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AULA 01-30/09 - 3° PROVA

FARMACOLOGIA
AULA BETALACTAMICOS

PRINCIPIOS DA ANTIBIOTICOTERAPIA: diagnostico de estado infeccioso,


diagnostico etiológico, sensibilidade do germe, preferencia por antibiótico bactericida,
importância da farmacocinética da droga, duração do tratamento, uso de associações,
conduta médica.
LOCAL DE AÇÃO DOS ANTIMICROBIANOS: na parede celular?

PENICILINAS: obtidos originalmente do fungo penicillium notarum. Antibiótico mata


bactéria e tem atividade antifúngica. A maioria é produzido por via sintética. O núcleo
central é o ácido 6aminopenicilânico. Penicilina G (BENZETACIL) é produzida por via
microbiana.
BIZELFUVINA: antifungo antigo produzido pelo fungo
(ANTOPERITICNA B): produzido pela bactéria
Quimioterápico: produzido de forma química- são sulfanasidas.

CLASSIFICAÇÃO DAS PENICILINAS:


BENZILPENICILINA ( Penicilinas de 1ª geração)- ordem cronológica-.
Benzilpenicilina (Penicilina G) - Penicilina procaina - Penicilina benzatina
Ou seja, ela pode ser ligada a procaína(liberação mais controlada) ou a
benzatina(lentamente). São mal absorvidas por VO. melhor por VIA PARENTERAL e
tem característica de ser rapidamente eliminadas.

PENCILINA BIOSSINTÉTICA (fenoximetilpenicilina) Penicilina V (1ª geração)- por


V.O.,

OS DE 1° GERAÇÃO SÃO MAIS usadas PRINCIPALMENTE nas bactérias gran


positivas, ex: estreptococos.

BETA LACTAMASES: enzimas que inibem o anel beta lactano, hidrolisa a penicilina.
Cefalocorina- cefalocorinase. Penicilina- penicilinase

PENICILINAS PENICILINASE RESISTENTE ( Penicilinas de 1ª geração) Oxacilina


Dicloxacilina

OS DE 2° GERAÇÃO SÃO MAIS USADAS PRINCIPALMENTE nas bactérias gran


negativas.

PENICILINAS DE AMPLO ESPECTRO (Penicilinas de 2ª geração) Espectro


semelhante ao benzilpenicilina acrescido de atividade sobre bacilos gram negativos:
AMPICILINA (indicada para Shigella) AMOXICILINA (indicada para Salmonella)
PENICILINAS DE ESPECTRO AMPLIADO (3ª geração e 4ª geração)
3° geração:Pseudomonas- Carbenicilina
4° geração: enterobactérias- E. coli, Proteu- Azlocilina, Ticarcilina, Mezlocilina
Piperacilina

FARMACOCINÉTICA DAS PENICILINAS:


Via oral : apresentam graus variáveis de absorção por esta via.
Via parenteral : intramuscular e intravenosa
Distribuição ampla nos líquidos corporais, articulações, cavidade pleural e pericárdica,
bile, saliva, leite. Atravessam a placenta mas não a barreira hematoencefálica, a menos
que estejam inflamadas.
Eliminação é rápida e principalmente renal, por secreção tubular

MECANISMO DE AÇÃO DA PENICILINA: das drogas BETALACTAMICAS E


SEFALOPORINAS
Inibição da transpeptidase, enzima responsável pela formação das ligações cruzadas
entre os filamentos de peptidioglicano ( 3 estágio da síntese da parede celular
bacteriana);
Ativação de enzimas autolíticas na parede celular, resultando em lesões que vão causar a
morte da bactéria
Resumindo... a penicilina atravessa a membrana citoplasmática(onde tem a porina), se
liga ao receptor PBP, e inibe a tranpeptidase, e para de produzir a parede celular e ao
mesmo tempo tem ativação das enzimas presentes na parede que destrói as paredes ao
longo do tempo.

PENICILINAS DE 1° GERAÇÃO

PENICILINAS NATURAIS:

BENZILPENICILINAS OU PENICILINAS G – É formada pela reação do ácido


fenilacético com o ácido penicilânico.
Vias: oral, intramuscular e intravenosa
Usos clínicos : infecções médias ou graves em prematuros e recém-nascidos, porque o
sistema é imaturo. Eventualmente pode ser usado.

Penicilina G (procaína)- É um sal cristalino lentamente absorvido por via intramuscular


Usos clínicos: infecções de média e pequena gravidade (pneumonia, amigdalite,
erisipela,etc.) ANESTÉSICO.
terapêutica de doenças graves no período de manutenção do tratamento (difteria, tétano,
leptospirose, etc.)
*na gonorréia em associação com a probenecida 1 hora antes da dose, vai diminuir a
rápida eliminaçãoo.
Penicilina G (benzatina )- É um sal insolúvel obtido de uma base de amônia com a
penicilina G. Produz níveis sangüíneos muito baixos mas persistem até 3-4 semanas.
Droga de escolha nas infecções por Treponma pallidum(sífilis), Streptococcus
pyrogenes(profilaxia da febre reumática) gram positivas

PENICLINA BIOSSINTÉTICA :

Penicilina V: É uma penicilina obtida acrescentando-se ao meio nutritivo adequado em


que crescem os fungos produtores, o fenoximetil, a fim de melhorar o rendimento das
penicilinase originar novos tipos. A administração é exclusivamente por via oral não
sendo inativada pela acidez gástrica. Não é resistente a penicilinase.
Microrganismos sensíveis - os mesmos da penicilina G, mas menos sensível para gram-
negativos e Staphylococcus aureus produtores de beta-lactamases.

PENICILINASES RESISTENTES (ANTIESTAFILOCÓCICAS)

Drogas semi-sintéticas obtidas com a finalidade de combater o estafilococos aureus


produtor de penicilinases

ISOXAZOLIL-PENICILINAS (Oxacilina, Cloxacilina e Dicloxacilina)


Tratamento das infecções mistas por estreptococos beta hemolítico(A), por pneumococos
ou estafilococos produtores de penicilinase.

PENICILINAS DE 2° GERAÇÃO

PENICILINAS DE AMPLO ESPECTRO (SEMI-SINTÉTICAS):

Ampicilina - uso oral ou parenteral


Ativa contra G + e principalmente sobre gram - ( E. coli, H. influenzae, Proteus,
Salmonella e Shigella)

Amoxcilina - uso oral


Espectro de ação: idêntico ampicilina
Indicações: Febre tifóide, ITU, infecções cutâneas, ginecológicas, infecções respiratórias
de v.a.s e v.a.i.(vias aéreas superiores e inferiores)
Níveis teciduais mais altos -USO INTENSO E CONTINUADO RISCO DE
RESISTÊNCIA

PENICILINAS DE 3° GERAÇÃO (ANTIPSEUDOMONAS): VIA PARENTERAL


gram negativas causadores da IRA
São drogas ativas contra germes problemas como Proteus indol-positivo, Escherichia
coli e Pseudomonas.
CARBENICILINA: Administração intravenosa, eliminação rápida. Usados com a
gentamicina para evitar os bacilos carbenicilino-resistentes

PENICILINAS DE 4° GERAÇÃO gram negativas


Drogas ativas nas infecções graves causadas por Pseudomonas aeroginosa, Proteus e
Enterobactérias.
Aciloaminopenicilinas (piperacilina)
Ureidopenicilinas (sulfacilina)
Amidinopenicilinas (azlocilina)
Sulfobenzilpenicilinas (amdinopenicilina)

CEFALOSPORINAS :
Antibióticos beta-lactâmicos obtidos originalmente de espécies de Streptomyces
(Cephalosporium acremonium) e Microspora, na Sardenha-Itália(1945). O núcleo central
é o ácido 7aminocefalosporânico e apresenta o mesmo mecanismo de ação das
penicilinas.

CLASSIFICAÇÃO DAS CEFALOSPORINAS: no esgoto da italia


Cefalosporinas de 1a geraçã: o Cefazolina ( injetável), Cefalexina e cefadroxil
(oral)(graam+)
Cefalosporinas de 2a geração: Cefaclor, cefoxitina, cefotetan, cefuroxima,
cefamandol(+)
Cefalosporinas de 3a geração: Cefotaxima, ceftriaxona, ceftazidima, cefoperazona (gram
-)
Cefalosporinas de 4a geração: Cefepiroma (gram-)

CEFALOSPORINAS DE 1° GERAÇÃO: Em geral são mais ativas contra cocos G + e


muitos anaeróbios G +
Sensibilidade variável sobre os G - : (E. coli, K. pneumoniae e P. Mirabilis)
Não são ativas contra Bacteroides, H. influenzae, Enterobacter, P. aeroginosa, P. indol-+,
Providencia e Serratia.
Inativadas pelas cefalosporinases

CEFALOSPORINAS DE 2° GERAÇÃO: São um pouco menos ativas que as de


primeira geração contra bactérias Gram-positivas
Atravessam mal a barreira hematoencefálica porém o cefamandol e a cefuroxima
apresentam valor terapêutico por penetrar no LCR em doses elevadas. (indicada para
meningite)

CEFALOSPORINAS DE 3° GERAÇÃO(VIA PARENTERAL): Possuem maior


atividade sobre bactérias gram negativas aeróbias.
A maioria usada por via parenteral.
Atingem níveis terepêuticos no liquor, podendo ser usadas nas meningites
Apresentam a vantagem de serem resistentes à ação das betalactamases produzidas pelos
bacilos G

CEFALOSPORINAS DE 4° GERAÇÃO(VIA PARENTERAL)


São mais estáveis que as de terceira geração contra Pseudomonas aeroginosa
Nenhuma apresenta atividade contra os enterococus sp. Ex. cefpiroma
NÃO TEM TANTA RESISTENCIA

MECANISMO DE AÇÃO CEFALOSPORINAS


Inibição da transpeptidase, enzima responsável pela formação das ligações cruzadas
entre os filamentos de peptidioglicano ( 3 estágio da síntese da parede celular
bacteriana);
Ativação de enzimas autolíticas na parede celular, resultando em lesões que vão causar a
morte da bactéria

USOS CLÍNICOS DA CEFALOSPORINAS: Tratamento de infecções por germes Gram


positivos, em pacientes alérgicos às penicilinas, pela grande resistência às
betalactamases.
Infecções por certos germes Gram negativos(E.coli, Klebsiella sp e Proteus mirabilis)
Casos graves em que se suspeita de bacteremia (Staphylococcus ou bacilos
Gramnegativos)
Profilaxia de casos cirúrgicos especiais

REAÇÕES ADVERSAS DAS BETALACTÃMICAS :


Reações de hipersensibilidade 1 a 10% dos pacientes; 0,02% de mortalidade nos
pacientes hipersensíveis
hipersensibilidade imediata- 30 m após administração são mais perigosas
hipersensibilidade acelerada – 1 a 72 horas após não põem em risco o paciente
hipersensibilidade tardia-mais frequente e aparecem em dias ou semanas após o inicio
do tratamento
Alterações gastrointestinais :São mais frequentes com preparações orais como anorexia,
vômito, diarreia

REAÇÕES ADVERSAS
Alterações da ecologia microbiana superinfecções por micro-organisnos resistentes
(Klebsiella, Pseudomonas e Candida)
Alterações hematológicas raras (neutropenia, anemia hemolítica, inibição da agregação
plaquetária (carbenicilina)
Reações causadas pelas vias de administração v. parenteral – dor e inflamação local v.
intravenosa – tromboflebites v. oral – irritação gastrointestinal (anorexia, vômito,
diarréia)
Outras reações irritação do SNC , arritmias, parada cardíaca (penicilina G potássica)
nefrotoxicidade e alterações hepáticas
OUTRAS DROGAS BETALACTÂMICAS

PENCILINAS INIBIDORAS DAS BETALACTAMASES:


Ácido clavulânico/ Amoxicilina (VO, VP) Ácido clavulânico /Ticarcilina (VP)
O ácido clavulânico é produzido pelo Streptomyces clavuligerus com fraca atividade
antibacteriana. Atua como inibidor suicida formando um intermediário de acilenzima ,
que inibe as beta-lactamases bacterianas
Associação da amoxicilina/Ticarcilina + ácido clavulânico.
Efeitos colaterais maiores do que as drogas isoladamente.

OUTRAS ASSOCIAÇÕES
Sulbactam / Amoxicilina
Sulbactam /Ampicilina

IMIPENEM + CILASTATINA: É um beta-lactâmico de maior espectro de ação contra


G+ e G- (Pseudomonas aeroginosa e Bacteroides)
Cilastatina é um inibidor da enzima desidropeptidase1, que degrada o imipenem nos
túbulos renais diminuindo os níveis urinários.

RESISTÊNCIA BACTERIANA DAS BETALACTÂMICAS


Produção de beta-lactamases
Modificação nas proteínas ligadoras de penicilinas ou PBP
Ausência de receptores específicos PBP
Alteração da permeabilidade das camadas externas (bactérias G -)
Aparecimento do fenômeno de tolerância