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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ- UFPA

CAMPUS DE SALINÓPOLIS
ENGENHARIA DE EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO DE PETRÓLEO

Discentes:
Alan Sandro Rodrigues Araújo
Hanna Mikaely Cavalcante de Sousa
Jean Carlos Corrêa Costa
Matheus do Espírito Santo Guimarães
Tamires Beatriz Helmer Araújo

COLISÃO

Relatório de Laboratório de Física Básica I


apresentado ao professor Saulo de Mesquita
Diles, do Segundo Período do curso de Eng.
Exp. e Prod. De Petróleo da Universidade
Federal do Pará, como requisito parcial para
avaliação da disciplina de Física Experimental I.

SALINÓPOLIS - PARÁ
2019
OBJETIVO
O experimento realizado visa explanar o processo de colisões, elástica e
inelástica, de dois corpos, e analisar a conservação do momento linear em diversos
processos de colisão e a variação e energia cinética nestes processos.

INTRODUÇÃO
A colisão entre os corpos é uma interação onde ocorre troca de forças em
um determinado intervalo de tempo, podendo ser elástica ou inelástica esta colisão.
Para a colisão ser elástica, basta ter conservação de energia cinética e momento
linear, ou seja, a energia cinética e o momento linear inicial ser igual ao final, sendo
que a velocidade das partículas muda após a colisão. No experimento para a colisão
elástica, temos o modelo teórico de como dever ser a colisão. Para a colisão ser
inelástica, esta não pode ter a conservação de energia cinética, ou seja, a energia
cinética inicial tem que ser diferente da final, na qual é possível perceber que houve
transformação da mesma em outra energia qualquer, tendo apenas a conservação
do momento linear.

MATERIAIS

 Trena
 Bola de borracha
 Fita durex

PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS

Ao entender o assunto abordado sobre colisões, destaca-se na forma em


que a força varia com o intervalo curto de tempo comparado com o tempo de
observação do sistema, denominado de força impulsiva. Nesse viés, o andamento
do experimento relatou-se na verificação do abandono da bola de borracha em uma
determinada altura de 1,80m; por conseguinte, percebe se após a colisão com o solo
a altura atingida pela esfera, segundamente, sendo inferior ao comprimento inicial a
onde foi abandonada.
Repetiu-se cinco vezes o experimento, podendo assim calcular a média da
altura que a bola atingia quando soltar de um ponto. Portanto, infere-se que quando
se soltava a esfera de acordo com média das alturas obtidas no experimento, pode
notar que a distância entre o solo diminuía, desse modo, a força impulsiva se
tornaria pequena em relação ao inicio do teste.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

No experimento envolvendo a colisão entre uma pequena bola de borracha e


o solo, puderam-se observar os resultados seguintes.
Ao ser abandonada de uma altura h0 ≈ 1,80 m, os valores observados para
as alturas alcançadas pela bola após a colisão com o solo, obtidas obedecendo às
condições do roteiro, estão descritas na tabela abaixo.

Tabela 1 – Resultados das alturas obtidas com a submissão da bola a uma


queda livre de altura h.
Medida h1 (m) h2 (m) h3 (m) h4 (m) h5 (m)
01 1,36 1,04 0,83 0,66 0,55
02 1,35 1,05 0,85 0,65 0,57
03 1,34 1,03 0,01 0,65 0,53
04 1,34 1,03 0,82 0,66 0,56
05 1,33 1,04 0,83 0,68 0,54
Altura
1,34 1,04 0,83 0,66 0,55
média (H)
Desvio
0,01 0,01 0,01 0,01 0,01
médio (ΔH)

ANÁLISE
1 - Pelo que foi observado no experimento. Como podemos classificar a
colisão? Justifique.

Resposta: No experimento, percebeu-se que a altura h1 (após a colisão) foi


menor que altura h0 (a que a bola foi submetida inicialmente), o que caracteriza
perda de energia cinética da bola durante a colisão com o solo, dessa forma a
colisão observada no experimento pôde ser classificada como inelástica.
2 - Construa um gráfico de hn em função da medida n.

Resposta:

Gráfico 01 - Medidas médias das


alturas hn em função das medidas n.
2
1.8
1.6
1.4 y = 1.724e-0.237x
Medida hn

1.2
1
0.8
0.6
0.4
0.2
0
0 2 4 6
Medida n

ℎ1 ℎ ℎ𝑛
3 - Utilizando a relação 𝑟 2 = = ℎ2 = ⋯ = ℎ , demonstre que ℎ𝑛 = ℎ0 ×
ℎ0 1 𝑛−1

𝑟 2𝑛 (a).

ℎ𝑛
Resposta: De acordo com as seguintes manipulações de 𝑟 2 = .
ℎ𝑛−1

ℎ1
𝑟2 =
ℎ0

ℎ0 × 𝑟 2 = ℎ1 (1)

ℎ2
Substituindo a equação (1) em 𝑟 2 = .
ℎ1

ℎ2
𝑟2 =
ℎ1

ℎ1 × 𝑟 2 = ℎ2

ℎ2 = (ℎ0 × 𝑟 2 ) × 𝑟 2

ℎ2 = ℎ0 × 𝑟 4 (2)
ℎ3
Substituindo a equação (2) em 𝑟 2 = .
ℎ2

ℎ3
𝑟2 =
ℎ2

ℎ2 × 𝑟 2 = ℎ3

ℎ3 = (ℎ0 × 𝑟 4 ) × 𝑟 2

ℎ3 = ℎ0 × 𝑟 6 (3)

ℎ4
Substituindo a equação (3) em 𝑟 2 = .
ℎ3

ℎ4
𝑟2 =
ℎ3

ℎ3 × 𝑟 2 = ℎ4

ℎ4 = (ℎ0 × 𝑟 6 ) × 𝑟 2

ℎ4 = ℎ0 × 𝑟 8 (4)

Com as contínuas substituições, percebe-se que o expoente de r é o dobro


de n para cada hn. Dessa forma se prova a equação ℎ𝑛 = ℎ0 × 𝑟 2𝑛 .

4 – Fite a função do gráfico e compare com a da Eq. (a).

Resposta: Com o auxílio de ferramentas, nesse caso, o software Microsoft


Excel, se obteve a função y = 1,724e-0,237x. Relacionando esta com a equação ℎ𝑛 =
ℎ0 × 𝑟 2𝑛 , podem-se perceber semelhanças entre ambas, onde:

Y = hn

1,724 = h0

e-0,237 = r2

x=n
5 – Determine o coeficiente de restituição do gráfico e compare com a da Eq.
(a) determine o erro.

ℎ𝑛
Resposta: Utilizando a relação 𝑟 2 = , para os cinco respectivos valores
ℎ𝑛−1

n. Foi possível obter cinco valores aproximados para r2. Calculou-se a média
aritmética desses cinco valores para obter 𝑟̅ .

0,74 + 0,78 + 0,80 + 0,80 + 0,83


𝑟̅ 2 =
5

𝑟̅ = √0,79

𝑟̅ = 0,89

Já o coeficiente de restituição do gráfico pode ser determinado por e−0,237 ,


segundo a relação e-0,237 = r2.

e−0,237 = 0,79 = 𝑟̅ 2

Logo,

e−0,237 = √0,79

e−0,237 = 0,89 = 𝑟̅

Considerando “C” como o coeficiente de restituição, para cálculo do erro.

0,89 + 0,89
𝐶̅ = = 0,89
2

∆𝐶̅ = 0,0

∆𝐶𝑟 = (0,89 ± 0,1)

6 – A partir da função encontrada determine o valor de h0 e compare com o


valor medido.

Resposta: Na função o valor para a altura inicial foi h0 = 1,72m. Entretanto o


valor medido no experimento foi h0 = 1,80. Dessa forma, apesar de os valores serem
relativamente próximos, a diferença entre eles caracteriza uma pequena falha na
execução do mesmo.

7 – Faça uma tabela tendo as alturas e o valor da energia potencial para


cada respectiva altura.

Resposta: Não foi possível resolver devido falta de dados necessários, no


caso, a massa da esfera.

8 – Utilizando o valor do coeficiente de restituição encontrado, determine a


fração percentual da energia cinética dissipada em cada colisão da bola com o chão.

Resposta: Não foi possível resolver devido falta de dados necessários, no


caso, a massa da esfera.

9 - Analise o fato de 𝑒 = 1 e 𝑒 = 0, o que ocorreria com a energia em cada


caso.

Resposta: Se 𝑒 = 1, o choque é caracterizado como elástico e a energia


durante a colisão e conservada.

Se 𝑒 = 0, o choque é caracterizado como totalmente inelástico onde maior


parte da energia inicial do corpo é perdida durante a colisão.

CONCLUSÃO
Dessa forma, no olhar da física as colisões possui características e
dimensões diferentes, consiste no choque entre partículas elementares. Ou seja, é
uma interação entre corpos, sendo possível distinguir os instantes correspondentes
ao antes e ao depois da interação.
As colisões podem ser elásticas - são caracterizadas pela conservação da
energia cinética, ou seja, o valor da energia cinética do sistema antes da colisão
deve ser igual ao valor depois da colisão. De modo geral, esse tipo de colisão ocorre
quando os corpos que estão colidindo não sofrem deformações permanentes.
Já as colisões inelásticas são caracterizadas pela perda da energia cinética
dos corpos envolvidos, ou seja, a energia cinética do sistema antes da colisão é
maior que a energia cinética depois. Isso ocorre em função de parte da energia
cinética do sistema se transformar em outras formas de energia (calor, energia
sonora, deformação). Se após uma colisão os dois ficarem juntos, temos a situação
onde há maior perda de energia cinética possível, estes tipos de colisão chamaram
de perfeitamente inelástica. Por outro lado, tanto nas colisões elásticas e inelásticas
há conservação da quantidade total de movimento do sistema, ou seja, Q total antes
= Q total depois.
Torna-se evidente, portanto, que após a realização das atividades
experimentais em laboratório, pode-se mostrar um modo experimental para obter os
efeitos físicos envolvidos numa colisão entre dois corpos, em diferentes medidas e
valores podendo observar apenas o movimento, seja o choque entre as duas
esferas, durante a colisão. Além de contribuir para o aprendizado acadêmico dos
alunos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CAMPOS A.A.; ALVES E.S.; SPEZIALI N.L. Física experimental básica na


universidade: 2 ed. Belorizonte : editora FMG, 2008.]

LUZ, Antônio Máximo Ribeiro da. Física: volume único. 2. ed. São Paulo: Scipione,
2007. 616 p.

HALLIDAY, D; RESNICK, R. Fundamentos da Física I. 6. ed. Rio de Janeiro: LTC,


2002.

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