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CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988

MATERIAL COM QUESTÕES DE CONCURSO e ALGUMAS REFERÊNCIAS À SÚMULAS


E JULGADOS DOS TRIBUNAIS SUPERIORES

Última atualização legislativa: Emenda Constitucional nº 99/2017 (obs.: a EC 98/2017 não alterou em
nada o texto principal da Constituição, apenas a redação o art. 31 da EC 19/1998).

Última atualização Jurisprudencial: 01/01/19 – Inclusão dos seguintes julgados: Info 896 STF (art.
225, §1º, III); Info 897 STF (art. 71, II); Info 899 STF (art. 5º, XXXIII); Info 908 STF (art. 8º, IV). Info
914 STF (art. 24, §2º); Info 915 STF (art. 208, §3); Info 916 STF (art. 225, §1º, III, CF); Info 916 STF (art.
195, I, “c”); Info 917 STF (art. 30, I); Info 917 (art. 14, §1º); Info 920 (art. 22, XX); Info 858 e 920 STF
(art. 100); Info 921 (art. 14, §7º); Info 921 STF (art. 49, III); Info 921 STF (art. 37, VIII); Info 921 STF
(art. 60, caput); Info 922 (art. 207); Info 926 (art. 21, XIV e art. 24, V); Info 630 STJ (art. 134, §1º); Info
630 STJ (art. 8º, ADCT)

Última atualização questões de concurso: 18/01/19 (em especial, os temas “Direitos Individuais”;
“Direitos Políticos”; “Competência”; “Poder Judiciário”; “CNJ”; “Justiça Federal”; “Ordem
Econômica”; “Meio Ambiente”; “Disposições Constitucionais Gerais”).

Observações quanto à compreensão do material:


1) Cores utilizadas:
 EM VERDE: destaque aos títulos, capítulos, bem como outras informações relevantes, etc.
 EM ROXO: artigos que já foram cobrados em provas de concurso.
 EM AZUL: Parte importante do dispositivo (ex.: questão cobrou exatamente a informação,
especialmente quando a afirmação da questão dizia respeito à situação contrária ao que dispõe
na CF/88).
 EM AMARELO ou EM LARANJA: destaques importantes (ex.: critério pessoal)

2) Siglas utilizadas:
 MP (concursos do Ministério Público); M ou TJPR (concursos da Magistratura); BL (base
legal, etc).

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988

PREÂMBULO

Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia Nacional Constituinte para


instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a
liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos
de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida,
na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção
de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.

(MPMG-2017): O preâmbulo da CR/88 não pode, por si só, servir de parâmetro de controle da
constitucionalidade de uma norma.

(MPMG-2017): O preâmbulo traz em seu bojo os valores, os fundamentos filosóficos, ideológicos,


sociais e econômicos e, dessa forma, norteia a interpretação do texto constitucional.

(MPMA-2014): Em termos estritamente formais, o Preâmbulo constitui-se em uma espécie de


introdução ao texto constitucional, um resumo dos direitos que permearão a textualização a seguir,
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apresentando o processo que resultou na elaboração da Constituição e o núcleo de valores e princípios
de uma nação.

(MPMA-2014): O termo "assegurar" constante no Preâmbulo da CF/88 constitui-se no marco da


ruptura com o regime anterior e garante a instalação e asseguramento jurídico dos direitos listados em
seguida e até então não dotados de força normativa constitucional suficiente para serem respeitados,
sendo eles o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem estar, o
desenvolvimento, a igualdade e a justiça.

(MPMA-2014): Nos moldes jurídicos adotados pela CF/88, o preâmbulo se configura como um
elemento que serve de manifesto à continuidade de todo o ordenamento jurídico ao conectar os valores
do passado - a situação de início que motivou a colocação em marcha do processo legislativo - com o
futuro - a exposição dos fins a alcançar -, descrição da situação que se aspira a chegar.

(MPMA-2014): O voto emanado pelo então Min. Ayres Brito, à época presidente do STF, que
acompanhou o proferido pelo relator Min. Ricardo Lewandowski, considerou improcedente a ADPF
186, reafirmou a validade das chamadas ações afirmativas sustentando que as políticas públicas de
justiça compensatória, restaurativas, afirmativas ou reparadoras de desvantagens históricas são um
instituto jurídico constitucional, e enfatizou ainda a distinção entre cotas sociais e raciais como uma
construção dogmática feita a partir do Preâmbulo da Constituição da República que fala em assegurar
o bem estar e na promoção de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos.

(MPCE-2011-FCC): A invocação à proteção de Deus, constante do Preâmbulo da Constituição da


República vigente, não tem força normativa.

(MPGO-2010): Para o STF o preâmbulo constitucional situa-se no domínio da política e reflete a


posição ideológica do constituinte. Logo, não contém relevância jurídica, não tem força normativa,
sendo mero vetor interpretativo das normas constitucionais, não servindo como parâmetro para o
controle de constitucionalidade.

(TJMG-2007): Em razão das tendências atuais do Direito Administrativo brasileiro, muito se tem
discutido quanto à influência do teor do Preâmbulo da Constituição no controle dos atos da
Administração. Considerando o teor do Preâmbulo da Constituição, é CORRETO afirmar: o
Preâmbulo da Constituição de l988 influi no controle de legalidade do ato da Administração.

OBS: É certo que a jurisprudência do STF inclina-se à teoria da irrelevância jurídica do preâmbulo.
Porém, isso pode ser verificado em um acórdão em que entendeu que as normas do preâmbulo da CF
não são de reprodução obrigatória pelos Estados-membros em suas Constituições estaduais, por não
se tratarem de NORMAS CENTRAIS da Constituição. Eis o entendimento (ADI 2076/AC). No entanto,
em que pese o preâmbulo não se tratar de norma central da Constituição, ele não é totalmente
destituído de valor (caso contrário, nem precisaria existir). Ele serve de elemento de interpretação e
integração. Nas palavras de Alexandre de Moraes ("Direito Constitucional", 26º ed., pág. 20): "Apesar
de não fazer parte do texto constitucional propriamente dito e, consequentemente, não conter
normas constitucionais e valor jurídico autônomo, o preâmbulo não é juridicamente irrelevante,
uma vez que deve ser observado como elemento de interpretação e integração dos diversos artigos
que lhe seguem." Portanto, é correto afirmar que o preâmbulo pode influir no controle de legalidade
do ato administrativo.

(TJMG-2006): A jurisprudência do STF vem adotando, quanto ao valor jurídico do preâmbulo


constitucional, a teoria da irrelevância jurídica.

TÍTULO I
Dos Princípios Fundamentais

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Art. 1º A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, FORMADA pela UNIÃO INDISSOLÚVEL
dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, CONSTITUI-SE em ESTADO DEMOCRÁTICO DE
DIREITO e TEM como FUNDAMENTOS: [DICA MNEMÔNICA: “SO-CI-DI-VA-PLU”] (TJDFT-2007)
(TJAP-2009)

I - a SOberania; (MPDFT-2004)

(TCM/BA-2018-CESPE): O princípio fundamental da Constituição que consiste em fundamento da


República Federativa do Brasil, de eficácia plena, e que não alcança seus entes internos é a soberania.
BL: art. 1º, I, CF/88.

OBS: A soberania, um dos fundamentos da República Federativa do Brasil (CF, Art. 1°, I), constitui
um dos atributos do Estado, na medida que este não existe sem a soberania. Vale dizer que não existe
Estado que não seja soberano. Todos os entes federados (entes internos) são dotados, apenas, de
autonomia. Não há que se falar em soberania de um ente federado sobre outro, tampouco de
subordinação entre eles. Todos são autônomos nos termos estabelecidos na Constituição Federal. Só
se pode falar em soberania do todo, da República Federativa do Brasil, frente a outros Estados
soberanos. Assim, os Estados-membros, dentro das competências próprias fixadas pela Constituição
Federal, são tão autônomos quanto à União (MAIA, 2007, p. 72). A soberania diz respeito ao caráter
supremo de um poder, que não admite qualquer outro acima ou em concorrência com ele. A
autonomia, por sua vez, pressupõe a tríplice capacidade de auto-organização, autogoverno e auto-
administração. Tendo em o que foi exposto, a soberania é um fundamento que não alcança os entes
internos. Ela constitui um dos atributos do Estado e não se confunde com autonomia.

(TJMG-2014): Assinale a alternativa que DIFERENCIA o Federalismo do Estado Unitário: No


federalismo, os Estados que passam a integrar o novo Estado, perdem a soberania no momento em
que ingressam, mas preservam, contudo, uma autonomia política limitada. BL: art. 1º, I, CF.

OBS: Segundo Pedro Lenza temos que: "a partir do momento que os Estados ingressam na federação
perdem soberania, passando a ser autônomos. Os entes federativos são, portanto, autônomos entre si,
de acordo com as regras constitucionalmente previstas, nos limites de sua competência; a soberania,
por seu turno, é característica do todo, do “país”, do Estado federal, no caso do Brasil, tanto é que
aparece como fundamento da República Federativa do Brasil (art. 1.º, I, CF/88)." Quanto ao Estado
Unitário, refere o professor Marcelo Novelino que existem três tipos: a) Estado Unitário Puro: possui
concentração absoluta de competência no poder central. É este tipo de Estado Unitário que não possui
precedentes na história; b) Estado Unitário descentralizado administrativamente: possui forte
concentração de poder no Poder Central, mas este concede certa competência administrativa a órgãos
regionais. Esse é o tipo de Estado mais comum no globo; e c) Estado Unitário descentralizado
administrativa e politicamente: além da competência administrativa concedida pelo Poder Central é
concedido, também, competência legislativa. É o caso da Espanha, França e Portugal.

II - a CIdadania

III - a DIgnidade da pessoa humana; (PCRS-2018)

IV - os VAlores sociais do trabalho e da livre iniciativa; (MPMS-2018)

V - o PLUralismo político. (Cartórios/TJAM-2018)

(MPMS-2018): A República Federativa do Brasil constitui Estado Democrático de Direito e tem como
fundamento, entre outros, o pluralismo político. BL: art. 1º, CF/88.

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(PGEPA-2012): Dentre os fundamentos da República Federativa do Brasil, expressamente dispostos
no art. 1º da Constituição de 1988, constam: o pluralismo político, os valores sociais do trabalho e da
livre iniciativa e a dignidade da pessoa humana. BL: art. 1º, CF/88.

(TJMS-2010-FCC): A República Federativa do Brasil tem como fundamentos a soberania, a cidadania,


a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o pluralismo
político. BL: art. 1º, CF/88.

Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou
diretamente, nos termos desta Constituição. (TJAP-2008)

(TJMG-2018-Consulplan): O princípio democrático é postulado do regime político e o princípio


republicano é postulado da forma de governo. BL: art. 1º e § único, CF.

OBS: O princípio democrático é definidor do regime político adotado pelo Estado brasileiro (art. 1º,
caput e parágrafo único), ao passo que o princípio republicano é definidor da forma de governo (art.
1º, caput).

(TJGO-2012-FCC): Antiga linha de pensadores políticos, que inclui, por exemplo Aristóteles e
Montesquieu, converge para uma determinada forma de governo, concebida como apta a impedir a
sua própria degeneração, e que pode ser descrita como politeia ou governo misto, em que elementos
de diferentes formas de governo se combinam. Sustenta-se que esse modelo foi adotado na Grécia
antiga.

(TJMS-2008-FGV): O princípio da indissolubilidade do vínculo federativo no Estado Federal Brasileiro


(art. 60, §4º, I, da CF) tem como finalidades básicas a unidade nacional e a necessidade
descentralizadora.

(TJMS-2008-FGV): Como corolário do princípio federativo (art. 1º, caput, da CF), a União, os Estados-
membros, o Distrito Federal e os Municípios, no Brasil, são autônomos e possuidores da tríplice
capacidade de auto-organização e normatização própria, autogoverno e auto-administração.

(TJMS-2008-FGV): A garantia constitucional da imunidade recíproca entre União, Estados, Distrito


Federal e Municípios é corolário do princípio federativo. (tributário)

Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o
Judiciário.

(Anal. Legisl.-Câm. Deputados-2014-CESPE): À luz dos princípios fundamentais de direito


constitucional positivo brasileiro, julgue o item a seguir: Se, em certa ação judicial, o juízo competente
impuser ao Poder Executivo determinada obrigação, sob pena de multa diária pelo seu
descumprimento, tal imposição não ofenderá o princípio da separação dos poderes. BL: art. 2º, CF/88.

OBS: "Esta Corte já firmou a orientação de que é possível a imposição de multa diária contra o poder
público quando esse descumprir obrigação a ele imposta por força de decisão judicial. Não há falar
em ofensa ao princípio da separação dos Poderes quando o Poder Judiciário desempenha
regularmente a função jurisdicional." (AI 732.188-AgR, rel. min. Dias Toffoli, j. 12-6-12, 1ª Turma) No
mesmo sentido: ARE 639.337-AgR, rel. min. Celso de Mello, j. 23-8-11, 2ª Turma.

OBS: A Administração pública adota medidas assecuratórias de direitos constitucionalmente


reconhecidos como essenciais, sem que isso configure violação do princípio da separação dos
poderes, inserto no art. 2º da Constituição Federal.

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(TJSP-2008-VUNESP): Como decorrência do princípio da independência e harmonia dos Poderes,
cada um dos Poderes pode organizar livremente seus serviços, observando apenas os preceitos
constitucionais e legais. BL: art. 2°, CF/88.

Art. 3º CONSTITUEM OBJETIVOS FUNDAMENTAIS da República Federativa do Brasil:


[DICA MNEMÔNICA: “CO-GA-ERRA-PRO”] (TJSC-2010) (TJMG-2014) (PCRS-2018)

I - COnstruir uma sociedade livre, justa e solidária;

II - GArantir o desenvolvimento nacional;

III - ERRAdicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;


(TJAL-2008) (Cartórios/TJMG-2017)

IV - PROmover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer
outras formas de discriminação.

Art. 4º A República Federativa do Brasil REGE-SE nas suas relações internacionais PELOS
SEGUINTES PRINCÍPIOS: (M)

I - independência nacional;

II - prevalência dos direitos humanos;

(PCRS-2018-FUNDATEC): A Constituição Federal de 1988, no que tange aos direitos humanos,


estabelece que: Eles, os direitos humanos, são prevalentes, nas relações internacionais da República
Federativa do Brasil. BL: art. 4º, II, CF/88.

III - autodeterminação dos povos;

IV - não-intervenção;

V - igualdade entre os Estados;

VI - defesa da paz;

VII - solução pacífica dos conflitos;

VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo;

IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;

X - concessão de asilo político.

(MPSC-2014): A concessão de asilo político é um dos princípios que regem a República Federativa do
Brasil nas suas relações internacionais. BL: art. 4º, X da CF/88.

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Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política,
social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-
americana de nações. (TJSC-2013) (TJBA-2012)

TÍTULO II
Dos Direitos e Garantias Fundamentais

CAPÍTULO I
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS

(Analista Judiciário/STJ-2008-CESPE): Os direitos e garantias fundamentais são considerados


elementos limitativos das constituições.

OBS: Elementos limitativos manifestam-se nas normas que compõem o elenco dos direitos e garantias
fundamentais (direitos individuais e suas garantias, direitos e nacionalidade e direitos políticos
democráticos) limitando os poderes do Estado, como forma de evitar abuso de poder.

(TJPR-2008): Os direitos fundamentais não são absolutos. Isso posto, a manifestação do pensamento,
a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo poderão sofrer
restrições em face das disposições da CF/1988. BL: art. 5º, IV e XXIX da CF. (constitucional)

(TJDFT-2007): A respeito dos direitos fundamentais, assinale a alternativa correta: os direitos


fundamentais, enumerados no Título II da Constituição, compõem um sistema aberto.

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à Vida, à Liberdade, à
Igualdade, à Segurança e à Propriedade, nos termos seguintes: (TJDFT-2007) (TJSC-2013) (TJSP-2015)
(DICA MNEMÔNICA: “VILPS”)

(TJPA-2014-VUNESP): O texto constitucional, em seu art. 5.º, caput, prevê expressamente valores ou
direitos fundamentais ao ditar literalmente que todos são iguais perante a lei, sem distinção de
qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade
do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. BL: art. 5º, caput, CF.

OBS: Apesar do caput do art. 5º enunciar direitos apenas a brasileiros e estrangeiros residentes no
Brasil, a doutrina e o STF os estendem também para estrangeiros em trânsito e pessoas jurídicas (HC
94.016/2008).

I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;

(TJMG-2012-VUNESP): De acordo com o STF, não ofende o princípio da igualdade a limitação de


idade para a inscrição em concurso público, desde que se leve em conta a natureza das atribuições do
cargo a ser preenchido. BL: Súmula 683, STF.

(TJMG-2012-VUNESP): O princípio da isonomia reveste-se de autoaplicabilidade e não é suscetível


de regulamentação ou complementação normativa, pois se traduz em norma de eficácia plena. BL: art.
5º, §1º, CF.

II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;

(Assist. Téc./UFPB-2017-CPCON): O princípio da legalidade, em síntese, afirma que só é permitido ao


Estado fazer determinações aos indivíduos se houver alguma norma jurídica anterior ao fato que possa
espelhar essa ordem estatal. Assim, caso um agente do Estado queira impor mandamentos ao
indivíduo sem esse amparo normativo, o ato será considerado ilegal, já que a regra é a plena liberdade
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individual (livre iniciativa), só limitada ou retirada se houver norma prescrevendo um fazer ou deixar
de fazer algo pelo Estado.

OBS: Para Hely Lopes Meirelles, “na Administração Pública não há liberdade nem vontade pessoal.
Enquanto na administração particular é lícito fazer tudo que a lei não proíbe, na Administração Pública
só é permitido fazer o que a lei autoriza”.

(TJDFT-2008): Com espeque no constitucionalismo de nossos dias, é correto afirmar que a reserva legal
tem abrangência menor que o princípio da legalidade.

OBS: Isso porque, a reserva legal apenas exige que haja lei exigindo determinados comportamentos,
enquanto a legalidade orienta a criação de princípios e regras que irão embasar todo o ordenamento
jurídico.

III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;

(TJPR-2012-UFPR): A norma do art. 5º, III da CF/88 segundo a qual “ninguém será submetido a
tortura nem a tratamento desumano ou degradante”, é dotada de eficácia plena.

Explicação: Além disso, é dotada de aplicabilidade direta, imediata e integral, pois não necessita de lei
infraconstitucional para torná-la aplicável e nem admite lei infraconstitucional que lhe restrinja o
conteúdo.

IV - é livre a manifestação do pensamento, SENDO VEDADO o anonimato; (M)

(Téc./MPU-2018-CESPE): A liberdade de pensamento é exercida com ônus para o manifestante, que


deverá se identificar e assumir a autoria daquilo que ele expressar. BL: art. 5º, IV, CF.

V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano


material, moral ou à imagem;

Segundo o STF: Eficácia plena e aplicabilidade imediata

VI - É INVIOLÁVEL a LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA e DE CRENÇA, SENDO


ASSEGURADO o livre exercício DOS CULTOS RELIGIOSOS e GARANTIDA, na forma da lei, a
proteção aos locais de culto e a suas liturgias;

(Agente Penitenciário/ES-2009-CESPE): Acerca dos direitos fundamentais, julgue o item a seguir. O


Brasil, por ser um país laico, não tem religião oficial, sendo assegurada constitucionalmente a
inviolabilidade da liberdade de consciência e de crença, bem como o livre exercício dos cultos
religiosos. BL: art. 5º, VII, c/c art. 19, I, CF.

(MPCPA-2019-CESPE) Sobre as possibilidades de interferência estatal no direito fundamental à


liberdade de associação, marque a alternativa correta. A exclusão de um associado de uma entidade
religiosa por questões ideológicas NÃO está sujeita a revisão pelo Estado.

VII - É ASSEGURADA, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis
e militares de internação coletiva; (TJPA-2012)

VIII - ninguém SERÁ PRIVADO de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção
filosófica ou política, SALVO SE as invocar para EXIMIR-SE de obrigação legal a todos imposta e
RECUSAR-SE a cumprir prestação alternativa, fixada em lei; (TJDFT-2008) (TJSC-2013)

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OBS: O direito de escusa de consciência não se restringe ao serviço militar obrigatório, quando se trata
de crença religiosa, convicção filosófica ou religiosa, pois ele pode atingir, por exemplo, indivíduos
que não aceitam trabalhar ou realizar prova aos sábados.

(MPBA-2018): O brasileiro que se recusa a cumprir prestação alternativa legalmente estabelecida, após
ter invocado convicção política para eximir-se de obrigação legal a todos imposta, poderá, em razão
dessa conduta, ser privado de direitos. BL: art. 5º, VIII, CF.

OBS: A pessoa tem direito a não cumprir a obrigação imposta por motivos de consciência sem que isso
a prive de direitos. Entretanto, ela há de cumprir a obrigação alternativa, caso contrário, poderá sim
ser privada de direitos.

IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação,


independentemente de censura ou licença; (TJSC-2013)

X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o
direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;

XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento
do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia,
POR DETERMINAÇÃO JUDICIAL; (TJAL-2008) (TJMG-2012) (TJRS-2018) (TJCE-2018)

OBS: Em outras palavras:

- por determinação judicial: apenas durante o dia;

- em caso de flagrante delito, desastre, ou para prestar socorro: durante o dia ou à noite, não
necessitando de determinação judicial.

- com o consentimento do morador: em qualquer horário.

OBS: Em caso de flagrante delito, desastre ou para prestar socorro, não se faz necessário que haja
autorização judicial, ou que seja durante o dia.

(Anal. Jurídic./DPEAM-2018-FCC): Em certa pequena propriedade rural reside família que cultiva
produtos agrícolas no mesmo local, tendo o imóvel sido dado em garantia de empréstimo contraído
para custear o combate a pragas existentes na plantação. Não sendo liquidado o pagamento da dívida
no prazo convencionado, o credor promoveu a respectiva cobrança judicial, motivo pelo qual foi
expedido mandado judicial de penhora do referido imóvel. Ao cumprir o mandado de penhora, o
oficial de justiça foi impedido pela família, tanto durante o dia, quanto durante a noite, de ingressar
no imóvel. De acordo com a Constituição Federal, ao determinar a penhora da referida propriedade
rural na situação narrada, o juiz agiu incorretamente, não podendo o oficial de justiça, ademais,
ingressar no imóvel durante a noite, sem o consentimento do morador, para cumprimento de
determinação judicial. BL: art. 5º, XI da CF/88.

(Anal. Judic./TRF5-2017-FCC): Fernando passou mal de manhã em sua residência e, como estava
sozinho, tentou sair para buscar ajuda, mas não conseguiu nem abrir o portão de casa. Fernando teve
tempo apenas de pedir auxílio ao seu vizinho, Paulo, desmaiando logo em seguida, ali mesmo no
jardim. Paulo, desesperado, rapidamente telefonou ao Corpo de Bombeiros. Nessa situação, à luz da
Constituição Federal, os bombeiros estarão autorizados a adentrar no imóvel de Fernando, assim que
chegarem, já que para a prestação de socorro pode-se penetrar na casa do morador, sem o seu
consentimento, a qualquer hora. BL: art. 5º, XI da CF/88.

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(TJDFT-2008): Em caso de desastre, ou para prestar socorro, autoriza-se a entrada na casa, seja de dia
ou de noite, tenha-se ou não anuência do morador ou autorização judicial. BL: art. 5º, XI da CF/88.

(TJDFT-2008): Em caso de flagrante delito, igualmente, autoriza-se o ingresso na casa, de dia ou de


noite, independentemente de quem quer que seja. BL: art. 5º, XI da CF/88.

(TJDFT-2008): No período diurno, por determinação judicial, excepciona-se também a inviolabilidade


domiciliar. Nesta hipótese, estamos diante da denominada reserva de jurisdição, ou seja, situações em
que se faz indispensável a atuação do Poder Judiciário, autorizando determinada conduta, sem a qual
seria a mesma considerada ilícita. BL: art. 5º, XI da CF/88.

(TJDFT-2007): Em tema de direitos fundamentais, é correto afirmar que o direito à inviolabilidade de


domicílio repele a ação estatal e de particulares e tem como titulares pessoas físicas e jurídicas. BL: art.
5º, XI, CF/88.

XII - É INVIOLÁVEL o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e


das comunicações telefônicas, SALVO, no último caso, POR ORDEM JUDICIAL, nas hipóteses e na
forma que a lei estabelecer PARA FINS de investigação criminal ou instrução processual penal; (TJRJ-
2011) (TJPE-2011)

(Téc. Judic./TRT2-2018-FCC): Está em conformidade com os direitos e garantias fundamentais


previstos na Constituição Federal a decisão judicial que autoriza a quebra do sigilo telefônico para fins
de investigação criminal ou instrução processual penal, sendo INCABÍVEL decisão judicial para
determinar a mesma providência para fins de instrução processual civil. BL: art. 5º, XII, CF.

(PCMA-2018-CESPE): De acordo com o entendimento do STF, a polícia judiciária não pode, por
afrontar direitos assegurados pela CF, invadir domicílio alheio com o objetivo de apreender, durante
o período diurno e sem ordem judicial, quaisquer objetos que possam interessar ao poder público. Essa
determinação consagra o princípio da reserva de jurisdição. BL: art. 5º, inciso XI e XII da CF/88.

(Anal. Judic./TRT6-2018-FCC): A CF/88 autoriza o pedido de interceptação de comunicações


telefônicas, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de: investigação
criminal ou instrução processual penal. BL: art. 5º, inciso XII, CF.

OBS:

 Investigação criminal: inquérito policial ou CPI


 Instrução processual penal: processo em andamento

(Anal. Legisl.-Câm. Deputados-2014-CESPE): Interceptações telefônicas — comumente chamadas de


grampos — e gravações ambientais realizadas por autoridade policial, sem autorização judicial, ainda
que em situações emergenciais, constituem violações aos princípios estruturantes do estado
democrático de direito e da dignidade da pessoa humana. BL: art. 5º, inciso XII, CF.

OBS: Nenhum do rol desses direitos fundamentais é absoluto, já que, para o STF, os direitos e garantias
individuais não tem caráter absoluto (STF, MS 23.452, ano 2000).

XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações


profissionais que a lei estabelecer;

(TCEMG-2018): Considere a seguinte norma da Constituição de 1988: “é livre o exercício de qualquer


trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer”. Com base
na classificação das normas constitucionais segundo sua eficácia, consagrada no Brasil por José Afonso
da Silva, a norma reproduzida é um exemplo de norma de eficácia contida.
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(Técnico Judiciário-TRT12-2017-CESPE): Álvaro, Deputado Federal, solicitou à sua assessoria jurídica
um parecer a respeito da aplicabilidade do disposto no art. 5º, XIII, da Constituição Federal de 1988,
que assegura, aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País, o livre “exercício de qualquer
trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer”. De acordo
com sua assessoria, esse tipo de comando, que dispõe sobre a possibilidade de o seu alcance ser
restringido pela legislação infraconstitucional, é considerado uma norma de eficácia contida.

(TJRS-2012): Em relação ao diploma de jornalismo, decisão do STF considerou que exigi-lo era
desproporcional e violava a liberdade de expressão e informação.

(TJPR-2012-UFPR): O art. 5º, XIII da CF, que assegura a liberdade de “exercício de qualquer trabalho,
ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer”, constitui norma de
eficácia contida, passível de ser restringida pelo legislador, como no caso da restrição imposta pela
exigência de aprovação do exame da OAB para o exercício da profissão de advogado. (constitucional)

Explicação: Além disso, é dotada de aplicabilidade direta, imediata, mas não integral, passível de ser
restringida pelo legislador, como no caso da restrição imposta pela exigência de aprovação do exame
da OAB para o exercício da profissão de advogado.

XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando


necessário ao exercício profissional;

(Perito Médico Previdenciário/INSS-2010-CESPE): Quando um jornalista denuncia fatos de interesse


geral, como os relacionados às organizações criminosas especializadas no desvio de verbas públicas,
está juridicamente desobrigado de revelar a fonte da qual obteve suas informações. BL: art. 5º, XIV,
CF/88.

OBS: Esse inciso tem dois desdobramentos: assegura o direito de acesso à informação (desde que esta
não fira outros direitos fundamentais) e resguarda os jornalistas, possibilitando que estes obtenham
informações sem terem que revelar sua fonte. Não há conflito, todavia, com a vedação ao anonimato.
Caso alguém seja lesado pela informação, o jornalista responderá por isso (Noções de D.
Constitucional, Nádia Carolina).

OBS: O sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional, é resguardado pela Constituição
(art. 5º, XIV).

XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos
termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;

(TJMG-2012-VUNESP): A liberdade constitucional de locomoção encontra restrições próprias à sua


manifestação ou mesmo impostas por regulamentações dos poderes públicos. (direito constitucional)

Explicação: A liberdade constitucional de locomoção, a exemplo de qualquer direito fundamental, não


tem valor absoluto, de modo que encontra restrições à sua manifestação ou mesmo impostas por
regulamentações dos poderes públicos.
XVI - TODOS PODEM REUNIR-SE PACIFICAMENTE, sem armas, EM LOCAIS ABERTOS AO
PÚBLICO, INDEPENDENTEMENTE DE AUTORIZAÇÃO, desde que NÃO FRUSTREM outra
reunião anteriormente convocada para o mesmo local, SENDO APENAS EXIGIDO PRÉVIO AVISO
à autoridade competente; (TJSC-2013) (TCM/BA-2018) (MPBA-2018)
(Téc. Judiciário/TRF1-2017-CESPE): Desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada
para o mesmo local, todos podem reunir-se em locais abertos ao público, independentemente de
autorização, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente. BL: art. 5º, XVI, CF
(constitucional)

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(Cartórios/TJSP-2016-VUNESP): Sobre o direito de reunião previsto no art. 5º, XVI, da Constituição
Federal, é correto afirmar que todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao
público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente
convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente. BL: art.
5º, XVI, CF (constitucional)

RESUMO SOBRE O DIREITO DE REUNIÃO:


1 - É um direito individual e está na CF;
2 - A Reunião deve ser pacífica;
3 - A Reunião não pode ter uso de armas, inclusive as brancas;
4 - A Reunião não precisa da autorização da Administração Pública;
5 - A Reunião precisa de um prévio aviso a Administração Pública;
6 - A Reunião não pode atrapalhar uma outra Reunião, por exemplo: ser no mesmo lugar;
7 - A Reunião tem que ser em um lugar aberto, por exemplo: Avenida Paulista.

XVII - É PLENA a liberdade de associação para fins lícitos, VEDADA a de caráter paramilitar;
(TJAP-2009) (Auditor/TCEMG-2018) (DPERS-2018)

XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas INDEPENDEM de


autorização, SENDO VEDADA a interferência estatal em seu funcionamento; (Auditor/TCEMG-2018)
(TCM/BA-2018) (MPMS-2018)

(DPERS-2018-FCC): A liberdade de associação, em nossa Constituição, compreende o direito de criar


associação, independentemente de autorização. BL: art. 5º, XVIII, CF.

(TRT17-2009-CESPE): A CF veda a interferência do Estado no funcionamento das associações e


cooperativas. BL: art. 5º, XVIII, CF.

XIX - AS ASSOCIAÇÕES SÓ PODERÃO ser COMPULSORIAMENTE DISSOLVIDAS ou TER


SUAS ATIVIDADES SUSPENSAS POR DECISÃO JUDICIAL, EXIGINDO-SE, no primeiro caso, O
TRÂNSITO EM JULGADO; (Téc./TCU-2009) (DPESP-2009) (DPERS-2018)

(MPCPA-2019-CESPE) Sobre as possibilidades de interferência estatal no direito fundamental à


liberdade de associação, assinale a opção correta. A produção dos efeitos da decisão judicial que
determina a dissolução compulsória de associação depende do seu trânsito em julgado.

(MPBA-2018): A suspensão das atividades de uma entidade associativa somente poderá ocorrer por
meio de decisão judicial, não sendo, no entanto, exigido o trânsito em julgado. BL: art. 5º, XIX, CF.

OBS: No caso, o trânsito em julgado só será necessário caso haja dissolução da associação.

(TCM/BA-2018-CESPE): As associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas por decisão


judicial com trânsito em julgado. BL: art. 5º, XIX, CF.

(Auditor/TCEMG-2018): As associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas


atividades suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado. BL: art.
5º, XIX, CF.

(Téc. Judic./TREBA-2010-CESPE): Para que uma associação seja compulsoriamente dissolvida, é


necessário que haja o trânsito em julgado de decisão judicial nesse sentido. BL: art. 5º, XIX, CF/88.

(TJRS-2009): As associações só podem ter suas atividades suspensas por decisão judicial. BL: art. 5º,
XIX, CF.

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XX - NINGUÉM PODERÁ ser compelido a associar-se ou a permanecer associado;
(Auditor/TCEMG-2018)

OBS: Não há exceção legal.

XXI - as entidades associativas, QUANDO EXPRESSAMENTE AUTORIZADAS, TÊM


LEGITIMIDADE para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente; (Auditor/TCEMG-
2018) (TCM/BA-2018)

XXII - é garantido o direito de propriedade;

XXIII - a propriedade atenderá a sua função social; (M)

XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade


pública, ou por interesse social, mediante JUSTA E PRÉVIA INDENIZAÇÃO EM DINHEIRO,
ressalvados os casos previstos nesta Constituição; (MPRR-2008) (TJSC-2009) (TJRS-2009) (TJMG-2012)

Necessidade pública – tem por principal característica uma situação de urgência, cuja melhor solução
será a transferência de bens particulares para o domínio do Poder Público.
Utilidade pública – se traduz na transferência conveniente da propriedade privada para a
Administração Pública. Não há o caráter imprescindível nessa transferência, pois é apenas oportuna e
vantajosa para o interesse coletivo. O Decreto-lei 3.365/41 prevê no artigo 5º as hipóteses de
necessidade e utilidade pública sem diferenciá-los, o que somente poderá ser feito segundo o critério
da situação de urgência.
Interesse social - é uma hipótese de transferência da propriedade que visa melhorar a vida em
sociedade, na busca da redução das desigualdades. Segundo Hely Lopes "o interesse social ocorre
quando as circunstâncias impõem a distribuição ou o condicionamento da propriedade para seu
melhor aproveitamento, utilização ou produtividade em benefício da coletividade ou de categorias
sociais merecedoras de amparo específico do Poder Público. Esse interesse social justificativo de
desapropriação está indicado na norma própria (Lei 4.132 /62) e em dispositivos esparsos de outros
diplomas legais. O que convém assinalar, desde logo, é que os bens desapropriados por interesse social
não se destinam à Administração ou a seus delegados, mas sim à coletividade ou, mesmo, a certos
beneficiários que a lei credencia para recebê-los e utilizá-los convenientemente".

XXV - no caso de IMINENTE PERIGO PÚBLICO, a autoridade competente PODERÁ USAR de


propriedade particular, ASSEGURADA ao proprietário indenização ulterior, SE HOUVER dano;
(TJPE-2011) (MPMS-2018) (Anal. Ministerial/MPPI-2018)

(TJMG-2018-Consulplan): Na requisição o Estado utiliza bens móveis, imóveis e serviços particulares


em situação de perigo público iminente. BL: art. 5º, XXV, CF (administrativo)

(MPPR-2016): A requisição administrativa, como forma de intervenção temporária na propriedade,


encontra previsão no capítulo referente aos direitos e deveres individuais e coletivos da Constituição
Federal de 1988, que estabelece que no caso de iminente perigo público a autoridade competente
poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver
dano. BL: art. 5º, XXV, CF (administrativo)

(TJSP-2013-VUNESP): A atuação do Estado, no exercício do poder de polícia, provocando danos na


coisa, com objetivo de remover perigo iminente, sem que o dono da coisa seja culpado do perigo,
constitui ato lícito. Entretanto, o ato enseja a responsabilidade civil do Estado para reparar o dano
causado. BL: art. 5º, XXV, CF/88. (administrativo)

XXVI - a PEQUENA PROPRIEDADE RURAL, assim definida em lei [Estatuto da Terra], desde
que trabalhada pela família, NÃO SERÁ OBJETO DE PENHORA para pagamento de débitos
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decorrentes de sua atividade produtiva, dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu
desenvolvimento; (TJAL-2008) (TJRS-2009) (TJPE-2011)

(TJSC-2013): A pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família,
não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva,
dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento. BL: art. 5º, XXVI, CF/88.

XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas
obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar;

XXVIII - são assegurados, nos termos da lei:

a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz


humanas, inclusive nas atividades desportivas;

b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que


participarem aos criadores, aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas;

XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização,
bem como proteção às criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a outros
signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País;

XXX - é garantido o direito de herança;

XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros situados no País SERÁ REGULADA pela LEI
BRASILEIRA em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que NÃO LHES SEJA mais
favorável a LEI PESSOAL do "de cujus"; (TJAP-2009)

XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor; (M)

(TJMS-2008-FGV): Tomando em consideração a legitimidade ativa e a causa de pedir, bem como a


jurisprudência do STJ, a Ação Civil Pública poderá ser legitimamente ajuizada nos termos da Lei
7347/85 pelo Procurador Geral do Município, tendo por causa de pedir relativa à proteção do
consumidor. (difusos)

Explicação: Por força constitucional, é dever do Estado a tutela do consumidor, tanto


administrativamente, por meio dos Procons, quanto judicialmente. Extrai-se tal dever da regra inscrita
no art. 5º, XXXII da CF. Além disso, um dos princípios gerais da atividade econômica, prevista no art.
170, V da CF, é a defesa do consumidor. Deixe-se claro que a expressão “Estado” engloba todas as
esferas do federalismo brasileiro, quais sejam, União, Estados, Distrito Federal e Municípios.

XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular,
ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade,
ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado; (TJRJ-2011)

##DIZERODIREITO: ##STF: ##INFO 899: O parlamentar, na condição de cidadão, pode exercer


plenamente seu direito fundamental de acesso a informações de interesse pessoal ou coletivo, nos
termos do art. 5º, inciso XXXIII, da Constituição Federal e das normas de regência desse direito. O
parlamentar, na qualidade de cidadão, não pode ter cerceado o exercício do seu direito de acesso,
via requerimento administrativo ou judicial, a documentos e informações sobre a gestão pública,
desde que não estejam, EXCEPCIONALMENTE, sob regime de sigilo ou sujeitos à aprovação de
CPI. O fato de as casas legislativas, em determinadas situações, agirem de forma colegiada, por
intermédio de seus órgãos, não afasta, tampouco restringe, os direitos inerentes ao parlamentar
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como indivíduo. STF. Plenário. RE 865401/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, j. 25/4/18 (repercussão geral)
(Info 899).

(Téc. Judic./TST-2017-FCC): Determinado indivíduo requer, perante Secretaria Municipal de


Educação, que lhe seja informado o número de faltas ao trabalho, nos últimos 12 meses, dos
servidores públicos ocupantes de cargos efetivos lotados na escola junto à qual funciona Associação
de Pais e Mestres de que faz parte. Nessa situação, à luz da Constituição Federal, cabe ao órgão da
Administração atender ao pedido, que pode ser formulado independentemente de justificativa, por
se tratar de informação de interesse geral, a que todos têm acesso assegurado. BL: art. 5º, XXXIII c/c
art. 37, §3º, II, CF/88.

OBS: Vejamos o art. 37, § 3º, II da CF: CF, art. 37: [...] § 3º - A lei disciplinará as formas de participação
do usuário na administração pública direta e indireta, regulando especialmente: [...] II - o acesso dos usuários a
registros administrativos e a informações sobre atos de governo, observado o disposto no art. 5º, X e XXXIII;

XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas:

a) o DIREITO DE PETIÇÃO aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou


abuso de poder; (DPERS-2018)

b) a OBTENÇÃO DE CERTIDÕES EM REPARTIÇÕES PÚBLICAS, para defesa de direitos e


esclarecimento de situações de interesse pessoal;

(TJMG-2006): Quanto aos direitos e garantias fundamentais, a Constituição Federal estabelece que a
todos é assegurada, independentemente do pagamento de taxas, a obtenção de certidões em
repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal. BL:
art. 5º, XXXIV, “b” da CF/88.

XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito;

(TJAP-2014-FCC): O princípio constitucional da inafastabilidade do controle jurisdicional aplica-se


ao processo civil e significa que a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário qualquer lesão
ou ameaça a direito. BL: art. 5º, XXXV da CF/88. (processo civil)

##ATENÇÃO#STF## Para o STF, a exigência de que seja feito prévio requerimento administrativo
NÃO viola o princípio da inafastabilidade da jurisdição. Ora, se não houve pedido administrativo
anterior e negativa por parte do INSS no prazo Legal. não está caracterizada nenhuma lesão ou
ameaça de direito. A concessão de benefícios previdenciários depende de requerimento do
interessado, não se caracterizando ameaça ou lesão a direito antes de sua apreciação e indeferimento
pelo INSS, ou se excedido o prazo legal para sua análise. STF. Plenário. RE 631240/MG, Rei. Mirt
Roberto Barroso, julgado em 27/8/2014 (repercussão geral) Info 756).

XXXVI - a lei NÃO PREJUDICARÁ o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada;
(TJPR-2010) (Anal. Judic./TJRS-2017) (TJMG-2018)

(MPSC-2016): Como princípio fundamental relacionado à segurança jurídica a Constituição Federal


expressamente previu que “a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa
julgada”. A ação rescisória, entretanto, é uma das hipóteses de relativização desse princípio.

(TJMG-2012-VUNESP): Com relação ao princípio do “direito adquirido”, o STF já consolidou o


entendimento de que a garantia constitucional de irredutibilidade de vencimentos dos servidores
públicos é “modalidade qualificada” de “direito adquirido”. BL: STF, RE 105.137.

14
OBS: (...) Irredutibilidade de vencimentos (CF, art. 37, XV): a garantia da irredutibilidade de
vencimentos "é modalidade qualificada da proteção ao direito adquirido, na medida em que a sua
incidência pressupõe a licitude da aquisição do direito a determinada remuneração" (RREE 298.694 e
298.695, Pertence, Pleno, DJ 23.04.2004 e 24.10.2003).

XXXVII - NÃO HAVERÁ juízo ou tribunal de exceção;

(Téc. Judic./STJ-2018-CESPE): O princípio do juiz natural, ao impedir que alguém seja processado ou
sentenciado por outra que não a autoridade competente, visa coibir a criação de tribunais de exceção.
BL: arts. 5º, LIII e XXXVII da CF/88 (processo civil)

(TJSE-2015-FCC): Em relação às garantias constitucionais do processo penal, é correto afirmar que a


garantia do juiz natural é contemplada, mas não só, na previsão de que ninguém será processado nem
sentenciado senão pela autoridade competente. BL: arts. 5º, LIII e XXXVII da CF/88 (processo penal)

Explicação: "O princípio do juiz natural consagra o direito de ser processado pelo magistrado
competente (art. 5º, inc. LIII da CF) e a vedação constitucional à criação de juízos ou tribunais de
exceção (art. 5º, inc. XXXVII da CF). " Nestor Távora, Curso de Direito Processual Penal.

XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der a lei, assegurados:
(MPSC-2016)

a) a plenitude de defesa; (TJDFT-2008)

b) o sigilo das votações;

c) a soberania dos veredictos;

(DPEAP-2018-FCC): No procedimento relativo ao Tribunal do Júri, a soberania do veredicto do


Tribunal do Júri não impede a absolvição do acusado em sede de revisão criminal. BL: arts. 5º,
XXXVIII da CF/88 (processo penal)

Explicação: O artigo 5º, inciso XXXVIII, “c”, da CF garante de forma expressa a soberania dos veredictos,
a soberania dos veredictos do Júri, apesar de ser prevista constitucionalmente, não é absoluta, podendo
a decisão ser impugnada, seja por meio de recurso, seja por revisão criminal. A CF não previu os
veredictos como um poder incontrastável e ilimitado. Segundo a doutrina, a soberania dos veredictos
é uma garantia constitucional prevista em favor do réu (e não da sociedade). Desse modo, se a decisão
do júri apresenta um erro que prejudica o réu, ele poderá se valer da revisão criminal. Não se pode
permitir que uma garantia instituída em favor do réu (soberania dos veredictos) acabe por prejudicá-
lo, impedindo que ele faça uso da revisão criminal, neste sentido:
(...) 1. É possível, em sede de revisão criminal, a absolvição, por parte do
Tribunal de Justiça, de réu condenado pelo Tribunal do Júri. 5. Em uma
análise sistemática do instituto da revisão criminal, observa-se que entre as
prerrogativas oferecidas ao Juízo de Revisão está expressamente colocada a
possibilidade de absolvição do réu, enquanto a determinação de novo
julgamento seria consectário lógico da anulação do processo. (...)(STJ - REsp
964.978/SP, Rel. Min. Laurita Vaz, Rel. p/ Acórdão Min. Adilson Vieira
Macabu (Desembargador Convocado do TJ/RJ), Quinta Turma, julgado em
14/08/2012, DJe 30/08/2012)

d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida; (TJDFT-2008) (TJAP-2009)

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(TJMG-2012-VUNESP): Em relação ao foro especial, previsto em lei ordinária ou de organização
judiciária, no caso de cometimento de crime contra a vida, prevalecerá a competência do Tribunal do
Júri. BL: arts. 5º, XXXVIII da CF/88 (processo penal)

Explicação: A competência do Tribunal do Júri advém da CF/88. Logo, somente pode ser afastada por
outra regra da própria CF, não por lei ordinária ou de organização judiciária.

XXXIX - não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal;

(TJMG-2008): O princípio da legalidade ou da reserva legal constitui efetiva limitação ao poder


punitivo estatal. BL: art. 1º do CP e art. 5º, XXXIX, da CF/88. (penal)

XL - a lei penal NÃO RETROAGIRÁ, SALVO para beneficiar o réu; (TJMG-2018)

(TJPR-2010): O princípio da irretroatividade da lei penal, de índole constitucional, estabelece que a lei
penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu. BL: art. art. 5º, XXXIX, CF.
XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais;
(Técnico Judiciário/TST-2017-FCC): Considere a situação hipotética descrita. Veridiana, de religião x,
ao tentar matricular seu filho Nelson, também de religião x, no 6° ano do ensino fundamental, em
tradicional Colégio particular com ênfase na religião y, tem a matrícula recusada pela Diretora daquele
estabelecimento que demonstra claro menosprezo à religião professada por Veridiana e Nelson e alega
que Nelson não se enquadraria no perfil de alunos daquele colégio, pois, pelo regulamento interno da
escola, é vedada a matrícula de alunos não praticantes da religião y. Neste caso, é punível a recusa da
inscrição do aluno no 6° ano do Ensino Fundamental, baseado no preconceito à religião x, sob a
alegação de que o perfil de alunos da escola é somente de religião y, independentemente de se tratar
de estabelecimento público ou privado de ensino. BL: art. 5º, VIII e XLI, CF e arts. 1º e 6º da Lei
7716/89.

OBS: O complemento à resposta da questão está na Lei n° 7.716 de 1989.


Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de
discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência
nacional.
Art. 6º Recusar, negar ou impedir a inscrição ou ingresso de aluno em
estabelecimento de ensino público ou privado de qualquer grau.
Pena: reclusão de três a cinco anos.

XLII - a prática do racismo CONSTITUI crime INAFIANÇÁVEL e IMPRESCRITÍVEL, sujeito à


pena de reclusão, nos termos da lei; (TJAP-2009) (TJRJ-2011) (TJPA-2012) (DPEAM/Reaplic.-2018)

(TJRS-2009): A prática de racismo constitui crimes imprescritível. BL: art. 5º, XLII, CF.

XLIII - a lei CONSIDERARÁ crimes INAFIANÇÁVEIS e INSUSCETÍVEIS DE GRAÇA ou


ANISTIA a prática da TORTURA, o TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES E DROGAS AFINS,
o TERRORISMO e os DEFINIDOS COMO CRIMES HEDIONDOS, por eles respondendo os
mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem; (Regulamento) (TJMG-2006)
(TJAP-2009) (TJSC-2013)

SÃO INAFIANÇÁVEIS E INSUSCETÍVEIS DE GRAÇA E ANISTIA:


1. TERRORISMO;
2. TORTURA;
3. TRÁFICO; e
4. HEDIONDOS.

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SÃO INAFIANÇÁVEIS E IMPRESCRITÍVEIS:
1. RACISMO; e
2. AÇÃO DE GRUPOS ARMADOS

XLIV - CONSTITUI crime INAFIANÇÁVEL e IMPRESCRITÍVEL a ação de grupos armados,


civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático; (TJMG-2005) (TJAP-2009)
(DPEAM/Reaplic.-2018)

(TJMG-2009): São imprescritíveis e inafiançáveis o crime de racismo e a ação de grupos armados contra
a ordem constitucional e o Estado Democrático. BL: art. 5º, XLII e XLIV, CF.

(TJMA-2008): Os crimes de racismo e de ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem
constitucional e o Estado Democrático, são considerados inafiançáveis e, ainda, imprescritíveis. BL:
art. 5º, XLII e XLIV da CF/88.

XLV - NENHUMA PENA PASSARÁ DA PESSOA DO CONDENADO, PODENDO a obrigação


de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens SER, nos termos da lei, ESTENDIDAS AOS
SUCESSORES e CONTRA ELES EXECUTADAS, até o limite do valor do patrimônio transferido;
(TJMG-2009) (TJAP-2009) (TJRJ-2011) (TJMA-2013) (TJMSP-2016)

(Anal. Judic./TRF1-2017-CESPE): Em caso de morte do agente, extingue-se a punibilidade, não


podendo a pena alcançar os herdeiros do agente, salvo quanto à obrigação de reparação de dano, no
limite do patrimônio herdado. BL: art. 5º, XLV, CF/88 e art. 107, I do CP (penal)

(MPBA-2015): Segundo o princípio da intranscendência da ação penal, a acusação, formalizada via


denúncia ou queixa, somente poderá recair sobre o provável autor, coautor ou partícipe do fato
delituoso apurado na investigação preliminar. BL: art. 5º, XLV, CF/88. (processo penal)

OBS: Renato Brasileiro afirma que, por força do princípio da intranscendência, entende-se que a
denúncia ou a queixa só podem ser oferecidas contra o provável autor do fato delituoso. A ação penal
condenatória não pode passar da pessoa do suposto autor do crime para incluir seus familiares, que
nenhuma participação tiveram na infração penal. Esse princípio funciona como evidente
desdobramento do princípio da pessoalidade da pena, previsto no art. 5º, XLV, da Constituição
Federal. Como o Direito Penal trabalha com uma responsabilidade penal subjetiva, não se pode admitir
a instauração de processo penal contra terceiro que não tenha contribuído, de qualquer forma, para a
prática do delito (CP, art. 29).” (Manual de processo penal: volume único. 5ª Ed. rev., ampl. e atual. –
Salvador: Ed. Jus-Podivm, 2017, p. 235).

XLVI - a lei regulará a individualização da pena e adotará, entre outras, as seguintes: (TJMSP-
2016) (PCGO-2018)

a) privação ou restrição da liberdade;

b) perda de bens;

c) multa;

d) prestação social alternativa;

e) suspensão ou interdição de direitos; (TJMT-2009)

XLVII - NÃO HAVERÁ PENAS:

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a) de morte, SALVO em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX; (TJMSP-2016)

Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:

XIX - declarar guerra, no caso de agressão estrangeira, autorizado pelo Congresso Nacional ou
referendado por ele, quando ocorrida no intervalo das sessões legislativas, e, nas mesmas condições,
decretar, total ou parcialmente, a mobilização nacional;

(PCGO-2018-UEG): A Constituição (CRFB) admite como possível a pena de morte em caso de guerra
declarada. BL: art. 5º, XLVII, “a”, CF.

b) de caráter perpétuo;

c) de trabalhos forçados; (TJMSP-2016)

d) de banimento; (TJMT-2009)

e) cruéis;

XLVIII - a pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza do delito,
a idade e o sexo do apenado; (TJGO-2015)

(MPDFT-2015): A Constituição Federal prevê expressamente que a pena será cumprida em


estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza do delito, a idade e o sexo do apenado. BL: art.
5º, XLVIII, CF (constitucional).

XLIX - é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral;

OBS: Vejamos o julgado veiculado no Info 819 do STF acerca da responsabilidade civil do Estado em
caso de morte de detento:
Em caso de inobservância de seu dever específico de proteção previsto no
art. 5º, inciso XLIX, da CF/88, o Estado é responsável pela morte de detento.
STF. Plenário. RE 841526/RS, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 30/3/2016
(repercussão geral) (Info 819).

L - às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos
durante o período de amamentação;

LI - NENHUM BRASILEIRO SERÁ EXTRADITADO, SALVO O NATURALIZADO, em caso de


CRIME COMUM, praticado antes da naturalização, OU de comprovado envolvimento em tráfico
ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei; (TJMG-2006/2009) (TJRS-2009) (TJAP-2009)
(MPMT-2009) (TJMT-2009) (DPEMA-2009) (MPRO-2010) (MPDFT-2015) (TJMS-2015) (TJCE-2018)

Segundo o STF: Eficácia limitada e aplicabilidade mediata e reduzida

(Agente da Polícia Civil/AC-2017-IBADE): Epitácio, brasileiro naturalizado, cometera crime de tráfico


ilícito de drogas, na Itália, antes de sua naturalização. Considerando que: 1) A Itália requereu sua
extradição ao Brasil; 2) Epitácio casou-se com uma brasileira nata e deste relacionamento adveio um
filho, assinale a alternativa correta: Epitácio poderá ser extraditado, tendo em vista que não impede a
extradição a circunstância de ser o extraditado casado com brasileira ou ter filho brasileiro. BL: art. 5º,
LI, CF e S. 421, STF (constitucional).

18
(Analista Judiciário/TRF1-2017-CESPE): Brasileiro naturalizado que tiver praticado crime comum
antes da sua naturalização poderá ser extraditado. BL: art. 5º, LI, CF (constitucional)

(Anal. Legisl.-Câm. Deputados-2014-CESPE): Considere a seguinte situação hipotética. João,


brasileiro nato, durante viagem a determinado país estrangeiro, cometeu um crime e, depois disso,
regressou ao Brasil. Em seguida, o referido país requereu a extradição de João. Nessa situação
hipotética, independentemente das circunstâncias e da natureza do delito, João não poderá ser
extraditado pelo Brasil. BL: art. 5º, LI, CF (constitucional)

(TJMG-2009): Os brasileiros naturalizados podem ser extraditados em caso de tráfico de


entorpecentes. BL: art. 5º, LI, CF.

(TJAP-2008-FGV): O reconhecimento da situação de refugiado pelo Poder Executivo não impede a


extradição, se o estrangeiro estiver sendo acusado de crime comum que não tenha qualquer pertinência
com os fatos considerados para a concessão do refúgio. BL: STF, Ext. 1.008 de 2008.

##ATENÇÃO#STF##

1. Não se deve conceder a extradição se, na época do fato, a conduta imputada ao extraditando não era
punida como crime no Brasil. Não se deve conceder a extradição se, na época do fato, a conduta
imputada ao extraditando não era punida como crime no Brasil, ainda que, no momento do
pedido de extradição, já exista lei tipificando como infração penal. Isso porque seria uma
ofensa à irretroatividade da lei penal brasileira. Ex: extraditando financiou grupo terrorista em
2013; ocorre que a Lei de Terrorismo somente foi editada em 2016 (Lei nº 13.260/2016). STF. 2ª
Turma. Ext 1578/DF, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 6/8/2019 (Info 946);
2. Não se deve conceder a extradição se a conduta do extraditando de financiar grupo terrorista que
pretendia tomar o poder caracteriza-se como crime político. Não se deve conceder a extradição se a
conduta do extraditando de financiar grupo terrorista que pretendia tomar o poder
caracteriza-se como crime político, tendo em vista a vedação prevista no art. 5º, LII, da CF/88.
STF. 2ª Turma. Ext 1578/DF, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 6/8/2019 (Info 946).
3. Não se deve conceder a extradição se o país requerente vem enfrentando um quadro de instabilidade
política. Não se deve conceder a extradição se o país requerente vem enfrentando um quadro
de instabilidade política, tendo ocorrido a demissão de juízes e a prisão de opositores do
governo. Isso porque, neste caso, haveria o risco de o extraditando ser submetido a um tribunal
ou juízo de exceção (art. 82, VIII, da Lei nº 13.445/2017). STF. 2ª Turma. Ext 1578/DF, Rel. Min.
Edson Fachin, julgado em 6/8/2019 (Info 946).

LII - NÃO SERÁ CONCEDIDA extradição de estrangeiro por CRIME POLÍTICO ou DE


OPINIÃO; (TJMS-2015)

(Analista/DPEAM-2018-FCC): João, estrangeiro, residente no país há 10 anos, foi acusado de prática


de crime doloso contra a vida cometido no Brasil, tendo sido julgado por este fato perante tribunal do
júri brasileiro. Paralelamente, foi condenado em seu país de origem por manifestar-se, publicamente,
em contrário à política praticada pelo Governo, o que lá é considerado crime. Em razão dessa
condenação, a justiça estrangeira requereu ao Brasil a extradição de João. Considerando essa situação
à luz da Constituição Federal, o tribunal do júri poderia ter julgado João, mas a extradição não poderá
ser deferida em razão da natureza do crime pelo qual João foi condenado em seu país de origem. BL:
art. 5º, XXXVIII, “d” c/c LII, CF.

OBS: João foi acusado de prática de crime doloso contra a vida cometido no Brasil, tendo sido julgado
por este fato perante tribunal do júri brasileiro, Nossa Constituição estabelece, em seu art. 5º, XXXVIII,
alínea “d” o seguinte: “é reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der a lei,
19
assegurados: (...) d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida;”. João foi
condenado em seu país de origem por manifestar-se, publicamente, em contrário à política praticada
pelo Governo, o que lá é considerado crime. Apesar de ser tipificado como crime no País de origem de
João, a CF/88 estabelece, em seu art. 5°, LII o seguinte: “não será concedida extradição de estrangeiro
por crime político ou de opinião;”. Logo, descabe o requerimento de extradição.

(DPEMA-2009-FCC): Relativamente à possibilidade de extradição de indivíduos sujeitos a


investigação ou processo criminal perante autoridades estrangeiras, a Constituição da República prevê
que o estrangeiro que se encontrar em território nacional não será extraditado na hipótese de
cometimento de crime político ou de opinião. BL: art. 5º, LII, CF.

(TJTO-2007-CESPE): Jean Pierre, francês, que se encontra no Brasil há mais de 15 anos, reside
atualmente em Palmas – TO. Atua como jornalista político em uma rádio local e também como
professor convidado na universidade pública federal. Jean Pierre fez graves acusações contra
autoridades locais e, por isso, encontra-se processado criminalmente por difamação. Além disso, Jean
Pierre integra uma associação de jornalistas, da qual foi afastado sumariamente por não apoiar a
candidatura da chapa vencedora que concorreu à direção da citada associação, decisão essa que foi
impugnada judicialmente pelo jornalista francês. Diante dessa situação hipotética, assinale a opção
correta acerca dos direitos e das garantias fundamentais previstos na Constituição Federal: A Jean
Pierre, embora estrangeiro, se aplicam os direitos e garantias fundamentais previstos na Constituição
Federal. BL: art. 5º, LII, CF.

OBS: Jean Pierre, apesar de estrangeiro, não poderia ser extraditado, uma vez que a CF/88 veda a
extradição de estrangeiros por crime de opinião (art. 5º, LII). O STF entende que os direitos e garantias
fundamentais são extensíveis aos estrangeiros residentes no país, bem como aos que se encontram de
passagem no país.

LIII - ninguém SERÁ processado nem sentenciado senão pela autoridade competente;

(Anal. Judic./STM-2018-CESPE): A respeito dos princípios constitucionais e gerais do direito


processual penal, julgue o item a seguir: Ninguém será processado nem sentenciado, senão pela
autoridade competente, em respeito ao princípio constitucional do juiz natural. BL: art. 5º, LIII e
XXXVII da CF/88 (processo penal)

(Téc. Judic./STJ-2018-CESPE): O princípio do juiz natural, ao impedir que alguém seja processado ou
sentenciado por outra que não a autoridade competente, visa coibir a criação de tribunais de exceção.
BL: arts. 5º, LIII e XXXVII da CF/88 (processo civil)

(TJSE-2015-FCC): Em relação às garantias constitucionais do processo penal, é correto afirmar que a


garantia do juiz natural é contemplada, mas não só, na previsão de que ninguém será processado nem
sentenciado senão pela autoridade competente. BL: arts. LIII e XXXVII da CF/88 (processo penal)

Explicação: "O princípio do juiz natural consagra o direito de ser processado pelo magistrado
competente (art. 5º, inc. LIII da CF) e a vedação constitucional à criação de juízos ou tribunais de
exceção (art. 5º, inc. XXXVII da CF). " Nestor Távora, Curso de Direito Processual Penal.

(TJSC-2009): O princípio do juiz natural pressupõe a existência de um órgão julgador técnico e isento,
com competência estabelecida na própria Constituição e nas leis de organização judiciária de modo a
impedir que ocorra julgamento arbitrário ou de exceção. BL: art. 5º, XXXVII e LIII, CF (proc. penal)

LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal;

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(TJMG-2014): O princípio do devido processual legal decorre da norma contida na Constituição no
art. 5º, inc. LIV, CR/88, garantindo às partes voz e meios para se defenderem, respeitando os direitos
fundamentais. BL: art. 5º, LIV, CF (proc. civil)

(TJMT-2014-FMP): Quanto ao direito ao contraditório no processo civil, é correto afirmar que é o


direito de ser informado, de reagir e de influenciar, tendo como titulares as partes e como destinatário
o juiz no processo.

(TJSC-2009): O princípio do devido processo legal consiste no direito de não ser privado da liberdade
e de seus bens, sem a garantia que supõe a tramitação de um processo desenvolvido na forma que
estabelece a lei. BL: art. 5º, LIV, CF (processo penal)

LV - AOS LITIGANTES, em processo judicial ou administrativo, e AOS ACUSADOS EM


GERAL SÃO ASSEGURADOS o CONTRADITÓRIO e AMPLA DEFESA, com os meios e recursos a
ela inerentes;

(Anal. Judic./STM-2018-CESPE): A respeito dos princípios constitucionais e gerais do direito


processual penal, julgue o item a seguir: A garantia, aos acusados em geral, de contraditar atos e
documentos com os meios e recursos previstos atende aos princípios constitucionais do contraditório
e da ampla defesa. BL: arts. 5º, LV, CF/88 (proc. penal)

(TJPI-2015-FCC): Ao afirmar que aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em
geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes, a Constituição
Federal conferiu natureza processual ao processo administrativo, no sentido de que ele deva observar
os princípios de ampla defesa e contraditório, sem, no entanto, conferir-lhe força jurisdicional. BL: art.
5º, LV da CF (administrativo)

(TJPE-2013-FCC): Em relação aos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa,


previstos no art. 5º, LV, da CF/88, é correto afirmar que estão intimamente relacionados, uma vez que
a ampla defesa garante o contraditório e por ele se manifesta e é garantida. BL: art. 5º, LV, CF (proc.
penal)

(TJPE-2013-FCC): Em relação aos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa,


previstos no art. 5º, LV, da CF/88, é correto afirmar que o contraditório é a ciência bilateral dos atos e
termos processuais e a possibilidade de contrariá-los. BL: art. 5º, LV, CF (proc. penal)

(TJPE-2013-FCC): Em relação aos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa,


previstos no art. 5º, LV, da CF/88, é correto afirmar que a ampla defesa desdobra-se em autodefesa e
defesa técnica, sendo a primeira exercida pessoalmente pelo acusado e a segunda por profissional
habilitado, com capacidade postulatória e conhecimentos técnicos. BL: art. 5º, LV, CF (proc. penal)

(TJPE-2013-FCC): Em relação aos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa,


previstos no art. 5º, LV, da CF/88, é correto afirmar que a defesa técnica é irrenunciável, por se tratar
de garantia da própria jurisdição. BL: art. 5º, LV, CF (proc. penal)

LVI - SÃO INADMISSÍVEIS, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos; (TJMG-
2005/2009) (PCES-2011) (Anal. Judic./STM-2018)

(MPRO-2017-FMP): Quando a CRFB/88, em seu art. 5°, LVI, traz a proibição de provas obtidas por
meios ilícitos, podemos afirmar que o que pretende é evitar que se utilizem provas obtidas por meios
ilícitos, contrariando os direitos fundamentais. BL: art. 5º, LVI da CF (constitucional)

OBS: Segundo Luiz Flávio Gomes, por força do princípio da proporcionalidade a prova ilícita poderá
ser admitida em favor do réu. Pois, se de um lado há a proibição da prova ilícita, do outro há a
21
presunção de inocência, e entre os dois deve preponderar a presunção de inocência. Assim, a prova
ilícita não serve para condenar ninguém, mas para absolver o inocente.

(DPERS-2011-FCC): A vedação da utilização de provas ilícitas pode ser excepcionalmente afastada em


favor do acusado.

LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória;

LVIII - o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nas hipóteses
previstas em lei; (Regulamento). (TJPA-2012)

LIX - SERÁ ADMITIDA AÇÃO PRIVADA NOS CRIMES DE AÇÃO PÚBLICA, se esta NÃO
FOR INTENTADA no prazo legal; (TJPA-2012)

LX - a lei SÓ PODERÁ RESTRINGIR A PUBLICIDADE DOS ATOS PROCESSUAIS quando a


defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem; (TJGO-2015) (Anal. Judic./STM-2018)

OBS: Princípio da publicidade restrita.

LXI - ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de
autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar,
definidos em lei;

LXII - a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao
juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada;

LXIII - o preso SERÁ INFORMADO de seus direitos, entre os quais o de PERMANECER


CALADO, SENDO-LHE ASSEGURADA a assistência da família e de advogado;

(TJCE-2018-CESPE): São princípios processuais penais expressos na CF a presunção de não


culpabilidade, o devido processo legal e o direito do suspeito ou indiciado ao silêncio. BL: art. 5º, LVII,
LIV, e LXIII, CF (proc. penal)

OBS: Vejamos o teor dos incisos: “LVII – ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de
sentença penal condenatória; LIV – ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo
legal; LXIII – o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada
a assistência da família e de advogado;”

(PCMA-2018-CESPE): A disposição constitucional que assegura ao preso o direito ao silêncio


consubstancia o princípio da inexigibilidade de autoincriminação. BL: art. 5º, LXIII, CF. (proc. penal)

LXIV - o preso TEM direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu
interrogatório policial; (TJGO-2015)

(MPDFT-2015): O preso tem direito à identificação dos responsáveis pelo seu interrogatório policial.
BL: art. 5º, LXIV, CF (constitucional)

(TJMT-2009-VUNESP): Aristeu, cidadão naturalizado brasileiro, foi preso em flagrante por tráfico de
entorpecentes. Nos termos do que estabelece a CF/1988, Aristeu terá direito à identificação dos
responsáveis por sua prisão. BL: art. 5º, LXIV, CF (constitucional)

LXV - a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária;

22
LXVI - ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória,
com ou sem fiança; (TJGO-2015)

LXVII - NÃO HAVERÁ PRISÃO CIVIL POR DÍVIDA, SALVO a do responsável pelo
inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel; (MPSP-
2006) (MPAM-2007)

OBS: A prisão por dívida civil do depositário infiel foi suspensa por haver recepcionado a Constituição
Federal de 1988 os termos do Pacto São José da Costa Rica, que dita em seu artigo 7º: “7. Ninguém deve
ser detido por dívida. Este princípio não limita os mandados de autoridade judiciária competente expedidos em
virtude de inadimplemento de obrigação alimentar. Assim, permanecendo a possibilidade por prisão civil por
inadimplemento de obrigação alimentar”.

LXVIII - conceder-se-á HABEAS CORPUS sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de
sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder;

(Escrivão de Polícia/MA-2018-CESPE): O habeas corpus pode ser impetrado por estrangeiro, mas
sempre em português.

OBS: O habeas corpus pode ser impetrado por estrangeiro, entretanto, de acordo com a jurisprudência
do STF não pode ser feito em língua estrangeira, portanto, sempre em Português, em respeito ao art.
13 da CF. Nesse sentido, STF – HC 88646/SC. Além da impetração deve ser redigida em língua
portuguesa, deve veicular a identificação do impetrante, já que é inadmissível a impetração anônima.

OBS: O HC não pode ser proposto em favor de pessoa jurídica, pois não há que se falar em liberdade
ambulatorial. Entretanto, segundo a doutrina e a jurisprudência predominantes, a pessoa jurídica
pode impetrar HC em favor de pessoa física (Escrivão de Polícia/MA-2018).

LXIX - conceder-se-á MANDADO DE SEGURANÇA para proteger direito líquido e certo, não
amparado por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder
for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público; (M)

(TST/Unificado-2017-FCC): Sobre direitos e garantias fundamentais de natureza processual, a


Constituição Federal de 1988 prevê que cabe mandado de segurança individual para proteger direito
líquido e certo não amparado por habeas corpus quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de
poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público.
BL: art. 5º, LXIX, CF/88.

LXX - o MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO PODE SER IMPETRADO por:

a) PARTIDO POLÍTICO com representação no Congresso Nacional; (TJPE-2011) (TJPR-


2008/2010) (TST/Unificado-2017)

b) ORGANIZAÇÃO SINDICAL, ENTIDADE DE CLASSE ou ASSOCIAÇÃO legalmente


constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros
ou associados; (TJDFT-2007) (TJMG-2005/2008) (Anal. Legisl.-Câm. Deputados-2014) (Procurador-
AL/RS-2018)

(TJRS-2009): Pessoa jurídica pode ajuizar mandado de segurança para proteger direito líquido e certo,
ameaçado por ato ilegal ou abusivo praticado por autoridade pública. BL: art. 5º, LXIX e LXX, CF.

OBS: É o caso do partido político com representação no Congresso e da organização sindical, entidade
de classe e associação legalmente constituída (art. 5º, LXX, CF).

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SÚMULA 629-STF: A impetração de mandado de segurança coletivo por entidade de classe em favor
dos associados independe da autorização destes.

OBS: todavia, a atuação das associações na defesa dos interesses de seus membros se dá por
representação — e não por substituição processual, salvo nos casos de mandado de segurança coletivo.
No mais, a representatividade de seus filiados será considerada autorizada expressamente quando
chancelada por ata de assembleia ou autorização individual.

LXXI - conceder-se-á MANDADO DE INJUNÇÃO sempre que a falta de norma regulamentadora


TORNE INVIÁVEL o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes
à nacionalidade, à soberania e à cidadania; (TJMG-2008/2009) (TJPR-2010) (Téc. Judic./TRT6-2018)

A ADO seria o instrumento para fazer um apelo ao legislador, constituindo-o em mora, enquanto o
MI, por seu turno, seria o importante instrumento de concretização dos direitos fundamentais (cf. item
14.11.5.7) e, assim, dando um exato sentido ao art. 5.º, § 1.º, que fala em aplicação imediata

(Anal. Legisl.-Câm. Salvador/BA-2018-FGV): João, servidor público municipal, teve conhecimento de


que a Constituição da República de 1988 tinha assegurado determinado direito estatutário aos
servidores, mas condicionava o seu exercício à edição de lei que o regulamentasse. Apesar de
decorridos muitos anos desde a promulgação da Constituição, a lei não foi editada, omissão que torna
inviável o exercício do seu direito. À luz da sistemática constitucional e da narrativa acima, o
instrumento passível de ser utilizado por João para a tutela dos seus interesses é o mandado de
injunção. BL: art. 5º, LXXI, CF/88.

(TJRS-2012): Os direitos constitucionalmente garantidos por meio de mandado de injunção


apresentam-se como direito à execução de um ato normativo, os quais não poderiam ser diretamente
satisfeitos por meio de provimento jurisdicional. BL: STF, MI 758, j. em 2008.

(TJRS-2012): A omissão inconstitucional pode referir-se tanto a uma omissão total do legislador quanto
a uma omissão parcial. BL: STF, MI 107/DF, j. 21/09/90.

(TJRS-2012): Tratando-se de processo subjetivo, a decisão possui eficácia considerada a relação jurídica
nele revelada. BL: STF, MI 107/DF, j. 21/09/90.

(TJRS-2012): O mandado de injunção não é meio próprio para ver-se declarada inconstitucionalidade
por omissão de ato administrativo do Presidente da República.

Explicação: O Mandado de Injunção serve para declarar a omissão quanto ato legislativo, decorrente de
uma norma constitucional de eficácia limitada.

(Cartórios/TJSP-2012-VUNESP): A CF/88 trouxe em seu bojo ações constitucionais chamadas de writs.


Dentre estas ações, há uma que visa proteger o exercício de um direito constitucional pelo cidadão,
tornado inviável pela falta de norma regulamentadora: mandado de injunção. BL: art. 5º, LXXI, CF/88.

(TJPR-2010): O mandado de injunção pode ser impetrado por pessoa física ou jurídica que seja
impossibilitada de exercer um determinado direito constitucional por ausência de norma
regulamentadora.

LXXII - CONCEDER-SE-Á HABEAS DATA:

a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de


registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público; (TJMG-2009) (TJSP-
2009) (TCEMG-2018)

24
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou
administrativo; (TJPI-2012) (TJRS-2009)

(TJMG-2018-Consulplan): A Constituição prevê ações específicas de controle da Administração


Pública, às quais a doutrina se refere com a denominação de remédios constitucionais. Quais seriam
os remédios constitucionais passíveis de serem utilizados, individualmente, por qualquer pessoa
física? Mandado de segurança individual e habeas data. BL: art. 5º, LXIX e LXXII, CF.

(TJAP-2009-FCC): Dentre as garantais constitucionais constantes da Constituição, incluem-se o habeas


data para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de
registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público, bem como para a
retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo.
BL: art. 5º, LXXII, CF.

(TJSP-2009-VUNESP): O Habeas Data será concedido para a retificação de dados, quando não se prefira
fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo. BL: art. 5º, LXXII, “b”, CF.

LXXIII - QUALQUER CIDADÃO É PARTE LEGÍTIMA [obs.: é o único legitimado] para propor
AÇÃO POPULAR que VISE A ANULAR ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o
Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural,
FICANDO o autor, SALVO COMPROVADA MÁ-FÉ, ISENTO DE CUSTAS JUDICIAIS e do ÔNUS
DA SUCUMBÊNCIA; (TJPR-2008) (TST/Unificado-2017) (TCEMG-2018)

(MPMG-2018): Qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato
lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa,
ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento
de custas judiciais e do ônus da sucumbência. BL: art. 5º, LXXIII, CF.

(MPBA-2018): Em ação popular proposta com o objetivo de anular ato lesivo ao patrimônio cultural,
o cidadão estará isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência, exceto no caso de comprovação
de sua má-fé. BL: art. 5º, LXXIII, CF.

(Auditor do Estado-SEFAZ/RS-2018-CESPE): A ação constitucional que tem o cidadão como


legitimado ativo e que objetiva defender interesse difuso para anular ato lesivo ao patrimônio público,
à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural denomina-se ação
popular. BL: art. 5º, LXXIII, CF.

(Anal. Judic./TJAL-2018-FGV): Eraldo, que jamais deixara de votar em uma eleição, cumprindo
fielmente os seus deveres cívicos, tomou conhecimento de que o Prefeito Municipal estava realizando
diversos gastos de forma irregular, sem a prévia realização de processo licitatório e sem qualquer
motivo idôneo à contratação direta. Com o objetivo de responsabilizar o Prefeito pelos danos causados
ao patrimônio público, Eraldo procurou um advogado e solicitou que fosse informado da ação que
poderia ajuizar. À luz da sistemática constitucional, essa ação é: ação popular. BL: art. 5º, LXXIII, CF.

(TJRJ-2011-VUNESP): Assiste ao Poder Judiciário decidir, com força de definitividade, toda e


qualquer contenda sobre a adequada aplicação do Direito. Nesse contexto, é possível afirmar que o
Poder Judiciário controla, in concreto, a legitimidade dos comportamentos da Administração Pública,
anulando suas condutas, compelindo-a àquelas que seriam obrigatórias e condenando-a a indenizar
os lesados, quando for o caso. Dentre as medidas judiciais para correção da conduta administrativa,
afora as comuns do Direito Privado, assinale a alternativa cuja medida judicial está à disposição de
qualquer cidadão e se presta para obter a anulação de atos ou contratos administrativos lesivos ao
patrimônio de entidade em que o Estado participe: Ação Popular. BL: art. 5º, LXXIII, CF.

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(Anal. Judic./TRT23-2011-FCC): Cassio tomou conhecimento que a praça pública próxima à sua
residência será fechada por interesses escusos, posto que no terreno, cuja propriedade foi transferida
ilegalmente para o particular, será erguido um complexo de edifícios de alto padrão, que beneficiará o
Prefeito Municipal com um apartamento. Segundo a Constituição Federal, visando anular o ato lesivo
que teve notícia, Cassio poderá propor ação popular. BL: art. 5º, LXXIII, CF.

(TJSC-2010): Qualquer cidadão em pleno gozo de seus direitos políticos pode invalidar atos ou
contratos administrativos ilegais ou lesivos ao patrimônio da União, Estados ou Municípios. Esta
afirmação refere-se a ação popular. BL: art. 5º, LXXIII, CF.

(TJMG-2009): O cidadão, enquanto tiver os seus direitos políticos suspensos, está inabilitado a propor
Ação Popular. BL: art. 5º, LXXIII, CF.

(TJMG-2008): A ação popular poderá ser ajuizada por qualquer cidadão e não se limita somente a
obter a anulação de ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que participe o Estado e à
moralidade administrativa, mas também à defesa do meio ambiente e do patrimônio histórico e
cultural. BL: art. 5º, LXXIII, CF.

(TJSP-2008-VUNESP): Diretor de sociedade de economia mista da qual o Município participa pratica


ato lesivo ao patrimônio da empresa. A anulação do ato pode ser pleiteada em ação popular proposta
por qualquer cidadão. BL: art. 5º, LXXIII, CF.

(TJPI-2007-CESPE): Visando à anulação de ato lesivo ao meio ambiente, a ação popular pode ser
intentada por qualquer cidadão. BL: art. 1º, da LAP e art. 5º, inciso LXXIII, CF. (ambiental)

##ATENÇÃO#STF## O STF não possui competência originária para processar e julgar ação popular,
ainda que ajuizada contra atos e/ou omissões do Presidente da República. A competência para julgar
ação popular contra ato de qualquer autoridade, até mesmo do Presidente da República, é, via de regra,
do juízo de 1º grau. STF. Plenário. Pet 5856 AgR, Rei. Min. Celso de Mello. julgado em 25/11/2015
(Info 811).

LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência
de recursos;

LXXV - o Estado INDENIZARÁ o condenado POR ERRO JUDICIÁRIO, assim como o que ficar
preso além do tempo fixado na sentença;

(DPEAP-2018-FCC): Em sede de processo pelo cometimento de crime sujeito à pena de reclusão, é


proferida sentença condenatória em primeira instância, confirmada por seus próprios fundamentos,
em segunda instância, sendo dado início à execução da pena privativa de liberdade quando do
respectivo trânsito em julgado. Anos mais tarde, enquanto o condenado ainda cumpria a pena que lhe
havia sido imposta, o Tribunal de Justiça julga procedente revisão criminal, absolvendo-o, com
fundamento em nova prova de sua inocência, sem que ato ou falta imputável ao condenado houvesse
contribuído para a reversão do julgado. Diante da procedência da revisão criminal e do tempo que
permaneceu encarcerado, pretende o condenado obter indenização por danos morais em face do
Estado. Nessa situação, à luz da Constituição Federal e da jurisprudência do STF, restou configurada
hipótese apta a desencadear a responsabilidade civil do Estado por ato jurisdicional, de natureza
objetiva, o que inclui o dever de indenização por danos morais, como pretendido pelo condenado. BL:
art. 5º, LXXV c/c art. 37, §6º, CF/88.

OBS: ERRO JUDICIÁRIO. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO. DIREITO À


INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS DECORRENTES DE CONDENAÇÃO DESCONSTITUÍDA
EM REVISÃO CRIMINAL E DE PRISÃO PREVENTIVA. CF, ART. 5º, LXXV. C.PR.PENAL, ART. 630.
1. O direito à indenização da vítima de erro judiciário e daquela presa além do tempo devido, previsto

26
no art. 5º, LXXV, da Constituição, já era previsto no art. 630 do C. Pr. Penal, com a exceção do caso de
ação penal privada e só uma hipótese de exoneração, quando para a condenação tivesse contribuído o
próprio réu. 2. A regra constitucional não veio para aditar pressupostos subjetivos à regra geral da
responsabilidade fundada no risco administrativo, conforme o art. 37, § 6º, da Lei Fundamental: a
partir do entendimento consolidado de que a regra geral é a irresponsabilidade civil do Estado por
atos de jurisdição, estabelece que, naqueles casos, a indenização é uma garantia individual e,
manifestamente, não a submete à exigência de dolo ou culpa do magistrado. 3. O art. 5º, LXXV, da
Constituição: é uma garantia, um mínimo, que nem impede a lei, nem impede eventuais construções
doutrinárias que venham a reconhecer a responsabilidade do Estado em hipóteses que não a de erro
judiciário stricto sensu, mas de evidente falta objetiva do serviço público da Justiça. (STF, RE 505393
PE, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, j. 26/6/07, 1ª Turma).

(TJBA-2012-CESPE): Se um juiz, ao praticar ato de natureza penal, agir de modo negligente e


condenar alguém por sentença que contenha erro judiciário, caberá ao Estado a responsabilidade de
indenizar essa pessoa. BL: art. 5º, LXXV, CF/88.

(TJSP-2008-VUNESP): A responsabilidade civil do Estado, prevista na Constituição Federal, estende-


se aos danos causados em decorrência de erro judiciário, considerando-se que o magistrado se
enquadra no conceito constitucional de agente público. BL: art. 5º, LXXV c/c art. 37, §6º, CF/88.

(TJAP-2008-FGV): Apesar de a Constituição Federal ditar que "o Estado indenizará o condenado por
erro judiciário, assim como o que ficar preso além do tempo fixado na sentença", a regra é a
irresponsabilização do Estado por atos de jurisdição. BL: art. 5º, LXXV c/c art. 37, §6º, CF/88.

LXXVI - SÃO GRATUITOS para os reconhecidamente pobres, na forma da lei:

a) o registro civil de nascimento; (TJPE-2011)

b) a certidão de óbito; (TJPE-2011)

LXXVII - são gratuitas as ações de HABEAS CORPUS e HABEAS DATA, e, na forma da lei, os atos
necessários ao exercício da cidadania. (TJBA-2012) (DPESP-2013) (TCEMG-2018) (Anal./DPEAM-2018)
(Escrevente/TJSP-2018)

Previsão constitucional de isenção de custas:


- Habeas Corpus
- Habeas Data
- Ação Popular (salvo se comprovada má fé do autor)
- Exercício da cidadania
- Direito de petição
- Obtenção de certidões
Dica Qconcursos:
- DIREITO DE PETIÇÃO E DE OBTER CERTIDÃO: isento ("independe") do pagamento de taxas;
- AÇÃO POPULAR: isenta de custas e ônus da sucumbência, salvo comprovada má-fé;
- HC e HD: gratuitos;
- ATOS NECESSÁRIOS AO EXERCÍCIO DA CIDADANIA: gratuitos, na forma da lei;
- REGISTRO DE NASCIMENTO E CERTIDÃO DE ÓBITO: gratuitos aos reconhecidamente
pobres;
- ASSISTÊNCIA JURÍDICA E INTEGRAL PELO ESTADO: gratuita a quem comprove insuficiência
de recursos.
- CASAMENTO: O casamento é civil e gratuita a celebração

Dica: Os H’s são de GRAÇA!

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Dica: quem MANDA sempre PAGA! Mandado de segurança e mandado de injunção (incisos LXX e
LXXI), portanto, são pagos.

(Anal. Judic./STJ-2018-CESPE): É vedado ao legislador editar lei em que se exija o pagamento de


custas processuais para a impetração de habeas corpus. BL: art. 5º, LXXVII, CF.

LXXVIII - a todos, no âmbito judicial e administrativo, SÃO ASSEGURADOS A RAZOÁVEL


DURAÇÃO DO PROCESSO e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (TST/Unificado-2017)

(TJPR-2008): A CF/1988 assegura, tanto no âmbito judicial quanto no administrativo, a razoável


duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. BL: art. 5º, LXXVIII, CF.

§ 1º As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais TÊM APLICAÇÃO


IMEDIATA. (TJAP-2009)

OBS: para José Afonso da Silva, o termo “aplicação”, constante no parágrafo, não se confunde com
“aplicabilidade”. Para o auto APLICALÇÃO significa que as normas constitucionais são “dotadas de
todos os meios e elementos necessários à sua pronta incidência aos fatos, situações, condutas ou
comportamentos que elas regulam.

§ 2º Os direitos e garantias expressos nesta Constituição NÃO EXCLUEM outros decorrentes do


regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa
do Brasil seja parte. (Anal. Judic./TRF1-2017) (Téc. Judic./STJ-2018) (PCRS-2018)

(MPAM-2007-CESPE): Embora o art. 5.º da CF disponha de forma minuciosa sobre os direitos e as


garantias fundamentais, ele não é exaustivo e não exclui outros direitos. BL: art. 5º, §2º, CF.

OBS: O rol dos direitos fundamentais previsto na CF/88 é exemplificativo, a teor de seu art. 5º, §2º.

§ 3º Os TRATADOS e CONVENÇÕES INTERNACIONAIS SOBRE DIREITOS HUMANOS


que FOREM APROVADOS, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos
dos votos dos respectivos membros, SERÃO EQUIVALENTES ÀS EMENDAS CONSTITUCIONAIS.
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (Atos aprovados na forma deste parágrafo) (TJMG-
2006) (MPSP-2010) (TJSP-2011) (MPSC-2013) (DPERN-2015)

(Anal. Judic./TJAL-2018-FGV): O Presidente da República celebrou tratado internacional no qual os


Estados celebrantes se comprometiam a oferecer condições adequadas, no ambiente prisional, às
mulheres grávidas que se encontrassem presas. Esse tratado foi aprovado pelas Casas do Congresso
Nacional e regularmente promulgado na ordem jurídica interna. À luz da sistemática constitucional,
o tratado internacional assim aprovado é equivalente à emenda constitucional, desde que aprovado
em dois turnos, por três quintos dos votos dos membros das Casas. BL: art. 5º, §3º, CF.

(DPEPR-2017-FCC): De acordo com o posicionamento do Supremo Tribunal Federal sobre a hierarquia


dos tratados internacionais de direitos humanos, consideram-se como tratados de hierarquia
constitucional: 1) Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu
respectivo Protocolo Facultativo − Convenção de Nova Iorque e; 2) Tratado de Marraqueche para
facilitar o acesso a obras publicadas às pessoas cegas, com deficiência visual ou com outras
dificuldades para aceder ao texto impresso.

OBS: O Tratado de Marraqueche foi aprovado pelo Congresso Nacional com status de emenda pelo
Decreto Legislativo 261/2015, em setembro de 2015, sendo ratificado em 11 de dezembro de o 2015.
Agora, em 2018, o referido Tratado foi promulgado pelo Dec. 9.522/2018. Sendo assim, o Brasil
aprovou o Tratado de Marraqueche na forma qualificada prevista no § 3º do artigo 5º da Constituição
28
Federal, conforme o Projeto de Decreto Legislativo 347/2015 do Senado Federal (57/2015, na Câmara
dos Deputados). Com o vigor internacional do Tratado, o Brasil passa a ter mais um instrumento com
equivalência de emenda constitucional — o terceiro tratado com nível hierárquico formalmente
constitucional no Brasil, que vem somar-se à Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas
com Deficiência e pelo seu Protocolo Facultativo, ambos aprovados por maioria congressual
qualificada em 2009 (promulgados pelo Decreto 6.949/2009).

(PGEMT-2016-FCC): No que concerne aos Tratados Internacionais de proteção dos direitos humanos
e sua evolução constitucional no direito brasileiro à luz da Constituição Federal, eles são caracterizados
como sendo de hierarquia constitucional, dependendo de aprovação pelas duas casas do Congresso
Nacional, pelo quórum mínimo de 3/5, em dois turnos, em cada casa. BL: art. 5º, §3º, CF/88.

(MPSP-2013): O Decreto Legislativo n. 186, de 09 de julho de 2008, aprovou o texto da Convenção sobre
os Direitos das Pessoas com Deficiência e de seu Protocolo Facultativo, assinados em Nova Iorque, em
30 de março de 2007. O Decreto n.º 678, de 6 de novembro de 1992, promulgou a Convenção Americana
sobre Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica), de 22 de novembro de 1969.Tais normas
ingressaram no ordenamento jurídico brasileiro com o grau hierárquico de norma constitucional e
norma supralegal, respectivamente.

Explicação: A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e de seu Protocolo Facultativo,
assinados em Nova Iorque, em março de 2007 trata-se DE NORMA CONSTITUCIONAL, posto que
FOI APROVADA PELO QUORUM QUALIFICADO DE EMENDA CONSTITUCIONAL, previsto no
art. 5º § 3ºda CF/88. Já a Convenção Americana de Direitos Humanos, como NÃO FORA APROVADA
PELO QUORUM QUALIFICADO, trata-se de NORMA SUPRALEGAL, isto é, acima, da lei, mas
abaixo da CF/88, consoante entendimento do STF. Porém, há doutrina que entende que os tratados
internacionais de Direitos Humanos, MESMO QUE NÃO APROVADOS PELO QUORUM
QUALIFICADO DE EMENDA CONSTITUCIONAL, tem status DE NORMA CONSTITUCIONAL,
consoante art. 5º, §3º DA CF/88.

(DPEMS-2012-VUNESP): Considerando a doutrina pátria do direito constitucional, pode-se afirmar


sobre o denominado bloco de constitucionalidade brasileiro que a Convenção sobre os direitos das
pessoas com deficiência, aprovada pelo Decreto Legislativo n.º 186/08, passou a integrar o nosso bloco
de constitucionalidade.

(TJPR-2012-PUCPR): Os tratados que versem sobre direitos humanos e que forem aprovados, em
nosso poder legislativo, pelo mesmo rito previsto para emendas constitucionais, terão status de norma
constitucional.

(TJSP-2009-VUNESP): Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos celebrados


pelo Brasil equivalerão às emendas constitucionais quando forem aprovados, em cada Casa do
Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros.

§ 4º O BRASIL SE SUBMETE à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha


manifestado adesão. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (Anal. Judic./TJRS-2017)
(TJCE-2018)

CAPÍTULO II
DOS DIREITOS SOCIAIS

Art. 6º São DIREITOS SOCIAIS a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o


transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a
assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. (Redação dada pela Emenda Constitucional
nº 90, de 2015) (TJAP-2009)

29
(MPPB-2011): Não é incompatível com o direito fundamental social à moradia a norma legal que exclui
da garantia de impenhorabilidade do bem de família o bem do fiador em contrato de locação.

Explicação: Fiador. Locação. Ação de despejo. Sentença de procedência. Execução. Responsabilidade


solidária pelos débitos do afiançado. Penhora de seu imóvel residencial. Bem de família.
Admissibilidade. Inexistência de afronta ao direito de moradia, previsto no art. 6º da CF.
Constitucionalidade do art. 3º, VII, da Lei 8.009/1990, com a redação da Lei 8.245/1991. [RE 407.688,
rel. min. Cezar Peluso, j. 8-2-06, P, DJ de 6-10-2006.] = RE 608.558 AgR, rel. min. Ricardo Lewandowski,
j. 1º-6-2010, 1ª T, DJE de 6-8-2010.

ART. 6º DA CF/88
Redação anterior à EC 90/2015 Redação ATUAL

Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a
alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte,
segurança, a previdência social, a proteção à o lazer, a segurança, a previdência social, a
maternidade e à infância, a assistência aos proteção à maternidade e à infância, a assistência
desamparados, na forma desta Constituição. aos desamparados, na forma desta Constituição.

Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua
condição social:

I - relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa, nos termos de lei
complementar, que preverá indenização compensatória, dentre outros direitos;

II - seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário;

III - fundo de garantia do tempo de serviço;

IV - salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender às suas necessidades
vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene,
transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo
vedada sua vinculação para qualquer fim; (MPMS-2018)

V - piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho; (DPECE-2008)

VI - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo;

VII - garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem remuneração variável;

VIII - décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria;

IX – remuneração do trabalho noturno superior à do diurno;

X - proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua retenção dolosa;

XI – participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração, e, excepcionalmente,


participação na gestão da empresa, conforme definido em lei;

(TJPR-2012-UFPR): O art. 7º, XI da CF, que institui o direito do trabalhador à “participação nos lucros,
ou resultados, desvinculada da remuneração e, excepcionalmente, participação na gestão da empresa,
conforme definido em lei”, veicula norma de eficácia limitada. BL: art. 7º, XI, CF.

30
OBS: Além disso, é dotada de aplicabilidade indireta, mediata e reduzida, pois exige norma
infraconstitucional para que se materialize na prática.

XII - salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei;
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998)

XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais,
facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de
trabalho; (vide Decreto-Lei nº 5.452, de 1943)

XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, salvo
negociação coletiva;

XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos;

XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinqüenta por cento à do


normal; (Vide Del 5.452, art. 59 § 1º)

XVII - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal;

XVIII - licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e vinte
dias;

XIX - licença-paternidade, nos termos fixados em lei;

XX - proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos termos da


lei;

(MPMT-2012): A norma “São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à
melhoria de sua condição social: [...] proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos
específicos, nos termos da lei” ( art. 7º, XX, CF/88 ) é de eficácia limitada de princípio programático.

XXI - aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de trinta dias, nos termos
da lei;

XXII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança;

XXIII - adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na forma da


lei;

XXIV - aposentadoria;

XXV - assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até 5 (cinco) anos de idade
em creches e pré-escolas; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006)

XXVI - reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho;

XXVII - proteção em face da automação, na forma da lei;

XXVIII - seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenização a
que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa;

31
XXIX - ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo prescricional de
cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do contrato
de trabalho; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 28, de 25/05/2000)

a) (Revogada). (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 28, de 25/05/2000)

b) (Revogada). (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 28, de 25/05/2000)

XXX - proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por


motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;

XXXI - proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do


trabalhador portador de deficiência;

XXXII - proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os profissionais
respectivos;

XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre A MENORES DE DEZOITO e de


qualquer trabalho A MENORES DE DEZESSEIS ANOS, SALVO na condição de aprendiz, a partir de
quatorze anos; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) (Cartórios/TJMG-2017)

XXXIV - igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o


trabalhador avulso.

Parágrafo único. São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos os direitos previstos
nos incisos IV, VI, VII, VIII, X, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XXI, XXII, XXIV, XXVI, XXX, XXXI e XXXIII
e, atendidas as condições estabelecidas em lei e observada a simplificação do cumprimento das
obrigações tributárias, principais e acessórias, decorrentes da relação de trabalho e suas peculiaridades,
os previstos nos incisos I, II, III, IX, XII, XXV e XXVIII, bem como a sua integração à previdência social.
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 72, de 2013)

DIREITOS ASSEGURADOS AOS TRABALHADORES DOMÉSTICOS


IV - salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender às suas necessidades
vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário,
higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder
aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim;
VI - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo;
VII - garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem remuneração variável;
VIII - décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria;
X - proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua retenção dolosa;
XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais,
facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva
de trabalho;
XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos;
XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinquenta por cento à do
normal;
XVII - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal;
XVIII - licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e vinte dias;
XIX - licença-paternidade, nos termos fixados em lei;
XXI - aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de trinta dias, nos termos da
lei;
XXII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança;
XXIV - aposentadoria;
XXVI - reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho;

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XXX - proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo
de sexo, idade, cor ou estado civil;
XXXI - proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador
portador de deficiência;
XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre A MENORES DE DEZOITO e de
qualquer trabalho A MENORES DE DEZESSEIS ANOS, SALVO na condição de aprendiz, a partir de
quatorze anos.

DIREITOS ASSEGURADOS AOS TRABALHADORES DOMÉSTICOS APÓS A EDIÇÃO DE


LEI REGULAMENTANDO A MATÉRIA
I - relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa, nos termos de lei
complementar, que preverá indenização compensatória, dentre outros direitos;
II - seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário;
III - fundo de garantia do tempo de serviço;
IX – remuneração do trabalho noturno superior à do diurno;
XII - salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei;
XXV - assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até 5 (cinco) anos de idade em
creches e pré-escolas;
XXVIII - seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenização a que
este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa;

Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte:

I - a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, ressalvado o registro
no órgão competente, vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical;
(DPECE-2008)

II - é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, representativa de


categoria profissional ou econômica, na mesma base territorial, que será definida pelos trabalhadores
ou empregadores interessados, não podendo ser inferior à área de um Município; (MPSC-2016)

III - ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria,
inclusive em questões judiciais ou administrativas;

IV - a assembleia geral fixará a contribuição que, em se tratando de categoria profissional, será


descontada em folha, para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva,
independentemente da contribuição prevista em lei;

Segundo o STF: eficácia plena e aplicabilidade imediata

##Atenção: ##STF: ##DOD: São compatíveis com a Constituição Federal os dispositivos da Lei
13.467/17 (Reforma Trabalhista) que extinguiram a obrigatoriedade da contribuição sindical e
condicionaram o seu pagamento à prévia e expressa autorização dos filiados. No âmbito formal, o
STF entendeu que a Lei 13.467/17 não contempla normas gerais de direito tributário (art. 146, III, “a”,
da CF/88). Assim, não era necessária a edição de lei complementar para tratar sobre matéria relativa a
contribuições. Também não se aplica ao caso a exigência de lei específica prevista no art. 150, § 6º, da
CF/88, pois a norma impugnada não disciplinou nenhum dos benefícios fiscais nele mencionados,
quais sejam, subsídio ou isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito presumido, anistia
ou remissão. Sob o ângulo material, o STF afirmou que a Constituição assegura a livre associação
profissional ou sindical, de modo que ninguém é obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato
(art. 8º, V, da CF/88). O princípio constitucional da liberdade sindical garante tanto ao trabalhador
quanto ao empregador a liberdade de se associar a uma organização sindical, passando a contribuir

33
voluntariamente com essa representação. Não há nenhum comando na Constituição Federal
determinando que a contribuição sindical é compulsória. Não se pode admitir que o texto
constitucional, de um lado, consagre a liberdade de associação, sindicalização e expressão (art. 5º, IV e
XVII, e art. 8º) e, de outro, imponha uma contribuição compulsória a todos os integrantes das categorias
econômicas e profissionais. STF. Plenário. ADI 5794/DF, Rel. Min. Edson Fachin, red. p/ o ac. Min. Luiz
Fux, julgado em 29/6/2018(Info 908).

V - ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato;

VI - é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho;

VII - o aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organizações sindicais;

VIII - é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo


de direção ou representação sindical e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do mandato,
salvo se cometer falta grave nos termos da lei.

Parágrafo único. As disposições deste artigo aplicam-se à organização de sindicatos rurais e de


colônias de pescadores, atendidas as condições que a lei estabelecer.

Art. 9º É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a


oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender. (DPU-2017)

§ 1º A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendimento das


necessidades inadiáveis da comunidade.

§ 2º Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei.

Art. 10. É assegurada a participação dos trabalhadores e empregadores nos colegiados dos órgãos
públicos em que seus interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto de discussão e deliberação.

Art. 11. Nas empresas de mais de duzentos empregados, é assegurada a eleição de um


representante destes com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendimento direto com os
empregadores.

CAPÍTULO III
DA NACIONALIDADE

Art. 12. São brasileiros:

I - natos:

a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes
NÃO ESTEJAM a serviço de seu país [critérios: “jus soli” MENOS o critério funcional]; (DPESC-2017)

(Anal. Previdenc.-IPRESP/SP-2017-VUNESP): Pierre é filho de pais estrangeiros, mas nasceu no


Brasil. De acordo com a CF/88, Pierre pode ser considerado brasileiro nato, desde que seus pais não
estejam a serviço de seu país de origem. BL: art. 12, I, “a”, CF/88.

(DPEMS-2013-VUNESP): Segundo a CF/88, são brasileiros natos os nascidos na República Federativa


do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a serviço de seu país. BL: art.
12, I, “a”, CF/88.

34
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro OU mãe brasileira, desde que QUALQUER
DELES ESTEJA A SERVIÇO da República Federativa do Brasil [critérios: “jus sanguinis” MAIS o
critério funcional]; (Anal./DPESC-2018) (DPEMS-2013)

(Investigador de Polícia/PCBA-2018-VUNESP): Imagine que Marieta, brasileira nata, e Roger,


americano nato, estejam residindo atualmente nos Estados Unidos, período em que ocorre o
nascimento de Lucas, filho deles. Nessa situação, nos termos da disposição da Constituição acerca da
nacionalidade, é correto afirmar que, caso Marieta esteja nos Estados Unidos a serviço da República
Federativa do Brasil, o seu filho será considerado como brasileiro nato. BL: art. 12, I, “b”, CF/88.

OBS: Assim, se Marieta estiver nos EUA a serviço do Brasil, seu filho Lucas será brasileiro nato.

(TJRS-2009): Pablo nasceu em Buenos Aires. Seu pai é o embaixador brasileiro na Argentina e sua mãe
é de nacionalidade argentina. Nos termos da CF/88 e alterações em vigor, é correto afirmar que Pablo
é brasileiro nato, independentemente de quaisquer condições. BL: art. 12, I, “b”, CF/88.

OBS: Pablo é brasileiro nato, independentemente de quaisquer condições pois o seu pai está em estado
estrangeiro (Argentina) a serviço do Brasil (embaixador). Nos termos do art. 12, I, “b”, CF/88, são
brasileiros natos os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer
deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil.

c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro OU de mãe brasileira, desde que SEJAM


REGISTRADOS em repartição brasileira competente [critérios: “jus sanguinis” + registro na
repartição brasileira competente - consulado] OU venham a residir na República Federativa do Brasil
e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira [critérios:
“jus sanguinis” + “jus domicilii” + opção]; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 54, de 2007)
(TJAL-2008) (TJAP-2009) (DPEMS-2013)

(ABIN-2018-CESPE): Julgue o item seguinte, relativo ao direito de nacionalidade: Filho de brasileiros


nascido no estrangeiro que opte pela nacionalidade brasileira não poderá ser extraditado, uma vez que
os efeitos dessa opção são plenos e têm eficácia retroativa. BL: art. 5º, VI e art. 12, I, “c”, CF/88 e art.
215, §2º do Dec. 9.199/2017.

OBS: Ou seja, o sujeito é Brasileiro NATO e com isso a CF/88 disciplina, em seu art. 5º, inciso LI:
“nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes
da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins,
na forma da lei”. Então, se ele tiver praticado alguma das hipóteses de extradição (crime comum ou
envolvimento com tráfico de entorpecentes e drogas afins), por exemplo, e apenas depois vier a residir
aqui e optar pela nacionalidade, o Brasil não poderá extraditar. A eficácia será retroativa, atingirá
todos os eventos passados dessa pessoa como brasileiro para todos os efeitos.
Vejamos o teor do art. 215 do Dec. 9199/2017:
Art. 215. O filho de pai ou mãe brasileira nascido no exterior e cujo registro
estrangeiro de nascimento tenha sido transcrito diretamente em cartório
competente no País terá a confirmação da nacionalidade vinculada à opção
pela nacionalidade brasileira e pela residência no território nacional.
§ 1o Depois de atingida a maioridade e até que se faça a opção pela
nacionalidade brasileira, a condição de brasileiro nato ficará suspensa para
todos os efeitos.
§ 2o Feita a opção pela nacionalidade brasileira, os efeitos da condição de
brasileiro nato retroagem à data de nascimento do interessado.

(DPEAM-2018-FCC): Filho de pai estrangeiro e mãe brasileira, nascido durante período em que sua
mãe prestava serviços para uma empresa multinacional no exterior e sem registro de seu nascimento
em repartição brasileira, Jacques passou a morar no Brasil aos 21 anos de idade, tendo então feito a

35
opção pela nacionalidade brasileira, homologada por juiz federal. Seis anos mais tarde, contudo, foi
requerida sua extradição, por governo estrangeiro, em virtude de ter sido condenado à prisão perpétua
por seu envolvimento, um ano antes de sua vinda ao país, em crime de homicídio. O requerente, no
caso, é governo de país com o qual o Brasil mantém tratado de extradição. Diante desses elementos, à
luz da Constituição Federal e da jurisprudência do STF, Jacques é considerado brasileiro nato, razão
pela qual não poderá ser concedida sua extradição. BL: art. 5º, VI e art. 12, I, “c”, CF/88.

OBS: Observe que a questão não se enquadrava no art. 12, I, “b” da CF/88, pois sua mãe prestava
serviços para uma empresa multinacional no exterior.

(TRF2-2017): Sujeito nascido no estrangeiro, filho de mãe brasileira e de pai estrangeiro, que veio a
residir no território brasileiro e aqui, após a maioridade, optou e adquiriu a nacionalidade brasileira
pode, oportunamente, candidatar-se e ser eleito Presidente da República. BL: art. 12, I, "c", c/c art. 12,
§3º, I da CF/88.

OBS: Sendo brasileiro nato, pode concorrer ao cargo privativo de Presidente da República (CF, art. 12,
§ 3º, I).

(TCEPE-2017-CESPE): Situação hipotética: Cláudio, brasileiro nato, por interesse exclusivamente


pessoal, residiu em país estrangeiro, onde teve um filho com uma cidadã local. Assertiva: Nessa
situação, segundo a CF, o filho de Cláudio poderá ser considerado brasileiro nato, ainda que não venha
a residir no Brasil. BL: art. 12, I, “c”, CF.
OBS: Para que o filho de Cláudio seja brasileiro nato, BASTA que ele seja registrado na repartição
competente OU que opte, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade
brasileira E venha a morar aqui. A chave está nesses conectivos. Por conta desse "OU", entende-se que
já que ele não residiu no Brasil (a questão afirma dessa maneira), ele ainda poderá ser brasileiro nato,
desde que simplesmente seja registrado no consulado.

(Anal. Judic./TRF5-2017-FCC): Considere as situações: I) Anny e Joseph, ambos norte-americanos,


decidiram sediar uma empresa no Brasil e, por essa razão, mudaram-se para o Rio de Janeiro, onde
nasceu seu primeiro filho – Anthony; II) Carlos, brasileiro e diplomata, foi convocado para representar
o Brasil na Itália e lá conheceu sua esposa Valentina, italiana, com quem teve o filho Enrico, que nasceu
em solo italiano; III) Yohanes e Natália, ambos brasileiros, após namorarem por oito anos resolveram
se casar e morar na Alemanha, onde Yohanes possui família, e lá tiveram dois filhos, Hans e Klaus. Ao
contrário de Hans, Klaus foi registrado em repartição brasileira competente. São brasileiros natos:
Anthony, por ter nascido em solo brasileiro, ainda que de pais estrangeiros; Enrico, por ser filho de
brasileiros que estava na Itália a serviço do Brasil; Klaus, por ser filho de brasileiros e ter sido registrado
em repartição pública brasileira competente; e Hans, caso venha a residir no Brasil e opte, em qualquer
tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira. BL: art. 12, I, alíneas “a” a “c”,
CF/88.

OBS: Vejamos cada uma das situações trazidas pela questão:


 PRIMEIRO: Anthony é brasileiro NATO porque nasceu no Brasil e nenhum de seus pais
estavam a serviço de seu país de origem (art. 12, I, “a”, CF).
 SEGUNDO: Enrico é brasileiro NATO porque, apesar de ter nascido em solo estrangeiro, seu
pai estava a serviço do Brasil (art. 12, I, “b”, CF).
 TERCEIRO: Klaus é brasileiro NATO porque, apesar de ter nascido em solo estrangeiro, foi
registrado em repartição brasileira competente + seus pais eram brasileiros (art. 12, I, “c”, CF).
 QUARTO: Hans pode ser considerado brasileiro NATO caso venha a residir no Brasil e opte,
a qualquer tempo, após atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira. Além disso, seus
pais são brasileiros (art. 12, I, “c”, CF).

(Anal. Judic./TRT7-2017-CESPE): Caio, nascido na Itália, filho de mãe brasileira e pai italiano, veio
residir no Brasil aos dezesseis anos de idade. Quando atingiu a maioridade, Caio optou pela
nacionalidade brasileira. A partir das informações dessa situação hipotética, assinale a opção correta:
36
O fato de Caio ser brasileiro nato impede a sua extradição, em qualquer hipótese. BL: art. 5º, LI c/c art.
12, I, “c”, CF/88.

(TJAP-2008-FGV): Segundo a Constituição, são brasileiros natos os nascidos no estrangeiro de pai


brasileiro ou mãe brasileira, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou
venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a
maioridade, pela nacionalidade brasileira. BL: art. 12, I, “c”, CF/88.

(TJRR-2008-FCC): Nascido em dezembro de 2007, na França, filho de pai brasileiro e mãe argelina,
João é registrado em repartição consular brasileira sediada naquele país. Nessa hipótese, nos termos
da Constituição da República, João é considerado brasileiro nato. BL: art. 12, I, “c”, 1ª parte, CF/88.

II - naturalizados:

a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de países
de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral;

b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil há mais


de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira.
(Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994) (DPESC-2017) (Analista/DPESC-
2018)

§ 1º Aos portugueses COM RESIDÊNCIA PERMANENTE no País, se houver reciprocidade em


favor de brasileiros, serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos nesta
Constituição. (Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994) (DPESC-2017)

§ 2º A lei NÃO PODERÁ ESTABELECER DISTINÇÃO entre brasileiros natos e naturalizados,


SALVO nos casos previstos nesta Constituição. (Anal. Judic./TJRS-2017)

§ 3º SÃO PRIVATIVOS de brasileiro nato os cargos:

I - de Presidente e Vice-Presidente da República;

(TRF2-2017): Sujeito nascido no estrangeiro, filho de mãe brasileira e de pai estrangeiro, que veio a
residir no território brasileiro e aqui, após a maioridade, optou e adquiriu a nacionalidade brasileira
pode, oportunamente, candidatar-se e ser eleito Presidente da República. BL: art. 12, I, "c", c/c art. 12,
§3º, I da CF/88.

OBS: Sendo brasileiro nato, pode concorrer ao cargo privativo de Presidente da República (CF, art. 12,
§ 3º, I).

II - de Presidente da Câmara dos Deputados;

(TJRN-2013-CESPE): Alemão naturalizado brasileiro pode ser deputado federal, mas não presidente
da Câmara dos Deputados. BL: art. 12, §3º, II da CF/88.

III - de Presidente do Senado Federal;

(TCEPE-2017-CESPE): Estrangeiro que resida no Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e não
tenha condenação penal poderá tornar-se, após requerimento, brasileiro naturalizado e, nessa
condição, candidatar-se a deputado federal ou senador, mas, se eleito, estará impedido de presidir a
casa legislativa à qual pertencer. BL: art. 12, inciso II, “c” c/c §3º, II e III, CF/88.

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(TJSP-2013-VUNESP): É (São) cargo(s) eletivo(s) privativo(s) de brasileiros natos o cargo de Presidente
das Casas Legislativas (Câmara dos Deputados e Senado Federal). BL: art. 12, §3º, II e III, CF/88.

IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal; (DPESC-2017)

V - da carreira diplomática; (MPSC-2014)

(Anal. Judic./TRF5-2017-FCC): Nuno e Manuel são dois jovens adultos de nacionalidade originária
portuguesa que fixaram residência no Brasil e, após cumpridos os requisitos pertinentes, adquiriram
a nacionalidade brasileira. Nuno almeja um dia tornar-se Ministro do Supremo Tribunal Federal - STF
e Manuel, seguir a carreira diplomática a serviço da República Federativa do Brasil, não possuindo
qualquer dos dois a intenção de voltar a seu país de origem. Considerados esses elementos, à luz da
CF/88, nenhum dos dois poderá exercer os cargos pretendidos, por serem estes privativos de
brasileiros natos. BL: art. 12, §3º, IV e V, CF/88.

VI - de oficial das Forças Armadas.

(TRF3-2016): Só o brasileiro nato pode ser Chefe do Estado Maior das Forças Armadas. BL: art. 12, §3º,
VI, CF/88.

VII - de Ministro de Estado da Defesa (Incluído pela Emenda Constitucional nº 23, de 1999)

(PCMT-2017-CESPE): O boliviano Juan e a argentina Margarita são casados e residiram, por alguns
anos, em território brasileiro. Durante esse período, nasceu, em território nacional, Pablo, o filho deles.
Nessa situação hipotética, de acordo com a CF, Pablo será considerado brasileiro nato e poderá vir a
ser ministro de Estado da Defesa. BL: art. 12, I, “a” c/c §3º, VII, da CF/88.

(TRF2-2014): Pablo nasceu no estrangeiro, filho de mãe brasileira e de pai mexicano, e veio a residir no
Brasil pouco antes de completar 15 anos. Atingida a maioridade, optou pela nacionalidade brasileira,
através de processo que tramitou na Justiça Federal. Pablo tem, agora, 30 anos de idade. Assinale a
opção correta: Em tese, Pablo poderá ser titular, dentro de alguns anos, de qualquer cargo privativo de
brasileiro nato. BL: art. 12, §3º, CF.

OBS: Como ele tem trinta anos, faltam apenas 5 para, em tese, ele estar apto a ocupar qualquer cargo
privativo de brasileiro nato. Ex: Presidente da República, ministro do STF, ministro de estado da defesa
etc.

(MPPE-2014-FCC): Renomado advogado, brasileiro naturalizado, com 36 anos de idade e 12 de


exercício profissional, pretende exercer cargo público, ao qual possa aceder por intermédio de eleição
ou nomeação, independentemente de concurso público. Seu interesse recai sobre os cargos de
Presidente da República, Senador, Ministro do STF, Ministro do STJ ou Ministro do Tribunal de Contas
da União. Em tese, preenchidas as demais condições pertinentes a cada cargo considerado, poderá o
interessado vir a ser apenas Senador, Ministro do STJ ou Ministro do Tribunal de Contas da União. BL:
art. 12, §3º, CF/88.

(MPMG-2013): O brasileiro naturalizado pode ocupar os seguintes cargos, EXCETO o de: Presidente
do Conselho Nacional de Justiça.

OBS: A questão exige a conjugação de alguns artigos da CF. Vejamos: 1º) O Conselho Nacional de
Justiça (CNJ) é presidido pelo Presidente do STF (art. 103-B, §1º - CF); 2º) O Presidente do STF é um
dos ministros que integram o STF. 3º)Para ser ministro do STF, o sujeito deve ser, obrigatoriamente,
brasileiro nato (art. 12, §3º, inc. IV). Conclusão: O Presidente do CNJ é um brasileiro nato.

§ 4º - SERÁ DECLARADA a PERDA DA NACIONALIDADE do brasileiro que:


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I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao
interesse nacional;

(DPESC-2017-FCC): Sobre o tema da nacionalidade na CF/88, é correto afirmar: Será declarada


a perda da nacionalidade do brasileiro que tiver cancelada sua naturalização, por sentença
judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional. BL: art. 12, §4º, I, CF/88.

(DPU-2016-CESPE): O cancelamento da naturalização por meio de sentença judicial transitada


em julgado acarreta a perda dos direitos políticos. BL: art. 12, §4º, I, c/c art. 15, I da CF/88.

II - adquirir outra nacionalidade, SALVO nos casos: (Redação dada pela Emenda Constitucional
de Revisão nº 3, de 1994) (MPSC-2016)

(TRF2-2017): Incorre em causa de perda de nacionalidade o brasileiro nato que, já sendo


milionário e exclusivamente por ter se apaixonado pelos céus de Paris, obtém a nacionalidade
francesa, por naturalização. BL: art. 12, §4º, II, CF/88.

OBS: Há exceções, porém a questão não trata de nenhuma delas.

a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira; (Incluído pela Emenda


Constitucional de Revisão nº 3, de 1994) (TRF2-2017)

b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado


estrangeiro, como CONDIÇÃO PARA PERMANÊNCIA em seu território ou PARA O EXERCÍCIO de
direitos civis; (Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994)

(Anal. Judic./STJ-2018-CESPE): Conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal,


brasileiro nato que tiver perdido a nacionalidade poderá ser extraditado. BL: Info 859, STF.

OBS: Vejamos o teor do julgado veiculado nos Info 822 e 859 do STF:
Se um brasileiro nato que mora nos EUA e possui o green card decidir
adquirir a nacionalidade norte-americana, ele irá perder a
nacionalidade brasileira.
Não se pode afirmar que a presente situação se enquadre na exceção
prevista na alínea “b” do § 4º do art. 12 da CF/88. Isso porque, como
ele já tinha o green card, não havia necessidade de ter adquirido a
nacionalidade norte-americana como condição para permanência ou
para o exercício de direitos civis.
O estrangeiro titular de green card já pode morar e trabalhar
livremente nos EUA.
Dessa forma, conclui-se que a aquisição da cidadania americana
ocorreu por livre e espontânea vontade.
Vale ressaltar que, perdendo a nacionalidade, ele perde os direitos e
garantias inerentes ao brasileiro nato. Assim, se cometer um crime
nos EUA e fugir para o Brasil, poderá ser extraditado sem que isso
configure ofensa ao art. 5º, LI, da CF/88.
STF. 1ª Turma. MS 33864/DF, Rel. Min. Roberto Barroso, j. 19/4/16
(Info 822).
STF. 1ª Turma. Ext 1462/DF, Rel. Min. Roberto Barroso, j. 28/3/17
(Info 859).

(DPEPE-2018-CESPE): Com relação à perda e à suspensão dos direitos políticos, assinale a opção
correta: A aquisição voluntária de outra nacionalidade implica perda da nacionalidade brasileira
e, consequentemente, dos direitos políticos. BL: art. 12, §4º, II, CF.

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(PGM-Várzea Paulista/SP-2016-VUNESP): Cidadão brasileiro estabelece residência em Nova
Iorque e lá permanece por muitos anos e, preenchendo os requisitos impostos pela legislação
norte-americana, pleiteia a naturalização, para que passe a ser nacional dos Estados Unidos.
Tendo sido concedido o pedido pelo governo americano, é correto afirmar que o Cidadão poderá
ter declarada a perda da nacionalidade brasileira, se a norma estrangeira não impuser a
naturalização como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos
civis. BL: art. 12, §4º, II, CF.

(MPPE-2002-FCC): Rebeca, brasileira nata, casou-se em país estrangeiro com um natural de lá.
Sabendo-se que a lei estrangeira concede automaticamente a nacionalidade local em virtude do
casamento, Rebeca não perderá a nacionalidade brasileira, porque assumiu a outra
nacionalidade como condição para o exercício do direito ao casamento. BL: art. 12, §4º, II, “b”,
CF/88.

Art. 13. A língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil.

§ 1º São SÍMBOLOS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL a BANdeira, o HIno, as Armas


e o SElo NAcionais [Dica: BA-HI-A-S e SE-NA]. (Analista/DPEAM-2018)

§ 2º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão ter símbolos próprios.

CAPÍTULO IV
DOS DIREITOS POLÍTICOS

Art. 14. A SOBERANIA POPULAR SERÁ EXERCIDA pelo sufrágio universal e pelo voto direto
e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: (TJPR-2008) (MPMG-2010) (TJGO-
2010) (TJMG-2014)

OBS: Vide art. 60, §4º, II da CF/88.

(DPERO-2017-VUNESP): De acordo com a atual Constituição Federal, o sufrágio abrange o


direito de votar e de ser votado, sendo que o primeiro direito é pressuposto do segundo, pois
para ser elegível é necessário ser eleitor. BL: art. 14, CF. (constitucional)

(TRF4-2016): O cidadão que exerce dois mandatos consecutivos como Prefeito de determinado
Município fica inelegível para o cargo de mesma natureza em qualquer outro Município da
Federação, para o período subsequente. BL: STF, 637.485/RJ.

(TJDFT-2014-CESPE): Jânio, prefeito do município X, foi reeleito para mais quatro anos de
mandato, estando à frente do Poder Executivo municipal durante dois mandatos consecutivos.
No próximo pleito, Jânio pretende candidatar-se a prefeito de outro município, localizado a
poucos quilômetros de X. Nessa situação, de acordo com a jurisprudência do STF acerca da
matéria, a participação de Jânio no próximo pleito fere o princípio republicano, não sendo, pois,
possível, em nenhum município da Federação. (eleitoral)

Explicação: Entendimento consolidado pelo TSE veda o " PREFEITO ITINERANTE" por clara
violação ao postulados da temporariedade dos mandatos (PRINCÍPIO REPUBLICANO). RE
637485.

(TJMS-2008-FGV): O princípio da imediaticidade do sufrágio é característica do sistema eleitoral


brasileiro. (eleitoral)

I - plebiscito;

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II - referendo;

III - iniciativa popular.

(MPAC-2014-CESPE): A soberania popular é exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto
e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante plebiscito, referendo e
iniciativa popular. BL. Art. 14, I, II e III, CF.

(TJDFT-2007): A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e
secreto, com igual valor para todos, e, nos termos da lei, mediante plebiscito, referendo e
iniciativa popular. BL. Art. 14, I, II e III, CF.

(MPCPA-2019-CESPE) No que se refere a poder constituinte e suas características, assinale


a opção correta, tendo como referência o entendimento doutrinário. O texto constitucional
editado pela assembleia constituinte em procedimento direto será validado juridicamente com
a aprovação do povo, mediante plebiscito ou referendo.

§ 1º O ALISTAMENTO ELEITORAL e o VOTO SÃO: (TJMG-2014)

I - OBRIGATÓRIOS para os maiores de dezoito anos; (TJRS-2016)

(Anal. Legisl.-Câm. Salvador/BA-2018-FGV): Eraldo, adolescente de quinze anos, nascido em


território brasileiro, tinha o sonho de seguir carreira política. Para planejar o seu futuro, procurou
um amigo advogado e pediu algumas orientações iniciais. Foi-lhe informado que, para se
candidatar a um cargo eletivo no Poder Legislativo, era preciso preencher uma série de
requisitos, dentre os quais o de ser cidadão e não ser alcançado por uma causa de inelegibilidade.
À luz da sistemática constitucional e da narrativa acima, Eraldo somente se tornará cidadão com
o alistamento eleitoral. BL: art. 14, §1º, CF.

OBS: Essa assertiva é o gabarito em tela, pois, para que uma pessoa se torne cidadã, esta deve,
obrigatoriamente, realizar o alistamento eleitoral.

II - FACULTATIVOS para:

a) os analfabetos; (TJDFT-2007) (TJMS-2015) (TJRS-2016)

b) os maiores de setenta anos; (TJMG-2014) (TJRS-2016)

c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. (TJMG-2014)

##Atenção: ##STF: ##DOD: É válido o cancelamento do título do eleitor que, convocado por
edital, não comparecer ao processo de revisão eleitoral, em virtude do que dispõe o art. 14,
caput, e § 1º da CF/88. São válidos o art. 3º, § 4º, da Lei 7.444/85 e as Resoluções do TSE que
preveem o cancelamento do título dos eleitores que não comparecerem à revisão eleitoral. STF.
Plenário. ADPF 541 MC/DF, Rel. Min. Roberto Barroso, j. 26/9/18 (Info 917)

##Observação sobre o julgado acima: Se é válido condicionar o exercício do voto ao


alistamento, é válido condicioná-lo à apresentação do título à revisão: A revisão eleitoral se
destina a manter a integridade e a atualização do alistamento. O Min. Roberto Barroso
construiu o seguinte raciocínio: “A CF/88 autoriza, em seu art. 14, § 1º, que o voto seja condicionado
ao alistamento eleitoral. Tanto o alistamento como a revisão eleitoral possuem o mesmo propósito e,
portanto, devem receber o mesmo tratamento constitucional. Se é válido condicionar o exercício do voto ao
alistamento, também é válido condicionar o exercício do voto à apresentação do título para revisão
eleitoral.”

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§ 2º NÃO PODEM ALISTAR-SE como eleitores OS ESTRANGEIROS e, durante o período do
serviço militar obrigatório, OS CONSCRITOS. (TJPB-2011) (DPERN-2015)

(Anal. Judic./TJAL-2018-FGV): Jean, nacional francês residente no território brasileiro, procurou


um advogado e solicitou que fosse esclarecido que direitos a ordem jurídica brasileira lhe
assegurava, mais especificamente se possuía direitos fundamentais e direitos políticos. À luz da
sistemática constitucional, o advogado deve afirmar que Jean possui direitos fundamentais em
extensão inferior aos dos brasileiros, mas não direitos políticos. BL: art. 5º, caput, c/c art. 14, §2º,
CF.

OBS: Os estrangeiros não exercem direitos políticos de nenhuma espécie, sendo a única exceção
o caso do português equiparado, também chamado de quase nacional. Em outras palavras, os
estrangeiros não possuem direitos políticos pois são inalistáveis, ou seja, não podem votar e nem
serem votados. Outrossim, a afirmação “direitos fundamentais em extensão inferior aos dos
brasileiros” justifica-se pelo fato de o estrangeiro não exercer plenamente todos os direitos
fundamentais (como os direitos políticos por exemplo, que são espécies de direitos
fundamentais), mas apenas aqueles considerados essenciais (preservação do direito à liberdade,
do devido processo legal, da propriedade, etc).

(Anal./DPEAM-2018-FCC): A Constituição Federal de 1988 estabelece, como regra geral, que são
inalistáveis e inelegíveis como eleitores: estrangeiros. BL. Art. 14, §2º, CF.

(TJMS-2015-VUNESP): Nos termos da interpretação do Tribunal Superior Eleitoral, referente ao


alistamento eleitoral, não podem alistar-se os conscritos, durante o serviço militar obrigatório.
BL. Art. 14, §2º, CF.

(MPMA-2014): Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros. BL. Art. 14, §2º, CF.

(MPMS-2011): Embora eleitores, não podem votar: Os eleitores conscritos. BL. Art. 14, §2º, CF.

§ 3º SÃO CONDIÇÕES DE ELEGIBILIDADE, na forma da lei:

I - a nacionalidade brasileira;

II - o pleno exercício dos direitos políticos;

III - o alistamento eleitoral;

IV - o domicílio eleitoral na circunscrição; (M)

V - a filiação partidária; Regulamento

VI - a idade mínima de:

a) TRINTA E CINCO ANOS para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador; (M)

b) TRINTA ANOS para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal;

(MPDFT-2014): É condição de elegibilidade, na forma da lei, a idade mínima de trinta anos para
Governador de Estado. BL. art. 14, §3º, VI, “b”, CF.

c) VINTE E UM ANOS para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-
Prefeito e juiz de paz; (TJMG-2006) (Anal. Legisl./AL-RS-2018)

42
d) DEZOITO ANOS para VEREADOR.

(TJRS-2016): De acordo com o artigo 14 da CF/88, referente aos direitos políticos, assinale a
alternativa correta: Os menores de 18 (dezoito) anos são inelegíveis. BL: art. 14, §3º, VI, “d”,
CF/88.

(TJMT-2014-FMP): É exigência feita aos cidadãos que pretendem se candidatar a cargos eletivos,
demonstrem as seguintes condições de elegibilidade: pleno exercício dos direitos políticos,
domicílio eleitoral e nacionalidade brasileira. BL: art. 14, §3º, CF/88. (eleitoral)

(TJSP-2011-VUNESP): A elegibilidade é a regra e são elegíveis todos os que atenderem às


condições estabelecidas, que são a nacionalidade brasileira, o pleno exercício dos direitos
políticos, alistamento, domicílio e filiação partidária e idade prevista na Constituição. BL: art. 14,
§3º, CF/88. (eleitoral)

§ 4º SÃO INELEGÍVEIS os inalistáveis e os analfabetos. (TJMS-2008) (TJCE-2018)

(TJDFT-2007): Nos termos do que preconizado na Constituição de República de 1988, a respeito


dos Direitos Políticos: São inelegíveis os inalistáveis. BL. art. 14, §4º, CF.

§ 5º O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e


quem os houver sucedido [obs.: a sucessão é definitiva], ou substituído [obs.: a substituição é
temporária] no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subsequente. (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 16, de 1997) (M)

§ 6º Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores de Estado e do


Distrito Federal e os Prefeitos [obs.: membros do Poder Executivo] DEVEM RENUNCIAR aos
respectivos mandatos até seis meses antes do pleito. (Anal. Legisl./AL-RS-2018)

(Investig. Polícia/PCBA-2018-VUNESP): Imagine a seguinte situação hipotética: o Prefeito do


Município X foi eleito no ano de 2016. Nessa situação, é correto afirmar que caso decida se
candidatar ao cargo de Presidente ou Vice-Presidente da República, deverá possuir a idade
mínima de 35 (trinta e cinco) anos e renunciar ao respectivo mandato de Prefeito até 6 (seis)
meses antes do pleito. BL. art. 14, §3º, VI c/c §6º, CF.

(TRF4-2016): Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, o Governador de


Estado, o Governador do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos
mandatos até 6 (seis) meses antes dos pleitos respectivos. BL: art. 14, §6º, CF.

(AGU-2015-CESPE): Com base nas normas constitucionais e na jurisprudência do STF, julgue o


item seguinte: Vice-governador de estado que não tenha sucedido ou substituído o governador
durante o mandato não precisará se desincompatibilizar do cargo atual no período de seis meses
antes do pleito para concorrer a outro cargo eletivo. BL: art. 14, §6º, CF.

OBS: "É de se ressaltar que o disposto no § 6º do art. 14 da CF aplica-se, tão somente, aos
titulares de mandatos de presidente da república, governadores de estado e do Distrito
Federal e prefeitos municipais. Seus respectivos vices, portanto, não são abrangidos pela
previsão constitucional supracitada, desde que, nos seis meses anteriores ao pleito, não
assumam, mesmo que em substituição, o cargo de titular". (BARREIROS NETO, 2015, p. 223).

OBS: A desincompatibilização é exigida, via de regra, do Presidente, Governador ou Prefeito


que está no cargo. Se o Vice-Governador não assumiu o cargo, seja a título provisório
(substituição), seja a título definitivo (sucessão), não há porque exigir a renúncia 6 meses antes
do pleito (desincompatibilização).

43
§ 7º SÃO INELEGÍVEIS, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes
consanguíneos ou afins, ATÉ O SEGUNDO GRAU ou POR ADOÇÃO, do Presidente da República,
de Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído
dentro dos seis meses anteriores ao pleito, SALVO SE já titular de mandato eletivo e candidato à
reeleição. (MPSC-2013) (TJPR-2014) (TRF4-2016) (TJMSP-2016) (Anal. Legisl./AL-RS-2018)

##Atenção: ##STF: ##DOD: Segundo o STF, a vedação ao exercício de três mandatos


consecutivos pelo mesmo núcleo familiar aplica-se também na hipótese em que um dos
mandatos tenha sido para suceder o eleito que foi cassado: “Ao se fazer uma interpretação
conjugada dos §§ 5º e 7º do art. 14 da CF/88 chega-se à conclusão de que a intenção do poder
constituinte foi a de proibir que pessoas do mesmo núcleo familiar ocupem três mandatos
consecutivos para o mesmo cargo no Poder Executivo. Em outras palavras, a CF/88 quis proibir
que o mesmo núcleo familiar ocupasse três mandatos consecutivos de Prefeito, de Governador
ou de Presidente. A vedação ao exercício de três mandatos consecutivos de prefeito pelo mesmo
núcleo familiar aplica-se também na hipótese em que tenha havido a convocação do segundo
colocado nas eleições para o exercício de mandato-tampão. Ex: de 2010 a 2012, o Prefeito da
cidade era Auricélio. Era o primeiro mandato de Auricélio. Seis meses antes das eleições,
Auricélio renunciou ao cargo. Em 2012, Hélio (cunhado de Auricélio) vence a eleição para
Prefeito da mesma cidade. De 2013 a 2016, Hélio cumpre o mandato de Prefeito. Em 2016, Hélio
não poderá se candidatar à reeleição ao cargo de Prefeito porque seria o terceiro mandato
consecutivo deste núcleo familiar”. STF. 2ª Turma. RE 1128439/RN, Rel. Min. Celso de Mello, j.
23/10/18 (Info 921).

(TJSP-2014-VUNESP): Assinale a opção correta, a respeito da inelegibilidade: A dissolução do


vínculo conjugal, no curso do mandato, não afasta a inelegibilidade do cônjuge, que não seja
titular de mandato eletivo do Presidente da República, de Governador de Estado ou de Prefeito,
no território de jurisdição do titular do mandato, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato
à reeleição. BL: SV 18, STF e art. 14, §7º, CF.

(TJDFT-2014-CESPE): Considere que Tino, casado com Rita, esteja no exercício de seu segundo
mandato consecutivo de prefeito do município Y e que o casal se divorcie durante o segundo
mandato. Nessa situação, consoante entendimento jurisprudencial do STF e do TSE acerca das
hipóteses de inelegibilidade, caso Rita decida candidatar-se, na eleição imediatamente posterior
ao segundo mandato de Tino, ao mesmo cargo no mesmo município, ela será considerada
inelegível, uma vez que o divórcio não afasta a inelegibilidade. BL: SV, 18 do STF (direito
eleitoral)

§ 8º O MILITAR ALISTÁVEL É ELEGÍVEL, atendidas as seguintes condições: (TJPB-2011)


(TJSP-2013) (DPERN-2015)

I - se contar menos de dez anos de serviço, DEVERÁ AFASTAR-SE da atividade; (TJMSP-2016)


(TJRS-2016)

II - se contar mais de dez anos de serviço, SERÁ AGREGADO pela autoridade superior e, SE
ELEITO, PASSARÁ AUTOMATICAMENTE, NO ATO DA DIPLOMAÇÃO, para a inatividade.
(TJRS-2016)

(MPPE-2002-FCC): Muitas são as condições de elegibilidade que devem ser preenchidas para a
participação política ativa e passiva. Rinaldo é oficial da Polícia Militar do Estado e conta mais de
dez anos de serviço. Resolveu ser candidato a Deputado Estadual. Nesse caso, ele é elegível e, se
eleito, passará automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade. BL: art. 14, §8, CF
(eleitoral)

§ 9º LEI COMPLEMENTAR ESTABELECERÁ outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua


cessação, a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para exercício de mandato
44
considerada vida pregressa do candidato, e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência
do poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou
indireta. (Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 4, de 1994) (TJSP-2011) (TJRS-2016)

(TJMG-2018-Consulplan): O art. 14, §9º, da Constituição da República, que foi regulamentada


com a promulgação da Lei Complementar 64/90, a fim de resguardar a lisura e autenticidade
do processo político-eleitoral, preconiza a propositura da Ação de Investigação Judicial Eleitoral
(AIJE), a ser manejada por qualquer partido, coligação, candidato ou pelo Ministério Público.
BL: art. 14, §9º, CF e art. 22 da LC 64/90.

OBS: Vejamos o art. 22, caput da LC 64/90: “Qualquer partido político, coligação, candidato ou
Ministério Público Eleitoral poderá representar à Justiça Eleitoral, diretamente ao Corregedor-Geral
ou Regional, relatando fatos e indicando provas, indícios e circunstâncias e pedir abertura de
investigação judicial para apurar uso indevido, desvio ou abuso do poder econômico ou do poder de
autoridade, ou utilização indevida de veículos ou meios de comunicação social, em benefício de candidato
ou de partido político, obedecido o seguinte rito: (...)"

(Anal. Legisl.-Valinhos/SP-2017-VUNESP): O princípio da lisura das eleições ou da isonomia


de oportunidades está calcado na ideia de cidadania, de origem popular do poder e no combate
à influência do poder econômico ou político nas eleições. BL: art. 23 da LC 64/90 c/c art. 14, §9º
da CF.

(TJSP-2011-VUNESP): A vida pregressa do candidato pode ser considerada para fins de


inelegibilidade. BL: art. 14, §9º, CF. (eleitoral)

(TJAL-2008-CESPE): Além daqueles constitucionalmente previstos, lei complementar


estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de proteger
probidade, a moralidade para o exercício do mandato considerada a vida pregressa do
candidato, e a normalidade e a legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico
ou o abuso do exercício da função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta. BL:
art. 14, §9º, CF.

§ 10. O MANDATO ELETIVO PODERÁ SER IMPUGNADO ante a Justiça Eleitoral NO PRAZO
DE QUINZE DIAS CONTADOS DA DIPLOMAÇÃO, INSTRUÍDA a ação com provas de abuso do
poder econômico, corrupção ou fraude. (TJDFT-2007) (TJSP-2011)

(TJMG-2018-Consulplan): É cabível a propositura da Ação de Impugnação de Mandato Eletivo


(AIME) na hipótese de abuso de poder praticado por ato de viés econômico grave. BL: art. 14,
§9º, CF. (eleitoral)

OBS: Apesar de a Constituição Federal afirmar, no art. 14, §10º, que a AIME será proposta em
casos de corrupção, fraude ou abuso de poder econômico, tem-se entendido que o abuso de
poder praticado por meio da utilização abusiva de recursos também serve de causa petendi da
referida ação.

(MPSP-2017): O mandato eletivo pode ser impugnado perante a Justiça Eleitoral no prazo de
quinze dias da diplomação, por abuso do poder econômico, corrupção ou fraude. BL: art. 14,
§10, CF/88.

OBS: A AIME - Ação de Impugnação de Mandato Eletivo é uma ação eleitoral prevista na corpo
da Constituição Federal, especificamente no art. 14, § 10, e tem como objetivo atacar diretamente
o mandato obtido por um candidato eleito, em face da ocorrência de abuso de poder
econômico, corrupção ou fraude, podendo ser intentado até quinze dias após a obtenção do
diploma. O objeto da AIME é o mandato vencido na Eleição, que se consolidou com a obtenção
do diploma pelo eleito ou suplente na data da diplomação perante a Justiça Eleitoral, evento
45
que marca o início da contagem temporal para o início da ação perante o Órgão competente para
julgá-lo. Importante observar que a diplomação ocorre independentemente da presença do eleito
ou suplente à cerimônia designada ou mesmo da recepção do diploma em si por parte do eleito
ou suplente.

(Anal. Judic./TRE-TO-2017-CESPE): Se um parlamentar federal do estado de Tocantins for


reeleito e haja prova de que, durante o processo eleitoral, tenha ocorrido abuso do poder
econômico, a ação de impugnação de mandato eletivo deverá ser proposta até quinze dias após
a diplomação. BL: art. 14, §10, CF/88 (eleitoral)

OBS: A AIME (Ação de Impugnação de Mandato Eletivo) visa impedir o mandato político de
quem incorreu em:
- Abuso de poder econômico;
- Corrupção; e
- Fraude.

(TJMG-2014): Uma das hipóteses de cabimento da ação de impugnação de mandato eletivo é a


de abuso de poder econômico. BL: art. 14, §10, CF.

(TJMG-2009): A Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (AIME), o Mandado de Injunção e a


Ação Popular são ações constitucionais. BL: art. 14, §10 e art. 5º incisos LXXI e LXXIII da CF.

§ 11. A AÇÃO DE IMPUGNAÇÃO DE MANDATO tramitará em segredo de justiça,


respondendo o autor, na forma da lei, se temerária ou de manifesta má-fé. (TJPA-2014)

Art. 15. É VEDADA a CASSAÇÃO DE DIREITOS POLÍTICOS, cuja PERDA ou SUSPENSÃO


SÓ SE DARÁ nos casos de: (TJDFT-2007) (TJPR-2008) (TJMG-2014) (DPEPE-2018)

(MPRR-2017-CESPE): A suspensão de direitos políticos não ocorre em relação ao beneficiado


pela suspensão condicional do processo. BL: art. 15, III, CF. (eleitoral)

Explicação: Inelegibilidade. Indeferimento de registro de candidatura. Antecedente criminal


atentatório ao princípio da moralidade (art. 14, § 9o, da CF/88). I – Alegação de ofensa à Súmula-
TSE no 13 e ao art. 14, § 9o, da CF: procedência. II – A suspensão condicional do processo não
implica aceitação dos termos da denúncia nem afasta a presunção de inocência: hipótese em
que o cumprimento das condições acarreta a extinção da punibilidade e não elide a
primariedade do réu (Lei no 9.099/95, art. 89). III – Somente a sentença penal condenatória com
trânsito em julgado pode induzir à inelegibilidade prevista no art. 1o, I, e, da LC no 64/90. IV
– O art. 14, § 9o, da CF não é auto-aplicável: depende de lei complementar que tipifique os casos
de inelegibilidade decorrentes das diretivas ali estabelecidas. V – Recurso provido para deferir
a candidatura”. (Ac. de 3.9.2002 no REspe no 19.959, rel. Min. Sepúlveda Pertence.)

(TJSP-2011-VUNESP): É vedada a cassação de direitos políticos, enquanto que a perda ou


suspensão de direitos políticos decorrem de várias causas. BL: art. 15, CF (eleitoral)

I - cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado; [obs.: perda dos direitos
políticos] (Anal. Judic./TJRS-2017)

(Anal. Judic./TRETO-2017-CESPE): A perda ou a suspensão dos direitos políticos do eleitor


ocorrerá se sua naturalização for cancelada por sentença transitada em julgado. BL: art. 15, I,
CF/88.

(Anal. Judic./TRF5-2017-FCC): Indivíduo originário de país asiático requereu e obteve a


nacionalidade brasileira em 2010, quinze anos depois de ter fixado e mantido ininterruptamente

46
residência no país. Foi condenado no exterior, pelo seu comprovado envolvimento em tráfico
ilícito de entorpecentes praticado no ano de 2012, por sentença criminal transitada em julgado
em 2017, tendo sido então requerida sua extradição. Nessa situação, à luz da Constituição
Federal, o indivíduo em questão é considerado brasileiro naturalizado, que pode ser extraditado,
em virtude da natureza da atividade em que comprovado seu envolvimento, bem como ter sua
naturalização cancelada por decisão judicial, acaso o crime pelo qual foi condenado constitua
atividade nociva ao interesse nacional, hipótese em que perderá seus direitos políticos após o
respectivo trânsito em julgado. BL: art. 5º, LI, c/c art. 12, II, “b” e §4º c/c art. 15, I, todos da
CF/88.

(Anal. Judic./TRF5-2017-FCC): Leiza, canadense naturalizada brasileira, teve cancelada sua


naturalização, por sentença judicial transitada em julgado, em virtude de atividade nociva ao
interesse nacional. À luz da Constituição Federal, na situação de Leiza, dar-se-á a perda dos seus
direitos políticos. BL: art. 12, §4º, I c/c art. 15, I, todos da CF/88.

(TJDFT-2014-CESPE): Assinale a opção em que é apresentada hipótese passível de perda ou


suspensão de direitos políticos, segundo a CF: cancelamento da naturalização por sentença
transitada em julgado. BL: art. 15, I, CF/88.

(TJMG-2007): A perda dos direitos políticos se dará no seguinte caso: cancelamento da


naturalização, por sentença transitada em julgado. BL: art. 15, I, CF/88.

II - incapacidade civil absoluta; [obs.: suspensão dos direitos políticos] (Anal. Judic./TJRS-2017)

III - condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos; [obs.: suspensão
dos direitos políticos] (MPRR-2017) (Anal. Judic./TJRS-2017) (Investig. Polícia/PCSP-2018)

(Téc. Judic./MPAL-2018-FGV): João praticou um crime e foi condenado, em sentença criminal


transitada em julgado, a (10) dez anos de reclusão. Considerando a sistemática constitucional
afeta à suspensão ou à perda dos direitos políticos, é correto afirmar que a referida condenação
criminal acarreta a suspensão dos direitos políticos enquanto a condenação produzir os seus
efeitos. BL: art. 15, III, CF. (direito eleitoral)

(DPEAL-2009-CESPE): A condenação criminal transitada em julgado constitui hipótese de


suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos. BL: art. 15, III, CF.

IV - recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos do art. 5º,
VIII; [obs.1: suspensão dos direitos políticos; obs.2: A CESPE entende como sendo hipótese de perda de
direitos políticos] (MPRR-2017)

(MPBA-2018): O brasileiro que se recusa a cumprir prestação alternativa legalmente


estabelecida, após ter invocado convicção política para eximir-se de obrigação legal a todos
imposta, poderá, em razão dessa conduta, ser privado de direitos. BL: art. 5º, XI, CF.

(Assist./DPEAM-2018-FCC): Por razões de convicção política e filosófica, determinado


indivíduo, brasileiro nato, de 21 anos, recusa-se a prestar serviço como jurado, para o qual havia
sido convocado pelos órgãos competentes da Justiça, assim como deixa de votar nas eleições
para Prefeito e Vereador do Município em que reside, realizadas em turno único. Nessas
hipóteses, à luz da Constituição Federal, ambas as condutas são admissíveis, ficando o indivíduo
sujeito à suspensão de seus direitos políticos apenas na hipótese de recusar-se igualmente ao
cumprimento de prestação alternativa, fixada em lei. BL: art. 5º, VIII e art. 15, IV, CF.

OBS: A FCC considerou o referido inciso como sendo caso de SUSPENSÃO de direitos políticos.

47
(TJRR-2008-FCC): A recusa de cumprimento de obrigação a todos imposta ou prestação
alternativa, acarreta a suspensão dos direitos políticos. BL: art. 5º, VIII e art. 15, IV, CF.

V - improbidade administrativa, nos termos do art. 37, § 4º. [obs.: suspensão dos direitos políticos]

§ 4º - Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a


perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e
gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.

Art. 16. A lei que alterar o PROCESSO ELEITORAL ENTRARÁ em vigor NA DATA DE SUA
PUBLICAÇÃO, NÃO SE APLICANDO à eleição que ocorra ATÉ UM ANO DA DATA DE SUA
VIGÊNCIA. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 4, de 1993) (MPPB-2011) (TJPR-2012)
(TJMG-2014/2018)

(MPRR-2017-CESPE): O princípio constitucional da anualidade ou da anterioridade da lei


eleitoral não abrange resoluções do TSE que tenham caráter regulamentar. BL: art. 16, CF, Art.
105 da Lei 9504/97 e RE 637.485 do STF.

OBS: Vejamos o teor do art. 105 da Lei 9504/97: “Art. 105. Até o dia 5 de março do ano da eleição, o
Tribunal Superior Eleitoral, atendendo ao caráter regulamentar e sem restringir direitos ou estabelecer
sanções distintas das previstas nesta Lei, poderá expedir todas as instruções necessárias para sua fiel
execução, ouvidos, previamente, em audiência pública, os delegados ou representantes dos partidos
políticos.”

(MPPA-2014-FCC): Situada no capítulo da Constituição Federal dedicado aos direitos políticos,


a anterioridade da lei eleitoral desempenha função normativa de caráter estruturante da ordem
jurídica eleitoral. Tem por finalidade assegurar estabilidade e segurança ao processo eleitoral,
inibindo modificações legislativas casuísticas que, ante a proximidade do pleito, alterem os seus
parâmetros de forma a promover desequilíbrio entre partidos e candidatos. Nesse sentido, o
princípio constitucional da anterioridade da lei eleitoral não obsta a aplicação à eleição
subsequente de lei que, em vigor apenas há oito meses da realização do pleito, determine a
proibição a partidos e candidatos de receber doação em dinheiro ou estimável em dinheiro
procedente de entidades beneficentes e religiosas, bem como de organizações não-
governamentais que recebam recursos públicos.

OBS: Lei que ALTERA PROCESSO ELEITORAL (observância da anualidade, portanto) é aquela
que consiste num conjunto de atos abrangendo a preparação e a realização das eleições,
incluindo a apuração dos votos e a diplomação dos eleitos. Assim, como já dito, "regras
instrumentais que não causam desequilíbrio nas eleições (e ao contrário, somente auxiliam no
processo eleitoral), não estão abrangidas pelo precitado princípio".

(TJSP-2014-VUNESP): A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua
publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. BL: art.
16, CF/88. (eleitoral)

(MPGO-2013): O princípio da anterioridade eleitoral, previsto no art. 16 da Constituição da


República, é direito fundamental e cláusula pétrea, que também abrange, na sua extensão, as
emendas constitucionais. BL: art. 16, CF/88 e ADI 3685. (eleitoral)

(MPGO-2013): Na interpretação do texto do art. 16 da Constituição da República, a locução


"processo eleitoral" aponta para a realidade que se pretende proteger, pelo princípio da
anterioridade eleitoral, de deformações oriundas de modificações que, casuisticamente
introduzidas pelo Parlamento, culminem por romper a necessária igualdade de chances dos

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protagonistas - partidos políticos e candidatos - no pleito iminente. BL: art. 16, CF/88 e ADI 3685.
(eleitoral)

CAPÍTULO V
DOS PARTIDOS POLÍTICOS

(TJAL-2008-CESPE): Segundo o STF, os partidos políticos não têm legitimidade ativa ad causam
para impetrar mandado de segurança coletivo em defesa de terceiros, com vistas a impugnar
direito individual disponível, como a incidência de imposto.

Explicação: O partido político não está, pois, autorizado a valer-se do mandado de segurança
coletivo para, substituindo todos os cidadãos na defesa de interesses individuais, impugnar
majoração de tributos (RE 213.631).

Art. 17. É LIVRE a criação, fusão, incorporação e extinção de PARTIDOS POLÍTICOS,


RESGUARDADOS a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos
fundamentais da pessoa humana e OBSERVADOS os seguintes PRECEITOS: (TJDFT-2007) (TJAP-
2009) (Invest. De Polícia/PCBA-2018)

(TJMS-2010-FCC): Segundo a legislação brasileira, partido político é de livre criação, fusão,


incorporação e extinção, desde que o respectivo programa respeite a soberania nacional, o
regime democrático, o pluripartidarismo e os direitos fundamentais da pessoa humana. BL: art.
17, caput da CF (eleitoral)

I - caráter NACIONAL; (Invest. De Polícia/PCBA-2018) (Téc. Legisl./ALESE-2018)

II - PROIBIÇÃO de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou


de subordinação a estes; (Téc. Legisl./ALESE-2018) (PGM-João Pessoa/PB-2018)

(Investig. Polícia/PCBA-2018-VUNESP): De acordo com a Constituição, assinale a alternativa


correta sobre os partidos políticos: É defeso aos partidos políticos o recebimento de recursos
financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes. BL: art. 17, II, da
CF.

(TJAP-2009-FCC): Em conformidade com a Constituição brasileira, é vedado criar partido


político contrário ao regime democrático. BL: art. 17, II, da CF. (eleitoral)

III - prestação de contas à Justiça Eleitoral;

IV - funcionamento parlamentar de acordo com a lei.

(TJSP-2011-VUNESP): A liberdade de criação, fusão, incorporação e extinção de partidos


políticos, resguardados a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo e os
direitos fundamentais da pessoa humana, ainda precisa observar os seguintes preceitos:
funcionamento parlamentar de acordo com a lei, prestação de contas à Justiça Eleitoral, proibição
de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação
a estes e caráter nacional. BL: art. 17 da CF (direito eleitoral)

§ 1º É ASSEGURADA aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna e
estabelecer regras sobre escolha, formação e duração de seus órgãos permanentes e provisórios e sobre
sua organização e funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações nas
eleições majoritárias [obs.: nas eleições majoritárias ainda é permitido coligações – ex.: eleições para
Presidente da República, Prefeito, Governador], vedada a sua celebração nas eleições proporcionais [obs.:
eleições para Deputados e Vereadores], sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em
49
âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal [obs.: a verticalização continua vedada pela CF: a regra
estabelecida pelo TSE e pelo STF de que as coligações no âmbito estadual deveriam observar as
coligações no âmbito nacional continua sendo vedada pela CF; por este artigo é possível estabelecer
coligações de forma diferente], devendo seus estatutos estabelecer normas de disciplina e fidelidade
partidária. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 97, de 2017)

REDAÇÃO ANTERIOR:

§ 1º É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua


estrutura interna, organização e funcionamento e para adotar os
critérios de escolha e o regime de suas coligações eleitorais, sem
obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito
nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo seus estatutos
estabelecer normas de disciplina e fidelidade partidária. (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 52, de 2006)

(PGM-João Pessoa/PB-2018-CESPE): De acordo com a CF, os partidos políticos são pessoas


jurídicas de direito privado às quais é assegurada autonomia para adotar critérios de escolha e
regime de suas coligações nas eleições majoritárias, sem obrigatoriedade de vinculação entre as
candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal. BL: art. 17, §1º, CF e art. 44,
V do CC/02.

(TJRS-2018-VUNESP): Com o advento da Emenda Constitucional nº 97/2017, a partir das


eleições de 2020, a celebração de coligações será vedada nas eleições proporcionais, atingindo,
assim, a proibição, os cargos de Vereador, Deputado Estadual, Deputado Federal e Deputado
Distrital. BL: art. 17, §1º, CF.

§ 2º Os PARTIDOS POLÍTICOS, após adquirirem personalidade jurídica, na forma da lei civil,


REGISTRARÃO seus estatutos no TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL. (TJPR-2010) (Invest. De
Polícia/PCBA-2018) (Téc. Legisl./ALESE-2018)

(Anal. Legisl.-Valinhos/SP-2017-VUNESP): Os partidos políticos adquirem personalidade


jurídica na forma da lei civil, após o que deverão registrar seus estatutos no Tribunal Superior
Eleitoral. BL: art. 17, §2º, CF c/c art. 7º da Lei 9096/95.

OBS: Partido político = pessoa jurídica de direito privado.

§ 3º Somente TERÃO DIREITO a RECURSOS DO FUNDO PARTIDÁRIO e ACESSO


GRATUITO AO RÁDIO E À TELEVISÃO, na forma da lei [obs.: norma de eficácia limitada; depende
de lei regulamentadora para ter a produção de efeitos no caso concreto], os partidos políticos que
ALTERNATIVAMENTE: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 97, de 2017)

I - OBTIVEREM, NAS ELEIÇÕES PARA A CÂMARA DOS DEPUTADOS, no mínimo, 3% (três


por cento) dos votos válidos, [obs.: nas eleições proporcionais votos válidos significa: votos dados a
candidatos regularmente inscritos e às legendas partidárias, ou seja, os votos válidos não computam os
votos nulos e os votos em branco] DISTRIBUÍDOS em pelo menos um terço das unidades da Federação
[obs.: ou seja, 09 Estados ou Distrito Federal], com um mínimo de 2% (dois por cento) dos votos válidos
em cada uma delas; OU [obs.: “ou” = requisito alternativo] (Incluído pela Emenda Constitucional nº 97,
de 2017) (Invest. De Polícia/PCBA-2018)

II - TIVEREM ELEGIDO PELO MENOS QUINZE DEPUTADOS FEDERAIS DISTRIBUÍDOS


em pelo menos um terço das unidades da Federação. [obs.: 09 Estados ou Distrito Federal] (Incluído
pela Emenda Constitucional nº 97, de 2017) (Invest. De Polícia/PCBA-2018)

50
REDAÇÃO ANTERIOR:

§ 3º Os partidos políticos têm direito a recursos do fundo partidário e


acesso gratuito ao rádio e à televisão, na forma da lei.

(Advogado-SANEAGO/GO-2018-UFG): Nos termos da Constituição Federal de 1988, somente


terão direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão, na forma da
lei, os partidos políticos que alternativamente obtiverem, nas eleições para a Câmara dos
Deputados, no mínimo, 3% (três por cento) dos votos válidos, distribuídos em, pelo menos, um
terço das unidades da Federação, com um mínimo de 2% (dois por cento) dos votos válidos em
cada uma delas ou tiverem elegido pelo menos quinze Deputados Federais distribuídos em, pelo
menos, um terço das unidades da Federação. BL: art. 17, §3º, CF/88.

OBS: Com a EC nº 97/2017, foi instituída uma cláusula de barreira. Desse modo, somente os
partidos políticos que cumprirem certos requisitos de desempenho terão acesso os recursos do
fundo partidário e ao rádio e à televisão.

§ 4º É VEDADA a utilização pelos partidos políticos de ORGANIZAÇÃO PARAMILITAR.


(TJDFT-2007) (Téc. Legisl./ALESE-2018)

§ 5º Ao eleito por partido que não preencher os requisitos previstos no § 3º deste artigo [obs.:
cláusula de barreira] é assegurado o mandato e facultada a filiação, sem perda do mandato, a outro
partido que os tenha atingido, não sendo essa filiação considerada para fins de distribuição dos recursos
do fundo partidário e de acesso gratuito ao tempo de rádio e de televisão. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 97, de 2017)

TÍTULO III
Da Organização do Estado

CAPÍTULO I
DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA

Art. 18. A ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA da República Federativa do Brasil


COMPREENDE a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, TODOS AUTÔNOMOS, nos
termos desta Constituição. (TJAP-2009)

OBS: Os Territórios não são considerados entes federados, a teor do que dispõe o art. 18, CF.

(TJDFT-2007): A repartição de competências prevista na Constituição permite afirmar que não


há hierarquia entre os entes da Federação, podendo-se reconhecer preponderância de interesse
mais abrangente.

OBS: Não existe hierarquia entre os entes da federação, todos possuem as mesmas autonomias:
auto-organização, autolegislação, autogoverno e autoadministração. No que diz respeito à
repartição de competências entre estes entes, aplica-se o princípio da preponderância do
interesse - se o interesse for predominantemente geral, a competência será da União; local, do
Município; e regional (é, na verdade, residual), do Estado (não esquecer que o DF acumula
competências municipais e estaduais).

OBS: A autonomia é diferente de hierarquia. Hierarquia compreende submissão. O ente


hierarquicamente superior dita as regras para o ente subordinado. A autonomia compreende a
capacidade de auto-organização, autogoverno e autoadministração. Em razão dessa autonomia,

51
por exemplo, a norma federal (mais abrangente) não revoga norma estadual (menos abrangente),
mas suspende a eficácia, no que lhe for contrária, conforme estatuído no § 4º do art. 24 da CF/88.

(TJMG-2006): A federação brasileira fundamenta-se na autonomia e na participação dos


Estados-Membros na formação da vontade nacional. BL: art. 18, CF/88.

OBS: Na federação, todos os Estados perdem sua soberania no momento de seu ingresso,
preservando, contudo, uma autonomia política limitada (conceito de Dalmo de Abreu Dallari).
Alexandre de Moraes, ao enumerar os princípios da federação, menciona: "poder de auto-
organização dos Estados-membros, Distrito Federal e municípios, atribuindo-lhes autonomia
constitucional; e participação dos Estados no Poder Legislativo Federal, de forma a permitir-se
a ingerência de sua vontade na formação da legislação Federal.

§ 1º Brasília é a Capital Federal.

§ 2º Os TERRITÓRIOS FEDERAIS INTEGRAM A UNIÃO, e sua criação, transformação em


Estado ou reintegração ao Estado de origem SERÃO REGULADAS em LEI COMPLEMENTAR. [obs.:
norma constitucional de eficácia limitada] (TJMG-2006) (TJRS-2016) (Anal. Judic./STJ-2018)

§ 3º Os ESTADOS PODEM INCORPORAR-SE entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se


anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da
população diretamente interessada, através DE PLEBISCITO, e do Congresso Nacional, POR LEI
COMPLEMENTAR. (TJMG-2006) (TJSP-2011) (TCERO-2013) (TJRS-2016)

(MPSC-2014): Ao tratar da organização político-administrativa, a Constituição da República


prevê que os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se
anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da
população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei
complementar. BL: art. 18, §3º da CF/88.

(TJSP-2013-VUNESP): Os Territórios Federais integram a União, e sua criação será regulada por
meio de Lei Complementar, precedida de consulta popular. BL: art. 18, §§2º e 3º, CF/88.
§ 4º A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, FAR-SE-ÃO POR
LEI ESTADUAL, dentro do período determinado POR LEI COMPLEMENTAR FEDERAL, e
DEPENDERÃO de consulta prévia, mediante PLEBISCITO, às populações DOS MUNICÍPIOS
ENVOLVIDOS, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, APRESENTADOS e
PUBLICADOS NA FORMA DA LEI. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 15, de 1996) (TJSP-
2011) (Proc. Legisl.-Câm. São Paulo/SP-2014)
(MPRS-2016): Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do enunciado abaixo,
na ordem em que aparecem. A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de
Municípios, far-se-ão por lei estadual, dentro do período determinado por Lei Complementar
Federal e dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios
envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados
na forma da Lei. BL: art. 18, §4º da CF/88.

OBS: Esse artigo é muito cobrado em provas. Atenção a essas 3 disposições:


 Far-se-á por LEI ESTADUAL no período de LEI COMPLEMENTAR FEDERAL;
 Com aprovação, POR PLEBISCITO, das populações envolvidas;
 Deve-se apresentar e publicar, NA FORMA DA LEI, Estudos de Viabilidade Municipal;

OBS: caso da criação do município de Luís Eduardo Magalhães na BAHIA.

Art. 19. É VEDADO à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

52
I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou
manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, RESSALVADA, na forma
da lei, a colaboração de interesse público; (DPESC-2017)

(PGERS-2015-FUNDATEC): O princípio da laicidade estatal: Veda ao Estado que estabeleça


cultos religiosos ou igrejas, de forma a subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou
manter com eles relações de dependência ou aliança, ressalvada a colaboração de interesse
público. BL: art. 19, I, CF.

(Agente Penitenciário/ES-2009-CESPE): Acerca dos direitos fundamentais, julgue o item a


seguir. O Brasil, por ser um país laico, não tem religião oficial, sendo assegurada
constitucionalmente a inviolabilidade da liberdade de consciência e de crença, bem como o livre
exercício dos cultos religiosos. BL: art. 5º, VII, c/c art. 19, I, CF.

II - recusar fé aos documentos públicos;

III - criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si.

CAPÍTULO II
DA UNIÃO

Art. 20. São BENS DA UNIÃO:

I - os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser atribuídos;

II - as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções


militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental, definidas em lei; (MPMG-2018)

(TJMG-2009): Sobre as terras devolutas é correto dizer: As indispensáveis à defesa das fronteiras
pertencem à União Federal. BL: art. 20, II, CF.

(TJMG-2009): Sobre as terras devolutas é correto dizer: São bens públicos dominicais. BL: art.
20, II e art. 26, IV, CF.

III - os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio, ou que banhem
mais de um Estado, sirvam de limites com outros países, ou se estendam a território estrangeiro ou
dele provenham, bem como os terrenos marginais e as praias fluviais; (TJDFT-2011)

(TJMG-2012-VUNESP): É da Justiça Federal a competência para processar e julgar ação penal


contra acusado de pesca predatória em águas territoriais de Estados-membros da Federação.
(ambiental)

OBS: É da Justiça Federal a competência para processar e julgar ação penal contra acusado de
pesca predatória em águas territoriais que cortem o território de um ou mais Estados-membros
da Federação, uma vez que esses rios são considerados bens da União, nos termos do art. 21, III
da CF/88.

IV - as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países; as praias marítimas; as
ilhas oceânicas e as costeiras, excluídas, destas, as que contenham a sede de Municípios, exceto aquelas
áreas afetadas ao serviço público e a unidade ambiental federal, e as referidas no art. 26, II; (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 46, de 2005) (TJRS-2016)

Art. 26. Incluem-se entre os bens dos Estados:

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II - as áreas, nas ilhas oceânicas e costeiras, que estiverem no seu domínio, excluídas aquelas sob
domínio da União, Municípios ou terceiros;

V - os recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica exclusiva;

(TJPE-2015-FCC): Os recursos naturais da plataforma continental são bens da União.


(ambiental)

VI - o mar territorial; (TJRS-2016)

VII - os terrenos de marinha e seus acrescidos; (TJRS-2016)

VIII - os potenciais de energia hidráulica;

IX - os recursos minerais, inclusive os do subsolo;

(TJPB-2015-CESPE): Conforme está previsto na CF, os recursos minerais existentes em terras


indígenas pertencem à União, sendo permitido, na forma da lei, que atividades de mineração
sejam exercidas nessas áreas. BL: art. 20, IX e art. 231, §3º da CF/88. (ambiental)

X - as cavidades naturais subterrâneas e os sítios arqueológicos e pré-históricos;

XI - as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios. (TJTO-2007)

OBS: As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios são bens pertencentes à União (CF,
art. 20, XI), e, por possuírem destinação específica (a moradia dos índios), são classificadas como
BENS DE USO ESPECIAL.

§ 1º É assegurada, nos termos da lei, aos estados, ao distrito federal e aos municípios, bem como a
órgãos da administração direta da união, participação no resultado da exploração de petróleo ou gás
natural, de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica e de outros recursos minerais no
respectivo território, plataforma continental, mar territorial ou zona econômica exclusiva, ou
compensação financeira por essa exploração.

§ 1º É assegurada, nos termos da lei, à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios a
participação no resultado da exploração de petróleo ou gás natural, de recursos hídricos para fins de
geração de energia elétrica e de outros recursos minerais no respectivo território, plataforma continental,
mar territorial ou zona econômica exclusiva, ou compensação financeira por essa exploração. (Redação
dada pela E.C n. 102/2019)

(MPSC-2016): É assegurada aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, bem como a
órgãos da administração direta da União, participação no resultado da exploração de petróleo
ou gás natural, de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica e de outros recursos
minerais no respectivo território, plataforma continental, mar territorial ou zona econômica
exclusiva, ou compensação financeira por essa exploração. BL: art. 20, §1º da CF/88.

(TJSE-2008-CESPE): O TCE/SE ajuizou mandado de segurança contra o TCU, em razão de este


último ter proclamado, na Decisão n.º 1.701/2008, ser de sua competência exclusiva a fiscalização
dos recursos recebidos a título de royalties decorrentes da extração de petróleo, com a
consequente exclusão do órgão impetrante, bem assim julgou, com ressalvas, a aplicação dos
recursos pelo estado de Sergipe em decorrência dos valores recebidos pelos royalties. Diante da
situação acima apresentada, assinale a opção correta: A receita de royalties é originária do estado

54
de Sergipe e, por consequência, cabe ao TCE/SE a fiscalização da adequada aplicação dos
recursos. BL: art. 20, §1º, CF.

OBS: A receita dos royalties são receitas originarias dos Estados e dos Municípios, de cunho
indenizatório, uma vez que tal receita é uma compensação financeira (20, § 1º, CF) pelos
problemas gerados na exploração destes tipos de recursos energéticos e minerais. Os royalties
instituídos pelo art. 20, § 1º, da CF foram a maneira criada pelo legislador constituinte para
compensar a perda de receitas que os Estados produtores de petróleo, gás e energia hidrelétrica
teriam com a desoneração do ICMS nas remessas dessas mercadorias para outros Estados da
Federação, amparadas pela imunidade prevista no art. 155, inciso X, “b”, da CF, ao contrário da
sistemática adotada na mesma Carta Política para esse imposto, que diz ocorrer a sua tributação
no Estado de origem para as demais mercadorias e serviços. Da mesma forma, o Plenário do
STF, pelo voto condutor do acórdão da Min. Ellen Gracie, no RE 253.906-6/MG, afirmou que “a
teor do disposto no art. 20, § 1.º, da Constituição Federal, a recomposição pelos prejuízos da inundação de
áreas para construção de hidroelétrica se faz mediante o instituto da participação ou compensação
financeira que constituirá receita originária do ente federativo que suporta a exploração”. Portanto, a
aludida participação financeira, prevista no art. 20, § 1º, da CF, é “um direito subjetivo da
unidade federada. Trata-se de receita originária que lhe é confiada diretamente pela Constituição”,
conforme manifestou o Min. Gilmar Mendes, no seu voto no MS nº. 24.312-1/DF, no Plenário do
STF e na 2ª Turma, no Ag.Reg. no AI 453.025-1-DF.

OBS: Royalties e Fiscalização do TCU (Info 298 do STF): O Tribunal deferiu mandado de
segurança impetrado pelo TCE do Rio de Janeiro, contra decisão do TCU - que proclamara ser
da competência exclusiva deste último a fiscalização da aplicação dos recursos recebidos a título
de royalties, decorrentes da extração de petróleo, xisto betuminoso e gás natural, pelos Estados e
Municípios - e declarou a inconstitucionalidade do art.1º, inciso XI e do art.198, II, ambos do
Regimento Interno do TCU e do art. 25, parte final, do Decreto 1/91. Considerou-se ser da
competência do Tribunal de Contas estadual, e não do TCU, a fiscalização da aplicação dos
citados recursos, tendo em conta que o art. 20, §1º da CF qualificou os royalties como receita
própria dos Estados, Distrito Federal e Municípios, devida pela União àqueles a título de
compensação financeira. Entendeu-se também, não se tratar, no caso, de repasse voluntário,
não havendo enquadramento nas hipóteses previstas pelo art. 71, VI da CF que atribui ao TCU
a fiscalização da aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante convênio,
acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao Distrito Federal ou a
Município.
MS 24.312-RJ, rel. Ministra Ellen Gracie, 19.2.2003. (MS-24312)

(TJTO-2007-CESPE): A sociedade empresarial Extração S.A., que é concessionária da União na


lavra de recursos minerais localizados no município de Palmas, em Tocantins, possui um imóvel
urbano abandonado, no centro da cidade de Palmas, e uma fazenda, localizada no interior.
Considerando essa situação hipotética, assinale a opção correta quanto ao regime constitucional
da propriedade privada: O município de Palmas fará jus à participação no resultado da
exploração dos referidos recursos minerais ou a compensação financeira por essa exploração.
BL: art. 20, §1º, CF.

§ 2º A faixa de até cento e cinqüenta quilômetros de largura, ao longo das fronteiras terrestres,
designada como faixa de fronteira, é considerada fundamental para defesa do território nacional, e sua
ocupação e utilização serão reguladas em lei.

Art. 21. COMPETE à UNIÃO:

I - manter relações com Estados estrangeiros e participar de organizações internacionais;

II - declarar a guerra e celebrar a paz;

55
III - assegurar a defesa nacional;

IV - PERMITIR, nos casos previstos em lei complementar, que FORÇAS ESTRANGEIRAS


TRANSITEM pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente; (TJSP-2011)

V - decretar o estado de sítio, o estado de defesa e a intervenção federal;

VI - autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de material bélico;

É inconstitucional lei distrital que conceda porte de arma a servidores das carreiras de auditoria
tributária; de assistência judiciária e de procuradores do Distrito Federal ou a qualquer outra categoria
de agente público, ante a competência constitucional da União para legislar sobre material bélico (arts.
21, VI, e 22, I e XXI, da Constituição da República – Ação direta de inconstitucionalidade 4.987/DF).

VII - emitir moeda;

VIII - administrar as reservas cambiais do País e fiscalizar as operações de natureza financeira,


especialmente as de crédito, câmbio e capitalização, bem como as de seguros e de previdência privada;

IX - elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenação do território e de


desenvolvimento econômico e social;

X - manter o serviço postal e o correio aéreo nacional;

XI - EXPLORAR, DIRETAMENTE ou mediante AUTORIZAÇÃO, CONCESSÃO ou


PERMISSÃO, os serviços de telecomunicações, nos termos da lei, que disporá sobre a organização dos
serviços, a criação de um órgão regulador e outros aspectos institucionais; (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 8, de 15/08/95:) (Téc. Judic./TREBA-2010) (MPSP-2015)

XII - EXPLORAR, DIRETAMENTE ou mediante AUTORIZAÇÃO, CONCESSÃO ou


PERMISSÃO: (MPSP-2015)

a) os serviços de radiodifusão sonora, e de sons e imagens; (Redação dada pela Emenda


Constitucional nº 8, de 15/08/95:) (MPSP-2015)

b) os serviços e instalações de energia elétrica e o aproveitamento energético dos cursos de água,


em articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos;

(TJPE-2015-FCC): A empresa Eletropubli S/A é uma sociedade de economia mista controlada


pelo Estado X, criada no ano de 2000, com a finalidade de atuar na área de geração de energia
hidrelétrica. Baseado nessas informações, é correto afirmar que se trata de pessoa jurídica de
direito privado, havendo no caso descentralização por meio de delegação da União, titular do
serviço em questão. BL: art. 21, XII, “b” da CF/88. (administrativo)

(Anal. Legisl.-Câmara de Deputados—2014-CESPE): Compete à União a exploração direta dos


serviços e instalações de energia elétrica. BL: art. 21, XII, “b”, CF/88.

c) a navegação aérea, aeroespacial e a infra-estrutura aeroportuária;

d) os serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros e fronteiras nacionais,


ou que transponham os limites de Estado ou Território;

e) os serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros;

56
f) os portos marítimos, fluviais e lacustres; (TJRS-2009)

XIII - organizar e manter o Poder Judiciário, o Ministério Público do Distrito Federal e dos
Territórios e a Defensoria Pública dos Territórios; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 69, de
2012) (TJSP-2013)

XIV - ORGANIZAR e MANTER a polícia civil, a polícia militar e o corpo de bombeiros militar
do Distrito Federal, bem como prestar assistência financeira ao Distrito Federal para a execução de
serviços públicos, por meio de fundo próprio; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
(TJMG-2005) (TJTO-2007)

##ATENÇÃO: ##STF: ##DOD: É inconstitucional lei do Distrito Federal que institua, extinga
e transforme órgãos internos da Polícia Civil do Distrito Federal. Essa lei viola o art. 21, XIV,
da CF/88, que fixa a competência da União para manter e organizar a Polícia Civil do Distrito
Federal. Deve-se reconhecer que o art. 21, XIV, CF/88 trata tanto de competência
administrativa quanto legislativa, sendo a matéria atribuída, prioritariamente, à União. As
leis distritais impugnadas, ao criarem cargos em comissão e novos órgãos, também instituíram
novas obrigações pecuniárias a serem suportadas pela União. Ocorre que é vedado ao Distrito
Federal valer-se de leis distritais para instituir encargos financeiros a serem arcados pela
União. Como as leis distritais declaradas inconstitucionais eram muito antigas (2001, 2002 e
2005), o STF decidiu modular os efeitos da decisão. STF. Plenário. ADI 3666, Rel. Min. Roberto
Barroso, j. 6/12/18 (notícia do site) (Sem Info).

(TJSP-2011-VUNESP): Quanto à segurança pública: Compete à União organizar e manter a


polícia civil, a polícia militar e o corpo de bombeiros militar do Distrito Federal. BL: art. 21, XIV,
CF.

XV - organizar e manter os serviços oficiais de estatística, geografia, geologia e cartografia de âmbito


nacional;

XVI - exercer a classificação, para efeito indicativo, de diversões públicas e de programas de rádio
e televisão;

XVII - conceder anistia;

XVIII - planejar e promover a defesa permanente contra as calamidades públicas, especialmente as


secas e as inundações;

XIX - instituir sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos e definir critérios de


outorga de direitos de seu uso; (Regulamento) (TJRS-2016)

XX - instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano, inclusive habitação, saneamento básico


e transportes urbanos; (TJRS-2016)

XXI - estabelecer princípios e diretrizes para o sistema nacional de viação; (TJRS-2016)

XXII - executar os serviços de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras; (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

XXIII - explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e exercer monopólio


estatal sobre a pesquisa, a lavra, o enriquecimento e reprocessamento, a industrialização e o comércio
de minérios nucleares e seus derivados, atendidos os seguintes princípios e condições: (M)

57
a) toda atividade nuclear em território nacional somente será admitida para fins pacíficos e
mediante aprovação do Congresso Nacional;

b) sob regime de permissão, são autorizadas a comercialização e a utilização de radioisótopos para


a pesquisa e usos médicos, agrícolas e industriais; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 49, de
2006)

c) sob regime de permissão, são autorizadas a produção, comercialização e utilização de


radioisótopos de meia-vida igual ou inferior a duas horas; (Redação dada pela Emenda Constitucional
nº 49, de 2006)

OBS: A pesquisa e a lavra de recursos minerais somente podem ser efetuada mediante regime
de permissão (art. 21, XXIII, “b” da CF.

d) a responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência de culpa; (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 49, de 2006) (M)

(TJMA-2013-CESPE): A responsabilidade civil objetiva por danos ambientais está consagrada


genericamente na legislação ambiental esparsa e, em relação aos danos nucleares, é objeto de
expressa disposição constitucional. BL: art. 4º, VII e 14, §1º da Lei 6938/81 e art. 21, XXIII, “d”
da CF/88. (direito ambiental)

XXIV - organizar, manter e executar a inspeção do trabalho;

XXV - estabelecer as áreas e as condições para o exercício da atividade de garimpagem, em forma


associativa.

Art. 22. COMPETE PRIVATIVAMENTE à União LEGISLAR sobre:

I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do
trabalho; (TJSE-2008) (MPSC-2013)

(Anal. Judic./TRT21-2017-FCC): Tendo tomado ciência que diversas empresas situadas no


território de um determinado Estado, no momento da contratação de empregadas do sexo
feminino, estavam exigindo a realização de testes de gravidez ou a apresentação de atestado de
laqueadura, a Assembleia Legislativa do referido Estado, entendendo que essas exigências não
se mostravam compatíveis com a Constituição da República, editou lei proibindo a adoção de
tais práticas em entrevistas de emprego e determinando a aplicação de diversas punições às
empresas que desrespeitassem os preceitos da lei, a despeito da existência de lei editada pela
União tratando da matéria. Eventual Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta perante o
Supremo Tribunal Federal, com a finalidade de questionar a constitucionalidade da referida
norma, seria admissível, quanto ao objeto, e provida de fundamento, no mérito, uma vez que,
de acordo com a Constituição, a competência para legislar sobre direito do trabalho é privativa
da União, de maneira que a lei em questão é formalmente inconstitucional. BL: art. 22, I, c/c art.
102, I, “a”, CF/88.

OBS: O STF decidiu um caso idêntico a esse: O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF)
julgou inconstitucional a Lei paulista 10.849/2001, que autoriza o governo do Estado de São
Paulo a adotar punições contra empresas que exijam a realização de teste de gravidez e
apresentação de atestado de laqueadura para acesso das mulheres ao trabalho. Por maioria, os
ministros constataram que a questão envolve relações de trabalho e, portanto, é de competência
federal, cabendo apenas à União legislar sobre o tema, o que já ocorre na Lei Federal 9.029/1995,
que estabelece a proibição da prática discriminatória.

58
(TJSP-2015-VUNESP): A Justiça Eleitoral, no exercício de suas atribuições legais e
constitucionais, não pode estabelecer, por meio do juiz da respectiva zona eleitoral, regras
municipais diferenciadas para propaganda eleitoral, por conta das peculiaridades locais,
observada a competência legislativa municipal. BL: art. 22, I da CF (eleitoral)

II - desapropriação;

III - requisições civis e militares, em caso de iminente perigo e em tempo de guerra;

IV - águas, energia, informática, telecomunicações e radiodifusão;

(TJPE-2013-FCC): Compete privativamente à União legislar sobre águas BL: art. 22, IV, CF.

##ATENÇÃO#STF## É inconstitucional lei estadual que proíbe que as empresas


concessionárias cobrem “taxa” de religação no caso de corte de fornecimento de energia por
atraso no pagamento. Essa lei estadual invadiu a competência privativa da União para dispor
sobre energia, violando, assim, o art. 22, IV, da CF/88. Além disso, também interferiu na
prestação de um serviço público federal, considerando que o serviço de energia elétrica é de
competência da União, nos termos do art. 21, XII, “b”, da CF/88.

V - serviço postal;

VI - sistema monetário e de medidas, títulos e garantias dos metais; (TJSE-2008)

VII - política de crédito, câmbio, seguros e transferência de valores;

(TJSC-2015-FCC): Caso disposições de lei estadual sobre transferência de valores contrariem lei
federal anterior que discipline a mesma matéria: as disposições da lei estadual incorrerão em
vício de inconstitucionalidade em virtude de invadirem esfera de competência da União. BL: art.
22, VII, CF.

VIII - comércio exterior e interestadual;

(Analista/DPEAM-2018-FCC): Conforme dispõe a CF/88, compete à União legislar


privativamente sobre comércio interestadual. BL: art. 22, VIII, CF.

IX - diretrizes da política nacional de transportes;

X - regime dos portos, navegação lacustre, fluvial, marítima, aérea e aeroespacial;

XI - trânsito e transporte; (TJRS-2009)

(TJMG-2018-Consulplan): NÃO é constitucional a lei municipal que impõe sanção mais gravosa
que a constante do Código de Trânsito Brasileiro. BL: art. 22, XI CF.

OBS: A questão suscitada no presente recurso extraordinário versa, à luz do art. 30, I e V, da CF, sobre a
competência suplementar de Município para legislar sobre trânsito e transporte, e impor sanções mais
gravosas que as previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Há nesta Corte decisão específica sobre
o tema no sentido da inconstitucionalidade de norma municipal que impõe sanção mais gravosa
que a prevista no CTB, por extrapolar a competência legislativa suplementar do Município
expressa no art. 30, II, da CF. Neste sentido: ARE 638.574/ MG, rel. min. Gilmar Mendes, DJE de 14-
4-2011. Esta Corte possui ainda jurisprudência firmada no sentido de que compete privativamente à
União legislar sobre trânsito e transporte, impossibilitados os Estados-membros e Municípios

59
a legislar sobre a matéria enquanto não autorizados por lei complementar". [ARE 639.496 RG,
voto do rel. min. Cezar Peluso, j. 16-6-2011, P, DJE de 31-8-2011, Tema 430.]

XII - jazidas, minas, outros recursos minerais e metalurgia;

XIII - nacionalidade, cidadania e naturalização;

XIV - populações indígenas; (TJSE-2008)

(TJRS-2016): Levando em consideração as normas estabelecidas no Título III, sobre a


organização político-administrativa do Estado, assinale a alternativa correta: A União é
competente para legislar privativamente sobre populações indígenas, porém os Estados podem
legislar sobre questões específicas dessa matéria quando autorizados por Lei
complementar. BL: art. 22, XIV c/c § único, CF.

XV - emigração e imigração, entrada, extradição e expulsão de estrangeiros;

XVI - organização do sistema nacional de emprego e condições para o exercício de profissões;

(Anal. Legisl.-Câm. Deputados-2014-CESPE): Se um estado da Federação editar norma que


proíba revista íntima em empregados de estabelecimentos situados em seu território, tal norma,
ainda que proteja a dignidade do trabalhador, será inconstitucional, pois tratará de matéria de
competência privativa da União. BL: art. 22, I e XVI, da CF.

OBS: "Matéria concernente a relações de trabalho. Usurpação de competência privativa da


União. Ofensa aos arts. 21, XXIV, e 22, I, da CF. Vício formal caracterizado. (...) É inconstitucional
norma do Estado ou do Distrito Federal que disponha sobre proibição de revista íntima em
empregados de estabelecimentos situados no respectivo território." (ADI 2.947, Rel.
Min. Cezar Peluso, julgamento em 5-5-2010, Plenário, DJE de 10-9-2010.)

XVII - organização judiciária, do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios e da


Defensoria Pública dos Territórios, bem como organização administrativa destes; (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 69, de 2012) (Produção de efeito)

XVIII - sistema estatístico, sistema cartográfico e de geologia nacionais;

XIX - sistemas de poupança, captação e garantia da poupança popular;

XX - sistemas de consórcios e sorteios;

##Atenção: ##STF: ##DOD: É inconstitucional lei municipal que cria concurso de


prognósticos de múltiplas chances (loteria) em âmbito local. A competência para tratar sobre
esse assunto (sistemas de sorteios) é privativa da União, conforme determina o art. 22, XX, da
CF/88. Sobre o tema, vale a pena lembrar a Súmula Vinculante 2: “É inconstitucional a lei ou
ato normativo estadual ou distrital que disponha sobre sistemas de consórcios e sorteios,
inclusive bingos e loterias.” STF. Plenário. ADPF 337/MA, Rel. Min. Marco Aurélio, j. 17/10/18
(Info 920).

##Atenção: ##STF: A expressão “sistema de sorteios”, constante do art. 22, XX, CF/88, abrange
os jogos de azar, as loterias e similares (STF. Plenário. ADI 3895, Rel. Min. Menezes Direito, j.
4/6/08).

(DPEMA-2015-FCC): A competência legislativa assegurada constitucionalmente à União para


dispor sobre sistema de consórcios e sorteios impede legislação dos Estados que disponha sobre
60
a matéria, mesmo que apresente caráter suplementar à legislação federal e seja voltada a atender
às suas peculiaridades. BL: SV 2, STF e art. 22, XX, CF.

OBS: Aos Estados cabe exercer a competência suplementar à legislação federal somente em caso
de competência CONCORRENTE. No entanto, a competência para legislar sobre consórcios
públicos encontra-se inserida na competência PRIVATIVA da União, e nesse caso, não cabe ao
Estado exercer suplementação, ainda que haja legislação federal disciplinando a matéria, SALVO
se houvesse delegação da União por meio de lei complementar a todos os Estados, o que não é
o caso.

XXI - normas gerais de organização, efetivos, material bélico, garantias, convocação e mobilização
das polícias militares e corpos de bombeiros militares;

XXI - normas gerais de organização, efetivos, material bélico, garantias, convocação, mobilização,
inatividades e pensões das polícias militares e dos corpos de bombeiros militares; (Redação dada pela
Emenda Constitucional n. 103, de 2019)

XXII - competência da polícia federal e das polícias rodoviária e ferroviária federais;

XXIII - seguridade social; (MPSP-2005)

XXIV - diretrizes e bases da educação nacional;

(TJRS-2016): Com base na previsão do artigo 22, assinale a alternativa que contém competência
legislativa privativa da União: Definir diretrizes e bases da educação nacional. BL: art. 22, XXIV,
CF.

XXV - registros públicos; (MPSP-2005)

XXVI - atividades nucleares de qualquer natureza;

XXVII – normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para as


administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, Estados, Distrito Federal e
Municípios, obedecido o disposto no art. 37, XXI, e para as empresas públicas e sociedades de economia
mista, nos termos do art. 173, § 1°, III; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (TJMG-
2005)

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações


serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições
a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as
condições efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de
qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações.
(Regulamento)

(...)

Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade
econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança
nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei.
61
§ 1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e
de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens
ou de prestação de serviços, dispondo sobre: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19,
de 1998)

III - licitação e contratação de obras, serviços, compras e alienações, observados os princípios da


administração pública; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

(TJSE-2008-CESPE): As matérias de competência legislativa privativa da União incluem as


normas gerais de licitação e os sistemas de consórcios. BL: art. 22, XXVII e XX, CF.

XXVIII - defesa territorial, defesa aeroespacial, defesa marítima, defesa civil e mobilização nacional;

XXIX - propaganda comercial.

Parágrafo único. LEI COMPLEMENTAR PODERÁ AUTORIZAR os ESTADOS a LEGISLAR


sobre questões específicas das matérias relacionadas neste artigo. (TJDFT-2007) (TJRS-2009) (TJAP-
2009) (DPEMA-2015)

OBS: A União pode delegar aos Estados poder para legislar sobre questões específicas das
matérias relacionadas entre as suas competências legislativas privativas, segundo determina o §
único do art. 22, CF. Tal delegação se dá por meio de lei complementar.

DICA:

Competência privativa da União = "CAPACETE DE PMS"

"C" = Civil

"A" = Agrário

"P" = Penal

"A" = Aeronáutico

"C" = Comercial

Obs:

Propaganda Comercial e Direito Comercial = Privativa da União

Junta Comercial = Concorrente da União, Estados e Distrito Federal

"E" = Eleitoral

"T" = Trabalho + Transito e Transporte

"E" = Espacial

"DE" = Desapropriação

"P" = Processual

Obs:

62
Procedimentos em matéria processual = Concorrente da União, Estados e Distrito Federal

"M" = Marítimo

"S" = Seguridade Social

Obs:

Previdência Social = Concorrente da União, Estados e Distrito Federal

* Sistemas de consórcios e sorteios = PRIVATIVA DA UNIÃO.

Súmula Vinculante 2: É inconstitucional a lei ou ato normativo Estadual ou Distrital que


disponha sobre sistemas de consórcios e sorteios, inclusive bingos e loterias.

** Legislar sobre diretrizes e bases da educação nacional = Privativa da União

*** Legislar sobre educação, cultura, ensino, desporto, ciência, tecnologia, pesquisa,
desenvolvimento e inovação = Concorrente da União, Estados e Distrito Federal

DICA: Quando vier a palavra “SISTEMA” ou a expressão “NORMAS GERAIS” pode ter
certeza que se trata de matéria de competência legislativa da UNIÃO. Temos no art. 22 os
seguintes incisos: VI; XVIII; XX; XXI; XXVII.

(TJMS-2008-FGV): No que tange à competência constitucional dos entes da Federação, é correto


afirmar que, mediante lei complementar, pode a União Federal autorizar os Estados a legislar
sobre questões específicas das matérias de sua competência privativa. BL: art. 22, § único, CF.

Art. 23. É COMPETÊNCIA COMUM da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios:

I - zelar pela guarda da Constituição, das leis e das instituições democráticas e conservar o
patrimônio público;

II - CUIDAR da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de


deficiência;

(TJDFT-2007): É da competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos


Municípios, dentre outras, cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das
pessoas portadoras de deficiência. BL: art. 23, II da CF.

III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os
monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos;

IV - impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor


histórico, artístico ou cultural;

V - proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação, à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à


inovação; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 85, de 2015)

VI - PROTEGER o meio ambiente e COMBATER a poluição em qualquer de suas formas;


(TJMG-2006) (TJPB-2011) (Anal. Legisl.-Valinhos/SP-2017)

63
(TJPE-2011-FCC): Os municípios brasileiros, face ao ordenamento constitucional e legal, no que
se refere ao licenciamento ambiental podem emitir licença ambiental, desde que o
empreendimento seja de interesse apenas local e não afete o meio ambiente em nível regional ou
nacional. (direito ambiental)

Explicação: Todos os entes federados são competentes para o licenciamento ambiental uma vez
tratar-se de competência comum prevista no art. 23, VI, da CF/88. Os critérios de definição de
competência estão previstos na LC 140/2011 e na Resolução CONAMA 237/97. Em ambas as
normas, verifica-se a competência municipal (vide art. 9º da LC 140/2011 e art. 6º da Resolução
CONAMA 237/97).

(MPDFT-2004): Com relação às competências administrativa e legislativa, em matéria de meio


ambiente, na Constituição Federal Brasileira, assinale a alternativa correta: A Constituição
atribui competências administrativas comuns à União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
BL: art. 23, VI, CF.

VII - PRESERVAR as florestas, a fauna e a flora;

OBS: A competência material comum é atribuída conjuntamente à União, Estados, DF e


Municípios no intuito de promover a execução de diretrizes, políticas e preceitos relativos à
proteção ambiental (art. 23, VI e VII, da CF/88).

(TJRJ-2012-VUNESP): A competência material comum em matéria de proteção ao meio


ambiente foi atribuída conjuntamente à União, Estados, Distrito Federal e Municípios. A
competência material comum é repartida entre os entes da federação para o cumprimento das
tarefas em forma de cooperação. (direito ambiental).

(TJPR-2012-PUCPR): A competência administrativa em matéria ambiental é, em regra, comum


à União, Estados-membros, Municípios e Distrito Federal. (direito ambiental).

(TJRS-2012): Em matéria ambiental, a competência executiva é comum aos três níveis de


Governo.

(TJPI-2007-CESPE): Referindo-se à relevância das florestas na preservação ambiental, a CF


estabelece a competência comum da União, dos estados, do DF e dos municípios para preservar
as florestas, a fauna e a flora. (direito ambiental).

VIII - fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar;

IX - PROMOVER programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais


e de saneamento básico; (MPF-2015)

X - combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a integração social


dos setores desfavorecidos;

XI - REGISTRAR, ACOMPANHAR e FISCALIZAR as concessões de direitos de pesquisa e


exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios; (TJTO-2007) (TJAL-2008)

XII - ESTABELECER e IMPLANTAR política de educação para a segurança do trânsito. (TJRS-


2009/2016)

Parágrafo único. Leis complementares fixarão normas para a cooperação entre a União e os
Estados, o Distrito Federal e os Municípios, tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-
estar em âmbito nacional. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006)
64
(TJAL-2008-CESPE): O parágrafo único do art. 23 da CF prevê que leis complementares fixarão
normas para a cooperação entre a União e os estados, o DF e os municípios, tendo em vista o
equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar em âmbito nacional. Esse dispositivo trata do
federalismo assimétrico. BL: art. 23, § único, CF.

Art. 24. COMPETE à União, aos Estados e ao Distrito Federal LEGISLAR


CONCORRENTEMENTE sobre:

I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico; (TJMS-2008) (MPSC-


2013) (TJRS-2009/2018)

(MPSP-2015): Nos termos da Constituição Federal, é correto afirmar que compete à União, aos
Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: Direito tributário, financeiro,
penitenciário, econômico e urbanístico. BL: art. 24, I da CF.

II - orçamento; (TJSE-2008) (MPRS-2017)

DICA: Competência concorrente da União, Estados e Distrito Federal = "PUFETO"

"P" = Penitenciário

"U" = Urbanístico

"F" = Financeiro

"E" = Econômico

"T" = Tributário

"O" = Orçamento

III - juntas comerciais; (TJSE-2008)

IV - custas dos serviços forenses; (TJSE-2008)

(TJRS-2009): Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre
custas do serviço forense. BL: art. 24, IV, da CF.

V - produção e consumo; (TJSE-2008) (MPRS-2017)

##Atenção: ##STF: ##DOD: É inconstitucional lei estadual que impõe às montadoras,


concessionárias e importadoras de veículos a obrigação de fornecer veículo reserva a clientes
cujo automóvel fique inabilitado por mais de quinze dias por falta de peças originais ou por
impossibilidade de realização do serviço, durante o período de garantia contratual. STF.
Plenário. ADI 5158/PE, Rel. Min. Roberto Barroso, j. 6/12/18 (Info 926).

##Observação sobre o julgado acima: Os Estados-membros podem legislar sobre “direito do


consumidor”, considerando que se trata matéria de competência concorrente, prevista no art. 24,
V, da CF. Ocorre que o STF entendeu que há uma inconstitucionalidade orgânica na lei,
considerando que foi violada a regra de competência para a edição desta lei. O Ministro Relator
entendeu que, neste caso, o Estado de Pernambuco extrapolou a competência concorrente e não
apenas complementou a legislação federal. Logo, foram ultrapassadas as balizas impostas ao
legislador estadual para a elaboração de normas consumeristas.

65
##Atenção: ##STF: ##DOD: É constitucional lei estadual ou municipal que imponha sanções
às agências bancárias que não instalarem divisórias individuais nos caixas de atendimento.
Trata-se de matéria relativa a relação de consumo, o que garante ao Estado competência
concorrente para legislar sobre o tema (art. 24, V, CF). STF. Plenário. ADI 4633/SP, Rel. Min.
Luiz Fux, j. 10/4/18 (notícia do site). STF. 1ª Turma. ARE 756593 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, j.
16/12/14.

VI - florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais,
proteção do meio ambiente e controle da poluição; (MPDFT-2004) (MPSC-2014) (MPRS-2017)

OBS1: A competência legislativa em matéria ambiental é concorrente como informa o art. 24,
VI, CF/88, cabendo à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar sobre proteção do meio
ambiente e dos recursos naturais.

OBS2: Na competência legislativa concorrente a competência da União limitar-se-á a estabelecer


normas gerais (art. 24, §1º).

OBS3: Os Municípios também possuem competência legislativa, nos termos do art. 30, incisos
I e II da CF, para “legislar sobre assuntos de interesse local” e “suplementar a legislação federal
e estadual, no que couber”.

(TJRR-2015-FCC): A competência para legislar sobre controle da poluição é concorrente entre a


União e os Estados e Distrito Federal. BL: art. 24, VI da CF/88.

(TJSE-2015-FCC): Compete, à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente


sobre defesa do solo e dos recursos naturais. BL: art. 24, VI da CF/88. (ambiental)

(TJPR-2010-PUCPR): Os Estados e o Distrito Federal possuem competência concorrente


suplementar à competência da União, para legislar sobre florestas, caça, pesca, fauna,
conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e
controle da poluição, entre outros. BL: art. 24, VI e §2º c/c art. 32, §1º da CF/88. (direito
ambiental)

Explicação: De acordo com o art. 24, VI da CF, compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal
legislar concorrentemente sobre “florestas, caça...”. Acrescenta o §2º do mesmo artigo que a
competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar
dos Estados. No que tange ao DF, pela leitura do art. 32, §1º, evidencia-se que ao DF são
atribuídas as competências legislativas reservadas aos Estados e Municípios, incluindo-se,
logicamente, aquelas do art. 24, VI da CF/88.

VII - proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico; (TJMG-2005)

VIII - responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor
artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico; (MPDFT-2004)

(DPEAP-2018-FCC): Lei municipal que proíbe a cobrança de consumação mínima em bares da


cidade é, segundo a jurisprudência do STF, inconstitucional, pois cabe à União e ao Estado
legislar sobre direito do consumidor de forma concorrente. BL: art. 24, V e VIII, da CF.

OBS: O Min Gilmar Mendes, do STF, negou seguimento ao ARE 883165 interposto pela Câmara
Municipal do Rio de Janeiro para questionar acórdão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro
(TJ-RJ) que julgou inconstitucional a Lei Municipal 5.497/12, que proíbe a cobrança de
consumação mínima em bares, restaurantes, boates e casas noturnas. Segundo o ministro, o
acórdão recorrido está de acordo com a jurisprudência do STF, segundo a qual compete à
66
União, aos estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre direito do
consumidor. (...) De acordo com o relator, é incabível o trâmite do recurso. “O tribunal de
origem, ao examinar a constitucionalidade da Lei Municipal 5.497/2012, consignou que o
município invadiu competência legislativa concorrente da União e do estado”, disse. Segundo
consta no acórdão do tribunal estadual, compete ao município somente legislar sobre assunto
de interesse local e suplementar às legislações federal e estadual, no que couber. Assim, o
ministro negou seguimento ao recurso uma vez que a decisão recorrida está em consonância
com a jurisprudência da Corte.

IX - educação, cultura, ensino, desporto, ciência, tecnologia, pesquisa, desenvolvimento e


inovação; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 85, de 2015)

X - criação, funcionamento e processo do juizado de pequenas causas;

(TJTO-2007-CESPE): Quanto à organização do Estado, assinale a opção correta: Compete à


União, aos estados e ao DF legislar, concorrentemente, sobre criação, funcionamento e processo
do juizado de pequenas causas. BL: art. 24, X da CF.

XI - procedimentos em matéria processual;

(MPSC-2014): Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente


sobre procedimentos em matéria processual. BL: art. 24, XI da CF.

Explicação: Lembrando que a competência para legislar sobre Direito Processual é privativa da
UNIÃO (ART. 22, I DA CF/88), e os procedimentos em matéria processual sim são de
competência concorrente.

(TJDFT-2007): Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente,


dentre outras matérias, sobre orçamento; juntas comerciais; criação, funcionamento e processo
do juizado de pequenas causas; procedimentos em matéria processual; e custas dos serviços
forenses. BL: art. 24, II, III, IV, X, XI, da CF.

XII - previdência social, proteção e defesa da saúde;

XIII - assistência jurídica e Defensoria pública;

XIV - proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiência;

XV - proteção à infância e à juventude; (MPRS-2017)

OBS1: Constituição estabelece ser de competência exclusiva da União legislar sobre normas de
direito civil (art. 22, I, CF), e de competência concorrente entre União e os Estados para legislar
sobre a proteção à infância e juventude (art. 24, XV).

OBS2: Em dispositivos de natureza penal (atos infracionais) e de natureza civil (tutela, guarda,
adoção, poder familiar etc), a competência da União é privativa. Não obstante, em razão do
permissivo contido no parágrafo único do art. 22 da CF/88, poderá a União, por meio de lei
complementar, autorizar os Estados a legislar sobre essas questões. De outro lado, tem-se a
competência concorrente da União e dos Estados para legislar sobre proteção à infância e à
juventude. Muito embora se curve à legislação federal e a estadual a respeito, ao Município
compete papel de suplementar a proteção à infância e juventude, como, por exemplo, tratar do
funcionamento dos Conselhos Tutelares, sem, é claro, colidir com as regras dos artigos 134 e
seguintes do ECA.

67
XVI - organização, garantias, direitos e deveres das polícias civis.

§ 1º No âmbito da legislação concorrente, a COMPETÊNCIA DA UNIÃO LIMITAR-SE-Á a


estabelecer normas gerais. (TJMG-2008) (TJMS-2008)

(TJSC-2017-FCC): A respeito da competência legislativa sobre normas gerais em matéria


tributária: Trata-se de competência exclusiva da União. BL: art. 24, I e §1º, CF (tributário).

OBS: O rol das matérias privativas da União, ou seja, delegáveis, está no art.22 da CF. A matéria
tributária encontra-se no rol das competências concorrentes do art.24 da CF, em que a mesma
matéria pode ser tratada pela União, pelos Estados e pelo DF, mas cabe à União as normas gerais,
e ela não pode delegar esta competência para os demais entes políticos, o que pode ocorrer é ela
ficar inerte e os Estados e DF exercer a competência plena. Aqui, a competência da União para
normas gerais é exclusiva, pois não há possibilidade de delegação.

§ 2º A COMPETÊNCIA DA UNIÃO para legislar sobre normas gerais NÃO EXCLUI a


competência suplementar dos Estados. (TJDFT-2007)

##Atenção: ##STF: ##DOD: A competência para legislar sobre as atividades que envolvam
organismos geneticamente modificados (OGM) é concorrente (art. 24, V, VIII e XII, da CF/88).
No âmbito das competências concorrentes, cabe à União estabelecer normas gerais e aos
Estados-membros editar leis para suplementar essas normas gerais (art. 24, §§ 1º e 2º).
Determinado Estado-membro editou lei estabelecendo que toda e qualquer atividade
relacionada com os OGMs naquele Estado deveria observar “estritamente à legislação federal
específica”. O STF entendeu que essa lei estadual é inconstitucional porque significou uma
verdadeira “renúncia” ao exercício da competência legislativa concorrente prevista no art. 24,
V, VIII e XII, da CF/88. Em outras palavras, o Estado abriu mão de sua competência
suplementar prevista no art. 24, § 2º da CF/88. Essa norma estadual remissiva fragiliza a
estrutura federativa descentralizada, e consagra o monopólio da União, sem atentar para
nuances locais. Assim, é inconstitucional lei estadual que remete o regramento do cultivo
comercial e das atividades com organismos geneticamente modificados à regência da
legislação federal. STF. Plenário. ADI 2303/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, j. 5/9/18 (Info 914).

(TJMG-2008): A Constituição da República estabelece que compete à União, aos Estados e ao


Distrito Federal legislar concorrentemente sobre a “proteção ao patrimônio histórico, cultural,
artístico, turístico e paisagístico” (art. 24, VII): Editadas as normas gerais pela União, é lícito que
o Estado-membro ou o Distrito Federal veicule norma suplementar que melhor as especifique,
segundo sua peculiaridade regional, e propicie mais adequadamente a proteção ao patrimônio
histórico, cultural, artístico e paisagístico. BL: art. 24, VII e §1º, CF.

§ 3º INEXISTINDO lei federal sobre normas gerais, os ESTADOS EXERCERÃO a


COMPETÊNCIA LEGISLATIVA PLENA, para atender a suas peculiaridades. (M)

(TJPR-2012-PUCPR): Os estados exercerão a competência legislativa plena se não existir lei


federal sobre normas gerais envolvendo a tutela ao meio ambiente. (ambiental).

§ 4º A superveniência de lei federal sobre normas gerais SUSPENDE a EFICÁCIA DA LEI


ESTADUAL, no que lhe for contrário. (TJTO-2007) (TJDFT-2007) (TJMG-2012/2014) (MPSC-2016)

(TJSC-2015-FCC): Determinado Estado da Federação possui uma legislação sobre flora. A


União, após intenso debate legislativo, trouxe em lei federal normas gerais sobre a mesma
matéria tratada na lei estadual. A lei estadual fica com a eficácia suspensa no que for contrário à
legislação federal superveniente. BL: art. 24, §4º, CF/88 (ambiental)

68
OBS: Em virtude do exercício da competência legislativa plena dos Estados, a União poderá
suspender a eficácia de lei estadual no que lhe for contrário, consoante §4º do art. 24 da CF/88.

CAPÍTULO III
DOS ESTADOS FEDERADOS

Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem, observados
os princípios desta Constituição. (TJRS-2016)

§ 1º SÃO RESERVADAS AOS ESTADOS as competências que não lhes sejam vedadas por esta
Constituição. (TJMG-2006)

(TCEMG-2018): No tocante aos Estados-membros da República Federativa do Brasil, é correto


afirmar: As competências dos Estados-membros são definidas na forma de poderes
remanescentes. BL: art. art. 25, §1º da CF.

OBS: As competências dos Estados-membros são RESIDUAIS, ou seja, quando não for vedada
pela CF.

(Anal. Legisl./Câm. Deputados-2014-CESPE): A competência administrativa dos estados


federados é residual, competindo-lhes prestar os serviços públicos que não lhes sejam
expressamente vedados pela Constituição da República. BL: art. 25, §1º, CF.

(TJAP-2009-FCC): No tocante a organização do Estado brasileiro, mormente no que se refere a


organização de poderes e aos entes federados, a Constituição admite medida provisória no
processo legislativo estadual. BL: art. 25, §1º, CF.

OBS: O STF entende que “(...) podem os Estados-membros editar medidas provisórias em face do
princípio da simetria, obedecidas as regras básicas do processo legislativo no âmbito da União (CF, artigo
62). 2. Constitui forma de restrição não prevista no vigente sistema constitucional pátrio (CF, § 1º do
artigo 25) qualquer limitação imposta às unidades federadas para a edição de medidas provisórias.
Legitimidade e facultatividade de sua adoção pelos Estados-membros, a exemplo da União Federal. (...)”
(ADI 425, Rel. Min. Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, j. 04/09/2002).

§ 2º CABE AOS ESTADOS explorar diretamente, ou mediante concessão, os serviços locais de


gás canalizado, na forma da lei, VEDADA A EDIÇÃO DE MEDIDA PROVISÓRIA para a sua
regulamentação. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 5, de 1995)

(TJSE-2015-FCC): Lei de Município sergipano disciplinou a exploração, direta ou mediante


concessão, de serviços locais de gás canalizado. À luz das disposições normativas pertinentes e
considerando que a Constituição do Estado reproduziu a disciplina da Constituição Federal
nessa matéria, referida Lei municipal é incompatível com a Constituição da República e com a
Constituição do Estado, por ofensa à competência atribuída ao Estado-membro, sendo passível
de questionamento mediante ação direta de inconstitucionalidade perante o Tribunal de Justiça
do Estado. BL: art. 125, §2º c/c art. 25, §2º da CF/88.

§ 3º Os ESTADOS PODERÃO, mediante LEI COMPLEMENTAR, INSTITUIR regiões


metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões, constituídas por agrupamentos de municípios
limítrofes, para integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse
comum. (TJMG-2006) (MPMS-2012)

(TJSP-2017-VUNESP): A instituição de região metropolitana para o fim de integrar a


organização, planejamento e execução de funções de interesse público de interesse comum,

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autorizada pela Constituição Federal, depende de iniciativa dos Estados-Membros, por meio de
Lei Complementar. BL: art. 25, §3º da CF/88.

(Anal. Jurídico/EMBLASA-2014-VUNESP): As regiões metropolitanas poderão ser constituídas


pelos Estados, por meio de lei complementar, a fim de integrar a execução de funções públicas
comuns. BL: art. 25, §3º da CF/88.

(Proc. Legisl.-Câm. Munic. São Paulo/SP-2014-FCC): Ao disciplinar a instituição de regiões


metropolitanas, determinou a Constituição Federal que poderão ser instituídas apenas por lei
complementar estadual. BL: art. 25, §3º da CF/88.

(Anal. Judic./TREBA-2010-CESPE): A instituição de regiões metropolitanas pelos estados


federados dispensa a edição prévia de lei complementar federal, diante da autonomia que lhes
foi conferida pela CF. BL: art. 25, §3º da CF/88.

OBS: Logo, mão precisa de lei complementar federal. Precisa de lei complementar estadual.

OBS: RESUMO SOBRE A INSTITUIÇÃO DE REGIÕES METROPOLITANAS,


AGLOMERAÇÕES URBANAS E MICRORREGIÕES PELOS ESTADOS (requisitos
constitucionais:

1 – Mediante lei complementar estadual;

2 – Constituídas por agrupamento de municípios limítrofes;

3 – Têm a finalidade de integrar a organização, planejamento e execução de funções públicas


de interesse comum.

OBS: “Regiões metropolitanas, aglomerações urbanas, microregião. CF, art. 25, § 3º. Constituição
do Estado do Rio de Janeiro, art. 357, parágrafo único. A instituição de regiões metropolitanas,
aglomerações urbanas e microregiões, constituídas por agrupamentos de municípios limítrofes,
depende, apenas, de lei complementar estadual.” (ADI 1.841, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ
20/09/02)

OBS: Aglomerações urbanas e microrregiões não são consideradas entes federativos.

Art. 26. INCLUEM-SE entre os BENS DOS ESTADOS:

I - as águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes e em depósito, ressalvadas, neste


caso, na forma da lei, as decorrentes de obras da União; (MPDFT-2004) (TJMG-2012)

##OBS: ##ProvaTJMG-2012: ##Artigo sobre o tema: Em 1988, quando foi promulgada a


Constituição Federal, os nossos deputados eleitos para compor a Assembleia Nacional
Constituinte não tinham qualquer ideia acerca da existência do Aquífero Guarani. A
Constituição promulgada até tratou das águas subterrâneas, mas os constituintes não tinham a
menor ideia de que poderia haver um oceano de água doce sob os nossos pés, em extensão
ininterrupta por vários Estados brasileiros e países da América do Sul. (...) a Constituição
Federal classificou as águas subterrâneas como propriedade dos Estados brasileiros. Havia
aquele apego à ideia do lençol freático, algo com limites bem definidos, que não ultrapassaria
grandes extensões. Ocorre que os estudos geológicos e hidrogeológicos já mostraram que o
Aquífero se estende por quase todo o centro sul brasileiro, estando ainda sob o solo dos países
do Mercosul. Ou seja, a Constituição Federal de 1988 nem mesmo consegue dar a devida
proteção jurídica a esta reserva continental de água doce, considerada a maior do Planeta, já
descoberta. Sendo assim, é necessário uma Emenda Constitucional para transferir a titularidade deste
70
bem à União Federal. (fonte: http://www.forumseculo21.com.br/noticias4397,aquifero-guarani-
temos-protecao-juridica-para-ele.html, de autoria de Evandro Grili)

(TJPR-2012-PUCPR): As águas de um rio que nasce e termina dentro do território de um


município do Estado de Mato Grosso do Sul, pertencem ao domínio do ente federativo: a)
Estado-membro onde se situem. (ambiental).

(TJPE-2011-FCC): As águas subterrâneas são bens de domínio do Estado-membro onde se


situam. (ambiental).

II - as áreas, nas ilhas oceânicas e costeiras, que estiverem no seu domínio, excluídas aquelas sob
domínio da União, Municípios ou terceiros;

III - as ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à União; (TJRS-2016)

IV - as terras devolutas não compreendidas entre as da União. (TJPI-2007) (MPMG-2018)

(TJMG-2009): Sobre as terras devolutas é correto dizer: Em geral, pertencem aos Estados,
ressalvadas aquelas pertencentes à União Federal. BL: art. 26, IV, CF.

OBS: As terras devolutas são bens DOMINIAIS e pertencem, em regra, aos ESTADOS membros
(art. 26, IV, CF). EXCEPCIONALMENTE, quando se prestarem à defesa das fronteiras, das
fortificações e construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental,
pertencerão à UNIÃO (art. 20, II, CF).

Art. 27. O número de Deputados à Assembléia Legislativa corresponderá ao triplo da


representação do Estado na Câmara dos Deputados e, atingido o número de trinta e seis, será acrescido
de tantos quantos os Deputados Federais acima de doze. (MPSC-2016)

§ 1º Será de quatro anos o mandato dos Deputados Estaduais, APLICANDO-SÊ-LHES as regras


desta Constituição sobre sistema eleitoral, inviolabilidade, imunidades, remuneração, perda de
mandato, licença, impedimentos e incorporação às Forças Armadas. (TJSC-2017)

(TJAL-2008-CESPE): Quanto à organização da União, dos estados e dos municípios, assinale a


opção correta: Os deputados estaduais se submetem ao mesmo regime das imunidades previsto
na CF para os deputados federais e senadores. BL: art. 27, §1, CF.

OBS: As terras devolutas são bens DOMINIAIS e pertencem, em regra, aos ESTADOS membros
(art. 26, IV, CF). EXCEPCIONALMENTE, quando se prestarem à defesa das fronteiras, das
fortificações e construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental,
pertencerão à UNIÃO (art. 20, II, CF).

§ 2º O subsídio dos Deputados Estaduais SERÁ FIXADO por lei de iniciativa da Assembléia
Legislativa, na razão de, NO MÁXIMO, setenta e cinco por cento daquele estabelecido, em espécie,
para os Deputados Federais, observado o que dispõem os arts. 39, § 4º, 57, § 7º, 150, II, 153, III, e 153, §
2º, I. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (TCEMG-2018)

Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política
de administração e remuneração de pessoal, integrado por servidores designados pelos
respectivos Poderes. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (Vide ADIN nº
2.135-4)

§ 4º O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários


Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela
71
única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de
representação ou outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art.
37, X e XI. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

(...)

Art. 57. O Congresso Nacional reunir-se-á, anualmente, na Capital Federal, de 2 de fevereiro a


17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº
50, de 2006)

§ 7º Na sessão legislativa extraordinária, o Congresso Nacional somente deliberará sobre a


matéria para a qual foi convocado, ressalvada a hipótese do § 8º deste artigo, vedado o
pagamento de parcela indenizatória, em razão da convocação. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 50, de 2006)

(...)

Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

II - instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente,


proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida,
independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos;

(...)

Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre:

III - renda e proventos de qualquer natureza;

§ 2º O imposto previsto no inciso III:

I - será informado pelos critérios da generalidade, da universalidade e da progressividade, na


forma da lei;

§ 3º Compete às Assembléias Legislativas dispor sobre seu regimento interno, polícia e serviços
administrativos de sua secretaria, e prover os respectivos cargos.

§ 4º A lei disporá sobre a iniciativa popular no processo legislativo estadual.

Art. 28. A eleição do Governador e do Vice-Governador de Estado, para mandato de quatro anos,
realizar-se-á no primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no último domingo de outubro, em
segundo turno, se houver, do ano anterior ao do término do mandato de seus antecessores, e a posse
ocorrerá em primeiro de janeiro do ano subseqüente, observado, quanto ao mais, o disposto no art. 77.
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 16, de1997) (M)

Art. 77. A eleição do Presidente e do Vice-Presidente da República realizar-se-á,


simultaneamente, no primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no último domingo
de outubro, em segundo turno, se houver, do ano anterior ao do término do mandato
presidencial vigente. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 16, de 1997)

§ 1º A eleição do Presidente da República importará a do Vice-Presidente com ele registrado.

§ 2º Será considerado eleito Presidente o candidato que, registrado por partido político, obtiver
a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos.
72
§ 3º Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação, far-se-á nova eleição
em até vinte dias após a proclamação do resultado, concorrendo os dois candidatos mais votados
e considerando-se eleito aquele que obtiver a maioria dos votos válidos.

§ 4º Se, antes de realizado o segundo turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento legal de
candidato, convocar-se-á, dentre os remanescentes, o de maior votação.

§ 5º Se, na hipótese dos parágrafos anteriores, remanescer, em segundo lugar, mais de um


candidato com a mesma votação, qualificar-se-á o mais idoso.

§ 1º Perderá o mandato o Governador que assumir outro cargo ou função na administração pública
direta ou indireta, ressalvada a posse em virtude de concurso público e observado o disposto no art. 38,
I, IV e V. (Renumerado do parágrafo único, pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

Art. 38. Ao servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, no exercício de


mandato eletivo, aplicam-se as seguintes disposições: (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998)

I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, ficará afastado de seu cargo,
emprego ou função;

IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo, seu tempo
de serviço será contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento;

V - para efeito de benefício previdenciário, no caso de afastamento, os valores serão


determinados como se no exercício estivesse.

§ 2º Os subsídios do Governador, do Vice-Governador e dos Secretários de Estado serão fixados


por lei de iniciativa da Assembléia Legislativa, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II,
153, III, e 153, § 2º, I. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da


administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos
demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos
cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não
poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal,
aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito
Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos
Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsidio dos
Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos
por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no
âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos
Procuradores e aos Defensores Públicos; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41,
19.12.2003)

Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política
de administração e remuneração de pessoal, integrado por servidores designados pelos

73
respectivos Poderes. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (Vide ADIN nº
2.135-4)

§ 4º O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários


Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela
única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de
representação ou outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art.
37, X e XI. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

(...)

Art. 57. O Congresso Nacional reunir-se-á, anualmente, na Capital Federal, de 2 de fevereiro a


17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº
50, de 2006)

§ 7º Na sessão legislativa extraordinária, o Congresso Nacional somente deliberará sobre a


matéria para a qual foi convocado, ressalvada a hipótese do § 8º deste artigo, vedado o
pagamento de parcela indenizatória, em razão da convocação. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 50, de 2006)

(...)

Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

II - instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente,


proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida,
independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos;

(...)

Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre:

III - renda e proventos de qualquer natureza;

§ 2º O imposto previsto no inciso III:

I - será informado pelos critérios da generalidade, da universalidade e da progressividade, na


forma da lei;

CAPÍTULO IV
Dos Municípios

Art. 29. O Município REGER-SE-Á por lei orgânica, votada em dois turnos, com o interstício
mínimo de dez dias, e APROVADA por dois terços dos membros da Câmara Municipal, que a
promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição, na Constituição do respectivo
Estado e os seguintes preceitos: (MPSC-2014)

I - eleição do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Vereadores, para mandato de quatro anos, mediante
pleito direto e simultâneo realizado em todo o País;

II - eleição do Prefeito e do Vice-Prefeito realizada no primeiro domingo de outubro do ano anterior


ao término do mandato dos que devam suceder, aplicadas as regras do art. 77, no caso de Municípios
com mais de duzentos mil eleitores; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 16, de1997) (M)

74
Art. 77. A eleição do Presidente e do Vice-Presidente da República realizar-se-á,
simultaneamente, no primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no último domingo
de outubro, em segundo turno, se houver, do ano anterior ao do término do mandato
presidencial vigente. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 16, de 1997)

§ 1º A eleição do Presidente da República importará a do Vice-Presidente com ele registrado.

§ 2º Será considerado eleito Presidente o candidato que, registrado por partido político, obtiver
a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos.

§ 3º Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação, far-se-á nova eleição
em até vinte dias após a proclamação do resultado, concorrendo os dois candidatos mais votados
e considerando-se eleito aquele que obtiver a maioria dos votos válidos.

§ 4º Se, antes de realizado o segundo turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento legal de
candidato, convocar-se-á, dentre os remanescentes, o de maior votação.

§ 5º Se, na hipótese dos parágrafos anteriores, remanescer, em segundo lugar, mais de um


candidato com a mesma votação, qualificar-se-á o mais idoso.

(TJPE-2013-FCC): Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira eleição, far-se-á


nova eleição no último domingo de outubro, concorrendo os dois candidatos mais votados, e
considerando-se eleito o que obtiver a maioria dos votos válidos. Essa regra aplica-se à eleição
para Prefeito em Município com mais de duzentos mil eleitores. BL: arts. 28, 29, inciso II e 77
da CF/88. (direito eleitoral)

III - posse do Prefeito e do Vice-Prefeito no dia 1º de janeiro do ano subseqüente ao da eleição;

IV - para a composição das Câmaras Municipais, SERÁ OBSERVADO o limite máximo de:
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 58, de 2009) (Produção de efeito) (Vide ADIN 4307)
(TJMG-2012)

a) 9 (nove) Vereadores, nos Municípios de até 15.000 (quinze mil) habitantes; (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 58, de 2009) (MPSC-2014)

b) 11 (onze) Vereadores, nos Municípios de mais de 15.000 (quinze mil) habitantes e de até 30.000
(trinta mil) habitantes; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 58, de 2009)

c) 13 (treze) Vereadores, nos Municípios com mais de 30.000 (trinta mil) habitantes e de até 50.000
(cinquenta mil) habitantes; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 58, de 2009)

d) 15 (quinze) Vereadores, nos Municípios de mais de 50.000 (cinquenta mil) habitantes e de até
80.000 (oitenta mil) habitantes; (Incluída pela Emenda Constitucional nº 58, de 2009) (MPSC-2014)

e) 17 (dezessete) Vereadores, nos Municípios de mais de 80.000 (oitenta mil) habitantes e de até
120.000 (cento e vinte mil) habitantes; (Incluída pela Emenda Constitucional nº 58, de 2009)

f) 19 (dezenove) Vereadores, nos Municípios de mais de 120.000 (cento e vinte mil) habitantes e de
até 160.000 (cento sessenta mil) habitantes; (Incluída pela Emenda Constitucional nº 58, de 2009)

g) 21 (vinte e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 160.000 (cento e sessenta mil) habitantes
e de até 300.000 (trezentos mil) habitantes; (Incluída pela Emenda Constitucional nº 58, de 2009)

75
h) 23 (vinte e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 300.000 (trezentos mil) habitantes e de
até 450.000 (quatrocentos e cinquenta mil) habitantes; (Incluída pela Emenda Constitucional nº 58, de
2009)

i) 25 (vinte e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 450.000 (quatrocentos e cinquenta mil)
habitantes e de até 600.000 (seiscentos mil) habitantes; (Incluída pela Emenda Constitucional nº 58, de
2009)

j) 27 (vinte e sete) Vereadores, nos Municípios de mais de 600.000 (seiscentos mil) habitantes e de
até 750.000 (setecentos cinquenta mil) habitantes; (Incluída pela Emenda Constitucional nº 58, de 2009)

k) 29 (vinte e nove) Vereadores, nos Municípios de mais de 750.000 (setecentos e cinquenta mil)
habitantes e de até 900.000 (novecentos mil) habitantes; (Incluída pela Emenda Constitucional nº 58, de
2009)

l) 31 (trinta e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 900.000 (novecentos mil) habitantes e de
até 1.050.000 (um milhão e cinquenta mil) habitantes; (Incluída pela Emenda Constitucional nº 58, de
2009)

m) 33 (trinta e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 1.050.000 (um milhão e cinquenta mil)
habitantes e de até 1.200.000 (um milhão e duzentos mil) habitantes; (Incluída pela Emenda
Constitucional nº 58, de 2009)

n) 35 (trinta e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 1.200.000 (um milhão e duzentos mil)
habitantes e de até 1.350.000 (um milhão e trezentos e cinquenta mil) habitantes; (Incluída pela Emenda
Constitucional nº 58, de 2009)

o) 37 (trinta e sete) Vereadores, nos Municípios de 1.350.000 (um milhão e trezentos e cinquenta
mil) habitantes e de até 1.500.000 (um milhão e quinhentos mil) habitantes; (Incluída pela Emenda
Constitucional nº 58, de 2009)

p) 39 (trinta e nove) Vereadores, nos Municípios de mais de 1.500.000 (um milhão e quinhentos mil)
habitantes e de até 1.800.000 (um milhão e oitocentos mil) habitantes; (Incluída pela Emenda
Constitucional nº 58, de 2009)

q) 41 (quarenta e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 1.800.000 (um milhão e oitocentos
mil) habitantes e de até 2.400.000 (dois milhões e quatrocentos mil) habitantes; (Incluída pela Emenda
Constitucional nº 58, de 2009)

r) 43 (quarenta e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 2.400.000 (dois milhões e quatrocentos
mil) habitantes e de até 3.000.000 (três milhões) de habitantes; (Incluída pela Emenda Constitucional nº
58, de 2009)

s) 45 (quarenta e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 3.000.000 (três milhões) de


habitantes e de até 4.000.000 (quatro milhões) de habitantes; (Incluída pela Emenda Constitucional nº 58,
de 2009)

t) 47 (quarenta e sete) Vereadores, nos Municípios de mais de 4.000.000 (quatro milhões) de


habitantes e de até 5.000.000 (cinco milhões) de habitantes; (Incluída pela Emenda Constitucional nº 58,
de 2009)

u) 49 (quarenta e nove) Vereadores, nos Municípios de mais de 5.000.000 (cinco milhões) de


habitantes e de até 6.000.000 (seis milhões) de habitantes; (Incluída pela Emenda Constitucional nº 58, de
2009)
76
v) 51 (cinquenta e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 6.000.000 (seis milhões) de habitantes
e de até 7.000.000 (sete milhões) de habitantes; (Incluída pela Emenda Constitucional nº 58, de 2009)

w) 53 (cinquenta e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 7.000.000 (sete milhões) de


habitantes e de até 8.000.000 (oito milhões) de habitantes; e (Incluída pela Emenda Constitucional nº 58,
de 2009)

x) 55 (cinquenta e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 8.000.000 (oito milhões) de


habitantes; (Incluída pela Emenda Constitucional nº 58, de 2009)

V - SUBSÍDIOS do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais FIXADOS por lei de


iniciativa da Câmara Municipal, OBSERVADO o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e
153, § 2º, I; (Redação dada pela Emenda constitucional nº 19, de 1998)

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da


administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos
demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos
cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não
poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal,
aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito
Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos
Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsidio dos
Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos
por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no
âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos
Procuradores e aos Defensores Públicos; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41,
19.12.2003)

Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política
de administração e remuneração de pessoal, integrado por servidores designados pelos
respectivos Poderes. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (Vide ADIN nº
2.135-4)

§ 4º O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários


Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela
única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de
representação ou outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art.
37, X e XI. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

(...)

Art. 57. O Congresso Nacional reunir-se-á, anualmente, na Capital Federal, de 2 de fevereiro a


17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº
50, de 2006)

§ 7º Na sessão legislativa extraordinária, o Congresso Nacional somente deliberará sobre a


matéria para a qual foi convocado, ressalvada a hipótese do § 8º deste artigo, vedado o
pagamento de parcela indenizatória, em razão da convocação. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 50, de 2006)
77
(...)

Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

II - instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente,


proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida,
independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos;

(...)

Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre:

III - renda e proventos de qualquer natureza;

§ 2º O imposto previsto no inciso III:

I - será informado pelos critérios da generalidade, da universalidade e da progressividade, na


forma da lei;

(TJMG-2008): Os Municípios integram a federação e regem-se por lei orgânica própria,


atendidos os princípios estabelecidos na Constituição da República e na Constituição do Estado:
A fixação dos subsídios do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais será feita por
lei de iniciativa da Câmara Municipal, observado o teto remuneratório estabelecido na
Constituição da República. BL: art. 29, V c/c art. 37, XI da CF.

VI - o SUBSÍDIO dos Vereadores SERÁ FIXADO pelas respectivas Câmaras Municipais em cada
legislatura para a subseqüente, observado o que dispõe esta Constituição, OBSERVADOS os critérios
estabelecidos na respectiva Lei Orgânica e os seguintes limites máximos: (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 25, de 2000) (TJMG-2005/2008) (TJAL-2008) (MPSC-2013)

a) em Municípios de até dez mil habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a
vinte por cento do subsídio dos Deputados Estaduais; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de
2000)

b) em Municípios de dez mil e um a cinqüenta mil habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores
corresponderá a trinta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 25, de 2000)

c) em Municípios de cinqüenta mil e um a cem mil habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores
corresponderá a quarenta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 25, de 2000)

d) em Municípios de cem mil e um a trezentos mil habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores
corresponderá a cinqüenta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 25, de 2000)

e) em Municípios de trezentos mil e um a quinhentos mil habitantes, o subsídio máximo dos


Vereadores corresponderá a sessenta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais; (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 25, de 2000)

78
f) em Municípios de mais de quinhentos mil habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores
corresponderá a setenta e cinco por cento do subsídio dos Deputados Estaduais; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 25, de 2000)

VII - o total da despesa com a remuneração dos Vereadores não poderá ultrapassar o montante de
cinco por cento da receita do Município; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 1, de 1992)

VIII - INVIOLABILIDADE dos Vereadores por suas opiniões, palavras e votos no exercício do
mandato e na circunscrição do Município; (Renumerado do inciso VI, pela Emenda Constitucional nº 1,
de 1992) (TJMG-2008) (TJAP-2008) (TJSC-2017) (TJCE-2018)

(PGM/AM-2018-CESPE): Julgue o item a seguir com base nas normas constitucionais que
versam sobre as prerrogativas dos vereadores: Não estará abarcado pela imunidade material o
vereador que ofender adversário político em entrevista em município diverso daquele no qual
cumpre mandato. BL: art. 29, VIII, CF.

OBS: Resumindo:
 Imunidade formal: NÃO gozam;
 Imunidade material: possuem, mas desde que relacionado com o mandato e por
manifestações feitas dentro do Município.

IX - proibições e incompatibilidades, no exercício da vereança, similares, no que couber, ao disposto


nesta Constituição para os membros do Congresso Nacional e na Constituição do respectivo Estado para
os membros da Assembléia Legislativa; (Renumerado do inciso VII, pela Emenda Constitucional nº 1, de
1992)

X - JULGAMENTO DO PREFEITO PERANTE o Tribunal de Justiça; (Renumerado do inciso VIII,


pela Emenda Constitucional nº 1, de 1992)

(TJMG-2018-Consulplan): Prefeitos são julgados originariamente pela 2ª instância, com eficácia


‘ex nunc’, nas hipóteses de infração comum de natureza criminal, dos crimes dolosos contra a
vida, dos crimes impróprios de responsabilidade e dos crimes de desvio de verba federal
incorporada ao patrimônio municipal. BL: art. 29, X, CF e Súmula 702, STF.

OBS: O Dizer o Direito explica: "Art. 29. 'O Município reger-se-á por lei orgânica (...) atendidos os
princípios estabelecidos nesta Constituição, na Constituição do respectivo Estado e os seguintes
preceitos: X - julgamento do Prefeito perante o Tribunal de Justiça'. Desse modo, segundo a
CF/88, os Prefeitos deverão ser julgados pelos TJ's. Vale ressaltar que o Prefeito será julgado
pelo TJ se o crime for de competência da Justiça Estadual. Se for da competência da Justiça
Federal, será julgado pelo TRF e se for da Justiça Eleitoral, pelo TRE (é o que prevê a Súmula 702
do STF). Em casos de crimes dolosos contra a vida (não havendo interesse federal), também será
julgado pelo TJ considerando que se trata de previsão constitucional específica (art. 29, X, da
CF/88)". O Professor Vicente Paulo explica que o Decreto-lei 201/67 é a norma que define os
crimes de responsabilidade do prefeito. Mas, ao enumerá-los, fez o seguinte: no seu art. 1º,
indicou condutas que, na verdade, são típicos “crimes comuns”; já no seu art. 4º, indicou
condutas político-administrativas que, tradicionalmente, caracterizam os “crimes de
responsabilidade”. Nos casos do art. 1º, temos crimes de responsabilidade “impróprios”
(“impróprios” porque, como dito acima, são, na verdade, materialmente, crimes comuns), e
serão eles julgados pelo Tribunal de Justiça (TJ); e nos casos do art. 4º, temos crimes de
responsabilidade “próprios”, e serão eles julgados pela Câmara Municipal. Por fim, de acordo
com a Súmula nº 209, STJ: "Compete ao Justiça Estadual processar e julgar prefeito por desvio de
verba transferida e incorporada ao patrimônio municipal".

79
(TJRS-2009): Compete ao Tribunal de Justiça, independentemente de autorização da Câmara
Municipal, julgar Prefeito no exercício do mandato por crime comum. BL: art. 29, X, CF e Súmula
702, STF.

XI - organização das funções legislativas e fiscalizadoras da Câmara Municipal; (Renumerado do


inciso IX, pela Emenda Constitucional nº 1, de 1992)

XII - cooperação das associações representativas no planejamento municipal; (Renumerado do


inciso X, pela Emenda Constitucional nº 1, de 1992)

XIII - iniciativa popular de projetos de lei de interesse específico do Município, da cidade ou de


bairros, através de manifestação de, pelo menos, cinco por cento do eleitorado; (Renumerado do inciso
XI, pela Emenda Constitucional nº 1, de 1992) (M)

(TJGO-2012-FCC): A lei orgânica municipal deve atender aos princípios estabelecidos na


Constituição da República na Constituição do respectivo Estado e certos preceitos, entre aos
quais, a iniciativa popular de projetos de lei de interesse específico do Município, da cidade ou
de bairros, através de manifestação de, pelo menos, cinco por cento do eleitorado. (eleitoral)

XIV - perda do mandato do Prefeito, nos termos do art. 28, parágrafo único. (Renumerado do inciso
XII, pela Emenda Constitucional nº 1, de 1992)

(PGM-Várzea Paulista/SP-2016-VUNESP): A Constituição Federal prevê que o Prefeito


Municipal perderá o mandato se assumir outro cargo ou função na Administração Pública direta
ou indireta, ressalvada a posse em virtude de concurso público. BL: arts. 28, §1º, c/c art. 29, XIV
da CF.

OBS: Aplica-se o artigo 28 da CF, §1º, da CF, aos prefeitos municipais, por força do que prescreve
o artigo 29, inciso XIV, CF/1988:
Art. 28. A eleição do Governador e do Vice-Governador de Estado, para
mandato de quatro anos, realizar-se-á no primeiro domingo de
outubro, em primeiro turno, e no último domingo de outubro, em
segundo turno, se houver, do ano anterior ao do término do mandato
de seus antecessores, e a posse ocorrerá em primeiro de janeiro do ano
subseqüente, observado, quanto ao mais, o disposto no art. 77.
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 16, de1997)
§ 1º Perderá o mandato o Governador que assumir outro cargo ou
função na administração pública direta ou indireta, ressalvada a
posse em virtude de concurso público e observado o disposto no art.
38, I, IV e V.

Art. 29-A. O total da despesa do Poder Legislativo Municipal, incluídos os subsídios dos
Vereadores e excluídos os gastos com inativos, não poderá ultrapassar os seguintes percentuais, relativos
ao somatório da receita tributária e das transferências previstas no § 5o do art. 153 e nos arts. 158 e 159,
efetivamente realizado no exercício anterior: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)

Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre:

§ 5º O ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento cambial, sujeita-se
exclusivamente à incidência do imposto de que trata o inciso V do "caput" deste artigo, devido
na operação de origem; a alíquota mínima será de um por cento, assegurada a transferência do
montante da arrecadação nos seguintes termos: (Vide Emenda Constitucional nº 3, de 1993)

I - trinta por cento para o Estado, o Distrito Federal ou o Território, conforme a origem;

80
II - setenta por cento para o Município de origem.

(...)

Art. 158. Pertencem aos Municípios:

I - o produto da arrecadação do imposto da União sobre renda e proventos de qualquer natureza,


incidente na fonte, sobre rendimentos pagos, a qualquer título, por eles, suas autarquias e pelas
fundações que instituírem e mantiverem;

II - cinqüenta por cento do produto da arrecadação do imposto da União sobre a propriedade


territorial rural, relativamente aos imóveis neles situados, cabendo a totalidade na hipótese da
opção a que se refere o art. 153, § 4º, III; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42, de
19.12.2003)

III - cinqüenta por cento do produto da arrecadação do imposto do Estado sobre a propriedade
de veículos automotores licenciados em seus territórios;

IV - vinte e cinco por cento do produto da arrecadação do imposto do Estado sobre operações
relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual
e intermunicipal e de comunicação.

Parágrafo único. As parcelas de receita pertencentes aos Municípios, mencionadas no inciso IV,
serão creditadas conforme os seguintes critérios:

I - três quartos, no mínimo, na proporção do valor adicionado nas operações relativas à


circulação de mercadorias e nas prestações de serviços, realizadas em seus territórios;

II - até um quarto, de acordo com o que dispuser lei estadual ou, no caso dos Territórios, lei
federal.

Art. 159. A União entregará: (Vide Emenda Constitucional nº 55, de 2007)

I - do produto da arrecadação dos impostos sobre renda e proventos de qualquer natureza e


sobre produtos industrializados, 49% (quarenta e nove por cento), na seguinte forma: (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 84, de 2014)

a) vinte e um inteiros e cinco décimos por cento ao Fundo de Participação dos Estados e do
Distrito Federal;

b) vinte e dois inteiros e cinco décimos por cento ao Fundo de Participação dos Municípios;

c) três por cento, para aplicação em programas de financiamento ao setor produtivo das Regiões
Norte, Nordeste e Centro-Oeste, através de suas instituições financeiras de caráter regional, de
acordo com os planos regionais de desenvolvimento, ficando assegurada ao semi-árido do
Nordeste a metade dos recursos destinados à Região, na forma que a lei estabelecer;

d) um por cento ao Fundo de Participação dos Municípios, que será entregue no primeiro
decêndio do mês de dezembro de cada ano; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 55, de 2007)

e) 1% (um por cento) ao Fundo de Participação dos Municípios, que será entregue no primeiro
decêndio do mês de julho de cada ano; (Incluída pela Emenda Constitucional nº 84, de 2014)

81
II - do produto da arrecadação do imposto sobre produtos industrializados, dez por cento aos
Estados e ao Distrito Federal, proporcionalmente ao valor das respectivas exportações de
produtos industrializados.

III - do produto da arrecadação da contribuição de intervenção no domínio econômico prevista


no art. 177, § 4º, 29% (vinte e nove por cento) para os Estados e o Distrito Federal, distribuídos
na forma da lei, observada a destinação a que se refere o inciso II, c, do referido
parágrafo.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 44, de 2004)

§ 1º Para efeito de cálculo da entrega a ser efetuada de acordo com o previsto no inciso I, excluir-
se-á a parcela da arrecadação do imposto de renda e proventos de qualquer natureza pertencente
aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, nos termos do disposto nos arts. 157, I, e 158,
I.

§ 2º A nenhuma unidade federada poderá ser destinada parcela superior a vinte por cento do
montante a que se refere o inciso II, devendo o eventual excedente ser distribuído entre os
demais participantes, mantido, em relação a esses, o critério de partilha nele estabelecido.

§ 3º Os Estados entregarão aos respectivos Municípios vinte e cinco por cento dos recursos que
receberem nos termos do inciso II, observados os critérios estabelecidos no art. 158, parágrafo
único, I e II.

§ 4º Do montante de recursos de que trata o inciso III que cabe a cada Estado, vinte e cinco por
cento serão destinados aos seus Municípios, na forma da lei a que se refere o mencionado inciso.
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)

I - 7% (sete por cento) para Municípios com população de até 100.000 (cem mil)
habitantes; (Redação dada pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009) (Produção de
efeito)

II - 6% (seis por cento) para Municípios com população entre 100.000 (cem mil) e 300.000 (trezentos
mil) habitantes; (Redação dada pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)

III - 5% (cinco por cento) para Municípios com população entre 300.001 (trezentos mil e um) e
500.000 (quinhentos mil) habitantes; (Redação dada pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de
2009)

IV - 4,5% (quatro inteiros e cinco décimos por cento) para Municípios com população entre 500.001
(quinhentos mil e um) e 3.000.000 (três milhões) de habitantes; (Redação dada pela Emenda Constituição
Constitucional nº 58, de 2009)

V - 4% (quatro por cento) para Municípios com população entre 3.000.001 (três milhões e um) e
8.000.000 (oito milhões) de habitantes; (Incluído pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)

VI - 3,5% (três inteiros e cinco décimos por cento) para Municípios com população acima de
8.000.001 (oito milhões e um) habitantes. (Incluído pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de
2009)

§ 1o A Câmara Municipal não gastará mais de setenta por cento de sua receita com folha de
pagamento, incluído o gasto com o subsídio de seus Vereadores. (Incluído pela Emenda Constitucional
nº 25, de 2000)

§ 2o Constitui crime de responsabilidade do Prefeito Municipal: (Incluído pela Emenda


Constitucional nº 25, de 2000)

82
I - efetuar repasse que supere os limites definidos neste artigo; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 25, de 2000)

II - não enviar o repasse até o dia vinte de cada mês; ou (Incluído pela Emenda Constitucional nº
25, de 2000)

III - enviá-lo a menor em relação à proporção fixada na Lei Orçamentária. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 25, de 2000)

§ 3o Constitui crime de responsabilidade do Presidente da Câmara Municipal o desrespeito ao § 1o


deste artigo. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)

Art. 30. COMPETE aos MUNICÍPIOS:

I - LEGISLAR sobre assuntos de interesse local; (TJRS-2018)

##Atenção: ##STF: ##DOD: É constitucional lei municipal que proíbe a conferência de


mercadorias realizada na saída de estabelecimentos comerciais localizados na cidade. A Lei
prevê que, após o cliente efetuar o pagamento nas caixas registradoras da empresa instaladas,
não é possível nova conferência na saída. Os Municípios detêm competência para legislar
sobre assuntos de interesse local (art. 30, I, da CF/88), ainda que, de modo reflexo, tratem de
direito comercial ou do consumidor. STF. 2ª T. RE 1052719 AgR/PB, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, j. 25/9/18 (Info 917).

##Cuidado: ##Divergência no STJ: A prática da conferência indistinta de mercadorias pelos


estabelecimentos comerciais, após a consumação da venda, é em princípio lícito e tem como
base o exercício do direito de vigilância e proteção ao patrimônio, razão pela qual não
constitui, por si só, prática abusiva. Se a revista dos bens adquiridos é realizada em
observância aos limites da urbanidade e civilidade, constitui mero desconforto, a que
atualmente a grande maioria dos consumidores se submete, em nome da segurança. STJ. 3ª T..
REsp 1120113/SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, j. 15/2/11. Mais recentemente: STJ. 4ª T. AgInt no
REsp 1660314/GO, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, j. 07/11/17.

II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber;

III - instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como aplicar suas rendas, sem
prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei;

IV - criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação estadual;

V - organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos


de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial;

VI - MANTER, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, programas de


educação infantil e de ensino fundamental; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006)

(Anal. Legisl./Câm. Deputados-2014-CESPE): Compete ao município, em cooperação financeira


e técnica com a União, a criação e a manutenção de programa de educação infantil. BL: art. 30,
VI, CF.

VII - prestar, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, serviços de atendimento
à saúde da população;

83
VIII - promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e
controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano;

IX - promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a legislação e a ação


fiscalizadora federal e estadual.

Art. 31. A FISCALIZAÇÃO DO MUNICÍPIO SERÁ EXERCIDA pelo Poder Legislativo


Municipal, mediante controle externo, e pelos sistemas de controle interno do Poder EXECUTIVO
Municipal, na forma da lei. (MPSC-2014) (TJRS-2016) (MPRS-2016)

OBS: O órgão competente para rejeitar as contas de Prefeito Municipal, tornando inelegível, é a
Câmara de Vereadores.

(Anal. Legisl.-Valinhos/SP-2017-VUNESP): O Poder Legislativo é exercido pela Câmara


Municipal, que é um órgão colegiado, que delibera pelo Plenário, administra-se pela Mesa e
representa-se pelo Presidente.

§ 1º O CONTROLE EXTERNO DA CÂMARA MUNICIPAL SERÁ EXERCIDO com o auxílio


dos Tribunais de Contas dos Estados ou do Município ou dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos
Municípios, onde houver. (MPSC-2014) (TJRS-2016)

§ 2º O parecer prévio, emitido pelo órgão competente sobre as contas que o Prefeito DEVE
anualmente prestar, SÓ DEIXARÁ DE PREVALECER por decisão DE DOIS TERÇOS dos membros
da Câmara Municipal. (TJRS-2009) (MPSC-2014) (MPRS-2016) (TJPR-2017)

(Anal. Judic./TJAl-2018-FGV): O Prefeito do Município Alfa apresentou suas contas anuais de


gestão ao Tribunal de Contas competente, o qual veio a rejeitá-las por unanimidade. Irresignado,
o Prefeito procurou um advogado e solicitou informações a respeito da correção procedimental
da atuação do Tribunal de Contas. Com amplo embasamento na sistemática constitucional, o
advogado esclareceu ao Prefeito Municipal, corretamente, que o Tribunal de Contas está errado,
pois apenas lhe competiria emitir parecer prévio a respeito das contas do Prefeito, de governo
ou de gestão. BL: art. 31, §2º, CF/88 e Info 834 do STF (Obs.: Infos de Eleitoral).

OBS: Em 2016, o STF firmou entendimento - sob a sistemática da repercussão geral - a respeito
do tema. Eis a tese firmada e exposta no informativo nº. 834:
"Para os fins do artigo 1º, inciso I, alínea g, da Lei Complementar 64/1990, a
apreciação das contas de Prefeito, tanto as de governo quanto as de
gestão, será exercida pelas Câmaras Municipais, com auxílio dos
Tribunais de Contas competentes, cujo parecer prévio somente deixará
de prevalecer por decisão de dois terços dos vereadores. STF. Plenário.
RE 848826/DF, rel. orig. Min. Roberto Barroso, red. p/ o acórdão Min. Ricardo
Lewandowski, julgado em 10/8/2016 (repercussão geral) (Info 834).

Parecer técnico elaborado pelo Tribunal de Contas tem natureza


meramente opinativa, competindo exclusivamente à Câmara de
Vereadores o julgamento das contas anuais do chefe do Poder
Executivo local, sendo incabível o julgamento ficto das contas por
decurso de prazo. STF. Plenário. RE 729744/MG, Rel. Min. Gilmar Mendes,
julgado em 10/8/2016 (repercussão geral) (Info 834)."

OBS: Diferença entre CONTAS DE GOVERNO e CONTAS DE GESTÃO:


a) As CONTAS DE GOVERNO são dotadas de caráter político e são de
responsabilidade do chefe do poder executivo (municipal, estadual,
federal). São julgadas pelo Poder Legislativo (CM, AL, CN), cabendo aos
Tribunais de Contas tão somente apreciá-las (art. 71, I, CF/88). "As
84
contas de governo objetivam demonstrar o cumprimento do orçamento
e dos planos da administração, referindo-se, portanto, à atuação do
chefe do Executivo como agente político".
b) As CONTAS DE GESTÃO têm caráter técnico e são de
responsabilidade dos administradores públicos. "As contas de gestão
possibilitam o exame não dos gastos globais, mas de cada ato
administrativo que componha a gestão contábil, financeira,
orçamentária, operacional e patrimonial do ente público quanto a
legalidade, legitimidade e economicidade" (ambos os conceitos
retirados do site: http://www.mpf.mp.br/pgr/noticias-pgr/contas-de-
gestao-e-contas-de-governo-tem-tratamento-diferenciado-pela-
constituicao-diz-pgr).

Entretanto, o mais importante é saber que, ao contrário do Presidente da República e dos


Governadores, o Prefeito é responsável tanto pelas contas de governo como pelas contas de
gestão e, em ambos os casos, serão elas objeto de parecer prévio do TC e, posteriormente, de
julgamento pelas Câmaras Municipais.
Nas esferas federais e estaduais, ao contrário, SOMENTE as CONTAS DE GOVERNO do
Presidente e dos Governadores é que serão objeto de parecer prévio dos Tribunais de Contas
e posteriormente apreciadas pelo Legislativo (CN ou AL). As contas de GESTÃO, por não
serem de responsabilidade destes chefes do executivo, e sim de outros administradores, serão
APRECIADAS e também JULGADAS pelos TCs (isso é EXATAMENTE o que diz os incisos I
e II do art. 71 da CF).
OBS: Esquematizando:
1) União/Estados
- Contas de Governo - apreciadas pelo TC
- Contas de Gestão - julgadas pelo TC

2) Município
- Contas de Governo e de Gestão - apreciadas pelo TC

§ 3º As contas dos Municípios ficarão, durante sessenta dias, anualmente, à disposição de qualquer
contribuinte, para exame e apreciação, o qual poderá questionar-lhes a legitimidade, nos termos da lei.

§ 4º É VEDADA A CRIAÇÃO de Tribunais, Conselhos ou órgãos de Contas Municipais. (TJAL-


2008) (TJRS-2009/2016)

(Dir. Contábil Legisl.-Câm. Dois Córregos/SP-2018-VUNESP): Determinado Prefeito envia


projeto de lei à Câmara dos Vereadores propondo a criação de um Conselho de Contas para
exercer a função de fiscalização das contas do Município cujos servidores serão contratados por
meio de cargos de livre nomeação e exoneração. Conforme o que estabelece a Constituição
Federal, esse projeto é inconstitucional, pois a Carta Magna veda a criação desse tipo de órgão.

OBS: De acordo com a CF, é vedada a criação de Tribunais, Conselhos ou órgãos de Contas
Municipais. O STF, no entanto, permite a criação de TC dos Municípios pelos Estados:
A Constituição da República impede que os Municípios criem os
seus próprios tribunais, conselhos ou órgãos de contas municipais
(CF, art. 31, § 4º), mas permite que os Estados-membros, mediante
autônoma deliberação, instituam órgão estadual denominado
Conselho ou Tribunal de Contas dos Municípios (RTJ 135/457, rel.
min. Octavio Gallotti – ADI 445/DF, rel. min. Néri da Silveira),
incumbido de auxiliar as câmaras municipais no exercício de seu poder
de controle externo (CF, art. 31, § 1º). [ADI 687, rel. min. Celso de Mello,
j. 2-2-1995, P, DJ de 10-2-2006.]

85
(MPRS-2016): Em relação ao controle e fiscalização da administração municipal, assinale a
alternativa correta: É vedada a criação de Tribunais, Conselhos ou órgãos de Contas Municipais.
BL: art. 31, §4º, CF.

CAPÍTULO V
DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS

Seção I
DO DISTRITO FEDERAL

Art. 32. O Distrito Federal, VEDADA sua divisão EM MUNICÍPIOS, reger- se-á por lei orgânica,
votada em dois turnos com interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços da Câmara
Legislativa, que a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição. (TJAP-2009)

OBS: O DF não pode ser dividido em Municípios (art. 32, caput, CF), como também não é
possível que prefeituras comunitárias ou associação de moradores sejam constituídas por meio
de lei distrital para administrar as quadras residenciais do Plano Piloto de Brasília, pois isso
afronta os arts. 2º, 32 e 37, XXI, todos da CF/88, conforme a ADI 1706, sob relatoria do Min. Eros
Grau, julgada em 2008.

(TJSP-2013-VUNESP): Com relação ao Distrito Federal, a Constituição Federal veda a divisão


do Distrito Federal em Municípios. BL: art. 32, CF.

§ 1º Ao DISTRITO FEDERAL SÃO ATRIBUÍDAS as competências legislativas reservadas aos


Estados e Municípios. (TJSP-2013)

(TJDFT-2007): Sobre o tratamento constitucional conferido ao Distrito Federal: Ao Distrito


Federal são atribuídas as competências legislativas reservadas aos Estados e aos Municípios. BL:
art. 32, §1º, CF.

§ 2º A eleição do Governador e do Vice-Governador, observadas as regras do art. 77, e dos


Deputados Distritais coincidirá com a dos Governadores e Deputados Estaduais, para mandato de igual
duração.

Art. 77. A eleição do Presidente e do Vice-Presidente da República realizar-se-á,


simultaneamente, no primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no último domingo
de outubro, em segundo turno, se houver, do ano anterior ao do término do mandato
presidencial vigente. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 16, de 1997)

§ 1º A eleição do Presidente da República importará a do Vice-Presidente com ele registrado.

§ 2º Será considerado eleito Presidente o candidato que, registrado por partido político, obtiver
a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos.

§ 3º Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação, far-se-á nova eleição
em até vinte dias após a proclamação do resultado, concorrendo os dois candidatos mais votados
e considerando-se eleito aquele que obtiver a maioria dos votos válidos.

§ 4º Se, antes de realizado o segundo turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento legal de
candidato, convocar-se-á, dentre os remanescentes, o de maior votação.

§ 5º Se, na hipótese dos parágrafos anteriores, remanescer, em segundo lugar, mais de um


candidato com a mesma votação, qualificar-se-á o mais idoso.

86
§ 3º Aos Deputados Distritais e à Câmara Legislativa aplica-se o disposto no art. 27.

Art. 27. O número de Deputados à Assembléia Legislativa corresponderá ao triplo da


representação do Estado na Câmara dos Deputados e, atingido o número de trinta e seis, será
acrescido de tantos quantos forem os Deputados Federais acima de doze.

§ 1º Será de quatro anos o mandato dos Deputados Estaduais, aplicando- sê-lhes as regras desta
Constituição sobre sistema eleitoral, inviolabilidade, imunidades, remuneração, perda de
mandato, licença, impedimentos e incorporação às Forças Armadas.

§ 2º O subsídio dos Deputados Estaduais será fixado por lei de iniciativa da Assembléia
Legislativa, na razão de, no máximo, setenta e cinco por cento daquele estabelecido, em espécie,
para os Deputados Federais, observado o que dispõem os arts. 39, § 4º, 57, § 7º, 150, II, 153, III, e
153, § 2º, I. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

§ 3º Compete às Assembléias Legislativas dispor sobre seu regimento interno, polícia e serviços
administrativos de sua secretaria, e prover os respectivos cargos.

§ 4º A lei disporá sobre a iniciativa popular no processo legislativo estadual.

§ 4º Lei federal disporá sobre a utilização, pelo Governo do Distrito Federal, das polícias civil e
militar e do corpo de bombeiros militar.

(TJES-2011-CESPE): O dispositivo constitucional que estabelece que lei federal disporá sobre a
utilização, pelo governo do DF, das polícias civil e militar e do corpo de bombeiros militar
constitui exemplo de norma de eficácia limitada. BL: art. 32, §4º, CF.

Seção II
DOS TERRITÓRIOS

Art. 33. A lei disporá sobre a organização administrativa e judiciária dos Territórios.

(MPMT-2012): A norma “A lei disporá sobre a organização administrativa e judiciária dos


territórios” (art. 33, caput, CF/88) é de eficácia limitada de princípio institutivo.

§ 1º Os TERRITÓRIOS PODERÃO SER DIVIDIDOS em Municípios, aos quais se aplicará, no


que couber, o disposto no Capítulo IV deste Título. (TJAP-2009)

OBS: A CF/88 permite que os Territórios sejam divididos em Municípios (art. 33, §1º).

§ 2º As contas do Governo do Território serão submetidas ao Congresso Nacional, com parecer


prévio do Tribunal de Contas da União.

§ 3º NOS TERRITÓRIOS FEDERAIS COM MAIS DE CEM MIL HABITANTES, além do


Governador nomeado na forma desta Constituição, HAVERÁ órgãos judiciários de primeira e
segunda instância, membros do Ministério Público e defensores públicos federais; A LEI DISPORÁ
sobre as eleições para a Câmara Territorial e sua competência deliberativa. (TJMG-2006)

CAPÍTULO VI
DA INTERVENÇÃO

Art. 34. A UNIÃO NÃO INTERVIRÁ nos Estados NEM no Distrito Federal, EXCETO para:

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(TJDFT-2007): Sobre o Estado Federal, assinale a alternativa correta: a intervenção federal
traduz-se na suspensão temporária das normas constitucionais que asseguram a autonomia da
unidade federada atingida pela medida.

I - MANTER a integridade nacional; (TJSP-2011)

OBS: É possível a União, para manter a integridade nacional, intervir nos Estados-membros e
no Distrito Federal, mas não nos MUNICÍPIOS (art. 34, CF). (TJMS-2008)

II - REPELIR invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em outra; (TJSP-2011)

III - PÔR termo a grave comprometimento da ordem pública; (TJSP-2011/2013) (MPRS-2016)

IV - GARANTIR o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação; (TJDFT-
2015)

V - REORGANIZAR as finanças da unidade da Federação que: (TJSP-2013)

a) suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos, salvo motivo de
força maior;

b) DEIXAR DE ENTREGAR aos Municípios receitas tributárias fixadas nesta Constituição,


dentro dos prazos estabelecidos em lei; (TJSE-2008)

(TJMG-2005): Constitui hipótese para a intervenção da União nos Estados a retenção, além do
prazo legal, de receitas tributárias constitucionalmente destinadas aos Municípios. BL: art. 34,
V, “b”, CF.

VI - PROVER a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial; (TJSE-2008)

VII - ASSEGURAR a observância dos seguintes princípios constitucionais [sensíveis]:

a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático; (TJAL-2008)

b) direitos da pessoa humana;

c) autonomia municipal; (TJMS-2008) (TJAL-2008) (TCESP-2013) (TCEPA-2016)

d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta. (TJAL-2008)

e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a


proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços
públicos de saúde. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000) (TJSE-2008) (TJAL-2008)

Art. 35. O ESTADO NÃO INTERVIRÁ em seus Municípios, NEM A UNIÃO nos Municípios
localizados em Território Federal, EXCETO quando: (TJMS-2008) (TJAP-2009)

OBS: Não é possível Estado-membro intervir em Município de outro Estado-membro.

OBS: A teor do art. 35, caput, CF, a União poderá intervir em Municípios localizados somente
em Territórios.

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I - deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a dívida fundada;
(MPRS-2016)

II - não forem prestadas contas devidas, na forma da lei; (MPRS-2016)

III – não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e
desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde; (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 29, de 2000) (MPRS-2016)

IV - o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a observância de


princípios indicados na Constituição Estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem ou de
decisão judicial. (MPRS-2016) (PGM/AM-2018)

OBS: Existem duas hipóteses de intervenção constitucionalmente previstos:

Intervenção Federal: Quando a União intervém no Estado/DF ou ainda no Município do


Território Federal.

Intervenção Estadual: Quando o Estado intervém no Município.

Observe que a única possibilidade de intervenção da União em Municípios se dá quando estes


pertencerem a Território Federal. Em nenhuma outra hipótese, a União poderá intervir em
Municípios em respeito ao Pacto Federativo.

(TJSP-2013-VUNESP): O Estado intervirá em seus Municípios para assegurar a observância de


princípios indicados na Constituição Estadual, mediante representação provida pelo Tribunal
de Justiça com essa finalidade. BL: art. 35, III, CF.

Art. 36. A DECRETAÇÃO DA INTERVENÇÃO DEPENDERÁ:

I - no caso do art. 34, IV, de solicitação do Poder Legislativo ou do Poder Executivo coacto ou
impedido, ou de requisição do Supremo Tribunal Federal, se a coação for exercida contra o Poder
Judiciário;

IV - garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação;

II - no caso de desobediência a ordem ou decisão judiciária, de requisição do Supremo Tribunal


Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do Tribunal Superior Eleitoral; (TJPI-2007)

(TJSP-2017-VUNESP): Nos termos do artigo 34 da Constituição Federal, a intervenção da União


nos Estados e Distrito Federal tem caráter excepcional. Na hipótese de intervenção para garantir
ordem ou decisão judicial, será ela provocada e vinculada e dependerá de requisição do
Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do Tribunal Superior Eleitoral.
BL: art. 34, VI c/c art. 36, II, CF.

OBS: 1)São hipóteses de intervenção federal espontânea:


a) para a defesa da unidade nacional (CF, art. 34, I e II);
b) para a defesa da ordem pública (CF, art. 34, III);
e) para a defesa das finanças públicas (CF, art. 34, V).
Portanto, nessas hipóteses de intervenção espontânea (ou de oficio), previstas no art. 34, I, II, III
e V, da Constituição Federal, o próprio Presidente da República poderá tomar a iniciativa e
decretar a intervenção federal.

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2) Intervenção federal provocada: Há intervenção provocada quando a medida depende de
provocação de algum órgão ao qual a Constituição conferiu tal competência. Nessas hipóteses,
não poderá o Chefe do Executivo tomar a iniciativa e executar, de oficio, a medida. A intervenção
dependerá da manifestação de vontade do órgão que recebeu tal incumbência constitucional.
Segundo a Constituição, a provocação poderá dar-se mediante "solicitação" ou "requisição". Nos
casos de solicitação, entende-se que o Chefe do Executivo não estará obrigado a decretar a
intervenção. Ao contrário, diante de requisição, o Chefe do Poder Executivo não dispõe de
discricionariedade, isto é, estará obrigado a decretar a intervenção.
A provocação mediante requisição está prescrita nos seguintes dispositivos constitucionais: art.
34, IV (requisição do STF), art. 34, VI (requisição do STF, STJ ou TSE), e art. 34, VII (requisição
do STF).

A provocação mediante solicitação está prevista no art. 34, IV, na defesa dos Poderes Executivo
ou Legislativo. Na hipótese do art. 34, IV, da Constituição ("garantir o livre exercício de qualquer
dos Poderes nas unidades da Federação"), esses Poderes locais solicitarão ao Presidente da
República a intervenção federal, a fim de que a União venha garantir o livre exercício de suas
funções. Nessas hipóteses, a solicitação do Poder Legislativo ou Executivo local não vincula o
Presidente da República, haja vista tratar-se de solicitação (e não de requisição). (Fonte: livro
Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino e site Qconcursos).

III - DE PROVIMENTO, pelo Supremo Tribunal Federal, DE REPRESENTAÇÃO do Procurador-


Geral da República, na hipótese do art. 34, VII, e no caso de recusa à execução de lei federal. (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (TJMG-2008) (TCESP-2013) (TCEPA-2016)

(TJDFT-2015-CESPE): Depois de várias derrotas políticas nas votações de projetos de lei na


respectiva assembleia legislativa, o governador de determinado estado da Federação editou
decreto dissolvendo a referida assembleia e proibindo a entrada dos deputados estaduais no
prédio do órgão legislativo. Nessa situação hipotética, o instrumento adequado para questionar
a constitucionalidade da lei é a ADI interventiva proposta pelo procurador-geral da República.
BL: art. 2º da Lei 12.562/11 c/c art. 34, VII, “a” c/c e art. 36, III, CF.

VII - assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais:

a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático;

b) direitos da pessoa humana;

c) autonomia municipal;

d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta.

e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a


proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e
serviços públicos de saúde. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000)

§ 1º O DECRETO DE INTERVENÇÃO, que especificará a amplitude, o prazo e as condições de


execução e que, se couber, nomeará o interventor, SERÁ SUBMETIDO à apreciação do Congresso
Nacional ou da Assembléia Legislativa do Estado, no prazo de vinte e quatro horas.

(PGM-João Pessoa/PB-2018-CESPE): Determinado município deixou de pagar, por vários anos


consecutivos e sem motivo de força maior, sua dívida fundada. Com relação a essa situação
hipotética, assinale a opção correta: O governador do respectivo estado-membro poderá decretar
intervenção no município, submetendo, no prazo de vinte e quatro horas, o respectivo decreto
interventivo à apreciação da assembleia legislativa estadual. BL: art. 35, I c/c art. 36, §1º, CF.

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OBS: Essa é uma modalidade de intervenção chamada “de ofício”, não dependendo da
provocação de terceiros, nem de provimento judicial. Obedece-se, então, ao procedimento
padrão da intervenção.

(TJSP-2009-VUNESP): Quanto à intervenção da União nos Estados visando a manter a


integridade nacional, é correto afirmar que o decreto de intervenção será submetido à apreciação
do Congresso Nacional no prazo de 24 (vinte e quatro) horas. BL: art. 36, §1º, CF.

§ 2º SE NÃO ESTIVER FUNCIONANDO o Congresso Nacional ou a Assembléia Legislativa,


FAR-SE-Á CONVOCAÇÃO EXTRAORDINÁRIA, no mesmo prazo de vinte e quatro horas. (TJSP-
2009)

§ 3º Nos casos do art. 34, VI e VII, ou do art. 35, IV, DISPENSADA a apreciação pelo Congresso
Nacional ou pela Assembléia Legislativa, o decreto LIMITAR-SE-Á A SUSPENDER a EXECUÇÃO
DO ATO IMPUGNADO, se essa medida bastar ao restabelecimento da normalidade. (TJSP-2009)

Art. 34 (...)

VI - prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial;

VII - assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais:

a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático;

b) direitos da pessoa humana;

c) autonomia municipal;

d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta.

e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a


proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e
serviços públicos de saúde. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000) (...)

Art. 35 (...)

III – não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e
desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde; (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 29, de 2000)

(TJAP-2008-FGV): No que tange à intervenção do Estado em seus Municípios, é correto afirmar


que: o Estado pode intervir em seu Município quando o Tribunal de Justiça der provimento à
representação para assegurar a observância de princípios indicados na Constituição Estadual,
ou para prover a execução da lei, de ordem ou de decisão judicial. Nesses casos, está dispensada
a apreciação do decreto interventivo pela Assembleia Legislativa. BL: art. 35, IV c/c art. 36, § 3º,
CF.

OBS: Vejamos o teor do art. 35, IV da CF: “Art. 35. O Estado não intervirá em seus Municípios, nem
a União nos Municípios localizados em Território Federal, exceto quando: (...) IV - o Tribunal de Justiça
der provimento a representação para assegurar a observância de princípios indicados na
Constituição Estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial.”

§ 4º CESSADOS os MOTIVOS DA INTERVENÇÃO, as autoridades afastadas de seus cargos a


estes voltarão, SALVO IMPEDIMENTO LEGAL. (TJSP-2009)
91
(TJMG-2008): A ação direta de inconstitucionalidade interventiva tem como objetivo a defesa
dos princípios sensíveis estabelecidos no art. 34, VII da CF, de que são exemplos a forma
republicana, o sistema representativo e o regime democrático, e somente poderá ser proposta
pelo Procurador-Geral da República.

Explicação: ADI Interventiva tem como objetivo a defesa dos princípios sensíveis estabelecidos
no art. 34, VII da CF e somente poderá ser proposta pelo PGR, consoante art. 36.

CAPÍTULO VII
DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Seção I
DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 37. A administração pública DIRETA e INDIRETA de qualquer dos Poderes da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios OBEDECERÁ aos princípios de legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (MPSP-2005) (DPERS-2011) (TJPR-2014)

(PCMG-2018-FUMARC): Sobre os princípios da Administração Pública, é CORRETO afirmar


que o princípio da supremacia do interesse público não se radica em dispositivo específico da
CR/88, ainda que inúmeros aludam ou impliquem manifestações concretas dele. BL: art. 37,
caput, CF. (administrativo)

OBS: É expressão utilizada por Celso Antônio Bandeira de Mello para o qual: “Princípio da
supremacia do interesse público sobre o interesse privado é princípio geral de Direito inerente a
qualquer sociedade. É a própria condição de sua existência. Assim, não se radica em dispositivo
específico algum da Constituição (…). Afinal, o princípio em causa é um pressuposto lógico do
convívio social”. (Curso de Direito Administrativo, 32ª edição, p. 99. Também é citado no livro
do Professor Hely Lopes Meirelles, Direito Administrativo Brasileiro, 42ª edição, p. 114).

(MPRS-2012): A Eficiência é moderno princípio da função administrativa e determina que esta


seja exercida com presteza e perfeição, exigindo resultados positivos para o serviço público, com
atendimento satisfatório das necessidades dos administrados. BL: art. 37 da CF (administrativo)

I - OS CARGOS, EMPREGOS e FUNÇÕES PÚBLICAS SÃO ACESSÍVEIS AOS BRASILEIROS


que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como AOS ESTRANGEIROS, na forma da
lei; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

(TJSC-2009): Com a edição da Emenda Constitucional n.º 19, o direito positivo constitucional de
acesso aos cargos, empregos e funções públicas estendeu-se também aos estrangeiros, "na forma
da lei". BL: art. 37, I, CF. (administrativo)

(TJDFT-2007): De acordo com o tratamento constitucional conferido à Administração Pública:


Os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os
requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei. BL: art. 37, I, CF.

II - a INVESTIDURA EM CARGO ou EMPREGO PÚBLICO DEPENDE de aprovação prévia em


concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo
ou emprego, na forma prevista em lei, RESSALVADAS as nomeações para cargo em comissão
declarado em lei de livre nomeação e exoneração; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de
1998) (TJSC-2009) (MPDFT-2015) (TJRS-2016) (Anal. Judic./STJ-2018)

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(Escrivão de Polícia/MA-2018-CESPE): O preenchimento de cargos públicos mediante concurso
público, por privilegiar a isonomia entre os concorrentes, constitui expressão do princípio
constitucional fundamental republicano. BL: art. 37, I e II da CF (administrativo)

OBS: Desde a edição da Constituição da República Federativa do Brasil, em outubro de 1988,


efetivou-se, dentro da ordem constitucional jurídica vigente, o princípio republicano que
consagra a igualdade de acesso aos cargos e empregos públicos a todos os brasileiros natos e
naturalizados, bem como aos estrangeiros na forma da lei, conforme dicção do art. 37, I, da CRFB.
A fim de consagrar a isonomia no processo de seleção para os quadros pessoais da
Administração Pública, pondo termo a práticas odiosas de nepotismo e protecionismo, oriundas
de subjetivismos arbitrários que visavam atender não ao interesse público, mas ao interesse
pessoal de determinados centros oligárquicos, o legislador constituinte originário estabeleceu a
regra do concurso público, pautado em critérios objetivos mediante realização de provas ou
provas e títulos.

(TJSP-2015-VUNESP): O regime jurídico dos servidores públicos tem um amplo tratamento na


Constituição federal, além de ser disciplinado em lei estatutária de cada ente da federação. Com
relação ao regime geral dos servidores públicos, é correto afirmar que no direito brasileiro é
possível que um não servidor público exerça função pública sem que o agente seja ocupante de
cargo público em que tenha sido regularmente investido. BL: art. 37, II da CF (administrativo)

(MPAM-2015-FMP): A vedação ao nepotismo decorre diretamente do artigo 37, caput, da


Constituição da República, em especial dos princípios da impessoalidade e da moralidade, os
quais informam sobremaneira a conduta retilínea e ética a ser exigida da Administração Pública
nacional. BL: SV 13, STF. (administrativo)

(MPAM-2015-FMP): A proibição do nepotismo consubstanciada nos precedentes do Supremo


Tribunal Federal, inclusive na súmula vinculante em apreço, deve levar em observância o
assento constitucional dos cargos políticos, os quais não resultam em tese abrangidos pela
envergadura daquela vedação, salvo modulações casuísticas demonstráveis para efeito de se
verificar nepotismo cruzado ou fraude à legislação. BL: SV 13, STF. (administrativo)

OBS: Com efeito, a doutrina, de um modo geral, repele o enquadramento dos Conselheiros dos
Tribunais de Contas na categoria de agentes políticos, os quais, como regra, estão fora do alcance
da Súmula Vinculante n. 13, salvo nas exceções acima assinaladas, quais sejam, as hipóteses de
nepotismo cruzado ou de fraude à lei." (Rcl 6702 MC-AgR, Relator Ministro Ricardo
Lewandowski, Tribunal Pleno, j. 4.3.2009)

(MPSP-2015): Sobre a proibição da prática de nepotismo, é correto afirmar que ressalvada


situação de fraude à lei, a nomeação de parentes para cargos públicos de natureza política não
configura nepotismo na Administração Pública. BL: SV 13, STF. (administrativo)

OBS: A jurisprudência do STF preconiza que, ressalvada situação de fraude à lei, a nomeação
de parentes para cargos públicos de natureza política não desrespeita o conteúdo normativo do
enunciado da Súmula Vinculante 13." (RE 825682 AgR, Relator Ministro Teori Zavascki, 2ª
Turma, j. 10.2.15)

(TJPR-2008): Assinale a alternativa correta: A nomeação para cargo em comissão independe de


aprovação prévia em concurso público, desde que o referido cargo seja declarado em lei de livre
nomeação e exoneração. BL: art. 73, II, CF. (administrativo)

(TJDFT-2007): De acordo com o tratamento constitucional conferido à Administração Pública: A


investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público
de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou

93
emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado
em lei de livre nomeação e exoneração. BL: art. 37, II, CF. (administrativo)

##ATENÇÃO#STF## Editais de concurso público não podem estabelecer restrição a pessoas


com tatuagem, salvo situações excepcionais em razão de conteúdo que viole valores
constitucionais. STF. Plenário. RE 898450/SP, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 17/8/2016
(repercussão geral) (Info 835).

##ATENÇÃO#STF## O candidato aprovado em concurso público fora do número de vagas tem


direito subjetivo à nomeação caso surjam novas vagas durante o prazo de validade do certame,
haja manifestação inequívoca da administração sobre a necessidade de seu provimento e não
tenha restrição orçamentária. STJ. 1ª Seção. MS 22.813-DF, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em
13/06/2018 (Info 630).

##ATENÇÃO#STF## A nomeação tardia de candidatos aprovados em concurso público, por


meio de ato judicial, à qual atribuída eficácia retroativa, não gera direito às promoções ou
progressões funcionais que alcançariam se houvesse ocorrido, a tempo e modo, a nomeação.
STF. Plenário. RE 629392 RG/MT, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 8/6/2017 (repercussão
geral) (Info 868).

##ATENÇÃO#STF# O candidato que toma posse em concurso público por força de decisão
judicial precária assume o risco de posterior reforma desse julgado que, em razão do efeito “ex
tunc”, inviabiliza a aplicação da teoria do fato consumado em tais hipóteses. A posse ou o
exercício em cargo público por força de decisão judicial de caráter provisório não implica a
manutenção, em definitivo, do candidato que não atende a exigência de prévia aprovação em
concurso público (CF, art. 37, II), valor constitucional que prepondera sobre o interesse
individual do candidato, que não pode invocar, na hipótese, o princípio da proteção da
confiança legítima, pois conhece a precariedade da medida judicial. Em suma, não se aplica a
teoria do fato consumado para candidatos que assumiram o cargo público por força de decisão
judicial provisória posteriormente revista. STF. Plenário. RE 608482/RN, Rel. Min. Teori
Zavascki, julgado em 7/8/2014 (repercussão geral) (Info 753). STF. 1ª Turma. RMS 31538/DF,
rel. orig. Min. Luiz Fux, red. p/ o acórdão Min. Marco Aurélio, julgado em 17/11/2015 (Info
808).

III - o PRAZO DE VALIDADE DO CONCURSO PÚBLICO SERÁ de até dois anos, prorrogável
uma vez, por igual período; (TJPR-2008)

IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele aprovado em


concurso público de provas ou de provas e títulos SERÁ CONVOCADO COM PRIORIDADE sobre
novos concursados para assumir cargo ou emprego, na carreira; (TJPR-2008)

V - as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e


os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais
mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e
assessoramento; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

(MPSC-2014): As funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de


cargos efetivos, e os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos
casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de
direção, chefia e assessoramento. BL: art. 37, V da CF (administrativo)

(TJMG-2009): As funções de confiança, destinadas às atribuições de direção, chefia e


assessoramento, são exercidas exclusivamente por titulares de cargo efetivo. BL: art. 37, V da CF
(administrativo)

94
VI - É GARANTIDO ao servidor público civil o direito à livre associação sindical;

Vide Súmula 679 do STF: “S. 679 STF: A fixação de vencimentos dos servidores públicos não pode
ser objeto de convenção coletiva”.

(TJDFT-2007): De acordo com o tratamento constitucional conferido à Administração Pública: É


garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical. BL: art. 37, VI, CF.

VII - o DIREITO DE GREVE SERÁ EXERCIDO nos termos e nos limites definidos EM LEI
ESPECÍFICA; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (TJPR-2008) (TJMG-2009)
(PFN-2015) (PGM/AM-2018)

O STF decidiu que, mesmo sem ter sido ainda editada a lei de que trata o art. 37, VII, da CF/88, os
servidores públicos podem fazer greve, devendo ser aplicadas as leis que regulamentam a greve para
os trabalhadores da iniciativa privada (Lei nº 7.701/88 e Lei nº 7.783/89).

(PGM-Curitiba-2015): Conforme posicionamento do STF, o direito de greve do servidor público é


assegurado e, diante da ausência de lei específica e observado o princípio da continuidade do serviço
público, aplica-se a Lei nº 7.783/89. BL: STF, MI 708.

O decreto governamental pode prever hipótese de contratação temporária excepcional limitada ao


período de duração da greve para garantir a continuidade de serviços públicos essenciais, em
conformidade com o disposto no art. 9º, da Lei de Greve.

REQUISITOS PARA A DEFLAGRAÇÃO DE UMA GREVE NO SERVIÇO PÚBLICO:


a) tentativa de negociação prévia, direta e pacífica;
b) frustração ou impossibilidade de negociação ou de se estabelecer uma agenda comum;
c) deflagração após decisão assemblear;
d) comunicação aos interessados, no caso, ao ente da Administração Pública a que a categoria se
encontre vinculada e à população, com antecedência mínima de 72 horas (uma vez que todo serviço
público é atividade essencial);
e) adesão ao movimento por meios pacíficos; e
f) a garantia de que continuarão sendo prestados os serviços indispensáveis ao atendimento das
necessidades dos administrados (usuários ou destinatários dos serviços) e à sociedade.

##ATENÇÃO#STF## A administração pública deve proceder ao desconto dos dias de paralisação


decorrentes do exercício do direito de greve pelos servidores públicos, em virtude da suspensão do
vínculo funcional que dela decorre. É permitida a compensação em caso de acordo. O desconto será,
contudo, incabível se ficar demonstrado que a greve foi provocada por conduta ilícita do Poder
Público. STF. Plenário. RE 693456/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 27/10/2016 (repercussão
geral) (Info 845).

##ATENÇÃOSTF## Não se mostra razoável a possibilidade de desconto em parcela única sobre a


remuneração do servidor público dos dias parados e não compensados provenientes do exercício do
direito de greve. STJ. 2ª Turma. RMS 49.339-SP, Rel. Min. Francisco Falcão, julgado em 6/10/2016 (Info
592).

##ATENÇÃOSTF## A justiça comum, federal ou estadual, é competente para julgar a abusividade de


greve de servidores públicos CELETISTAS da Administração pública direta, autarquias e fundações
públicas. STF. Plenário. RE 846854/SP, rel. orig. Min. Luiz Fux, red. p/ o ac. Min. Alexandre de
Moraes, julgado em 1º/8/2017 (repercussão geral) (Info 871).

VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de
deficiência e definirá os critérios de sua admissão; (TJDFT-2008)

95
##Atenção: ##STF: ##DOD: ”É constitucional norma de Constituição Estadual que preveja que ‘o
Estado e os Municípios reservarão vagas em seus respectivos quadros de pessoal para serem
preenchidas por pessoas portadoras de deficiência.’ Apesar de, em tese, a Constituição Estadual não
poder dispor sobre servidores municipais, sob pena de afronta à autonomia municipal, neste caso não
há inconstitucionalidade, considerando que se trata de mera repetição de norma da CF/88 (art. 37,
VIII). STF. Plenário. ADI 825/AP, Rel. Min. Alexandre de Moraes, j. 25/10/18 (Info 921).

##Atenção: ##STF: "A exigência constitucional de reserva de vagas para portadores de deficiência em
concurso público se impõe ainda que o percentual legalmente previsto seja inferior a um, hipótese em
que a fração deve ser arredondada. Entendimento que garante a eficácia do art. 37, VIII, da CF, que,
caso contrário, restaria violado." (STF. Plenário. RE 227.299, Rel. Min. Ilmar Galvão, j. 14/6/2000).

IX - a lei ESTABELECERÁ os casos de CONTRATAÇÃO POR TEMPO DETERMINADO PARA


ATENDER a necessidade temporária de excepcional interesse público;

(PFN-2015-ESAF): Sobre os servidores públicos: A lei estabelecerá os casos de contratação por tempo
determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. BL: art. 37, IX,
CF. (administrativo)

(TJPR-2008): A Constituição da República admite a contratação por tempo determinado para atender
à necessidade temporária de excepcional interesse público. BL: art. 37, IX, CF. (administrativo)

X - a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. 39 somente


poderão ser fixados ou alterados por lei específica, OBSERVADA a iniciativa privativa em cada caso,
assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices; (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (Regulamento) (TJDFT-2007) (MPSC-2013)

Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política de
administração e remuneração de pessoal, integrado por servidores designados pelos respectivos
Poderes. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (Vide ADIN nº 2.135-4)

§ 4º O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários


Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única,
vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou
outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, X e XI. (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

##ATENÇÃO#STF## O não encaminhamento de projeto de lei de revisão anual dos vencimentos dos
servidores públicos, previsto no inciso X do art. 37 da CF/88, não gera direito subjetivo a indenização.
Deve o Poder Executivo, no entanto, se pronunciar, de forma fundamentada, acerca das razões pelas
quais não propôs a revisão. STF. Plenário. RE 565089 /SP, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac.
Min. Roberto Barroso, julgado em 25/9/2019 (repercussão geral – Tema 19) (Info 953).

XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da


administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes
políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não,
incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, NÃO PODERÃO EXCEDER o subsídio
mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como limite, nos
Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador
no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder
Legislativo e o subsidio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte
e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal,
no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores

96
e aos Defensores Públicos; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003) (TJSC-2009)
(TJRS-2016)

OBS: O STF decidiu, em sede de repercussão geral, que o teto fixado pela EC 41/03 é de eficácia
imediata e todas as verbas de natureza remuneratória recebidas pelos servidores públicos da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios devem se submeter a ele, ainda que adquiridas
de acordo com regime legal anterior. A aplicação imediata da EC 41/03 e a redução das remunerações
acima do teto não afrontou o princípio da irredutibilidade nem violou a garantia do direito
adquirido. Em outras palavras, com a EC 41/03, quem recebia acima do teto fixado teve a sua
remuneração reduzida para respeitar o teto. Essa redução foi legítima. STF. Plenário. RE 609381/GO,
Rel. Min. Teori Zavascki, julgado em 2/10/2014 (Info 761).

OBS: Mesmo após a decisão do STF no RE 609381/GO, alguns servidores continuavam tentando
excluir do teto as vantagens pessoais que haviam adquirido antes da EC 41/03 (que implementou, na
prática, o teto no funcionalismo). Argumentavam que a garantia da irredutibilidade de vencimentos,
modalidade qualificada de direito adquirido, impediria que as vantagens percebidas antes da vigência
da EC 41/03 fossem por ela alcançadas. O STF acolheu esse argumento? As vantagens pessoais
anteriores à EC 41/03 estão fora do teto? NÃO. Computam-se, para efeito de observância do teto
remuneratório do art. 37, XI, da CF/88, também os valores percebidos pelo servidor público
anteriormente à vigência da EC 41/03 a título de vantagens pessoais. O art. 37, XI, da CF/88, na
redação da EC 41/03, é expresso ao incluir as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza para
fins de limitação dos ganhos ao teto remuneratório do serviço público. A EC 41/003 não violou a
cláusula do direito adquirido, porque o postulado da irredutibilidade de vencimentos, desde sua
redação original, já indicava que deveria ser respeitado o teto remuneratório (art. 37, XI, da CF/88).
Em outras palavras, a Constituição assegurou a irredutibilidade, mas no mesmo dispositivo já
mencionou que deveria ser respeitado o teto remuneratório. Assim, a Constituição não só autoriza,
como exige, o cômputo, para efeito de incidência do teto, de adicionais por tempo de serviço, sexta
parte, prêmio de produtividade e gratificações, ainda que qualificados como vantagens de natureza
pessoal percebidas antes do advento da EC 41/03. STF. Plenário. RE 606358/SP, Rel. Min. Rosa Weber,
j. 18/11/15 (repercussão geral) (Info 808).

OBS: E os servidores que receberam vantagens pessoais acima do teto antes dessa decisão do STF
deverão devolver os valores? A Administração Pública poderá ingressar com ações cobrando o
ressarcimento dessas quantias recebidas acima do teto a título de vantagens pessoais? NÃO. O STF
afirmou que os servidores não estão obrigados a restituir os valores eventualmente recebidos em
excesso e de boa-fé até o dia 18/11/2015 (data da decisão do STF).

OBS: Em todos os julgamentos de recursos extraordinários com repercussão geral reconhecida o STF
elabora uma frase que resume a tese adotada pelo Tribunal. A tese fixada pela Corte neste caso foi a
seguinte: Computam-se para efeito de observância do teto remuneratório do artigo 37, XI, da
Constituição da República, também os valores percebidos anteriormente à vigência da EC 41/2003 a
título de vantagens pessoais pelo servidor público, dispensada a restituição de valores
eventualmente recebidos em excesso e de boa-fé até o dia 18/11/2015. STF. Plenário. RE 606358/SP,
Rel. Min. Rosa Weber, julgado em 18/11/2015 (repercussão geral) (Info 808).

Jurisprudência-28.2.2019: “A expressão ‘procuradores’ contida na parte final do inciso XI do artigo 37


da Constituição da República compreende os procuradores municipais, uma vez que estes se inserem
nas funções essenciais à Justiça, estando, portanto, submetidos ao teto de 90,25% do subsídio mensal
em espécie dos ministros do Supremo Tribunal Federal” (RE 663696 - 28.2.2019). Nessa decisão o Min.
Gilmar Mendes dividiu o teto do funcionalismo público em 4, a saber:
1. Como teto nacional, o subsídio de ministro do STF;
2. Como teto estadual, conforme a esfera de poder (o subsídio do Governador, dos deputados
estaduais dos desembargadores dos TJs);
3. Como teto municipal, o subsídio do prefeito;

97
4. Em relação às funções essenciais à Justiça (MP, DP e Procuradores) a CF deu tratamento
diferenciado dos demais servidores, fixando como teto e subteto os subsídios dos
desembargadores dos TJs.

XII - OS VENCIMENTOS DOS CARGOS do Poder Legislativo e do Poder Judiciário NÃO


PODERÃO SER superiores aos pagos pelo Poder Executivo;

(PFN-2015-ESAF): Sobre os servidores públicos: Os vencimentos dos cargos do Poder


Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo.
BL: art. 37, XII, CF.

XIII - É VEDADA a VINCULAÇÃO ou EQUIPARAÇÃO de quaisquer espécies remuneratórias


para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público; (Redação dada pela Emenda Constitucional
nº 19, de 1998)

(PFN-2015-ESAF): Sobre os servidores públicos: É vedada a vinculação ou equiparação de


quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público.
BL: art. 37, XIII, CF.

XIV - OS ACRÉSCIMOS PECUNIÁRIOS PERCEBIDOS POR SERVIDOR PÚBLICO NÃO


SERÃO computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores; (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (TJDFT-2007)

(ABIN-2018-CESPE): A Constituição vigente proibiu o efeito repique, ato de computar uma


vantagem pecuniária sobre outra — em cascata —, inclusive para os proventos de aposentadoria.
BL: art. 37, XIV, CF e STF, RE 633.077/MG.

OBS: Por efeito repique entende-se que as vantagens pecuniárias não incidem “em cascata”
(cumulativamente, uma sobre outras). Ou seja, o valor do vencimento-base é parâmetro para
que seja feito o cálculo das vantagens, sem haja interferência de uma sobre a outra. Nesse sentido,
vejamos o seguinte trecho do julgado do STF: “(...) I - O art. 37, XIV, da Constituição Federal,
redação da EC 19/1998, veda o cômputo de vantagem recebida no cálculo de vantagem
posterior (cálculo em cascata ou efeito repique), porém não proíbe a concessão de mais de uma
vantagem sob o mesmo fundamento, desde que calculadas de forma singela sobre o vencimento
básico. II - Agravo regimental improvido”. (05/03/2013, RE 633.077 MG, Min. RICARDO
LEWANDOWSKI).

XV - o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutíveis,


ressalvado o disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I;
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

(TJMG-2012-VUNESP): Com relação ao princípio do “direito adquirido”, o STF já consolidou o


entendimento de que a garantia constitucional de irredutibilidade de vencimentos dos
servidores públicos é “modalidade qualificada” de “direito adquirido”. BL: STF, RE 105.137.

XVI - É VEDADA a ACUMULAÇÃO REMUNERADA DE CARGOS PÚBLICOS, EXCETO,


quando houver compatibilidade de horários, OBSERVADO em qualquer caso o disposto no inciso XI:
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (TJMG-2009) (MPSC-2014)

a) a de dois cargos de professor; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998) (TJSE-2008)
98
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões
regulamentadas; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 34, de 2001) (TJSE-2008)

(TJPR-2008): A Constituição da República autoriza a acumulação remunerada de 2 (dois) cargos


públicos privativos de profissionais de saúde, desde que ocorra compatibilidade de horários e se trate
de profissão regulamentada. BL: art. 37, XVI, “c”, CF. (administrativo)

##ATENÇÃO#STF## A acumulação de cargos públicos de profissionais da área de saúde, prevista no


art. 37, XVI, da CF/88, não se sujeita ao limite de 60 horas semanais previsto em norma
infraconstitucional, pois inexiste tal requisito na Constituição Federal. O único requisito estabelecido
para a acumulação é a compatibilidade de horários no exercício das funções, cujo cumprimento deverá
ser aferido pela administração pública. STF. 1ª Turma. RE 1176440/DF, Rel. Min. Alexandre de Moraes,
julgado em 9/4/2019 (Info 937). STF. 2ª Turma. RMS 34257 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski,
julgado em 29/06/2018. STJ. 1ª Seção. REsp 1767955/RJ, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em
27/03/2019.

##ATENÇÃO#STF## Nos casos autorizados constitucionalmente de acumulação de cargos, empregos


e funções, a incidência do art. 37, XI, da Constituição Federal pressupõe consideração de cada um dos
vínculos formalizados, afastada a observância do teto remuneratório quanto ao somatório dos
ganhos do agente público. Ex: se determinado Ministro do STF for também professor da UnB, ele irá
receber seu subsídio integral como Ministro e mais a remuneração decorrente do magistério. Nesse
caso, o teto seria considerado especificamente para cada cargo, sendo permitido que ele receba acima
do limite previsto no art. 37, XI da CF se considerarmos seus ganhos globais. STF. Plenário. RE
612975/MT e RE 602043/MT, Rel. Min. Marco Aurélio, julgados em 26 e 27/4/2017 (repercussão geral)
(Info 862)

SITUAÇÃO TERÁ QUE DEVOLVER


Servidor recebe por decisão ADMINISTRATIVA depois revogada NÃO
Servidor que recebe indevidamente valores em decorrência de
NÃO
erro operacional da Administração
Servidor recebe por decisão JUDICIAL não definitiva depois
SIM
reformada
Servidor recebe por sentença TRANSITADA EM JULGADO e que
NÃO
posteriormente é rescindida
Herdeiro que recebe indevidamente proventos do servidor
SIM
aposentado depois que ele morreu

XVII - a PROIBIÇÃO DE ACUMULAR ESTENDE-SE a empregos e funções e ABRANGE


autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e
sociedades controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público; (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998) (TJDFT-2008) (TJPB-2011) (MPSC-2014)

(TJMG-2009): A vedação de acumulação se estende a empregos e funções em autarquias, fundações,


empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias e sociedades controladas, direta
ou indiretamente, pelo poder público. BL: art. 37, XVII, CF. (administrativo)

(TJPR-2008): A vedação de acumulação remunerada de cargos públicos estende-se a empregos e


funções, mesmo que exercidas em subsidiárias de sociedades de economia mista ou sociedades
controladas direta ou indiretamente pelo poder público. BL: art. 37, XVII, CF. (administrativo)

(TJDFT-2007): Nos termos do que preconizado na Constituição Federal: A proibição constitucional de


acumular cargos públicos estende-se a empregos e funções e abrange não só autarquias, mas também
fundações, empresas públicas, sociedades de economia mistas, suas subsidiárias, e sociedades
controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público. BL: art. 37, XVII, CF. (administrativo)
99
XVIII - a ADMINISTRAÇÃO FAZENDÁRIA e SEUS SERVIDORES FISCAIS TERÃO, dentro
de suas áreas de competência e jurisdição, precedência sobre os demais setores administrativos, na
forma da lei;

(Anal. Legisl.-Câmara de Salvador/BA-2018-FGV): A Constituição Federal de 1988, ao tratar das


disposições gerais da administração pública, estabelece que a administração fazendária e seus
servidores fiscais terão, dentro de suas áreas de competência e jurisdição, precedência sobre os demais
setores administrativos, na forma da lei. BL: art. 37, XVIII, CF.

(PFN-2015-ESAF): Sobre os servidores públicos: A administração fazendária e seus servidores fiscais


terão, dentro de suas áreas de competência e jurisdição, precedência sobre os demais setores
administrativos, na forma da lei. BL: art. 37, XVIII, CF.

(TJDFT-2007): Nos termos do que preconizado na Constituição Federal: Os servidores fiscais da


administração fazendária terão, dentro de suas áreas de competência e jurisdição, precedência sobre
os demais setores administrativos, na forma da lei. BL: art. 37, XVIII, CF.
XIX – SOMENTE por lei específica PODERÁ SER CRIADA autarquia e AUTORIZADA a
instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, CABENDO à LEI
COMPLEMENTAR, neste último caso, DEFINIR as áreas de sua atuação; (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998) (TJSP-2009) (MPMS-2011) (TJPI-2012) (TJRS-2016) (MPPR-2016)
(Téc. Legisl.-Câm. São José dos Campos/SP-2018-VUNESP): Se a Prefeitura do Município de São José
dos Campos desejasse criar uma autarquia prestadora de serviços públicos de água, esgoto e
saneamento básico, seria necessário aprovar uma lei específica na Câmara Municipal para criar a
autarquia, que passaria a integrar a Administração Indireta do Município. BL: art. 37, XIX, CF.
(administrativo)

(Téc. Administração Pública/TCDFT-2014-CESPE): Em virtude do princípio da reserva legal, a


criação dos entes integrantes da administração indireta depende de lei específica. BL: art. 37, XIX, 1ª
parte, CF.

OBS: De fato, a criação dos entes da administração indireta depende de lei específica, seja para criar
diretamente pela lei, seja para autorizar a criação.

(Téc. Legisl./AL-MT-2013-FGV): Com relação à Administração Indireta, analise as afirmativas a


seguir: O princípio da reserva legal é aplicado às mesmas porque somente por meio de previsão
legal é possível que uma pessoa jurídica da administração indireta seja criada. BL: art. 37, XX, 1ª
parte, CF.

(TRF4-2012): Somente mediante lei específica pode ser criada entidade autárquica nos três níveis da
Federação. BL: art. 37, XIX, CF. (administrativo)

(TJAL-2008-CESPE): As empresas públicas necessitam, para sua instituição, de autorização legislativa


e da transcrição dos seus atos constitutivos no cartório competente. (administrativo)

OBS: As empresas públicas somente poderão ser criadas mediante autorização de lei, nos termos do
art. 37, XIX, CF. Contudo, diferentemente das autarquias, as empresas públicas somente passaram a
existir, após o registro dos atos constitutivos no órgão competente, seja no Cartório de Registro de
Pessoas Jurídicas quando de natureza civil, seja na Junta Comercial quando de natureza empresarial.

(TJMS-2008): Somente por lei específica pode ser criada Autarquia e autorizada a instituição de
Empresa Pública, de Sociedade de Economia Mista e de Fundação. (administrativo)

100
(Assistente de Chancelaria/MRE-2002-ESAF): A pessoa jurídica de direito público, de capacidade
exclusivamente administrativa, caracterizada como sendo um serviço público personalizado, é o que
na organização administrativa brasileira chama-se de a autarquia. BL: art. 37, XIX, CF/88.

DICA:
 Serviço público personalizado/personificado = Autarquia
 Patrimônio público personalizado/personificado = Fundação

##ATENÇÃO#STF## A qualificação de uma fundação instituída pelo Estado como sujeita ao regime
público ou privado depende:
i) do estatuto de sua criação ou autorização e
ii) das atividades por ela prestadas.
As atividades de conteúdo econômico e as passíveis de delegação, quando definidas como objetos de
dada fundação, ainda que essa seja instituída ou mantida pelo poder público, podem se submeter ao
regime jurídico de direito privado. STF. Plenário. RE 716378/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 1º
e 7/8/2019 (repercussão geral) (Info 946)
ASSIM PODE-SE IDENTIFICAR DUAS ESPÉCIES DE FUNDAÇÃO PÚBLICA
Fundação pública de direito PÚBLICO Fundação pública de direito PRIVADO
Estão sujeitas ao regime público Estão sujeitas ao regime privado
São criadas por lei específica (são uma espécie de Deve ser editada uma lei específica autorizando
autarquia, por isso também chamadas de que o Poder Público crie a fundação. Em seguida,
“fundações autárquicas”). será necessário fazer a inscrição do estatuto
dessa fundação no Registro Civil de Pessoas
Jurídicas, quando, então, ela adquire
personalidade jurídica

XX - DEPENDE de autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiárias das entidades


mencionadas no inciso anterior, assim como a participação de qualquer delas em empresa privada;
(Anal. Judic.TREAC-2003) (TJPI-2012)

(MPPR-2016): Somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição
de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar,
neste último caso, definir as áreas de sua atuação. Depende de autorização legislativa, em cada
caso, a criação de subsidiárias das entidades mencionadas no inciso anterior, assim como a
participação de qualquer delas em empresa privada. BL: art. 37, XX, CF.

(TJBA-2012-CESPE): Exige-se autorização legislativa para a criação de subsidiárias das


empresas públicas e sociedades de economia mista, sendo suficiente, para tanto, a previsão
genérica na lei que as instituir, ou seja, não há necessidade de autorização legislativa específica
a cada vez que uma subsidiária é criada. BL: art. 37, XX, CF.

Explicação: Entende a doutrina que esta autorização não precisa ser específica de dada entidade,
sendo possível que a lei disciplinadora da entidade primária autorize desde logo a posterior
instituição das subsidiárias, antecipando o objeto a que se destinarão (CARVALHO FILHO).

XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão
contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os
concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas
da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica
indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. (Regulamento)

(TJAP-2008-FGV): O princípio da obrigatoriedade da licitação deve ser observado pela


Administração Pública direta e indireta, incluindo as fundações públicas e as sociedades de

101
economia mista, de todos os entes federativos. BL: art. 37, XXI, CF e art. 1º, § único da Lei
8.666/93 (administrativo).

OBS: Vejamos o teor do § único do art. 8.666/93: “Parágrafo único. Subordinam-se ao regime desta
Lei, além dos órgãos da administração direta, os fundos especiais, as autarquias, as fundações públicas, as
empresas públicas, as sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente
pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios.”

XXII - as ADMINISTRAÇÕES TRIBUTÁRIAS da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos


Municípios, atividades essenciais ao funcionamento do Estado, EXERCIDAS por servidores de
carreiras específicas, TERÃO recursos prioritários para a realização de suas atividades e ATUARÃO
de forma integrada, INCLUSIVE com o compartilhamento de cadastros e de informações fiscais, na
forma da lei ou convênio. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003) (TJSE-2008)

(TJPI-2012-CESPE): Caracterizadas como atividades essenciais ao funcionamento do Estado, as


administrações tributárias da União, dos Estados, do DF e dos municípios devem atuar de forma
integrada, inclusive no que concerne ao compartilhamento de dados cadastrais e de informações
fiscais, na forma da lei ou do contrato. BL: Art. 37, XXII, CF (direito administrativo)

§ 1º A PUBLICIDADE dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos
DEVERÁ TER caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela NÃO PODENDO
CONSTAR nomes, símbolos ou imagens que CARACTERIZEM promoção pessoal de autoridades ou
servidores públicos. (MPSC-2013/2014) (MPPR-2016)

(TCEMG-2018-CESPE): O tribunal de contas de um estado, ao analisar as contas de determinado


prefeito, verificou que houve gasto de recursos públicos com a elaboração de cartilhas escolares
com nomes, símbolos e imagens que caracterizavam a promoção pessoal de autoridades públicas
do município. Nessa situação, a conduta do prefeito afrontou especialmente o princípio da
impessoalidade. BL: art. 37, §1º, CF.

(TJDFT-2007): Nos termos do que preconizado na Constituição Federal: Não podem constar
símbolos, imagens ou nomes que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores
públicos da publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos.
BL: art. 37, §1º, CF.

§ 2º A não observância do disposto nos incisos II e III implicará a nulidade do ato e a punição da
autoridade responsável, nos termos da lei.

§ 3º A LEI DISCIPLINARÁ as formas de participação do usuário na administração pública direta


e indireta, REGULANDO especialmente: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

I - as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral, asseguradas a manutenção


de serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica, externa e interna, da qualidade dos
serviços; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

II - o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo,


observado o disposto no art. 5º, X e XXXIII; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

III - a disciplina da REPRESENTAÇÃO contra o exercício negligente ou abusivo de cargo,


emprego ou função na administração pública. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
(TJDFT-2007)

(TJPB-2015-CESPE): Normas jurídicas que garantam ao usuário do serviço público o poder de


reclamar da deficiência na prestação do serviço expressam um dos princípios aplicáveis à
102
administração pública, como forma de assegurar a participação do usuário na administração
pública direta e indireta. BL: art. 37, §3º da CF/88 (administrativo)

§ 4º - Os ATOS DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA IMPORTARÃO a Suspensão dos


direitos políticos, a Perda da função pública, a Indisponibilidade dos bens e o Ressarcimento ao erário,
na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da Ação penal cabível. [DICA: PARIS ou SUSPIRE]
(TJTO-2007) (TJRS-2009) (TJMT-2009) (ABIN-2018)

(TJSC-2015-FCC): Existe certa polêmica entre os juristas quanto à constitucionalidade da “multa civil",
prevista como espécie de sanção cabível por ato de improbidade administrativa, no art. 12 da Lei
n° 8.429/92. No entanto, já houve oportunidade de manifestação do Supremo Tribunal Federal sobre
a matéria, tal como se passou no RE 598588 AgR, assim ementado: “AGRAVOS REGIMENTAIS NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. MULTA CIVIL. ARTIGO 12,
III, DA LEI n°8.429/92. As sanções civis impostas pelo artigo 12 da Lei n° 8.429/92 aos atos de
improbidade administrativa estão em sintonia com os princípios constitucionais que regem a
Administração Pública. Agravos regimentais a que se nega provimento". Independentemente do
entendimento jurisprudencial sobre essa polêmica, são argumentos adequadamente pertinentes a ela:
A não previsão da multa civil dentre as sanções arroladas no dispositivo constitucional que trata da
improbidade administrativa. BL: art. 37, §4º da CF/88 (administrativo)

DICA: De acordo com a CF, quem pratica improbidade é mandado para PARIS:

P erda da função pública

A ção penal cabível

R essarcimento ao erário

I ndisponibilidade dos bens

S uspensão dos direitos políticos

Por tratar a regra do § 4º do art. 37 da CF/88 de norma de caráter intimidativo, tem que ser estritamente
observada quanto ao seu conteúdo, sob pena de inconstitucionalidade material. In casu, a sanção de
multa civil prevista pela LIA é passível de controle de constitucionalidade via difusa ou concentrada,
sendo até urgente a manifestação do STF a respeito da constitucionalidade da norma, tendo em vista
que, caso inconstitucional, centenas ou milhares de cidadãos podem estar sendo prejudicados ao serem
punidos com uma pena excessiva, não albergada constitucionalmente.

(TJMG-2009): Os atos lesivos ao princípio da probidade poderão acarretar a suspensão dos direitos
políticos e a perda de função pública. BL: art. 37, §4º da CF.

(TJDFT-2007): Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos,


a perda da função pública, a indisponibilidade de bens e o ressarcimento ao erário, na forma e na
gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível. BL: art. 37, §4º, CF.

§ 5º A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente, servidor
ou não, que CAUSEM prejuízos ao erário, ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento. (TJDFT-
2007)

##ATENÇÃO#STF## É PRESCRITÍVEL a ação de reparação de danos à Fazenda Pública decorrente


de ilícito civil. Dito de outro modo, se o Poder Público sofreu um dano ao erário decorrente de um
ilícito civil e deseja ser ressarcido, ele deverá ajuizar a ação no prazo prescricional previsto em lei. Vale
ressaltar, entretanto, que essa tese não alcança prejuízos que decorram de ato doloso de improbidade
103
administrativa. São imprescritíveis as ações de ressarcimento ao erário fundadas na prática de ato
doloso tipificado na Lei de Improbidade Administrativa (RE 852475/SP). STF. Plenário. RE
669069/MG, Rel. Min. Teori Zavascki, julgado em 3/2/2016 (repercussão geral) (Info 813).

§ 6º As pessoas jurídicas DE DIREITO PÚBLICO e AS DE DIREITO PRIVADO


PRESTADORAS DE SERVIÇOS PÚBLICOS RESPONDERÃO pelos danos que seus agentes, NESSA
QUALIDADE, causarem a terceiros, ASSEGURADO o direito de regresso contra o responsável nos
casos de dolo ou culpa. (TJSE-2008) (TJCE-2018)

OBS: Vejamos o julgado veiculado no Info 854 do STF em que Estado deve indenizar preso que se
encontre em situação degradante:
Considerando que é dever do Estado, imposto pelo sistema normativo,
manter em seus presídios os padrões mínimos de humanidade previstos no
ordenamento jurídico, é de sua responsabilidade, nos termos do art. 37, §
6º, da Constituição, a obrigação de ressarcir os danos, inclusive morais,
comprovadamente causados aos detentos em decorrência da falta ou
insuficiência das condições legais de encarceramento.
STF. Plenário. RE 580252/MS, rel. orig. Min. Teori Zavascki, red. p/ o ac. Min.
Gilmar Mendes, j. 16/2/17 (repercussão geral) (Info 854).

Em caso de inobservância de seu dever específico de proteção previsto no art.


5º, inciso XLIX, da CF/88, o Estado é responsável pela morte de detento. STF.
Plenário. RE 841526/RS, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 30/3/2016
(repercussão geral) (Info 819).

(DPEAM-Reaplic.-2018-FCC): Carlos, servidor público municipal que atua em hospital da rede


pública estadual, no exercício regular de sua função, aplicou determinada medicação em um
paciente, que, sendo alérgico à mesma, acabou vindo a óbito. No procedimento instaurado para
apuração de responsabilidades, restou comprovada a ausência de culpa de Carlos, eis que o
mesmo apenas seguiu a prescrição do médico responsável, também servidor do mesmo hospital.
Inconformados, os familiares do falecido solicitaram à Defensoria Pública a adoção das medidas
judiciais cabíveis para a responsabilização civil pelos danos sofridos. Diante da situação narrada,
cabe a responsabilização objetiva do Estado, independentemente da comprovação de dolo ou
culpa de quaisquer dos servidores, sendo esta última circunstância necessária apenas para fins
de direito de regresso. BL: art. 37, §6º, CF (administrativo)

OBS: Segundo Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo esse dispositivo constitucional consagrou,
no Brasil, a responsabilidade objetiva da administração pública, na modalidade risco
administrativo, pelos danos causados por atuação de seus agentes. Explícita o preceito
constitucional que o agente somente será responsabilizado se for comprovado que ele atuou com
dolo ou culpa, ou seja, a sua responsabilidade é subjetiva, na modalidade culpa comum - e o
ônus da prova da culpa do agente é da pessoa jurídica em nome da qual ele atuou e que já foi
condenada a indenizar o particular que sofreu o dano (a pessoa jurídica deverá ajuizar ação
contra o seu agente a fim de obter o ressarcimento da quantia que foi condenada a indenizar).

OBS: Teoria do risco administrativo:


1) A administração pública responde objetivamente pelos danos causados, sendo necessário
apenas a demonstração do nexo causal, independente de comprovação de dolo/culpa
(responsabilidade civil objetiva).

2) Assegurando-se o o direito de regresso (denunciação à lide) da ADM X AGENTE PÚBLICO


causador do dano, sendo necessário neste último além da demonstração do nexo de causalidade,
o dolo/culpa do agente (responsabilidade civil subjetiva).

104
(Advogado-CEMIG/MG-2018-FUMARC): Sobre as empresas públicas e sociedades de
economia mista, é CORRETO afirmar que o regime de responsabilidade extracontratual dessas
pessoas depende da atividade fim desenvolvida. BL: art. 37, §6º, CF (administrativo)

(TJRS-2016): Sobre a responsabilidade civil tratada no parágrafo sexto do artigo 37 da


Constituição Federal, assinale a alternativa correta. As pessoas jurídicas de direito público e as
de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes,
nessa qualidade, causarem a terceiros, sendo assegurado o direito de regresso contra o
responsável nos casos de dolo ou culpa. BL: art. 37, §6º da CF. (administrativo)

(Anal. Téc./MS-2013-CESPE): As empresas públicas exploradoras da atividade econômica não


estão sujeitas à responsabilidade civil objetiva. (administrativo)

(TJPB-2011-CESPE): Acerca da responsabilidade civil do Estado, assinale a opção correta:


Mediante expressa determinação legal, o Estado poderá responder civilmente por danos
causados a terceiros, ainda que sua atuação tenha ocorrido de modo regular e conforme com o
direito. BL: art. 37, §6º, CF. (administrativo)

(TJPR-2008): Assinale a alternativa correta: As pessoas jurídicas de direito público e as de direito


privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa
qualidade, causarem a terceiros, afastado o direito de regresso contra o responsável se não for
caso de dolo ou culpa. BL: art. 37, §6º, CF. (administrativo)

(Aud. Fiscal Munic.-São Paulo/SP-2007-FCC): Uma empresa pública, que seja prestadora de
serviços públicos, responde objetivamente por danos que seus agentes, prestando o serviço,
causem a terceiros. BL: art. 37, §6º, CF. (administrativo)

(MPSP-2006): No Brasil, adotou-se a responsabilidade objetiva do Estado, na modalidade "teoria


do risco administrativo". Assim, é correto dizer que deve ser comprovado o nexo causal entre o
dano e a conduta do agente público. BL: art. 37, §6º da CF (administrativo)

§ 7º A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao ocupante de cargo ou emprego da


administração direta e indireta que possibilite o acesso a informações privilegiadas. (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

§ 8º A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração


direta e indireta PODERÁ SER AMPLIADA mediante CONTRATO, a ser firmado entre seus
administradores e o poder público, que TENHA POR OBJETO a fixação de metas de desempenho
para o órgão ou entidade, cabendo à lei dispor sobre: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de
1998) (TJDFT-2007/2016) (TCESC-2016)

(Agente Administ./DPU-2016-CESPE): Acerca da gestão de contratos, julgue o item


subsecutivo. Órgãos e entidades públicos, tanto da administração direta quanto da indireta,
podem aumentar a sua autonomia gerencial, orçamentária e financeira mediante contratos
firmados, conforme previsão legal. BL: art. 37, §8º da CF/88 (administrativo)

OBS: A questão trata da gestão de contratos, que são firmados com o intuito de se ter melhores
resultados nas atividades exercidas pela Administração Pública. Neste sentido, conforme o art.
37, §8º da CF/88, é possível que se amplie a autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos
órgãos e entidades da administração direta e indireta, mediante contrato, a ser firmado entre
seus administradores e o poder público, que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho
para o órgãos ou entidade.

(TRF4-2012): A autonomia gerencial, orçamentária e financeira de órgãos e entidades da


administração direta municipal pode ser ampliada mediante contrato que tenha por objeto a
105
fixação de metas de desempenho para o órgão ou a entidade. BL: art. 37, §8º, CF/88
(administrativo)

(TJMA-2008): A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da


administração direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato, a saber firmado entre
seus administradores e o poder público, que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho
para o órgão ou entidade. BL: art. 37, §8º, CF/88. (administrativo)

(TJAP-2008-FGV): Contrato de gestão é aquele pactuado entre o Poder Público e determinada


entidade estatal, fixando-se um plano de metas para esta, ao mesmo tempo em que aquele se
compromete a assegurar maior autonomia e liberdade gerencial, orçamentária e financeira ao
contratado na consecução de seus objetivos. BL: art. 37, §8º, CF/88. (administrativo)

I - o prazo de duração do contrato; (TJMG-2008)

II - os controles e critérios de avaliação de desempenho, direitos, obrigações e responsabilidade


dos dirigentes; (TJMG-2008)

III - a remuneração do pessoal. (TJMG-2008)

§ 9º O disposto no inciso XI APLICA-SE às EMPRESAS PÚBLICAS e às SOCIEDADES DE


ECONOMIA MISTA, e SUAS SUBSIDIÁRIAS, que RECEBEREM recursos da União, dos Estados, do
Distrito Federal ou dos Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral.
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

(TJMG-2009): Em se considerando o sistema remuneratório dos servidores públicos, é


CORRETO afirmar: O teto remuneratório aplica-se às empresas públicas e às sociedades de
economia mista, e suas subsidiárias, que receberem recursos da União, Estados, Distrito Federal
e Municípios, para pagamento de despesas de pessoal ou custeio em geral. BL: art. 37, §9º,
CF/88. (administrativo)

OBS: Vejamos a redação do inciso IX do art. 37 da CF: “XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes
de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de
qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de
mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória,
percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não
poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se
como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal
do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito
do Poder Legislativo e o subsidio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros
e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal
Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos
Procuradores e aos Defensores Públicos; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)”

§ 10. É VEDADA a PERCEPÇÃO SIMULTÂNEA DE PROVENTOS DE APOSENTADORIA


decorrentes do art. 40 ou dos arts. 42 e 142 com a remuneração de cargo, emprego ou função pública,
RESSALVADOS os CARGOS ACUMULÁVEIS na forma desta Constituição, os CARGOS ELETIVOS e
os CARGOS EM COMISSÃO declarados em lei de livre nomeação e exoneração. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 20, de 1998) (TJPR-2008)

Art. 11 da Emenda Constitucional n. 020/1998 - A vedação prevista no art. 37, § 10, da


Constituição Federal, não se aplica aos membros de poder e aos inativos, servidores e
militares, que, até a publicação desta Emenda, tenham ingressado novamente no serviço
público por concurso público de provas ou de provas e títulos, e pelas demais formas

106
previstas na Constituição Federal, sendo-lhes proibida a percepção de mais de uma
aposentadoria peio regime de previdência a que se refere o art. 40 da Constituição Federal,
aplicando-se-lhes, em qualquer hipótese, o limite de que trata o § 11 deste mesmo artigo,

§ 11. Não serão computadas, para efeito dos limites remuneratórios de que trata o inciso XI do caput
deste artigo, as parcelas de caráter indenizatório previstas em lei. (Incluído pela Emenda Constitucional
nº 47, de 2005)

§ 12. Para os fins do disposto no inciso XI do caput deste artigo, FICA FACULTADO aos Estados
e ao Distrito Federal FIXAR, em seu âmbito, mediante EMENDA às respectivas Constituições e Lei
Orgânica, como limite único, o SUBSÍDIO MENSAL dos Desembargadores do respectivo Tribunal de
Justiça, LIMITADO a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento DO SUBSÍDIO MENSAL
dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, NÃO SE APLICANDO o disposto neste parágrafo aos
SUBSÍDIOS dos Deputados Estaduais e Distritais e dos Vereadores. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 47, de 2005) (TJSC-2009)

(TJAP-2009-FCC): Na organização federativa brasileira, inclusive no que se refere a repartição


de competências entre entes federados, os Estados e o Distrito Federal podem fixar, em seu
âmbito, mediante emenda as respectivas Constituições e Lei Orgânica, como limite único, o
subsídio mensal dos Desembargadores do respectivo Tribu-nal de Justiça, limitado a noventa
inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal dos Ministros do Supremo
Tribunal Federal, mas esta faculdade não se aplica aos subsídios dos Deputados Estaduais e
Distritais e dos Vereadores. BL: art. 37, §12, CF. (administrativo)

§ 13. O servidor público titular de cargo efetivo poderá ser readaptado para exercício de cargo
cujas atribuições e responsabilidades sejam compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua
capacidade física ou mental, enquanto permanecer nesta condição, desde que possua a habilitação e o
nível de escolaridade exigidos para o cargo de destino, mantida a remuneração do cargo de origem.
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)

§ 14. A aposentadoria concedida com a utilização de tempo de contribuição decorrente de cargo,


emprego ou função pública, inclusive do Regime Geral de Previdência Social, acarretará o rompimento
do vínculo que gerou o referido tempo de contribuição. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103,
de 2019)

§ 15. É VEDADA a complementação de aposentadorias de servidores públicos e de pensões por


morte a seus dependentes que não seja decorrente do disposto nos §§ 14 a 16 do art. 40 ou que não seja
prevista em lei que extinga regime próprio de previdência social. (Incluído pela Emenda Constitucional
nº 103, de 2019)

Art. 38. Ao servidor público da administração DIRETA, AUTÁRQUICA e FUNDACIONAL, NO


EXERCÍCIO DE MANDATO ELETIVO, APLICAM-SE as seguintes disposições: (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, FICARÁ AFASTADO de seu


cargo, emprego ou função;

II - investido no mandato de Prefeito, SERÁ AFASTADO do cargo, emprego ou função, SENDO-


LHE FACULTADO OPTAR pela sua remuneração; (TJSE-2008) (TJRS-2016)

III - investido no mandato de Vereador, HAVENDO COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS,


PERCEBERÁ as vantagens de seu cargo, emprego ou função, SEM PREJUÍZO da remuneração do
cargo eletivo, e, NÃO HAVENDO COMPATIBILIDADE, SERÁ APLICADA a norma do inciso
anterior; (TJRS-2016)
107
OBS: Quantos aos incisos I a III do art. 38 da CF, vale ressaltar que a ÚNICA e EXCLUSIVA
hipótese de se acumular função pública + mandato eletivo, é no caso de VEREADOR. Porém,
ainda sim, se houver compatibilidade de horários, a regra é o afastamento!

(Téc. Judic./STJ-2018-CESPE): Julgue o seguinte item de acordo com as disposições


constitucionais e legais acerca dos agentes públicos. Em regra, o servidor público da
administração autárquica que estiver no exercício de mandato eletivo ficará afastado do seu
cargo, emprego ou função, disposição também aplicável ao servidor da administração pública
fundacional. BL: art. 38, I, CF/88 e art. 94, I da Lei 8112. ( administrativo)

OBS: A REGRA é que o servidor se AFASTE do seu cargo, emprego ou função, temos uma
exceção o caso de mandato de Vereador (inciso IV do art. 38, CF).

IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo, seu tempo de
serviço SERÁ CONTADO para todos os efeitos legais, EXCETO para PROMOÇÃO POR
MERECIMENTO; (TJDFT-2007)

(MPPR-2016): Ao servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, em


qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo, seu tempo de serviço
será contado para todos os efeitos legais, inclusive para fins de promoção na carreira. BL: art. 38,
IV, CF. ( administrativo)

(TJMS-2008-FGV): Conforme a Constituição Federal, ao servidor público da administração


direta, autárquica e fundacional, no exercício de mandato eletivo, é assegurado que seu tempo
de serviço será contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento. BL:
art. 38, IV, CF.

V - para efeito de benefício previdenciário, no caso de afastamento, os valores serão determinados


como se no exercício estivesse.

OBS: A ÚNICA e EXCLUSIVA hipótese de se acumular função pública + mandato eletivo, é


no caso de vereador. Ainda sim, se houver compatibilidade de horários, então, a regra é o
afastamento!

V - na hipótese de ser segurado de regime próprio de previdência social, permanecerá filiado a esse
regime, no ente federativo de origem. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)

Seção II
DOS SERVIDORES PÚBLICOS
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998)

Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão, no âmbito de sua
competência, regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração pública
direta, das autarquias e das fundações públicas. (Vide ADIN nº 2.135-4)

Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política de
administração e remuneração de pessoal, integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes.
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (Vide ADIN nº 2.135-4)

OBS: A Constituição Federal, na redação originária do art. 39, tivemos a instituição de um


regime jurídico único (RJU), ou seja, quando falamos em um regime de contratação para
trabalhar na Administração Pública há um regime estatutário (calcada no estatuto dos servidores
públicos) ou um regime celetista (baseado no Direito do Trabalho, nas regras da CLT). Em 1988,
na redação originária do art. 39 da CF existia a regra de um RJU. Isso significa dizer que, por

108
exemplo um determinado município teria que optar por um dos dois regimes jurídicos de
contratação.

Ocorre que tivemos a Emenda Constitucional nº 19/98 que alterou a redação do art. 39, acabando
com essa exigência do RJU. Ou seja, de 1998 para frente seria possível ter, por exemplo, em um
município os dois regimes jurídicos (estatutário e celetista). Porém, pode-se afirmar que foi um
fim entre aspas do regime jurídico único.

Percebe-se, então, que foi retirado do texto constitucional a exigência do RJU. E isso persistiu
durante um longo período até que o STF, analisando uma medida cautelar na ADI 2.135-4,
SUSPENDEU, a redação dada pela EC 19/98. Em outras palavras, o STF, através de uma decisão
cautelar (provisória) suspendeu a eficácia da redação dada pela EC 19/98.

Portanto, temos duas redações do art. 39 da CF/88.

§ 1º A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório


observará: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

I - a natureza, o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada


carreira; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

II - os requisitos para a investidura; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

III - as peculiaridades dos cargos. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

§ 2º A União, os Estados e o Distrito Federal manterão escolas de governo para a formação e o


aperfeiçoamento dos servidores públicos, constituindo-se a participação nos cursos um dos requisitos
para a promoção na carreira, facultada, para isso, a celebração de convênios ou contratos entre os entes
federados. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

§ 3º APLICA-SE aos SERVIDORES OCUPANTES DE CARGO PÚBLICO o disposto no art. 7º,


IV, VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII e XXX, podendo a lei estabelecer
requisitos diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998) (TJRS-2016)

§ 4º O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários


Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única,
VEDADO o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou
outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, X e XI. (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

(TCEMG-2018): Analise as afirmativas seguintes, relativas à remuneração dos deputados


estaduais: É fixada sob a forma de subsídio, em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer
gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória.
BL: art. 39, §4º, CF/88.

##ATENÇÃO#STF##
O STF decidiu que o art. 39, § 4º, da Constituição Federal não é incompatível com o pagamento
de terço de férias e décimo terceiro salário (Tema 484 da Repercussão Geral). Assim, os
Vereadores, mesmo recebendo sua remuneração por meio de subsídio (parcela única), podem
ter direito ao pagamento de terço de férias e de décimo terceiro salário. Vale ressaltar, no
entanto, que o pagamento de décimo terceiro e do terço constitucional de férias aos agentes
políticos com mandato eletivo não é um dever, mas sim uma opção, que depende do legislador
infraconstitucional. Assim, a definição sobre a adequação de percepção dessas verbas está

109
inserida no espaço de liberdade de conformação do legislador infraconstitucional. Em outras
palavras, o legislador municipal decide se irá ou não conceder tais verbas aos Vereadores. Se não
houver lei concedendo, eles não terão direito. Desse modo, é possível o pagamento de terço de
férias e de décimo terceiro salário aos Vereadores, mas desde que a percepção de tais verbas
esteja prevista em lei municipal. STF. 1ª Turma. Rcl 32483 AgR/SP, Rel. Min. Roberto Barroso,
julgado em 3/9/2019 (Info 950).

§ 5º Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios poderá estabelecer a relação
entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos, obedecido, em qualquer caso, o disposto
no art. 37, XI. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

§ 6º Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário publicarão anualmente os valores do subsídio e


da remuneração dos cargos e empregos públicos. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

§ 7º Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios disciplinará a aplicação de
recursos orçamentários provenientes da economia com despesas correntes em cada órgão, autarquia e
fundação, para aplicação no desenvolvimento de programas de qualidade e produtividade, treinamento
e desenvolvimento, modernização, reaparelhamento e racionalização do serviço público, inclusive sob a
forma de adicional ou prêmio de produtividade. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

§ 8º A remuneração dos servidores públicos organizados em carreira poderá ser fixada nos termos
do § 4º. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (M)

§ 9º É VEDADA a incorporação de vantagens de caráter temporário ou vinculadas ao exercício de


função de confiança ou de cargo em comissão à remuneração do cargo efetivo. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 103, de 2019)

Art. 40. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, é assegurado regime de previdência de caráter
contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente público, dos servidores ativos e
inativos e dos pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o
disposto neste artigo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)

Art. 40. O regime próprio de previdência social dos servidores titulares de cargos efetivos terá
caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente federativo, de servidores
ativos, de aposentados e de pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e
atuarial. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)

§ 1º Os servidores abrangidos pelo regime de previdência de que trata este artigo serão
aposentados, calculados os seus proventos a partir dos valores fixados na forma dos §§ 3º e 17: (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)

§ 1º O servidor abrangido por regime próprio de previdência social será aposentado: (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)

I - por invalidez permanente, sendo os proventos proporcionais ao tempo de contribuição, exceto


se decorrente de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável, na
forma da lei; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)

I - por incapacidade permanente para o trabalho, no cargo em que estiver investido, quando
insuscetível de readaptação, hipótese em que será obrigatória a realização de avaliações periódicas para
verificação da continuidade das condições que ensejaram a concessão da aposentadoria, na forma de lei
do respectivo ente federativo; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)

110
II - compulsoriamente, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição, aos 70 (setenta)
anos de idade, ou aos 75 (setenta e cinco) anos de idade, na forma de lei complementar; (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 88, de 2015)

##Atenção: ##STJ e STF: ##DOD: A aposentadoria compulsória não se aplica para cargo em
comissão: Os servidores ocupantes de cargo exclusivamente em comissão não se submetem à
regra da aposentadoria compulsória prevista no art. 40, § 1º, II, da CF/88. Este dispositivo
atinge apenas os ocupantes de cargo de provimento efetivo. Por conta disso, não existe
qualquer idade limite para fins de nomeação a cargo em comissão. STF. Plenário. RE 786540,
Rel. Min. Dias Toffoli, j. 15/12/16 (repercussão geral) (Info 851). STJ. 2ª Turma. RMS 36.950-RO,
Rel. Min. Castro Meira, DJe 26/4/2013 (Info 523)

##Atenção: ##STF: ##Prova TJMG-2012: "O art. 40, § 1º, II, da Constituição do Brasil, na redação
que lhe foi conferida pela EC 20/1998, está restrito aos cargos efetivos da União, dos Estados-
membros, do Distrito Federal e dos Municípios – incluídas as autarquias e fundações. Os serviços
de registros públicos, cartorários e notariais são exercidos em caráter privado por delegação do
Poder Público – serviço público não privativo. Os notários e os registradores exercem atividade
estatal, entretanto não são titulares de cargo público efetivo, tampouco ocupam cargo público.
Não são servidores públicos, não lhes alcançando a compulsoriedade imposta pelo
mencionado art. 40 da CF/1988 – aposentadoria compulsória aos setenta anos de idade." (ADI
2.602, Rel. p/ o ac. Min. Eros Grau, j. 24/11/05, Plenário) No mesmo sentido: AI 494.237-AgR,
Rel. Min. Joaquim Barbosa, j. 23/11/10, 2ª Turma; RE 478.392-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso, j.
14/10/08, 2ª Turma, j 21/11/08; Rcl 5.526-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, j. 25/6/08,
Plenário; AI 655.378-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, j. 26/2/08, 2ª Turma. Vide: RE 556.504-
ED, Rel. Min. Dias Toffoli, j. 10/8/10, 1ª Turma; MS 28.440 ED-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki,
j. 19/6/13.

(PGM-São Luís-2016-FCC): No que diz respeito aos proventos da aposentadoria por invalidez,
concedida no Regime Próprio de Previdência dos Servidores Públicos, será concedida,
observando-se a regra da proporcionalidade ao tempo de contribuição, exceto se decorrente de
acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável, na forma
da lei. BL: art. 40, §1º, I, CF/88.

(TJDFT-2015-CESPE): Os servidores públicos abrangidos pelo regime próprio de previdência


social da União, dos estados, do DF e dos municípios fazem jus a aposentadoria por invalidez
permanente, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição, exceto se a invalidez
decorrer de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável,
na forma da lei. BL: art. 40, §1º, I, CF/88.

III - voluntariamente, desde que cumprido tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no
serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria, observadas as seguintes
condições: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98)

a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição, se homem, e cinquenta e cinco anos de
idade e trinta de contribuição, se mulher; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98)

b) sessenta e cinco anos de idade, se homem, e sessenta anos de idade, se mulher, com proventos
proporcionais ao tempo de contribuição. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98)

III - no âmbito da União, aos 62 (sessenta e dois) anos de idade, se mulher, e aos 65 (sessenta e cinco)
anos de idade, se homem, e, no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na idade
mínima estabelecida mediante emenda às respectivas Constituições e Leis Orgânicas, observados o
tempo de contribuição e os demais requisitos estabelecidos em lei complementar do respectivo ente
federativo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)

111
§ 2º - Os proventos de aposentadoria e as pensões, por ocasião de sua concessão, não poderão
exceder a remuneração do respectivo servidor, no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que
serviu de referência para a concessão da pensão. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de
15/12/98)

§ 2º Os proventos de aposentadoria não poderão ser inferiores ao valor mínimo a que se refere o §
2º do art. 201 ou superiores ao limite máximo estabelecido para o Regime Geral de Previdência Social,
observado o disposto nos §§ 14 a 16. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)

§ 3º Para o cálculo dos proventos de aposentadoria, por ocasião da sua concessão, serão
consideradas as remunerações utilizadas como base para as contribuições do servidor aos regimes de
previdência de que tratam este artigo e o art. 201, na forma da lei. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 41, 19.12.2003)

§ 3º As regras para cálculo de proventos de aposentadoria serão disciplinadas em lei do respectivo


ente federativo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)

§ 4º É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria


aos abrangidos pelo regime de que trata este artigo, RESSALVADOS, nos termos definidos em leis
complementares, os casos de servidores: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 47, de 2005)

I - portadores de deficiência; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 47, de 2005)

II - que exerçam atividades de risco; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 47, de 2005)

III - cujas atividades sejam exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a
integridade física. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 47, de 2005)

§ 4º É vedada a adoção de requisitos ou critérios diferenciados para concessão de benefícios em


regime próprio de previdência social, ressalvado o disposto nos §§ 4º-A, 4º-B, 4º-C e 5º. (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)

§ 4º-A. Poderão ser estabelecidos por lei complementar do respectivo ente federativo idade e tempo
de contribuição diferenciados para aposentadoria de servidores com deficiência, previamente
submetidos a avaliação biopsicossocial realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar.
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)

§ 4º-B. Poderão ser estabelecidos por lei complementar do respectivo ente federativo idade e tempo
de contribuição diferenciados para aposentadoria de ocupantes do cargo de agente penitenciário, de
agente socioeducativo ou de policial dos órgãos de que tratam o inciso IV do caput do art. 51, o inciso
XIII do caput do art. 52 e os incisos I a IV do caput do art. 144. (Incluído pela Emenda Constitucional nº
103, de 2019)

§ 4º-C. Poderão ser estabelecidos por lei complementar do respectivo ente federativo idade e tempo
de contribuição diferenciados para aposentadoria de servidores cujas atividades sejam exercidas com
efetiva exposição a agentes químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde, ou associação desses
agentes, vedada a caracterização por categoria profissional ou ocupação. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 103, de 2019)

§ 5º - Os requisitos de idade e de tempo de contribuição serão reduzidos em cinco anos, em relação


ao disposto no § 1º, III, "a", para o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício
das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio. (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98)

112
§ 5º Os ocupantes do cargo de professor terão idade mínima reduzida em 5 (cinco) anos em relação
às idades decorrentes da aplicação do disposto no inciso III do § 1º, desde que comprovem tempo de
efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio fixado
em lei complementar do respectivo ente federativo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103,
de 2019)

§ 6º - Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis na forma desta


Constituição, é vedada a percepção de mais de uma aposentadoria à conta do regime de previdência
previsto neste artigo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98)

§ 7º Lei disporá sobre a concessão do benefício de pensão por morte, que será igual: (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)

I - ao valor da totalidade dos proventos do servidor falecido, até o limite máximo estabelecido para
os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 201, acrescido de setenta por cento
da parcela excedente a este limite, caso aposentado à data do óbito; ou (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 41, 19.12.2003)

II - ao valor da totalidade da remuneração do servidor no cargo efetivo em que se deu o falecimento,


até o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o
art. 201, acrescido de setenta por cento da parcela excedente a este limite, caso em atividade na data do
óbito. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)

§ 8º É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes, em caráter permanente, o


valor real, conforme critérios estabelecidos em lei. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41,
19.12.2003)

§ 9º - O tempo de contribuição federal, estadual ou municipal será contado para efeito de


aposentadoria e o tempo de serviço correspondente para efeito de disponibilidade. (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98)

§ 10 - A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício.
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98)

§ 11 - Aplica-se o limite fixado no art. 37, XI, à soma total dos proventos de inatividade, inclusive
quando decorrentes da acumulação de cargos ou empregos públicos, bem como de outras atividades
sujeitas a contribuição para o regime geral de previdência social, e ao montante resultante da adição de
proventos de inatividade com remuneração de cargo acumulável na forma desta Constituição, cargo em
comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração, e de cargo eletivo. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 20, de 15/12/98)

§ 12 - Além do disposto neste artigo, o regime de previdência dos servidores públicos titulares de
cargo efetivo observará, no que couber, os requisitos e critérios fixados para o regime geral de previdência
social. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98)

§ 13 - Ao servidor ocupante, EXCLUSIVAMENTE, de CARGO EM COMISSÃO declarado em


lei de livre nomeação e exoneração bem como de outro cargo temporário ou de emprego público,
APLICA-SE o REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL. (Incluído pela Emenda Constitucional
nº 20, de 15/12/98) (TJSE-2008)

(MPGO-2016): Ao servidor ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei


de livre nomeação e exoneração bem como de outro cargo temporário ou de emprego público,
aplica-se o regime geral de previdência social. BL: art. 40, §13, CF.

113
§ 14 - A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, desde que instituam regime de
previdência complementar para os seus respectivos servidores titulares de cargo efetivo, poderão fixar,
para o valor das aposentadorias e pensões a serem concedidas pelo regime de que trata este artigo, o
limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art.
201. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98)

§ 15. O regime de previdência complementar de que trata o § 14 será instituído por lei de iniciativa
do respectivo Poder Executivo, observado o disposto no art. 202 e seus parágrafos, no que couber, por
intermédio de entidades fechadas de previdência complementar, de natureza pública, que oferecerão aos
respectivos participantes planos de benefícios somente na modalidade de contribuição definida.
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)

§ 16 - Somente mediante sua prévia e expressa opção, o disposto nos §§ 14 e 15 poderá ser aplicado
ao servidor que tiver ingressado no serviço público até a data da publicação do ato de instituição do
correspondente regime de previdência complementar. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de
15/12/98)

§ 17. Todos os valores de remuneração considerados para o cálculo do benefício previsto no § 3°


serão devidamente atualizados, na forma da lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)

§ 18. Incidirá contribuição sobre os proventos de aposentadorias e pensões concedidas pelo regime
de que trata este artigo que superem o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de
previdência social de que trata o art. 201, com percentual igual ao estabelecido para os servidores titulares
de cargos efetivos. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)

§ 19. O servidor de que trata este artigo que tenha completado as exigências para aposentadoria
voluntária estabelecidas no § 1º, III, a, e que opte por permanecer em atividade fará jus a um abono de
permanência equivalente ao valor da sua contribuição previdenciária até completar as exigências para
aposentadoria compulsória contidas no § 1º, II. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)

§ 20. FICA VEDADA a existência de mais de um regime próprio de previdência social para os
servidores titulares de cargos efetivos, e de mais de uma unidade gestora do respectivo regime em cada
ente estatal, ressalvado o disposto no art. 142, § 3º, X. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 41,
19.12.2003) (Anal. Legisl.-Câm. Deputados-2014)

§ 21. A contribuição prevista no § 18 deste artigo incidirá apenas sobre as parcelas de proventos de
aposentadoria e de pensão que superem o dobro do limite máximo estabelecido para os benefícios do
regime geral de previdência social de que trata o art. 201 desta Constituição, quando o beneficiário, na
forma da lei, for portador de doença incapacitante. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 47, de 2005)

Art. 41. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de
provimento efetivo em virtude de concurso público. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19,
de 1998)

§ 1º O SERVIDOR PÚBLICO ESTÁVEL SÓ PERDERÁ o cargo: (Redação dada pela Emenda


Constitucional nº 19, de 1998)

I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado; (Incluído pela Emenda Constitucional


nº 19, de 1998) (TJDFT-2007)

II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa; (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (TJDFT-2007)

114
III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de LEI
COMPLEMENTAR, assegurada ampla defesa. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

(MPPE-2014-FCC): Possui eficácia limitada a norma constitucional segundo a qual o servidor


público estável só perderá o cargo mediante procedimento de avaliação periódica de
desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa.

§ 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado, e o
eventual ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização,
aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de
serviço. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (M)

§ 3º EXTINTO o cargo ou DECLARADA a sua desnecessidade, o servidor estável FICARÁ EM


DISPONIBILIDADE, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado
aproveitamento em outro cargo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (TJDFT-
2008)

(MPPE-2002-FCC): A disponibilidade do servidor público ocorre nos casos em que for extinto o
cargo, declarada sua desnecessidade, ou for invalidada por sentença judicial a demissão de
servidor estável, mas tendo direito a remuneração proporcional. BL: art. 41, §3º, CF c/c art. 28
da Lei 8.112.

OBS: Vejamos o teor do art. 28 e parágrafos da Lei 8.112/90: “Art. 28. A reintegração é a
reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua
transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial, com
ressarcimento de todas as vantagens. § 1o Na hipótese de o cargo ter sido extinto, o servidor ficará em
disponibilidade, observado o disposto nos arts. 30 e 31. § 2o Encontrando-se provido o cargo, o seu
eventual ocupante será reconduzido ao cargo de origem, sem direito à indenização ou aproveitado em outro
cargo, ou, ainda, posto em disponibilidade.”

Súmula n. 11-STF: a vitaliciedade não impede a extinção do cargo, ficando o funcionário em


disponibilidade, com todos os vencimentos.
OBS: a 1ª parte da súmula continua valendo, ou seja, o fato de o cargo ser vitalício e de a pessoa
ter cumprido os requisitos para a aquisição da vitaliciedade não impedem que o cargo seja
extinto. Contudo, segundo o art. 41, §3º da CF/88, extinto o cargo ou declarada a sua
desnecessidade, o servidor ficará em disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo
de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro cargo. Assim, o servidor em
disponibilidade não fica com todos os vencimentos, mas sim com vencimentos proporcionais ao
tempo de serviço.

§ 4º Como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação especial de


desempenho por comissão instituída para essa finalidade. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19,
de 1998)

Seção III
DOS MILITARES DOS ESTADOS, DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998)

Art. 42. Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituições
organizadas com base na hierarquia e disciplina, são militares dos Estados, do Distrito Federal e dos
Territórios. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998) (TJRR-2008)

§ 1º APLICAM-SE aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, além do que
vier a ser fixado em lei, as disposições do art. 14, § 8º; do art. 40, § 9º; e do art. 142, §§ 2º e 3º, CABENDO

115
a lei estadual específica dispor sobre as matérias do art. 142, § 3º, inciso X, sendo as patentes dos oficiais
conferidas pelos respectivos governadores. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de
15/12/98)

(TJRR-2008-FCC): Relativamente aos militares dos Estados, prevê a CF/88 que cabe à lei
estadual específica dispor, entre outros assuntos, sobre seus direitos, deveres, remuneração e
prerrogativas. BL: art. 42, §1º c/c art. 142, §3º, X da CF/88.

OBS: Vejamos o teor do art. 142, §3º, inciso X: “Art. 142. (...) § 3º Os membros das Forças Armadas
são denominados militares, aplicando-se-lhes, além das que vierem a ser fixadas em lei, as seguintes
disposições: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998). (...) X - a lei disporá sobre o ingresso
nas Forças Armadas, os limites de idade, a estabilidade e outras condições de transferência do militar para
a inatividade, os direitos, os deveres, a remuneração, as prerrogativas e outras situações especiais
dos militares, consideradas as peculiaridades de suas atividades, inclusive aquelas cumpridas por força de
compromissos internacionais e de guerra. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998)”

OBS: Quanto aos militares dos Estados, prevê a CF que a eles se aplicam as condições de
elegibilidade previstas para os militares da União que contem com mais de 10 anos de serviço.

OBS: Se aplicam também as mesmas regras que aos servidores civis quanto à contagem de
tempo de contribuição para efeito de aposentadoria, e também, quanto a tempo de serviço para
fins de disponibilidade.

§ 2º Aos pensionistas dos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios aplica-se o
que for fixado em lei específica do respectivo ente estatal. (Redação dada pela Emenda Constitucional
nº 41, 19.12.2003) (TJRR-2008)

§ 3º Aplica-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios o disposto no inciso
XVI do art. 37. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 101/2019)

OBS.: vale destacar que a EC n. 101/2019 se aplica somente aos militares dos Estados, DF e
Territórios, não se aplicando aos militares das forças armadas, que possuem regramento próprio
no art. 142 da CF/88.

Seção IV
DAS REGIÕES

Art. 43. Para efeitos administrativos, a União poderá articular sua ação em um mesmo complexo
geoeconômico e social, visando a seu desenvolvimento e à redução das desigualdades regionais.

§ 1º - Lei complementar disporá sobre:

I - as condições para integração de regiões em desenvolvimento;

II - a composição dos organismos regionais que executarão, na forma da lei, os planos regionais,
integrantes dos planos nacionais de desenvolvimento econômico e social, aprovados juntamente com
estes.

§ 2º - Os incentivos regionais compreenderão, além de outros, na forma da lei:

I - igualdade de tarifas, fretes, seguros e outros itens de custos e preços de responsabilidade do


Poder Público;

II - juros favorecidos para financiamento de atividades prioritárias;


116
III - isenções, reduções ou diferimento temporário de tributos federais devidos por pessoas físicas
ou jurídicas;

IV - prioridade para o aproveitamento econômico e social dos rios e das massas de água represadas
ou represáveis nas regiões de baixa renda, sujeitas a secas periódicas.

§ 3º - Nas áreas a que se refere o § 2º, IV, a União incentivará a recuperação de terras áridas e
cooperará com os pequenos e médios proprietários rurais para o estabelecimento, em suas glebas, de
fontes de água e de pequena irrigação.

TÍTULO IV
DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 80, de 2014)

CAPÍTULO I
DO PODER LEGISLATIVO

SEÇÃO I
DO CONGRESSO NACIONAL

Art. 44. O Poder Legislativo é exercido pelo Congresso Nacional, que se compõe da Câmara dos
Deputados e do Senado Federal.

Parágrafo único. Cada legislatura terá a duração de quatro anos. (M)

Art. 45. A Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo, eleitos, pelo sistema
proporcional, em cada Estado, em cada Território e no Distrito Federal. (M)

§ 1º O número total de Deputados, bem como a representação por Estado e pelo Distrito Federal,
será estabelecido por lei complementar, proporcionalmente à população, procedendo-se aos ajustes
necessários, no ano anterior às eleições, para que nenhuma daquelas unidades da Federação tenha menos
de oito ou mais de setenta Deputados. (M)

§ 2º Cada Território elegerá quatro Deputados. (M)

OBS: O Território não possui Senadores.

Art. 46. O Senado Federal COMPÕE-SE de representantes dos Estados e do Distrito Federal,
eleitos segundo o PRINCÍPIO MAJORITÁRIO. (TJPB-2011)

§ 1º Cada Estado e o Distrito Federal ELEGERÃO três Senadores, com mandato de oito anos.
(TJPB-2011)

§ 2º A REPRESENTAÇÃO de cada Estado e do Distrito Federal SERÁ RENOVADA de quatro


em quatro anos, alternadamente, por um e dois terços. (TJPB-2011)

(MPGO-2016): O Senado Federal compõe-se de representantes dos Estados e do Distrito Federal,


eleitos segundo o princípio majoritário, sendo que cada Estado e o Distrito Federal elegerão três
Senadores, com mandato de oito anos. BL: art. 46, §§1º e 2º, CF.

§ 3º Cada Senador SERÁ ELEITO com dois suplentes. (TJPB-2011)

117
Art. 47. Salvo disposição constitucional em contrário, as deliberações de cada Casa e de suas
Comissões serão tomadas POR MAIORIA DOS VOTOS, PRESENTE A MAIORIA ABSOLUTA de
seus membros. (TRF2-2017)

(MPGO-2016): Salvo disposição constitucional em contrário, as deliberações da Câmara dos


Deputados e do Senado Federal, inclusive de suas Comissões, serão tomadas por maioria dos
votos, presente a maioria absoluta de seus membros. BL: art. 47, CF/88.

Seção II
DAS ATRIBUIÇÕES DO CONGRESSO NACIONAL

Art. 48. CABE AO CONGRESSO NACIONAL, com a sanção do Presidente da República, não
exigida esta para o especificado nos arts. 49, 51 e 52, DISPOR sobre todas as matérias de competência
da União, especialmente sobre: (MPGO-2016)

I - sistema tributário, arrecadação e distribuição de rendas;

II - plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamento anual, operações de crédito, dívida


pública e emissões de curso forçado; (TJAP-2008) (MPGO-2016)

III - fixação e modificação do efetivo das Forças Armadas; (TJSC-2010)

IV - planos e programas nacionais, regionais e setoriais de desenvolvimento;

V - limites do território nacional, espaço aéreo e marítimo e bens do domínio da União;

VI - incorporação, subdivisão ou desmembramento de áreas de Territórios ou Estados, ouvidas as


respectivas Assembléias Legislativas;

VII - transferência temporária da sede do Governo Federal;

VIII - concessão de anistia;

IX - organização administrativa, judiciária, do Ministério Público e da Defensoria Pública da


União e dos Territórios e organização judiciária e do Ministério Público do Distrito Federal; (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 69, de 2012) (Produção de efeito) (M)

X – criação, transformação e extinção de cargos, empregos e funções públicas, observado o que


estabelece o art. 84, VI, b; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)

XI – criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública; (Redação dada pela


Emenda Constitucional nº 32, de 2001)

XII - telecomunicações e radiodifusão;

XIII - matéria financeira, cambial e monetária, instituições financeiras e suas operações;

XIV - moeda, seus limites de emissão, e montante da dívida mobiliária federal.

XV - fixação do subsídio dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, observado o que dispõem os
arts. 39, § 4º; 150, II; 153, III; e 153, § 2º, I. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)

Art. 49. É da COMPETÊNCIA EXCLUSIVA do Congresso Nacional:

118
I - RESOLVER definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais que ACARRETEM
encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional; (TJSP-2011) (PCRS-2018)

II - AUTORIZAR o Presidente da República a declarar guerra, a celebrar a paz, a PERMITIR que


FORÇAS ESTRANGEIRAS TRANSITEM pelo território nacional ou nele permaneçam
temporariamente, ressalvados os casos previstos em lei complementar; (TJSP-2011)

III - AUTORIZAR o Presidente e o Vice-Presidente da República a se ausentarem do País, quando


a ausência exceder a quinze dias;

##Atenção: ##STF: ##DOD: “A Constituição Estadual do Amapá trouxe regra dizendo que se o
Prefeito ou o Vice-Prefeito for viajar ao exterior, “por qualquer tempo”, ele deverá pedir uma
licença prévia da Câmara Municipal para a viagem. O STF considerou inconstitucional a
expressão “por qualquer tempo”. Essa regra de “por qualquer tempo” está em desacordo com o
princípio da simetria. Isso porque a CF/88 somente exige autorização do Congresso Nacional se
a ausência do Presidente da República for superior a 15 dias (art. 49, III). De igual modo, a
Constituição do Estado do Amapá também só exige autorização da Assembleia Legislativa se
a ausência do Governador (ou do Vice) for superior a 15 dias (art. 118, § 1º). Logo, a exigência
de autorização da Câmara Municipal para que o Prefeito possa se ausentar por períodos
menores que 15 dias quebra a simetria existente em relação ao Governador.” STF. Plenário. ADI
825/AP, Rel. Min. Alexandre de Moraes, j. 25/10/18 (Info 921).

IV - APROVAR o estado de defesa e a intervenção federal, autorizar o estado de sítio, ou


suspender qualquer uma dessas medidas; (M)

OBS: Não há participação do Presidente da República nessa decisão.

V - SUSTAR os atos normativos do Poder Executivo que EXORBITEM do poder regulamentar ou


dos limites de delegação legislativa;

(AGU-2015-CESPE): Foi editada portaria ministerial que regulamentou, com fundamento direto
no princípio constitucional da eficiência, a concessão de gratificação de desempenho aos
servidores de determinado ministério. Com referência a essa situação hipotética e ao poder
regulamentar, julgue o próximo item. A portaria em questão poderá vir a ser sustada pelo
Congresso Nacional, se essa casa entender que o ministro exorbitou de seu poder regulamentar.
BL: art. 49, V, CF.

(TJSP-2013-VUNESP): Ato Normativo do Presidente da República que exorbita dos limites de


delegação legislativa autoriza o Congresso Nacional a sustar a parte do Ato Normativo do Poder
Executivo que exorbitou dos limites de delegação legislativa, por meio de Decreto Legislativo.
BL: art. 49, V, CF.

(PGE/AM-2016-CESPE): Decreto legislativo editado pelo Poder Legislativo para sustar ato
normativo do Poder Executivo por exorbitância do poder regulamentar pode ser apreciado em
controle abstrato de normas, oportunidade em que o tribunal competente deverá analisar se tal
ato normativo efetivamente extrapolou a lei objeto de regulamentação para, somente depois
disso, decidir sobre a constitucionalidade do referido decreto legislativo.

OBS: A CF/88 outorgou ao Congresso Nacional a competência para sustar os atos do Executivo
que exorbitem os limites da delegação legislativa (art. 49, V da CF/88). É importante ter sempre
em mente que a delegação legislativa deve ter conteúdo determinado, preciso, definido, não
podendo constituir um "cheque em branco" para a atuação legislativa do Presidente da

119
República. O ato de sustação do Congresso Nacional surtirá efeitos ex nunc, porquanto não se
cuida de pronúncia de inconstitucionalidade, mas sim de sustação de eficácia.

OBS: por regra, o controle posterior ou repressivo (sucessivo) no Brasil é exercido pelo Poder
Judiciário, de forma concentrada ou difusamente. No entanto, essa regra comporta exceções:
1. competência exclusiva do Congresso Nacional sustar os atos normativos do Poder
Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa
(art. 49, V da CF/88);
2. em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas
provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional
(Poder Legislativo). Entendendo-a inconstitucional, o Congresso Nacional estará
realizando controle de constitucionalidade;
3. possibilidade de descumprimento da lei inconstitucional pelo Chefe do Executivo.

VI - mudar temporariamente sua sede;

VII - fixar idêntico subsídio para os Deputados Federais e os Senadores, observado o que dispõem
os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de
1998)

VIII - fixar os subsídios do Presidente e do Vice-Presidente da República e dos Ministros de Estado,


observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I; (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998) (M)

IX - JULGAR ANUALMENTE as contas prestadas pelo Presidente da República e apreciar os


relatórios sobre a execução dos planos de governo; (TJDFT-2007) (TJPE-2013)

(TRF2-2013-CESPE): No Brasil, o órgão que tem competência exclusiva para julgar anualmente
as contas prestadas pelo presidente da República é o Congresso Nacional. BL: art. 49, IX c/c art.
71, I, CF.

OBS: Vejamos o seguinte resumo:


 Quem julga as contas do Presidente da República é o Congresso Nacional;
 Quem as aprecia é o TCU;
 Quem as examina e emite parecer sobre elas é a Comissão mista permanente de
deputados e senadores (Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização).

X - fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer de suas Casas, os atos do Poder Executivo,
incluídos os da administração indireta;

XI - zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos
outros Poderes;

XII - APRECIAR os atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e televisão;

XIII - escolher dois terços dos membros do Tribunal de Contas da União; (M)

XIV - aprovar iniciativas do Poder Executivo referentes a atividades nucleares;

XV - AUTORIZAR REFERENDO e CONVOCAR PLEBISCITO; (TJSP-2011) (Anal. Legisl.-Câm.


Deputados-2014) (TRF4-2016)

120
(TJSP-2008-VUNESP): No ordenamento jurídico-constitucional brasileiro, o plebiscito constitui
consulta popular prévia sobre matéria política ou institucional, antes de sua formulação
legislativa, enquanto o referendo constitui consulta posterior à aprovação de projeto de lei ou de
emenda constitucional, para ratificação ou rejeição, configurando um e outro instrumento de
exercício da soberania popular. As noções conceituais de plebiscito e referendo aqui expendidas
estão corretas, aduzindo-se que a autorização de referendo e a convocação de plebiscito são da
competência exclusiva do Congresso Nacional. BL: art. 49, XV, CF/88.

XVI - AUTORIZAR, em terras indígenas, a exploração e o aproveitamento de recursos hídricos e


a pesquisa e lavra de riquezas minerais; (ABIN-2018)

XVII - APROVAR, previamente, a alienação ou concessão de terras públicas com área superior a
dois mil e quinhentos hectares.

Art. 50. A Câmara dos Deputados e o Senado Federal, ou qualquer de suas Comissões, poderão
convocar Ministro de Estado ou quaisquer titulares de órgãos diretamente subordinados à Presidência
da República para prestarem, pessoalmente, informações sobre assunto previamente determinado,
importando crime de responsabilidade a ausência sem justificação adequada. (Redação dada pela
Emenda Constitucional de Revisão nº 2, de 1994) (M)

§ 1º Os MINISTROS DE ESTADO PODERÃO COMPARECER ao Senado Federal, à Câmara dos


Deputados, ou a qualquer de suas Comissões, por sua iniciativa e mediante entendimentos com a Mesa
respectiva, para expor assunto de relevância de seu Ministério.

§ 2º As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal poderão encaminhar pedidos escritos
de informações a Ministros de Estado ou a qualquer das pessoas referidas no caput deste artigo,
importando em crime de responsabilidade a recusa, ou o não - atendimento, no prazo de trinta dias, bem
como a prestação de informações falsas. (Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 2, de
1994)

Seção III
DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Art. 51. COMPETE PRIVATIVAMENTE à Câmara dos Deputados: (MPRS-2017)

I - AUTORIZAR, por dois terços de seus membros, a instauração de processo contra o Presidente
e o Vice-Presidente da República e os Ministros de Estado; (MPSP-2015) (MPRS-2017)

OBS: Vejamos o julgado veiculado no Info 888 do STF acerca da imunidade do art. 51, I, e art. 86
da CF/88 não se estende para codenunciados que não sejam Presidente da República, Vice ou
Ministro de Estado:
A imunidade formal prevista no art. 51, I, e no art. 86, caput, da CF/88
não se estende para os codenunciados que não se encontrem
investidos nos cargos de Presidente da República, Vice-Presidente da
República e Ministro de Estado.
A finalidade dessa imunidade é proteger o exercício regular desses
cargos, razão pela qual não é extensível a codenunciados que não se
encontrem ocupando tais funções.
STF. Plenário. Inq 4483 AgR-segundo/DF e Inq 4327 AgR-segundo/DF,
rel. Min. Edson Fachin, j. 14 e 19/12/2017 (Info 888).

II - PROCEDER à tomada de contas do Presidente da República, quando não apresentadas ao


Congresso Nacional dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa; (M) (MPSC-2014)

121
OBS: A "tomada de contas em caso de omissão do Presidente" trata-se de competência da
Câmara de Deputados. Mas é interessante lembrar também que quem julga as contas do
Presidente, não é nem a Câmara, nem o Senado, mas sim o Congresso Nacional, nos termos do
art. 49, IX da CF/88:

Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:


(...)
IX - julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da Republica e apreciar os
relatórios sobre a execução dos planos de governo.

DICA:
 TCU  Aprecia (Art. 71, I, CF)
 CONGRESSO NACIONAL  Julga (Art. 49, IX, CF)
 CÂMARA DOS DEPUTADOS  Procede à tomada de contas (Art. 51, II, CF)

III - elaborar seu regimento interno;

IV – dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos
cargos, empregos e funções de seus serviços, e a iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração,
observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias; (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998)

V - eleger membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII.

Seção IV
DO SENADO FEDERAL

Art. 52. COMPETE privativamente ao SENADO FEDERAL:

I - PROCESSAR E JULGAR o Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes de


responsabilidade, bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da
Aeronáutica nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles; (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 23, de 02/09/99)

II - PROCESSAR E JULGAR os Ministros do Supremo Tribunal Federal, os membros do


Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, o Procurador-Geral da
República e o Advogado-Geral da União nos crimes de responsabilidade; (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 45, de 2004) (MPDFT-2004) (TJPB-2011)

(TJRJ-2016-VUNESP): Os membros do Conselho Nacional de Justiça serão julgados, no caso de


crime de responsabilidade, pelo Senado Federal. BL: art. 52, II, CF.

OBS: CRIME COMUM: Os membros do CNJ e do CNMP não dispõem, pelo exercício dessa
função, de foro especial por crime comum, pois cada membro responderá normalmente perante
o seu foro de origem.

(TJSP-2013-VUNESP): O procedimento de responsabilização política dos Ministros do Supremo


Tribunal Federal que pratiquem infrações político-administrativas atentatórias à Constituição
Federal de 1988 será processado perante o Senado Federal. BL: art. 52, II, CF.

III - aprovar previamente, por VOTO SECRETO, após arguição pública, a escolha de:

a) Magistrados, nos casos estabelecidos nesta Constituição;

122
b) Ministros do Tribunal de Contas da União indicados pelo Presidente da República;

c) Governador de Território;

d) Presidente e diretores do banco central;

e) Procurador-Geral da República;

f) titulares de outros cargos que a lei determinar;

IV - aprovar previamente, por voto secreto, após arguição em SESSÃO SECRETA, a escolha dos
chefes de missão diplomática de caráter PERMANENTE;

V - AUTORIZAR operações externas de natureza financeira, de interesse da União, dos Estados,


do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios; (TJPI-2012)

(PGM/AM-2018-CESPE): Acerca de crédito público, julgue o seguinte item: Nem todo


empréstimo público tomado pelo município precisa, para sua realização, de autorização
específica do Senado Federal. BL: art. 52, V, CF e art. 32, §1º, IV da LRF.
OBS: Vejamos o teor do art. 32, §1º, IV da LRF:
Art. 32. O Ministério da Fazenda verificará o cumprimento dos limites
e condições relativos à realização de operações de crédito de cada ente
da Federação, inclusive das empresas por eles controladas, direta ou
indiretamente.
§ 1o O ente interessado formalizará seu pleito fundamentando-o em
parecer de seus órgãos técnicos e jurídicos, demonstrando a relação
custo-benefício, o interesse econômico e social da operação e o
atendimento das seguintes condições:
IV - autorização específica do Senado Federal, quando se tratar de
operação de crédito externo;

VI - FIXAR, por proposta do Presidente da República, limites globais para o montante da dívida
consolidada [acima de 12 meses] da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;

(TRF2-2013-CESPE): A competência privativa para fixar limites globais para o montante da


dívida consolidada da União, dos estados, do DF e dos municípios pertence ao Senado Federal.
BL: art. 52, VI, CF.

OBS: Dica importante:


 Fixar limites globais para dívida consolidada para todos os entes federativos 
Compete ao Senado Federal (é o caso tratado na questão acima).
 Fixar limites globais para dívida mobiliária para os Estados, DF e Municípios 
Compete ao Senado Federal (é o caso do art. 52, inciso IX da CF).
 [...] o montante da dívida mobiliária federal  Compete ao Congresso Nacional (art.
48, XIV, da CF).

VII - DISPOR sobre limites globais e condições para as operações de crédito externo e interno da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, de suas autarquias e demais entidades
controladas pelo Poder Público federal;

(Advogado/EMBRAPA-2007-Consulplan): É competência do Senado Federal: Dispor sobre


limites globais e condições para as operações de crédito externo e interno da União, dos Estados,

123
do Distrito Federal e dos Municípios, de suas autarquias e demais entidades controladas pelo
Poder Público Federal. BL: art. 52, VII, CF.

OBS: CRIME COMUM: Os membros do CNJ e do CNMP não dispõem, pelo exercício dessa
função, de foro especial por crime comum, pois cada membro responderá normalmente perante
o seu foro de origem.

VIII - DISPOR sobre limites e condições para a concessão de garantia da União em operações de
crédito externo e interno;

(TJSP-2017-VUNESP): Sobre a impenhorabilidade dos bens públicos, pode-se afirmar que


admite exceção para a hipótese de sequestro de bens, nos termos do artigo 100, parágrafo 6°, da
CF/1988, e para a concessão de garantia, em condições especialíssimas, em operações de crédito
externo, cabendo ao Senado Federal dispor sobre limite e concessões, nos termos do artigo 52,
VIII, da CF/1988. BL: art. 52, VIII c/c art. 100, §6º, CF.

OBS: Exceções:

 A autorização do sequestro da quantia em caso de preterimento do direito de


precedência ou de não alocação orçamentária, prevista no § 6º do art. 100, é sanção
excepcional, que confirma a regra.
 Em ação para fornecimento de medicamentos, o juiz pode determinar o bloqueio e
sequestro de verbas públicas em caso de descumprimento da decisão. Tratando-se de
fornecimento de medicamentos, cabe ao Juiz adotar medidas eficazes à efetivação de
suas decisões, podendo, se necessário, determinar, até mesmo, o sequestro de valores do
devedor (bloqueio), segundo o seu prudente arbítrio, e sempre com adequada
fundamentação. STJ. 1ª Seção. REsp 1.069.810-RS, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho,
julgado em 23/10/2013 (recurso repetitivo).

Vale ressaltar que o Poder Judiciário não deve compactuar com a desídia do Estado, que
condenado pela urgência da situação a entregar medicamentos imprescindíveis à proteção da
saúde e da vida de cidadão necessitado, revela-se indiferente à tutela judicial deferida e aos
valores fundamentais da vida e da saúde. Nesse sentido: AgRg no REsp 1002335/RS, Rel. Min.
Luiz Fux, DJe 22.09.2008.

Mas os bens públicos não são impenhoráveis? Isso não seria uma forma de penhora de bens
públicos? Ademais, não haveria uma quebra na regra dos precatórios? Sim. No entanto,
entendeu-se que o direito à saúde, garantido constitucionalmente (arts. 6º e 196), deveria
prevalecer sobre princípios de Direito Financeiro ou Administrativo.

IX - ESTABELECER limites globais e condições para o montante da dívida mobiliária dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios; (TRF2-2013)

X - suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão


definitiva do Supremo Tribunal Federal; (M)

(TJRS-2012): A competência privativa do Senado Federal de suspender a execução, no todo ou


em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal
restringe-se ao controle incidental ou concreto de inconstitucionalidade.

OBS: As resoluções da Câmara dos Deputados e do Senado Federal têm aptidão para produzir
efeitos externos, a exemplo daquela emitida por força do art. 52, X, da CF, em que o Senado

124
Federal suspende a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão
definitiva do STF.

OBS: o STF acatou a tese de que o papel do Senado Federal seria apenas para dar publicidade à
decisão que reconhece a inconstitucionalidade de uma lei de modo incidental, como questão
prejudicial, e que o efeito vinculante e erga omnes decorreria da própria decisão judicial, não
havendo a necessidade de atuação do Senado Federal (mutação constitucional do inciso X do
art. 52 da CF/88).

XI - aprovar, por maioria absoluta e por voto secreto, a exoneração, de ofício, do Procurador-Geral
da República antes do término de seu mandato;

XII - elaborar seu regimento interno;

XIII - dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos
cargos, empregos e funções de seus serviços, e a iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração,
observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias; (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998)

XIV - ELEGER membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII.

XV - avaliar periodicamente a funcionalidade do Sistema Tributário Nacional, em sua estrutura


e seus componentes, e o desempenho das administrações tributárias da União, dos Estados e do Distrito
Federal e dos Municípios. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)

Parágrafo único. Nos casos previstos nos incisos I e II, funcionará como Presidente o do Supremo
Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do
Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública,
sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis. (M)

Seção V
DOS DEPUTADOS E DOS SENADORES

Art. 53. Os Deputados e Senadores SÃO INVIOLÁVEIS, CIVIL e PENALMENTE, por quaisquer
de suas opiniões, palavras e votos. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35, de 2001) (TJSC-
2017)

(TJMG-2008): A imunidade parlamentar material obsta a propositura de ação penal ou


indenizatória contra o membro do Poder Legislativo pelas opiniões, palavras e votos que proferir
e exige relação de pertinência com o exercício da função. BL: art. 53, caput, CF/88.

§ 1º Os Deputados e Senadores, DESDE A EXPEDIÇÃO DO DIPLOMA, SERÃO SUBMETIDOS


a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35,
de 2001) (TJAP-2008) (TJPB-2011) (TJSC-2017)

(TJSC-2015-FCC): Após a condenação em primeira instância por um crime de competência


federal, o réu de uma ação penal é diplomado como deputado federal. Posteriormente, quanto
ao julgamento de sua apelação, interposta antes da diplomação, deverá ser julgada: pelo
Supremo Tribunal Federal. BL: art. 53, §1º da CF/88 (processo penal)

OBS: Infração penal cometida antes do exercício funcional: caso o agente tenha cometido um
crime antes do exercício da função/expedição do diploma, a competência será automaticamente
alterada a partir do momento em que o acusado ingressar no exercício da função (ou
diplomação). Isso é denominado de “REGRA DA ATUALIDADE”. Os atos processuais
125
praticados antes da diplomação/investidura são plenamente válidos, pois praticados segundo a
competência época (tempus regit actus).

§ 2º Desde a expedição do diploma, os MEMBROS DO CONGRESSO NACIONAL NÃO


PODERÃO SER PRESOS, SALVO em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os AUTOS SERÃO
REMETIDOS dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus
membros, RESOLVA sobre a prisão. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35, de 2001) (TJMG-
2008) (TJPB-2011) (MPSC-2016)

(TJMG-2007): A imunidade formal é garantia legislativa que impede a prisão de congressista,


desde a expedição do diploma, salvo em flagrante de crime inafiançável. BL: art. 53, §1º da
CF/88.

§ 3º RECEBIDA a DENÚNCIA contra o SENADOR ou DEPUTADO, por crime OCORRIDO


APÓS A DIPLOMAÇÃO, o Supremo Tribunal Federal DARÁ CIÊNCIA à Casa respectiva, que, por
iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus membros [maioria
absoluta], PODERÁ, até a decisão final, SUSTAR o ANDAMENTO DA AÇÃO. (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 35, de 2001) (MPDFT-2004) (TJMG-2008) (TJPB-2011)

§ 4º O PEDIDO DE SUSTAÇÃO SERÁ APRECIADO pela Casa respectiva no prazo


improrrogável de quarenta e cinco dias DO SEU RECEBIMENTO pela Mesa Diretora. (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 35, de 2001) (TJMG-2007)

§ 5º A sustação do processo SUSPENDE a PRESCRIÇÃO, enquanto durar o mandato. (Redação


dada pela Emenda Constitucional nº 35, de 2001)

(MPSP-2005): Sobre o Poder Legislativo: Além das causas suspensivas da prescrição penal
previstas no art. 116 do Código Penal, a Constituição Federal prevê uma outra causa especial de
suspensão referente à sustação do processo penal perante o Supremo Tribunal Federal, no qual
seja réu senador ou deputado federal. BL: art. 53, §§3º e 5º, CF.

OBS: Vejamos o teor dos §§ 3º e 5º do art. 53, CF: “§ 3º: Recebida a denúncia contra o Senador ou
Deputado, por crime ocorrido após a diplomação, o Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa
respectiva, que, por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus membros,
poderá, até a decisão final, sustar o andamento da ação. (...) § 5º: A sustação do processo suspende a
prescrição enquanto durar o mandato.”

§ 6º Os Deputados e Senadores não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou


prestadas em razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles
receberam informações. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35, de 2001)

§ 7º A incorporação às Forças Armadas de Deputados e Senadores, embora militares e ainda que


em tempo de guerra, dependerá de prévia licença da Casa respectiva. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 35, de 2001) (M)

§ 8º As IMUNIDADES de Deputados ou Senadores SUBSISTIRÃO DURANTE O ESTADO DE


SÍTIO, SÓ PODENDO SER SUSPENSAS mediante o voto de dois terços dos membros da Casa
respectiva, nos casos de atos praticados fora do recinto do Congresso Nacional, que SEJAM
INCOMPATÍVEIS com a execução da medida. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 35, de 2001)
(MPSP-2005) (TJMG-2007) (TJAL-2008) (TJMA-2013)

Art. 54. Os Deputados e Senadores não poderão:

I - desde a expedição do diploma:

126
a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública,
sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato
obedecer a cláusulas uniformes;

b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de que sejam demissíveis
"ad nutum", nas entidades constantes da alínea anterior;

II - desde a posse:

a) ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de


contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada;

b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis "ad nutum", nas entidades referidas no inciso
I, "a";

c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I, "a";

d) ser titulares de mais de um cargo ou mandato público eletivo.

Art. 55. PERDERÁ O MANDATO o Deputado ou Senador:

I - que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior;

II - cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar;

III - que DEIXAR DE COMPARECER, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões
ordinárias da Casa a que pertencer, SALVO licença ou missão por esta autorizada; (TJPE-2013)

(MPSP-2005): Sobre o Poder Legislativo: É causa de perda do mandato de deputado ou senador,


deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias da Casa a
que pertencer, salvo licença ou missão por esta autorizada. BL: art. 55, III, CF.

IV - que perder ou tiver suspensos os direitos políticos;

V - quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos nesta Constituição;

VI - que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado.

§ 1º - É incompatível com o decoro parlamentar, além dos casos definidos no regimento interno, o
abuso das prerrogativas asseguradas a membro do Congresso Nacional ou a percepção de vantagens
indevidas.

§ 2º Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda do mandato será decidida pela Câmara dos Deputados
ou pelo Senado Federal, por maioria absoluta, mediante provocação da respectiva Mesa ou de partido
político representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 76, de 2013) (TJRJ-2016)

§ 3º - Nos casos previstos nos incisos III a V, a perda será declarada pela Mesa da Casa respectiva,
de ofício ou mediante provocação de qualquer de seus membros, ou de partido político representado no
Congresso Nacional, assegurada ampla defesa.

(TJPE-2013-FCC): Perderá o mandato o Deputado ou Senador, perda essa que será declarada
pela Mesa da Casa respectiva, assegurada ampla defesa, que deixar de comparecer, em cada

127
sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias da Casa a que pertencer, salvo licença ou
missão por esta autorizada. BL: art. 55, III, c/ art. 56, incisos I e II, CF/88.

§ 4º A renúncia de parlamentar submetido a processo que vise ou possa levar à perda do mandato,
nos termos deste artigo, terá seus efeitos suspensos até as deliberações finais de que tratam os §§ 2º e 3º.
(Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 6, de 1994)

Art. 56. Não perderá o mandato o Deputado ou Senador: (M)

I - investido no cargo de Ministro de Estado, Governador de Território, Secretário de Estado, do


Distrito Federal, de Território, de Prefeitura de Capital ou chefe de missão diplomática temporária; (M)

II - licenciado pela respectiva Casa por motivo de doença, ou para tratar, sem remuneração, de
interesse particular, desde que, neste caso, o afastamento não ultrapasse cento e vinte dias por sessão
legislativa. (M)

§ 1º O suplente será convocado nos casos de vaga, de investidura em funções previstas neste artigo
ou de licença superior a cento e vinte dias. (M)

§ 2º Ocorrendo vaga e não havendo suplente, far-se-á eleição para preenchê-la se faltarem mais de
quinze meses para o término do mandato.

§ 3º Na hipótese do inciso I, o Deputado ou Senador poderá optar pela remuneração do mandato.

Seção VI
DAS REUNIÕES

Art. 57. O Congresso Nacional reunir-se-á, anualmente, na Capital Federal, de 2 de fevereiro a 17


de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 50, de 2006)

OBS1: Sessão legislativa é ANUAL, subdividindo-se em 2 períodos legislativos:


 02 de fevereiro a 17 de julho;
 08 de agosto a 22 de dezembro.

OBS2: Legislatura = tem o período de 4 anos (art. 44, § único).

§ 1º As reuniões marcadas para essas datas serão transferidas para o primeiro dia útil subseqüente,
quando recaírem em sábados, domingos ou feriados.

§ 2º A SESSÃO LEGISLATIVA NÃO SERÁ INTERROMPIDA sem a aprovação do projeto de


lei de diretrizes orçamentárias.

(TJMG-2018-Consulplan): A Constituição da República dispõe expressamente que a sessão


legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias.
BL: art. 57, §2º, CF/88.

§ 3º Além de outros casos previstos nesta Constituição, a Câmara dos Deputados e o Senado
Federal REUNIR-SE-ÃO EM SESSÃO CONJUNTA para:

I - inaugurar a sessão legislativa;

II - elaborar o regimento comum e regular a criação de serviços comuns às duas Casas;

III - receber o compromisso do Presidente e do Vice-Presidente da República;


128
IV - CONHECER do veto e sobre ele deliberar.

(MPSP-2005): Sobre o Poder Legislativo: Haverá reunião conjunta das duas Casas do Congresso
Nacional para deliberar sobre o veto. BL: art. 57, §3º, III, CF.

§ 4º Cada uma das Casas reunir-se-á em sessões preparatórias, a partir de 1º de fevereiro, no


primeiro ano da legislatura, para a posse de seus membros e eleição das respectivas Mesas, para mandato
de 2 (dois) anos, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subseqüente.
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 50, de 2006) (TJDFT-2007)

§ 5º A Mesa do Congresso Nacional será presidida pelo Presidente do Senado Federal, e os demais
cargos serão exercidos, alternadamente, pelos ocupantes de cargos equivalentes na Câmara dos
Deputados e no Senado Federal.

§ 6º A CONVOCAÇÃO EXTRAORDINÁRIA do Congresso Nacional FAR-SE-Á: (Redação dada


pela Emenda Constitucional nº 50, de 2006) (MPSC-2014)

I - pelo Presidente do Senado Federal, em caso de decretação de estado de defesa ou de


intervenção federal, de pedido de autorização para a decretação de estado de sítio e para o compromisso
e a posse do Presidente e do Vice-Presidente- Presidente da República; (TJAL-2008) (MPSC-2014)

II - pelo Presidente da República, pelos Presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal
ou a requerimento da maioria dos membros de ambas as Casas, em caso de urgência ou interesse público
relevante, em todas as hipóteses deste inciso com a aprovação da maioria absoluta de cada uma das
Casas do Congresso Nacional. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 50, de 2006) (MPSC-2014)

§ 7º Na sessão legislativa extraordinária, o Congresso Nacional somente deliberará sobre a matéria


para a qual foi convocado, ressalvada a hipótese do § 8º deste artigo, vedado o pagamento de parcela
indenizatória, em razão da convocação. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 50, de 2006) (M)

§ 8º Havendo medidas provisórias em vigor na data de convocação extraordinária do Congresso


Nacional, serão elas automaticamente incluídas na pauta da convocação. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 32, de 2001) (M)

Seção VII
DAS COMISSÕES

Art. 58. O Congresso Nacional e suas Casas TERÃO COMISSÕES PERMANENTES e


TEMPORÁRIAS, constituídas na forma e com as atribuições previstas no respectivo regimento ou no
ato de que resultar sua criação.

§ 1º Na CONSTITUIÇÃO DAS MESAS e DE CADA COMISSÃO, É ASSEGURADA, tanto


quanto possível, a REPRESENTAÇÃO PROPORCIONAL dos partidos ou dos blocos parlamentares
que PARTICIPAM da respectiva Casa.

(TJTO-2007-CESPE): Considerando a organização dos poderes, na forma da Constituição


Federal e dos precedentes do STF, assinale a opção correta: Na constituição de comissões no
âmbito parlamentar, será assegurada, tanto quanto possível, a representação proporcional dos
partidos ou dos blocos parlamentares que participam da respectiva Casa. BL: art. 58, §1º, CF.

§ 2º Às COMISSÕES, em razão da matéria de sua competência, cabe:

(TJSP-2011-VUNESP): As Comissões Permanentes organizam-se em função da matéria de sua


competência. BL: art. 58, §2º, CF.
129
I - discutir e votar projeto de lei que dispensar, na forma do regimento, a competência do Plenário,
salvo se houver recurso de um décimo dos membros da Casa; (M)

II - realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil;

III - convocar Ministros de Estado para prestar informações sobre assuntos inerentes a suas
atribuições;

IV - receber petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou


omissões das autoridades ou entidades públicas;

V - solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão;

VI - apreciar programas de obras, planos nacionais, regionais e setoriais de desenvolvimento e sobre


eles emitir parecer.

§ 3º As COMISSÕES PARLAMENTARES DE INQUÉRITO, que TERÃO poderes de


investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos das
respectivas Casas, SERÃO CRIADAS pela CÂMARA DOS DEPUTADOS e pelo SENADO FEDERAL,
EM CONJUNTO ou SEPARADAMENTE, mediante requerimento de UM TERÇO DE SEUS
MEMBROS, para a apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o
caso, encaminhadas ao MINISTÉRIO PÚBLICO, para que PROMOVA a responsabilidade civil ou
criminal dos infratores.

OBS1: Para criação da CPI há três requisitos:


a) Requerimento de 1/3 dos seus membros;
b) Para apuração de fato determinado;
c) Por prazo certo.

OBS2: ADI 3619 – STF: São normas obrigatórias pelos Estados e Municípios.

OBS3: Toda CPI feita pelo Congresso Nacional tem que terminar dentro da sessão legislativa,
se não acabar, poderá ser prorrogada, desde que não ultrapasse a legislatura.

(MPSC-2014): As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação


próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos das respectivas
Casas, serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou
separadamente, mediante requerimento de 1/3 (um terço) de seus membros, para a apuração
de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao
Ministério Público, para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores. BL:
art. 53, §3º da CF.

(TJSP-2011-VUNESP): As Comissões Parlamentares de Inquérito têm por objeto a apuração de


fato determinado e têm prazo certo de funcionamento. BL: art. 53, §3º da CF.

(Advogado/EMBRAPA-2007-Consulplan): No que concerne às Comissões Parlamentares de


Inquérito está correto afirmar que não podem determinar a interceptação telefônica do
indiciado.

§ 4º DURANTE O RECESSO, HAVERÁ uma Comissão representativa do Congresso Nacional,


eleita por suas Casas na última sessão ordinária do período legislativo, com atribuições definidas no
regimento comum, cuja composição reproduzirá, quanto possível, a proporcionalidade da representação
partidária.

130
(TJSP-2011-VUNESP): A Comissão Representativa tem por atribuição representar o Congresso
Nacional durante o recesso parlamentar. BL: art. 58, §4º, CF.

Seção VIII
DO PROCESSO LEGISLATIVO

Subseção I
Disposição Geral

Art. 59. O processo legislativo compreende a elaboração de: (M)

I - emendas à Constituição;

II - leis complementares;

III - leis ordinárias;

IV - leis delegadas;

V - medidas provisórias;

VI - decretos legislativos;

VII - resoluções.

Parágrafo único. Lei complementar disporá sobre a elaboração, redação, alteração e consolidação
das leis.

Subseção II
Da Emenda à Constituição

Art. 60. A Constituição PODERÁ SER EMENDADA mediante proposta: (MPRJ-2012) (TJSP-
2013)

(TJRS-2009): Emenda constitucional não é submetida à sanção do Presidente da República. BL:


art. 60, CF.

I - de UM TERÇO, no mínimo, dos MEMBROS DA CÂMARA DOS DEPUTADOS OU do


SENADO FEDERAL; (TJSC-2013) (TRF2-2017) (Anal. Judic./TJMS-2017)

OBS: “O início da tramitação da proposta de emenda no Senado Federal está em harmonia com
o disposto no art. 60, I, da CF, que confere poder de iniciativa a ambas as Casas Legislativas.”
(ADI 2.031, Rel. Min. Ellen Gracie, julgamento em 3-10-2002, Plenário).

II - do Presidente da República; (MPMG-2011)

III - de MAIS DA METADE das Assembleias Legislativas das unidades da Federação,


manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros. (MPGO-2010) (MPMG-2011)
(TJSC-2013) (TRF2-2017)

##ATENÇÃO#STF#DOD##: “A iniciativa popular de emenda à Constituição Estadual é


compatível com a Constituição Federal, encontrando fundamento no art. 1º, parágrafo único, no
art. 14, II e III e no art. 49, VI, da CF/88. Embora a Constituição Federal não autorize proposta

131
de iniciativa popular para emendas ao próprio texto, mas apenas para normas
infraconstitucionais, não há impedimento para que as Constituições Estaduais prevejam a
possibilidade, ampliando a competência constante da Carta Federal.” STF. Plenário. ADI
825/AP, Rel. Min. Alexandre de Moraes, j. 25/10/18 (Info 921).

(TRF5-2017-CESPE): Foi proposta, por um terço das assembleias legislativas das unidades da
Federação, emenda constitucional com o objetivo de alterar dispositivo referente à Defensoria
Pública, visando-se aprimorar a estrutura orgânico-institucional desse órgão. Votada em dois
turnos nas duas casas do Congresso Nacional, a emenda foi aprovada mediante três quintos dos
votos dos membros de cada uma delas. Nesta situação hipotética, a referida proposta deve ser
considerada inconstitucional, já que a emenda fere limitação formal ao poder constituinte
derivado reformador. BL: art. 60, III, CF.

OBS: No caso há um vício formal, pois a iniciativa de PEC pelas assembleias legislativas exige a
propositura por mais da metade delas, mediante manifestação da maioria simples de seus
parlamentares.

(Anal. Judic./TJMS-2017-PUCPR): Com relação ao Poder Constituinte Derivado, é CORRETO


afirmar que a Constituição não pode ser emendada mediante proposta da iniciativa popular,
como assinala a doutrina majoritária.

(TJSP-2013-VUNESP): O exercício do Poder Constituinte Derivado, nos termos expressos da


CF/88, pode revelar-se nas Emendas à Constituição, iniciadas por proposta de mais da metade
das Assembleias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela
maioria relativa de seus membros. BL: art. 60, III, CF.

(MPPR-2013): A Constituição poderá ser emendada mediante proposta de mais da metade das
Assembléias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela
maioria relativa de seus membros. BL: art. 60, III, CF.

(MPSC-2013): Poderá a Constituição Federal ser emendada mediante proposta de todas as


Assembleias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela
maioria relativa de seus membros. BL: art. 60, III, CF.

OBS: O QUÓRUM é mais da metade. É quórum mínimo para alterar a CF/88 pelas assembleias
legislativas. Se houver bem mais da metade, ou seja, todas as assembleias legislativas, a CF/88
pode sim ser alterada nesse caso. Se mais da metade das assembleias pode alterar, todas as
assembleias poderão também alterar. O que não pode é menos da metade das assembleias
legislativas de cada unidade da federação poder alterar.

§ 1º A Constituição NÃO PODERÁ SER EMENDADA NA VIGÊNCIA de intervenção federal,


de estado de defesa ou de estado de sítio. (TJAL-2008)

(MPSP-2010): A CF/88 não poderá ser emendada na vigência do estado de sítio, ainda que
mediante proposta de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados. BL: art.
60, §1º, CF.

§ 2º A proposta será discutida e votada em CADA CASA DO CONGRESSO NACIONAL, em


dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos
membros. (TJSP-2013) (MPPR-2013) (TJSC-2013) (Anal. Judic./TJMS-2017)

(TJPA-2014-FCC): O Governador do Amapá apresentou proposta de emenda à Constituição


(PEC) do Estado para ter a prerrogativa de editar medidas provisórias conforme as regras básicas
do processo legislativo previstas na Constituição da República. O processo de discussão e
132
votação desta PEC encontra-se em trâmite na Assembleia Legislativa do Amapá. Neste caso, a
referida proposta é constitucional, considerando-se aprovada se obtiver, no mínimo, 3/5 dos
votos dos Deputados Estaduais, em dois turnos de votação. BL: art. 25 e art. 60, §2º da CF.

§ 3º A emenda à Constituição SERÁ PROMULGADA PELAS MESAS da Câmara dos Deputados


e do Senado Federal, com o respectivo número de ordem. (Anal. Judic./TJMS-2017)

(Procurador-Câmara/BH-2018-Consulplan): A Constituição Federal é a norma maior do Estado


e exigirá procedimentos mais rigorosos para que possam ser alteradas algumas de suas regras.
Neste sentido, poderá a Constituição ser emendada mediante proposta de, no mínimo, 1/3 dos
membros da Câmara ou do Senado Federal. A respeito do processo de emenda constitucional,
pode-se afirmar que a emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos
Deputados e do Senado Federal. BL: art. 60, I e §3º, CF.

§ 4º NÃO SERÁ objeto de deliberação a PROPOSTA DE EMENDA tendente a abolir: (MPRJ-


2012) (MPTO-2012) (TJSC-2013)

OBS: A expressão “tendente a abolir” (§4º, art.60, CR) deve ser interpretada no sentido de
proteger o núcleo essencial dos institutos e princípios elencados no dispositivo, e não como uma
intangibilidade literal. Pode haver cláusulas pétreas ampliadas e restringidas, contanto que não
haja o esvaziamento do núcleo essencial.

I - a forma federativa de Estado; (TJMS-2008)

(TCECE-2015-FCC): A Constituição Federal, embora preveja a emenda constitucional como


instrumento de alteração de seu texto, veda a aprovação de emenda constitucional que suprima
a autonomia de Estados e Municípios em relação à União. BL: art. 60, §4º, I, CF.

II - o voto direto, secreto, universal e periódico; (MPGO-2010)

OBS: Vide art. 14, CF.

(Anal. Judic.-TRE/BA-2017-CESPE): O presidente da República, fundamentando-se no


argumento de que o exercício dos direitos políticos não deve ser imposto pelo Estado, pretende
extinguir o voto obrigatório para os cidadãos com idade entre dezoito e setenta anos nas eleições
de cargos eletivos do Poder Legislativo e do Poder Executivo e implementar o voto facultativo.
Nesse caso, a implementação do voto facultativo deverá ocorrer por emenda constitucional. BL:
art. 60, CF.

OBS: O voto obrigatório não é uma cláusula pétrea expressa. Há alguns autores que sustentam
que o voto obrigatório seria uma cláusula pétrea implícita, o que é um entendimento minoritário.
Marcelo Novelino também não acha que o voto obrigatório é uma cláusula pétrea implícita.
Diante disso, o voto obrigatório poderia ser extinto por emenda.

III - a separação dos Poderes; (TJAP-2009)

OBS: A CF/88 impede que o Congresso Nacional edite emenda constitucional tendente a abolir
a separação dos poderes (art. 60, §4º, III, CF), mas não veda, por exemplo, que se acrescente órgão
novo ao Poder Judiciário.

133
(DPEES-2016-FCC): No tocante às cláusulas pétreas, conforme disposição expressa da
Constituição Federal de 1988, não será objeto de deliberação a proposta de emenda
constitucional tendente a abolir a Separação dos Poderes. BL: art. 60, §4º, III, CF.

IV - os direitos e garantias individuais.

(TJPB-2015-CESPE): O poder constituinte de reforma está sujeito a limitações materiais que


podem estar presentes nas denominadas cláusulas pétreas implícitas.

OBS: Trata-se de exemplo de cláusula pétrea implícita os princípios constitucionais sensíveis,


previstos no art. 34 da CF, os quais são de observância obrigatória, sob pena de intervenção
federal.

§ 5º A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada NÃO PODE
ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. (Anal. Judic./TJMS-2017) (TJSC-2013)
(MPPR-2013) (MPRJ-2012) (MPGO-2010)

(MPPR-2014): O art. 60, §5º, da CF/88, ao vedar expressamente a possibilidade de matéria


constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada ser objeto de nova
proposta na mesma sessão legislativa, contempla hipótese de limitação formal ao poder
reformador.

OBS: A regra é diferente para o Projeto de Lei (art. 67), somente poderá ser reapresentada na
mesma sessão pela maioria absoluta dos membros da CD ou SF (Princípio da irrepetibilidade).

(MPAP-2012-FCC): Proposta de emenda à Constituição de iniciativa de 27 Senadores, tendo por


objetivo transferir do Ministério Público para as Defensorias Públicas a função de defesa judicial
dos direitos e interesses das populações indígenas, é submetida à votação em dois turnos, no
Senado Federal, obtendo 52 e 47 votos em favor da aprovação, em primeiro e segundo turno,
respectivamente. Nessa situação, a referida proposta de emenda à Constituição foi rejeitada em
segundo turno de votação no Senado Federal, razão pela qual a matéria de que trata não poderá
ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. BL: art. 60, §§ 2º e 5º, CF/88.

OBS: 3/5 de 81 equivale a 49 senadores. No segundo turno foi rejeitada a matéria.

Subseção III
Das Leis

Art. 61. A INICIATIVA DAS LEIS complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou
Comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da
República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da República
e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição. (TJMG-2008)

§ 1º São de INICIATIVA PRIVATIVA do Presidente da República as leis que:

I - FIXEM ou MODIFIQUEM os efetivos das Forças Armadas; (TJMG-2007)

II - DISPONHAM sobre:

a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou


aumento de sua remuneração; (TJRR-2008) (TJPE-2013)

(Anal. Legisl.-Valinhos/SP-2017-VUNESP): Considerando que o modelo de processo legislativo


federal previsto na Constituição Federal de 1988 aplica-se aos Municípios, no que couber, é
134
correto afirmar que, no processo legislativo municipal, são de iniciativa privativa do Prefeito
Municipal as leis que disponham sobre criação de cargos, funções ou empregos públicos na
administração direta e autárquica do respectivo Município. BL: art. 61, §1º, II, “a”, CF.

OBS: Por simetria, as leis que disponham sobre criação de cargos, funções ou empregos públicos
na administração direta e autárquica do respectivo Município são de competência do Prefeito.

(TJSP-2011-VUNESP): A Câmara Legislativa de Canguçu do Norte edita lei, por sua iniciativa,
transformando cargos e funções de servidores públicos da Prefeitura Municipal que prestam,
eventualmente, serviço junto ao Poder Judiciário local. É correto afirmar que em se tratando de
servidores públicos do executivo municipal, é inadmissível tal conduta, vez que tal
transformação só pode ocorrer por meio de lei de iniciativa do executivo local. BL: art. 61, §1º,
II, “a”, CF.

OBS: Trata-se da aplicação do princípio da simetria ou paralelelismo constitucional, pelo qual


as constituições estaduais e as leis orgânicas dos municípios devem atender às diretrizes da
Constituição Federal. O Poder Legislativo pode dispor sobre organização, funcionamento,
criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços, conforme
estabelecido no art. 51, IV e no art. 52, XIII da CF/88. Mas isso diz respeito apenas aos serviços,
ou seja, os cargos, os empregos, os órgãos no âmbito do Poder Legislativo. Por outro lado a
Constituição Federal estabelece em seu art. 61, § 1º, II, alínea "a" que é de iniciativa privativa do
Presidente da República, portanto, do chefe do Poder Executivo, as leis que disponham sobre
criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica. Desta
forma, pelo princípio da simetria, apenas ao Chefe do Executivo municipal caberia a iniciativa
de tal lei.

(TJMG-2008): A Constituição da República discrimina as regras mediante as quais se desenvolve


o processo legislativo e que irão propiciar a formação dos atos normativos nela declinados (art.
59): É de iniciativa privativa do Presidente da República a lei que disponha sobre criação de
cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua
remuneração. BL: art. 61, §1º, II, “a”, CF.

b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços públicos e


pessoal da administração DOS TERRITÓRIOS; (TJSE-2008)

OBS: Vejamos os seguintes julgados do STF:


“Ação direta de inconstitucionalidade. Lei nº 7.616 , de 03/01/02, do Estado de
Mato Grosso. Prorrogação de prazo. - Improcede a alegação de que a lei estadual
ora atacada, por dizer respeito a matéria tributária, seria da iniciativa exclusiva
do Chefe do Poder Executivo Estadual pela aplicação aos Estados do disposto,
no tocante ao Presidente da República, no art. 61, § 1º, II, "b", da
Constituição, o qual seria aplicável aos Estados-membros. E improcede
porque esse dispositivo diz respeito apenas à iniciativa exclusiva do
Presidente da República no tocante às leis que versem matéria
tributária e orçamentária dos TERRITÓRIOS." (STF, Tribunal Pleno,
ADIMC nº 2.599/MT, rel. Min. Moreira Alves, pub. no DJ de
13.12.2002).

"Ação direta de inconstitucionalidade. Lei nº 553/00, do Estado do Amapá.


Concessão de benefícios tributários. Lei de iniciativa parlamentar. Ausência
de ofensa ao art. 61, § 1º, II, b, da Constituição Federal, pois as regras
insertas nesse dispositivo se referem tão somente a Territórios
Federais, não sendo de observância obrigatória por parte dos Estados-
membros. Precedentes: ADIns nºs 352/DF e 2.304/RS. O inciso II do art. 165
da Carta Magna, por aludir a normas relativas a diretrizes orçamentárias, não
135
se aplica a normas que dizem respeito a direito tributário, como o são aquelas
que concedem benefícios fiscais. Precedente: ADIn nº 724/RS. Medida liminar
indeferida." (STF, Tribunal Pleno, ADIMC nº 2.464/AP, Rel. Min. Ellen
Gracie, pub. no DJ de 28.06.2002, p.88)

c) servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico, provimento de cargos,


estabilidade e aposentadoria; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998) (M)

d) organização do Ministério Público e da Defensoria Pública da União, bem como normas gerais
para a organização do Ministério Público e da Defensoria Pública dos Estados, do Distrito Federal e dos
Territórios;

e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública, observado o disposto no


art. 84, VI; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001) (Procurador/IPSM-2018)

f) militares das Forças Armadas, seu regime jurídico, provimento de cargos, promoções,
estabilidade, remuneração, reforma e transferência para a reserva. (Incluída pela Emenda Constitucional
nº 18, de 1998)

(Anal. Judic.-STM-2018-CESPE): Situação hipotética: Por iniciativa de deputado federal,


tramitou e foi aprovado, no Congresso Nacional, projeto de lei que trata de regime jurídico dos
militares das Forças Armadas. Assertiva: Nessa situação, o projeto deverá ser vetado pelo
presidente da República, porque existe vício de constitucionalidade formal. BL: art. 61, §1º, II,
“f”, CF/88.

OBS: As leis que disponham sobre regime jurídico dos militares das Forças Armadas são de
iniciativa privativa do Presidente da República (art. 61, §1º, II, “f”, CF). Por isso, projeto de lei
que trate dessa matéria deve, sim, ser vetado pelo presidente da República, porque sofre de vício
de constitucionalidade formal.

§ 2º A INICIATIVA POPULAR PODE SER EXERCIDA pela apresentação à Câmara dos


Deputados de projeto de lei subscrito por, no mínimo, UM POR CENTO do eleitorado nacional,
DISTRIBUÍDO PELO MENOS POR CINCO ESTADOS, com NÃO MENOS DE TRÊS DÉCIMOS
POR CENTO dos eleitores de cada um deles. (TRF2-2017)

(TJSP-2011-VUNESP): Nossa ordem constitucional estabelece institutos de democracia


semidireta, dentre os quais, a iniciativa popular, exercida pela apresentação à Câmara dos
Deputados de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional,
distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores
de cada um deles. BL: art. 61, §2º, CF.

Art. 62. Em caso de RELEVÂNCIA e URGÊNCIA, o Presidente da República PODERÁ ADOTAR


medidas provisórias, com força de lei, DEVENDO SUBMETÊ-LAS de imediato ao Congresso
Nacional. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)

(TJSP-2013-VUNESP): As medidas provisórias, com força de lei, podem ser adotadas pelo
Presidente da República em caso de relevância e urgência. BL: art. 62, CF.

§ 1º É VEDADA a edição de medidas provisórias sobre matéria: (Incluído pela Emenda


Constitucional nº 32, de 2001)

I – relativa a: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)

136
a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direito eleitoral; (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 32, de 2001) (TJDFT-2008) (TJMG-2007) (DPSC- 2012) (MPMS-2013) (TJSP-
2014) (TRF2-2014) (DPPR-2014)

b) direito penal, processual penal e processual civil; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32,
de 2001) (TJDFT-2008) (TJRS-2009)

c) organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus


membros; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001) (TJSP-2014)

d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e suplementares,


RESSALVADO o previsto no art. 167, § 3º; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)

Art. 167. São vedados: (...)

§ 3º A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a despesas


imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade
pública, observado o disposto no art. 62.

(TJDFT-2008): Não podem ser objeto de Medida Provisória as matérias relativas à organização
do Poder Judiciário e do Ministério Público, à carreira e garantia de seus membros; planos
plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamentos e créditos adicionais e suplementares,
ressalvado o previsto no artigo 167, §3º, da CF. BL: art. 62, §1º, “c” e “d”, CF.

II – que VISE a detenção ou seqüestro de bens, de poupança popular ou qualquer outro ativo
financeiro; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)

III – RESERVADA a lei complementar; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
(TJMS-2008) (TJSP-2009)

(DPEMG-2009): Medida Provisória pode dispor sobre matéria tributária, exceto a que for
reservada à lei complementar. BL: art. 62, §1º, inciso III, c/c art. 62, §2º, CF.

(TJMG-2008): A medida provisória constitui espécie de ato normativo excepcional e tem


características estabelecidas no texto constitucional: É vedada a edição de medida provisória
sobre matéria reservada à lei complementar. BL: art. 62, §1º, inciso III, CF.

IV – JÁ DISCIPLINADA em PROJETO DE LEI aprovado pelo Congresso Nacional e pendente


de sanção ou veto do Presidente da República. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
(TJSP-2013)

(TJDFT-2008): Não podem ser objeto de Medida Provisória matéria que vise à detenção ou
seqüestro de bens de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro; matéria reservada a
Lei Complementar; matéria já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional
e pendente de sanção do Presidente da República. BL: art. 62, §1º, II a IV, CF.

§ 2º MEDIDA PROVISÓRIA que IMPLIQUE instituição ou majoração de impostos, exceto os


previstos nos arts. 153, I, II, IV, V, e 154, II, só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se
houver sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 32, de 2001) (TJPE-2013) (TJMA-2013)

(TCEMT-2011-FMP): O Presidente da República, em 23 de novembro de 2010, editou e publicou


medida provisória aumentando a alíquota do imposto de importação sobre determinado

137
produto. A medida provisória foi convertida em lei em 5 de março de 2011. O imposto majorado
pode ser exigido a partir de 23 de novembro de 2010. BL: art. 62, §2º, CF/88.

OBS: O imposto pode ser exigido a partir da DATA DE PUBLICAÇÃO DA "MP". O imposto
em questão (II) está inserido no âmbito das exceções aos princípios da legalidade e anterioridade
(anual e nonagesimal).

(TJRS-2009): Sobre medida provisória, assinale a assertiva correta: Aquela que aumentar
alíquota de imposto de renda e proventos de qualquer natureza só produzirá efeitos no exercício
financeiro seguinte se houver sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada.
BL: art. 62, §2º, CF/88 (tributário)

(TJMS-2008-FGV): Medida provisória que implique instituição ou majoração de impostos, como


regra, só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida em lei até
o último dia daquele em que foi editada. BL: art. 62, §2º, CF/88 (tributário)

OBS: É possível medida provisória, salvo se matéria tributária reservada à lei complementar.

OBS: a medida provisória não revoga lei que dispõe em sentido contrário. Apenas suspende-
lhe a eficácia.

§ 3º As medidas provisórias, ressalvado o disposto nos §§ 11 e 12 perderão eficácia, desde a edição,


se não forem convertidas em lei no prazo de sessenta dias, prorrogável, nos termos do § 7º, uma vez
por igual período, devendo o Congresso Nacional disciplinar, por decreto legislativo, as relações
jurídicas delas decorrentes. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001) (TJRS-2009)

OBS: O texto constitucional admite a aprovação de projeto de lei por decurso do tempo (art. 66,
§3º), mas não admite a aprovação de medida provisória, pois, se esta não for convertida em lei
no prazo de 60 dias (ou 120 dias, se tiver havido a aprovação), esta perderá sua eficácia.

§ 4º O prazo a que se refere o § 3º contar-se-á da publicação da medida provisória, suspendendo-se


durante os períodos de recesso do Congresso Nacional.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de
2001)

§ 5º A deliberação de cada uma das Casas do Congresso Nacional sobre o mérito das medidas
provisórias dependerá de juízo prévio sobre o atendimento de seus pressupostos constitucionais.
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001) (M)

OBS: A deliberação nunca ocorrerá em sessão conjunta.

§ 6º Se a medida provisória NÃO FOR APRECIADA em até quarenta e cinco dias contados de
sua publicação, ENTRARÁ EM REGIME DE URGÊNCIA, subseqüentemente, em cada uma das Casas
do Congresso Nacional, FICANDO SOBRESTADAS, até que se ultime a votação, todas as demais
deliberações legislativas da Casa em que estiver tramitando. (Incluído pela Emenda Constitucional nº
32, de 2001) (TJSP-2013) (PGEGO-2013) (TJRJ-2014)

§ 7º PRORROGAR-SE-Á uma única vez por igual período A VIGÊNCIA DE MEDIDA


PROVISÓRIA que, no prazo de sessenta dias, contado de sua publicação, não tiver a sua votação
encerrada nas duas Casas do Congresso Nacional. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
(TJMG-2008) (MPSC-2013)

(TJSP-2014-VUNESP): De acordo com a Constituição, assinale a opção correta a respeito da


Medida Provisória: A vigência da medida provisória pode ser prorrogada por uma única vez,
pelo prazo de 60 (sessenta) dias. BL: art. 62, §7º, CF.

138
§ 8º As medidas provisórias TERÃO sua votação iniciada na CÂMARA DOS DEPUTADOS.
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001) (TJRS-2009)

(TJSP-2013-VUNESP): As medidas provisórias terão sua votação iniciada na Câmara dos Deputados.
BL: art. 62, §8º, CF.

§ 9º Caberá à comissão mista de Deputados e Senadores examinar as medidas provisórias e sobre


elas emitir parecer, antes de serem apreciadas, EM SESSÃO SEPARADA, pelo plenário de cada uma
das Casas do Congresso Nacional. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)

OBS: esse dispositivo serviu de parâmetro para a declaração de inconstitucionalidade dos arts. 5.º,
caput, e 6º, caput, e §§ 1º e 2º da Res. n. 1/2002-CN, o qual permitia a emissão de parecer por meio de
relator nomeado, e não pela comissão mista.

§ 10. É VEDADA a REEDIÇÃO, na mesma sessão legislativa, de medida provisória que TENHA
SIDO REJEITADA ou que TENHA PERDIDO sua eficácia por decurso de prazo. (Incluído pela EC nº
32, de 2001) (TJMG-2008)

§ 11. Não editado o decreto legislativo a que se refere o § 3º até sessenta dias após a rejeição ou
perda de eficácia de medida provisória, as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados
durante sua vigência conservar-se-ão por ela regidas. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de
2001)

(TJRS-2009): A rejeição de medida provisória pelo Poder Legislativo não produz a automática
ineficácia das relações jurídicas constituídas sob sua égide. BL: art. 62, §11, CF.

OBS: Caso não sejam convertidas em lei no prazo estabelecido constitucionalmente, as medidas
provisórias perderão sua eficácia desde sua edição (ex tunc), devendo o Congresso Nacional
disciplinar por meio de DECRETO LEGISLATIVO no prazo de 60 DIAS contados da REJEIÇÃO
ou PERDA DA EFICÁCIA POR DECURSO DE PRAZO as relações jurídicas delas decorrentes.
Se o Congresso NÃO editar o DECRETO LEGISLATIVO no prazo de 60 DIAS as relações
jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados durante a vigência da medida provisória
permanecerão por ela regidas.

§ 12. Aprovado projeto de lei de conversão alterando o texto original da medida provisória, esta
manter-se-á integralmente em vigor até que seja sancionado ou vetado o projeto. (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 32, de 2001) (TJSC-2015)

Art. 63. NÃO SERÁ ADMITIDO AUMENTO DA DESPESA PREVISTA:

OBS: É admitido aumento de despesas por emenda parlamentar quando não seja em projeto de
lei relacionado nos incisos I e II do art. 63 da CF, pois a restrição alcança estes casos.

I - nos projetos de iniciativa exclusiva do Presidente da República, ressalvado o disposto no art.


166, § 3º e § 4º; (TJMG-2008)

II - nos projetos sobre organização dos serviços administrativos da Câmara dos Deputados, do
Senado Federal, dos Tribunais Federais e do Ministério Público.

Art. 64. A discussão e votação dos projetos de lei de iniciativa do PRESIDENTE DA REPÚBLICA,
do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL e dos TRIBUNAIS SUPERIORES TERÃO início NA CÂMARA
DOS DEPUTADOS. (TJRR-2008) (TJRS-2009) (MPSC-2016)

139
§ 1º O PRESIDENTE DA REPÚBLICA PODERÁ SOLICITAR URGÊNCIA para apreciação de
projetos de sua iniciativa. (Anal. Legisl.-Valinhos/SP-2017)

§ 2º Se, no caso do § 1º, a CÂMARA DOS DEPUTADOS e o SENADO FEDERAL NÃO SE


MANIFESTAREM sobre a proposição, cada qual sucessivamente, em até quarenta e cinco dias,
SOBRESTAR-SE-ÃO todas as demais deliberações legislativas da respectiva Casa, COM EXCEÇÃO
das que TENHAM prazo constitucional determinado, até que se ultime a votação. (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 32, de 2001)

(TJRR-2008-FCC): Projeto de lei ordinária de iniciativa do Presidente da República, visando à


criação de cargos e empregos públicos na administração direta e autárquica federal, tramita em
regime de urgência, em atendimento à solicitação do próprio Chefe do Poder Executivo federal.
Nessa hipótese, terão as Casas do Congresso Nacional o prazo de quarenta e cinco dias, cada
qual, para se manifestar sobre a proposição, sob pena de sobrestamento das demais deliberações
legislativas da Casa respectiva, exceto as que tenham prazo constitucional determinado, até o
fim da votação. BL: art. 64, §§1º e 2º, CF.

§ 3º A apreciação das emendas do Senado Federal pela Câmara dos Deputados far-se-á no prazo
de dez dias, observado quanto ao mais o disposto no parágrafo anterior.

§ 4º Os prazos do § 2º não correm nos períodos de recesso do Congresso Nacional, nem se aplicam
aos projetos de código. (M)

Art. 65. O projeto de lei aprovado por uma Casa será revisto pela outra, em um só turno de
discussão e votação, e enviado à sanção ou promulgação, se a Casa revisora o aprovar, ou arquivado,
se o rejeitar. (TJRJ-2014) (Analista Legislativo-Valinhos/SP-2017)

Parágrafo único. Sendo o projeto emendado, voltará à Casa iniciadora. (M)

A denominada “EMENDA DE REDAÇÃO” pode existir na Casa revisora, mas desde que não
signifique substancial modificação do texto aprovado na Casa iniciadora. Se isso ocorrer, terá
de voltar para a análise da outra Casa

Art. 66. A Casa na qual tenha sido concluída a votação enviará o projeto de lei ao Presidente da
República, que, aquiescendo, o sancionará.

(TJSC-2015-FCC): A medida provisória que, no processo de conversão em lei, for aprovada pelo
Congresso Nacional sem alterações, não cabe ser submetida à sanção ou veto do Presidente da
República, diferentemente do que ocorre com os projetos de lei de iniciativa do Presidente da
República aprovados, sem modificações, pelo Congresso Nacional. BL: art. 62, §12 e art. 66 da
CF/88.

§ 1º - Se o Presidente da República considerar o projeto, no todo ou em parte,


INCONSTITUCIONAL ou CONTRÁRIO AO INTERESSE PÚBLICO, VETÁ-LO-Á total ou
parcialmente, no prazo de quinze dias úteis, contados da data do recebimento, e comunicará, dentro de
quarenta e oito horas, ao Presidente do Senado Federal os motivos do veto. (TCEMG-2018) (Anal.
Legisl.-Valinhos/SP-2017)

(Anal. Legislativo/Câm. Deputados-2014-CESPE): O fato de um projeto de lei ser aprovado e,


após seu encaminhamento para sanção do presidente da República, sofrer veto presidencial com
fundamento na inconstitucionalidade do ato objeto de deliberação comprova a existência, no
ordenamento legislativo brasileiro, de controle preventivo de constitucionalidade, ao lado do
consagrado sistema jurisdicional, normalmente de caráter repressivo. BL: art. 66, §1º, CF.

140
§ 2º O VETO PARCIAL SOMENTE ABRANGERÁ texto integral de artigo, de parágrafo, de
inciso ou de alínea. (TCEMG-2018)

(TJPB-2011-CESPE): Considerando a disciplina constitucional do Congresso Nacional e do


processo legislativo, assinale a opção correta: O veto que o presidente da República apõe a
projeto de lei pode ser total ou parcial, devendo, neste caso, abranger texto integral de artigo, de
parágrafo, de inciso ou de alínea. BL: art. 66, §§1º e 2º, CF.

§ 3º DECORRIDO o prazo de quinze dias, o silêncio do Presidente da República IMPORTARÁ


SANÇÃO [sanção tácita]. (TJMG-2008) (TJSE-2008)

OBS: A sanção tácita da lei não supre o vício formal por falta de iniciativa do Chefe do Poder
Executivo. Precedentes citados: Rp 890-GB (RTJ 69/625); ADInMC 1.070-MS (DJU de 15.995);
ADInMC 1.963-PR (DJU de 7.5.99).

§ 4º O VETO SERÁ APRECIADO EM SESSÃO CONJUNTA, dentro de trinta dias A CONTAR


de seu recebimento, SÓ PODENDO SER REJEITADO pelo VOTO DA MAIORIA ABSOLUTA dos
Deputados e Senadores. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 76, de 2013) (TJRJ-2016)

§ 5º Se o veto não for mantido, será o projeto enviado, para promulgação, ao Presidente da
República.

§ 6º Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no § 4º, o veto será colocado na ordem do dia
da sessão imediata, sobrestadas as demais proposições, até sua votação final. (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 32, de 2001)

(TCEMG-2018): A respeito do veto a projeto de lei, é correto afirmar: Se o veto não for apreciado
no prazo de trinta dias, a contar de seu recebimento, ocorrerá o sobrestamento das demais
proposições, até a votação final do veto. BL: art. 66, §4º e 6º da CF/88.

§ 7º Se a lei não for promulgada dentro de quarenta e oito horas pelo Presidente da República, nos
casos dos § 3º e § 5º, o Presidente do Senado a promulgará, e, se este não o fizer em igual prazo, caberá
ao Vice-Presidente do Senado fazê-lo. (M)

Art. 67. A matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá constituir objeto de novo
projeto, NA MESMA SESSÃO LEGISLATIVA, mediante proposta da maioria absoluta dos membros
de qualquer das Casas do Congresso Nacional. (Analista Legislativo-Valinhos/SP-2017)

Art. 68. As LEIS DELEGADAS SERÃO ELABORADAS pelo Presidente da República, que
DEVERÁ SOLICITAR a delegação ao Congresso Nacional. (TJMS-2010)

OBS: Leis Delegadas – Elaboradas pelo Presidente da República em virtude de autorização do


Poder Legislativo, devem ser aprovadas por maioria simples ou relativa (não absoluta), mesmo
porque elas nem podem ter como objeto matéria reservada à lei complementar (que exigiria
aprovação por maioria absoluta), conforme arts. 68 e 69, CF.

§ 1º NÃO SERÃO OBJETO DE DELEGAÇÃO os atos de competência exclusiva DO


CONGRESSO NACIONAL, os de competência privativa DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ou DO
SENADO FEDERAL, a matéria reservada à LEI COMPLEMENTAR, nem a legislação sobre: (TJAP-
2008)

I - organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus membros;

II - nacionalidade, cidadania, direitos individuais, políticos e eleitorais;


141
III - planos plurianuais, diretrizes orçamentárias e orçamentos. (TJMG-2005) (TJAP-2008) (TJPE-
2013)

OBS: Vejamos o teor do art. 48, inciso II da CF: “Art. 48. Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção
do Presidente da República, não exigida esta para o especificado nos arts. 49, 51 e 52, dispor sobre todas as
matérias de competência da União, especialmente sobre:(...) II - plano plurianual, diretrizes orçamentárias,
orçamento anual, operações de crédito, dívida pública e emissões de curso forçado; (...)”.

§ 2º A delegação ao Presidente da República TERÁ a forma de RESOLUÇÃO DO CONGRESSO


NACIONAL, que ESPECIFICARÁ seu conteúdo e os termos de seu exercício. (TJDFT-2007)

OBS: O controle exercido pelo CN sobre a lei delegada opera efeito ex nunc, ou seja, não
retroativo, mediante sustação do ato normativo que exorbite dos limites da delegação legislativa.

§ 3º Se a resolução determinar a apreciação do projeto pelo Congresso Nacional, este a fará em


votação única, vedada qualquer emenda.

(MPPR-2017): A Constituição Federal de 1988 admite casos de delegação de atos normativos.


BL: art. 68, CF.

Art. 69. As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta. (M)

Seção IX
DA FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL, FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA

Art. 70. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das
entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade,
aplicação das subvenções e renúncia de receitas, SERÁ EXERCIDA pelo Congresso Nacional, mediante
controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder. (TJRS-2016)

Parágrafo único. PRESTARÁ CONTAS qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada,
que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a
União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária. (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (Auditor Fisc. Munic.-Cuiabá/MT-2016)

(Agente da Polícia/DFT-2013-CESPE): Membros da direção de entidades privadas que prestem


serviços sociais autônomos, a exemplo do Serviço Social da Indústria (SESI), estão sujeitos a
prestar contas ao Tribunal de Contas da União (TCU), haja vista receberem recursos públicos
provenientes de contribuições parafiscais. BL: art. 70, § único da CF e art. 183 do Dec-Lei 200/67
(administrativo)

OBS: Está correta a assertiva, pois a parafiscalidade é a delegação da capacidade tributária, ou


seja, da aptidão para cobrar tributos (cuidado, não é para criá-los). Assim, essas entidades
privadas que prestam serviços sociais autônomos podem receber recursos dessa cobrança, o que
consequentemente as levará a prestar contas ao TCU. Ainda, de acordo com o que foi definido
pelo Tribunal de Contas nos autos do Acórdão 2314/2004, da Primeira Câmara: “o TCU tem
decidido que o chamado ‘Sistema S’ não integra a Administração Pública. É pacífica, contudo,
a posição do Tribunal de que há sujeição dos componentes do ‘Sistema S’ à fiscalização do
Tribunal, como decorrência do caráter público dos recursos colocados à sua disposição.”
(Marcos Bemquerer Costa – Relator).

Art. 71. O CONTROLE EXTERNO, a cargo DO CONGRESSO NACIONAL, SERÁ EXERCIDO


com o auxílio DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO, ao qual COMPETE: (TJPE-2013) (TJRS-2016)
(TJMG-2018)
142
OBS: Em simetria ao que dispõe o art. 71 da CF/88, o Tribunal de Contas é órgão auxiliar do
Poder Legislativo, e não órgão componente do Poder Judiciário. Ademais, não necessariamente,
competirá ao Tribunal de Contas do Estado a fiscalização patrimonial e orçamentária dos
municípios do Estado. Isso porque é possível que o município possua Tribunal de Contas
próprio (anterior à CF/88), caso em que este desempenhará as funções fiscalizatórias. (TJMG-
2018)

OBS: Os Tribunais de Contas são órgãos previstos na Constituição Federal com a finalidade de
auxiliar o Poder Legislativo no exercício do controle externo da Administração. Tais cortes
especializadas não integram a estrutura administrativa do Parlamento nem com ele mantém
qualquer relação hierárquica. (Fonte: Ricardo Alexandre, Esquematizado, 2015) – (TJRS-2016)

(Assist. Administrativo/MPBA-2017-FGV): A Constituição da República de 1988, por um lado,


assegurou ao Ministério Público autonomia funcional e administrativa e, por outro, estabeleceu
um conjunto de instrumentos definidos no ordenamento jurídico para sua fiscalização. Em
matéria de controle da Administração Pública, o Ministério Público está sujeito ao controle
externo, pelo Poder Legislativo, com o auxílio do Tribunal de Contas. BL: art. 71, CF.
(administrativo)

(MPSC-2014): O Tribunal de Contas é órgão provido de autonomia constitucional, exerce função


auxiliar do Poder Legislativo e sua atuação fiscalizatória integra o chamado controle externo da
Administração Pública. BL; art. 71 da CF (administrativo)

(TRF4-2009): O Tribunal de Contas da União não tem personalidade jurídica.

OBS: "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO; NÃO TEM PERSONALIDADE JURÍDICA, E O


SEU PROCURADOR NÃO É REPRESENTANTE DA UNIÃO FORA DA ESTRITA ÓRBITA DE
ATIVIDADE FUNCIONAL DO TRIBUNAL". (STF - RE: 23322 DF , Relator: Min. NELSON
HUNGRIA, Data de Julgamento: 01/01/1970, PRIMEIRA TURMA).

OBS: As Cortes de Contas não têm personalidade jurídica, contudo têm, necessariamente,
capacidade processual, para estarem em juízo em seu próprio nome, quando na defesa de suas
prerrogativas funcionais e direito próprios inerentes à instituição, porque se a Corte de Contas
possui deveres e direitos subjetivos há de ter meios judiciais e capacidade processual para
defendê-los. O que se recusa às Cortes de Contas é a personalidade jurídica, esta sim, pertencente
ao Estado na forma do art. 41, II, do Código Civil Brasileiro.

I - APRECIAR as contas prestadas anualmente PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, mediante


parecer prévio que DEVERÁ SER ELABORADO em sessenta dias a contar de seu recebimento; (TJPE-
2013) (TJRS-2016)

(TRF2-2013-CESPE): No Brasil, o órgão que tem competência exclusiva para julgar anualmente
as contas prestadas pelo presidente da República é o Congresso Nacional. BL: art. 49, IX c/c art.
71, I, CF.

OBS: Vejamos o seguinte resumo:


 Quem julga as contas do Presidente da República é o Congresso Nacional;
 Quem as aprecia é o TCU;
 Quem as examina e emite parecer sobre elas é a Comissão mista permanente de
deputados e senadores (Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização).

(TJSP-2009-VUNESP): O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o


auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete apreciar as contas prestadas

143
anualmente pelo Presidente da República, mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em
60 (sessenta) dias a contar de seu recebimento. BL: art. 49, IX c/c art. 71, I, CF.

OBS: Vejamos o art. 49, IX, CF: “Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: IX:
JULGAR anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República (...)”.

(TJMG-2006): No exercício do controle externo, envolvendo a fiscalização contábil, financeira,


orçamentária e operacional da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto
à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, cabe
ao Tribunal de Contas da União: apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da
República, mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar de seu
recebimento. BL: art. 71, I, CF.

II - JULGAR as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores
públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas
pelo Poder Público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra
irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público;

##Questiona-se: O TCU tem competência para fiscalizar o Banco do Brasil? SIM. O Banco do
Brasil integra a Administração Pública federal indireta e, portanto, está sujeito à fiscalização do
TCU, nos termos do art. 71, II, da CF/88:
Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será
exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual
compete:
(...)
II - julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por
dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta,
incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder
Público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio
ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público;

##Questiona-se: O TCU tem competência para fiscalizar a Fundação Banco do Brasil? Em


regra, não deveria ter. Isso porque como se trata de uma fundação de caráter privado, em regra,
ela não está sujeita à fiscalização do TCU nem se submete aos princípios e à legislação aplicáveis
à Administração Pública. Como fundação de direito privado, a FBB está, em regra, submetida
apenas à fiscalização do Ministério Público estadual, nos termos do art. 66 do Código Civil:
Art. 66. Velará pelas fundações o Ministério Público do Estado onde
situadas.

##Questiona-se: Quando a FBB for transferir dinheiro para alguma entidade social, de pesquisa
etc., precisará observar os princípios que regem a Administração Pública (ex: a Lei nº 8.666/93)?
Essa transferência está sujeita à fiscalização do TCU? Depende. É necessário analisar a
natureza jurídica do recurso transferido pela FBB (se são recursos públicos ou eminentemente
privados) para que se possa aferir, com exatidão, a necessidade de submissão aos princípios
norteadores da gestão pública, consequentemente, ao crivo do controle externo. A situação é,
portanto, a seguinte:
 se os recursos que a FBB estiver transferindo para terceiros forem provenientes do
Banco do Brasil ou de alguma outra entidade do poder público (o BB transferiu esses
recursos para a FBB e agora a FBB está repassando para terceiros): haverá fiscalização
do TCU. Isso porque, neste caso, tais recursos, como são provenientes do BB, têm caráter
público.
 se os valores que a FBB estiver transferindo forem “recursos próprios” (excluídas as
dotações que recebe do Banco do Brasil): não haverá fiscalização do TCU porque a FBB
não é uma entidade da Administração Pública. Logo, se são recursos eminentemente
seus (recursos próprios), a verba é privada.
144
##Questiona-se: A FBB não poderia ser considerada como uma fundação instituída e mantida
“pelo Poder Público federal”, atraindo sempre a fiscalização do TCU com base no art. 71, II, da
CF/88? NÃO. Isso porque o STF entende que o Banco do Brasil, apesar de integrar a
Administração Pública federal, não pode ser considerado como “poder público”:
O Banco do Brasil, entidade da Administração Indireta dotada de
personalidade jurídica de direito privado, voltada à exploração de
atividade econômica em sentido estrito, não pode ser concebida como
poder público. STF. Plenário. MS 24427, Rel. Min. Eros Grau, DJ
24/11/06.

Logo, a FBB consiste em entidade privada não instituída pelo poder público.

##EM SUMA: Vejamos o que dispõe o julgado veiculado no Info 897 do STF:
Não compete ao TCU adotar procedimento de fiscalização que
alcance a Fundação Banco do Brasil quanto aos recursos próprios, de
natureza eminentemente privada, repassados por aquela entidade a
terceiros, eis que a FBB não integra o rol de entidades obrigadas a
prestar contas àquela Corte de Contas, nos termos do art. 71, II, da CF.
A FBB é uma pessoa jurídica de direito privado não integrante da
Administração Pública. Assim, a FBB não necessita se submeter aos
ditames da gestão pública quando repassar recursos próprios a
terceiros por meio de convênios.
Por outro lado, quando a FBB recebe recursos provenientes do Banco
do Brasil — sociedade de economia mista que sofre a incidência dos
princípios da Administração Pública previstos no art. 37, caput, da
Constituição Federal, — ficará sujeita à fiscalização do TCU. Isso
porque, neste caso, tais recursos, como são provenientes do BB, têm
caráter público.
STF. 2ª Turma. MS 32703/DF, Rel. Min. Dias Tóffoli, j. 10/4/18 (Info
897).

(TJAM-2016-CESPE): O TCU é competente para julgar as contas dos administradores e demais


responsáveis por valores públicos da administração direta e indireta, tendo eficácia de título
executivo as decisões desse tribunal das quais resulte imputação de débito ou multa. BL: art. 71,
II, CF/88.

III - APRECIAR, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer
título, na administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder
Público, EXCETUADAS as nomeações para cargo de provimento em comissão, bem como a das
concessões de aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias posteriores que não
alterem o fundamento legal do ato concessório; (TJSE-2008) (TJRS-2016) (MPRS-2016)

IV - REALIZAR, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, de


Comissão técnica ou de inquérito, inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária,
operacional e patrimonial, nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário,
e demais entidades referidas no inciso II; (TJMG-2006)

V - fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de cujo capital social a União
participe, de forma direta ou indireta, nos termos do tratado constitutivo;

VI - FISCALIZAR a aplicação de quaisquer recursos REPASSADOS pela União mediante


convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao Distrito Federal ou a
Município; (TJSE-2008) (TJRS-2016)

145
VII - prestar as informações solicitadas pelo Congresso Nacional, por qualquer de suas Casas, ou
por qualquer das respectivas Comissões, sobre a fiscalização contábil, financeira, orçamentária,
operacional e patrimonial e sobre resultados de auditorias e inspeções realizadas;

VIII - APLICAR aos responsáveis, em caso de ILEGALIDADE DE DESPESA ou


IRREGULARIDADE DE CONTAS, as sanções previstas em lei, que ESTABELECERÁ, entre outras
cominações, multa proporcional ao dano causado ao erário; (TJMG-2006) (TJRS-2016)

IX - assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao exato
cumprimento da lei, se verificada ilegalidade;

X - SUSTAR, se não atendido, A EXECUÇÃO DO ATO IMPUGNADO, comunicando a decisão


à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal; (TJMG-2006) (TJSP-2009) (TJRS-2016)

XI - representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados.

§ 1º No caso de contrato, o ato de sustação será adotado diretamente pelo Congresso Nacional, que
solicitará, de imediato, ao Poder Executivo as medidas cabíveis.

§ 2º Se o Congresso Nacional ou o Poder Executivo, no prazo de noventa dias, não efetivar as


medidas previstas no parágrafo anterior, o Tribunal decidirá a respeito.

§ 3º As decisões do Tribunal de que RESULTE IMPUTAÇÃO DE DÉBITO ou MULTA TERÃO


eficácia de título executivo. (TJSE-2008) (MPRS-2016)

OBS: As decisões do Tribunal de Contas que imputam de débitos ou aplicação de multas tem
natureza de título executivo extrajudicial. Outrossim, importante ressaltar, conforme decisão do
STF a seguir, quem terá competência para executar o referido título executivo o ente da federação
beneficiado. Sendo a União, será ela quem ajuizará a demanda executiva, da mesma forma que
em relação aos Municípios e Estados. Vejamos:
“Tribunal de Contas do Estado do Acre. Irregularidades no uso de bens
públicos. Condenação patrimonial. Cobrança. Competência. Ente público
beneficiário da condenação. Em caso de multa imposta por Tribunal de
Contas estadual a responsáveis por irregularidades no uso de bens
públicos, a ação de cobrança somente pode ser proposta pelo ente
público beneficiário da condenação do Tribunal de Contas. Precedente.”
(RE 510.034-AgR, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 24-6-2008, Segunda
Turma, DJE de 15-8-2008.) No mesmo sentido: AI 826.676-AgR, Rel. Min.
Gilmar Mendes, julgamento em 8-2-2011, Segunda Turma, DJE de 24-2-2011.

§ 4º O Tribunal encaminhará ao Congresso Nacional, trimestral e anualmente, relatório de suas


atividades.

Art. 72. A COMISSÃO MISTA PERMANENTE a que se refere o art. 166, §1º, diante de indícios
de despesas não autorizadas, ainda que sob a forma de investimentos não programados ou de subsídios
não aprovados, PODERÁ SOLICITAR à autoridade governamental responsável que, no prazo de cinco
dias, PRESTE os esclarecimentos necessários. (TJSP-2011)

Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao


orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso
Nacional, na forma do regimento comum.

§ 1º Caberá a uma Comissão mista permanente de Senadores e Deputados:

146
I - examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos neste artigo e sobre as contas
apresentadas anualmente pelo Presidente da República;

II - examinar e emitir parecer sobre os planos e programas nacionais, regionais e setoriais


previstos nesta Constituição e exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária, sem
prejuízo da atuação das demais comissões do Congresso Nacional e de suas Casas, criadas de
acordo com o art. 58.

OBS: As comissões mistas podem ser também permanentes, a teor do art. 72 da CF.

§ 1º Não prestados os esclarecimentos, ou considerados estes insuficientes, a Comissão solicitará ao


Tribunal pronunciamento conclusivo sobre a matéria, no prazo de trinta dias.

§ 2º Entendendo o Tribunal irregular a despesa, a Comissão, se julgar que o gasto possa causar dano
irreparável ou grave lesão à economia pública, proporá ao Congresso Nacional sua sustação.

Art. 73. O Tribunal de Contas da União, integrado por nove Ministros, tem sede no Distrito Federal,
quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo o território nacional, exercendo, no que couber, as
atribuições previstas no art. 96.

##ATENÇÃO#STF## É inconstitucional lei estadual, de origem (iniciativa) parlamentar, que


discipline a organização e o funcionamento do Tribunal de Contas estadual (TCE). Isso porque
os Tribunais de Contas possuem reserva de iniciativa (competência privativa) para apresentar
os projetos de lei que tenham por objetivo tratar sobre a sua organização ou o seu funcionamento
(art. 96, II c/c arts. 73 e 75 da CF/88). Os Tribunais de Contas, conforme reconhecido pela CF/88
e pelo STF, gozam das prerrogativas da autonomia e do autogoverno, o que inclui,
essencialmente, a iniciativa privativa para instaurar processo legislativo que pretenda alterar sua
organização e funcionamento. STF. Plenário. ADI 4643/RJ, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em
15/5/2019 (Info 940).

Esse mesmo raciocínio acima explicado vale para uma emenda constitucional? Se os Deputados
Estaduais tivessem apresentado uma proposta de emenda constitucional tratando sobre a
organização e o funcionamento do TCE e esta proposição fosse aprovada, ela também seria
inconstitucional?
SIM. No modelo federativo a autonomia dos Estados não é plena, uma vez balizada pela
Constituição
Federal. Assim, o poder constituinte reformador nos Estados não ostenta a mesma amplitude do
poder constituinte reformador da Constituição Federal. Desse modo, as regras de reserva de
iniciativa previstas na Constituição Federal não podem ser burladas pelo poder constituinte
reformador dos Estados. Em virtude disso, não é possível que uma emenda à Constituição
Estadual, de iniciativa parlamentar, trate sobre os assuntos previstos no art. 96, II, da CF/88.

##ATENÇÃO#STF## Os Tribunais de Contas possuem reserva de iniciativa (competência


privativa) para deflagrar o processo legislativo que tenha por objeto alterar a sua organização
ou o seu funcionamento (art. 96, II c/c arts. 73 e 75 da CF/88). Trata-se de uma prerrogativa que
decorre da independência e autonomia asseguradas às Cortes de Contas. Assim, é
inconstitucional lei estadual ou mesmo emenda à Constituição do Estado, de iniciativa
parlamentar, que trate sobre organização ou funcionamento do TCE. A promulgação de emenda
à Constituição Estadual não constitui meio apto para contornar (burlar) a cláusula de iniciativa
reservada. STF. Plenário. ADI 5323/RN, Rel. Min. Rosa Weber, julgado em 11/4/2019 (Info 937).

147
§ 1º Os MINISTROS DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO SERÃO NOMEADOS dentre
brasileiros que satisfaçam os seguintes requisitos: (Anal. Legisl.-Câm. Deputados-2014)

I - mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade; (M)

II - idoneidade moral e reputação ilibada; (M)

III - notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de administração


pública; (M)

IV - mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exija os
conhecimentos mencionados no inciso anterior.

(MPSC-2014): Os Ministros do Tribunal de Contas da União serão nomeados dentre brasileiros


que satisfaçam os seguintes requisitos: a) mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos
de idade; b) idoneidade moral e reputação ilibada: c) notórios conhecimentos jurídicos,
contábeis, econômicos e financeiros ou de administração pública; d) mais de dez anos de
exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exija os conhecimentos mencionados
no item anterior. BL: art. 73, §1º da CF/88.

§ 2º Os Ministros do Tribunal de Contas da União serão escolhidos:

I - um terço [três] pelo Presidente da República, com aprovação do Senado Federal, sendo dois
alternadamente dentre auditores e membros do Ministério Público junto ao Tribunal, indicados em lista
tríplice pelo Tribunal, segundo os critérios de antiguidade e merecimento;

II – dois [seis] terços pelo Congresso Nacional.

§ 3° Os Ministros do Tribunal de Contas da União terão as mesmas garantias, prerrogativas,


impedimentos, vencimentos e vantagens dos Ministros do Superior Tribunal de Justiça, aplicando-se-
lhes, quanto à aposentadoria e pensão, as normas constantes do art. 40. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 20, de 1998) (M)

§ 4º O auditor, quando em substituição a Ministro, terá as mesmas garantias e impedimentos do


titular e, quando no exercício das demais atribuições da judicatura, as de juiz de Tribunal Regional
Federal.

(MPSC-2014): Os Ministros do Tribunal de Contas da União serão escolhidos: a) 1/3 (um terço)
pelo Presidente da República, com aprovação do Senado Federal, sendo 2 (dois) alternadamente
dentre auditores e membros do Ministério Público junto ao Tribunal, indicados em lista tríplice
pelo Tribunal, segundo os critérios de antiguidade e merecimento; b) 2/3 (dois terços) pelo
Congresso Nacional. O auditor, quando em substituição a Ministro, terá as mesmas garantias e
impedimentos do titular e, quando no exercício das demais atribuições da judicatura, as de juiz
de Tribunal Regional Federal. BL: art. 73, §2º, I e II e §4º da CF/88.

Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário MANTERÃO, de forma integrada,


SISTEMA DE CONTROLE INTERNO com a finalidade de:

I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos programas de
governo e dos orçamentos da União;

II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da gestão


orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal, bem como da
aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado;
148
III - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres
da União;

IV - APOIAR O CONTROLE EXTERNO no exercício de sua missão institucional.

(TJRS-2016): Acerca do controle externo e interno da Administração Pública, assinale a


alternativa correta: Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada,
sistema de controle interno, com a finalidade de, entre outras, apoiar o controle externo no
exercício da sua missão institucional. BL: art. 74, IV, CF/88.

§ 1º Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer


irregularidade ou ilegalidade, dela DARÃO CIÊNCIA ao Tribunal de Contas da União, sob pena de
responsabilidade solidária.

(Analista/DPEAM-2018-FCC): Pedro, diretor da área responsável pelo controle interno da


Administração direta e autárquica de determinado Estado, teve conhecimento, em auditoria
realizada em entidade autárquica da área de apoio à pesquisa universitária, de desvios de
recursos públicos praticados por gestores responsáveis por indicar projetos contemplados com
verbas de programa gerenciado naquele âmbito. Considerando o escopo da atividade de
controle interno e as disposições constitucionais que disciplinam o tema, Pedro deverá dar
ciência da irregularidade ao Tribunal de Contas do Estado, sob pena de responsabilidade
solidária. BL: art. 74, §1ºda CF/88.

§ 2º Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para, na forma da
lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da União.

(TJDFT-2007): Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para,
na forma da lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da
União. BL: art. 74, §2ºda CF/88.

Art. 75. As normas estabelecidas nesta seção aplicam-se, no que couber, à organização,
composição e fiscalização dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, bem como dos
Tribunais e Conselhos de Contas dos Municípios. (MPRS-2016)

(TJSP-2014-VUNESP): O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo funciona como órgão


auxiliar da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, ou seja, do Poder Legislativo
estadual. BL: arts. 71 e 75, CF e art. 33 da Constituição Estadual de São Paulo.

OBS: Quanto ao controle exercido pelos Tribunais de Contas, há que se observar os ditames dos
artigos 70 e seguintes da CF/88. Isto porque, apesar de serem normas dirigidas ao Tribunal de
Contas da União, o art. 75 é expresso ao determinar que suas disposições sejam aplicadas,
também, no que couber, à organização, composição e fiscalização dos Tribunais de Contas dos
Estados e do Distrito Federal, bem como dos Tribunais e Conselhos de Contas dos Municípios.
Incide, aqui, o denominado princípio da simetria constitucional. Firmada esta premissa, se o
TCU auxilia o Congresso Nacional na tarefa de exercer controle externo ali versado, é de se
concluir, por simetria, que o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo atua em auxílio ao
respectivo Parlamento estadual, ou seja, à Assembleia Legislativa de São Paulo. Destaque, por
fim, o teor do art. 33 da Constituição Estadual de São Paulo: “Artigo 33 - O controle externo, a cargo
da Assembleia Legislativa, será exercido com auxílio do Tribunal de Contas do Estado, ao qual compete”.

##ATENÇÃO#STF## É inconstitucional lei estadual ou emenda à Constituição do Estado, de


iniciativa parlamentar, que trate sobre organização ou funcionamento do TCE. Os Tribunais de
149
Contas possuem reserva de iniciativa (competência privativa) para deflagrar o processo
legislativo que tenha por objeto alterar a sua organização ou o seu funcionamento (art. 96, II c/c
arts. 73 e 75 da CF/88). Trata-se de uma prerrogativa que decorre da independência e autonomia
asseguradas às Cortes de Contas. Assim, é inconstitucional lei estadual ou mesmo emenda à
Constituição do Estado, de iniciativa parlamentar, que trate sobre organização ou
funcionamento do TCE. A promulgação de emenda à Constituição Estadual não constitui meio
apto para contornar (burlar) a cláusula de iniciativa reservada. STF. Plenário. ADI 5323/RN, Rel.
Min. Rosa Weber, julgado em 11/4/2019 (Info 937). INCOSNTITUCIONALIDADE FORMAL

##ATENÇÃO#STF## É inconstitucional norma da Constituição Estadual que preveja regra


sobre a organização ou funcionamento do TCE de forma diferente do modelo federal. O art. 75
da CF/88 estabelece que deverá haver um “espelhamento obrigatório” do modelo de controle
externo do TCU previsto na CF/88 para os Tribunais de Contas dos Estados/DF e para os
Tribunais e Conselhos de Contas dos Municípios. Isso significa que é materialmente
inconstitucional norma da Constituição Estadual que trate sobre a organização ou
funcionamento do TCE de forma diferente do modelo federal. Caso isso ocorra, haverá uma
violação ao art. 75 da Carta Maior. Diante disso, é inconstitucional dispositivo da CE que preveja
que, se o TCE reconhecer a boa-fé do infrator e se este fizer a liquidação tempestiva do débito ou
da multa, a Corte deverá considerar saneado o processo. Esta regra é inconstitucional porque
não há previsão semelhante na CF/88. STF. Plenário. ADI 5323/RN, Rel. Min. Rosa Weber,
julgado em 11/4/2019 (Info 937). INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL

Parágrafo único. As CONSTITUIÇÕES ESTADUAIS DISPORÃO sobre os Tribunais de Contas


respectivos, que SERÃO INTEGRADOS POR SETE CONSELHEIROS. (TJRS-2016)

CAPÍTULO II
DO PODER EXECUTIVO

Seção I
DO PRESIDENTE E DO VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Art. 76. O Poder Executivo é exercido pelo Presidente da República, auxiliado pelos Ministros de
Estado.

Art. 77. A eleição do Presidente e do Vice-Presidente da República realizar-se-á, simultaneamente,


no primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no último domingo de outubro, em segundo
turno, se houver, do ano anterior ao do término do mandato presidencial vigente. (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 16, de 1997)

§ 1º A eleição do Presidente da República importará a do Vice-Presidente com ele registrado.

§ 2º Será considerado eleito Presidente o candidato que, registrado por partido político, obtiver a
maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos.

§ 3º Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação, far-se-á nova eleição em
até vinte dias após a proclamação do resultado, concorrendo os dois candidatos mais votados e
considerando-se eleito aquele que obtiver a maioria dos votos válidos.

§ 4º Se, antes de realizado o segundo turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento legal de
candidato, convocar-se-á, dentre os remanescentes, o de maior votação.

§ 5º Se, na hipótese dos parágrafos anteriores, remanescer, em segundo lugar, mais de um


candidato com a mesma votação, QUALIFICAR-SE-Á o mais idoso.

150
(Investig. Polícia/PCBA-2018-VUNESP): Suponha que, nas Eleições de 2018, candidataram-se
ao cargo de Presidente da República X, Y e Z, respectivamente com 40 (quarenta), 45 (quarenta
e cinco) e 50 (cinquenta) anos. Nesse caso, é correto afirmar que se, por exemplo, o candidato X
tiver obtido a maior votação, mas desistido do cargo antes do segundo turno, e os candidatos Y
e Z obtiveram a mesma votação, será qualificado como Presidente o candidato Z.. BL: art. 77,
§5º, CF.

Art. 78. O Presidente e o Vice-Presidente da República tomarão posse em sessão do Congresso


Nacional, prestando o compromisso de manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis,
promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil.
(M)

Parágrafo único. Se, decorridos dez dias da data fixada para a posse, o Presidente ou o Vice-
Presidente, salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo, este será declarado vago. (M)

Art. 79. Substituirá o Presidente, no caso de impedimento, e suceder- lhe-á, no de vaga, o Vice-
Presidente.

Parágrafo único. O Vice-Presidente da República, além de outras atribuições que lhe forem
conferidas por lei complementar, auxiliará o Presidente, sempre que por ele convocado para missões
especiais.

Art. 80. Em caso de IMPEDIMENTO do Presidente e do Vice-Presidente, ou VACÂNCIA DOS


RESPECTIVOS CARGOS, SERÃO sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o Presidente
da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal. (PFN-2012)

OBS: Vejamos o julgado veiculado no Info 850 do STF acerca da situação da situação em que o
réu em processo criminal não pode assumir, como substituto, o cargo de Presidente da
República:
Os substitutos eventuais do Presidente da República a que se refere
o art. 80 da CF/88, caso ostentem a posição de réus criminais perante
o STF, ficarão impossibilitados de exercer o ofício de Presidente da
República. No entanto, mesmo sendo réus, podem continuar na
chefia do Poder por eles titularizados.
Ex: o Presidente do Senado Renan Calheiros tornou-se réu em um
processo criminal; logo, ele não poderá assumir a Presidência da
República na forma do art. 80 da CF/88; porém, ele pode continuar
normalmente como Presidente do Senado, não precisando ser
afastado deste cargo.
STF. Plenário. ADPF 402 MC-REF/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, j.
7/12/16 (Info 850).

(TJSP-2008-VUNESP): Em caso de impedimento do Presidente e do Vice-Presidente da


República ou vacância dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da
Presidência: o Presidente da Câmara, o do Senado e o do STF. BL: art. 80, CF.

Art. 81. Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, far-se-á eleição noventa
dias depois de aberta a última vaga. (TCEMG-2018)

§ 1º - OCORRENDO A VACÂNCIA NOS ÚLTIMOS DOIS ANOS do período presidencial, a


eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional
[obs.: eleição indireta], na forma da lei. (TJTO-2007) (TCEMG-2018)

§ 2º - Em qualquer dos casos, os eleitos DEVERÃO COMPLETAR o período de seus antecessores.


(TCEMG-2018)
151
OBS: Assim, podemos resumir no caso de vacância de PR + VPR:

- 2 primeiros anos = Eleição direta pelo povo

- 2 últimos anos = Eleição indireta pelo Congresso Nacional em 30 dias

**Neste interstício, assumirão o cargo interinamente, na seguinte ordem: Presid. da CD, Presid.
do SF e Presid. do STF.

Art. 82. O mandato do Presidente da República é de quatro anos e terá início em primeiro de janeiro
do ano seguinte ao da sua eleição. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 16, de 1997)

Art. 83. O Presidente e o Vice-Presidente da República não poderão, sem licença do Congresso
Nacional, ausentar-se do País por período superior a quinze dias, sob pena de perda do cargo. (M)

Seção II
Das Atribuições do Presidente da República

Art. 84. COMPETE PRIVATIVAMENTE ao PRESIDENTE DA REPÚBLICA:

I - nomear e exonerar os Ministros de Estado;

II - EXERCER, com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração


federal;

(TCM/BA-2018-CESPE): A direção superior da administração federal é competência privativa


do presidente da República, com o auxílio dos ministros de Estado. BL: art. 76, c/c art. 84, II, CF.

III - iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Constituição;

(TJPE-2013-FCC): A Constituição Federal vigente prevê, no caput de seu art. 37, a observância,
pela Administração Pública, do princípio da legalidade. Interpretando-se essa norma em
harmonia com os demais dispositivos constitucionais, tem-se que o Chefe do Poder Executivo
participa do processo legislativo, tendo iniciativa privativa para propor certos projetos de lei,
como aqueles sobre criação de cargos públicos na Administração direta federal. BL: art. 84, III
c/c art. 61, §1º, II, “a”, CF.

IV - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como EXPEDIR decretos e regulamentos
para sua fiel execução; (M)

(TJMT-2014-FMP): O poder normativo pode ser definido como o que cabe ao Chefe do Poder
Executivo de editar normas complementares à lei, para sua fiel execução. BL: art. 84, IV, CF.

V - vetar projetos de lei, total ou parcialmente;

VI – DISPOR, mediante DECRETO, sobre: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, de
2001) (TJPE-2013)

a) organização e funcionamento da administração federal, quando NÃO IMPLICAR aumento de


despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; (Incluída pela Emenda Constitucional nº 32, de
2001) (TJPE-2013) (Anal. Judic./TRF5-2017)

152
(Anal. Judic./STM-2018-CESPE): No exercício do poder regulamentar, o Poder Executivo pode
editar regulamentos autônomos de organização administrativa, desde que esses não impliquem
aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos. BL: art. 84, VI, “a” CF.
(administrativo)

(PGM-Várzea Paulista/SP-2016-VUNESP): No tocante aos órgãos públicos, é correto afirmar


que, após alteração constitucional, a estruturação e atribuições podem ser processadas por meio
de decreto do Chefe do Executivo. BL: art. 84, VI, “a” e “b”, da CF. (administrativo)

(TJGO-2015-FCC): O regime jurídico administrativo compreende um conjunto de prerrogativas


e sujeições aplicáveis à Administração e expressa-se sob a forma de princípios informativos do
Direito Público, bem como pelos poderes outorgados à Administração, entre os quais se insere
o poder normativo, que não se restringe ao poder regulamentar, abarcando também atos
originários relativos a matéria de organização administrativa. BL: art. 84, VI, “a” CF.
(administrativo)

##ATENÇÃO#STF## É cabível ADI contra decreto presidencial que, com fundamento no art.
84, VI, “a”, da CF/88, extingue colegiados da Administração Pública federal. Isso porque se trata
de decreto autônomo, que retira fundamento de validade diretamente da Constituição Federal
e, portanto, é dotado de generalidade e abstração. STF. Plenário. ADI 6121 MC/DF, Rel. Min.
Marco Aurélio, julgado em 12 e 13/6/2019 (Info 944).

b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos; (Incluída pela Emenda Constitucional
nº 32, de 2001) (TJPE-2013) (Anal. Judic./TRF5-2017)

(MPAL-2012-FCC): Embora haja controvérsia acerca da existência do poder regulamentar


autônomo em nossa ordem constitucional, é fato que a Constituição Federal autoriza o Chefe do
Poder Executivo Federal a dispor diretamente, mediante decreto, sobre extinção de funções ou
cargos públicos, quando vagos. BL: art. 84, VI, “b”, CF/88. (administrativo)

(TJSE-2008/2009-VUNESP): O prefeito pode, mediante decreto, dispor sobre a extinção de


cargos públicos vagos. BL: art. 84, VI, “b”, CF/88. (administrativo)

(TJDFT-2007): O Presidente da República pode dispor, mediante decreto, sobre a organização e


funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação
ou extinção de órgãos públicos, e, também, sobre a extinção de funções ou cargos públicos,
quando vagos. BL: art. 84, VI, “a” e “b”, CF/88. (direito administrativo)

VII - manter relações com Estados estrangeiros e acreditar seus representantes diplomáticos;

VIII - CELEBRAR tratados, convenções e atos internacionais, SUJEITOS a REFERENDO do


Congresso Nacional; (TJPR-2008) (Auditor Fiscal-Receita Estadual/MA-2016)

(TJSP-2011-VUNESP): Sobre os tratados internacionais, assinale a alternativa correta:


Celebrados pela autoridade competente, precisam ser referendados pelo Congresso Nacional.
BL: art. 84, VIII, CF.

IX - decretar o estado de defesa e o estado de sítio;

X - decretar e executar a intervenção federal;

XI - remeter mensagem e plano de governo ao Congresso Nacional por ocasião da abertura da


sessão legislativa, expondo a situação do País e solicitando as providências que julgar necessárias;

153
XII - conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos em
lei; (M)

XIII - exercer o comando supremo das Forças Armadas, nomear os Comandantes da Marinha, do
Exército e da Aeronáutica, promover seus oficiais-generais e nomeá-los para os cargos que lhes são
privativos; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 23, de 02/09/99)

XIV - nomear, após aprovação pelo Senado Federal, os Ministros do Supremo Tribunal Federal e
dos Tribunais Superiores, os Governadores de Territórios, o Procurador-Geral da República, o
presidente e os diretores do banco central e outros servidores, quando determinado em lei; (M)

XV - nomear, observado o disposto no art. 73, os Ministros do Tribunal de Contas da União;

XVI - nomear os magistrados, nos casos previstos nesta Constituição, e o Advogado-Geral da União;
(M)

OBS: Não precisa de aprovação do Senado Federal.

XVII - nomear membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII;

XVIII - convocar e presidir o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional;

XIX - declarar guerra, no caso de agressão estrangeira, autorizado pelo Congresso Nacional ou
referendado por ele, quando ocorrida no intervalo das sessões legislativas, e, nas mesmas condições,
decretar, total ou parcialmente, a mobilização nacional; (M)

XX - celebrar a paz, autorizado ou com o referendo do Congresso Nacional; (M)

XXI - conferir condecorações e distinções honoríficas;

XXII - PERMITIR, nos casos previstos em lei complementar, que FORÇAS ESTRANGEIRAS
TRANSITEM pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente; (TJSP-2011)

XXIII - enviar ao Congresso Nacional o plano plurianual, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias
e as propostas de orçamento previstos nesta Constituição;

XXIV - prestar, anualmente, ao Congresso Nacional, dentro de sessenta dias após a abertura da
sessão legislativa, as contas referentes ao exercício anterior;

XXV - prover e extinguir os cargos públicos federais, na forma da lei;

XXVI - EDITAR medidas provisórias com força de lei, nos termos do art. 62; (TJMG-2008)

XXVII - exercer outras atribuições previstas nesta Constituição.

Parágrafo único. O Presidente da República poderá delegar as atribuições mencionadas nos


incisos VI, XII e XXV, primeira parte, aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao
Advogado-Geral da União, que observarão os limites traçados nas respectivas delegações. (MPPR-2016)

OBS: Dispõe sobre quais matérias o Presidente da República pode delegar, o que não inclui a
edição de medida provisória, que é competência privativa do Chefe do Executivo.

154
Seção III
Da Responsabilidade do Presidente da República

Art. 85. São CRIMES DE RESPONSABILIDADE os atos do Presidente da República que atentem
contra a Constituição Federal e, especialmente, contra: (M)

I - a existência da União; (MPMG-2018)

II - o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes
constitucionais das unidades da Federação;

III - o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais; (TCEPR-2017) (MPMG-2018)

IV - a segurança interna do País;

V - a probidade na administração;

VI - a lei orçamentária; (MPMG-2018)

VII - o cumprimento das leis e das decisões judiciais. (M)

(TJAM-2016-CESPE): Os atos do presidente da República que atentem especialmente contra a


probidade na administração, a lei orçamentária e o cumprimento das leis e das decisões judiciais
são crimes de responsabilidade classificados como crimes funcionais. BL: art. 85, incisos VI e
VII da CF/88.

Explicação: Conforme preleciona José Afonso da Silva os crimes de responsabilidade podem


ser classificados em dois grupos:

(i) infrações políticas (art. 85, incisos I a IV, da CF/88): condutas que impliquem atentado contra
a existência da União, contra o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do
Ministério Público e dos Poderes Constitucionais das unidades da federação, contra o
exercício dos direitos políticos, individuais e sociais e contra a segurança interna do país;

(ii) crimes funcionais (art. 85, incisos V a VIl, da CF/88): atos que atentem contra a probidade na
administração, a lei orçamentária e o cumprimento das leis e das decisões judiciais.

Parágrafo único. Esses crimes serão definidos em lei especial, que estabelecerá as normas de
processo e julgamento.

Dica: ‘’ELE fez PL- SC ‘’


E xistência da União.
L ivre exercício do Poder Legislativo...
E xercício dos direitos políticos, individuais e sociais.
fez
P robidade na administração.
L ei orçamentária.
S egurança interna do País.
C umprimento das leis e das decisões judiciais.

Art. 86. ADMITIDA a ACUSAÇÃO contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara
dos Deputados, SERÁ ELE SUBMETIDO a julgamento perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL,
nas infrações penais comuns, ou perante o SENADO FEDERAL, nos crimes de responsabilidade.
(MPDFT-2004) (PGM/Goiânia-2015) (MPSC-2016)
155
OBS: Vejamos o julgado veiculado no Info 888 do STF acerca da imunidade do art. 51, I, e art. 86
da CF/88 não se estende para codenunciados que não sejam Presidente da República, Vice ou
Ministro de Estado:
A imunidade formal prevista no art. 51, I, e no art. 86, caput, da CF/88
não se estende para os codenunciados que não se encontrem
investidos nos cargos de Presidente da República, Vice-Presidente da
República e Ministro de Estado.
A finalidade dessa imunidade é proteger o exercício regular desses
cargos, razão pela qual não é extensível a codenunciados que não se
encontrem ocupando tais funções.
STF. Plenário. Inq 4483 AgR-segundo/DF e Inq 4327 AgR-segundo/DF,
rel. Min. Edson Fachin, j. 14 e 19/12/2017 (Info 888).

§ 1º O Presidente FICARÁ SUSPENSO de suas funções:

I - NAS INFRAÇÕES PENAIS COMUNS, SE RECEBIDA a denúncia ou queixa-crime pelo


Supremo Tribunal Federal; (M)

(MPRS-2016): Admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara
dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas
infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade. Nesta
perspectiva, nos termos do artigo 86 da Constituição Federal, é CORRETO afirmar que o
Presidente ficará suspenso de suas funções nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia
ou queixa-crime pelo Supremo Tribunal Federal. BL: art. 86, §§ 1º, I, da CF. [adaptada]

##ATENÇÃO#STF## Não há necessidade de prévia autorização da ASSEMBLEIA


LEGISLATIVA para que o STJ receba denúncia ou queixa e instaure ação penal contra
GOVERNADOR DE ESTADO, por crime comum. Vale ressaltar que se a Constituição Estadual
exigir autorização da ALE para que o Governador seja processado criminalmente, essa previsão
é considerada inconstitucional. Assim, é vedado às unidades federativas instituir normas que
condicionem a instauração de ação penal contra Governador por crime comum à previa
autorização da Casa Legislativa. Se o STJ receber a denúncia ou queixa-crime contra o
Governador, ele não ficará automaticamente suspenso de suas funções. Cabe ao STJ dispor,
fundamentadamente, sobre a aplicação de medidas cautelares penais, inclusive afastamento do
cargo. STF. Plenário. ADI 5540/MG, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 3/5/2017 (Info 863).
STF. Plenário. ADI 4764/AC, ADI 4797/MT e ADI 4798/PI, Rel. Min. Celso de Mello, red. p/ o
ac. Min. Roberto Barroso, julgados em 4/5/2017 (Info 863).

II - NOS CRIMES DE RESPONSABILIDADE, após a instauração do processo pelo Senado


Federal. (MPSC-2016)

(MPRS-2016): Admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara
dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas
infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade. Nesta
perspectiva, nos termos do artigo 86 da Constituição Federal, é CORRETO afirmar que o
Presidente ficará suspenso de suas funções nos crimes de responsabilidade, após a instauração
do processo pelo Senado Federal. BL: art. 86, §§ 1º, II, da CF. [adaptada]

§ 2º Se, DECORRIDO o prazo de cento e oitenta dias, o julgamento não estiver concluído,
CESSARÁ O AFASTAMENTO DO PRESIDENTE, sem prejuízo do regular prosseguimento do
processo. (MPRS-2016)

(MPSC-2014): Admitida a acusação contra o Presidente da República, por 2/3 (dois terços) da
Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o STF, nas infrações penais

156
comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade. O Presidente ficará
suspenso de suas funções: a) nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia ou queixa-
crime pelo STF; b) nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pelo Senado
Federal. Se, decorrido o prazo de 180 dias, o julgamento não estiver concluído, cessará o
afastamento do Presidente, sem prejuízo do regular prosseguimento do processo. BL: art. 86, §§
1º e 2º da CF.

§ 3º Enquanto NÃO SOBREVIER SENTENÇA CONDENATÓRIA, NAS INFRAÇÕES


COMUNS, o Presidente da República NÃO ESTARÁ SUJEITO A PRISÃO.

(MPRS-2016): Admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara
dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas
infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade. Nesta
perspectiva, nos termos do artigo 86 da Constituição Federal, é CORRETO afirmar que o
Presidente da República, nas infrações comuns, não estará sujeito à prisão enquanto não
sobrevier sentença condenatória. BL: art. 86, § 3º, da CF. [adaptada]

§ 4º O Presidente da República, NA VIGÊNCIA DE SEU MANDATO, NÃO PODE SER


RESPONSABILIZADO POR ATOS ESTRANHOS ao exercício de suas funções.

##Atenção: ##STF: ##DOD: ”Não é possível aplicar o art. 86, § 4º, da CF/88 para o Presidente
da Câmara dos Deputados, considerando que a garantia prevista neste dispositivo é destinada
expressamente ao chefe do Poder Executivo da União (Presidente da República). Desse modo,
por se tratar de um dispositivo de natureza restritiva, não é possível qualquer interpretação que
amplie a sua incidência a outras autoridades, notadamente do Poder Legislativo.” STF.
Plenário. Inq 3983/DF, Rel. Min. Teori Zavascki, j. 02 e 03/03/16 (Info 816).

(MPRS-2016): Admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara
dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas
infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade. Nesta
perspectiva, nos termos do artigo 86 da Constituição Federal, é CORRETO afirmar que o
Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos
estranhos ao exercício de suas funções. BL: art. 86, §4º da CF. [adaptada]

Seção IV
DOS MINISTROS DE ESTADO

Art. 87. Os Ministros de Estado serão escolhidos dentre brasileiros maiores de vinte e um anos e no
exercício dos direitos políticos.

Parágrafo único. Compete ao Ministro de Estado, além de outras atribuições estabelecidas nesta
Constituição e na lei:

I - exercer a orientação, coordenação e supervisão dos órgãos e entidades da administração federal


na área de sua competência e referendar os atos e decretos assinados pelo Presidente da República;

II - expedir instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos;

III - apresentar ao Presidente da República relatório anual de sua gestão no Ministério;

IV - praticar os atos pertinentes às atribuições que lhe forem outorgadas ou delegadas pelo
Presidente da República.

157
Art. 88. A lei disporá sobre a criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública.
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)

Seção V
DO CONSELHO DA REPÚBLICA E DO CONSELHO DE DEFESA NACIONAL

Subseção I
Do Conselho da República

Art. 89. O Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente da República, e dele
participam:

I - o Vice-Presidente da República;

II - o Presidente da Câmara dos Deputados;

III - o Presidente do Senado Federal;

IV - os líderes da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados;

V - os líderes da maioria e da minoria no Senado Federal;

(TJDFT-2007): Sobre os Conselhos da República e de Defesa Nacional, tal como disciplinados no


texto da Constituição da República de 1988, é correto afirmar: O líder na minoria no Senado
Federal participa do Conselho da República, mas não participa do Conselho de Defesa Nacional.
BL: art. 89, V c/c art. 91 da CF/88.

VI - o Ministro da Justiça;

VII - seis cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta e cinco anos de idade, sendo dois
nomeados pelo Presidente da República, dois eleitos pelo Senado Federal e dois eleitos pela Câmara
dos Deputados, todos com mandato de três anos, vedada a recondução. (MPT-2017)

Art. 90. COMPETE ao CONSELHO DA REPÚBLICA PRONUNCIAR-SE sobre:

I - intervenção federal, estado de defesa e estado de sítio; (TJDFT-2007) (TJAL-2008)

II - as questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas.

(MPSC-2014): Compete ao Conselho da República pronunciar-se sobre as questões relevantes


para a estabilidade das instituições democráticas; estado de defesa; estado de sítio; intervenção
federal. BL: art. 90 da CF/88.

Explicação: Ajuda a lembrar: o Conselho da República se PRONUNCIA. O Conselho de Defesa


OPINA.

§ 1º O Presidente da República poderá convocar Ministro de Estado para participar da reunião do


Conselho, quando constar da pauta questão relacionada com o respectivo Ministério.

§ 2º A lei regulará a organização e o funcionamento do Conselho da República.

Subseção II
Do Conselho de Defesa Nacional

158
Art. 91. O CONSELHO DE DEFESA NACIONAL é órgão de consulta do Presidente da República
nos assuntos relacionados com a soberania nacional e a defesa do Estado democrático, e dele
PARTICIPAM como MEMBROS NATOS: (TJDFT-2007)

I - o Vice-Presidente da República;

II - o Presidente da Câmara dos Deputados;

III - o Presidente do Senado Federal;

IV - o Ministro da Justiça;

V - o Ministro de Estado da Defesa; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 23, de 1999)

VI - o Ministro das Relações Exteriores;

VII - o Ministro do Planejamento. (TJDFT-2007)

VIII - os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. (Incluído pela Emenda


Constitucional nº 23, de 1999)

§ 1º COMPETE ao CONSELHO DE DEFESA NACIONAL:

I - opinar nas hipóteses de declaração de guerra e de celebração da paz, nos termos desta
Constituição; (TJAL-2008)

II - opinar sobre a decretação do estado de defesa, do estado de sítio e da intervenção federal;

III - propor os critérios e condições de utilização de áreas indispensáveis à segurança do território


nacional e opinar sobre seu efetivo uso, especialmente na faixa de fronteira e nas relacionadas com a
preservação e a exploração dos recursos naturais de qualquer tipo;

IV - estudar, propor e acompanhar o desenvolvimento de iniciativas necessárias a garantir a


independência nacional e a defesa do Estado democrático. (TJDFT-2007)

§ 2º A lei regulará a organização e o funcionamento do Conselho de Defesa Nacional.

CAPÍTULO III
DO PODER JUDICIÁRIO

Seção I
DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 92. São ÓRGÃOS do Poder Judiciário:

I - o Supremo Tribunal Federal;

I-A o Conselho Nacional de Justiça; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (TJMS-
2008) (TJSE-2008) (TJRS-2009)

II - o Superior Tribunal de Justiça;

II-A - o Tribunal Superior do Trabalho; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 92, de 2016)

159
III - os Tribunais Regionais Federais e Juízes Federais;

IV - os Tribunais e Juízes do Trabalho;

V - os Tribunais e Juízes Eleitorais;

VI - os Tribunais e Juízes Militares;

VII - os Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito Federal e Territórios.

§ 1º O Supremo Tribunal Federal, o Conselho Nacional de Justiça e os Tribunais Superiores têm


sede na Capital Federal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

§ 2º O Supremo Tribunal Federal e os Tribunais Superiores têm jurisdição em todo o território


nacional. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DISPORÁ sobre
o Estatuto da Magistratura, observados os seguintes princípios: (TJPB-2011)

(Téc. Judic./TRF1-2001-FCC): A lei que dispõe sobre o Estatuto da Magistratura é uma lei
complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal. BL: art. 93 da CF/88.

I - ingresso na carreira, cujo cargo inicial será o de juiz substituto, mediante concurso público de
provas e títulos, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as fases, exigindo-se
do bacharel em direito, no mínimo, três anos de atividade jurídica e obedecendo-se, nas nomeações, à
ordem de classificação; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (TJAP-2009)

##Atenção: ##STF: ##DOD: “A comprovação do triênio de atividade jurídica exigida para o


ingresso no cargo de juiz substituto, nos termos do art. 93, I, da CF, deve ocorrer no momento da
inscrição definitiva no concurso público.” STF. Plenário. RE 655265/DF, rel. orig. Min. Luiz Fux,
red. p/ o acórdão Min. Edson Fachin, j. 13/4/16 (repercussão geral) (Info 821).

(TJPR-2017-CESPE): O ingresso na carreira de juiz se dá mediante concurso público de provas e


títulos, com a participação da OAB em todas as fases, exigindo-se do candidato que ele seja
bacharel em direito com, no mínimo, três anos de atividade jurídica. Nesse sentido, de acordo
com o entendimento do STF, a exigência de comprovação do triênio de prática forense, quando
houver ausência de especificação de data no edital, deverá ser cumprida no ato de inscrição
definitiva no concurso. BL: Info 821, STF.

II - promoção de entrância para entrância, ALTERNADAMENTE, por antigüidade e


merecimento, atendidas as seguintes normas:

a) é obrigatória a promoção do juiz que figure por três vezes consecutivas ou cinco alternadas
em lista de merecimento; (TJPI-2015)

b) a promoção por merecimento pressupõe dois anos de exercício na respectiva entrância e integrar
o juiz a primeira quinta parte da lista de antigüidade desta, salvo se não houver com tais requisitos quem
aceite o lugar vago;

(TJPI-2015-FCC): A promoção dos juízes de entrância para entrância será feita alternadamente,
por antiguidade e merecimento, observando-se que a promoção por merecimento pressupõe dois
anos de exercício na respectiva entrância e integrar o juiz a primeira quinta parte de lista de
antiguidade desta, salvo se não houver com tais requisitos quem aceite o lugar vago. BL: art. 93,
II, “b” da CF.
160
c) aferição do merecimento conforme o desempenho e pelos critérios objetivos de produtividade
e presteza no exercício da jurisdição e pela freqüência e aproveitamento em cursos oficiais ou
reconhecidos de aperfeiçoamento; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (TJPI-
2015)

d) na apuração de antigüidade, o tribunal somente poderá recusar o juiz mais antigo pelo voto
fundamentado de dois terços de seus membros, conforme procedimento próprio, e assegurada ampla
defesa, repetindo-se a votação até fixar-se a indicação; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº
45, de 2004) (TJPI-2015)

e) não será promovido o juiz que, injustificadamente, retiver autos em seu poder além do prazo
legal, não podendo devolvê-los ao cartório sem o devido despacho ou decisão; (Incluída pela Emenda
Constitucional nº 45, de 2004) (TJPI-2015)

(TJSP-2013-VUNESP): A promoção na carreira da magistratura, de entrância para entrância,


alternadamente, por antiguidade e merecimento, nos termos do Inciso II, e alíneas, do art. 93 da
Constituição Federal está escorada em dispositivos autoaplicáveis, pois a exigência de edição de
lei complementar para estabelecer o Estatuto da Magistratura não impede a imediata utilização
dos preceitos constitucionais básicos que regem o Poder Judiciário e a magistratura. BL: art. 93, II
e alíneas, CF.

OBS: Vejamos o seguinte trecho do julgado do STF: “A aplicabilidade das normas e princípios
inscritos no art. 93 da Constituição Federal independe da promulgação do Estatuto da
Magistratura, em face do caráter de plena e integral eficácia de que se revestem aqueles preceitos.
(...). - E inconstitucional a cláusula constante de ato regimental, editado por Tribunal de Justiça, que
estabelece, como elemento de desempate nas promoções por merecimento, o fator de ordem temporal - a
antiguidade na entrância -, desestruturando, desse modo, a dualidade de critérios para acesso aos tribunais
de segundo grau, consagrada no art. 93 da Lei Fundamental da Republica.” (ADI 189, Rel.. Min. CELSO
DE MELLO, Tribunal Pleno, julgado em 09/10/1991).

III o acesso aos tribunais de segundo grau far-se-á por antigüidade e merecimento, alternadamente,
apurados na última ou única entrância; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

IV - previsão de cursos oficiais de preparação, aperfeiçoamento e promoção de magistrados,


constituindo etapa obrigatória do processo de vitaliciamento a participação em curso oficial ou
reconhecido por escola nacional de formação e aperfeiçoamento de magistrados; (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

V - o subsídio dos Ministros dos Tribunais Superiores corresponderá a noventa e cinco por cento
do subsídio mensal fixado para os Ministros do Supremo Tribunal Federal e os subsídios dos demais
magistrados serão fixados em lei e escalonados, em nível federal e estadual, conforme as respectivas
categorias da estrutura judiciária nacional, não podendo a diferença entre uma e outra ser superior a dez
por cento ou inferior a cinco por cento, nem exceder a noventa e cinco por cento do subsídio mensal dos
Ministros dos Tribunais Superiores, obedecido, em qualquer caso, o disposto nos arts. 37, XI, e 39, § 4º;
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

VI - a aposentadoria dos magistrados e a pensão de seus dependentes observarão o disposto no art.


40; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998)

VII - o juiz titular RESIDIRÁ na respectiva comarca, SALVO AUTORIZAÇÃO do tribunal;


(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (TJPR-2010)

Lei Complementar nº 35/1979.


Art. 35 - São deveres do magistrado: (...)

161
V - residir na sede da Comarca salvo autorização do órgão disciplinar a que estiver
subordinado;

VIII - o ATO DE REMOÇÃO, DISPONIBILIDADE e APOSENTADORIA DO MAGISTRADO,


por interesse público, FUNDAR-SE-Á em decisão POR VOTO DA MAIORIA ABSOLUTA do
respectivo tribunal ou do Conselho Nacional de Justiça, ASSEGURADA AMPLA DEFESA; (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (MPDFT-2004) (TJMG-2018)

(TJDFT-2007): A partir da Emenda Constitucional nº 45/2004, o ato de remoção, disponibilidade


e aposentadoria do magistrado, por interesse público, fundar-se-á em decisão por voto da
maioria absoluta do respectivo tribunal ou do Conselho Nacional de Justiça, assegurada ampla
defesa. BL: art. 93, VIII, CF/88.

VIII-A - a remoção a pedido ou a permuta de magistrados de comarca de igual entrância atenderá,


no que couber, ao disposto nas alíneas a , b , c e e do inciso II; (Incluído pela Emenda Constitucional nº
45, de 2004)

IX - todos os julgamentos DOS ÓRGÃOS DO PODER JUDICIÁRIO SERÃO PÚBLICOS, e


FUNDAMENTADAS TODAS AS DECISÕES, sob pena de nulidade, PODENDO a lei limitar a
presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou somente a estes, em casos
nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse
público à informação; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (TJDFT-2007/2008)
(PGEPB-2008) (MPRO-2010) (TJMS-2015) (Téc. Judic./STM-2018)

X - as DECISÕES ADMINISTRATIVAS DOS TRIBUNAIS SERÃO MOTIVADAS e EM


SESSÃO PÚBLICA, sendo AS DISCIPLINARES TOMADAS pelo VOTO DA MAIORIA ABSOLUTA
de seus membros; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (TJDFT-2007/2008/2009)

(TJMG-2009): Quanto ao Poder Judiciário: As decisões do Poder Judiciário, jurisdicionais e


administrativas, devem ser motivadas, sob pena de nulidade. BL: art. 93, IX e X, CF/88.

XI - nos tribunais com número superior a vinte e cinco julgadores, PODERÁ SER
CONSTITUÍDO ÓRGÃO ESPECIAL, com o mínimo de onze e o máximo de vinte e cinco membros,
para o exercício das atribuições administrativas e jurisdicionais delegadas da competência do tribunal
pleno, PROVENDO-SE metade das vagas por antigüidade e a outra metade por eleição pelo tribunal
pleno; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (TJDFT-2008) (TJSP-2013) (Téc.
Judic./STM-2018)

(TJSP-2013-VUNESP): Nos Tribunais com número superior a vinte e cinco julgadores, poderá
ser constituído Órgão Especial: o Plenário do Tribunal, nos termos da Constituição, tem absoluta
discricionariedade em decidir ou não pela criação de seu Órgão Especial, em seu regimento
interno. BL: art. 93, XI, CF.

OBS: "Poder Judiciário: órgão especial dos Tribunais: competência do próprio Tribunal, e não
da lei, para criá-lo, que pressupõe, no entanto, composição efetiva superior a 25 juízes. A
competência para criar o Órgão Especial se contém no poder dos Tribunais – segundo o
art. 96, I, a, CF – para dispor, no Regimento Interno, 'sobre a competência e o funcionamento dos
respectivos órgãos jurisdicionais e administrativos' (ADIn 410/SC-MC, Lex 191/166)." (AO 232,
Rel. Min. Sepúlveda Pertence, j. 3-5-95, Plenário).

OBS: Órgão Especial:


- Tribunais com mais de 25 membros;
- Criação facultativa;

162
- Exerce atribuições administrativas e jurisdicionais delegadas da de competência do tribunal
pleno;
- Mínimo de 11 e máximo de 25;
- Metade das vagas por antiguidade e outra metade por eleição.

XII - a atividade jurisdicional SERÁ ININTERRUPTA, SENDO VEDADO férias coletivas nos
juízos e tribunais de segundo grau, FUNCIONANDO, nos dias em que não houver expediente forense
normal, juízes em plantão permanente; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (TJDFT-
2008) (TJPB-2011)

(TJRR-2008-FCC): Dispõem o art. 66, caput, e seu § 1°, da Lei Complementar n° 35/79, a Lei
Orgânica da Magistratura: “Art. 66 - Os magistrados terão direito a férias anuais, por sessenta dias,
coletivas ou individuais. § 1° - Os membros dos Tribunais, salvo os dos Tribunais Regionais do Trabalho,
que terão férias individuais, gozarão de férias coletivas, nos períodos de 2 a 31 de janeiro e de 2 a 31 de
julho. Os Juízes de primeiro grau gozarão de férias coletivas ou individuais, conforme dispuser a lei.”
Referidos dispositivos legais são incompatíveis com a Constituição da República quanto à
previsão de férias coletivas para juízes e membros de Tribunais. BL: art. 66, §1º da LC 35 c/c art.
93, XII, CF.

XIII - o número de juízes na unidade jurisdicional será proporcional à efetiva demanda judicial e à
respectiva população; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

XIV - os servidores receberão delegação para a prática de atos de administração e atos de mero
expediente sem caráter decisório; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

(TJMG-2009): Quanto ao Poder Judiciário: A prática de atos de mero expediente, no Poder


Judiciário, pode ser atribuída aos servidores. BL: art. 93, XIV, CF.

XV - a distribuição de processos será imediata, em todos os graus de jurisdição. (Incluído pela


Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

Art. 94. UM QUINTO DOS LUGARES dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais dos
Estados, e do Distrito Federal e Territórios SERÁ COMPOSTO de membros, do MINISTÉRIO
PÚBLICO, com mais de dez anos de carreira, e de ADVOGADOS de notório saber jurídico e de
reputação ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional, INDICADOS EM LISTA
SÊXTUPLA pelos órgãos de representação das respectivas classes. (TJSP-2009) (TJRJ-2014)

Parágrafo único. Recebidas as indicações, o tribunal formará lista tríplice, enviando-a ao Poder
Executivo, que, nos vinte dias subseqüentes, escolherá um de seus integrantes para nomeação.

Art. 95. Os JUÍZES GOZAM das seguintes garantias:

I - VITALICIEDADE, que, no primeiro grau, SÓ SERÁ ADQUIRIDA após dois anos de exercício,
DEPENDENDO a PERDA DO CARGO, nesse período, de deliberação do tribunal a que o juiz estiver
vinculado, e, nos demais casos, de sentença judicial transitada em julgado; (TJMG-2008) (TJSP-2008)

(TJMG-2018-Consulplan): Salvo por vontade própria, por sentença judicial transitada em


julgado, por disponibilidade ou por aposentadoria compulsória, os juízes estaduais togados de 1º
grau não perdem a garantia funcional da vitaliciedade. BL: art. 95, I, CF.

OBS: José Afonso da Silva leciona: "Uma vez tornado vitalício, isto é, titular do cargo por toda a vida, o
juiz dele só pode ser afastado por vontade própria e apenas o perderá por sentença judiciária ou aposentadoria
compulsória ou disponibilidade" (Curso de Direito Constitucional Positivo, 2017, p. 597).

163
(TJMG-2009): O juiz, com menos de dois anos de exercício, pode perder o cargo, através de
deliberação administrativa do Tribunal. BL: art. 95, I, CF/88.

(TJSP-2008-VUNESP): No momento em que é investido no cargo de membro de um tribunal do


Poder Judiciário brasileiro, um advogado ou membro do MP adquire vitaliciedade, sem
necessidade de cumprir estágio probatório. BL: art. 95, I, CF/88 c/c art. 22, I, da LOMAN.

II - INAMOVIBILIDADE, SALVO por motivo de interesse público, na forma do art. 93, VIII;
(TJMG-2018)

OBS: A inamovibilidade não é absoluta, conforme entendimento do STF e do CNJ. No MS n.


27.938 do DF, o Min. Luiz Fux assentou que “é perfeitamente possível a designação do juiz substituto
para atender situações excepcionais, notadamente quando presente o interesse público justificador do ato”.
No mesmo julgamento, o Min. Ayres Britto externou entendimento de que “é possível a alteração
inicial do magistrado substituto por motivo de interesse público, devidamente justificado, mas sem aquela
necessidade de decisão colegiada do respectivo tribunal”, que será – segundo o STF – logicamente
necessária quando se tratar de “remoção sanção”. Também o CNJ proferiu decisões favoráveis à
movimentação do juiz substituto (CNJ. Número do Processo 0004109-62.2015.2.00.0000. Classe
Processual PCA - Procedimento de Controle Administrativo. Subclasse Processual RA – Recurso
Administrativo. Relator CARLOS AUGUSTO DE BARROS LEVENHAGEN. Sessão 15ª Sessão
Virtual. Data de Julgamento 21.06.16; CNJ. Número do Processo 0000486-87.2015.2.00.0000. Classe
Processual PCA - Procedimento de Controle Administrativo. Subclasse Processual RA – Recurso
Administrativo. Relator GUILHERME CALMON NOGUEIRA DA GAMA. Sessão 207. Data de
Julgamento 28.04.2015).

OBS: No mesmo sentido, reforça o Conselheiro do CNJ, Dr. Bruno Ronchetti, ao afirmar que: “por
evidente, esse interesse público deve estar prévia e devidamente justificado, devendo a respectiva deliberação
da administração do Tribunal ser motivada, a fim de que a designação possa ser passível de controle,
evitando-se assim desvios do ato administrativo, tais como abusos, perseguições ou mesmo eventual
propósito de frustrar a apreciação dos processos pelo juiz substituto natural” (CNJ. Número do Processo
0005766-73.2014.2.00.0000. Classe Processual PP - Pedido de Providências – Conselheiro.
Subclasse Processual RA – Recurso Administrativo. Relator BRUNO RONCHETTI. Sessão 251ª
Sessão Ordinária. Data de Julgamento 16.05.2017).

(Anal./EMAP-2018-CESPE): Julgue o próximo item, relativo à organização dos poderes. A


inamovibilidade dos juízes é uma garantia não absoluta. BL: art. 95, II, CF.

(TJMG-2008): O ingresso na carreira da magistratura implica a obtenção de determinadas


garantias e a necessidade de serem observadas certas vedações, todas especificadas na
Constituição da República: O Juiz é inamovível, salvo por motivo de interesse público a ser
reconhecido em decisão da maioria absoluta do respectivo Tribunal. BL: art. 95 II c./c art. 93 VIII,
CF.

(TJMG-2007): A Emenda Constitucional n. 45/04 (Reforma do Poder Judiciário) alterou a


Constituição de 1988, para nela prever a diminuição do quórum de votação, de dois terços para
maioria absoluta, para perda da garantia de inamovibilidade do juiz. BL: art. 95 II c./c art. 93 VIII,
CF.

III - IRREDUTIBILIDADE DE SUBSÍDIO, ressalvado o disposto nos arts. 37, X e XI, 39, § 4º, 150,
II, 153, III, e 153, § 2º, I. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

Parágrafo único. Aos juízes É VEDADO:

164
I - EXERCER, ainda que em disponibilidade, outro cargo ou função, SALVO UMA DE
MAGISTÉRIO; (TJMG-2006) (TJSP-2008) (TJSP-2014)

II - RECEBER, a qualquer título ou pretexto, custas ou participação em processo; (TJMG-


2006/2008)

III - DEDICAR-SE à atividade político-partidária. (TJMG-2007/2008) (TJPR-2010) (TJSP-2014)

IV - RECEBER, a qualquer título ou pretexto, auxílios ou contribuições de pessoas físicas,


entidades públicas ou privadas, RESSALVADAS as exceções previstas em lei; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 45, de 2004) (TJMG-2006)

(TJSP-2014-VUNESP): De acordo com o regime constitucional brasileiro, assinale a opção


correta: É vedado aos juízes receber, a qualquer título ou pretexto, auxílios ou contribuições de
pessoas físicas, entidades públicas ou privadas, com exceção dos casos previstos em lei. BL: art.
95, § único, IV, CF.

V - EXERCER a advocacia no juízo ou tribunal do qual se afastou, antes de decorridos TRÊS


ANOS do afastamento do cargo por APOSENTADORIA ou EXONERAÇÃO. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 45, de 2004) (TJMG-2006) (TJSP-2014)

(TJSP-2009-VUNESP): Sobre o Poder Judiciário, é correto afirmar que aos juízes é vedado
exercer a advocacia no juízo ou tribunal do qual se afastaram, antes de decorridos 3 (três) anos
do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração. BL: art. 95, § único, V, CF.

Art. 96. COMPETE PRIVATIVAMENTE:

I - aos tribunais:

a) eleger seus órgãos diretivos e elaborar seus regimentos internos, com observância das normas de
processo e das garantias processuais das partes, dispondo sobre a competência e o funcionamento dos
respectivos órgãos jurisdicionais e administrativos;

b) ORGANIZAR suas secretarias e serviços auxiliares e os dos juízos que lhes FOREM
vinculados, velando pelo exercício da atividade correicional respectiva;

(TJPB-2011-CESPE): Assinale a opção em que é apresentada disposição do Código Eleitoral em


consonância com a CF: Compete, privativamente, ao TSE organizar a sua secretaria e a
corregedoria-geral e propor ao Congresso Nacional a criação e a extinção dos cargos
administrativos e a fixação dos respectivos vencimentos, provendo-os na forma da lei.. BL: art.
96, I, “b”, CF/88 c/c art. 23, II do Código Eleitoral (eleitoral).

OBS: Vejamos o teor do art. 23, II do Código Eleitoral: “Art. 23 - Compete, ainda, privativamente,
ao Tribunal Superior: (...) II - organizar a sua Secretaria e a Corregedoria Geral, propondo ao Congresso
Nacional a criação ou extinção dos cargos administrativos e a fixação dos respectivos vencimentos,
provendo-os na forma da lei;”

c) prover, na forma prevista nesta Constituição, os cargos de juiz de carreira da respectiva


jurisdição;

d) PROPOR a criação de novas varas judiciárias; (TJRS-2009)

##ATENÇÃO#STF## É inconstitucional lei estadual, de origem (iniciativa) parlamentar, que


discipline a organização e o funcionamento do Tribunal de Contas estadual (TCE). Isso porque
165
os Tribunais de Contas possuem reserva de iniciativa (competência privativa) para apresentar
os projetos de lei que tenham por objetivo tratar sobre a sua organização ou o seu funcionamento
(art. 96, II c/c arts. 73 e 75 da CF/88). Os Tribunais de Contas, conforme reconhecido pela CF/88
e pelo STF, gozam das prerrogativas da autonomia e do autogoverno, o que inclui,
essencialmente, a iniciativa privativa para instaurar processo legislativo que pretenda alterar sua
organização e funcionamento. STF. Plenário. ADI 4643/RJ, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em
15/5/2019 (Info 940).

e) prover, por concurso público de provas, ou de provas e títulos, obedecido o disposto no art. 169,
parágrafo único, os cargos necessários à administração da Justiça, exceto os de confiança assim definidos
em lei;

f) conceder licença, férias e outros afastamentos a seus membros e aos juízes e servidores que lhes
forem imediatamente vinculados;

II - ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores e aos Tribunais de Justiça PROPOR
ao PODER LEGISLATIVO RESPECTIVO, observado o disposto no art. 169:

a) a alteração do número de membros dos tribunais inferiores;

b) a criação e a extinção de cargos e a remuneração dos seus serviços auxiliares e dos juízos que
lhes forem vinculados, bem como a fixação do subsídio de seus membros e dos juízes, inclusive dos
tribunais inferiores, onde houver; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003) (TJAL-
2008)

c) a criação ou extinção dos tribunais inferiores;

d) a alteração da organização e da divisão judiciárias; (TJRS-2009)

III - aos Tribunais de Justiça JULGAR os juízes estaduais e do Distrito Federal e Territórios, bem
como os membros do Ministério Público, nos crimes comuns e de responsabilidade, RESSALVADA
a competência da Justiça Eleitoral. (TJPR-2008) (MPSP-2015)

(MPSC-2014): Ressalvada a competência da Justiça Eleitoral, compete privativamente aos


Tribunais de Justiça dos Estados julgar juízes estaduais e promotores de Justiça estaduais por
crimes comuns, como homicídio e outros contra a vida, e de responsabildade. BL: art. 96, III da
CF/88.

(TJDFT-2011): Da competência pelo lugar da infração. Juiz de Direito Substituto do Distrito


Federal, em férias na cidade de Fortaleza/CE, que se envolvendo em acidente de trânsito abate
a tiros seu antagonista causando-lhe a morte, foi preso em flagrante. Anote a opção correta: Por
haver sido preso em flagrante, o magistrado deve ser processado e julgado pelo Tribunal de
Justiça do Distrito Federal e Territórios - TJDFT;

(TJAP-2009-FCC): Crime cometido no Estado do Paraná, por juiz que exerce suas funções no
Amapá, será julgado pelo Tribunal de Justiça do Amapá. BL: art. 96, III da CF/88.

Art. 97. Somente pelo VOTO DA MAIORIA ABSOLUTA de seus membros ou dos membros do
respectivo órgão especial PODERÃO OS TRIBUNAIS DECLARAR a INCONSTITUCIONALIDADE
de lei ou ato normativo do Poder Público. (TJMS-2008) (TJMG-2005/2009) (PGEAM-2010) (TJAC-2012)
(TJSP-2008/2014) (TJAM-2016)

166
(DPEPR-2017-FCC): Sobre a aplicação da cláusula de reserva de plenário, é correto afirmar: Há
precedente do Supremo Tribunal Federal afirmando que, mesmo sendo órgãos fracionários, as
Turmas do Supremo Tribunal Federal não se submetem à cláusula de reserva de plenário. BL:
STF, RE 361.829-ED.

(DPESC-2017-FCC): A cláusula de reserva de plenário estabelece que somente pelo voto da


maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os
tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. BL: art. 97,
CF/88.

(TJSP-2015-VUNESP): A cláusula de reserva de plenário (art. 97 CF) é compatível com o controle


difuso de constitucionalidade. BL: art. 97 da CF/88 (processo civil)

(TRF5-2015-CESPE): Desde a Constituição de 1937, adotou-se, no Brasil, a chamada cláusula de


reserva de plenário (full bench), prevista atualmente no art. 97 da CF, que preceitua que “somente
pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial
poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público”.
A respeito dessa cláusula, assinale a opção correta: A cláusula de reserva de plenário não atinge
juizados de pequenas causas e juizados especiais, pois, segundo a configuração que lhes foi
atribuída pelo legislador, esses juizados não funcionam, na esfera recursal, sob o regime de
plenário ou de órgão especial. BL: art. 97 da CF e STF, RE AgR n. 453.744.

(Anal. Judic./TRT2-2014-FCC): No âmbito do controle difuso de constitucionalidade praticado


no Brasil, a cláusula da reserva de plenário não impede que os órgãos fracionários de Tribunal
Regional do Trabalho, caso não tenha havido manifestação a respeito pelo respectivo plenário
ou órgão especial, deixem de aplicar a multa e os juros decorrentes da mora no pagamento de
contribuição sindical definidos no art. 600 da CLT (com a redação dada pela Lei no 6.181/1974)
em virtude de não guardar compatibilidade com a ordem constitucional em vigor.

OBS: A assertiva está correta pelo fato de que o art. 600 da CLT, editado em 1974, ser um
dispositivo PRÉ-CONSTITUCIONAL. portanto não se faz juízo de constitucionalidade, e sim,
de RECEPÇÃO OU NÃO-RECEPÇÃO do dispositivo em tela. Logo, não há necessidade de se
utilizar da cláusula de reserva de plenário quando o incidente versar sobre recepção ou não
recepção de norma ou dispositivo anterior à CFRB. Ademais, o Tribunal Pleno desta Corte (STF,
RE 667.687), ao analisar o incidente de inconstitucionalidade (TST-IIN-E-RR-15900-
86.2007.5.09.0459), inclina-se no sentido de que o art. 600 da CLT não foi recepcionado pela
Constituição Federal, tendo em vista nele haver previsão de multa progressiva, hipótese em que
o seu valor pode superar valor principal, o que vai de encontro com o entendimento do Supremo
Tribunal Federal acerca da proporcionalidade entre o desrespeito na norma tributária e a multa
aplicada. Nesse sentido, é a jurisprudência atual desta Corte." Desse modo, no caso em tela, os
órgãos fracionários podem afastar a aplicação da multa prevista no art. 600 da CLT, uma vez que
já houve pronunciamento do Pleno do STF sobre o tema.

(MPSP-2006): Relativamente à Cláusula de Reserva de Plenário, assinale a alternativa correta:


Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão
especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder
Público. BL: art. 97, CF/88.

OBS: Órgão fracionário de Tribunal de Justiça não pode declarar a inconstitucionalidade de lei
ou ato normativo pelo controle difuso, pois o art. 97 da CF enuncia que somente pelo voto da
maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os
Tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público.

167
Súmula vinculante 10: Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo 97) a decisão de órgão
fracionário de tribunal que embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou
ato normativo do poder público, afasta sua incidência, no todo ou em parte.

(TJMG-2005): No âmbito do controle de constitucionalidade das leis, a cláusula de reserva de


plenário não se aplica aos órgãos recursais de 2º grau dos juizados especiais. BL: STF, RE-AgR
468.466/RJ.

Art. 98. A União, no Distrito Federal e nos Territórios, e os Estados CRIARÃO:

I - juizados especiais, providos por juízes togados, ou togados e leigos, competentes para a
conciliação, o julgamento e a execução de causas cíveis de menor complexidade e infrações penais de
menor potencial ofensivo, mediante os procedimentos oral e sumariíssimo, permitidos, nas hipóteses
previstas em lei, a transação e o julgamento de recursos por turmas de juízes de primeiro grau;

II - JUSTIÇA DE PAZ, remunerada, composta de cidadãos eleitos pelo voto direto, universal e
secreto, com mandato de quatro anos e competência para, na forma da lei, celebrar casamentos, verificar,
de ofício ou em face de impugnação apresentada, o processo de habilitação e exercer atribuições
conciliatórias, sem caráter jurisdicional, além de outras previstas na legislação. (TJAL-2008)

OBS: (...) Lei estadual que disciplina os procedimentos necessários à realização das eleições
para implementação da justiça de paz [art. 98, II, da CB/88] não invade, em ofensa ao princípio
federativo, a competência da União para legislar sobre direito eleitoral [art. 22, I, da CB/88].
(...) ADI 2938, Relator Min. EROS GRAU, Tribunal Pleno, j. 9/06/05. (TJAL-2008)

§ 1º Lei federal disporá sobre a criação de juizados especiais no âmbito da Justiça Federal.
(Renumerado pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

§ 2º As custas e emolumentos serão destinados exclusivamente ao custeio dos serviços afetos às


atividades específicas da Justiça. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

Art. 99. Ao PODER JUDICIÁRIO É ASSEGURADA autonomia administrativa e financeira.


(TJMS-2008)

§ 1º Os tribunais ELABORARÃO suas propostas orçamentárias dentro dos limites estipulados


conjuntamente com os demais Poderes na lei de diretrizes orçamentárias.

(TJMG-2018-Consulplan): No tocante à auto-organização da magistratura, a Constituição da


República não veda o legislador estadual de legislar sobre as garantias institucionais do Poder
Judiciário, consubstanciadas na autonomia orgânico-administrativa e financeira preconizadas
pela “Lex Mater”. BL: art. 99, §1º, CF.

OBS: As garantias institucionais são a autonomia administrativa e financeira, previstas no artigo


99 da CF e que podem realmente tratadas pelo legislador estadual, pois a ele o Tribunal de Justiça
encaminha sua proposta orçamentária. As garantias institucionais não se confundem com as
garantias FUNCIONAIS (vitaliciedade, inamovibilidade e irredutibilidade de subsídios), as
quais não cabe ao legislador estadual tratar.

(TRF1-2015-CESPE): No exercício da autonomia administrativa e financeira de que dispõe o


Poder Judiciário, os tribunais têm competência para elaborar suas propostas orçamentárias
dentro dos limites estipulados conjuntamente com os demais poderes na lei de diretrizes
orçamentárias. BL: art. 99, §1º, CF.

168
§ 2º O encaminhamento da proposta, ouvidos os outros tribunais interessados, compete:
(TJDFT-2014)

I - no âmbito da União, aos Presidentes do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais


Superiores, com a aprovação dos respectivos tribunais;

II - no âmbito dos Estados e no do Distrito Federal e Territórios, aos Presidentes dos Tribunais
de Justiça, com a aprovação dos respectivos tribunais.

§ 3º Se os órgãos referidos no § 2º não encaminharem as respectivas propostas orçamentárias dentro


do prazo estabelecido na lei de diretrizes orçamentárias, o Poder Executivo considerará, para fins de
consolidação da proposta orçamentária anual, os valores aprovados na lei orçamentária vigente,
ajustados de acordo com os limites estipulados na forma do § 1º deste artigo. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 45, de 2004)

§ 4º Se as propostas orçamentárias de que trata este artigo forem encaminhadas em desacordo com
os limites estipulados na forma do § 1º, o Poder Executivo procederá aos ajustes necessários para fins de
consolidação da proposta orçamentária anual. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

§ 5º Durante a execução orçamentária do exercício, não poderá haver a realização de despesas ou a


assunção de obrigações que extrapolem os limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias, exceto
se previamente autorizadas, mediante a abertura de créditos suplementares ou especiais. (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

Art. 100. Os pagamentos devidos pelas Fazendas Públicas Federal, Estaduais, Distrital e
Municipais, em virtude de sentença judiciária, FAR-SE-ÃO EXCLUSIVAMENTE na ordem cronológica
de apresentação dos precatórios e à conta dos créditos respectivos, proibida a designação de casos ou de
pessoas nas dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para este fim. (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 62, de 2009). (Vide Emenda Constitucional nº 62, de 2009) (Anal. Judic./TRT6-
2018)

##Atenção: ##STF: ##DOD: É inconstitucional determinação judicial que decreta a constrição de


bens de sociedade de economia mista prestadora de serviços públicos em regime não concorrencial,
para fins de pagamento de débitos trabalhistas. Sociedade de economia mista prestadora de serviço
público não concorrencial está sujeita ao regime de precatórios (art. 100, CF/88) e, por isso,
impossibilitada de sofrer constrição judicial de seus bens, rendas e serviços, em respeito ao
princípio da legalidade orçamentária (art. 167, VI, CF/88) e da separação funcional dos poderes (art.
2º c/c art. 60, § 4º, III). STF. Plenário. ADPF 275/PB, Rel. Min. Alexandre de Moraes, j. 17/10/18 (Info
920).

##Atenção ##STF ##DOD: É aplicável o regime dos precatórios às sociedades de economia mista
prestadoras de serviço público próprio do Estado e de natureza não concorrencial. STF. Plenário.
ADPF 387/PI, Rel. Min. Gilmar Mendes, j. 23/3/17 (Info 858).

##Atenção ##STF ##DOD: Não se submetem ao regime de precatório as empresas públicas dotadas
de personalidade jurídica de direito privado com patrimônio próprio e autonomia administrativa
que exerçam atividade econômica sem monopólio e com finalidade de lucro. STF. 1ª Turma. RE
892727/DF, rel. orig. Min. Alexandre de Morais, red. p/ o ac. Min. Rosa Weber, julgado em 7/8/2018
(Info 910).

(TRF2-2017): Pagamentos devidos pela fazenda pública federal, estadual, distrital e municipal em
virtude de sentença judiciária deverão ser feitos exclusivamente na ordem cronológica de apresentação
dos precatórios. Conforme o entendimento do STF, é aplicável o regime de precatório apenas à União,
aos estados, ao Distrito Federal, aos municípios, às autarquias, às fundações públicas, às empresas

169
públicas e às sociedades de economia mista prestadoras de serviço público próprio do Estado. BL: art.
100, CF e Info 858, STF.

§ 1º Os débitos de natureza alimentícia compreendem aqueles decorrentes de salários, vencimentos,


proventos, pensões e suas complementações, benefícios previdenciários e indenizações por morte ou por
invalidez, fundadas em responsabilidade civil, em virtude de sentença judicial transitada em julgado, e
serão pagos com preferência sobre todos os demais débitos, exceto sobre aqueles referidos no § 2º deste
artigo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 62, de 2009).

§ 2º Os débitos de natureza alimentícia cujos titulares, originários ou por sucessão hereditária,


tenham 60 (sessenta) anos de idade, ou sejam portadores de doença grave, ou pessoas com deficiência,
assim definidos na forma da lei, serão pagos com preferência sobre todos os demais débitos, até o valor
equivalente ao triplo fixado em lei para os fins do disposto no § 3º deste artigo, admitido o fracionamento
para essa finalidade, sendo que o restante será pago na ordem cronológica de apresentação do
precatório. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 94, de 2016)

§ 3º O disposto no caput deste artigo relativamente À EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIOS NÃO SE


APLICA aos pagamentos de obrigações definidas em leis como DE PEQUENO VALOR que as
Fazendas referidas devam fazer em virtude de sentença judicial transitada em julgado. (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 62, de 2009). (PGEMT-2016) (Anal. Judic./TRT6-2018)

§ 4º Para os fins do disposto no § 3º, poderão ser fixados, por leis próprias, valores distintos às
entidades de direito público, segundo as diferentes capacidades econômicas, sendo o mínimo igual ao
valor do maior benefício do regime geral de previdência social. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 62, de 2009).

§ 5º É obrigatória a inclusão, no orçamento das entidades de direito público, de verba necessária ao


pagamento de seus débitos, oriundos de sentenças transitadas em julgado, constantes de precatórios
judiciários apresentados até 1º de julho, fazendo-se o pagamento até o final do exercício seguinte, quando
terão seus valores atualizados monetariamente. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 62, de
2009).

§ 6º As dotações orçamentárias e os créditos abertos serão consignados diretamente ao Poder


Judiciário, cabendo ao Presidente do Tribunal que proferir a decisão exequenda determinar o pagamento
integral e autorizar, a requerimento do credor e exclusivamente para os casos de preterimento de seu
direito de precedência ou de não alocação orçamentária do valor necessário à satisfação do seu débito, O
SEQUESTRO da quantia respectiva. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 62, de 2009).

(TJSP-2017-VUNESP): Sobre a impenhorabilidade dos bens públicos, pode-se afirmar que admite
exceção para a hipótese de sequestro de bens, nos termos do artigo 100, parágrafo 6°, da CF/1988, e
para a concessão de garantia, em condições especialíssimas, em operações de crédito externo, cabendo
ao Senado Federal dispor sobre limite e concessões, nos termos do artigo 52, VIII, da CF/1988. BL: art.
52, VIII c/c art. 100, §6º, CF.

OBS: Exceções:

 A autorização do sequestro da quantia em caso de preterimento do direito de precedência


ou de não alocação orçamentária, prevista no § 6º do art. 100, é sanção excepcional, que
confirma a regra.
 Em ação para fornecimento de medicamentos, o juiz pode determinar o bloqueio e sequestro
de verbas públicas em caso de descumprimento da decisão. Tratando-se de fornecimento de
medicamentos, cabe ao Juiz adotar medidas eficazes à efetivação de suas decisões, podendo,
se necessário, determinar, até mesmo, o sequestro de valores do devedor (bloqueio), segundo

170
o seu prudente arbítrio, e sempre com adequada fundamentação. STJ. 1ª Seção. REsp 1.069.810-
RS, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, julgado em 23/10/2013 (recurso repetitivo).

Vale ressaltar que o Poder Judiciário não deve compactuar com a desídia do Estado, que condenado
pela urgência da situação a entregar medicamentos imprescindíveis à proteção da saúde e da vida de
cidadão necessitado, revela-se indiferente à tutela judicial deferida e aos valores fundamentais da vida
e da saúde. Nesse sentido: AgRg no REsp 1002335/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 22.09.2008.

Mas os bens públicos não são impenhoráveis? Isso não seria uma forma de penhora de bens públicos?
Ademais, não haveria uma quebra na regra dos precatórios? Sim. No entanto, entendeu-se que o
direito à saúde, garantido constitucionalmente (arts. 6º e 196), deveria prevalecer sobre princípios de
Direito Financeiro ou Administrativo.

§ 7º O Presidente do Tribunal competente que, por ato comissivo ou omissivo, RETARDAR ou


TENTAR FRUSTRAR a liquidação regular de precatórios INCORRERÁ em CRIME DE
RESPONSABILIDADE e RESPONDERÁ, também, perante o Conselho Nacional de Justiça. (Incluído
pela Emenda Constitucional nº 62, de 2009). (Anal. Judic./TRT6-2018)

§ 8º É VEDADA a expedição de precatórios complementares ou suplementares de valor pago, bem


como o fracionamento, repartição ou quebra do valor da execução para fins de enquadramento de parcela
do total ao que dispõe o § 3º deste artigo [obs.: o §3º trata das obrigações definidas em leis como de
pequeno valor]. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 62, de 2009). (Anal. Judic./TRT6-2018)

(TJMG-2018-Consulplan): Avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas: I) “Não ofende
o preconizado pelo art. 100, §8º, da Constituição da República – segundo o qual é vedado o fracionamento,
repartição ou quebra de valores da execução, para fins de enquadramento – a execução individual de sentença
condenatória genérica proferida em ação coletiva que tem, como objeto, a tutela a direitos individuais
homogêneos.” PORQUE, II) “Na hipótese, a sentença de mérito limita-se à análise do núcleo dos direitos
controvertidos.”. A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta: As duas afirmativas são
verdadeiras e a segunda justifica a primeira. BL: art. 100, §8º, CF/88.

OBS: Vejamos o seguinte trecho de julgado do STF, que fundamenta a questão: "No recurso
extraordinário, sustenta-se violação do art. 100, § 8º, CF/88. Decido. A irresignação não merece
prosperar, uma vez que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE nº 925.754/PR,
o Ministro Teori Zavascki, reconheceu a repercussão geral do tema em debate e reafirmou o entendimento desta
Suprema Corte no sentido da constitucionalidade da execução individual de sentença condenatória
genérica proferida contra a Fazenda Pública em ação coletiva que visa a tutela de direitos individuais
homogêneos (...). Conforme sustentei em sede doutrinária, a diferença é que, enquanto no litisconsórcio ativo
facultativo, a sentença fará juízo não apenas sobre o núcleo de homogeneidade dos direitos afirmados na demanda,
mas também sobre as suas particularidades próprias, a sua margem de heterogeneidade, na ação coletiva, há
repartição da atividade cognitiva, de modo que a sentença de mérito limitar-se-á à análise do núcleo de
homegeneidade dos direitos controvertidos, devendo o restante ser enfrentado e decidido por outra
sentença, proferida em outra ação...". (...)(ARE 965589, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, j. 01/06/16,
publicado em PROCESSO ELETRÔNICO DJe-123 DIVULG 14/06/2016 PUBLIC 15/06/2016).

§ 9º No momento da expedição dos precatórios, independentemente de regulamentação, deles


deverá ser abatido, a título de compensação, valor correspondente aos débitos líquidos e certos, inscritos
ou não em dívida ativa e constituídos contra o credor original pela Fazenda Pública devedora, incluídas
parcelas vincendas de parcelamentos, ressalvados aqueles cuja execução esteja suspensa em virtude de
contestação administrativa ou judicial. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 62, de 2009).

§ 10. Antes da expedição dos precatórios, o Tribunal solicitará à Fazenda Pública devedora, para
resposta em até 30 (trinta) dias, sob pena de perda do direito de abatimento, informação sobre os débitos

171
que preencham as condições estabelecidas no § 9º, para os fins nele previstos. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 62, de 2009).

§ 11. É facultada ao credor, conforme estabelecido em lei da entidade federativa devedora, a entrega
de créditos em precatórios para compra de imóveis públicos do respectivo ente federado. (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 62, de 2009).

§ 12. A partir da promulgação desta Emenda Constitucional, a atualização de valores de


requisitórios, após sua expedição, até o efetivo pagamento, independentemente de sua natureza, será
feita pelo índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança, e, para fins de compensação
da mora, incidirão juros simples no mesmo percentual de juros incidentes sobre a caderneta de
poupança, ficando excluída a incidência de juros compensatórios. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 62, de 2009).

##ATENÇÃO#STF## Segundo o STF, para CORREÇÃO MONETÁRIA não deve ser utilizado o
índice da Poupança e sim do IPCA-E, independente da natureza do débito. Já para os JUROS DE
MORA o STF entende que pode ser utilizados os índices da Poupança para os créditos não-tributários,
contudo, para os créditos de natureza tributário a Fazenda deve aplicar os mesmos índices utilizados
para cobrar seus créditos tributários.

§ 13. O credor poderá ceder, total ou parcialmente, seus créditos em precatórios a terceiros,
independentemente da concordância do devedor, não se aplicando ao cessionário o disposto nos §§ 2º e
3º. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 62, de 2009).

§ 14. A cessão de precatórios somente produzirá efeitos após comunicação, por meio de petição
protocolizada, ao tribunal de origem e à entidade devedora. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 62,
de 2009).

§ 15. Sem prejuízo do disposto neste artigo, lei complementar a esta Constituição Federal poderá
estabelecer regime especial para pagamento de crédito de precatórios de Estados, Distrito Federal e
Municípios, dispondo sobre vinculações à receita corrente líquida e forma e prazo de liquidação.
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 62, de 2009).

§ 16. A SEU CRITÉRIO EXCLUSIVO e NA FORMA DE LEI, A UNIÃO PODERÁ ASSUMIR


DÉBITOS, oriundos de precatórios, de Estados, Distrito Federal e Municípios, REFINANCIANDO-
OS DIRETAMENTE. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 62, de 2009)

(Anal. Judic./TRT6-2018-FCC): À luz do que dispõe a Constituição Federal quanto ao regime de


precatórios judiciais, a seu critério exclusivo e na forma de lei, a União poderá assumir débitos,
oriundos de precatórios, de Estados, Distrito Federal e Municípios, refinanciando-os diretamente. BL:
art. 100, §16, CF/88.

§ 17. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios AFERIRÃO MENSALMENTE, EM


BASE ANUAL, o comprometimento de suas respectivas receitas correntes líquidas COM O
PAGAMENTO DE PRECATÓRIOS e OBRIGAÇÕES DE PEQUENO VALOR. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 94, de 2016) (Anal. Judic./TRT6-2018)

§ 18. Entende-se como receita corrente líquida, para os fins de que trata o § 17, o somatório das
receitas tributárias, patrimoniais, industriais, agropecuárias, de contribuições e de serviços, de
transferências correntes e outras receitas correntes, incluindo as oriundas do § 1º do art. 20 da
Constituição Federal, verificado no período compreendido pelo segundo mês imediatamente anterior ao
de referência e os 11 (onze) meses precedentes, excluídas as duplicidades, e deduzidas: (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 94, de 2016)

172
I - na União, as parcelas entregues aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios por
determinação constitucional; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 94, de 2016)

II - nos Estados, as parcelas entregues aos Municípios por determinação constitucional; (Incluído
pela Emenda Constitucional nº 94, de 2016)

III - na União, nos Estados, no Distrito Federal e nos Municípios, a contribuição dos servidores para
custeio de seu sistema de previdência e assistência social e as receitas provenientes da compensação
financeira referida no § 9º do art. 201 da Constituição Federal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº
94, de 2016)

§ 19. Caso o montante total de débitos decorrentes de condenações judiciais em precatórios e


obrigações de pequeno valor, em período de 12 (doze) meses, ultrapasse a média do comprometimento
percentual da receita corrente líquida nos 5 (cinco) anos imediatamente anteriores, a parcela que exceder
esse percentual poderá ser financiada, excetuada dos limites de endividamento de que tratam os incisos
VI e VII do art. 52 da Constituição Federal e de quaisquer outros limites de endividamento previstos, não
se aplicando a esse financiamento a vedação de vinculação de receita prevista no inciso IV do art. 167 da
Constituição Federal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 94, de 2016)

§ 20. Caso haja precatório com valor superior a 15% (quinze por cento) do montante dos precatórios
apresentados nos termos do § 5º deste artigo, 15% (quinze por cento) do valor deste precatório serão
pagos até o final do exercício seguinte e o restante em parcelas iguais nos cinco exercícios subsequentes,
acrescidas de juros de mora e correção monetária, ou mediante acordos diretos, perante Juízos Auxiliares
de Conciliação de Precatórios, com redução máxima de 40% (quarenta por cento) do valor do crédito
atualizado, desde que em relação ao crédito não penda recurso ou defesa judicial e que sejam observados
os requisitos definidos na regulamentação editada pelo ente federado. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 94, de 2016)

Seção II
DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Art. 101. O Supremo Tribunal Federal COMPÕE-SE de onze Ministros, ESCOLHIDOS dentre
cidadãos com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade, de notável saber
jurídico e reputação ilibada. (TJSP-2008)

Parágrafo único. Os Ministros do Supremo Tribunal Federal serão nomeados pelo Presidente da
República, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal.

Art. 102. COMPETE ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, A GUARDA DA


CONSTITUIÇÃO, cabendo-lhe: [rol taxativo]

(TJSP-2017-VUNESP): No âmbito do direito constitucional brasileiro, pode-se afirmar que o Supremo


Tribunal Federal desempenha dois papéis distintos: I) – o primeiro na teoria constitucional,
denominado de contra majoritário, que implica proteção às regras da vida democrática e dos direitos
fundamentais; II) – o outro papel, denominado representativo, implica o atendimento de demandas
sociais e anseios políticos que não foram objeto de deliberação pelo Parlamento, não podendo deixar
de decidir em face da garantia de acesso à jurisdição. BL: art. 102, CF.

OBS: "O que cabe destacar aqui é que Corte desempenha, claramente, dois papéis distintos e
aparentemente contrapostos. O primeiro papel é apelidado, na teoria constitucioal, de
contramajoritário: em nome da Constituição, da proteção das regras do jogo democrático e dos
direitos fundamentais, cabe a ela a atribuição de declarar a inconstitucionalidade de leis (i. e., de
decisões majoritárias tomadas pelo Congresso) e de atos do Poder Executivo (cujo chefe foi eleito pela
maioria absoluta dos cidadãos). Vale dizer: agentes públicos não eleitos, como juízes e Ministros do

173
STF, podem sobrepor a sua razão à dos tradicionais representantes da política majoritária. Daí o termo
contramajoritário. O segundo papel, menos debatido na teoria constitucional, pode ser referido como
representativo. Trata-se, como o nome sugere, do atendimento, pelo Tribunal, de demandas sociais
e de anseios políticos que não foram satisfeitos a tempo e a hora pelo Congresso Nacional”. (Fonte:
livro do Min. Barroso).

I - processar e julgar, originariamente:

a) a AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE de LEI ou ATO NORMATIVO


FEDERAL ou ESTADUAL E a AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE de LEI ou
ATO NORMATIVO FEDERAL; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993) (TCECE-
2008) (PGEPB-2008) (TJAP-2009) (MPRO-2010) (MPRS-2016) (MPMS-2018)

(MPGO-2016): O fato de a ação declaratória ter sido criada pela EC nº 3/1993, não a impede de ter por
objeto lei ou ato normativo produzido anteriormente à data da promulgação da referida emenda,
desde que posterior ao parâmetro constitucional invocado (adaptada).

(MPGO-2016): Podem ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade as decisões proferidas em


processo administrativo, quando a extensão dessas mesmas decisões seja tal que as torne um
verdadeiro ato administrativo normativo genérico.

OBS: A ADC, no âmbito do STF, pode versar apenas sobre norma federal (art. 102, I, “a”).

(Anal. Judic./STF-2013-CESPE): Cabe ação direta de inconstitucionalidade contra resolução do Senado


Federal que, ao suspender a execução de lei declarada inconstitucional pelo STF, extrapole os limites
da decisão a que faz referência. BL: ADI 3.929-MC, STF.

OBS1: Quando o STF, em sede de controle difuso de constitucionalidade, declara a


inconstitucionalidade de uma lei, tal decisão terá, em regra, validade apenas para o caso concreto.
Dizemos “em regra” porque o Senado Federal poderá expandir os efeitos dessa decisão, atribuindo-
lhe eficácia “erga omnes”. Para isso, o Senado Federal tem a faculdade de editar resolução, a qual terá
o condão de atribuir eficácia geral à decisão do STF, suspendendo o ato inconstitucional. Conforme
afirma o enunciado, caso essa resolução extrapole os limites da decisão do STF, ela poderá ser objeto
de ação direta de inconstitucionalidade. Ademais, a resolução do Senado Federal, por ser geral e
abstrata, é um ato normativo federal e pode ser alvo de controle de constitucionalidade.

OBS2: Ação direta de inconstitucionalidade. Medida cautelar concedida. Referendo. Resolução 7, de


21-6-2007, do Senado Federal. Suspensão erga omnes da eficácia de todo o texto de leis relativas à
cobrança do ICMS no Estado de São Paulo. Declaração de inconstitucionalidade anteriormente
estendida, no exercício do controle difuso, apenas aos dispositivos que haviam prorrogado a majoração
de alíquota e a sua vinculação a uma finalidade específica. Plausibilidade jurídica da alegação de
ofensa ao art. 52, X, da CF. Perigo na demora igualmente demonstrado. O ato normativo impugnado,
ao conferir eficácia erga omnes a um julgado singular, revela sua feição geral e obrigatória, sendo,
portanto, dotado de generalidade, abstração e impessoalidade. Precedentes. O exame minucioso das
decisões plenárias proferidas nos autos dos RE 183.906, 188.443 e 213.739 demonstra que a declaração
de inconstitucionalidade dos atos normativos que sucederam à Lei estadual paulista 6.556/1989
alcançaram, tão somente, os dispositivos que tratavam, exclusivamente, da majoração da alíquota do
ICMS e sobre a vinculação desse acréscimo percentual ao fundo criado para o desenvolvimento de
determinado programa habitacional. O Senado Federal, em grande parte orientado por comunicações
provenientes da Suprema Corte, acabou por retirar do mundo jurídico dispositivos das Leis paulistas
7.003/1990 e 7.646/1991, que, embora formalmente abarcados pela proclamação da
inconstitucionalidade do próprio Diploma em que inseridos, em nenhum momento tiveram sua
compatibilidade com a CF efetivamente examinada por este Supremo Tribunal. Plausibilidade da tese

174
de violação ao art. 52, X, da Carta Magna. Deferimento de medida cautelar referendado pelo Plenário."
(ADI 3.929-MC, Rel. Min. Ellen Gracie, julgamento em 29-8-2007, Plenário, DJ de 11-10-2007.)

(Anal. Judic./TRF5-2012-FCC): Considera-se mecanismo de controle de constitucionalidade


jurisdicional repressivo, previsto na Constituição da República, a ação direta de inconstitucionalidade
de lei ou ato normativo federal ou estadual, de competência originária do Supremo Tribunal Federal.
BL: art. 102, I, “a”, CF.

b) nas infrações penais comuns, o Presidente da República, o Vice-Presidente, os membros do


Congresso Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da República;

c) nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade, os Ministros de Estado e os


Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, ressalvado o disposto no art. 52, I, os membros
dos Tribunais Superiores, os do Tribunal de Contas da União e os chefes de missão diplomática de
caráter permanente; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 23, de 1999) (TJPB-2011)

(TJAC-2012-CESPE): Compete ao STF processar e julgar originariamente os ministros de Estado


nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade. BL: art. 102, I, “c”. CF. (processo
penal)

(MPDFT-2004): Em caso de contravenção penal comum cometido por Ministro do Supremo


Tribunal Federal, membro do Conselho Nacional de Justiça, cabe ao Supremo Tribunal Federal
o julgamento. BL: art. 102, I, “c”, CF.

OBS: Cumpre ressaltar que os ministros dos Tribunais Superiores serão julgados,
originariamente, perante o STF, nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade,
a teor do art. 102, I, “c”, CF. Desse modo, caso um desses ministros for nomeado para ser membro
do CNJ, ele continuará sendo julgado pelo STF nas infrações penais comuns. Entretanto, a
competência será deslocada para o Senado Federal em se tratando de crimes de
responsabilidade, consoante dispõe o art. 52, II da CF.

d) o HABEAS CORPUS, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o
MANDADO DE SEGURANÇA e o HABEAS DATA contra atos do Presidente da República, das Mesas
da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral
da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; (TJDFT-2008) (TJSE-2008) (TJSP-2009) (TJES-
2012) (TJRJ-2012)

(TJRJ-2011-VUNESP): Na hipótese de um Deputado Federal e um membro do Tribunal de


Contas do Estado serem pacientes do habeas corpus, a competência originária para processar e
julgar esse remédio constitucional será, respectivamente do STF e do STJ. BL: art. 102, I “d” e art.
105, I, “c”, CF/88.

Jurisprudência: o STF não tem competência para julgar ações ordinárias que impugnem atos do
TCU. Como o acessório segue o principal, o mesmo se passa com as ações cautelares
preparatórias dessas demandas. A competência originária deste Tribunal é definida pela
Constituição em caráter numerus clausus (ex.: art. 102, I, d), sendo inviável sua extensão pela
legislação ordinária. Dessa forma, ainda que o art. 1º, § 1º, da Lei 8.437/1992 admitisse a
interpretação defendida pelo embargante, ela haveria de ser afastada por produzir um resultado
inconstitucional. [AC 2.404 ED, rel. min. Roberto Barroso, j. 25-2-2014, 1ª T, DJE de 19-3-2014.]

e) o litígio entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e a União, o Estado, o Distrito


Federal ou o Território;

175
f) as causas e os conflitos entre a União e os Estados, a União e o Distrito Federal, ou entre uns e
outros, inclusive as respectivas entidades da administração indireta; (AGU-2007)

##ATENÇÃO#STF## A ação que discute a inscrição de Estado-membro em cadastro de


inadimplência da União em sede de convênio implica conflito federativo, o que atrai a
competência do STF para julgamento da causa.
O Supremo Tribunal Federal é originariamente competente para processar e julgar as causas que
revelem potencial conflito federativo entre a União e os Estados-membros (art. 102, I, ‘f’, da
CRFB/88), como nos casos em que se discute a inscrição destes nos cadastros federais de
irregularidades ou inadimplência. 2. A União é parte legítima para figurar no polo passivo das
ações em que Estado-membro impugne inscrição em cadastros federais de inadimplentes e/ou
de restrição de crédito. STF. Plenário. ACO 2764 AgR, Relator p/ Acórdão Min. Luiz Fux, julgado
em 16/10/2017.

g) a extradição solicitada por Estado estrangeiro;

h) (Revogado pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for
autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal
Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância; (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 22, de 1999)

j) a REVISÃO CRIMINAL e a AÇÃO RESCISÓRIA de seus julgados; (TJPR-2008)

l) a RECLAMAÇÃO para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas


decisões; (AGU-2007)

m) a execução de sentença nas causas de sua competência originária, facultada a delegação de


atribuições para a prática de atos processuais;

n) a ação em que todos os membros da magistratura sejam direta ou indiretamente interessados,


e aquela em que mais da metade dos membros do tribunal de origem estejam impedidos ou sejam
direta ou indiretamente interessados;

##ATENÇÃO#STF## O STF tem competência para processar e julgar causas em que se discute
prerrogativa dos juízes de portar arma de defesa pessoal, por se tratar de ação em que todos os
membros da magistratura são direta ou indiretamente interessados (art. 102,!, "n", da CF/88). STF.
Plenário. Rcl 11323 AgR/SP. Rel. Orig. Min. Rosa Weber, red. p/ a acórdão Min. Teori Zavascki.
julgado em 22/4/2015 (Info 782).

##ATENÇÃO#STF## Compete ao STF julgar MS proposto pe(() TJ contra o Governador pedindo o


repasse do duodécimo do Judiciário Compete ao STF julgar mandado de segurança impetrado pelo
Tribunal de Justiça contra ato do Governador do Estado que atrasa o repasse do duodécimo devido ao
Poder Judiciário. STF, 1ª Turma, MS 34483-MC/RJ. Rel. Min Dias Toffoli, julgado em 22/11/2016 (Info
848).

##ATENÇÃO#STF## Causa que interessa a todos os membros da magistratura, mas que é comum
também a outras carreiras: competência não é do STF
O art.l02, I, 'n', da CF/88 determina que a ação em que todos os membros da magistratura sejam direta
ou indiretamente interessados é de competência originária do STF. Vale ressaltar, no entanto, que a
causa não será da competência originária do STF se a matéria discutida, além de ser do interesse de
todos os membros da magistratura, for também do interesse de outras carreiras de servidores
públicos. Além disso, para incidir o dispositivo, o texto constitucional preconiza que a matéria

176
discutida deverá interessar a todos os membros da magistratura e não apenas a parte dela. Com base
nesses argumentos, o STF decidiu que não é competente para julgar originariamente ação intentada
por juiz federal postulando "ajuda de custo decorrente de remoção" tendo em vista que esse pedido é
comum a diversas carreiras públicas, o que afasta a competência da Suprema Corte.
• STF. 1ª Turma. ARE 744436 AgR/PE, Rel. Min. Rosa Weber, julgado em 30/9/2014 (Info 761).
• STF. 2ª Turma. AO 1840 AgR/PR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 11/2/2014 (Info 735).

o) os CONFLITOS DE COMPETÊNCIA entre o Superior Tribunal de Justiça e quaisquer


tribunais, entre Tribunais Superiores, ou entre estes e qualquer outro tribunal; (TJPB-2011)

OBS: Compete ao STF resolve os conflitos de competência entre o STJ e quaisquer tribunais, entre
Tribunais Superiores, ou entre estes e qualquer outro tribunal.

p) o pedido de medida cautelar das ações diretas de inconstitucionalidade;

(Anal. Judic./STM-2011-CESPE): É possível se formular pedido cautelar em ação direta de


inconstitucionalidade. BL: art. 10 da Lei 9868/99 e art. 102, I, “p” da CF/88.

q) o MANDADO DE INJUNÇÃO, quando a elaboração da norma regulamentadora for atribuição


do Presidente da República, do Congresso Nacional, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, das
Mesas de uma dessas Casas Legislativas, do Tribunal de Contas da União, de um dos Tribunais
Superiores, ou do próprio Supremo Tribunal Federal;

(PGM-Porto Ferreira/SP-2017-VUNESP): João é servidor público do Estado de São Paulo e exerce


atividade sob condições especiais que prejudicam sua saúde. A Constituição Federal, por sua vez, em
seu art. 40, § 4°, III, permite que sejam adotados requisitos e critérios diferenciados para a concessão
de aposentadoria de servidores cujas atividades sejam exercidas sob condições especiais que
prejudiquem a saúde ou a integridade física, nos termos definidos em leis complementares. Diante da
inexistência de Lei Complementar regulamentando a matéria, João deseja tomar as medidas judiciais
cabíveis, a fim de que o Poder Judiciário assegure-lhe o direito à aposentadoria especial, nos moldes
da legislação infraconstitucional já existente e aplicada para trabalhadores em geral. Nesse caso, João
deve impetrar mandado de injunção perante o Supremo Tribunal Federal. BL: art. 102, I, “q” da CF/88
c/c SV 33 do STF e MI 4.15/MT e RE 797905, ambos julgados pelo STF.

OBS: Recurso extraordinário. Repercussão Geral da questão constitucional reconhecida. Reafirmação


de jurisprudência. A omissão referente à edição da Lei Complementar a que se refere o art. 40, §4º,
da CF/88, deve ser imputada ao Presidente da República e ao Congresso Nacional. 2. Competência
para julgar mandado de injunção sobre a referida questão é do Supremo Tribunal Federal. 3.
Recurso extraordinário provido para extinguir o mandado de injunção impetrado no Tribunal de
Justiça. (RE 797905 RG, Rel. Min. GILMAR MENDES, julgado em 15/05/2014).

OBS: A eficácia do direito à aposentadoria especial objeto do art. 40, § 4º, da Constituição Federal,
exige regulamentação mediante lei complementar de iniciativa privativa do Presidente da
República, de modo que cabe ao Supremo Tribunal Federal, ex vi do art. 102, I, “q”, da Lei Maior, o
julgamento do mandado de injunção impetrado com o objetivo de viabilizar o seu exercício.

r) as ações CONTRA o Conselho Nacional de Justiça e contra o Conselho Nacional do Ministério


Público; (Incluída pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (TJSP-2008/2009)

(TJRS-2018-VUNESP): Assinale a alternativa que corretamente discorre sobre o Conselho Nacional de


Justiça: O Conselho Nacional de Justiça não tem nenhuma competência sobre o Supremo Tribunal
Federal e seus ministros, sendo esse o órgão máximo do Poder Judiciário nacional, a que aquele está
sujeito. BL: arts. 102, caput, I, “r e art. 103-B, §4º, CF e ADI 3367, STF.

177
OBS: Vejamos a ADI 3.367, julgada pelo STF: "(...) CNJ. Órgão de natureza exclusivamente administrativa.
Atribuições de controle da atividade administrativa, financeira e disciplinar da magistratura. Competência
relativa apenas aos órgãos e juízes situados, hierarquicamente, abaixo do STF. Preeminência deste, como
órgão máximo do Poder Judiciário, sobre o Conselho, cujos atos e decisões estão sujeitos a seu controle
jurisdicional. Inteligência dos arts. 102, caput, I, r, e 103-B, § 4º, da CF. O CNJ não tem nenhuma
competência sobre o STF e seus ministros, sendo este o órgão máximo do Poder Judiciário nacional, a
que aquele está sujeito." (ADI 3.367, rel. min. Cezar Peluso, j. 13-4-2005, P, DJ de 22-9-2006).

(TJDFT-2007): A partir da Emenda Constitucional nº 45/2004, compete ao Supremo Tribunal Federal,


precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe processar e julgar, originariamente, as ações
contra o Conselho Nacional de Justiça e contra o Conselho Nacional do Ministério Público. BL: art. 102,
I, “r” da CF/88.

##ATENÇÃO#STF## Competência para julgar MS contra ato de Presidente de TJ que cumpre


resolução do CNJ
Compete ao STF julgar mandado de segurança contra ato do Presidente de Tribunal de Justiça que, na
condição de mero executor, apenas dá cumprimento à resolução do CNJ. Isso porque a competência
para julgar MS contra atos do CNJ é do STF. STF. 2' Turma Rci4731/DF. Rei. Min. Cármen Lúcia,
julgado em 5/8/2014 (Info 753)

##ATENÇÃO#STF## STF não é competente para julgar MS impetrado contra decisões negativas do
CNJ/CNMP
A competência para julgar mandados de segurança impetrados contra o CNJ e o CNMP é do STF (art.
102, I, "r", da CF/88). Algumas vezes o interessado provoca o CNJ ou o CNMP, mas tais órgãos
recusam-se a tomar alguma providência no caso concreto porque alegam que não têm competência
para aquela situação ou que não é hipótese de intervenção. Nessas hipóteses, dizemos que a decisão
do CNJ ou CNMP foi "NEGATIVA" porque ela nada determina, nada aplica, nada ordena, nada
invalida. Nesses casos, a parte interessada poderá impetrar MS contra o CNJ/CNMP no STF?
NÃO. O STF não tem competência para processar e julgar ações decorrentes de decisões negativas
do CNMP e do CNJ. Segundo entende o STF, como o conteúdo da decisão do CNJ/CNMP foi
"negativo", ele não decidiu nada. Se não decidiu nada, não praticou nenhum ato. Se não praticou
nenhum ato, não existe ato do CNJ/CNMP a ser atacado no STF. STF. r Turma. MS 33163/DF. rei.
orig. Min. Marco Aurélio. Red. p/ o acórdão Min. Roberto Barroso, julgado em 5/5/2015 (Info 784).
Não cabe mandado de segurança contra ato de deliberação negativa do Conselho Nacional de Justiça,
por não se tratar de ato que importe a substituição ou a revisão do ato praticado por outro órgão do
Judiciário. Assim, não compete ao STF julgar MS impetrado contra decisão do CNJ que julgou
improcedente pedido de cassação de um ato normativo editado por vara judicial. STF. 2ª Turma. MS
33085/DF. Rei. Min. Teori Zavascki, julgado em 20/09/2016 (Info 840).

II - JULGAR, em RECURSO ORDINÁRIO:

a) o habeas corpus, o mandado de segurança, o habeas data e o mandado de injunção DECIDIDOS


em única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão; (DPU-2007)

b) o crime político;

III - JULGAR, mediante RECURSO EXTRAORDINÁRIO, as causas decididas em única ou


última instância, quando a decisão recorrida: (TJAP-2009)

a) CONTRARIAR dispositivo desta Constituição; (TJSP-2014)

b) DECLARAR a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal;

c) JULGAR VÁLIDA lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição.

178
d) JULGAR VÁLIDA lei local contestada em face de lei federal. (Incluída pela Emenda
Constitucional nº 45, de 2004) (AGU-2007)

(TJSP-2014-VUNESP): Assinale, dentre as opções seguintes, aquela que contém modelo de


decisão impugnável por recurso extraordinário, segundo a Constituição Federal: Decisão
colegiada do Tribunal de Justiça que julgar válida lei local contestada em face de lei federal. BL:
art. 102, III, “d”, CF.

(TJDFT-2007): A partir da Emenda Constitucional nº 45/04, Compete ao STF julgar, mediante


recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última instância, quando a decisão
recorrida julgar válida lei local contestada em face de lei federal. BL: art. 102, III, “d” da CF/88.

OBS: Dica1:
 LEI X LEI (lei local X lei federal) = STF = REXT.
 LEI X ATO ( lei federal X ato de governo local) = STJ

OBS: Dica 2:
 RESP: STJ : Julgar ato de governo local contestado em face de lei federal.
 REXT: STF : julgar válida lei local contestada em face de lei federal.

§ 1.º A ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL, decorrente


desta Constituição, SERÁ APRECIADA pelo Supremo Tribunal Federal, na forma da lei.
(Transformado do parágrafo único em § 1º pela Emenda Constitucional nº 3, de 17/03/93)

(MPRS-2016): Consoante preceituam os artigos 102 e 103 da Carta da República, assinale a


alternativa CORRETA: A arguição de descumprimento de preceito fundamental, decorrente da
Constituição Federal, será apreciada pelo Supremo Tribunal Federal, na forma da lei. BL: art.
102, §1º, CF/88. [adaptada]

§ 2º As DECISÕES DEFINITIVAS DE MÉRITO, PROFERIDAS pelo Supremo Tribunal Federal,


nas ações diretas de inconstitucionalidade e nas ações declaratórias de constitucionalidade
PRODUZIRÃO EFICÁCIA CONTRA TODOS e EFEITO VINCULANTE, relativamente aos demais
órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e
municipal. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (AGU-2009) (PGEAM-2010)
(TJRO-2011) (MPSC-2016)

(DPESC-2017-FCC): As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo STF, nas ações diretas de
inconstitucionalidade e nas ações declaratórias de constitucionalidade produzirão eficácia
contra todos e efeito vinculante, relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e à
administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. BL: art. 102,
§2º da CF/88.

(MPRS-2016): Consoante preceituam os artigos 102 e 103 da Carta da República, assinale a


alternativa CORRETA: As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal
Federal, nas ações diretas de inconstitucionalidade e nas ações declaratórias de
constitucionalidade produzirão eficácia contra todos e efeito vinculante, relativamente aos
demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal,
estadual e municipal. BL: art. 102, §2º da CF/88. [adaptada]

(TJRS-2009): A decisão definitiva de mérito, proferida pelo STF, em ADI, produz efeito
vinculante relativamente aos demais Órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública em
geral. BL: art. 102, §2º da CF/88.

179
(TJMG-2005): De acordo com a jurisprudência do STF, as decisões definitivas de mérito, por ele
proferidas nas ações diretas de inconstitucionalidade, produzem eficácia contra todos e efeito
vinculante, relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e aos do Poder Executivo,
quando proferidas após a vigência da Emenda Constitucional n.º 3, de 17.03.93.

OBS: Na verdade, o efeito vinculante veio com a EC 45/04, mas o STF, desde a EC 03/93, que
criou a ADC com eficácia erga omnes e efeito vinculante, já entendia que a ADIN e ADC eram
ações de sinais trocados e tinham a mesma natureza, por conta desse entendimento o efeito
vinculante da ADC foi estendido à ADIN.

§ 3º No recurso extraordinário o recorrente DEVERÁ DEMONSTRAR a REPERCUSSÃO


GERAL das questões constitucionais discutidas no caso, nos termos da lei, a fim de que o Tribunal
examine a admissão do recurso, SOMENTE PODENDO RECUSÁ-LO pela manifestação de dois terços
de seus membros. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (AGU-2009)

(TJSP-2014-VUNESP): Assinale a opção correta a respeito da repercussão geral das questões


constitucionais discutidas em recurso extraordinário: A repercussão geral deve ser demonstrada
pelo recorrente em preliminar de recurso extraordinário, e o STF só pode inadmitir o recurso
pela manifestação de dois terços de seus membros. BL: art. 102, §3º, CF.

OBS: Segundo o art. 543-A, § 2º, do CPC/1973, o recorrente deveria arguir obrigatoriamente em
preliminar de recurso extraordinário a existência da repercussão geral das questões
constitucionais nele versadas, demonstrando a relevância dessa questão do ponto de vista
econômico, político, social ou jurídico, ou ainda a circunstância de essas questões ultrapassarem
os interesses subjetivos da causa; elementos alternativos para configurar a repercussão geral.
Todavia, no § 2.º do art. 1.035, do Novo CPC, ainda que seja mantida a exigência de
demonstração da existência de repercussão geral pelo recorrente, é suprimida a previsão de
que tal demonstração seja elaborada como preliminar do recurso. Pode-se argumentar que a
mudança tem pouca repercussão prática, porque o recorrente continua obrigado a demonstrar a
repercussão geral, podendo fazê-lo em parte final do recurso extraordinário – o que sempre
pareceu mais lógico, considerando-se que a repercussão geral é demonstrada pelas razões
recursais – e não mais em sede preliminar. (Fonte: Daniel Amorim Assumpção Neves – Manual
Direito Processual Civil – Vol. Único – 8 ed., 2016). Embora o novo CPC tenha suprimido a
exigência da demonstração da repercussão geral, no recurso extraordinário, em preliminar de
recurso, o Regimento Interno do STF manteve a previsão, no seu art. 327, que dispõe o seguinte:
“A Presidência do Tribunal recusará recursos que não apresentem preliminar formal e fundamentada de
repercussão geral, bem como aqueles cuja matéria carecer de repercussão geral, segundo precedente do
Tribunal, salvo se a tese tiver sido revista ou estiver em procedimento de revisão”. No entanto, temos
um Enunciado do FPPC em sentido contrário, vejamos: “Enunciado 224 - FPPC - (art. 1.035, § 2º)
A existência de repercussão geral terá de ser demonstrada de forma fundamentada, sendo dispensável sua
alegação em preliminar ou em tópico específico. (Grupo: Recursos Extraordinários)”.

Art. 103. PODEM PROPOR a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de


constitucionalidade: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

I - o Presidente da República; (PGEAM-2010)

(PCPR-2007-UFPR): Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória


de constitucionalidade as pessoas e órgãos adiante nominados, EXCETO: o Vice-Presidente da
República. (Anal. Judic./TJDFT-2008)

II - a Mesa do Senado Federal;

III - a Mesa da Câmara dos Deputados;

180
IV a Mesa de Assembleia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal; (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

V o Governador de Estado ou do Distrito Federal; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº


45, de 2004) (PGEAM-2010) (MPMS-2018)

VI - o Procurador-Geral da República;

VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil; (PGEAM-2010)

VIII - partido político com representação no Congresso Nacional; (TJMA-2008) (PGEAM-2010)

IX - confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional. (PGEAM-2010)

(TJRS-2012): Com exceção de confederações sindicais ou entidades de classe de âmbito nacional


e de partidos políticos com representação no Congresso Nacional, todos os demais legitimados
para propor ação direta de inconstitucionalidade dispõem de capacidade postulatória especial,
podendo praticar, no processo, quaisquer atos ordinariamente privativos de advogados. BL: art.
103, VIII e IX, CF. (PGERS-2011)

ASSOCIAÇÃO DE ASSOCIAÇÕES: LEGITIMIDADE PARA ADI


Ação direta de inconstitucionalidade: legitimação ativa: "entidade de classe de âmbito nacional":
compreensão da "associação de associações" de classe: revisão da jurisprudência do Supremo
Tribunal. O conceito de entidade de classe é dado pelo objetivo institucional classista, pouco
importando que a eles diretamente se filiem os membros da respectiva categoria social ou
agremiações que os congreguem, com a mesma finalidade, em âmbito territorial mais restrito. É
entidade de classe de âmbito nacional – como tal legitimada à propositura da ação direta de
inconstitucionalidade (CF, art. 103, IX) – aquela na qual se congregam associações regionais
correspondentes a cada unidade da Federação, a fim de perseguirem, em todo o País, o mesmo
objetivo institucional de defesa dos interesses de uma determinada classe. Nesse sentido, altera
o Supremo Tribunal sua jurisprudência, de modo a admitir a legitimação das "associações de
associações de classe", de âmbito nacional, para a ação direta de inconstitucionalidade. [ADI
3.153 AgR, rel. min. Sepúlveda Pertence, j. 12-8-2004, P, DJ de 9-9-2005.] = ADI 2.797 e ADI 2.860,
rel. min. Sepúlveda Pertence, j. 15-9-2005, P, DJ de 19-12-2006

CONSELHOS DE FISCALIZAÇÃO PROFISSIONAL NÃO EQUIVALEM A ENTIDADE DE


CLASSE DE ÂMBITO NACIONAL
Os conselhos de fiscalização profissional têm como função precípua o controle e a fiscalização
do exercício das profissões regulamentadas, exercendo, portanto, poder de polícia, atividade
típica de Estado, razão pela qual detêm personalidade jurídica de direito público, na forma de
autarquias. Sendo assim, tais conselhos não se ajustam à noção de entidade de classe, expressão
que designa tão somente aquelas entidades vocacionadas à defesa dos interesses dos membros
da respectiva categoria ou classe de profissionais. [ADPF 264 AgR, rel. min. Dias Toffoli, j. 18-
12-2014, P, DJE de 25-2-2015.]

CONFEDERAÇÃO NÃO POSSUI LEGITIMIDADE PARA PROPOR ADI


União Geral dos Trabalhadores (UGT). (...) Mantida a decisão de reconhecimento da inaptidão
da agravante para instaurar controle abstrato de normas, visto não se amoldar à hipótese de
legitimação prevista no art. 103, IX, "parte inicial", da CF. Muito embora ocorrido o
reconhecimento formal das centrais sindicais com a edição da Lei 11.648/2008, a norma não teve
o condão de equipará-las às confederações, de modo a sobrelevá-las a um patamar hierárquico
superior na estrutura sindical. Ao contrário, criou-se um modelo paralelo de representação,
figurando as centrais sindicais como patrocinadoras dos interesses gerais dos trabalhadores, e

181
permanecendo as confederações como mandatárias máximas de uma determinada categoria
profissional ou econômica.
[ADI 4.224 AgR, rel. min. Dias Toffoli, j. 1º-8-2011, P, DJE de 8-9-2011.]

§ 1º O PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA DEVERÁ SER previamente ouvido nas ações


de inconstitucionalidade e em todos os processos de competência do Supremo Tribunal Federal.
(Anal. Judic./TRF1-2017)

(PGM-Itatiba/SP-2015-VUNESP): No sistema de controle de constitucionalidade, com relação a


suas funções constitucionais, o Procurador-Geral da República deve ser previamente ouvido nas
ações de inconstitucionalidade. BL: art. 103, §1º, CF/88.

(TJMA-2008): O Procurador-Geral da República deverá ser previamente ouvido nas ações de


inconstitucionalidade e em todos os processos de competência do STF, o qual também pode
propor ações diretas de inconstitucionalidade ou ações declaratórias de constitucionalidade. BL:
art. 103, inciso VI e §1º da CF/88.

§ 2º DECLARADA a INCONSTITUCIONALIDADE POR OMISSÃO de medida para tornar


efetiva norma constitucional, SERÁ DADA ciência ao Poder competente para a adoção das
providências necessárias e, em se tratando de órgão administrativo, para FAZÊ-LO em trinta dias.
(TJPR-2008) (MPSC-2016)

(MPRS-2016): Consoante preceituam os artigos 102 e 103 da Carta da República, assinale a


alternativa CORRETA: Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar
efetiva norma constitucional, será dada ciência ao Poder competente para a adoção das
providências necessárias e, em se tratando de órgão administrativo, para fazê-lo em trinta dias.
BL: art. 103, §2º, CF/88. [adaptada]

§ 3º Quando o Supremo Tribunal Federal APRECIAR a inconstitucionalidade, em tese, de norma


legal ou ato normativo, CITARÁ, previamente, o ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO, que
DEFENDERÁ o ato ou texto impugnado. (AGU-2004) (TJSE-2008) (TJPR-2008) (Anal. Judic./TRT19-
2008) (Anal. Judic./TRT14-2011) (Anal. Judic./TRF1-2017)

##Atenção: ##STF: ##CESPE: A regra é de que tanto o AGU, em âmbito federal, quanto o PGE,
em nível estadual, defendam a constitucionalidade da norma. A jurisprudência do STF, no
entanto, criou uma exceção, retirando a obrigatoriedade da defesa da constitucionalidade da
norma quando já houver manifestação anterior da Suprema Corte no sentido da
inconstitucionalidade da lei ou ato normativo. É o que se observa:
(...) O múnus a que se refere o imperativo constitucional (CF, art. 103, §
3º) deve ser entendido com temperamentos. O Advogado- Geral da
União não está obrigado a defender tese jurídica se sobre ela esta
Corte já fixou entendimento pela sua inconstitucionalidade. (...) (ADI
1616, Rel. Min. Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, j. 24/5/01)

(MPRS-2016): Consoante preceituam os artigos 102 e 103 da Carta da República, assinale a


alternativa CORRETA: Quando o STF apreciar a inconstitucionalidade, em tese, de norma legal
ou ato normativo, citará, previamente, o Advogado-Geral da União, que defenderá o ato ou texto
impugnado. BL: art. 103, §3º, CF/88. [adaptada]

(TJMA-2008): O Advogado Geral da União não tem legitimidade para propor ação direta de
inconstitucionalidade, perante o STF. BL: art. 103, §3º da CF/88. (Anal. Judic./TREMS-2007)

OBS: O AGU não tem legitimidade para propor ação direta de inconstitucionalidade, perante o
STF, pois, nos termos do art. 103, §3º, cabe a ele a defesa do ato ou texto impugnado.

182
§ 4.º (Revogado pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal PODERÁ, de ofício ou por provocação, mediante
decisão de dois terços dos seus membros, APÓS REITERADAS DECISÕES SOBRE MATÉRIA
CONSTITUCIONAL, APROVAR súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, TERÁ
EFEITO VINCULANTE em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública
direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como PROCEDER à sua revisão ou
cancelamento, na forma estabelecida em lei. (Incluído pela EC nº 45, de 2004) (TJDFT-2007) (TJMS-
2008) (TJSP-2011) (MPSP-2012) (MPSC-2014)

(PGEPE-2018-CESPE): A súmula vinculante, aprovada pelo STF e publicada na imprensa oficial,


produz efeito vinculante em relação aos órgãos da administração pública direta e indireta em
todas as esferas federativas. BL: art. 103-A, CF/88.

(TCESP-2017-FCC): Suponha que o STF, de ofício, mediante a decisão de 2/3 de seus membros,
após o julgamento de um caso de grande repercussão, tenha aprovado súmula vinculante. Nessa
hipótese, é correto afirmar que a edição da Súmula Vinculante desrespeitou a CF/1988, pois a
edição da Súmula Vinculante exige reiteradas decisões sobre a matéria constitucional aventada,
o que não foi cumprido ao se decidir em apenas 1 caso. BL: art. 103-A, CF/88.

OBS: Segundo professor Marcelo Novelino, no tocante ao aspecto espacial, e que pese a ausência
de referência expressa ao Distrito Federal, tanto na Constituição Federal (art.103-A), quanto da
Lei nº 11.417/2006 (art 2º), a súmula vinculante produz efeitos em todo o território brasileiro.
Seria descabida uma interpretação no sentido de que a súmula produz efeitos nas esferas
federal, estadual e municipal, mas não se aplica no Distrito Federal ou mesmo nos Territórios
que venham a ser criados. (DPU-2007)

OBS:
SÚMULA VINCULANTE: 2/3 dos ministros do STF, portanto, 8 ministros precisam votar no
sentido de concretizar a súmula vinculante.

APLICA-SE o EFEITO VINCULANTE:


 PODER EXECUTIVO e
 DEMAIS ÓRGÃOS DO PODER JUDICIÁRIO.

NÃO SE APLICA o EFEITO VINCULANTE:


 PRÓPRIO STF que, em determinadas circunstâncias, PODERÁ REVER SUAS
DECISÕES.
 PODER LEGISLATIVO (legislador) que, em tese, poderá editar uma nova lei com
conteúdo material idêntico ao do texto normativo declarado inconstitucional.

OBS: Qual o requisito deve ser observado para que as atuais súmulas do STF produzam efeito
vinculante? Para que as mencionadas súmulas produzam efeito vinculante, devem as mesmas
ser confirmadas por 2/3 de seus integrantes e publicadas na imprensa oficial. É o que dispõe o
art. 8° da EC nº 45/04: “Art. 8º As atuais súmulas do Supremo Tribunal Federal somente produzirão
efeito vinculante após sua confirmação por dois terços de seus integrantes e publicação na
imprensa oficial.”.

(TJSP-2013-VUNESP): Súmula do STF aprovada por 2/3 de seus membros, com efeito
vinculante, nos termos do art. 103-A, da Constituição Federal, não pode ser objeto de ação direta
de inconstitucionalidade. BL: art. 103-A, CF.

OBS: O entendimento doutrinário-jurisprudencial majoritário é no sentido de não ser possível


a propositura de ADI contra súmulas vinculantes. Dois são os fundamentos básicos: 1º) As
súmulas vinculantes não são marcadas pela generalidade e abstração, requisitos indispensáveis
183
dos atos normativos combatidos pela ADI; 2º) Existe um procedimento próprio para atacá-las,
que é o pedido de cancelamento de SV (CF, art. 103-A e Lei 11.417/06)

OBS: Possibilidade de recurso: Há uma decisão monocrática tomada no HC – 96301/SP, em


que a Ministra Ellen Gracie entendeu ser possível a propositura de ADI contra Súmula
Vinculante. Porém, a questão em exame questionou o teor do que consta na CF/88.

(TJPR-2010): Considerando as súmulas vinculantes pátrias, assinale a opção CORRETA: A Corte


Suprema (STF), guardiã da Constituição Federal de 1988, de ofício ou mediante provocação, tem
exclusividade para a edição, a revisão e o cancelamento de enunciado de súmula vinculante. BL:
art. 103-A, CF.

§ 1º A súmula terá por objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas,


acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública
que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica.
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (MPSP-2012)

OBS: Qual o objeto da denominada Súmula vinculante? Referida Súmula terá por objeto a
validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja controvérsia
atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave
insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica (art. 103-A,
§1º, da CF, com redação dada pela EC n.45/04).

§ 2º Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento de
súmula PODERÁ SER PROVOCADA por aqueles que PODEM PROPOR a AÇÃO DIRETA DE
INCONSTITUCIONALIDADE. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (TJSP-
2011/2013/2014)

OBS: Vejamos o teor do art. 3º da Lei 11.417/2006, que dispõe acerca dos legitimados para
propor a edição, a revisão ou o cancelamento de enunciado de súmula vinculante:

Art. 3o São legitimados a propor a edição, a revisão ou o cancelamento de enunciado de


súmula vinculante:
I - o Presidente da República;
II - a Mesa do Senado Federal;
III – a Mesa da Câmara dos Deputados;
IV – o Procurador-Geral da República;
V - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;
VI - o Defensor Público-Geral da União;
VII – partido político com representação no Congresso Nacional;
VIII – confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional;
IX – a Mesa de Assembléia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal;
X - o Governador de Estado ou do Distrito Federal;
XI - os Tribunais Superiores, os Tribunais de Justiça de Estados ou do Distrito Federal e
Territórios, os Tribunais Regionais Federais, os Tribunais Regionais do Trabalho, os Tribunais
Regionais Eleitorais e os Tribunais Militares.
§ 1o O Município poderá propor, incidentalmente ao curso de processo em que seja parte,
a edição, a revisão ou o cancelamento de enunciado de súmula vinculante, o que não autoriza a
suspensão do processo.
§ 2o No procedimento de edição, revisão ou cancelamento de enunciado da súmula
vinculante, o relator poderá admitir, por decisão irrecorrível, a manifestação de terceiros na
questão, nos termos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal.

184
§ 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que
indevidamente a aplicar, CABERÁ RECLAMAÇÃO ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL que,
JULGANDO-A PROCEDENTE, ANULARÁ o ato administrativo ou CASSARÁ a decisão judicial
reclamada, e DETERMINARÁ que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme
o caso. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (TJDFT-2007) (TJMG-2009) (TJSP-
2011/2014) (Anal.Judic./TJBA-2015)

(PGM-Marília/SP-2017-VUNESP): Segundo o disposto na Constituição Federal, se um ato


administrativo aplicar indevidamente determinada súmula vinculante do STF, é correto afirmar
que poderá ser anulado por meio de reclamação ao STF. BL: art. 103-A, §3º, CF.

(PGM-Campinas/SP-2016-FCC): Caberá reclamação perante o STF em face ato administrativo,


de instância final, praticado com base em lei declarada previamente inconstitucional em sede de
ação direta de inconstitucionalidade pelo próprio STF. BL: art. 103-A, CF.

(PGM-Campinas/SP-2016-FCC): Caberá reclamação perante o STF em face decisão


administrativa que condiciona a interposição de recurso, em sede de processo administrativo
fiscal, à realização de depósito prévio da quantia tida como devida pelo Fisco. BL: art. 103-A, CF.

(TJPA-2014-VUNESP): A inobservância da súmula vinculante em sentença proferida por juiz


singular pode ser corrigida mediante Reclamação ao Supremo Tribunal Federal. BL: art. 103-A,
CF.

Art. 103-B. O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA COMPÕE-SE de 15 (quinze) membros com


mandato de 2 (dois) anos, ADMITIDA 1 (uma) recondução, sendo: (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 61, de 2009) (TJRS-2009) (TJSP-2009/2011) (MPSP-2015) (TJRS-2016)

OBS: O STF declarou ser constitucional a criação do CNJ, a sua forma de composição e as suas
competências. Ademais, consignou-se que a composição de membros de outros poderes no
CNJ “não pode equiparar-se a nenhuma forma de intromissão incompatível com a ideia de
política e o perfil constitucional da separação e independência dos Poderes”, bem como que o
Legislativo “sempre teve o poder superior de fiscalização dos órgãos jurisdicionais quanto às
atividades de ordem orçamentária, financeira e contábil” – e se isso não é violação de autonomia,
também não o é a mera representação de outros Poderes no CNJ. (trechos do julgado: STF.
Plenário. ADI 3.367/DF, rel. Min. Cezar Peluso, j. 13.04.2005) (TJRS-2018)

I - o Presidente do Supremo Tribunal Federal; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 61, de
2009)

II - um Ministro do Superior Tribunal de Justiça, indicado pelo respectivo tribunal; (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

III - um Ministro do Tribunal Superior do Trabalho, indicado pelo respectivo tribunal; (Incluído
pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

IV - um desembargador de Tribunal de Justiça, indicado pelo Supremo Tribunal Federal; (Incluído


pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

V - um juiz estadual, indicado pelo Supremo Tribunal Federal; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 45, de 2004)

VI - um juiz de Tribunal Regional Federal, indicado pelo Superior Tribunal de Justiça; (Incluído
pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

185
VII - um juiz federal, indicado pelo Superior Tribunal de Justiça; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 45, de 2004)

VIII - um juiz de Tribunal Regional do Trabalho, indicado pelo Tribunal Superior do Trabalho;
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

IX - um juiz do trabalho, indicado pelo Tribunal Superior do Trabalho; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 45, de 2004)

X - UM membro do Ministério Público da União, INDICADO pelo Procurador-Geral da


República; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (MPDFT-2004) (TJRS-2016)

XI - UM membro do Ministério Público estadual, ESCOLHIDO pelo Procurador-Geral da


República dentre os nomes indicados pelo órgão competente de cada instituição estadual; (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (MPDFT-2004) (TJRS-2016)

OBS: Segundo art. 103-B, incisos X e XI da CF/88, o CNJ é composto por um membro do MP da
União, indicado pelo Procurador-Geral da República e um membro do MP Estadual, escolhido
pelo Procurador-Geral da República dentre nomes indicados pelo órgão competente de cada
instituição estadual. Nesse caso, NÃO SÃO AMBOS INDICADOS PELO PROCURADOR-
GERAL DA REPÚBLICA.

XII - DOIS advogados, indicados pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (MPDFT-2004)

XIII - dois cidadãos, de notável saber jurídico e reputação ilibada, indicados um pela Câmara dos
Deputados e outro pelo Senado Federal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

Composição do CNJ:

1 Presidente do STF - Preside o CNJ e é substituído pelo Vice-Presidente do STF nas ausências
e impedimentos

1 Ministro STJ - Este será também corregedor do conselho

1 Ministro TST

2 Juiz do Trabalho e Desembargador TRT - Escolhido pelo TST

2 Juiz de direito e Desembargador TJ - Escolhido pelo STF

2 Juiz Federal e Juiz do TRF - Escolhido pelo STJ

1 Membro MPE - Escolhido pelo PGR

1 Membro MPU - Escolhido pelo PGR

1 Cidadão - Escolhido pela Câmara

1 Cidadão - Escolhido pelo Senado

2 Advogados - Escolhido pelo Conselho Federal da OAB

= 15 Membros
186
§ 1º O Conselho SERÁ PRESIDIDO pelo PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
e, nas suas ausências e impedimentos, pelo Vice-Presidente do Supremo Tribunal Federal. (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 61, de 2009) (MPDFT-2004) (TJDFT-2008)

§ 2º Os demais membros do Conselho SERÃO NOMEADOS pelo PRESIDENTE DA


REPÚBLICA, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal. (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 61, de 2009) (MPDFT-2004) (TJDFT-2008)

(TJSP-2011-VUNESP): Sobre o Conselho Nacional de Justiça, é correto afirmar que será


presidido pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal, sendo os demais membros do Conselho
nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a indicação pela maioria absoluta
do Senado Federal. BL: art. 103-B, §§1ºe 2º, CF.

§ 3º Não efetuadas, no prazo legal, as indicações previstas neste artigo, caberá a escolha ao Supremo
Tribunal Federal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

§ 4º COMPETE AO CONSELHO o controle da atuação administrativa e financeira do Poder


Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes, CABENDO-LHE, além de outras
atribuições que lhe forem conferidas pelo Estatuto da Magistratura: (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 45, de 2004) (MPSP-2015) (TJSP-2017)

##Atenção: ##STF: O Conselho Nacional de Justiça, embora seja órgão do Poder Judiciário, nos
termos do art. 103-B, § 4º, II, da Constituição Federal, possui, tão somente, atribuições de
natureza administrativa e, nesse sentido, não lhe é permitido apreciar a constitucionalidade
dos atos administrativos, mas somente sua legalidade. STF. Plenário. MS 28872 AgR, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, julgado em 24/02/2011.

(TJRS-2018-VUNESP): Assinale a alternativa que corretamente discorre sobre o Conselho


Nacional de Justiça: O Conselho Nacional de Justiça não tem nenhuma competência sobre o
Supremo Tribunal Federal e seus ministros, sendo esse o órgão máximo do Poder Judiciário
nacional, a que aquele está sujeito. BL: arts. 102, caput, I, “r e art. 103-B, §4º, CF e ADI 3367,
STF.

OBS: Vejamos a ADI 3.367, julgada pelo STF: "(...) CNJ. Órgão de natureza exclusivamente
administrativa. Atribuições de controle da atividade administrativa, financeira e disciplinar da
magistratura. Competência relativa apenas aos órgãos e juízes situados, hierarquicamente,
abaixo do STF. Preeminência deste, como órgão máximo do Poder Judiciário, sobre o Conselho, cujos atos
e decisões estão sujeitos a seu controle jurisdicional. Inteligência dos arts. 102, caput, I, r, e 103-B, § 4º,
da CF. O CNJ não tem nenhuma competência sobre o STF e seus ministros, sendo este o órgão
máximo do Poder Judiciário nacional, a que aquele está sujeito." (ADI 3.367, rel. min. Cezar
Peluso, j. 13-4-2005, P, DJ de 22-9-2006).

(MPDFT-2004): Assinale a alternativa correta, dentre as assertivas abaixo, relacionadas ao


Conselho Nacional de Justiça: Compete ao Conselho, dentre outras funções, o controle da
atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário. BL: art. 103-B, §4º, CF.

I - ZELAR pela autonomia do Poder Judiciário e pelo cumprimento do Estatuto da Magistratura,


PODENDO EXPEDIR ATOS REGULAMENTARES, no âmbito de sua competência, ou
RECOMENDAR providências; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (TJSP-2017)

OBS: O CNJ, embora seja órgão integrante do Poder Judiciário possui atribuições meramente
administrativas. O que o CNJ possui é atuação em todo território nacional, mas não
jurisdição em todo território nacional.

187
II - zelar pela observância do art. 37 e APRECIAR, de ofício ou mediante provocação, a
LEGALIDADE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS praticados por membros ou órgãos do Poder
Judiciário, PODENDO DESCONSTITUÍ-LOS, revê-los ou fixar prazo para que se adotem as
providências necessárias ao exato cumprimento da lei, SEM PREJUÍZO da competência do Tribunal de
Contas da União; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

(TJRS-2016): Assinale a alternativa correta sobre os Conselhos Nacionais de Justiça e do


Ministério Público, de acordo com as previsões dos artigos 103-B e 130-A: Os Conselhos têm
competência para desconstituir atos administrativos ilegais praticados pelos órgãos das
instituições a que pertencem, sem prejuízo da competência dos Tribunais de Contas. BL: arts.
103-B, §4º, II e 130, §2º II, da CF/88.

III - RECEBER e CONHECER das RECLAMAÇÕES contra membros ou órgãos do Poder


Judiciário, INCLUSIVE contra seus serviços auxiliares, serventias e órgãos prestadores de serviços
notariais e de registro que atuem por delegação do poder público ou oficializados, SEM PREJUÍZO da
competência disciplinar e correicional dos tribunais, PODENDO AVOCAR PROCESSOS
DISCIPLINARES EM CURSO e DETERMINAR a remoção, a disponibilidade ou a aposentadoria com
subsídios ou proventos proporcionais ao tempo de serviço e APLICAR outras sanções administrativas,
ASSEGURADA ampla defesa; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (TJSP-2011/2017)
(TJRS-2018)

(TJSE-2008-CESPE): Assinale a opção correta quanto ao CNJ: O poder de fiscalização do CNJ


alcança, além dos magistrados, os serviços auxiliares e até serviços notariais e de registro. BL:
art. 103-B, §4º, III, da CF.

IV - representar ao Ministério Público, no caso de crime contra a administração pública ou de abuso


de autoridade; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

V - REVER, de ofício ou mediante provocação, os PROCESSOS DISCIPLINARES de juízes e


membros de tribunais JULGADOS há menos de um ano; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45,
de 2004) (TJSE-2008)

OBS: Segundo o STF, o prazo estabelecido no art. 103-B, § 4º, V, da Constituição da República
para o CNJ rever processo disciplinar instaurado contra magistrado começa a fluir da publicação
da decisão do TJ em órgão oficial. [MS 26.540, rel. min. Cármen Lúcia, j. 24-6-2014, 2ª T, DJE de
1º-8-2014.]

OBS: O pedido de revisão disciplinar para o CNJ deve ser feito até um ano após o julgamento
do processo disciplinar pelo respectivo Tribunal, nos termos do art. 103-B, § 4º, V, da
Constituição. Dessa forma, esgotado tal prazo só restará ao interessado socorrer-se da via judicial
para discutir a punição que lhe foi aplicada. [MS 27.767 AgR, rel. min. Ricardo Lewandowski,
j. 23-3-2011, P, DJE de 8-4-2011.]

OBS: "A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que o Conselho
Nacional de Justiça detém competência originária e concorrente com os Tribunais de todo o
país para instaurar processos administrativo-disciplinares em face de magistrados. Precedentes:
MS 29.187/DF, Min. Rel. Dias Toffoli, Plenário, DJe 18/2/2014, MS 28.513/DF, Min. Rel. Teori
Zavascki, 2ª Turma, DJe 25/9/2015".

(TJSP-2017-VUNESP): A emenda constitucional 45, ao criar o Conselho Nacional de Justiça,


alocou-o entre os órgãos do Poder Judiciário, circunstância da qual decorre a seguinte
consequência: o Conselho Nacional de Justiça poderá rever, de ofício ou por provocação, os
processos disciplinares em curso e os já julgados há menos de um ano. BL: arts. 103-B, §4º, V,
CF.

188
VI - elaborar semestralmente relatório estatístico sobre processos e sentenças prolatadas, por
unidade da Federação, nos diferentes órgãos do Poder Judiciário; (Incluído pela Emenda Constitucional
nº 45, de 2004)

VII - elaborar relatório anual, propondo as providências que julgar necessárias, sobre a situação do
Poder Judiciário no País e as atividades do Conselho, o qual deve integrar mensagem do Presidente do
Supremo Tribunal Federal a ser remetida ao Congresso Nacional, por ocasião da abertura da sessão
legislativa. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

§ 5º O Ministro do Superior Tribunal de Justiça EXERCERÁ a função de MINISTRO-


CORREGEDOR e FICARÁ EXCLUÍDO da distribuição de processos no Tribunal, competindo-lhe,
além das atribuições que lhe forem conferidas pelo Estatuto da Magistratura, as seguintes: (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (TJSE-2008) (TJRS-2009) (TJSP-2011)

I - RECEBER as reclamações e denúncias, de qualquer interessado, relativas aos magistrados e


aos serviços judiciários; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (TJDFT-2008)

II - EXERCER funções executivas do Conselho, de inspeção e de correição geral; (Incluído pela


Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (TJDFT-2008)

III - REQUISITAR e DESIGNAR magistrados, DELEGANDO-LHES atribuições, e requisitar


servidores de juízos ou tribunais, inclusive nos Estados, Distrito Federal e Territórios. (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (TJDFT-2008)

§ 6º JUNTO AO CONSELHO OFICIARÃO o Procurador-Geral da República e o Presidente do


Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de
2004) (TJSE-2008)

(MPSC-2014): Junto ao Conselho Nacional de Justiça oficiarão o Procurador-Geral da República


e o Presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. BL: art. 103-B, §6º da
CF/88.

§ 7º A União, INCLUSIVE no Distrito Federal e nos Territórios, CRIARÁ OUVIDORIAS DE


JUSTIÇA, competentes para receber RECLAMAÇÕES e DENÚNCIAS de qualquer interessado contra
membros ou órgãos do Poder Judiciário, ou contra seus serviços auxiliares, REPRESENTANDO
diretamente ao CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45,
de 2004) (TJRS-2018)

OBS: O art. 103-B, §7º, da CF/88 prevê que as reclamações e denúncias poderão ser
encaminhadas tanto para as ouvidorias dos Tribunais locais quanto diretamente para o CNJ.

Seção III
DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA

Art. 104. O Superior Tribunal de Justiça compõe-se de, no mínimo, trinta e três Ministros.

Parágrafo único. Os MINISTROS DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA SERÃO


NOMEADOS pelo Presidente da República, dentre brasileiros com mais de trinta e cinco e menos de
sessenta e cinco anos, de notável saber jurídico e reputação ilibada, DEPOIS DE APROVADA a
escolha pela maioria absoluta do SENADO FEDERAL, sendo: (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 45, de 2004)

(TJSP-2014-VUNESP): Assinale a opção correta: Os Ministros do Superior Tribunal de Justiça


serão nomeados pelo Presidente da República, dentre brasileiros com mais de trinta e cinco e
189
menos de sessenta e cinco anos, de notável saber jurídico e reputação ilibada, depois de aprovada
a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal. BL: art. 104, § único, CF.

OBS: RESUMO SOBRE A NOMEAÇÃO NOS TRIBUNAIS SUPERIORES/REGIONAIS,


PGR E AGU:

(1) 30 : TRT e TRF. Nomeados pelo Presidente da República.

(2) 35 : TST, STJ e STF. Nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela maioria
absoluta do Senado Federal.

(3) Idade > 35: PGR. Nomeado pelo Presidente da República após aprovação pela maioria
absoluta do Senado Federal.

(4) Idade > 35: AGU. De livre nomeação pelo Presidente da República.

I - um terço dentre juízes dos Tribunais Regionais Federais e um terço dentre desembargadores dos
Tribunais de Justiça, indicados em lista tríplice elaborada pelo próprio Tribunal;

II - um terço, em partes iguais, dentre advogados e membros do Ministério Público Federal,


Estadual, do Distrito Federal e Territórios, alternadamente, indicados na forma do art. 94.

Art. 105. COMPETE ao SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA:

I - PROCESSAR e JULGAR, ORIGINARIAMENTE:

a) NOS CRIMES COMUNS, os Governadores dos Estados e do Distrito Federal, e, nestes e nos
DE RESPONSABILIDADE, os desembargadores dos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito
Federal, os membros dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, os dos Tribunais
Regionais Federais, dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho, os membros dos Conselhos ou
Tribunais de Contas dos Municípios e os do Ministério Público da União que oficiem perante tribunais;
(TJPR-2008) (TJRS-2009) (TJSP-2009) (TJPB-2011) (MPDFT-2015)

(TJPA-2014-VUNESP): Imagine que magistrado integrante do TRE, durante sessão de


julgamento e em razão de controvérsia relativa a votos divergentes, atente dolosamente contra
a vida de seu colega. A competência para julgamento é do STJ. BL: art. 105, I, “a”, CF. (processo
penal)

(TJMG-2009): Dentre as assertivas, marque aquela CORRETA: Compete ao STJ processar e


julgar: Originariamente, nos crimes de responsabilidade, os Desembargadores dos Estados e do
Distrito Federal, os membros dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais Regionais
Eleitorais e dos Tribunais do Trabalho. BL: art. 105, I, “a”, CF/88.

##ATENÇÃO#STF## É inconstitucional dispositivo da Constituição Estadual que confere foro


por prerrogativa de função, no Tribunal de Justiça, para Procuradores do Estado, Procuradores
da ALE, Defensores Públicos e Delegados de Polícia. STF. Plenário. ADI 2553/MA, Rel. Min.
Gilmar Mendes, red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 15/5/2019 (Info 940).

##ATENÇÃO#STJ## para o STJ, desembargador que comete crime, ainda que não relacionado
com o cargo que ocupa, será julgado pelo STJ e não por juiz de primeiro grau, quando os dois
magistrados estiverem vinculados ao mesmo Tribunal que ele. Embora a corte tenha o mesmo
entendimento que o STF no sentido de que “o foro por prerrogativa de função é restrito a crimes
cometidos ao tempo do exercício do cargo e que tenham relação com o cargo”, dispôs que a restrição não
se aplica em todos os casos – apenas àqueles em que não há identidade entre o tribunal ao qual
190
o juiz (julgador) e o desembargador (julgado) estejam VINCULADOS. Ou seja, se o
desembargador e o juiz de primeiro grau estiverem vinculados a Tribunais diferentes, o
desembargador será julgado pelo juiz de primeiro grau do lugar da prática do crime. O foro
especial também tem por finalidade resguardar a imparcialidade necessária ao julgamento, uma
vez que evita o conflito de interesses entre magistrados vinculados ao mesmo Tribunal. Assim,
a manutenção da prerrogativa de foro, estabelecida no art. 105, I, da CF/88, será aplicada sempre
que um desembargador acusado da prática de crime sem relação com o exercício do cargo vier
a ser julgado por juiz de primeiro grau vinculado ao mesmo tribunal que ele, protegendo a
independência no exercício da função judicante.

b) os MANDADOS DE SEGURANÇA e os HABEAS DATA contra ato de Ministro de Estado, dos


Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica ou do próprio Tribunal; (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 23, de 1999) (MPDFT-2004) (TJAL-2008) (TJSP-2009-2x) (TJES-2012)

(TJAL-2008-CESPE): Compete ao STJ julgar, originariamente, o habeas data impetrado contra


Ministro de Estado. BL: art. 105, I, “b”, CF.

c) os habeas corpus, quando o coator ou paciente for qualquer das pessoas mencionadas na alínea
"a", ou quando o coator for tribunal sujeito à sua jurisdição, Ministro de Estado ou Comandante da
Marinha, do Exército ou da Aeronáutica, ressalvada a competência da Justiça Eleitoral; (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 23, de 1999)

(TJRJ-2011-VUNESP): Na hipótese de um Deputado Federal e um membro do Tribunal de


Contas dos Estados serem pacientes do habeas corpus, a competência originária para processar
e julgar esse remédio constitucional será, respectivamente do STF e do STJ. BL: art. 102, I “d” e
art. 105, I, “c”, CF.

d) os CONFLITOS DE COMPETÊNCIA entre quaisquer tribunais, RESSALVADO o disposto


no art. 102, I, "o", bem como entre tribunal e juízes a ele não vinculados e entre juízes vinculados a
tribunais diversos; (MPDFT-2009) (TJRJ-2016)

e) as revisões criminais e as ações rescisórias de seus julgados;

f) a RECLAMAÇÃO para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas


decisões; (AGU-2007)

g) os CONFLITOS DE ATRIBUIÇÕES entre autoridades administrativas e judiciárias da União,


ou entre autoridades judiciárias de um Estado e administrativas de outro ou do Distrito Federal, ou
entre as deste e da União; (TJSP-2009)

h) o MANDADO DE INJUNÇÃO, quando a elaboração da norma regulamentadora for atribuição


de órgão, entidade ou autoridade federal, da administração direta ou indireta, excetuados os casos de
competência do Supremo Tribunal Federal e dos órgãos da Justiça Militar, da Justiça Eleitoral, da Justiça
do Trabalho e da Justiça Federal;

i) a homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de exequatur às cartas rogatórias;


(Incluída pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

(TJSP-2009-VUNESP): A sentença estrangeira para ser executada no Brasil, deverá ser


homologada pelo Superior Tribunal de Justiça. BL: art. 105, I “i”, CF.

II - JULGAR, em RECURSO ORDINÁRIO:

191
a) os habeas corpus decididos em única ou última instância pelos Tribunais Regionais Federais ou
pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territórios, quando a decisão for denegatória;

b) os mandados de segurança DECIDIDOS EM ÚNICA INSTÂNCIA pelos Tribunais Regionais


Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territórios, quando DENEGATÓRIA A
DECISÃO; (MPRR-2008) (TJSE-2008) (Proc./ALERJ-2017)

(TCEMG-2018): Analise o caso hipotético a seguir. Maria impetrou, junto ao órgão judicial
competente, mandado de segurança contra a Presidência da Assembleia Legislativa do Estado
de Minas Gerais. A matéria objeto do mandado de segurança não se refere à competência de
justiça especializada. O órgão judicial competente denegou o pedido da impetrante. Para
reformar a decisão, Maria deverá interpor recurso ordinário. BL: art. 105, II, “b”, CF/88.

(AGU-2007-CESPE): Quanto aos recursos no processo civil, julgue o item subsequente: Compete
ao STJ julgar, em recurso ordinário, os mandados de segurança decididos em única instância
pelos TRFs, quando essa decisão for denegatória. BL: art. 105, II, “b”, CF.

c) as causas em que FOREM partes ESTADO ESTRANGEIRO ou ORGANISMO


INTERNACIONAL, de um lado, e, do outro, MUNICÍPIO ou PESSOA RESIDENTE ou
DOMICILIADA NO PAÍS;

(DPECE-2009-CESPE): Em relação aos tribunais superiores, julgue o item que se segue: O


julgamento das causas em que forem partes organismo internacional, de um lado, e de outro,
um município será realizado pela justiça federal, devendo eventual recurso ordinário interposto
contra a sentença ser julgado pelo STJ. BL: art. 105, II, “c”, CF. (constitucional).

OBS: RESUMO SOBRE COMPETÊNCIA JUDICIAL NOS CONFLITOS QUE ENVOLVAM


ESTADOS ESTRANGEIROS OU ORGANISMOS INTERNACIONAIS:

(1) Litígios entre a União, o Estado, o Distrito Federal ou o Território e Estado estrangeiro ou
organismo internacional:
STF: processar e julgar

(2) Causas que envolvam Município ou pessoa residente ou domiciliada no País com Estado
estrangeiro ou organismo internacional:
Juízes Federais: processar e julgar
STJ: julgar, em recurso ordinário

(3) Causas que envolvam tratado ou contrato da União com Estado estrangeiro ou organismo
internacional:
Juízes Federais: processar e julgar

OBS: Esquema:
Nomenclatura: EE = estado estrangeiro; OI = organismo internacional

EE ou OI x U, E, DF, T -> STF (originariamente)


EE ou OI x Município ou pessoas -> JF (originariamente) e STJ (recurso)
EE ou OI x U (tratado) -> JF (originariamente)

III - julgar, em RECURSO ESPECIAL, as causas decididas, em única ou última instância, pelos
Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territórios, quando
a decisão recorrida: (PGEES-2008)

a) CONTRARIAR tratado ou lei federal, ou NEGAR-LHES vigência; (PGEES-2008)

192
(MPDFT-2004): Em relação à competência do Superior Tribunal de Justiça, segundo as normas
de regência e a jurisprudência da Corte, afigura-se correto afirmar: A expressão “lei federal”
inscrita no Texto Constitucional, para efeito de recurso especial, compreende não apenas a lei,
mas também o decreto federal. BL: art. 105, III, “a”, CF e entendimento do STJ.

OBS: STJ - AgRg no REsp 1.136.948/RS: “[...] 2. O conceito de lei federal, para fins de cabimento do
recurso especial, abrange ‘os atos normativos (de caráter geral e abstrato), produzidos por órgão da
União com base em competência derivada da própria Constituição, como são as leis (complementares,
ordinárias, delegadas) e as medidas provisórias, bem assim os decretos autônomos e
regulamentares expedidos pelo Presidente da República’...”.

b) JULGAR válido ato de governo local contestado em face de lei federal; (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (PGEES-2008)

c) DER a lei federal interpretação divergente da que lhe HAJA ATRIBUÍDO outro tribunal.
(PGEES-2008)

(MPPR-2017): O Ministério Público foi cientificado de acórdão exarado pela 4ª Câmara Criminal
do Tribunal de Justiça do Paraná, que não acolheu pronunciamento da Procuradoria de Justiça
e deu provimento a recurso de apelação da Defesa do réu, por maioria de votos. Na análise da
fundamentação judicial, verifica-se que a solução dada pela Corte Paranaense beneficiou o réu e
contrariou lei federal, estando a matéria já prequestionada no acórdão. Discordando do que foi
decidido, o recurso correto a ser interposto pelo Ministério Público é o: Recurso especial dirigido
ao Superior Tribunal de Justiça. BL: art. 105, III, CF/88. (processo penal)

Parágrafo único. Funcionarão junto ao Superior Tribunal de Justiça: (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 45, de 2004)

I - a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados, cabendo-lhe, dentre outras


funções, regulamentar os cursos oficiais para o ingresso e promoção na carreira; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 45, de 2004)

II - o Conselho da Justiça Federal, cabendo-lhe exercer, na forma da lei, a supervisão administrativa


e orçamentária da Justiça Federal de primeiro e segundo graus, como órgão central do sistema e com
poderes correicionais, cujas decisões terão caráter vinculante. (Incluído pela Emenda Constitucional nº
45, de 2004)

Seção IV
DOS TRIBUNAIS REGIONAIS FEDERAIS E DOS JUÍZES FEDERAIS

Art. 106. São órgãos da Justiça Federal:

I - os Tribunais Regionais Federais;

II - os Juízes Federais.

Art. 107. Os TRIBUNAIS REGIONAIS FEDERAIS COMPÕEM-SE de, no mínimo, sete juízes,
RECRUTADOS, quando possível, na respectiva região e NOMEADOS pelo Presidente da República
dentre brasileiros com mais de trinta e menos de sessenta e cinco anos, sendo: (TJSP-2009)

I - um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros
do Ministério Público Federal com mais de dez anos de carreira;

193
II - os demais, mediante promoção de juízes federais com mais de cinco anos de exercício, por
antigüidade e merecimento, alternadamente.

§ 1º A lei disciplinará a remoção ou a permuta de juízes dos Tribunais Regionais Federais e


determinará sua jurisdição e sede. (Renumerado do parágrafo único, pela Emenda Constitucional nº 45,
de 2004)

§ 2º Os Tribunais Regionais Federais instalarão a justiça itinerante, com a realização de audiências


e demais funções da atividade jurisdicional, nos limites territoriais da respectiva jurisdição, servindo-se
de equipamentos públicos e comunitários. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

§ 3º Os Tribunais Regionais Federais poderão funcionar descentralizadamente, constituindo


Câmaras regionais, a fim de assegurar o pleno acesso do jurisdicionado à justiça em todas as fases do
processo. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

Art. 108. COMPETE aos TRIBUNAIS REGIONAIS FEDERAIS:

I - PROCESSAR e JULGAR, originariamente:

a) os juízes federais da área de sua jurisdição, incluídos os da Justiça Militar e da Justiça do


Trabalho, nos crimes comuns e de responsabilidade, e os membros do Ministério Público da União,
ressalvada a competência da Justiça Eleitoral; (TJMSP-2016)

b) as revisões criminais e as ações rescisórias de julgados seus ou dos juízes federais da região;
(TCERO-2013)

c) os mandados de segurança e os habeas data contra ato do próprio Tribunal ou de juiz federal;

d) os habeas corpus, quando a autoridade coatora for juiz federal;

e) os conflitos de competência entre juízes federais vinculados ao Tribunal;

II - julgar, em grau de recurso, as causas decididas pelos juízes federais e pelos juízes estaduais no
exercício da competência federal da área de sua jurisdição.

Art. 109. Aos JUÍZES FEDERAIS COMPETE processar e julgar:

I - as causas em que a União, entidade autárquica ou empresa pública federal forem interessadas
na condição de autoras, rés, assistentes ou oponentes, EXCETO as de falência, as de acidentes de
trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho; (DPU-2007) (MPAM-2007) (TJPI-2007)
(PGECE-2008) (TJRS-2009)

(MPMS-2011): A competência para julgar ações que tenham a empresa pública federal como
interessada na condição de autora, ré, assistente ou oponente é da Justiça Federal, ressalvando
as causas de falência, as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do
Trabalho. BL: art. 109, I da CF/88. (administrativo)

II - as causas entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e Município ou pessoa


domiciliada ou residente no País; (DPU-2007)

III - as causas fundadas em tratado ou contrato da União com Estado estrangeiro ou organismo
internacional;

194
(Juiz Federal-2018-IBFC): O art. 109 da Constituição Federal prevê a competência da Justiça Federal
para “III - as causas fundadas em tratado ou contrato da União com Estado estrangeiro ou organismo
internacional". A que tipo de tratados se refere o dispositivo? Aos tratados que demandem uma
contraprestação específica do Estado brasileiro, também denominados tratados-contrato.

IV - os crimes políticos e as infrações penais praticadas em detrimento de bens, serviços ou


interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas, EXCLUÍDAS as
contravenções e ressalvada a competência da Justiça Militar e da Justiça Eleitoral; (TJTO-2007) (TRF1-
2015) (PCGO-2018)

(MPF-2013): Não obstante evidente conexão entre crimes de competência da Justiça Federal e
contravenções penais, compete à Justiça Estadual julgar acusado da contravenção penal,
devendo haver desmembramento da persecução penal. BL: art. 109, IV, da CF e Súmula 38 do
STJ. (processo penal)

(TJSP-2009-VUNESP): No caso de roubo praticado na cidade de São Paulo contra agência


bancária da Caixa Econômica Federal, em que tenha havido a subtração de dinheiro do caixa, a
competência para a ação penal é da Justiça Federal. BL: art. 109, IV da CF/88. (processo penal)

V - os crimes previstos em tratado ou convenção internacional, quando, iniciada a execução no País,


o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro, ou reciprocamente;

V-A as causas relativas a direitos humanos a que se refere o § 5º deste artigo; (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (MPPR-2014)

VI - os crimes contra a organização do trabalho e, nos casos determinados por lei, contra o sistema
financeiro e a ordem econômico-financeira;

VII - os habeas corpus, em matéria criminal de sua competência ou quando o constrangimento


provier de autoridade cujos atos não estejam diretamente sujeitos a outra jurisdição;

VIII - os mandados de segurança e os habeas data contra ato de autoridade federal, excetuados os
casos de competência dos tribunais federais;

IX - os crimes cometidos a bordo de navios ou aeronaves, ressalvada a competência da Justiça


Militar;

(MPRS-2014): Uma embarcação nacional de grande calado, destinada ao comércio internacional,


viajava de Itajaí (SC) para o porto de Rio Grande para receber alguns contêineres e depois rumar
para a África do Sul. Contudo, nas proximidades de Rio Grande, o marinheiro Temístocles,
natural de Porto Alegre, se envolveu numa luta corporal contra o colega Guido, acabando por
assassiná-lo. A ação penal deverá ser processada no Tribunal do Júri da Justiça Federal de Rio
Grande. BL: art. 109, IX da CF/88 c/c arts. 74, §1º e 89 do CPP.

X - os crimes de ingresso ou permanência irregular de estrangeiro, a execução de carta rogatória,


após o "exequatur", e de sentença estrangeira, após a homologação, as causas referentes à nacionalidade,
inclusive a respectiva opção, e à naturalização; (TJSP-2009)

XI - a disputa sobre direitos indígenas. (DPU-2007)

195
(AGU-2015-CESPE): A respeito do meio ambiente e dos direitos e interesses das populações
indígenas, julgue o item seguinte: Os índios, suas comunidades e organizações são partes
legítimas para ingresso em juízo em defesa de seus direitos e interesses, competindo à justiça
federal processar e julgar os crimes relacionados aos direitos dos índios. BL: art. 109, XI e art.
232, CF.

OBS: A alternativa está correta, já que é a justiça federal aquela encarregada de julgar delitos
cometidos em face de direitos indígenas. Devemos ter cuidado com um detalhe: o simples fato
de um índio ter sido vítima do delito não desloca a competência para a justiça federal, devendo
haver relação do crime com a condição de indígena de seu sujeito passivo.

OBS: Dica:
 Crime contra direitos dos índios (ou que sofreu por ser índio) = Justiça Federal.
 Crime "comum" contra índios (índio que foi na cidade e foi morto em assalto) = Justiça
Estadual.

§ 1º As causas em que a União FOR autora SERÃO AFORADAS na seção judiciária onde tiver
domicílio a outra parte. (PGEPB-2008)

§ 2º As causas intentadas CONTRA a União PODERÃO SER AFORADAS na seção judiciária em


que for domiciliado o autor, naquela onde houver ocorrido o ato ou fato que deu origem à demanda ou
onde esteja situada a coisa, ou, ainda, no Distrito Federal.

(Anal. Judic./TRT10-2004-CESPE): Acerca de competência, julgue o item a seguir: Sendo a União


a autora, a demanda deve ser proposta na justiça federal, na seção judiciária ou subseção em que
a outra parte seja domiciliada, isto é, a competência é do foro do domicílio do réu; se a União
figurar no pólo passivo, o legislador constitucional prevê quatro opções: foro do domicílio do
autor, do local do ato ou fato em que a pretensão estiver fundada, da situação da coisa ou no
Distrito Federal (DF). BL: art. 109, §§1º e 2º, CF/88.

§ 3º Serão processadas e julgadas na justiça estadual, no foro do domicílio dos segurados ou


beneficiários, as causas em que forem parte instituição de previdência social e segurado, sempre que a
comarca não seja sede de vara do juízo federal, e, se verificada essa condição, a lei poderá permitir que
outras causas sejam também processadas e julgadas pela justiça estadual. (TJAL-2008)

§ 4º Na hipótese do parágrafo anterior, o recurso cabível será sempre para o Tribunal Regional
Federal na área de jurisdição do juiz de primeiro grau.

§ 5º Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos, o Procurador-Geral da República, com


a finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes de tratados internacionais de direitos
humanos dos quais o Brasil seja parte, PODERÁ SUSCITAR, perante o Superior Tribunal de Justiça,
em qualquer fase do inquérito ou processo, incidente de deslocamento de competência para a Justiça
Federal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (TJSP-2011) (MPPR-2014)

(Analista/DPEAM-2018-FCC): A federalização dos crimes contra os direitos humanos, conforme


prevista na Constituição Federal, é suscitada pelo Procurador-Geral da República, perante o STJ,
em qualquer fase do inquérito ou processo. BL: art. 109, §5º, CF/88.

(MPPR-2014): Mesmo que o processo criminal esteja em vias de julgamento, não restará
impedida a propositura do incidente de deslocamento de competência para a Justiça Federal.
BL: art. 109, §5º, CF/88.

OBS: exceção ao princípio da Perpetuatio Jurisdictionis (art. 43 do CPC)

196
Art. 110. Cada Estado, bem como o Distrito Federal, constituirá uma seção judiciária que terá por
sede a respectiva Capital, e varas localizadas segundo o estabelecido em lei.

Parágrafo único. Nos Territórios Federais, a jurisdição e as atribuições cometidas aos juízes federais
caberão aos juízes da justiça local, na forma da lei.

Seção V
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 92, de 2016)

Do Tribunal Superior do Trabalho, dos Tribunais Regionais


do Trabalho e dos Juízes do Trabalho

Art. 111. São órgãos da Justiça do Trabalho:

I - o Tribunal Superior do Trabalho;

II - os Tribunais Regionais do Trabalho;

III - Juizes do Trabalho. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 24, de 1999)

§§ 1º a 3º (Revogados pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

Art. 111-A. O Tribunal Superior do Trabalho compor-se-á de vinte e sete Ministros, escolhidos
dentre brasileiros com mais de trinta e cinco anos e menos de sessenta e cinco anos, de notável saber
jurídico e reputação ilibada, nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela maioria
absoluta do Senado Federal, sendo: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 92, de 2016)

I - um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros
do Ministério Público do Trabalho com mais de dez anos de efetivo exercício, observado o disposto no
art. 94; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

II - os demais dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho, oriundos da magistratura da


carreira, indicados pelo próprio Tribunal Superior. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

§ 1º A lei disporá sobre a competência do Tribunal Superior do Trabalho.(Incluído pela Emenda


Constitucional nº 45, de 2004)

§ 2º Funcionarão junto ao Tribunal Superior do Trabalho: (Incluído pela Emenda Constitucional nº


45, de 2004)

I - a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho, cabendo-lhe,


dentre outras funções, regulamentar os cursos oficiais para o ingresso e promoção na carreira; (Incluído
pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

II - o Conselho Superior da Justiça do Trabalho, cabendo-lhe exercer, na forma da lei, a supervisão


administrativa, orçamentária, financeira e patrimonial da Justiça do Trabalho de primeiro e segundo
graus, como órgão central do sistema, cujas decisões terão efeito vinculante. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 45, de 2004)

§ 3º Compete ao Tribunal Superior do Trabalho processar e julgar, originariamente, a reclamação


para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 92, de 2016)

197
Art. 112. A lei criará varas da Justiça do Trabalho, podendo, nas comarcas não abrangidas por sua
jurisdição, atribuí-la aos juízes de direito, com recurso para o respectivo Tribunal Regional do Trabalho.
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

Art. 113. A lei disporá sobre a constituição, investidura, jurisdição, competência, garantias e
condições de exercício dos órgãos da Justiça do Trabalho.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº
24, de 1999)

Art. 114. COMPETE à JUSTIÇA DO TRABALHO processar e julgar: (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 45, de 2004)

I - as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e da


administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

II - as ações que envolvam exercício do direito de greve; (Incluído pela Emenda Constitucional nº
45, de 2004)

III - as ações sobre representação sindical, entre sindicatos, entre sindicatos e trabalhadores, e entre
sindicatos e empregadores; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

IV - os mandados de segurança, habeas corpus e habeas data , quando o ato questionado envolver
matéria sujeita à sua jurisdição; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

V - os conflitos de competência entre órgãos com jurisdição trabalhista, ressalvado o disposto no


art. 102, I, o; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

VI - as ações de indenização por dano moral ou patrimonial, decorrentes da relação de trabalho;


(Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

VII - as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos de
fiscalização das relações de trabalho; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

VIII - a execução, de ofício, das contribuições sociais previstas no art. 195, I, a , e II, e seus acréscimos
legais, decorrentes das sentenças que proferir; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

IX - outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho, na forma da lei. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 45, de 2004)

§ 1º Frustrada a negociação coletiva, as partes poderão eleger árbitros.

§ 2º Recusando-se qualquer das partes à negociação coletiva ou à arbitragem, é facultado às


mesmas, de comum acordo, ajuizar dissídio coletivo de natureza econômica, podendo a Justiça do
Trabalho decidir o conflito, respeitadas as disposições mínimas legais de proteção ao trabalho, bem como
as convencionadas anteriormente. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

§ 3º Em caso de greve em atividade essencial, com possibilidade de lesão do interesse público, o


Ministério Público do Trabalho poderá ajuizar dissídio coletivo, competindo à Justiça do Trabalho
decidir o conflito. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (DPECE-2008)

Art. 115. Os Tribunais Regionais do Trabalho compõem-se de, no mínimo, sete juízes, recrutados,
quando possível, na respectiva região, e nomeados pelo Presidente da República dentre brasileiros com
mais de trinta e menos de sessenta e cinco anos, sendo: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45,
de 2004)
198
I um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros
do Ministério Público do Trabalho com mais de dez anos de efetivo exercício, observado o disposto no
art. 94; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

II os demais, mediante promoção de juízes do trabalho por antigüidade e merecimento,


alternadamente. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

§ 1º Os Tribunais Regionais do Trabalho instalarão a justiça itinerante, com a realização de


audiências e demais funções de atividade jurisdicional, nos limites territoriais da respectiva jurisdição,
servindo-se de equipamentos públicos e comunitários. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de
2004)

§ 2º Os Tribunais Regionais do Trabalho poderão funcionar descentralizadamente, constituindo


Câmaras regionais, a fim de assegurar o pleno acesso do jurisdicionado à justiça em todas as fases do
processo. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

Art. 116. Nas Varas do Trabalho, a jurisdição será exercida por um juiz singular. (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 24, de 1999)

Parágrafo único. (Revogado pela Emenda Constitucional nº 24, de 1999)

Art. 117. e Parágrafo único. (Revogados pela Emenda Constitucional nº 24, de 1999)

Seção VI
DOS TRIBUNAIS E JUÍZES ELEITORAIS

(TJMG-2012-VUNESP): É correto afirmar que a criação da Justiça Eleitoral ocorreu após a


Revolução de 1930, durante o governo de Getúlio Vargas.

OBS: A Revolução de 1930 tinha como um dos princípios a moralização do sistema eleitoral. Um
dos primeiros atos do governo provisório foi a criação de uma comissão de reforma da legislação
eleitoral, cujo trabalho resultou no primeiro Código Eleitoral do Brasil. O Código Eleitoral de
1932 criou a Justiça Eleitoral, que passou a ser responsável por todos os trabalhos eleitorais –
alistamento, organização das mesas de votação, apuração dos votos, reconhecimento e
proclamação dos eleitos. Além disso, regulou em todo o país as eleições federais, estaduais e
municipais.

Art. 118. SÃO ÓRGÃOS da Justiça Eleitoral:

I - o Tribunal Superior Eleitoral;

II - os Tribunais Regionais Eleitorais;

III - os Juízes Eleitorais;

IV - as Juntas Eleitorais. (TJCE-2018)

Art. 119. O Tribunal Superior Eleitoral compor-se-á, no mínimo, de sete membros, escolhidos:

I - mediante eleição, pelo voto secreto:

a) três juízes dentre os Ministros do Supremo Tribunal Federal;

b) dois juízes dentre os Ministros do Superior Tribunal de Justiça;


199
II - por nomeação do Presidente da República, dois juízes dentre seis advogados de notável saber
jurídico e idoneidade moral, indicados pelo Supremo Tribunal Federal. (MPAM-2015)

Parágrafo único. O TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL ELEGERÁ seu Presidente e o Vice-


Presidente dentre os Ministros do Supremo Tribunal Federal, e o Corregedor Eleitoral dentre os
Ministros do Superior Tribunal de Justiça. (TJAP-2009) (TJPB-2011) (MPSC-2014) (TJRR-2015)

DICA: TSE:
Presidente e Vice: Ministros do STF
Corregedor Eleitoral: Ministros do STJ

Art. 120. HAVERÁ um Tribunal Regional Eleitoral na Capital de cada Estado e no Distrito
Federal.

§ 1º - Os Tribunais Regionais Eleitorais COMPOR-SE-ÃO: (TJAL-2008) (TJGO-2012)

I - mediante eleição, pelo voto secreto:

a) de dois juízes dentre os desembargadores do Tribunal de Justiça; (TJGO-2012)

b) de dois juízes, dentre juízes de direito, ESCOLHIDOS pelo Tribunal de Justiça;

II - de um juiz do Tribunal Regional Federal com sede na Capital do Estado ou no Distrito Federal,
ou, não havendo, de juiz federal, escolhido, em qualquer caso, pelo Tribunal Regional Federal respectivo;

III - por nomeação, pelo Presidente da República, de dois juízes dentre seis advogados de notável
saber jurídico e idoneidade moral, INDICADOS pelo Tribunal de Justiça. (MPAM-2015)

(TJSP-2011-VUNESP): Os Tribunais Regionais Eleitorais são órgãos da Jurisdição Eleitoral em


cada Estado, compostos de sete membros: dois desembargadores eleitos entre os
desembargadores do Tribunal de Justiça; dois entre os juízes de direito escolhidos pelo Tribunal
de Justiça; um juiz federal escolhido pelo respectivo Tribunal Regional Federal e dois advogados
nomeados pelo Presidente da República, dentre seis advogados de notável saber jurídico e
idoneidade moral, indicados pelo Tribunal de Justiça. BL: art. 120, CF. (eleitoral)

DICA: Não há participação da OAB na indicação dos advogados para o TSE ou TRE's.

§ 2º - O Tribunal Regional Eleitoral elegerá seu Presidente e o Vice-Presidente- dentre os


desembargadores.

Art. 121. Lei complementar disporá sobre a organização e competência dos tribunais, dos juízes de
direito e das juntas eleitorais. (TJDFT-2008)

§ 1º Os membros dos tribunais, os juízes de direito e os integrantes das juntas eleitorais, no


exercício de suas funções, e no que lhes for aplicável, gozarão de plenas garantias e SERÃO inamovíveis.
(TJCE-2018)

§ 2º Os juízes dos tribunais eleitorais, salvo motivo justificado, servirão por dois anos, no mínimo,
e nunca por mais de dois biênios consecutivos, sendo os substitutos escolhidos na mesma ocasião e pelo
mesmo processo, em número igual para cada categoria. (TJDFT-2008)

§ 3º São irrecorríveis as decisões do Tribunal Superior Eleitoral, salvo as que contrariarem esta
Constituição e as denegatórias de habeas corpus ou mandado de segurança. (TJDFT-2008)

200
OBS: c/c art. 276 do Código Eleitoral.

§ 4º Das decisões dos Tribunais Regionais Eleitorais somente CABERÁ RECURSO quando: (M)

OBS: c/c art. 276 do Código Eleitoral.

I - FOREM PROF