Você está na página 1de 7

Escola Preparatória de Cadetes do Ar

Corpos de Alunos
Turma C

Seminário de
Física:

Fotocondutividade e Efeito
Fotovoltaico

Alunos: Airton 2008/043


Arantes: 2008/181
David 2008/040
Fernando 2008/103
Moura 2008/142

Professor: Ribeiro
Introdução

No atual cenário mundial, uma das temáticas mais discutidas pelas sociedades dos mais
variados países é a respeito dos novos rumos que a civilização como a conhecemos hoje deve tomar
para que o meio-ambiente não entre em colapso devido a exploração predatória e irresponsável que a
humanidade vem realizando séculos a fio. Quando se toca nesse assunto, o principal vilão é a emissão
de gases do efeito estufa, os quais vêm contribuindo comprovadamente na aceleração do processo de
aquecimento global.

Esses gases são resultantes principalmente do processo de obtenção de energia com a queima de
combustíveis fósseis e é justamente para substituir esse processo, que novas técnicas estão sendo
desenvolvidas e viabilizadas. A utilização da energia térmica do subsolo, dos ventos, das marés e dos
biocombustíveis para produção de energia, sinaliza um novo horizonte no que tange a forma como
lidamos com a natureza, mas sem sombra de dúvidas, a forma de produção de energia que se mostra
mais promissora é o aproveitamento da energia solar através de painéis fotovoltaicos.

As grandes expectativas criadas a respeito desse tipo de geração são justificadas pela enorme
disponibilidade da energia solar nos mais variados países, não somente nos tropicais, como podem
pensar alguns; e também pelo fato de que os avanços na eficiência desse processo vêm contribuindo
muito para a melhoria de seu custo-benefício perante outras técnicas. Tais avanços provêm dos estudos
sobre a utilização de novos materiais potencializadores do efeito fotovoltaico e da fotocondutividade,
que serão analisados nas linhas abaixo.
Materiais Condutores, Semicondutores e Isolantes
Condutores

Um material é caracterizado como bom condutor quando um ou mais elétrons da última camada
não estão firmemente ligados ao núcleo dos átomos podendo ser facilmente deslocados, ou seja, todo
meio material que permite a movimentação de cargas elétricas no seu interior. Consideremos, por
exemplo, uma barra de cobre que possui um número muito alto de átomos e apliquemos uma diferença
de (ddp) entre os extremos desta barra. Os elétrons da última camada de todos os átomos se deslocarão
facilmente dando origem a uma corrente elétrica, sob a ação do campo elétrico produzido pela
diferença de potencial aplicada. Outros materiais que possuem uma constituição semelhante à do cobre,
com um único elétron na camada de valência, são o ouro e a prata, dois outros excelentes condutores de
eletricidade.
É importante deixar claro que os metais, além de serem bons condutores de corrente elétrica,
são também excelentes condutores de calor.

Isolantes

Os materiais isolantes correspondem aos materiais que apresentam os elétrons da última camada
(camada de valência) rigidamente ligados aos seus átomos, eles não são livres para vagar por entre os
outros átomos do material. Entre os próprios elementos simples, existem vários que apresentam os
elétrons da última camada rigidamente ligados aos átomos, como exemplo temos a isopor, a madeira,
vidro, etc. A resistência desses materiais a corrente elétrica é boa, e por isso são usados para encapar
fios elétricos de cobre, seja em uma torre de alta tensão ou cabo de uma secadora.
Entretanto, verifica-se que se consegue uma resistividade muito maior com substâncias
compostas, como é o caso da borracha, mica, teflon, baquelite etc. (é mais ou menos intuitivo que os
átomos se combinam, formando estruturas complexas, os elétrons ficam mais fortemente ligados a
estas estruturas).

Semicondutores

Certos materiais tais como o germânio(Ge) e o silício(Si), não são nem bons condutores, nem
bons isolantes. Eles apresentam um comportamento mediano quanto à sua condutividade, sendo assim
chamados de semicondutores. Esses materiais ficam no meio da faixa de resistividade elétrica, sendo
maus condutores em sua forma cristalina pura e tornando-se bons condutores quando apenas um átomo
em 10 milhões é substituído por uma impureza, que adiciona ou retira elétrons da estrutura
cristalina(dopagem).
Cada átomo do silício se liga a quatro átomos vizinhos através da ligação covalente, ou seja,
pares de elétrons da última camada do Si são compartilhados entre dois átomos. Os elétrons das
camadas internas giram em torno do núcleo. Um fato importante é que tanto o germânio como o silício
apresentam exatamente o mesmo tipo de estrutura que o diamante, variando apenas a dimensão
(constante da rede).
Também podem conduzir eletrecidade quando uma determinada radiação apropriada incidir
nele. Por exemplo, uma placa de selênio (Se) puro normalmente é um bom isolante, e qualquer carga
elétrica colocada sobre sua superfície ali permanecerá por longos períodos, desde que esteja escuro. Se
a placa for exposta à luz, entretanto, a carga escapará para fora da placa quase que imediatamente.
O semicondutor, portanto, possui um nível de condutividade entre os extremos de um isolante e
um condutor.

Fotocondutividade
Definição
A fotocondutividade é a propriedade que certos materiais apresentam dê se tornarem condutores
pela ação da luz. A fotocondutividade é diferente segundo o comprimento de onda da luz utilizada e
possui aplicação direta em vários campos como, por exemplo, na contagem do número de pessoas que
passam por determinado local.Tudo isso é conseguido por meio das fotocélulas dentre as quais
destacamos as fotocondutivas.

Como funciona: Células fotocondutivas


Já as células fotocondutoras funcionam da seguinte forma: quando a luz incide em determinados
materiais como o sulfeto de cádmio, por exemplo, elétrons que participam das ligações entre seus
átomos que podem absorver energia suficiente para que essas ligações sejam quebradas. Com isso,
esses elétrons, em vez de serem extraídos do material, permanecem nele na condição de elétrons livres,
diminuindo sua resistência elétrica e, portanto, tornando-o mais condutor, esse fenômeno é denominado
efeito fotoelétrico interno. A quantidade de elétrons liberados para a condução também é tanto maior
quanto maior é a intensidade da luz incidente. Por isso, materiais como o sulfeto de cádmio apresentam
resistência elétrica muito alta em ambientes escuros e muito baixa em ambientes bem iluminados. Com
isso conseguimos explicar a fotocondutividade através do funcionamento das células fotocondutoras.
Efeito fotovoltaico

Definição
Descoberto pela primeira vez em 1839 por Edmond Becquerel, o efeito fotovoltaico é
basicamente uma particularidade do efeito fotoeletrico. Entende-se por efeito fotoeletrico a emissão de
elétrons por um material(normalmente metais),gerando corrente elétrica, ao expô-lo a uma radiação
eletromagnética de freqüência suficientemente alta para o dado material. Observamos tal fenômeno ao
incidir luz em uma placa de metal, provocando assim, a ejeção dos elétrons da placa.
É comum confundir efeito fotovoltaico com efeito fotoeletrico, porém, o diferencial do efeito
fotovoltaico está em uma peculiaridade: a luz da qual se deseja obter a corrente eletrica é
especificamente a solar.

Gerando semi-condutores: Dopagem


O silicio é o segundo metal mais abundante encontrado na terra, e é o material mais utilizado
para produzir o efeito fotovoltaico, pórem o silício ''puro'' ao ser extraido, se apresenta como semi-
condutor.
Para que possa ser utilizado na produção de energia é necessário realizar um processo chamado
Dopagem que consiste no acréscimo de uma quantidade muito pequena de elementos vizinhos do
silício na tabela periódica. Este processo de dopagem altera sua resistividade, transformando-o em um
semi-condutor com menor resistividade, dependendo do material utilizado para se fazer a dopagem, o
semicondutor desenvolve características diferentes. No processo de dopagem serão produzidos dois
tipos de placa de silício chamados tipo ''n'' e tipo ''p''. A placa do tipo n é a mistura do silício com
metais trivalentes gerando uma placa com carga positiva +1(pois o silicio possue 4 eletrons em sua
camada de valência e recebe mais 3 do metal trivalente) e a placa do tipo p é a mistura do silício com
metais pentavalentes gerando com carga negativa -1 (pois ao unir os 4 eletrons do silício aos 5 do metal
tem-se 1 eletrón em excesso).
Em 1883 foram criadas as primeiras células fotovoltaicas, por Charles Fritts. As células
fotovoltaicas consistem numa camada única e de grande superfície p-n díodo de junção, capaz de gerar
energia elétrica utilizável a partir de fontes de luz com os comprimentos de onda da luz solar.
O silicio foi o material que compôs a primeira geração de celulas fotovoltaicas e constitue a
tecnologia dominante na sua produção comercial, representando mais de 86% do mercado.
Painel fotovoltaico e obtenção da energia solar
Chama-se Placa Fotovoltaica, o conjunto de celulás fotovoltaicas com fins de obtenção de
energia elétrica. Existem placas de várias potências e tensões diferentes para os mais diversos usos. Em
residências rurais algumas empresas concessionárias de distribuição usam placas de 75 W de pico e 12
V para guardar energia em baterias de 100 Ah. Este sistema fotovoltaico gera energia suficiente para
iluminar uma residência com 3 lâmpadas de 9W e uma tomada para rádio ou TV de 6".
A energia solar fotovoltaica é uma fonte gratuita e inesgotável e sua utilização não produz
emissão de gases e poluentes, ou seja, é uma energia limpa que pode representar uma solução para
parte dos problemas de escassez de energia que abala o mundo.

Painel solar fotovoltaico Bateria externa e painel solar USB


para Ipod

painéis solares em estação espacial