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Detector de Gases Inflamáveis Multifuncional - GIM

Discentes: Bianca Bocardi


Giovana Azevedo Ferreira
Francielle Mariane Lopes
Patrick Gustavo Machado de Souza
Túlio Sérgio Rodrigues da Costa Santos
Docente: Júlio César Ugucioni
Disciplina: Projetos de física experimental II

Lavras, 27 de Novembro de 2019


Sumário

Objetivos ……………………………………………………………………... 2
Introdução …………………………………………………………………..... 3
Materiais……………………………………………………………………… 4
Metodologia ………………………………………………………………...... 5
O Sensor MQ-2 ………………………………………………………………. 6
Montagem do Circuito ……………………………………………………….. 8
Resultados e Discussões ……………………………………………………... 10
Conclusão …………………………………………………………………..... 12
Material Complementar ……………………………………………………… 13
Referências Bibliográficas …………………………………………………... 15

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1. Objetivos

Criar um sistema anti vazamento de gás GLP e demais gases inflamáveis, eficiente e de
baixo custo. Terá como foco sua utilidade em residências.

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2. Introdução

O gás GLP(Gás Liquefeito de Petróleo) ou “gás de cozinha”, é formado de uma mistura gasosa
de hidrocarbonetos, basicamente de butano (C4H10) e propano (C3H8), os quais são
introduzidos no estado líquido em cilindros de contenção. Originalmente o Gás GLP não possui
cor nem cheiro; no entanto, por motivo de segurança, um composto à base de enxofre é
adicionado em sua composição, agregando odor ao gás. Vale destacar que o GLP não é uma
substância tóxica, porém se inalado em grande quantidade o mesmo produz um efeito anestésico.
O uso do gás foi proposto em 1911 devido a sua queima não produzir quantidades alarmantes de
poluentes como o óxido de nitrogênio, enxofre e carbono. [1]
O gás liquefeito de petróleo pode ser obtido de diversas formas, duas delas frequentemente
usadas é a destilação atmosférica do petróleo (óleo cru) e o fracionamento do gás natural. [2]
Em caso de vazamento do GLP, pode ocorrer riscos de grandes incêndios que só podem
ser contidos após a estancar o vazamento do gás. Esses incêndios podem afetar vítimas com
lesões leves, graves e até fatais. Em busca de alternativas para evitar esse tipo de acidentes
pensou-se em projetar um sensor de GLP que tem por objetivo garantir a segurança em
residências avisando sobre possíveis vazamentos do gás. Esse sensor pode ser implementado
usando aplicativos de sinalização em celular ou até mesmo realizar um controle de corte
automático de fornecimento de gás, por meio de uma placa eletrônica.

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3. Materiais

● Arduino UNO + cabo USB; - Equipamento para funcionamento do projeto;


● Buzzer ativo 5V - Equipamento que irá adicionar efeitos sonoros em projetos eletrônicos
como alarmes, sistemas de sinalização. Terá por função detectar gases inflamáveis;
● Display LCD 16x2 - Mostrar resposta analógica;
● Jumpers para conexão em protoboard - Cabos para conexão e interação entre os
dispositivos;
● Protoboard - Placa com vários furos e conexões condutoras para montagem de circuitos
elétricos;
● Sensor de gases MQ-2 - Equipamento para detecção de gases inflamáveis, como: GLP,
metano,propano, butano , hidrogênio, álcool, gás natural e outros).
● Cooler 12V- Utilizado como um exaustor para ajudar que a concentração de gás diminua
no ambiente
● Válvula solenoide 12V- Utilizada para fechar a válvula para que o fornecimento de gás
seja interrompido.

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4. Metodologia

Utilizando uma protoboard, será realizada a conexão de três dispositivos: o sensor


MQ-2,que tem por finalidade identificar altas concentrações de gases inflamáveis ou fumaça, um
display LCD e um buzzer. Será realizada a programação de um sistema para que ao detectar
qualquer tipo de gás o buzzer irá soar um alarme de aviso, fechando a válvula solenóide que é a
fonte de entrada do gás no aparelho e simultaneamente acionando um cooler, para a ventilação
do gás inflamável. Este funcionando como exaustor, e consequentemente será apresentado uma
mensagem de aviso no display LCD. Para realizar as funções definidas em um código de
programação, será utilizado um arduino conectado por meio de jumpers na protoboard e no
display LCD.

4.1 Cronograma

Datas Apresentação Montagem Determinação Testes Reparo Escrita do Apresentação


projeto do protótipo dos códigos de falhas relatório projeto final

18/09 X

25/09 X

02/10 X X

09/10 X X

30/10 X X

06/11 X X

20/11 X

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5. O sensor MQ-2

Imagem 1[3]

Este sensor de gás semicondutor detecta a presença de gases combustíveis e fumaça em


uma concentração de 300 a 10000 ppm, ajustáveis por um potenciômetro na parte de trás do
módulo. Um chip comparador LM393 é responsável por ler as informações do sensor e
converter essas informações em sinais para o microcontrolador. O qual, pode operar em
temperaturas desde -20 a 50ºC e consome menos de 150mA de corrente a 5V.

5.1 Sensor semicondutor

Detectores de gases com sensores de materiais semicondutores ganharam popularidade


durante o final de 1980, pelo baixo custo do material.[4]

Sensores de semicondutores, são comumente utilizados em aplicações domésticas, pelo


baixo custo, simplicidade e correspondem muito bem a baixas concentrações. Porém, não são
considerados viáveis para aplicações industriais, pois não conseguem determinar qual tipo de gás
está em vazamento e, podem ser afetados pela temperatura atmosférica e as variações de
umidade. [4]
Esse tipo de sensor necessita de calibração com mais frequência do que outros tipos de
sensores, e são conhecidos por “sleep”, ou seja, perdem a sensibilidade quando ficam desligados.
Quando desligados, esses sensores acumulam impurezas sobre sua pastilha semicondutora que
contém o elemento detector de gás. Esse tipo de sensor é sensível e rápido na detecção de gases
inflamáveis, o que faz dele um excelente detector. De modo geral, a recuperação após a
exposição ao gás é rápida, mas de difícil repetibilidade. [4]

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5.2 O chip LM393
Em um sentido geral, um chip comparador de tensão analógico é como um pequeno
voltímetro com interruptores integrados. Ele mede tensões em dois pontos diferentes e compara a
diferença na quantidade de tensão. O chip LM393 possui um circuito integrado que consiste
fundamentalmente em quatro comparadores de tensão independentes que são projetados para
operar a partir de uma única fonte de alimentação em uma ampla gama de tensões, lembrando
que possui transistores em coletor aberto, que exigem o emprego de resistores “pull-up” em suas
aplicações. [5]
Internamente circuitos integrados são formados por capacitores, os quais são
responsáveis por guardar cargas, transistores que atuam de forma a amplificar sinais e resistores
que são utilizados para impedir passagem de corrente, variando os componentes de acordo com
cada modelo. [5]

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6. Montagem do Circuito

6.1 Código do Arduino

#include <Wire.h> Serial.println(digital_read);


#include <LiquidCrystal_I2C.h> Serial.println(" Saida Analogica:");
//Ligacoes de Hardware Serial.println(analog_read);
#define Buzzer 10
#define MQ2_Analog 0 if (analog_read > SensorLevel)
#define MQ2_Digital 2 {
#define SensorLevel 500 // Apresenta os dados no LCD
#define Valvula 11 lcd.clear();
#define Exaustor 12 lcd.setCursor(0, 0);
lcd.print("Ar contaminado!");
int digital_read = 0; // Aciona o Buzzer e Fecha a valvula
int analog_read = 0; digitalWrite(Buzzer, HIGH);
Serial.println("Nivel de gás:" +
LiquidCrystal_I2C lcd(0x27, 2, 1, 0, 4, 5, 6, analog_read);
7, 3, POSITIVE); digitalWrite(Valvula, HIGH);
digitalWrite(Exaustor, HIGH);
void setup()
{ }
// Configura os IOs else
pinMode(MQ2_Digital, INPUT); {
pinMode(Buzzer, OUTPUT); // Apresenta os dados no LCD
pinMode(Valvula, OUTPUT); // Inicializa lcd.clear();
a serial lcd.setCursor(0, 0);
Serial.begin(9600); lcd.print("Ar normal");
//Inicializa o LCD // Desliga o buzzer e o led vermelho e
lcd.begin(16, 2); abre a válvula.
lcd.setBacklight(HIGH); digitalWrite(Buzzer, LOW);
} Serial.println("Nivel de gás:" +
analog_read);
void loop() digitalWrite(Valvula, LOW);
{ digitalWrite(Exaustor, LOW);
// Le os dados do sensor MQ2
digital_read = digitalRead(MQ2_Digital); }
analog_read = analogRead(MQ2_Analog);
delay(2000);
}
//apresenta as leituras na porta serial
Serial.println("Saida Digital:");

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6.2 Instalação do Sensor

A Abertura superior deve estar a uma altura mínima de 1,5m do piso acabado, e se
comunicar diretamente com a área externa. [7]

O sensor MQ-2 deve estar entre 1m e 3m de distância do aparelho a Gás, e a no máximo


0,5m do piso acabado. [8]

6.3 O Circuito

Imagem 3: Circuito montado em aula.

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7. Resultados e Discussões

7.1 Custo do sensor

Tabela 1: Custo dos Sensores.

A partir da comparação entre os diferentes tipos de sensores disponíveis no


mercado, é possível observar que o sensor GIM é acessível e possui como diferencial o
fechamento automatizado da fonte de vazamento de gás a partir da válvula solenóide, o
mesmo ocorre quando o sensor identifica a presença de gases inflamáveis.

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Gráfico 1

O gráfico apresentado abaixo (gráfico 1) relaciona dados de tempo de detecção do


sensor em função da distância do sensor . Por se tratar de um modelo em pequena escala,
a fonte de gás utilizada foi um isqueiro (100-140 gramas por minuto), portanto não foi
possível realizar o teste em longas distâncias. Além disso, não foi viável fazer uma
extrapolação dos dados, por não conhecer o comportamento da curva gerada e isso não
permite resultados reais. Isso ocorreu devido a inúmeras variáveis externas, tais como:
ventilação do ambiente, vazão do isqueiro comparada ao botijão ( 1-2kg por hora), erro
de calibração e incerteza dos equipamentos utilizados.

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8. Conclusão
Portanto, conclui-se que para testes realizados em bancada o detector se mostrou eficaz e
ágil na detecção de gases inflamáveis, executando todas suas funções para evitar
possíveis acidentes. Além disso, o sensor é de fácil manuseio e baixo custo, como
esperado.

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9. Material Complementar

9.1 Norma ABNT 13103


Esta Norma estabelece os requisitos mínimos exigíveis para a instalação de aparelhos a
gás de uso residencial, cujo somatório de potências nominais não exceda a 80,0 kW em
um mesmo local de instalação.
IV. existência de abertura para ventilação permanente com área total de 800 cm2 ,
constituída por duas aberturas, sendo uma superior, de 600 cm² , se comunicando
diretamente com o ar livre ou prisma de ventilação, acima de 1,5 m de altura do piso
acabado, de forma a permitir a circulação de ar no ambiente.[7]

9.2 Instrução Técnica Nº 23/2013


Estabelecer medidas de segurança contra incêndio para os locais destinados a
manipulação, armazenamento, comercialização, utilização, instalações internas e centrais
de GLP (gás liquefeito de petróleo), atendendo ao previsto no Regulamento de Segurança
Contra Incêndio e Pânico das edificações e áreas de risco do Estado de Minas Gerais. [8]

5.5 Instalações internas de GLP Para fins dos critérios de segurança, instalação e
operação das centrais de GLP adota-se a norma NBR 15526, com inclusões e adequações
constantes nesta IT.
5.5.1 As tubulações instaladas devem ser estanques e desobstruídas.
5.5.2 A instalação de gás deve ser provida de válvula de fechamento manual em cada
ponto em que se tornar conveniente para a segurança, operação e manutenção da
instalação.
5.5.3 A tubulação não pode fazer parte de elemento estrutural.
5.5.4 A tubulação da rede interna não pode passar no interior dos locais descritos abaixo:
a) Dutos de lixo, ar condicionado e águas pluviais;
b) Reservatório de água;
c) Dutos para incineradores de lixo;
d) Poços e elevadores;
e) Compartimentos de equipamentos elétricos;
f) Compartimentos destinados a dormitórios, exceto quando destinada à conexão de
equipamento hermeticamente isolado;
g) Poços de ventilação capazes de confinar o gás proveniente de eventual vazamento;
h) Qualquer vazio ou parede contígua a qualquer vão formado pela estrutura ou alvenaria,
ou por estas e o solo,sem a devida ventilação. Ressalvados os vazios construídos e
preparados especificamente para esse fim (shafts) que devem conter apenas as tubulações
de gás, líquidos não inflamáveis e demais acessórios, com ventilação permanente nas

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extremidades. Estes vazios devem ser visitáveis e possuir área de ventilação permanente
e garantida;
i) Qualquer tipo de forro falso ou compartimento não ventilado;
j) Locais de captação de ar para sistemas de ventilação;
k) Todo e qualquer local que propicie o acúmulo de gás vazado

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10. Referências bibliográficas

[1] DIAS, Diogo Lopes. "O que é GLP?"; Brasil Escola. Disponível em:
https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/quimica/o-que-e-glp.htm. Acesso em 17 de setembro de
2019.
[2] PETROBRAS, Manual de informações técnicas sobre o gás liquefeito de petróleo.
[3]https://www.arduinoecia.com.br/alarme-sensor-de-gas-modulo-mq-2/ Acesso em 10 de
Novembro de 2019.

[4]http://acessopercon.com.br/percon/funcionamento-de-detectores-de-gases/ Acesso em 10 de
Novembro de 2019.
[5]https://www.usinainfo.com.br/circuitos-integrados-cis/lm339-circuito-integrado-comparador-d
e-tensao-kit-com-5-unidades-3706.html Acesso em 15 de Novembro de 2019.
[6] https://www.brighthubengineering.com/robotics/60941-the-lm3-voltage-comparator-chip/
Acesso em 15 de Novembro de 2019.
[7] https://www.abntcatalogo.com.br/login.aspx Acesso em 18 de Novembro de 2019.
[8]http://www.bombeiros.mg.gov.br/images/stories/bm5midia/pdf/it23.pdf Acesso em 18 de
Novembro de 2019.

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