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Teorias de Desenvolvimento

Comunitario
Animacao Sociocultural como estrategia de
intervencao comunitaria
Por: Miguel Marrengula
miguel.marrengula@isedel.ac.mz
Aula 7: 03/07/2013
Conceito de animacão
• Antes de falar de Animacão Sócio-cultural, é
importante esclarecer o conceito de Animacão.
• Jaume Trilla (1997) refere que o termo ´animacão’ no
geral, a partir dos dicionarios linguísticos reflecte a
ideia de “accão” e o acto de “animar” que de imediato
encontra o verbo “animar” que significa “dar vida ou
alma”, “atribuir valor”, inculcar forcas e actividade para
algo inanimado.
• Fazer algo agradável, animar coisas, dar vida a algo,
tomar accão sobre algo, comunicar alegria e
movemento a pessoas, atentar sobre algo.
• Contudo, todas estas definicões nao trazem clareza
nehuma sobre o que será animacão. Tornando claro
que o conceitro é ainda mais complexo e cheio de
misterios.
Conceito de animacão
• O termo animation/animación (Animacão) é derivado do Latim
“anima” que significa vida/ alma), e se traduzido literalmente
significa “dar vida ou espírito a algo”.
• Esta palavra também é associada á palavra latina “animus” que tem
ligacões directas com a idea de “motivacão e movemento”.
• Assim, etimologicamente, animacão significa “dar vida a...; motivar
alguem a certa actividade, estabelecer relacões, trabalhar para uma
boa sociedade”.
• Para que estes significados tenham lugar é necessário que as
pessoas sejam agentes activos e conscientes da realidade que lhes
rodeia e por isso a animacão implica inpirar as pessoas a se
tornarem responsáveis e conscientes das suas accões de modo a
satisfazerem suas necessidades.
• Participacão, Consciencia e responsabilidade são conceitos chaves
da animacão sócio-cultural.
Conceito de animacão
• Paulo Freire (1983) diz que “a Animacão, a
mediacão são antes de tudo um diálogo”.
• Assim, para Freire, Animacão e Mediacão säo
a mesma coisa e automaticamente um
processo de diálogo para a mudanca social.
• Se a animacão é mediacão, entao ela é uma
forma de acccão sócio-pedagogica,
caracterizada pela procura e intencão de gerar
processos de participacão das pessoas”
(Ander-Egg 1997).
Animacão
• A accão sócio-pedagogica significa neste caso
ao processo permanente de aprendizagem,
troca e intercâmbio de conhecimento de uma
forma participativa.
• Aqui, a essencia da animacão esta relacionada
com o seu caráter pedagógico, onde
aprendizagem deve significar o acto de
partilha de conhecimentos, valores e práticas
sobre uma determinada realidade, perante
um grupo de pessoas ou comunidades
• A ASC surge como resposta e consequencia
destes problemas com a dimencão de: Provocar
em cada pessoa uma exigencia de sentido que lhe
permita contribuir pessoalmente na gestão da
colectividade e na criacão dos seus valores.
• Responsabilidade, consciência, Participacão para
a mudanca (sugeito activoAccão)= ASC
• Assim, para nós ASC é: uma estratégia, síntese
resultante de uma teoria aplicada e de uma
prática sistematizada e virada a diversas
alternativas , cuja a meta é o desenvolvimento
auto-organizativo tanto individual e como
colectivo. (Busca de sentido e mobilizacao de
recursos)
• Nao existe uma delimitacao especifica sobre a
origem específica da ASC.
• Contudo, acredita-se que a ASC como
disciplina científica tem suas raizes no Sec.19
com diferentes aspectos.
• Para Gillet (2006), os estudos que focalizaram
no carácter profissional da ASC e sua
constituicao histórica podem ser datados
desde os principios do anos 1960s.
• Existem várias hipóteses sobre as raizes da
ASC, onde para alguns, a ASC origina-se desde
o surgimento da vida social ao longo do
tempo, como o caso do Delorme (1982) que
afirma que “a partir do momento em que se
formam grupos, é produzida a animacao” e o
caso do Thery (1972) que defende que apartir
do jogo de interacoes e relacoes sociais todos
sao considerados de uma ou de outra forma
animadores/animados.
• Estas posicoes, fazem da ASC um phenomeno
de todos tempos.
Movimentos sociais e origens da ASC
• Alguns autores defendem que a ASC teve sua
origem dos movimentos sociais tendo o
Movimento Recreativo Laico Frances como o
pioneiro nos finais do Sec. 19.
• Este movimento foi seguido da chamada
Frente Popular Francesa (um movimento de
colisao esquerdista la luta contra o facismo na
Franca em 1936, que desenvolve-se com a
oficializacão das primeiras actividades de lazer
• Junto com estes aparece o movimento dos jovens
francese que focalizam no desenvolvimento juvenil e
cultural (MJC-Maison des Jeunes et de la culture) e
finalmente no contexto de actividades ao ar livre e
nas colonias, o primeiro jornal juvenil desenvolvido
por FJT (Foyer de Jeunes Traveilleurs).
• Na maioria dos casos, a ASC, tanto como conceito
assim como actividade teve sua otigem na Franca,
após a 2a GM, através do movimento da Educacão
Popular (educación populaire) que se concentrava
nas necessidades educativas e culturais da classe
trabalhadora. Foi assim usada como uma forma de
estimular os valores democráticos perdidos durante
a ocupacão Alema e durante a Guerra.
• Contudo a ASC é uma ocupacão profissional e
todo animador profissional deve seguir um
conjunto de valores, procedimentos e
comportamentos que o condizem com a
designacão de animador profissional
Universos da ASC
• Existem dois universos da ASC que nos
permitem compreender a sua mobilidade,
fluidez e complexidade.
• Segundo Gillet (2006) são eles: O universo
quente da animacão Sócio-cultural e o
Universo Frio da animacão Sócio-cultural
Universo Quente da ASC
• Constitui a 1a manifestacão da identidade da ASC
e a sua utilidade social, que tem raizes nos
movimentos sociais que resistiam á economia do
mercado (seus aspectos de mediocridade,
passividade, indiferenca, exclusão social,
segregacão racial e económica e as ilusões da
subcultura dos media).
• A ASC constitui o foco da expressão de uma
insurreicão contra o conformismo, a burocracia e
tecnocracia. Por isso tem um carácter militante
por si.
• Sendo militante, a ASC tem como condicão sine qua
non a participacão social dos grupos e dos membros
da comunidade, representando deste modo a vida de
um grupo ou comunidade.
• Participacão é remedio da patologia social, onde a
animacão age directamente com o quotidiano,
inpregnando a dinamica social e dirigindo as vidas
das pessoas e colectividades.
• Nesta abordagem, a animacão é uma actividade
promotora e educativa para uma sociedade alienada
(homem máquina, sem valores, consumista,
manipulado a remote etc.) através da comunicacão,
liberdade de expressão, uso da palavra, diálogo,
intercâmbio e interacao com a comunidade.
• A ASC dá vida e valor ao indivíduo como actor social
• Promove a realizacão individual e colectiva, física e
intelectualmente com responsabilidade
• É uma organizacão horizontal
• É uma motivacão para parceria
• Neste sentido, a ASC é uma pedagogia da
descoberta, criatividade, invencão e inovacão que vai
para além do sector exclusivo do lazer e tempo livre.
• Trabalha na aboradagem da liberadade e
emancipacão, encorajando individuos e grupos para
a desejada mudanca social.
• Esta abordagem dá sentido ás actividades dos
individuos, uma articulacão mandatória de
como e porque a comprensividade da cultura
tráz desenvolvimento.
• É a expressão da filosofia humanista da
animacão.
O Universo Frio da ASC
• Este Universo é feito por ilusões, por um discurso
humanista e idealista da realidade que confunde
activismo e progresso, com uma vaga
compreensão do custo de investimento e o apoio
completo da populacão.
• Tendo quebrado as relacoes com a ideologia da
educacão popular, confunde a mudanca social
real com a filosofia da comunicacão espalhando a
multiuplicacão de estruturas intermediarias que
operam apenas sobre as consequencias
esquecendo as causas dos fenomenos sociais
• A ASC neste Universo, pode ser equacionado
com um braco, um factor de coesão social e
reducão dos conflitos sociais através de
estabelecimento de energias para integracão,
consenso e status quo.
• É uma forma isídua de controlo social, um
lubrificante que procura manter a sociedade
tal como ela é.
• Este universo é a expressão da filosofia
determinista da ASC.
Uma breve revisão
• Na aula passada reflectimos sobre os fundamentos
teóricos da ASC praxeologica como um processo
destinado a agir sobre e na comunidade, onde a
relação entre o trabalhador pesquisador / animador e
a comunidade em que ele / ela trabalha não se
baseia em relacões de cima /baixo práticas nem
de baixo /cima, mas baseia-se em
relações horizontais, onde os técnicos (animadores) e
membros da comunidade trabalham em conjunto
para promover a mudança social e transformação da
realidade social.
• Nesta acção horizontal, os membros da
comunidade são os principais atores de todos
os processos que ocorrem,
porque ASC praxeologica dá prioridade
a participação activa dos animadores (técnicos) e da
comunidade.
• Kurki (2000) afirma que a ASC é sempre pesquisa-
acção em si.
• Segundo ela, a ASC visa o desenvolvimento
pedagógico, social e cultural, uma vez que eles (os
participantes no processo de
pesquisa) pretendem alcançar a mudança,
começando dos problemas e experiências dos
membros do grupo de pesquisa (membros da
comunidade e animadores).
• Os membros da comunidade funcionam como pesquisadores
activos em todas as etapas do processo de pesquisa, definir
primeiro os problemas, e depois da definição de objectivos,
planificação estágios de pesquisa e acção, e, finalmente, avaliar os
resultados.
• Há muitos tipos diferentes de processos de pesquisa-accão.
• As diferenças entre os processos de pesquisa estão relacionadas
com a posição paradigmática da pesquisa que os pesquisadores
representam.
• O paradigma fornece ao pesquisador uma teoria específica
que pode ser adequada para os estudo s / ​actividades que ele faz, e
a partir dai, ele determina o desenho metodológico aplicável para
alcançar os seus objectivos.
• No caso da abordagem praxeológica da ASC, a definição
metodologica é profundamente influenciada pelo paradigma
hermeneutico-humanista que permeia a minha maneira de ver e
compreender o mundo, onde os seres humanos são totalmente
capazes de seu próprio desenvolvimento social e cultural dentro da
história.
Origens da pesquisa accão
• O conceito de pesquisa-ação tem suas origens nas idéias de Dewey
(1933), que acreditava que o ensino deveria ser pautado não em
ensinar fatos mas a ensinar os alunos a ´pensar´, sobretudo quando
submetidos a situações-problema. O termo ´pesquisa-ação´ foi
cunhado posteriormente, por Collier e Lewin, de forma
independente, nas décadas de 40 e 50.
• John Collier aplicou o termo em seu trabalho na melhoria das
relações entre brancos e nativos americanos, no qual determinava
que os problemas étnicos não seriam solucionados a não ser
através da pesquisa participativa entre representantes de ambas as
partes a fim de se chegar a uma solução viável e factível. Collier
ponderava que apenas o diálogo entre as partes serveria apenas
para indicar divergências de opnião e não traria meios para
solucionar seus problemas. Tal solução só emergeria a partir da
pesquisa participativa.
• Kurt Lewin, nos EUA fugido da Europa na segunda guerra
mundial, se associou a Eric Trist e juntos foram
responsáveis pela incorporação da pesquisa-ação nas
escolas sócio-téncias.
• Lewin defendia que o comportamento de um indivíduo
está diretamente relacionado com sua personalidade e
com o ambiente no qual está inserido e que, portanto,
mudanças no ambiente produziriam mudanças de
comportamento.
• Lewin acreditava que a pesquisa-ação era uma abordagem
baseada na democracia e que usava o poder da ciência
como meio de entender e modificar o comportamento
humano. As idéias de Lewin deram origem ao que se
entende hoje como aprendizagem organizacional.
• Dewey, Collier, Lewin e Trist, seguidos posteriormente por
outros pesquisadores acreditavam na potencialidade da
pesquisa-ação como uma nova maneira de pensar ciência
como ferramenta para solucionar problemas sociais
práticos.
Definicões de pesquisa accão
• O conceito de pesquisa-ação entende que a pesquisa
pode ser uma ferramenta importante para a alteração
de comportamento em contextos sociais. E que a
pesquisa deve produzir resultados práticos para as
preocupações sendo observadas.
• Este conceito poderia ser ampliado nas proporções que
Lewin e Eric Trist imaginavam de que seria possível
criar uma organização que estaria entre a academia e
as organizações/sociedade, atuando como uma ponte
entre elas.
• a) A "investigação sistêmica, que é coletivo,
colaborativo, auto-reflexiva, crítica e realizada pelos
participantes no inquérito" (McCutcheon & Jung 1990
no Masters 1995).
• b) A forma "de investigação auto-reflexiva coletiva
realizada pelos participantes em situações sociais, a
fim de melhorar a racionalidade e justiça de suas
próprias práticas sociais ou educacionais, bem como
sua compreensão dessas práticas e situações em que
estas práticas são realizadas "(Kemmis & McTaggert
1990).
• c) "pesquisa-ação visa contribuir tanto para interesses
práticos de pessoas em uma situação imediata e
problemática para os objetivos da ciência social pela
colaboração conjunta dentro de um quadro ético
mutuamente aceitável" (McKernan 1991 no Masters
1995).
Assim...
• pesquisa-ação tem como objetivo integrar
teoria e prática, trabalhando com as pessoas
ao invés de trabalhar para as pessoas,
destacando a necessidade da investigação
social a ser focada no desenvolvimento de
resultados práticos como uma resposta às
necessidades das pessoas e interesses , em
vez de definir posições teóricas com
resultados vazio
• Uma característica importante da pesquisa-
ação é a sua distância para a verdade
universal e resultados generalizáveis.
• Pesquisa-ação é baseada na vida cotidiana
dos profissionais, e visa experimentar o
contexto real em que essas ações ocorrem.
• É a combinação de teoria e prática nas
relações de hermenêutica.
Requisitos para uma pesquisa accão
• Três requisitos mínimos para um projecto de pesquisa-
açcão são:
• a) o projecto tem como assunto em uma prática social,
considerando-a como uma acção estratégica susceptível a
melhoria;
• b) o projecto prossegue através de uma espiral de ciclos de
planificação, acção, observar e reflectir, com cada uma
dessas actividades que estão sendo sistematicamente e
auto-crítica implementado e inter-relacionados, e
• c) o projecto envolve os responsáveis ​para a prática em
cada um dos momentos da actividade, ampliando a
participação no projecto gradualmente para incluir os
outros afectados pela o controle e manutenção da prática
colaborativa do processo.
ASC como pesquisa-acção participativa
• Ander-Egg (1981) define ASC como "um conjunto de
habilidades sociais que, com base numa pedagogia
participativa, é projectado para operar em diferentes
campos de desenvolvimento da qualidade de vida,
promover a participação de pessoas em seu processo
de desenvolvimento cultural.
• Esta definição sugere uma metodologia pedagógica,
um conjunto de elementos, técnicas, ferramentas,
sistemas de planificação e avaliação, conteúdos da
programação e horários, actividades, etc., a fim de
promover uma intervenção em que a participação é o
mais fundamental
• Kurki (2000a) menciona que, do ponto de vista
metodológico, praxis deriva do quadro ideológico e
metodológico, e há muitas áreas diferentes em que acções
práticas podem ter lugar, como animação ligados à cultura,
à educação, desporto, actividades comunitárias, de lazer,
actividades empresariais, etc.
• Além disso, Merino (1997) afirma que a pesquisa-ação é
uma realização da ASC, que envolve um grande avanço na
busca de rigor metodológico para a participação da
comunidade e do grupo como sujeitos e não como um
objecto no próprio estudo, em sua localização, seus
problemas e seu destino, e o grupo lidera o processo de
busca de soluções para os problemas que lhes dizem
respeito, a partir de sua própria acção e reflexão sobre ele,
a fim de melhorar ou transformá-la.
• Ander-Egg (1997) confirma esta afirmação quando afirma
que a animação pode ser vista como forma de acções
sociais, educacionais e culturais e como uma
metodologia de acção onde os processos de participação
de todos os envolvidos são importantes. O objectivo da
ASC é gerar participação e responsabilidade.
• A participação é o que faz animação sócio-cultural mais
profunda. No entanto, deve-se notar que a participação é
uma meta a atingir. Em outras palavras, a participação
não é um ponto de partida como algo que é realizado,
simplesmente dizendo, é um ponto de chegada, o que
pressupõe um processo ou um caminho a percorrer.
• Ander-Egg (1997) afirma que o objetivo do ASC é
promover a participação das pessoas e sua metodologia
deve ser consistente e derivados deste, ou deve ser
participativa.
Etapas gerais na implementação de
SCA como pesquisa-ação participativa
• SCA é uma metodologia que fornece um conjunto
de linhas a seguir, a fim de produzir uma
mudança social. É importante sempre ter em
mente que não existe uma metodologia perfeita
e não há nenhuma única e apenas um método de
prática SCA.
• Como Gunturiz (1992) afirma que "a metodologia
e prática que vem como uma abordagem
sistemática e contextualizada e trabalha em
comunidades não apoiar a criação de um modelo
ideal de acção, que se aplica a todos os tipos de
comunidades
Fase 1: A análise crítica do mundo real
e a realidade
• Esta fase implica que muitas tarefas específicas precisam ser
abordadas:
a) Conhecimento do meio físico e social relacionada com a
situação de campo, todos os dias as relações humanas e os
valores dominantes conflitantes na comunidade, entre outros;
b) Abertura de diálogo e estabelecimento de canais de
comunicação / informação, que envolve centros de localização
de atividade social, identificação de líderes ou pessoas
significativas com os papéis sociais, entrevistas informais com
o maior número possível de membros da comunidade, a
divulgação de idéias e programa projetos, entre outros;
c) Identificação das necessidades e expectativas da
comunidade em qualquer campo: família,
trabalho, educacional, cultural, etc, que envolve
a formulação de necessidades e expectativas, a
seleção das necessidades / interesses imediatos
e recolha de iniciativas, entre outros.
Aqui, a observação participante, entrevistas (grupo
focado e individual) e inquéritos e questionários
são considerados os métodos mais adequados
de intervenção a fim de compreender a
realidade social como tal.
Fase 2: A leitura hermenêutica e compreensão
da realidade e da criação de uma utopia.
• Esta fase recorda a necessidade de contextualizar a realidade
social. Através da leitura hermenêutica, Freire (1994a), o
processo no qual o educador, assistente social ou pesquisador
social remonta a tanto o comportamento significativo dos
indivíduos, e a situação em que contextos sociais são criados ou
adaptados.
• Isto implica a utilização de diferentes fontes de que ele / ela
(pesquisador) pode derivar os significados que estão ligados à
comunidade, e com base no que ele / ela (pesquisador) será
capaz de adquirir conhecimentos sobre os factores contextuais
que influenciam certos padrões de comportamento baseado
em valores locais.
• A fim de criar o que Freire (1983, 1994a)
chama de utopia ou o que Gillet (2006) chama
de utopias realistas (vistos como possíveis
soluções para o problema), há uma outra
etapa importante a ser observado nesta fase
da SCA pesquisa-ação participativa, ou seja, o
estabelecimento de um plano.
Plano
i. A necessidade de respeitar a autonomia de cada participante, a livre
expressão de seus valores e pontos de vista e, portanto, planejamento e
desenvolvimento serão o produto de diálogo e de compromisso entre os
participantes;
ii. O planejamento deve ser voluntária, aberta a qualquer pessoa,
independentemente do seu estatuto, idade ou sexo, não há pré-requisitos ou
horários pré-determinados, como resultado, atividades, objetivos e métodos
para alcançá-la variar no decurso do seu desenvolvimento, dependendo de
fatores previsíveis , tais como abandono, a novas contribuições de pessoas
que iniciaram o processo, recursos materiais novos que estão disponíveis, e
assim por diante;
iii. O plano é baseado na participação activa e empenho de todos os envolvidos,
mas há diferentes graus de comprometimento e participação, todos
igualmente dignos de respeito, que necessariamente envolve diversas formas
de participação, cuja previsão no planejamento e desenvolvimento, é
impossível. Além disso, a realização de maiores níveis de compromisso
podem tornar-se um objetivo de um projeto sócio-cultural, e
iv. ASC não usa nem a exclusão dirigismo cultural em todas e quaisquer funções
atribuídas de autoridade na organização ou unidade.
Elementos a ter em conta no plano
• “O QUÊ? Será que nós todos queremos fazer ou que
tipo de accão queremos realizar?
• PORQUÊ? Quais as justificacões desta accão? Que
argumentos temos de realizar este projecto?
• PARA QUÊ? Quais os objectivos da Acccão?
• QUANTO DEVE SER FEITO? Até que ponto devemos
mudar?
• ONDE queremos fazê-lo? Qual é a sua localizacão
física?
• COMO queremos fazê-lo? Que actividades serão
levadas a cabo e que instrumentos metodologicos
precisamos?
• QUANDO é que se fará? Cronograma das
actividades (de preferencia durante o seu
tempo livre e que este nao dificulte a
continuacao da sua rotina normal de vida)
• QUEM FAZ O QUÊ E PARA QUEM? O grupo
alvo da accão, distribuicão de tarefas e
responsabilidades.
• QUE RECURSOS TEMOS? (Humanos e
materiais)- neste caso podemos ter
voluntários, membros da comunidade, etc...
Fase 3: A busca por ferramentas práticas ao longo do
caminho lento para um amanhã melhor e um futuro melhor
• Para este fim, as três fases aqui lembrou da seguinte forma:
a) A intervenção
A intervenção é resultado de um bom plano. No entanto, isso não
significa que o processo de intervenção vai seguir um rigoroso
plano de intervenção concebido a priori. O processo de
planejamento em SCA é flexível e leva em consideração as
mudanças de contexto da realidade social. É por isso que ele
precisa de uma permanente relação dialógica entre os membros da
equipe de trabalho e da comunidade.
b) A avaliação
Uma coisa importante é lembrar que a avaliação não é a última
tarefa de um plano de intervenção SCA, que ocorre em todas as
fases das atividades. Esta é uma avaliação contínua e formativa, em
que todos os membros da equipe de trabalho participar.
No entanto, como Arnanz (1988) menciona, ainda que esta
avaliação ocorre periodicamente a fim de ver como as atividades
acontecem, é importante dar tempo suficiente para uma avaliação
final do programa, e três aspectos devem ser avaliados: em
primeiro lugar o trabalho equipe como um grupo (sua organização
e funcionamento), em segundo lugar a distribuição das tarefas e
calendário, e em terceiro lugar a aceitação do calendário e as
atividades designadas por cada membro da equipe de trabalho.
O objetivo não é julgar os membros da equipe, mas para ver o que
pode ser alterado, reforçou, desenvolvidos, e assim por diante, em
planos de intervenção futura.

c) A celebração
De acordo com Arnanz (1988), "um espaço humano, uma
realidade humana, onde não há possibilidade de comemorar
qualquer coisa, onde não há espaço para uma festa ..., é um
espaço para os mortos". Isso pode parecer estranho, mas os
pesquisadores não costumam sequer pensar em comemorar
como parte integrante de um processo de pesquisa, tornando
suas atividades tanto estressante e monótona.

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