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UNIVERSIDADE SÃO FRANSCICO

Graduação em Psicologia – Prática Profissional: Ciência e Profissão

Bárbara Karina da Costa Santa’ana


Bianca de Camargo Pinheiro
Camilla de Mello Carvalho Vargas
Cauany Ribeiro da Veiga
Janaina Franco Freire de Barros
Joyce Patrícia dos Santos Costa
Mariana Casimiro Carvalho
Patrícia Cristina Holanda
Paula Camila da Silva
Sueli Aparecida Casimiro Saraiva
Vitória Pires Ferraz

PORTFÓLIO

Bragança Paulista
2019
Bárbara Karina da Costa Sant’ana..................................001201900580
Bianca de Camargo Pinheiro..........................................001201900726
Camilla de Mello Carvalho Vargas................................001201907480
Cauany Ribeiro da Veiga................................................001201900313
Janaina Franco Freire de Barros.....................................001201907163
Joyce Patrícia Dos Santos Costa.....................................001201905741
Mariana Casimiro Carvalho............................................001201902262
Patrícia Cristina Holanda................................................001201708718
Paula Camila da Silva.....................................................001201901810
Sueli Aparecida Casimiro Saraiva..................................001201907252
Vitória Pires Ferraz.........................................................001201900040

PORTFÓLIO

Portfólio, apresentado a disciplina Prática


Profissional: Ciência e Profissão do 1° semestre
de graduação em Psicologia, da Universidade
São Francisco, sobre orientação do Professor
Dr. Ricardo Franco de Lima como requisito
total para obtenção de média semestral.

Bragança Paulista - SP
2019
SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO................................................................................................................... 3
1 MEMORIAL.......................................................................................................................... 4
1.1 Bárbara Karina da Costa Sant’ana....................................................................................... 4
1.2 Bianca de Camargo Pinheiro................................................................................................ 5
1.3 Camilla de Mello Carvalho Vargas...................................................................................... 6
1.4 Cauany Ribeiro da Veiga..................................................................................................... 7
1.5 Janaina Franco Freire de Barros........................................................................................... 8
1.6 Joyce Patrícia Dos Santos Costa.......................................................................................... 9
1.7 Mariana Casimiro Carvalho............................................................................................... 10
1.8 Patrícia Cristina Holanda................................................................................................... 11
1.9 Paula Camila da Silva........................................................................................................ 12
1.10 Sueli Aparecida Casimiro Saraiva.................................................................................... 13
1.11 Vitória Pires Ferraz.......................................................................................................... 14
2 ENTREVISTA..................................................................................................................... 15
2.1 Roteiro de entrevista ........................................................................................................... 15
2.2 Relato da entrevista e observação ...................................................................................... 16
3 TEXTO REFLEXIVO ........................................................................................................ 23
CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................................................. 24
REFERÊNCIAS...................................................................................................................... 26
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O presente portfólio foi elaborado com o intuito de ampliação do conhecimento


adquirido em sala de aula e correlação dos mesmos em diferentes situações no cotidiano.
Por meio de uma entrevista com uma psicóloga organizacional (uma das áreas mais
clássicas da psicologia, porém, não muito divulgada.) de uma empresa do Ceará via Skype,
coletamos dados de sua formação acadêmica e profissão, além de arrecadar conhecimentos
referentes sobre seu âmbito profissional.
Ainda durante a construção deste trabalho, foi assistida uma palestra chamada “Um dia
que vale a pena viver” que aborta a importância de viver, esse processo é realizado com
pacientes em estágios terminais de câncer, que desenvolveu sobre todos a sensibilidade da
profissão.
Outrossim, dentro deste portfólio contém onze memoriais, onde cada integrante discorre
de forma individual os motivos pelo qual optaram pelo curso de graduação em Psicologia,
relatando ainda, suas expectativas e ambições para suas futuras carreiras.
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Bárbara Karina da Costa Sant’ana

Escolher o curso de Psicologia, foi para mim uma decisão um tanto quanto difícil, ter
que decidir qual curso entre tantas opções de carreiras para seguir, não foi uma tarefa nada fácil,
principalmente quando se está no ensino médio, mas, momentos de decisões são sempre
complicados, independentemente do nível de importância que tenha a sua escolha, seja algo
“bobo” ou algo decisivo e isso não seria diferente com a escolha do curso que iria fazer, a
decisão mais importante para minha vida até agora.
Mas o que realmente me fez escolher esse curso, foi que me identifiquei com a profissão
e com o estudo que possui, antes de tomar essa decisão, pesquisei bastante sobre o que o curso
oferecia e o que era estudado de fato, procurei também saber mais com alguns colegas que
cursava Psicologia e alguns profissionais da área, e outro ponto que me ajudou também foi
alguns testes vocacionais oferecidos pela psicóloga da escola em que apontaram o curso de
Psicologia e isso de certa forma me direcionou e me fez dar uma atenção a mais a possibilidade
de cursar Psicologia.
A psicologia é tão bela quanto parece, algo que me surpreende cada vez que ouço ou
vejo algo sobre, ao mesmo tempo que ela é subjetiva ela também é completa em si, ela possui
diversas áreas, são tantas que admiro cada vez mais, por isso pra mim é difícil escolher uma
em que eu pretendo seguir como profissional, logo no primeiro semestre, sabendo que ainda
teremos muito conhecimento a obter, claro que tem algumas áreas que me chamam mais
atenção, como a Psicologia educacional, Neuropsicologia e Psicologia Organizacional, porém
não as definiriam como a minha fiel escolha, mas é o que até agora me chamou mais atenção.
Creio que muito ainda saberei e muito conhecimento ainda terei sobre esse curso ao decorrer
destes anos, assim eu espero.
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Bianca de Camargo Pinheiro

A minha escolha pelo curso de psicologia se concretizou, quando eu ainda estava no


ensino médio. Eu tinha um grande fascínio pelo comportamento humano, e sempre tive interesse
em saber o motivo de certas atitudes pelas quais as pessoas apresentavam.
Após a minha conclusão do ensino médio, tive aproximação com um dependente
químico, e através da convivência pude perceber o quanto a mesma necessitava de cuidados e
quanto as atitudes dela afetavam todos ao seu redor. Ao observar as pessoas à minha volta, pude
compreender a quantidade de pessoas que também tinham as suas dependências com a intenção
de preencher algum “vazio”, sempre me interessei em poder de alguma forma ajudar as mesmas.
Comecei a pesquisar mais afundo sobre este universo chamado (psicologia), e vendo o
quanto esta profissão é linda e o quão bem ela proporciona às pessoas fui me apaixonando e me
identificando ainda mais.
Futuramente pretendo concluir minha graduação e me especializar em alguma área,
porém, ainda não tenho concretizado em mente. Possíveis áreas que me chamaram atenção
foram Psicologia Clínica e Psicologia Hospitalar.
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Camilla de Mello Carvalho Vargas

Do meu ponto de vista, a Psicologia é uma das ciências mais admiráveis que existem.
Estudar e tentar compreender o comportamento humano; o que nos motiva; o que nos frustra; o
que nos causa retraimento ou até mesmo o medo, são objetos de estudo inspiradores. Tentar
melhorar a qualidade de vida de um indivíduo através dos grandes avanços obtidos por esta
ciência é algo de inestimável valor.
O ser humano é complexo, envolto em sentimentos e dúvidas; difícil de ser decifrado ou
compreendido. Mas atualmente podemos contar com a incansável dedicação de profissionais
interessados em aprofundar-se no conhecimento de todas essas facetas do ser humano. Desta
forma não precisa sentir-se desamparado, pois esta ciência oferece instrumentos para auxiliar
na resolução de conflitos pessoais quando houver necessidade.
Por todos esses motivos e alguns outros, escolhi cursar Psicologia. Sou casada e tenho
duas filhas e tenho percebido uma quantidade expressiva de pessoas precisando desta ajuda.
Nunca se viu tantas pessoas e crianças doentes e alienadas. Não quero errar, sendo eu, um pilar
importante em minha família. Não quero ver minhas filhas caminhando para um futuro doentio,
podendo eu, de alguma forma evitar. Quero também prestar minha contribuição à sociedade da
melhor forma possível. Não me decidi ainda de que forma farei isto, mas penso que o primeiro
passo já foi dado. Estou me realizando e a cada dia que passa me sinto mais apaixonada por este
curso.
A Psicologia tem mostrado todas as suas faces contribuindo de forma construtiva para a
qualidade de vida de toda a sociedade. Sendo assim, torna-se difícil estabelecer uma conexão
segura em quaisquer setores, sem a interferência positiva desta linda ciência.
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Cauany Ribeiro da Veiga

Venho por meio deste memorial, relatar minha escolha pelo Curso Superior de
Psicologia e, também, descrever minha possível escolha após ter a graduação efetuada na área.
Pode parecer monótono, mas quando eu estava frente a decisão de qual profissão seguir,
simplesmente não conseguia me imaginar fazendo outro curso, se não o de psicologia, a
possibilidade de poder entender um pouco (já que abrange muita complexidade) sobre o
universo humano, sempre me pareceu fascinadora.
Diante disso, pretendo, portanto, ao finalizar a graduação, me especializar em uma
abordagem por mim escolhida, porém, até o presente momento, ainda não tenho a ideia formada
de qual especialidade e quais cursos cursar depois, mas já possuo alguns resquícios, que no
futuro se tornarão um plano a ser trilhado, dentre estes, posso citar a especialização em
Psicologia Organizacional, e/ou cursos voltados para o setor de Recursos Humanos e Gestão de
Pessoas, até mesmo por ser uma área, da qual já possuo uma base, de acordo com os conteúdos
que foram vistos no meu Técnico de Administração; uma outra opção de escolha, se dá pela
formação em Terapia Ocupacional, que desempenha um ótimo trabalho juntamente com a
psicologia e por último, como ideia visionaria já, até então, decidida, pretendo me especializar,
através de cursos, na Medicina Chinesa, atuando com Acupuntura.
Finalizo dizendo, que já me sinto realizada por ter dado o primeiro passo, de muitos
outros que virão, frente ao mundo psíquico.
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Janaina Franco Freire de Barros

Através deste, vou compartilhar o motivo pelo qual optei pelo curso de psicologia, quais
eram as minhas expectativas antes de ingressar no curso, e como me sinto agora, no término
deste primeiro semestre. Sou casada com um pastor há 15 anos, tenho passado praticamente ao
longo deste tempo, ouvindo diversos tipos de pessoas com vários conflitos internos, buscando
respostas e auxílio para todas as crises que enfrentam. Confesso, que me vi despreparada para
auxiliar de uma forma mais efetiva tais pessoas, portanto, resolvi cursar psicologia, para que eu
possa receber conhecimento, técnicas que me instrua e ensine o necessário para lidar com tais
situações, e compreender melhor cada indivíduo dentro de sua subjetividade. Quando comecei
o curso, descobri que a psicologia vai muito além do que eu imaginava, ela está em todos os
lugares. Existe um leque de possibilidades e estou me apaixonando por várias áreas já citadas
no 1º semestre. O meu anseio antes do curso, era apenas aprender como cuidar de pessoas com
suas crises e conflitos, mas agora vejo que os psicólogos atuam em diversas áreas, como por
exemplo, a psicologia do esporte, a psicologia hospitalar, no trânsito, escolar, entre outras. Não
sei ao certo ainda em que área vou atuar, mas, tenho uma expectativa muito grande na psicologia
cognitiva/comportamental e jurídica, sei que ainda é muito cedo para ter certeza de alguma área
específica, mas acredito que tenho muito o que aprofundar meus conhecimentos, que agregará
uma bagagem inicial para o começo de algo que será grandioso e efetivamente frutífero em
minha vida. Estou aberta para conhecer o novo, não tenho medo de sonhar e planejar.
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Joyce Patrícia Dos Santos Costa

Sou a Joyce tenho 24 anos, sou casada e tenho uma filha de 3 anos. Ao concluir o ensino
médio precisei esperar mais 5 anos para estar aqui. Estou muito feliz por estar no curso de
psicologia da USF, sempre quis estudar psicologia, não me via em outra profissão, desde
pequena eu queria muito entender o comportamento humano, meus pais e meus tios tinham
depressão e outros transtornos e sempre estavam sendo internados em clínicas, isso era muito
triste e eu não compreendia o que eram as doenças patológicas, por conta da doença meus pais
perderam a capacidade de criar eu e meus irmãos, na adolescência por esse e outros motivos eu
também comecei a ter crises de ansiedade, medo, tristeza, insegurança e vontade de morrer, foi
a partir daí que comecei a frequentar o apoio a jovens onde uma psicóloga nos orientava.
Ha alguns anos atrás, quando minha mãe faleceu, fiquei muito abalada e tive crises mais
fortes que as anteriores e então passei a fazer terapia, com ajuda de Deus e do profissional
superei muitos problemas e hoje estou bem melhor, foi a partir daí que pude ver o quanto era
importante a profissão do psicólogo; através dessa experiência me senti motivada a ler livros e
a descobrir um pouquinho mais sobre o que o psicólogo faz, acabei me apaixonando ainda mais
pela profissão e por isso escolhi esse curso, pois, acredito que irá favorecer meu
autoconhecimento, quero poder analisar minhas próprias emoções e me conhecer melhor, quero
mergulhar nesse universo e através da minha profissão fazer algo de importante para as pessoas
nesse mundo, após minha graduação quero me especializar em neurociência.
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Mariana Casimiro Carvalho

Minha escolha de curso, foi baseada no convívio com muitos adolescentes em minha
igreja, desde nova sempre tive uma certa facilidade em lidar com essa faixa etária (de 12 aos 17
anos), e através disso percebi que existiam muitas adversidades e conflitos além da minha
compreensão, relacionada aos seus problemas , suas estigmas, e divergências, que em apenas
uma palavra amiga não se solucionariam, compreendi que era necessário estudar a respeito
desses comportamentos e como eles funcionavam e o que levava a certas atitudes que eles
tomavam, a influência do ambiente em que eles viviam e como ela atuava em suas escolhas,
entender esse enigma (pelo menos em minha mente, existia essa incógnita) poderia ser
desvendado através da psicologia .
Sem contar no interesse pela psique humana, como ela age, como ela toma certas
atitudes, entender do mais básico como: de onde vêm os pensamentos, e nossas tomadas de
decisões, resolução de problemas, até o mais complexos, como diagnosticar síndromes e
transtornos, e conseguir por meios científicos, ajudar os pacientes a enfrentarem suas dores,
seus medos, sua culpa.
Porém, também vejo certo futuro em utilizar minhas duas graduações juntas; formei-
me em Gestão financeira a cerca de dois anos, e em algumas aulas recentes aprendemos um
pouco sobre a área da Psicologia Organizacional, e percebi que posso utilizá-las juntas para
um futuro emprego na área, são muitas opções, e não posso afirmar com toda certeza qual área
seguirei no futuro, mas com todo aprendizado que tenho tido nesse semestre, sei que estou no
caminho certo.
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Patrícia Cristina Holanda

No meu primeiro semestre de psicologia na Universidade São Francisco, localizada na


cidade de Bragança Paulista, comecei este curso sem saber se era realmente isso que eu queria
para minha carreira. Conforme foi passando as semanas, fui me interessando mais pelas
disciplinas até um certo dia o professor chegou e nos deu uma aula sobre as profissões de um
psicólogo, dentre tantas delas eu me interessei por Psicologia Organizacional do Trabalho, me
identifiquei muito com ela.
O porquê dessa opção, foi que sempre trabalhei em empresa e no passar dos anos que
você convive dentro dela, você passa a perceber muitas coisas erradas entre colaboradores,
coordenadores, gerencia, administrativo entre outros. Sempre prometendo que tudo vai mudar
e nada muda. Até um dia chegar um profissional psicólogo na parte organizacional do trabalho,
trazendo com ele sua experiência e procurando fazer uma empresa melhor, na parte de
organização, administração, contratação, palestras, testes entre outros. Cuidar para que a
empresa seja um ambiente agradável de trabalhar. Por isso fazer psicologia foi a melhor opção
que decidi com toda certeza para minha vida.
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Paula Camila da Silva

Embora possa parecer um tanto clichê, mas optei por cursar psicologia, para auxiliar as
pessoas.
Espero, como futura profissional da área da Psicologia, que eu possa ajudar o outro a
compreender-se melhor, a buscar sua melhor versão, contribuir para que o paciente se sinta
acolhido e compreendido, sem ser julgado, melhorar seus relacionamentos e ultrapassar
barreiras.
Em certo momento da minha vida, me deparei com diversas dificuldades, problemas
familiares e pessoais, embora naquela época eu já tivesse plena certeza que queria cursar
Psicologia, me vi sem condições para tal, então apenas adiei meus planos. Porém, anos depois,
fui diagnosticada com transtorno depressivo e de ansiedade, decorrido de traumas emocionais
ocorridos anteriormente. Foi quando tive o primeiro contato com um psicólogo, fiz sessões
terapêuticas, que transformaram a minha vida, fui compreendida e acolhida e consegui superar
meus transtornos e traumas.
É um curso que, embora seja pouco valorizado ainda, tem um papel fundamental na
sociedade, cuidar da saúde mental é tão importante quanto da saúde do corpo. Foi quando
percebi, que era chegado o momento de retomar os planos adiados, me inscrevendo assim no
curso de Psicologia. Para mim está sendo como a realização de um sonho, o estudo da mente
humana, as personalidades e comportamentos, vão muito além do que esperava.
Tenho planos ambiciosos para o futuro, ainda tenho uma longa jornada pela frente e
durante essa trajetória pode acontecer que me identifique mais com outra área, mas tenho planos
de me especializar em saúde mental, psicopatologia, atenção psicossocial e nos transtornos
depressivos e de ansiedade.
Gostaria de abrir uma clínica de recuperação, com profissionais de diversas áreas,
fazendo assim um trabalho interdisciplinar, onde possamos oferecer um atendimento
humanizado, onde o paciente possa sentir-se confortável, respeitado e compreendido.
Desejo profundamente, que todos que precisam, possam ter a oportunidade de fazer
terapia e receber o auxílio que merecem, e que assim como superei meus traumas, tantos outros
também o possam fazer.
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Sueli Aparecida Casimiro Saraiva

Gostaria de relatar bem resumidamente sobre minha escolha quanto a Psicologia, sempre
gostei muito de estudar, mas ao terminar o Ensino médio tive que abandonar os estudos, visto
que não tinha condições de pagar uma Faculdade e sendo a filha mais velha fui trabalhar para
ajudar no sustento da casa. Gostando de estudar mantive meu hábito de aprender sozinha com
livros doados ou indo a alguma Biblioteca Pública. Aos 21 anos prestei concurso público e
comecei a trabalhar num Órgão Público Federal, logo em seguida casei-me tive meus filhos e
meu sonho de cursar uma Faculdade ficou mais uma vez adiado. Somente aos 40 anos retornei
aos bancos escolares. Prestei vestibular pra Pedagogia e concretizei meu sonho de cursar uma
Faculdade, com os aprendizados que tive e aliando meu trabalho na comunidade carente onde
participava voluntariamente junto a uma Igreja Evangélica pude aplicar os conhecimentos que
adquiri nos anos de estudos, com várias pessoas que ali faziam parte do meu dia a dia. Percebi
a necessidade de tantas pessoas na área da Educação, dificuldades no aprendizado e resolvi
fazer pós-graduação em psicopedagogia e isso me auxiliou demais no meu trabalho
comunitário. O tempo passou e vi a extrema necessidade de compreender mais e mais as
pessoas, sua forma de pensar, agir e reagir foi então que optei por Psicologia. A convivência
com as dificuldades atuais de várias pessoas me fez entender a necessidade, a carência que as
pessoas tem de ajuda nessa área, e a Psicologia na minha opinião pode amenizar, ajudar em
alguns aspectos essas pessoas, que muitas vezes não tem acesso a um serviço de ajuda. Também
me via as voltas com muitas dificuldades e questionamentos por não conhecer a fundo muitos
assuntos relacionados a essa área e isso me motivou muito. Saber como o ser humano pensa,
suas dificuldades e patologias se tornaram uma motivação para mim. Ainda estou tentando me
inteirar e me achar em uma área da psicologia que me ajude no meu objetivo final, para o futuro
sei que a idade pode ser uma dificuldade, mas também que aprender é motivador, que podemos
ser melhores a cada dia, principalmente quando se tem o desejo de ajudar os outros. No meu
caso não tenho pretensões de realizações financeiras como sei que muitos a tem, mas minha
vontade é aprender e ser um ser humano melhor tentando ajudar outros que não tem acesso a
um serviço tão importante como a Psicologia.
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Vitória Pires Ferraz

Venho por intermédio deste memorial, descrever as causas pelas quais escolhi o curso
de graduação em Psicologia.
A minha escolha se fundamentou principalmente na paixão e na curiosidade sobre os
processos e constituições das estruturas cerebrais.
Durante o meu processo de escolha de curso, fiquei em dúvida em três opções:
Psicologia, Psiquiatria e Neurologia, porém ao analisar cada curso, me identifiquei
surpreendentemente com a Psicologia, mas especificadamente, com inclinações para a
neuropsicologia.
Cada vez que aprofundava as pesquisas sobre a profissão, mais me apaixonava, pois
descobria um novo mundo de esperança, descobri uma profissão totalmente social que vive em
função do próximo, sem desejos ou ambições egoístas que me motivou a acreditar nos seres
humanos.
Uma profissão que mesmo passando por muitos preconceitos e discriminações durantes
anos, sendo considerada como uma ciência irrelevante ou “frescura” por grande parte da
população, porém os psicólogos não baixaram a cabeça e lutaram bravamente pela saúde
mental, me emocionei com a coragem desses homens e mulheres que não pararam de lutar pela
saúde do mundo.
Concluo que a psicologia é uma ciência social, onde em tudo, trabalha com um conjunto
de ideias, com grandes equipes, com a colaboração de diversas áreas que ajudam a contribuir
na vida de alguém. Além de ser uma profissão a meu ver muito altruísta, onde fazem o bem ser
ver a quem, ouvem sem julgar e auxiliam o ser humano a encontrar as respostas que já se
encontram dentro de si e, que apenas possuem dificuldades em enxergá-las sozinhos.
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Roteiro de entrevista

Data da entrevista:
Nome:
Idade:
Área de atuação:
Local e Ano de formação:
Especializações:
Questionário

1. Poderia nos elucidar referente às características da atuação de um psicólogo


organizacional e descrever a relação diária com os candidatos e a empresa?
2. Você utiliza de alguma abordagem psicológica específica? Se sim, poderia exemplificar
como ela lhe auxilia e atende as demandas do seu trabalho.
3. Quais as principais dificuldades enfrentadas por um psicólogo organizacional? E como
se defronta com tais situações?
4. Quais os métodos que você utiliza nos testes psicológicos aplicados nos colaboradores?
5. Quais são os testes mais utilizados por você e o que eles avaliam?
6. Você poderia relatar o motivo pelo qual as atuais empresas disponibilizam de um único
profissional de psicologia, sendo que as mesmas possuem uma grande demanda de
funcionários.
7. Você como profissional responsável pela inserção do colaborador na empresa acredita
que a cultura e o clima da mesma estejam favorecendo a empresa e os seus funcionários
ou apenas um lado?
8. Como é realizado o processo de recrutamento e seleção na organização?
9. Em relação à saúde mental dos funcionários, você acredita que todos eles estejam
realmente protegidos de futuras complicações indesejadas?
10. A ética deve ser levada em conta em todos os campos de atuação de qualquer profissão,
entre elas a psicologia organizacional, de que forma você cumpre o código de ética em
sua atuação?
11. Se caso algum colaborador demonstrar sinais de algum transtorno e, você perceber, qual
atitude deve ser tomada?
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Relato de entrevista

Data da entrevista: 01/05/2019


Nome: Natália Gadelha Idade:
32 anos.
Área de atuação: Psicologia Organizacional.
Local e Ano de formação: Unifor- Universidade de Fortaleza, 2013.
Especializações: Consultoria Interna e Desenvolvimento Humano.

Questionário

1. Poderia nos elucidar referente às características da atuação de um psicólogo


organizacional e descrever a relação diária com os candidatos e a empresa?
O psicólogo organizacional estuda os fenômenos psicológicos presentes
nas organizações, mas especificamente, atua sobre os problemas organizacionais
ligados à gestão de recursos humanos, com o recrutamento e seleção de possíveis
funcionários, treinamento e desenvolvimento destes indivíduos na empresa, focando nas
ações voltadas para o clima e disseminação da cultura na empresa. Todos esses
processos são direcionados para o colaborador, pois partimos do princípio de que
colaboradores com boa qualidade de vida e um ambiente de trabalho que proporcione
bem-estar, resultam em produtividade e no alcance dos resultados.

2. Você utiliza de alguma abordagem psicológica específica? Se sim, poderia


exemplificar como ela lhe auxilia e atende as demandas do seu trabalho.
Não utilizo, afinal o profissional que atua nas organizações, emprega dos
conhecimentos da Psicologia em prol da mais satisfatória relação, trabalhador
organização-trabalho, tendo enfoque em uma boa gestão dos fatores psicossociais
relacionados ao trabalho, de forma subsequente a promover a saúde, prevenir o
adoecimento e contribuir para que o ambiente de trabalho seja um espaço de realização
das pessoas.

3. Quais as principais dificuldades enfrentadas por um psicólogo organizacional? E


como se defronta com tais situações?
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Toda organização, independente do negócio terá a sua essência nas pessoas, o


trabalho é executado por pessoas e o produto de seus trabalhos tem destino a pessoas.
Com o surgimento das novas tecnologias, máquinas e equipamentos de última geração,
que são simplesmente ferramentas a serviço do homem. Pois, somos nós que pensamos,
sonhamos, planejamos e agregamos valores que faz a diferença.
Portanto, desenvolver essa reflexão consciente nas empresas/lideranças, que
ainda possuem dificuldades em compreender que investir em seus funcionários significa
investir em seus negócios e que, essa atitude traz grandes resultados, ainda se encontra
sendo o maior desafio dos psicólogos organizacionais.

4. Quais os métodos que você utiliza nos testes psicológicos aplicados nos
colaboradores?
O instrumento psicométrico mais utilizado é o teste, todavia, não é o único
meio de medição de diferentes características. Trata-se de uma situação estimuladora
padronizada (itens de testes e ambiente de aplicação) à qual um indivíduo responde.

5. Quais são os testes mais utilizados por você e o que eles avaliam?
Nos processos que o candidato passa até a contratação, são realizados muitos
testes, porém os principais são:
IFP- Inventário Fatorial de Personalidade - Finalidade: O inventário visa avaliar
o indivíduo normal em 15 necessidades ou motivos psicológicos, a saber: assistência,
dominância, ordem, denegação, intercepção, desempenho, exibição,
heterossexualidade, afago, mudança, persistência, agressão, deferência, autonomia e
afiliação.
AC- Atenção Concentrada - Finalidade: Avaliar a capacidade que o sujeito tem
de manter a sua atenção concentrada no trabalho durante um período. Material
elaborado com um único símbolo, uma ponta de flecha e distribuído em linhas. O sujeito
deverá cancelar rapidamente três tipos diferentes distribuídos pelas linhas. A avaliação
é simples através de crivo de correção transparente.
PALOGRÁFICO - Finalidade: Trata-se de um teste de personalidade cuja
aplicação é muito simples e rápida, mas sua avaliação e interpretação exigem certo grau
de preparação e experiência do psicólogo com a técnica. O Presente Manual foi
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elaborado com o objetivo de apresentar uma nova fundamentação teórica para o teste,
bem como os resultados das pesquisas relativas aos parâmetros psicométricos, incluindo
normas, precisão e validade. Este Manual apresenta uma sistematização da avaliação do
teste, incluindo medidas quantitativas e avaliação qualitativa com as respectivas
interpretações, procurando sempre apresentar ilustrações das características descritas no
texto.
QUATI - Finalidade: Avaliar a personalidade através das escolhas situacionais
que cada indivíduo faz. Pode ser utilizado em Seleção de Pessoal, Avaliação de
Potencial, Orientação Vocacional, Psicodiagnóstico etc.
BFM3- Teste de Raciocínio Logico - Finalidade: Foi elaborado com a finalidade
de investigar, avaliar e mensurar o raciocínio lógico de motoristas. Pode ser aplicado
desde sujeitos alfabetizados até sujeitos com nível superior de instrução. Pode ser
utilizado na avaliação psicológica no trânsito, abrangendo candidatos à obtenção da C.
N. H. (Carteira Nacional de Habilitação), motoristas que estão mudando de categoria,
bem como aqueles que estão renovando os exames. Também pode ser indicada para
avaliação neuropsicológica de idosos, seleção de pessoal – principalmente vigilantes e
seguranças e avaliação de potencial de funcionários.

6. Você poderia relatar o motivo pelo qual as atuais empresas disponibilizam de um


único profissional de psicologia, sendo que as mesmas possuem uma grande
demanda de funcionários.
Atualmente existem testes que auxiliam os recrutadores, por exemplo, a
selecionar candidatos sem a formação em psicologia. E dado o contexto atual das
organizações, que são constituídas de forma mais enxuta, a realidade dos setores
empresariais também mudou, inclusive o RH, eu mesma trabalho com engenheiros,
administradores, assistentes sociais e analistas de sistemas. As frentes de atuação dos
RH estratégicos possibilitam essa diversidade de profissionais.

7. Você como profissional responsável pela inserção do colaborador na empresa


acredita que a cultura e o clima da mesma estejam favorecendo a empresa e os seus
funcionários ou apenas um lado?
Acredito que é uma via de mão dupla, pois o clima organizacional busca
visualizar e identificar o grau de alinhamento entre a cultura definida pela organização
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e as ações realizadas diariamente. A análise dos resultados da pesquisa de clima


contempla os pontos fortes e os que apresentam espaços de melhoria para o efetivo
crescimento da empresa.
Compreender como os funcionários se sentem diante das situações diárias na
empresa é imprescindível para a melhoria dos pontos negativos e reforço dos pontos
positivos, além de ao analisar o ambiente em que esse funcionário está inserido e
melhorá-lo, aumenta-se a qualidade de vida deste indivíduo.

8. Como é realizado o processo de recrutamento e seleção na organização?


1- Todo Business Partner reconhece sua área de necessidade;
2- Realiza a prospecção dos candidatos/divulgação;
3- Avaliação dos currículos;
4- Entrevista inicial;
5- Aplicações de testes;
6- Entreviste com o gestor requisitante;
7- Devolutiva para candidatos;
8- Documentação e exames para os aprovados e 9- Admissão.

9. Em relação à saúde mental dos funcionários, você acredita que todos eles estejam
realmente protegidos de futuras complicações indesejadas?
Infelizmente não, todos nós estamos suscetíveis a instabilidades emocionais,
mesmo se proporcionarmos um ótimo ambiente de trabalho, desenvolvermos formas
criativas de interação e lazer.

10. A ética deve ser levada em conta em todos os campos de atuação de qualquer
profissão, entre elas a psicologia organizacional, de que forma você cumpre o
código de ética em sua atuação?
Minha conduta está constantemente pautada nele e no código de conduta interno
da empresa em que atuo, sempre respeitando os sujeitos e seus direitos fundamentais.

11. Se caso algum colaborador demonstrar sinais de algum transtorno e, você


perceber, qual atitude deve ser tomada?
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Assim que são notados os sinais, entendo a demanda em conjunto com o gestor
do colaborador e encaminhamos o mesmo à área médica. Este é um procedimento da
empresa em que atuo.

Observação

Por intermédio da entrevista realizada com a psicóloga organizacional Natália Gadelha,


de 32 anos, formada pela Universidade de Fortaleza (UNIFOR), no ano de 2013, e
especializada em Consultoria Interna e Desenvolvimento Humano, foi relatado por parte da
mesma que, antes de sua formação profissional, recebeu uma proposta por intermédio de
professores, para estagiar em uma empresa de terceirização de serviços, sendo essa a sua
primeira experiência referente à Psicologia Organizacional. Desde então, a partir do estágio,
ela se identificou com essa área de atuação, decidindo, portanto, se especializar nesse ramo,
embora tenha tido outras oportunidades para atuar em diversas áreas.
Denota-se que, o psicólogo organizacional estuda os fenômenos psicológicos presentes
nas organizações, tendo como enfoque os possíveis conflitos ligados à gestão de recursos
humanos, e tento como grande desafio, proporcionar um ambiente de trabalho que priorize a
qualidade de vida e o bem-estar dos colaboradores, para que estes resultem em produtividade
e no alcance de resultados. Ressaltando que, em todas as áreas de atuação, o principal foco do
psicólogo é contribuir com a promoção da saúde (assim como é citado por Ana Bock) sendo
assim, é incumbência do psicólogo organizacional, realizar esta ponte entre a
empresa/lideranças e colaboradores no intuito de desenvolver esta reflexão consciente,
mostrando-lhes que é de extrema importância o investimento e a preocupação com um
ambiente saudável e de realização pessoal, principalmente por parte dos colaboradores, assim,
gerando o ganho de resultados, beneficiando desta vez, os empresários/lideres. Percebe-se que
este relacionamento é uma via de mão dupla. Quando há engajamento por parte de todos, os
resultados advindos destas ações conjuntas beneficiam a todos os envolvidos.
Se baseando no papel do Psicólogo Organizacional, citado a cima e de acordo com a
carreira da entrevistada, entende-se que, embora haja fatos inusitados o mais gratificante, para
ela, é quando suas atividades dentro da empresa geram impactos na vida pessoal das pessoas e
nas famílias dos colaboradores que estão em busca da recolocação no mercado de trabalho, o
que só reafirmou sua opção por atuar nesta área. Quanto às dificuldades enfrentadas em seu
trabalho, Natália frisa que a grande maioria das empresas tem como prioridade a lucratividade,
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portanto faz parte do seu trabalho fazer um intermédio entre as metas da empresa e a saúde e
bem-estar dos funcionários, também os preparar para produzir e gerar resultados satisfatórios
para a empresa. Existe ainda, certa dificuldade em fazer com que o psicólogo organizacional
tenha voz e liberdade para atuar nas empresas, entretanto optando por essa área de atuação,
assim como nas outras áreas, não se pode desviar do foco principal do psicólogo, que é
proporcionar auxílio e bem-estar aos colaboradores.
Complementando o papel do psicólogo e sua atuação dentro das empresas, mais
especificadamente na área de Recursos Humanos, compreende-se que, como exemplo, a
psicóloga entrevistada, trabalha com outros profissionais referentes a outras áreas de atuações,
sendo assim, é possível observar o trabalho multidisciplinar, do qual, possui a diversidade de
especialistas e de conhecimentos que embasam a prática dos colaboradores e na melhoria de
sua atividade.
Se tratando do processo de recrutamento e seleção, que é um dos trabalhos da atuação
organizacional, o papel do psicólogo em Recursos Humanos, juntamente com sua equipe,
resulta em encontrar as necessidades da empresa e então, a partir deste ponto, fazer a divulgação
do cargo, para que o mesmo possa ser preenchido, suprindo assim a necessidade inicial, é
certeiro, que com essa atitude, candidatos virão para ocupar a vaga, trazendo seus currículos
que devem ser analisados pelo setor de RH, com a pré-seleção feita abre-se espaço para as
entrevistas iniciais, sendo nestas, nas quais os testes psicológicos, por meio do psicólogo, são
aplicados. Referente aos testes sabe-se que, são adquiridos por meio da compra, com o requisito
da apresentação do CRP, e de que seja considerado favorável pelo Conselho Federal de
Psicologia, além de que, devem ser atualizados após a validade de quinze anos e conter as
tabelas de resultados referentes a sexo, idade e região. Os principais testes que são utilizados
por Natália Gadelha medem necessidades psicológicas, atenção concentrada, personalidade,
escolhas situacionais, e o raciocínio lógico. E só então, quando os testes são realizados, os
candidatos recebem a devolutiva e, aqueles que forem selecionados, entram com a
documentação necessária, com a aprovação da mesma, a admissão é concluída.
Em relação ao Código de Ética Profissional do Psicólogo, a psicóloga organizacional
não só pauta sua prática sobre este, mas também, quanto ao código interno de conduta da
empresa em que ela atua, vê-se isto como uma atitude de total necessidade, não apenas pelo
fato de existirem punições, mas principalmente, porque diz respeito aos direitos humanos e as
condutas éticas do profissional frente a sua profissão e as outras pessoas, com as quais, ele
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empenha seus relacionamentos profissionais e humanos, visando o respeito e a ação correta


para com os outros.
Ademais, referente à saúde mental dos colaboradores da empresa, não é possível privá-
los de possíveis instabilidades emocionais, assim como ocorre com qualquer indivíduo. Porém,
tendo conhecimento disto, Natália diz que ao perceber um possível transtorno presente em um
contribuinte da empresa, o encaminha para a área médica, sendo este o procedimento adquirido
pela organização em que ela atua, afirma ainda que “Compreender como os funcionários se
sentem diante das situações diárias na empresa é imprescindível para a melhoria dos pontos
negativos e reforço dos pontos positivos [...]” mediante estas duas situações, observa-se que o
psicólogo tem tanto o papel remediativo, seja ele dentro de uma organização, assim como é o
exemplo, ou em algum outro ambiente, quanto o de ser solicitado para uma emergência.
Tendo em vista todos os assuntos aqui abordados, pode-se dizer que foi possível
correlacionar as respostas da psicóloga Natália Gadelha, frente as questões elaboradas, com o
conteúdo visto em sala de aula e foi possível ainda conhecer um pouco mais sobre a atuação do
profissional de psicologia dentro de uma organização, o que contribuiu para o aprendizado dos
envolvidos deste trabalho.
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Palestra – “Um Dia que Vale a Pena Viver” com Ana Cláudia Quintana

Palestra promovida pela Universidade São Francisco (USF), no dia 02 de Maio, no


Câmpus Bragança Paulista, com a palestrante Ana Cláudia Quintana Arantes, formada em
medicina pela USP, com residência em Geriatria e Gerontologia; possui pós-graduação em
Psicologia e fez especialização em Cuidados Paliativos, é autora do livro “A morte é um dia
que vale a pena viver”, sendo este o assunto da palestra, tratando principalmente dos casos de
humanidade entre os profissionais da saúde e seus pacientes.
Foi muito bem ressaltado a importância dos conhecimentos em cuidados paliativos, ou
seja, saber o que deve ser feito em casos de doenças terminais, olhar para o paciente e ver nele
o que ele precisa, ouvi-lo com atenção e então prestar todo o suporte necessário, tanto ao
paciente quanto a família do mesmo, tendo compaixão para lidar com aqueles que sofrem com
a dor da perda daquele ente querido.
A especialização em cuidados paliativos concerne em como deve ser a atual formação
dos profissionais, possuindo conhecimentos multidisciplinares, também em outros temas e
assuntos, que possam direcionar a prática. Essa formação mais bem preparada passa a ser de
extrema importância, uma vez que, a área da saúde abrange, a cada vez mais, uma grande gama
de conhecimentos e práticas.
A palestrante frisou ainda, principalmente, a importância de ser humano para com as
pessoas, o tratar bem e com respeito os pacientes, estejam eles em uma consulta particular ou
no pronto socorro às três horas da manhã, buscando por ajuda de um profissional que possua
capacitação para bem atendê-los. Podemos assim relacionar estes atos com o próprio Código
de Ética dos profissionais da saúde, Código este, que deve ser muito bem seguido de acordo
com as cláusulas, porém não ser seguido porque possui punições para aqueles que infringirem
as normas, mas sim, porque faz parte da reflexão sobre a própria prática, diz respeito sobre a
garantia dos direitos e valores humanos, indo muito além das normas e prevendo as duas
grandes dimensões, que são a ética e a moral de seus profissionais.
Em razão dos assuntos que foram aqui mencionados, se pode dizer que foram de grande
valia para o aprendizado dos futuros profissionais da área da saúde. Sendo que abordou,
principalmente, a importância da humanidade e dos conhecimentos que vão além da graduação,
para que, com estes dois tópicos de grande relevância, os profissionais possam disponibilizar,
com maior qualidade, os serviços para a população.
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Considerações finais

Tendo em vista os aspectos observados neste semestre, tanto na disciplina de Prática


profissional: Ciência e profissão quanto nas demais, denotamos o quanto o conhecimento da
psicologia é vasto, não somente o que o senso comum acha ou descreve, mas o que é
cientificamente testado e comprovado. Ao longo do semestre, aprendemos sobre diversos
profissionais aos quais inspiraram múltiplas pesquisas e teorias cientificas usadas até hoje. Suas
escolas científicas, onde encontramos grandes marcos, para o desenvolvimento da psique e do
princípio de diversos comportamentos do ser humano.
Durante este semestre passamos e fomos moldados por diferentes processos de
aprendizagem, que consistem em um fenômeno natural dos seres humanos que engloba diversos
fatores: aspectos cognitivos, emocionais, orgânicos, psicossociais e culturais.
O desenvolvimento de nossas habilidades cognitivas, físicas e psicossociais; a
maturação cerebral do indivíduo, e o quanto o ambiente, demonstrava-se importante para o
crescimento do próprio, foram uma das pautas importantes em nossos estudos do semestre. A
sensação, percepção, aprendizagem, linguagem, pensamentos, memória e atenção e motivação
também nos foram apresentadas, como Processos Psicológicos Básicos, sendo desenvolvidos
ao longo da vida do ser humano e altamente estudada desde o princípio da psicologia.
Vemos que ao princípio de sua escola, nos séculos XIX e XX, Filósofos e cientistas já
discutiam sobre algo além do que apenas o físico, mas o comportamento, o condicionamento,
a estrutura do cérebro, as ações e reações do homem a diversas situações e acontecimentos. A
partir daí em diante se vê a Psicologia como uma ciência e uma profissão, validada através de
diversas hipóteses, teorias e conclusões.
Muitos anos após foi criado o código de ética da psicologia (um código normativo de
conduta profissional) usada como padrão esperado quanto as práticas referendadas pela
psicologia e pela sociedade, com missão de assegurar os valores relevantes para todos e para as
práticas que foram desenvolvidas ao longo dos anos, tendo um padrão de conduta auto
reflexivos, que visa responsabilizar suas ações como profissional.
Ao longo do tempo a psicologia tem ganhado seu espaço, em áreas diversas, como
organizacional (como nossa entrevistada para este portfólio), neuropsicológica, na área dos
esportes, jurídica, e clínica, entre tantas outras. Aprendemos que ela pode ter várias dimensões
como multidisciplinar, individual e interdisciplinar.
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E em todo embasamento de nosso semestre concluímos que a Psicologia, é bem mais

que um simples curso, mas sim uma ciência que estuda o comportamento e processos mentais,

com o objetivo de modificar esses procedimentos.


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Referências

Bock, A. M. B.; Furtado, O. & Teixeira, M. L. T. (2001). A Psicologia como Profissão. Em:
Bock, A. M. B.; Furtado, O. & Teixeira, M. L. T. Psicologias: uma introdução ao estudo da
psicologia. São Paulo: Saraiva

Bock, A. M. B; Teixeira, M. L. T., & Furtado, O. (2012). Ética. Em: Bock, A. M. B; Teixeira,
M. L. T., & Furtado, O Psicologia fácil. São Paulo: Saraiva

Palestra: “Um Dia que Vale a Pena Viver” com Ana Cláudia Quintana, promovida pela
Universidade São Francisco

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