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281 Q903193 Português > Crase


Ano: 2017 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Criciúma - SC Prova: FEPESE - 2017 - Prefeitura de Criciúma - SC - Fiscal de Rendas e

Tributos

Quanto ao emprego correto do sinal indicativo de crase, identi que abaixo com ( C ) as orações corretas e com ( E ), as
erradas, todas elas extraídas e/ou adaptadas do livro “A Queda”, de Diogo Mainardi (Rio de Janeiro: Record, 4. ed., 2012).

( ) Eu ia colado às suas costas, pronto para segurá-lo em caso de queda. (p. 113)

( ) Cheguei cedo à UTI do hospital de Pádua. (p. 36)

( ) De um momento para o outro, o futuro de Tito passou à prescindir de mim. (p. 130)

( ) Ele era “exatamente igual às outras pessoas – dois olhos, o nariz no meio, a boca embaixo”. (p. 100)

( ) Os moradores de nosso vilarejo alagado do Arkansas habituaram-se à Tito. (p. 137)

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

A C•C•E•C•E
B C•E•C•C•E
C C•E•C•E•E
D E•C•E•C•C
E E•C•E•E•C

282 Q902830 Português > Crase , Sintaxe , Regência


Ano: 2018 Banca: COPEVE-UFAL Órgão: UFAL Provas: COPEVE-UFAL - 2018 - UFAL - Técnico em Enfermagem ...

Quem sabe isso quer dizer amor Cheguei a tempo de te ver acordar Eu vim correndo à frente do sol Abri a porta e antes
de entrar Revi a vida inteira [...]
Falar da cor dos temporais Do céu azul, das ores de abril Pensar além do bem e do mal Lembrar de coisas que ninguém
viu O mundo lá sempre a rodar E em cima dele tudo vale Quem sabe isso quer dizer amor Estrada de fazer o sonho
acontecer [...] Disponível em: <https://www.letras.mus.br/milton-nascimento/70280/#mais-acessadas>. Acesso em: 08 abr.
2018.
Sobre os aspectos gramaticais utilizados na composição da canção, dadas as seguintes proposições, I. No primeiro verso:
“Cheguei a tempo de te ver acordar”, a colocação do pronome te poderia ser alterada sem prejuízos de sentido. II. Em “Eu
vim correndo à frente do sol”, justi ca-se o uso do sinal indicativo de crase por se tratar de uma locução adverbial formada
a partir de palavra feminina. III. No verso: “Lembrar de coisas que ninguém viu”, ao retirar a preposição de do termo regido,
o verbo lembrar (termo regente) passará a ser pronominal (Lembrar-se). veri ca-se que está(ão) correta(s)

A I, II e III.
B I e II, apenas.
C III, apenas.

D II, apenas.
E I, apenas.

283 Q902317 Português > Crase


Ano: 2018 Banca: FUMARC Órgão: COPASA Provas: FUMARC - 2018 - COPASA - Analista de Saneamento - Administrador ...

                                  Seja feliz, tome remédios

                                                                               Frei Betto 21/10/2017 - 06h00

      A felicidade é um produto engarrafado que se adquire no supermercado da esquina? É o que sugere o neoliberalismo,
criticado pelo clássico romance de Aldous Huxley, “Admirável Mundo Novo” (1932). A narrativa propõe construir uma
sociedade saudável através da ingestão de medicamentos.

      Aos deprimidos se distribui um narcótico intitulado “soma”, de modo a superarem seus sofrimentos e alcançar a
felicidade pelo controle de suas emoções. Assim, a sociedade não estaria ameaçada por gente como o atirador de Las
Vegas.
      Huxley declarou mais tarde que a realidade havia con rmado muito de sua cção. De fato, hoje a nossa subjetividade é
controlada por medicamentos. São ingeridos comprimidos para dormir, acordar, ir ao banheiro, abrir o apetite, estimular o
cérebro, fazer funcionar melhor as glândulas, reduzir o colesterol, emagrecer, adquirir vitalidade, obter energia etc. O que
explica encontrar uma farmácia em cada esquina e, quase sempre, repleta de consumidores. 

      O neoliberalismo rechaça a nossa condição de seres pensantes e cidadãos. Seu paradigma se resume na sociedade
consumista. A felicidade, adverte o sistema, consiste em comprar, comprar, comprar. Fora do mercado não há salvação. E
dentro dele feliz é quem sabe empreender com sucesso, manter-se perenemente jovem, brilhar aos olhos alheios. A receita
está prescrita nos livros de autoajuda que encabeçam a lista da biblioterapia. 

      Se você não corresponde ao gurino neoliberal é porque sofre de algum transtorno. As doenças estão em moda.
Respiramos a cultura da medicalização. Não nos perguntamos por que há tantas enfermidades e enfermos. Esta indagação
não convém à indústria farmacêutica nem ao sistema cujo objetivo primordial é a apropriação privada da riqueza.

      Estão em moda a síndrome de pânico e o transtorno bipolar. Já em 1985, Freud havia diagnosticado a síndrome de
pânico sob o nome de neurose de angústia. O transtorno bipolar era conhecido como psicose maníaco-depressiva. Muitas
pessoas sofrem, de fato, dessas enfermidades, e precisam ser tratadas e medicadas. Há pro ssionais que se sentem
afetados por elas devido à cultura excessivamente competitiva e à exigência de demonstrar altíssimos rendimentos no
trabalho segundo os atléticos parâmetros do mercado.

      Em relação às crianças se constata o aumento do Transtorno por Dé cit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Ora, é
preciso cuidado no diagnóstico. Hiperatividade e impulsividade são características da infância, às vezes rebaixadas à
categoria de transtorno neurobiológico, de desordem do cérebro. Submeta seu lho a um diagnóstico precoce.

      Quando um suposto diagnóstico cientí co arvora-se em quanti car nosso grau de tristeza e frustração, de
hiperatividade e alegria, é sinal de que não somos nós os doentes, e sim a sociedade que, submissa ao paradigma do
mercado, pretende reduzir todos nós a meros objetos mecânicos, cujos funcionamentos podem ser decompostos em suas
diferenças peças facilmente azeitadas por quilos de medicamentos. 

(Carlos Alberto Libânio Christo, ou Frei Betto, é um frade dominicano e escritor brasileiro. Disponível em
http://hojeemdia.com.br/opini%C3%A3o/colunas/frei-betto-1.334186/seja-feliztome-rem%C3%A9dios-1.568235. Acesso em
10/04/18).

Atente para os excertos:

I. “O neoliberalismo rechaça a nossa condição de seres pensantes e cidadãos.” [Substituir “rechaçar” por “remeter”].

II. “Já em 1985, Freud havia diagnosticado a síndrome de pânico sob o nome de neurose de angústia.” [Substituir
“diagnosticar” por “referir-se”].

III. “Submeta seu lho a um diagnóstico precoce.” [Substituir “um diagnóstico” por “uma avaliação”].

IV. “[...] não somos nós os doentes, e sim a sociedade que, submissa ao paradigma do mercado...” [Substitua “paradigma”
por “injunção”].

Efetuando as alterações indicadas, haverá crase obrigatória apenas em:

A I e IV.
B I, II e III.

C II e III.
D II e IV.

284 Q902177 Português > Crase


Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: ARSESP Prova: VUNESP - 2018 - ARSESP - Analista de Suporte à Regulação I

Assinale a alternativa em que o sinal indicativo de crase está empregado corretamente, conforme a norma-padrão.

A Atribui-se à timidez uma certa di culdade em fazer amizades.


B Muita gente relaciona timidez à uma certa atitude arrogante.

C Para os tímidos, pedir aumento assemelha-se à alguma tortura.


D Vincula-se erroneamente aos tímidos à falta de coragem.

E Normalmente, não se associa ousadia à pessoas tímidas.

285 Q902032 Português > Crase


Ano: 2018 Banca: FUMARC Órgão: CEMIG - MG Prova: FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Analista de Gestão Administrativa JR

Texto II
                                               Razões da pós-modernidade

        Carlos Alberto Sanches, professor, perito e consultor em Redação – [31/03/2014- 21h06]

    Foi nos anos 60 que surgiu o que se chama de “pós-modernidade”, na abalizada opinião de Frederic Jameson, como “uma
lógica cultural” do capitalismo tardio, lho bastardo do liberalismo dos séculos 18 e 19. O tema é controverso, pois está
associado a uma discussão sobre sua emergência funesta no pós-guerra. É que ocorre nesse período um profundo
desencanto no homem contemporâneo, especialmente no que toca à diluição e abalo de seus valores axiológicos, como
verdade, razão, legitimidade, universalidade, sujeito e progresso etc. Os sonhos se esvaneceram, juntamente com os
valores e alicerces da vida: a “estética”, a “ética” e a “ciência”, e as repercussões que isso provocou na produção cultural:
literatura, arte, loso a, arquitetura, economia, moral etc.

    Há, sem dúvida, uma crise cultural que desemboca, talvez, em uma crise de modernidade. Ou a constatação de que,
rompida a modernidade, destroçada por guerras devastadoras, produto da “gaia ciência” libertadora, leva a outra ruptura:
morreu a pós-modernidade e deixou órfã a cultura contemporânea?

    Seria o caso de se falar em posteridade na pós-modernidade? Max Weber, já no início do século 19, menciona a chegada
da modernidade trocada pela “racionalização intelectualista”, que produz o “desencanto do mundo”. Habermas o
reinterpreta, dizendo que a civilização se desagrega, especialmente no que toca aos conceitos da verdade, da coerência das
leis, da autenticidade do belo, ou seja, como questões de conhecimento...

    Jean Francois Lyotard, em seu livro A condição pós-moderna, de 1979, enfoca a legitimação do conhecimento na cultura
contemporânea. Para ele, “o pós-moderno enquanto condição de cultura, nesta era pós-industrial, é marcado pela
incredulidade face ao metadiscurso losó co – metafísico, com suas pretensões atemporais e universalizantes”. É como se
disséssemos, fazendo coro, mais tarde, com John Lennon, que “o sonho acabou” (ego trip). A razão, como ponto nevrálgico
da cultura moderna, não leva a nada, a não ser à certeza de que o racionalismo iluminista, que vai entronizar a ciência como
uma mola propulsora para a criação de uma sociedade justa, valorizadora do indivíduo, vai apenas produzir o desencanto,
via progresso e com as suas descobertas, cantadas em prosa e verso, que nos deixaram um legado brutal: as grandes
tragédias do século 20: guerras atrozes, a bomba atômica, crise ecológica, a corrida armamentista...

   A frustração é enorme, porque o iluminismo a rmara que somente as luzes da razão poderiam colocar o homem como
gerador de sua história. Mas tudo não passou de um sonho, um sonho de verão (parodiando Shakespeare). Habermas
coloca nessa época, o século 18, o gatilho que vai acionar essa desilusão da pós-modernidade. A ciência prometia dar
segurança ao homem e lhe deu mais desgraças. Entendamos aqui também a racionalidade (o primado da razão
cartesiana) como cúmplice dessa falcatrua da modernidade e, portanto, da atual pós-modernidade. 

   O mesmo lósofo fala em “desastre da modernidade”, um tipo de doença que produziu uma patologia social chamada de
“império da ciência”, despótico e tirânico, que “digere” as esferas estético-expressivas e as religiosas-morais. Harvey põe o
dedo na ferida ao dizer que o projeto do Iluminismo já era, na origem, uma “patranha”, na medida em que disparava um
discurso redentor para o homem com as luzes da razão, em troca da lenta e gradual perda de sua liberdade. 

   A partir dos anos 50 e, ocorrido agora o de nitivo desencanto com a ciência e suas tragédias (algumas delas), pode-se
falar em um processo de sua desaceleração. O nosso futuro virou uma incerteza. A razão, além de não nos responder às
grandes questões que prometeu responder, engendra novas e terríveis perguntas, que chegam até hoje, vagando sobre a
incerteza de nossos precários destinos. Eu falaria, metaforicamente, do homem moderno acorrentado (o Prometeu) ao
consumo desenfreado de coisas (res) para compensar suas frustrações e angústias. A vida se tornou absurda e difícil de ser
vivida, face a esse “mal-estar” do homem ocidental. Daí surgem as grandes doenças psicossociais de hoje: a frustração, o
relativismo e o niilismo, cujas sementes já estavam no bojo do Iluminismo, a face sinistra de sua moeda. Não há mais
nenhuma certeza, porque a razão não foi capaz de dar ao homem alguns dos mais gratos dos bens: sua segurança e bem-
estar. Não há mais certezas, apenas a percepção de que é preciso repensar criticamente a ciência, que nunca nos ofereceu
um caminho para a felicidade, o que provoca um forte movimento de busca de liberdade. O mundo está sem ordem e
valores, como disse Dostoievski: “Se Deus não existe, tudo é permitido”.

   A incerteza do mundo moderno e a impossibilidade de organizar nossas vidas levam Giddens a dizer que “não há nada de
misterioso no surgimento dos fundamentalismos, a radicalização para as angústias do homem”. Restou-nos o refúgio nos
grandes espetáculos, como os do Coliseu antigo: o pão e o circo, para preencher o vazio da vida.  

  Na sua esteira de satanização social, o capitalismo engendra, então, a sociedade de consumo, para levar o cidadão ao ópio
do consumo (esquecer-se das desilusões) nas “estações orbitais” dos shoppings, ou templos das compras, onde os bens nos
consomem e a produção, sempre crescente, implica a criação em massa (ou em série) de novos consumidores. Temos uma
parafernália de bens, mas são em sua maioria coisas inúteis, que a razão / ciência nos deu; mas, em troca, sofremos dos
males do século, entre eles a elisão de nossa individualidade. Foi uma troca desvantajosa. É o que Campbell chama do
sonho que gera o “signo-mercadoria”, que nos remete ao antigo sonho do Romantismo, da realização dos ideais.

   Trocamos o orgasmo reprodutor instintivo pelo prazer lúdico-frenético de consumir, sem saber que somos consumidos.
Gememos de prazer ao comprar, mas choramos de dor face à nossa solidão, cercados pela panaceia da ciência e da razão,
que nos entope de placebos, mas não de remédios para a cura dos males dessa longínqua luz racional, que se acende lá no
Iluminismo e que vem, sob outras formas, até hoje. A televisão nos anestesia com a estética da imagem. Para Baudrillard,
ela é o nosso mundo, como o mundo saído da tela do grande lme O Vidiota (o alienado no mundo virtual da tevê), cujo
magistral intérprete foi Peter Sellers.

   Enquanto nos deleitamos com essa vida esquizofrênica e lúdica, deixamos no caixa do capitalismo tardio (iluminista /
racional) o nosso mais precioso bem: a individualidade. Só nos sobrou a estética, segundo Jameson, ou a “colonização pela
estética” que afeta diferentes aspectos da cultura, como a estética, a ética, a teórica, além da moral política.
  A pós-modernidade talvez seja uma reação a esse quadro desolador. Bauman fala em pós-modernidade como a forma
atual da modernidade longínqua. Já Giddens fala em modernidade tardia ou “modernidade radicalizada”: a cultura atual.
Por certo que a atual discussão sobre o pós-moderno implica um processo de revisão e questionamento desse estado de
coisas, em que o homem não passa de um res nulius, como as matronas romanas.  A cultura moderna, ou pós-modernista,
não tem uma razão para produzir sua autocrítica, mas muitas razões, devido à sua prolongada irracionalidade do “modo de
vida global”, segundo Jameson. O que se pode dizer é que não há uma razão, mas muitas razões para reordenar
criticamente os descaminhos da pós-modernidade, sem esquecermos que a irracionalidade continua nos rondando.

http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/razoes-da-pos-modernidade8bs4bc7sv5e06z8trfk0pv80e. Acesso em
21/01/18. 

Crase signi ca fusão de dois fonemas “a”, em circunstância marcada por uma exigência verbal ou nominal; é, portanto,
fenômeno tanto fonológico quanto morfossintático. Sabe-se que há situações de crase obrigatória, outras em que o acento
grave é considerado facultativo e, nalmente, casos em que sua presença é proibida.

Atente para as asserções sobre excertos do texto. A seguir, assinale a opção que traz a a rmativa CORRETA:

“A vida se tornou absurda e difícil de ser vivida, face a esse “mal-estar” do homem ocidental.”
A ➔ Crase proibida. Haveria, porém, crase em: A vida se tornou absurda e difícil de ser vivida, face à face com esse “mal-
estar” do homem ocidental.
“A pós-modernidade talvez seja uma reação a esse quadro desolador.”
B ➔ Crase proibida. Haveria, porém, crase diante da forma feminina: A pós-modernidade talvez seja uma reação à essa
grave situação.

“A razão, além de não nos responder às grandes questões que prometeu responder, engendra novas e terríveis
perguntas, que chegam até hoje, vagando sobre a incerteza de nossos precários destinos.”
C
➔ Crase proibida. Haveria, porém, crase obrigatória, se alterássemos a preposição para “... que chegam até hoje,
vagando até à incerteza”.
" A cultura moderna, ou pós-modernista, não tem uma razão para produzir sua autocrítica, mas muitas razões, devido
à sua prolongada irracionalidade do “modo de vida global” segundo Jameson”.
D
➔ Crase facultativa. O autor poderia ter optado por não colocar crase antes do pronome possessivo: “... muitas
razões, devido a sua prolongada irracionalidade”.

286 Q900741 Português > Crase , Morfologia - Pronomes , Pronomes relativos


Ano: 2018 Banca: UTFPR Órgão: UTFPR Prova: UTFPR - 2018 - UTFPR - Técnico de Laboratório - Eletrotécnica

"Em reunião realizada no dia 20 de fevereiro de 2018, onde discutiu-se alternativas de alteração do Regimento Interno do
Condomínio, referente à obrigatoriedade de carregar os animais de estimação no colo, chegou-se à um consenso quanto à
proposta que será oportunamente apresentada à Assembleia". O trecho apresenta uma série de inadequações quanto à
norma padrão. Ao reescrevê-lo, corrigindo-o, assinale a alternativa correta.

Em reunião realizada no dia 20 de fevereiro de 2018, quando discutiu-se alternativas de alteração do Regimento
A Interno do Condomínio, alusivo à obrigatoriedade de carregar os animais de estimação no colo, chegou-se à um
consenso quanto à proposta que é oportunamente apresentada à Assembleia.
Em reunião realizada no dia 20 de fevereiro de 2018, na qual discutiu-se alternativas de alteração do Regimento
B Interno do Condomínio, consoante a obrigatoriedade de carregar os animais de estimação no colo, chegou-se à um
consenso, quanto a proposta que seria oportunamente apresentada a Assembleia.

Em reunião realizada no dia 20 de fevereiro de 2018, onde se discutiram alternativas, de alteração do Regimento
C Interno do Condomínio, relativas à obrigatoriedade de carregar os animais de estimação no colo, chegou-se à um
consenso quanto a proposta, que será oportunamente apresentada a Assembleia.
Em reunião realizada no dia 20 de fevereiro de 2018, em que se discutiram alternativas de alteração do Regimento
D Interno do Condomínio no que concerne à obrigatoriedade de carregar os animais de estimação no colo, chegou-se a
um consenso quanto à proposta que será oportunamente apresentada à Assembleia.

Em reunião realizada no dia 20 de fevereiro de 2018 quando discutiram-se alternativas de alteração do Regimento
E Interno do Condomínio referentes a obrigatoriedade de carregar os animais de estimação no colo chegou-se a um
consenso quanto a proposta que seria oportunamente apresentada a Assembleia.

287 Q899362 Português > Crase , Problemas da língua culta , Há-a


Ano: 2016 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2016 - UFRGS - Administrador
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas das linhas 07, 13, 15 e 22.

A À - à - há - à.

B A - a - a - a.
C À - a - a - à.

D A - à - há - a.
E À - a - a - a.

288 Q899151 Português > Crase


Ano: 2018 Banca: CESGRANRIO Órgão: LIQUIGÁS Provas: CESGRANRIO - 2018 - LIQUIGÁS - Pro ssional Júnior - Administração ...

Sendo a crase a fusão de vogais idênticas marcadas na escrita pelo acento grave, a frase em que a palavra em destaque
deve ser acentuada, de acordo com a norma-padrão, é:

A A história de um autor nunca é igual a de outro autor.


B Nos romances, o príncipe geralmente chega a cavalo.

C Os amantes da literatura bebem os romances gota a gota.


D As fantasias da literatura pertencerão a quem as encontrar.
E Aquele poema nos leva a uma região distante na imaginação.

289 Q899085 Português > Crase


Ano: 2018 Banca: CESGRANRIO Órgão: LIQUIGÁS Provas: CESGRANRIO - 2018 - LIQUIGÁS - Assistente Administrativo ...

O emprego do acento indicativo de crase está de acordo com a norma-padrão em:

A O escritor de novelas não escolhe seus personagens à esmo.


B A audiência de uma novela se constrói no dia à dia.

C Uma boa história pode ser escrita imediatamente ou à prazo.


D Devido à interferências do público, pode haver mudanças na trama

E O novelista cou aliviado quando entregou a sinopse à emissora.

290 Q898962 Português > Crase


Ano: 2017 Banca: Nosso Rumo Órgão: MGS Provas: Nosso Rumo - 2017 - MGS - Auxiliar Administrativo ...

Em relação ao uso da crase, conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa, leia o trecho abaixo e, em seguida, assinale a
alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas.
“Que me conste, ainda ninguém relatou o seu próprio delírio; faço-o eu, e a ciência mo agradecerá. Se o leitor não é
dado_contemplação destes fenômenos mentais, pode saltar o capítulo; vá direto__narração. Mas, por menos curioso que
seja, sempre lhe digo que é interessante saber o que se passou na minha cabeça durante uns vinte__trinta minutos.’’ ASSIS,
Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas.

A à/ à/ a
B a/ a/ a

C à/ à/ à

D a/ a/ à

291 Q898457 Português > Crase


Ano: 2018 Banca: INAZ do Pará Órgão: CRF-PE Provas: INAZ do Pará - 2018 - CRF-PE - Advogado ...

TEXTO PARA A QUESTÃO


Crime no mundo virtual
    Alastram-se, mundo afora, os temores pela crescente agressão que usuários das redes sociais vêm praticando contra as
pessoas, na maioria das vezes pela via do anonimato ou acobertados na improcedência das fontes autoras. Os Estados
Unidos surgem como principal vítima desse mal, tendo a segui-los vários países europeus. No Brasil, há casos que primam
pelo grotesco, quando não pecam ainda mais na covardia das fotomontagens; sem faltar o horror imposto a novos casais
com a divulgação de fotos de relações passadas.
    Seja em que lugar for, observa-se que as mulheres guram no centro preferencial dessa violência; em especial, as que
gozam de maior publicidade, nas artes e nos esportes, surpreendidas com a publicação de cenas de sua intimidade
postadas na internet. Protestam, processam os autores, quando ocorre identi cá-los, mas sem poderem eliminar o mal que
as atingiu, porque, quando a Justiça, se provocada, age, mandando corrigir a ofensa, a honra da vítima permanece
arranhada.
    Em meio a essa crescente preocupação, lia-se, no m de semana, carta aberta de Tim Berners Lee, nos 29 anos de sua
invenção, a WEB, na qual apela às empresas provedoras das redes sociais para que apressem a regulamentação desses
serviços, de forma que a internet não acabe se transformando em arma descontrolada e sem compromissos no mundo
virtual, com as ciladas construídas nos sites e aplicativos. Cabe levar em consideração, pois Lee é autoridade na matéria.
    Estamos diante de um desa o, de forma alguma novidade. Um olhar sobre as conquistas da inteligência humana mostra,
com exemplos múltiplos, que as grandes criações, não obstante seus méritos, não deixam de produzir eventuais defeitos
contrários, nem sempre removíveis. Santos Dumont não suportou ver sua invenção prestar-se aos bombardeios e, antes, o
advento do automóvel empurraria para a falência milhares de fábricas de diligências e carroças. Nem escaparam poderosos
medicamentos, que trouxeram consigo inconveniências colaterais. Cabe hoje, como sempre se deu, corrigir o que
compromete a boa essência das coisas. Tal como agora se queixa dos excessos que pessoas mal formadas, criminosas,
aproveitam-se do mundo virtual e suas maravilhas para denegrir e prejudicar.
        Os prejuízos materiais causados pelo uso deformado dos equipamentos não se comparam aos danos provocados ao
consagrado direito da privacidade alheia. É preciso rigor no combate a essa distorção, sem que para tanto tenhamos de
partir em busca de novos dispositivos legais. Bastaria, a bem dizer, recorrer à proteção do artigo 5º, inciso 10, da
Constituição Federal, que cuida da privacidade como direito básico da pessoa. Depois disso, é com a polícia e seus órgãos
especializados.
        As pessoas sofrem enormemente quando se veem agredidas em sua vida privada, aberta a manipulações criminosas.
Esses bandidos das madrugadas em salas trancadas não podem ter à mão e à mente doentia os avanços da tecnologia. Eles
são a grave exceção, que já preocupava um especialista, o italiano Gianbatista Vico, em seu ensaio “Scienza Nuova”.
Temeroso de que, por obra e desgraça dos criminosos, a tecnologia acabasse levando a civilização de volta à barbárie. Ela
não pode aceitar desvios em seus objetivos, mas ser utilizada racionalmente em nome da humanidade. (Jornal do Brasil)
Disponível em: http://www.jb.com.br/editorial/noticias/2018/03/20/crime-no-mundo-virtual/

A utilização do sinal indicativo de crase em “Esses bandidos das madrugadas em salas trancadas não podem ter à mão e à
mente doentia os avanços da tecnologia” ocorreu por conta:

Da união da preposição requerida pelo termo subordinante com os pronomes demonstrativos que antecedem os
A
termos dependentes.

B Da demarcação elíptica de advérbio de modo contido no termo subordinante, antes de dois termos femininos.
C Da exigência de preposição que deve anteceder enunciado que possui palavras da mesma classe gramatical.

Da junção da preposição obrigatória do termo subordinante com os artigos femininos exigidos pelos termos
D
dependentes.
E Da existência de uma preposição antecedendo os artigos de dois substantivos femininos utilizados em sentido geral.

292 Q898217 Português > Crase , Sintaxe , Regência


Ano: 2018 Banca: Quadrix Órgão: CRM-DF Prova: Quadrix - 2018 - CRM-DF - Assistente Administrativo

Em relação à tipologia do texto e às ideias nele expressas, julgue o item .

Na linha 32, o emprego do acento indicativo de crase em “à saúde” justi ca-se pela regência da forma verbal “traz” e pela
determinação do substantivo “saúde” por artigo de nido feminino.

Certo
Errado

293 Q897399 Português > Crase


Ano: 2016 Banca: Prefeitura de Fortaleza - CE Órgão: Prefeitura de Fortaleza - CE Prova: Prefeitura de Fortaleza - CE - 2016 -

Prefeitura de Fortaleza - CE - Educador Social

Discurso de Deus a Eva

FERNANDES, Millôr. In http://www.releituras.com/millor_discurso.asp (acesso em 25/01/2016). 

Quanto ao emprego do acento indicativo de crase e ao título do texto, “Discurso de Deus a Eva”, qual é a a rmativa falsa?

A No título, existe incorreção no uso da crase, pois ela é obrigatória.


B Poder-se-ia colocar crase no vocábulo que antecede o substantivo “Eva”.

C Se houvesse um a craseado antes de “Eva”, o sentido desse título não mudaria.


D A crase nesse título é facultativa, por se tratar de antropônimo (nome de pessoa) feminino.

294 Q897272 Português > Crase


Ano: 2018 Banca: FUNDATEC Órgão: PC-RS Prova: FUNDATEC - 2018 - PC-RS - Delegado de Polícia - Bloco I

Instrução: a questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.
O meio ambiente e a sustentabilidade
(Fonte: http://www.ecologiaurbana.com.br/conscientizacao/meio-ambiente-sustentabilidade/ Adaptação)

Levando em conta a necessidade do uso da crase, avalie as a rmações que seguem:

I. Nas lacunas tracejadas das linhas 02 e 03, o uso de à é obrigatório.

II. Nas lacunas tracejadas das linhas 09 e 38, o uso de à é utilizado considerando-se que atende às duas condições
su cientes e necessárias – a regência do verbo visar e o fato de que os termos pospostos às lacunas permitirem o uso do
artigo feminino – para o uso da crase.

III. Na linha 18, o uso da crase na lacuna tracejada é obrigatório em virtude da regência do verbo reduzir (l. 18).

Quais estão corretas?

A Apenas I.
B Apenas II.
C Apenas I e II.

D Apenas II e III.
E I, II e III.

295 Q897226 Português > Crase


Ano: 2018 Banca: FCC Órgão: SABESP Provas: FCC - 2018 - SABESP - Técnico de Segurança do Trabalho 01 ...

Atenção: Considere o texto abaixo para responder a questão.

      O lósofo sempre foi considerado um personagem bizarro, estranho, capaz de cair num poço quando se embrenha em
suas re exões − é o que contam a respeito de Tales (cerca de 625-547 a.C.). O primeiro lósofo, segundo a tradição grega,
combina enorme senso prático para os negócios com uma capacidade de abstração que o retira do mundo. Por isso é visto
como indivíduo dotado de um saber especial, admirado porque manipula ideias abstratas, importantes e divinas. No fundo
não está pre gurando as oposições que desenharão o per l do homem do Ocidente? O divino Platão e o portentoso
Aristóteles zeram desse estranhamento o autêntico espanto diante das coisas, o empuxo para a re exão losó ca.

      Nos dias de hoje essa imagem está em plena decadência; o lósofo se apresenta como um pro ssional competindo com
tantos outros. Ninguém se importa com as promessas já inscritas no nome de sua pro ssão: a prometida amizade pelo
saber somente se cumpre se a investigação for levada até seu limite, cair no abismo onde se perdem suas raízes. A palavra
grega loso a signi ca “amigo da sabedoria”, por conseguinte recusa da adesão a um saber já feito e compromisso com a
busca do correto.

      Em contrapartida, o lósofo contemporâneo participa do mercado de trabalho. Torna-se mais seguro conforme
aumenta a venda de seus livros, embora aparente desprezar os campeões de venda. Às vezes participa do jogo da mídia.
Graças a esse comércio transforma seu saber em capital, e as novidades que encontra na leitura de textos, em moeda de
troca. Ao tratar as ideias losó cas como se fossem meras opiniões, isoladas de seus pressupostos ligados ao mundo, pode
ser seduzido pela rigidez de ideias sem molejo, convertendo-se assim num militante doutrinário. Outras vezes, cai nas
frivolidades da vida mundana. Não vejo na prática da loso a contemporânea nenhum estímulo para que o estudioso se
comprometa com uma prática moral e política mais consciente de si mesma, venha a ser mais tolerante às opiniões alheias.

      Num mundo em que as coisas e as pessoas são descartáveis, a loso a e o lósofo também se tornam dispensáveis,
sempre havendo uma doutrina ou um pro ssional capaz de enaltecer uma trama de interesses privados. A constante
exposição à mídia acaba levando o lósofo a dizer o que o grande público espera dele e, assim, também pode usufruir de
seus quinze minutos de celebridade. Diante do perigo de ser engolfado pela teia de condutas que inverte o sentido original
de suas práticas, o lósofo, principalmente o iniciante, se pretende ser amante de um saber autêntico, precisa não perder
de vista que assumiu o compromisso de afastar-se das ideias feitas − ressecadas pela falta da seiva da re exão − e de
descon ar das novidades espalhafatosas. Se aceita consagrar-se ao estudo das ideias, que re ita sobre o sentido de seu
comportamento.

(Adaptado de: GIANNOTTI, José Arthur. Lições de loso a primeira. São Paulo: Companhia das Letras, 2011, edição digital) 

A constante exposição à mídia acaba levando o lósofo... (último parágrafo)

No segmento acima, o sinal indicativo de crase deverá ser mantido caso se substitua “mídia” por

A imprensa.
B programas.

C meio de comunicação.
D debates.

E propagandas.

296 Q897074 Português > Crase


Ano: 2018 Banca: FCC Órgão: SABESP Provas: FCC - 2018 - SABESP - Técnico em Gestão 01 ...

Atenção: Considere o texto abaixo para responder a questão. 

1       A partir de que momento uma obra é, de fato, arte? Mona Suhrbier, etnóloga e especialista em questões ligadas à
Amazônia do Museu de Culturas do Mundo de Frankfurt, explica em entrevista por que trabalhos de mulheres indígenas
que vivem em zonas não urbanas têm di culdade de achar um lugar nos museus.

2    Qual tipo de arte pode ser classi cado como “arte indigena”? Devo mencionar, de início, que aqui no Museu das
Culturas do Mundo não usamos o termo “arte indígena”. O Museu coleciona desde 1975 arte não europeia. Em cada
exposição, indicamos o nome da região de que a arte em questão vem. Mas para responder a sua pergunta com uma
pequena provocação: arte indígena é sempre aquela que não é nacional. É o tipo de arte que os países não querem usar
para representá-los no exterior. É o “folclore”, o “artesanato”. Para este tipo de arte foi criado no século 21 um espaço
especial: o Museu do Folclore. Já me perguntei: por que é que se precisa desse museu? Por que aquilo que é exibido nele
não é considerado simplesmente arte?

3      E você encontrou uma resposta a essa pergunta? Quando uma produção deriva de formas de expressão rurais,
colocase a obra no Museu do Folclore, sobretudo se for feita por mulheres. Mas se a obra for de autoria de um artista
urbano, cujo currículo seja adequado, ou seja, se tiver estudado com “as pessoas certas”, aí sim ele pode iniciar o caminho
para que se torne um artista reconhecido. Na minha opinião, o problema está nesses critérios “ocidentais”. Muitas vezes o
próprio material já de ne: o mundo da arte aceita com prazer a cerâmica (“sim, poderia ser arte”), enquanto um cesto
trançado já é mais difícil.

4    Até que ponto especialistas em arte, socializados em culturas ocidentais, re etem a respeito do fato de que
talvez não possam julgar tradições artísticas que não conhecem? Acredito que as pessoas, inclusive os especialistas em
arte, tendem a julgar como bom aquilo que já conhecem. As pessoas, em sua maioria, não pensam que cresceram em um
mundo visual especí co. Esse mundo serve como uma espécie de norma. É mais uma questão sensorial que intelectual.
Acho que, entre nós, há muito pouco autoquestionamento no que concerne ao que nos marcou esteticamente.

(Adaptado de: REKER, Judith. “Arte não europeia: ‘não queremos ser como vocês’”. Disponível em: https://www.goethe.de)

Quanto à ocorrência de crase, é correto a rmar:

Em o mundo da arte aceita com prazer a cerâmica (3° parágrafo), pode ser acrescentado o sinal indicativo de crase ao
A
termo sublinhado, uma vez que a regência do verbo “aceitar” o permite.
Em o mundo da arte aceita com prazer a cerâmica (3° parágrafo), caso o verbo em destaque seja substituído por
B
“prefere”, o termo sublinhado deverá ser também substituído por “à”.
Em especialista em questões ligadas à Amazônia (1° parágrafo), o sinal de crase pode ser suprimido, uma vez que se
C
trata de uso opcional da preposição “a”.

Em o nome da região de que a arte em questão vem (2° parágrafo), caso se substitua o verbo em destaque por
D
“advém”, o termo sublinhado terá de ser substituído por “à”.
Em E você encontrou uma resposta a essa pergunta? (3° parágrafo), pode-se substituir o segmento sublinhado por “à”,
E
do mesmo modo que em para responder a sua pergunta (2° parágrafo).

297 Q896186 Português > Pontuação , Uso da Vírgula , Uso das aspas Crase
Ano: 2018 Banca: FUMARC Órgão: SEE-MG Prova: FUMARC - 2018 - SEE-MG - Especialista em Educação Básica

Texto I

                                 Direito à fantasia

                                                                    Frei Betto 05/08/2017 - 06h00

      A fantasia é a matéria-prima da realidade. Tudo que é real, do computador ao jornal no qual você lê este texto, nasceu
da fantasia de quem criou o artigo, concebeu o computador e editou a publicação.

      A cadeira na qual me sento teve seu desenho concebido previamente na mente de quem a criou. Daí a força da cção.
Ela molda a realidade.

      A infância é, por excelência, a idade da fantasia. A puberdade, o choque de realidade. Privar uma criança de sonhos é
forçá-la a, precocemente, antecipar seu ingresso na idade adulta. E esse débito exige compensação. O risco é ele ser pago
com as drogas, a via química ao universo onírico.

      As novas tecnologias tendem a coibir a fantasia em crianças que preferem a companhia do celular à dos amigos. O
celular isola; a amizade entrosa. O celular estabelece uma relação monológica com o real; a amizade, dialógica. O risco é a
tecnologia, tão rica em atrativos, "roubar" da criança o direito de sonhar.

      Agora, sonham por ela o lme, o desenho animado, os joguinhos, as imagens. A criança se torna mera espectadora da
fantasia que lhe é oferecida nas redes sociais, sem que ela crie ou interaja.

      Na infância, eu escutava histórias contadas por meus pais, de dona Baratinha à Branca de Neve e os sete anões. Eu
interferia nos enredos, com liberdade para recriá-los. Isso fez de mim, por toda a vida, um contador de histórias, reais e
ctícias.

      Hoje, a indústria do entretenimento sonha pelas crianças. Não para diverti-las ou ativar nelas o potencial onírico, e sim
para transformá-las em consumistas precoces. Porque toda a programação está ancorada na publicidade voltada ao
segmento mais vulnerável do público consumidor.

      Embora a criança não disponha de dinheiro, ela tem o poder de seduzir os adultos que compram para agradá-la ou se
livrar de tanta insistência. E ela não tem idade para discernir ou valorar os produtos, nem distinguir entre o necessário e o
supér uo.

      Fui criança logo após a Segunda Grande Guerra. O cinema e as revistas em quadrinhos, em geral originados nos EUA,
exaltavam os feitos bélicos, do faroeste aos combates aéreos. No quintal  de casa eu e meus amigos brincávamos de
bandido e mocinho. Nossos cavalos eram cabos de vassoura.

      Um dia, o Celsinho ganhou do pai um cavalinho de madeira apoiado em uma tábua com quatro rodinhas. Ficamos todos
fascinados diante daquela maravilha adquirida em uma loja de brinquedos.

      Durou pouco. Dois ou três dias depois voltamos aos nossos cabos de vassoura. Por quê? A resposta agora me parece
óbvia: o cabo de vassoura "dialogava" com a nossa imaginação. Assim como o trapo que o bebê não larga nem na hora de
dormir.

      O direito à fantasia deveria constar da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Disponível em: http://hojeemdia.com.br/opini%C3%A3o/colunas/frei-betto-1.334186/direito-%C3%A0-fantasia-1.550900.


Adaptado. Acesso em: 18 jan. 2018.

Atente para os dois excertos abaixo, sobre os quais se seguirão algumas assertivas referentes a escolhas morfossintáticas e
semânticas feitas pelo autor. Anteponha-lhes V (verdadeiro) ou F (falso):

I - As novas tecnologias tendem a coibir a fantasia em crianças que preferem a companhia do celular à dos amigos. O
celular isola; a amizade entrosa. O celular estabelece uma relação monológica com o real; a amizade, dialógica. O risco é a
tecnologia, tão rica em atrativos, "roubar" da criança o direito de sonhar.

II - A infância é, por excelência, a idade da fantasia. A puberdade, o choque de realidade. Privar uma criança de sonhos é
forçá-la a, precocemente, antecipar seu ingresso na idade adulta. E esse débito exige compensação. O risco é ele ser pago
com as drogas, a via química ao universo onírico.
( ) Em “O celular estabelece uma relação monológica com o real; a amizade, dialógica.”, o uso da vírgula indicando elipse é
crucial para a correta compreensão do enunciado. Da mesma forma, isso ocorre em “A puberdade, o choque de realidade.”

( ) Em ambos os fragmentos, veem-se situações em que se justi ca o emprego da vírgula para separar termo(s)
intercalado(s).

( ) No excerto II, temos o emprego da vírgula separando vocativo, que é termo discursivo de grande relevância para a
construção do enunciado.

( ) As aspas, presentes no fragmento I, têm por função chamar a atenção para um uso inadequado do item lexical, no caso o
verbo “roubar”.

( ) O uso da crase, no fragmento I, está adequado, pois permite identi car a elipse de um substantivo, evitando-lhe a
repetição. É uso equivalente ao que ocorre em “tutu à mineira”, “bife à milanesa”, entre outras expressões a ns, nas quais
se identi ca um substantivo elidido.

A sequência CORRETA, de cima para baixo é:

A F–V–F–V–F
B F–V–V–F–F

C V–F–V–V–F
D V–F–V–V–V

E V–V–F–F–V

298 Q895420 Português > Crase


Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Barretos - SP Prova: VUNESP - 2018 - Prefeitura de Barretos - SP - Agente de

Comunicação Social

Há muito tempo o conceito de reputação vem sendo transformado, passando, aos poucos, ________ adquirir uma nova
representação, até, nalmente, dar lugar ________ ideia de notoriedade, segundo ______ qual o importante é ser percebido,
_________ vezes a qualquer custo.

De acordo com a norma-padrão de uso do acento indicativo de crase, as lacunas do trecho escrito a partir do texto devem
ser preenchidas, correta e respectivamente, com:

A a … à … a … às
B à … à … a … as

C a … a … à … às
D a … à … à … as

E à … a … a … às

299 Q894865 Português > Interpretação de Textos , Redação - Reescritura de texto , Crase Sintaxe , Regência
Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: Câmara Municipal de São José dos Campos - SP Prova: VUNESP - 2018 - Câmara Municipal de São

José dos Campos - SP - Técnico Legislativo

      Nas minhas pesquisas, tenho constatado que muitas mulheres brasileiras reproduzem e fortalecem, consciente ou
inconscientemente, a lógica da dominação masculina. É verdade que o discurso hegemônico atual é o de libertação dos
papéis que aprisionam a maioria das mulheres. No entanto, os comportamentos femininos não são tão livres assim; muitos
valores mais tradicionais permanecem internalizados. Existe uma enorme distância entre o discurso libertário das
brasileiras e seu comportamento e valores conservadores.

      Não pretendo alimentar a ideia de que as mulheres são as piores inimigas das mulheres, mas provocar uma re exão
sobre os mecanismos que fazem com que a lógica da dominação masculina seja reproduzida também pelas mulheres.
Nessa lógica, como argumentou Pierre Bordieu, os homens devem ser sempre superiores: mais velhos, mais altos, mais
fortes, mais poderosos, mais ricos, mais escolarizados. Essa lógica constitui as mulheres como objetos, e tem como efeito
colocá-las em um permanente estado de insegurança e dependência. Delas se espera que sejam submissas, contidas,
discretas, apagadas, inferiores, invisíveis.

Em O Segundo Sexo, Simone de Beauvoir escreveu que não de niria as mulheres em termos de felicidade, e sim de
liberdade. Ela acreditava que, para muitas, seria mais confortável suportar uma escravidão cega do que trabalhar para se
libertar. A lósofa francesa a rmou que a liberdade é assustadora, e que, por isso, muitas mulheres preferem a prisão à sua
possível libertação. No entanto, ela acreditava que só existiria uma saída para as mulheres: recusar os limites que lhes são
impostos e procurar abrir para si e para todas as outras o caminho da libertação.

            (Miriam Goldenberg, O inferno são as outras. Veja, 07.03.2018)


Assinale a alternativa em que a passagem – Ela acreditava que, para muitas, seria mais confortável suportar uma escravidão
cega do que trabalhar para se libertar. – está reescrita de acordo com a norma-padrão de regência e de emprego do sinal
de crase.

Ela descon ava de que, para muitas, suportar uma escravidão cega valeria mais à pena do que optar por trabalho que
A
às levasse a libertação.

Ela descon ava em que, para muitas, suportar uma escravidão cega valeria mais à pena do que optar por trabalho
B
que as levasse a libertação.
Ela con ava de que, para muitas, suportar uma escravidão cega valeria mais a pena do que optar por trabalho que às
C
levasse à libertação.

Ela con ava em que, para muitas, suportar uma escravidão cega valeria mais a pena do que optar por trabalho que as
D
levasse à libertação.
Ela con ava em que, para muitas, suportar uma escravidão cega valeria mais à pena do que optar por trabalho que as
E
levasse a libertação.

300 Q894816 Português > Crase


Ano: 2017 Banca: FUMARC Órgão: COPASA Prova: FUMARC - 2017 - COPASA - Agente de Saneamento

                                           Não "temos de"

                                                                                                       Lia Luft

      Vivemos sob o império do "ter de". Portanto, vivemos num mundo de bastante mentira. Democracia? Meia mentira. Pois
a desigualdade é enorme, não temos os mesmos direitos, temos quase uma ditadura da ilusão dos que ainda acreditam.
Liberdade de escolha pro ssional? Temos de ter um trabalho bom, que dê prazer, que pague dignamente (a maioria quer
salário de chefe no primeiro dia), que permita grandes realizações e muitos sonhos concretizados? "Teríamos". No máximo,
temos de conseguir algo decente, que nos permita uma vida mais ou menos digna.

      Temos de ter uma vida sexual de novela? Não temos nem podemos. Primeiro, a maior parte é fantasia, pois a vida
cotidiana requer, com o tempo, muito mais carinho e cuidados do que paixão selvagem. Além disso, somos uma geração
altamente medicada, e atenção: muitos remédios botam a libido de castigo.

       Temos de ter diploma superior, depois mestrado, possivelmente doutorado e no Exterior? Não temos de... Pois muitas
vezes um bom técnico ganha mais, e trabalha com mais gosto, do que um doutor com méritos e louvações. Temos de nos
casar? Nem sempre: parece que o casamento à moda antiga, embora digam que está retornando, cumpre seu papel uma
vez, depois com bastante facilidade vivemos juntos, às vezes até bem felizes, sem mais do que um contrato de união estável
se temos juízo. E a questão de gênero está muito mais humanizada.

      Temos de ter lho: por favor, só tenham lhos os que de verdade querem lhos, crianças, adolescentes, jovens, adultos,
e mesmo adultos barbados, para amar, cuidar, estimular, prover e ajudar a crescer, e depois deixar voar sem abandonar
nem se lamentar. Mais mulheres começam a não querer ter lho – e não devem. Maternidade não pode mais ser obrigação
do tempo em que, sem pílula, as mulheres muitas vezes pariam a cada dois anos, regularmente, e aos cinquenta, velhas e
exaustas, tinham doze lhos. Bonito, sim. Sempre desejei muitos irmãos e um bando de lhos (consegui ter três), mas ter
um que seja requer uma disposição emocional, afetiva, que não é sempre inata. Então, protejam-se as mulheres e os lhos
não nascidos de uma relação que poderia ser mais complicada do que a maternidade já pode ser.

      Temos de ser chiques, e, como sempre escrevo, estar em todas as festas, restaurantes, resorts, teatros, exposições,
conhecer os vinhos, curtir a vida? Não temos, pois isso exige tempo, dinheiro, gosto e disposição. Teríamos de ler bons
livros, sim, observar o mundo, aprender com ele, ser boa gente também.

      Temos, sobretudo, de ser deixados em paz. Temos de ser amorosos, leais no amor e na amizade, honrados na vida e no
trabalho, e, por mais simples que ele seja, sentir orgulho dele. Basta imaginar o que seriam a rua, a cidade, o mundo, sem
garis, por exemplo. Sem técnicos em eletricidade, sem encanadores (também os chamam bombeiros), sem os próprios
bombeiros, policiais, agricultores, motoristas, caminhoneiros, domésticas, enfermeiras e o resto. Empresários incluídos,
pois, sem eles, cadê trabalho?

      Então, quem sabe a gente se protege um pouco dessa pressão do "temos de" e procura fazer da melhor forma possível
o que é possível. Antes de tudo, um lembrete: cada um do seu jeito, neste mundo complicado e vida-dura, temos de tentar
ser felizes. Isso não é inato: se tenta, se conquista, quando dá. Boa sorte!

Disponível em  http://zh.clicrbs.com.br/rs/opiniao/colunistas/lya-luft/noticia/2017/06/nao-temos-de-9807278.html Acesso


em 11 jul. 2017

É obrigatório o uso da crase em:

A Ficamos cara a cara com o goleiro do time rival.


B Fomos assistir a aula mais cedo.

C Fui a casa pegar os ingredientes do bolo.


D Os peregrinos foram a Israel.

Respostas

281: A 282: E 283: D 284: A 285: D 286: D 287: E 288: A 289: E 290: A 291: A

292: C 293: A 294: C 295: A 296: E 297: E 298: A 299: D 300: B

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