Você está na página 1de 1

Introdução: Camada endócrina de vísceras cervicais

As vísceras da camada endócrina fazem parte do sistema endócrino (glândulas secretoras de


hormônio, sem ductos). A glândula tireoide é a maior glândula endócrina do corpo. Produz hormônio
tireoidiano, que controla a velocidade do metabolismo, e calcitonina, um hormônio que controla o
metabolismo do cálcio. A glândula tireoide influencia todas as áreas do corpo, com exceção dela
própria e do baço, testículos e útero. O hormônio produzido pelas glândulas paratireoides, o
paratormônio (PTH), controla o metabolismo do fósforo e do cálcio no sangue. As glândulas
paratireoides atuam no esqueleto, nos rins e no intestino.
Localização: A glândula tireoide situa-se profundamente aos músculos esternotireóideo e esterno-
hióideo, na parte anterior do pescoço, no nível das vértebras C V a T I. É formada principalmente
pelos lobos direito e esquerdo, situados em posição anterolateral em relação à laringe e à traqueia.
Um istmo relativamente fino une os lobos sobre a traqueia, em geral anteriormente ao segundo e
terceiro anéis traqueais. A glândula tireoide é circundada por uma cápsula fibrosa fina, que envia
septos profundos para o interior da glândula. Tecido conjuntivo denso fixa a cápsula à cartilagem
cricóidea e aos anéis traqueais superiores. Externamente à cápsula há uma bainha frouxa formada
pela parte visceral da lâmina pré-traqueal da fáscia cervical.
Relações anatômicas: Lateralmente as veias jugulares internas e artérias carótidas comuns.
Irrigação: A glândula tireoide, altamente vascularizada, é suprida pelas artérias tireóideas superior e
inferior. Esses vasos situam-se entre a cápsula fibrosa e a bainha fascial frouxa. Em geral, os primeiros
ramos das artérias carótidas externas, as artérias tireóideas superiores, descem até os polos
superiores da glândula, perfuram a lâmina pré-traqueal da fáscia cervical e dividem-se em ramos
anterior e posterior que suprem principalmente a face anterossuperior da glândula.
As artérias tireóideas inferiores, os maiores ramos dos troncos tireocervicais que se originam das
artérias subclávias, seguem em sentido superomedial posteriormente às bainhas caróticas até
chegarem à face posterior da glândula tireoide. Elas se dividem em vários ramos que perfuram a
lâmina pré-traqueal da fáscia cervical e suprem a face posteroinferior, inclusive os polos inferiores da
glândula. As artérias tireóideas superiores e inferiores direita e esquerda fazem extensas
anastomoses dentro da glândula, assegurando sua vascularização enquanto proporcionam potencial
circulação colateral entre as artérias subclávia e carótida externa.
Em cerca de 10% das pessoas, uma pequena artéria tireóidea ima ímpar origina-se do tronco
braquiocefálico (ver, no boxe azul, “Artéria tireóidea ima”, mais adiante); entretanto, pode originar-
se do arco da aorta ou das artérias carótida comum direita, subclávia ou torácica interna. Quando
presente, essa pequena artéria ascende na face anterior da traqueia, emitindo pequenos ramos para
ela. A artéria continua até o istmo da glândula tireoide, onde se divide para irrigá-la.
Drenagem: Veias da glândula tireoide. Três pares de veias tireóideas geralmente formam um plexo
venoso tireóideo na face anterior da glândula tireoide e anterior à traqueia. As veias tireóideas
superiores acompanham as artérias tireóideas superiores; elas drenam os polos superiores da
glândula tireoide; as veias tireóideas médias não acompanham, mas seguem trajetos praticamente
paralelos às artérias tireóideas inferiores; drenam a região intermédia dos lobos. As veias tireóideas
inferiores geralmente independentes drenam os polos inferiores. As veias tireóideas superior e média
drenam para as VJI; as veias tireóideas inferiores drenam para as veias braquiocefálicas
posteriormente ao manúbrio do esterno.