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MM JUÍZO DO 1º JUIZADO CÍVEL E DAS RELAÇÕES DE CONSUMO

DA COMARCA DE PETROLINA

Processo nº 0003905-32.2017.8.17.8226

ROGÉRIO SIMPLICIO DOS SANTOS, brasileiro, casado, escriturário,


inscrito no RG sob o nº4.793.704 e no CPF sob o nº729.114.255-
53,residente e domiciliado na Rua São Cristóvão, São Cristóvão, nº 121,
Arcoverde/PE, nos autos da ação que lhe move ROGILDASIO
SIMPLICIO DOS SANTOS, vem, respeitosamente, por seus
procuradores ao fim assinados, conforme instrumento procuratório
anexo (doc.01), apresentar CONTESTAÇÃO, dizendo e requerendo o que
segue:

I-DOS FATOS

Trata-se a presente ação de declaração de inexistência de débito bem


como indenização por danos morais, na qual o autor aduz que houve
contratação de serviços bancários por terceiros em seu nome,
ocasionando inscrição indevida de seus dados junto aos órgãos de
proteção e restrição ao crédito bem como débitos desconhecidos.

Por outro lado, requer a antecipação da tutela para ter seu nome
excluso ou suspenso do cadastro de restrição SPC/SERASA, sob pena
de incidência de multa em caso de descumprimento, requerendo ainda
a condenação do Segundo demandado, bem como, do Banco do Brasil
no pagamento de indenização por danos morais no valor de R$
20.000,00 (vinte mil reais), e ainda pedindo a inversão do ônus da prova
e pagamento de custas e honorários advocatícios.
Contudo, as alegações expendidas na peça exordial, no entanto, não
merecem acolhimento, conforme será devidamente demonstrado nos
tópicos seguintes.

PRELIMINARES DE MÉRITO

II-A INCOMPETÊNCIA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL NECESSIDADE


DE PROVA PERICIAL-INCOMPETÊNCIA DO JUÍZO PARA APRECIAR
QUESTÕES DE MAIOR COMPLEXIDADE

Nos termos do art. 3º da Lei n /95, os Juizados Especiais Cíveis terão


competência apenas para julgar as causas envolvendo matéria de
menor complexidade. No entanto, no caso em tela, conforme depreende-
se dos fatos narrados pela parte autora, a demanda trata de matéria
complexa, uma vez que há necessidade de verificar-se a existência
contratos fraudulentos e falsificação de assinatura no ato da abertura
da conta, bem como, nas contratações de empréstimos, produtos e
serviços. Sendo necessária, portanto a realização de prova pericial para
fins de avaliar as assinaturas constantes nos contratos.

Nesse sentido decisão proferida pelas Turmas Recursais:

JUIZADO ESPECIAL CÍVEL. RECURSO INOMINADO.


CONSUMIDOR. DANOS MORAIS. INSCRIÇÃO EM
CADASTROS DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. ALEGAÇÃO DE
FRAUDE NA CELEBRAÇÃO DE CONTRATO DE
FINANCIAMENTO. DIVERGÊNCIA ENTRE AS
ASSINATURAS APOSTAS NO CONTRATO E EM OUTRAS
PEÇAS PROCESSUAIS. INADMISSIBILIDADE DE
RECONHECIMENTO POR MERA ANÁLISE VISUAL.
NECESSIDADE DE REALIZAÇÃO DE PERÍCIA TÉCNICA.
INCOMPETÊNCIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS EM FACE
DA COMPLEXIDADE DA MATÉRIA. EXTINÇÃO DO
PROCESSO. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
SENTENÇA MANTIDA PELOS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS.
1. AINDA QUE POSSÍVEL OBSERVAR DIVERGÊNCIA
ENTRE AS ASSINATURAS APOSTAS NO CONTRATO DE
FINANCIAMENTO, SUPOSTAMENTE FIRMADO MEDIANTE
FRAUDE, E A CONSTANTE DO INSTRUMENTO DE
PROCURAÇÃO FIRMADO PELA P ARTE AUTORA,
MOSTRA-SE INADMISSÍVEL O RECONHECIMENTO DA
AUTENTICIDADE MEDIANTE MERA ANÁLISE VISUAL,
SOBRETUDO PORQUE O JUIZ NÃO É O TÉCNICO
HABILITADO PARA SE PRONUNCIAR ACERCA DOS
PADRÕES GRÁFICOS DAS FIRMAS EM COTEJO. 2. NA
HIPÓTESE, NÃO É POSSÍVEL CONCLUIR DE FORMA
SEGURA QUE O CONTRATO FIRMADO NÃO FOI
ASSINADO DE PRÓPRIO PUNHO PELA AUTORA,
SOBRETUDO QUANDO SE VISLUMBRA NOS AUTOS QUE
OUTRAS ASSINATURAS, TAMBÉM DIVERGENTES, FORAM
POR ELA LANÇADAS. 3. DESSA FORMA, RESTANDO
CONTROVERSA A CONFIGURAÇÃO DE FRAUDE NA
CELEBRAÇÃO DO CONTRATO, PORQUANTO
IMPRESCINDÍVEL A PRODUÇÃO DA PROVA PERICIAL,
IMPÕE-SE CONFIRMAR A SENTENÇA DE 1º GRAU, QUE
ENTENDEU COMPLEXA A MATÉRIA, AFASTANDO A
COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS, COM
A EXTINÇÃO DO PROCESSO NOS TERMOS DOS ARTIGOS
3º E 51, INCISO II, DA LEI 9.099/95. 4. RECURSO
CONHECIDO E IMPROVIDO. SENTENÇA MANTIDA POR
SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS, COM SÚMULA DE
JULGAMENTO SERVINDO DE ACÓRDÃO, NA FORMA DO
ART. 46, DA LEI 9.099/95. CONDENADA A RECORRENTE
AO PAGAMENTO DAS CUSTAS PROCESSUAIS E
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS, FIXADOS EM R$300,00
(TREZENTOS REAIS). (TJ-DF - ACJ: 989387520118070001
DF 0098938-75.2011.807.0001, Relator: WILDE MARIA
SILVA JUSTINIANO RIBEIRO, Data de Julgamento:
31/01/2012, 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do
Distrito Federal, Data de Publicação: 28/02/2012, DJ-e
Pág. 258).
Sendo assim, diante da complexidade da matéria a ser discutida no
presente processo, e tendo em vista a impossibilidade de produção de
prova técnica de maior complexidade em sede de juizados especiais, há
de se reconhecer a incompetência deste para julgamento da matéria em
questão, devendo o mesmo ser extinto sem julgamento do mérito, nos
termos do Art. 51, inciso II, da Lei nº 9.099/95, visto que de acordo com
a afirmação do autor em sua peça inaugural o mesmo afirma que não
contratou nenhum serviço com o Primeiro Demandado, contrariando as
imagens e documentos acostados que só poderiam ser tidos como
verdadeiros através da produção de prova técnica.

III-DO MÉRITO

III.I DA INAPLICABILIDADE DA INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA

Da Inaplicabilidade da Inversão do Ônus da Prova Cumpre esclarecer


que, embora seja prevista a inversão do ônus da prova nas lides
originadas de relações de consumo, o instituto da inversão não tem
aplicabilidade automática.

Cabe ao juiz, ao analisar o caso concreto, observar a existência dos


requisitos autorizadores da inversão do ônus probatório expressos no
inciso VIII do artigo 6º do Código de Defesa do Consumidor,
fundamentando sua decisão.

No caso em tela, percebe-se que os requisitos autorizadores da inversão


do ônus da prova não estão presentes, especialmente pela ausência de
verossimilhança nas alegações expendidas pela parte autoral.

Tem-se, portanto, que, ausentes os requisitos da inversão do ônus da


prova, cumpre à parte autora, se assim o desejar, arcar com ônus da
prova de suas alegações, tal qual determinam as regras processuais
ordinárias.
Sobre o tema já se manifestou a Primeira Turma Recursal do Juizados
Especiais Cíveis e Criminais do Distrito Federal decidindo pela
inaplicabilidade da inversão automática do ônus da prova, como se
observa do V. Acórdão infra-citado:

CONTRATO BANCÁRIO. Ação declaratória de inexistência


de débito. Inadmissibilidade da inversão do ônus probatório
no caso, ante a falta de verossimilhança mínima das
alegações da recorrente. Hipótese em que incumbia à
autora a prova dos fatos constitutivos do seu direito (art.
333, I, CPC), do que não cuidou. Comprovação de que a
obrigação impugnada resulta da utilização do crédito
rotativo que foi disponibilizado à autora em conta corrente.
Inadmissibilidade do pleito de declaração de inexigibilidade
da dívida. Pedido inicial julgado improcedente. Sentença
mantida. Recurso improvido. (TJ-SP - APL:
10123687420148260344 SP 1012368-74.2014.8.26.0344,
Relator: João Camillo de Almeida Prado Costa, Data de
Julgamento: 28/09/2015, 19ª Câmara de Direito Privado,
Data de Publicação: 06/10/2015).

Conclui-se, portanto, que, ausentes os requisitos autorizadores da


inversão do ônus da prova é imperioso que seja afastada a
aplicabilidade do referido instituto no caso dos autos.

IV-DA REGULAR CONTRATAÇÃO DO NEGÓCIO JURÍDICO FIRMADO


ENTRE AS PARTES

Como podemos observar a parte autora firmou contrato com a


requerida de forma livre e voluntária, tendo inclusive concordado com
as obrigações e direitos encartados no contrato, onde após usufruir de
alguns dos benefícios, quais seja, limite de cheque especial e cartão de
crédito, tenta agora se esquivar, taxando os benefícios utilizados como
sendo ilegais, e consequentemente busca o cancelamento do débito sem
comprovar qualquer fraude, pois como vemos nas imagens abaixo,
temos que o mesmo fora fotografado realizando saques em uma das
agências próximas.

Se não vejamos:
Em conversa com o Requerido através de e-mail, vemos que o Autor
realmente sabia de toda movimentação financeira, assim como utilizava
as linhas de crédito ofertadas pelo banco, conforme podemos verificar
em um trecho da referida conversa onde o Autor afirma querer
aumentar o seu limite, conforme citamos abaixo:
Portanto, diante das imagens acima, e ainda pelas informações
constantes nas transações realizadas pelo próprio correntista, ora
Autor, vemos que não há qualquer fato gerador do direito de indenizar,
haja visto que o mesmo utilizava, cartões de crédito e cheque especial.
Com isso, conforme se vê no disposto no Art. 188, inciso I, do Código
Civil, não existe qualquer motivo para se falar em indenização.

V-DA AUSÊNCIA DE CONDUTA ANTIJURÍDICA DO RECLAMADO

Segundo o artigo 927, do Código Civil, a obrigação de reparar o dano


causado a outrem advém da prática de uma conduta ilícita, nos
seguintes termos:

Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a
outrem, fica obrigado a repará-lo.

Tem-se, portanto, que, se o prejuízo da vítima não foi causado por um


comportamento ilícito, culposo ou doloso, de determinado agente, não
se há que cogitar da responsabilidade prevista no citado artigo 927.

Conforme lecionava o insigne jurista, Caio Mario da Silva Pereira, “o


âmago da responsabilidade está na pessoa do agente, e seu
comportamento contrário ao direito” (CAIO MÁRIO, in
“Responsabilidade Civil”. 2 ed., RJ: Forese, 1.990, n. 31, p. 38).

Não é, portanto, apenas o dano a fonte da responsabilidade civil, mas a


ligação do prejuízo sofrido a uma conduta ilegítimado agente, numa
relação necessária da causa e efeito.

Assim é que, o dever de reparar se relaciona com o descumprimento de


uma obrigação proveniente da lei ou de um contrato, de maneira que o
agente causador do dano só tem o dever de indenizar quando pratica
uma conduta ilícita.
Logo, não havendo falar-se em conduta ilícita na hipótese dos autos,
haja vista não se ter configurado nenhuma violação a preceito de lei,
não há falar-se em dever de reparar, a teor do que reza o artigo 927, do
Código Civil.

VI-DA INEXISTÊNCIA DO NEXO DE CAUSALIDADE

Conforme amplamente consabido, são três os elementos da


responsabilidade civil: a conduta humana, o dano ou prejuízo e o nexo
de causalidade.

Excluído qualquer um dos elementos de constituição da


responsabilidade, o dever de reparar resta, indiscutivelmente,
descaracterizado.

Nesse sentido a lição do ilustre civilista Caio Mário da Silva Pereira,


verbis:

“Em princípio, a responsabilidade civil pode ser definida


como fez o nosso legislador de 1916: a obrigação de reparar
o dano imposta a todo aquele que, por ação ou omissão
voluntária, negligência ou imprudência violar direito ou
causar prejuízo a outrem (Código Civil, art.159). Deste
conceito extraem-se os requisitos essenciais: a)em primeiro
lugar, a verificação de uma conduta antijurídica........b) em
segundo lugar, a existência de um dano, ............c) e em
terceiro lugar, o estabelecimento de um nexo de
causalidade entre uma e outro, de forma a precisar-se que
o dano decorre da conduta antijurídica, ou, em termos
negativos, que sem a verificação do comportamento
contrário a direito não teria havido o atentado ao bem
jurídico.” (In “Instituições de Direito Civil”, 10
ed. RJ: Forense, 1987, p. 457).
Extraí-se da lição do insigne mestre que, o nexo de causalidade é
condição essencial à existência da obrigação de reparar e, conforme
demonstrado, não existe no caso dos autos, nexo de causalidade entre o
suposto prejuízo suportado pela parte autora e qualquer conduta
antijurídica atribuível à requerida.

Conforme demonstrado, não é somente a existência do prejuízo que


acarreta a indenização, mas também e, primordialmente, o fato de
haver conexão entre o prejuízo sofrido e a conduta do agente tido como
causador do dano.

Inexistindo, portanto, conduta antijurídica atribuível ao demandado e,


por conseguinte, nexo de causalidade entre o dano que alega a parte
autoral ter sofrido e a conduta ou atuação do requerido, não há que
falar-se em responsabilidade civil.

VII-DA NÃO CONFIGURAÇÃO DOS DANOS MORAIS

Não pode o autor pretender do reclamado indenização por danos morais


se eles sequer ocorreram, pois como vimos nas imagens acima a Conta
era movimentada pelo Autor, tendo ele insinuado e tentado aumentar o
limite de crédito.

Portanto, para que a conduta do Requerido deveria ter o autor


comprovado que o Réu tivesse utilizado a conta do Requerente para
praticar atos lesivos, o que não foi o caso já que, que dispunha do
controle da conta e detinha o cartão era o Autor e não o réu.

Ora, diante da inexistência de provas das alegações expendidas pela


parte autoral, a conseqüência lógica para o caso em tela não pode ser
outra senão a improcedência do feito.

Por outro lado, apenas ad argumentandum tantum, caso não seja este o
entendimento esposado por este MM. Juízo, há que se reconhecer que,
ainda que se entenda que eventual aborrecimento teria tido o condão de
causar prejuízos de ordem moral à parte autora, não há nada que
justifique fixação da verba indenizatória no montante pleiteado nos
autos, mesmo porque, eventual dever de indenizar não pode
corresponder a enriquecimento ilícito da parte autora.
Com efeito, é o que se depreende do julgado do Egrégio Superior
Tribunal de Justiça, em Recurso Especial (Recurso Especial nº
8.768.691.000374-5, São Paulo - SP, Recte: Luiz Antônio Martins
Ferreira; Recdo: Banco Nacional S.A.), em que foi Relator o Eminente
Ministro Monteiro de Barros, o qual, fazendo menção ao Anteprojeto do
Código de Obrigações de 1941, recomendou que a reparação por dano
moral fosse moderadamente arbitrada, com a justificativa de que “essa
moderação tem por finalidade evitar a perspectiva de lucro fácil e
generoso, enfim, do locupletamento indevido.”

É imprescindível que a fixação da verba indenizatória por eventuais


danos morais seja fixada segundo o prudente arbítrio do Juiz, a fim de
que se evite arbitrariedades.

Segundo Carlos Roberto Gonçalves:

“Cabe ao Juiz, pois, em cada caso, valendo-se do poderes que lhe


confere o estatuto processual vigente (arts. 125 e s.), dos parâmetros
traçados em algumas leis e pela jurisprudência, bem como das regras
da experiência, analisar diversas circunstâncias fáticas e fixar a
indenização adequada aos valores em causa.”(Carlos Roberto
Gançalves, in Responsabilidade Civil, Ed. Saraiva, 6ª edição, pág. 414.).

Desta forma, o arbítrio do Juiz deve ser prudente, jamais exagerado ou


capaz de transmudar-se em fonte de ganhos indevidos, já que a
indenização não tem por escopo o conferir de vantagens á parte
indenizada.

Nesse sentido é o hodierno entendimento jurisprudencial:


“Civil – Dano moral – Quantificação – “O valor da
indenização por dano moral não pode escapar ao controle
do Superior Tribunal de Justiça” (Resp. nº 53.321-RJ, Min.
Nilson Naves). Para estipular o valor do dano moral devem
ser consideradas as condições pessoais dos envolvidos,
evitando-se que sejam desbordados os limites dos bons
princípios e da igualdade que regem as relações de direito,
para que não importe em prêmio indevido ao ofendido, indo
muito além da recompensa ao desconforto, ao desagrado,
aos efeitos do gravame suportado. Recurso parcialmente
conhecido e nessa parte provido.”(STJ – 4ª T., Resp.
214.053-SP, Re,. Min. Cesar Asfor Rocha, j. 5.12.2000, v.u.)
(Grifou-se) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO – DJ DATA 29/10/1996 PG. 41666 –
EMENTA – DIREITO CIVIL. DANO MORAL. INDENIZAÇÃO.
VALOR. FIXAÇÃO. ENUNCIADO NUM 7 DA SÚMULA /STJ.
AGRAVO DESPROVIDO. I – É DE REPUDIAR-SE A
PRETENSÃO DOS QUE POSTULAM EXORBITÂNCIAS
INADMISSÍVEIS COM ARRIMO NO DANO MORAL, QUE
NÃO TEM POR ESCOPO FAVORECER O
ENRIQUECIMENTO INDEVIDO. RELATOR. MINISTRO
SÃVIO DE FIGUEIREDO TEIXERA.” (RIP: 00026531 –
DECISÃO: 24-09-96. PROC: AGA NUM 0108923 ANO 96 –
UF SP – TURMA 04).

Conclui-se, portanto, que, não merece acolhida a pretensão autoral, a


qual, se atendida, inevitavelmente, gerará enriquecimento ilícito para a
parte autora, o que é expressamente vedado pelo ordenamento jurídico
pátrio.

VIII–Conclusão

Por todo o exposto, requer-se seja a presente ação julgada totalmente


improcedente, para afastar os pedidos autorais, tendo em vista a
inexistência dos direitos reclamados.
Protesta provar o alegado por todos os meios de prova em direito
admitidos, especialmente a juntada de documentos, e as demais provas
que se fizerem necessárias.

Termos em que,
Pede deferimento.

Petrolina, 15 de dezembro de 2017.

DRAYTON FRANÇOIS BENEVIDES


OAB/PE 25.729

WINSTON GUILHERME TAVARES DE OLIVEIRA


OAB/PE 25.465