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Português > Morfologia , Interpretação de Textos , Crase Sintaxe , Análise sintática ,


241 Q922016
Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Ano: 2018 Banca: IADES Órgão: IGEPREV-PA Provas: IADES - 2018 - IGEPREV-PA - Técnico Previdenciário A ...

Texto 1

          

Com base na norma-padrão e considerando as questões linguísticas referentes ao texto, assinale a alternativa correta.

Caso o autor resolvesse excluir o artigo sublinhado na oração “A todos é necessária a previdência” (linha 1), o adjetivo
A
“necessária” deveria permanecer na forma feminina e no singular.
Se o autor fosse solicitado a substituir os vocábulos sublinhados, no trecho “É necessária aos novos, porque desejam
B chegar a velhos” (linhas 4 e 5), pelas respectivas formas femininas, a nova redação deveria ser É necessária às novas,
porque desejam chegar à velhas.
O emprego do sinal indicativo de crase continuaria a ser inviável caso o pronome alguma fosse anteposto ao
C
substantivo “mudança” (linha 7).

A hipotética substituição do termo “Os velhos, os pobres, os doentes e os infortunados” (linha 8) pela construção O
D grupo de velhos, pobres, doentes e infortunados tornaria obrigatório manter o verbo da oração na terceira pessoa
do plural.
No lugar da construção “sem a previdência” (linhas 8 e 9), o autor poderia, do ponto de vista da colocação pronominal,
E
empregar corretamente a redação que nunca precaveram-se.

242 Q921964 Português > Crase , Sintaxe , Regência


Ano: 2018 Banca: IADES Órgão: IGEPREV-PA Provas: IADES - 2018 - IGEPREV-PA - Analista de Investimentos ...

Texto 1 para responder à questão.


ENTSCHEV, Bernt. Disponível em: <http://www.gazetadopovo.com.br>. Acesso em: 17 maio 2018, com adaptações.

Considerando a norma-padrão e as estruturas linguísticas do texto, assinale a alternativa correta.

O emprego do sinal indicativo de crase permaneceria inviável se o vocábulo “projetos” (linha 6) fosse substituído pela
A
construção aqueles projetos.

Do ponto de vista da regência verbal, a redação Nunca atentei do assunto e não quero pensar sobre isso agora.
B
poderia substituir corretamente o período “Nunca pensei no assunto e não quero pensar nisso agora.” (linha 8).
Considerando a regência do substantivo sublinhado no período “Não tenho ideia.” (linha 13), o autor poderia
C
acrescentar corretamente à redação original a construção de como está, nanceiramente, a minha preparação.

Se, no período “Estou ótimo, mas sei que é preciso dar atenção a esse aspecto para garantir uma vida saudável no
D futuro.” (linhas 20 e 21), o termo sublinhado fosse substituído pela construção referida questão, o uso do sinal
indicativo de crase seria opcional.
A construção Me sinto, por estar de acordo com as regras de colocação pronominal, poderia substituir corretamente
E a formar verbal sublinhada no período “Estou ótimo e tenho cuidado de minha saúde com regularidade.” (linhas 22 e
23).

243 Q921615 Português > Crase


Ano: 2018 Banca: FAURGS Órgão: TJ-RS Provas: FAURGS - 2018 - TJ-RS - Técnico em Eletrônica ...

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


Adaptado de: ESSENFELDER, Renato. Em tempos de carnasel e, ninguém quer parecer ridículo. Estado de São Paulo,
São Paulo, 12 de fevereiro de 2018. Disponível em http://emais.estadao.com.br/blogs/renato-essenfelder/em-
tempos-de-carnasel e-ninguem-quer-parecer-ridiculo/. Acesso em 12/05/2018.

Instrução: Para resolver a questão, considere o excerto os moradores que têm horror à sujeira brotando em suas
calçadas (l. 30-31). O emprego do acento indicativo de crase no referido excerto deve-se à

A concordância verbal.

B concordância nominal.
C sintaxe de colocação.

D regência verbal.
E regência nominal.

244 Q921151 Português > Crase , Sintaxe , Regência


Ano: 2018 Banca: Instituto Acesso Órgão: SEDUC-AM Prova: Instituto Acesso - 2018 - SEDUC-AM - Contador

Texto
Justiça Social - Justiça ecológica

Entre os muitos problemas que assolam a humanidade, dois são de especial gravidade: a injustiça social e a injustiça
ecológica. Ambos devem ser enfrentados conjuntamente se quisermos pôr em rota segura a humanidade e o planeta Terra.

A injustiça social é coisa antiga, derivada do modelo econômico que, além de depredar a natureza, gera mais pobreza que
pode gerenciar e superar. Ele implica grande acúmulo de bens e serviços de um lado à custa de clamorosa pobreza e
miséria de outro. Os dados falam por si: há um bilhão de pessoas que vive no limite da sobrevivência com apenas um dólar
ao dia. E há 2,6 bilhões (40% da humanidade) que vive com menos de dois dólares diários. As consequências são perversas.
Basta citar um fato: contam-se entre 350-500 milhões de casos de malária com um milhão de vítimas anuais, evitáveis.

Essa antirrealidade foi por muito tempo mantida invisível para ocultar o fracasso do modelo econômico capitalista feito
para criar riqueza para poucos e não bem-estar para a humanidade.

A segunda injustiça, a ecológica, está ligada à primeira. A devastação da natureza e o atual aquecimento global afetam
todos os países, não respeitando os limites nacionais nem os níveis de riqueza ou de pobreza. Logicamente, os ricos têm
mais condições de adaptar-se e mitigar os efeitos danosos das mudanças climáticas. Face aos eventos extremos, possuem
refrigeradores ou aquecedores e podem criar defesas contra inundações que assolam regiões inteiras. Mas os pobres não
têm como se defender. Sofrem os danos de um problema que não criaram. Fred Pierce, autor de "O terremoto
populacional" escreveu no New Scientist de novembro de 2009: "os 500 milhões dos mais ricos (7% da população mundial)
respondem por 50% das emissões de gases produtores de aquecimento, enquanto 50% dos países mais pobres (3,4 bilhões
da população) são responsáveis por apenas 7% das emissões". Esta injustiça ecológica di cilmente pode ser tornada
invisível como a outra, porque os sinais estão em todas as partes, nem pode ser resolvida só pelos ricos, pois ela é global e
atinge também a eles. A solução deve nascer da colaboração de todos, de forma diferenciada: os ricos, por serem mais
responsáveis no passado e no presente, devem contribuir muito mais com investimentos e com a transferência de
tecnologias e os pobres têm o direito a um desenvolvimento ecologicamente sustentável, que os tire da miséria.

Seguramente, não podemos negligenciar soluções técnicas. Mas sozinhas são insu cientes, pois a solução global remete a
uma questão prévia: ao paradigma de sociedade que se re ete na di culdade de mudar estilos de vida e hábitos de
consumo. Precisamos da solidariedade universal, da responsabilidade coletiva e do cuidado por tudo o que vive e existe
(não somos os únicos a viver neste planeta nem a usar a biosfera). É fundamental a consciência da interdependência entre
todos e da unidade Terra e humanidade. Pode-se pedir às gerações atuais que se rejam por tais valores se nunca antes
foram vividos globalmente? Como operar essa mudança que deve ser urgente e rápida?

Talvez somente após uma grande catástrofe que a igiria milhões e milhões de pessoas, poder-se-ia contar com esta radical
mudança, até por instinto de sobrevivência. A metáfora que me ocorre é esta: nosso pais é invadido e ameaçado de
destruição por alguma força externa. Diante desta iminência, todos se uniriam, para além das diferenças. Como numa
economia de guerra, todos se mostrariam cooperativos e solidários, aceitariam renúncias e sacrifícios a m de salvar a
pátria e a vida. Hoje a pátria é a vida e a Terra ameaçadas. Temos que fazer tudo para salvá-las.

Fonte: BOFF, Leonardo. Correio Popular, 2013. 

"Pode-se pedir ÀS GERAÇÕES atuais que se rejam por tais valores".

Assinale a opção que apresenta a explicação correta para o uso do acento indicador de crase na expressão destacada:

A O termo regente é transitivo indireto


B O termo regente pede complemento nominal

C O termo regente é transitivo direto


D A locução feminina está no plural

E A locução adverbial é feminina

245 Q921110 Português > Crase , Problemas da língua culta , Há-a


Ano: 2018 Banca: MPE-GO Órgão: MPE-GO Prova: MPE-GO - 2018 - MPE-GO - Secretário Auxiliar

Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas das frases. ___________ situações delicadas
envolvendo a situação carcerária no Brasil. Esse assunto chega ________ autoridades para tomarem ______ providências
cabíveis, mas quase sempre não é tratado com a devida prioridade.

A As … as … as.

B Há … às … as.
C Há … as … às.

D Às … as … às.
E As … hás … as.

Português > Interpretação de Textos , Coesão e coerência , Crase Sintaxe , Análise sintática , Morfologia - Verbos ,
Q920339
246 Flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro) , Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
Ano: 2018 Banca: FCC Órgão: TRT - 15ª Região (SP) Provas: FCC - 2018 - TRT - 15ª Região (SP) - Analista Judiciário - Psicologia ...

Considerado o contexto, está correto o que consta de:

Sem que nenhuma outra modi cação seja feita, o segmento Se a personalização for excessiva, poderá nos impedir
A
de... continuará correto substituindo-se o termo “for” por “fosse”.
Exprime noção de nalidade o segmento sublinhado em Nossa concentração se desvia da mensagem de texto para as
B
principais notícias.
Os verbos dos segmentos que nos baseemos em fatos compartilhados // todos obteremos os mesmos resultados
C
estão exionados nos mesmos tempo e modo.

O sinal indicativo de crase deve ser usado caso se substitua o segmento sublinhado pelo que se encontra entre
D parênteses em O que um dia foi um meio anônimo transformou-se numa ferramenta dedicada a analisar dados
pessoais (análise de dados pessoais).
Na frase há boas razões para que os ltros personalizados sejam tão fascinantes, o termo que pode ser substituído
E
por “as quais”.

Português > Morfologia , Interpretação de Textos , Crase Conjunções: Relação de causa e consequência ,
247 Q919980
Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Ano: 2018 Banca: FCC Órgão: Prefeitura de São Luís - MA Provas: FCC - 2018 - Prefeitura de São Luís - MA - Auditor Fiscal de Tributos

I - Geral ...

Atenção: A questão refere-se ao texto que segue.

     A vida privada não é uma realidade natural, dada desde a origem dos tempos: é uma realidade histórica. A história da
vida privada é, em primeiro lugar, a história de sua de nição: como evoluiu sua distinção na sociedade francesa do século
XX? Como o domínio da vida privada variou em seu conteúdo e abrangência?
    A questão é tanto mais importante na medida em que não é certo que seu contorno tenha o mesmo sentido em todos os
meios sociais. Para a burguesia da Belle Époque1, não há nenhuma dúvida: o “muro da vida privada” separa claramente os
domínios. Por trás desse muro protetor, a vida privada e a família coincidem com bastante exatidão. Esse domínio abrange
as fortunas, a saúde, os costumes, a religião: se os pais que querem casar os lhos consultam o notário ou o pároco para
“tomar informações” sobre a família de um eventual pretendente, é porque a família oculta cuidadosamente ao público o
tio fracassado, o irmão de costumes dissolutos e o montante das rendas. E Jaurès2, respondendo a um deputado socialista
que lhe censurava a comunhão solene da lha: “Meu caro colega, você sem dúvida faz o que quer de sua mulher, eu não”,
marcava com grande precisão a fronteira entre sua existência de político e sua vida privada.

    Essa separação era organizada por uma densa teia de prescrições. A baronesa Sta e3, por exemplo, cita: “Quanto menos
relações mantemos com a vizinhança, mais merecemos a estima e consideração dos que nos cercam”, “não devemos falar
de assuntos íntimos com os parentes ou amigos que viajam conosco na presença de desconhecidos”. O apartamento ou a
casa burguesa, aliás, se caracterizam por uma nítida diferença entre as salas para as visitas e os demais aposentos. O lugar
da família propriamente dita não é o salão: as crianças não entram no aposento quando há visitas e, como explica a
baronesa, as fotos de família cariam deslocadas nesse recinto. Ademais, as salas de visitas não são abertas a todos. Se
toda dama da boa sociedade tem seu “dia” de receber − em 1907, são 178 em Nevers4 −, a visita à esposa de um gurão
supõe uma apresentação prévia. As salas de recepção estabelecem, portanto, um espaço de transição para a vida privada
propriamente dita.

(Adaptado de: PROST, Antoine. Fronteiras e espaços do privado. In: PROST, Antoine; VINCENT, Gérard (orgs.). História da
vida privada 5: Da Primeira Guerra a nossos dias. Trad. Denise Bottmann. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, p. 14 e
15.)

Obs.: 1 Período de cultura cosmopolita na história da Europa que vai de ns do século XIX até a eclosão da Primeira Guerra
Mundial.

2 Jean Léon Jaurès (1859-1914): político socialista francês.

3 Pseudônimo de Blanche-Augustine-Angèle Soyer (1843-1911), autora francesa, célebre em seu tempo pela obra Uso do
mundo, sobre como saber viver na sociedade moderna.

4 Região da França, ao sul-sudeste de Paris.

Se toda dama da boa sociedade tem seu “dia” de receber − em 1907, são 178 em Nevers −, a visita à esposa de um gurão
supõe uma apresentação prévia.
Considere o acima transcrito e as assertivas que seguem, acerca de elementos da frase. I. A conjunção Se introduz um fato
comprovado. II. A estruturação do período denota que a conjunção Se faz parte de esquema comparativo. III. É aceitável
entender que a conjunção Se anuncia um fato eventual, que, existindo, gerará a consequência citada depois do último
travessão. IV. A expressão boa sociedade e as palavras gurão e dama exempli cam o uso informal da linguagem. V. Em a
visita à esposa de um gurão, o acento grave sinaliza adequadamente a contração da preposição com um artigo,
exatamente como ocorre em “a visita àquela mansão”. Está correto o que se a rma APENAS em

A I e IV.

B III e V.
C II e IV.

D I e II.
E II, III e V.

Português > Fonologia , Morfologia , Crase Acentuação grá ca: Proparoxítonas, Paroxítonas, Oxítonas e Hiatos ,
248 Q919907
Conjunções: Relação de causa e consequência , Sintaxe , Concordância verbal, Concordância nominal
Ano: 2018 Banca: Quadrix Órgão: SEDUCE-GO Provas: Quadrix - 2018 - SEDUCE-GO - Professor de Nível III - Biologia ...
Considerando os aspectos linguísticos do texto, assinale a alternativa correta.

A Na linha 1, a forma verbal "integra" está exionada no singular porque concorda com o termo "comunicação".

Estaria mantida a correção gramatical do texto caso a forma verbal "basta" (linha 19) estivesse exionada na terceira
B
pessoa do plural, visto que o sujeito da oração é composto.
O emprego do acento indicativo de crase em "à realidade" (linha 29) justi ca-se pela regência do termo "adaptação"
C
(linha 28) e pela presença do artigo de nido feminino anteposto ao nome "realidade".

D Na linha 30, o vocábulo "mas" introduz oração de sentido adversativo.


E Os vocábulos "móveis", "práticas" e "princípios" são acentuados de acordo com a mesma regra de acentuação grá ca.

249 Q919335 Português > Crase , Sintaxe , Regência Morfologia - Pronomes , Pronomes relativos
Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: PC-SP Prova: VUNESP - 2018 - PC-SP - Agente Policial

Assinale a alternativa correta no que se refere ao emprego dos elementos destacados.

A Após denunciar o sargento, o tenente chegou à ser chamado de “linguarudo”, xingamento do qual não se chateou.

Acusado de revelar informações impróprias à respeito do sargento, o tenente alegou de que estava cumprindo
B
ordens.

C O tenente foi advertido à não fazer menção aos hábitos alimentares do sargento, aos quais não são nada saudáveis.
D Os hábitos alimentares do sargento, a que o tenente fez menção, não parecem interessar à segurança interna.

E A segurança interna, departamento o qual foi encaminhada a denúncia sobre o sargento, não deu importância à ela.

250 Q919134 Português > Crase


Ano: 2018 Banca: IDIB Órgão: CRF-RJ Prova: IDIB - 2018 - CRF-RJ - Agente Administrativo

                                        TEXTO I

      São Demasiado Pobres os Nossos Ricos


      A maior desgraça de uma nação pobre é que, em vez de produzir riqueza, produz ricos. Mas ricos sem riqueza. Na
realidade, melhor seria chamá-los não de ricos, mas de endinheirados. Rico é quem possui meios de produção. Rico é quem
gera dinheiro e dá emprego. Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. Ou que pensa que tem. Porque, na
realidade, o dinheiro é que o tem a ele.

      A verdade é esta: são demasiado pobres os nossos «ricos». Aquilo que têm, não detêm. Pior: aquilo que exibem como
seu, é propriedade de outros. É produto de roubo e de negociatas. Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir
em tranquilidade de tudo quanto roubaram. Vivem na obsessão de poderem ser roubados. Necessitavam de forças policiais
à altura. Mas forças policiais à altura acabariam por lançá-los a eles próprios na cadeia. Necessitavam de uma ordem social
em que houvesse poucas razões para a criminalidade. Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem.

      O maior sonho dos nossos novos-ricos é, a nal, muito pequenito: um carro de luxo, umas efêmeras cintilâncias. Mas a
luxuosa viatura não pode sonhar muito, sacudida pelos buracos das avenidas. O Mercedes e o BMW não podem fazer
inteiro uso dos seus brilhos, ocupados que estão em se esquivar entre chapas, muito convexos e estradas muito côncavas.
A existência de estradas boas dependeria de outro tipo de riqueza. Uma riqueza que servisse a cidade. E a riqueza dos
nossos novos-ricos nasceu de um movimento contrário: do empobrecimento da cidade e da sociedade.

      As casas de luxo dos nossos falsos ricos são menos para serem habitadas do que para serem vistas. Fizeram-se para os
olhos de quem passa. Mas ao exibirem-se, assim, cheias de folhos e chibantices, acabam atraindo alheias cobiças. Por mais
guardas que tenham à porta, os nossos pobres-ricos não afastam o receio das invejas e dos feitiços que essas invejas
convocam. O fausto das residências não os torna imunes. Pobres dos nossos riquinhos!

      São como a cerveja tirada à pressão. São feitos num instante, mas a maior parte é só espuma. O que resta de verdadeiro
é mais o copo que o conteúdo. Podiam criar gado ou vegetais. Mas não. Em vez disso, os nossos endinheirados feitos sob
pressão criam amantes. Mas as amantes (e/ou os amantes) têm um grave inconveniente: necessitam de ser sustentadas
com dispendiosos mimos. O maior inconveniente é ainda a ausência de garantia do produto. A amante de um pode ser,
amanhã, amante de outro. O coração do criador de amantes não tem sossego: quem traiu sabe que pode ser traído.

                                                                       Mia Couto, in 'Pensatempos'

http://www.citador.pt/textos/sao-demasiado-pobres-os-nossos-ricos-mia-couto.. 

Em “São como a cerveja tirada à pressão”, ocorreu a crase por se tratar de uma locução adverbial feminina de modo. Assim
como essa, outras locuções adverbiais femininas também recebem crase. Assinale a alternativa em que a crase ocorreu por
se tratar de uma locução adverbial feminina.

A Por mais guardas que tenham à porta, os nossos pobres-ricos não afastam...

B Os endinheirados dedicam-se apenas à gastar sem medida.


C É uma riqueza que faz referência à ausência de sentimentos humanitários.

D A população mais carente assiste atônita à derrocada de seus direitos.

251 Q917572 Português > Crase


Ano: 2018 Banca: FCC Órgão: TRT - 2ª REGIÃO (SP) Prova: FCC - 2018 - TRT - 2ª REGIÃO (SP) - Técnico Judiciário - Área Administrativa

                          Meditação e foco no macarrão

      "Sente os pés no chão", diz a instrutora, com a voz serena de quem há décadas deve sentir os pés no chão, "sente a
respiração”.

      "Inspira, expira", ela diz, mas o narrador dentro da minha cabeça fala mais alto: "Eis então que no início do terceiro
milênio, tendo chegado à Lua e à engenharia genética, os seres humanos se voltavam ávidos a técnicas milenares de
relaxamento na esperança de encontrar alguma paz e algum sentido para suas vidas simultaneamente atribuladas e
vazias".

      Um lagarto, penso, jamais faria um curso de meditação. "Sente a pedra. A barriga na pedra. Relaxa a cauda. Agora sente
o sol aquecendo as escamas. Esquece as moscas. Esquece as cobras rondando a toca. Inspira. Expira." Eu imagino que o
lagarto sinta a pedra. A barriga na pedra. O prazer simples e ancestral de lagartear sob o sol.

      Se o lagarto consegue esquecer as moscas ou a cobra rondando a toca, já não sei. A parte mais interna e mais antiga do
nosso cérebro é igual à dos répteis. É dali que vem o medo, ferramenta evolutiva fundamental para trazer nossos genes
triunfantes e nossos cérebros a itos através dos milênios até aquela roda, no décimo segundo andar de um prédio na
cidade de São Paulo.

      Não há nada de místico na meditação. Pelo contrário. Meditar é aprender a estar aqui, agora. Eu acho que nunca estive
aqui, agora. O ansioso está sempre em outro lugar. Sempre pré-ocupado. Às vezes acho que nasci meia hora atrasado e
nunca recuperei esses trinta minutos. "Inspira. Expira".

      Não é um problema só meu. A revista dominical do "New York Times" fez uma matéria de capa ano passado sobre o
tema. Dizia que vivemos a era da ansiedade. Todas as redes sociais são latifúndios produzindo ansiedade. Mesmo o
presente mais palpável, como um prato fumegante de macarrão, nós conseguimos digitalizar e transformar em ansiedade.
Eu preciso postar a minha sel e dando a primeira garfada neste macarrão, depois nem vou conseguir comer o resto do
macarrão, ou sentir o gosto do macarrão, porque estarei ocupado conferindo quantas pessoas estão comentando a minha
foto comendo o macarrão que esfria, a minha frente.

      "Inspira, expira.” A voz da instrutora é tão calma e segura que me dá a certeza de que ela consegue comer o macarrão e
me dá a esperança de que também eu, um dia, aprenderei a comer o macarrão. É só o que eu peço a cinco mil anos de
tradição acumulada por monges e budas e maharishis e demais sábios barbudos ou imberbes do longínquo Oriente.
"Inspira. Expira.” Foco no macarrão.

(Adaptado de: PRATA, Antonio. Folha de S. Paulo. Disponível em: www.folha.uol.com.br)  

O sinal indicativo de crase pode ser acrescido, por ser facultativo, à expressão destacada em:

A Meditar é aprender a estar aqui, agora. (5° parágrafo)


B se voltavam ávidos a técnicas milenares de relaxamento... (2° parágrafo)
C Agora sente o sol aquecendo as escamas. (3° parágrafo)
D o macarrão que esfria, a minha frente. (6° parágrafo)
E Esquece as moscas. (3° parágrafo)

252 Q916570 Português > Crase


Ano: 2018 Banca: Instituto Acesso Órgão: SEDUC-AM Prova: Instituto Acesso - 2018 - SEDUC-AM - Nutricionista

Justiça Social - Justiça ecológica

Entre os muitos problemas que assolam a humanidade, dois são de especial gravidade: a injustiça social e a injustiça
ecológica. Ambos devem ser enfrentados conjuntamente se quisermos pôr em rota segura a humanidade e o planeta Terra.

A injustiça social é coisa antiga, derivada do modelo econômico que, além de depredar a natureza, gera mais pobreza que
pode gerenciar e superar. Ele implica grande acúmulo de bens e serviços de um lado à custa de clamorosa pobreza e
miséria de outro. Os dados falam por si: há um bilhão de pessoas que vive no limite da sobrevivência com apenas um dólar
ao dia. E há 2,6 bilhões (40% da humanidade) que vive com menos de dois dólares diários. As consequências são perversas.
Basta citar um fato: contam-se entre 350-500 milhões de casos de malária com um milhão de vítimas anuais, evitáveis.

Essa antirrealidade foi por muito tempo mantida invisível para ocultar o fracasso do modelo econômico capitalista feito
para criar riqueza para poucos e não bem-estar para a humanidade.

A segunda injustiça, a ecológica, está ligada à primeira. A devastação da natureza e o atual aquecimento global afetam
todos os países, não respeitando os limites nacionais nem os níveis de riqueza ou de pobreza. Logicamente, os ricos têm
mais condições de adaptar-se e mitigar os efeitos danosos das mudanças climáticas. Face aos eventos extremos, possuem
refrigeradores ou aquecedores e podem criar defesas contra inundações que assolam regiões inteiras. Mas os pobres não
têm como se defender. Sofrem os danos de um problema que não criaram. Fred Pierce, autor de "O terremoto
populacional" escreveu no New Scientist de novembro de 2009: "os 500 milhões dos mais ricos (7% da população mundial)
respondem por 50% das emissões de gases produtores de aquecimento, enquanto 50% dos países mais pobres (3,4 bilhões
da população) são responsáveis por apenas 7% das emissões". Esta injustiça ecológica di cilmente pode ser tornada
invisível como a outra, porque os sinais estão em todas as partes, nem pode ser resolvida só pelos ricos, pois ela é global e
atinge também a eles. A solução deve nascer da colaboração de todos, de forma diferenciada: os ricos, por serem mais
responsáveis no passado e no presente, devem contribuir muito mais com investimentos e com a transferência de
tecnologias e os pobres têm o direito a um desenvolvimento ecologicamente sustentável, que os tire da miséria.

Seguramente, não podemos negligenciar soluções técnicas. Mas sozinhas são insu cientes, pois a solução global remete a
uma questão prévia: ao paradigma de sociedade que se re ete na di culdade de mudar estilos de vida e hábitos de
consumo. Precisamos da solidariedade universal, da responsabilidade coletiva e do cuidado por tudo o que vive e existe
(não somos os únicos a viver neste planeta nem a usar a biosfera). É fundamental a consciência da interdependência entre
todos e da unidade Terra e humanidade. Pode-se pedir às gerações atuais que se rejam por tais valores se nunca antes
foram vividos globalmente? Como operar essa mudança que deve ser urgente e rápida?

Talvez somente após uma grande catástrofe que a igiria milhões e milhões de pessoas, poder-se-ia contar com esta radical
mudança, até por instinto de sobrevivência. A metáfora que me ocorre é esta: nosso pais é invadido e ameaçado de
destruição por alguma força externa. Diante desta iminência, todos se uniriam, para além das diferenças. Como numa
economia de guerra, todos se mostrariam cooperativos e solidários, aceitariam renúncias e sacrifícios a m de salvar a
pátria e a vida. Hoje a pátria é a vida e a Terra ameaçadas. Temos que fazer tudo para salvá-las.

Fonte: BOFF, Leonardo. Correio Popular, 2013. 

"Pode-se pedir ÀS GERAÇÕES atuais que se rejam por tais valores".

Assinale a opção que apresenta a explicação correta para o uso do acento indicador de crase na expressão destacada:

A O termo regente é transitivo indireto


B O termo regente pede complemento nominal
C A locução feminina está no plural

D A locução adverbial é feminina


E O termo regente é transitivo direto

253 Q916523 Português > Interpretação de Textos , Coesão e coerência , Crase Sintaxe , Análise sintática
Ano: 2018 Banca: IADES Órgão: ARCON-PA Prova: IADES - 2018 - ARCON-PA - Assistente Técnico em Regulação de Serviços Públicos

Texto para responder à questão.

Transporte Hidroviário - GTH

Disponível em: <http://www.arcon.pa.gov.br/site/index.php/gth>. Acesso em: 9 maio 2018, com adaptações.

Considerando a norma-padrão e as questões gramaticais que envolvem o período “Há também atividades em que o GTH
atua na condução do processo, embora este se consolide no nível de assessoria da diretoria, que é o apoio à regulação e o
apoio à outorga.” (linhas de 11 a 14), assinale a alternativa correta.

O emprego do sinal indicativo de crase passaria a ser opcional, caso o trecho “no nível de assessoria da diretoria”
A
fosse substituído pela redação no nível de prestar assessoria à diretoria.
O substantivo “apoio”, que rege a preposição a, tem como complementos os substantivos “regulação” e “outorga”, os
B
quais admitem o artigo a, por isso o emprego do sinal indicativo de crase está correto nas duas ocorrências.

O pronome sublinhado no trecho “embora este se consolide” poderia também ser colocado corretamente depois do
C
verbo, caso o autor empregasse o advérbio não logo após o pronome demonstrativo “este”.
O paralelismo sintático deixaria de ser observado, caso a oração “que é o apoio à regulação e o apoio à outorga” fosse
D
substituída pela redação que é o apoio à regulação e apoiar a outorga.

O autor poderia substituir, sem prejuízo à correção gramatical, o pronome sublinhado na oração “que é o apoio à
E
regulação e o apoio à outorga” pela expressão ao qual.

254 Q915872 Português > Crase


Ano: 2018 Banca: Instituto Acesso Órgão: SEDUC-AM Prova: Instituto Acesso - 2018 - SEDUC-AM - Bibliotecário

Texto

Justiça Social - Justiça ecológica

Entre os muitos problemas que assolam a humanidade, dois são de especial gravidade: a injustiça social e a injustiça
ecológica. Ambos devem ser enfrentados conjuntamente se quisermos pôr em rota segura a humanidade e o planeta Terra.
A injustiça social é coisa antiga, derivada do modelo econômico que, além de depredar a natureza, gera mais pobreza que
pode gerenciar e superar. Ele implica grande acúmulo de bens e serviços de um lado à custa de clamorosa pobreza e
miséria de outro. Os dados falam por si: há um bilhão de pessoas que vive no limite da sobrevivência com apenas um dólar
ao dia. E há 2,6 bilhões (40% da humanidade) que vive com menos de dois dólares diários. As consequências são perversas.
Basta citar um fato: contam-se entre 350-500 milhões de casos de malária com um milhão de vítimas anuais, evitáveis.

Essa antirrealidade foi por muito tempo mantida invisível para ocultar o fracasso do modelo econômico capitalista feito
para criar riqueza para poucos e não bem-estar para a humanidade.

A segunda injustiça, a ecológica, está ligada à primeira. A devastação da natureza e o atual aquecimento global afetam
todos os países, não respeitando os limites nacionais nem os níveis de riqueza ou de pobreza. Logicamente, os ricos têm
mais condições de adaptar-se e mitigar os efeitos danosos das mudanças climáticas. Face aos eventos extremos, possuem
refrigeradores ou aquecedores e podem criar defesas contra inundações que assolam regiões inteiras. Mas os pobres não
têm como se defender. Sofrem os danos de um problema que não criaram. Fred Pierce, autor de "O terremoto
populacional" escreveu no New Scientist de novembro de 2009: "os 500 milhões dos mais ricos (7% da população mundial)
respondem por 50% das emissões de gases produtores de aquecimento, enquanto 50% dos países mais pobres (3,4 bilhões
da população) são responsáveis por apenas 7% das emissões". Esta injustiça ecológica di cilmente pode ser tornada
invisível como a outra, porque os sinais estão em todas as partes, nem pode ser resolvida só pelos ricos, pois ela é global e
atinge também a eles. A solução deve nascer da colaboração de todos, de forma diferenciada: os ricos, por serem mais
responsáveis no passado e no presente, devem contribuir muito mais com investimentos e com a transferência de
tecnologias e os pobres têm o direito a um desenvolvimento ecologicamente sustentável, que os tire da miséria.

Seguramente, não podemos negligenciar soluções técnicas. Mas sozinhas são insu cientes, pois a solução global remete a
uma questão prévia: ao paradigma de sociedade que se re ete na di culdade de mudar estilos de vida e hábitos de
consumo. Precisamos da solidariedade universal, da responsabilidade coletiva e do cuidado por tudo o que vive e existe
(não somos os únicos a viver neste planeta nem a usar a biosfera). É fundamental a consciência da interdependência entre
todos e da unidade Terra e humanidade. Pode-se pedir às gerações atuais que se rejam por tais valores se nunca antes
foram vividos globalmente? Como operar essa mudança que deve ser urgente e rápida?

Talvez somente após uma grande catástrofe que a igiria milhões e milhões de pessoas, poder-se-ia contar com esta radical
mudança, até por instinto de sobrevivência. A metáfora que me ocorre é esta: nosso pais é invadido e ameaçado de
destruição por alguma força externa. Diante desta iminência, todos se uniriam, para além das diferenças. Como numa
economia de guerra, todos se mostrariam cooperativos e solidários, aceitariam renúncias e sacrifícios a m de salvar a
pátria e a vida. Hoje a pátria é a vida e a Terra ameaçadas. Temos que fazer tudo para salvá-las.

                                                    Fonte: BOFF, Leonardo. Correio Popular, 2013. 

"Pode-se pedir ÀS GERAÇÕES atuais que se rejam por tais valores".

Assinale a opção que apresenta a explicação correta para o uso do acento indicador de crase na expressão destacada:

A O termo regente é transitivo indireto


B O termo regente pede complemento nominal

C A locução adverbial é feminina


D A locução feminina está no plural

E O termo regente é transitivo direto

255 Q914920 Português > Crase


Ano: 2018 Banca: Instituto Acesso Órgão: SEDUC-AM Prova: Instituto Acesso - 2018 - SEDUC-AM - Assistente Social

Texto

Justiça Social - Justiça ecológica

Entre os muitos problemas que assolam a humanidade, dois são de especial gravidade: a injustiça social e a injustiça
ecológica. Ambos devem ser enfrentados conjuntamente se quisermos pôr em rota segura a humanidade e o planeta Terra.

A injustiça social é coisa antiga, derivada do modelo econômico que, além de depredar a natureza, gera mais pobreza que
pode gerenciar e superar. Ele implica grande acúmulo de bens e serviços de um lado à custa de clamorosa pobreza e
miséria de outro. Os dados falam por si: há um bilhão de pessoas que vive no limite da sobrevivência com apenas um dólar
ao dia. E há 2,6 bilhões (40% da humanidade) que vive com menos de dois dólares diários. As consequências são perversas.
Basta citar um fato: contam-se entre 350-500 milhões de casos de malária com um milhão de vítimas anuais, evitáveis.

Essa antirrealidade foi por muito tempo mantida invisível para ocultar o fracasso do modelo econômico capitalista feito
para criar riqueza para poucos e não bem-estar para a humanidade.

A segunda injustiça, a ecológica, está ligada à primeira. A devastação da natureza e o atual aquecimento global afetam
todos os países, não respeitando os limites nacionais nem os níveis de riqueza ou de pobreza. Logicamente, os ricos têm
mais condições de adaptar-se e mitigar os efeitos danosos das mudanças climáticas. Face aos eventos extremos, possuem
refrigeradores ou aquecedores e podem criar defesas contra inundações que assolam regiões inteiras. Mas os pobres não
têm como se defender. Sofrem os danos de um problema que não criaram. Fred Pierce, autor de "O terremoto
populacional" escreveu no New Scientist de novembro de 2009: "os 500 milhões dos mais ricos (7% da população mundial)
respondem por 50% das emissões de gases produtores de aquecimento, enquanto 50% dos países mais pobres (3,4 bilhões
da população) são responsáveis por apenas 7% das emissões". Esta injustiça ecológica di cilmente pode ser tornada
invisível como a outra, porque os sinais estão em todas as partes, nem pode ser resolvida só pelos ricos, pois ela é global e
atinge também a eles. A solução deve nascer da colaboração de todos, de forma diferenciada: os ricos, por serem mais
responsáveis no passado e no presente, devem contribuir muito mais com investimentos e com a transferência de
tecnologias e os pobres têm o direito a um desenvolvimento ecologicamente sustentável, que os tire da miséria.

Seguramente, não podemos negligenciar soluções técnicas. Mas sozinhas são insu cientes, pois a solução global remete a
uma questão prévia: ao paradigma de sociedade que se re ete na di culdade de mudar estilos de vida e hábitos de
consumo. Precisamos da solidariedade universal, da responsabilidade coletiva e do cuidado por tudo o que vive e existe
(não somos os únicos a viver neste planeta nem a usar a biosfera). É fundamental a consciência da interdependência entre
todos e da unidade Terra e humanidade. Pode-se pedir às gerações atuais que se rejam por tais valores se nunca antes
foram vividos globalmente? Como operar essa mudança que deve ser urgente e rápida?

Talvez somente após uma grande catástrofe que a igiria milhões e milhões de pessoas, poder-se-ia contar com esta radical
mudança, até por instinto de sobrevivência. A metáfora que me ocorre é esta: nosso pais é invadido e ameaçado de
destruição por alguma força externa. Diante desta iminência, todos se uniriam, para além das diferenças. Como numa
economia de guerra, todos se mostrariam cooperativos e solidários, aceitariam renúncias e sacrifícios a m de salvar a
pátria e a vida. Hoje a pátria é a vida e a Terra ameaçadas. Temos que fazer tudo para salvá-las.

Fonte: BOFF, Leonardo. Correio Popular, 2013.

"Pode-se pedir ÀS GERAÇÕES atuais que se rejam por tais valores". Assinale a opção que apresenta a explicação correta
para o uso do acento indicador de crase na expressão destacada:

A O termo regente é transitivo indireto

B O termo regente pede complemento nominal


C A locução adverbial é feminina

D A locução feminina está no plural


E O termo regente é transitivo direto

256 Q914870 Português > Crase


Ano: 2018 Banca: Instituto Acesso Órgão: SEDUC-AM Prova: Instituto Acesso - 2018 - SEDUC-AM - Pedagogo

Texto

Justiça Social - Justiça ecológica

Entre os muitos problemas que assolam a humanidade, dois são de especial gravidade: a injustiça social e a injustiça
ecológica. Ambos devem ser enfrentados conjuntamente se quisermos pôr em rota segura a humanidade e o planeta Terra.

A injustiça social é coisa antiga, derivada do modelo econômico que, além de depredar a natureza, gera mais pobreza que
pode gerenciar e superar. Ele implica grande acúmulo de bens e serviços de um lado à custa de clamorosa pobreza e
miséria de outro. Os dados falam por si: há um bilhão de pessoas que vive no limite da sobrevivência com apenas um dólar
ao dia. E há 2,6 bilhões (40% da humanidade) que vive com menos de dois dólares diários. As consequências são perversas.
Basta citar um fato: contam-se entre 350-500 milhões de casos de malária com um milhão de vítimas anuais, evitáveis.

Essa antirrealidade foi por muito tempo mantida invisível para ocultar o fracasso do modelo econômico capitalista feito
para criar riqueza para poucos e não bem-estar para a humanidade.

A segunda injustiça, a ecológica, está ligada à primeira. A devastação da natureza e o atual aquecimento global afetam
todos os países, não respeitando os limites nacionais nem os níveis de riqueza ou de pobreza. Logicamente, os ricos têm
mais condições de adaptar-se e mitigar os efeitos danosos das mudanças climáticas. Face aos eventos extremos, possuem
refrigeradores ou aquecedores e podem criar defesas contra inundações que assolam regiões inteiras. Mas os pobres não
têm como se defender. Sofrem os danos de um problema que não criaram. Fred Pierce, autor de "O terremoto
populacional" escreveu no New Scientist de novembro de 2009: "os 500 milhões dos mais ricos (7% da população mundial)
respondem por 50% das emissões de gases produtores de aquecimento, enquanto 50% dos países mais pobres (3,4 bilhões
da população) são responsáveis por apenas 7% das emissões". Esta injustiça ecológica di cilmente pode ser tornada
invisível como a outra, porque os sinais estão em todas as partes, nem pode ser resolvida só pelos ricos, pois ela é global e
atinge também a eles. A solução deve nascer da colaboração de todos, de forma diferenciada: os ricos, por serem mais
responsáveis no passado e no presente, devem contribuir muito mais com investimentos e com a transferência de
tecnologias e os pobres têm o direito a um desenvolvimento ecologicamente sustentável, que os tire da miséria.

Seguramente, não podemos negligenciar soluções técnicas. Mas sozinhas são insu cientes, pois a solução global remete a
uma questão prévia: ao paradigma de sociedade que se re ete na di culdade de mudar estilos de vida e hábitos de
consumo. Precisamos da solidariedade universal, da responsabilidade coletiva e do cuidado por tudo o que vive e existe
(não somos os únicos a viver neste planeta nem a usar a biosfera). É fundamental a consciência da interdependência entre
todos e da unidade Terra e humanidade. Pode-se pedir às gerações atuais que se rejam por tais valores se nunca antes
foram vividos globalmente? Como operar essa mudança que deve ser urgente e rápida?

Talvez somente após uma grande catástrofe que a igiria milhões e milhões de pessoas, poder-se-ia contar com esta radical
mudança, até por instinto de sobrevivência. A metáfora que me ocorre é esta: nosso pais é invadido e ameaçado de
destruição por alguma força externa. Diante desta iminência, todos se uniriam, para além das diferenças. Como numa
economia de guerra, todos se mostrariam cooperativos e solidários, aceitariam renúncias e sacrifícios a m de salvar a
pátria e a vida. Hoje a pátria é a vida e a Terra ameaçadas. Temos que fazer tudo para salvá-las.

Fonte: BOFF, Leonardo. Correio Popular, 2013.

"Pode-se pedir ÀS GERAÇÕES atuais que se rejam por tais valores".

Assinale a opção que apresenta a explicação correta para o uso do acento indicador de crase na expressão destacada:

A O termo regente é transitivo indireto


B O termo regente é transitivo direto

C A locução adverbial é feminina


D O termo regente pede complemento nominal

E A locução feminina está no plural

257 Q914820 Português > Crase


Ano: 2018 Banca: Instituto Acesso Órgão: SEDUC-AM Prova: Instituto Acesso - 2018 - SEDUC-AM - Engenheiro Mecânico

Texto

Justiça Social - Justiça ecológica

Entre os muitos problemas que assolam a humanidade, dois são de especial gravidade: a injustiça social e a injustiça
ecológica. Ambos devem ser enfrentados conjuntamente se quisermos pôr em rota segura a humanidade e o planeta Terra.

A injustiça social é coisa antiga, derivada do modelo econômico que, além de depredar a natureza, gera mais pobreza que
pode gerenciar e superar. Ele implica grande acúmulo de bens e serviços de um lado à custa de clamorosa pobreza e
miséria de outro. Os dados falam por si: há um bilhão de pessoas que vive no limite da sobrevivência com apenas um dólar
ao dia. E há 2,6 bilhões (40% da humanidade) que vive com menos de dois dólares diários. As consequências são perversas.
Basta citar um fato: contam-se entre 350-500 milhões de casos de malária com um milhão de vítimas anuais, evitáveis.

Essa antirrealidade foi por muito tempo mantida invisível para ocultar o fracasso do modelo econômico capitalista feito
para criar riqueza para poucos e não bem-estar para a humanidade.

A segunda injustiça, a ecológica, está ligada à primeira. A devastação da natureza e o atual aquecimento global afetam
todos os países, não respeitando os limites nacionais nem os níveis de riqueza ou de pobreza. Logicamente, os ricos têm
mais condições de adaptar-se e mitigar os efeitos danosos das mudanças climáticas. Face aos eventos extremos, possuem
refrigeradores ou aquecedores e podem criar defesas contra inundações que assolam regiões inteiras. Mas os pobres não
têm como se defender. Sofrem os danos de um problema que não criaram. Fred Pierce, autor de "O terremoto
populacional" escreveu no New Scientist de novembro de 2009: "os 500 milhões dos mais ricos (7% da população mundial)
respondem por 50% das emissões de gases produtores de aquecimento, enquanto 50% dos países mais pobres (3,4 bilhões
da população) são responsáveis por apenas 7% das emissões". Esta injustiça ecológica di cilmente pode ser tornada
invisível como a outra, porque os sinais estão em todas as partes, nem pode ser resolvida só pelos ricos, pois ela é global e
atinge também a eles. A solução deve nascer da colaboração de todos, de forma diferenciada: os ricos, por serem mais
responsáveis no passado e no presente, devem contribuir muito mais com investimentos e com a transferência de
tecnologias e os pobres têm o direito a um desenvolvimento ecologicamente sustentável, que os tire da miséria.

Seguramente, não podemos negligenciar soluções técnicas. Mas sozinhas são insu cientes, pois a solução global remete a
uma questão prévia: ao paradigma de sociedade que se re ete na di culdade de mudar estilos de vida e hábitos de
consumo. Precisamos da solidariedade universal, da responsabilidade coletiva e do cuidado por tudo o que vive e existe
(não somos os únicos a viver neste planeta nem a usar a biosfera). É fundamental a consciência da interdependência entre
todos e da unidade Terra e humanidade. Pode-se pedir às gerações atuais que se rejam por tais valores se nunca antes
foram vividos globalmente? Como operar essa mudança que deve ser urgente e rápida?

Talvez somente após uma grande catástrofe que a igiria milhões e milhões de pessoas, poder-se-ia contar com esta radical
mudança, até por instinto de sobrevivência. A metáfora que me ocorre é esta: nosso pais é invadido e ameaçado de
destruição por alguma força externa. Diante desta iminência, todos se uniriam, para além das diferenças. Como numa
economia de guerra, todos se mostrariam cooperativos e solidários, aceitariam renúncias e sacrifícios a m de salvar a
pátria e a vida. Hoje a pátria é a vida e a Terra ameaçadas. Temos que fazer tudo para salvá-las.

Fonte: BOFF, Leonardo. Correio Popular, 2013. 

"Pode-se pedir ÀS GERAÇÕES atuais que se rejam por tais valores".


Assinale a opção que apresenta a explicação correta para o uso do acento indicador de crase na expressão destacada:

A A locução adverbial é feminina


B O termo regente é transitivo direto

C A locução feminina está no plural


D O termo regente pede complemento nominal

E O termo regente é transitivo indireto

258 Q914260 Português > Crase


Ano: 2017 Banca: CCV-UFC Órgão: UFC Prova: CCV-UFC - 2017 - UFC - Técnico em Contabilidade

Assinale a alternativa em que a crase está empregada corretamente como em “Já em relação às patologias siológicas...”
(linha 12).

A Os menos sábios costumam ser indiferentes à situação em redor.

B As pessoas mais inteligentes são propensas à tolerar o sofrimento.


C Os membros do American Mensa caram face à face com a verdade.

D A pesquisa comparou os índices relativos à doenças psicológicas e físicas.


E O estudo referiu-se à quem possui QI muito elevado, ou seja, acima de 130.

259 Q914070 Português > Crase


Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: PC-SP Prova: VUNESP - 2018 - PC-SP - Auxiliar de Papiloscopista Policial

Leia o texto para responder a questão.

Automação vai mudar a carreira de 16 milhões de brasileiros até 2030

    A elite política e econômica global está preocupada com o futuro do trabalho.
        Além das já conhecidas ameaças geopolíticas e ambientais, as transformações do mercado de trabalho também
ganharam lugar de destaque. Só no Brasil, 15,7 milhões de trabalhadores serão afetados pela automação até 2030,
segundo estimativa da consultoria McKinsey.
        No mundo, no período entre 2015 e 2020, o Fórum Econômico Mundial prevê a perda de 7,1 milhões de empregos,
principalmente aqueles relacionados a funções administrativas e industriais.
    A avaliação de especialistas da área é que o mercado de trabalho passa por uma grande reestruturação, semelhante à
revolução industrial. A diferença é que agora tudo acontece muito mais rápido: desde 2010, o número de robôs industriais
cresce a uma taxa de 9% ao ano, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
    A mudança é positiva na medida em que libera pro ssionais de tarefas monótonas, que, por sua vez, podem ser feitas
com maior rapidez e e ciência quando automatizadas.
        “A boa notícia é que ca claro que os trabalhos para humanos terão que envolver qualidades humanas, como
criatividade”, a rma José Manuel Salazar-Xirinachs, diretor regional da OIT para a América Latina e Caribe. “Isso soa muito
legal, mas a questão é: quantos trabalhos para pessoas criativas serão gerados?”, questiona.
    Nesse cenário de grande extinção de trabalhos que exigem pouca quali cação e de criação de um número menor dos
que exigem muita, a tendência é de aumento da desigualdade, alerta a OIT.
    O m de funções hoje exercidas pela população de baixa e média renda vai gerar desemprego e pressionar para baixo o
salário das que restarem, diante da massa de pessoas buscando trabalho.
        “Há uma forte preocupação com os trabalhadores de menor quali cação, em termos do impacto da tecnologia. Essas
pessoas não são realmente alfabetizadas digitais, e não terão oportunidade para aprender habilidades especí cas. Eles
serão deixados para trás e terão uma empregabilidade muito pequena”, diz Salazar-Xirinachs.
(Fernanda Perrin. Folha de S.Paulo. http://www1.folha.uol.com. br/mercado/2018/01/1951904-16-milhoes-de-brasileiros-
sofrerao -com-automacao-na-proxima-decada.shtml. 21.01.2018. Adaptado)

Assinale a alternativa em que o acento indicativo da crase está corretamente empregado, conforme a norma-padrão da
língua.

A A nova realidade obriga-nos à buscar meios de nos adaptarmos ao mercado.

B A quali cação é imprescindível à todos os que pretendem lançar-se no mercado.


C A automatização acentua a tendência à uma queda na oferta de vagas de emprego.

D A automatização tem sido uma ameaça constante à oferta de vagas de emprego.


E As novas exigências são extensivas à qualquer pro ssional em busca de trabalho.

260 Q913417 Português > Crase


Ano: 2018 Banca: FUMARC Órgão: Câmara de Pará de Minas - MG Prova: FUMARC - 2018 - Câmara de Pará de Minas - MG - Agente

Legislativo

Leia o trecho abaixo, completando as lacunas corretamente:

‘Criptogra a limita'

Questionado pelo TechTudo, o WhatsApp disse que trabalha de forma diligente para reduzir o número de mensagens de
spam no aplicativo. Porém, é possível que as equipes não tenham acesso ao conteúdo da mensagem em razão da
criptogra a de ponta ___ ponta aplicada ao mensageiro e adotada em abril de 2016. "Nossas ações cam de certa maneira
limitadas", informou ___ equipe de segurança do WhatsApp ___ redação. Um conteúdo similar ao da nota enviada é
encontrado na página "Fique seguro no WhatsApp". Saiba como agir ao receber correntes, links maliciosos e falsas
promessas de cupons que podem ser golpes.

Disponível em: https://www.techtudo.com.br/dicas-e-tutoriais/2017/09/ golpes-de-whatsapp-o-guia-de nitivo-para-nao-cair-


em-ciladas.ghtml. Acesso em 15 fev. 2018.

A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é:

A a-à-à

B à-a-à
C a-a-à

D à-à-à

Respostas

241: C 242: C 243: E 244: A 245: B 246: D 247: D 248: C 249: D 250: A 251: D

252: A 253: D 254: A 255: A 256: A 257: E 258: A 259: D 260: C

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