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Coleção Documentos Técnicos

Projeto Academia das Rochas


Série Marmoraria | Documento 06

ORGANIZAÇÃO
DO PROCESSO
PRODUTIVO NAS
ACADEMIA
DAS ROCHAS
Juntos pela qualidade.
MARMORARIAS

www.academiadasrochas.com.br
/ABIROCHAS @ABIROCHAS (61) 99840 6082

Contato: contatos@abirochas.com.br | (61) 3033 1478 ACADEMIA


www.abirochas.com.br DAS ROCHAS
Juntos pela qualidade.
REINALDO DANTAS SAMPAIO
Presidente

MARCOS REGIS ANDRADE


Vice-Presidente Administrativo Financeiro

JOSÉ BALBINO MAIA DE FIGUEIREDO


Vice-Presidente de Relações Institucionais

JOSÉ GEORGEVAN GOMES DE ARAÚJO


Vice-Presidente de Mercado Interno ORGANIZAÇÃO
MÁRIO IMBROISI
Vice-Presidente de Meio Ambiente
DO PROCESSO
PAULO ROBERTO AMORIM ORCIOLI
Vice-Presidente de Mineração
PRODUTIVO NAS
MARMORARIAS
Conselho de Administração
DOMINGOS SÁVIO OTAVIANI - Presidente - ANPO
ANTÔNIO JOSÉ SARMENTO TOLEDO - SINDRO-PB
ARMANDO SEQUEIRA DE SOUSA - SINCOCIMO-RJ Rogélio Paes Santos
Administrador de empresas; especialista em Gestão de Projetos e Finanças
CARLOS ALBERTO LOPES ARAÚJO - SIMAGRAN-BA
Empresariais; consultor técnico para empresas de rochas ornamentais.
CARLOS RUBENS ARAÚJO ALENCAR - SIMAGRAN-CE
JOSÉ BALBINO MAIA DE FIGUEIREDO - SINROCHAS-MG Pedro Gaudêncio M. Fernandez
Administrador de empresas; especializações nas áreas de Geologia e Edificações.
JOSÉ GEORGEVAN GOMES DE ARAÚJO - SIMAGRAN-PR
TALES PENA MACHADO - SINDIROCHAS-ES Álvaro Cintra Junior
Administrador de empresas; formação em Direito; marmorista; consultor
especializado em Processos e Projetos de com Rochas Ornamentais.
Conselho Fiscal
ANTÔNIO JOSÉ SARMENTO TOLEDO - SINDRO-PB
ABIROCHAS
JOSÉ BALBINO MAIA DE FIGUEIREDO - SINROCHAS-MG Brasília, DF
JOSÉ GEORGEVAN GOMES DE ARAÚJO - SIMAGRAN-PR 2019
ORGANIZAÇÃO DO PROCESSO PRODUTIVO NAS MARMORARIAS

Autores
APRESENTAÇÃO
Rogélio Paes Santos
Pedro Gaudêncio M. Fernandez
Álvaro Cintra Junior Através do Projeto Academia das Rochas, a ABIROCHAS está formulando instrumentos que
favoreçam a agregação tecnológica, os processos de inovação e design, a capacitação
Capa | Projeto Gráfico | Editoração Eletrônica operacional e gerencial, o fortalecimento associativo, o acesso a mercados e outros focados
Pilar Comunicação
na atividade de marmoraria, fortalecendo o papel do marmorista junto a especificadores e
consumidores finais de todo o país.
Revisão
Cid Chiodi Filho, geólogo
A qualificação da marmoraria é considerada importante e extremamente oportuna,
Renata Carneiro, jornalista
cumprindo uma dupla finalidade: a capacitação para atendimento das novas formas de
relacionamento exigidas pela indústria da construção civil dos seus fornecedores, no
Copyright© 2019 by ABIROCHAS - Associação Brasileira da Indústria de Rochas Ornamentais
SRTV Sul - Quadra 701 - Conjunto L - nº 38 - Bloco 2 - Sala 601
mercado interno; e a adequação para a denominada “terceira onda exportadora” do setor de
Asa Sul - Brasília, DF - CEP 70.340-906 rochas, centrada no fornecimento de produtos acabados e serviços para atendimento de
Fone (61) 3033-1478 - E-mail contatos@abirochas.com.br obras no mercado externo.
www.abirochas.com.br
No mercado interno, as marmorarias precisarão atuar como fornecedoras de soluções
Reservados todos os direitos. É proibida a duplicação ou reprodução deste volume, no todo ou em parte, integradas de revestimento para as edificações, e não mais como simples fornecedoras de
sob quaisquer formas ou quaisquer meios (eletrônico, mecânico, gravação, fotocópia, distribuição na Web
insumos. No mercado externo, a terceira onda exportadora é a principal forma atualmente
ou outros), sem permissão expressa da ABIROCHAS.
vislumbrada para um salto quantitativo e qualitativo das exportações, acrescentando-se
produtos acabados de maior valor agregado à comercialização.

A série de documentos técnicos dedicados às marmorarias tem por finalidade divulgar as


melhores práticas do processo produtivo e da prestação de serviços ao consumidor, desde o
ACADEMIA
DAS ROCHAS recebimento da matéria-prima até a entrega do produto final. Também estão contempladas
Juntos pela qualidade.
dicas de organização, estratégias de venda, custos e formação de preços, informações
técnicas sobre aplicação, patologias dos revestimentos, novas tecnologias, de modo a
O68 auxiliar o marmorista quanto às demandas de especificadores e clientes.
Organização do processo produtivo nas marmorarias / Rogélio Paes Santos, Pedro Gaudêncio M.
Fernandez, Álvaro Cintra Júnior. - Brasília: ABIROCHAS, 2019. Esperamos que este documento seja útil e que o projeto Academia das Rochas contribua
28 p.: il. color.- (Marmoraria ; v. 6) efetivamente para a modernização e prosperidade das marmorarias brasileiras.
ISBN 978-85-45530-04-6
Produzido pela Associação Brasileira da Indústria de Rochas Ornamentais.
Brasília, 20 de abril de 2019
1. Mármore. 2. Revestimento. 3. Construção Civil. 4. Minerais Industriais. I. Santos, Rogélio Paes.
II. Fernandez, Pedro Gaudêncio M. III. Cintra Júnior, Álvaro. IV. ABIROCHAS. VI. Título.

CDD: 692
Reinaldo Dantas Sampaio José Georgevan Gomes de Araújo
Ficha Catalográfica: Rafaela Patente – CRB-2143 Presidente Vice-Presidente de Mercado Interno
SUMÁRIO INTRODUÇÃO
Atualmente, quando um cliente procura por um produto ou
serviço significa que confia na sua empresa, e para que
essa confiança continue, é preciso ter qualidade no serviço
de atendimento e também no cumprimento do prazo de
entrega.
INTRODUÇÃO.............................................................................5

ORDEM DE SERVIÇO................................................................6 Empresas bem-sucedidas levam em consideração alguns


fatores que fazem toda a diferença: produtos de qualidade,
PCP - PLANEJAMENTO E CONTROLE DE PRODUÇÃO ........8 equipe comprometida e treinada para desempenhar suas
funções e controle da gestão interna.
PRINCIPAIS FUNÇÕES DO PCP EM MARMORARIAS ..........11
Sem um bom controle da gestão interna de processos,
IMPORTÂNCIA DO PCP EM MARMORARIAS........................12
podem ocorrer muitas falhas de comunicação entre setores,
ARRANJO PRODUTIVO (LAYOUT) .........................................13 o que pode ocasionar atrasos no cumprimento dos prazos
de entrega, devido a retrabalhos e imprecisões.
4 ÁREA DE RECEBIMENTO ...............................................16
A fim de se evitar esse tipo de ocorrência, um recurso
4 SETOR DE CORTE ..........................................................18 amplamente utilizado para a organização das empresas, é
a ordem de serviço, pois por meio dela, é alcançada a
4 SETOR ACABAMENTO RETO.........................................20
comunicação do que precisa ser feito e de como será feito.
4 SETOR DE FURAÇÃO .....................................................21
Baseando-se nessa premissa, esta cartilha técnica tem
4 SETOR ACABAMENTO FINAL ........................................21 como objetivo principal, informar ao marmorista sobre o
tema: Organização do Processo Produtivo - Ordem de
4 ESTOQUE PRODUTOS ACABADOS/EXPEDIÇÃO........22 Serviço, Logística Interna e Pontualidade de Entrega das
Marmorarias. Esse tema é de grande importância, pois irá
PONTUALIDADE NA ENTREGA..............................................24
disponibilizar conteúdos e conhecimentos técnicos
CONSIDERAÇÕES FINAIS ......................................................25 necessários para gerenciar as atividades do dia-a-dia de
sua marmoraria, a fim de que o fluxo de informações
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..........................................27 internos e externos sejam controlados. Evita-se, desta
forma, os retrabalhos e devoluções que irão ocasionar
atraso na entrega, além de elevação do custo da empresa.

5
ORDEM DE Existem diversos tipos e modelos de ordem de serviço, e
não um padrão daquela a ser utilizada. A empresa deve
optar por um formato que lhe atenda da forma mais prática e

SERVIÇO
objetiva, de maneira que os empregados entendam o que
deve ser feito, através das informações constantes no
documento.

A produção de uma marmoraria em sua grande maioria, é a Número da ordem de serviço;


realizada por encomendas específicas de seus clientes e a Informações gerais do Cliente (nome, endereço,
tem seu início no setor comercial das empresas por meio da a telefone, etc.);
negociação e da venda do serviço. Após a venda, o pedido é VOCÊ SABE QUAIS a Data de abertura da ordem de serviço;
direcionado para a área de produção através de uma ordem OS DADOS MÍNIMOS a Data de entrega do serviço;
EM UMA ORDEM DE a Campo para desenho, descrição dos serviços,
de serviço.
SERVIÇO PARA a quantidades que devem ser realizadas;
Esta ordem de serviço é uma forma de comunicar a todos os MARMORARIAS? a Tipo de material que será utilizado;
setores de uma empresa a respeito de um pedido, ou seja, a Nome de quem emitiu a ordem de serviço;
emitindo a ordem de serviço, a empresa está formalizando Exemplo de a Campos para assinatura dos envolvidos.
um serviço que será executado a um cliente. área de
produção
de uma Em marmorarias, a ordem de serviço é o documento que
marmoraria formaliza o início do processo de produção para a realiza-
ção do serviço. Nela está descrito o que será produzido,
como será produzido, quais as matérias-primas que serão
utilizadas, as datas de entrega e as quantidades. Com base
nessas informações, o mais indicado é que haja um plane-
jamento e controle da produção ou realização do serviço, a
fim de que se possa chegar a um prazo de entrega ade-
quado. Este planejamento em marmorarias será exposto a
seguir.

VOCÊ
De acordo com o capítulo V da Consolidação das Leis
do Trabalho (CLT) – Decreto Lei 5452/43 de 02 de maio
de 1943, Artigo 157, Inciso II, cabe às empresas:
II – Instruir os empregados, através de ordens de
serviço, quanto às precauções a tomar no sentido de
evitar acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais;

SABIA (Incluído pela Lei nº 6.514, de 22.12.1977).

6 7
PCP Fique atento às 6 perguntas que nos auxiliarão na
condução de um PCP ativo em uma marmoraria.

1. O que produzir e comprar?


PLANEJAMENTO
E CONTROLE DE ATENÇÃO Fique atento às mudanças de mercado quanto às rochas
ornamentais para que seu estoque não fique obsoleto e seu

PRODUÇÃO
O setor de PCP em uma marmoraria, assim como em todo
capital não fique imobilizado em chapas que ninguém
deseja comprar.

Esteja sempre atento às tendências de mercado e seja


parceiro do seu fornecedor de chapas, não aceite qualquer
processo produtivo, é de grande importância para coisa só por que está na promoção. Se seu cliente não
sobrevivência da empresa, além de ser um diferencial na gostar, não adianta forçar a venda.
hora da tomada de decisão do planejamento estratégico e
nos momentos de fechamento de contratos com os clientes.

É ele que auxilia no melhor emprego dos recursos da


produção, para que assim o produto seja feito no prazo e na
2. Quanto produzir e comprar?

quantidade certa, utilizando os recursos corretos.


Em caso de obras de grande porte é importante considerar
Na figura a seguir podemos visualizar rapidamente como uma margem de perda, por menor que seja, pois elas
funcionam as captações e as entregas do PCP: podem definir o sucesso ou não da negociação. E, se tra-
tando de materiais naturais, a variação de tonalidade de cor,
Figura 1 - Funcionamento das captações e entrega do PCP. movimento de veios e padrão geral do material pode mudar
Qualidade
de um bloco para outro. Sendo assim, é prudente adquirir
Engenharia de Produto
- lista de materiais
- índices de refugo Suprimentos
- lead time dos fornecedores
algumas chapas a mais para garantir a continuidade da
- desenhos obra em caso de quebras ou perdas de algumas peças.
- modificações de produto

Marketing
- plano de vendas
Engenharia de Processo
- roteiros de fabricação
- lead times de fabricação PCP Manutenção
- disponibilidade
3. Onde produzir?
- confiabilidade dos equipamentos

Identifique a distância entre você, seu fornecedor de


chapas, de insumos e seu cliente. Não importa qual seja ela,
Ordens de fabricação Ordens de compra
desde que o tempo gasto com a logística seja considerado
na hora de fechar um contrato.

8 9
4. Como produzir?
PRINCIPAIS
A busca por materiais super exóticos e quartzitos é uma FUNÇÕES DO
PCP EM
grande tendência no mercado das rochas naturais e um
grande desafio para o marmorista. Geralmente, são
materiais de grande complexidade tanto para cortar quanto
para dar acabamento. Sendo assim, a melhor forma de
conhecer as características do material é conversar com
seu fornecedor. Não dê prazos sem antes saber como
produzir as peças.
MARMORARIAS
5. Com o quê produzir?
O PCP deve estar atento às necessidades futuras da produ-
ção e estar muito alinhado às tendências de mercado,
produto versus especificação, ou seja, conhecer as rochas
Tanto em obras de grande porte quanto em obras menores e o que os especificadores estão indicando nas obras de
é importante conhecer seu equipamento, suas vantagens e construção civil. Suas principais funções são as seguintes:
limitações, conhecer a produtividade e qualidade dos seus
insumos. Tanto os equipamentos quanto os insumos
Planejar a compra de chapas e insumos como forma
influenciam diretamente no tempo e na qualidade de
de atender em tempo hábil às necessidades da
entrega dos seus produtos para o seu cliente.
produção.

6. Com quem produzir?


Programar as atividades de produção, identificar e
controlar os tempos de produção e cuidar para que
caso haja imprevistos, sejam adotados planos de
O fator mais importante da sua empresa são os profissio- contingência. Os prazos devem ser cumpridos;
nais, eles são os responsáveis pela transformação de
chapas em peças acabadas. Sendo assim, faz-se Acompanhar os recursos e as OS - Ordens de Serviço.
necessário sua capacitação para atender um público cada
vez mais exigente no quesito qualidade. Prever os menores prazos possíveis aos clientes e
cumpri-los.

Conheça as dificuldades e limitações da Em caso de alguma mudança nas variáveis (pro-


sua mão de obra antes de determinar dutiva, entrega, suprimento), ser capaz de reagir de
os prazos de entrega.
maneira eficaz para mitigar os impactos.

10 11
IMPORTÂNCIA ARRANJO
DO PCP EM PRODUTIVO
MARMORARIAS
O PCP é um elemento chave para a mudança de compor-
LAYOUT
A escolha do arranjo produtivo ideal deverá partir da
tamento da empresa. Por meio das suas avaliações, premissa de satisfazer as necessidades de produção da
empresa. O estudo dos layouts proporciona aos processos
medições de tempo, reduções de custo e aumento da maior fluidez, de acordo com as características de produção
confiabilidade diante dos clientes, promove de maneira e serviços executados.
direta, a melhoria na concorrência, frente a um mercado
Para a escolha do layout das empresas, é necessário que o
cada vez mais exigente. Em linhas gerais, melhora o empresário ou o responsável analise a maneira como os
potencial competitivo e estratégico da empresa. recursos (equipamentos, máquinas, pessoas) estarão
dispostos em suas instalações, a fim de proporcionar a
melhor alocação de tarefas a estes recursos. Havendo a
possibilidade, deverá ser realizado um projeto para o
Em tempos de orçamento apertado e margens de lucro arranjo físico das instalações.
pequenas, um PCP bem elaborado na marmoraria é capaz
Para um bom layout deverão ser levados em consideração
de melhorar a percepção do cliente quanto ao custo,
alguns itens que irão influenciar em todos os aspectos
valorizar a velocidade da entrega, prever a qualidade dos produtivos da empresa.
produtos e serviços prestados e criar uma relação de
confiança com o cliente. a Melhor utilização do espaço diponível;
a Acessibilidade a todos os locais do arranjo produtivo;
a Clareza do fluxo do arranjo produtivo;

Além de um PCP atuante e participativo, para atender as


DICAS a Quesitos de segurança inerentes à empresa;

para layout a Que o arranjo produtivo possibilite a coordenação


ordens de serviço com qualidade e dentro dos prazos a dos serviços;
a Possibilidade de crescimento em médio e longo
estipulados, o layout da empresa deve contribuir para uma
a prazos.
melhor fluidez dos processos, conforme exposto a seguir.

12 13
O arranjo físico funcional ou por processos é uma opção para utilização em marmorarias, utilizada como recebimento de matérias-primas e também de expedição. Assim, o posicio-
pois agrupa os recursos com as mesmas funções ou com processos semelhantes. A Fig. 2 a namento dos setores foi planejado em forma de “U”, iniciando pela área de recebimento de
seguir demonstra um exemplo de layout de marmoraria de médio porte. matérias-primas, setor de corte, setor de acabamento reto (acabamento mecanizado), setor
de furação, setor de acabamento final (acabamento manual), setor de embalagem,
O layout demonstrado na Fig. 2 ilustra uma marmoraria que possui somente uma área, que é estocagem de produtos acabados e expedição. A seguir, o detalhamento de cada área.

FLUXO DO PROCESSO

FLUXO DO PROCESSO
Figura 2 - Exemplo de layout de marmoraria de médio porte.
FLUXO DO PROCESSO

14 15
ÁREA DE RECEBIMENTO

Preferencialmente com doca, visando à segurança dos


profissionais envolvidos nesta etapa do processo;

Figura 5 - Guindaste giratório.

Figura 6 - Monovia.

Cavalete de recebimento de materiais, conforme Anexo 1


da NR11 (Fig. 7 e 8);

Figuras 3 e 4 - Ilustrando áreas de recebimento matérias-primas.

A descarga de materiais deve ser realizada utilizando


equipamentos adequados para este fim, tais como: ponte
rolante, guindaste giratório de coluna ou de parede,
monovias, carros manuais de transporte, conforme Anexo 1
Figura 7 - Cavalete triangular.
da NR11;

16 17
Figura 8 - Cavalete vertical. Figura 10 - Serra-ponte.

Deve-se ainda manter a organização do local, de modo que


Para redução de custos e otimização do espaço destinado a
facilite a descarga de material e a localização do mesmo, vi-
produção, a serra ponte e cortadeira longitudinal podem ser
sando à segurança do trabalho conforme anexo 1 da NR11.
adquiridas com opção de cabeçote regulável, atendendo à
necessidade de corte a 45º.
SETOR DE CORTE
Uma vez que o mercado exige eficiência e qualidade nos
Visando um melhor layout e com intuito de redução de tem- produtos e serviços, um equipamento como uma serra para
po e movimentos, a sugestão é que o setor de corte fique mármores e granitos CNC (Computer Numeric Control) é
próximo à área de estocagem de matérias-primas (chapas) uma opção que resulta em eficiência produtiva e maior
que irão entrar em processamento. Esse setor é composto controle interno. A tendência é que a utilização desses
por equipamentos como a cortadeira longitudinal (Fig. 9), a equipamentos em marmorarias aumente, potencializando
serra-ponte (Fig. 10) e a cortadeira de meia esquadria (45º). assim, a capacidade de produção das empresas.

As máquinas, conforme portaria a seguir, devem ser


dotadas de sistema de umidificação, visando minimizar a
geração de poeira decorrente de seu funcionamento.

De acordo com a portaria SIT/DSST Nº 43 de 11/03/2008:

Art. 1º Aprovar o item 8 no título “Sílica Livre Cristalizada” do


Anexo 12 da Norma Regulamentadora nº 15 - Atividades e
Operações Insalubres, aprovada pela Portaria nº 3.214, de
8 de junho de 1978, com a seguinte redação:
“8. As máquinas e ferramentas utilizadas nos processos de
corte e acabamento de rochas ornamentais devem ser
Figura 9 - Cortadeira longitudinal.
dotadas de sistema de umidificação capaz de minimizar ou

18 19
eliminar a geração de poeira decorrente de seu funcio-
namento.”
SETOR DE FURAÇÃO
Art. 2º Ficam proibidas adaptações de máquinas e ferra- Neste setor são executados os furos de torneira, furos de
mentas elétricas que não tenham sido projetadas para boca de pia e outros. No mesmo equipamento, pode ser
sistemas úmidos. realizado o acabamento de boca de pia (Fig. 13).

SETOR ACABAMENTO RETO


Seguindo a sugestão de layout industrial conforme Fig. 2,
após o setor de corte, teremos o setor de acabamento reto,
que pode ser realizado em polibordas (acabamento
mecanizado) e/ou bancadas de acabamento (acabamento
manual), conforme exibido nas Fig. 11 e 12.

Figura 13 - Máquina de furação e acabamento de boca de pia.

SETOR ACABAMENTO FINAL


Este setor é responsável por realizar os acabamentos finos,
Figura 11 - Polibordas - acabamento mecanizado. montagens e colagens das peças, conforme especificado
na ordem de serviço (Fig. 14 e 15).

Figura 12 - Bancada de acabamento - acabamento manual. Figura 14 - Bancada para acabamento.

20 21
Figura 17 - Estoque de produtos acabados e expedição.
Figura 15 - Bancada para acabamento.
A seguir, são apresentados modelos de layout de marmo-
ESTOQUE PRODUTOS rarias de médio a pequeno porte, com o arranjo físico por
ACABADOS/EXPEDIÇÃO processos ou funcional (Fig.18 a 20):

O estoque de produtos acabados é a área da empresa onde


a peça pronta aguarda a expedição para o cliente. Esta área
deve ser organizada de forma a agilizar o carregamento e o
transporte, visando manter a qualidade dos produtos e a
segurança dos trabalhadores envolvidos no processo.

Vale ressaltar que os produtos ficam na área por um curto


período de tempo, a princípio, somente aguardando o
transporte para o carregamento e entrega ao cliente IMPORTANTE!
(Fig. 16 e 17).
Figura 18 - Marmoraria médio porte.

Figura 16 - Estoque de produtos acabados e expedição. Figura 20 - Marmoraria pequeno porte. Figura 19 - Marmoraria médio/pequeno porte.

22 23
PONTUALIDADE CONSIDERAÇÕES
NA ENTREGA
A pontualidade na entrega é primordial para a manutenção
da satisfação do cliente e, em contrapartida, a falta de
FINAIS
pontualidade é determinante para a sua perda. Como visto anteriormente, a ordem de serviço - OS é a
formalização de um serviço que será executado para um
E como uma dica, é importante tratar cada serviço e sua
cliente. Com a OS, é realizada a comunicação entre as
entrega como únicos, utilizando como aliada a logística
diferentes áreas da marmoraria, começando por sua área
interna (conhecimento dos processos e fluxos da empresa)
e externa (acompanhamento de recepção de matérias- comercial ou de vendas, passando para o planejamento
primas e insumos, e as entregas ao cliente), para o (PCP) e, posteriormente, para a área de produção realizar o
cumprimento dos prazos previstos e com isso, aumentar a serviço.
satisfação do cliente.
A fim de manter a qualidade e pontualidade de entrega no
O planejamento do prazo de entrega deverá englobar e
prever os tempos de todas as etapas internas envolvidas no atendimento ao cliente, alguns itens são de extrema
processo para realização do serviço, além dos tempos de importância, e relembrando o assunto, temos:
logística do mesmo, seja para recepção das chapas ou para
a entrega. O planejamento deve também considerar um a Conhecer todos os fluxos e processos de sua empresa;
tempo como margem de segurança, pois podem acontecer
imprevistos durante o processo. a Planejamento e controle de sua produção para tomada

A seguir, o fluxograma de processo de uma ordem de servi- de decisão e definir estratégias de trabalho;
ço em marmorarias.
a Conhecer os materiais com os quais irá trabalhar, pois
Pedido fechado? alguns tipos são mais complexos para realizar cortes e
FLUXOGRAMA - ORDEM DE

Receber Emitir Enviar Colocar


SERVIÇO MARMORARIA

Pedido Ordem de para


Enviar
Chapa na acabamentos;
Produção
Cliente SIM Serviço PCP Mesa Corte

NÃO
a Conhecer a produtividade de seus equipamentos,
Projeto Serviço com
Respectivas Medidas
Fim
conhecer tempos de produção e a qualidade dos insumos
que utiliza;
Cortar Chapa Enviar Chapas Realizar
Enviar para Enviar para
conforme Cortdas para Acabamento
Projeto Acabamento conforme Projeto
Embalagem Expedição
Fim
a Identificar distâncias entre a empresa, seus fornecedores
de chapas e insumos e também com os clientes;

24 25
a Estar atento a mudanças de mercado;
REFERÊNCIAS
a Manter estoques mínimos de segurança dos insumos
que utiliza e que são necessários ao funcionamento da
BIBLIOGRÁFICAS
empresa;

a Manter estoque mínimo de matérias-primas para CHIAVENATO, Idalberto. Gestão da Produção Uma abordagem
serviços corriqueiros e rápidos; introdutória. [S. l.]: Manole, 2014. E-book.

a Manter os equipamentos em bom estado e com a GIATTI, Karina. O que é uma ordem de serviço e qual a sua
realização de manutenções preventivas “em dia”, para importância? [S. l.], 3 nov. 2016. Disponível em: <https://www.erpflex.
com.br/blog/ordem-de-servico>. Acesso em: 3 jan. 2019.
evitar ao máximo a paralisação das atividades por quebra
de equipamentos;
HBSIS. Aumente a satisfação do seu cliente com pontualidade nas
entregas. Blumenau/SC, [201-]. Disponível em: <https://blog.hbsis.
a Reagir a imprevistos de forma eficaz, visando sempre com.br/aumente-satisfacao-seu-cliente-com-pontualidade-nas-
mitigar seus impactos; entregas/>. Acesso em: 27 dez. 2018.

a Capacitar os empregados para o melhor desempenho de MINISTÉRIO DO TRABALHO. Decreto-Lei nº 5452/43, de 2 de maio de
1943. Aprova a consolidação das leis do Trabalho (CLT). Rio de
suas atividades.
Janeiro:1943.

Quanto mais a empresa conhece sua produção e executa


MOURA, T. N, et al. Modelo de arranjo físico funcional para uma
seus processos de forma estruturada, menor é a movimen-
marmoraria - Estudo de caso e proposta de melhoria. In: XXXVI
tação interna, maior a redução de materiais utilizados nos Encontro Nacional de Engenharia de Produção, 2016, João Pessoa/PB.
Artigo [...]. João Pessoa/PB: [s. n.], 2016. Disponível em: <http://www.
processos e também melhor é a alocação de recursos,
abepro.org.br/biblioteca/TN_STP_209_240_28072.pdf>. Acesso em:
contribuindo assim para a redução dos custos. 27 dez. 2018.

Todos estes fatores levarão à redução de tempos e


SIGNIFICADOS. O que é uma ordem de serviço: [S. l.], 23 abr. 2018.
movimento, materiais e outros recursos empregados nos Disponível em: <https://www.significados.com.br/ordem-de-servico/>.
Acesso em: 28 dez. 2018.
processos de produção de uma marmoraria e, com isso,
impactarão positivamente no resultado da empresa.

26 27
1. APRESENTAÇÃO E ENTREGA DOS PRODUTOS E SERVIÇOS DA MARMORARIA

2. ENTENDENDO OS CUSTOS DA MARMORARIA

3. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL

4. ESTRATÉGIAS DE EXPOSIÇÃO E VENDA

5. MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS - EQUIPAMENTOS, TRANSPORTE E MANUSEIO

6. ORGANIZAÇÃO DO PROCESSO PRODUTIVO NAS MARMORARIAS

7. PROTOCOLO DE ENTREGA

8. AUTOMAÇÃO E TECNOLOGIA DE PROCESSO

9. CORTE, ACABAMENTO E COLAGEM DE PEÇAS

10. INSUMOS UTILIZADOS EM MARMORARIAS

11. TÉCNICAS EM MEDIÇÃO DE OBRAS

12. PROJETOS & CAD - COMO LER PLANTAS

13. TÉCNICAS MANUAIS, ARTESANAIS, DETALHES

14. GLOSSÁRIO DA ATIVIDADE DE MARMORARIA

15. PRODUÇÃO LIMPA E RISCOS AMBIENTAIS / NORMAS

16. APLICAÇÃO DE ROCHAS EM REVESTIMENTO

17. AS ROCHAS ORNAMENTAIS: PROCESSO PRODUTIVO DA PEDREIRA À MARMORARIA

18. PATOLOGIAS EM ROCHAS ORNAMENTAIS

19. TIPOLOGIA E DESIGNAÇÃO COMERCIAL DAS ROCHAS ORNAMENTAIS E DE REVESTIMENTO

20. CARACTERIZAÇÃO TECNOLÓGICA DE ROCHAS PARA REVESTIMENTO

21. PERFIS DE ATUAÇÃO DA MARMORARIA E PARCERIAS EMPRESARIAIS


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