Assinale com um X,
em equilíbrio térmico com C." a alternativa que mostra o valor de seu coefi-
ciente de dilatação volumétrica.
7. Assinale a única alternativa que com- a) ( ) γ = 5 . 10-5 ºC-1
pleta corretamente, a seguinte frase: b) ( ) γ = 4 . 10-5 ºC-1
c) ( ) γ = 3 . 10-5 ºC-1
O primeiro ponto fixo das escalas
d) ( ) γ = 2 . 10-5 ºC-1
termométricas corresponde à...
a) ( ) temperatura ambiente. 13. Um homem encheu completamente
b) ( ) temperatura de fusão do gelo. o tanque de gasolina de seu carro e o deixou
c) ( ) temperatura de ebulição da água. estacionado ao sol. Depois de certo tempo,
d) ( ) temperatura de um dia bastante frio. verificou que em virtude da elevação de tem-
peratura, certa quantidade de gasolina derra-
8. O valor de temperatura em que a lei- mou. O volume derramado refere-se:
tura na escala Celsius é a mesma na escala a) ( ) à dilatação real da gasolina.
Fahrenheit, é: b) ( ) à dilatação aparente da gasolina.
a) ( ) 20 ºC c) ( ) à dilatação do tanque.
b) ( ) 0 ºC d) ( ) à dilatação do tanque somada
c) ( ) -20 ºC com a da gasolina.
d) ( ) -40 ºC
14. Marque a alternativa que completa
9. Uma chapa de superfície 5.000 cm2 corretamente a frase abaixo.
à temperatura de 10 °C possui coeficiente de
Num tubo graduado em décimos de cm3 a
dilatação linear 24 x 10-6 °C. Qual é a área 10° C o volume medido é de 40 cm3. A 95° C, é
aproximada da chapa a 90 ºC? medido o volume de 40,85 cm3 . A variação de 0,85
a) ( ) 5.000 cm2 cm3 observada no volume líquido corresponde.
b) ( ) 2.000 m2
c) ( ) 4.000 cm2 a) ( ) à dilatação do tubo.
d) ( ) 5.020 cm2 b) ( ) à dilatação do tubo somada com a
do líquido.
10. O coeficiente de dilatação superficial c) ( ) à dilatação aparente do líquido.
do ferro é 24 x 10-6 °C-1. Qual é o coeficiente d) ( ) à dilatação real do líquido.
Física 2 - Aula 6 97 Instituto Universal Brasileiro
3. b) ( x ) A temperatura da pessoa
está em 40 ºC, ela está com febre e deve
ser medicada.
Comentário.

1. b) ( x ) 68 ºF A relação entre Celsius e Fahrenheit é:


Comentário. Sempre que quisermos C F - 32
=
transformar o valor da temperatura de uma 5 9
escala em outra, basta usarmos a fórmu-
la que nos dá a relação entre as escalas. Sabendo que: C = ?
F = 104 °F
Sabendo que: C = 20 °C
F=? Temos: C 104 - 32
=
5 9
Aplicando a relação vista:
C F - 32 C 72
= =
5 9 5 9

5 . 72
Temos: 20 F - 32 C=
= 9
5 9
C = 40 °C
20 . 9
= F - 32
5 A pessoa, tendo 40 °C, está com febre.
36 = F - 32
4. b) ( x ) C = 60 °C
F = 32 + 36 Comentário. Pode-se “criar” qualquer
escala (uma escala X, por exemplo), e relacio-
F = 68 °F ná-la à escala Celsius, cujos pontos de fusão
do gelo e de ebulição da água, já conhece-
mos. Nas escalas, apenas mudam os núme-
2. a) ( x ) 323 K ros que indicam as temperaturas. Os fenôme-
Comentário. nos físicos são os mesmos.

Aplicando a relação vista: Vamos construir as proporções de


alturas na coluna líquida do termômetro:
C K - 273
=
5 5 escala
Celsius escala X

}
Simplificando os denominadores,
teremos: 100 °C 170 °X
C = K - 273

}
Sabendo que: C = 50 °C °C 110 °X ΔH
K=? Δh
0 °C 20 °X
Temos: 50 = K - 273

K = 273 + 50 Temos então:


C-0 110 - 20
K = 323 K =
100 - 0 170 - 20

Física 2 - Aula 6 98 Instituto Universal Brasileiro


externas, tendem a uma temperatura unifor-
C 90 me. No equilíbrio térmico, a temperatura dos
=
100 150 (÷ 10)
corpos é a mesma.
C 90 7. b) ( x ) temperatura de fusão do
=
10 15 gelo.
Comentário. Você deverá memorizar
15 . C = 90 . 10
que em qualquer escala:
15 . C = 900 • o primeiro ponto fixo corresponde à
temperatura de fusão do gelo.
• o segundo ponto fixo corresponde à
900
C= temperatura de ebulição da água.
15
C = 60 °C 8. d) ( x ) - 40 °C
Comentário. - 40 é o único valor de
temperatura que é igual nas duas escalas: Cel-
5. c) ( x ) C = 30 °C sius e Fahrenheit, ou seja: - 40 °F = - 40 °C.
Comentário. É preciso comparar a es- As alternativas são todas em graus Cel-
cala E com a escala Celsius: sius. Queremos então achar C, quando F = C.

E C
C F - 32

}
=
75 °E 100 °C 5 9

Substituindo F por C:

}
40 C ΔH
Δh C C - 32
=
5 9
25 °C 0 °C
9C = 5C - 160
Temos então:
9C - 5C = - 160
C-0 40 - 25
=
100 - 0 75 - 25
4C = - 160
C 15
=
100 50 160
C=-
4
C 15
=
2 1 C = - 40 °C

C = 15 . 2
9. d) ( x ) 5.020 cm2
C = 30 °C Comentário.

}
S0 = 5.000 cm2
6. c) ( x ) as temperaturas de A, B e t0 = 10 °C
C são iguais entre si." dados α = 24 x 10-6 °C-1
Comentário. Equilíbrio térmico é um β = 2α = 48 x 10-6 °C-1
estado termodinâmico em que dois ou mais t = 90 °C
corpos em contato e isolados de influências
Física 2 - Aula 6 99 Instituto Universal Brasileiro
Aplicando: L1 = L0 (1 + α . Δt)

S = S0 [1 + β (t - t0)] L1 = 30 (1 + 1,2 . 10-5 . 180)

L1 = 30 (1 + 216 . 10-5)
Então:
L1 = 30 + 6.480 . 10-5
S = 5.000 [1 + 48 x 10 x (90 - 10)]
-6

L1 = 30 + 0,0648
S = 5.000 [1 + 48 x 10 x 80] -6
L1 = 30,0648 cm
S = 5.000 [1 + 0,00384]
12. c) ( x ) ɣ = 3. 10 ─5 °C ─1
S = 5.000 x 1,00384 Comentário.

}
S = 5.019,20 cm2 V0 = 4 L
ΔV = 0,06 L
dados
Δt = 500 ºC
10. a) ( x ) 36 x 10 ºC
-6 -1
γ=?
Comentário.
ΔV = V0 . γ . Δt
dados } β = 24 x 10-6 °C-1
0,06 = 4 . γ . 500
A relação entre os coeficientes é:
0,06 = 2000 . γ
β γ 0,06
α= = γ=
2 3 2000

24 x 10-6 6 . 10-2
α= γ=
2 2 . 103

γ = 3 . 10-5 ºC-1
α = 24 x 10-6 ºC-1

3 x 24 x 10-6 13. b) ( x ) à dilatação aparente da


γ=
2 gasolina.
Comentário. O volume de gasolina que
γ = 36 x 10-6 ºC-1 dilatou realmente, é a quantidade que preen-
cheu a dilatação do tanque mais o volume que
transbordou.
11. c) ( x ) L = 30,06 cm
Comentário. 14. c) ( x ) à dilatação aparente do lí-

}
quido.
Δt = 210º - 30º = 180 ºC Comentário. A dilatação aparente é
L0 = 30 cm sempre aquela que é observada. Por exem-
dados plo, no caso de um líquido que preenche to-
L1 = ?
αaço = 1,2 . 10-5 ºC-1 talmente um frasco, e quando aquecido trans-
borda, o volume transbordado é a dilatação
aparente ΔVap.
Física 2 - Aula 6 100 Instituto Universal Brasileiro