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AULA 7

Eventos & Probabilidades


A questão da probabilidade tem a ver com os eventos, desde a simples pos-
sibilidade de um filho ser menino ou menina até a remota chance de ganhar
num jogo de loteria, tipo megassena. Fórmulas de Matemática permitem calcu-
lar quais as probabilidades de os eventos acontecerem, dependendo de certas
condições.

Qual é a probabilidade de ser atingido por um raio?

Probabilidade de ser atingido por um raio é de 1 em 576.000.

O cálculo das probabilidades é feito por meio da divisão das possibilidades pelo seu espaço
amostral, um conceito que permite determinar situações curiosas como:
Probabilidade de ser canonizado: 1 em 20 milhões
Probabilidade de virar um astronauta: 1 em 13,2 milhões
Probabilidade de ganhar uma medalha olímpica: 1 em 662 mil
Probabilidade de se machucar com fogos de artifício: 1 em 19.556
Probabilidade de se machucar fazendo a barba: 1 em 6.585
Probabilidade de se machucar usando uma serra elétrica: 1 em 4.464
Probabilidade de se machucar cortando a grama: 1 em 3.623
Probabilidade de morrer atingido por um raio: 1 em 2.320.000
Probabilidade de ter um filho gênio: 1 em 250
Probabilidade de ganhar um Oscar: 1 em 11.500
Probabilidade de um meteoro cair na sua casa: 1 em 182 trilhões 138 bilhões e 880 milhões
Probabilidade de a Terra sofrer colisão catastrófica com asteroide nos próximos 100 anos: 1 em 5 mil
Probabilidade de morrer nessa colisão: 1 em 20 mil
Probabilidade de ser atingido por uma peça de avião caindo: 1 em 10 milhões
Probabilidade de contrair Creutzfeldt-Jakob (vaca louca): 1 em 40 milhões

Conclusões
1. É mais fácil você se machucar cortando a grama do que fazendo a barba.
2. Contrair a vaca louca é duas vezes mais "difícil" que virar santo, e é quatro vezes mais im-
provável que ser atingido por uma peça de avião.
3. É mais provável que você seja atingido por um raio do que um meteoro cair na sua casa.
4. É mais fácil ganhar um Oscar do que ganhar uma medalha olímpica.
Disponível em: http://www.funny2.com/. Acesso em: 21.06.2013. Texto adaptado.

Matemática 2 - Aula 7 65 Instituto Universal Brasileiro


Probabilidade
Nesta aula aprenderemos a determinar o espaço amostral e os seus eventos, assim
como calcular as probabilidades dos eventos acontecerem, sejam eles dependentes ou inde-
pendentes.

Aplicação dos cálculos de probabilidade

Ciência forense e probabilidade


A ciência forense é uma área de estudo que se ocupa da análise
científica das evidências de um crime. Em geral, um estudo forense
envolve áreas do conhecimento como a Física (balística de projéteis), a
Química (análise de sangue, gota de saliva, fio de cabelo etc.), a Biolo-
gia (análise de DNA) e até a Matemática. Apesar de a nossa impressão
digital ser única, uma digital achada no local de um crime pode não ser
suficientemente clara para identificar a pessoa de forma única.
Imagine uma situação em que o confronto da digital encontrada
no local do crime com um milhão de digitais do banco de dados da po-
lícia indique três suspeitos. Qual é a probabilidade de coincidência da
digital encontrada com a de alguém que é inocente? Dos três suspeitos,
dois são inocentes e um é culpado, o que indica que a probabilidade
de coincidência da digital encontrada com a de uma pessoa inocente
é dois em cada um milhão (2/1.000.000), ou seja, 0,0002%. Será que
essa probabilidade baixa constitui uma prova convincente para incriminar uma pessoa que tenha
digital igual à encontrada?
A resposta é não. Do ponto de vista do direito de cada cidadão, a probabilidade condicional
relevante não é a de coincidência da digital com a de um inocente, mas sim a de uma pessoa
ser inocente, dado que a digital encontrada tenha coincidido com a sua. Nesse caso, duas em
três pessoas são inocentes, o que representa uma probabilidade de cerca de 67%. Ou seja, na
ausência de outras evidências, a coincidência de digitais pode não constituir prova de acusação.
O exemplo evidencia a importância de uma análise criteriosa do que se pode concluir, de fato, a
partir do cálculo de uma probabilidade condicional.
José Luiz Pastore Mello. Especial para a Folha de S.Paulo. Texto adaptado.
Disponível em: http://vestibular.uol.com.br/revisao-de-disciplinas/matematica/ciencia-forense-e-probabilidade.htm.
Acesso em: 19.06.2013.

Acompanhe a análise dos cálculos 2) Como a polícia indicou três suspei-


neste exemplo tos, então dois deles são inocentes, que re-
presenta uma probabilidade de cerca de 67%.
O texto acima se refere à probabilidade
de incriminar uma pessoa através da iden- Como foi feito o cálculo dessas proba-
tificação de sua digital, no entanto, o autor bilidades? E quanto elas representam nessa
descreve a impossibilidade de isso aconte- questão?
cer. Por dois motivos: No motivo 1, o cálculo das probabilida-
des é feito através da divisão da quantidade
1) A probabilidade de coincidência de situações favoráveis pela quantidade de
da digital encontrada com a de uma pes- situações possíveis. Portanto, como dois em
soa inocente é dois em cada um milhão cada um milhão de pessoas tem coincidência
(2/1.000.000), ou seja, 0,0002%. digital, a divisão fica da seguinte forma:
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Ex: Água aquecida a 100 ºC entra em
Situações favoráveis
ebulição (previsível).
Situações possíveis
2. Experimento aleatório – Quando o
seu resultado é imprevisível.
2 O resultado da di- Ex: Ao jogar uma moeda, pode ter como
1.000.000 visão é obtido na forma resultado: cara ou coroa (imprevisível).
decimal, e para obter a
porcentagem é só multi-
plicar por 100. Na teoria das probabilidades estudare-
mos os experimentos aleatórios, procuran-
0,000002 0,000002 x 100 = 0,0002% do analisar as chances de um determinado
evento acontecer, através de um número ex-
0,0002% presso em porcentagem.

No motivo 2, parecido com a situação


anterior, a polícia identificou três suspeitos, e
apenas um é o culpado, então a probabilidade
seria maior para os inocentes, veja:
As probabilidades são medidas basica-
Inocentes mente de 0% a 100%, ou seja, quando falamos
Suspeitos que tem 100% de chances de chover, quer di-
zer que irá chover, e se falamos que as chan-
ces de chover são de 0%, quer dizer que não
2 irá chover.
3 Assim podemos exemplificar essa situa-
ção na seguinte escala:
0,666
100% Vai Chover
66,6% = 67% 75% Provavelmente irá chover

50% Talvez irá chover


Culpados Como a porcen-
tagem deu valor 25% Provavelmente não irá chover
Suspeitos de 66,6%, e o
digito após a vír-
gula é maior que 0% Não irá chover
1 5, o arredonda-
3 mento é de 67%,
e no 33,3% é de
33%. Elementos de uma probabilidade
0,333
1. Espaço Amostral (E)
33,3% = 33%
É o conjunto dos resultados possíveis de
um experimento.
Probabilidades simples
Exemplo
A uma determinada ação, podemos ou
não prever o seu resultado. Esses experimen- ► Jogando-se um dado para cima
tos podem ser: ele caíra com uma das faces voltadas para
1. Experimento determinístico – Quan- cima, e os possíveis resultados são:
do o seu resultado é previsível.
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Cara e Coroa

► O espaço amostral é o conjunto


E formado pelos possíveis resultados, en-
tão no exemplo:

E = {1, 2, 3, 4, 5, 6}
Coroa e Cara
► Como na teoria dos conjuntos,
indicamos a quantidade de elementos de
um espaço amostral por n(E). Então no
exemplo dado, temos:

n(E) = 6

► Portanto, ao jogar o dado para Coroa e Coroa


cima, temos seis possibilidades de re-
sultado, conforme visto acima.
E = {(cara, cara), (cara, coroa), (coroa,
cara), (coroa, coroa)}
2. Evento
n(E) = 4 possibilidades
É qualquer subconjunto do espaço
amostral. ► Os eventos são definidos através
das características do espaço amostral. Veja:
Exemplo
a) Evento A = Cara nos dois lança-
► Lançando uma moeda duas vezes mentos:
seguida, o espaço amostral E, conforme • A = {(cara, cara)} n(A) = 1
visto anteriormente, pode ser formado pe-
las seguintes possibilidades: Só um evento do espaço amos-
tral possui essa possibilidade.

b) Evento B = Pelo menos uma moe-


da der cara:
• B = {(cara, cara), (cara, coroa), (co-
roa, cara)} n(B) = 3

Cara e Cara Três eventos do espaço amos-


tral possuem essa possibilidade.

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Probabilidade de um evento
E = {1, 2, 3, 4, 5, 6}
A probabilidade de um evento P(A) re-
presenta numericamente a “chance” de ele n(E) = 6 possibilidades
ocorrer, através da porcentagem. Esse nú-
mero é calculado pela divisão do número de ► Nesse caso, o evento é definido
elementos do evento A, pelo número de ele- por:
mentos do espaço amostral.
a) A = acertar o número 6:
• A = {6} n(A) = 1 (apenas uma
n(A) = quantidade de elementos possibilidade)
do evento A
n(E) = quantidade de elementos Só um evento do espaço amos-
do espaço amostral E tral possui essa possibilidade.

► Então, o cálculo da probabilidade é:


Então, podemos calcular a probabilidade
através da seguinte fórmula: n(A) 1
P(A) = = = 0,166
n(E) 6
n(A)
P(A) = Como achamos o número decimal, é só
n(E)
multiplicar por 100 para termos a porcentagem:
0,166 x 100 = 16,6% 17%

Portanto, a probabilidade de acer-


tarmos o número 6 no lançamento de
um dado é de aproximadamente 17%.
A divisão da quantidade de eventos pelo
seu espaço amostral tem como resultado um
número decimal, que para obter a porcenta-
gem é necessário multiplicar por 100, como 2. E se alterássemos o evento para
veremos a seguir. acertar qualquer número par?

► Então:
Exemplo
a) B = acertar um número par
1. Vamos calcular a probabilidade de
• B = {2, 4, 6} n(B) = 3 possi-
acertar o número 6 ao jogar um dado.
bilidades
► O espaço amostral ao se jogar um
dado é: Três eventos do espaço amos-
tral possui essa possibilidade.

► Calculando:
n(B) 3
P(B) = = = 0,5 50%
n(E) 6

A possibilidade de acertar um nú-


mero par é exatamente 50%, ou seja,
metade do espaço amostral.

Matemática 2 - Aula 7 69 Instituto Universal Brasileiro


)
Pode-se demonstrar a probabilidade de Número primo é o número inteiro
) 1 (maior que 1) que só pode ser dividido por
um evento através de uma fração , núme- ele mesmo e pelo número 1.
2
ro decimal (0,5) ou percentagem (50%).
Ex.: 2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, 23, 29, 31...

Probabilidade da união de dois O espaço amostral E ao arremessar dois


eventos (regra da soma) dados é:

Quando num mesmo espaço amostral E = {(1, 1), (1, 2), (1, 3), (1, 4), (1, 5),
ocorrer dois eventos A e B, a probabilidade de (1, 6), (2, 1), (2, 2), (2, 3), (2, 4), (2, 5), (2, 6),
ocorrer o evento A ou o evento B é dado pela (3, 1), (3, 2), (3, 3), (3, 4), (3, 5), (3, 6), (4, 1),
união da probabilidade desses dois even- (4, 2), (4, 3), (4, 4), (4, 5), (4, 6), (5, 1), (5, 2),
tos, que indicamos por P (A U B). (5, 3), (5, 4), (5, 5), (5, 6), (6, 1), (6, 2), (6, 3),
(6, 4), (6, 5), (6, 6)}
n(A U B)
P(A U B) = n(E) = 36 possibilidades
n(E)

• Para o evento A (soma dos re-


Onde: sultados deve ser um número maior
que 8), temos as seguintes possibilida-
n(A U B): número de elementos des:
da união dos eventos A e B.
n(E) = número de elementos do A = {(3, 6), (4, 5), (4, 6), (5, 4), (5, 5),
espaço amostral. (5, 6), (6, 3), (6, 4), (6, 5), (6, 6)}

n(A) = 10 possibilidades
Exemplo:
• Para o evento B (soma dos resul-
Num jogo, ao jogar dois dados, ga- tados deve ser um número primo), te-
nha aquele que conseguir na soma dos mos as seguintes possibilidades:
resultados:

• Evento A: um número maior que 8. B = {(1, 1), (1, 2), (1, 4), (1, 6), (2, 1),
• Evento B: um número primo. (2, 3), (2, 5), (3, 2), (3, 4), (4, 1), (4, 3), (5, 2),
(5, 6), (6, 1), (6, 5)}

n(B) = 15 possibilidades

• Então, como temos dois even-


tos, para calcular a probabilidade, pre-
cisamos fazer a união dos dois conjun-
tos (A U B).
Matemática 2 - Aula 7 70 Instituto Universal Brasileiro
A U B = {(1, 1), (1, 2), (1, 4), (1, 6), (2, 1), n(A) 10 ÷ 2 5
P(A) = = =
(2, 3), (2, 5), (3, 2), (3, 4), (3, 6), (4, 1), (4, 3), n(E) 36 ÷ 2 18
(4, 5), (4, 6), (5, 2), (5, 4), (5, 5), (5, 6), (6, 1),
(6, 3), (6, 4), (6, 5), (6, 6)}
B = {(1, 1), (1, 2), (1, 4), (1, 6), (2, 1),
n(A U B) = 23 possibilidades (2, 3), (2, 5), (3, 2), (3, 4), (4, 1), (4, 3), (5, 2),
(5, 6), (6, 1), (6, 5)}

n(B) = 15 possibilidades

n(B) 15 ÷ 3 5
P(B) = = =
Existe a intersecção de elementos entre n(E) 36 ÷ 3 12
os conjuntos A e B (A ∩ B), ou seja, que apa-
recem no conjunto A e no conjunto B, que são
os elementos (5,6) e (6,5).
A ∩ B = {(5,6), (6,5)}
Agora, fazendo uso da fórmula, calcula-
n(A ∩ B) = 2 possibilidades
mos as probabilidades dos dois eventos:

n(A U B) 23
P(A U B) = = = 0,638 n(A ∩ B) 2 ÷2 1
n(E) 36 P(A ∩ B) = = =
n(E) 36 ÷ 2 18

63,8% Aplicando a fórmula:

Portanto a probabilidade de
P(A U B) = P(A) + P(B) - P(A ∩ B)
ocorrer um dos dois eventos é de
0,638 (número decimal), que multi-
plicado por 100, tem como porcenta-
5 5 - 1 M.M.C.
gem 63,8%, aproximadamente 64%. P(A U B) = +
18 12 18 18, 12, 18 2
9, 6, 9 2
x
9, 3, 9 3
10 + 15 - 2 3, 1, 3 3
Outra relação utilizada para fazer o cálculo P(A U B) =
36 1, 1, 1 36

Divide pelo denominador e


Outra relação que podemos utilizar para multiplica pela numerador
esse cálculo é a usada na teoria dos conjuntos:
23
P(A U B) = = 0,638
36
P(A U B) = P(A) + P(B) - P (A ∩ B)
63,8%

Veja a aplicação: Portanto, a probabilidade de acon-


tecer a união de dois eventos, também
A = {(3, 6), (4, 5), (4, 6), (5, 4), (5, 5), pode ser calculada por essa relação:
(5, 6), (6, 3), (6, 4), (6, 5), (6, 6)}

n(A) = 10 possibilidades P(A U B) = P(A) + P(B) – P (A ∩ B)

Matemática 2 - Aula 7 71 Instituto Universal Brasileiro


Multiplicação das probabilidades Resolvendo:
(regra do produto) • Espaço amostral E
Quando dois eventos A e B de um mes- E = {cara, coroa}
mo espaço amostral ocorrem sucessivamen- n(E) = 2 possibilidades
te, isto é, ocorre o evento A e posteriormente o
evento B, então, a probabilidade disso aconte- • Evento A 1º lançamento ser
cer é dada pela intersecção dos dois eventos, “cara”
que indicamos por P(A ∩ B).
Essa intersecção pode ser entre eventos A = {cara}
independentes ou dependentes: n(A) = 1 possibilidade
n(A) 1

} P(A ∩ B) = P(A) . P(B)

quando os eventos são independentes

P(A ∩ B) = P(A) . P
B
)
A
)
P(A) =

• Evento B
“cara”
n(E)
=
2

2º lançamento ser

B = {cara}
quando os eventos são dependentes n(B) = 1 possibilidade
n(B) 1
P(B) = =
n(E) 2

Aplicando a fórmula:

Dizemos que os eventos são dependen-


P(A ∩ B) = P(A) . P(B)
tes quando para acontecer o evento B, já te-
nha ocorrido o evento A. 1 . 1 1
P(A ∩ B) = = = 0,25 25%
2 2 4

Exemplo de eventos independentes


Portanto, a probabilidade de sair
cara nos dois lançamentos é de 25%.
► Ao lançar uma
moeda duas vezes,
qual a probabilidade
Exemplo de eventos dependentes
de sair cara nos dois
lançamentos que fo-
ram feitos? • Uma porção de
pastéis é composta por:
• Como os dois 3 pastéis de carne, 3 pas-
eventos são indepen- téis de queijo e 3 pastéis
dentes, a probabilida- de palmito. O professor
de de obtermos cara de Matemática, como
nos dois eventos é está de regime, dese-
dada por: ja comer apenas 2 pas-
téis, sendo o primeiro de
queijo e o segundo de palmito. Qual a pro-
P(A ∩ B) = P(A) . P(B) babilidade de acertar os dois sabores, já
que ele irá pegar os 2 primeiros da porção?

Matemática 2 - Aula 7 72 Instituto Universal Brasileiro


Resolvendo:

Nesse caso o espaço amostral E é Portanto, a probabilidade do pro-


alterado a cada retirada de pastel. Veja: fessor de Matemática conseguir co-
mer os dois pastéis que deseja é de
• Espaço amostral E1 na 1º retirada 12,5%, aproximadamente 13%.

E1 = 3 carnes, 3 queijos e 3 palmitos


n(E1) = 9 possibilidades

• Espaço amostral E2 na 2º retirada

E2 = 9 pastéis – 1 pastel (9 - 1 que já


foi retirado) Probabilidades simples
n(E2) = 8 possibilidades
A uma determinada ação, podemos
• Evento A 1º pastel queijo ou não prever o seu resultado. Esses ex-
perimentos podem ser:
A = 3 pastéis
n(A) = 3 possibilidades 1. Experimento Determinístico –
Quando o seu resultado é previsível.
• Evento B 2º pastel palmito Ex.: Água aquecida a 100 ºC entra
B = 3 pastéis em ebulição (previsível).
n(B) = 3 possibilidades
2. Experimento Aleatório – Quan-
Nesse caso os eventos são de- do o seu resultado é imprevisível.
pendentes, pois quando retira um
pastel no evento A, o espaço amos- Ex.: Ao jogar uma moeda, pode ter
tral foi alterado para o evento B, en- como resultado: cara ou coroa (imprevisível).
tão a probabilidade do evento B é
dada por P(B/A). As probabilidades são medidas ba-
sicamente de 0% a 100%, ou seja, quan-
Então: do falamos que tem 100% de chances de
chover, quer dizer que irá chover, e se fa-
n(A) 3 lamos que as chances de chover é de 0%,
P(A) = = quer dizer que não irá chover.
n(E1) 9
Assim podemos exemplificar essa si-

P
) B)=
n(A)
=
3
tuação na seguinte escala:
A n(E2) 8
100% Vai Chover

Aplicando a fórmula: 75% Provavelmente irá chover

P(A ∩ B) = P(A) . P
) B ) 50% Talvez irá chover
A
25% Provavelmente não irá chover
3 . 3 9 1
P (A ∩ B) = = = = 0,125
9 8 72 8 0% Não irá chover
12,5%

Matemática 2 - Aula 7 73 Instituto Universal Brasileiro


Espaço Amostral (E) Probabilidade da união de dois
eventos (regra da soma)
É o conjunto dos resultados possí-
veis de um experimento. Quando num mesmo espaço amos-
tral ocorrer dois eventos A e B, a probabili-
Ex.: Jogando-se um dado para cima
dade de ocorrer o evento A ou o evento B é
ele caíra com uma das faces voltadas para
dado pela união da probabilidade desses
cima, e os possíveis resultados são:
dois eventos, que indicamos por P(A U B).

n(A U B)
P(A U B) =
n(E)

Onde:

• n(A U B): número de ele-


O espaço amostral é o conjunto E mentos da união dos eventos A e B.
formado pelos possíveis resultados, como • n(E) = número de elemen-
no exemplo: tos do espaço amostral.

E = {1, 2, 3, 4, 5, 6}
Multiplicação das probabilidades
Como na teoria dos conjuntos, indi- (regra do produto)
camos a quantidade de elementos de um
espaço amostral por n(E). Então no exem- Quando dois eventos A e B de um
plo dado temos: mesmo espaço amostral ocorrem suces-
sivamente, isto é, ocorre o evento A e
n(E) = 6
posteriormente o evento B, então, a pro-
babilidade disso acontecer é dada pela
Probabilidade de um evento
intersecção dos dois eventos, que indica-
mos por P(A ∩ B).
A probabilidade de um evento P(A)
Essa intersecção entre os eventos
representa numericamente a “chance” de
pode ser independente ou dependente:
ele ocorrer, através da porcentagem. Esse
número é calculado através da divisão do
número de elementos do evento A, pelo nú-
mero de elementos do espaço amostral.

n(A) = quantidade de elemen-


} P(A ∩ B) = P(A) . P(B)

quando os eventos são independentes

P(A ∩ B) = P(A) . P
) B
A
)
tos do evento A
n(E) = quantidade de elemen- quando os eventos são dependentes
tos do espaço amostral E

Então, podemos calcular a probabili- Importante


dade através da seguinte fórmula:
Dizemos que os eventos são de-
n(A) pendentes quando, para acontecer o
P(A) =
n(E) evento B, já tenha ocorrido o evento A.

Matemática 2 - Aula 7 74 Instituto Universal Brasileiro


4. Num jogo de loteria, onde tem que
acertar 6 dezenas, a serem escolhidas de 1 a
60, qual a probabilidade de acertar os núme-
ros sorteados com apenas um jogo?

1. Numa loja há uma urna onde seus a) ( ) 1 ou 0,1%


1.000
clientes colocam seus cupons para concor-
rer a um sorteio promocional, no qual apenas b) ( ) 1 ou 0,039%
2.532
uma pessoa será contemplada. Lacrada a
urna contendo 1.500 cupons, qual a probabili- c) ( ) 1 ou 0,00001%
8.732.432
dade de um cliente que depositou 25 cupons
ser o sorteado? 1
d) ( ) 50.063.860 ou 0,000002%

a) ( ) 1 ou 2%
50
5. (ENEM 2011) Rafael mora no centro de
b) ( ) 1 ou 5% uma cidade e decidiu se mudar, por recomenda-
20
ções médicas, para uma das seguintes regiões:
c) ( ) 1 ou 1,66% rural, comercial, residencial urbano ou residen-
60
cial suburbano. A principal recomendação médi-
d) ( ) 3 ou 15% ca foi com as temperaturas das “ilhas de calor”
20
da região, que deveriam ser inferiores a 31 ºC.
Tais temperaturas são apresentadas no gráfico:
2. De um grupo de turistas, 10 são ale- Perfil da ilha de calor urbana
mães, 5 italianos e 2 poloneses, os quais esta- °F °C
92
vam viajando dentro de um ônibus. Um deles 91
33

desce do ônibus por acaso. Qual a probabili- 90


89
32
dade de ele ser alemão ou italiano? 88 31
87
86 30
a) ( ) 1 ou 50%
85
2
b) ( ) 15 ou 88,2% Rural Comercial Centro Residencial Residencial
17 urbano suburbano

c) ( ) 3 ou 75% Escolhendo, aleatoriamente, uma das


4
outras regiões para morar, a probabilidade de
d) ( ) 1 ou 20% ele escolher uma região que seja adequada
5
às recomendações médicas é:

3. Em uma gincana, ganha quem lan- a) ( ) 1


5
çar uma moeda três vezes e sair 3 coroas
sucessivamente. Qual a probabilidade disso b) ( ) 1
4
ocorrer?
c) ( ) 2
5
a) ( ) 1 ou 12,5%
8
d) ( ) 3
4
b) ( ) 1 ou 33,3%
3
c) ( ) 3 ou 30% 6. (ENEM – Adaptada) Em um concur-
10
so de televisão, apresentam-se ao participante
d) ( ) não é possível calcular a probabi- três fichas voltadas para baixo, estando repre-
lidade desses eventos. sentadas em cada uma delas as letras T, V e E.
Matemática 2 - Aula 7 75 Instituto Universal Brasileiro
As fichas encontram-se alinhadas em uma or- Escolhendo-se aleatoriamente uma pes-
dem qualquer. O participante deve ordenar as soa atendida nesse posto de vacinação, a
fichas a seu gosto, mantendo as letras voltadas probabilidade de ela ser portadora de doença
para baixo, tentando obter a sigla TVE. Ao des- crônica é:
virá-las, para cada letra que esteja na posição
correta ganhará um prêmio de R$ 200,00. a) ( ) 8%.
b) ( ) 9%.
I – Qual a probabilidade de o participante
c) ( ) 11%.
não ganhar nenhum prêmio?
d) ( ) 12%.
II – Qual a probabilidade de o participante
ganhar exatamente o valor de R$ 400,00?
a) ( ) A probabilidade de o participante
não ganhar nada é de 1 e a de ganhar R$
3
400,00 é de 0%.
b) ( ) A probabilidade de o participante
não ganhar nada é de 5 e a de ganhar R$ 1. c) ( x ) 1 ou 1,66%
6 60
400,00 é de 20%.
c) ( ) A probabilidade de o participante Comentário. O espaço amostral E é for-
mado por todos os cupons na urna.
não ganhar nada é de 1 e a de ganhar R$
6
400,00 é de 70%. n(E) = 1.500 cupons
d) ( ) A probabilidade de o participante
O evento A é a quantidade de cupons
não ganhar nada é de 3 e a de ganhar R$
4 depositados pelo cliente
400,00 é de 10%.
n(A) = 25 cupons
7. (ENEM-2011) Todo o país passa pela
primeira fase de campanha de vacinação con- Então:
tra a gripe suína (H1N1). Segundo um médico
n(A) 25 1
infectologista do Instituto Emílio Ribas, de São P(A) = = = = 0,166
Paulo, a imunização "deve mudar", no país, a n(E) 1.500 60
história da epidemia. Com a vacina, de acordo 1,66%
com ele, o Brasil tem a chance de barrar uma
tendência do crescimento da doença, que já ma-
tou 17 mil no mundo. A tabela apresenta dados Portanto, a probabilidade de a clien-
específicos de um único posto de vacinação. 1
te ser sorteada é de ou 1,66%.
60
Campanha de vacinação contra a gripe suína
Datas da Quantidade de
Público-alvo
vacinação pessoas vacinadas 15
2. b) ( x ) ou 88,2%
8 a 19 de Trabalhadores da 17
42
março saúde e indígenas
Comentário. O espaço amostral E nesse
22 de março a Portadores de
22 caso é a quantidade de turistas presentes no ôni-
2 de abril doenças crônicas
bus (10 alemães + 5 italianos + 2 poloneses).
Adúltos saudáveis
5 a 23 de abril 56
entre 20 e 29 anos n(E) = 17 turistas
24 de abril a População com
30 Para o evento A, o turista ao descer do
7 de maio mais de 60 anos

10 a 21 de Adúltos saudáveis
ônibus, pode ser alemão ou italiano:
50
maio entre 30 e 39 anos
n(A) = 10 alemães + 5 italianos 15 turistas
Matemática 2 - Aula 7 76 Instituto Universal Brasileiro
Então a probabilidade será: Aplicando a fórmula:

n(A) 15 P(A ∩ B ∩ C) = P(A) . P(B) . P(C)


P(A) = = = 0,882 88,2%
n(E) 17 1 . 1 . 1 1
P(A ∩ B ∩ C) = = = 0,125
2 2 2 8
Portanto a probabilidade de ser
12,5%
15
alemão ou italiano é de ou 88,2%.
17
Portanto, a probabilidade de tirar 3
1
coroas sucessivamente é de ou 12,5%.
3. a) ( x ) 1 ou 12,5% 8
8
Comentário. Nesse exercício utilizare-
1
mos a regra do produto, com eventos indepen- 4. d) ( x ) ou 0,000002%
50.063.860
dentes, visto que ao jogar uma moeda, nada
muda no espaço amostral para o próximo lan- Comentário. Antes de calcular a proba-
çamento. Para isso, utilizaremos a fórmula: bilidade desse exercício, precisamos verificar
quantas combinações, de 6 em 6 números, é
P(A ∩ B ∩ C) = P(A) . P(B) . P(C) possível fazer com 60 dezenas.
Para isso utilizaremos a fórmula da Com-
Antes precisaremos calcular as probabi- binação Simples, vista na aula 5:
lidades de cada evento:
n!
Cn, p =
Espaço amostral E p!(n - p)!
E = {cara, coroa}
Onde:
n(E) = 2 possibilidades
n total de elementos
p quantidade de elementos no agrupamento
Evento A 1º lançamento ser “coroa”
A = {coroa} Com isso temos:
n(A) = 1 possibilidade
60! 60!
n(A) 1 C60, 6 = C60, 6 =
P(A) = = 6!(60 - 6)! 6! 54!
n(E) 2
60 . 59 . 58 . 57 . 56 . 55 . 54!
Evento B 2º lançamento ser “coroa” C60, 6 =
6! 54!
B = {coroa}
n(B) = 1 possibilidade 10 29 19 14 11
60 . 59 . 58 . 57 . 56 . 55
C60, 6 =
n(B) 1 6.5.4.3.2.1
P(B) = =
n(E) 2 Repare que cada número do denominador
divide um elemento do numerador: 60 ÷ 6 = 10 /
58 ÷ 2 = 29 / 57 ÷ 3 = 19 / 56 ÷ 4 = 14 / 55 ÷ 5 = 11.
Evento C 3º lançamento ser “coroa”
C = {coroa} C60, 6 = 10 . 59 . 29 . 19 . 14 . 11 = 50.063.860
n(C) = 1 possibilidade

n(C) 1 Então, poderá fazer 50.063.860 jogos


P(C) = = utilizando 6 números entre 60 possíveis para
n(E) 2
serem escolhidos.
Matemática 2 - Aula 7 77 Instituto Universal Brasileiro
A quantidade de jogos é o Espaço Amos- Possibilidades Acertos
tral (E) e o evento (A) é apenas 1 jogo: TVE 3 acertos
TEV 1 acerto
n(A) 1
P(A) = = = 0,00000002 ETV nenhum acerto
n(E) 50.063.860 EVT 1 acerto
VET Nenhum acerto
0,000002%
VTE 1 acerto

Então a probabilidade será Espaço Amostral (E) = 6 possibilidades.


1 I – Para calcular a probabilidade desse
ou 0,000002%.
50.063.860 evento (A), no qual o participante não ganhará
nenhum prêmio, verificaremos na tabela a quan-
tidade de possibilidades no qual não há nenhum
5. d) ( x ) 3
4 acerto, que são 2 possibilidades então, n(A) = 2.
Comentário. Do perfil da ilha de calor n(A) 2÷2 1
P(A) = = =
urbana, só temos três regiões com temperatu- n(E) 6÷2 3
ra abaixo de 31 ºC. Veja:
II – Para que o participante ganhe R$
°F °C
400,00 ele precisará ter dois acertos, mas veja
92
33 que na tabela não existe essa possibilidade,
91
90 32 ou seja, é um evento impossível (n(B) = 0).
89
88 31
87 n(B) 0
86 30 P(B) = = =0
85 n(E) 6

Rural Comercial Centro Residencial Residencial


Então, a probabilidade de o partici-
urbano suburbano 1
pante não ganhar nada é de e a de
3
Veja que só três regiões estão abaixo dos 31 °C ganhar R$ 400,00 é de 0%.

Então, se ele mora no centro, e não vai es-


7. c) ( x ) 11%.
colher a região onde mora, temos um Espaço
Comentário. Somando:
Amostral (E) de 4 cidades, e como evento (A), 3
cidades com a temperatura adequada. 42 + 22 + 56 + 30 + 50 = 200 pessoas
Veja que das 200 pessoas vacinadas no
n(A) 3
P(A) = = posto, 22 são portadoras de doenças crônicas:
n(E) 4
Espaço Amostral
n(E) = 200 pessoas
Portanto, a probabilidade de esco-
3 Evento A
lher uma cidade adequada é de .
4 n(A) = 22 pessoas
Calculando a probabilidade, temos:
6. a) ( x ) A probabilidade de o partici- n(A) 22
P(A) = = = 0,11 11%
1 n(E) 200
pante não ganhar nada é de e a de ga-
3
nhar R$ 400,00 é de 0%.
Então a probabilidade, ao esco-
Comentário. Antes de calcularmos as pro-
lher uma pessoa, de ela ser portadora
babilidades, vamos determinar o Espaço Amostral,
de doença crônica é de 11%.
como são 3 letras, as variações possíveis são:
Matemática 2 - Aula 7 78 Instituto Universal Brasileiro