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Criado por: Felipe Cazeca de Miranda Oliveira

SÚMULAS, TESES E TEMAS DO STF E STJ ORGANIZADAS POR ASSUNTO.


(ATUALIZADO ATÉ 05-12-2019)
Criado e distribuído gratuitamente por: Felipe Cazeca de Miranda Oliveira

MATÉRIA DISCIPLINA FUNDAMENTO DATA ENTENDIMENTO FIXADO


11) Não é possível a aplicação de sanções pecuniárias por sociedade de economia mista, facultado o
DIREITO ADMINISTRATIVO Atos administrativos Edição n. 79-STJ 3/24/2017 exercício do poder de polícia fiscalizatório.

1) A administração pública possui interesse de agir para tutelar em juízo atos em que ela poderia atuar com
DIREITO ADMINISTRATIVO Atos administrativos Edição n. 82-STJ 4/20/2017 base em seu poder de polícia, em razão da inafastabilidade do controle jurisdicional.

10) É legítima a cobrança da taxa de localização, fiscalização e funcionamento quando notório o exercício
DIREITO ADMINISTRATIVO Atos administrativos Edição n. 82-STJ 4/20/2017 do poder de polícia pelo aparato administrativo do ente municipal, sendo dispensável a comprovação do
exercício efetivo de fiscalização.

11) Quando as balanças de aferição de peso estiverem relacionadas intrinsecamente ao serviço prestado
pelas empresas ao consumidor, incidirá a Taxa de Serviços Metrológicos, decorrente do poder de polícia do
DIREITO ADMINISTRATIVO Atos administrativos Edição n. 82-STJ 4/20/2017 Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial - Inmetro em fiscalizar a
regularidade desses equipamentos.

12) É legitima a cobrança da Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários decorrente
do poder de polícia atribuído à Comissão de Valores Mobiliários _x0013_ CVM, visto que os efeitos da Lei
DIREITO ADMINISTRATIVO Atos administrativos Edição n. 82-STJ 4/20/2017 n. 7.940/89 são de aplicação imediata e se prolongam enquanto perdurar o enquadramento da empresa
na categoria de beneficiária de incentivos fiscais.

13) Os valores cobrados a título de contribuição para o Fundo Especial de Desenvolvimento e


DIREITO ADMINISTRATIVO Atos administrativos Edição n. 82-STJ 4/20/2017 Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização - FUNDAF têm natureza jurídica de taxa, tendo em vista
que o seu pagamento é compulsório e decorre do exercício regular de poder de polícia.

2) O prazo prescricional para as ações administrativas punitivas desenvolvidas por Estados e Municípios,
quando não existir legislação local específica, é quinquenal, conforme previsto no art. 1º do Decreto n.
DIREITO ADMINISTRATIVO Atos administrativos Edição n. 82-STJ 4/20/2017 20.910/32, sendo inaplicáveis as disposições contidas na Lei n. 9.873/99, cuja incidência limita-se à
Administração Pública Federal Direta e Indireta.

4) A prerrogativa de fiscalizar as atividades nocivas ao meio ambiente concede ao Instituto Brasileiro do


Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA interesse jurídico suficiente para exercer seu
DIREITO ADMINISTRATIVO Atos administrativos Edição n. 82-STJ 4/20/2017 poder de polícia administrativa, ainda que o bem esteja situado dentro de área cuja competência para o
licenciamento seja do município ou do estado.

6) O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor - PROCON detém poder de polícia para impor sanções
DIREITO ADMINISTRATIVO Atos administrativos Edição n. 82-STJ 4/20/2017 administrativas relacionadas à transgressão dos preceitos ditados pelo Código de Defesa do Consumidor
_x0013_ art. 57 da Lei n. 8.078/90.

7) O PROCON tem competência para aplicar multa à Caixa Econômica Federal _x0013_ CEF por infração às
DIREITO ADMINISTRATIVO Atos administrativos Edição n. 82-STJ 4/20/2017 normas do Código de Defesa do Consumidor, independentemente da atuação do Banco Central do Brasil.
8) A atividade fiscalizatória exercida pelos conselhos profissionais, decorrente da delegação do poder de
DIREITO ADMINISTRATIVO Atos administrativos Edição n. 82-STJ 4/20/2017 polícia, está inserida no âmbito do direito administrativo, não podendo ser considerada relação de trabalho
e, por consequência, não está incluída na esfera de competência da Justiça Trabalhista.

9) Não é possível a aplicação de sanções pecuniárias por sociedade de economia mista, facultado o
DIREITO ADMINISTRATIVO Atos administrativos Edição n. 82-STJ 4/20/2017 exercício do poder de polícia fiscalizatório.
Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o contraditório e a ampla defesa
quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o
DIREITO ADMINISTRATIVO Atos administrativos Súmula vinculante 3-STF 5/30/2007 interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e
pensão.
Ao Estado é facultada a revogação de atos que repute ilegalmente praticados; porém, se de tais atos já
DIREITO ADMINISTRATIVO Atos administrativos Tema 138-STF 9/21/2011 tiverem decorrido efeitos concretos, seu desfazimento deve ser precedido de regular processo
administrativo.

I - A concessão de benefícios previdenciários depende de requerimento do interessado, não se


caracterizando ameaça ou lesão a direito antes de sua apreciação e indeferimento pelo INSS, ou se
excedido o prazo legal para sua análise. É bem de ver, no entanto, que a exigência de prévio requerimento
não se confunde com o exaurimento das vias administrativas;
II – A exigência de prévio requerimento administrativo não deve prevalecer quando o entendimento da
Administração for notória e reiteradamente contrário à postulação do segurado;
III – Na hipótese de pretensão de revisão, restabelecimento ou manutenção de benefício anteriormente
concedido, considerando que o INSS tem o dever legal de conceder a prestação mais vantajosa possível, o
pedido poderá ser formulado diretamente em juízo – salvo se depender da análise de matéria de fato
ainda não levada ao conhecimento da Administração –, uma vez que, nesses casos, a conduta do INSS já
configura o não acolhimento ao menos tácito da pretensão;
IV – Nas ações ajuizadas antes da conclusão do julgamento do RE 631.240/MG (03/09/2014) que não
tenham sido instruídas por prova do prévio requerimento administrativo, nas hipóteses em que exigível,
DIREITO ADMINISTRATIVO Atos administrativos Tema 350-STF 9/3/2014 será observado o seguinte: (a) caso a ação tenha sido ajuizada no âmbito de Juizado Itinerante, a ausência
de anterior pedido administrativo não deverá implicar a extinção do feito; (b) caso o INSS já tenha
apresentado contestação de mérito, está caracterizado o interesse em agir pela resistência à pretensão; e
(c) as demais ações que não se enquadrem nos itens (a) e (b) serão sobrestadas e baixadas ao juiz de
primeiro grau, que deverá intimar o autor a dar entrada no pedido administrativo em até 30 dias, sob pena
de extinção do processo por falta de interesse em agir. Comprovada a postulação administrativa, o juiz
intimará o INSS para se manifestar acerca do pedido em até 90 dias. Se o pedido for acolhido
administrativamente ou não puder ter o seu mérito analisado devido a razões imputáveis ao próprio
requerente, extingue-se a ação. Do contrário, estará caracterizado o interesse em agir e o feito deverá
prosseguir;
V – Em todos os casos acima – itens (a), (b) e (c) –, tanto a análise administrativa quanto a judicial deverão
levar em conta a data do início da ação como data de entrada do requerimento, para todos os efeitos
legais.

É constitucional a atribuição às guardas municipais do exercício de poder de polícia de trânsito, inclusive


DIREITO ADMINISTRATIVO Atos administrativos Tema 472-STF 8/6/2015 para imposição de sanções administrativas legalmente previstas.

No exercício do seu poder de autotutela, poderá a Administração Pública rever os atos de concessão de
anistia a cabos da Aeronáutica com fundamento na Portaria nº 1.104/1964, quando se comprovar a
DIREITO ADMINISTRATIVO Atos administrativos Tema 839-STF 10/16/2019 ausência de ato com motivação exclusivamente política, assegurando-se ao anistiado, em procedimento
administrativo, o devido processo legal e a não devolução das verbas já recebidas.
1. A proibição ou restrição da atividade de transporte privado individual por motorista cadastrado em
aplicativo é inconstitucional, por violação aos princípios da livre iniciativa e da livre concorrência; e 2. No
DIREITO ADMINISTRATIVO Atos administrativos Tema 967-STF 5/8/2019 exercício de sua competência para regulamentação e fiscalização do transporte privado individual de
passageiros, os Municípios e o Distrito Federal não podem contrariar os parâmetros fixados pelo legislador
federal (CF/1988, art. 22, XI).
1) Os bens integrantes do acervo patrimonial de sociedades de economia mista sujeitos a uma destinação
DIREITO ADMINISTRATIVO Bens públicos Edição n. 124-STJ 4/16/2019 pública equiparam-se a bens públicos, sendo, portanto, insuscetíveis de serem adquiridos por meio de
usucapião.
10) Construção ou atividade irregular em bem de uso comum do povo revela dano presumido à
DIREITO ADMINISTRATIVO Bens públicos Edição n. 124-STJ 4/16/2019
coletividade, dispensada prova de prejuízo em concreto.
11) Os registros de propriedade particular de imóveis situados em terrenos de marinha não são oponíveis à
DIREITO ADMINISTRATIVO Bens públicos Edição n. 124-STJ 4/16/2019 União. (Súmula n. 496/ STJ) (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - TEMA 419)

2) Os imóveis administrados pela Companhia Imobiliária de Brasília - Terracap são públicos e, portanto,
DIREITO ADMINISTRATIVO Bens públicos Edição n. 124-STJ 4/16/2019 insuscetíveis de aquisição por meio de usucapião.

3) O imóvel vinculado ao Sistema Financeiro de Habitação - SFH, porque afetado à prestação de serviço
DIREITO ADMINISTRATIVO Bens públicos Edição n. 124-STJ 4/16/2019 público, deve ser tratado como bem público, não podendo, pois, ser objeto de usucapião.

4) É possível reconhecer a usucapião do domínio útil de bem público sobre o qual tinha sido,
DIREITO ADMINISTRATIVO Bens públicos Edição n. 124-STJ 4/16/2019 anteriormente, instituída enfiteuse, pois, nessa circunstância, existe apenas a substituição do enfiteuta
pelo usucapiente, não havendo qualquer prejuízo ao Estado.

5) É incabível a modificação unilateral pela União do valor do domínio pleno de imóvel aforado, incidindo
DIREITO ADMINISTRATIVO Bens públicos Edição n. 124-STJ 4/16/2019 somente a correção monetária na atualização anual do pagamento do foro na enfiteuse de seus bens (art.
101 do Decreto-Lei n. 9760/1946).

6) As concessões de terras devolutas situadas na faixa de fronteira, feitas pelos Estados, autorizam, apenas,
DIREITO ADMINISTRATIVO Bens públicos Edição n. 124-STJ 4/16/2019 o uso, permanecendo o domínio com a União, ainda que se mantenha inerte ou tolerante, em relação aos
possuidores. (Súmula n. 477/STF)

7) Terras em faixas de fronteira e aquelas sem registro imobiliário não são, por si só, terras devolutas,
DIREITO ADMINISTRATIVO Bens públicos Edição n. 124-STJ 4/16/2019 cabendo ao ente federativo comprovar a titularidade desses terrenos.

8) O descumprimento de encargo estabelecido em lei que determinara a doação de bem público enseja,
DIREITO ADMINISTRATIVO Bens públicos Edição n. 124-STJ 4/16/2019 por si só, a sua desconstituição.

9) A ocupação indevida de bem público configura mera detenção, de natureza precária, insuscetível de
DIREITO ADMINISTRATIVO Bens públicos Edição n. 124-STJ 4/16/2019 retenção ou indenização por acessões e benfeitorias. (Súmula n. 619/STJ)

Incluem-se entre os imóveis funcionais que podem ser vendidos os administrados pelas forças armadas e
DIREITO ADMINISTRATIVO Bens públicos Súmula 103-STJ 5/19/1994 ocupados pelos servidores civis.
As concessões de terras devolutas situadas na faixa de fronteira, feitas pelos estados, autorizam, apenas, o
DIREITO ADMINISTRATIVO Bens públicos Súmula 477-STF 12/3/1969 uso, permanecendo o domínio com a união, ainda que se mantenha inerte ou tolerante, em relação aos
possuidores.
As margens dos rios navegáveis são domínio público, insuscetíveis de expropriação e, por isso mesmo,
DIREITO ADMINISTRATIVO Bens públicos Súmula 479-STF 12/3/1969
excluídas de indenização.
Pertencem ao domínio e administração da União, nos termos dos artigos 4, IV, e 186, da Constituição
DIREITO ADMINISTRATIVO Bens públicos Súmula 480-STF 12/3/1969 Federal de 1967, as terras ocupadas por silvícolas.
Os registros de propriedade particular de imóveis situados em terrenos de marinha não são oponíveis à
DIREITO ADMINISTRATIVO Bens públicos Súmula 496-STJ 8/8/2012 União.
Os incisos I e XI do art. 20 da Constituição Federal não alcançam terras de aldeamentos extintos, ainda que
DIREITO ADMINISTRATIVO Bens públicos Súmula 650-STF 9/24/2003 ocupadas por indígenas em passado remoto.
A Emenda Constitucional nº 46/2005 não interferiu na propriedade da União, nos moldes do art. 20, VII, da
DIREITO ADMINISTRATIVO Bens públicos Tema 676-STF 4/27/2017 Constituição da República, sobre os terrenos de marinha e seus acrescidos situados em ilhas costeiras sede
de Municípios.
10) A reserva de vagas em concursos públicos destinadas às pessoas com deficiência não pode se restringir
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 100-STJ 3/9/2018 àquelas oferecidas por localidade, devendo ser computadas pela totalidade de vagas oferecidas no
certame.
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 100-STJ 3/9/2018 12) O portador de visão monocular tem direito de concorrer, em concurso público, às vagas reservadas aos
deficientes. (Súmula n. 377/STJ)
13) O portador de surdez unilateral não se qualifica como pessoa com deficiência para o fim de disputar as
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 100-STJ 3/9/2018 vagas reservadas em concursos públicos. (Súmula n. 552/STJ)
9) As pessoas com deficiência têm direito a um mínimo das vagas ofertadas em concurso público; caso a
aplicação do referido percentual resulte em número fracionado, este deverá ser elevado até o primeiro
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 100-STJ 3/9/2018 número inteiro subsequente, desde que respeitado o limite máximo do percentual legal das vagas
oferecidas no certame.

1) O Poder Judiciário não pode substituir a banca examinadora do certame e tampouco se imiscuir nos
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 103-STJ 4/6/2018 critérios de atribuição de notas e de correção de provas, visto que sua atuação se restringe ao controle
jurisdicional da legalidade do concurso público e da observância do princípio da vinculação ao edital.
10) A contratação de servidores sem concurso público, quando realizada com base em lei municipal
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 103-STJ 4/6/2018 autorizadora, descaracteriza o ato de improbidade administrativa, em razão da ausência de dolo genérico
do gestor público.
2) A divulgação, ainda que a posteriori, dos critérios de correção das provas dissertativas ou orais não viola,
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 103-STJ 4/6/2018 por si só, o princípio da igualdade, desde que os mesmos parâmetros sejam aplicados uniforme e
indistintamente a todos os candidatos.

3) O provimento originário em concurso público não permite a invocação do instituto da remoção para
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 103-STJ 4/6/2018 acompanhamento de cônjuge ou companheiro, em razão do prévio conhecimento das normas expressas
no edital do certame.

4) A administração pública pode anular, a qualquer tempo, o ato de provimento efetivo flagrantemente
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 103-STJ 4/6/2018 inconstitucional, pois o decurso do tempo não possui o condão de convalidar os atos administrativos que
afrontem a regra do concurso público.

5) A investidura em cargo público efetivo submete-se a exigência de prévio concurso público, sendo vedado
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 103-STJ 4/6/2018 o provimento mediante transposição, ascensão funcional, acesso ou progressão. *(VIDE SÚMULA
VINCULANTE N. 43/STF)

6) Na hipótese de abertura de novo concurso público dentro do prazo de validade do certame anterior, o
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 103-STJ 4/6/2018 termo inicial do prazo decadencial para a impetração do mandado de segurança por candidatos
remanescentes é a data da publicação do novo edital.

7) A nomeação ou a posse tardia de candidato aprovado em concurso público, por força de decisão judicial,
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 103-STJ 4/6/2018 não configura preterição ou ato ilegítimo da Administração Pública a justificar uma contrapartida
indenizatória, salvo situação de arbitrariedade flagrante.

8) A nomeação tardia de candidatos aprovados em concurso público, por meio de decisão judicial, à qual
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 103-STJ 4/6/2018 atribuída eficácia retroativa, não gera direito às promoções e às progressões funcionais que alcançariam
caso a nomeação houvesse ocorrido a tempo e a modo.

9) A vedação de execução provisória de sentença contra a Fazenda Pública inserida no art. 2º-B da Lei n.
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 103-STJ 4/6/2018 9.494/1997 não incide na hipótese de nomeação e de posse em razão de aprovação em concurso público.
1) A Justiça do Trabalho não tem competência para decidir os feitos em que se discutem critérios utilizados
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 115-STJ 11/9/2018 pela administração para a seleção e a admissão de pessoal em seus quadros, uma vez que envolve fase
anterior à investidura no emprego público.

10) A investigação social em concursos públicos, além de servir à apuração de infrações criminais, presta-se
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 115-STJ 11/9/2018 a avaliar idoneidade moral e lisura daqueles que desejam ingressar nos quadros da administração pública.
11) Em concursos públicos, a inaptidão na avaliação psicológica ou no exame médico exige a devida
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 115-STJ 11/9/2018 fundamentação.
12) É indevida a acumulação de proventos de duas aposentadorias, de cargos públicos não acumuláveis na
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 115-STJ 11/9/2018 atividade, ainda que uma delas seja proveniente do reingresso no serviço público mediante aprovação em
concurso, antes da Emenda Constitucional n. 20/98.

2) Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar demandas visando a obtenção de prestações


DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 115-STJ 11/9/2018 trabalhistas, nas hipóteses em que o trabalhador foi admitido na administração pública pelo regime
celetista, antes da Constituição Federal de 1988 e sem concurso público.

3) As contratações temporárias celebradas pela administração pública, na vigência da Constituição Federal


DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 115-STJ 11/9/2018 de 1988, ostentam caráter precário e submetem-se à regra do art. 37, inciso IX, não sendo passíveis de
transmutação de sua natureza eventual pelo decurso do tempo.
5) Não é possível estender a estabilidade excepcional do art. 19 do Ato das Disposições Constitucionais
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 115-STJ 11/9/2018 Transitórias - ADCT aos servidores contratados sem concurso público após a promulgação da Constituição
Federal de 1988.

6) A contratação de servidores temporários ou o emprego de servidores comissionados, terceirizados ou


estagiários, por si sós, não caracterizam preterição na convocação e na nomeação de candidatos advindos
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 115-STJ 11/9/2018 de concurso público, tampouco autorizam a conclusão de que tenham automaticamente surgido vagas
correlatas no quadro efetivo, a ensejar o chamamento de candidatos aprovados em cadastro de reserva ou
fora do número de vagas previstas no edital.

7) Ocorrida a vacância na titularidade da serventia extrajudicial na vigência da atual Constituição Federal, o


DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 115-STJ 11/9/2018 provimento de novo titular deve ser realizado por meio de concurso público, nos termos do art. 236, § 3º,
da CF/1988.

8) O direito à liberdade de crença, assegurado pela Constituição, não pode criar situações que importem
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 115-STJ 11/9/2018 tratamento diferenciado - seja de favoritismo, seja de perseguição - em relação a outros candidatos de
concurso público que não professam a mesma crença religiosa.

9) É ilegítima a previsão de edital de concurso público que exige o prévio registro na Delegacia Regional do
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 115-STJ 11/9/2018 Trabalho como condição para que os graduados em Letras ou em Secretariado Bilíngue exerçam a atividade
de Secretário-Executivo.

DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 11-STJ 4/18/2014 1) O candidato aprovado dentro do número de vagas previsto no edital tem direito subjetivo a ser
nomeado no prazo de validade do concurso.
10) O candidato sub judice não possui direito subjetivo à nomeação e à posse, mas à reserva da respectiva
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 11-STJ 4/18/2014
vaga até que ocorra o trânsito em julgado da decisão que o beneficiou.

11) A nomeação ou a convocação para determinada fase de concurso público após considerável lapso
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 11-STJ 4/18/2014 temporal entre uma fase e outra, sem a notificação pessoal do interessado, viola os princípios da
publicidade e da razoabilidade, não sendo suficiente a publicação no Diário Oficial.

12) Não se aplica a teoria do fato consumado na hipótese em que o candidato toma posse em virtude de
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 11-STJ 4/18/2014 decisão liminar, salvo situações fáticas excepcionais.
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 11-STJ 4/18/2014 13) É legítimo estabelecer no edital de concurso público critério de regionalização.
14) É legítimo estabelecer no edital de concurso público limite de candidatos que serão convocados para as
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 11-STJ 4/18/2014 próximas etapas do certame (Cláusula de Barreira).

15) O diploma ou habilitação legal para o exercício do cargo deve ser exigido na posse e não na inscrição
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 11-STJ 4/18/2014 para o concurso público. (Súmula n. 266/STJ)

DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 11-STJ 4/18/2014 16) Nos concursos públicos para ingresso na Magistratura ou no Ministério Público a comprovação dos
requisitos exigidos deve ser feita na inscrição definitiva e não na posse.
17) A prorrogação do prazo de validade de concurso público é ato discricionário da Administração, sendo
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 11-STJ 4/18/2014 vedado ao Poder Judiciário o reexame dos critérios de conveniência e oportunidade adotados.
2) A desistência de candidatos convocados, dentro do prazo de validade do concurso, gera direito subjetivo
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 11-STJ 4/18/2014 à nomeação para os seguintes, observada a ordem de classificação e a quantidade de vagas
disponibilizadas.
3) A abertura de novo concurso, enquanto vigente a validade do certame anterior, confere direito líquido e
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 11-STJ 4/18/2014 certo a eventuais candidatos cuja classificação seja alcançada pela divulgação das novas vagas.
4) O candidato aprovado fora do número de vagas previsto no edital possui mera expectativa de direito à
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 11-STJ 4/18/2014 nomeação, que se convola em direito subjetivo caso haja preterição na convocação, observada a ordem
classificatória.
5) A simples requisição ou a cessão de servidores públicos não é suficiente para transformar a expectativa
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 11-STJ 4/18/2014 de direito do candidato aprovado fora do número de vagas em direito subjetivo à nomeação, porquanto
imprescindível a comprovação da existência de cargos vagos.

6) O candidato aprovado fora do número de vagas previsto no edital possui mera expectativa de direito à
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 11-STJ 4/18/2014 nomeação, que se convola em direito subjetivo caso haja preterição em virtude de contratações precárias e
comprovação da existência de cargos vagos.

7) Não ocorre preterição na ordem classificatória quando a convocação para próxima fase ou a nomeação
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 11-STJ 4/18/2014 de candidatos com posição inferior se dá por força de cumprimento de ordem judicial.
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 11-STJ 4/18/2014 8) A surdez unilateral não autoriza o candidato a concorrer às vagas reservadas às pessoas com deficiência.

9) Deverão ser reservadas, no mínimo, 5% das vagas ofertadas em concurso público às pessoas com
deficiência e, caso a aplicação do referido percentual resulte em número fracionado, este deverá ser
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 11-STJ 4/18/2014 elevado até o primeiro número inteiro subsequente, desde que respeitado o limite máximo de 20% das
vagas ofertadas, conforme art. 37, §§ 1º e 2º, do Decreto n. 3.298/99, e art. 5º, §2º, da Lei n. 8.112/90.

1) A Administração atua com discricionariedade na escolha das regras do edital de concurso público, desde
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 15-STJ 4/18/2014 que observados os preceitos legais e constitucionais.

DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 15-STJ 4/18/2014 10) Há preterição de candidatos aprovados se as vagas regionalizadas estabelecidas no edital de concurso
público forem preenchidas por remoção lançada posteriormente ao início do certame.
11) O candidato aprovado dentro do número de vagas que requer transferência para o final da lista de
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 15-STJ 4/18/2014
classificados passa a ter mera expectativa de direito à nomeação.
2) A exoneração de servidor público em razão da anulação do concurso pressupõe a observância do devido
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 15-STJ 4/18/2014 processo legal, do contraditório e da ampla defesa.

3) O candidato que possui qualificação superior à exigida no edital está habilitado a exercer o cargo a que
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 15-STJ 4/18/2014 prestou concurso público, nos casos em que a área de formação guardar identidade.

4) O Ministério Público possui legitimidade para propor ação civil pública com o objetivo de anular
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 15-STJ 4/18/2014 concurso realizado sem a observância dos princípios estabelecidos na Constituição Federal.
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 15-STJ 4/18/2014 5) A nomeação tardia do candidato por força de decisão judicial não gera direito à indenização.
6) O servidor não tem direito à indenização por danos morais em face da anulação de concurso público
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 15-STJ 4/18/2014 eivado de vícios.

7) O militar aprovado em concurso público e convocado para a realização de curso de formação tem direito
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 15-STJ 4/18/2014 ao afastamento temporário do serviço ativo na qualidade de agregado.

DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 15-STJ 4/18/2014 8) O provimento originário de cargos públicos deve se dar na classe e padrão iniciais da carreira, conforme
a legislação vigente na data da nomeação do servidor.
9) A Administração Pública pode promover a remoção de servidores concursados, sem que isso caracterize,
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 15-STJ 4/18/2014 por si só, preterição aos candidatos aprovados em novo concurso público.

1) A banca examinadora pode exigir conhecimento sobre legislação superveniente à publicação do edital,
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 9-STJ 2/14/2014 desde que vinculada às matérias nele previstas.

10) A exigência de teste de aptidão física é legítima quando prevista em lei, guardar relação de pertinência
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 9-STJ 2/14/2014 com as atividades a serem desenvolvidas, estiver pautada em critérios objetivos e for passível de recurso.

11) É vedada a realização de novo teste de aptidão física em concurso público no caso de incapacidade
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 9-STJ 2/14/2014 temporária, salvo previsão expressa no edital.

12) É possível a realização de novo teste de aptidão física em concurso público no caso de gravidez, sem
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 9-STJ 2/14/2014 que isso caracterize violação do edital ou do princípio da isonomia.

13) O candidato não pode ser eliminado de concurso público, na fase de investigação social, em virtude da
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 9-STJ 2/14/2014 existência de termo circunstanciado, inquérito policial ou ação penal sem trânsito em julgado ou extinta
pela prescrição da pretensão punitiva.

14) O entendimento de que o candidato não pode ser eliminado de concurso público, na fase de
investigação social, em virtude da existência de termo circunstanciado, inquérito policial ou ação penal sem
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 9-STJ 2/14/2014 trânsito em julgado ou extinta pela prescrição da pretensão punitiva não se aplica aos cargos cujos
ocupantes agem stricto sensu em nome do Estado, como o de delegado de polícia.

15) O candidato não pode ser eliminado de concurso público, na fase de investigação social, em virtude da
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 9-STJ 2/14/2014 existência de registro em órgãos de proteção ao crédito.

16) O candidato pode ser eliminado de concurso público quando omitir informações relevantes na fase de
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 9-STJ 2/14/2014 investigação social.

17) O termo inicial do prazo decadencial para a impetração de mandado de segurança, na hipótese de
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 9-STJ 2/14/2014 exclusão do candidato do concurso público, é o ato administrativo de efeitos concretos e não a publicação
do edital, ainda que a causa de pedir envolva questionamento de critério do edital.

DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 9-STJ 2/14/2014 18) O termo inicial do prazo decadencial para a impetração de mandado segurança, na hipótese em que o
candidato aprovado em concurso público não é nomeado, é o término do prazo de validade do concurso.
19) O encerramento do concurso público não conduz à perda do objeto do mandado de segurança que
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 9-STJ 2/14/2014
busca aferir suposta ilegalidade praticada em alguma das etapas do processo seletivo.
2) O Poder Judiciário não analisa critérios de formulação e correção de provas em concursos públicos, salvo
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 9-STJ 2/14/2014 nos casos de ilegalidade ou inobservância das regras do edital.

3) A limitação de idade, sexo e altura para o ingresso na carreira militar é válida desde que haja previsão
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 9-STJ 2/14/2014 em lei específica e no edital do concurso público.
4) Somente a lei pode estabelecer limites de idade nos concursos das Forças Armadas, sendo vedado,
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 9-STJ 2/14/2014 diante do princípio constitucional da reserva legal, que a lei faculte tal regulamentação a atos
administrativos expedidos pela Marinha, Exército ou Aeronáutica.

5) A aferição do cumprimento do requisito de idade deve se dar no momento da posse no cargo público e
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 9-STJ 2/14/2014 não no momento da inscrição.
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 9-STJ 2/14/2014 6) O edital é a lei do concurso e suas regras vinculam tanto a Administração Pública quanto os candidatos.
7) O portador de visão monocular tem direito de concorrer, em concurso público, às vagas reservadas aos
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 9-STJ 2/14/2014
deficientes. (Súmula n. 377 do STJ)
8) A exigência de exame psicotécnico é legítima quando prevista em lei e no edital, a avaliação estiver
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 9-STJ 2/14/2014 pautada em critérios objetivos e o resultado for público e passível de recurso.

9) Constatada a ilegalidade do exame psicotécnico, o candidato deve ser submetido a nova avaliação,
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Edição n. 9-STJ 2/14/2014 pautada por critérios objetivos e assegurada a ampla defesa.

Dentro do prazo de validade do concurso, o candidato aprovado tem o direito à nomeação, quando o cargo
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Súmula 15-STF 12/13/1963 for preenchido sem observância da classificação.
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Súmula 16-STF 12/13/1963 Funcionário nomeado por concurso tem direito à posse.
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Súmula 17-STF 12/13/1963 A nomeação de funcionário sem concurso pode ser desfeita antes da posse.
O diploma ou habilitação legal para o exercício do cargo deve ser exigido na posse e não na inscrição para o
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Súmula 266-STJ 5/22/2002 concurso público.
O portador de visão monocular tem direito de concorrer, em concurso público, às vagas reservadas aos
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Súmula 377-STJ 4/22/2009 deficientes.
O portador de surdez unilateral não se qualifica como pessoa com deficiência para o fim de disputar as
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Súmula 552-STJ 11/4/2015 vagas reservadas em concursos públicos.

O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face do art. 7º, XXX, da
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Súmula 683-STF 9/24/2003 Constituição, quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido.
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Súmula 684-STF 9/24/2003 É inconstitucional o veto não motivado à participação de candidato a concurso público.
É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se, sem prévia
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Súmula 685-STF 9/24/2003 aprovação em concurso público destinado ao seu provimento, em cargo que não integra a carreira na qual
anteriormente investido.
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Súmula 686-STF 9/24/2003 Só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a cargo público.
É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se, sem prévia
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Súmula vinculante 43-STF 4/8/2015 aprovação em concurso público destinado ao seu provimento, em cargo que não integra a carreira na qual
anteriormente investido.
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Súmula vinculante 44-STF 4/8/2015 Só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a cargo público.

DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Tema 1009-STF 9/21/2018 No caso de declaração de nulidade de exame psicotécnico previsto em lei e em edital, é indispensável a
realização de nova avaliação, com critérios objetivos, para prosseguimento no certame.
O candidato aprovado em concurso público dentro do número de vagas previsto no edital possui direito
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Tema 161-STF 8/10/2011
subjetivo à nomeação.

Inexiste direito dos candidatos em concurso público à prova de segunda chamada nos teste de aptidão
física, salvo contrária disposição editalícia, em razão de circunstâncias pessoais, ainda que de caráter
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Tema 335-STF 5/16/2013 fisiológico ou de força maior, mantida a validade das provas de segunda chamada realizadas até 15/5/2013,
em nome da segurança jurídica.

A exigência do exame psicotécnico em concurso depende de previsão em lei e no edital, e deve seguir
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Tema 338-STF 6/23/2010 critérios objetivos.
É constitucional a regra inserida no edital de concurso público, denominada cláusula de barreira, com o
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Tema 376-STF 2/19/2014 intuito de selecionar apenas os candidatos mais bem classificados para prosseguir no certame.

A nomeação tardia de candidatos aprovados em concurso público, por meio de ato judicial, à qual atribuída
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Tema 454-STF 6/8/2017 eficácia retroativa, não gera direito às promoções ou progressões funcionais que alcançariam houvesse
ocorrido, a tempo e modo, a nomeação.

DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Tema 485-STF 4/23/2015 Não compete ao Poder Judiciário substituir a banca examinadora para reexaminar o conteúdo das questões
e os critérios de correção utilizados, salvo ocorrência de ilegalidade ou de inconstitucionalidade.
A comprovação do triênio de atividade jurídica exigida para o ingresso no cargo de juiz substituto, nos
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Tema 509-STF 4/13/2016 termos do inciso I do art. 93 da Constituição Federal, deve ocorrer no momento da inscrição definitiva no
concurso público.
Os serviços sociais autônomos integrantes do denominado Sistema "S" não estão submetidos à exigência
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Tema 569-STF 9/17/2014 de concurso público para contratação de pessoal, nos moldes do art. 37, II, da Constituição Federal.

O estabelecimento de limite de idade para inscrição em concurso público apenas é legítimo quando
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Tema 646-STF 4/26/2013 justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido.

O surgimento de novas vagas ou a abertura de novo concurso para o mesmo cargo, durante o prazo de
validade do certame anterior, não gera automaticamente o direito à nomeação dos candidatos aprovados
fora das vagas previstas no edital, ressalvadas as hipóteses de preterição arbitrária e imotivada por parte da
administração, caracterizada por comportamento tácito ou expresso do Poder Público capaz de revelar a
inequívoca necessidade de nomeação do aprovado durante o período de validade do certame, a ser
demonstrada de forma cabal pelo candidato. Assim, o direito subjetivo à nomeação do candidato aprovado
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Tema 784-STF 10/14/2015 em concurso público exsurge nas seguintes hipóteses:
I – Quando a aprovação ocorrer dentro do número de vagas dentro do edital;
II – Quando houver preterição na nomeação por não observância da ordem de classificação;
III – Quando surgirem novas vagas, ou for aberto novo concurso durante a validade do certame anterior, e
ocorrer a preterição de candidatos de forma arbitrária e imotivada por parte da administração nos termos
acima.

Editais de concurso público não podem estabelecer restrição a pessoas com tatuagem, salvo situações
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Tema 838-STF 8/17/2016 excepcionais em razão de conteúdo que viole valores constitucionais.

É constitucional a remarcação do teste de aptidão física de candidata que esteja grávida à época de sua
DIREITO ADMINISTRATIVO Concurso público Tema 973-STF 11/21/2018 realização, independentemente da previsão expressa em edital do concurso público.

1) Os conselhos de fiscalização profissionais possuem natureza jurídica de autarquia, sujeitando-se,


DIREITO ADMINISTRATIVO Conselhos profissionais Edição n. 135-STJ 10/4/2019 portanto, ao regime jurídico de direito público.

10) Compete a Justiça Federal processar e julgar execução fiscal promovida por Conselho de Fiscalização
DIREITO ADMINISTRATIVO Conselhos profissionais Edição n. 135-STJ 10/4/2019 Profissional. (Súmula n. 66/STJ)

11) Não se aplica o art. 20 da Lei n. 10.552/2002, que determina o arquivamento provisório das execuções
DIREITO ADMINISTRATIVO Conselhos profissionais Edição n. 135-STJ 10/4/2019 de pequeno valor, às execuções fiscais propostas pelos conselhos regionais de fiscalização profissional.
12) Em execução fiscal ajuizada por conselho de fiscalização profissional, seu representante judicial possui
DIREITO ADMINISTRATIVO Conselhos profissionais Edição n. 135-STJ 10/4/2019 a prerrogativa de ser pessoalmente intimado. (Tese julgada sob o rito do art. 1.039 do CPC/2015 - TEMA
580)
2) Com a suspensão da redação dada pela Emenda Constitucional n. 19/1998 ao caput do art. 39 da
DIREITO ADMINISTRATIVO Conselhos profissionais Edição n. 135-STJ 10/4/2019 Constituição Federal de 1988, no julgamento da Medida Cautelar em Ação Direta de Inconstitucionalidade
n. 2.135/DF, o regime jurídico dos conselhos profissionais deve ser, obrigatoriamente, o estatutário.
3) Os servidores dos conselhos de fiscalização profissional submetem-se ao regime jurídico único, de modo
DIREITO ADMINISTRATIVO Conselhos profissionais Edição n. 135-STJ 10/4/2019 que a aposentadoria ocorrida após a publicação das decisões proferidas nas ADI n. 1.717/DF e ADI n.
2.135/DF, esta última em sede de liminar, segue o regime estatutário.

4) Os conselhos de fiscalização profissionais não podem registrar seus veículos como oficiais porque
DIREITO ADMINISTRATIVO Conselhos profissionais Edição n. 135-STJ 10/4/2019 compõem a administração pública indireta e o §1º do art. 120 do Código de Trânsito Brasileiro - CTB
autoriza apenas o registro de veículos oficiais da administração direta.

5) Os conselhos profissionais têm poder de polícia para fiscalizar as profissões regulamentadas, inclusive no
DIREITO ADMINISTRATIVO Conselhos profissionais Edição n. 135-STJ 10/4/2019
que concerne à cobrança de anuidades e à aplicação de sanções.
6) A partir da vigência da Lei n. 12.514/2011, o fato gerador para a cobrança de anuidades de órgão de
DIREITO ADMINISTRATIVO Conselhos profissionais Edição n. 135-STJ 10/4/2019 fiscalização profissional é o registro no conselho e não mais o efetivo exercício da profissão.

7) As anuidades devidas aos conselhos profissionais constituem contribuição de interesse das categorias
DIREITO ADMINISTRATIVO Conselhos profissionais Edição n. 135-STJ 10/4/2019 profissionais, de natureza tributária, sujeita a lançamento de ofício.

8) O prazo prescricional para cobrança de anuidades pagas aos conselhos profissionais tem início somente
DIREITO ADMINISTRATIVO Conselhos profissionais Edição n. 135-STJ 10/4/2019 quando o total da dívida inscrita atingir o valor mínimo correspondente a 4 (quatro) anuidades, conforme
disposto no art. 8º da Lei n. 12.514/2011.

9) A Ordem dos Advogados do Brasil - OAB, embora possua natureza jurídica especialíssima, submete-se ao
disposto no art. 8º da Lei n. 12.514/2011, que determina que os conselhos de classe somente executarão
DIREITO ADMINISTRATIVO Conselhos profissionais Edição n. 135-STJ 10/4/2019 dívida de anuidade quando o total do valor inscrito atingir o montante mínimo correspondente a 4 (quatro)
anuidades.
1) O registro no conselho de fiscalização profissional está vinculado à atividade básica ou à natureza dos
DIREITO ADMINISTRATIVO Conselhos profissionais Edição n. 136-STJ 10/11/2019 serviços prestados pela empresa, por força do que dispõe o art. 1º da Lei n. 6.839/1980.

10) Não estão sujeitas a registro perante o respectivo Conselho Regional de Medicina Veterinária, nem à
contratação de profissionais nele inscritos como responsáveis técnicos, as pessoas jurídicas que explorem
DIREITO ADMINISTRATIVO Conselhos profissionais Edição n. 136-STJ 10/11/2019 as atividades de comercialização de animais vivos e de venda de medicamentos veterinários, pois não são
atividades reservadas à atuação privativa de médico veterinário.

11) Não há comando normativo que obrigue a inscrição de professores e de mestres de artes marciais, ou
mesmo de danças, de capoeira e de ioga, nos Conselhos de Educação Física, porquanto, à luz do que
DIREITO ADMINISTRATIVO Conselhos profissionais Edição n. 136-STJ 10/11/2019 dispõe o art. 3º da Lei n. 9.696/1998, essas atividades não são próprias dos profissionais de educação
física.

12) O registro de restaurantes e de bares no Conselho Regional de Nutrição e a presença de profissional


técnico (nutricionista) não são obrigatórios, pois a atividade básica desses estabelecimentos não é a
DIREITO ADMINISTRATIVO Conselhos profissionais Edição n. 136-STJ 10/11/2019 fabricação de alimentos destinados ao consumo humano (art. 18 do Decreto n. 84. 444/1980), nem se
aproxima do conceito de saúde trazido pela legislação específica.

2) A atividade fiscalizatória exercida pelos conselhos profissionais, decorrente da delegação do poder de


DIREITO ADMINISTRATIVO Conselhos profissionais Edição n. 136-STJ 10/11/2019 polícia, está inserida no âmbito do direito administrativo, não podendo ser considerada relação de trabalho
e, de consequência, não está incluída na esfera de competência da Justiça Trabalhista.
3) O benefício da isenção do preparo, conferido aos entes públicos previstos no art. 4º, caput, da Lei n.
DIREITO ADMINISTRATIVO Conselhos profissionais Edição n. 136-STJ 10/11/2019 9.289/1996, é inaplicável aos conselhos de fiscalização profissional. (Tese julgada sob o rito do art. 1.036 do
CPC/2015 - TEMA 625)
4) A atividade de músico é manifestação artística protegida pela garantia da liberdade de expressão, de
DIREITO ADMINISTRATIVO Conselhos profissionais Edição n. 136-STJ 10/11/2019 modo que a exigência de inscrição na Ordem dos Músicos do Brasil - OMB, bem como de pagamento de
anuidade para o exercício de tal profissão, torna-se incompatível com a Constituição Federal de 1988.
5) As empresas de factoring convencional não precisam ser registradas nos conselhos regionais de
administração, visto que suas atividades são de natureza eminentemente mercantil, ou seja, não envolvem
DIREITO ADMINISTRATIVO Conselhos profissionais Edição n. 136-STJ 10/11/2019 gestões estratégicas, técnicas e programas de execução voltados a um objetivo e ao desenvolvimento de
empresa.

6) O exame de suficiência instituído pela Lei n. 12.249/2010, que alterou o art. 12, § 2º, do Decreto-Lei n.
DIREITO ADMINISTRATIVO Conselhos profissionais Edição n. 136-STJ 10/11/2019 9.295/1946, será exigido de contadores e de técnicos em contabilidade que completarem o curso após a
vigência daquela lei.

7) O ato do Conselho de Contabilidade, que requisita dos contadores e dos técnicos livros e fichas
DIREITO ADMINISTRATIVO Conselhos profissionais Edição n. 136-STJ 10/11/2019 contábeis de seus clientes, não viola os princípios da privacidade e do sigilo profissional, já que visa à
fiscalização da atividade contábil dos profissionais nele inscritos.

8) Os Conselhos Regionais de Farmácia possuem atribuição para fiscalizar e autuar as farmácias e as


drogarias quanto ao cumprimento da exigência de manter profissional legalmente habilitado
DIREITO ADMINISTRATIVO Conselhos profissionais Edição n. 136-STJ 10/11/2019 (farmacêutico) durante todo o período de funcionamento dos respectivos estabelecimentos. (Súmula n.
561/STJ) (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - TEMA 715)

9) É facultado aos técnicos de farmácia, regularmente inscritos no Conselho Regional de Farmácia, a


assunção de responsabilidade técnica por drogaria, independentemente do preenchimento dos requisitos
DIREITO ADMINISTRATIVO Conselhos profissionais Edição n. 136-STJ 10/11/2019 previstos no art. 15, § 3º, da Lei n. 5.991/1973, c/c o art. 28 do Decreto n. 74.170/1974, entendimento que
deve ser aplicado até a entrada em vigor da Lei n. 13.021/2014. (Tese julgada sob o rito do art. 1036 do
CPC/2015 - TEMA 727)

6) Os Conselhos de Fiscalização Profissionais possuem natureza jurídica de autarquia, sujeitando-se,


DIREITO ADMINISTRATIVO Conselhos profissionais Edição n. 79-STJ 3/24/2017 portanto, ao regime jurídico de direito público.
7) O benefício da isenção do preparo, conferido aos entes públicos previstos no art. 4º, caput, da Lei n.
DIREITO ADMINISTRATIVO Conselhos profissionais Edição n. 79-STJ 3/24/2017 9.289/1996, é inaplicável aos Conselhos de Fiscalização Profissional. (Tese julgada sob rito do art. 543-C do
CPC/73 _x0013_ TEMA 625)
DIREITO ADMINISTRATIVO Conselhos profissionais Súmula 120-STJ 11/29/1994 O oficial de farmácia, inscrito no conselho regional de farmácia, pode ser responsável técnico por drogaria.
DIREITO ADMINISTRATIVO Conselhos profissionais Súmula 275-STJ 3/12/2003 O auxiliar de farmácia não pode ser responsável técnico por farmácia ou drogaria.
O farmacêutico pode acumular a responsabilidade técnica por uma farmácia e uma drogaria ou por duas
DIREITO ADMINISTRATIVO Conselhos profissionais Súmula 413-STJ 11/25/2009 drogarias.
Os conselhos regionais de Farmácia possuem atribuição para fiscalizar e autuar as farmácias e drogarias
DIREITO ADMINISTRATIVO Conselhos profissionais Súmula 561-STJ 12/9/2015 quanto ao cumprimento da exigência de manter profissional legalmente habilitado (farmacêutico) durante
todo o período de funcionamento dos respectivos estabelecimentos.

DIREITO ADMINISTRATIVO Conselhos profissionais Súmula 79-STJ 6/8/1993 Os bancos comerciais não estão sujeitos a registro nos Conselhos Regionais de Economia.
O Exame, inicialmente previsto no artigo 48, inciso III, da Lei nº 4.215/63 e hoje no artigo 8º, inciso IV, da
Lei nº 8.906/94, mostra-se consentâneo com a Constituição Federal. Com ela é compatível a prerrogativa
DIREITO ADMINISTRATIVO Conselhos profissionais Tema 241-STF 10/26/2011 conferida à Ordem dos Advogados do Brasil para aplicação do exame de suficiência relativo ao acesso à
advocacia.

DIREITO ADMINISTRATIVO Conselhos profissionais Tema 738-STF 6/6/2014 É incompatível com a Constituição a exigência de inscrição na Ordem dos Músicos do Brasil, bem como de
pagamento de anuidade, para o exercício da profissão.
Não viola a legalidade tributária a lei que, prescrevendo o teto, possibilita o ato normativo infralegal fixar o
valor de taxa em proporção razoável com os custos da atuação estatal, valor esse que não pode ser
DIREITO ADMINISTRATIVO Conselhos profissionais Tema 829-STF 10/6/2016 atualizado por ato do próprio conselho de fiscalização em percentual superior aos índices de correção
monetária legalmente previstos.
1) A indenização referente à cobertura vegetal deve ser calculada em separado do valor da terra nua
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Edição n. 46-STJ 9/4/2015 quando comprovada a exploração dos recursos vegetais de forma lícita e anterior ao processo
expropriatório.
10) Na desapropriação direta, os juros compensatórios são devidos desde a antecipada imissão na posse e,
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Edição n. 46-STJ 9/4/2015 na desapropriação indireta, a partir da efetiva ocupação do imóvel, calculados, nos dois casos, sobre o
valor da indenização corrigido monetariamente.

11) Na desapropriação, a base de cálculo dos juros compensatórios é a diferença entre os 80% do preço
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Edição n. 46-STJ 9/4/2015 ofertado e o valor do bem definido judicialmente.

12) Nas hipóteses em que o valor da indenização fixada judicialmente for igual ou inferior ao valor ofertado
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Edição n. 46-STJ 9/4/2015 inicialmente, a base de cálculo para os juros compensatórios e moratórios deve ser os 20% (vinte por
cento) que ficaram indisponíveis para o expropriado.

13) O termo inicial dos juros moratórios em desapropriações é o dia 1º de janeiro do exercício seguinte
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Edição n. 46-STJ 9/4/2015 àquele em que o pagamento deveria ser feito. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - TEMA 210)

14) Nas ações de desapropriação não há cumulação de juros moratórios e juros compensatórios, eis que se
trata de encargos que incidem em períodos diferentes: os juros compensatórios têm incidência até a data
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Edição n. 46-STJ 9/4/2015 da expedição do precatório original, enquanto que os moratórios somente incidirão se o precatório
expedido não for pago no prazo constitucional.(Tese julgado sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - Temas 210
e 211)

2) As regras dispostas nos arts. 19 e 33 do CPC, quanto à responsabilidade pelo adiantamento dos
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Edição n. 46-STJ 9/4/2015 honorários periciais, se aplicam às demandas indenizatórias por desapropriação indireta, eis que regidas
pelo procedimento comum.

3) Nas ações de desapropriação incluem-se no cálculo da verba advocatícia as parcelas relativas aos juros
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Edição n. 46-STJ 9/4/2015 compensatórios e moratórios, devidamente corrigidas (Súmula n. 131/STJ)

4) A intervenção do Ministério Público nas ações de desapropriação de imóvel rural para fins de reforma
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Edição n. 46-STJ 9/4/2015 agrária é obrigatória, porquanto presente o interesse público.

5) A ação de desapropriação direta ou indireta, em regra, não pressupõe automática intervenção do


DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Edição n. 46-STJ 9/4/2015 Ministério Público, exceto quando envolver, frontal ou reflexamente, proteção ao meio ambiente, interesse
urbanístico ou improbidade administrativa.

6) A imissão provisória na posse do imóvel objeto de desapropriação, caracterizada pela urgência,


DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Edição n. 46-STJ 9/4/2015 prescinde de avaliação prévia ou de pagamento integral, exigindo apenas o depósito judicial nos termos do
art. 15, § 1º, do Decreto-Lei n. 3.365/1941.

7) Nas ações de desapropriação, os juros compensatórios incidentes após a Medida Provisória n. 1.577, de
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Edição n. 46-STJ 9/4/2015 11/06/1997, devem ser fixados em 6% ao ano até 13/09/2001 e, a partir de então, em 12% ao ano, na
forma da súmula n. 618 do Supremo Tribunal Federal.(Súmula n. 408/STJ)

DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Edição n. 46-STJ 9/4/2015 8) Na desapropriação para instituir servidão administrativa são devidos os juros compensatórios pela
limitação de uso da propriedade. (Súmula n. 56/STJ)
9) A eventual improdutividade do imóvel não afasta o direito aos juros compensatórios, pois eles restituem
não só o que o expropriado deixou de ganhar com a perda antecipada, mas também a expectativa de
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Edição n. 46-STJ 9/4/2015 renda, considerando a possibilidade de o imóvel ser aproveitado a qualquer momento de forma racional e
adequada, ou até ser vendido com o recebimento do seu valor à vista.(Tese julgada sob o rito do art. 543-C
do CPC/73 - Tema 280)
1) O valor da indenização por desapropriação deve ser contemporâneo à data da avaliação do perito
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Edição n. 49-STJ 12/4/2015 judicial.
10) O valor dos honorários advocatícios em sede de desapropriação deve respeitar os limites impostos pelo
artigo 27, § 1º, do Decreto-lei 3.365/41 _x0013_ qual seja: entre 0,5% e 5% da diferença entre o valor
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Edição n. 49-STJ 12/4/2015 proposto inicialmente pelo imóvel e a indenização imposta judicialmente. (Tese julgada sob o rito do art.
543-C do CPC/73 - TEMA 184)
11) O pedido de desistência na ação expropriatória afasta a limitação dos honorários estabelecida no art.
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Edição n. 49-STJ 12/4/2015 27, § 1º, do Decreto nº 3.365/41.
12) São aplicáveis às desapropriações indiretas os limites percentuais de honorários advocatícios
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Edição n. 49-STJ 12/4/2015 constantes do art. 27, § 1º, do Decreto-Lei n. 3.365/1941.

13) O prazo para resgate dos TDAs complementares expedidos para o pagamento de diferença apurada
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Edição n. 49-STJ 12/4/2015 entre o preço do imóvel fixado na sentença e o valor ofertado na inicial pelo expropriante tem como termo
a quo a data da imissão provisória na posse, de acordo com o prazo máximo de vinte anos para pagamento
da indenização estabelecido pelo art. 184 da CF/88.

14) O promitente comprador tem legitimidade ativa para propor ação cujo objetivo é o recebimento de
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Edição n. 49-STJ 12/4/2015 verba indenizatória decorrente de ação desapropriatória, ainda que a transferência de sua titularidade não
tenha sido efetuada perante o registro geral de imóveis.

15) O possuidor titular do imóvel desapropriado tem direito ao levantamento da indenização pela perda do
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Edição n. 49-STJ 12/4/2015 seu direito possessório.

16) Nas desapropriações realizadas por concessionária de serviço público, não sujeita a regime de
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Edição n. 49-STJ 12/4/2015 precatório, a regra contida no art. 15-B do Decreto-Lei n. 3.365/41 é inaplicável, devendo os juros
moratórios incidir a partir do trânsito em julgado da sentença.

17) A ação de desapropriação indireta prescreve em 20 anos, nos termos da Súmula 119 do STJ e na
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Edição n. 49-STJ 12/4/2015 vigência do Código Civil de 1916, e em 10 anos sob a égide do Código Civil de 2002, observando-se a regra
de transição disposta no art. 2.028 do CC/2002.

2) Em se tratando de desapropriação, a prova pericial para a fixação do justo preço somente é dispensável
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Edição n. 49-STJ 12/4/2015 quando há expressa concordância do expropriado com o valor da oferta inicial.

3) Em ação de desapropriação, é possível ao juiz determinar a realização de perícia avaliatória, ainda que
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Edição n. 49-STJ 12/4/2015 os réus tenham concordado com o valor oferecido pelo Estado.

4) A revelia do desapropriado não implica aceitação tácita da oferta, não autorizando a dispensa da
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Edição n. 49-STJ 12/4/2015 avaliação, conforme Súmula n. 118 do extinto Tribunal Federal de Recursos.

5) Se, em procedimento de desapropriação por interesse social, constatar-se que a área medida do bem é
maior do que a escriturada no Registro de Imóveis, o expropriado receberá indenização correspondente à
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Edição n. 49-STJ 12/4/2015 área registrada, ficando a diferença depositada em Juízo até que, posteriormente, se complemente o
registro ou se defina a titularidade para o pagamento a quem de direito.

DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Edição n. 49-STJ 12/4/2015 6) Na desapropriação é devida a indenização correspondente aos danos relativos ao fundo de comércio.

DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Edição n. 49-STJ 12/4/2015 7) A imissão provisória na posse não deve ser condicionada ao depósito prévio do valor relativo ao fundo
de comércio eventualmente devido.
8) A invasão do imóvel é causa de suspensão do processo expropriatório para fins de reforma agrária
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Edição n. 49-STJ 12/4/2015
(Súmula n. 354/STJ).
9) Não incide imposto de renda sobre as verbas decorrentes de desapropriação (indenização, juros
moratórios e juros compensatórios), seja por necessidade ou utilidade pública, seja por interesse social,
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Edição n. 49-STJ 12/4/2015 por não constituir ganho ou acréscimo patrimonial. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - TEMA
397)
A incidência dos juros moratórios sobre os compensatórios, nas ações expropriatórias, não constitui
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Súmula 102-STJ 5/17/1994 anatocismo vedado em lei.
Os juros compensatórios, na desapropriação direta, incidem a partir da imissão na posse, calculados sobre
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Súmula 113-STJ 10/25/1994 o valor da indenização, corrigido monetariamente.
Os juros compensatórios, na desapropriação indireta, incidem a partir da ocupação, calculados sobre o
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Súmula 114-STJ 10/25/1994 valor da indenização, corrigido monetariamente.
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Súmula 12-STJ 10/30/1990 Em desapropriação, são cumuláveis juros compensatórios e moratórios.

DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Súmula 131-STJ 4/18/1995 Nas ações de desapropriação incluem-se no cálculo da verba advocatícia as parcelas relativas aos juros
compensatórios e moratórios, devidamente corrigidas.
Os honorários de advogado em desapropriação direta são calculados sobre a diferença entre a indenização
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Súmula 141-STJ 6/6/1995 e a oferta, corrigidas monetariamente.

É necessária prévia autorização do presidente da república para desapropriação, pelos estados, de empresa
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Súmula 157-STF 12/13/1963 de energia elétrica.

No processo de desapropriação, são devidos juros compensatórios desde a antecipada imissão de posse,
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Súmula 164-STF 12/13/1963 ordenada pelo juiz, por motivo de urgência.

Verificados os pressupostos legais para o licenciamento da obra, não o impede a declaração de utilidade
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Súmula 23-STF 12/13/1963 pública para desapropriação do imóvel, mas o valor da obra não se incluirá na indenização, quando a
desapropriação for efetivada.

DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Súmula 354-STJ 6/25/2008 A invasão do imóvel é causa de suspensão do processo expropriatório para fins de reforma agrária.
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Súmula 378-STF 4/3/1964 Na indenização por desapropriação incluem-se honorários do advogado do expropriado.
Pela demora no pagamento do preço da desapropriação não cabe indenização complementar além dos
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Súmula 416-STF 6/1/1964 juros.
A Lei 4.686, de 21.06.1965, tem aplicação imediata aos processos em curso, inclusive em grau de recurso
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Súmula 475-STF 12/3/1969 extraordinário.

Desapropriadas as ações de uma sociedade, o poder desapropriante, imitido na posse, pode exercer, desde
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Súmula 476-STF 12/3/1969 logo, todos os direitos inerentes aos respectivos títulos.

Em desapropriação, é devida a correção monetária até a data do efetivo pagamento da indenização,


DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Súmula 561-STF 12/15/1976 devendo proceder-se à atualização do cálculo, ainda que por mais de uma vez.

Na desapropriação para instituir servidão administrativa são devidos os juros compensatórios pela
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Súmula 56-STJ 9/29/1992 limitação de uso da propriedade.

A base de cálculo dos honorários de advogado em desapropriação é a diferença entre a oferta e a


DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Súmula 617-STF 10/17/1984 indenização, corrigidas ambas monetariamente.
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Súmula 652-STF 9/24/2003 Não contraria a Constituição o art. 15, § 1º, do Dl. 3.365/41 (Lei da Desapropriação por utilidade pública).

DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Súmula 67-STJ 12/15/1992 Na desapropriação, cabe a atualização monetária, ainda que por mais de uma vez, independente do
decurso de prazo superior a um ano entre o cálculo e o efetivo pagamento da indenização.
Na desapropriação direta, os juros compensatórios são devidos desde a antecipada imissão na posse e, na
DIREITO ADMINISTRATIVO Desapropriação Súmula 69-STJ 12/15/1992
desapropriação indireta, a partir da efetiva ocupação do imóvel.

11) O titular da conta vinculada ao FGTS tem o direito de sacar o saldo respectivo quando declarado nulo
DIREITO ADMINISTRATIVO FGTS Edição n. 103-STJ 4/6/2018 seu contrato de trabalho por ausência de prévia aprovação em concurso público. (Súmula n. 466/STJ) (Tese
julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 _x0013_ TEMA 141)

1) O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - FGTS é um direito autônomo dos trabalhadores, de índole
social e trabalhista, não possuindo caráter de imposto nem de contribuição previdenciária e, por isso, é
DIREITO ADMINISTRATIVO FGTS Edição n. 106-STJ 5/18/2018 irrelevante a natureza da verba trabalhista (remuneratória ou indenizatória) para fins de incidência de sua
contribuição.
10) O mero inadimplemento da obrigação de recolher as contribuições para o Fundo de Garantia por
DIREITO ADMINISTRATIVO FGTS Edição n. 106-STJ 5/18/2018 Tempo de Serviço - FGTS não configura infração à lei para que seja autorizado o redirecionamento da
execução fiscal ao administrador da sociedade.

2) Somente as verbas expressamente referidas no art. 28, § 9º, da Lei n. 8.212/1991 estão excluídas da
DIREITO ADMINISTRATIVO FGTS Edição n. 106-STJ 5/18/2018 base de cálculo da contribuição para o FGTS, nos termos do art. 15, caput e § 6º, da Lei n. 8.036/1990.

3) Após a entrada em vigor da Lei n. 9.491/1997, o empregador deve necessariamente depositar todas as
DIREITO ADMINISTRATIVO FGTS Edição n. 106-STJ 5/18/2018 parcelas devidas na conta vinculada do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - FGTS, vedado o
pagamento direto ao empregado.

4) O rol previsto do art. 20 da Lei n. 8.036/1990 não tem natureza jurídica taxativa, de forma que é possível
DIREITO ADMINISTRATIVO FGTS Edição n. 106-STJ 5/18/2018 a utilização de saldo do FGTS em hipóteses não previstas no referido dispositivo, desde que observado o
fim social da norma.

5) É permitida a utilização do saldo do FGTS para a aquisição ou a quitação de prestações de moradia


DIREITO ADMINISTRATIVO FGTS Edição n. 106-STJ 5/18/2018 própria, mesmo que a operação tenha sido realizada fora do Sistema Financeiro da Habitação - SFH, desde
que sejam preenchidos os requisitos para ser por ele financiada.

6) É permitida a utilização do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - FGTS para reformar
DIREITO ADMINISTRATIVO FGTS Edição n. 106-STJ 5/18/2018 imóvel adquirido fora do Sistema Financeiro da Habitação - SFH.

7) A CEF é responsável pelo fornecimento dos extratos das contas individualizadas vinculadas ao FGTS dos
Trabalhadores participantes do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, inclusive para fins de exibição em
DIREITO ADMINISTRATIVO FGTS Edição n. 106-STJ 5/18/2018 juízo, independentemente do período em discussão. (Súmula n. 514/STJ) (Tese julgada sob o rito do art.
543-C do CPC/1973 - Tema 127)

8) A taxa progressiva de juros não se aplica às contas vinculadas ao FGTS de trabalhadores qualificados
DIREITO ADMINISTRATIVO FGTS Edição n. 106-STJ 5/18/2018 como avulsos. (Súmula n. 571/STJ) (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - Tema 711)

9) Os empregados que laboram no cultivo da cana-de-açúcar para empresa agroindustrial ligada ao setor
sucroalcooleiro detêm a qualidade de rurícola, ensejando a isenção do FGTS desde a edição da Lei
DIREITO ADMINISTRATIVO FGTS Edição n. 106-STJ 5/18/2018 Complementar n. 11/1971 até a promulgação da Constituição Federal de 1988. (Súmula n. 578/STJ) (Tese
julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - Tema 406)

1) Compete a Justiça Federal, excluídas as reclamações trabalhistas, processar e julgar os feitos relativos à
DIREITO ADMINISTRATIVO FGTS Edição n. 109-STJ 8/9/2018 movimentação do FGTS. (Súmula n. 82/STJ)

10) O trabalhador que teve seu contrato de trabalho suspenso, permanecendo fora do sistema do FGTS em
DIREITO ADMINISTRATIVO FGTS Edição n. 109-STJ 8/9/2018 razão do exercício de cargo comissionado por mais de três anos, não possui direito ao levantamento do
saldo de FGTS. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - TEMA 720)

DIREITO ADMINISTRATIVO FGTS Edição n. 109-STJ 8/9/2018 11) O auxílio-transporte pago em pecúnia deve ser incluído na base de cálculo do salário de contribuição
para efeito de incidência do FGTS.
2) É da competência da Justiça Estadual autorizar o levantamento dos valores relativos ao PIS/PASEP e
DIREITO ADMINISTRATIVO FGTS Edição n. 109-STJ 8/9/2018
FGTS, em decorrência do falecimento do titular da conta. (Súmula n. 161/STJ)
3) Compete à Justiça Federal ou aos juízes com competência delegada o julgamento das execuções fiscais
DIREITO ADMINISTRATIVO FGTS Edição n. 109-STJ 8/9/2018 de contribuições devidas pelo empregador ao FGTS. (Súmula n. 349/STJ)
4) As disposições do Código Tributário Nacional não se aplicam às contribuições para o FGTS. (Súmula n.
DIREITO ADMINISTRATIVO FGTS Edição n. 109-STJ 8/9/2018 353/STJ)
5) A correção monetária nas contas vinculadas ao FGTS encerra uma obrigação de fazer da Caixa Econômica
DIREITO ADMINISTRATIVO FGTS Edição n. 109-STJ 8/9/2018 Federal - CEF.
DIREITO ADMINISTRATIVO FGTS Edição n. 109-STJ 8/9/2018 6) Nas contas de FGTS não incidem, simultaneamente, juros moratórios e remuneratórios.
7) É possível, na execução de alimentos, a penhora de valores decorrentes do FGTS para o pagamento de
DIREITO ADMINISTRATIVO FGTS Edição n. 109-STJ 8/9/2018 prestação alimentícia.

8) Não é possível a penhora do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - FGTS para o pagamento
DIREITO ADMINISTRATIVO FGTS Edição n. 109-STJ 8/9/2018 de honorários sucumbenciais, ainda que a dívida possua natureza alimentar em sentido amplo.

DIREITO ADMINISTRATIVO FGTS Edição n. 109-STJ 8/9/2018 9) É possível o levantamento do saldo da conta vinculada do FGTS pelo servidor na hipótese de alteração,
em decorrência de lei, do regime celetista para o estatutário, nos termos da Súmula n. 178 do extinto TFR.

É constitucional o art. 19-A da Lei 8.036/1990, que dispõe ser devido o depósito do Fundo de Garantia do
DIREITO ADMINISTRATIVO FGTS Tema 191-STF 6/13/2012 Tempo de Serviço - FGTS na conta de trabalhador cujo contrato com a Administração Pública seja declarado
nulo por ausência de prévia aprovação em concurso público, desde que mantido o direito ao salário.

A contratação por tempo determinado para atendimento de necessidade temporária de excepcional


interesse público realizada em desconformidade com os preceitos do art. 37, IX, da Constituição Federal
DIREITO ADMINISTRATIVO FGTS Tema 916-STF 9/16/2016 não gera quaisquer efeitos jurídicos válidos em relação aos servidores contratados, com exceção do direito
à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/1990, ao
levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS.

1) É inadmissível a responsabilidade objetiva na aplicação da Lei n. 8.429/1992, exigindo- se a presença de


dolo nos casos dos arts. 9º e 11 (que coíbem o enriquecimento ilícito e o atentado aos princípios
DIREITO ADMINISTRATIVO Improbidade Administrativa Edição n. 38-STJ 6/12/2015 administrativos, respectivamente) e ao menos de culpa nos termos do art. 10, que censura os atos de
improbidade por dano ao Erário.

10) A revisão da dosimetria das sanções aplicadas em ação de improbidade administrativa implica reexame
DIREITO ADMINISTRATIVO Improbidade Administrativa Edição n. 38-STJ 6/12/2015 do conjunto fático-probatório dos autos, encontrando óbice na súmula 7/STJ, salvo se da leitura do
acórdão recorrido verificar-se a desproporcionalidade entre os atos praticados e as sanções impostas.

11) É possível o deferimento da medida acautelatória de indisponibilidade de bens em ação de


DIREITO ADMINISTRATIVO Improbidade Administrativa Edição n. 38-STJ 6/12/2015 improbidade administrativa nos autos da ação principal sem audiência da parte adversa e, portanto, antes
da notificação a que se refere o art. 17, § 7º, da Lei n. 8.429/92.

12) É possível a decretação da indisponibilidade de bens do promovido em ação civil Pública por ato de
improbidade administrativa, quando ausente (ou não demonstrada) a prática de atos (ou a sua tentativa)
DIREITO ADMINISTRATIVO Improbidade Administrativa Edição n. 38-STJ 6/12/2015 que induzam a conclusão de risco de alienação, oneração ou dilapidação patrimonial de bens do acionado,
dificultando ou impossibilitando o eventual ressarcimento futuro.

13) Na ação de improbidade, a decretação de indisponibilidade de bens pode recair sobre aqueles
DIREITO ADMINISTRATIVO Improbidade Administrativa Edição n. 38-STJ 6/12/2015 adquiridos anteriormente ao suposto ato, além de levar em consideração, o valor de possível multa civil
como sanção autônoma.

14) No caso de agentes políticos reeleitos, o termo inicial do prazo prescricional nas ações de improbidade
DIREITO ADMINISTRATIVO Improbidade Administrativa Edição n. 38-STJ 6/12/2015
administrativa deve ser contado a partir do término do último mandato.
2) O Ministério Público tem legitimidade ad causam para a propositura de Ação Civil Pública objetivando o
DIREITO ADMINISTRATIVO Improbidade Administrativa Edição n. 38-STJ 6/12/2015 ressarcimento de danos ao erário, decorrentes de atos de improbidade.
3) O Ministério Público estadual possui legitimidade recursal para atuar como parte no Superior Tribunal de
DIREITO ADMINISTRATIVO Improbidade Administrativa Edição n. 38-STJ 6/12/2015 Justiça nas ações de improbidade administrativa, reservando- se ao Ministério Público Federal a atuação
como fiscal da lei.
4) A ausência da notificação do réu para a defesa prévia, prevista no art. 17, § 7º, da Lei de Improbidade
DIREITO ADMINISTRATIVO Improbidade Administrativa Edição n. 38-STJ 6/12/2015 Administrativa, só acarreta nulidade processual se houver comprovado prejuízo (pas de nullité sans grief).
5) A presença de indícios de cometimento de atos ímprobos autoriza o recebimento fundamentado da
DIREITO ADMINISTRATIVO Improbidade Administrativa Edição n. 38-STJ 6/12/2015 petição inicial nos termos do art. 17, §§ 7º, 8º e 9º, da Lei n. 8.429/92, devendo prevalecer, no juízo
preliminar, o princípio do in dubio pro societate.

6) O termo inicial da prescrição em improbidade administrativa em relação a particulares que se


DIREITO ADMINISTRATIVO Improbidade Administrativa Edição n. 38-STJ 6/12/2015 beneficiam de ato ímprobo é idêntico ao do agente público que praticou a ilicitude.

7) A eventual prescrição das sanções decorrentes dos atos de improbidade administrativa não obsta o
DIREITO ADMINISTRATIVO Improbidade Administrativa Edição n. 38-STJ 6/12/2015 prosseguimento da demanda quanto ao pleito de ressarcimento dos danos causados ao erário, que é
imprescritível (art. 37, § 5º, da CF).

8) É inviável a propositura de ação civil de improbidade administrativa exclusivamente contra o particular,


DIREITO ADMINISTRATIVO Improbidade Administrativa Edição n. 38-STJ 6/12/2015 sem a concomitante presença de agente público no polo passivo da demanda.

9) Nas ações de improbidade administrativa, não há litisconsórcio passivo necessário entre o agente
DIREITO ADMINISTRATIVO Improbidade Administrativa Edição n. 38-STJ 6/12/2015 público e os terceiros beneficiados com o ato ímprobo.

1) Os Agentes Políticos sujeitos a crime de responsabilidade, ressalvados os atos ímprobos cometidos pelo
DIREITO ADMINISTRATIVO Improbidade Administrativa Edição n. 40-STJ 7/1/2015 Presidente da República (art. 86 da CF) e pelos Ministros do Supremo Tribunal Federal, não são imunes às
sanções por ato de improbidade previstas no art. 37, § 4º, da CF.

10) Nas ações de improbidade administrativa é admissível a utilização da prova emprestada, colhida na
DIREITO ADMINISTRATIVO Improbidade Administrativa Edição n. 40-STJ 7/1/2015 persecução penal, desde que assegurado o contraditório e a ampla defesa.

11) O magistrado não está obrigado a aplicar cumulativamente todas as penas previstas no art. 12 da Lei n.
DIREITO ADMINISTRATIVO Improbidade Administrativa Edição n. 40-STJ 7/1/2015 8.429/92, podendo, mediante adequada fundamentação, fixá-las e dosá-las segundo a natureza, a
gravidade e as consequências da infração.

2) Os agentes políticos municipais se submetem aos ditames da Lei de Improbidade Administrativa - LIA,
DIREITO ADMINISTRATIVO Improbidade Administrativa Edição n. 40-STJ 7/1/2015 sem prejuízo da responsabilização política e criminal estabelecida no Decreto-Lei n. 201/1967.

3) A ação de improbidade administrativa deve ser processada e julgada nas instâncias ordinárias, ainda que
DIREITO ADMINISTRATIVO Improbidade Administrativa Edição n. 40-STJ 7/1/2015 proposta contra agente político que tenha foro privilegiado.

4) A aplicação da pena de demissão por improbidade administrativa não é exclusividade do Judiciário,


DIREITO ADMINISTRATIVO Improbidade Administrativa Edição n. 40-STJ 7/1/2015 sendo passível a sua incidência no âmbito do processo administrativo disciplinar.

5) Havendo indícios de improbidade administrativa, as instâncias ordinárias poderão decretar a quebra do


DIREITO ADMINISTRATIVO Improbidade Administrativa Edição n. 40-STJ 7/1/2015 sigilo bancário.

6) O afastamento cautelar do agente público de seu cargo, previsto no parágrafo único do art. 20 da Lei n.
DIREITO ADMINISTRATIVO Improbidade Administrativa Edição n. 40-STJ 7/1/2015 8.429/92, é medida excepcional que pode perdurar por até 180 dias.

7) O especialíssimo procedimento estabelecido na Lei n. 8.429/92, que prevê um juízo de delibação para
DIREITO ADMINISTRATIVO Improbidade Administrativa Edição n. 40-STJ 7/1/2015 recebimento da petição inicial (art. 17, §§ 8º e 9º), precedido de notificação do demandado (art. 17, § 7º),
somente é aplicável para ações de improbidade administrativa típicas. (Tese julgada sob o rito do artigo
543-C do CPC/73 - TEMA 344).

8) Aplica-se a medida cautelar de indisponibilidade dos bens do art. 7º aos atos de improbidade
DIREITO ADMINISTRATIVO Improbidade Administrativa Edição n. 40-STJ 7/1/2015 administrativa que impliquem violação dos princípios da administração pública do art. 11 da LIA.

9) O ato de improbidade administrativa previsto no art. 11 da Lei n. 8.429/92 não requer a demonstração
DIREITO ADMINISTRATIVO Improbidade Administrativa Edição n. 40-STJ 7/1/2015 de dano ao erário ou de enriquecimento ilícito, mas exige a demonstração de dolo, o qual, contudo, não
necessita ser específico, sendo suficiente o dolo genérico.
O processo e julgamento de prefeito municipal por crime de responsabilidade (Decreto-lei 201/67) não
DIREITO ADMINISTRATIVO Improbidade Administrativa Tema 576-STF 9/13/2019 impede sua responsabilização por atos de improbidade administrativa previstos na Lei 8.429/1992, em
virtude da autonomia das instâncias.

São imprescritíveis as ações de ressarcimento ao erário fundadas na prática de ato doloso tipificado na Lei
DIREITO ADMINISTRATIVO Improbidade Administrativa Tema 897-STF 8/8/2018 de Improbidade Administrativa.

DIREITO ADMINISTRATIVO Intervenção do Estado na Edição n. 127-STJ 5/17/2019 1) O ato de tombamento geral não precisa individualizar os bens abarcados pelo tombo, pois as restrições
propriedade impostas pelo Decreto-Lei n. 25/1937 se estendem à totalidade dos imóveis pertencentes à área tombada.
Intervenção do Estado na 10) Não incide imposto de renda sobre os valores indenizatórios recebidos pelo particular em razão de
DIREITO ADMINISTRATIVO Edição n. 127-STJ 5/17/2019
propriedade servidão administrativa instituída pelo Poder Público.

Intervenção do Estado na 11) Admite-se a possibilidade de construções que não afetem a prestação do serviço público na faixa de
DIREITO ADMINISTRATIVO Edição n. 127-STJ 5/17/2019
propriedade servidão (art. 3º do Decreto n. 35.851/1954).

Intervenção do Estado na 2) Inexistindo ofensa à harmonia estética de conjunto arquitetônico tombado, não há falar em demolição
DIREITO ADMINISTRATIVO Edição n. 127-STJ 5/17/2019
propriedade de construção acrescida.

Intervenção do Estado na 3) O tombamento do Plano Piloto de Brasília abrange o seu singular conceito urbanístico e paisagístico, que
DIREITO ADMINISTRATIVO Edição n. 127-STJ 5/17/2019
propriedade expressa e forma a própria identidade da capital federal.

4) A indenização pela limitação administrativa ao direito de edificar, advinda da criação de área non
Intervenção do Estado na
DIREITO ADMINISTRATIVO Edição n. 127-STJ 5/17/2019 aedificandi, somente é devida se imposta sobre imóvel urbano e desde que fique demonstrado o prejuízo
propriedade causado ao proprietário da área.

5) É indevido o direito à indenização se o imóvel expropriado foi adquirido após a imposição de limitação
Intervenção do Estado na
DIREITO ADMINISTRATIVO Edição n. 127-STJ 5/17/2019 administrativa, porque se supõe que as restrições de uso e gozo da propriedade já foram consideradas na
propriedade fixação do preço do imóvel.
6) As restrições relativas à exploração da mata atlântica estabelecidas pelo Decreto n. 750/1993 constituem
Intervenção do Estado na
DIREITO ADMINISTRATIVO Edição n. 127-STJ 5/17/2019 mera limitação administrativa, e não desapropriação indireta, sujeitando-se, portanto, à prescrição
propriedade quinquenal.
7) A indenização referente à cobertura vegetal deve ser calculada em separado do valor da terra nua
Intervenção do Estado na
DIREITO ADMINISTRATIVO Edição n. 127-STJ 5/17/2019 quando comprovada a exploração dos recursos vegetais de forma lícita e anterior ao processo interventivo
propriedade na propriedade.
8) Nas hipóteses em que ficar demonstrado que a servidão de passagem abrange área superior àquela
Intervenção do Estado na
DIREITO ADMINISTRATIVO Edição n. 127-STJ 5/17/2019 prevista na escritura pública, impõe-se o dever de indenizar, sob pena de violação do princípio do justo
propriedade preço.
Intervenção do Estado na 9) Os juros compensatórios incidem pela simples perda antecipada da posse, no caso de desapropriação, e
DIREITO ADMINISTRATIVO Edição n. 127-STJ 5/17/2019
propriedade pela limitação da propriedade, no caso de servidão administrativa nos termos da Súmula n. 56/STJ.

1) As despesas relativas à remoção, guarda e conservação de veículo apreendido no caso de arrendamento


mercantil, independentemente da natureza da infração que deu origem à apreensão do veículo e ainda
DIREITO ADMINISTRATIVO Legislação de Trânsito Edição n. 112-STJ 9/21/2018 que haja posterior retomada da posse do bem pelo arrendante, são da responsabilidade do arrendatário,
que se equipara ao proprietário enquanto em vigor o contrato de arrendamento. (Tese julgada sob o rito
do art. 543-C do CPC/1973 - TEMA 453)

10) É lícito à autoridade administrativa condicionar a liberação de veículo, quando aplicada a pena de
DIREITO ADMINISTRATIVO Legislação de Trânsito Edição n. 112-STJ 9/21/2018 apreensão, ao pagamento das multas regularmente notificadas e já vencidas. (Tese julgada sob o rito do
art. 543-C do CPC/73 - TEMA 123)

11) É legal a exigência de prévio pagamento das despesas com remoção e estada no depósito para
DIREITO ADMINISTRATIVO Legislação de Trânsito Edição n. 112-STJ 9/21/2018 liberação de veículo apreendido, sendo que as taxas de estada somente poderão ser cobradas até os 30
primeiros dias. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - TEMA 124)
2) É possível a expedição de Carteira Nacional de Habilitação - CNH definitiva a motorista que cometa, na
DIREITO ADMINISTRATIVO Legislação de Trânsito Edição n. 112-STJ 9/21/2018 qualidade de proprietário do veículo, e não de condutor, infração administrativa que não coloque em risco
a segurança no trânsito ou a coletividade.

3) O proprietário que entrega ou permite a direção de seu veículo a pessoa sem habilitação (arts. 163 e 164
DIREITO ADMINISTRATIVO Legislação de Trânsito Edição n. 112-STJ 9/21/2018 do Código de Trânsito Brasileiro - CTB) não pode ser punido como se fosse o condutor (art. 162, I, da
mesma lei), sob pena de violação ao princípio do non bis in idem.

4) Mitiga-se a aplicação do art. 134 do CTB quando ficar comprovada que a efetiva transferência da
DIREITO ADMINISTRATIVO Legislação de Trânsito Edição n. 112-STJ 9/21/2018 propriedade do veículo ocorreu antes dos fatos geradores das infrações de trânsito, mesmo que não tenha
havido comunicação da tradição ao órgão competente.

5) A responsabilidade solidária do ex-proprietário, prevista no art. 134 do Código de Trânsito Brasileiro -


DIREITO ADMINISTRATIVO Legislação de Trânsito Edição n. 112-STJ 9/21/2018 CTB, não abrange o IPVA incidente sobre o veículo automotor, no que se refere ao período posterior à sua
alienação. (Súmula n. 585/STJ)

6) Havendo previsão em lei estadual, admite-se a responsabilidade solidária de ex-proprietário de veículo


automotor pelo pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores - IPVA, em razão de
DIREITO ADMINISTRATIVO Legislação de Trânsito Edição n. 112-STJ 9/21/2018 omissão na comunicação da alienação ao órgão de trânsito local, excepcionando-se o entendimento da
súmula n. 585/STJ.
7) É ilegal e arbitrária a apreensão do Certificado de Registro de Licenciamento do Veículo - CRLV, nos casos
DIREITO ADMINISTRATIVO Legislação de Trânsito Edição n. 112-STJ 9/21/2018 em que a lei não comina, em abstrato, referida penalidade.
8) A liberação de veículo retido apenas por transporte irregular de passageiros não está condicionada ao
DIREITO ADMINISTRATIVO Legislação de Trânsito Edição n. 112-STJ 9/21/2018 pagamento de multas e despesas. (Súmula n. 510/STJ) (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 -
TEMA 339)
9) É ilegal condicionar a renovação da licença de veículo ao pagamento de multa, da qual o infrator não foi
DIREITO ADMINISTRATIVO Legislação de Trânsito Edição n. 112-STJ 9/21/2018 notificado. (Súmula n. 127/STJ)

1) A Lei n. 8.666/1993, que estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos
pertinentes a obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações e locações no âmbito dos
DIREITO ADMINISTRATIVO Licitações Edição n. 97-STJ 2/2/2018 poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, não guarda pertinência com as
questões envolvendo concursos para preenchimento de cargos públicos efetivos.

10) A superveniente homologação/adjudicação do objeto licitado não implica a perda do interesse


DIREITO ADMINISTRATIVO Licitações Edição n. 97-STJ 2/2/2018 processual na ação em que se alegam nulidades no procedimento licitatório.

2) Ainda que o servidor esteja de licença à época do certame, não é possível a participação de empresa
DIREITO ADMINISTRATIVO Licitações Edição n. 97-STJ 2/2/2018 que possua no seu quadro de pessoal servidor público, efetivo ou ocupante de cargo em comissão/função
gratificada, ou dirigente do órgão contratante ou responsável pela licitação.

DIREITO ADMINISTRATIVO Licitações Edição n. 97-STJ 2/2/2018 3) A previsão indenizatória do art. 42, §2º, da Lei n. 8.987/1995 não se aplica às hipóteses de permissão,
mas apenas aos casos de concessão de serviço público.
4) Não é devida indenização a permissionário de serviço público de transporte coletivo por prejuízos
DIREITO ADMINISTRATIVO Licitações Edição n. 97-STJ 2/2/2018
suportados em face de déficit nas tarifas quando ausente procedimento licitatório prévio.
5) Nos termos do §2º do art. 42 da Lei n. 8.987/1995, a administração deve promover certame licitatório
DIREITO ADMINISTRATIVO Licitações Edição n. 97-STJ 2/2/2018 para novas concessões de serviços públicos, não sendo razoável a prorrogação indefinida de contratos de
caráter precário.
6) Extinto o contrato de concessão por decurso do prazo de vigência, cabe ao Poder Público a retomada
DIREITO ADMINISTRATIVO Licitações Edição n. 97-STJ 2/2/2018 imediata da prestação do serviço até a realização de nova licitação, independentemente de prévia
indenização, assegurando a observância do princípio da continuidade do serviço público.
7) A contratação de advogados pela administração pública, mediante procedimento de inexigibilidade de
licitação, deve ser devidamente justificada com a demonstração de que os serviços possuem natureza
DIREITO ADMINISTRATIVO Licitações Edição n. 97-STJ 2/2/2018 singular e com a indicação dos motivos pelos quais se entende que o profissional detém notória
especialização.
8) A contratação direta, quando não caracterizada situação de dispensa ou de inexigibilidade de licitação,
DIREITO ADMINISTRATIVO Licitações Edição n. 97-STJ 2/2/2018 gera lesão ao erário (dano in re ipsa), na medida em que o Poder Público perde a oportunidade de
contratar melhor proposta.
9) A alegação de nulidade contratual fundamentada na ausência de licitação não exime o dever de a
administração pública pagar pelos serviços efetivamente prestados ou pelos prejuízos decorrentes da
DIREITO ADMINISTRATIVO Licitações Edição n. 97-STJ 2/2/2018 administração, quando comprovados, ressalvadas as hipóteses de má-fé ou de haver o contratado
concorrido para a nulidade.
1) A indicação equivocada da autoridade coatora não implica ilegitimidade passiva nos casos em que o
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 43-STJ 9/4/2015 equívoco é facilmente perceptível e aquela erroneamente apontada pertence à mesma pessoa jurídica de
direito público.
10) O termo inicial do prazo decadencial para a impetração de mandado de segurança, na hipótese de
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 43-STJ 9/4/2015 exclusão do candidato do concurso público, é o ato administrativo de efeitos concretos e não a publicação
do edital, ainda que a causa de pedir envolva questionamento de critério do edital.

11) O prazo decadencial para impetração mandado de segurança contra ato omissivo da Administração
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 43-STJ 9/4/2015 renova-se mês a mês, por envolver obrigação de trato sucessivo.

12) Compete a turma recursal processar e julgar o mandado de segurança contra ato de juizado especial.
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 43-STJ 9/4/2015 (Súmula n. 376/STJ)

13) O Superior Tribunal de Justiça não tem competência para processar e julgar, originariamente, mandado
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 43-STJ 9/4/2015 de segurança contra ato de outros Tribunais ou dos respectivos órgãos. (Súmula n. 41/STJ)

14) Admite-se a impetração de mandado de segurança perante os Tribunais de Justiça para o exercício do
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 43-STJ 9/4/2015 controle de competência dos juizados especiais.

15) O Superior Tribunal de Justiça é incompetente para processar e julgar, originariamente, mandado de
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 43-STJ 9/4/2015 segurança contra ato de órgão colegiado presidido por Ministro de Estado. (Súmula n. 177/STJ)

2) Praticado o ato por autoridade, no exercício de competência delegada, contra ele cabe o mandado de
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 43-STJ 9/4/2015 segurança ou medida judicial. (Súmula n. 510/STF)

3) A teoria da encampação tem aplicabilidade nas hipóteses em que atendidos os seguintes pressupostos:
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 43-STJ 9/4/2015 subordinação hierárquica entre a autoridade efetivamente coatora e a apontada na petição inicial,
discussão do mérito nas informações e ausência de modificação da competência.
4) O Governador do Estado é parte ilegítima para figurar como autoridade coatora em mandado de
segurança no qual se impugna a elaboração, aplicação, anulação ou correção de testes ou questões de
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 43-STJ 9/4/2015 concurso público, cabendo à banca examinadora, executora direta da ilegalidade atacada, figurar no polo
passivo da demanda.

DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 43-STJ 9/4/2015 5) No Mandado de Segurança impetrado pelo Ministério Público contra decisão proferida em processo
penal, é obrigatória a citação do réu como litisconsorte passivo. (Súmula n. 701/STF).
6) A entidade de classe tem legitimação para o mandado de segurança ainda quando a pretensão veiculada
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 43-STJ 9/4/2015
interesse apenas a uma parte da respectiva categoria. (Súmula n. 630/STF)
7) A impetração de mandado de segurança coletivo por entidade de classe em favor dos associados
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 43-STJ 9/4/2015 independe da autorização destes. (Súmula n. 629/STF)

8) A impetração de segurança por terceiro, contra ato judicial, não se condiciona a interposição de recurso.
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 43-STJ 9/4/2015 (Súmula n. 202/STJ)
9) A impetração de segurança por terceiro, nos moldes da Súmula n. 202/STJ, fica afastada na hipótese em
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 43-STJ 9/4/2015 que a impetrante teve ciência da decisão que lhe prejudicou e não utilizou o recurso cabível.

1) Compete à justiça federal comum processar e julgar mandado de segurança quando a autoridade
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 85-STJ 5/26/2017 apontada como coatora for autoridade federal, considerando-se como tal também os dirigentes de pessoa
jurídica de direito privado investidos de delegação concedida pela União.
10) O cabimento de mandado de segurança contra decisão de órgão fracionário ou de relator do Superior
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 85-STJ 5/26/2017 Tribunal de Justiça é medida excepcional autorizada apenas em situações de manifesta ilegalidade ou
teratologia.
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 85-STJ 5/26/2017 11) Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial com trânsito em julgado. (Súmula n. 268/STF)

12) É incabível mandado de segurança que tem como pedido autônomo a declaração de
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 85-STJ 5/26/2017 inconstitucionalidade de norma, por se caracterizar mandado de segurança contra lei em tese. (Tese
julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 _x0013_ TEMA 430)

13) É necessária a efetiva comprovação do recolhimento feito a maior ou indevidamente para fins de
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 85-STJ 5/26/2017 declaração do direito à compensação tributária em sede de mandado de segurança. (Tese julgada sob o
rito do art. 543-C do CPC/73 _x0013_ TEMA 118) (Súmula n. 213/STJ)

14) É incabível o mandado de segurança para convalidar a compensação tributária realizada pelo
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 85-STJ 5/26/2017 contribuinte. (Súmula n. 460/STJ) (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 _x0013_ TEMA 258)

15) O mandado de segurança não pode ser utilizado com o intuito de obter provimento genérico aplicável
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 85-STJ 5/26/2017 a todos os casos futuros de mesma espécie.

2) O impetrante pode desistir da ação mandamental a qualquer tempo antes do trânsito em julgado,
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 85-STJ 5/26/2017 independentemente da anuência da autoridade apontada como coatora.

3) Ante o caráter mandamental e a natureza personalíssima da ação, não é possível a sucessão de partes
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 85-STJ 5/26/2017 no mandado de segurança, ficando ressalvada aos herdeiros a possibilidade de acesso às vias ordinárias.

4) O prazo decadencial para a impetração de mandado de segurança tem início com a ciência inequívoca
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 85-STJ 5/26/2017 do ato lesivo pelo interessado.

5) A verificação da existência de direito líquido e certo, em sede de mandado de segurança, não tem sido
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 85-STJ 5/26/2017 admitida em recurso especial, pois é exigido o reexame de matéria fático-probatória, o que é vedado em
razão da Súmula n. 7/STJ.

6) A ação mandamental não constitui via adequada para o reexame das provas produzidas em Processo
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 85-STJ 5/26/2017 Administrativo Disciplinar _x0013_ PAD.

7) Não cabe mandado de segurança para conferir efeito suspensivo ativo a recurso em sentido estrito
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 85-STJ 5/26/2017 interposto contra decisão que concede liberdade provisória ao acusado.
8) Não cabe mandado de segurança contra ato judicial passível de recurso ou correição. (Súmula n.
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 85-STJ 5/26/2017 267/STF)
9) A impetração de mandado de segurança contra ato judicial é medida excepcional, admissível somente
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 85-STJ 5/26/2017 nas hipóteses em que se verifica de plano decisão teratológica, ilegal ou abusiva, contra a qual não caiba
recurso.
1) Os atos do presidente do tribunal que disponham sobre processamento e pagamento de precatório não
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 91-STJ 9/15/2017 têm caráter jurisdicional (Súmula n. 311/STJ) e, por isso, podem ser combatidos pela via mandamental.

10) O Ministro de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão possui legitimidade para figurar no polo
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 91-STJ 9/15/2017 passivo de ação mandamental impetrada com o intuito de ensejar a nomeação em cargos relativos ao
quadro de pessoal do Banco Central do Brasil _x0013_ BACEN.
11) As autarquias possuem autonomia administrativa, financeira e personalidade jurídica própria, distinta
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 91-STJ 9/15/2017 da entidade política à qual estão vinculadas, razão pela qual seus dirigentes têm legitimidade passiva para
figurar como autoridades coatoras em ação mandamental.
12) Na ação de mandado de segurança não se admite condenação em honorários advocatícios. (Súmula n.
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 91-STJ 9/15/2017 105/STJ)
13) A impetração de mandado de segurança interrompe o prazo prescricional em relação à ação de
repetição do indébito tributário, de modo que somente a partir do trânsito em julgado do mandamus se
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 91-STJ 9/15/2017 inicia a contagem do prazo em relação à ação ordinária para a cobrança dos créditos indevidamente
recolhidos.
14) A impetração de mandado de segurança interrompe a fluência do prazo prescricional no tocante à ação
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 91-STJ 9/15/2017 ordinária, o qual somente tornará a correr após o trânsito em julgado da decisão.

2) É incabível mandado de segurança para conferir efeito suspensivo a agravo em execução interposto pelo
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 91-STJ 9/15/2017 Ministério Público.

3) O mandado de segurança não pode ser utilizado como meio para se buscar a produção de efeitos
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 91-STJ 9/15/2017 patrimoniais pretéritos, uma vez que não se presta a substituir ação de cobrança, nos termos das Súmulas
n. 269 e 271 do Supremo Tribunal Federal.

4) Não configura ação de cobrança a impetração de mandado de segurança visando a desconstituir ato
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 91-STJ 9/15/2017 administrativo que nega conversão em pecúnia de férias não gozadas, afastando-se as restrições previstas
nas Súmulas n. 269 e 271 do Supremo Tribunal Federal.
5) O mandado de segurança é meio processual adequado para controle do cumprimento das portarias de
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 91-STJ 9/15/2017 concessão de anistia política, afastando-se as restrições das Súmulas n. 269 e 271 do Supremo Tribunal
Federal.
6) O termo inicial do prazo de decadência para impetração de mandado de segurança contra aplicação de
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 91-STJ 9/15/2017 penalidade disciplinar é a data da publicação do respectivo ato no Diário Oficial.

7) O termo inicial do prazo decadencial para a impetração de ação mandamental contra ato que fixa ou
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 91-STJ 9/15/2017 altera sistema remuneratório ou suprime vantagem pecuniária de servidor público e não se renova
mensalmente inicia-se com a ciência do ato impugnado.

8) O prazo decadencial para impetração de mandado de segurança não se suspende nem se interrompe
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 91-STJ 9/15/2017 com a interposição de pedido de reconsideração na via administrativa ou de recurso administrativo
desprovido de efeito suspensivo.

9) Admite-se a emenda à petição inicial de mandado de segurança para a correção de equívoco na


indicação da autoridade coatora, desde que a retificação do polo passivo não implique alterar a
DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Edição n. 91-STJ 9/15/2017 competência judiciária e que a autoridade erroneamente indicada pertença à mesma pessoa jurídica da
autoridade de fato coatora.

DIREITO ADMINISTRATIVO Mandado de segurança Tema 1044-STF 4/26/2019 O Ministério Público de Contas não tem legitimidade para impetrar mandado de segurança em face de
acórdão do Tribunal de Contas perante o qual atua.
10) As agências reguladoras podem editar normas e regulamentos no seu âmbito de atuação quando
DIREITO ADMINISTRATIVO Organização administrativa Edição n. 79-STJ 3/24/2017
autorizadas por lei.

3) As autarquias possuem autonomia administrativa, financeira e personalidade jurídica própria, distinta da


DIREITO ADMINISTRATIVO Organização administrativa Edição n. 79-STJ 3/24/2017 entidade política à qual estão vinculadas, razão pela qual seus dirigentes têm legitimidade passiva para
figurar como autoridades coatoras em Mandados de Segurança.
4) As empresas públicas e as sociedades de economia mista prestadoras de serviços públicos possuem
DIREITO ADMINISTRATIVO Organização administrativa Edição n. 79-STJ 3/24/2017 legitimidade ativa ad causam para a propositura de pedido de suspensão, quando na defesa de interesse
público primário.
5) A universidade federal, organizada sob o regime autárquico, não possui legitimidade para figurar no polo
DIREITO ADMINISTRATIVO Organização administrativa Edição n. 79-STJ 3/24/2017 passivo de demanda que visa à repetição de indébito de valores relativos à contribuição previdenciária por
ela recolhidos e repassados à União.

A Câmara de vereadores não possui personalidade jurídica, apenas personalidade judiciária, somente
DIREITO ADMINISTRATIVO Organização administrativa Súmula 525-STJ 4/22/2015 podendo demandar em juízo para defender os seus direitos institucionais.
DIREITO ADMINISTRATIVO Organização administrativa Súmula 8-STF 12/13/1963 Diretor de sociedade de economia mista pode ser destituído no curso do mandato.
Sociedades de economia mista que desenvolvem atividade econômica em regime concorrencial não se
DIREITO ADMINISTRATIVO Organização administrativa Tema 253-STF 5/25/2011
beneficiam do regime de precatórios, previsto no art. 100 da Constituição da República.
Outras espécies de processo No processo administrativo para imposição de multa de trânsito, são necessárias as notificações da
DIREITO ADMINISTRATIVO Súmula 312-STJ 5/11/2005
administrativo autuação e da aplicação da pena decorrente da infração.

Outras espécies de processo


DIREITO ADMINISTRATIVO Súmula 373-STJ 3/11/2009 É ilegítima a exigência de depósito prévio para admissibilidade de recurso administrativo.
administrativo

Outras espécies de processo


DIREITO ADMINISTRATIVO Súmula 434-STJ 3/24/2010 O pagamento da multa por infração de trânsito não inibe a discussão judicial do débito.
administrativo

Outras espécies de processo A liberação de veículo retido apenas por transporte irregular de passageiros não está condicionada ao
DIREITO ADMINISTRATIVO Súmula 510-STJ 3/26/2014
administrativo pagamento de multas e despesas.

Outras espécies de processo É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade
DIREITO ADMINISTRATIVO Súmula vinculante 21-STF 10/29/2009
administrativo de recurso administrativo.

Não pode ocorrer ou permanecer a inscrição do município em cadastros restritivos fundada em


DIREITO ADMINISTRATIVO Outros temas Súmula 615-STJ 5/9/2018 irregularidades na gestão anterior quando, na gestão sucessora, são tomadas as providências cabíveis à
reparação dos danos eventualmente cometidos.

É possível cumular a indenização do dano moral com a reparação econômica da Lei nº 10.559/2002 (Lei da
DIREITO ADMINISTRATIVO Outros temas Súmula 624-STJ 12/12/2018 Anistia Política). STJ. 1ª Seção. Aprovada em 12/12/2018, DJe 17/12/2018.

Ao particular aplica-se o mesmo regime prescricional previsto na lei de improbidade administrativa para os
DIREITO ADMINISTRATIVO Outros temas Súmula 634-STJ 6/12/2019 agentes públicos. Importante. Aprovada em 12/06/2019, DJe 17/06/2019.
1) Aplica-se a prescrição quinquenal do Decreto n. 20.910/32 às empresas públicas e às sociedades de
DIREITO ADMINISTRATIVO Prescrição Edição n. 79-STJ 3/24/2017 economia mista responsáveis pela prestação de serviços públicos próprios do Estado e que não exploram
atividade econômica.
A prescrição em favor da Fazenda Pública recomeça a correr, por dois anos e meio, a partir do ato
DIREITO ADMINISTRATIVO Prescrição Súmula 383-STF 4/3/1964 interruptivo, mas não fica reduzida aquém de cinco anos, embora o titular do direito a interrompa durante
a primeira metade do prazo.
A prescrição das prestações anteriores ao período previsto em lei não ocorre, quando não tiver sido
DIREITO ADMINISTRATIVO Prescrição Súmula 443-STF 10/1/1964 negado, antes daquele prazo, o próprio direito reclamado, ou a situação jurídica de que ele resulta.

Nas relações jurídicas de trato sucessivo em que a Fazenda Pública figure como devedora, quando não tiver
DIREITO ADMINISTRATIVO Prescrição Súmula 85-STJ 6/18/1993 sido negado o próprio direito reclamado, a prescrição atinge apenas as prestações vencidas antes do
quinquênio anterior à propositura da ação.
DIREITO ADMINISTRATIVO Princípios administrativos Súmula 346-STF 12/13/1963 A administração pública pode declarar a nulidade dos seus próprios atos.

A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque
DIREITO ADMINISTRATIVO Princípios administrativos Súmula 473-STF 12/3/1969 deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os
direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial.
A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro
grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de
direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de
DIREITO ADMINISTRATIVO Princípios administrativos Súmula vinculante 13-STF 8/21/2008 função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos Poderes da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas,
viola a Constituição Federal.

Não foi recepcionada pela Constituição da República de 1988 a expressão “nos regulamentos da Marinha,
do Exército e da Aeronáutica” do art. 10 da Lei 6.880/1980, dado que apenas lei pode definir os requisitos
DIREITO ADMINISTRATIVO Princípios administrativos Tema 121-STF 2/9/2011 para ingresso nas Forças Armadas, notadamente o requisito de idade, nos termos do art. 142, § 3º, X, da
Constituição de 1988. Descabe, portanto, a regulamentação por outra espécie normativa, ainda que por
delegação legal.

A vedação ao nepotismo não exige a edição de lei formal para coibir a prática, dado que essa proibição
DIREITO ADMINISTRATIVO Princípios administrativos Tema 66-STF 8/20/2008 decorre diretamente dos princípios contidos no art. 37, caput, da Constituição Federal.

4) Não ocorre a decadência administrativa prevista no art. 54 da Lei n. 9.784/1999 em situações de


DIREITO ADMINISTRATIVO Processo administrativo Edição n. 115-STJ 11/9/2018 evidente inconstitucionalidade, como é o caso de admissão de servidores sem concurso público.

1) No âmbito de recurso ordinário, a decadência administrativa prevista no art. 54 da Lei n. 9.784/1999


DIREITO ADMINISTRATIVO Processo administrativo Edição n. 132-STJ 8/16/2019 pode ser reconhecida a qualquer tempo e ex officio, por se tratar de matéria de ordem pública, sendo
indispensável seu prequestionamento nas instâncias especiais.

10) Os atos administrativos abstratos, como as notas e os pareceres da Advocacia-Geral da União - AGU,
DIREITO ADMINISTRATIVO Processo administrativo Edição n. 132-STJ 8/16/2019 não configuram atos de autoridade tendentes à revisão das anistias e são, portanto, ineficazes para, por si
sós, interromper o fluxo decadencial, nos moldes do art. 54, § 2º, da Lei n. 9.784/1999.

11) Por se tratar de hipótese de ato administrativo complexo, a decadência prevista no art. 54 da Lei n.
9.784/1999 não se consuma no período compreendido entre o ato administrativo concessivo de
DIREITO ADMINISTRATIVO Processo administrativo Edição n. 132-STJ 8/16/2019 aposentadoria ou de pensão e o julgamento de sua legalidade pelo Tribunal de Contas, vez que tais atos se
aperfeiçoam apenas com o registro na Corte de Contas.

12) O prazo previsto no art. 49 da Lei n. 9.784/1999 é impróprio, visto que ausente qualquer penalidade
DIREITO ADMINISTRATIVO Processo administrativo Edição n. 132-STJ 8/16/2019 ante o seu descumprimento.
2) Diante da ausência de previsão legal, o prazo decadencial de cinco anos do art. 54, caput, da Lei n.
DIREITO ADMINISTRATIVO Processo administrativo Edição n. 132-STJ 8/16/2019 9.784/1999 é insuscetível de suspensão ou de interrupção, devendo ser observada a regra do art. 207 do
Código Civil.
3) A superveniência da Lei Distrital n. 2.834/2001 não interrompe a contagem do prazo decadencial
DIREITO ADMINISTRATIVO Processo administrativo Edição n. 132-STJ 8/16/2019 iniciado com a publicação da Lei n. 9.784/1999, uma vez que sua única finalidade é aplicar, no âmbito do
Distrito Federal, as regras previstas na referida lei federal.

DIREITO ADMINISTRATIVO Processo administrativo Edição n. 132-STJ 8/16/2019 4) O prazo decadencial para que a administração promova a autotutela, previsto no art. 54 da Lei n.
9.784/1999, aplica-se tanto aos atos nulos, quanto aos anuláveis.
5) As situações flagrantemente inconstitucionais não se submetem ao prazo decadencial de 5 anos previsto
DIREITO ADMINISTRATIVO Processo administrativo Edição n. 132-STJ 8/16/2019
no art. 54 da Lei n. 9.784/1999, não havendo que se falar em convalidação pelo mero decurso do tempo.
6) O prazo previsto no art. 54 da Lei n. 9.784/1999 para a administração rever seus atos não pode ser
DIREITO ADMINISTRATIVO Processo administrativo Edição n. 132-STJ 8/16/2019 aplicado de forma retroativa, devendo incidir somente após a vigência do referido diploma legal.

7) A Lei n. 9.784/1999, especialmente no que diz respeito ao prazo decadencial para a revisão de atos
DIREITO ADMINISTRATIVO Processo administrativo Edição n. 132-STJ 8/16/2019 administrativos no âmbito da administração pública federal, pode ser aplicada, de forma subsidiária, aos
estados e municípios, se inexistente norma local e específica que regule a matéria. (Súmula n. 633/STJ)
8) Em se tratando de atos de que decorram efeitos patrimoniais contínuos, como aqueles decorrentes de
pagamentos de vencimentos e de pensões, ocorridos após a entrada em vigor da Lei n. 9.784/1999, nos
DIREITO ADMINISTRATIVO Processo administrativo Edição n. 132-STJ 8/16/2019 quais haja pagamento de vantagem considerada irregular pela administração, o prazo decadencial de cinco
anos é contado a partir da percepção do primeiro pagamento indevido, consoante o § 1º do art. 54 da Lei
n. 9.784/1999.

9) É possível interromper o prazo decadencial com base no art. 54, § 2º, da Lei n. 9.784/1999 desde que
DIREITO ADMINISTRATIVO Processo administrativo Edição n. 132-STJ 8/16/2019 haja ato concreto, produzido por autoridade competente, em prol da revisão do ato administrativo
identificado como ilegal, cujo prazo será fixado a partir da cientificação do interessado.

A Lei nº 9.784/99, especialmente no que diz respeito ao prazo decadencial para a revisão de atos
DIREITO ADMINISTRATIVO Processo administrativo Súmula 633-STJ 6/12/2019 administrativos no âmbito da Administração Pública federal, pode ser aplicada, de forma subsidiária, aos
estados e municípios, se inexistente norma local e específica que regule a matéria.

Processo administrativo 1) A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição
DIREITO ADMINISTRATIVO Edição n. 1-STJ 9/20/2013
disciplinar (Súmula Vinculante n. 5 do STF).

Processo administrativo 10) O prazo da prescrição no âmbito administrativo disciplinar, havendo sentença penal condenatória, deve
DIREITO ADMINISTRATIVO Edição n. 1-STJ 9/20/2013
disciplinar ser computado pela pena em concreto aplicada na esfera penal.

Processo administrativo 2) As instâncias administrativa e penal são independentes entre si, salvo quando reconhecida a inexistência
DIREITO ADMINISTRATIVO Edição n. 1-STJ 9/20/2013
disciplinar do fato ou a negativa de autoria na esfera criminal.
3) É possível a utilização de prova emprestada no processo administrativo disciplinar, devidamente
Processo administrativo
DIREITO ADMINISTRATIVO Edição n. 1-STJ 9/20/2013 autorizada na esfera criminal, desde que produzida com observância do contraditório e do devido processo
disciplinar legal.
Processo administrativo
DIREITO ADMINISTRATIVO Edição n. 1-STJ 9/20/2013 4) É possível a instauração de processo administrativo com base em denúncia anônima.
disciplinar
Processo administrativo 5) Instaurado o competente processo administrativo disciplinar, fica superado o exame de eventuais
DIREITO ADMINISTRATIVO Edição n. 1-STJ 9/20/2013
disciplinar irregularidades ocorridas durante a sindicância.

Processo administrativo 6) O excesso de prazo para conclusão do processo administrativo disciplinar não conduz à sua nulidade
DIREITO ADMINISTRATIVO Edição n. 1-STJ 9/20/2013
disciplinar automática, devendo, para tanto, ser demonstrado o prejuízo para a defesa.

7) A autoridade administrativa pode aplicar a pena de demissão quando em processo administrativo


Processo administrativo
DIREITO ADMINISTRATIVO Edição n. 1-STJ 9/20/2013 disciplinar é apurada a prática de ato de improbidade por servidor público, tendo em vista a independência
disciplinar das instâncias civil, penal e administrativa.

Processo administrativo 8) A decretação de nulidade no processo administrativo depende da demonstração do efetivo prejuízo para
DIREITO ADMINISTRATIVO Edição n. 1-STJ 9/20/2013
disciplinar as partes, à luz do princípio pas de nullité sans grief.

Processo administrativo 9) O termo inicial do prazo prescricional em processo administrativo disciplinar começa a correr da data em
DIREITO ADMINISTRATIVO Edição n. 1-STJ 9/20/2013
disciplinar que o fato se tornou conhecido pela Administração, conforme prevê o art. 142, § 1º, da Lei 8.112/90.

Processo administrativo 1) É possível haver discrepância entre a penalidade sugerida pela comissão disciplinar e a aplicada pela
DIREITO ADMINISTRATIVO disciplinar Edição n. 5-STJ 11/14/2013 autoridade julgadora desde que a conclusão lançada no relatório final não guarde sintonia com as provas
dos autos e a sanção imposta esteja devidamente motivada.

2) Quando o fato objeto da ação punitiva da administração também constituir crime e enquanto não
Processo administrativo
DIREITO ADMINISTRATIVO Edição n. 5-STJ 11/14/2013 houver sentença penal condenatória transitada em julgado, a prescrição do poder disciplinar reger-se-á
disciplinar
pelo prazo previsto na lei penal para pena cominada em abstrato.

3) A portaria de instauração do processo disciplinar prescinde de minuciosa descrição dos fatos imputados,
Processo administrativo
DIREITO ADMINISTRATIVO Edição n. 5-STJ 11/14/2013 sendo certo que a exposição pormenorizada dos acontecimentos se mostra necessária somente quando do
disciplinar indiciamento do servidor.
Processo administrativo 4) O prazo prescricional interrompido com a abertura do Processo Administrativo Disciplinar - PAD voltará a
DIREITO ADMINISTRATIVO Edição n. 5-STJ 11/14/2013
disciplinar correr por inteiro após 140 dias, uma vez que esse é o prazo legal para o encerramento do procedimento.
Processo administrativo 5) No PAD, a alteração da capitulação legal imputada ao acusado não enseja nulidade, uma vez que o
DIREITO ADMINISTRATIVO Edição n. 5-STJ 11/14/2013
disciplinar indiciado se defende dos fatos nele descritos e não dos enquadramentos legais.

DIREITO ADMINISTRATIVO Processo administrativo Edição n. 5-STJ 11/14/2013 6) Da revisão do PAD não poderá resultar agravamento da sanção aplicada, em virtude da proibição do bis
disciplinar in idem e da reformatio in pejus.
Processo administrativo Pela falta residual, não compreendida na absolvição pelo juízo criminal, é admissível a punição
DIREITO ADMINISTRATIVO Súmula 18-STF 12/13/1963
disciplinar administrativa do servidor público.
Processo administrativo É inadmissível segunda punição de servidor público, baseada no mesmo processo em que se fundou a
DIREITO ADMINISTRATIVO Súmula 19-STF 12/13/1963
disciplinar primeira.
É permitida a “prova emprestada” no processo administrativo disciplinar, desde que devidamente
Processo administrativo
DIREITO ADMINISTRATIVO Súmula 591-STJ 9/13/2017 autorizada pelo juízo competente e respeitados o contraditório e a ampla defesa. STJ. 1ª Seção. Aprovada
disciplinar em 13/09/2017, DJe 18/09/2017.

Processo administrativo O excesso de prazo para a conclusão do processo administrativo disciplinar só causa nulidade se houver
DIREITO ADMINISTRATIVO Súmula 592-STJ 9/13/2017
disciplinar demonstração de prejuízo à defesa. STJ. 1ª Seção. Aprovada em 13/09/2017, DJe 18/09/2017.

Desde que devidamente motivada e com amparo em investigação ou sindicância, é permitida a instauração
Processo administrativo
DIREITO ADMINISTRATIVO Súmula 611-STJ 5/9/2018 de processo administrativo disciplinar com base em denúncia anônima, em face do poder-dever de
disciplinar autotutela imposto à Administração.

Os prazos prescricionais previstos no art. 142 da Lei n. 8.112/1990 iniciam-se na data em que a autoridade
Processo administrativo competente para a abertura do procedimento administrativo toma conhecimento do fato, interrompem-se
DIREITO ADMINISTRATIVO Súmula 635-STJ 6/12/2019
disciplinar com o primeiro ato de instauração válido - sindicância de caráter punitivo ou processo disciplinar - e voltam
a fluir por inteiro, após decorridos 140 dias desde a interrupção.
Processo administrativo
DIREITO ADMINISTRATIVO Súmula vinculante 5-STF 5/7/2008 A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição.
disciplinar
Processo administrativo É possível a exclusão, em processo administrativo, de policial militar que comete faltas disciplinares,
DIREITO ADMINISTRATIVO Tema 565-STF 8/24/2012
disciplinar independentemente do curso de ação penal instaurada em razão da mesma conduta.

1) Os danos morais decorrentes da responsabilidade civil do Estado somente podem ser revistos em sede
DIREITO ADMINISTRATIVO Responsabilidade civil do Estado Edição n. 61-STJ 5/20/2016 de recurso especial quando o valor arbitrado é exorbitante ou irrisório, afrontando os princípios da
proporcionalidade e da razoabilidade.
10) O Estado responde objetivamente pelo suicídio de preso ocorrido no interior de estabelecimento
DIREITO ADMINISTRATIVO Responsabilidade civil do Estado Edição n. 61-STJ 5/20/2016 prisional.
11) O Estado não responde civilmente por atos ilícitos praticados por foragidos do sistema penitenciário,
DIREITO ADMINISTRATIVO Responsabilidade civil do Estado Edição n. 61-STJ 5/20/2016 salvo quando os danos decorrem direta ou imediatamente do ato de fuga.

12) A despeito de situações fáticas variadas no tocante ao descumprimento do dever de segurança e


DIREITO ADMINISTRATIVO Responsabilidade civil do Estado Edição n. 61-STJ 5/20/2016 vigilância contínua das vias férreas, a responsabilização da concessionária é uma constante, passível de ser
elidida tão somente quando cabalmente comprovada a culpa exclusiva da vítima. (Tese julgada sob o rito
do art. 543-C do CPC/73 - Tema 517)

13) No caso de atropelamento de pedestre em via férrea, configura-se a concorrência de causas, impondo
a redução da indenização por dano moral pela metade, quando: (i) a concessionária do transporte
ferroviário descumpre o dever de cercar e fiscalizar os limites da linha férrea, mormente em locais urbanos
DIREITO ADMINISTRATIVO Responsabilidade civil do Estado Edição n. 61-STJ 5/20/2016 e populosos, adotando conduta negligente no tocante às necessárias práticas de cuidado e vigilância
tendentes a evitar a ocorrência de sinistros; e (ii) a vítima adota conduta imprudente, atravessando a via
férrea em local inapropriado. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - Tema 518)
14) Não há nexo de causalidade entre o prejuízo sofrido por investidores em decorrência de quebra de
DIREITO ADMINISTRATIVO Responsabilidade civil do Estado Edição n. 61-STJ 5/20/2016 instituição financeira e a suposta ausência ou falha na fiscalização realizada pelo Banco Central no mercado
de capitais.
15) A existência de lei específica que rege a atividade militar (Lei n. 6.880/1980) não isenta a
DIREITO ADMINISTRATIVO Responsabilidade civil do Estado Edição n. 61-STJ 5/20/2016 responsabilidade do Estado pelos danos morais causados em decorrência de acidente sofrido durante as
atividades militares.
16) Em se tratando de responsabilidade civil do Estado por rompimento de barragem, é possível a
DIREITO ADMINISTRATIVO Responsabilidade civil do Estado Edição n. 61-STJ 5/20/2016 comprovação de prejuízos de ordem material por prova exclusivamente testemunhal, diante da
impossibilidade de produção ou utilização de outro meio probatório.

17) É possível a cumulação de benefício previdenciário com indenização decorrente de responsabilização


DIREITO ADMINISTRATIVO Responsabilidade civil do Estado Edição n. 61-STJ 5/20/2016 civil do Estado por danos oriundos do mesmo ato ilícito.

18) Nas ações de responsabilidade civil do Estado, é desnecessária a denunciação da lide ao suposto
DIREITO ADMINISTRATIVO Responsabilidade civil do Estado Edição n. 61-STJ 5/20/2016 agente público causador do ato lesivo.

2) O termo inicial da prescrição para o ajuizamento de ações de responsabilidade civil em face do Estado
DIREITO ADMINISTRATIVO Responsabilidade civil do Estado Edição n. 61-STJ 5/20/2016 por ilícitos praticados por seus agentes é a data do trânsito em julgado da sentença penal condenatória.
3) As ações indenizatórias decorrentes de violação a direitos fundamentais ocorridas durante o regime
DIREITO ADMINISTRATIVO Responsabilidade civil do Estado Edição n. 61-STJ 5/20/2016 militar são imprescritíveis, não se aplicando o prazo quinquenal previsto no art. 1º do Decreto n.
20.910/1932.
4) O prazo prescricional das ações indenizatórias ajuizadas contra a Fazenda Pública é quinquenal (Decreto
DIREITO ADMINISTRATIVO Responsabilidade civil do Estado Edição n. 61-STJ 5/20/2016 n. 20.910/1932), tendo como termo a quo a data do ato ou fato do qual originou a lesão ao patrimônio
material ou imaterial. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - Tema 553)

5) A responsabilidade civil do Estado por condutas omissivas é subjetiva, devendo ser comprovados a
DIREITO ADMINISTRATIVO Responsabilidade civil do Estado Edição n. 61-STJ 5/20/2016 negligência na atuação estatal, o dano e o nexo de causalidade.

6) Há responsabilidade civil do Estado nas hipóteses em que a omissão de seu dever de fiscalizar for
DIREITO ADMINISTRATIVO Responsabilidade civil do Estado Edição n. 61-STJ 5/20/2016 determinante para a concretização ou o agravamento de danos ambientais.

7) A Administração Pública pode responder civilmente pelos danos causados por seus agentes, ainda que
DIREITO ADMINISTRATIVO Responsabilidade civil do Estado Edição n. 61-STJ 5/20/2016 estes estejam amparados por causa excludente de ilicitude penal.

8) É objetiva a responsabilidade civil do Estado pelas lesões sofridas por vítima baleada em razão de
DIREITO ADMINISTRATIVO Responsabilidade civil do Estado Edição n. 61-STJ 5/20/2016 tiroteio ocorrido entre policiais e assaltantes.
DIREITO ADMINISTRATIVO Responsabilidade civil do Estado Edição n. 61-STJ 5/20/2016 9) O Estado possui responsabilidade objetiva nos casos de morte de custodiado em unidade prisional.
Considerando que é dever do Estado, imposto pelo sistema normativo, manter em seus presídios os
padrões mínimos de humanidade previstos no ordenamento jurídico, é de sua responsabilidade, nos
DIREITO ADMINISTRATIVO Responsabilidade civil do Estado Tema 365-STF 2/16/2017 termos do art. 37, § 6º, da Constituição, a obrigação de ressarcir os danos, inclusive morais,
comprovadamente causados aos detentos em decorrência da falta ou insuficiência das condições legais de
encarceramento.

DIREITO ADMINISTRATIVO Responsabilidade civil do Estado Tema 592-STF 3/30/2016 Em caso de inobservância do seu dever específico de proteção previsto no art. 5º, inciso XLIX, da
Constituição Federal, o Estado é responsável pela morte de detento.

O Estado responde, objetivamente, pelos atos dos tabeliães e registradores oficiais que, no exercício de
DIREITO ADMINISTRATIVO Responsabilidade civil do Estado Tema 777-STF 2/27/2019 suas funções, causem dano a terceiros, assentado o dever de regresso contra o responsável, nos casos de
dolo ou culpa, sob pena de improbidade administrativa.
A teor do disposto no art. 37, § 6º, da Constituição Federal, a ação por danos causados por agente público
deve ser ajuizada contra o Estado ou a pessoa jurídica de direito privado prestadora de serviço público,
DIREITO ADMINISTRATIVO Responsabilidade civil do Estado Tema 940-STF 8/14/2019 sendo parte ilegítima para a ação o autor do ato, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos
casos de dolo ou culpa.
1) É legítimo o corte no fornecimento de serviços públicos essenciais quando inadimplente o usuário,
DIREITO ADMINISTRATIVO Serviços Públicos Edição n. 13-STJ 5/3/2014 desde que precedido de notificação.
10) O corte no fornecimento de energia elétrica somente pode recair sobre o imóvel que originou o débito,
DIREITO ADMINISTRATIVO Serviços Públicos Edição n. 13-STJ 5/3/2014 e não sobre outra unidade de consumo do usuário inadimplente.

DIREITO ADMINISTRATIVO Serviços Públicos Edição n. 13-STJ 5/3/2014 2) É legítimo o corte no fornecimento de serviços públicos essenciais por razões de ordem técnica ou de
segurança das instalações, desde que precedido de notificação.
3) É ilegítimo o corte no fornecimento de energia elétrica quando puder afetar o direito à saúde e à
DIREITO ADMINISTRATIVO Serviços Públicos Edição n. 13-STJ 5/3/2014
integridade física do usuário.

4) É legítimo o corte no fornecimento de serviços públicos essenciais quando inadimplente pessoa jurídica
DIREITO ADMINISTRATIVO Serviços Públicos Edição n. 13-STJ 5/3/2014 de direito público, desde que precedido de notificação e a interrupção não atinja as unidades prestadoras
de serviços indispensáveis à população.

5) É ilegítimo o corte no fornecimento de serviços públicos essenciais quando inadimplente unidade de


DIREITO ADMINISTRATIVO Serviços Públicos Edição n. 13-STJ 5/3/2014 saúde, uma vez que prevalecem os interesses de proteção à vida e à saúde.

6) É ilegítimo o corte no fornecimento de serviços públicos essenciais quando a inadimplência do usuário


DIREITO ADMINISTRATIVO Serviços Públicos Edição n. 13-STJ 5/3/2014 decorrer de débitos pretéritos, uma vez que a interrupção pressupõe o inadimplemento de conta regular,
relativa ao mês do consumo.

7) É ilegítimo o corte no fornecimento de serviços públicos essenciais por débitos de usuário anterior, em
DIREITO ADMINISTRATIVO Serviços Públicos Edição n. 13-STJ 5/3/2014 razão da natureza pessoal da dívida.

8) É ilegítimo o corte no fornecimento de energia elétrica em razão de débito irrisório, por configurar
DIREITO ADMINISTRATIVO Serviços Públicos Edição n. 13-STJ 5/3/2014 abuso de direito e ofensa aos princípios da proporcionalidade e razoabilidade, sendo cabível a indenização
ao consumidor por danos morais.
9) É ilegítimo o corte no fornecimento de serviços públicos essenciais quando o débito decorrer de
DIREITO ADMINISTRATIVO Serviços Públicos Edição n. 13-STJ 5/3/2014 irregularidade no hidrômetro ou no medidor de energia elétrica, apurada unilateralmente pela
concessionária.
1) A questão relativa à indenização por omissão legislativa, decorrente da falta de encaminhamento de lei
que garanta aos servidores públicos o direito à revisão geral anual dos seus vencimentos (art. 37, X, da
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Edição n. 73-STJ 11/18/2016 Constituição Federal), tem natureza constitucional, razão pela qual não pode ser apreciada em sede de
recurso especial.
10) A fixação ou alteração do sistema remuneratório e a supressão de vantagem pecuniária são atos
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Edição n. 73-STJ 11/18/2016 comissivos únicos e de efeitos permanentes, que modificam a situação jurídica do servidor e não se
renovam mensalmente.
11) A contagem do prazo decadencial para a impetração de mandado de segurança contra ato que fixa ou
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Edição n. 73-STJ 11/18/2016 altera sistema remuneratório ou suprime vantagem pecuniária de servidor público inicia-se com a ciência
do ato impugnado.

DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Edição n. 73-STJ 11/18/2016 12) Não cabe o pagamento da ajuda de custo prevista no art. 53 da Lei n. 8.112/90 ao servidor público que
participou de concurso de remoção.
13) É devida ao servidor público aposentado a conversão em pecúnia da licença-prêmio não gozada, ou
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Edição n. 73-STJ 11/18/2016
não contada em dobro para aposentadoria, sob pena de enriquecimento ilícito da administração.

14) O prazo prescricional de cinco anos para converter em pecúnia licença-prêmio não gozada ou utilizada
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Edição n. 73-STJ 11/18/2016 como lapso temporal para jubilamento tem início no dia posterior ao ato de registro da aposentadoria pelo
Tribunal de Contas.
15) Os efeitos da sentença trabalhista, quanto ao reajuste de 84,32%, referente ao IPC _x0013_ Índice de
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Edição n. 73-STJ 11/18/2016 Preços ao Consumidor de março de 1990, têm por limite temporal a Lei n. 8.112/90, que promoveu a
transposição do regime celetista para o estatutário.

16) O termo inicial da prescrição do direito de pleitear a indenização por férias não gozadas é o ato de
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Edição n. 73-STJ 11/18/2016 aposentadoria do servidor.
17) É possível a supressão do índice de 26,05% relativo à URP - Unidade de Referência de Preços de 1989
incorporado em decorrência de sentença trabalhista transitada em julgado, pois a eficácia desta está
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Edição n. 73-STJ 11/18/2016 adstrita à data da transformação dos empregos em cargos públicos e ao consequente enquadramento no
Regime Jurídico Único.
18) A Vantagem Pecuniária Individual _x0013_ VPI possui natureza jurídica de Revisão Geral Anual,
devendo ser estendida aos Servidores Públicos Federais o índice de aproximadamente 13,23%, decorrente
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Edição n. 73-STJ 11/18/2016 do percentual mais benéfico proveniente do aumento impróprio instituído pelas Leis n. 10.697/2003 e
10.698/2003.
19) Os candidatos aprovados em concurso público para os cargos da Polícia Civil do DF e da Polícia Federal
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Edição n. 73-STJ 11/18/2016 fazem jus, durante o programa de formação, à percepção de 80% dos vencimentos da classe inicial da
categoria.
2) Não compete ao Poder Judiciário equiparar ou reajustar os valores do auxílio-alimentação dos servidores
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Edição n. 73-STJ 11/18/2016 públicos.
3) É indevida a devolução ao erário de valores recebidos de boa-fé, por servidor público ou pensionista, em
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Edição n. 73-STJ 11/18/2016 decorrência de erro administrativo operacional ou nas hipóteses de equívoco ou má interpretação da lei
pela administração pública. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - Tema 531)

4) É de 200 horas mensais o divisor adotado como parâmetro para o pagamento de horas extras aos
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Edição n. 73-STJ 11/18/2016 servidores públicos federais, cujo cálculo é obtido dividindo-se as 40 horas semanais (art. 19 da Lei n.
8.112/90) por 6 dias úteis e multiplicando-se o resultado por 30 (total de dias do mês).

5) O pagamento do adicional de penosidade (art. 71 da Lei n. 8.112/90) depende de regulamentação do


DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Edição n. 73-STJ 11/18/2016 Executivo Federal.

6) A incorporação de quintos decorrentes do exercício de funções comissionadas aos vencimentos de


servidores públicos federais somente é possível até 28.2.1995, enquanto que, no interregno de 1.3.1995 a
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Edição n. 73-STJ 11/18/2016 11.11.1997 a incorporação devida seria de décimos, sendo indevida qualquer concessão a partir de
11.11.1997, data em que a norma autorizadora da incorporação foi expressamente revogada pela Medida
Provisória n. 1.595-14, convertida na Lei n. 9.527/1997 (art. 15).

7) Os efeitos do Decreto n. 493/92, que regulamentou o pagamento da Gratificação Especial de Localidade


DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Edição n. 73-STJ 11/18/2016 - GEL, devem retroagir à data em que se encerrou o prazo de 30 (trinta) dias previsto no art. 17 da Lei n.
8.270/91.
8) É legítimo o tratamento diferenciado entre professores ativos e inativos, no que tange à percepção da
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Edição n. 73-STJ 11/18/2016 Gratificação de Estímulo à Docência - GED, instituída pela Lei n. 9.678/1998, tendo em vista a natureza da
gratificação, cujo percentual depende da produtividade do servidor em atividade.

9) A lei que cria nova gratificação ao servidor sem promover reestruturação ou reorganização da carreira
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Edição n. 73-STJ 11/18/2016
não tem aptidão para absorver índice de reajuste geral.
1) É legítimo o ato da Administração que promove o desconto dos dias não trabalhados pelos servidores
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Edição n. 76-STJ 2/10/2017 públicos participantes de movimento grevista.

10) É lícita a cassação de aposentadoria de servidor público, não obstante o caráter contributivo do
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Edição n. 76-STJ 2/10/2017 benefício previdenciário.
11) O termo inicial para o pagamento dos proventos integrais devidos na conversão da aposentadoria
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Edição n. 76-STJ 2/10/2017 proporcional por tempo de serviço em aposentadoria integral por invalidez é a data do requerimento
administrativo.
12) A concessão de aposentadoria especial aos servidores públicos será regulada pela Lei n. 8.213/91,
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Edição n. 76-STJ 2/10/2017 enquanto não editada a lei complementar prevista no art. 40, § 4º, da CF/88.
13) A limitação da carga horária semanal para servidores públicos profissionais de saúde que acumulam
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Edição n. 76-STJ 2/10/2017 cargos deve ser de 60 horas semanais.
14) O Auxiliar Local que prestou serviços ininterruptos para o Brasil no exterior, admitido antes de 11 de
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Edição n. 76-STJ 2/10/2017 dezembro de 1990, submete-se ao Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União (art. 243 da Lei
n. 8.112/1990).
15) A Lei n. 8.112/90, quando aplicada aos servidores do Distrito Federal por força da Lei Distrital n.
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Edição n. 76-STJ 2/10/2017 197/91, assume status de lei local, insuscetível de apreciação em sede de recurso especial, atraindo o óbice
da Súmula n. 280/STF.
2) É vedado o cômputo do tempo do curso de formação para efeito de promoção do servidor público,
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Edição n. 76-STJ 2/10/2017 sendo, contudo, considerado tal período para fins de progressão na carreira.

3) O tempo de serviço prestado às empresas públicas e sociedades de economia mista somente pode ser
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Edição n. 76-STJ 2/10/2017 computado para efeitos de aposentadoria e disponibilidade.

4) O direito de transferência ex officio entre instituições de ensino congêneres conferido a servidor público
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Edição n. 76-STJ 2/10/2017 federal da administração direta se estende aos empregados públicos integrantes da administração indireta.

5) Os efeitos da sentença trabalhista têm por limite temporal a Lei n. 8112/90, que promoveu a
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Edição n. 76-STJ 2/10/2017 transposição do regime celetista para o estatutário, inexistindo violação à coisa julgada, ao direito
adquirido ou ao princípio da irredutibilidade de vencimentos.

6) A pensão por morte do servidor público federal é devida até a idade limite de 21 (vinte e um) anos do
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Edição n. 76-STJ 2/10/2017 dependente, salvo se inválido, não cabendo postergar o benefício para os universitários com idade até 24
(vinte e quatro) anos, ante a ausência de previsão normativa.

7) Não é possível o registro de penas nos assentamentos funcionais dos servidores públicos quando
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Edição n. 76-STJ 2/10/2017 verificada a ocorrência da prescrição da pretensão punitiva do Estado, por força do entendimento do
Supremo Tribunal Federal de que o art. 170 da Lei n. 8.112/90 viola a Constituição Federal.

8) A abertura de concurso de remoção pela administração revela que a existência de vaga a ser preenchida
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Edição n. 76-STJ 2/10/2017 pelo servidor aprovado é de interesse público.

9) A investidura originária não se enquadra no conceito de deslocamento para fins da concessão da licença
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Edição n. 76-STJ 2/10/2017 para acompanhar cônjuge com exercício provisório.

2) Inexiste direito à incorporação de vantagens decorrentes do exercício de cargo em comissão ou função


DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Edição n. 79-STJ 3/24/2017 de confiança na administração pública indireta.
É necessário processo administrativo, com ampla defesa, para demissão de funcionário admitido por
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Súmula 20-STF 12/13/1963 concurso.
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Súmula 21-STF 12/13/1963 Funcionário em estágio probatório não pode ser exonerado nem demitido sem inquérito ou sem as
formalidades legais de apuração de sua capacidade.
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Súmula 22-STF 12/13/1963 O estágio probatório não protege o funcionário contra a extinção do cargo.
A nomeação a termo não impede a livre demissão, pelo Presidente da República, de ocupante de cargo
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Súmula 25-STF 12/13/1963
dirigente de autarquia. (#possivelmente superada!#)
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Súmula 321-STF 12/13/1963 A Constituição Estadual pode estabelecer a irredutibilidade dos vencimentos do Ministério Público.
Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Súmula 339-STF 12/13/1963 públicos sob fundamento de isonomia.

Ressalvada a revisão prevista em lei, os proventos da inatividade regulam-se pela lei vigente ao tempo em
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Súmula 359-STF 12/13/1963 que o militar, ou o servidor civil, reuniu os requisitos necessários.
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Súmula 36-STF 12/13/1963 Servidor vitalício está sujeito à aposentadoria compulsória, em razão da idade.
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Súmula 378-STJ 4/22/2009 Reconhecido o desvio de função, o servidor faz jus às diferenças salariais decorrentes.
À falta de lei, funcionário em disponibilidade não pode exigir, judicialmente, o seu aproveitamento, que
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Súmula 39-STF 12/13/1963 fica subordinado ao critério de conveniência da administração.
Reitor de universidade não é livremente demissível pelo presidente da república durante o prazo de sua
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Súmula 47-STF 12/13/1963 investidura.
A constituição, ao assegurar, no § 3º do art. 102, a contagem integral do tempo de serviço público federal,
estadual ou municipal para os efeitos de aposentadoria e disponibilidade não proíbe à União, aos Estados e
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Súmula 567-STF 12/15/1976
aos Municípios mandarem contar, mediante lei, para efeito diverso, tempo de serviço prestado a outra
pessoa de direito público interno.

Os servidores públicos e os trabalhadores em geral têm direito, no que concerne à URP de abril/maio de
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Súmula 671-STF 9/24/2003 1988, apenas ao valor correspondente a 7/30 de 16,19% sobre os vencimentos e salários pertinentes aos
meses de abril e maio de 1988, não cumulativamente, devidamente corrigido até o efetivo pagamento.

O reajuste de 28,86%, concedido aos servidores militares pelas Leis 8.622/93 e 8.627/93, estende-se aos
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Súmula 672-STF 9/24/2003 servidores civis do Poder Executivo, observadas as eventuais compensações decorrentes dos reajustes
diferenciados concedidos pelos mesmos diplomas legais.

DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Súmula 680-STF 9/24/2003 O direito ao auxílio-alimentação não se estende aos servidores inativos.
É inconstitucional a vinculação do reajuste de vencimentos de servidores estaduais ou municipais a índices
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Súmula 681-STF 9/24/2003 federais de correção monetária.
Não ofende a Constituição a correção monetária no pagamento com atraso dos vencimentos de servidores
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Súmula 682-STF 9/24/2003 públicos.
O cálculo de gratificações e outras vantagens não incide sobre o abono utilizado para se atingir o salário
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Súmula vinculante 15-STF 6/25/2009 mínimo do servidor público.

Os arts. 7º, IV, e 39, § 3º (redação da EC 19/98), da Constituição, referem-se ao total da remuneração
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Súmula vinculante 16-STF 6/25/2009 percebida pelo servidor.

A Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico-Administrativa - GDATA, instituída pela Lei nº


10.404/2002, deve ser deferida aos inativos nos valores correspondentes a 37,5 (trinta e sete vírgula cinco)
pontos no período de fevereiro a maio de 2002 e, nos termos do artigo 5º, parágrafo único, da Lei nº
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Súmula vinculante 20-STF 10/29/2009 10.404/2002, no período de junho de 2002 até a conclusão dos efeitos do último ciclo de avaliação a que
se refere o artigo 1º da Medida Provisória no 198/2004, a partir da qual passa a ser de 60 (sessenta)
pontos.

Aplicam-se ao servidor público, no que couber, as regras do Regime Geral de Previdência Social sobre
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Súmula vinculante 33-STF 4/9/2014 aposentadoria especial de que trata o artigo 40, parágrafo 4º, inciso III, da Constituição Federal, até edição
de lei complementar específica.

A Gratificação de Desempenho de Atividade de Seguridade Social e do Trabalho – GDASST, instituída pela


Lei 10.483/2002, deve ser estendida aos inativos no valor correspondente a 60 (sessenta) pontos, desde o
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Súmula vinculante 34-STF 10/16/2014
advento da Medida Provisória 198/2004, convertida na Lei 10.971/2004, quando tais inativos façam jus à
paridade constitucional (EC 20/1998, 41/2003 e 47/2005).

Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Súmula vinculante 37-STF 10/16/2014 públicos sob fundamento de isonomia.

É inconstitucional a vinculação do reajuste de vencimentos de servidores estaduais ou municipais a índices


DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Súmula vinculante 42-STF 3/11/2015 federais de correção monetária.
O reajuste de 28,86%, concedido aos servidores militares pelas Leis 8.622/1993 e 8.627/1993, estende-se
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Súmula vinculante 51-STF 6/18/2015 aos servidores civis do Poder Executivo, observadas as eventuais compensações decorrentes dos reajustes
diferenciados concedidos pelos mesmos diplomas legais.

DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Súmula vinculante 55-STF 3/17/2016 O direito ao auxílio-alimentação não se estende aos servidores inativos.

a) A criação de cargos em comissão somente se justifica para o exercício de funções de direção, chefia e
assessoramento, não se prestando ao desempenho de atividades burocráticas, técnicas ou operacionais;
b) tal criação deve pressupor a necessária relação de confiança entre a autoridade nomeante e o servidor
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 1010-STF 9/28/2018 nomeado;
c) o número de cargos comissionados criados deve guardar proporcionalidade com a necessidade que eles
visam suprir e com o número de servidores ocupantes de cargos efetivos no ente federativo que os criar; e
d) as atribuições dos cargos em comissão devem estar descritas, de forma clara e objetiva, na própria lei
que os instituir.

DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 1057-STF 8/30/2019 Os guardas civis não possuem direito constitucional à aposentadoria especial por exercício de atividade de
risco prevista no artigo 40, § 4º, inciso II, da Constituição Federal.

Viola o teor da Súmula Vinculante nº 37 a concessão, por decisão judicial, de diferenças salariais em razão
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 1059-STF 8/30/2019 da incorporação de valores aos vencimentos dos servidores públicos municipais de que trata as Leis
Complementares nºs 1.000/2009 e 1.121/2011 do Município de Mogi-Guaçu.

A concessão, por decisão judicial, de diferenças salariais relativas a 13,23% a servidores públicos federais,
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 1061-STF 8/30/2019 sem o devido amparo legal, viola o teor da Súmula Vinculante nº 37.

Os servidores que ingressaram no serviço público antes da EC 41/2003, mas que se aposentaram após a
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 139-STF 6/24/2009 referida emenda, possuem direito à paridade remuneratória e à integralidade no cálculo de seus
proventos, desde que observadas as regras de transição especificadas nos arts. 2º e 3º da EC 47/2005.

O cálculo de gratificações e outras vantagens do servidor público não incide sobre o abono utilizado para se
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 141-STF 11/13/2008 atingir o salário mínimo.

Os artigos 7º, IV, e 39, § 3º (redação da EC 19/1998), da Constituição referem-se ao total da remuneração
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 142-STF 11/13/2008 percebida pelo servidor público.

A fixação da GDATA e da GDASST em relação aos servidores inativos deve obedecer aos critérios a que
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 153-STF 2/20/2009 estão submetidos os servidores em atividade de acordo com a sucessão de leis de regência.
I - As vantagens remuneratórias legítimas e de caráter geral conferidas a determinada categoria, carreira
ou, indistintamente, a servidores públicos, por serem vantagens genéricas, são extensíveis aos servidores
inativos e pensionistas;
II - Nesses casos, a extensão alcança os servidores que tenham ingressado no serviço público antes da
publicação das Emendas Constitucionais 20/1998 e 41/2003 e se aposentado ou adquirido o direito à
aposentadoria antes da EC 41/2003;
III - Com relação àqueles servidores que se aposentaram após a EC 41/2003, deverão ser observados os
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 156-STF 8/22/2014 requisitos estabelecidos na regra de transição contida no seu art. 7º, em virtude da extinção da paridade
integral entre ativos e inativos contida no art. 40, § 8º, da CF para os servidores que ingressaram no serviço
público após a publicação da referida emenda;
IV - Por fim, com relação aos servidores que ingressaram no serviço público antes da EC 41/2003 e se
aposentaram ou adquiriram o direito à aposentadoria após a sua edição, é necessário observar a incidência
das regras de transição fixadas pela EC 47/2005, a qual estabeleceu efeitos retroativos à data de vigência
da EC 41/2003, conforme decidido nos autos do RE 590.260/SP, Plenário, Rel. MIN. RICARDO
LEWANDOWSKI, julgado em 24/6/2009.

É inconstitucional a percepção cumulativa de duas pensões estatutárias pela morte de servidor aposentado
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 162-STF 8/31/2011 que reingressara no serviço público, por meio de concurso, antes da edição da EC 20/1998 e falecera após
o seu advento.
O não encaminhamento de projeto de lei de revisão anual dos vencimentos dos servidores públicos,
previsto no inciso X do art. 37 da CF/1988, não gera direito subjetivo a indenização. Deve o Poder
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 19-STF 9/25/2019 Executivo, no entanto, se pronunciar, de forma fundamentada, acerca das razões pelas quais não propôs a
revisão.
É inconstitucional, por afrontar a iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo, a normatização de
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 223-STF 4/7/2015 direitos dos servidores públicos em lei orgânica do Município.
I - O art. 37, XIV, da Constituição Federal, na redação dada pela Emenda Constitucional 19/98, é
autoaplicável;
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 24-STF 2/6/2013 II - Não há direito adquirido a regime jurídico, notadamente à forma de composição da remuneração de
servidores públicos, observada a garantia da irredutibilidade de vencimentos.

Computam-se, para efeito de observância do teto remuneratório do art. 37, XI, da Constituição da
República, também os valores percebidos anteriormente à vigência da Emenda Constitucional 41/2003 a
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 257-STF 11/18/2015 título de vantagens pessoais pelo servidor público, dispensada a restituição dos valores recebidos em
excesso e de boa-fé até o dia 18 de novembro de 2015.

Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 25-STF 4/30/2008 cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial.
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 26-STF 10/13/2010 O inciso I do artigo 1º da Lei complementar 51/1985 foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988.

Os procuradores federais têm o direito às férias de 30 dias, por força do que dispõe o art. 5º da Lei
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 279-STF 11/20/2014 9.527/1997, porquanto não recepcionados com natureza de leis complementares o art. 1º da Lei
2.123/1953 e o art. 17, parágrafo único, da Lei 4.069/1962.

A eficácia do inciso XI do artigo 37 da Constituição Federal, decorrente da redação da Emenda


Constitucional nº 19/1998, condiciona-se à fixação do subsídio, mediante lei de iniciativa conjunta do
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 282-STF 6/24/2010 Presidente da República, do Presidente do Supremo, do Presidente da Câmara e do Presidente do Senado,
persistindo a vigência do texto primitivo da Carta, no que definido o teto por Poder, consideradas as esferas
federal e estadual.
Leis que tratam dos casos de vedação a nepotismo não são de iniciativa exclusiva do Chefe do Poder
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 29-STF 12/11/2014 Executivo.
I - O direito individual às férias é adquirido após o período de doze meses trabalhados, sendo devido o
pagamento do terço constitucional independente do exercício desse direito;
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 30-STF 9/16/2009 II - A ausência de previsão legal não pode restringir o direito ao pagamento do terço constitucional aos
servidores exonerados de cargos comissionados que não usufruíram férias.

DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 315-STF 8/28/2014 Não cabe, ao Poder Judiciário, que não tem a função legislativa, aumentar vencimentos de servidores
públicos sob o fundamento de isonomia.

Estende-se o reajuste de 28,86% aos servidores militares contemplados com índices inferiores pelas Leis
8.622/1993 e 8.627/1993, já que se trata de revisão geral dos servidores públicos, observadas, entretanto,
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 340-STF 10/6/2010 as compensações dos reajustes concedidos e a limitação temporal da Medida Provisória 2.131/2000, atual
Medida Provisória 2.215-10/2001.

A Gratificação de Desempenho do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo — GDPGPE, prevista na Lei nº
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 351-STF 9/25/2013 11.357/2006, estende-se aos inativos e pensionistas, no patamar de oitenta pontos, até o implemento da
avaliação dos servidores em atividade.

Nos casos autorizados constitucionalmente de acumulação de cargos, empregos e funções, a incidência do


art. 37, inciso XI, da Constituição Federal pressupõe consideração de cada um dos vínculos formalizados,
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 377-STF 4/27/2017 afastada a observância do teto remuneratório quanto ao somatório dos ganhos do agente público. (A
mesma tese foi fixada para o Tema 384)

DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 380-STF 4/8/2011 O art. 17 do ADCT alcança as situações jurídicas cobertas pela coisa julgada.

Nos casos autorizados constitucionalmente de acumulação de cargos, empregos e funções, a incidência do


art. 37, inciso XI, da Constituição Federal pressupõe consideração de cada um dos vínculos formalizados,
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 384-STF 4/27/2017 afastada a observância do teto remuneratório quanto ao somatório dos ganhos do agente público. (A
mesma tese foi fixada para o Tema 377)

Ofende o princípio da legalidade a decisão que concede a incorporação de quintos pelo exercício de função
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 395-STF 3/23/2015 comissionada no período de 8/4/1998 até 4/9/2001, ante a carência de fundamento legal.

Os pensionistas de servidor falecido posteriormente à EC 41/2003 têm direito à paridade com servidores
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 396-STF 5/20/2015 em atividade (EC 41/2003, art. 7º), caso se enquadrem na regra de transição prevista no art. 3º da EC
47/2005. Não tem, contudo, direito à integralidade (CF, art. 40, § 7º, inciso I).
É compatível com a Constituição Federal a previsão legal que exija o transcurso de 24 (vinte e quatro)
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 403-STF 6/14/2017 meses, contados do término do contrato, antes de nova admissão de professor temporário anteriormente
contratado.
É compatível com a Constituição a extensão, aos servidores públicos inativos, dos critérios de cálculo da
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 409-STF 6/10/2011 Gratificação de Desempenho da Carreira da Previdência, Saúde e Trabalho — GDPST estabelecidos para os
servidores públicos em atividade.

É compatível com a Constituição a extensão, aos servidores públicos inativos, dos critérios de cálculo da
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 410-STF 6/10/2011 Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico-Administrativa e de Suporte – GDPGTAS estabelecidos
para os servidores públicos em atividade.

I - Não há direito adquirido a regime jurídico, desde que respeitado o princípio constitucional da
irredutibilidade de vencimentos;
II - A Lei complementar 203/2001, do Estado do Rio Grande do Norte, no ponto que alterou a forma de
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 41-STF 2/11/2009 cálculo de gratificações e, consequentemente, a composição da remuneração de servidores públicos, não
ofende a Constituição da República de 1988, por dar cumprimento ao princípio da irredutibilidade da
remuneração.
É compatível com a Constituição lei específica que altera o cálculo da Gratificação por Produção
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 434-STF 6/17/2011 Suplementar - GPS, desde que não haja redução da remuneração na sua totalidade.

Desde que mantida a irredutibilidade, não tem o servidor inativo, embora aposentado na última classe da
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 439-STF 10/9/2013 carreira anterior, o direito de perceber proventos correspondentes aos da última classe da nova carreira,
reestruturada por lei superveniente.

A redução da Gratificação Especial de Retorno à Atividade - GERA não implica violação ao princípio da
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 440-STF 6/24/2011 irredutibilidade de vencimentos, se o ingresso ou o reingresso aos quadros do Corpo Voluntário de
Militares Estaduais Inativos (CVMI) se deu após a edição da Lei Estadual 10.916/1997.

É compatível com a Constituição a extensão, aos servidores públicos inativos e pensionistas, dos critérios
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 447-STF 6/24/2011 de cálculo da Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico-Administrativa do Meio Ambiente –
GDAMB estabelecidos para os servidores públicos em atividade.

É incompatível com a Constituição a extensão, aos policiais militares inativos e pensionistas, do adicional de
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 448-STF 6/24/2011 insalubridade instituído pela Lei Complementar 432/1985 do Estado de São Paulo.
Não encontra amparo constitucional a pretensão de acumular, no cargo de magistrado ou em qualquer
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 473-STF 11/14/2013 outro, a vantagem correspondente a “quintos”, a que o titular fazia jus quando no exercício de cargo
diverso.

Não é compatível com o regime constitucional de acesso aos cargos públicos a manutenção no cargo, sob
fundamento de fato consumado, de candidato não aprovado que nele tomou posse em decorrência de
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 476-STF 8/7/2014 execução provisória de medida liminar ou outro provimento judicial de natureza precária,
supervenientemente revogado ou modificado.

O teto de retribuição estabelecido pela Emenda Constitucional 41/03 possui eficácia imediata, submetendo
às referências de valor máximo nele discriminadas todas as verbas de natureza remuneratória percebidas
pelos servidores públicos da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, ainda que adquiridas de acordo
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 480-STF 10/2/2014 com regime legal anterior. Os valores que ultrapassam os limites estabelecidos para cada nível federativo
na Constituição Federal constituem excesso cujo pagamento não pode ser reclamado com amparo na
garantia da irredutibilidade de vencimentos.

É legítima a publicação, inclusive em sítio eletrônico mantido pela Administração Pública, dos nomes dos
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 483-STF 4/23/2015 seus servidores e do valor dos correspondentes vencimentos e vantagens pecuniárias.

A expressão "Procuradores", contida na parte final do inciso XI do art. 37 da Constituição da República,


compreende os Procuradores Municipais, uma vez que estes se inserem nas funções essenciais à Justiça,
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 510-STF 2/28/2019 estando, portanto, submetidos ao teto de noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio
mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal.

I - A ampliação de jornada de trabalho sem alteração da remuneração do servidor consiste em violação da


regra constitucional da irredutibilidade de vencimentos;
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 514-STF 10/30/2014 II - No caso concreto, o § 1º do art. 1º do Decreto estadual 4.345, de 14 de fevereiro de 2005, do Estado do
Paraná não se aplica aos servidores elencados em seu caput que, antes de sua edição, estavam
legitimamente submetidos a carga horária semanal inferior a quarenta horas.

A imposição de restrições, por legislação local, à contagem recíproca do tempo de contribuição na


DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 522-STF 10/1/2014 administração pública e na atividade privada para fins de concessão de aposentadoria viola o art. 202, § 2º,
da Constituição Federal, com redação anterior à EC 20/98.
A concessão de aposentadoria de servidor público por invalidez com proventos integrais exige que a
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 524-STF 8/22/2014 doença incapacitante esteja prevista em rol taxativo da legislação de regência.

A administração pública deve proceder ao desconto dos dias de paralisação decorrentes do exercício do
direito de greve pelos servidores públicos, em virtude da suspensão do vínculo funcional que dela decorre,
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 531-STF 10/27/2016 permitida a compensação em caso de acordo. O desconto será, contudo, incabível se ficar demonstrado
que a greve foi provocada por conduta ilícita do Poder Público.

1 - O exercício do direito de greve, sob qualquer forma ou modalidade, é vedado aos policiais civis e a
todos os servidores públicos que atuem diretamente na área de segurança pública. 2 - É obrigatória a
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 541-STF 4/5/2017 participação do Poder Público em mediação instaurada pelos órgãos classistas das carreiras de segurança
pública, nos termos do art. 165 do CPC, para vocalização dos interesses da categoria

I - A Gratificação de Desempenho de Atividade de Ciência e Tecnologia – GDACT, instituída pela Medida


Provisória 2.048/2000, apesar de originalmente concebida como gratificação pro labore faciendo, teve
caráter geral e foi estendida aos inativos até a sua regulamentação pelo Decreto 3.762/2001, quando
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 54-STF 6/20/2012 passou a constituir gratificação paga em razão do efetivo exercício de cargo;
II - É constitucional o art. 60-A acrescentado pela Lei 10.769/2003 à MP 2.229- 43/2001, dado que não
implicou redução indevida, visto que, após o Decreto 3.762/2001, deixou de existir o direito dos inativos à
percepção da GDACT nas mesmas condições em que concedida aos servidores em atividade.

Não se aplica a aposentadoria compulsória prevista no artigo 40, parágrafo 1º, inciso II, da Constituição
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 571-STF 2/15/2017 Federal aos titulares de serventias judiciais não estatizadas, desde que não sejam ocupantes de cargo
público efetivo e não recebam remuneração proveniente dos cofres públicos.

É constitucional a previsão legal que assegure, na hipótese de transferência ex officio de servidor, a


DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 57-STF 9/19/2018 matrícula em instituição pública, se inexistir instituição congênere à de origem.

As regras dos parágrafos 4º e 5º do artigo 40 da Constituição Federal, na redação anterior à EC 20/1998,


DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 594-STF 9/21/2012 não se aplicam ao servidor submetido ao regime da Consolidação das Leis do Trabalho que se aposentou
ou faleceu antes do advento da Lei nº 8.112/1990.

I - Ao editar a Lei 8.880/1994, a União legislou sobre o sistema monetário e exerceu a sua competência
prevista no art. 22, VI, da Constituição de 1988. Assim, qualquer lei, seja ela estadual ou municipal, que
discipline a conversão da moeda Cruzeiro Real em URV no que tange à remuneração de seus servidores de
uma forma incompatível com a prevista na Lei nº 8.880/94 será inconstitucional, mormente quando
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 5-STF 9/27/2013 acarretar redução de vencimentos;
II - O término da incorporação, na remuneração do servidor, do percentual devido em razão da ilegalidade
na conversão de Cruzeiros Reais em URV deve ocorrer no momento em que a carreira do servidor passa
por uma restruturação remuneratória.

Os servidores aposentados e pensionistas do extinto DNER fazem jus aos efeitos financeiros decorrentes do
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 602-STF 8/28/2014 enquadramento de servidores ativos que, provindos deste órgão, passaram a gozar dos benefícios e
vantagens resultantes do Pleno Especial de Cargos do DNIT, instituído pela Lei 11.171/2005.

Nos termos do art. 37, IX, da Constituição Federal, para que se considere válida a contratação temporária
de servidores públicos, é preciso que: a) os casos excepcionais estejam previstos em lei; b) o prazo de
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 612-STF 4/11/2014 contratação seja predeterminado; c) a necessidade seja temporária; d) o interesse público seja excepcional;
e) a contratação seja indispensável, sendo vedada para os serviços ordinários permanentes do Estado que
estejam sob o espectro das contingências normais da Administração.
É assegurada ao servidor público inativo a conversão de férias não gozadas, ou de outros direitos de
natureza remuneratória, em indenização pecuniária, dada a responsabilidade objetiva da Administração
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 635-STF 3/1/2013 Pública em virtude da vedação ao enriquecimento sem causa. Obs.: após a oposição de embargos de
declaração o STF decidiu permitir o processamento do recurso extraordinário para julgar a questão em
relação aos servidores públicos em atividade.

DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 639-STF 4/15/2015 Subtraído o montante que exceder o teto e o subteto previsto no art. 37, inciso XI, da Constituição, tem-se
o valor para base de cálculo para a incidência do imposto de renda e da contribuição previdenciária.

O termo inicial do pagamento diferenciado das gratificações de desempenho entre servidores ativos e
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 664-STF 12/11/2014 inativos é o da data da homologação do resultado das avaliações, após a conclusão do primeiro ciclo de
avaliações, não podendo a Administração retroagir os efeitos financeiros a data anterior.
Na hipótese de posse em cargo público determinada por decisão judicial, o servidor não faz jus a
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 671-STF 2/26/2015 indenização, sob fundamento de que deveria ter sido investido em momento anterior, salvo situação de
arbitrariedade flagrante.
A Gratificação de Desempenho de Atividade de Seguridade Social e do Trabalho -GDASST deve ser
estendida aos inativos nas mesmas condições em que concedida aos servidores em atividade, ou seja, no
valor de 60 (sessenta) pontos, a partir do advento da Medida Provisória 198/2004, convertida na Lei
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 67-STF 2/11/2009 10.971/2004, que alterou a sua base de cálculo. Isso porque, embora de natureza pro labore faciendo, a
falta de regulamentação das avaliações de desempenho transmudou a GDASST em uma gratificação de
natureza genérica, extensível aos servidores inativos.

I - Há reserva de iniciativa do Chefe do Poder Executivo para edição de normas que alterem o padrão
remuneratório dos servidores públicos (art. 61, § 1º, II, a, da CF);
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 686-STF 10/18/2013 II - São formalmente inconstitucionais emendas parlamentares que impliquem aumento de despesa em
projeto de lei de iniciativa reservada do Chefe do Poder Executivo (art. 63, I, da CF).

DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 724-STF 5/2/2014 As promoções dos anistiados se restringem ao quadro a que pertencia o militar na ativa.
É inconstitucional norma que vincula pensões e proventos de aposentadoria de servidores públicos
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 737-STF 5/30/2014 efetivos a subsídios de agentes políticos.

Os efeitos financeiros das revisões de aposentadoria concedidas com base no art. 6º-A da Emenda
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 754-STF 4/5/2017 Constitucional nº 41/2003, introduzido pela Emenda Constitucional nº 70/2012, somente se produzirão a
partir da data de sua promulgação (30.3.2012).

1. Os servidores ocupantes de cargo exclusivamente em comissão não se submetem à regra da


aposentadoria compulsória prevista no art. 40, § 1º, II, da Constituição Federal, a qual atinge apenas os
ocupantes de cargo de provimento efetivo, inexistindo, também, qualquer idade limite para fins de
nomeação a cargo em comissão;
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 763-STF 12/15/2016 2. Ressalvados impedimentos de ordem infraconstitucional, não há óbice constitucional a que o servidor
efetivo aposentado compulsoriamente permaneça no cargo comissionado que já desempenhava ou a que
seja nomeado para cargo de livre nomeação e exoneração, uma vez que não se trata de continuidade ou
criação de vínculo efetivo com a Administração.

Os prazos da licença adotante não podem ser inferiores aos prazos da licença gestante, o mesmo valendo
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 782-STF 3/10/2016 para as respectivas prorrogações. Em relação à licença adotante, não é possível fixar prazos diversos em
função da idade da criança adotada.

É vedada a equiparação remuneratória entre militares das Forças Armadas e policiais e bombeiros militares
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 806-STF 4/17/2015 do Distrito Federal, visto que a Constituição Federal de 1988, em seu art. 37, XIII, coíbe a vinculação ou
equiparação de quaisquer espécies remuneratórias no âmbito do serviço público.
A revisão geral anual da remuneração dos servidores públicos depende, cumulativamente, de dotação na
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 864-STF 11/29/2019 Lei Orçamentária Anual e de previsão na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

É legítimo o pagamento do abono de permanência previsto no art. 40, § 19, da Constituição Federal ao
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 888-STF 4/15/2016 servidor público que opte por permanecer em atividade após o preenchimento dos requisitos para a
concessão da aposentadoria voluntária especial (art. 40, § 4º, da Carta Magna).

Não é devida aos servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro a extensão do reajuste
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 915-STF 9/2/2016 concedido pela Lei nº 1.206/1987, dispensando-se a devolução das verbas eventualmente recebidas até
01º.09.2016 (data da conclusão deste julgamento).

É vedada a cumulação tríplice de vencimentos e/ou proventos, ainda que a investidura nos cargos públicos
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 921-STF 10/7/2016 tenha ocorrido anteriormente à EC 20/1998.

Para a concessão da aposentadoria especial de que trata o art. 40, § 5º, da Constituição, conta-se o tempo
de efetivo exercício, pelo professor, da docência e das atividades de direção de unidade escolar e de
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 965-STF 10/13/2017 coordenação e assessoramento pedagógico, desde que em estabelecimentos de educação infantil ou de
ensino fundamental e médio.

I - O termo inicial do pagamento diferenciado das gratificações de desempenho entre servidores ativos e
inativos é o da data da homologação do resultado das avaliações, após a conclusão do primeiro ciclo;
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 983-STF 2/16/2018 II - A redução, após a homologação do resultado das avaliações, do valor da gratificação de desempenho
paga aos inativos e pensionistas não configura ofensa ao princípio da irredutibilidade de vencimentos.

O Supremo Tribunal Federal veda o aumento de vencimentos pelo Poder Judiciário com base no princípio
da isonomia, na equiparação salarial ou a pretexto da revisão geral anual, não sendo devida, portanto, a
DIREITO ADMINISTRATIVO Servidores públicos Tema 984-STF 2/16/2018 extensão do maior reajuste concedido pela Lei estadual nº 7.622/2000 aos soldos de toda a categoria dos
policiais militares do Estado da Bahia, dispensada a devolução de valores eventualmente recebidos de boa-
fé até a data de conclusão do presente julgamento no Plenário Virtual desta Corte.

1) A responsabilidade por dano ambiental é objetiva, informada pela teoria do risco integral, sendo o nexo
de causalidade o fator aglutinante que permite que o risco se integre na unidade do ato, sendo descabida a
DIREITO AMBIENTAL Diversos Edição n. 119-STJ 2/8/2019 invocação, pela empresa responsável pelo dano ambiental, de excludentes de responsabilidade civil para
afastar sua obrigação de indenizar. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - TEMA 681 e 707,
letra a)

10) O pescador profissional é parte legítima para postular indenização por dano ambiental que acarretou a
redução da pesca na área atingida, podendo utilizar-se do registro profissional, ainda que concedido
DIREITO AMBIENTAL Diversos Edição n. 119-STJ 2/8/2019 posteriormente ao sinistro, e de outros meios de prova que sejam suficientes ao convencimento do juiz
acerca do exercício dessa atividade.

11) É devida a indenização por dano moral patente o sofrimento intenso do pescador profissional
DIREITO AMBIENTAL Diversos Edição n. 119-STJ 2/8/2019 artesanal, causado pela privação das condições de trabalho, em consequência do dano ambiental. (Tese
julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - TEMA 439)

2) Causa inequívoco dano ecológico quem desmata, ocupa, explora ou impede a regeneração de Área de
DIREITO AMBIENTAL Diversos Edição n. 119-STJ 2/8/2019 Preservação Permanente - APP, fazendo emergir a obrigação propter rem de restaurar plenamente e de
indenizar o meio ambiente degradado e terceiros afetados, sob o regime de responsabilidade civil objetiva.

3) O reconhecimento da responsabilidade objetiva por dano ambiental não dispensa a demonstração do


DIREITO AMBIENTAL Diversos Edição n. 119-STJ 2/8/2019 nexo de causalidade entre a conduta e o resultado.
4) A alegação de culpa exclusiva de terceiro pelo acidente em causa, como excludente de responsabilidade,
deve ser afastada, ante a incidência da teoria do risco integral e da responsabilidade objetiva ínsita ao dano
DIREITO AMBIENTAL Diversos Edição n. 119-STJ 2/8/2019 ambiental (art. 225, § 3º, da CF e do art. 14, § 1º, da Lei nº 6.938/81), responsabilizando o degradador em
decorrência do princípio do poluidor-pagador. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - TEMA
438)
DIREITO AMBIENTAL Diversos Edição n. 119-STJ 2/8/2019 5) É imprescritível a pretensão reparatória de danos ao meio ambiente.

DIREITO AMBIENTAL Diversos Edição n. 119-STJ 2/8/2019 6) O termo inicial da incidência dos juros moratórios é a data do evento danoso nas hipóteses de reparação
de danos morais e materiais decorrentes de acidente ambiental.
DIREITO AMBIENTAL Diversos Edição n. 119-STJ 2/8/2019 7) A inversão do ônus da prova aplica-se às ações de degradação ambiental. (Súmula n. 618/STJ)
8) Não se admite a aplicação da teoria do fato consumado em tema de Direito Ambiental. (Súmula n.
DIREITO AMBIENTAL Diversos Edição n. 119-STJ 2/8/2019 613/STJ)
DIREITO AMBIENTAL Diversos Edição n. 119-STJ 2/8/2019 9) Não há direito adquirido à manutenção de situação que gere prejuízo ao meio ambiente.
1) Admite-se a condenação simultânea e cumulativa das obrigações de fazer, de não fazer e de indenizar na
DIREITO AMBIENTAL Diversos Edição n. 30-STJ 2/6/2015 reparação integral do meio ambiente.

10) A responsabilidade por dano ambiental é objetiva, informada pela teoria do risco integral, sendo o
nexo de causalidade o fator aglutinante que permite que o risco se integre na unidade do ato, sendo
DIREITO AMBIENTAL Diversos Edição n. 30-STJ 2/6/2015 descabida a invocação, pela empresa responsável pelo dano ambiental, de excludentes de
responsabilidade civil para afastar sua obrigação de indenizar. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do
CPC/1973)

11) Prescreve em cinco anos, contados do término do processo administrativo, a pretensão da


DIREITO AMBIENTAL Diversos Edição n. 30-STJ 2/6/2015 Administração Pública de promover a execução da multa por infração ambiental. (Súmula n. 467/STJ)(Tese
julgada sob o rito do art. 543-C/1973)

2) É vedado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA impor
DIREITO AMBIENTAL Diversos Edição n. 30-STJ 2/6/2015 sanções administrativas sem expressa previsão legal.

3) Não há direito adquirido a poluir ou degradar o meio ambiente, não existindo permissão ao proprietário
DIREITO AMBIENTAL Diversos Edição n. 30-STJ 2/6/2015 ou posseiro para a continuidade de práticas vedadas pelo legislador.

4) O princípio da precaução pressupõe a inversão do ônus probatório, competindo a quem supostamente


DIREITO AMBIENTAL Diversos Edição n. 30-STJ 2/6/2015 promoveu o dano ambiental comprovar que não o causou ou que a substância lançada ao meio ambiente
não lhe é potencialmente lesiva.

5) É defeso ao IBAMA impor penalidade decorrente de ato tipificado como crime ou contravenção,
DIREITO AMBIENTAL Diversos Edição n. 30-STJ 2/6/2015 cabendo ao Poder Judiciário referida medida.

6) O emprego de fogo em práticas agropastoris ou florestais depende necessariamente de autorização do


DIREITO AMBIENTAL Diversos Edição n. 30-STJ 2/6/2015 Poder Público.

DIREITO AMBIENTAL Diversos Edição n. 30-STJ 2/6/2015 7) Os responsáveis pela degradação ambiental são co-obrigados solidários, formando-se, em regra, nas
ações civis públicas ou coletivas litisconsórcio facultativo.
8) Em matéria de proteção ambiental, há responsabilidade civil do Estado quando a omissão de
DIREITO AMBIENTAL Diversos Edição n. 30-STJ 2/6/2015 cumprimento adequado do seu dever de fiscalizar for determinante para a concretização ou o agravamento
do dano causado.
9) A obrigação de recuperar a degradação ambiental é do titular da propriedade do imóvel, mesmo que
DIREITO AMBIENTAL Diversos Edição n. 30-STJ 2/6/2015 não tenha contribuído para a deflagração do dano, tendo em conta sua natureza propter rem .

3) Prescreve em cinco anos, contados do término do processo administrativo, a pretensão da


DIREITO AMBIENTAL Diversos Edição n. 82-STJ 4/20/2017 Administração Pública de promover a execução da multa por infração ambiental. (Súmula n. 467/STJ) (Tese
julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - TEMA 324)
5) Ante a omissão do órgão estadual na fiscalização, mesmo que outorgante da licença ambiental, o IBAMA
DIREITO AMBIENTAL Diversos Edição n. 82-STJ 4/20/2017 pode exercer o seu poder de polícia administrativa, já que não se confunde a competência para licenciar
com a competência para fiscalizar.

Prescreve em cinco anos, contados do término do processo administrativo, a pretensão da Administração


DIREITO AMBIENTAL Diversos Súmula 467-STJ 10/13/2010 Pública de promover a execução da multa por infração ambiental.
DIREITO AMBIENTAL Diversos Súmula 613-STJ 5/9/2018 Não se admite a aplicação da teoria do fato consumado em tema de Direito Ambiental.
A inversão do ônus da prova aplica-se às ações de degradação ambiental. STJ. Corte Especial. Aprovada em
DIREITO AMBIENTAL Diversos Súmula 618-STJ 10/24/2018
24/10/2018, DJe 30/10/2018.
As obrigações ambientais possuem natureza propter rem, sendo admissível cobrá-las do proprietário ou
DIREITO AMBIENTAL Diversos Súmula 623-STJ 12/12/2018 possuidor atual e/ou dos anteriores, à escolha do credor. Importante. Aprovada em 12/12/2018.

Quanto ao dano ambiental, é admitida a condenação do réu à obrigação de fazer ou à de não fazer
DIREITO AMBIENTAL Diversos Súmula 629-STJ 12/12/2018 cumulada com a de indenizar. STJ. 1ª Seção. Aprovada em 12/12/2018, DJe 17/12/2018.

Ação de investigação de
DIREITO CIVIL Súmula 149-STF 12/13/1963 É imprescritível a ação de investigação de paternidade, mas não o é a de petição de herança.
paternidade

Ação de investigação de
DIREITO CIVIL Súmula 277-STJ 5/14/2003 Julgada procedente a investigação de paternidade, os alimentos são devidos a partir da citação.
paternidade

Ação de investigação de Em ação investigatória, a recusa do suposto pai a submeter-se ao exame de DNA induz presunção juris
DIREITO CIVIL Súmula 301-STJ 10/18/2004
paternidade tantum de paternidade.
O contrato de alienação fiduciária em garantia pode ter por objeto bem que já integrava o patrimônio do
DIREITO CIVIL Alienação fiduciária Súmula 28-STJ 9/25/1991 devedor.
A cobrança antecipada do valor residual garantido (VRG) não descaracteriza o contrato de arrendamento
DIREITO CIVIL Alienação fiduciária Súmula 293-STJ 5/5/2004 mercantil.
No contrato de arrendamento mercantil (leasing), ainda que haja cláusula resolutiva expressa, é necessária
DIREITO CIVIL Alienação fiduciária Súmula 369-STJ 2/16/2009 a notificação prévia do arrendatário para constituí-lo em mora.

A compra e venda de automóvel não prevalece contra terceiros, de boa-fé, se o contrato não foi transcrito
DIREITO CIVIL Alienação fiduciária Súmula 489-STF 12/3/1969 no registro de títulos e documentos.

No caso de reintegração de posse em arrendamento mercantil financeiro, quando a soma da importância


antecipada a título de valor residual garantido (VRG) com o valor da venda do bem ultrapassar o total do
DIREITO CIVIL Alienação fiduciária Súmula 564-STJ 2/24/2016 VRG previsto contratualmente, o arrendatário terá direito de receber a respectiva diferença, cabendo,
porém, se estipulado no contrato, o prévio desconto de outras despesas ou encargos pactuados."

DIREITO CIVIL Alienação fiduciária Súmula 72-STJ 4/14/1993 A comprovação da mora é imprescindível à busca e apreensão do bem alienado fiduciariamente.
A terceiro de boa-fé não é oponível a alienação fiduciária não anotada no certificado de registro do veículo
DIREITO CIVIL Alienação fiduciária Súmula 92-STJ 10/27/1993 automotor.

1) Os créditos resultantes de honorários advocatícios têm natureza alimentar e equiparam- se aos


DIREITO CIVIL Alimentos Edição n. 65-STJ 6/24/2016 trabalhistas para efeito de habilitação em falência, recuperação judicial e privilégio geral em concurso de
credores nas execuções fiscais. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC - Tema 637)

10) A base de cálculo da pensão alimentícia fixada sobre o percentual do vencimento do alimentante
DIREITO CIVIL Alimentos Edição n. 65-STJ 6/24/2016 abrange o décimo terceiro salário e o terço constitucional de férias, salvo disposição expressa em contrário.
(Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - Tema 192)

DIREITO CIVIL Alimentos Edição n. 65-STJ 6/24/2016 11) Cabe ao credor de prestação alimentícia a escolha pelo rito processual de execução a ser seguido.
12) A real capacidade econômico-financeira do alimentante não pode ser aferida por meio de habeas
DIREITO CIVIL Alimentos Edição n. 65-STJ 6/24/2016 corpus.
13) A constituição de nova família pelo alimentante não acarreta a revisão automática da quantia
DIREITO CIVIL Alimentos Edição n. 65-STJ 6/24/2016 estabelecida em favor dos filhos advindos de união anterior.

14) Os alimentos devidos entre ex-cônjuges devem ter caráter excepcional, transitório e devem ser fixados
DIREITO CIVIL Alimentos Edição n. 65-STJ 6/24/2016 por prazo determinado, exceto quando um dos cônjuges não possua mais condições de reinserção no
mercado do trabalho ou de readquirir sua autonomia financeira.

DIREITO CIVIL Alimentos Edição n. 65-STJ 6/24/2016 15) A responsabilidade dos avós de prestar alimentos aos netos apresenta natureza complementar e
subsidiária, somente se configurando quando demonstrada a insuficiência de recursos do genitor.
DIREITO CIVIL Alimentos Edição n. 65-STJ 6/24/2016 16) Não é possível a compensação dos alimentos fixados em pecúnia com parcelas pagas in natura.
DIREITO CIVIL Alimentos Edição n. 65-STJ 6/24/2016 17) É possível a fixação da pensão alimentícia com base em determinado número de salários-mínimos.
18) A fixação da verba alimentar tem como parâmetro o binômio necessidade do alimentando e
DIREITO CIVIL Alimentos Edição n. 65-STJ 6/24/2016 possibilidade do alimentante, insusceptível de análise em sede de recurso especial por óbice da Súmula n.
7/STJ.
19) A mulher que renunciou aos alimentos na separação judicial tem direito à pensão previdenciária por
DIREITO CIVIL Alimentos Edição n. 65-STJ 6/24/2016 morte do ex-marido, comprovada a necessidade econômica superveniente. (Súmula n. 336/STJ)

2) Na execução de alimentos, é possível o protesto (art. 526, § 3º do NCPC) e a inscrição do nome do


DIREITO CIVIL Alimentos Edição n. 65-STJ 6/24/2016 devedor nos cadastros de proteção ao crédito.

3) O Ministério Público tem legitimidade ativa para ajuizar ação/execução de alimentos em favor de criança
DIREITO CIVIL Alimentos Edição n. 65-STJ 6/24/2016 ou adolescente, nos termos do art. 201, III, da Lei n. 8.069/90. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do
CPC/73 - Tema 717)

4) É devido alimentos ao filho maior quando comprovada a frequência em curso universitário ou técnico,
DIREITO CIVIL Alimentos Edição n. 65-STJ 6/24/2016 por força da obrigação parental de promover adequada formação profissional.
5) O débito alimentar que autoriza a prisão civil do alimentante é o que compreende as três prestações
DIREITO CIVIL Alimentos Edição n. 65-STJ 6/24/2016 anteriores ao ajuizamento da execução e as que se vencerem no curso do processo. (Súmula n. 309/STJ)
(Art. 528, § 7º do NCPC)
6) O atraso de uma só prestação alimentícia, compreendida entre as três últimas atuais devidas, já é hábil a
DIREITO CIVIL Alimentos Edição n. 65-STJ 6/24/2016 autorizar o pedido de prisão do devedor, nos termos do artigo 528, § 3º do NCPC (art. 733, § 1º do
CPC/73).
7) É possível a modificação da forma da prestação alimentar (em espécie ou in natura), desde que
demonstrada a razão pela qual a modalidade anterior não mais atende à finalidade da obrigação, ainda
DIREITO CIVIL Alimentos Edição n. 65-STJ 6/24/2016 que não haja alteração na condição financeira das partes nem pretensão de modificação do valor da
pensão.
8) O cancelamento de pensão alimentícia de filho que atingiu a maioridade está sujeito à decisão judicial,
DIREITO CIVIL Alimentos Edição n. 65-STJ 6/24/2016 mediante contraditório, ainda que nos próprios autos. (Súmula n. 358/STJ)
DIREITO CIVIL Alimentos Edição n. 65-STJ 6/24/2016 9) O pagamento parcial da obrigação alimentar não impede a prisão civil do devedor.

1) Os efeitos da sentença proferida em ação de revisão de alimentos - seja em caso de redução, majoração
DIREITO CIVIL Alimentos Edição n. 77-STJ 2/17/2017 ou exoneração - retroagem à data da citação (Lei n. 5.478/68, art. 13, § 2º), ressalvada a irrepetibilidade
dos valores adimplidos e a impossibilidade de compensação do excesso pago com prestações vincendas.

10) Os honorários advocatícios - contratuais ou sucumbenciais - têm natureza alimentícia, razão pela qual é
DIREITO CIVIL Alimentos Edição n. 77-STJ 2/17/2017
possível a penhora de verba salarial para seu pagamento.

11) As parcelas percebidas a título de participação nos lucros e resultados das empresas integram a base
DIREITO CIVIL Alimentos Edição n. 77-STJ 2/17/2017 de cálculo da pensão alimentícia quando esta é fixada em percentual sobre os rendimentos, desde que não
haja disposição transacional ou judicial em sentido contrário.

12) Admite-se, na execução de alimentos, a penhora de valores decorrentes do Fundo de Garantia por
DIREITO CIVIL Alimentos Edição n. 77-STJ 2/17/2017 Tempo de Serviço _x0013_ FGTS, bem como do Programa de Integração Social _x0013_ PIS.
13) Os valores pagos a título de alimentos são insuscetíveis de compensação, salvo quando configurado o
DIREITO CIVIL Alimentos Edição n. 77-STJ 2/17/2017 enriquecimento sem causa do alimentando.
14) Julgada procedente a investigação de paternidade, os alimentos são devidos a partir da citação.
DIREITO CIVIL Alimentos Edição n. 77-STJ 2/17/2017 (Súmula n. 277/STJ)
DIREITO CIVIL Alimentos Edição n. 77-STJ 2/17/2017 15) A natureza do crédito alimentar não se altera com o mero decurso do tempo.
2) A pretensão creditícia ao reembolso de despesas alimentícias efetuadas por terceiro, no lugar de quem
DIREITO CIVIL Alimentos Edição n. 77-STJ 2/17/2017 tinha a obrigação de prestar alimentos, por equiparar-se à gestão de negócios, é de direito comum e
prescreve em 10 anos.
3) O descumprimento de acordo celebrado em ação de execução de prestação alimentícia pode ensejar o
DIREITO CIVIL Alimentos Edição n. 77-STJ 2/17/2017 decreto de prisão civil do devedor.

4) O cumprimento da prisão civil em regime semiaberto ou em prisão domiciliar é excepcionalmente


DIREITO CIVIL Alimentos Edição n. 77-STJ 2/17/2017 autorizado quando demonstrada a idade avançada do devedor de alimentos ou a fragilidade de sua saúde.

5) O advogado que tenha contra si decretada prisão civil por inadimplemento de obrigação alimentícia não
DIREITO CIVIL Alimentos Edição n. 77-STJ 2/17/2017 tem direito de cumprir a restrição em sala de Estado Maior ou em prisão domiciliar.
6) Não cabe prisão civil do inventariante em virtude do descumprimento pelo espólio do dever de prestar
DIREITO CIVIL Alimentos Edição n. 77-STJ 2/17/2017 alimentos.
7) A obrigação de prestar alimentos é personalíssima, intransmissível e extingue-se com o óbito do
alimentante, cabendo ao espólio saldar, tão somente, os débitos alimentares preestabelecidos mediante
DIREITO CIVIL Alimentos Edição n. 77-STJ 2/17/2017 acordo ou sentença não adimplidos pelo devedor em vida, ressalvados os casos em que o alimentado seja
herdeiro, hipóteses nas quais a prestação perdurará ao longo do inventário.

8) Ante a natureza alimentar do salário e o princípio da razoabilidade, os empréstimos com desconto em


DIREITO CIVIL Alimentos Edição n. 77-STJ 2/17/2017 folha de pagamento (consignação facultativa/voluntária) devem limitar-se a 30% (trinta por cento) dos
vencimentos do trabalhador.
9) Excepcionalmente, é possível penhorar parte dos honorários advocatícios - contratuais ou
DIREITO CIVIL Alimentos Edição n. 77-STJ 2/17/2017 sucumbenciais - quando a verba devida ao advogado ultrapassar o razoável para o seu sustento e o de sua
família.
DIREITO CIVIL Alimentos Súmula 226-STF 12/13/1963 Na ação de desquite, os alimentos são devidos desde a inicial e não da data da decisão que os concede.
O débito alimentar que autoriza a prisão civil do alimentante é o que compreende as três prestações
DIREITO CIVIL Alimentos Súmula 309-STJ 3/22/2006 anteriores ao ajuizamento da execução e as que se vencerem no curso do processo.

O cancelamento de pensão alimentícia de filho que atingiu a maioridade está sujeito à decisão judicial,
DIREITO CIVIL Alimentos Súmula 358-STJ 8/13/2008 mediante contraditório, ainda que nos próprios autos. Importante.

No acordo de desquite não se admite renúncia aos alimentos, que poderão ser pleiteados ulteriormente,
DIREITO CIVIL Alimentos Súmula 379-STF 4/3/1964 verificados os pressupostos legais. (#possivelmente superada!#)
A obrigação alimentar dos avós tem natureza complementar e subsidiária, somente se configurando no
DIREITO CIVIL Alimentos Súmula 596-STJ 11/8/2017 caso de impossibilidade total ou parcial de seu cumprimento pelos pais. STJ. 2ª Seção. Aprovada em
08/10/2017.
Os efeitos da sentença que reduz, majora ou exonera o alimentante do pagamento retroagem à data da
DIREITO CIVIL Alimentos Súmula 621-STJ 12/12/2018 citação, vedadas a compensação e a repetibilidade. STJ. 2ª Seção. Aprovada em 12/12/2018, DJe
17/12/2018.
A utilização do salário mínimo como base de cálculo do valor de pensão alimentícia não viola a
DIREITO CIVIL Alimentos Tema 821-STF 6/5/2015 Constituição Federal.
1) A convenção de arbitragem, tanto na modalidade de compromisso arbitral quanto na modalidade de
cláusula compromissória, uma vez contratada pelas partes, goza de força vinculante e de caráter
DIREITO CIVIL Arbitragem Edição n. 122-STJ 3/22/2019 obrigatório, definindo ao juízo arbitral eleito a competência para dirimir os litígios relativos aos direitos
patrimoniais disponíveis, derrogando-se a jurisdição estatal.
10) Não configura óbice à homologação de sentença estrangeira arbitral a citação por qualquer meio de
DIREITO CIVIL Arbitragem Edição n. 122-STJ 3/22/2019 comunicação cuja veracidade possa ser atestada, desde que haja prova inequívoca do recebimento da
informação atinente à existência do processo arbitral.

11) A legislação consumerista impede a adoção prévia e compulsória da arbitragem no momento da


DIREITO CIVIL Arbitragem Edição n. 122-STJ 3/22/2019 celebração do contrato, mas não proíbe que, posteriormente, em face de eventual litígio, havendo
consenso entre as partes, seja instaurado o procedimento arbitral.
12) Diante da força coercitiva de convenção condominial com cláusula arbitral, qualquer condômino que
ingressar no agrupamento condominial está obrigado a obedecer às normas ali constantes, de modo que
DIREITO CIVIL Arbitragem Edição n. 122-STJ 3/22/2019 eventuais conflitos condominiais deverão ser resolvidos por meio de arbitragem, excluindo-se a
participação do Poder Judiciário.
13) Não existe óbice legal na estipulação da arbitragem pelo poder público, notadamente pelas sociedades
DIREITO CIVIL Arbitragem Edição n. 122-STJ 3/22/2019 de economia mista, para a resolução de conflitos relacionados a direitos disponíveis.

14) A legitimidade para a impetração de mandado de segurança objetivando assegurar o direito ao


DIREITO CIVIL Arbitragem Edição n. 122-STJ 3/22/2019 cumprimento de sentença arbitral relativa ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - FGTS é somente
do titular de cada conta vinculada, e não da Câmara Arbitral ou do próprio árbitro.

2) Uma vez expressada a vontade de estatuir, em contrato, cláusula compromissória ampla, a sua
DIREITO CIVIL Arbitragem Edição n. 122-STJ 3/22/2019 destituição deve vir através de igual declaração expressa das partes, não servindo, para tanto, mera alusão
a atos ou a acordos que não tenham o condão de afastar a convenção das partes.

3) A previsão contratual de convenção de arbitragem enseja o reconhecimento da competência do Juízo


arbitral para decidir com primazia sobre Poder Judiciário, de ofício ou por provocação das partes, as
DIREITO CIVIL Arbitragem Edição n. 122-STJ 3/22/2019 questões relativas à existência, à validade e à eficácia da convenção de arbitragem e do contrato que
contenha a cláusula compromissória.

4) O Poder Judiciário pode, em situações excepcionais, declarar a nulidade de cláusula compromissória


DIREITO CIVIL Arbitragem Edição n. 122-STJ 3/22/2019 arbitral, independentemente do estado em que se encontre o procedimento arbitral, quando aposta em
compromisso claramente ilegal.

5) A Lei de Arbitragem aplica-se aos contratos que contenham cláusula arbitral, ainda que celebrados antes
DIREITO CIVIL Arbitragem Edição n. 122-STJ 3/22/2019 da sua edição. (Súmula n. 485/STJ)

6) O prévio ajuizamento de medida de urgência perante o Poder Judiciário não afasta a eficácia da cláusula
DIREITO CIVIL Arbitragem Edição n. 122-STJ 3/22/2019 compromissória arbitral.

7) O árbitro não possui poder coercitivo direto, sendo-lhe vedada a prática de atos executivos, cabendo ao
DIREITO CIVIL Arbitragem Edição n. 122-STJ 3/22/2019 Poder Judiciário a execução forçada do direito reconhecido na sentença arbitral.

8) No âmbito do cumprimento de sentença arbitral condenatória de prestação pecuniária, a multa de 10%


(dez por cento) do artigo 475-J do CPC deverá incidir se o executado não proceder ao pagamento
espontâneo no prazo de 15 (quinze) dias contados da juntada do mandado de citação devidamente
DIREITO CIVIL Arbitragem Edição n. 122-STJ 3/22/2019 cumprido aos autos (em caso de título executivo contendo quantia líquida) ou da intimação do devedor, na
pessoa de seu advogado, mediante publicação na imprensa oficial (em havendo prévia liquidação da
obrigação certificada pelo juízo arbitral). (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - TEMA 893)

9) A atividade desenvolvida no âmbito da arbitragem possui natureza jurisdicional, o que torna possível a
DIREITO CIVIL Arbitragem Edição n. 122-STJ 3/22/2019 existência de conflito de competência entre os juízos estatal e arbitral, cabendo ao Superior Tribunal de
Justiça - STJ o seu julgamento.
1) A impenhorabilidade do bem de família prevista no art. 3º, III, da Lei n. 8.009/90 não pode ser oposta ao
DIREITO CIVIL Bem de família Edição n. 44-STJ 9/25/2015 credor de pensão alimentícia decorrente de vínculo familiar ou de ato ilícito.
10) O fato do terreno encontrar-se desocupado ou não edificado são circunstâncias que sozinhas não
DIREITO CIVIL Bem de família Edição n. 44-STJ 9/25/2015 obstam a qualificação do imóvel como bem de família, devendo ser perquirida, caso a caso, a finalidade a
este atribuída.
DIREITO CIVIL Bem de família Edição n. 44-STJ 9/25/2015 11) Afasta-se a proteção conferida pela Lei n. 8.009/90 ao bem de família, quando caracterizado abuso do
direito de propriedade, violação da boa-fé objetiva e fraude à execução.
12) A impenhorabilidade do bem de família hipotecado não pode ser oposta nos casos em que a dívida
DIREITO CIVIL Bem de família Edição n. 44-STJ 9/25/2015
garantida se reverteu em proveito da entidade familiar.
DIREITO CIVIL Bem de família Edição n. 44-STJ 9/25/2015 13) A impenhorabilidade do bem de família não impede seu arrolamento fiscal.
14) A preclusão consumativa atinge a alegação de impenhorabilidade do bem de família quando houver
DIREITO CIVIL Bem de família Edição n. 44-STJ 9/25/2015 decisão anterior acerca do tema.

15) É legítima a penhora de apontado bem de família pertencente a fiador de contrato de locação, ante o
DIREITO CIVIL Bem de família Edição n. 44-STJ 9/25/2015 que dispõe o art. 3º, inciso VII, da Lei n. 8.009/1990 (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 -
TEMA 708)(Súmula n. 549/STJ)

16) É possível a penhora do bem de família de fiador de contrato de locação, mesmo quando pactuado
DIREITO CIVIL Bem de família Edição n. 44-STJ 9/25/2015 antes da vigência da Lei n. 8.245/91, que acrescentou o inciso VII ao art. 3º da Lei n. 8.009/90.

17) A impenhorabilidade do bem de família é questão de ordem pública, razão pela qual não admite
DIREITO CIVIL Bem de família Edição n. 44-STJ 9/25/2015 renúncia pelo titular.

18) A impenhorabilidade do bem de família pode ser alegada em qualquer momento processual até a sua
DIREITO CIVIL Bem de família Edição n. 44-STJ 9/25/2015 arrematação, ainda que por meio de simples petição nos autos.
DIREITO CIVIL Bem de família Edição n. 44-STJ 9/25/2015 19) A Lei n. 8.009/90 aplica-se à penhora realizada antes de sua vigência. (Súmula n. 205/STJ)
2) Os integrantes da entidade familiar residentes no imóvel protegido pela Lei n. 8.009/90 possuem
DIREITO CIVIL Bem de família Edição n. 44-STJ 9/25/2015 legitimidade para se insurgirem contra a penhora do bem de família.

3) A proteção contida na Lei n. 8.009/1990 alcança não apenas o imóvel da família, mas também os bens
DIREITO CIVIL Bem de família Edição n. 44-STJ 9/25/2015 móveis indispensáveis à habitabilidade de uma residência e os usualmente mantidos em um lar comum.

4) É impenhorável o único imóvel residencial do devedor que esteja locado a terceiros, desde que a renda
DIREITO CIVIL Bem de família Edição n. 44-STJ 9/25/2015 obtida com a locação seja revertida para a subsistência ou a moradia da sua família (Súmula n. 486/STJ).

5) A vaga de garagem que possui matrícula própria no registro de imóveis não constitui bem de família para
DIREITO CIVIL Bem de família Edição n. 44-STJ 9/25/2015 efeito de penhora. (Súmula n. 449/STJ)

6) O conceito de impenhorabilidade de bem de família abrange também o imóvel pertencente a pessoas


DIREITO CIVIL Bem de família Edição n. 44-STJ 9/25/2015 solteiras, separadas e viúvas. (Súmula n. 364/STJ)

DIREITO CIVIL Bem de família Edição n. 44-STJ 9/25/2015 7) A impenhorabilidade do bem de família é oponível às execuções de sentenças cíveis decorrrentes de
atos ilícitos, salvo se decorrente de ilícito previamente reconhecido na esfera penal.
8) A exceção à impenhorabilidade prevista no artigo 3º, II, da Lei n. 8.009/90 abrange o imóvel objeto do
DIREITO CIVIL Bem de família Edição n. 44-STJ 9/25/2015
contrato de promessa de compra e venda inadimplido.
9) É possível a penhora do bem de família para assegurar o pagamento de dívidas oriundas de despesas
DIREITO CIVIL Bem de família Edição n. 44-STJ 9/25/2015 condominiais do próprio bem.

1) É possível a penhora do bem de família para assegurar o pagamento de dívidas oriundas de despesas
DIREITO CIVIL Bem de família Edição n. 68-STJ 8/5/2016 condominiais do próprio bem.
DIREITO CIVIL Bem de família Súmula 205-STJ 4/1/1998 A Lei 8.009/90 aplica-se à penhora realizada antes de sua vigência.
O conceito de impenhorabilidade de bem de família abrange também o imóvel pertencente a pessoas
DIREITO CIVIL Bem de família Súmula 364-STJ 10/15/2008 solteiras, separadas e viúvas.
A vaga de garagem que possui matrícula própria no registro de imóveis não constitui bem de família para
DIREITO CIVIL Bem de família Súmula 449-STJ 6/2/2010 efeito de penhora.

DIREITO CIVIL Bem de família Súmula 486-STJ 6/28/2012 É impenhorável o único imóvel residencial do devedor que esteja locado a terceiros, desde que a renda
obtida com a locação seja revertida para a subsistência ou a moradia da sua família.
DIREITO CIVIL Bem de família Súmula 549-STJ 10/14/2015 É válida a penhora de bem de família pertencente a fiador de contrato de locação.
1) É necessária a cientificação do garante acerca da venda do bem dado em alienação fiduciária para que
DIREITO CIVIL Busca e Apreensão Edição n. 14-STJ 4/25/2014 persista sua responsabilidade por eventual saldo devedor.

10) A mora do devedor, nos contratos de alienação fiduciária, constitui-se ex re, decorrendo do simples
DIREITO CIVIL Busca e Apreensão Edição n. 14-STJ 4/25/2014 vencimento do prazo para pagamento.

2) Nos contratos firmados na vigência da Lei n. 10.931/2004, que alterou o art. 3º, §§ 1º e 2º, do Decreto-
Lei n. 911/1969, compete ao devedor, no prazo de cinco dias após a execução da liminar na ação de busca
DIREITO CIVIL Busca e Apreensão Edição n. 14-STJ 4/25/2014 e apreensão, pagar a integralidade da dívida entendida esta como os valores apresentados e comprovados
pelo credor na inicial _x0013_, sob pena de consolidação da propriedade do bem móvel objeto de
alienação fiduciária.(Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - Tema 722)

3) É possível a conversão da ação de busca e apreensão em ação de depósito quando o bem se encontra na
DIREITO CIVIL Busca e Apreensão Edição n. 14-STJ 4/25/2014 posse do devedor e em péssimo estado de conservação.
4) É possível a conversão da ação de busca e apreensão em ação de depósito e o prosseguimento da
DIREITO CIVIL Busca e Apreensão Edição n. 14-STJ 4/25/2014 cobrança nos próprios autos, pelo equivalente em dinheiro, no caso de desaparecimento do bem dado em
garantia.
DIREITO CIVIL Busca e Apreensão Edição n. 14-STJ 4/25/2014 5) É cabível reconvenção na ação de busca e apreensão.
6) Na ação de busca e apreensão de bem alienado fiduciariamente, é possível a discussão sobre a
DIREITO CIVIL Busca e Apreensão Edição n. 14-STJ 4/25/2014 legalidade de cláusulas contratuais como matéria de defesa.

7) A simples propositura da ação de revisão de contrato não inibe a caracterização da mora do autor.
DIREITO CIVIL Busca e Apreensão Edição n. 14-STJ 4/25/2014 (Súmula n. 380/STJ)

8) É válido, para caracterização da mora, o protesto do título efetivado por edital, desde que comprovado
DIREITO CIVIL Busca e Apreensão Edição n. 14-STJ 4/25/2014 nos autos que foram esgotadas todas as tentativas para a localização do devedor.

9) É válida, para caracterização da mora, a notificação extrajudicial expedida por intermédio do Cartório de
DIREITO CIVIL Busca e Apreensão Edição n. 14-STJ 4/25/2014 Títulos e Documentos e entregue no domicilio do devedor, dispensada sua notificação pessoal.

1) A notificação destinada a comprovar a mora nas dívidas garantidas por alienação fiduciária dispensa a
DIREITO CIVIL Busca e Apreensão Edição n. 16-STJ 6/6/2014 indicação do valor do débito. (Súmula n. 245/STJ)

DIREITO CIVIL Busca e Apreensão Edição n. 16-STJ 6/6/2014 10) Admite-se a manutenção dos bens garantidores da alienação fiduciária na posse do devedor se
demonstrada a indispensabilidade de tais bens para o exercício da empresa.
11) Extingue-se sem julgamento de mérito a ação de busca e apreensão quando o autor, intimado
DIREITO CIVIL Busca e Apreensão Edição n. 16-STJ 6/6/2014 pessoalmente, deixa de promover a citação do réu no prazo consignado pelo juízo, não sendo aplicável a
Súmula n. 240 do STJ.
2) O reconhecimento da abusividade de qualquer encargo cobrado no período de normalidade do contrato
DIREITO CIVIL Busca e Apreensão Edição n. 16-STJ 6/6/2014 descaracteriza a mora, inviabilizando a ação de busca e apreensão.
DIREITO CIVIL Busca e Apreensão Edição n. 16-STJ 6/6/2014 3) Na ação de busca e apreensão a comprovação da mora pode ser analisada de ofício.
4) O procedimento da Busca e Apreensão do Decreto-Lei n. 911/69 somente é aplicável quando o credor
DIREITO CIVIL Busca e Apreensão Edição n. 16-STJ 6/6/2014 fiduciário for instituição financeira lato sensu ou pessoa jurídica de direito público titular de créditos fiscais
e previdenciários.
5) A notificação extrajudicial entregue no endereço do devedor, por via postal e com aviso de recebimento,
DIREITO CIVIL Busca e Apreensão Edição n. 16-STJ 6/6/2014 é válida quando realizada por Cartório de Títulos e Documentos de outra Comarca, mesmo que não seja
aquele do domicílio do devedor. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - Tema 530)
6) O ajuizamento de ação de revisão de contrato de alienação fiduciária não obsta a ação de busca e
DIREITO CIVIL Busca e Apreensão Edição n. 16-STJ 6/6/2014 apreensão.
DIREITO CIVIL Busca e Apreensão Edição n. 16-STJ 6/6/2014 7) Extinta a ação de busca e apreensão pelo posterior pagamento das prestações em atraso, o réu
responde pela sucumbência em função do princípio da causalidade.
8) O credor fiduciário responde pelas despesas de guarda e conservação em pátio privado de veículo
DIREITO CIVIL Busca e Apreensão Edição n. 16-STJ 6/6/2014
alienado fiduciariamente em virtude de cumprimento de liminar de busca e apreensão.
9) A comprovação da mora é imprescindível à busca e apreensão do bem alienado fiduciariamente.
DIREITO CIVIL Busca e Apreensão Edição n. 16-STJ 6/6/2014 (Súmula n. 72/STJ)
DIREITO CIVIL Casamento e divórcio Súmula 197-STJ 10/8/1997 O divórcio direto pode ser concedido sem que haja prévia partilha dos bens.
DIREITO CIVIL Casamento e divórcio Súmula 305-STF 12/13/1963 Acordo de desquite ratificado por ambos os cônjuges não é retratável unilateralmente.
DIREITO CIVIL Casamento e divórcio Súmula 377-STF 4/3/1964 No regime de separação legal de bens, comunicam-se os adquiridos na constância do casamento.
Não se homologa sentença de divórcio obtida por procuração, em país de que os cônjuges não eram
DIREITO CIVIL Casamento e divórcio Súmula 381-STF 4/3/1964 nacionais.
1) Na hipótese de descumprimento do prazo de entrega do imóvel objeto de contrato de compromisso de
compra e venda ou de compra e venda, é possível cumular a cláusula penal decorrente da mora com a
Compromisso de compra e indenização por lucros cessantes pela não fruição do imóvel, pois aquela tem natureza moratória,
DIREITO CIVIL Edição n. 107-STJ 6/18/2018
venda enquanto esta tem natureza compensatória. *Observação 1: Tese afetada para julgamento pelo rito dos
recursos repetitivos - TEMA 970 *Observação 2: Vide Suspensão em Incidente de Resolução de Demandas
Repetitivas - SIRDR - TEMA 1

Compromisso de compra e 10) O promitente comprador do imóvel e o proprietário/promitente vendedor são contribuintes
DIREITO CIVIL Edição n. 107-STJ 6/18/2018
venda responsáveis pelo pagamento do IPTU. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - TEMA 122)

2) A inexecução do contrato de promessa de compra e venda ou de compra e venda, consubstanciada na


Compromisso de compra e
DIREITO CIVIL Edição n. 107-STJ 6/18/2018 ausência de entrega do imóvel na data acordada, acarreta, além da indenização correspondente à cláusula
venda penal moratória, o pagamento de indenização por lucros cessantes.

3) É possível a inversão da cláusula penal moratória em favor do consumidor, na hipótese de


Compromisso de compra e inadimplemento do promitente vendedor, consubstanciado na ausência de entrega do imóvel no prazo
DIREITO CIVIL Edição n. 107-STJ 6/18/2018
venda pactuado. *Observação 1: Tese afetada para julgamento pelo rito dos recursos repetitivos - TEMA 971
*Observação 2: Vide Suspensão em Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas - SIRDR - TEMA 1

4) Há presunção de prejuízo do promitente comprador a viabilizar a condenação por lucros cessantes pelo
Compromisso de compra e
DIREITO CIVIL Edição n. 107-STJ 6/18/2018 descumprimento do prazo para entrega de imóvel objeto de contrato de compromisso de compra e venda
venda ou de compra e venda.

DIREITO CIVIL Compromisso de compra e Edição n. 107-STJ 6/18/2018 5) Em caso de rescisão de contrato de compra e venda de imóvel, a correção monetária do valor
venda correspondente às parcelas pagas, para efeitos de restituição, incide a partir de cada desembolso.

6) Não é abusiva a cláusula de cobrança de juros compensatórios incidente em período anterior à entrega
Compromisso de compra e
DIREITO CIVIL Edição n. 107-STJ 6/18/2018 das chaves no contrato de promessa de compra e venda ou de compra e venda de imóveis em construção
venda
sob o regime de incorporação imobiliária.

7) Decretada a resolução do contrato de compra e venda de imóvel, com a restituição das parcelas pagas
Compromisso de compra e
DIREITO CIVIL Edição n. 107-STJ 6/18/2018 pelo comprador, o retorno das partes ao estado anterior implica o pagamento de indenização pelo tempo
venda em que o comprador ocupou o bem, desde a data em que a posse lhe foi transferida.
Compromisso de compra e 8) O direito à adjudicação compulsória não se condiciona ao registro do compromisso de compra e venda
DIREITO CIVIL Edição n. 107-STJ 6/18/2018
venda no cartório de imóveis. (Súmula n. 239/STJ)
9) Havendo compromisso de compra e venda não levado a registro, a responsabilidade pelas despesas de
Compromisso de compra e condomínio pode recair tanto sobre o promitente vendedor quanto sobre o promissário comprador,
DIREITO CIVIL Edição n. 107-STJ 6/18/2018
venda dependendo das circunstâncias de cada caso concreto. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 -
TEMA 886)

DIREITO CIVIL Compromisso de compra e Edição n. 110-STJ 8/24/2018 1) A hipoteca firmada entre a construtora e o agente financeiro, anterior ou posterior à celebração da
venda promessa de compra e venda, não tem eficácia perante os adquirentes do imóvel. (Súmula n. 308/STJ)

10) A posse decorrente do contrato de promessa de compra e venda de imóvel não induz usucapião,
Compromisso de compra e
DIREITO CIVIL Edição n. 110-STJ 8/24/2018 exceto se verificada a conversão da posse não própria em própria, momento a partir do qual o possuidor
venda
passa a se comportar como se dono fosse.

Compromisso de compra e 11) A cobrança de resíduos inflacionários, em contrato de promessa de compra e venda firmado com
DIREITO CIVIL Edição n. 110-STJ 8/24/2018
venda construtora, só é possível na periodicidade anual e desde que expressamente pactuada.

Compromisso de compra e 2) Não é aplicável a Súmula n. 308/STJ nos casos envolvendo contratos de aquisição de imóveis não
DIREITO CIVIL Edição n. 110-STJ 8/24/2018
venda submetidos ao Sistema Financeiro de Habitação - SFH.

3) A indenização deferida a título de lucros cessantes em decorrência do atraso na entrega de imóvel


Compromisso de compra e
DIREITO CIVIL Edição n. 110-STJ 8/24/2018 objeto de contrato de compra e venda será o montante equivalente ao aluguel que o comprador deixaria
venda de pagar ou que auferiria caso recebesse a obra no prazo.
4) A pretensão ao recebimento de valores pagos, que não foram restituídos diante de rescisão de contrato
Compromisso de compra e
DIREITO CIVIL Edição n. 110-STJ 8/24/2018 de compra e venda de imóvel, submete-se ao prazo prescricional decenal previsto no art. 205 do Código
venda Civil/2002.
5) Na hipótese de rescisão do contrato de promessa de compra e venda de imóvel por iniciativa do
Compromisso de compra e
DIREITO CIVIL Edição n. 110-STJ 8/24/2018 comprador, os juros de mora devem incidir a partir do trânsito em julgado, visto que inexiste mora anterior
venda do promitente vendedor.
6) No caso de rescisão de contratos envolvendo compra e venda de imóveis por culpa do comprador, é
Compromisso de compra e
DIREITO CIVIL Edição n. 110-STJ 8/24/2018 razoável ao vendedor que a retenção seja arbitrada entre 10% e 25% dos valores pagos, conforme as
venda circunstâncias de cada caso, avaliando-se os prejuízos suportados.

7) Incide a prescrição trienal sobre a pretensão de restituição dos valores pagos a título de comissão de
Compromisso de compra e
DIREITO CIVIL Edição n. 110-STJ 8/24/2018 corretagem ou de serviço de assistência técnico-imobiliária (SATI), ou atividade congênere (artigo 206, § 3º,
venda IV, CC). (Tese julgada sob o rito do art. 1036 do CPC/2015 - TEMA 938 - primeira parte)

8) É abusiva a cobrança pelo promitente-vendedor do serviço de assessoria técnico-imobiliária ou atividade


Compromisso de compra e
DIREITO CIVIL Edição n. 110-STJ 8/24/2018 congênere, vinculado à celebração de promessa de compra e venda de imóvel. (Tese julgada sob o rito do
venda art. 1.036 do CPC/2015 _x0013_ TEMA 938 _x0013_ parte final)

9) É válida cláusula contratual que transfere ao promitente-comprador a obrigação de pagar a comissão de


corretagem nos contratos de promessa de compra e venda de unidade autônoma em regime de
DIREITO CIVIL Compromisso de compra e Edição n. 110-STJ 8/24/2018 incorporação imobiliária, desde que previamente informado o preço total da aquisição da unidade
venda autônoma, com o destaque do valor da comissão de corretagem. (Tese julgada sob o rito do art. 1.036 do
CPC/2015 _x0013_ TEMA 938 _x0013_ segunda parte)
Compromisso de compra e É inadmissível o arrependimento no compromisso de compra e venda sujeito ao regime do Dec.-Lei 58, de
DIREITO CIVIL Súmula 166-STF 12/13/1963
venda 10.12.1937.

Compromisso de compra e Não se aplica o regime do Dec.-Lei 58, de 10.12.1937, ao compromisso de compra e venda não inscrito no
DIREITO CIVIL Súmula 167-STF 12/13/1963
venda registro imobiliário, salvo se o promitente vendedor se obrigou a efetuar o registro.

Compromisso de compra e Para os efeitos do Dec.-Lei 58, de 10.12.1937, admite-se a inscrição imobiliária do compromisso de compra
DIREITO CIVIL Súmula 168-STF 12/13/1963
venda e venda no curso da ação.
Compromisso de compra e O direito à adjudicação compulsória não se condiciona ao registro do compromisso de compra e venda no
DIREITO CIVIL Súmula 239-STJ 6/28/2000
venda cartório de imóveis.

No compromisso de compra e venda com cláusula de arrependimento, a devolução do sinal, por quem o
Compromisso de compra e
DIREITO CIVIL Súmula 412-STF 6/1/1964 deu, ou a sua restituição em dobro, por quem o recebeu, exclui indenização maior a título de perdas e
venda danos, salvo os juros moratórios e os encargos do processo.

DIREITO CIVIL Compromisso de compra e Súmula 413-STF 6/1/1964 O compromisso de compra e venda de imóveis, ainda que não loteados, dá direito a execução compulsória,
venda quando reunidos os requisitos legais.
Compromisso de compra e A falta de registro do compromisso de compra e venda de imóvel não dispensa a prévia interpelação para
DIREITO CIVIL Súmula 76-STJ 4/28/1993
venda constituir em mora o devedor.

10) Nas relações jurídicas estabelecidas entre condomínio e condôminos não incide o Código de Defesa do
DIREITO CIVIL Condomínio Edição n. 68-STJ 8/5/2016 Consumidor _x0013_ CDC.

11) O condomínio não é responsável pelo pagamento do IPTU incidente sobre as áreas comuns e de
DIREITO CIVIL Condomínio Edição n. 68-STJ 8/5/2016 terceiros, pois não é sua a titularidade do domínio útil, tampouco exerce posse com animus domini.

12) As taxas de manutenção criadas por associações de moradores não obrigam os não associados ou que
DIREITO CIVIL Condomínio Edição n. 68-STJ 8/5/2016 a elas não anuíram. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - Tema 882)

13) Não é lícita a cobrança de tarifa de água no valor do consumo mínimo multiplicado pelo número de
DIREITO CIVIL Condomínio Edição n. 68-STJ 8/5/2016 unidades autônomas existentes no condomínio quando houver único hidrômetro no local. (Tese julgada
sob o rito do art. 543-C do CPC/73 _x0013_ Tema 414)

DIREITO CIVIL Condomínio Edição n. 68-STJ 8/5/2016 14) A legitimidade passiva na ação cautelar de exibição de documentos é do síndico e não do condomínio.
15) O condomínio tem legitimidade ativa para ajuizar ação objetivando o cumprimento de obrigações e/ou
DIREITO CIVIL Condomínio Edição n. 68-STJ 8/5/2016 o reconhecimento de vícios de construção nas partes comuns e em unidades autônomas.

16) É possível a reforma ou a utilização exclusiva de área comum de condomínio desde que exista
DIREITO CIVIL Condomínio Edição n. 68-STJ 8/5/2016 autorização da assembleia geral.

17) A loja térrea, com acesso próprio à via pública, não concorre com gastos relacionados a serviços que
DIREITO CIVIL Condomínio Edição n. 68-STJ 8/5/2016 não lhe sejam úteis, salvo disposição condominial em contrário.

2) Na execução de crédito relativo a cotas condominiais, este tem preferência sobre o hipotecário. (Súmula
DIREITO CIVIL Condomínio Edição n. 68-STJ 8/5/2016 n. 478/STJ)

3) As cotas condominiais possuem natureza proptem rem, razão pela qual os compradores de imóveis
DIREITO CIVIL Condomínio Edição n. 68-STJ 8/5/2016 respondem pelos débitos anteriores à aquisição.
4) Havendo compromisso de compra e venda não levado a registro, a responsabilidade pelas despesas de
condomínio pode recair tanto sobre o promitente vendedor quanto sobre o promissário comprador,
DIREITO CIVIL Condomínio Edição n. 68-STJ 8/5/2016 dependendo das circunstâncias de cada caso concreto. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 -
Tema 886)
5) O arrematante só responde pelo saldo remanescente do débito condominial se constar no edital da
DIREITO CIVIL Condomínio Edição n. 68-STJ 8/5/2016
hasta pública a informação referente ao ônus incidente sobre o imóvel.
6) É indevida a inclusão do arrematante de bem imóvel no cumprimento de sentença proferida em ação de
DIREITO CIVIL Condomínio Edição n. 68-STJ 8/5/2016 cobrança de cota condominial, tendo em vista que não participou da fase processual em que constituído o
título executivo.
7) O prazo prescricional aplicável à pretensão de cobrança de taxas condominiais é de cinco anos, de
DIREITO CIVIL Condomínio Edição n. 68-STJ 8/5/2016 acordo com art. 206, § 5º, I, do Código Civil.

8) A convenção de condomínio aprovada, ainda que sem registro, é eficaz para regular as relações entre os
DIREITO CIVIL Condomínio Edição n. 68-STJ 8/5/2016 condôminos. (Súmula n. 260/STJ)
9) A convenção do condomínio pode fixar o rateio das contribuições condominiais de maneira diversa da
DIREITO CIVIL Condomínio Edição n. 68-STJ 8/5/2016 regra da fração ideal pertencente a cada unidade.
A convenção de condomínio aprovada, ainda que sem registro, é eficaz para regular as relações entre os
DIREITO CIVIL Condomínio Súmula 260-STJ 11/28/2001 condôminos.

DIREITO CIVIL Contrato de consórcio Súmula 35-STJ 11/13/1991 Incide correção monetária sobre as prestações pagas, quando de sua restituição, em virtude da retirada ou
exclusão do participante de plano de consórcio.
As administradoras de consórcio têm liberdade para estabelecer a respectiva taxa de administração, ainda
DIREITO CIVIL Contrato de consórcio Súmula 538-STJ 6/10/2015
que fixada em percentual superior a dez por cento.
1) O contrato de fiança deve ser interpretado restritivamente, de modo que a responsabilidade dos
DIREITO CIVIL Contrato de fiança Edição n. 101-STJ 3/9/2018 fiadores se resume aos termos do pactuado no ajuste original, com o qual expressamente consentiram.

10) A retirada dos sócios-fiadores, per si, não induz à exoneração automática da fiança, impondo-se, além
DIREITO CIVIL Contrato de fiança Edição n. 101-STJ 3/9/2018 da comunicação da alteração do quadro societário, a formulação de pedido de exoneração das garantias
mediante notificação extrajudicial ou ação judicial própria.

11) A decretação de falência do locatário, sem a denúncia da locação, nos termos do art. 119, VII, da Lei n.
DIREITO CIVIL Contrato de fiança Edição n. 101-STJ 3/9/2018 11.101/2005, não altera a responsabilidade dos fiadores junto ao locador.

2) Existindo, no contrato de locação, cláusula expressa prevendo que os fiadores respondam pelos débitos
DIREITO CIVIL Contrato de fiança Edição n. 101-STJ 3/9/2018 locativos até a efetiva entrega do imóvel, subsiste a fiança no período em que referido contrato foi
prorrogado, ressalvada a hipótese de exoneração do encargo.

3) O fiador na locação não responde por obrigações resultantes de aditamento ao qual não anuiu. (Súmula
DIREITO CIVIL Contrato de fiança Edição n. 101-STJ 3/9/2018 n. 214/STJ)

4) Havendo mais de um locatário, é válida a fiança prestada por um deles em relação aos demais, o que
DIREITO CIVIL Contrato de fiança Edição n. 101-STJ 3/9/2018 caracteriza fiança recíproca.

5) É válida a penhora de bem de família pertencente a fiador de contrato de locação. (Súmula n. 549/STJ)
DIREITO CIVIL Contrato de fiança Edição n. 101-STJ 3/9/2018 (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - Tema 708)
6) A fiança prestada sem autorização de um dos cônjuges implica a ineficácia total da garantia (Súmula n.
DIREITO CIVIL Contrato de fiança Edição n. 101-STJ 3/9/2018 332/STJ).
7) A fiança prestada sem autorização de um dos cônjuges implica a ineficácia total da garantia (Súmula n.
DIREITO CIVIL Contrato de fiança Edição n. 101-STJ 3/9/2018 332/STJ), salvo se o fiador emitir declaração falsa, ocultando seu estado civil de casado.

8) A fiança prestada por fiador convivente em união estável, sem a outorga uxória do outro companheiro,
DIREITO CIVIL Contrato de fiança Edição n. 101-STJ 3/9/2018 não é nula, nem anulável.

9) A nulidade da fiança só pode ser demandada pelo cônjuge que não a subscreveu ou por seus respectivos
DIREITO CIVIL Contrato de fiança Edição n. 101-STJ 3/9/2018 herdeiros.

DIREITO CIVIL Contrato de fiança Edição n. 104-STJ 4/20/2018 1) O fiador que não integrou a relação processual na ação de despejo não responde pela execução do
julgado. (Súmula n. 268/STJ)

10) A falta de citação do fiador para a ação de despejo isenta o garante da responsabilidade pelas custas e
DIREITO CIVIL Contrato de fiança Edição n. 104-STJ 4/20/2018 pelas demais despesas judiciais decorrentes daquele processo, sem, entretanto, desobrigá-lo dos encargos
decorrentes do contrato de fiança.

11) É válida a cláusula do contrato bancário que estabelece a prorrogação automática da fiança com a
DIREITO CIVIL Contrato de fiança Edição n. 104-STJ 4/20/2018 renovação do contrato principal.
2) Admite-se a substituição da garantia em dinheiro por outro bem ou por fiança bancária, na fase de
DIREITO CIVIL Contrato de fiança Edição n. 104-STJ 4/20/2018 execução ou de cumprimento de sentença, em hipóteses excepcionais e desde que não ocasione prejuízo
ao exequente.
3) É legal a exigência de prestação de garantia pessoal e de comprovação da idoneidade cadastral do
DIREITO CIVIL Contrato de fiança Edição n. 104-STJ 4/20/2018 estudante e do respectivo fiador, para a celebração de contrato de financiamento estudantil vinculado ao
Fundo de Financiamento Estudantil _x0013_ FIES.

4) Se o fiador não participou da ação de despejo, a interrupção da prescrição para a cobrança dos aluguéis
DIREITO CIVIL Contrato de fiança Edição n. 104-STJ 4/20/2018 e acessórios não o atinge.

5) A fiança bancária não é equiparável ao depósito integral do débito exequendo para fins de suspensão da
DIREITO CIVIL Contrato de fiança Edição n. 104-STJ 4/20/2018 exigibilidade do crédito tributário, ante a taxatividade do art. 151 do CTN e o teor do Enunciado Sumular n.
112 desta Corte. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C/1973 _x0013_ Tema 378)

6) É possível a expedição de Certidão Positiva com Efeitos de Negativa _x0013_ CPEN, desde que a carta de
DIREITO CIVIL Contrato de fiança Edição n. 104-STJ 4/20/2018 fiança seja suficiente para garantir o juízo da execução.
7) A substituição do depósito em dinheiro por fiança bancária na execução fiscal sujeita-se à anuência da
DIREITO CIVIL Contrato de fiança Edição n. 104-STJ 4/20/2018 Fazenda Pública, ressalvada a comprovação de necessidade de aplicação do princípio da menor
onerosidade.
8) O levantamento da fiança bancária oferecida como garantia da execução fiscal fica condicionado ao
DIREITO CIVIL Contrato de fiança Edição n. 104-STJ 4/20/2018 trânsito em julgado da respectiva ação.
DIREITO CIVIL Contrato de fiança Edição n. 104-STJ 4/20/2018 9) É impossível a substituição da carta-fiança por seguro-garantia com prazo de validade determinado.
DIREITO CIVIL Contrato de fiança Súmula 332-STJ 3/5/2008 A fiança prestada sem autorização de um dos cônjuges implica a ineficácia total da garantia.
1) A seguradora não pode se eximir do dever de indenizar, alegando omissão de doenças preexistentes por
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 10-STJ 2/28/2014 parte do segurado, se dele não exigiu exames clínicos prévios, salvo quando restar comprovado que ele
agiu de má-fé.
10) Em ação de reparação de danos, a seguradora possui legitimidade para figurar no polo passivo da
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 10-STJ 2/28/2014 demanda em litisconsórcio com o segurado, apontado causador do dano.

2) O simples atraso no pagamento de prestação do prêmio do seguro não importa em desfazimento


DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 10-STJ 2/28/2014 automático do contrato, sendo necessária, ao menos, a prévia constituição em mora do contratante pela
seguradora, mediante interpelação.

3) A ocorrência do suicídio antes do prazo bienal previsto no art. 798, caput, do CC/2002 não exime, por si
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 10-STJ 2/28/2014 só, a seguradora do dever de indenizar, sendo imprescindível a comprovação da premeditação por parte do
segurado, ônus que recai sobre a seguradora.

4) O pedido do pagamento de indenização à seguradora suspende o prazo de prescrição até que o


DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 10-STJ 2/28/2014 segurado tenha ciência da decisão. (Súmula n. 229/STJ)

5) O termo inicial do prazo prescricional, na ação de indenização, é a data em que o segurado teve ciência
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 10-STJ 2/28/2014 inequívoca da incapacidade laboral. (Súmula n. 278/STJ)

DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 10-STJ 2/28/2014 6) O pedido dirigido à seguradora para que reconsidere indenização securitária não suspende o prazo
prescricional de ação em que se pleiteia a indenização denegada.
7) O conceito de acidente pessoal delimitado em cláusula de contrato de seguro não pode ser interpretado
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 10-STJ 2/28/2014
em sede de recurso especial tendo em vista o óbice da Súmula 5/STJ.
8) Ressalvada a hipótese de efetivo agravamento do risco, a seguradora não se exime do dever de indenizar
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 10-STJ 2/28/2014 em razão da transferência do veículo sem a sua prévia comunicação. (Súmula n. 465/STJ)

9) É abusiva a negativa de renovação ou a modificação súbita do contrato de seguro de vida, mantido sem
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 10-STJ 2/28/2014 alterações ao longo dos anos, por ofensa aos princípios da boafé objetiva, da cooperação, da confiança e
da lealdade.
1) Em caso de perda total decorrente de incêndio, sem que se possa precisar o valor dos prejuízos no
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 116-STJ 11/23/2018 imóvel segurado, será devido o valor integral da apólice.
10) No contrato de seguro que possui cláusula de cobertura para furto ou roubo, descabe o dever de
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 116-STJ 11/23/2018 indenizar em casos de estelionato ou de apropriação indébita, uma vez que tais disposições devem ter
interpretação restritiva.
2) O simples atraso no pagamento de prestação do prêmio do seguro não importa em desfazimento
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 116-STJ 11/23/2018 automático do contrato, sendo necessária, ao menos, a prévia constituição em mora do contratante pela
seguradora, mediante interpelação.

3) A seguradora tem direito de demandar o ressarcimento dos danos sofridos pelo segurado depois de
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 116-STJ 11/23/2018 realizada a cobertura do sinistro, sub-rogando-se nos direitos anteriormente titularizados pelo segurado,
nos termos do art. 786 do Código Civil e da Súmula n. 188/STF.

4) Ao efetuar o pagamento da indenização em decorrência de danos causados pela companhia aérea por
extravio de bagagem ou de mercadoria, a seguradora sub-roga-se nos direitos do segurado, podendo,
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 116-STJ 11/23/2018 dentro do prazo prescricional aplicável à relação jurídica originária, buscar o ressarcimento do que
despendeu, nos mesmos termos e limites que assistiam ao segurado.

5) Nas ações regressivas, propostas pela seguradora contra o causador do dano, os juros de mora devem
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 116-STJ 11/23/2018 fluir a partir do efetivo desembolso da indenização securitária paga e não da citação.

6) Nos contratos de seguro de veículo, a correção monetária dos valores acobertados pela proteção
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 116-STJ 11/23/2018 securitária incide desde a data da celebração do pacto até o dia do efetivo pagamento do seguro.

7) Não é abusiva a cláusula dos contratos de seguro que preveja que a seguradora de veículos, nos casos de
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 116-STJ 11/23/2018 perda total ou de furto do bem, indenize o segurado pelo valor de mercado na data do sinistro.

8) O pedido do pagamento de indenização à seguradora suspende o prazo de prescrição até que o


DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 116-STJ 11/23/2018 segurado tenha ciência da decisão. (Súmula n. 229/STJ)
9) No seguro de automóvel, é lícita a cláusula contratual que prevê a exclusão da cobertura securitária
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 116-STJ 11/23/2018 quando comprovado pela seguradora que o veículo sinistrado foi conduzido por pessoa embriagada ou
drogada.
8) No caso de reembolso de despesas de assistência médica e suplementares (DAMS), enquanto não
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 8-STJ 11/1/2013 houver permissão legal para adoção de uma tabela de referência que delimite as indenizações a serem
pagas pelas seguradoras, o valor máximo previsto em lei não pode ser reduzido por resoluções.
1) É desnecessário o prévio requerimento administrativo para liquidação de sinistro no contrato de seguro
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 95-STJ 11/10/2017 de vida.
10) A ausência de habilitação para dirigir caracteriza-se como mera infração administrativa, não
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 95-STJ 11/10/2017 configurando, por si só, o agravamento intencional do risco por parte do segurado, apto a afastar a
obrigação de indenizar da seguradora.
11) A oferta de seguro de vida por companhia seguradora vinculada à instituição financeira, dentro de
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 95-STJ 11/10/2017 agência bancária, implica responsabilidade solidária da empresa de seguros e do banco perante o
consumidor.
12) É possível, excepcionalmente, atribuir ao estipulante a responsabilidade pelo pagamento da
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 95-STJ 11/10/2017 indenização securitária, como nas hipóteses de mau cumprimento de suas obrigações contratuais ou de
criação nos segurados de legítima expectativa de ser ele o responsável por esse pagamento.

2) Para fins de cobertura contratual, há clara diferenciação entre cobertura por invalidez funcional
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 95-STJ 11/10/2017 (Invalidez Funcional Permanente Total por Doença - IFPD) e por invalidez laboral (Invalidez Laborativa
Permanente Total por Doença - ILPD).

3) O suicídio cometido nos dois primeiros anos de vigência do contrato de seguro de vida é risco não
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 95-STJ 11/10/2017 coberto, ressalvado o direito do beneficiário ao ressarcimento do montante da reserva técnica já formada.
4) Nas indenizações securitárias, a correção monetária incide desde a data da celebração do contrato até o
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 95-STJ 11/10/2017 dia do efetivo pagamento do seguro.

5) O simples atraso no pagamento das prestações do contrato de seguro de vida não determina a
suspensão ou a resolução automática da cobertura, exigindo-se a prévia constituição do segurado em mora
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 95-STJ 11/10/2017 pela seguradora, mediante notificação ou interpelação, mostrando-se indevida a negativa de pagamento da
indenização correspondente.

6) A concessão de aposentadoria por invalidez pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS não
comprova, de forma absoluta, a incapacidade total e permanente para efeito de concessão de indenização
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 95-STJ 11/10/2017 de seguro privado, sendo permitido à seguradora requerer a realização de perícia para atestar a real
incapacidade do segurado.

7) O fato de o militar beneficiário de seguro privado ter sido reformado em razão de incapacidade total e
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 95-STJ 11/10/2017 permanente para o serviço militar não implica, necessariamente, o direito à percepção de indenização
securitária decorrente de contrato de seguro.
8) É devida a indenização do seguro de vida aos beneficiários do policial (militar, civil ou federal) que falece,
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 95-STJ 11/10/2017 dentro ou fora do horário ou do local de serviço, desde que no estrito cumprimento de suas obrigações
legais.
9) A embriaguez do segurado, por si só, não exime o segurador do pagamento de indenização prevista em
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 95-STJ 11/10/2017 contrato de seguro de vida, sendo necessária a prova de que o agravamento de risco dela decorrente
influiu decisivamente na ocorrência do sinistro.

1) No contrato de seguro de vida, o segurado tem livre escolha para designar o beneficiário da apólice,
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 98-STJ 2/6/2018 devendo referida opção ser observada no momento do pagamento da indenização securitária.

10) É abusiva a negativa de renovação ou a modificação súbita do contrato de seguro de vida, mantido sem
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 98-STJ 2/6/2018 alterações ao longo dos anos, por ofensa aos princípios da boa-fé objetiva, da cooperação, da confiança e
da lealdade.

11) No seguro de vida em grupo, em regra, a estipulante qualifica-se como mera mandatária dos
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 98-STJ 2/6/2018 segurados, e não como terceira para fins da relação securitária.

2) A má-fé do segurado na contratação do seguro necessita ser comprovada, não podendo a seguradora se
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 98-STJ 2/6/2018 eximir do dever de indenizar, alegando omissão de informações sobre doenças preexistentes, se não exigiu
do segurado a realização de exames clínicos antes da contratação.

3) Em decorrência da aplicação analógica do parágrafo único do art. 15 da Lei n. 9.656/1998, que dispõe
sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde, é abusiva a cláusula que estabelece fatores de
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 98-STJ 2/6/2018 aumento do prêmio do seguro de vida de acordo com a faixa etária após o segurado completar 60 anos de
idade e ter mais de 10 anos de vínculo contratual.

4) É de 1 (um) ano o prazo prescricional para a propositura de ação objetivando a revisão de cláusulas
contratuais, a restituição de prêmios e a indenização por danos morais em virtude de conduta
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 98-STJ 2/6/2018
supostamente abusiva da seguradora que se recusou a renovar seguro de vida em grupo, nos termos do
art. 206, § 1º, II, _x001C_b_x001D_, do Código Civil de 2002.
5) A ação de indenização do segurado em grupo contra a seguradora prescreve em um ano. (Súmula n.
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 98-STJ 2/6/2018 101/STJ)
6) Na hipótese de seguro de vida em grupo contratado pela empregadora, a situação do empregado é a de
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 98-STJ 2/6/2018 segurado e não de beneficiário, portanto, a prescrição do direito de vindicar a cobertura é de um ano, ao
teor do art. 178, § 6º, II, do Código Civil de 1916 e da Súmula n. 101 do STJ.
7) É de 10 (dez) anos o prazo prescricional para a propositura da ação pelo terceiro beneficiário em
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 98-STJ 2/6/2018 desfavor da seguradora, nos termos do art. 205 do Código Civil de 2002.
8) A medida cautelar de exibição de documentos interrompe a prescrição ânua da ação que postula a
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 98-STJ 2/6/2018 restituição de prêmios pagos pelo segurado participante de apólice de seguro de vida em grupo.
9) Não é abusiva a cláusula contratual que prevê a possibilidade de não renovação automática do seguro
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Edição n. 98-STJ 2/6/2018 de vida em grupo por qualquer dos contratantes, desde que haja prévia notificação da outra parte em
prazo razoável.
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Súmula 101-STJ 4/27/1994 A ação de indenização do segurado em grupo contra a seguradora prescreve em um ano.
O segurador tem ação regressiva contra o causador do dano, pelo que efetivamente pagou, até ao limite
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Súmula 188-STF 12/13/1963 previsto no contrato de seguro.

O pedido do pagamento de indenização à seguradora suspende o prazo de prescrição até que o segurado
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Súmula 229-STJ 9/8/1999 tenha ciência da decisão.

O termo inicial do prazo prescricional, na ação de indenização, é a data em que o segurado teve ciência
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Súmula 278-STJ 5/14/2003 inequívoca da incapacidade laboral.
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Súmula 402-STJ 10/28/2009 O contrato de seguro por danos pessoais compreende danos morais, salvo cláusula expressa de exclusão.
Ressalvada a hipótese de efetivo agravamento do risco, a seguradora não se exime do dever de indenizar
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Súmula 465-STJ 10/13/2010 em razão da transferência do veículo sem a sua prévia comunicação.

No seguro de responsabilidade civil facultativo, não cabe o ajuizamento de ação pelo terceiro prejudicado
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Súmula 529-STJ 5/13/2015 direta e exclusivamente em face da seguradora do apontado causador do dano.

Em ação de reparação de danos, a seguradora denunciada, se aceitar a denunciação ou contestar o pedido


DIREITO CIVIL Contrato de seguro Súmula 537-STJ 6/10/2015 do autor, pode ser condenada, direta e solidariamente junto com o segurado, ao pagamento da
indenização devida à vítima, nos limites contratados na apólice.

O suicídio não é coberto nos dois primeiros anos de vigência do contrato de seguro de vida, ressalvado o
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Súmula 610-STJ 4/25/2018 direito do beneficiário à devolução do montante da reserva técnica formada.

A indenização securitária é devida quando ausente a comunicação prévia do segurado acerca do atraso no
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Súmula 616-STJ 5/23/2018 pagamento do prêmio, por constituir requisito essencial para a suspensão ou resolução do contrato de
seguro. Aprovada em 23/05/2018, DJe 28/05/2018. Importante.

A embriaguez do segurado não exime a seguradora do pagamento da indenização prevista em contrato de


DIREITO CIVIL Contrato de seguro Súmula 620-STJ 12/12/2018 seguro de vida. STJ. 2ª Seção. Aprovada em 12/12/2018, DJe 17/12/2018.
Nos contratos de seguro regidos pelo Código Civil a correção monetária sobre indenização securitária
DIREITO CIVIL Contrato de seguro Súmula 632-STJ 5/8/2019 incide a partir da contratação até o efetivo pagamento. Aprovada em 08/05/2019, DJe 13/05/2019.
Importante.
DIREITO CIVIL Contrato de transporte Súmula 109-STJ 9/28/1994 O reconhecimento do direito a indenização, por falta de mercadoria transportada via marítima, independe
de vistoria.
No transporte desinteressado, de simples cortesia, o transportador só será civilmente responsável por
DIREITO CIVIL Contrato de transporte Súmula 145-STJ 11/8/1995
danos causados ao transportado quando incorrer em dolo ou culpa grave.
Prescreve em um ano a ação do segurador sub-rogado para haver indenização por extravio ou perda de
DIREITO CIVIL Contrato de transporte Súmula 151-STF 12/13/1963 carga transportada por navio.
DIREITO CIVIL Contrato de transporte Súmula 161-STF 12/13/1963 Em contrato de transporte, é inoperante a cláusula de não indenizar.
A responsabilidade contratual do transportador, pelo acidente com o passageiro, não é elidida por culpa de
DIREITO CIVIL Contrato de transporte Súmula 187-STF 12/13/1963 terceiro, contra o qual tem ação regressiva.
DIREITO CIVIL Contratos em geral Súmula 335-STF 12/13/1963 É válida a cláusula de eleição do foro para os processos oriundos do contrato.
DIREITO CIVIL Direito autoral Súmula 228-STJ 9/8/1999 É inadmissível o interdito proibitório para a proteção do direito autoral.
A cobrança de direitos autorais pela retransmissão radiofônica de músicas, em estabelecimentos
DIREITO CIVIL Direito autoral Súmula 261-STJ 3/13/2002 hoteleiros, deve ser feita conforme a taxa média de utilização do equipamento, apurada em liquidação.
DIREITO CIVIL Direito autoral Súmula 63-STJ 11/25/1992 São devidos direitos autorais pela retransmissão radiofônica de músicas em estabelecimentos comerciais.

1) Por se tratar de competência relativa, a ação que se refira a direitos reais sobre imóvel, excluídos aqueles
DIREITO CIVIL Direito das coisas Edição n. 133-STJ 9/6/2019 que expressamente ensejem a competência absoluta do foro em que situada a coisa (art. 47, § 1°, do
CPC/2015), poderá ser ajuizada no foro do domicílio do réu ou, se houver, no foro eleito pelas partes.

10) A inexistência de outros bens imóveis no patrimônio de cônjuge/companheiro sobrevivente não é


DIREITO CIVIL Direito das coisas Edição n. 133-STJ 9/6/2019 requisito para o reconhecimento do direito real de habitação.
DIREITO CIVIL Direito das coisas Edição n. 133-STJ 9/6/2019 11) O direito real de habitação pode ser exercido tanto pelo cônjuge como pelo companheiro supérstites.
12) O direito real de adjudicação somente será exercitável se o locatário efetuar o depósito do preço do
bem e das demais despesas de transferência; formular o pedido de adjudicação no prazo de 6 (seis) meses
DIREITO CIVIL Direito das coisas Edição n. 133-STJ 9/6/2019 do registro do contrato de compra e venda do imóvel; bem como promover a averbação do contrato de
locação assinado por duas testemunhas na matrícula do bem no Cartório de Registro de Imóveis, 30 (trinta)
dias antes da referida alienação.
2) Os motivos que justificam a improrrogabilidade da competência das ações reais imobiliárias cedem
diante da competência conferida ao juízo indivisível da falência que, por definição, é um foro de atração
DIREITO CIVIL Direito das coisas Edição n. 133-STJ 9/6/2019 para o qual convergem a discussão de todas as causas e as ações pertinentes a um patrimônio com
universalidade jurídica.
3) Os herdeiros possuem legitimidade ativa para atuarem diretamente em juízo em ações de direito real,
DIREITO CIVIL Direito das coisas Edição n. 133-STJ 9/6/2019 enquanto não aberto o inventário, por aplicação do princípio de saisine.

4) É necessária a citação de ambos os cônjuges nas ações que versem acerca de direitos reais imobiliários,
DIREITO CIVIL Direito das coisas Edição n. 133-STJ 9/6/2019 tratando-se de hipótese de litisconsórcio passivo necessário.

5) O promitente vendedor que readquire a titularidade do direito real sobre o bem imóvel anteriormente
DIREITO CIVIL Direito das coisas Edição n. 133-STJ 9/6/2019 alienado pode ser responsabilizado pelos débitos condominiais posteriores à alienação e contemporâneos
à posse do promissário comprador, sem prejuízo de ulterior direito de regresso.

6) O contrato de promessa de compra e venda constitui justo título apto a ensejar a aquisição da
DIREITO CIVIL Direito das coisas Edição n. 133-STJ 9/6/2019 propriedade por usucapião.

7) A inexistência de registro imobiliário de imóvel objeto de ação de usucapião não induz presunção de que
DIREITO CIVIL Direito das coisas Edição n. 133-STJ 9/6/2019 o bem seja público (terras devolutas), cabendo ao Estado provar a titularidade do terreno como óbice ao
reconhecimento da prescrição aquisitiva.

8) A usucapião é forma de aquisição originária da propriedade, de modo que não permanecem os ônus
DIREITO CIVIL Direito das coisas Edição n. 133-STJ 9/6/2019 reais que gravavam o imóvel antes da sua declaração.

DIREITO CIVIL Direito das coisas Edição n. 133-STJ 9/6/2019 9) A citação na ação possessória julgada improcedente não interrompe o prazo para aquisição da
propriedade por usucapião.
1) O exercício dos direitos da personalidade pode sofrer limitação voluntária, desde que não seja
DIREITO CIVIL Direitos da personalidade Edição n. 137-STJ 10/18/2019
permanente nem geral. (Enunciado n. 4 da I Jornada de Direito Civil do CJF)

10) A tutela da dignidade da pessoa humana na sociedade da informação inclui o direito ao esquecimento,
DIREITO CIVIL Direitos da personalidade Edição n. 137-STJ 10/18/2019 ou seja, o direito de não ser lembrado contra sua vontade, especificamente no tocante a fatos
desabonadores à honra. (Vide Enunciado n. 531 da IV Jornada de Direito Civil do CJF)

11) Quando os registros da folha de antecedentes do réu são muito antigos, admite-se o afastamento de
DIREITO CIVIL Direitos da personalidade Edição n. 137-STJ 10/18/2019 sua análise desfavorável, em aplicação à teoria do direito ao esquecimento.
DIREITO CIVIL Direitos da personalidade Edição n. 137-STJ 10/18/2019 2) A pretensão de reconhecimento de ofensa a direito da personalidade é imprescritível.
3) A ampla liberdade de informação, opinião e crítica jornalística reconhecida constitucionalmente à
DIREITO CIVIL Direitos da personalidade Edição n. 137-STJ 10/18/2019 imprensa não é um direito absoluto, encontrando limitações, tais como a preservação dos direitos da
personalidade.
4) No tocante às pessoas públicas, apesar de o grau de resguardo e de tutela da imagem não ter a mesma
DIREITO CIVIL Direitos da personalidade Edição n. 137-STJ 10/18/2019 extensão daquela conferida aos particulares, já que comprometidos com a publicidade, restará configurado
o abuso do direito de uso da imagem quando se constatar a vulneração da intimidade ou da vida privada.

5) Independe de prova do prejuízo a indenização pela publicação não autorizada de imagem de pessoa
DIREITO CIVIL Direitos da personalidade Edição n. 137-STJ 10/18/2019
com fins econômicos ou comerciais. (Súmula n. 403/STJ)
6) A divulgação de fotografia em periódico (impresso ou digital) para ilustrar matéria acerca de
manifestação popular de cunho político-ideológico ocorrida em local público não tem intuito econômico ou
DIREITO CIVIL Direitos da personalidade Edição n. 137-STJ 10/18/2019 comercial, mas tão-somente informativo, ainda que se trate de sociedade empresária, não sendo o caso de
aplicação da Súmula n. 403/STJ.

7) A publicidade que divulgar, sem autorização, qualidades inerentes a determinada pessoa, ainda que sem
DIREITO CIVIL Direitos da personalidade Edição n. 137-STJ 10/18/2019 mencionar seu nome, mas sendo capaz de identificá-la, constitui violação a direito da personalidade.
(Enunciado n. 278 da IV Jornada de Direito Civil do CJF)

8) O uso e a divulgação, por sociedade empresária, de imagem de pessoa física fotografada isoladamente
DIREITO CIVIL Direitos da personalidade Edição n. 137-STJ 10/18/2019 em local público, em meio a cenário destacado, sem nenhuma conotação ofensiva ou vexaminosa,
configura dano moral decorrente de violação do direito à imagem por ausência de autorização do titular.

DIREITO CIVIL Direitos da personalidade Edição n. 137-STJ 10/18/2019 9) O uso não autorizado da imagem de menores de idade gera dano moral in re ipsa.

1) O dano moral extrapatrimonial atinge direitos de personalidade do grupo ou da coletividade como


DIREITO CIVIL Direitos da personalidade Edição n. 138-STJ 10/31/2019 realidade massificada, não sendo necessária a demonstração de da dor, da repulsa, da indignação, tal qual
fosse um indivíduo isolado.

DIREITO CIVIL Direitos da personalidade Edição n. 138-STJ 10/31/2019 10) Em caso de uso indevido do nome da pessoa com intuito comercial, o dano moral é in re ipsa.
11) Não se exige a prova inequívoca da má-fé da publicação (actual malice), para ensejar a indenização pela
DIREITO CIVIL Direitos da personalidade Edição n. 138-STJ 10/31/2019 ofensa ao nome ou à imagem de alguém.
12) Os pedidos de remoção de conteúdo de natureza ofensiva a direitos da personalidade das páginas de
internet, seja por meio de notificação do particular ou de ordem judicial, dependem da localização
DIREITO CIVIL Direitos da personalidade Edição n. 138-STJ 10/31/2019 inequívoca da publicação (Universal Resource Locator - URL), correspondente ao material que se pretende
remover.
2) A imunidade conferida ao advogado para o pleno exercício de suas funções não possui caráter absoluto,
devendo observar os parâmetros da legalidade e da razoabilidade, não abarcando violações de direitos da
DIREITO CIVIL Direitos da personalidade Edição n. 138-STJ 10/31/2019 personalidade, notadamente da honra e da imagem de outras partes ou de profissionais que atuem no
processo.

DIREITO CIVIL Direitos da personalidade Edição n. 138-STJ 10/31/2019 3) A voz humana encontra proteção nos direitos da personalidade, seja como direito autônomo ou como
parte integrante do direito à imagem ou do direito à identidade pessoal.
4) O reconhecimento do estado de filiação é direito personalíssimo, indisponível e imprescritível, assentado
DIREITO CIVIL Direitos da personalidade Edição n. 138-STJ 10/31/2019
no princípio da dignidade da pessoa humana.

5) A regra no ordenamento jurídico é a imutabilidade do prenome, um direito da personalidade que


DIREITO CIVIL Direitos da personalidade Edição n. 138-STJ 10/31/2019 designa o indivíduo e o identifica perante a sociedade, cuja modificação revela-se possível, no entanto, nas
hipóteses previstas em lei, bem como em determinados casos admitidos pela jurisprudência.

6) O transgênero tem direito fundamental subjetivo à alteração de seu prenome e de sua classificação de
DIREITO CIVIL Direitos da personalidade Edição n. 138-STJ 10/31/2019 gênero no registro civil, exigindo-se, para tanto, nada além da manifestação de vontade do indivíduo, em
respeito aos princípios da identidade e da dignidade da pessoa humana, inerentes à personalidade.
7) É possível a modificação do nome civil em decorrência do direito à dupla cidadania, de forma a unificar
DIREITO CIVIL Direitos da personalidade Edição n. 138-STJ 10/31/2019 os registros à luz dos princípios da verdade real e da simetria.

8) A continuidade do uso do sobrenome do ex-cônjuge, à exceção dos impedimentos elencados pela


DIREITO CIVIL Direitos da personalidade Edição n. 138-STJ 10/31/2019 legislação civil, afirma-se como direito inerente à personalidade, integrando-se à identidade civil da pessoa
e identificando-a em seu entorno social e familiar.

DIREITO CIVIL Direitos da personalidade Edição n. 138-STJ 10/31/2019 9) O direito ao nome, enquanto atributo dos direitos da personalidade, torna possível o restabelecimento
do nome de solteiro após a dissolução do vínculo conjugal em decorrência da morte.

I) O transgênero tem direito fundamental subjetivo à alteração de seu prenome e de sua classificação de
DIREITO CIVIL Direitos da personalidade Tema 761-STF 8/15/2018 gênero no registro civil, não se exigindo, para tanto, nada além da manifestação de vontade do indivíduo, o
qual poderá exercer tal faculdade tanto pela via judicial como diretamente pela via administrativa;

Parede de tijolos de vidro translúcido pode ser levantada a menos de metro e meio do prédio vizinho, não
DIREITO CIVIL Direitos de vizinhança Súmula 120-STF 12/13/1963 importando servidão sobre ele.
Dissolução da sociedade
DIREITO CIVIL Edição n. 113-STJ 10/5/2018 1) O divórcio direto pode ser concedido sem que haja prévia partilha dos bens. (Súmula n. 197/STJ)
conjugal
10) Na ação de divórcio, a audiência de ratificação prevista no art. 1.122 do Código de Processo Civil de
Dissolução da sociedade
DIREITO CIVIL Edição n. 113-STJ 10/5/2018 1973 não é obrigatória, cabendo ao juiz decidir pela oportunidade de realizá-la, não sendo, portanto, causa
conjugal de anulação do processo.

Dissolução da sociedade 11) Comprovada a separação de fato ou judicial entre os casados, a existência de casamento válido não
DIREITO CIVIL Edição n. 113-STJ 10/5/2018
conjugal obsta o reconhecimento da união estável.

Dissolução da sociedade 2) É de quatro anos o prazo decadencial para anular partilha de bens em dissolução de sociedade conjugal
DIREITO CIVIL Edição n. 113-STJ 10/5/2018
conjugal ou de união estável, nos termos do art. 178 do Código Civil.

3) As verbas de natureza trabalhista nascidas e pleiteadas na constância da união estável ou do casamento


Dissolução da sociedade
DIREITO CIVIL Edição n. 113-STJ 10/5/2018 celebrado sob o regime da comunhão parcial ou universal de bens integram o patrimônio comum do casal
conjugal e, portanto, devem ser objeto da partilha no momento da separação.

4) Deve ser reconhecido o direito à meação dos valores depositados em conta vinculada ao Fundo de
Garantia de Tempo de Serviço _x001C_ FGTS auferidos durante a constância da união estável ou do
Dissolução da sociedade
DIREITO CIVIL Edição n. 113-STJ 10/5/2018 casamento celebrado sob o regime da comunhão parcial ou universal de bens, ainda que não sejam
conjugal sacados imediatamente após a separação do casal ou que tenham sido utilizados para aquisição de imóvel
pelo casal durante a vigência da relação.

5) A valorização patrimonial dos imóveis ou das cotas sociais de sociedade limitada, adquiridos antes do
Dissolução da sociedade casamento ou da união estável, não deve integrar o patrimônio comum a ser partilhado quando do
DIREITO CIVIL Edição n. 113-STJ 10/5/2018
conjugal término do relacionamento, visto que essa valorização é decorrência de um fenômeno econômico que
dispensa a comunhão de esforços do casal.

6) Os valores investidos em previdência privada fechada se inserem, por analogia, na exceção prevista no
Dissolução da sociedade
DIREITO CIVIL conjugal Edição n. 113-STJ 10/5/2018 art. 1.659, VII, do Código Civil de 2002, consequentemente, não integram o patrimônio comum do casal e,
portanto, não devem ser objeto da partilha.

7) Após a separação de fato ou de corpos, o cônjuge que estiver na posse ou na administração do


Dissolução da sociedade
DIREITO CIVIL Edição n. 113-STJ 10/5/2018 patrimônio partilhável - seja na condição de administrador provisório, seja na de inventariante - terá o
conjugal dever de prestar contas ao ex-consorte, enquanto perdurar o estado de mancomunhão.
8) Na separação e no divórcio, o fato de certo bem ainda pertencer indistintamente aos ex-cônjuges, por
Dissolução da sociedade ausência de formalização da partilha, não representa automático empecilho ao pagamento de indenização
DIREITO CIVIL conjugal Edição n. 113-STJ 10/5/2018 pelo uso exclusivo do bem por um deles, desde que a parte que toca a cada um tenha sido definida por
qualquer meio inequívoco, visto que medida diversa poderia importar enriquecimento sem causa.

9) Admite -se o arbitramento de aluguel a um dos cônjuges por uso exclusivo de bem imóvel comum do
DIREITO CIVIL Dissolução da sociedade Edição n. 113-STJ 10/5/2018 casal somente na hipótese em que, efetuada a partilha do bem, um dos cônjuges permaneça residindo no
conjugal imóvel.
DIREITO CIVIL DPVAT Edição n. 6-STJ 11/1/2013 1) A ação de cobrança do seguro obrigatório (DPVAT) prescreve em três anos. (Súmula n. 405/STJ)
2) A ação de cobrança da complementação do seguro obrigatório (DPVAT) prescreve em três anos a contar
DIREITO CIVIL DPVAT Edição n. 6-STJ 11/1/2013 do pagamento feito a menor.

3) Nos casos de invalidez permanente, o termo inicial do prazo prescricional da ação de cobrança do seguro
DIREITO CIVIL DPVAT Edição n. 6-STJ 11/1/2013 obrigatório (DPVAT) é a data em que o segurado teve ciência inequívoca da incapacidade laboral.

4) A verificação da data em que o segurado teve ciência inequívoca da incapacidade laboral, para fins de
DIREITO CIVIL DPVAT Edição n. 6-STJ 11/1/2013 contagem do prazo prescricional da ação de cobrança do seguro obrigatório (DPVAT), demanda reexame
fático-probatório, o que é vedado em sede de Recurso Especial.

5) O pedido do pagamento de indenização à seguradora suspende o prazo prescricional da ação de


DIREITO CIVIL DPVAT Edição n. 6-STJ 11/1/2013 cobrança do seguro obrigatório (DPVAT) até que o segurado tenha ciência da decisão.

6) Em ação de cobrança objetivando indenização decorrente de seguro obrigatório (DPVAT), constitui


faculdade do autor escolher entre os seguintes foros para ajuizamento da ação: o do local do acidente ou o
DIREITO CIVIL DPVAT Edição n. 6-STJ 11/1/2013 do seu domicílio (parágrafo único do art. 100 do Código de Processo Civil), bem como, ainda, o do domicílio
do réu (art. 94 do mesmo diploma). (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/ 1973 - Tema 606)

7) O Ministério Público não tem legitimidade para pleitear, em ação civil pública, a indenização decorrente
DIREITO CIVIL DPVAT Edição n. 6-STJ 11/1/2013 do seguro obrigatório (DPVAT) em benefício do segurado. (Súmula n. 470/STJ)

8) As seguradoras integrantes do consórcio do seguro obrigatório (DPVAT) são solidariamente responsáveis


DIREITO CIVIL DPVAT Edição n. 6-STJ 11/1/2013 pelo pagamento das indenizações securitárias.

1) As seguradoras integrantes do consórcio do seguro DPVAT são solidariamente responsáveis pelo


DIREITO CIVIL DPVAT Edição n. 8-STJ 11/1/2013 pagamento das indenizações securitárias.
2) O fato gerador da cobertura do seguro obrigatório (DPVAT) é o acidente causador de dano pessoal
DIREITO CIVIL DPVAT Edição n. 8-STJ 11/1/2013 provocado por veículo automotor de via terrestre ou por sua carga, não importando se em movimento ou
não.
3) Os juros de mora na indenização do seguro DPVAT fluem a partir da citação. (Súmula n. 426/STJ) (Tese
DIREITO CIVIL DPVAT Edição n. 8-STJ 11/1/2013 julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - Tema 197)

DIREITO CIVIL DPVAT Edição n. 8-STJ 11/1/2013 4) A indenização decorrente do seguro obrigatório (DPVAT) deve ser apurada com base no valor do salário
mínimo vigente na data do evento danoso, observada a atualização monetária até o dia do pagamento.
5) A indenização do seguro DPVAT, em caso de invalidez parcial do beneficiário, será paga de forma
DIREITO CIVIL DPVAT Edição n. 8-STJ 11/1/2013 proporcional ao grau da invalidez. (Súmula n. 474/STJ) (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 -
Tema 542)
6) Em situações de invalidez parcial, é correta a utilização de tabela do Conselho Nacional dos Seguros
DIREITO CIVIL DPVAT Edição n. 8-STJ 11/1/2013 Privados (CNSP) para redução proporcional da indenização do seguro obrigatório (DPVAT).

7) No caso de reembolso de despesas de assistência médica e suplementares (DAMS), não há como ser
DIREITO CIVIL DPVAT Edição n. 8-STJ 11/1/2013 adotada a tabela do Conselho Nacional dos Seguros Privados (CNSP) que limita o teto indenizatório a valor
inferior ao máximo previsto em lei para o seguro obrigatório (DPVAT).
9) A falta de pagamento do prêmio do seguro obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos
DIREITO CIVIL DPVAT Edição n. 8-STJ 11/1/2013 Automotores de Vias Terrestres (DPVAT) não é motivo para a recusa do pagamento da indenização.
(Súmula n. 257/STJ)
DIREITO CIVIL DPVAT Súmula 246-STJ 3/28/2001 O valor do seguro obrigatório deve ser deduzido da indenização judicialmente fixada.
A falta de pagamento do prêmio do seguro obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos
DIREITO CIVIL DPVAT Súmula 257-STJ 8/8/2001 Automotores de Vias Terrestres (DPVAT) não é motivo para a recusa do pagamento da indenização.
DIREITO CIVIL DPVAT Súmula 405-STJ 10/28/2009 A ação de cobrança do seguro obrigatório DPVAT prescreve em três anos.
DIREITO CIVIL DPVAT Súmula 426-STJ 3/10/2010 Os juros de mora na indenização do seguro DPVAT fluem a partir da citação.
A indenização do seguro DPVAT, em caso de invalidez parcial do beneficiário, será paga de forma
DIREITO CIVIL DPVAT Súmula 474-STJ 6/13/2012 proporcional ao grau da invalidez.

Na ação de cobrança do seguro DPVAT, constitui faculdade do autor escolher entre os foros do seu
DIREITO CIVIL DPVAT Súmula 540-STJ 6/10/2015 domicílio, do local do acidente ou ainda do domicílio do réu.

É válida a utilização de tabela do Conselho Nacional de Seguros Privados para estabelecer a


DIREITO CIVIL DPVAT Súmula 544-STJ 8/26/2015 proporcionalidade da indenização do seguro DPVAT ao grau de invalidez também na hipótese de sinistro
anterior a 16/12/2008, data da entrada em vigor da Medida Provisória n. 451/2008.

Nas ações de indenização decorrentes de seguro DPVAT, a ciência inequívoca do caráter permanente da
invalidez, para fins de contagem do prazo prescricional, depende de laudo médico, exceto nos casos de
DIREITO CIVIL DPVAT Súmula 573-STJ 6/22/2016 invalidez permanente notória ou naqueles em que o conhecimento anterior resulte comprovado na fase de
instrução.

A correção monetária nas indenizações do seguro DPVAT por morte ou invalidez, prevista no § 7º do art. 5º
DIREITO CIVIL DPVAT Súmula 580-STJ 9/14/2016 da Lei nº 6.194/1974, redação dada pela Lei nº 11.482/2007, incide desde a data do evento danoso. STJ. 2ª
Seção. Aprovada em 14/09/2016, DJe 19/09/2016 (Info 590).

São constitucionais as alterações procedidas pelo art. 8º da Lei 11.482/2007 no art. 3º da Lei 6.194/1974,
DIREITO CIVIL DPVAT Tema 771-STF 10/23/2014 que ensejaram a redução dos valores das indenizações pagas a título de seguro obrigatório por danos
pessoais causados por veículos automotores de via terrestre (DPVAT).

DIREITO CIVIL Enfiteuse Súmula 122-STF 12/13/1963 O enfiteuta pode purgar a mora enquanto não decretado o comisso por sentença.
DIREITO CIVIL Enfiteuse Súmula 169-STF 12/13/1963 Depende de sentença a aplicação da pena de comisso.
DIREITO CIVIL Enfiteuse Súmula 170-STF 12/13/1963 É resgatável a enfiteuse instituída anteriormente à vigência do Código Civil.
A hipoteca firmada entre a construtora e o agente financeiro, anterior ou posterior à celebração da
DIREITO CIVIL Hipoteca Súmula 308-STJ 3/30/2005 promessa de compra e venda, não tem eficácia perante os adquirentes do imóvel.
DIREITO CIVIL Juros e correção monetária Súmula 121-STF 12/13/1963 É vedada a capitalização de juros, ainda que expressamente convencionada.
DIREITO CIVIL Juros e correção monetária Súmula 254-STF 12/13/1963 Incluem-se os juros moratórios na liquidação, embora omisso o pedido inicial ou a condenação.

DIREITO CIVIL Juros e correção monetária Súmula 298-STJ 10/18/2004 O alongamento de dívida originada de crédito rural não constitui faculdade da instituição financeira, mas,
direito do devedor nos termos da lei.
Nos contratos bancários não regidos por legislação específica, os juros moratórios poderão ser fixados em
DIREITO CIVIL Juros e correção monetária Súmula 379-STJ 4/22/2009
até 1% ao mês.
DIREITO CIVIL Juros e correção monetária Súmula 382-STJ 5/27/2009 A estipulação de juros remuneratórios superiores a 12% ao ano, por si só, não indica abusividade.

É permitida a capitalização de juros com periodicidade inferior à anual em contratos celebrados com
DIREITO CIVIL Juros e correção monetária Súmula 539-STJ 6/10/2015 instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional a partir de 31/3/2000 (MP 1.963-17/00, reeditada
como MP 2.170-36/01), desde que expressamente pactuada.

A previsão no contrato bancário de taxa de juros anual superior ao duodécuplo da mensal é suficiente para
DIREITO CIVIL Juros e correção monetária Súmula 541-STJ 6/10/2015 permitir a cobrança da taxa efetiva anual contratada.
As disposições do Decreto 22.626 de 1933 não se aplicam às taxas de juros e aos outros encargos cobrados
DIREITO CIVIL Juros e correção monetária Súmula 596-STF 12/15/1976 nas operações realizadas por instituições públicas ou privadas, que integram o sistema financeiro nacional.
A norma do § 3º do art. 192 da Constituição, revogada pela EC 40/2003, que limitava a taxa de juros reais a
DIREITO CIVIL Juros e correção monetária Súmula 648-STF 9/24/2003 12% ao ano, tinha sua aplicabilidade condicionada à edição de lei complementar.
A norma do parágrafo 3º do artigo 192 da Constituição, revogada pela Emenda Constitucional 40/2003,
DIREITO CIVIL Juros e correção monetária Súmula vinculante 7-STF 6/11/2008 que limitava a taxa de juros reais a 12% ao ano, tinha sua aplicabilidade condicionada à edição de Lei
Complementar.
A norma do § 3º do artigo 192 da Constituição, revogada pela Emenda Constitucional nº 40/2003, que
DIREITO CIVIL Juros e correção monetária Tema 98-STF 6/11/2008
limitava a taxa de juros reais a 12% ao ano, tinha sua aplicação condicionada à edição de lei complementar.
DIREITO CIVIL Locação Edição n. 53-STJ 12/18/2015 1) O Código de Defesa do Consumidor não é aplicável aos contratos locatícios regidos pela Lei n. 8.245/91
10) Se o fiador não participou da ação de despejo, a interrupção da prescrição para a cobrança dos alugueis
DIREITO CIVIL Locação Edição n. 53-STJ 12/18/2015 e acessórios não o atinge.
11) Na vigência da Lei n. 8.245/91, havendo mais de um locador ou locatário, presume-se a existência de
DIREITO CIVIL Locação Edição n. 53-STJ 12/18/2015 solidariedade entre eles, salvo estipulação contratual em contrário, nos termos do art. 2º do referido
diploma.
12) Nas ações de despejo, renovatória ou revisional o recurso de apelação terá apenas efeito devolutivo,
DIREITO CIVIL Locação Edição n. 53-STJ 12/18/2015 nos termos do art. 58, V, da Lei n. 8.245/1991.

13) Em casos excepcionais, o relator pode atribuir efeito suspensivo à apelação interposta nas ações de
DIREITO CIVIL Locação Edição n. 53-STJ 12/18/2015 despejo, renovatória ou revisional _x0013_ art. 558, parágrafo único, do CPC.

14) O art. 19 da Lei n. 8.245/91, ao regular a revisão judicial do aluguel, consagrou a adoção da teoria da
DIREITO CIVIL Locação Edição n. 53-STJ 12/18/2015 imprevisão no âmbito das locações urbanas, disponibilizando aos contratantes instrumento jurídico para a
manutenção do equilíbrio econômico do contrato.

15) O prazo máximo de prorrogação do contrato locatício não residencial estabelecido em ação renovatória
DIREITO CIVIL Locação Edição n. 53-STJ 12/18/2015 é de cinco anos.

16) O direito à indenização pelo fundo de comércio - art. 52, § 3º, da Lei n. 8.245/91 - está intrinsecamente
DIREITO CIVIL Locação Edição n. 53-STJ 12/18/2015 ligado ao exercício da ação renovatória prevista no art. 51 do referido diploma.

17) A locação de imóvel urbano para a exploração de serviço de estacionamento não afasta a incidência do
DIREITO CIVIL Locação Edição n. 53-STJ 12/18/2015 Lei n. 8.245/91.

18) Nos contratos de locação, é válida a cláusula de renúncia à indenização das benfeitorias e ao direito de
DIREITO CIVIL Locação Edição n. 53-STJ 12/18/2015 retenção. (Súmula n. 335/STJ)

19) Aplicam-se, por analogia, os direitos de indenização e retenção previstos no art. 35 da Lei de Locações
DIREITO CIVIL Locação Edição n. 53-STJ 12/18/2015 às acessões edificadas no imóvel locado.
2) É inadmissível a oposição de embargos de terceiros em execução de sentença prolatada em ação de
DIREITO CIVIL Locação Edição n. 53-STJ 12/18/2015 despejo, ressalvada a hipótese de comprovada sublocação legítima, com ausência de intimação do
sublocatário.
20) Nas ações de despejo, o direito de retenção por benfeitorias deve ser exercido no momento em que
DIREITO CIVIL Locação Edição n. 53-STJ 12/18/2015
apresentada a contestação; admitindo-se, ainda, que a matéria seja alegada por meio de reconvenção.
21) O contrato de locação com cláusula de vigência, ainda que não averbado junto ao registro de imóveis,
DIREITO CIVIL Locação Edição n. 53-STJ 12/18/2015 não pode ser denunciado pelo adquirente do bem, caso dele tenha tido ciência inequívoca antes da
aquisição.
22) O prazo prescricional da pretensão de cobrança de aluguéis e acessórios do contrato de locação é de
DIREITO CIVIL Locação Edição n. 53-STJ 12/18/2015 três anos - art. 206, § 3º, I, do CC/2002, sujeitando-se o termo inicial à entrada em vigor do referido
Código, nos termos do art. 2.028.
3) Na ação de despejo por falta de pagamento, não se admite a cumulação do pedido de purgação da mora
DIREITO CIVIL Locação Edição n. 53-STJ 12/18/2015 com o oferecimento de contestação, motivo pelo qual não se faz obrigatório o depósito dos valores tidos
por incontroversos.
4) É indispensável a notificação pessoal do locatário por meio de mandado de despejo, no qual conste o
DIREITO CIVIL Locação Edição n. 53-STJ 12/18/2015 prazo de 30 dias disposto no art. 74 da Lei n. 8.245/91, para que proceda à desocupação do imóvel em
execução provisória.
DIREITO CIVIL Locação Edição n. 53-STJ 12/18/2015 5) A Lei n. 12.112/2009, que alterou regras e procedimentos sobre locação de imóvel urbano, por se tratar
de norma processual tem aplicação imediata, inclusive a processos em curso.
6) Havendo mais de um locatário, é válida a fiança prestada por um deles em relação aos demais, o que
DIREITO CIVIL Locação Edição n. 53-STJ 12/18/2015 caracteriza fiança recíproca.

7) É válida a penhora de bem de família pertencente a fiador de contrato de locação. (Súmula n. 549/STJ)
DIREITO CIVIL Locação Edição n. 53-STJ 12/18/2015 (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - Tema 708)

8) É impenhorável o único imóvel residencial do devedor que esteja locado a terceiros, desde que a renda
DIREITO CIVIL Locação Edição n. 53-STJ 12/18/2015 obtida com a locação seja revertida para a subsistência ou a moradia da sua família. (Súmula n. 486/STJ)

9) O fiador que não integrou a relação processual na ação de despejo não responde pela execução do
DIREITO CIVIL Locação Edição n. 53-STJ 12/18/2015 julgado. (Súmula n. 268/STJ)

Salvo estipulação contratual averbada no registro imobiliário, não responde o adquirente pelas benfeitorias
DIREITO CIVIL Locação Súmula 158-STF 12/13/1963 do locatário.
DIREITO CIVIL Locação Súmula 214-STJ 9/23/1998 O fiador na locação não responde por obrigações resultantes de aditamento ao qual não anuiu.
Nos contratos de locação, é válida a cláusula de renúncia à indenização das benfeitorias e ao direito de
DIREITO CIVIL Locação Súmula 335-STJ 4/25/2007 retenção.
Na retomada para construção mais útil, não é necessário que a obra tenha sido ordenada pela autoridade
DIREITO CIVIL Locação Súmula 374-STF 4/3/1964 pública.
DIREITO CIVIL Locação Súmula 409-STF 6/1/1964 Ao retomante, que tenha mais de um prédio alugado, cabe optar entre eles, salvo abuso de direito.
Se o locador, utilizando prédio próprio para residência ou atividade comercial, pede o imóvel locado para
DIREITO CIVIL Locação Súmula 410-STF 6/1/1964 uso próprio, diverso do que tem o por ele ocupado, não está obrigado a provar a necessidade, que se
presume.
DIREITO CIVIL Locação Súmula 411-STF 6/1/1964 O locatário autorizado a ceder a locação pode sublocar o imóvel.
A inscrição do contrato de locação no registro de imóveis, para a validade da cláusula de vigência contra o
DIREITO CIVIL Locação Súmula 442-STF 10/1/1964 adquirente do imóvel, ou perante terceiros, dispensa a transcrição no registro de títulos e documentos.
É dispensável a prova da necessidade, na retomada do prédio situado em localidade para onde o
DIREITO CIVIL Locação Súmula 483-STF 12/3/1969 proprietário pretende transferir residência, salvo se mantiver, também, a anterior, quando dita prova será
exigida.
Admite-se a retomada para sociedade da qual o locador, ou seu cônjuge, seja sócio, com participação
DIREITO CIVIL Locação Súmula 486-STF 12/3/1969 predominante no capital social.

É constitucional a penhora de bem de família pertencente a fiador de contrato de locação, em virtude da


DIREITO CIVIL Locação Tema 295-STF 8/14/2010 compatibilidade da exceção prevista no art. 3°, VII, da Lei 8.009/1990 com o direito à moradia consagrado
no art. 6° da Constituição Federal, com redação da EC 26/2000.

DIREITO CIVIL Obrigações Súmula 159-STF 12/13/1963 Cobrança excessiva, mas de boa fé, não dá lugar às sanções do art. 1.531 do Código Civil.
A notificação destinada a comprovar a mora nas dívidas garantidas por alienação fiduciária dispensa a
DIREITO CIVIL Obrigações Súmula 245-STJ 3/28/2001 indicação do valor do débito.
DIREITO CIVIL Obrigações Súmula 380-STJ 4/22/2009 A simples propositura da ação de revisão de contrato não inibe a caracterização da mora do autor.
DIREITO CIVIL Planos de Saúde Edição n. 2-STJ 9/20/2013 1) Aplica-se o Código de Defesa do Consumidor aos contratos de plano de saúde (Súmula n. 469/STJ).
10) O período de carência contratualmente estipulado em contratos de seguro-saúde não prevalece em
DIREITO CIVIL Planos de Saúde Edição n. 2-STJ 9/20/2013 situações emergenciais.
2) É possível aferir a abusividade das cláusulas dos planos e seguros privados de saúde celebrados antes da
DIREITO CIVIL Planos de Saúde Edição n. 2-STJ 9/20/2013 Lei n. 9.656/98, em virtude da natureza contratual de trato sucessivo, não havendo que se falar em
retroação do referido diploma normativo.

3) É abusiva a cláusula contratual de plano de saúde que limita no tempo a internação hospitalar do
DIREITO CIVIL Planos de Saúde Edição n. 2-STJ 9/20/2013 segurado (Súmula n. 302/STJ).
4) É abusiva a cláusula contratual que exclui da cobertura do plano de saúde o custeio de prótese
DIREITO CIVIL Planos de Saúde Edição n. 2-STJ 9/20/2013 necessária ao pleno restabelecimento da saúde do segurado, em procedimento cirúrgico coberto pelo
plano.
5) É abusiva a cláusula contratual que exclua da cobertura do plano de saúde algum tipo de procedimento
DIREITO CIVIL Planos de Saúde Edição n. 2-STJ 9/20/2013 ou medicamento necessário para assegurar o tratamento de doenças previstas pelo referido plano.

6) É abusiva a cláusula contratual que exclua da cobertura do plano de saúde o tratamento de AIDS ou de
DIREITO CIVIL Planos de Saúde Edição n. 2-STJ 9/20/2013 doenças infectocontagiosas.

7) É abusiva a cláusula contratual que exclui da cobertura do plano de saúde o fornecimento de


DIREITO CIVIL Planos de Saúde Edição n. 2-STJ 9/20/2013 medicamento para quimioterapia tão somente pelo fato de ser ministrado em ambiente domiciliar.

8) É abusiva cláusula contratual que prevê reajuste de mensalidade de plano de saúde em decorrência
DIREITO CIVIL Planos de Saúde Edição n. 2-STJ 9/20/2013 exclusiva de mudança de faixa etária do segurado.

9) É ilícita a recusa de cobertura de atendimento, sob a alegação de doença preexistente à contratação do


DIREITO CIVIL Planos de Saúde Edição n. 2-STJ 9/20/2013 plano, se a operadora não submeteu o paciente a prévio exame de saúde e não comprovou a sua má-fé.
DIREITO CIVIL Planos de Saúde Edição n. 4-STJ 10/18/2013 1) A injusta recusa de plano de saúde à cobertura securitária enseja reparação por dano moral.
DIREITO CIVIL Planos de Saúde Edição n. 4-STJ 10/18/2013 2) A operadora de plano de saúde responde por falhas nos serviços prestados por profissional credenciado.
3) O reembolso das despesas efetuadas pela internação em hospital não conveniado pode ser admitido em
DIREITO CIVIL Planos de Saúde Edição n. 4-STJ 10/18/2013 casos especiais ou de urgência.

4) A cirurgia para redução do estômago (gastroplastia), indicada como tratamento para obesidade mórbida,
DIREITO CIVIL Planos de Saúde Edição n. 4-STJ 10/18/2013 é um procedimento essencial à sobrevida do segurado, revelando-se ilegítima a negativa do plano de saúde
em cobrir as despesas da intervenção médica.

5) É assegurado ao aposentado o direito de manter sua condição de beneficiário de plano privado de


assistência à saúde, com as mesmas coberturas assistenciais de que gozava quando da vigência do contrato
DIREITO CIVIL Planos de Saúde Edição n. 4-STJ 10/18/2013 de trabalho, desde que tenha contribuído pelo prazo mínimo de dez anos e assuma seu pagamento
integral.

6) É assegurado ao trabalhador demitido sem justa causa o direito de manter a condição de beneficiário de
plano privado de assistência à saúde pelo período previsto no § 1º do art. 30 da Lei n. 9.656/98, nas
DIREITO CIVIL Planos de Saúde Edição n. 4-STJ 10/18/2013 mesmas condições de cobertura assistencial de que gozava quando da vigência do contrato de trabalho,
desde que assuma o pagamento integral.

7) É possível a resilição unilateral do contrato de prestação de plano de saúde de natureza coletiva, pois o
DIREITO CIVIL Planos de Saúde Edição n. 4-STJ 10/18/2013 artigo 13, parágrafo único, II, "b", da Lei n. 9.656/98, o qual impede a denúncia unilateral do contrato de
plano de saúde, aplica-se exclusivamente a contratos individuais ou familiares.

8) Prescreve em um ano o prazo para ajuizamento de ação que visa a discutir validade de cláusula
DIREITO CIVIL Planos de Saúde Edição n. 4-STJ 10/18/2013 contratual reguladora de reajuste de prêmios mensais pagos a seguro de saúde, nos termos do art. 206, §
1º, II, b, do Código Civil.

9) O prazo prescricional aplicável às demandas em que se pleiteiam revisão de cláusula abusiva em


DIREITO CIVIL Planos de Saúde Edição n. 4-STJ 10/18/2013 contratos de plano de saúde é de 10 (dez) anos, nos termos do art. 205 do Código Civil.
Será deferida a posse a quem, evidentemente, tiver o domínio, se com base neste for ela disputada.
DIREITO CIVIL Posse Súmula 487-STF 12/3/1969 (#possivelmente superada!#)
A ocupação indevida de bem público configura mera detenção, de natureza precária, insuscetível de
DIREITO CIVIL Posse Súmula 619-STJ 10/24/2018 retenção ou indenização por acessões e benfeitorias. STJ. Corte Especial. Aprovada em 24/10/2018, DJe
30/10/2018.
DIREITO CIVIL Posse Súmula 637-STJ 11/6/2019 O ente público detém legitimidade e interesse para intervir, incidentalmente, na ação possessória entre
particulares, podendo deduzir qualquer matéria defensiva, inclusive, se for o caso, o domínio.
DIREITO CIVIL Prescrição e decadência Súmula 150-STF 12/13/1963 Prescreve a execução no mesmo prazo de prescrição da ação.
DIREITO CIVIL Prescrição e decadência Súmula 154-STF 12/13/1963 Simples vistoria não interrompe a prescrição.
Nas ações em que se pleiteia o ressarcimento dos valores pagos a título de participação financeira do
consumidor no custeio de construção de rede elétrica, o prazo prescricional é de vinte anos na vigência do
DIREITO CIVIL Prescrição e decadência Súmula 547-STJ 10/14/2015 Código Civil de 1916. Na vigência do Código Civil de 2002, o prazo é de cinco anos se houver previsão
contratual de ressarcimento e de três anos na ausência de cláusula nesse sentido, observada a regra de
transição disciplinada em seu art. 2.028.
DIREITO CIVIL Prescrição e decadência Tema 666-STF 2/3/2016 É prescritível a ação de reparação de danos à Fazenda Pública decorrente de ilícito civil.

É constitucional o § 1º do artigo 1.361 do Código Civil no que revela a possibilidade de ter-se como
DIREITO CIVIL Propriedade Fiduciária Tema 349-STF 10/21/2015 constituída a propriedade fiduciária de veículos com o registro do contrato na repartição competente para
o licenciamento do bem.

I - É possível a repropositura de ação de investigação de paternidade, quando anterior demanda idêntica,


entre as mesmas partes, foi julgada improcedente, por falta de provas, em razão da parte interessada não
dispor de condições econômicas para realizar o exame de DNA e o Estado não ter custeado a produção
dessa prova;
DIREITO CIVIL Relações de Parentesco Tema 392-STF 6/2/2011 II - Deve ser relativizada a coisa julgada estabelecida em ações de investigação de paternidade em que não
foi possível determinar-se a efetiva existência de vínculo genético a unir as partes, em decorrência da não
realização do exame de DNA, meio de prova que pode fornecer segurança quase absoluta quanto à
existência de tal vínculo.

A paternidade socioafetiva, declarada ou não em registro público, não impede o reconhecimento do


DIREITO CIVIL Relações de Parentesco Tema 622-STF 9/21/2016 vínculo de filiação concomitante baseado na origem biológica, com os efeitos jurídicos próprios.
1) A fixação do valor devido à título de indenização por danos morais deve considerar o método bifásico,
que conjuga os critérios da valorização das circunstâncias do caso e do interesse jurídico lesado, e minimiza
DIREITO CIVIL Responsabilidade civil Edição n. 125-STJ 4/26/2019 eventual arbitrariedade ao se adotar critérios unicamente subjetivos do julgador, além de afastar eventual
tarifação do dano.
DIREITO CIVIL Responsabilidade civil Edição n. 125-STJ 4/26/2019 10) A pessoa jurídica pode sofrer dano moral, desde que demonstrada ofensa à sua honra objetiva.
11) A pessoa jurídica de direito público não é titular de direito à indenização por dano moral relacionado à
ofensa de sua honra ou imagem, porquanto, tratando-se de direito fundamental, seu titular imediato é o
DIREITO CIVIL Responsabilidade civil Edição n. 125-STJ 4/26/2019 particular e o reconhecimento desse direito ao Estado acarreta a subversão da ordem natural dos direitos
fundamentais.
2) O dano moral coletivo, aferível in re ipsa, é categoria autônoma de dano relacionado à violação injusta e
DIREITO CIVIL Responsabilidade civil Edição n. 125-STJ 4/26/2019 intolerável de valores fundamentais da coletividade.
DIREITO CIVIL Responsabilidade civil Edição n. 125-STJ 4/26/2019 3) É lícita a cumulação das indenizações de dano estético e dano moral. (Súmula n. 387/STJ)

4) A legitimidade para pleitear a reparação por danos morais é, em regra, do próprio ofendido, no entanto,
em certas situações, são colegitimadas também aquelas pessoas que, sendo muito próximas afetivamente
DIREITO CIVIL Responsabilidade civil Edição n. 125-STJ 4/26/2019 à vítima, são atingidas indiretamente pelo evento danoso, reconhecendo-se, em tais casos, o chamado
dano moral reflexo ou em ricochete.

5) Embora a violação moral atinja apenas os direitos subjetivos do falecido, o espólio e os herdeiros têm
DIREITO CIVIL Responsabilidade civil Edição n. 125-STJ 4/26/2019
legitimidade ativa ad causam para pleitear a reparação dos danos morais suportados pelo de cujus.
6) Os sucessores possuem legitimidade para ajuizar ação de reparação de danos morais em decorrência de
DIREITO CIVIL Responsabilidade civil Edição n. 125-STJ 4/26/2019 perseguição, tortura e prisão, sofridos durante a época do regime militar.

7) O abandono afetivo de filho, em regra, não gera dano moral indenizável, podendo, em hipóteses
DIREITO CIVIL Responsabilidade civil Edição n. 125-STJ 4/26/2019 excepcionais, se comprovada a ocorrência de ilícito civil que ultrapasse o mero dissabor, ser reconhecida a
existência do dever de indenizar.

DIREITO CIVIL Responsabilidade civil Edição n. 125-STJ 4/26/2019 8) Não há responsabilidade por dano moral decorrente de abandono afetivo antes do reconhecimento da
paternidade.
9) O prazo prescricional da pretensão reparatória de abandono afetivo começa a fluir a partir da
DIREITO CIVIL Responsabilidade civil Edição n. 125-STJ 4/26/2019 maioridade do autor.

A ausência de registro da transferência não implica a responsabilidade do antigo proprietário por dano
DIREITO CIVIL Responsabilidade civil Súmula 132-STJ 4/26/1995 resultante de acidente que envolva o veículo alienado.

São civilmente responsáveis pelo ressarcimento de dano, decorrente de publicação pela imprensa, tanto o
DIREITO CIVIL Responsabilidade civil Súmula 221-STJ 5/12/1999 autor do escrito quanto o proprietário do veículo de divulgação.
DIREITO CIVIL Responsabilidade civil Súmula 227-STJ 9/8/1999 A pessoa jurídica pode sofrer dano moral.
DIREITO CIVIL Responsabilidade civil Súmula 261-STF 12/13/1963 Para a ação de indenização, em caso de avaria, é dispensável que a vistoria se faça judicialmente.
DIREITO CIVIL Responsabilidade civil Súmula 281-STJ 4/28/2004 A indenização por dano moral não está sujeita à tarifação prevista na Lei de Imprensa.
Em ação de indenização, procedente o pedido, é necessária a constituição de capital ou caução fidejussória
DIREITO CIVIL Responsabilidade civil Súmula 313-STJ 5/25/2005 para a garantia de pagamento da pensão, independentemente da situação financeira do demandado.
DIREITO CIVIL Responsabilidade civil Súmula 362-STJ 10/15/2008 A correção monetária do valor da indenização do dano moral incide desde a data do arbitramento.
DIREITO CIVIL Responsabilidade civil Súmula 37-STJ 3/12/1992 São cumuláveis as indenizações por dano material e dano moral oriundos do mesmo fato.
DIREITO CIVIL Responsabilidade civil Súmula 387-STJ 8/26/2009 É lícita a cumulação das indenizações de dano estético e dano moral.
DIREITO CIVIL Responsabilidade civil Súmula 388-STJ 8/26/2009 A simples devolução indevida de cheque caracteriza dano moral.
Independe de prova do prejuízo a indenização pela publicação não autorizada da imagem de pessoa com
DIREITO CIVIL Responsabilidade civil Súmula 403-STJ 10/28/2009 fins econômicos ou empresariais.
DIREITO CIVIL Responsabilidade civil Súmula 43-STJ 5/14/1992 Incide correção monetária sobre dívida por ato ilícito a partir da data do efetivo prejuízo.
DIREITO CIVIL Responsabilidade civil Súmula 491-STF 12/3/1969 É indenizável o acidente que cause a morte de filho menor, ainda que não exerça trabalho remunerado.
A empresa locadora de veículos responde, civil e solidariamente com o locatário, pelos danos por este
DIREITO CIVIL Responsabilidade civil Súmula 492-STF 12/3/1969 causados a terceiro, no uso do carro locado.
DIREITO CIVIL Responsabilidade civil Súmula 54-STJ 9/24/1992 Os juros moratórios fluem a partir do evento danoso, em caso de responsabilidade extracontratual.
Na indenização de danos materiais decorrentes de ato ilícito cabe a atualização de seu valor, utilizando-se,
DIREITO CIVIL Responsabilidade civil Súmula 562-STF 12/15/1976 para esse fim, dentre outros critérios, os índices de correção monetária.

A responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público é objetiva
DIREITO CIVIL Responsabilidade civil Tema 130-STF 8/26/2009 relativamente a terceiros usuários e não usuários do serviço, segundo decorre do art. 37, § 6º, da
Constituição Federal.

A expropriação prevista no art. 243 da Constituição Federal pode ser afastada, desde que o proprietário
DIREITO CIVIL Responsabilidade civil Tema 399-STF 12/14/2016 comprove que não incorreu em culpa, ainda que "in vigilando" ou "in eligendo".

Servidão de trânsito não titulada, mas tomada permanente, sobretudo pela natureza das obras realizadas,
DIREITO CIVIL Servidão Súmula 415-STF 6/1/1964 considera-se aparente, conferindo direito a proteção possessória.
DIREITO CIVIL Sucessões Súmula 49-STF 12/13/1963 A cláusula de inalienabilidade inclui a incomunicabilidade dos bens.
Não é inconstitucional a multa instituída pelo Estado-Membro, como sanção pelo retardamento do início
DIREITO CIVIL Sucessões Súmula 542-STF 12/3/1969 ou da ultimação do inventário.

É inconstitucional a distinção de regimes sucessórios entre cônjuges e companheiros prevista no art. 1.790
DIREITO CIVIL Sucessões Tema 498-STF 5/10/2017 do CC/2002, devendo ser aplicado, tanto nas hipóteses de casamento quanto nas de união estável, o
regime do art. 1.829 do CC/2002. (A mesma tese foi fixada para o Tema 809).

É inconstitucional a distinção de regimes sucessórios entre cônjuges e companheiros prevista no art. 1.790
DIREITO CIVIL Sucessões Tema 809-STF 5/10/2017 do CC/2002, devendo ser aplicado, tanto nas hipóteses de casamento quanto nas de união estável, o
regime do art. 1.829 do CC/2002. (A mesma tese foi fixada para o Tema 498)

1) Os princípios legais que regem a sucessão e a partilha não se confundem: a sucessão é disciplinada pela
DIREITO CIVIL União estável Edição n. 50-STJ 12/18/2015 lei em vigor na data do óbito; a partilha deve observar o regime de bens e o ordenamento jurídico vigente
ao tempo da aquisição de cada bem a partilhar.

10) Não subsiste o direito real de habitação se houver co-propriedade sobre o imóvel antes da abertura da
DIREITO CIVIL União estável Edição n. 50-STJ 12/18/2015 sucessão ou se, àquele tempo, o falecido era mero usufrutuário do bem.

11) A valorização patrimonial dos imóveis ou das cotas sociais de sociedade limitada, adquiridos antes do
DIREITO CIVIL União estável Edição n. 50-STJ 12/18/2015 início do período de convivência, não se comunica, pois não decorre do esforço comum dos companheiros,
mas de mero fator econômico.

12) A incomunicabilidade do produto dos bens adquiridos anteriormente ao início da união estável (art. 5º,
DIREITO CIVIL União estável Edição n. 50-STJ 12/18/2015 § 1º, da Lei n. 9.278/96) não afeta a comunicabilidade dos frutos, conforme previsão do art. 1.660, V, do
Código Civil de 2002.

13) Comprovada a existência de união homoafetiva, é de se reconhecer o direito do companheiro


DIREITO CIVIL União estável Edição n. 50-STJ 12/18/2015 sobrevivente à meação dos bens adquiridos a título oneroso ao longo do relacionamento.

14) Não há possibilidade de se pleitear indenização por serviços domésticos prestados com o fim do
DIREITO CIVIL União estável Edição n. 50-STJ 12/18/2015 casamento ou da união estável, tampouco com o cessar do concubinato, sob pena de se cometer grave
discriminação frente ao casamento, que tem primazia constitucional de tratamento.

15) Compete à Justiça Federal analisar, incidentalmente e como prejudicial de mérito, o reconhecimento da
DIREITO CIVIL União estável Edição n. 50-STJ 12/18/2015 união estável nas hipóteses em que se pleiteia a concessão de benefício previdenciário.

16) A presunção legal de esforço comum quanto aos bens adquiridos onerosamente prevista no art. 5º da
DIREITO CIVIL União estável Edição n. 50-STJ 12/18/2015 Lei n. 9.278/1996, não se aplica à partilha do patrimônio formado pelos conviventes antes da vigência da
referida legislação.

DIREITO CIVIL União estável Edição n. 50-STJ 12/18/2015 2) A coabitação não é elemento indispensável à caracterização da união estável.

DIREITO CIVIL União estável Edição n. 50-STJ 12/18/2015 3) A vara de família é a competente para apreciar e julgar pedido de reconhecimento e dissolução de união
estável homoafetiva.
DIREITO CIVIL União estável Edição n. 50-STJ 12/18/2015 4) Não é possível o reconhecimento de uniões estáveis simultâneas.
5) A existência de casamento válido não obsta o reconhecimento da união estável, desde que haja
DIREITO CIVIL União estável Edição n. 50-STJ 12/18/2015
separação de fato ou judicial entre os casados.

6) Na união estável de pessoa maior de setenta anos (art. 1.641, II, do CC/02), impõe-se o regime da
DIREITO CIVIL União estável Edição n. 50-STJ 12/18/2015 separação obrigatória, sendo possível a partilha de bens adquiridos na constância da relação, desde que
comprovado o esforço comum.
7) São incomunicáveis os bens particulares adquiridos anteriormente à união estável ou ao casamento sob
DIREITO CIVIL União estável Edição n. 50-STJ 12/18/2015 o regime de comunhão parcial, ainda que a transcrição no registro imobiliário ocorra na constância da
relação.
8) O companheiro sobrevivente tem direito real de habitação sobre o imóvel no qual convivia com o
DIREITO CIVIL União estável Edição n. 50-STJ 12/18/2015 falecido, ainda que silente o art. 1.831 do atual Código Civil.
9) O direito real de habitação pode ser invocado em demanda possessória pelo companheiro sobrevivente,
DIREITO CIVIL União estável Edição n. 50-STJ 12/18/2015 ainda que não se tenha buscado em ação declaratória própria o reconhecimento de união estável.
DIREITO CIVIL União estável Súmula 382-STF 4/3/1964 A vida em comum sob o mesmo teto "more uxorio", não é indispensável à caracterização do concubinato.
DIREITO CIVIL Usucapião Súmula 193-STJ 6/25/1997 O direito de uso de linha telefônica pode ser adquirido por usucapião.
DIREITO CIVIL Usucapião Súmula 237-STF 12/13/1963 O usucapião pode ser arguido em defesa.
DIREITO CIVIL Usucapião Súmula 263-STF 12/13/1963 O possuidor deve ser citado, pessoalmente, para a ação de usucapião. Aprovada em 13/12/1963.
Desde a vigência do Código Civil, os bens dominicais, como os demais bens públicos, não podem ser
DIREITO CIVIL Usucapião Súmula 340-STF 12/13/1963 adquiridos por usucapião.
DIREITO CIVIL Usucapião Súmula 391-STF 4/3/1964 O confinante certo deve ser citado pessoalmente para a ação de usucapião.

Preenchidos os requisitos do art. 183 da Constituição Federal, o reconhecimento do direito à usucapião


DIREITO CIVIL Usucapião Tema 815-STF 4/29/2015 especial urbana não pode ser obstado por legislação infraconstitucional que estabeleça módulos urbanos
na respectiva área em que situado o imóvel (dimensão do lote).

Os municípios tem competência para regular o horário do comércio local, desde que não infrinjam leis
DIREITO CONSTITUCIONAL Competências legislativas Súmula 419-STF 6/1/1964 estaduais ou federais válidas.
DIREITO CONSTITUCIONAL Competências legislativas Súmula 645-STF 9/24/2003 É competente o Município para fixar o horário de funcionamento de estabelecimento comercial.
Compete privativamente à União legislar sobre vencimentos dos membros das polícias civil e militar do
DIREITO CONSTITUCIONAL Competências legislativas Súmula 647-STF 9/24/2003 Distrito Federal.

São da competência legislativa da União a definição dos crimes de responsabilidade e o estabelecimento


DIREITO CONSTITUCIONAL Competências legislativas Súmula 722-STF 11/26/2003 das respectivas normas de processo e julgamento.

É inconstitucional a lei ou ato normativo estadual ou distrital que disponha sobre sistemas de consórcios e
DIREITO CONSTITUCIONAL Competências legislativas Súmula vinculante 2-STF 5/30/2007 sorteios, inclusive bingos e loterias.
DIREITO CONSTITUCIONAL Competências legislativas Súmula Vinculante 38-STF 3/11/2015 É competente o município para fixar o horário de funcionamento de estabelecimento comercial.
Compete privativamente à União legislar sobre vencimentos dos membros das polícias civil e militar e do
DIREITO CONSTITUCIONAL Competências legislativas Súmula Vinculante 39-STF 3/11/2015 corpo de bombeiros militar do Distrito Federal.

A definição dos crimes de responsabilidade e o estabelecimento das respectivas normas de processo e


DIREITO CONSTITUCIONAL Competências legislativas Súmula Vinculante 46-STF 4/9/2015 julgamento são da competência legislativa privativa da União.

Somente o Procurador-Geral da Justiça tem legitimidade para propor ação direta interventiva por
DIREITO CONSTITUCIONAL Controle de constitucionalidade Súmula 614-STF 10/17/1984 inconstitucionalidade de Lei Municipal.

DIREITO CONSTITUCIONAL Controle de constitucionalidade Súmula 642-STF 9/24/2003 Não cabe ação direta de inconstitucionalidade de lei do Distrito Federal derivada da sua competência
legislativa municipal.

Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, art. 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora
DIREITO CONSTITUCIONAL Controle de constitucionalidade Súmula vinculante 10-STF 6/18/2008 não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público, afasta a sua
incidência no todo ou em parte.

1) Tribunais de Justiça podem exercer controle abstrato de constitucionalidade de leis municipais utilizando
como parâmetro normas da Constituição Federal, desde que se trate de normas de reprodução obrigatória
DIREITO CONSTITUCIONAL Controle de constitucionalidade Tema 484-STF 2/1/2017 pelos Estados; e 2) O art. 39, § 4º, da Constituição Federal não é incompatível com o pagamento de terço
de férias e décimo terceiro salário.
A decisão do Supremo Tribunal Federal declarando a constitucionalidade ou a inconstitucionalidade de
preceito normativo não produz a automática reforma ou rescisão das decisões anteriores que tenham
DIREITO CONSTITUCIONAL Controle de constitucionalidade Tema 733-STF 5/28/2015 adotado entendimento diferente. Para que tal ocorra, será indispensável a interposição de recurso próprio
ou, se for o caso, a propositura de ação rescisória própria, nos termos do art. 485 do CPC, observado o
respectivo prazo decadencial (CPC, art. 495).

Direitos e garantias 11) De acordo com as disposições do Decreto n. 3.298/1999, a avaliação da compatibilidade entre as
DIREITO CONSTITUCIONAL fundamentais Edição n. 100-STJ 3/9/2018 atribuições do cargo e a deficiência do candidato deve ser feita por equipe multiprofissional durante o
estágio probatório e não no decorrer do concurso público.

14) É direito do devedor fiduciante a retirada dos aparelhos de adaptação de veículo automotor
(pertenças) para direção por deficiente físico, se anexados ao bem principal em momento posterior à
Direitos e garantias
DIREITO CONSTITUCIONAL Edição n. 100-STJ 3/9/2018 celebração do contrato fiduciário, quando houver o descumprimento do pacto e a consequente busca e
fundamentais apreensão do bem, entendimento que se coaduna, também, com a solidariedade social verificada na
Constituição Federal e na Lei n. 13.146/2015 _x0013_ Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência.

15) A regra prevista no art. 2º da Lei n. 8.989/1995, que disciplina o lapso temporal de 2 (dois) anos para a
concessão da isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados _x0013_ IPI na aquisição de veículo
Direitos e garantias
DIREITO CONSTITUCIONAL Edição n. 100-STJ 3/9/2018 automotor por pessoa com deficiência, deve ser interpretada de maneira a satisfazer o caráter humanitário
fundamentais da política fiscal; portanto é possível o reconhecimento ao contribuinte do direito à nova isenção legal na
aquisição de novo automóvel quando comprovado o roubo do veículo anteriormente adquirido.

Direitos e garantias 6) É cabível a ação civil pública que objetiva obrigação de fazer a fim de garantir acessibilidade nos prédios
DIREITO CONSTITUCIONAL Edição n. 100-STJ 3/9/2018
fundamentais públicos ou privados às pessoas com deficiência.
7) A instalação de caixas de autoatendimento adaptados às pessoas com deficiência pelas instituições
Direitos e garantias financeiras deve seguir as normas técnicas de acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas
DIREITO CONSTITUCIONAL Edição n. 100-STJ 3/9/2018
fundamentais _x0013_ ABNT no que não conflitarem com a Lei n. 7.102/1983, observando, ainda, a regulamentação do
Conselho Monetário Nacional - CMN.
8) As instituições financeiras devem utilizar o Sistema Braille nas contratações bancárias (contratos
bancários de adesão e todos os demais documentos fundamentais para a relação de consumo)
Direitos e garantias
DIREITO CONSTITUCIONAL Edição n. 100-STJ 3/9/2018 estabelecidas com a pessoa com deficiência visual, a fim de atender ao direito de informação do
fundamentais consumidor, indispensável à validade da contratação, e, em maior extensão, ao princípio da dignidade da
pessoa humana.

Direitos e garantias O art. 35 do Decreto-Lei n° 7.661, de 1945, que estabelece a prisão administrativa, foi revogado pelos
DIREITO CONSTITUCIONAL Súmula 280-STJ 12/10/2003
fundamentais incisos LXI e LXVII do art. 5° da Constituição Federal de 1988.

Direitos e garantias Não cabe o habeas data (CF, art. 5º, LXXII, letra "a") se não houve recusa de informações por parte da
DIREITO CONSTITUCIONAL Súmula 2-STJ 5/8/1990
fundamentais autoridade administrativa.
Direitos e garantias
DIREITO CONSTITUCIONAL Súmula 419-STJ 3/3/2010 Descabe a prisão civil do depositário infiel.
fundamentais
DIREITO CONSTITUCIONAL Direitos e garantias Súmula 654-STF 9/24/2003 A garantia da irretroatividade da lei, prevista no art. 5º, XXXVI, da Constituição da República, não é
fundamentais invocável pela entidade estatal que a tenha editado.

Ofende a garantia constitucional do ato jurídico perfeito a decisão que, sem ponderar as circunstâncias do
Direitos e garantias
DIREITO CONSTITUCIONAL Súmula vinculante 1-STF 5/30/2007 caso concreto, desconsidera a validez e a eficácia de acordo constante do termo de adesão instituído pela
fundamentais
Lei Complementar nº 110/2001.
Direitos e garantias
DIREITO CONSTITUCIONAL Súmula vinculante 25-STF 12/16/2009 É ilícita a prisão civil de depositário infiel, qualquer que seja a modalidade do depósito.
fundamentais
Ofende a garantia constitucional do ato jurídico perfeito a decisão que, sem ponderar as circunstâncias do
Direitos e garantias
DIREITO CONSTITUCIONAL Tema 101-STF 8/8/2008 caso concreto, desconsidera a validez e a eficácia de acordo constante de termo de adesão instituído pela
fundamentais Lei complementar nº 110/2001.
Direitos e garantias É constitucional o uso de ações afirmativas, tal como a utilização do sistema de reserva de vagas ("cotas")
DIREITO CONSTITUCIONAL Tema 203-STF 5/9/2012
fundamentais por critério étnico-racial, na seleção para ingresso no ensino superior público.

É lícito ao Judiciário impor à Administração Pública obrigação de fazer, consistente na promoção de


Direitos e garantias medidas ou na execução de obras emergenciais em estabelecimentos prisionais para dar efetividade ao
DIREITO CONSTITUCIONAL Tema 220-STF 8/13/2015 postulado da dignidade da pessoa humana e assegurar aos detentos o respeito à sua integridade física e
fundamentais moral, nos termos do que preceitua o art. 5º, XLIX, da Constituição Federal, não sendo oponível à decisão o
argumento da reserva do possível nem o princípio da separação dos poderes.

O habeas data é a garantia constitucional adequada para a obtenção, pelo próprio contribuinte, dos dados
Direitos e garantias
DIREITO CONSTITUCIONAL Tema 582-STF 6/17/2015 concernentes ao pagamento de tributos constantes de sistemas informatizados de apoio à arrecadação dos
fundamentais
órgãos da administração fazendária dos entes estatais.
Direitos e garantias
DIREITO CONSTITUCIONAL Tema 60-STF 12/3/2008 É ilícita a prisão civil de depositário infiel, qualquer que seja a modalidade de depósito.
fundamentais
Direitos e garantias Não existe direito público subjetivo do aluno ou de sua família ao ensino domiciliar, inexistente na
DIREITO CONSTITUCIONAL Tema 822-STF 9/12/2018
fundamentais legislação brasileira.
O parlamentar, na condição de cidadão, pode exercer plenamente seu direito fundamental de acesso a
Direitos e garantias
DIREITO CONSTITUCIONAL Tema 832-STF 4/25/2018 informações de interesse pessoal ou coletivo, nos termos do art. 5º, inciso XXXIII, da CF e das normas de
fundamentais regência desse direito.
A dissolução da sociedade ou do vínculo conjugal, no curso do mandato, não afasta a inelegibilidade
DIREITO CONSTITUCIONAL Direitos políticos Súmula vinculante 18-STF 10/29/2009 prevista no § 7º do artigo 14 da Constituição Federal.

Não viola a Constituição o estabelecimento de remuneração inferior ao salário mínimo para as praças
DIREITO CONSTITUCIONAL Direitos Sociais Tema 15-STF 4/30/2008 prestadoras de serviço militar inicial.

Afronta o art. 7º, inciso IV, da Constituição Federal a adoção do salário mínimo como base de cálculo para a
DIREITO CONSTITUCIONAL Direitos Sociais Tema 256-STF 3/12/2010 fixação de piso salarial.

São válidos, porque salvaguardados pelas disposições constitucionais transitórias da Constituição Federal
DIREITO CONSTITUCIONAL Diversos Súmula 496-STF 12/3/1969 de 1967, os decretos-leis expedidos entre 24 de janeiro e 15 de março de 1967.

A garantia constitucional da gratuidade de ensino não obsta a cobrança por universidades públicas de
DIREITO CONSTITUCIONAL Educação Tema 535-STF 4/26/2017 mensalidade em cursos de especialização.

1) O Estatuto do Idoso (Lei n. 10.741/2003) tem aplicação imediata sobre todas as relações jurídicas de
DIREITO CONSTITUCIONAL Idoso Edição n. 100-STJ 3/9/2018 trato sucessivo, ainda que firmadas anteriormente à sua vigência, por se tratar de norma cogente.

2) O art. 88 do Estatuto do Idoso, que prevê a possibilidade de pagamento das custas processuais ao final
DIREITO CONSTITUCIONAL Idoso Edição n. 100-STJ 3/9/2018 do processo, aplica-se somente às ações referentes a interesses difusos, coletivos e individuais
indisponíveis ou homogêneos.
3) É desnecessária a intervenção do Ministério Público na qualidade de fiscal da lei em demandas que não
DIREITO CONSTITUCIONAL Idoso Edição n. 100-STJ 3/9/2018 envolvam direitos coletivos ou em que não haja exposição de idoso aos riscos previstos no art. 43 da Lei n.
10.741/2003.
4) Tratando-se de serviço diretamente vinculado ao lazer, o idoso faz jus à benesse legal relativa ao
DIREITO CONSTITUCIONAL Idoso Edição n. 100-STJ 3/9/2018
desconto de 50% (cinquenta por cento) no valor do ingresso.

5) Aplica-se o parágrafo único do art. 34 do Estatuto do Idoso (Lei n. 10.741/2003), por analogia, a pedido
de benefício assistencial feito por pessoa com deficiência a fim de que benefício previdenciário recebido
DIREITO CONSTITUCIONAL Idoso Edição n. 100-STJ 3/9/2018 por idoso, no valor de um salário mínimo, não seja computado no cálculo da renda per capita prevista no
art. 20, § 3º, da Lei n. 8.742/93. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 _x0013_ Tema 640)

Compete ao Supremo Tribunal Federal julgar mandado de injunção referente à omissão quanto à edição da
DIREITO CONSTITUCIONAL Mandado de injunção Tema 727-STF 5/16/2014 lei complementar prevista no art. 40, § 4º, da Constituição de 1988.
É vedada a expulsão de estrangeiro casado com brasileira, ou que tenha filho brasileiro, dependente da
DIREITO CONSTITUCIONAL Nacionalidade Súmula 1-STF 12/13/1963 economia paterna.
Concede-se liberdade ao extraditando que não for retirado do país no prazo do art. 16 do Decreto-Lei 394,
DIREITO CONSTITUCIONAL Nacionalidade Súmula 367-STF 12/13/1963 de 28.04.38.
DIREITO CONSTITUCIONAL Nacionalidade Súmula 421-STF 6/1/1964 Não impede a extradição a circunstância de ser o extraditado casado com brasileira ou ter filho brasileiro.
São inconstitucionais as leis que obrigam os supermercados ou similares à prestação de serviços de
DIREITO CONSTITUCIONAL Ordem econômica e financeira Tema 525-STF 10/24/2018 acondicionamento ou embalagem das compras, por violação ao princípio da livre iniciativa (arts. 1º, IV, e
170 da Constituição).

Organização Político-
DIREITO CONSTITUCIONAL Súmula 19-STJ 12/4/1990 A fixação do horário bancário, para atendimento ao público, é da competência da União.
administrativa

Organização Político- Ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que impede a instalação de estabelecimentos
DIREITO CONSTITUCIONAL Súmula 646-STF 9/24/2003
administrativa comerciais do mesmo ramo em determinada área.

Organização Político- Ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que impede a instalação de estabelecimentos
DIREITO CONSTITUCIONAL Súmula vinculante 49-STF 6/17/2015
administrativa comerciais do mesmo ramo em determinada área.
É comum aos poderes Executivo (decreto) e Legislativo (lei formal) a competência destinada a
Organização Político-
DIREITO CONSTITUCIONAL Tema 1070-STF 10/9/2019 denominação de próprios, vias e logradouros públicos e suas alterações, cada qual no âmbito de suas
administrativa atribuições.
O município é competente para legislar sobre o meio ambiente com a União e o Estado, no limite do seu
Organização Político-
DIREITO CONSTITUCIONAL Tema 145-STF 3/9/2015 interesse local e desde que tal regramento seja harmônico com a disciplina estabelecida pelos demais
administrativa entes federados (art. 24, VI, c/c 30, I e II, da Constituição Federal).

Organização Político- Compete aos Municípios legislar sobre assuntos de interesse local, notadamente sobre a definição do
DIREITO CONSTITUCIONAL Tema 272-STF 5/1/2010
administrativa tempo máximo de espera de clientes em filas de instituições bancárias.

Os municípios com mais de vinte mil habitantes e o Distrito Federal podem legislar sobre programas e
Organização Político-
DIREITO CONSTITUCIONAL Tema 348-STF 10/29/2015 projetos específicos de ordenamento do espaço urbano por meio de leis que sejam compatíveis com as
administrativa diretrizes fixadas no plano diretor.

Organização Político- É incompatível com a Constituição lei municipal que impõe sanção mais gravosa que a prevista no Código
DIREITO CONSTITUCIONAL Tema 430-STF 6/17/2011
administrativa de Trânsito Brasileiro, por extrapolar a competência legislativa do município.

Organização Político- A Constituição da República não oferece guarida à possibilidade de o Governador do Distrito Federal criar
DIREITO CONSTITUCIONAL Tema 48-STF 12/11/2008
administrativa cargos e reestruturar órgãos públicos por meio de simples decreto.

É inconstitucional a nomeação, pelo Chefe do Executivo, de membro do Ministério Público especial para
Organização Político- preenchimento de cargo vago de Conselheiro de Tribunal de Contas local quando se tratar de vaga
DIREITO CONSTITUCIONAL Tema 652-STF 8/22/2014
administrativa reservada à escolha da Assembleia Legislativa, devendo-se observar a regra constitucional de divisão
proporcional das indicações entre os Poderes Legislativo e Executivo.

A elevação da entrância da comarca não promove automaticamente o juiz, mas não interrompe o exercício
DIREITO CONSTITUCIONAL Poder judiciário Súmula 40-STF 12/13/1963
de suas funções na mesma comarca.
DIREITO CONSTITUCIONAL Poder judiciário Súmula 46-STF 12/13/1963 Desmembramento de serventia de justiça não viola o princípio de vitaliciedade do serventuário.

No mandado de segurança contra a nomeação de magistrado da competência do Presidente da República,


DIREITO CONSTITUCIONAL Poder judiciário Súmula 627-STF 9/24/2003 este é considerado autoridade coatora, ainda que o fundamento da impetração seja nulidade ocorrida em
fase anterior do procedimento.

Integrante de lista de candidatos a determinada vaga da composição de tribunal é parte legítima para
DIREITO CONSTITUCIONAL Poder judiciário Súmula 628-STF 9/24/2003 impugnar a validade da nomeação de concorrente.
É inconstitucional a criação, por Constituição estadual, de órgão de controle administrativo do Poder
DIREITO CONSTITUCIONAL Poder judiciário Súmula 649-STF 9/24/2003 Judiciário do qual participem representantes de outros Poderes ou entidades.
Para fim de competência originária do Supremo Tribunal Federal, é de interesse geral da magistratura a
DIREITO CONSTITUCIONAL Poder judiciário Súmula 731-STF 11/26/2003 questão de saber se, em face da LOMAN, os juízes têm direito à licença-prêmio.

DIREITO CONSTITUCIONAL Poder Judiciário Tema 258-STF 8/31/2016 Compete à Justiça Federal processar e julgar ações em que a Ordem dos Advogados do Brasil, quer
mediante o Conselho Federal, quer seccional, figure na relação processual.
O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que
DIREITO CONSTITUCIONAL Poder Judiciário Tema 339-STF 6/23/2010
sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas.
DIREITO CONSTITUCIONAL Poder legislativo Súmula 245-STF 12/13/1963 A imunidade parlamentar não se estende ao corréu sem essa prerrogativa.
O poder de polícia da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, em caso de crime cometido nas suas
DIREITO CONSTITUCIONAL Poder legislativo Súmula 397-STF 4/3/1964 dependências, compreende, consoante o regimento, a prisão em flagrante do acusado e a realização do
inquérito.
Nos limites da circunscrição do município e havendo pertinência com o exercício do mandato, garante-se a
DIREITO CONSTITUCIONAL Poder Legislativo Tema 469-STF 2/25/2015 imunidade ao vereador.

Não usurpa competência privativa do Chefe do Poder Executivo lei que, embora crie despesa para a
DIREITO CONSTITUCIONAL Poder Legislativo Tema 917-STF 9/30/2016 Administração, não trata da sua estrutura ou da atribuição de seus órgãos nem do regime jurídico de
servidores públicos (art. 61, § 1º, II,"a", "c" e "e", da Constituição Federal).

A medida provisória não apreciada pelo Congresso Nacional podia, até a EC 32/2001, ser reeditada dentro
DIREITO CONSTITUCIONAL Processo legislativo Súmula 651-STF 9/24/2003 do seu prazo de eficácia de trinta dias, mantidos os efeitos de lei desde a primeira edição.
A medida provisória não apreciada pelo congresso nacional podia, até a Emenda Constitucional 32/2001,
DIREITO CONSTITUCIONAL Processo legislativo Súmula vinculante 54-STF 3/17/2016 ser reeditada dentro do seu prazo de eficácia de trinta dias, mantidos os efeitos de lei desde a primeira
edição.
É constitucional o ressarcimento previsto no art. 32 da Lei 9.656/98, o qual é aplicável aos procedimentos
DIREITO CONSTITUCIONAL Saúde Tema 345-STF 2/7/2018 médicos, hospitalares ou ambulatoriais custeados pelo SUS e posteriores a 4/6/1998, assegurados o
contraditório e a ampla defesa, no âmbito administrativo, em todos os marcos jurídicos.

1. O Estado não pode ser obrigado a fornecer medicamentos experimentais. 2. A ausência de registro na
ANVISA impede, como regra geral, o fornecimento de medicamento por decisão judicial. 3. É possível,
excepcionalmente, a concessão judicial de medicamento sem registro sanitário, em caso de mora irrazoável
da ANVISA em apreciar o pedido (prazo superior ao previsto na Lei nº 13.411/2016), quando preenchidos
DIREITO CONSTITUCIONAL Saúde Tema 500-STF 5/22/2019 três requisitos: (i) a existência de pedido de registro do medicamento no Brasil (salvo no caso de
medicamentos órfãos para doenças raras e ultrarraras);(ii) a existência de registro do medicamento em
renomadas agências de regulação no exterior; e (iii) a inexistência de substituto terapêutico com registro
no Brasil. 4. As ações que demandem fornecimento de medicamentos sem registro na ANVISA deverão
necessariamente ser propostas em face da União.

É constitucional a regra que veda, no âmbito do Sistema Único de Saúde, a internação em acomodações
DIREITO CONSTITUCIONAL Saúde Tema 579-STF 12/3/2015 superiores, bem como o atendimento diferenciado por médico do próprio Sistema Único de Saúde, ou por
médico conveniado, mediante o pagamento da diferença dos valores correspondentes.

Os entes da federação, em decorrência da competência comum, são solidariamente responsáveis nas


demandas prestacionais na área da saúde, e diante dos critérios constitucionais de descentralização e
DIREITO CONSTITUCIONAL Saúde Tema 793-STF 3/6/2015 hierarquização, compete à autoridade judicial direcionar o cumprimento conforme as regras de repartição
de competências e determinar o ressarcimento a quem suportou o ônus financeiro.

O Tribunal de Contas, no exercício de suas atribuições, pode apreciar a constitucionalidade das leis e dos
DIREITO CONSTITUCIONAL Tribunal de contas Súmula 347-STF 12/13/1963
atos do poder público.
No Tribunal de Contas estadual, composto por sete conselheiros, quatro devem ser escolhidos pela
DIREITO CONSTITUCIONAL Tribunal de contas Súmula 653-STF 9/24/2003 Assembleia Legislativa e três pelo Chefe do Poder Executivo estadual, cabendo a este indicar um dentre
auditores e outro dentre membros do Ministério Público, e um terceiro à sua livre escolha.
A revogação ou anulação, pelo Poder Executivo, de aposentadoria, ou qualquer outro ato aprovado pelo
DIREITO CONSTITUCIONAL Tribunal de contas Súmula 6-STF 12/13/1963 Tribunal de Contas, não produz efeitos antes de aprovada por aquele tribunal, ressalvada a competência
revisora do judiciário.
O Ministério Público tem legitimidade ativa para ajuizar ação de alimentos em proveito de criança ou
adolescente independentemente do exercício do poder familiar dos pais, ou do fato de o menor se
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Alimentos Súmula 594-STJ 10/25/2017
encontrar nas situações de risco descritas no art. 98 do Estatuto da Criança e do Adolescente, ou de
quaisquer outros questionamentos acerca da existência ou eficiência da Defensoria Pública na comarca.

A competência para processar e julgar as ações conexas de interesse de menor é, em princípio, do foro do
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Competência Súmula 383-STJ 5/27/2009 domicílio do detentor de sua guarda.

1) A observância do cadastro de adotantes não é absoluta, podendo ser excepcionada em prol do princípio
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Guarda e Adoção Edição n. 27-STJ 11/22/2014 do melhor interesse da criança.

10) Nos casos em que o Ministério Público promove a ação de destituição do poder familiar ou de
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Guarda e Adoção Edição n. 27-STJ 11/22/2014 acolhimento institucional não é obrigatória a nomeação da Defensoria Pública como curadora especial.

11) A falta da citação do pai biológico no processo de adoção não obsta a homologação da sentença
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Guarda e Adoção Edição n. 27-STJ 11/22/2014 estrangeira, nos casos em que se verifica o abandono ou desinteresse do genitor.

12) É possível o deferimento da guarda de criança ou adolescente aos avós, para atender situações
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Guarda e Adoção Edição n. 27-STJ 11/22/2014 peculiares, visando preservar o melhor interesse da criança.

13) Não é possível conferir-se a guarda de criança ou adolescente aos avós para fins exclusivamente
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Guarda e Adoção Edição n. 27-STJ 11/22/2014 financeiros ou previdenciários.

14) Não há óbice à adoção feita por casal homoafetivo desde que a medida represente reais vantagens ao
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Guarda e Adoção Edição n. 27-STJ 11/22/2014 adotando.

2) A jurisprudência tem excepcionado o entendimento de que o habeas corpus não seria adequado para
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Guarda e Adoção Edição n. 27-STJ 11/22/2014 discutir questões relativas à guarda e adoção de crianças e adolescentes.
3) O acolhimento institucional ou familiar temporário não representa o melhor interesse da criança mesmo
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Guarda e Adoção Edição n. 27-STJ 11/22/2014 nos casos de adoção irregular ou "à brasileira", salvo quando há evidente risco à integridade física ou
psíquica do menor.
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Guarda e Adoção Edição n. 27-STJ 11/22/2014 4) É possível a adoção póstuma quando comprovada a anterior manifestação inequívoca do adotante.
5) A competência para processar e julgar as ações conexas de interesse de menor é, em princípio, do foro
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Guarda e Adoção Edição n. 27-STJ 11/22/2014 do domicílio do detentor de sua guarda. (Súmula n. 383/STJ)

DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Guarda e Adoção Edição n. 27-STJ 11/22/2014 6) Eventuais irregularidades na adoção podem ser superadas em virtude da situação de fato consolidada
no tempo, desde que favoráveis ao adotando.
7) O reconhecimento do estado de filiação constitui direito personalíssimo, indisponível e imprescritível,
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Guarda e Adoção Edição n. 27-STJ 11/22/2014 podendo ser exercitado sem qualquer restrição, fundamentado no direito essencial à busca pela
identidade biológica.
8) Nas disputas de custódia de crianças e adolescentes devem ser evitadas sucessivas e abruptas alterações
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Guarda e Adoção Edição n. 27-STJ 11/22/2014 de guarda e residência, ressalvados os casos de evidente risco.
9) Compete à Justiça Federal o julgamento dos pedidos de busca e apreensão ou de guarda de menores
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Guarda e Adoção Edição n. 27-STJ 11/22/2014 quando fundamentados na Convenção de Haia sobre os Aspectos Civis do Sequestro Internacional de
Crianças.
1) O ato infracional análogo ao tráfico de drogas, por si só, não conduz obrigatoriamente à imposição de
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Medidas socioeducativas Edição n. 54-STJ 2/12/2016 medida socioeducativa de internação do adolescente. (Súmula n. 492/STJ)
10) A superveniência da maioridade penal ou civil não afasta a possibilidade de aplicação de medida
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Medidas socioeducativas Edição n. 54-STJ 2/12/2016 socioeducativa, devendo-se levar em consideração a idade do menor ao tempo do fato.
11) A maioridade penal não implica a liberação compulsória do menor infrator, fato que somente se dá aos
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Medidas socioeducativas Edição n. 54-STJ 2/12/2016 21 anos nos termos do art. 121, §5°, do ECA.

DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Medidas socioeducativas Edição n. 54-STJ 2/12/2016 12) O cumprimento de medida socioeducativa de internação em estabelecimento prisional viola o art. 123
do ECA, ainda que em local separado dos maiores de idade condenados.
13) A gravidade do ato infracional equiparado ao crime de ameaça (art. 147 do CP) não se subsume à grave
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Medidas socioeducativas Edição n. 54-STJ 2/12/2016
ameaça exigida para a aplicação da medida de internação (art. 122, I, do ECA).
14) O prazo para interpor agravo contra decisão denegatória de recurso especial em matéria penal é de
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Medidas socioeducativas Edição n. 54-STJ 2/12/2016 cinco dias (art. 28 da Lei n. 8.038/90), aplicando-se às hipóteses de apuração de ato infracional.

15) É necessária a oitiva do menor infrator antes de decretar-se a regressão da medida socioeducativa.
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Medidas socioeducativas Edição n. 54-STJ 2/12/2016 (Súmula n. 265/STJ)

16) O Estatuto da Criança e do Adolescente não estipulou um número mínimo de atos infracionais graves
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Medidas socioeducativas Edição n. 54-STJ 2/12/2016 para justificar a internação com base na reiteração (art. 122, II, do ECA), não havendo que se falar,
portanto, no número mínimo de três atos infracionais.

17) Os atos infracionais compreendidos na remissão não servem para caracterizar a reiteração nos moldes
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Medidas socioeducativas Edição n. 54-STJ 2/12/2016 do art. 122, II, do ECA.

18) A reiteração capaz de ensejar a incidência da medida socioeducativa de internação (art. 122, II, do ECA)
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Medidas socioeducativas Edição n. 54-STJ 2/12/2016 só ocorre quando praticados, no mínimo, dois atos infracionais graves anteriores.
2) A existência de relatório técnico favorável à progressão ou extinção de medida socioeducativa não
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Medidas socioeducativas Edição n. 54-STJ 2/12/2016 vincula o juiz.a incidência do princípio da insignificância nos procedimentos que apuram a prática de ato
3) É possível
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Medidas socioeducativas Edição n. 54-STJ 2/12/2016 infracional.
4) A medida socioeducativa de internação está autorizada nas hipóteses taxativamente previstas no art.
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Medidas socioeducativas Edição n. 54-STJ 2/12/2016 122 do ECA, sendo vedado ao julgador dar qualquer interpretação extensiva do dispositivo.

5) A aplicação da medida de semiliberdade, a despeito do disposto no art. 120, § 2º, do ECA, não se vincula
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Medidas socioeducativas Edição n. 54-STJ 2/12/2016 à taxatividade estabelecida no art. 122 do mesmo estatuto.

6) A internação provisória prevista no art. 108 do ECA não pode exceder o prazo máximo e improrrogável
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Medidas socioeducativas Edição n. 54-STJ 2/12/2016 de 45 dias, não havendo que se falar na incidência da Súmula n. 52 do STJ.

7) A internação-sanção, imposta em razão de descumprimento injustificado de medida socioeducativa, não


DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Medidas socioeducativas Edição n. 54-STJ 2/12/2016 pode exceder o prazo de 3 (três) meses.

8) A atenuante da confissão espontânea não tem aplicabilidade em sede de procedimento relativo à


DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Medidas socioeducativas Edição n. 54-STJ 2/12/2016 apuração de ato infracional.
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Medidas socioeducativas Edição n. 54-STJ 2/12/2016 9) A prescrição penal é aplicável nas medidas socioeducativas. (Súmula n. 338/STJ)
A aplicação de medidas socioeducativas ao adolescente, pela prática de ato infracional, é da competência
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Medidas socioeducativas Súmula 108-STJ 6/16/1994
exclusiva do juiz.
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Medidas socioeducativas Súmula 265-STJ 5/22/2002 É necessária a oitiva do menor infrator antes de decretar-se a regressão da medida socioeducativa.
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Medidas socioeducativas Súmula 338-STJ 5/9/2007 A prescrição penal é aplicável nas medidas socioeducativas.
No procedimento para aplicação de medida socioeducativa, é nula a desistência de outras provas em face
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Medidas socioeducativas Súmula 342-STJ 6/27/2007 da confissão do adolescente.

O ato infracional análogo ao tráfico de drogas, por si só, não conduz obrigatoriamente à imposição de
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Medidas socioeducativas Súmula 492-STJ 8/8/2012 medida socioeducativa de internação do adolescente.
A superveniência da maioridade penal não interfere na apuração de ato infracional nem na aplicabilidade
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Medidas socioeducativas Súmula 605-STJ 3/14/2018 de medida socioeducativa em curso, inclusive na liberdade assistida, enquanto não atingida a idade de 21
anos.
1) O Superior Tribunal de Justiça admite a mitigação da teoria finalista para autorizar a incidência do Código
DIREITO DO CONSUMIDOR Aplicação do CDC Edição n. 39-STJ 7/1/2015 de Defesa do Consumidor - CDC nas hipóteses em que a parte (pessoa física ou jurídica), apesar de não ser
destinatária final do produto ou serviço, apresenta-se em situação de vulnerabilidade.

10) Considera-se consumidor por equiparação (bystander), nos termos do art. 17 do CDC, o terceiro
estranho à relação consumerista que experimenta prejuízos decorrentes do produto ou serviço vinculado à
DIREITO DO CONSUMIDOR Aplicação do CDC Edição n. 39-STJ 7/1/2015
mencionada relação , bem como, a teor do art. 29, as pessoas determináveis ou não expostas às práticas
previstas nos arts. 30 a 54 do referido código.

12) É descabida a aplicação do Código de Defesa do Consumidor alheia às normas específicas inerentes à
DIREITO DO CONSUMIDOR Aplicação do CDC Edição n. 39-STJ 7/1/2015 relação contratual de previdência privada complementar e à modalidade contratual da transação, negócio
jurídico disciplinado pelo Código Civil, inclusive no tocante à disciplina peculiar para o seu desfazimento.

6) A redução da multa moratória para 2% prevista no art. 52, § 1º, do CDC aplica-se às relações de consumo
DIREITO DO CONSUMIDOR Aplicação do CDC Edição n. 39-STJ 7/1/2015 de natureza contratual, não incidindo sobre as sanções tributárias, que estão sujeitas à legislação própria
de direito público. (Tese julgada sob o rito do art 543-C do CPC)

8) Não se aplica o Código de Defesa do Consumidor à relação contratual entre advogados e clientes, a qual
DIREITO DO CONSUMIDOR Aplicação do CDC Edição n. 39-STJ 7/1/2015 é regida pelo Estatuto da Advocacia e da OAB - Lei n. 8.906/94.
DIREITO DO CONSUMIDOR Aplicação do CDC Edição n. 42-STJ 9/4/2015 15) O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às instituições financeiras. (Súmula n. 297/STJ)
1) A relação entre concessionária de serviço público e o usuário final para o fornecimento de serviços
DIREITO DO CONSUMIDOR Aplicação do CDC Edição n. 74-STJ 11/25/2016 públicos essenciais é consumerista, sendo cabível a aplicação do Código de Defesa do Consumidor - CDC.

12) As normas do Código de Defesa do Consumidor são aplicáveis aos contratos do Sistema Financeiro de
DIREITO DO CONSUMIDOR Aplicação do CDC Edição n. 74-STJ 11/25/2016 Habitação - SFH, desde que não vinculados ao Fundo de Compensação de Variações Salariais - FCVS e
posteriores à entrada em vigor da Lei n. 8.078/90.

DIREITO DO CONSUMIDOR Aplicação do CDC Edição n. 74-STJ 11/25/2016 13) O Código de Defesa do Consumidor não é aplicável aos contratos locatícios regidos pela Lei n. 8.245/91.
14) Não incide o Código de Defesa do Consumidor nas relações jurídicas estabelecidas entre condomínio e
DIREITO DO CONSUMIDOR Aplicação do CDC Edição n. 74-STJ 11/25/2016 condôminos.

15) O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às entidades abertas de previdência complementar, não
DIREITO DO CONSUMIDOR Aplicação do CDC Edição n. 74-STJ 11/25/2016 incidindo nos contratos previdenciários celebrados com entidades fechadas. (Súmula n. 563/STJ)
DIREITO DO CONSUMIDOR Aplicação do CDC Edição n. 74-STJ 11/25/2016 16) Aplica-se o Código de Defesa do Consumidor aos contratos de plano de saúde. (Súmula n. 469/STJ).
17) O Código de Defesa do Consumidor não se aplica ao contrato de plano de saúde administrado por
DIREITO DO CONSUMIDOR Aplicação do CDC Edição n. 74-STJ 11/25/2016 entidade de autogestão, por inexistir relação de consumo.
DIREITO DO CONSUMIDOR Aplicação do CDC Súmula 297-STJ 5/12/2004 O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às instituições financeiras.
O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às entidades abertas de previdência complementar, não
DIREITO DO CONSUMIDOR Aplicação do CDC Súmula 563-STJ 2/24/2016
incidindo nos contratos previdenciários celebrados com entidades fechadas.
O Código de Defesa do Consumidor é aplicável aos empreendimentos habitacionais promovidos pelas
DIREITO DO CONSUMIDOR Aplicação do CDC Súmula 602-STJ 2/22/2018 sociedades cooperativas. STJ. 2ª Seção. Aprovada em 22/2/2018, DJe 26/2/2018.

Aplica-se o Código de Defesa do Consumidor aos contratos de plano de saúde, salvo os administrados por
DIREITO DO CONSUMIDOR Aplicação do CDC Súmula 608-STJ 4/11/2018 entidades de autogestão. STJ. 2ª Seção. Aprovada em 11/04/2018, DJe 17/04/2018.
Nos termos do art. 178 da Constituição da República, as normas e os tratados internacionais limitadores da
DIREITO DO CONSUMIDOR Aplicação do CDC Tema 210-STF 5/25/2017 responsabilidade das transportadoras aéreas de passageiros, especialmente as Convenções de Varsóvia e
Montreal, têm prevalência em relação ao Código de Defesa do Consumidor.

Bancos de dados e cadastros de 10) Da anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito, não cabe indenização por dano moral,
DIREITO DO CONSUMIDOR Edição n. 42-STJ 9/4/2015 quando preexistente legítima inscrição, ressalvado o direito ao cancelamento.(Tese julgada sob o rito do
consumidores art. 543-C do CPC/1973 - TEMA 41) (Súmula n. 385/STJ)

8) É dispensável o aviso de recebimento (AR) na carta de comunicação ao consumidor sobre a negativação


Bancos de dados e cadastros de Edição n. 42-STJ
DIREITO DO CONSUMIDOR 9/4/2015 de seu nome em bancos de dados e cadastros.(Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - TEMA
consumidores
59) (Súmula n. 404/STJ)

9) A ausência de prévia comunicação ao consumidor da inscrição do seu nome em cadastros de proteção


Bancos de dados e cadastros de Edição n. 42-STJ
DIREITO DO CONSUMIDOR 9/4/2015 ao crédito, prevista no art. 43, § 2º, do CDC, enseja o direito à compensação por danos morais. (Tese
consumidores julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - TEMA 40)

Bancos de dados e cadastros de Edição n. 59-STJ


DIREITO DO CONSUMIDOR 4/29/2016 1) A inscrição indevida em cadastro de inadimplentes configura dano moral in re ipsa.
consumidores

Bancos de dados e cadastros de Edição n. 59-STJ 10) É cabível a aplicação de multa diária como meio coercitivo para o cumprimento de decisão judicial que
DIREITO DO CONSUMIDOR 4/29/2016
consumidores determina a exclusão ou impede a inscrição do nome do devedor em cadastro de restrição de crédito.

11) Diante da presunção legal de veracidade e publicidade inerente aos registros do cartório de distribuição
Bancos de dados e cadastros de Edição n. 59-STJ judicial e cartório de protesto, a reprodução objetiva, fiel, atualizada e clara desses dados na base de órgão
DIREITO DO CONSUMIDOR 4/29/2016
consumidores de proteção ao crédito - ainda que sem a ciência do consumidor-, não tem o condão de ensejar obrigação
de reparação de danos. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - Temas 793 e 806)

12) A abstenção da inscrição/manutenção em cadastro de inadimplentes, requerida em antecipação de


tutela e/ou medida cautelar, somente será deferida se, cumulativamente: a) a ação for fundada em
Bancos de dados e cadastros de Edição n. 59-STJ questionamento integral ou parcial do débito; b) houver demonstração de que a cobrança indevida se
DIREITO DO CONSUMIDOR 4/29/2016
consumidores funda na aparência do bom direito e em jurisprudência consolidada do STF ou STJ; c) houver depósito da
parcela incontroversa ou for prestada a caução fixada conforme o prudente arbítrio do juiz. (Tese julgada
sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - Temas 31 a 34)

Bancos de dados e cadastros de Edição n. 59-STJ 13) A inscrição do nome do devedor pode ser mantida nos serviços de proteção ao crédito até o prazo
DIREITO DO CONSUMIDOR 4/29/2016
consumidores máximo de cinco anos, independentemente da prescrição da execução. (Súmula n. 323/STJ)

14) A inscrição do nome do devedor nos cadastros de inadimplência é ilícita quando descaracterizada a
Bancos de dados e cadastros de Edição n. 59-STJ
DIREITO DO CONSUMIDOR 4/29/2016 mora em razão de abusividades na cobrança dos encargos contratuais no período de normalidade. (Tese
consumidores julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - Temas 31 e 32)

DIREITO DO CONSUMIDOR Bancos de dados e cadastros de Edição n. 59-STJ 4/29/2016 15) Os débitos de natureza tributária, inscritos em dívida ativa, podem ser inseridos nos cadastros de
consumidores proteção ao crédito, independentemente de sua cobrança mediante execução fiscal.
16) O Sistema de Informações de Crédito do Banco Central - Sisbacen possui natureza semelhante aos
Bancos de dados e cadastros de Edição n. 59-STJ
DIREITO DO CONSUMIDOR 4/29/2016 cadastros de inadimplentes, tendo suas informações potencialidade de restringir a concessão de crédito ao
consumidores consumidor.
18) A ação de indenização por danos morais decorrente da inscrição indevida em cadastro de
Bancos de dados e cadastros de Edição n. 59-STJ
DIREITO DO CONSUMIDOR 4/29/2016 inadimplentes não se sujeita ao prazo quinquenal do art. 27 do CDC, mas ao prazo de 3 (três) anos previsto
consumidores no art. 206, § 3º, V, do CC/2002.

Bancos de dados e cadastros de Edição n. 59-STJ 19) Não existindo anotação irregular nos órgãos de proteção ao crédito, a mera cobrança indevida de
DIREITO DO CONSUMIDOR 4/29/2016
consumidores serviços ao consumidor não gera danos morais presumidos.
2) É possível que o magistrado, no âmbito da execução de alimentos, adote as medidas executivas do
Bancos de dados e cadastros de Edição n. 59-STJ
DIREITO DO CONSUMIDOR 4/29/2016 protesto e da inscrição do nome do devedor nos cadastros de restrição ao crédito, caso se revelem eficazes
consumidores para o pagamento da dívida.

20) O Banco do Brasil, na condição de gestor do Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF), não
DIREITO DO CONSUMIDOR Bancos de dados e cadastros de Edição n. 59-STJ 4/29/2016 tem a responsabilidade de notificar previamente o devedor acerca de sua inscrição no aludido cadastro,
consumidores tampouco legitimidade passiva para as ações de reparação de danos fundadas na ausência de prévia
comunicação. (Súmula n. 572/STJ) (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - Tema 874)

3) Incumbe ao credor a exclusão do registro da dívida em nome do devedor no cadastro de inadimplentes


Bancos de dados e cadastros de Edição n. 59-STJ
DIREITO DO CONSUMIDOR 4/29/2016 no prazo de cinco dias úteis, a partir do integral e efetivo pagamento do débito. (Súmula n. 548/STJ) (Tese
consumidores
julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - Tema 735)

Bancos de dados e cadastros de Edição n. 59-STJ 4) Cabe ao órgão mantenedor do Cadastro de Proteção ao Crédito a notificação do devedor antes de
DIREITO DO CONSUMIDOR 4/29/2016
consumidores proceder à inscrição. (Sumula n. 359/STJ)

5) Os órgãos mantenedores de cadastros possuem legitimidade passiva para as ações que buscam a
reparação dos danos morais e materiais decorrentes da inscrição, sem prévia notificação, do nome de
Bancos de dados e cadastros de Edição n. 59-STJ
DIREITO DO CONSUMIDOR 4/29/2016 devedor em seus cadastros restritivos, inclusive quando os dados utilizados para a negativação são
consumidores oriundos do CCF do Banco Central ou de outros cadastros mantidos por entidades diversas. (Tese julgada
sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - Temas 37 e 38)

Bancos de dados e cadastros de Edição n. 59-STJ 6) Somente após a concessão da recuperação judicial, com a homologação do plano e a novação dos
DIREITO DO CONSUMIDOR 4/29/2016
consumidores créditos, é possível promover a retirada do nome da recuperanda dos cadastros de inadimplentes.

7) Da anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito, não cabe indenização por dano moral,
Bancos de dados e cadastros de Edição n. 59-STJ
DIREITO DO CONSUMIDOR 4/29/2016 quando preexistente legítima inscrição, ressalvado o direito ao cancelamento. (Súmula n. 385/STJ) (Tese
consumidores julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - Tema 41)

Bancos de dados e cadastros de Edição n. 59-STJ 8) O entendimento da Súmula n. 385/STJ é aplicável às ações opostas em face do suposto credor que
DIREITO DO CONSUMIDOR 4/29/2016
consumidores efetivou a inscrição irregular. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - Tema 922)

9) É dispensável o aviso de recebimento (AR) na carta de comunicação ao consumidor sobre a negativação


Bancos de dados e cadastros de Edição n. 59-STJ
DIREITO DO CONSUMIDOR 4/29/2016 de seu nome em bancos de dados e cadastros. (Súmula n. 404/STJ) (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do
consumidores CPC/73 - Tema 59)

Bancos de dados e cadastros de Edição n. 74-STJ 7) Não existindo anotação irregular nos órgãos de proteção ao crédito, a mera cobrança indevida de
DIREITO DO CONSUMIDOR 11/25/2016
consumidores serviços ao consumidor não gera danos morais presumidos.

9) Considera-se abusiva a prática de limitar a liberdade de escolha do consumidor vinculando a compra de


Bancos de dados e cadastros de Edição n. 74-STJ
DIREITO DO CONSUMIDOR 11/25/2016 produto ou serviço à aquisição concomitante de outro produto ou serviço de natureza distinta e
consumidores comercializado em separado, hipótese em que se configura a venda casada.

DIREITO DO CONSUMIDOR Bancos de dados e cadastros de Súmula 323-STJ 11/25/2009 A inscrição do nome do devedor pode ser mantida nos serviços de proteção ao crédito por até o prazo
consumidores máximo de cinco anos, independentemente da prescrição da execução.
Bancos de dados e cadastros de Súmula 359-STJ Cabe ao órgão mantenedor do cadastro de proteção ao crédito a notificação do devedor antes de proceder
DIREITO DO CONSUMIDOR 8/13/2008
consumidores à inscrição.
Bancos de dados e cadastros de Súmula 385-STJ Da anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito, não cabe indenização por dano moral, quando
DIREITO DO CONSUMIDOR 5/27/2009
consumidores preexistente legítima inscrição, ressalvado o direito ao cancelamento.

Bancos de dados e cadastros de Súmula 404-STJ É dispensável o aviso de recebimento (AR) na carta de comunicação ao consumidor sobre a negativação de
DIREITO DO CONSUMIDOR 10/28/2009
consumidores seu nome em bancos de dados e cadastros.
Bancos de dados e cadastros de Súmula 548-STJ Incumbe ao credor a exclusão do registro da dívida em nome do devedor no cadastro de inadimplentes no
DIREITO DO CONSUMIDOR 10/14/2015
consumidores prazo de cinco dias úteis, a partir do integral e efetivo pagamento do débito.

A utilização de escore de crédito, método estatístico de avaliação de risco que não constitui banco de
Bancos de dados e cadastros de Súmula 550-STJ
DIREITO DO CONSUMIDOR 10/14/2015 dados, dispensa o consentimento do consumidor, que terá o direito de solicitar esclarecimentos sobre as
consumidores informações pessoais valoradas e as fontes dos dados considerados no respectivo cálculo.
O Banco do Brasil, na condição de gestor do Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF), não tem
Bancos de dados e cadastros de a responsabilidade de notificar previamente o devedor acerca da sua inscrição no aludido cadastro,
DIREITO DO CONSUMIDOR consumidores Súmula 572-STJ 5/11/2016 tampouco legitimidade passiva para as ações de reparação de danos fundadas na ausência de prévia
comunicação.
DIREITO DO CONSUMIDOR Cobrança de tarifas de serviços Súmula 356-STJ 6/25/2008 É legítima a cobrança da tarifa básica pelo uso dos serviços de telefonia fixa.
É legítima a cobrança da tarifa de água fixada de acordo com as categorias de usuários e as faixas de
DIREITO DO CONSUMIDOR Cobrança de tarifas de serviços Súmula 407-STJ 10/28/2009 consumo.
11) O Ministério Público tem legitimidade para ajuizar ação civil pública visando tutelar direitos dos
DIREITO DO CONSUMIDOR Competência Edição n. 74-STJ 11/25/2016 consumidores relativos aos serviços públicos.

Compete à Justiça estadual julgar causas entre consumidor e concessionária de serviço público de
DIREITO DO CONSUMIDOR Competência Tema 17-STF 10/8/2008 telefonia, quando a ANATEL não seja litisconsorte passiva necessária, assistente, nem opoente.

2) A inversão do ônus da prova, nos termos do art. 6º, VIII, do CDC, não ocorre ope legis, mas ope iudicis,
DIREITO DO CONSUMIDOR Direitos básicos do consumidor Edição n. 39-STJ 7/1/2015 vale dizer, é o juiz que, de forma prudente e fundamentada, aprecia os aspectos de verossimilhança das
alegações do consumidor ou de sua hipossuficiência.

5) Em demanda que trata da responsabilidade pelo fato do produto ou do serviço (arts. 12 e 14 do CDC), a
DIREITO DO CONSUMIDOR Direitos básicos do consumidor Edição n. 39-STJ 7/1/2015 inversão do ônus da prova decorre da lei (ope legis), não se aplicando o art. 6º, inciso VIII, do CDC.

1) Na avaliação do risco de crédito, devem ser respeitados os limites estabelecidos pelo sistema de
proteção do consumidor no sentido da tutela da privacidade e da máxima transparência nas relações
DIREITO DO CONSUMIDOR Direitos básicos do consumidor Edição n. 42-STJ 9/4/2015 negociais, conforme previsão do Código de Defesa do Consumidor - CDC e da Lei n. 12.414/2011. (Tese
julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - TEMA 710)

O Ministério Público tem legitimidade ativa para atuar na defesa de direitos difusos, coletivos e individuais
DIREITO DO CONSUMIDOR Diversos Súmula 601-STJ 2/7/2018 homogêneos dos consumidores, ainda que decorrentes da prestação de serviço público.

3) A estipulação de juros remuneratórios superiores a 12% ao ano, por si só, não indica abusividade.
DIREITO DO CONSUMIDOR Prática abusiva Edição n. 39-STJ 7/1/2015 (Súmula n. 382/STJ)

9) Não é abusiva a cláusula de cobrança de juros compensatórios incidentes em período anterior à entrega
DIREITO DO CONSUMIDOR Prática abusiva Edição n. 39-STJ 7/1/2015 das chaves nos contratos de compromisso de compra e venda de imóveis em construção sob o regime de
incorporação imobiliária.

DIREITO DO CONSUMIDOR Prática abusiva Edição n. 74-STJ 11/25/2016 10) O Ministério Público é parte legítima para atuar em defesa dos direitos difusos, coletivos e individuais
homogêneos dos consumidores.
19) A diferenciação de preços para o pagamento em dinheiro, cheque ou cartão de crédito caracteriza
DIREITO DO CONSUMIDOR Prática abusiva Edição n. 74-STJ 11/25/2016
prática abusiva no mercado de consumo.
4) Constitui prática comercial abusiva o envio de cartão de crédito sem prévia e expressa solicitação do
DIREITO DO CONSUMIDOR Prática abusiva Edição n. 74-STJ 11/25/2016 consumidor, configurando-se ato ilícito indenizável e sujeito à aplicação de multa administrativa. (Súmula
n. 532/STJ)

6) É admitida a revisão das taxas de juros remuneratórios em situações excepcionais, desde que
caracterizada a relação de consumo e que a abusividade (capaz de colocar o consumidor em desvantagem
DIREITO DO CONSUMIDOR Prática abusiva Edição n. 74-STJ 11/25/2016 exagerada - art. 51, §1 º, do CDC) fique cabalmente demonstrada, ante as peculiaridades do julgamento em
concreto. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - Tema 27)
Constitui prática comercial abusiva o envio de cartão de crédito sem prévia e expressa solicitação do
DIREITO DO CONSUMIDOR Prática abusiva Súmula 532-STJ 6/3/2015 consumidor, configurando-se ato ilícito indenizável e sujeito à aplicação de multa administrativa.
11) A ação de repetição de indébito de tarifas de água e esgoto sujeita-se ao prazo prescricional
DIREITO DO CONSUMIDOR Prescrição e decadência Edição n. 39-STJ 7/1/2015 estabelecido no Código Civil. (Súmula n. 412/STJ)

DIREITO DO CONSUMIDOR Prescrição e decadência Edição n. 42-STJ 9/4/2015 12) O início da contagem do prazo de decadência para a reclamação de vícios do produto (art. 26 do CDC)
se dá após o encerramento da garantia contratual.

17) A decadência do art. 26 do CDC não é aplicável à prestação de contas para obter esclarecimentos sobre
DIREITO DO CONSUMIDOR Prescrição e decadência Edição n. 42-STJ 9/4/2015 cobrança de taxas, tarifas e encargos bancários. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - TEMA
449)(Súmula n. 477/STJ)

17) A data em que o consumidor tem ciência do registro indevido de seu nome nos cadastros de
DIREITO DO CONSUMIDOR Prescrição e decadência Edição n. 59-STJ 4/29/2016 inadimplentes é o termo inicial da prescrição para o ajuizamento da demanda indenizatória.

8) A ação de indenização por danos morais decorrente da inscrição indevida em cadastro de inadimplentes
DIREITO DO CONSUMIDOR Prescrição e decadência Edição n. 74-STJ 11/25/2016 não se sujeita ao prazo quinquenal do art. 27 do CDC, mas ao prazo de 3 (três) anos, conforme previsto no
art. 206, § 3º, V, do CC/2002.

A ação de repetição de indébito de tarifas de água e esgoto sujeita-se ao prazo prescricional estabelecido
DIREITO DO CONSUMIDOR Prescrição e decadência Súmula 412-STJ 11/25/2009 no Código Civil.

A decadência do art. 26 do CDC não é aplicável à prestação de contas para obter esclarecimentos sobre
DIREITO DO CONSUMIDOR Prescrição e decadência Súmula 477-STJ 6/13/2012 cobrança de taxas, tarifas e encargos bancários.

7) A devolução em dobro dos valores pagos pelo consumidor, prevista no art. 42, parágrafo único, do CDC,
DIREITO DO CONSUMIDOR Proteção contratual Edição n. 39-STJ 7/1/2015 pressupõe tanto a existência de pagamento indevido quanto a má-fé do credor.

2) Nos contratos bancários posteriores ao Código de Defesa do Consumidor incide a multa moratória nele
DIREITO DO CONSUMIDOR Proteção contratual Edição n. 42-STJ 9/4/2015 prevista (Súmula n. 285/STJ).
Nos contratos bancários posteriores ao Código de Defesa do Consumidor incide a multa moratória nele
DIREITO DO CONSUMIDOR Proteção contratual Súmula 285-STJ 4/28/2004 prevista.
DIREITO DO CONSUMIDOR Proteção contratual Súmula 302-STJ 10/18/2004 É abusiva a cláusula contratual de plano de saúde que limita no tempo a internação hospitalar do segurado.
Para a repetição de indébito, nos contratos de abertura de crédito em conta-corrente, não se exige a prova
DIREITO DO CONSUMIDOR Proteção contratual Súmula 322-STJ 11/23/2005 do erro.
DIREITO DO CONSUMIDOR Proteção contratual Súmula 381-STJ 4/22/2009 Nos contratos bancários, é vedado ao julgador conhecer, de ofício, da abusividade das cláusulas.

Na hipótese de resolução de contrato de promessa de compra e venda de imóvel submetido ao Código de


Defesa do Consumidor, deve ocorrer a imediata restituição das parcelas pagas pelo promitente comprador
DIREITO DO CONSUMIDOR Proteção contratual Súmula 543-STJ 8/26/2015 - integralmente, em caso de culpa exclusiva do promitente vendedor/construtor, ou parcialmente, caso
tenha sido o comprador quem deu causa ao desfazimento.

A cláusula contratual de plano de saúde que prevê carência para utilização dos serviços de assistência
DIREITO DO CONSUMIDOR Proteção contratual Súmula 597-STJ 11/8/2017 médica nas situações de emergência ou de urgência é considerada abusiva se ultrapassado o prazo máximo
de 24 horas contado da data da contratação.

A recusa de cobertura securitária, sob a alegação de doença preexistente, é ilícita se não houve a exigência
DIREITO DO CONSUMIDOR Proteção contratual Súmula 609-STJ 4/11/2018 de exames médicos prévios à contratação ou a demonstração de má-fé do segurado. STJ. 2ª Seção.
Aprovada em 11/04/2018, DJe 17/04/2018.
É abusiva a cláusula contratual que restringe a responsabilidade de instituição financeira pelos danos
DIREITO DO CONSUMIDOR Proteção contratual Súmula 638-STJ 11/27/2019 decorrentes de roubo, furto ou extravio de bem entregue em garantia no âmbito de contrato de penhor
civil.
No atual estágio do conhecimento científico, que indica ser incerta a existência de efeitos nocivos da
exposição ocupacional e da população em geral a campos elétricos, magnéticos e eletromagnéticos
DIREITO DO CONSUMIDOR Proteção contratual Tema 479-STF 6/8/2016 gerados por sistemas de energia elétrica, não existem impedimentos, por ora, a que sejam adotados os
parâmetros propostos pela Organização Mundial de Saúde, conforme estabelece a Lei nº 11.934/2009.

4) A vedação à denunciação da lide prevista no art. 88 do CDC não se restringe à responsabilidade de


DIREITO DO CONSUMIDOR Responsabilidade Edição n. 39-STJ 7/1/2015 comerciante por fato do produto (art. 13 do CDC), sendo aplicável também nas demais hipóteses de
responsabilidade civil por acidentes de consumo (arts. 12 e 14 do CDC).

11) A agência de turismo que comercializa pacotes de viagens responde solidariamente, nos termos do art.
DIREITO DO CONSUMIDOR Responsabilidade Edição n. 42-STJ 9/4/2015 14 do CDC, pelos defeitos na prestação dos serviços que integram o pacote.

13) A empresa responde, perante o cliente, pela reparação de dano ou furto de veículo ocorridos em seu
DIREITO DO CONSUMIDOR Responsabilidade Edição n. 42-STJ 9/4/2015 estacionamento. (Súmula n. 130/STJ).

14) O roubo no interior de estacionamento de veículos, pelo qual seja direta ou indiretamente responsável
a instituição financeira, não caracteriza caso fortuito ou motivo de força maior capaz de desonerá-la da
DIREITO DO CONSUMIDOR Responsabilidade Edição n. 42-STJ 9/4/2015 responsabilidade pelos danos suportados por seu cliente vitimado, existindo solidariedade se o
estacionamento for explorado por terceiro.

16) As instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo
DIREITO DO CONSUMIDOR Responsabilidade Edição n. 42-STJ 9/4/2015 a fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações bancárias.(Tese julgada sob o rito do
art. 543-C do CPC/1973 - TEMA 466) (Súmula n. 479/STJ)

3) A instituição de ensino superior responde objetivamente pelos danos causados ao aluno em decorrência
DIREITO DO CONSUMIDOR Responsabilidade Edição n. 42-STJ 9/4/2015 da falta de reconhecimento do curso pelo Ministério da Educação e Cultura - MEC.

4) A instituição de ensino superior responde objetivamente pelos danos causados ao aluno em decorrência
DIREITO DO CONSUMIDOR Responsabilidade Edição n. 42-STJ 9/4/2015 da falta de reconhecimento do curso pelo MEC, quando violado o dever de informação ao consumidor.

5) É cabível indenização por dano moral quando o consumidor de veículo zero-quilômetro necessita
DIREITO DO CONSUMIDOR Responsabilidade Edição n. 42-STJ 9/4/2015 retornar à concessionária por diversas vezes para reparo de defeitos apresentados no veículo.

6) A constatação de defeito em veículo zero-quilômetro revela hipótese de vício do produto e impõe a


DIREITO DO CONSUMIDOR Responsabilidade Edição n. 42-STJ 9/4/2015 responsabilização solidária da concessionária e do fabricante.

7) As _x001C_bandeiras_x001D_ ou marcas de cartão de crédito respondem solidariamente com os bancos


DIREITO DO CONSUMIDOR Responsabilidade Edição n. 42-STJ 9/4/2015 e as administradoras de cartão de crédito pelos danos decorrentes da má prestação de serviços.

18) É solidária a responsabilidade entre aqueles que veiculam publicidade enganosa e os que dela se
DIREITO DO CONSUMIDOR Responsabilidade Edição n. 74-STJ 11/25/2016 aproveitam na comercialização de seu produto ou serviço.

2) As empresas públicas, as concessionárias e as permissionárias prestadoras de serviços públicos


DIREITO DO CONSUMIDOR Responsabilidade Edição n. 74-STJ 11/25/2016 respondem objetivamente pelos danos causados a terceiros, nos termos do art. 37, §6º da Constituição
Federal e dos art. 14 e 22 do Código de Defesa do Consumidor.
3) É obrigatória a restituição em dobro da cobrança indevida de tarifa de água, esgoto, energia ou
DIREITO DO CONSUMIDOR Responsabilidade Edição n. 74-STJ 11/25/2016 telefonia, salvo na hipótese de erro justificável (art. 42, parágrafo único, do CDC), que não decorra da
existência de dolo, culpa ou má-fé.
5) É objetiva a responsabilidade civil das instituições financeiras pelos crimes ocorridos no interior do
DIREITO DO CONSUMIDOR Responsabilidade Edição n. 74-STJ 11/25/2016 estabelecimento bancário por se tratar de risco inerente à atividade econômica (art. 14 do CDC).

A empresa responde, perante o cliente, pela reparação de dano ou furto de veículo ocorridos em seu
DIREITO DO CONSUMIDOR Responsabilidade Súmula 130-STJ 3/29/1995 estacionamento.
O estabelecimento bancário é responsável pelo pagamento de cheque falso, ressalvadas as hipóteses de
DIREITO DO CONSUMIDOR Responsabilidade Súmula 28-STF 12/13/1963 culpa exclusiva ou concorrente do correntista. (#possivelmente superada!#)
As instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a
DIREITO DO CONSUMIDOR Responsabilidade Súmula 479-STJ 6/27/2012 fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações bancárias.
As instituições de ensino superior respondem objetivamente pelos danos suportados pelo
aluno/consumidor pela realização de curso não reconhecido pelo Ministério da Educação, sobre o qual não
DIREITO DO CONSUMIDOR Responsabilidade Súmula 595-STJ 10/25/2017 lhe tenha sido dada prévia e adequada informação. STJ. 2ª Seção. Aprovada em 25/10/2017, DJe
06/11/2017.
DIREITO DO TRABALHO Acidente do trabalho Súmula 198-STF 12/13/1963 As ausências motivadas por acidente do trabalho não são descontáveis do período aquisitivo das férias.
A prescrição da ação de acidente do trabalho conta-se do exame pericial que comprovar a enfermidade ou
DIREITO DO TRABALHO Acidente do trabalho Súmula 230-STF 12/13/1963 verificar a natureza da incapacidade.

Na composição do dano por acidente do trabalho, ou de transporte, não é contrário à lei tomar para base
DIREITO DO TRABALHO Acidente do trabalho Súmula 314-STF 12/13/1963 da indenização o salário do tempo da perícia ou da sentença.

Em caso de acidente do trabalho ou de transporte, a concubina tem direito de ser indenizada pela morte
do amásio, se entre eles não havia impedimento para o matrimônio. (#superada em parte!#). Leia-se: "Em
DIREITO DO TRABALHO Acidente do trabalho Súmula 35-STF 12/13/1963 caso de acidente de trasbalho ou de transporte, o(a) companheiro(a) tem direito de ser indenizado(a) pela
morte da pessoa com quem vivia em união estável."
No cálculo da indenização por acidente do trabalho inclui-se, quando devido, o repouso semanal
DIREITO DO TRABALHO Acidente do trabalho Súmula 464-STF 10/1/1964 remunerado.
Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar demandas visando a obter prestações de natureza
trabalhista, ajuizadas contra órgãos da Administração Pública por servidores que ingressaram em seus
DIREITO DO TRABALHO Competência Tema 853-STF 10/2/2015 quadros, sem concurso público, antes do advento da CF/88, sob regime da Consolidação das Leis do
Trabalho - CLT.
A garantia da estabilidade provisória prevista no art. 10, II, a, do ADCT, também se aplica ao suplente do
DIREITO DO TRABALHO Estabilidade Súmula 676-STF 9/24/2003 cargo de direção de comissões internas de prevenção de acidentes (CIPA).

A incidência da estabilidade prevista no art. 10, inc. II, do ADCT, somente exige a anterioridade da gravidez
DIREITO DO TRABALHO Estabilidade Tema 497-STF 10/10/2018 à dispensa sem justa causa.

É de decadência o prazo de trinta dias para instauração do inquérito judicial, a contar da suspensão, por
DIREITO DO TRABALHO Falta grave Súmula 403-STF 4/3/1964 falta grave, de empregado estável.

Os optantes pelo FGTS, nos termos da Lei nº 5.958, de 1973, têm direito à taxa progressiva dos juros, na
DIREITO DO TRABALHO FGTS Súmula 154-STJ 3/22/1996 forma do art. 4º da Lei nº 5.107, de 1966.

A Caixa Econômica Federal tem legitimidade passiva para integrar processo em que se discute correção
DIREITO DO TRABALHO FGTS Súmula 249-STJ 5/24/2001 monetária do FGTS.

Os saldos das contas do FGTS, pela legislação infraconstitucional, são corrigidos em 42,72% (IPC) quanto às
DIREITO DO TRABALHO FGTS Súmula 252-STJ 6/13/2001 perdas de janeiro de 1989 e 44,80% (IPC) quanto às de abril de 1990, acolhidos pelo STJ os índices de
18,02% (LBC) quanto as perdas de junho de 1987, de5,38% (BTN) para maio de 1990 e 7,00%(TR) para
fevereiro de 1991, de acordo com o entendimento do STF (RE 226.855-7-RS).

DIREITO DO TRABALHO FGTS Súmula 353-STJ 6/11/2008 As disposições do Código Tributário Nacional não se aplicam às contribuições para o FGTS.
A prescrição da ação para pleitear os juros progressivos sobre os saldos de conta vinculada do FGTS não
DIREITO DO TRABALHO FGTS Súmula 398-STJ 9/23/2009 atinge o fundo de direito, limitando-se às parcelas vencidas.

As diferenças de correção monetária resultantes de expurgos inflacionários sobre os saldos de FGTS têm
DIREITO DO TRABALHO FGTS Súmula 445-STJ 4/28/2010 como termo inicial a data em que deveriam ter sido creditadas.
A Taxa Referencial (TR) é o índice aplicável, a título de correção monetária, aos débitos com o FGTS
DIREITO DO TRABALHO FGTS Súmula 459-STJ 8/25/2010 recolhidos pelo empregador, mas não repassados ao fundo.
O titular da conta vinculada ao FGTS tem o direito de sacar o saldo respectivo quando declarado nulo seu
DIREITO DO TRABALHO FGTS Súmula 466-STJ 10/13/2010 contrato de trabalho por ausência de prévia aprovação em concurso público.

A CEF é responsável pelo fornecimento dos extratos das contas individualizadas vinculadas ao FGTS dos
DIREITO DO TRABALHO FGTS Súmula 514-STJ 8/14/2014 trabalhadores participantes do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, inclusive para fins de exibição em
juízo, independentemente do período em discussão.
A taxa progressiva de juros não se aplica às contas vinculadas ao FGTS de trabalhadores qualificados como
DIREITO DO TRABALHO FGTS Súmula 571-STJ 4/27/2016 avulsos.
Os empregados que laboram no cultivo da cana-de-açúcar para empresa agroindustrial ligada ao setor
DIREITO DO TRABALHO FGTS Súmula 578-STJ 6/22/2016 sucroalcooleiro detêm a qualidade de rurícola, ensejando a isenção do FGTS desde a edição da Lei
Complementar n. 11/1971 até a promulgação da Constituição Federal de 1988.

Incide o percentual do fundo de garantia do tempo de serviço (FGTS) sobre a parcela da remuneração
DIREITO DO TRABALHO FGTS Súmula 593-STF 12/15/1976 correspondente a horas extraordinárias de trabalho.

O prazo prescricional aplicável à cobrança de valores não depositados no Fundo de Garantia por Tempo de
DIREITO DO TRABALHO FGTS Tema 608-STF 11/13/2014 Serviço (FGTS) é quinquenal, nos termos do art. 7º, XXIX, da Constituição Federal.
DIREITO DO TRABALHO Greve Súmula 316-STF 12/13/1963 A simples adesão à greve não constitui falta grave.
A justiça comum, federal ou estadual, é competente para julgar a abusividade de greve de servidores
DIREITO DO TRABALHO Greve Tema 544-STF 5/25/2017 públicos celetistas da Administração pública direta, autarquias e fundações públicas.
As gratificações habituais, inclusive a de natal, consideram-se tacitamente convencionadas, integrando o
DIREITO DO TRABALHO Habitualidade Súmula 207-STF 12/13/1963 salário.
O salário-produção, como outras modalidades de salário-prêmio, é devido, desde que verificada a condição
DIREITO DO TRABALHO Habitualidade Súmula 209-STF 12/13/1963 a que estiver subordinado, e não pode ser suprimido unilateralmente pelo empregador, quando pago com
habitualidade.
No cálculo da indenização por despedida injusta, incluem-se os adicionais, ou gratificações, que, pela
DIREITO DO TRABALHO Habitualidade Súmula 459-STF 10/1/1964 habitualidade, se tenham incorporado ao salário.

Para a indenização devida a empregado que tinha direito a ser readmitido, e não foi, levam-se em conta as
DIREITO DO TRABALHO Indenização Súmula 219-STF 12/13/1963 vantagens advindas à sua categoria no período do afastamento.

A indenização devida a empregado estável, que não é readmitido ao cessar sua aposentadoria, deve ser
DIREITO DO TRABALHO Indenização Súmula 220-STF 12/13/1963 paga em dobro.

Para efeito de indenização e estabilidade, conta-se o tempo em que o empregado esteve afastado, em
DIREITO DO TRABALHO Indenização Súmula 463-STF 10/1/1964 serviço militar obrigatório, mesmo anteriormente a Lei 4.072, de 01.06.62.
DIREITO DO TRABALHO Insalubridade Súmula 194-STF 12/13/1963 É competente o Ministro do Trabalho para a especificação das atividades insalubres.

Para efeito do adicional de insalubridade, a perícia judicial, em reclamação trabalhista, não dispensa o
DIREITO DO TRABALHO Insalubridade Súmula 460-STF 10/1/1964 enquadramento da atividade entre as insalubres, que é ato da competência do Ministro do Trabalho e
Previdência Social.

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT tem o dever jurídico de motivar, em ato formal, a
DIREITO DO TRABALHO Rescisão Contratual Tema 131-STF 3/21/2013
demissão de seus empregados.

A transação extrajudicial que importa rescisão do contrato de trabalho, em razão de adesão voluntária do
empregado a plano de dispensa incentivada, enseja quitação ampla e irrestrita de todas as parcelas objeto
DIREITO DO TRABALHO Rescisão Contratual Tema 152-STF 4/30/2015 do contrato de emprego, caso essa condição tenha constado expressamente do acordo coletivo que
aprovou o plano, bem como dos demais instrumentos celebrados com o empregado.
A Constituição de 1988 comina de nulidade as contratações de pessoal pela Administração Pública sem a
observância das normas referentes à indispensabilidade da prévia aprovação em concurso público (CF, art.
37, § 2º), não gerando, essas contratações, quaisquer efeitos jurídicos válidos em relação aos empregados
DIREITO DO TRABALHO Rescisão Contratual Tema 308-STF 8/28/2014 contratados, a não ser o direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos
do art. 19-A da Lei 8.036/90, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia por Tempo
de Serviço - FGTS.

É constitucional o art. 31 da Lei 8.880/1994, que prevê indenização adicional equivalente a 50% da última
DIREITO DO TRABALHO Rescisão Contratual Tema 748-STF 6/13/2014 remuneração recebida na hipótese de demissão imotivada de empregado durante a vigência da Unidade
Real de Valor (URV).

O salário das férias do empregado horista corresponde à media do período aquisitivo, não podendo ser
DIREITO DO TRABALHO Salário Súmula 199-STF 12/13/1963 inferior ao mínimo.

Na equiparação de salário, em caso de trabalho igual, toma-se em conta o tempo de serviço na função, e
DIREITO DO TRABALHO Salário Súmula 202-STF 12/13/1963 não no emprego.
DIREITO DO TRABALHO Salário Súmula 461-STF 10/1/1964 É duplo, e não triplo, o pagamento do salário nos dias destinados a descanso.
É inconstitucional o Decreto 51.668, de 17.01.1963, que estabeleceu salário profissional para trabalhadores
DIREITO DO TRABALHO Salário Súmula 531-STF 12/3/1969 de transportes marítimos, fluviais e lacustres.

Salvo os casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de
DIREITO DO TRABALHO Salário Súmula vinculante 4-STF 4/30/2008 cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial.
DIREITO DO TRABALHO Serviço noturno Súmula 213-STF 12/13/1963 É devido o adicional de serviço noturno, ainda que sujeito o empregado ao regime de revezamento.
A duração legal da hora de serviço noturno (52 minutos e 30 segundos) constitui vantagem suplementar,
DIREITO DO TRABALHO Serviço noturno Súmula 214-STF 12/13/1963 que não dispensa o salário adicional.

Provada a identidade entre o trabalho diurno e o noturno, é devido o adicional, quanto a este, sem a
DIREITO DO TRABALHO Serviço noturno Súmula 313-STF 12/13/1963 limitação do art. 73, parágrafo 3, da CLT, independentemente da natureza da atividade do empregador.
DIREITO DO TRABALHO Serviço noturno Súmula 402-STF 4/3/1964 Vigia noturno tem direito a salário adicional.

São inconstitucionais os incisos I e III do art. 7º da Lei 8.162/91, que afastam, para efeito de anuênio e de
DIREITO DO TRABALHO Servidor público Súmula 678-STF 9/24/2003 licença-prêmio, a contagem do tempo de serviço regido pela CLT dos servidores que passaram a submeter-
se ao Regime Jurídico Único.

DIREITO DO TRABALHO Servidor público Súmula 679-STF 9/24/2003 A fixação de vencimentos dos servidores públicos não pode ser objeto de convenção coletiva.
O empregado com representação sindical só pode ser despedido mediante inquérito em que se apure falta
DIREITO DO TRABALHO Sindicatos Súmula 197-STF 12/13/1963 grave.
Até que lei venha a dispor a respeito, incumbe ao Ministério do Trabalho proceder ao registro das
DIREITO DO TRABALHO Sindicatos Súmula 677-STF 9/24/2003 entidades sindicais e zelar pela observância do princípio da unicidade.

DIREITO DO TRABALHO Sindicatos Tema 935-STF 2/24/2017 É inconstitucional a instituição, por acordo, convenção coletiva ou sentença normativa, de contribuições
que se imponham compulsoriamente a empregados da categoria não sindicalizados.
Ainda que exerça atividade rural, o empregado de empresa industrial ou comercial é classificado de acordo
DIREITO DO TRABALHO Temas diversos Súmula 196-STF 12/13/1963
com a categoria do empregador.
DIREITO DO TRABALHO Temas diversos Súmula 212-STF 12/13/1963 Tem direito ao adicional de serviço perigoso o empregado de posto de revenda de combustível líquido.
Conta-se a favor de empregado readmitido o tempo de serviço anterior, salvo se houver sido despedido
DIREITO DO TRABALHO Temas diversos Súmula 215-STF 12/13/1963 por falta grave ou tiver recebido a indenização legal.

A transferência de estabelecimento, ou a sua extinção parcial, por motivo que não seja de força maior, não
DIREITO DO TRABALHO Temas diversos Súmula 221-STF 12/13/1963 justifica a transferência de empregado estável.
DIREITO DO TRABALHO Temas diversos Súmula 225-STF 12/13/1963 Não é absoluto o valor probatório das anotações da carteira profissional.
A concordata do empregador não impede a execução de crédito nem a reclamação de empregado na
DIREITO DO TRABALHO Temas diversos Súmula 227-STF 12/13/1963 Justiça do Trabalho.

A prescrição atinge somente as prestações de mais de dois anos, reclamadas com fundamento em decisão
DIREITO DO TRABALHO Temas diversos Súmula 349-STF 12/13/1963 normativa da justiça do trabalho, ou em convenção coletiva de trabalho, quando não estiver em causa a
própria validade de tais atos.

DIREITO DO TRABALHO Temas diversos Súmula 675-STF 9/24/2003 Os intervalos fixados para descanso e alimentação durante a jornada de seis horas não descaracterizam o
sistema de turnos ininterruptos de revezamento para o efeito do art. 7º, XIV, da Constituição.

A extensão, pelo Poder Judiciário, das verbas e vantagens concedidas pelo Conselho de Reitores das
DIREITO DO TRABALHO Temas diversos Tema 1027-STF 2/2/2019 Universidades do Estado de São Paulo (Cruesp) aos empregados das instituições de ensino autônomas
vinculadas às universidades estaduais paulistas contraria o disposto na Súmula Vinculante 37.

1. A qualificação de uma fundação instituída pelo Estado como sujeita ao regime público ou privado
depende (i) do estatuto de sua criação ou autorização e (ii) das atividades por ela prestadas. As atividades
de conteúdo econômico e as passíveis de delegação, quando definidas como objetos de dada fundação,
DIREITO DO TRABALHO Temas diversos Tema 545-STF 8/7/2019 ainda que essa seja instituída ou mantida pelo Poder público, podem-se submeter ao regime jurídico de
direito privado. 2. A estabilidade especial do art. 19 do ADCT não se estende aos empregados das
fundações públicas de direito privado, aplicando-se tão somente aos servidores das pessoas jurídicas de
direito público.

É nula a decisão de órgão fracionário que se recusa a aplicar o art. 94, II, da Lei 9.472/1997, sem observar a
DIREITO DO TRABALHO Temas diversos Tema 739-STF 10/11/2018 cláusula de reserva de Plenário (CF, art. 97), observado o art. 949 do Código de Processo Civil.

O inadimplemento dos encargos trabalhistas dos empregados do contratado não transfere


DIREITO DO TRABALHO Terceirização Tema 246-STF 3/30/2017 automaticamente ao Poder Público contratante a responsabilidade pelo seu pagamento, seja em caráter
solidário ou subsidiário, nos termos do art. 71, § 1º, da Lei nº 8.666/93.

É lícita a terceirização ou qualquer outra forma de divisão do trabalho entre pessoas jurídicas distintas,
DIREITO DO TRABALHO Terceirização Tema 725-STF 8/30/2018 independentemente do objeto social das empresas envolvidas, mantida a responsabilidade subsidiária da
empresa contratante.

A condenação por abuso de poder econômico ou político em ação de investigação judicial eleitoral
transitada em julgado, ex vi do art. 22, XIV, da Lei Complementar n. 64/90, em sua redação primitiva, é apta
DIREITO ELEITORAL Abuso do poder econômico Tema 860-STF 3/1/2018 a atrair a incidência da inelegibilidade do art. 1º, inciso I, alínea d, na redação dada pela Lei Complementar
n. 135/2010, aplicando-se a todos os processos de registro de candidatura em trâmite.

O pagamento dos valores devidos pela Fazenda Pública entre a data da impetração do mandado de
DIREITO ELEITORAL Diversos Tema 831-STF 8/8/2015 segurança e a efetiva implementação da ordem concessiva deve observar o regime de precatórios previsto
no artigo 100 da Constituição Federal.

Membro do Ministério Público possui direito a concorrer à nova eleição a ser reeleito, nos termos do art.
DIREITO ELEITORAL Eleições Tema 172-STF 6/4/2009 14, § 5º da Constituição Federal, desde que já ocupe cargo eletivo à época do advento da EC 45/2004.

A Lei Complementar 135/2010 não é aplicável às eleições gerais de 2010, em face do princípio da
DIREITO ELEITORAL Eleições Tema 367-STF 5/28/2015 anterioridade eleitoral (art. 16 da Constituição Federal).

A Lei Complementar 135/2010 não é aplicável às eleições gerais de 2010, em face do princípio da
DIREITO ELEITORAL Eleições Tema 387-STF 3/24/2011 anterioridade eleitoral (art. 16 da Constituição Federal).

DIREITO ELEITORAL Eleições Tema 680-STF 12/19/2013 A partir das eleições de 2014, inclusive, o Ministério Público Eleitoral tem legitimidade para recorrer da
decisão que julga o pedido de registro de candidatura, ainda que não tenha apresentado impugnação.
O parecer técnico elaborado pelo Tribunal de Contas tem natureza meramente opinativa, competindo
DIREITO ELEITORAL Inelegibilidade Tema 157-STF 8/10/2016 exclusivamente à Câmara de Vereadores o julgamento das contas anuais do Chefe do Poder Executivo local,
sendo incabível o julgamento ficto das contas por decurso de prazo.

I - O art. 14, § 5º, da Constituição deve ser interpretado no sentido de que a proibição da segunda
reeleição é absoluta e torna inelegível para determinado cargo de Chefe do Poder Executivo o cidadão que
já exerceu dois mandatos consecutivos (reeleito uma única vez) em cargo da mesma natureza, ainda que
DIREITO ELEITORAL Inelegibilidade Tema 564-STF 8/1/2012 em ente da Federação diverso;
II - As decisões do Tribunal Superior Eleitoral - TSE que, no curso do pleito eleitoral ou logo após o seu
encerramento, impliquem mudança de jurisprudência não têm aplicabilidade imediata.

A dissolução da sociedade ou do vínculo conjugal, no curso do mandato, não afasta a inelegibilidade


DIREITO ELEITORAL Inelegibilidade Tema 61-STF 10/1/2008 prevista no § 7º do artigo 14 da Constituição Federal.

A Súmula Vinculante 18 do STF (“A dissolução da sociedade ou do vínculo conjugal, no curso do mandato,
DIREITO ELEITORAL Inelegibilidade Tema 678-STF 5/22/2014 não afasta a inelegibilidade prevista no § 7º do artigo 14 da Constituição Federal”) não se aplica aos casos
de extinção do vínculo conjugal pela morte de um dos cônjuges.

As hipóteses de inelegibilidade previstas no art. 14, § 7º, da Constituição Federal, inclusive quanto ao prazo
DIREITO ELEITORAL Inelegibilidade Tema 781-STF 10/7/2015 de seis meses, são aplicáveis às eleições suplementares.

Para os fins do art. 1º, inciso I, alínea "g", da Lei Complementar 64, de 18 de maio de 1990, alterado pela
Lei Complementar 135, de 4 de junho de 2010, a apreciação das contas de prefeitos, tanto as de governo
DIREITO ELEITORAL Prestação de Contas Tema 835-STF 8/10/2016 quanto as de gestão, será exercida pelas Câmaras Municipais, com o auxílio dos Tribunais de Contas
competentes, cujo parecer prévio somente deixará de prevalecer por decisão de 2/3 dos vereadores.

DIREITO EMPRESARIAL Contratos bancários Súmula 259-STJ 11/28/2001 A ação de prestação de contas pode ser proposta pelo titular de conta-corrente bancária.
As empresas administradoras de cartão de crédito são instituições financeiras e, por isso, os juros
DIREITO EMPRESARIAL Contratos bancários Súmula 283-STJ 4/28/2004 remuneratórios por elas cobrados não sofrem as limitações da Lei de Usura.

A renegociação de contrato bancário ou a confissão da dívida não impede a possibilidade de discussão


DIREITO EMPRESARIAL Contratos bancários Súmula 286-STJ 4/28/2004 sobre eventuais ilegalidades dos contratos anteriores.
Nos contratos bancários, na impossibilidade de comprovar a taxa de juros efetivamente contratada - por
ausência de pactuação ou pela falta de juntada do instrumento aos autos -, aplica-se a taxa médiade
DIREITO EMPRESARIAL Contratos bancários Súmula 530-STJ 5/13/2015 mercado, divulgada pelo Bacen, praticada nas operações da mesma espécie, salvo se a taxa cobrada for
mais vantajosa para o devedor.

A pactuação das tarifas de abertura de crédito (TAC) e de emissão de carnê (TEC), ou outra denominação
DIREITO EMPRESARIAL Contratos bancários Súmula 565-STJ 2/24/2016 para o mesmo fato gerador, é válida apenas nos contratos bancários anteriores ao início da vigência da
Resolução-CMN n. 3.518/2007, em 30/4/2008.
Nos contratos bancários posteriores ao início da vigência da Resolução-CMN n. 3.518/2007, em 30/4/2008,
DIREITO EMPRESARIAL Contratos bancários Súmula 566-STJ 2/24/2016 pode ser cobrada a tarifa de cadastro no início do relacionamento entre o consumidor e a instituição
financeira.
Nos contratos de participação financeira para aquisição de linha telefônica, o valor patrimonial da ação
DIREITO EMPRESARIAL Diversos Súmula 371-STJ 3/11/2009 (VPA) é apurado com base no balancete do mês da integralização.

1) A recuperação judicial é norteada pelos princípios da preservação da empresa, da função social e do


DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Edição n. 35-STJ 4/30/2015 estímulo à atividade econômica, a teor do art. 47 da Lei n. 11.101/2005.

DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Edição n. 35-STJ 4/30/2015 10) Na vigência da atual legislação de recuperação e falência, a intervenção do Ministério Público ficou
restrita às hipóteses expressamente previstas em lei.
11) São devidos honorários advocatícios quando o pedido de habilitação de crédito for impugnado, em
DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Edição n. 35-STJ 4/30/2015 recuperação judicial ou na falência, haja vista a litigiosidade do processo.

12) A ação de despejo (Lei n. 8.245/1991- Lei do Inquilinato) movida contra o sujeito em recuperação
DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Edição n. 35-STJ 4/30/2015 judicial, que busca, unicamente, a retomada da posse direta do imóvel locado, não se submete à
competência do juízo universal da recuperação.

DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Edição n. 35-STJ 4/30/2015 13) É inexigível certidão de regularidade fiscal para o deferimento da recuperação judicial, enquanto não
editada legislação específica que discipline o parcelamento tributário no âmbito do referido regime.

14) A Segunda Seção do STJ é competente para julgar conflitos de competência originados em recuperação
DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Edição n. 35-STJ 4/30/2015 judicial, envolvendo execuções fiscais movidas contra empresários e sociedades empresárias, a teor do art.
9º, § 2º, IX, do RISTJ.

2) Para fins do art. 3º da Lei n. 11.101/2005, principal estabelecimento é o local do centro das atividades
DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Edição n. 35-STJ 4/30/2015 da empresa, não se confundindo com o endereço da sede costante do estatuto social.

3) O juízo da recuperação judicial não é competente para decidir sobre a constrição de bens não
DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Edição n. 35-STJ 4/30/2015 abrangidos pelo plano de recuperação da empresa. (Súmula n. 480/STJ)

4) O juízo da execução individual é competente para ultimar os atos de constrição patrimonial dos bens
DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Edição n. 35-STJ 4/30/2015 adjudicados antes do deferimento do pedido de recuperação judicial.
5) Promovida a adjudicação do bem penhorado em execução individual, em data posterior ao deferimento
DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Edição n. 35-STJ 4/30/2015 da recuperação judicial ou decretação da falência, o ato fica desfeito em razão da competência do juízo
universal.
6) O simples decurso do prazo legal de 180 dias de que trata o art. 6º, § 4º, da Lei n. 11.101/2005, não
DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Edição n. 35-STJ 4/30/2015 enseja a retomada automática das execuções individuais.

7) Os bens dos sócios das sociedades recuperandas não estão sob a tutela do juízo da recuperação judicial,
DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Edição n. 35-STJ 4/30/2015 salvo se houver decisão expressa em sentido contrário.
8) Classificam-se como extraconcursais os créditos originários de negócios jurídicos realizados no período
DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Edição n. 35-STJ 4/30/2015 compreendido entre a data em que se defere o processamento da recuperação judicial e a decretação da
falência.
9) A competência para promover os atos de execução do patrimônio da empresa recuperanda é do juízo
DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Edição n. 35-STJ 4/30/2015 em que se processa a recuperação judicial, evitando-se, assim, que medidas expropriatórias prejudiquem o
cumprimento do plano de soerguimento.

1) Embora o juiz não possa analisar os aspectos da viabilidade econômica da empresa, tem ele o dever de
DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Edição n. 37-STJ 4/30/2015 velar pela legalidade do plano de recuperação judicial, de modo a evitar que os credores aprovem pontos
que estejam em desacordo com as normas legais.

10) A recuperação judicial do devedor principal não impede o prosseguimento das execuções nem induz
suspensão ou extinção de ações ajuizadas contra terceiros devedores solidários ou coobrigados em geral,
DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Edição n. 37-STJ 4/30/2015 por garantia cambial, real ou fidejussória, pois não se lhes aplicam a suspensão prevista nos arts. 6º, caput,
e 52, inciso III, ou a novação a que se refere o art. 59, caput, por força do que dispõe o art. 49, § 1º, todos
da Lei n. 11.101/2005. (Tese Julgada de acordo com o art. 543-C do CPC/1973 - TEMA 885)

11) A homologação do plano de recuperação judicial opera novação sui generis dos créditos por ele
DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Edição n. 37-STJ 4/30/2015 abrangidos, visto que se submete à condição resolutiva.

12) Estão sujeitos à recuperação judicial os créditos existentes na data do pedido, não se submetendo aos
DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Edição n. 37-STJ 4/30/2015 seus efeitos os créditos posteriores ao pleito recuperacional.
2) Os créditos decorrentes de arrendamento mercantil ou com garantia fiduciária - inclusive os resultantes
DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Edição n. 37-STJ 4/30/2015 de cessão fiduciária - não se sujeitam aos efeitos da recuperação judicial, nos termos § 3º do artigo 49 da
Lei n. 11.101/2005.
3) Apenas após a homologação do plano de recuperação judicial é que se deve oficiar aos cadastros de
DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Edição n. 37-STJ 4/30/2015 inadimplentes para que providenciem a baixa dos protestos e inscrições em nome da recuperanda.

DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Edição n. 37-STJ 4/30/2015 4) Os institutos da recuperação judicial e da falência, a despeito de instaurarem o juízo universal, não
acarretam a atração das ações que demandam quantia ilíquida - art. 6º, § 1º, da Lei n. 11.101/05.
5) O crédito advindo de adiantamento de contrato de câmbio não está sujeito aos efeitos da recuperação
DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Edição n. 37-STJ 4/30/2015 judicial.
6) O crédito proveniente de responsabilidade civil por fato preexistente ao momento do deferimento da
DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Edição n. 37-STJ 4/30/2015 recuperação deve ser incluído no respectivo plano.

7) Os bens de capital essenciais à atividade da empresa em recuperação devem permanecer em sua posse,
DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Edição n. 37-STJ 4/30/2015 enquanto durar o período de suspensão das ações e execuções contra a devedora, aplicando-se a ressalva
final do §3º do art. 49 da Lei n. 11.101/2005.

8) O deferimento da recuperação judicial não suspende a execução fiscal, mas os atos que importem em
DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Edição n. 37-STJ 4/30/2015 constrição ou alienação do patrimônio da recuperanda devem se submeter ao juízo universal.

9) Os créditos resultantes de honorários advocatícios têm natureza alimentar e equiparam-se aos


DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Edição n. 37-STJ 4/30/2015 trabalhistas para efeito de habilitação em falência e recuperação judicial. (Tese julgada sob o rito do art.
543-C do CPC/1973 - TEMA 637)

A restituição da importância adiantada, a conta de contrato de câmbio, independe de ter sido a


DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Súmula 133-STJ 4/26/1995 antecipação efetuada nos quinze dias anteriores ao requerimento da concordata.

Para a restituição prevista no art. 76, parágrafo 2, da Lei de Falências, conta-se o prazo de quinze dias da
DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Súmula 193-STF 12/13/1963 entrega da coisa e não da sua remessa.

Comprovada a prestação dos serviços, a duplicata não aceita, mas protestada, é título hábil para instruir
DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Súmula 248-STJ 5/23/2001 pedido de falência.
DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Súmula 25-STJ 4/10/1991 Nas ações da lei de falências o prazo para a interposição de recurso conta-se da intimação da parte.
DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Súmula 264-STJ 5/8/2002 É irrecorrível o ato judicial que apenas manda processar a concordata preventiva.
No pagamento em juízo para elidir falência, são devidos correção monetária, juros e honorários de
DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Súmula 29-STJ 10/9/1991 advogado.
A restituição de adiantamento de contrato de câmbio, na falência, deve ser atendida antes de qualquer
DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Súmula 307-STJ 12/6/2004 crédito.
A notificação do protesto, para requerimento de falência da empresa devedora, exige a identificação da
DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Súmula 361-STJ 9/10/2008 pessoa que a recebeu.

A correção monetária integra o valor da restituição, em caso de adiantamento de câmbio, requerida em


DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Súmula 36-STJ 12/11/1991 concordata ou falência.

DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Súmula 417-STF 6/1/1964 Pode ser objeto de restituição, na falência, dinheiro em poder do falido, recebido em nome de outrem, ou
do qual, por lei ou contrato, não tivesse ele a disponibilidade.
O juízo da recuperação judicial não é competente para decidir sobre a constrição de bens não abrangidos
DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Súmula 480-STJ 6/27/2012
pelo plano de recuperação da empresa.

A restituição em dinheiro da coisa vendida a crédito, entregue nos quinze dias anteriores ao pedido de
DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Súmula 495-STF 12/3/1969 falência ou de concordata, cabe, quando, ainda que consumida ou transformada, não faça o devedor prova
de haver sido alienada a terceiro.
A recuperação judicial do devedor principal não impede o prosseguimento das ações e execuções ajuizadas
DIREITO EMPRESARIAL Falência e recuperação judicial Súmula 581-STJ 9/14/2016 contra terceiros devedores solidários ou coobrigados em geral, por garantia cambial, real ou fidejussória.
STJ. 2ª Seção. Aprovada em 14/09/2016, DJe 19/09/2016 (Info 590).

DIREITO EMPRESARIAL Livros comerciais Súmula 260-STF 12/13/1963 O exame de livros comerciais, em ação judicial, fica limitado às transações entre os litigantes.
DIREITO EMPRESARIAL Livros comerciais Súmula 390-STF 4/3/1964 A exibição judicial de livros comerciais pode ser requerida como medida preventiva.

DIREITO EMPRESARIAL Livros comerciais Súmula 439-STF 10/1/1964 Estão sujeitos a fiscalização tributária ou previdenciária quaisquer livros comerciais, limitado o exame aos
pontos objeto da investigação.

1) A marca de alto renome (art. 125 da Lei de Propriedade Industrial - LPI) é exceção ao princípio da
DIREITO EMPRESARIAL Propriedade Industrial Edição n. 24-STJ 10/3/2014 especificidade e tem proteção especial em todos os ramos de atividade, desde que previamente registrada
no Brasil e assim declarada pelo INPI - Instituto Nacional de Propriedade Industrial.

10) O termo inicial da prescrição da ação indenizatória por uso indevido de marca surge a partir da violação
DIREITO EMPRESARIAL Propriedade Industrial Edição n. 24-STJ 10/3/2014 do direito, prolongando-se no tempo nos casos de violações permanentes ou continuadas.

11) A ação de nulidade de registro de marca ou patente é necessária para que possa ser afastada a garantia
DIREITO EMPRESARIAL Propriedade Industrial Edição n. 24-STJ 10/3/2014 da exclusividade, devendo correr na Justiça Federal ante a obrigatoriedade de participação do INPI.
DIREITO EMPRESARIAL Propriedade Industrial Edição n. 24-STJ 10/3/2014 12) Prescreve em cinco anos a ação de perdas e danos pelo uso de marca comercial. (Súmula n. 143/STJ)

13) O prazo prescricional para a ação de abstenção de uso de marca, na vigência do Código Civil de 1916, é
DIREITO EMPRESARIAL Propriedade Industrial Edição n. 24-STJ 10/3/2014 de 10 anos entre presentes e 15 anos entre ausentes, aplicando- se o prazo das ações reais previsto no
artigo 177, segunda parte, do CC/16.

14) A declaração de caducidade do registro de marca tem efeitos jurídicos a partir de sua declaração (ex
DIREITO EMPRESARIAL Propriedade Industrial Edição n. 24-STJ 10/3/2014 nunc), e não efeitos retroativos (ex tunc).

15) A não observância dos padrões dos produtos e serviços da marca licenciada demonstra o seu uso
DIREITO EMPRESARIAL Propriedade Industrial Edição n. 24-STJ 10/3/2014 indevido e autoriza a tutela inibitória para impedir a utilização.

16) Para a caracterização da colidência entre marcas, devem ser utilizados os seguintes parâmetros: (i) as
marcas devem ser apreciadas sucessivamente, de modo a se verificar se a lembrança deixada por uma
DIREITO EMPRESARIAL Propriedade Industrial Edição n. 24-STJ 10/3/2014 influencia na lembrança deixada pela outra; (ii) as marcas devem ser avaliadas com base nas suas
semelhanças e não nas suas diferenças; e (iii) as marcas devem ser comparadas pela sua impressão de
conjunto e não por detalhes.

17) Não é possível a prorrogação por 5 (cinco) anos do prazo de proteção de 15 (quinze) anos concedido às
DIREITO EMPRESARIAL Propriedade Industrial Edição n. 24-STJ 10/3/2014 patentes estrangeiras depositadas em data anterior a 1º de janeiro de 2000, ante a ausência de suporte
legal e da inaplicabilidade automática e sem reserva do acordo internacional TRIPs.

18) A Lei de Propriedade Industrial, em seu art. 230, § 4º, c/c o art. 40, estabelece que a proteção oferecida
às patentes estrangeiras, chamadas patentes pipeline, vigora _x0018_pelo prazo remanescente de
DIREITO EMPRESARIAL Propriedade Industrial Edição n. 24-STJ 10/3/2014 proteção no país onde foi depositado o primeiro pedido_x0019_, até o prazo máximo de proteção
concedido no Brasil - 20 anos - a contar da data do primeiro depósito no exterior, ainda que
posteriormente abandonado.

19) A legislação observa o sistema atributivo para obtenção do registro de propriedade de marca,
considerando-o como elemento constitutivo do direito de propriedade (art. 129 da LPI); porém também
DIREITO EMPRESARIAL Propriedade Industrial Edição n. 24-STJ 10/3/2014 prevê um sistema de contrapesos, reconhecendo situações que originam direito de preferência à obtenção
do registro, lastreadas na repressão à concorrência desleal e ao aproveitamento parasitário.
2) A marca notoriamente conhecida (art. 126 da LPI - Lei n. 9.279/96) é exceção ao princípio da
DIREITO EMPRESARIAL Propriedade Industrial Edição n. 24-STJ 10/3/2014 territorialidade e goza de proteção especial em seu ramo de atividade independentemente de registro no
Brasil.
20) Vige no Brasil o sistema declarativo de proteção de marcas e patentes, que prioriza aquele que
DIREITO EMPRESARIAL Propriedade Industrial Edição n. 24-STJ 10/3/2014 primeiro fez uso da marca, constituindo o registro no órgão competente mera presunção, que se aperfeiçoa
pelo uso.
21) A proteção relativa à designação, por título genérico, de banda ou grupo musical se adequa às regras
DIREITO EMPRESARIAL Propriedade Industrial Edição n. 24-STJ 10/3/2014 da propriedade industrial, e não às normas inerentes à personalidade.

22) O entendimento, extraído do art. 50 da Lei n. 5.772/71 (antigo Código de Propriedade Industrial), de
que, não paga a anuidade no prazo estabelecido no art. 25 do mesmo diploma legal, isto é, dentro dos
primeiros 180 dias do respectivo período anual, caduca automaticamente a patente, mostra-se
DIREITO EMPRESARIAL Propriedade Industrial Edição n. 24-STJ 10/3/2014 incompatível com o devido processo legal, que exige, mesmo nos processos administrativos, a observância
dos princípios do contraditório e da ampla defesa (CF, art. 5º, LIV e LV), fazendo-se necessária a prévia
notificação do titular.

3) O atual conceito de marca de alto renome previsto no art. 125 da LPI é análogo ao antigo conceito de
DIREITO EMPRESARIAL Propriedade Industrial Edição n. 24-STJ 10/3/2014 marca notória previsto no art. 67 do revogado Código da Propriedade Industrial - Lei n. 5.772/71.

4) Marcas fracas ou evocativas, constituídas por expressões comuns ou genéricas, não possuem o atributo
DIREITO EMPRESARIAL Propriedade Industrial Edição n. 24-STJ 10/3/2014 da exclusividade podendo conviver com outras semelhantes.

5) Na vigência da Lei n. 5.772/71 (antigo Código da Propriedade Industrial) não poderiam ser objeto de
DIREITO EMPRESARIAL Propriedade Industrial Edição n. 24-STJ 10/3/2014 patente produtos químico-farmacêuticos e medicamentos, de qualquer espécie, bem como os respectivos
processos de obtenção ou modificação.

6) O direito de exclusividade ao uso da marca é, em regra, limitado pelo princípio da especialidade, ou seja,
DIREITO EMPRESARIAL Propriedade Industrial Edição n. 24-STJ 10/3/2014 à classe para a qual foi deferido o registro.

7) Para a tutela da marca basta a possibilidade de confusão, não se exigindo prova de efetivo engano por
DIREITO EMPRESARIAL Propriedade Industrial Edição n. 24-STJ 10/3/2014 parte de clientes ou consumidores específicos.

8) Para se conceder a proteção especial da marca de alto renome, em todos os ramos de atividade, (art.
DIREITO EMPRESARIAL Propriedade Industrial Edição n. 24-STJ 10/3/2014 125 da LPI) é necessário procedimento administrativo junto ao INPI.

9) Cabe ao INPI e não ao Poder Judiciário analisar os requisitos necessários à qualificação da marca como
DIREITO EMPRESARIAL Propriedade Industrial Edição n. 24-STJ 10/3/2014 de alto renome.
DIREITO EMPRESARIAL Propriedade Industrial Súmula 143-STJ 6/14/1995 Prescreve em cinco anos a ação de perdas e danos pelo uso de marca comercial.
DIREITO EMPRESARIAL Sociedades Súmula 265-STF 12/13/1963 Na apuração de haveres, não prevalece o balanço não aprovado pelo sócio falecido ou que se retirou.

A comprovação do pagamento do “custo do serviço” referente ao fornecimento de certidão de


DIREITO EMPRESARIAL Sociedades Súmula 389-STJ 8/26/2009 assentamentos constantes dos livros da companhia é requisito de procedibilidade da ação de exibição de
documentos ajuizada em face da sociedade anônima.

Nas demandas por complementação de ações de empresas de telefonia, admite-se a condenação ao


DIREITO EMPRESARIAL Sociedades Súmula 551-STJ 10/14/2015 pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio independentemente de pedido expresso. No
entanto, somente quando previstos no título executivo, poderão ser objeto de cumprimento de sentença.
É inconstitucional o art. 13 da Lei 8.620/1993, na parte em que estabelece que os sócios de empresas por
DIREITO EMPRESARIAL Sociedades Tema 13-STF 10/11/2012 cotas de responsabilidade limitada respondem solidariamente, com seus bens pessoais, por débitos junto à
Seguridade Social.
1) Os títulos de crédito com força executiva podem ser cobrados por meio de processo de conhecimento,
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 56-STJ 3/11/2016 execução ou ação monitória.

10) A autonomia do aval não se confunde com a abstração do título de crédito e, portanto, independe de
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 56-STJ 3/11/2016 sua circulação.
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 56-STJ 3/11/2016 11) É indevido o protesto de título de crédito prescrito.
12) O endossatário de título de crédito por endosso-mandato só responde por danos decorrentes de
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 56-STJ 3/11/2016 protesto indevido se extrapolar os poderes de mandatário. (Súmula n. 476/STJ) (Tese julgada sob o rito do
art. 543-C do CPC/73 - Tema 463)
13) Responde pelos danos decorrentes de protesto indevido o endossatário que recebe por endosso
translativo título de crédito contendo vício formal extrínseco ou intrínseco, ficando ressalvado seu direito
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 56-STJ 3/11/2016 de regresso contra os endossantes e avalistas. (Súmula n. 475/STJ) (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do
CPC/73 - Tema 465)
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 56-STJ 3/11/2016 14) O protesto indevido de título enseja indenização por dano moral que se configura in re ipsa.
15) A prescrição da pretensão executória de título cambial não enseja o cancelamento automático de
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 56-STJ 3/11/2016 anterior protesto regularmente lavrado e registrado.

16) Incumbe ao devedor providenciar o cancelamento do protesto após a quitação da dívida, salvo
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 56-STJ 3/11/2016 pactuação expressa em contrário. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - Tema 725)

17) A vinculação da nota promissória a um contrato retira-lhe a autonomia de título cambial, mas não a sua
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 56-STJ 3/11/2016 executoriedade, desde que a avença seja liquida, certa e exígivel.

18) A nota promissória vinculada a contrato de abertura de crédito não goza de autonomia em razão da
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 56-STJ 3/11/2016 iliquidez do título que a originou. (Súmula n. 258/STJ)

19) É nula a obrigação cambial assumida por procurador do mutuário vinculado ao mutuante, no exclusivo
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 56-STJ 3/11/2016 interesse deste. (Súmula n. 60/STJ)
2) O prazo para ajuizamento de ação monitória em face do devedor principal do título de crédito prescrito
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 56-STJ 3/11/2016 é quinquenal nos termos do art. 206, § 5º, I, do Código Civil, independetemente da relação jurídica
fundamental.
3) As duplicatas virtuais possuem força executiva, desde que acompanhadas dos instrumentos de protesto
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 56-STJ 3/11/2016 por indicação e dos comprovantes de entrega da mercadoria e da prestação do serviço.
4) O devedor do título crédito não pode opor contra o endossatário as exceções pessoais que possuía em
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 56-STJ 3/11/2016 face do credor originário, limitando-se tal defesa aos aspectos formais e materiais do título, salvo na
hipótese de má-fé.
5) O devedor pode alegar contra a empresa de factoring as exceções pessoais originalmente oponíveis
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 56-STJ 3/11/2016 contra o emitente do título.

6) A cambial emitida ou aceita com omissões, ou em branco, pode ser completada pelo credor de boa-fé
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 56-STJ 3/11/2016 antes da cobrança ou do protesto. (Súmula n. 387/STF)

7) O avalista do título de crédito vinculado a contrato de mútuo também responde pelas obrigações
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 56-STJ 3/11/2016 pactuadas, quando no contrato figurar como devedor solidário. (Súmula n. 26/STJ)

8) O avalista não responde por dívida estabelecida em título de crédito prescrito, salvo se comprovado que
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 56-STJ 3/11/2016 auferiu benefício com a dívida.
9) É válido o aval prestado por pessoa física nas cédulas de crédito rural, pois a vedação contida no § 3º do
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 56-STJ 3/11/2016 art. 60 do Decreto-Lei n. 167/67 não alcança o referido título, sendo aplicável apenas às notas promissórias
e duplicatas rurais.
1) Os prazos de apresentação e de prescrição (arts. 33 e 59 da Lei n. 7.357/85) nos cheques pós-datados
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 62-STJ 5/20/2016 possuem como termo inicial de contagem a data consignada no espaço reservado para a emissão da
cártula. (Tese julgada sob o rito do art. 1.036 do CPC/2015 - Tema 945)
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 62-STJ 5/20/2016 10) O banco sacado não responde pela emissão de cheques sem fundos que geram prejuízos a terceiros.
11) É indevida a inscrição do nome do cotitular de conta bancária conjunta nos órgãos de proteção ao
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 62-STJ 5/20/2016 crédito se este não emitiu o cheque sem provisão de fundos.
12) A instituição financeira é responsável pelos danos resultantes de extravio de talonários de cheques
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 62-STJ 5/20/2016 utilizados fraudulentamente por terceiros.
13) O estabelecimento bancário não está obrigado a verificar a autenticidade das assinaturas dos
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 62-STJ 5/20/2016 endossantes, mas tem o dever de atestar a regularidade formal da cadeia de endossos.

DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 62-STJ 5/20/2016 14) O protesto de cheque pode ser efetuado após o prazo de apresentação, desde que não escoado o lapso
prescricional da pretensão executória dirigida contra o emitente (protesto facultativo).
15) A pretensão executiva do cheque dirigida contra os endossantes deve ser precedida de protesto
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 62-STJ 5/20/2016
realizado dentro do prazo de apresentação (protesto obrigatório).
16) A diferenciação de preços para o pagamento em dinheiro, cheque ou cartão de crédito caracteriza
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 62-STJ 5/20/2016 prática abusiva no mercado de consumo.
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 62-STJ 5/20/2016 17) A simples devolução indevida de cheque caracteriza dano moral. (Súmula n. 388/STJ)
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 62-STJ 5/20/2016 18) Caracteriza dano moral a apresentação antecipada de cheque pré-datado. (Súmula n. 370/STJ)
19) É razoável o valor da compensação por danos morais fixado em até 50 (cinquenta) salários mínimos
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 62-STJ 5/20/2016 para a hipótese de devolução indevida de cheque.

2) O prazo para ajuizamento de ação monitória em face do emitente de cheque sem força executiva é
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 62-STJ 5/20/2016 quinquenal, a contar do dia seguinte à data de emissão estampada na cártula. (Súmula n. 503/STJ) (Tese
julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - Tema 628)

20) Os juros moratórios decorrentes de dívidas representadas em cheque devem ser fixados a partir da
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 62-STJ 5/20/2016 data da primeira apresentação do título para pagamento, independentemente da cobrança ter sido
buscada por meio de ação monitória.

3) Em ação monitória fundada em cheque prescrito ajuizada contra o emitente, é dispensável a menção ao
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 62-STJ 5/20/2016 negócio jurídico subjacente à emissão da cártula. (Súmula n. 531/STJ) (Tese julgada sob o rito do art. 543-C
do CPC/1973 - Tema 564).

4) A relação jurídica subjacente ao cheque (causa debendi) poderá ser discutida nos casos em que não
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 62-STJ 5/20/2016 houver a circulação do título.
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 62-STJ 5/20/2016 5) O negócio jurídico subjacente à emissão do cheque pode ser discutido em sede de embargos monitórios.
6) A investigação da causa debendi é admitida nas hipóteses em que o cheque é dado como garantia, bem
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 62-STJ 5/20/2016 como nos casos em que o negócio jurídico subjacente for constituído em flagrante desrespeito à ordem
jurídica.
7) A ação de locupletamento ilícito (art. 61 da Lei n. 7.357/1985) não exige comprovação da causa debendi
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 62-STJ 5/20/2016 e deve ser proposta no prazo de até dois anos contados do fim do prazo prescricional da execução do
cheque.
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 62-STJ 5/20/2016 8) A ação de cobrança prevista no artigo 62 da Lei n. 7357/85 está fundamentada na relação jurídica
subjacente ao cheque, sendo imprescindível a comprovação da causa debendi.
9) O foro competente para a execução do cheque é o local do pagamento - lugar onde se situa a agência
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Edição n. 62-STJ 5/20/2016 bancária em que o emitente mantém sua conta corrente - sendo irrelevantes os locais de domicílio do
autor e do réu.
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Súmula 16-STJ 11/14/1990 A legislação ordinária sobre crédito rural não veda a incidência da correção monetária.
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Súmula 189-STF 12/13/1963 Avais em branco e superpostos consideram-se simultâneos e não sucessivos.
A nota promissória vinculada a contrato de abertura de crédito não goza de autonomia em razão da
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Súmula 258-STJ 9/12/2001 iliquidez do título que a originou.

O avalista do título de crédito vinculado a contrato de mútuo também responde pelas obrigações
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Súmula 26-STJ 6/12/1991 pactuadas, quando no contrato figurar como devedor solidário.
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Súmula 370-STJ 2/16/2009 Caracteriza dano moral a apresentação antecipada de cheque pré-datado.
A cambial emitida ou aceita com omissões, ou em branco, pode ser completada pelo credor de boa-fé
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Súmula 387-STF 4/3/1964 antes da cobrança ou do protesto.

Responde pelos danos decorrentes de protesto indevido o endossatário que recebe por endosso
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Súmula 475-STJ 6/13/2012 translativo título de crédito contendo vício formal extrínseco ou intrínseco, ficando ressalvado seu direito
de regresso contra os endossantes e avalistas.

O endossatário de título de crédito por endosso-mandato só responde por danos decorrentes de protesto
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Súmula 476-STJ 6/13/2012
indevido se extrapolar os poderes de mandatário.
Cabe ação executiva contra o emitente e seus avalistas, ainda que não apresentado o cheque ao sacado no
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Súmula 600-STF 12/15/1976 prazo legal, desde que não prescrita a ação cambiária.

É nula a obrigação cambial assumida por procurador do mutuário vinculado ao mutuante, no exclusivo
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Súmula 60-STJ 10/14/1992 interesse deste.
DIREITO EMPRESARIAL Títulos de crédito Súmula 93-STJ 10/27/1993 A legislação sobre cédulas de crédito rural, comercial e industrial admite o pacto de capitalização de juros.
1) O militar anistiado faz jus a todas as promoções a que teria direito se na ativa estivesse, desde que
DIREITO MILITAR Diversos Edição n. 88-STJ 6/20/2017 dentro da carreira a que pertencia à época de seu desligamento. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do
CPC/73 - TEMA 603)
10) O militar temporário que não adquiriu estabilidade pode ser licenciado pela Administração por motivo
DIREITO MILITAR Diversos Edição n. 88-STJ 6/20/2017 de conveniência e oportunidade.

11) Não cabe a aplicação aos militares do corpo masculino, a título de isonomia, dos requisitos para
DIREITO MILITAR Diversos Edição n. 88-STJ 6/20/2017 aquisição de estabilidade próprios das militares do corpo feminino da Aeronáutica, uma vez que integram
quadros diversos com atribuições distintas.

12) É devido o pagamento de indenização pelas despesas efetuadas com a formação de Oficial que se
desliga das Forças Armadas antes do cumprimento do período em que estava obrigado a ficar na ativa, nos
DIREITO MILITAR Diversos Edição n. 88-STJ 6/20/2017 termos dos arts. 116 e 117 da Lei n. 6.880/80, devendo-se dar a indenização na forma proporcional ao
tempo que restava para completar o prazo de cinco anos.

13) A existência de lei específica que rege a atividade militar (Lei n. 6.880/80) não isenta a responsabilidade
DIREITO MILITAR Diversos Edição n. 88-STJ 6/20/2017 do Estado pelos danos morais causados em decorrência de acidente sofrido durante as atividades militares.

14) Os estudantes de Medicina, Farmácia, Odontologia e Veterinária, dispensados por excesso de


contingente, por adiamento ou dispensa de incorporação, estão sujeitos à prestação do serviço militar
DIREITO MILITAR Diversos Edição n. 88-STJ 6/20/2017 obrigatório posteriormente à conclusão desses cursos, se ocorrida esta após a edição da Lei n. 12.336/10.
(Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - TEMAS 417 e 418)

DIREITO MILITAR Diversos Edição n. 88-STJ 6/20/2017 2) É possível a promoção discricionária de servidores estaduais militares, desde que autorizada e
fundamentada por lei.
3) Não viola o princípio da presunção de inocência o impedimento, previsto em legislação ordinária, de
DIREITO MILITAR Diversos Edição n. 88-STJ 6/20/2017
inclusão do militar respondendo a ação penal em lista de promoção.
4) O militar das Forças Armadas aprovado em concurso público para o magistério civil somente tem direito
de ser transferido para a reserva remunerada se obtiver autorização para a investidura no novo cargo, que
DIREITO MILITAR Diversos Edição n. 88-STJ 6/20/2017 será dada pelo Presidente da República, se o militar for oficial, ou pelo respectivo Ministro de Estado, se o
militar for praça.
5) É possível a acumulação de dois cargos por militares que atuam na área de saúde, desde que o servidor
público não desempenhe as funções tipicamente exigidas para a atividade castrense, mas sim atribuições
DIREITO MILITAR Diversos Edição n. 88-STJ 6/20/2017 inerentes a profissões de civis; no entanto mostra-se ilícita a acumulação dos demais cargos militares com
os de magistério.
6) O militar incapacitado temporariamente para o serviço castrense não pode ser licenciado, fazendo jus à
reintegração como adido ou como agregado ao quadro para tratamento médico-hospitalar, sendo-lhe
DIREITO MILITAR Diversos Edição n. 88-STJ 6/20/2017 assegurada a percepção do soldo, demais vantagens remuneratórias e, ainda, a reforma caso constatada
incapacidade definitiva.
7) É possível a expulsão do militar, havendo falta residual não compreendida na absolvição criminal, no
DIREITO MILITAR Diversos Edição n. 88-STJ 6/20/2017 mesmo sentido da Súmula n. 18 do Supremo Tribunal Federal.

DIREITO MILITAR Diversos Edição n. 88-STJ 6/20/2017 8) O termo inicial do prazo prescricional de cinco anos do Decreto n. 20.910/32 é a data do licenciamento
ou a do ato da exclusão do ex-militar que pleiteia a reintegração ao serviço e a concessão de reforma.

9) O desconto em folha do servidor militar possui regulamentação própria (Medida Provisória n. 2.215-
DIREITO MILITAR Diversos Edição n. 88-STJ 6/20/2017 10/01), que permite comprometer contratualmente até 70% de sua remuneração mensal, desde que nesse
percentual estejam incluídos, necessariamente, os descontos obrigatórios e autorizados.
Tempo de serviço militar conta-se para efeito de disponibilidade e aposentadoria do servidor público
DIREITO MILITAR Diversos Súmula 10-STF 12/13/1963 estadual.
É vedada aos militares temporários, para aquisição de estabilidade, a contagem em dobro de férias e
DIREITO MILITAR Diversos Súmula 346-STJ 2/13/2008 licenças não gozadas.

Não tem direito ao terço de campanha o militar que não participou de operações de guerra, embora
DIREITO MILITAR Diversos Súmula 407-STF 6/1/1964 servisse na "zona de guerra".
DIREITO MILITAR Diversos Súmula 55-STF 12/13/1963 Militar da reserva está sujeito à pena disciplinar.
DIREITO MILITAR Diversos Súmula 57-STF 12/13/1963 Militar inativo não tem direito ao uso do uniforme fora dos casos previstos em lei ou regulamento.
O art. 125, § 4º, da Constituição, não impede a perda da graduação de militar mediante procedimento
DIREITO MILITAR Diversos Súmula 673-STF 9/24/2003 administrativo.

A anistia prevista no art. 8º do ADCT não alcança os militares expulsos com base em legislação disciplinar
DIREITO MILITAR Diversos Súmula 674-STF 9/24/2003 ordinária, ainda que em razão de atos praticados por motivação política.

Compete à Justiça Militar processar e julgar policial de corporação estadual, ainda que o delito tenha sido
DIREITO MILITAR Diversos Súmula 78-STJ 6/8/1993 praticado em outra unidade federativa.

Não viola a Constituição da República o estabelecimento de remuneração inferior ao salário mínimo para
DIREITO MILITAR Diversos Súmula vinculante 6-STF 5/7/2008 os praças prestadores de serviço militar inicial.

1) - Reconhecido o direito à anistia política, a falta de cumprimento de requisição ou determinação de


providências por parte da União, por intermédio do órgão competente, no prazo previsto nos arts. 12, § 4º,
e 18, caput e parágrafo único, da Lei nº 10.599/02, caracteriza ilegalidade e violação de direito líquido e
certo; 2) - Havendo rubricas no orçamento destinadas ao pagamento das indenizações devidas aos
DIREITO MILITAR Diversos Tema 394-STF 11/17/2016 anistiados políticos e não demonstrada a ausência de disponibilidade de caixa, a União há de promover o
pagamento do valor ao anistiado no prazo de 60 dias; 3) - Na ausência ou na insuficiência de
disponibilidade orçamentária no exercício em curso, cumpre à União promover sua previsão no projeto de
lei orçamentária imediatamente seguinte.

O artigo 118, § 3º, do Regimento Interno do Superior Tribunal Militar — que prevê que o resultado do
julgamento de agravo interposto perante aquela Corte será certificado nos autos pela Secretaria do
DIREITO MILITAR Diversos Tema 50-STF 12/11/2008 Tribunal Pleno — não pode implicar a ausência de lavratura do acórdão, sob pena de afronta às garantias
constitucionais da motivação e da publicidade dos pronunciamentos judiciais.

10) O pagamento integral dos débitos oriundos de apropriação indébita previdenciária, ainda que efetuado
DIREITO PENAL Apropriação indébita Edição n. 87-STJ 6/16/2017 após o recebimento da denúncia, mas antes do trânsito em julgado da sentença condenatória, extingue a
punibilidade, nos termos do art. 9º, § 2º, da Lei n. 10.684/03.
11) Aplica-se o princípio da insignificância ao crime de apropriação indébita previdenciária, quando, na
DIREITO PENAL Apropriação indébita Edição n. 87-STJ 6/16/2017 ocasião do delito, o valor do débito com a Previdência Social não ultrapassar o montante de R$ 10.000,00
(dez mil reais), previsto no art. 20 da Lei n. 10.522/2002.
6) O crime de apropriação indébita previdenciária (art. 168-A do CP) é de natureza material e exige a
DIREITO PENAL Apropriação indébita Edição n. 87-STJ 6/16/2017 constituição definitiva do débito tributário perante o âmbito administrativo para configurar-se como
conduta típica.
7) O delito de apropriação indébita previdenciária constitui crime omissivo próprio, que se perfaz com a
DIREITO PENAL Apropriação indébita Edição n. 87-STJ 6/16/2017 mera omissão de recolhimento da contribuição previdenciária dentro do prazo e das formas legais,
prescindindo, portanto, do dolo específico.

8) A apropriação indébita previdenciária é crime instantâneo e unissubsistente, sendo a mera omissão de


DIREITO PENAL Apropriação indébita Edição n. 87-STJ 6/16/2017 recolhimento da contribuição previdenciária dentro do prazo e das formas legais suficiente para a
caracterização da continuidade delitiva.

9) É possível o reconhecimento da continuidade delitiva de crimes de apropriação indébita previdenciária


(art. 168-A do CP), bem como entre o crime de apropriação indébita previdenciária e o crime de sonegação
DIREITO PENAL Apropriação indébita Edição n. 87-STJ 6/16/2017 previdenciária (art. 337-A do CP) praticados na administração de empresas distintas, mas pertencentes ao
mesmo grupo econômico.

Constitui crime a conduta de permitir, confiar ou entregar a direção de veículo automotor a pessoa que
DIREITO PENAL Código de transito brasileiro Súmula 575-STJ 6/22/2016 não seja habilitada, ou que se encontre em qualquer das situações previstas no art. 310 do CTB,
independentemente da ocorrência de lesão ou de perigo de dano concreto na condução do veículo.

O art. 309 do Código de Trânsito Brasileiro, que reclama decorra do fato perigo de dano, derrogou o art. 32
DIREITO PENAL Código de transito brasileiro Súmula 720-STF 9/24/2003 da Lei das Contravenções Penais no tocante à direção sem habilitação em vias terrestres.

1) O roubo praticado contra vítimas diferentes em um único contexto configura o concurso formal e não
DIREITO PENAL Concurso formal Edição n. 23-STJ 8/27/2014 crime único, ante a pluralidade de bens jurídicos ofendidos.

2) A distinção entre o concurso formal próprio e o impróprio relaciona-se com o elemento subjetivo do
DIREITO PENAL Concurso formal Edição n. 23-STJ 8/27/2014 agente, ou seja, a existência ou não de desígnios autônomos.

3) É possível o concurso formal entre o crime do art. 2º da Lei n. 8.176/91 (que tutela o patrimônio da
União, proibindo a usurpação de suas matérias-primas), e o crime do art. 55 da Lei n. 9.605/98 (que
DIREITO PENAL Concurso formal Edição n. 23-STJ 8/27/2014 protege o meio ambiente, proibindo a extração de recursos minerais), não havendo conflito aparente de
normas já que protegem bens jurídicos distintos.

DIREITO PENAL Concurso formal Edição n. 23-STJ 8/27/2014 4) O aumento decorrente do concurso formal deve se dar de acordo com o número de infrações.
5) A apreensão de mais de uma arma de fogo, acessório ou munição, em um mesmo contexto fático, não
DIREITO PENAL Concurso formal Edição n. 23-STJ 8/27/2014 caracteriza concurso formal ou material de crimes, mas delito único.

6) O benefício da suspensão do processo não é aplicável em relação às infrações penais cometidas em


DIREITO PENAL Concurso formal Edição n. 23-STJ 8/27/2014 concurso material, concurso formal ou continuidade delitiva, quando a pena mínima cominada, seja pelo
somatório, seja pela incidência da majorante, ultrapassar o limite de um (01) ano. (Súmula n. 243/STJ)
7) No concurso de crimes, o cálculo da prescrição da pretensão punitiva é feito considerando cada crime
DIREITO PENAL Concurso formal Edição n. 23-STJ 8/27/2014 isoladamente, não se computando o acréscimo decorrente do concurso formal, material ou da
continuidade delitiva.
8) No caso de concurso de crimes, a pena considerada para fins de competência e transação penal será o
DIREITO PENAL Concurso formal Edição n. 23-STJ 8/27/2014 resultado da soma ou da exasperação das penas máximas cominadas ao delito.

A competência para o processo e julgamento por crime de contrabando ou descaminho define-se pela
DIREITO PENAL Contrabando e descaminho Súmula 151-STJ 2/14/1996 prevenção do juízo federal do lugar da apreensão dos bens.
A punição do intermediador, no jogo do bicho, independe da identificação do "apostador" ou do
DIREITO PENAL Contravenções penais Súmula 51-STJ 9/17/1992 "banqueiro".
O art. 25 da Lei de Contravenções Penais (Decreto-lei 3.688/1941) não foi recepcionado pela Constituição
DIREITO PENAL Contravenções penais Tema 113-STF 10/3/2013 de 1988, por violar os princípios da dignidade da pessoa humana (CF, art. 1º, III) e da isonomia (CF, art. 5º,
caput e I).
Corrupção de menores (Art. A configuração do crime previsto no artigo 244-B do Estatuto da Criança e do Adolescente independe da
DIREITO PENAL Súmula 500-STJ 10/23/2013
244-B do ECA) prova da efetiva corrupção do menor, por se tratar de delito formal.

1) Para a caracterização da continuidade delitiva é imprescindível o preenchimento de requisitos de ordem


DIREITO PENAL Crime continuado Edição n. 17-STJ 6/18/2014 objetiva - mesmas condições de tempo, lugar e forma de execução - e de ordem subjetiva - unidade de
desígnios ou vínculo subjetivo entre os eventos (Teoria Mista ou Objetivo-subjetiva).

10) A Lei n. 12.015/09, ao incluir no mesmo tipo penal os delitos de estupro e atentado violento ao pudor,
DIREITO PENAL Crime continuado Edição n. 17-STJ 6/18/2014 possibilitou a caracterização de crime único ou de crime continuado entre as condutas, devendo retroagir
para alcançar os fatos praticados antes da sua vigência, por se tratar de norma penal mais benéfica.

11) No concurso de crimes, a pena considerada para fins de fixação da competência do Juizado Especial
DIREITO PENAL Crime continuado Edição n. 17-STJ 6/18/2014 Criminal será o resultado da soma, no caso de concurso material, ou da exasperação, na hipótese de
concurso formal ou crime continuado, das penas máximas cominadas aos delitos.

2) A continuidade delitiva, em regra, não pode ser reconhecida quando se tratarem de delitos praticados
DIREITO PENAL Crime continuado Edição n. 17-STJ 6/18/2014 em período superior a 30 (trinta) dias.

3) A continuidade delitiva pode ser reconhecida quando se tratarem de delitos ocorridos em comarcas
DIREITO PENAL Crime continuado Edição n. 17-STJ 6/18/2014 limítrofes ou próximas.

4) A continuidade delitiva não pode ser reconhecida quando se tratarem de delitos cometidos com modos
DIREITO PENAL Crime continuado Edição n. 17-STJ 6/18/2014 de execução diversos.
DIREITO PENAL Crime continuado Edição n. 17-STJ 6/18/2014 5) Não há crime continuado quando configurada habitualidade delitiva ou reiteração criminosa.
6) Quando se tratar de crime continuado, a prescrição regula-se pela pena imposta na sentença, não se
DIREITO PENAL Crime continuado Edição n. 17-STJ 6/18/2014 computando o acréscimo decorrente da continuação. (Súmula n. 497/STF)

7) A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente, se a sua vigência é
DIREITO PENAL Crime continuado Edição n. 17-STJ 6/18/2014 anterior à cessação da continuidade delitiva ou da permanência. (Súmula n. 711/STF)

8) O estupro e atentado violento ao pudor cometidos contra a mesma vítima e no mesmo contexto devem
DIREITO PENAL Crime continuado Edição n. 17-STJ 6/18/2014 ser tratados como crime único, após a nova disciplina trazida pela Lei n. 12.015/09.
9) É possível reconhecer a continuidade delitiva entre estupro e atentado violento ao pudor quando
DIREITO PENAL Crime continuado Edição n. 17-STJ 6/18/2014 praticados contra vítimas diversas ou fora do mesmo contexto, desde que presentes os requisitos do artigo
71 do Código Penal.
1) Para a caracterização da continuidade delitiva, são considerados crimes da mesma espécie aqueles
DIREITO PENAL Crime continuado Edição n. 20-STJ 8/27/2014 previstos no mesmo tipo penal.

DIREITO PENAL Crime continuado Edição n. 20-STJ 8/27/2014 10) Caracterizado o concurso formal e a continuidade delitiva entre infrações penais, aplica-se somente o
aumento relativo à continuidade, sob pena de bis in idem.
DIREITO PENAL Crime continuado Edição n. 20-STJ 8/27/2014 11) No crime continuado, as penas de multa devem ser somadas, nos termos do art. 72 do CP
12) No crime continuado, a pena de multa deve ser aplicada mediante o critério da exasperação, tendo em
DIREITO PENAL Crime continuado Edição n. 20-STJ 8/27/2014
vista a inaplicabilidade do art. 72 do CP.
13) O reconhecimento dos pressupostos do crime continuado, notadamente as condições de tempo, lugar
DIREITO PENAL Crime continuado Edição n. 20-STJ 8/27/2014 e maneira de execução, demanda dilação probatória, incabível na via estreita do habeas corpus.

2) É possível o reconhecimento de crime continuado entre os delitos de apropriação indébita


DIREITO PENAL Crime continuado Edição n. 20-STJ 8/27/2014 previdenciária (art. 168-A do CP) e de sonegação de contribuição previdenciária (art.337-A do CP).
3) Presentes as condições do art. 71 do Código Penal, deve ser reconhecida a continuidade delitiva no
DIREITO PENAL Crime continuado Edição n. 20-STJ 8/27/2014 crime de peculato-desvio.
4) Não é possível reconhecer a continuidade delitiva entre os crimes de roubo (art. 157 do CP) e de
DIREITO PENAL Crime continuado Edição n. 20-STJ 8/27/2014 latrocínio (art. 157, § 3º, segunda parte, do CP) porque apesar de serem do mesmo gênero não são da
mesma espécie.
DIREITO PENAL Crime continuado Edição n. 20-STJ 8/27/2014 5) Não é possível reconhecer a continuidade delitiva entre os crimes de roubo (art. 157 do CP) e de
extorsão (art. 158 do CP), pois são infrações penais de espécies diferentes.
DIREITO PENAL Crime continuado Edição n. 20-STJ 8/27/2014 6) Admite-se a continuidade delitiva nos crimes contra a vida.
7) O entendimento da Súmula n. 605 do STF - _x001C_não se admite continuidade delitiva nos crimes
DIREITO PENAL Crime continuado Edição n. 20-STJ 8/27/2014 contra a vida_x001D_ - encontra-se superado pelo parágrafo único do art. 71 do Código Penal, criado pela
reforma de 1984.
8) Na continuidade delitiva prevista no caput do art. 71 do CP, o aumento se faz em razão do número de
DIREITO PENAL Crime continuado Edição n. 20-STJ 8/27/2014 infrações praticadas e de acordo com a seguinte correlação: 1/6 para duas infrações; 1/5 para três; 1/4
para quatro; 1/3 para cinco; 1/2 para seis; 2/3 para sete ou mais ilícitos.

9) Na continuidade delitiva específica, prevista no parágrafo único do art. 71 do CP, o aumento


DIREITO PENAL Crime continuado Edição n. 20-STJ 8/27/2014 fundamenta-se no número de infrações cometidas e nas circunstâncias judiciais do art. 59 do CP.

Quando se tratar de crime continuado, a prescrição regula-se pela pena imposta na sentença, não se
DIREITO PENAL Crime continuado Súmula 497-STF 12/3/1969 computando o acréscimo decorrente da continuação.

A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente, se a sua vigência é anterior
DIREITO PENAL Crime continuado Súmula 711-STF 9/24/2003 à cessação da continuidade ou da permanência.
DIREITO PENAL Crime impossível Súmula 145-STF 12/13/1963 Não há crime, quando a preparação do flagrante pela polícia torna impossível a sua consumação.

1) O princípio da insignificância é inaplicável aos crimes cometidos contra a Administração Pública, ainda
Crimes contra a Administração Edição n. 57-STJ
DIREITO PENAL 3/11/2016 que o valor seja irrisório, porquanto a norma penal busca tutelar não somente o patrimônio, mas também
Pública a moral administrativa.

Crimes contra a Administração Edição n. 57-STJ 10) A consumação do crime de peculato-apropriação (art. 312, caput, 1.ª parte, do Código Penal) ocorre no
DIREITO PENAL 3/11/2016
Pública momento da inversão da posse do objeto material por parte do funcionário público.

11) A consumação do crime de peculato-desvio (art. 312, caput, 2ª parte, do CP) ocorre no momento em
Crimes contra a Administração Edição n. 57-STJ
DIREITO PENAL 3/11/2016 que o funcionário efetivamente desvia o dinheiro, valor ou outro bem móvel, em proveito próprio ou de
Pública terceiro, ainda que não obtenha a vantagem indevida.

Crimes contra a Administração Edição n. 57-STJ 12) A reparação do dano antes do recebimento da denúncia não exclui o crime de peculato doloso, diante
DIREITO PENAL 3/11/2016
Pública da ausência de previsão legal, podendo configurar arrependimento posterior, nos termos do art. 16 do CP.

Crimes contra a Administração Edição n. 57-STJ 13) A instauração de ação penal individualizada para os crimes de peculato e sonegação fiscal em relação
DIREITO PENAL 3/11/2016
Pública aos valores indevidamente apropriados não constitui bis in idem.

14) Compete à Justiça Federal o julgamento do crime de peculato se houver possibilidade de utilização da
Crimes contra a Administração
DIREITO PENAL Pública Edição n. 57-STJ 3/11/2016 prova do referido delito para elucidar sonegação fiscal consistente na falta de declaração à Receita Federal
do recebimento dos valores indevidamente apropriados.

Crimes contra a Administração Edição n. 57-STJ 15) Compete à Justiça Federal processar e julgar desvios de verbas públicas transferidas por meio de
DIREITO PENAL 3/11/2016
Pública convênio e sujeitas a fiscalização de órgão federal.
16) Não há bilateralidade entre os crimes de corrupção passiva e ativa, uma vez que estão previstos em
Crimes contra a Administração Edição n. 57-STJ
DIREITO PENAL 3/11/2016 tipos penais distintos e autônomos, são independentes e a comprovação de um deles não pressupõe a do
Pública outro.
Crimes contra a Administração Edição n. 57-STJ 17) No crime de corrupção passiva, é indispensável haver nexo de causalidade entre a conduta do servidor
DIREITO PENAL 3/11/2016
Pública e a realização de ato funcional de sua competência.
18) O crime de corrupção passiva praticado pelas condutas de _x001C_aceitar promessa_x001D_ ou
Crimes contra a Administração Edição n. 57-STJ
DIREITO PENAL 3/11/2016 _x001C_solicitar_x001D_ é formal e se consuma com a mera solicitação ou aceitação da vantagem
Pública indevida.
Crimes contra a Administração Edição n. 57-STJ 19) O crime de corrupção ativa é formal e instantâneo, consumando-se com a simples promessa ou oferta
DIREITO PENAL 3/11/2016
Pública de vantagem indevida.

DIREITO PENAL Crimes contra a Administração Edição n. 57-STJ 3/11/2016 2) É possível o agravamento da pena-base nos delitos praticados contra a Administração Pública com
Pública fundamento no elevado prejuízo causado aos cofres públicos, a título de consequências do crime.
Crimes contra a Administração Edição n. 57-STJ 20) Não há flagrante quando a entrega de valores ocorre em momento posterior a exigência, pois o crime
DIREITO PENAL 3/11/2016
Pública de concussão é formal e o recebimento se consubstancia em mero exaurimento.
Crimes contra a Administração Edição n. 57-STJ 21) Comete o crime de extorsão e não o de concussão, o funcionário público que se utiliza de violência ou
DIREITO PENAL 3/11/2016
Pública grave ameaça para obter vantagem indevida.

Crimes contra a Administração Edição n. 57-STJ 3) A regularidade contábil atestada pelo Tribunal de Contas não obsta a persecução criminal promovida
DIREITO PENAL 3/11/2016
Pública pelo Ministério Público, ante o princípio da independência entre as instâncias administrativa e penal.
4) A agravante prevista no art. 61, II, g, do Código Penal não é aplicável nos casos em que o abuso de poder
Crimes contra a Administração Edição n. 57-STJ
DIREITO PENAL 3/11/2016 ou a violação de dever inerente ao cargo configurar elementar do crime praticado contra a Administração
Pública Pública.
5) Somente após o advento da Lei n. 9.983/2000, que alterou a redação do art. 327 do Código Penal, é
Crimes contra a Administração Edição n. 57-STJ
DIREITO PENAL 3/11/2016 possível a equiparação de médico de hospital particular conveniado ao Sistema Único de Saúde - SUS a
Pública funcionário público para fins penais.
6) Os advogados dativos, nomeados para exercer a defesa de acusado necessitado nos locais onde não
Crimes contra a Administração Edição n. 57-STJ
DIREITO PENAL 3/11/2016 existe Defensoria Pública, são considerados funcionários públicos para fins penais, nos termos do art. 327
Pública do Código Penal.
Crimes contra a Administração Edição n. 57-STJ 7) A notificação do funcionário público, nos termos do art. 514 do Código de Processo Penal, não é
DIREITO PENAL 3/11/2016
Pública necessária quando a ação penal for precedida de inquérito policial. (Súmula n. 330/STJ)

Crimes contra a Administração Edição n. 57-STJ 8) A prática de crime contra a Administração Pública por ocupantes de cargos de elevada responsabilidade
DIREITO PENAL 3/11/2016
Pública ou por membros de poder justifica a majoração da pena-base.

Crimes contra a Administração Edição n. 57-STJ


DIREITO PENAL 3/11/2016 9) A elementar do crime de peculato se comunica aos coautores e partícipes estranhos ao serviço público.
Pública

Crimes contra a Administração Edição n. 81-STJ 1) A competência para o processo e julgamento por crime de contrabando ou descaminho define-se pela
DIREITO PENAL 4/7/2017
Pública prevenção do juízo federal do lugar da apreensão dos bens. (Súmula n. 151/STJ)

Crimes contra a Administração Edição n. 81-STJ 10) O crime de sonegação de contribuição previdenciária, previsto no art. 337-A do CP, não exige dolo
DIREITO PENAL 4/7/2017
Pública específico para a sua configuração.

Crimes contra a Administração Edição n. 81-STJ 11) O crime de sonegação de contribuição previdenciária é de natureza material e exige a constituição
DIREITO PENAL 4/7/2017
Pública definitiva do débito tributário perante o âmbito administrativo para configurar-se como conduta típica.
12) Aplica-se o princípio da insignificância ao crime de sonegação de contribuição previdenciária quando o
DIREITO PENAL Crimes contra a Administração Edição n. 81-STJ 4/7/2017 valor do tributo ilidido não ultrapassa o patamar de R$ 10.000,00 (dez mil reais) previsto no art. 20 da Lei
Pública n. 10.522/2002.
Crimes contra a Administração Edição n. 81-STJ 13) O delito de sonegação de contribuição previdenciária não exige qualidade especial do sujeito ativo,
DIREITO PENAL 4/7/2017
Pública podendo ser cometido por qualquer pessoa, particular ou agente público, inclusive prefeitos.
14) O crime de falso, quando cometido única e exclusivamente para viabilizar a prática do crime de
Crimes contra a Administração Edição n. 81-STJ
DIREITO PENAL 4/7/2017 sonegação de contribuição previdenciária, é por este absorvido, consoante diretrizes do princípio penal da
Pública consunção.
Crimes contra a Administração Edição n. 81-STJ 2) Configura crime de contrabando (art. 334-A, CP) a importação não autorizada de arma de pressão por
DIREITO PENAL 4/7/2017
Pública ação de gás comprimido ou por ação de mola, independentemente do calibre.
Crimes contra a Administração Edição n. 81-STJ 3) A importação não autorizada de cigarros ou de gasolina constitui crime de contrabando, insuscetível de
DIREITO PENAL 4/7/2017
Pública aplicação do princípio da insignificância.
4) A importação clandestina de medicamentos configura crime de contrabando, aplicando-se,
Crimes contra a Administração Edição n. 81-STJ
DIREITO PENAL 4/7/2017 excepcionalmente, o princípio da insignificância aos casos de importação não autorizada de pequena
Pública quantidade para uso próprio.

Crimes contra a Administração 5) Para a caracterização do delito de contrabando de máquinas programadas para exploração de jogos de
DIREITO PENAL Pública Edição n. 81-STJ 4/7/2017 azar, é necessária a demonstração de fortes indícios (e/ou provas) da origem estrangeira das máquinas ou
dos seus componentes eletrônicos e a entrada, ilegalmente, desses equipamentos no país.

Crimes contra a Administração Edição n. 81-STJ 6) É desnecessária a constituição definitiva do crédito tributário na esfera administrativa para a
DIREITO PENAL 4/7/2017
Pública configuração dos crimes de contrabando e de descaminho.

7) Aplica-se o princípio da insignificância ao crime de descaminho (art. 334, CP) quando o valor do débito
Crimes contra a Administração Edição n. 81-STJ
DIREITO PENAL 4/7/2017 tributário não ultrapasse o limite de R$ 10.000,00 (dez mil reais), a teor do disposto no art. 20 da Lei n.
Pública 10.522/2002, ressalvados os casos de habitualidade delitiva.

Crimes contra a Administração Edição n. 81-STJ 8) O pagamento ou o parcelamento dos débitos tributários não extingue a punibilidade do crime de
DIREITO PENAL 4/7/2017
Pública descaminho, tendo em vista a natureza formal do delito.

9) Quando o falso se exaure no descaminho, sem mais potencialidade lesiva, é por este absorvido, como
Crimes contra a Administração Edição n. 81-STJ
DIREITO PENAL 4/7/2017 crime-fim, condição que não se altera por ser menor a pena a este cominada. (Tese julgada sob o rito do
Pública art. 543-C do CPC/73 _x0013_ TEMA 933)

Crimes contra a Administração Súmula 599-STJ O princípio da insignificância é inaplicável aos crimes contra a administração pública. STJ. Corte Especial.
DIREITO PENAL 11/20/2017
Pública Aprovada em 20/11/2017, DJe 27/11/2017.

O crime de estupro de vulnerável se configura com a conjunção carnal ou prática de ato libidinoso com
Crimes contra a dignidade
DIREITO PENAL Súmula 593-STJ 10/25/2017 menor de 14 anos, sendo irrelevante eventual consentimento da vítima para a prática do ato, sua
sexual experiência sexual anterior ou existência de relacionamento amoroso com o agente.
1) Para a configuração dos crimes contra a honra, exige-se a demonstração mínima do intento positivo e
DIREITO PENAL Crimes contra a honra Edição n. 130-STJ 6/28/2019 deliberado de ofender a honra alheia (dolo específico), o denominado animus caluniandi, diffamandi vel
injuriandi.
10) É concorrente a legitimidade do ofendido, mediante queixa, e do Ministério Público, condicionada à
DIREITO PENAL Crimes contra a honra Edição n. 130-STJ 6/28/2019 representação do ofendido, para a ação penal por crime contra a honra de servidor público em razão do
exercício de suas funções. (Súmula n. 714/STF)

11) Os deputados federais e os senadores gozam de imunidade parlamentar material, o que afasta a
tipicidade de eventuais condutas, em tese, ofensivas à honra praticadas no âmbito de suas atuações
DIREITO PENAL Crimes contra a honra Edição n. 130-STJ 6/28/2019 político-legislativas (art. 53 da CF/1988), prerrogativa estendida aos deputados estaduais, a teor do
disposto no art. 27, § 1º, da CF/1988.

12) A imunidade em favor do advogado, no exercício da sua atividade profissional, insculpida no art. 7º, §
DIREITO PENAL Crimes contra a honra Edição n. 130-STJ 6/28/2019 2º, do Estatuto da OAB (Lei n. 8.906/1994), não abrange o crime de calúnia, restringindo-se aos delitos de
injúria e difamação.

13) A parte não responde por crime contra a honra decorrente de peças caluniosas, difamatórias ou
DIREITO PENAL Crimes contra a honra Edição n. 130-STJ 6/28/2019
injuriosas apresentadas em juízo por advogado credenciado.

2) Nos casos em que a inexistência da intenção específica de ofender a honra alheia é flagrante, admite-se,
DIREITO PENAL Crimes contra a honra Edição n. 130-STJ 6/28/2019 excepcionalmente, em sede de habeas corpus, a análise da presença do dolo específico exigido para a
caracterização dos crimes contra a honra.

3) Para a caracterização do crime de calúnia, é indispensável que o agente que atribui a alguém fato
DIREITO PENAL Crimes contra a honra Edição n. 130-STJ 6/28/2019 definido como crime tenha conhecimento da falsidade da imputação.
4) O crime de calúnia não se contenta com afirmações genéricas e de cunho abstrato, devendo a inicial
DIREITO PENAL Crimes contra a honra Edição n. 130-STJ 6/28/2019 acusatória conter a descrição de fato específico, marcado no tempo, que teria sido falsamente praticado
pela pretensa vítima.
5) O juízo de admissibilidade, o processamento e a instrução da exceção da verdade oposta em face de
autoridades públicas com prerrogativa de foro devem ser feitos pelo próprio juízo da ação penal originária
DIREITO PENAL Crimes contra a honra Edição n. 130-STJ 6/28/2019 que, após a instrução dos autos, admitida a exceptio veritatis, deve remetê-los à instância decorrente da
prerrogativa de função para julgamento do mérito.

6) Não se admite a exceção da verdade quando o excipiente não consegue demonstrar a veracidade da
DIREITO PENAL Crimes contra a honra Edição n. 130-STJ 6/28/2019
prática de conduta criminosa do excepto.

7) Expressões eventualmente contumeliosas, quando proferidas em momento de exaltação, bem assim no


DIREITO PENAL Crimes contra a honra Edição n. 130-STJ 6/28/2019 exercício do direito de crítica ou de censura profissional, ainda que veementes, atuam como fatores de
descaracterização do elemento subjetivo peculiar aos tipos penais definidores dos crimes contra a honra.

8) A ampla liberdade de informação, opinião e crítica jornalística reconhecida constitucionalmente à


imprensa não é um direito absoluto, encontrando limitações, tais como a preservação dos direitos da
DIREITO PENAL Crimes contra a honra Edição n. 130-STJ 6/28/2019 personalidade, nestes incluídos os direitos à honra, à imagem, à privacidade e à intimidade, sendo vedada
a veiculação de críticas com a intenção de difamar, injuriar ou caluniar.

9) A não recepção pela Constituição Federal de 1988 da Lei de Imprensa (Lei n. 5. 250/1967) não implicou
DIREITO PENAL Crimes contra a honra Edição n. 130-STJ 6/28/2019 na abolitio criminis dos delitos contra a honra praticados por meio da imprensa, pois tais ilícitos
permanecem tipificados na legislação penal comum.

1) Para a configuração do delito tipificado no art. 89 da Lei n. 8.666/1993, é indispensável a comprovação


DIREITO PENAL Crimes contra a licitação Edição n. 134-STJ 9/20/2019 do dolo específico do agente em causar dano ao erário, bem como do prejuízo à administração pública.

10) O delito do art. 93 da Lei n. 8.666/1993 somente se tipifica se as condutas nele previstas forem
DIREITO PENAL Crimes contra a licitação Edição n. 134-STJ 9/20/2019 praticadas no curso do procedimento licitatório.

11) A fraude na licitação para fins de contratação de serviço não está abrangida pelo tipo penal previsto no
DIREITO PENAL Crimes contra a licitação Edição n. 134-STJ 9/20/2019 art. 96 da Lei n. 8.666/1993, uma vez que apresenta hipóteses estreitas de penalidade, não podendo haver
interpretação extensiva em prejuízo do réu, à luz do princípio penal da taxatividade.

12) As infrações penais tipificadas na Lei n. 8.666/1993 não são meio necessário ou fase preparatória ou de
execução para a prática de crimes de responsabilidade de prefeitos (art. 1º da Decreto-Lei n. 201/1976),
DIREITO PENAL Crimes contra a licitação Edição n. 134-STJ 9/20/2019 tratando-se de delitos autônomos e distintos, a tutelar bens jurídicos diversos, não sendo possível a
aplicação do princípio da consunção.

13) À luz do sistema constitucional acusatório e dos princípios do contraditório e da ampla defesa, a norma
contida no art. 400 do Código de Processo Penal - CPP (com redação dada pela Lei n. 11.719/2008), que
DIREITO PENAL Crimes contra a licitação Edição n. 134-STJ 9/20/2019 prevê a realização do interrogatório ao final da instrução criminal, é de observância obrigatória no âmbito
dos procedimentos especiais, não havendo que se falar em afronta ao rito procedimental previsto no art.
104 da Lei de Licitações.
14) Compete à Justiça Castrense processar e julgar os crimes licitatórios praticados por militar contra
DIREITO PENAL Crimes contra a licitação Edição n. 134-STJ 9/20/2019
patrimônio sujeito à administração militar (art. 9º do Código Penal Militar - CPM).
2) O art. 89 da Lei n. 8.666/1993 revogou o inciso XI do art. 1º do Decreto-Lei n. 201/1967, devendo,
DIREITO PENAL Crimes contra a licitação Edição n. 134-STJ 9/20/2019 portanto, ser aplicado às condutas típicas praticadas por prefeitos após sua vigência.

3) A condição de agente político (cargo de prefeito) é elementar do tipo penal descrito no caput do art. 89
DIREITO PENAL Crimes contra a licitação Edição n. 134-STJ 9/20/2019 da Lei n. 8.666/1993, não podendo, portanto, ser sopesada como circunstância judicial desfavorável.
4) O crime do art. 90 da Lei n. 8.666/1993 é formal e prescinde da existência de prejuízo ao erário, haja
DIREITO PENAL Crimes contra a licitação Edição n. 134-STJ 9/20/2019 vista que o dano se revela pela simples quebra do caráter competitivo entre os licitantes interessados em
contratar, causada pela frustração ou pela fraude no procedimento licitatório.
5) O crime previsto no art. 90 da Lei n. 8.666/1993 classifica-se como comum, não se exigindo do sujeito
DIREITO PENAL Crimes contra a licitação Edição n. 134-STJ 9/20/2019 ativo nenhuma característica específica, podendo ser praticado por qualquer pessoa que participe do
certame.
6) É possível a incidência da agravante genérica prevista no art. 61, II, g, do Código Penal, no crime de
DIREITO PENAL Crimes contra a licitação Edição n. 134-STJ 9/20/2019 fraude em licitação, quando violado dever inerente à função pública, circunstância que não integra o tipo
previsto no art. 90 da Lei n. 8.666/1993.
7) É possível o concurso de crimes entre os delitos do art. 90 (fraudar o caráter competitivo do
procedimento licitatório) com o do art. 96, inciso I (fraudar licitação mediante elevação arbitraria dos
DIREITO PENAL Crimes contra a licitação Edição n. 134-STJ 9/20/2019 preços), da Lei de Licitações, pois tutelam objetos distintos, afastando-se, portanto, o princípio da
absorção.
8) Em relação ao delito previsto no art. 90 da Lei n. 8.666/1993, o termo inicial para contagem do prazo
DIREITO PENAL Crimes contra a licitação Edição n. 134-STJ 9/20/2019 prescricional deve ser a data em que o contrato administrativo foi efetivamente assinado.

9) É idônea a valorização negativa da culpabilidade do agente pelo fato de exercer cargo de prefeito ao
DIREITO PENAL Crimes contra a licitação Edição n. 134-STJ 9/20/2019 cometer os crimes previstos nos art. 90 e art. 92 da Lei n. 8.666/1993, dada a lisura e a ética que se
esperam de um representante do interesse público.

Crimes contra a ordem 1) O expressivo valor do tributo sonegado pode ser considerado fundamento idôneo para amparar a
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tributária majoração da pena prevista no inciso I do art.12 da Lei n. 8.137/90.
10) O delito do art. 1º, inciso V, da Lei n. 8.137/90 é formal e prescinde do processo administrativo-fiscal
Crimes contra a ordem
DIREITO PENAL Edição n. 90-STJ 9/1/2017 para o desencadeamento da persecução penal, não se sujeitando aos termos da súmula vinculante n. 24
tributária do STF.
Crimes contra a ordem 11) A competência para processar e para julgar os crimes materiais contra a ordem tributária é do local
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tributária onde ocorrer a consumação do delito por meio da constituição definitiva do crédito tributário.
12) O parcelamento integral dos débitos tributários decorrentes dos crimes previstos na Lei n. 8.137/90,
Crimes contra a ordem em data posterior à sentença condenatória, mas antes do seu trânsito em julgado, suspende a pretensão
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tributária punitiva estatal até o integral pagamento da dívida (art. 9º da Lei n. 10.684/03 e art. 68 da Lei n.
11.941/09).

13) A pendência de ação judicial ou de requerimento administrativo em que se discuta eventual direito de
Crimes contra a ordem compensação de créditos fiscais com débitos tributários decorrentes da prática de crimes tipificados na Lei
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tributária n. 8.137/90 não tem o condão, por si só, de suspender o curso da ação penal, dada a independência das
esferas cível, administrativo-tributária e criminal.

Crimes contra a ordem 2) É possível que o magistrado, na sentença, proceda à emendatio libelli, majorando a pena em razão da
DIREITO PENAL Edição n. 90-STJ 9/1/2017 causa de aumento prevista no art. 12, I, da Lei n. 8.137/90, quando houver na denúncia expressa indicação
tributária do montante do valor sonegado.

Crimes contra a ordem 3) Nos crimes tributários, o montante do tributo sonegado, quando expressivo, é motivo idôneo para o
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tributária aumento da pena-base, tendo em vista a valoração negativa das consequências do crime.
Crimes contra a ordem 4) Os delitos tipificados no art. 1º, I a IV, da Lei n. 8.137/90 são materiais, dependendo, para a sua
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tributária consumação, da efetiva ocorrência do resultado.

Crimes contra a ordem 5) A constituição regular e definitiva do crédito tributário é suficiente à tipificação das condutas previstas
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tributária no art. 1º, I a IV, da Lei n. 8.137/90, conforme a súmula vinculante n. 24/STF.
6) É possível a aplicação da súmula vinculante n. 24/STF a fatos ocorridos antes da sua publicação por se
Crimes contra a ordem
DIREITO PENAL Edição n. 90-STJ 9/1/2017 tratar de consolidação da interpretação jurisprudencial e não de caso de retroatividade da lei penal mais
tributária gravosa.
Crimes contra a ordem 7) O tipo penal do art. 1º da Lei n. 8.137/90 prescinde de dolo específico, sendo suficiente a presença do
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tributária dolo genérico para sua caracterização.
Crimes contra a ordem 8) O prazo prescricional, para os crimes previstos no art. 1º, I a IV, da Lei n. 8.137/90, inicia-se com a
DIREITO PENAL Edição n. 90-STJ 9/1/2017
tributária constituição definitiva do crédito tributário.

Crimes contra a ordem 9) A constituição regular e definitiva do crédito tributário é suficiente à tipificação das condutas previstas
DIREITO PENAL tributária Edição n. 90-STJ 9/1/2017 no art. 1º, I a IV, da Lei n. 8.137/90, de forma que o eventual reconhecimento da prescrição tributária não
afeta a persecução penal, diante da independência entre as esferas administrativo-tributária e penal.

Crimes contra a ordem 1) Compete à justiça estadual processar e julgar os crimes contra a ordem econômica previstos na Lei n.
DIREITO PENAL Edição n. 99-STJ 2/9/2018
tributária 8.137/1990, salvo se praticados em detrimento do art. 109, IV e VI, da Constituição Federal de 1988.
10) A malversação dos recursos administrados pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia -
Crimes contra a ordem
DIREITO PENAL Edição n. 99-STJ 2/9/2018 SUDAM se amolda ao tipo penal previsto no art. 2º, IV, da Lei n.º 8.137/90 e não ao do art. 171, § 3º, do
tributária Código Penal.
Crimes contra a ordem 2) Aplica-se o princípio da consunção ou da absorção quando o delito de falso ou de estelionato (crime-
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tributária meio) é praticado única e exclusivamente com a finalidade de sonegar tributo (crime-fim).

3) No contexto da chamada _x001C_guerra fiscal_x001D_ entre os estados federados, não se pode imputar
Crimes contra a ordem a prática de crime contra a ordem tributária ao contribuinte que não se vale de artifícios fraudulentos com
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tributária o fim de reduzir ou suprimir o pagamento dos tributos e que recolhe o Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços _x0013_ ICMS segundo o princípio da não-cumulatividade.

Crimes contra a ordem 4) O processo criminal não é a via adequada para a impugnação de eventuais nulidades ocorridas no
DIREITO PENAL Edição n. 99-STJ 2/9/2018
tributária procedimento administrativo-fiscal.

Crimes contra a ordem 5) Eventuais vícios no procedimento administrativo-fiscal, enquanto não reconhecidos na esfera cível, são
DIREITO PENAL Edição n. 99-STJ 2/9/2018
tributária irrelevantes para o processo penal em que se apura a ocorrência de crime contra a ordem tributária.

Crimes contra a ordem 6) O pagamento integral do débito tributário, a qualquer tempo, é causa extintiva de punibilidade, nos
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tributária termos do art. 9º, § 2º, da Lei n. 10.684/2003.

Crimes contra a ordem 7) A garantia aceita na execução fiscal não possui natureza jurídica de pagamento da exação, razão pela
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tributária qual não fulmina a justa causa para a persecução penal.

Crimes contra a ordem 8) A consumação do crime previsto no parágrafo único do art. 1º da Lei n. 8.137/1990 ocorre com a simples
DIREITO PENAL Edição n. 99-STJ 2/9/2018
tributária inobservância à exigência da autoridade fiscal.

Crimes contra a ordem 9) É indispensável a realização de perícia para a demonstração da materialidade delitiva do crime contra as
DIREITO PENAL Edição n. 99-STJ 2/9/2018
tributária relações de consumo tipificado no art. 7º, parágrafo único, inciso IX, da Lei n. 8.137/1990.
Crimes contra a ordem
DIREITO PENAL Súmula 609-STF 10/17/1984 É pública incondicionada a ação penal por crime de sonegação fiscal.
tributária
DIREITO PENAL Crimes contra a ordem Súmula vinculante 24-STF 12/2/2009 Não se tipifica crime material contra a ordem tributária, previsto no artigo 1º, incisos I a IV, da Lei nº
tributária 8.137/90, antes do lançamento definitivo do tributo.
Crimes de responsabilidade dos Súmula 164-STJ O prefeito municipal, após a extinção do mandato, continua sujeito a processo por crime previsto no art. 1º
DIREITO PENAL 8/14/1996
prefeitos do Dec. Lei nº 201, de 27/02/67.
Crimes de responsabilidade dos Súmula 703-STF A extinção do mandato do Prefeito não impede a instauração de processo pela prática dos crimes previstos
DIREITO PENAL 9/24/2003
prefeitos no art. 1º do DL 201/67.

1) Na hipótese de homicídio praticado na direção de veículo automotor, havendo elementos nos autos
DIREITO PENAL Crimes de trânsito Edição n. 114-STJ 10/26/2018 indicativos de que o condutor agiu, possivelmente, com dolo eventual, o julgamento acerca da ocorrência
deste ou da culpa consciente compete ao Tribunal do Júri, na qualidade de juiz natural da causa.
10) Com o advento da Lei n. 12.760/2012, que modificou o art. 306 do CTB, foi reconhecido ser dispensável
a submissão do acusado a exames de alcoolemia, admite-se a comprovação da embriaguez do condutor de
DIREITO PENAL Crimes de trânsito Edição n. 114-STJ 10/26/2018 veículo automotor por vídeo, testemunhos ou outros meios de prova em direito admitidos, observado o
direito à contraprova.

11) Constitui crime a conduta de permitir, confiar ou entregar a direção de veículo automotor a pessoa que
DIREITO PENAL Crimes de trânsito Edição n. 114-STJ 10/26/2018 não seja habilitada, ou que se encontre em qualquer das situações previstas no art. 310 do CTB,
independentemente da ocorrência de lesão ou de perigo de dano concreto na condução do veículo.
(Súmula n. 575/STJ) (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - TEMA 901)

12) A desobediência a ordem de parada dada pela autoridade de trânsito ou por seus agentes, ou por
policiais ou outros agentes públicos no exercício de atividades relacionadas ao trânsito, não constitui crime
DIREITO PENAL Crimes de trânsito Edição n. 114-STJ 10/26/2018 de desobediência, pois há previsão de sanção administrativa específica no art. 195 do CTB, o qual não
estabelece a possibilidade de cumulação de punição penal.

2) O fato de a infração ao art. 302 do Código de Trânsito Brasileiro - CTB ter sido praticada por motorista
profissional não conduz à substituição da pena acessória de suspensão do direito de dirigir por outra
DIREITO PENAL Crimes de trânsito Edição n. 114-STJ 10/26/2018 reprimenda, pois é justamente de tal categoria que se espera maior cuidado e responsabilidade no
trânsito.

3) A imposição da penalidade de suspensão do direito de dirigir veículo automotor não tem o condão, por
DIREITO PENAL Crimes de trânsito Edição n. 114-STJ 10/26/2018 si só, de caracterizar ofensa ou ameaça à liberdade de locomoção do paciente, razão pela qual não é
cabível o manejo do habeas corpus.

4) Quando não reconhecida a autonomia de desígnios, o crime de lesão corporal culposa (art. 303 do CTB)
DIREITO PENAL Crimes de trânsito Edição n. 114-STJ 10/26/2018 absorve o delito de direção sem habilitação (art. 309 do CTB), funcionando este como causa de aumento
de pena (art. 303, parágrafo único, do CTB).

5) Os crimes de embriaguez ao volante (art. 306 do CTB) e o de lesão corporal culposa em direção de
veículo automotor (art. 303 do CTB) são autônomos e o primeiro não é meio normal, nem fase de
DIREITO PENAL Crimes de trânsito Edição n. 114-STJ 10/26/2018 preparação ou de execução para o cometimento do segundo, não havendo falar em aplicação do princípio
da consunção.
6) O crime do art. 306 do CTB é de perigo abstrato, sendo despicienda a demonstração da efetiva
DIREITO PENAL Crimes de trânsito Edição n. 114-STJ 10/26/2018 potencialidade lesiva da conduta.

7) Para a configuração do delito tipificado no art. 306 do CTB, antes da alteração introduzida pela Lei n.
DIREITO PENAL Crimes de trânsito Edição n. 114-STJ 10/26/2018 12.760/2012, é imprescindível a aferição da concentração de álcool no sangue por meio de teste de
etilômetro ou de exame de sangue, conforme parâmetros normativos.

8) O indivíduo não pode ser compelido a colaborar com os referidos testes do 'bafômetro' ou do exame de
DIREITO PENAL Crimes de trânsito Edição n. 114-STJ 10/26/2018 sangue, em respeito ao princípio segundo o qual ninguém é obrigado a se autoincriminar (nemo tenetur se
detegere). (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - TEMA 446)

9) É irrelevante qualquer discussão acerca da alteração das funções psicomotoras do agente se o delito foi
praticado após as alterações da Lei n. 11.705/2008 e antes do advento da Lei n. 12.760/2012, pois a
DIREITO PENAL Crimes de trânsito Edição n. 114-STJ 10/26/2018
simples conduta de dirigir veículo automotor em via pública, com concentração de álcool por litro de
sangue igual ou superior a 6 (seis) decigramas, configura o crime previsto no art. 306 do CTB.

"A regra que prevê o crime do art. 305 do Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/97) é constitucional,
DIREITO PENAL Crimes de trânsito Tema 907-STF 11/14/2018 posto não infirmar o princípio da não incriminação, garantido o direito ao silêncio e ressalvadas as
hipóteses de exclusão da tipicidade e da antijuridicidade.
3) O delito de dano ao patrimônio público, quando praticado por preso para facilitar a fuga do
DIREITO PENAL Dano Edição n. 87-STJ 6/16/2017 estabelecimento prisional, demanda a demonstração do dolo específico de causar prejuízo ao bem público
(animus nocendi), sem o qual a conduta é atípica.

4) A ausência de menção expressa ao patrimônio do Distrito Federal no art. 163, parágrafo único, III, do
DIREITO PENAL Dano Edição n. 87-STJ 6/16/2017 Código Penal torna inviável a configuração da forma qualificada do crime de dano quando o bem
danificado for distrital, em virtude da vedação da analogia in malam partem no sistema penal brasileiro.

5) Não é possível a aplicação do princípio da insignificância nas hipóteses de dano qualificado, quando o
DIREITO PENAL Dano Edição n. 87-STJ 6/16/2017 prejuízo ao patrimônio público atingir outros bens de relevância social e tornar evidente o elevado grau de
periculosidade social da ação e de reprovabilidade da conduta do agente.
Os crimes previstos na Lei nº 8.137/1990 não violam o disposto no art. 5º, inc. LXVII, da Constituição da
DIREITO PENAL Diversos Tema 937-STF 3/3/2017 República.
1) O aumento da pena-base em virtude das circunstâncias judiciais desfavoráveis (art. 59 CP) depende de
DIREITO PENAL Dosimetria da pena Edição n. 26-STJ 8/3/2014 fundamentação concreta e específica que extrapole os elementos inerentes ao tipo penal.
10) O registro decorrente da aceitação de transação penal pelo acusado não serve para o incremento da
DIREITO PENAL Dosimetria da pena Edição n. 26-STJ 8/3/2014 pena-base acima do mínimo legal em razão de maus antecedentes, tampouco para configurar a
reincidência.
11) É vedada a utilização de inquéritos policiais e ações penais em curso para agravar a pena-base. (Súmula
DIREITO PENAL Dosimetria da pena Edição n. 26-STJ 8/3/2014 n. 444/STJ)

12) Havendo diversas condenações anteriores com trânsito em julgado, não há bis in idem se uma for
DIREITO PENAL Dosimetria da pena Edição n. 26-STJ 8/3/2014 considerada como maus antecedentes e a outra como reincidência.

13) Para valoração da personalidade do agente é dispensável a existência de laudo técnico confeccionado
DIREITO PENAL Dosimetria da pena Edição n. 26-STJ 8/3/2014 por especialistas nos ramos da psiquiatria ou da psicologia.
14) O expressivo prejuízo causado à vítima justifica o aumento da pena-base, em razão das consequências
DIREITO PENAL Dosimetria da pena Edição n. 26-STJ 8/3/2014 do crime.
15) O comportamento da vítima em contribuir ou não para a prática do delito não acarreta o aumento da
DIREITO PENAL Dosimetria da pena Edição n. 26-STJ 8/3/2014 pena-base, pois a circunstância judicial é neutra e não pode ser utilizada em prejuízo do réu.

2) Não há ilegalidade na análise conjunta das circunstâncias judiciais comuns aos corréus, desde que seja
DIREITO PENAL Dosimetria da pena Edição n. 26-STJ 8/3/2014 feita de forma fundamentada e com base nas semelhanças existentes.
3) A culpabilidade normativa, que engloba a consciência da ilicitude e a exigibilidade de conduta diversa e
que constitui elementar do tipo penal, não se confunde com a circunstância judicial da culpabilidade (art.
DIREITO PENAL Dosimetria da pena Edição n. 26-STJ 8/3/2014 59 do CP), que diz respeito à demonstração do grau de reprovabilidade ou censurabilidade da conduta
praticada.
4) A premeditação do crime evidencia maior culpabilidade do agente criminoso, autorizando a majoração
DIREITO PENAL Dosimetria da pena Edição n. 26-STJ 8/3/2014 da pena-base.

DIREITO PENAL Dosimetria da pena Edição n. 26-STJ 8/3/2014 5) O prazo de cinco anos do art. 64, I, do Código Penal, afasta os efeitos da reincidência, mas não impede o
reconhecimento de maus antecedentes.
6) Os atos infracionais não podem ser considerados maus antecedentes para a elevação da pena-base,
DIREITO PENAL Dosimetria da pena Edição n. 26-STJ 8/3/2014
tampouco para a reincidência.
7) Os atos infracionais podem ser valorados negativamente na circunstância judicial referente à
DIREITO PENAL Dosimetria da pena Edição n. 26-STJ 8/3/2014 personalidade do agente.

8) Os atos infracionais não podem ser considerados como personalidade desajustada ou voltada para a
DIREITO PENAL Dosimetria da pena Edição n. 26-STJ 8/3/2014 criminalidade para fins de exasperação da pena-base.

9) A reincidência penal não pode ser considerada como circunstância agravante e, simultaneamente, como
DIREITO PENAL Dosimetria da pena Edição n. 26-STJ 8/3/2014 circunstância judicial. (Súmula n. 241/STJ)
1) A incidência da circunstância atenuante não pode conduzir à redução da pena abaixo do mínimo legal.
DIREITO PENAL Dosimetria da pena Edição n. 29-STJ 2/6/2015 (Súmula n. 231/STJ)
10) Nos casos em que há múltipla reincidência, é inviável a compensação integral entre a reincidência e a
DIREITO PENAL Dosimetria da pena Edição n. 29-STJ 2/6/2015 confissão.
2) Em observância ao critério trifásico da dosimetria da pena estabelecido no art. 68 do Código Penal - CP,
DIREITO PENAL Dosimetria da pena Edição n. 29-STJ 2/6/2015 não é possível a compensação entre institutos de fases distintas.

3) O aumento na terceira fase de aplicação da pena no crime de roubo circunstanciado exige


DIREITO PENAL Dosimetria da pena Edição n. 29-STJ 2/6/2015 fundamentação concreta, não sendo suficiente para a sua exasperação a mera indicação do número de
majorantes. (Súmula n. 443/STJ)
4) Incide a atenuante prevista no art. 65, inciso III, alínea _x001C_d_x001D_, do CP na chamada confissão
DIREITO PENAL Dosimetria da pena Edição n. 29-STJ 2/6/2015 qualificada, hipótese em que o autor confessa a autoria do crime, embora alegando causa excludente de
ilicitude ou culpabilidade.
5) A condenação transitada em julgado pelo crime de porte de substância entorpecente para uso próprio
DIREITO PENAL Dosimetria da pena Edição n. 29-STJ 2/6/2015 gera reincidência e maus antecedentes, sendo fundamento idôneo para agravar a pena tanto na primeira
como na segunda fase da dosimetria.

6) Para efeitos penais, o reconhecimento da menoridade do réu requer prova por documento hábil.
DIREITO PENAL Dosimetria da pena Edição n. 29-STJ 2/6/2015 (Súmula n. 74/STJ)

7) Diante do reconhecimento de mais de uma qualificadora, somente uma enseja o tipo qualificado,
DIREITO PENAL Dosimetria da pena Edição n. 29-STJ 2/6/2015 enquanto as outras devem ser consideradas circunstâncias agravantes, na hipótese de previsão legal, ou,
de forma residual, como circunstância judicial do art. 59 do Código Penal.

8) A agravante da reincidência pode ser comprovada com a folha de antecedentes criminais, não sendo
DIREITO PENAL Dosimetria da pena Edição n. 29-STJ 2/6/2015 obrigatória a apresentação de certidão cartorária.

9) É possível, na segunda fase do cálculo da pena, a compensação da agravante da reincidência com a


DIREITO PENAL Dosimetria da pena Edição n. 29-STJ 2/6/2015 atenuante da confissão espontânea. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC)

Cominadas cumulativamente, em lei especial, penas privativa de liberdade e pecuniária, é defeso a


DIREITO PENAL Dosimetria da pena Súmula 171-STJ 10/23/1996 substituição da prisão por multa.
DIREITO PENAL Dosimetria da pena Súmula 231-STJ 9/22/1999 A incidência da circunstância atenuante não pode conduzir à redução da pena abaixo do mínimo legal.
A reincidência penal não pode ser considerada como circunstância agravante e, simultaneamente, como
DIREITO PENAL Dosimetria da pena Súmula 241-STJ 8/23/2000 circunstância judicial.
DIREITO PENAL Dosimetria da pena Súmula 444-STJ 4/28/2010 É vedada a utilização de inquéritos policiais e ações penais em curso para agravar a pena-base.
Quando a confissão for utilizada para a formação do convencimento do julgador, o réu fará jus à atenuante
DIREITO PENAL Dosimetria da pena Súmula 545-STJ 10/14/2015 prevista no artigo 65, III, d, do Código Penal.

Para a incidência da majorante prevista no art. 40, V, da Lei n. 11.343/2006, é desnecessária a efetiva
DIREITO PENAL Dosimetria da pena Súmula 587-STJ 9/13/2017 transposição de fronteiras entre estados da Federação, sendo suficiente a demonstração inequívoca da
intenção de realizar o tráfico interestadual.

A incidência da atenuante da confissão espontânea no crime de tráfico ilícito de entorpecentes exige o


DIREITO PENAL Dosimetria da pena Súmula 630-STJ 4/24/2019 reconhecimento da traficância pelo acusado, não bastando a mera admissão da posse ou propriedade para
uso próprio.

A folha de antecedentes criminais é documento suficiente a comprovar os maus antecedentes e a


DIREITO PENAL Dosimetria da pena Súmula 636-STJ 6/26/2019 reincidência. Aprovada em 26/06/2019, DJe 27/06/2019. Importante.

Surge harmônico com o princípio constitucional da individualização da pena o inciso I do artigo 61 do


DIREITO PENAL Dosimetria da pena Tema 114-STF 4/4/2013 Código Penal, no que prevê, como agravante, a reincidência.
A existência de inquéritos policiais ou de ações penais sem trânsito em julgado não pode ser considerada
DIREITO PENAL Dosimetria da pena Tema 129-STF 12/17/2014 como maus antecedentes para fins de dosimetria da pena.
DIREITO PENAL Dosimetria da pena Tema 158-STF 3/26/2009 Circunstância atenuante genérica não pode conduzir à redução da pena abaixo do mínimo legal.

I – É inadmissível a aplicação da causa de diminuição prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006 à pena
relativa à condenação por crime cometido na vigência da Lei 6.368/1976;
II – Não é possível a conjugação de partes mais benéficas das referidas normas, para criar-se uma terceira
DIREITO PENAL Dosimetria da pena Tema 169-STF 11/7/2013 lei, sob pena de violação aos princípios da legalidade e da separação de Poderes;
III – O juiz, contudo, deverá, no caso concreto, avaliar qual das mencionadas leis é mais favorável ao réu e
aplicá-la em sua integralidade.

As circunstâncias da natureza e da quantidade da droga apreendida devem ser levadas em consideração


DIREITO PENAL Dosimetria da pena Tema 712-STF 4/4/2014 apenas em uma das fases do cálculo da pena.

1) O crime de posse irregular de arma de fogo, acessório ou munição de uso permitido (art. 12 da Lei n.
DIREITO PENAL Estatuto do desarmamento Edição n. 102-STJ 3/23/2018 10.826/2003) é de perigo abstrato, prescindindo de demonstração de efetiva situação de perigo,
porquanto o objeto jurídico tutelado não é a incolumidade física e sim a segurança pública e a paz social.

10) Não se aplica o princípio da consunção quando os delitos de posse ilegal de arma de fogo e disparo de
DIREITO PENAL Estatuto do desarmamento Edição n. 102-STJ 3/23/2018 arma em via pública são praticados em momentos diversos e em contextos distintos.
11) A simples conduta de possuir ou de portar arma, acessório ou munição é suficiente para a configuração
DIREITO PENAL Estatuto do desarmamento Edição n. 102-STJ 3/23/2018 dos delitos previstos nos arts. 12, 14 e 16 da Lei n. 10.826/2003, sendo inaplicável o princípio da
insignificância.
12) Independentemente da quantidade de arma de fogo, de acessórios ou de munição, não é possível a
DIREITO PENAL Estatuto do desarmamento Edição n. 102-STJ 3/23/2018 desclassificação do crime de tráfico internacional de arma de fogo (art. 18 da Lei de Armas) para o delito de
contrabando (art. 334-A do Código Penal), em respeito ao princípio da especialidade.

2) O crime de porte ilegal de arma de fogo, acessório ou munição de uso permitido (art. 14 da Lei n.
DIREITO PENAL Estatuto do desarmamento Edição n. 102-STJ 3/23/2018 10.826/2003) é de perigo abstrato e de mera conduta, bastando para sua caracterização a prática de um
dos núcleos do tipo penal, sendo desnecessária a realização de perícia.

3) O art. 14 da Lei n. 10.826/2003 é norma penal em branco, que exige complementação por meio de ato
DIREITO PENAL Estatuto do desarmamento Edição n. 102-STJ 3/23/2018 regulador, com vistas a fornecer parâmetros e critérios legais para a penalização das condutas ali descritas.

4) O crime de disparo de arma de fogo (art. 15 da Lei n. 10.826/2003) é crime de perigo abstrato, que
DIREITO PENAL Estatuto do desarmamento Edição n. 102-STJ 3/23/2018 presume a ocorrência de dano à segurança pública e prescinde, para sua caracterização, de comprovação
da lesividade ao bem jurídico tutelado.

5) O crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo, acessório ou munição de uso restrito (art. 16, caput,
DIREITO PENAL Estatuto do desarmamento Edição n. 102-STJ 3/23/2018 da Lei n. 10.826/2003) é crime de perigo abstrato, que presume a ocorrência de dano à segurança pública
e prescinde, para sua caracterização, de resultado naturalístico à incolumidade física de outrem.

6) A abolitio criminis temporária prevista na Lei n. 10.826/2003 aplica-se ao crime de posse de arma de
fogo de uso permitido com numeração, marca ou qualquer outro sinal de identificação raspado, suprimido
DIREITO PENAL Estatuto do desarmamento Edição n. 102-STJ 3/23/2018 ou adulterado, praticado somente até 23/10/2005. (Súmula n. 513/STJ) (Tese julgada sob o rito do art. 543-
C do CPC/1973 _x0013_ TEMA 596)

7) São atípicas as condutas descritas nos arts. 12 e 16 da Lei n. 10.826/2003, praticadas entre 23/12/2003 e
DIREITO PENAL Estatuto do desarmamento Edição n. 102-STJ 3/23/2018 23/10/2005, mas, a partir desta data, até 31/12/2009, somente é atípica a conduta do art. 12, desde que a
arma de fogo seja apta a ser registrada (numeração íntegra).
8) A regra dos arts. 30 e 32 da Lei n. 10.826/2003 alcança, também, os crimes de posse ilegal de arma de
DIREITO PENAL Estatuto do desarmamento Edição n. 102-STJ 3/23/2018 fogo praticados sob a vigência da Lei n. 9.437/1997, em respeito ao princípio da retroatividade da lei penal
mais benéfica.
9) A forma qualificada do art. 10, § 3º, IV, da Lei n. 9.437/1997, que foi suprimida do ordenamento jurídico
DIREITO PENAL Estatuto do desarmamento Edição n. 102-STJ 3/23/2018 com o advento da Lei n. 10.826/03, não tem o condão de tornar atípica a conduta, mas apenas de
desclassificar o delito para a forma simples, prevista no caput do dispositivo legal mencionado.

1) O simples fato de possuir ou portar munição caracteriza os delitos previstos nos arts. 12, 14 e 16 da Lei
DIREITO PENAL Estatuto do desarmamento Edição n. 108-STJ 6/29/2018 n. 10.826/2003, por se tratar de crime de perigo abstrato e de mera conduta, sendo prescindível a
demonstração de lesão ou de perigo concreto ao bem jurídico tutelado, que é a incolumidade pública.

10) É típica a conduta de importar arma de fogo, acessório ou munição sem autorização da autoridade
DIREITO PENAL Estatuto do desarmamento Edição n. 108-STJ 6/29/2018 competente, nos termos do art. 18 da Lei n. 10.826/2003, mesmo que o réu detenha o porte legal da arma,
em razão do alto grau de reprovabilidade da conduta.

2) A apreensão de ínfima quantidade de munição desacompanhada de arma de fogo, excepcionalmente, a


DIREITO PENAL Estatuto do desarmamento Edição n. 108-STJ 6/29/2018 depender da análise do caso concreto, pode levar ao reconhecimento de atipicidade da conduta, diante da
ausência de exposição de risco ao bem jurídico tutelado pela norma.

3) Demonstrada por laudo pericial a inaptidão da arma de fogo para o disparo, é atípica a conduta de
DIREITO PENAL Estatuto do desarmamento Edição n. 108-STJ 6/29/2018 portar ou de possuir arma de fogo, diante da ausência de afetação do bem jurídico incolumidade pública,
tratando-se de crime impossível pela ineficácia absoluta do meio.

4) A conduta de possuir, portar, adquirir, transportar ou fornecer arma de fogo, seja de uso permitido,
restrito ou proibido, com numeração, marca ou qualquer outro sinal de identificação raspado, suprimido
DIREITO PENAL Estatuto do desarmamento Edição n. 108-STJ 6/29/2018 ou adulterado, implica a condenação pelo crime estabelecido no art. 16, parágrafo único, IV, do Estatuto do
Desarmamento.

5) O crime de comércio ilegal de arma de fogo, acessório ou munição (art. 17 da Lei n. 10.826/2003) é
delito de tipo misto alternativo e de perigo abstrato, bastando para sua caracterização a prática de um dos
DIREITO PENAL Estatuto do desarmamento Edição n. 108-STJ 6/29/2018 núcleos do tipo penal, sendo prescindível a demonstração de lesão ou de perigo concreto ao bem jurídico
tutelado, que é a incolumidade pública.

6) O delito de comércio ilegal de arma de fogo, acessório ou munição, tipificado no art. 17, caput e
parágrafo único, da Lei de Armas, nunca foi abrangido pela abolitio criminis temporária prevista nos arts.
DIREITO PENAL Estatuto do desarmamento Edição n. 108-STJ 6/29/2018 5º, § 3º, e 30 da Lei de Armas ou nos diplomas legais que prorrogaram os prazos previstos nos referidos
dispositivos.

7) Compete à Justiça Federal o julgamento do crime de tráfico internacional de arma de fogo, acessório ou
DIREITO PENAL Estatuto do desarmamento Edição n. 108-STJ 6/29/2018 munição, em razão do que dispõe o art. 109, inciso V, da Constituição Federal, haja vista que este crime
está inserido em tratado internacional de que o Brasil é signatário.

DIREITO PENAL Estatuto do desarmamento Edição n. 108-STJ 6/29/2018 8) O crime de tráfico internacional de arma de fogo, acessório ou munição, tipificado no art. 18 da Lei n.
10.826/03, é de perigo abstrato ou de mera conduta e visa a proteger a segurança pública e a paz social.
9) Para a configuração do tráfico internacional de arma de fogo, acessório ou munição não basta apenas a
DIREITO PENAL Estatuto do desarmamento Edição n. 108-STJ 6/29/2018
procedência estrangeira do artefato, sendo necessário que se comprove a internacionalidade da ação.

A abolitio criminis temporária prevista na Lei nº 10.826/2003 aplica-se ao crime de posse de arma de fogo
DIREITO PENAL Estatuto do desarmamento Súmula 513-STJ 6/11/2014 de uso permitido com numeração, marca ou qualquer outro sinal de identificação raspado, suprimido ou
adulterado, praticado somente até 23/10/2005.
1) Quando o falso se exaure no estelionato, sem mais potencialidade lesiva, é por este absorvido. (Súmula
DIREITO PENAL Estelionato Edição n. 84-STJ 5/5/2017 n. 17/STJ)
10) Compete ao foro do local da recusa processar e julgar o crime de estelionato mediante cheque sem
DIREITO PENAL Estelionato Edição n. 84-STJ 5/5/2017 provisão de fundos. (Súmula n. 244/STJ)
11) A emissão de cheques pré-datados, como garantia de dívida e não como ordem de pagamento à vista,
DIREITO PENAL Estelionato Edição n. 84-STJ 5/5/2017 não constitui crime de estelionato previsto no art. 171, § 2°, VI, do CP, uma vez que a matéria deixa de ter
interesse penal quando não há fraude, conforme a Súmula n. 246/STF.

12) O pagamento de cheque emitido sem provisão de fundos, após o recebimento da denúncia, não obsta
DIREITO PENAL Estelionato Edição n. 84-STJ 5/5/2017 ao prosseguimento da ação penal. (Súmula n. 554/STF)

DIREITO PENAL Estelionato Edição n. 84-STJ 5/5/2017 13) A utilização de papel moeda grosseiramente falsificado configura, em tese, o crime de estelionato, da
competência da Justiça Estadual. (Súmula n. 73/STJ)

2) O princípio da insignificância é inaplicável ao crime de estelionato quando cometido contra a


DIREITO PENAL Estelionato Edição n. 84-STJ 5/5/2017 administração pública, uma vez que a conduta ofende o patrimônio público, a moral administrativa e a fé
pública, possuindo elevado grau de reprovabilidade.

3) Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar crime de estelionato praticado mediante
DIREITO PENAL Estelionato Edição n. 84-STJ 5/5/2017 falsificação das guias de recolhimento das contribuições previdenciárias, quando não ocorrente lesão à
autarquia federal. (Súmula n. 107/STJ)

4) O delito de estelionato previdenciário (art. 171, § 3º do CP), praticado pelo próprio beneficiário, tem
DIREITO PENAL Estelionato Edição n. 84-STJ 5/5/2017 natureza de crime permanente uma vez que a ofensa ao bem jurídico tutelado é reiterada, iniciando-se a
contagem do prazo prescricional com o último recebimento indevido da remuneração.

5) O delito de estelionato previdenciário, praticado para que terceira pessoa se beneficie indevidamente, é
DIREITO PENAL Estelionato Edição n. 84-STJ 5/5/2017 crime instantâneo com efeitos permanentes, iniciando-se a contagem do prazo prescricional a partir da
primeira parcela do pagamento relativo ao benefício indevido.

6) Aplica-se a regra da continuidade delitiva (art. 71 do CP) ao crime de estelionato previdenciário


praticado por terceiro, que após a morte do beneficiário segue recebendo o benefício regularmente
DIREITO PENAL Estelionato Edição n. 84-STJ 5/5/2017 concedido ao segurado, como se este fosse, sacando a prestação previdenciária por meio de cartão
magnético todos os meses.

7) A devolução à Previdência Social da vantagem percebida ilicitamente, antes do recebimento da


DIREITO PENAL Estelionato Edição n. 84-STJ 5/5/2017 denúncia, não extingue a punibilidade do crime de estelionato previdenciário, podendo, eventualmente,
caracterizar arrependimento posterior, previsto no art. 16 do CP.

8) O ressarcimento integral do dano no crime de estelionato, na sua forma fundamental (art. 171, caput, do
DIREITO PENAL Estelionato Edição n. 84-STJ 5/5/2017 CP), não enseja a extinção da punibilidade, salvo nos casos de emissão de cheque sem fundos, em que a
reparação ocorra antes do oferecimento da denúncia (art. 171, § 2º, VI, do CP).

DIREITO PENAL Estelionato Edição n. 84-STJ 5/5/2017 9) O delito de estelionato é consumado no local em que se verifica o prejuízo à vítima.
DIREITO PENAL Estelionato Súmula 17-STJ 11/20/1990 Quando o falso se exaure no estelionato, sem mais potencialidade lesiva, é por este absorvido.

DIREITO PENAL Estelionato Súmula 244-STJ 12/13/2000 Compete ao foro do local da RECUSA processar e julgar o crime de estelionato mediante cheque sem
provisão de FUNDOS.
DIREITO PENAL Estelionato Súmula 246-STF 12/13/1963 Comprovado não ter havido fraude, não se configura o crime de emissão de cheque sem fundos.
Aplica-se ao crime de estelionato, em que figure como vítima entidade autárquica da previdência social, a
DIREITO PENAL Estelionato Súmula 24-STJ 4/4/1991
qualificadora do § 3º, do art. 171 do Código Penal.
Compete ao juízo do local da obtenção da VANTAGEM ilícita processar e julgar crime de estelionato
DIREITO PENAL Estelionato Súmula 48-STJ 8/20/1992 cometido mediante FALSIFICAÇÃO de cheque.
O foro competente para o processo e julgamento dos crimes de estelionato, sob a modalidade da emissão
DIREITO PENAL Estelionato Súmula 521-STF 12/3/1969 dolosa de cheque sem provisão de FUNDOS, é o do local onde se deu a RECUSA do pagamento pelo
sacado.
O pagamento de cheque emitido sem provisão de fundos, após o recebimento da denúncia, não obsta ao
DIREITO PENAL Estelionato Súmula 554-STF 12/15/1976 prosseguimento da ação penal.
A utilização de papel moeda grosseiramente falsificado configura, em tese, o crime de estelionato, da
DIREITO PENAL Estelionato Súmula 73-STJ 4/15/1993 competência da Justiça Estadual.
DIREITO PENAL Estupro Súmula 608-STF 10/17/1984 No crime de estupro, praticado mediante violência real, a ação penal é pública incondicionada.
1) Após a vigência da Lei n. 11.466, de 28 de março de 2007, constitui falta grave a posse de aparelho
DIREITO PENAL Execução Penal Edição n. 7-STJ 12/6/2013 celular ou de seus componentes, tendo em vista que a ratio essendi da norma é proibir a comunicação
entre os presos ou destes com o meio externo.

10) A prática de falta grave não interrompe o prazo para aquisição do indulto e da comutação, salvo se
DIREITO PENAL Execução Penal Edição n. 7-STJ 12/6/2013 houver expressa previsão a respeito no decreto concessivo dos benefícios.

2) A prática de fato definido como crime doloso no curso da execução penal caracteriza falta grave,
DIREITO PENAL Execução Penal Edição n. 7-STJ 12/6/2013 independentemente do trânsito em julgado de eventual sentença penal condenatória. (Tese julgada sob o
rito do art. 543-C do CPC/73 - Tema 655)

3) Diante da inexistência de legislação específica quanto ao prazo prescricional para apuração de falta
grave, deve ser adotado o menor lapso prescricional previsto no art. 109 do CP, ou seja, o de 3 anos para
DIREITO PENAL Execução Penal Edição n. 7-STJ 12/6/2013 fatos ocorridos após a alteração dada pela Lei n. 12.234, de 5 de maio de 2010, ou o de 2 anos se a falta
tiver ocorrido até essa data.

4) Para o reconhecimento da prática de falta disciplinar, no âmbito da execução penal, é imprescindível a


instauração de procedimento administrativo pelo diretor do estabelecimento prisional, assegurado o
DIREITO PENAL Execução Penal Edição n. 7-STJ 12/6/2013 direito de defesa, a ser realizado por advogado constituído ou defensor público nomeado. (Tese julgada
sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - Tema 652)

5) A prática de falta grave pode ensejar a regressão cautelar do regime prisional sem a prévia oitiva do
DIREITO PENAL Execução Penal Edição n. 7-STJ 12/6/2013 condenado, que somente é exigida na regressão definitiva.
DIREITO PENAL Execução Penal Edição n. 7-STJ 12/6/2013 6) O cometimento de falta grave enseja a regressão para regime de cumprimento de pena mais gravoso.
7) A prática de falta grave interrompe a contagem do prazo para a obtenção do benefício da progressão de
DIREITO PENAL Execução Penal Edição n. 7-STJ 12/6/2013 regime.
8) Com o advento da Lei n. 12.433, de 29 de junho de 2011, o cometimento de falta grave não mais enseja
DIREITO PENAL Execução Penal Edição n. 7-STJ 12/6/2013 a perda da totalidade do tempo remido, mas limita-se ao patamar de 1/3, cabendo ao juízo das execuções
penais dimensionar o quantum, segundo os critérios do art. 57 da LEP.

DIREITO PENAL Execução Penal Edição n. 7-STJ 12/6/2013 9) A falta grave não interrompe o prazo para obtenção de livramento condicional. (Súmula n. 441/STJ)
Não fere o contraditório e o devido processo decisão que, sem ouvida prévia da defesa, determine
DIREITO PENAL Execução Penal Súmula 639-STJ 11/27/2019 transferência ou permanência de custodiado em estabelecimento penitenciário federal.

É inadmissível a extinção da punibilidade em virtude da decretação da prescrição "em perspectiva,


DIREITO PENAL Extinção da punibilidade Tema 239-STF 11/19/2009 projetada ou antecipada", isto é, com base em previsão da pena que hipoteticamente seria aplicada,
independentemente da existência ou sorte do processo criminal.

Reveste-se de legitimidade jurídica a concessão, pelo Presidente da República, do benefício constitucional


do indulto (CF, art. 84, XII), que traduz expressão do poder de graça do Estado, mesmo se se tratar de
DIREITO PENAL Extinção da punibilidade Tema 371-STF 11/4/2015 indulgência destinada a favorecer pessoa que, em razão de sua inimputabilidade ou semi-imputabilidade,
sofre medida de segurança, ainda que de caráter pessoal e detentivo.

É incabível a aplicação retroativa do art. 30 da Lei 10.826/2003, inserido pela Medida Provisória 417/2008,
DIREITO PENAL Extinção da punibilidade Tema 650-STF 9/19/2013 para extinguir a punibilidade do delito de posse de arma de fogo de uso permitido cometido antes da sua
entrada em vigor.
1) O crime de extorsão é formal e consuma-se no momento em que a violência ou a grave ameaça é
DIREITO PENAL Extorsão Edição n. 87-STJ 6/16/2017 exercida, independentemente da obtenção da vantagem indevida.
2) No crime de extorsão, a ameaça a que se refere o caput do art. 158 do CP, exercida com o fim de obter a
DIREITO PENAL Extorsão Edição n. 87-STJ 6/16/2017 indevida vantagem econômica, pode ter por conteúdo grave dano aos bens da vítima.
DIREITO PENAL Extorsão Súmula 96-STJ 3/3/1994 O crime de extorsão consuma-se independentemente da obtenção da vantagem indevida.

DIREITO PENAL Falsa identidade Súmula 522-STJ 3/25/2015 A conduta de atribuir-se falsa identidade perante autoridade policial é típica, ainda que em situação de
alegada autodefesa.
É admissível a adoção do regime prisional semiaberto aos reincidentes condenados a pena igual ou inferior
DIREITO PENAL Fixação do regime prisional Súmula 269-STJ 5/22/2002 a quatro anos se favoráveis as circunstâncias judiciais.

Fixada a pena-base no mínimo legal, é vedado o estabelecimento de regime prisional mais gravoso do que
DIREITO PENAL Fixação do regime prisional Súmula 440-STJ 4/28/2010 o cabível em razão da sanção imposta, com base apenas na gravidade abstrata do delito.

A opinião do julgador sobre a gravidade em abstrato do crime não constitui motivação idônea para a
DIREITO PENAL Fixação do regime prisional Súmula 718-STF 9/24/2003 imposição de regime mais severo do que o permitido segundo a pena aplicada.
A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação
DIREITO PENAL Fixação do regime prisional Súmula 719-STF 9/24/2003 idônea.
1) Consuma-se o crime de furto com a posse de fato da res furtiva, ainda que por breve espaço de tempo e
DIREITO PENAL Furto Edição n. 47-STJ 10/29/2015 seguida de perseguição ao agente, sendo prescindível a posse mansa e pacífica ou desvigiada. (Tese Julgada
sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - TEMA 934)
10) É inadmissível aplicar, no furto qualificado, pelo concurso de agentes, a majorante do roubo. (Súmula n.
DIREITO PENAL Furto Edição n. 47-STJ 10/29/2015 442/STJ)
11) Para a caracterização do furto privilegiado, além da primariedade do réu, o valor do bem subtraído não
DIREITO PENAL Furto Edição n. 47-STJ 10/29/2015 deve exceder à importância correspondente ao salário mínimo vigente à época dos fatos.
12) O reconhecimento das qualificadoras da escalada e rompimento de obstáculo _x0013_ previstas no art.
155, § 4º, I e II, do CP _x0013_ exige a realização do exame pericial, salvo nas hipóteses de inexistência ou
DIREITO PENAL Furto Edição n. 47-STJ 10/29/2015 desaparecimento de vestígios, ou ainda se as circunstâncias do crime não permitirem a confecção do
laudo.
13) Reconhecido o privilégio no crime de furto, a fixação de um dos benefícios do § 2º do art. 155 do CP
DIREITO PENAL Furto Edição n. 47-STJ 10/29/2015 exige expressa fundamentação por parte do magistrado.

14) A lesão jurídica resultante do crime de furto não pode ser considerada insignificante quando o valor
DIREITO PENAL Furto Edição n. 47-STJ 10/29/2015 dos bens subtraídos perfaz mais de 10% do salário mínimo vigente à época dos fatos.

15) Nos casos de contituidade delitiva o valor a ser considerado para fins de concessão do privilégio (artigo
DIREITO PENAL Furto Edição n. 47-STJ 10/29/2015 155, § 2º, do CP) ou do reconhecimento da insignificância é a soma dos bens subtraídos.

2) Não há continuidade delitiva entre roubo e furto, porquanto, ainda que possam ser considerados delitos
DIREITO PENAL Furto Edição n. 47-STJ 10/29/2015 do mesmo gênero, não são da mesma espécie.

DIREITO PENAL Furto Edição n. 47-STJ 10/29/2015 3) O rompimento ou destruição do vidro do automóvel com a finalidade de subtrair objetos localizados em
seu interior qualifica o furto.
4) Todos os instrumentos utilizados como dispositivo para abrir fechadura são abrangidos pelo conceito de
DIREITO PENAL Furto Edição n. 47-STJ 10/29/2015
chave falsa, incluindo as mixas.

5) É possível o reconhecimento do privilégio previsto no § 2º do art. 155 do CP nos casos de crime de furto
DIREITO PENAL Furto Edição n. 47-STJ 10/29/2015 qualificado, se estiverem presentes a primariedade do agente, o pequeno valor da coisa e a qualificadora
for de ordem objetiva. (Súmula n. 511/STJ) (Tese julgada sob o rito do Art. 543-C/1973 - TEMA 561)

6) A prática do delito de furto qualificado por escalada, destreza, rompimento de obstáculo ou concurso de
DIREITO PENAL Furto Edição n. 47-STJ 10/29/2015 agentes indica a reprovabilidade do comportamento do réu, sendo inaplicável o princípio da insignificância.
7) O princípio da insignificância deve ser afastado nos casos em que o réu faz do crime o seu meio de vida,
DIREITO PENAL Furto Edição n. 47-STJ 10/29/2015 ainda que a coisa furtada seja de pequeno valor.
8) Para reconhecimento do crime de furto privilegiado é indiferente que o bem furtado tenha sido
DIREITO PENAL Furto Edição n. 47-STJ 10/29/2015 restituído à vítima, pois o critério legal para o reconhecimento do privilégio é somente o pequeno valor da
coisa subtraída.
DIREITO PENAL Furto Edição n. 47-STJ 10/29/2015 9) Para efeito da aplicação do princípio da bagatela, é imprescindível a distinção entre valor insignificante e
pequeno valor, uma vez que o primeiro exclui o crime e o segundo pode caracterizar o furto privilegiado.
DIREITO PENAL Furto Súmula 442-STJ 4/28/2010 É inadmissível aplicar, no furto qualificado, pelo concurso de agentes, a majorante do roubo.
É possível o reconhecimento do privilégio previsto no § 2º do art. 155 do CP nos casos de crime de furto
DIREITO PENAL Furto Súmula 511-STJ 6/11/2014 qualificado, se estiverem presentes a primariedade do agente, o pequeno valor da coisa e a qualificadora
for de ordem objetiva.
Sistema de vigilância realizado por monitoramento eletrônico ou por existência de segurança no interior de
DIREITO PENAL Furto Súmula 567-STJ 2/24/2016 estabelecimento comercial, por si só, não torna impossível a configuração do crime de furto.
13) Há tentativa de latrocínio quando a morte da vitima não se consuma por razões alheias à vontade do
DIREITO PENAL Latrocínio Edição n. 51-STJ 12/18/2015 agente.
14) Há crime de latrocínio, quando o homicídio se consuma, ainda que não realize o agente a subtração de
DIREITO PENAL Latrocínio Edição n. 51-STJ 12/18/2015 bens da vítima. (Súmula n. 610/STF)

15) Há concurso formal impróprio no crime de latrocínio nas hipóteses em que o agente, mediante uma
DIREITO PENAL Latrocínio Edição n. 51-STJ 12/18/2015 única subtração patrimonial provoca, com desígnios autônomos, dois ou mais resultados morte.
1) O crime de financiar ou custear o tráfico ilícito de drogas (art. 36 da Lei n. 11.343/2006) é delito
autônomo aplicável ao agente que não tem participação direta na execução do tráfico e que se limita a
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 123-STJ 3/29/2019 fornecer os recursos necessários para subsidiar as infrações a que se referem os art. 33, caput e § 1º, e art.
34 da Lei de Drogas.
10) Configura ofensa ao princípio da proteção integral a aplicação de medida de semiliberdade ao
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 123-STJ 3/29/2019 adolescente pela prática de ato infracional análogo ao crime previsto no art. 28 da Lei n. 11.343/2006.
11) O crime de uso de entorpecente para consumo próprio, previsto no art. 28 da Lei n. 11.343/2006, é de
menor potencial ofensivo, o que determina a competência do juizado especial estadual, já que ele não está
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 123-STJ 3/29/2019 previsto em tratado internacional e o art. 70 da Lei de Drogas não o inclui dentre os que devem ser
julgados pela justiça federal.
12) A conduta prevista no art. 28 da Lei n. 11.343/2006 admite tanto a transação penal quanto a suspensão
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 123-STJ 3/29/2019 condicional do processo.

2) O agente que atua diretamente na traficância e que também financia ou custeia a aquisição de drogas
deve responder pelo crime previsto no art. 33, caput, com a incidência da causa de aumento de pena
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 123-STJ 3/29/2019 prevista no art. 40, inciso VII, da Lei n. 11.343/2006, afastando-se, por conseguinte, a conduta autônoma
prevista no art. 36 da referida legislação.

3) O crime de colaboração com o tráfico, art. 37 da Lei n. 11.343/2006, é um tipo penal subsidiário em
relação aos delitos dos arts. 33 e 35 e tem como destinatário o agente que colabora como informante, de
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 123-STJ 3/29/2019 forma esporádica, eventual, sem vínculo efetivo, para o êxito da atividade de grupo, de associação ou de
organização criminosa destinados à prática de qualquer dos delitos previstos nos arts. 33, caput e § 1º, e 34
da Lei de Drogas.
4) O rol previsto no inciso III do art. 40 da Lei n. 11.343/2006 não deve ser encarado como taxativo, pois o
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 123-STJ 3/29/2019 objetivo da lei é proteger espaços que promovam a aglomeração de pessoas, circunstância que facilita a
ação criminosa.
5) A causa de aumento de pena prevista no inciso III do art. 40 da Lei de Drogas possui natureza objetiva e
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 123-STJ 3/29/2019 se aplica em função do lugar do cometimento do delito, sendo despicienda a comprovação efetiva do
tráfico ou de que o crime visava a atingir os frequentadores desses locais.
6) A incidência da majorante prevista no art. 40, inciso III, da Lei n 11.343/2006 pode ser excepcionalmente
afastada na hipótese de não existir nenhuma indicação de que houve o aproveitamento da aglomeração de
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 123-STJ 3/29/2019 pessoas ou a exposição dos frequentadores do local para a disseminação de drogas, verificando-se, caso a
caso, as condições de dia, local e horário da prática do delito.

7) Para a caracterização da causa de aumento de pena do art. 40, inciso III, da Lei n. 11.343/2006, é
necessária a efetiva oferta ou a comercialização da droga no interior de veículo público, não bastando, para
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 123-STJ 3/29/2019 a sua incidência, o fato de o agente ter se utilizado dele como meio de locomoção e de transporte da
substância ilícita.
8) A incidência da majorante da segunda parte do inciso III do art. 18 da Lei n. 6. 368/1976 - "visar [o
crime] a menores de 21 (vinte e um) anos" -, segue contemplada no art. 40, inciso VI, da nova Lei de
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 123-STJ 3/29/2019 Drogas - "sua prática envolver ou visar a atingir criança ou adolescente" -, não restando configurada a
abolitio criminis.
9) O ato infracional análogo ao tráfico de drogas, por si só, não conduz obrigatoriamente à imposição de
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 123-STJ 3/29/2019 medida socioeducativa de internação do adolescente. (Súmula n. 492/STJ)

1) Para a configuração do delito de tráfico de drogas previsto no caput do art. 33 da Lei n. 11.343/2006, é
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 126-STJ 5/10/2019 desnecessária a aferição do grau de pureza da substância apreendida.

10) A expropriação de bens em favor da União, decorrente da prática de crime de tráfico ilícito de
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 126-STJ 5/10/2019 entorpecentes, constitui efeito automático da sentença penal condenatória.
11) Não viola o princípio da dignidade da pessoa humana a revista íntima realizada conforme as normas
administrativas que disciplinam a atividade fiscalizatória, quando houver fundada suspeita de que o
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 126-STJ 5/10/2019 visitante esteja transportando drogas ou outros itens proibidos para o interior do estabelecimento
prisional.
2) Para fins de fixação da pena, não há necessidade de se aferir o grau de pureza da substância apreendida
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 126-STJ 5/10/2019 uma vez que o art. 42 da Lei de Drogas estabelece como critérios "a natureza e a quantidade da
substância".
3) É imprescindível a confecção do laudo toxicológico para comprovar a materialidade da infração
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 126-STJ 5/10/2019 disciplinar e a natureza da substância encontrada com o apenado no interior de estabelecimento prisional.

4) A falta da assinatura do perito criminal no laudo toxicológico é mera irregularidade que não tem o
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 126-STJ 5/10/2019 condão de anular o referido exame.

5) É possível a aplicação do princípio da consunção entre os crimes previstos no § 1º do art. 33 e/ou no art.
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 126-STJ 5/10/2019 34 pelo tipificado no caput do art. 33 da Lei 11. 343/2006, desde que não caracterizada a existência de
contextos autônomos e coexistentes, aptos a vulnerar o bem jurídico tutelado de forma distinta.

6) Quando o agente no exercício irregular da medicina prescreve substância caracterizada como droga,
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 126-STJ 5/10/2019 resta configurado, em tese, o delito do art. 282 do Código Penal - CP, em concurso formal com o do art. 33,
caput, da Lei n. 11. 343/2006.

7) É cabível a aplicação cumulativa das causas de aumento relativas à transnacionalidade e à


interestadualidade do delito, previstas nos incisos I e V do art. 40 da Lei de Drogas, quando evidenciado
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 126-STJ 5/10/2019
que a droga proveniente do exterior se destina a mais de um estado da federação, sendo o intuito dos
agentes distribuir o entorpecente estrangeiro por mais de uma localidade do país.

8) Para a configuração do crime de associação para o tráfico de drogas, previsto no art. 35 da Lei n.
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 126-STJ 5/10/2019 11.343/2006, é irrelevante a apreensão de drogas na posse direta do agente.

9) Em se tratando de condenado pelo delito previsto no art. 14 da Lei n. 6. 368/1976, deve-se observar as
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 126-STJ 5/10/2019 reprimendas mínima e máxima estabelecidas pelo art. 8º da Lei n. 8.072/1990 (3 a 6 anos de reclusão), por
ser norma penal mais benéfica ao réu, impondo-se, inclusive, se for o caso, a exclusão da pena de multa.
1) É cabível a aplicação retroativa da Lei n. 11.343/2006, desde que o resultado da incidência das suas
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 disposições, na íntegra, seja mais favorável ao réu do que o advindo da aplicação da Lei n. 6.368/1976,
sendo vedada a combinação de leis. (Súmula n. 501/STJ)

10) A posse de substância entorpecente para uso próprio configura crime doloso e quando cometido no
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 interior do estabelecimento prisional constitui falta grave, nos termos do art. 52 da Lei de Execução Penal -
LEP (Lei n. 7.210/1984).

11) É imprescindível a confecção do laudo toxicológico para comprovar a materialidade da infração


DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019
disciplinar e a natureza da substância encontrada com o apenado no interior de estabelecimento prisional.

12) A comprovação da materialidade do delito de posse de drogas para uso próprio (art. 28 da Lei n.
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 11.343/2006) exige a elaboração de laudo de constatação da substância entorpecente que evidencie a
natureza e a quantidade da substância apreendida.

13) O tráfico de drogas é crime de ação múltipla e a prática de um dos verbos contidos no art. 33, caput, da
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 Lei n. 11.343/2006 é suficiente para a consumação do delito.

14) O laudo de constatação preliminar de substância entorpecente constitui condição de procedibilidade


DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 para apuração do crime de tráfico de drogas.

15) Para a configuração do delito de tráfico de drogas previsto no caput do art. 33 da Lei n. 11.343/2006, é
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 desnecessária a aferição do grau de pureza da substância apreendida.

16) Não se reconhece a existência de bis in idem na aplicação da causa de aumento de pena pela
transnacionalidade (art. 40, inciso I, da Lei n. 11.343/2006), em razão do art. 33, caput, da Lei n.
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 11.343/2006 prever as condutas de "importar" e "exportar", pois trata-se de tipo penal de ação múltipla, e
o simples fato de o agente "trazer consigo" a droga já conduz à configuração da tipicidade formal do crime
de tráfico.

17) O agente que atua diretamente na traficância e que também financia ou custeia a aquisição de drogas
deve responder pelo crime previsto no art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006 com a incidência da causa de
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 aumento de pena prevista no art. 40, VII, da Lei n. 11.343/2006, afastando-se, por conseguinte, a conduta
autônoma prevista no art. 36 da referida legislação.

18) É possível a aplicação do princípio da consunção entre os crimes previstos no § 1º do art. 33 e/ou no
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 art. 34 pelo tipificado no caput do art. 33 da Lei n. 11.343/2006, desde que não caracterizada a existência
de contextos autônomos e coexistentes, aptos a vulnerar o bem jurídico tutelado de forma distinta.

19) Quando o agente no exercício irregular da medicina prescreve substância caracterizada como droga,
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 resta configurado, em tese, o delito do art. 282 do Código Penal, em concurso formal com o art. 33, caput,
da Lei n. 11.343/2006.
2) A inobservância do art. 55 da Lei n. 11.343/2006, que determina o recebimento da denúncia após a
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 apresentação da defesa prévia, constitui nulidade relativa quando forem demonstrados os prejuízos
suportados pela defesa.
20) O § 3º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 traz tipo específico para aquele que fornece gratuitamente
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 substância entorpecente a pessoa de seu relacionamento para juntos a consumirem e, por se tratar de
norma penal mais benéfica, deve ser aplicado retroativamente.

21) O tráfico ilícito de drogas na sua forma privilegiada (art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006) não é crime
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 equiparado a hediondo. (Tese revisada sob o rito do art. 1.036 do CPC/2015 - TEMA 600)

22) A causa de diminuição de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei de Drogas só pode ser aplicada se
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 todos os requisitos, cumulativamente, estiverem presentes.
23) É inviável a aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei n.
11.343/2006 quando há condenação simultânea do agente nos crimes de tráfico de drogas e de associação
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 para o tráfico, por evidenciar a sua dedicação a atividades criminosas ou a sua participação em organização
criminosa.
24) A condição de "mula" do tráfico, por si só, não afasta a possibilidade de aplicação da minorante do § 4º
do art. 33 da Lei n. 11.343/2006, uma vez que a figura de transportador da droga não induz,
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 automaticamente, à conclusão de que o agente integre, de forma estável e permanente, organização
criminosa.
25) Diante da ausência de parâmetros legais, é possível que a fração de redução da causa de diminuição de
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 pena estabelecida no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 seja modulada em razão da qualidade e da
quantidade de droga apreendida, além das demais circunstâncias do delito.

26) Para a caracterização do crime de associação para o tráfico de drogas (art. 35 da Lei n. 11.343/2006) é
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 imprescindível o dolo de se associar com estabilidade e permanência.

27) Para a configuração do crime de associação para o tráfico de drogas, previsto no art. 35 da Lei n.
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 11.343/2006, é irrelevante apreensão de drogas na posse direta do agente.

28) O crime de associação para o tráfico de entorpecentes (art. 35 da Lei n. 11. 343/2006) não figura no rol
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 taxativo de crimes hediondos ou de delitos a eles equiparados.

29) Em se tratando de condenado pelo delito previsto no art. 14 da Lei n. 6. 368/1976, deve-se observar as
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 reprimendas mínima e máxima estabelecidas pelo art. 8º da Lei n. 8.072/1990 (3 a 6 anos de reclusão), por
ser norma penal mais benéfica ao réu, impondo-se, inclusive, se for o caso, a exclusão da pena de multa.

3) O laudo pericial definitivo atestando a ilicitude da droga afasta eventuais irregularidades do laudo
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 preliminar realizado na fase de investigação.
30) O crime de financiar ou custear o tráfico ilícito de drogas (art. 36 da Lei n. 11.343/2006) é delito
autônomo aplicável ao agente que não tem participação direta na execução do tráfico, limitando-se a
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 fornecer os recursos necessários para subsidiar as infrações a que se referem os art. 33, caput e § 1º, e art.
34 da Lei de Drogas.
31) O crime de colaboração com o tráfico, art. 37 da Lei n. 11.343/2006, é um tipo penal subsidiário em
relação aos delitos dos arts. 33 e 35 da referida lei e tem como destinatário o agente que colabora como
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 informante, de forma esporádica, eventual, sem vínculo efetivo, para o êxito da atividade de grupo, de
associação ou de organização criminosa destinados à prática de qualquer dos delitos previstos nos arts. 33,
caput e § 1º, e 34 da Lei de Drogas.

32) A Lei n. 11.343/2006 manteve as condutas descritas no art. 12, § 2º, inciso III, da Lei n. 6.368/1976,
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 razão pela qual não há que se falar em abolitio criminis.

33) A Lei n. 11.343/2006 aboliu a majorante da associação eventual para o tráfico prevista no art. 18, III,
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 primeira parte, da Lei n. 6.368/1976.
34) A incidência da majorante da segunda parte do inciso III do art. 18 da Lei n. 6. 368/1976 - "visar [o
crime] a menores de 21 (vinte e um) anos" -, segue contemplada no art. 40, inciso VI, da nova Lei de
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 Drogas - "sua prática envolver ou visar a atingir criança ou adolescente" -, não restando configurada a
abolitio criminis.
35) O art. 40 da Lei n. 11.343/2006 conferiu tratamento mais favorável às causas especiais de aumento de
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 pena, devendo ser aplicado retroativamente aos delitos cometidos sob a égide da Lei n. 6.368/1976.

36) Não acarreta bis in idem a incidência simultânea das majorantes previstas no art. 40 da Lei n.
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 11.343/2006 aos crimes de tráfico de drogas e de associação para fins de tráfico, porquanto são delitos
autônomos, cujas penas devem ser calculadas e fixadas separadamente.
37) Para a incidência das majorantes previstas no art. 40, I e V, da Lei n. 11. 343/2006, é desnecessária a
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 efetiva transposição de fronteiras, sendo suficiente, respectivamente, a prova de destinação internacional
das drogas ou a demonstração inequívoca da intenção de realizar o tráfico interestadual.

38) É cabível a aplicação cumulativa das causas de aumento relativas à transnacionalidade e à


DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 interestadualidade do delito, previstas nos incisos I e V do art. 40 da Lei de Drogas, quando evidenciado
que a droga proveniente do exterior se destina a mais de um estado da Federação, sendo o intuito dos
agentes distribuir o entorpecente estrangeiro por mais de uma localidade do país.

39) O rol previsto no inciso III do art. 40 da Lei de Drogas não deve ser encarado como taxativo, pois o
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 objetivo da referida lei é proteger espaços que promovam a aglomeração de pessoas, circunstância que
facilita a ação criminosa.

4) A falta da assinatura do perito criminal no laudo toxicológico é mera irregularidade que não tem o
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 condão de anular o referido exame.
40) A causa de aumento de pena prevista no inciso III do art. 40 da Lei de Drogas possui natureza objetiva e
se aplica em função do lugar do cometimento do delito, sendo despicienda a comprovação efetiva do
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 tráfico nos locais e nas imediações mencionados no inciso ou que o crime visava a atingir seus
frequentadores.

41) A incidência da majorante prevista no art. 40, inciso III, da Lei n. 11.343/2006 deve ser
excepcionalmente afastada na hipótese de não existir nenhuma indicação de que houve o aproveitamento
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 da aglomeração de pessoas ou a exposição dos frequentadores do local para a disseminação de drogas,
verificando-se, caso a caso, as condições de dia, local e horário da prática do delito.

42) Para a caracterização da causa de aumento de pena do art. 40, III, da Lei n. 11. 343/2006, é necessária
a efetiva oferta ou a comercialização da droga no interior de veículo público, não bastando, para a sua
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 incidência, o fato de o agente ter se utilizado dele como meio de locomoção e de transporte da substância
ilícita.
43) A aplicação das majorantes previstas no art. 40 da Lei de Drogas exige motivação concreta, quando
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 estabelecida acima da fração mínima, não sendo suficiente a mera indicação do número de causas de
aumento.
44) Para fins de fixação da pena, não há necessidade de se aferir o grau de pureza da substância
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 apreendida uma vez que o art. 42 da Lei de Drogas estabelece como critérios "a natureza e a quantidade
da substância".
45) A natureza e a quantidade da droga não podem ser utilizadas simultaneamente para justificar o
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 aumento da pena-base e para afastar a redução prevista no §4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006, sob pena
de caracterizar bis in idem.

46) A utilização concomitante da quantidade de droga apreendida para elevar a pena-base e para afastar a
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 incidência da minorante prevista no § 4º do art. 33 da Lei de Drogas, por demonstrar que o acusado se
dedica a atividades criminosas ou integra organização criminosa, não configura bis in idem, tratando-se de
hipótese diversa da Repercussão Geral - TEMA 712/STF.

47) Reconhecida a inconstitucionalidade da vedação prevista na parte final do §4º do art. 33 da Lei de
Drogas, inexiste óbice à substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos aos
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 condenados pelo crime de tráfico de drogas, desde que preenchidos os requisitos do art. 44 do Código
Penal.
48) A utilização da reincidência como agravante genérica é circunstância que afasta a causa especial de
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 diminuição da pena do crime de tráfico, e não caracteriza bis in idem.
49) Reconhecida a inconstitucionalidade do § 1º do art. 2º da Lei n. 8.072/1990, é possível a fixação de
regime prisional diferente do fechado para o início do cumprimento de pena imposta ao condenado por
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 tráfico de drogas, devendo o magistrado observar as regras previstas no Código Penal para a fixação do
regime prisional.
5) O princípio da insignificância não se aplica aos delitos do art. 33, caput, e do art. 28 da Lei de Drogas,
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 pois tratam-se de crimes de perigo abstrato ou presumido.

DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 50) O juiz pode fixar regime inicial mais gravoso do que aquele relacionado unicamente com o quantum da
pena ao considerar a natureza ou a quantidade da droga.
51) Configura ofensa ao princípio da proteção integral a aplicação de medida de semiliberdade ao
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 adolescente pela prática de ato infracional análogo ao crime previsto no art. 28 da Lei n. 11.343/2006.

52) O ato infracional análogo ao tráfico de drogas, por si só, não conduz obrigatoriamente à imposição de
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 medida socioeducativa de internação do adolescente. (Súmula n. 492/STJ)

53) A despeito de não ser considerado hediondo, o crime de associação para o tráfico, no que se refere à
concessão do livramento condicional, deve, em razão do princípio da especialidade, observar a regra
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 estabelecida pelo art. 44, parágrafo único, da Lei n. 11.343/2006: cumprimento de 2/3 (dois terços) da
pena e vedação do benefício ao reincidente específico.

DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 54) É possível a concessão de liberdade provisória nos crimes de tráfico ilícito de entorpecentes.

55) É vedada a concessão de indulto aos condenados por crime hediondo ou por crime a ele equiparado,
entre os quais se insere o delito de tráfico previsto no art. 33, caput e § 1º da Lei n. 11.343/2006,
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 afastando-se a referida vedação na hipótese de aplicação da causa de diminuição prevista no art. 33, § 4º,
da mesma Lei, uma vez que a figura do tráfico privilegiado é desprovida de natureza hedionda.

56) O requisito objetivo necessário para a progressão de regime prisional aos condenados em crime de
tráfico ilícito de entorpecentes (delito equiparado a hediondo), praticados antes do advento da Lei n.
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 11.464/2007, deve ser o previsto no art. 112 da Lei de Execução Penal (Lei n. 7.210/1984), qual seja, 1/6
(um sexto); posteriormente, passou-se a exigir o cumprimento de 2/5 da pena pelo réu primário e 3/5 pelo
reincidente.

57) Compete ao juiz federal do local da apreensão da droga remetida do exterior pela via postal processar
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 e julgar o crime de tráfico internacional. (Súmula n. 528/STJ)

58) A expropriação de bens em favor da União, decorrente da prática de crime de tráfico ilícito de
DIREITO PENAL Lei de drogas Edição n. 131-STJ 8/9/2019 entorpecentes, constitui efeito automático da sentença penal condenatória.
59) Não viola o princípio da dignidade da pessoa humana a revista íntima realizada conforme as normas
administrativas que disciplinam a atividade fiscalizatória, quando houver fundada s