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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ

INSTITUTO DE TECNOLOGIA
FACULDADE DE ENGENHARIA MECÂNICA

LEONARDO CARDOSO DO NASCIMENTO - 201702140025

Lista 01
Usinagem dos Metais

Belém, Pará
Outubro, 2019
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
INSTITUTO DE TECNOLOGIA
FACULDADE DE ENGENHARIA MECÂNICA

LEONARDO CARDOSO DO NASCIMENTO - 201702140025

Lista 01
Usinagem dos Metais

Lista de exercícios apresentada como


requi- sito parcial para obtenção de
aprovação na disciplina Usinagem dos
Metais no curso de Engenharia Mecânica,
na Universidade Fe- deral do Pará.

Docentes: Prof. Dr. Maria Adrina e Prof. Dr. Márcio Wagner

Belém, Pará
Outubro, 2019
Lista 01 Usinagem dos dos Metais

1. O que é usinagem, o que são e quais são os movimentos ativos e passivos de corte ?
Dada operação de torneamento cilíndrico utilizando as seguintes condições de corte: ap = 3
mm; f = 0, 2 mm/revolução; n = 700 rpm; D = 100 mm; If = 200 mm; χ = 60º. Calcule a
velocidade de corte (Vc).

Solução:
• Usinagem é a operação que confere forma a uma peça, dimensão e acabamentos, ou
até mesmo a junção dessas três através da remoção de cavaco (material) da peça.
• Os movimentos ativos são aqueles que removem material quando ocorrem. Por
exemplo: movimento de corte, avanço e efetivo de corte.
• Os movimentos passivos são aqueles que não removem material quando ocorrem. Por
exemplio: movimento de ajuste, correção, aproximção e recuo.
𝜋̣∗𝑑∗𝑁 𝜋̣∗100∗700
• 𝑉𝑐 = ⇒ 𝑉𝑐 = ⇒ ⇒ 𝑉𝑐 = 219,9 𝑚/𝑚𝑖𝑛
1000 1000

2. Defina e informe a função dos seguintes ângulos: a) de saída (γ); b) de folga (α); c) de
posição (χ); d) de ponta (ε); e) de inclinação (λ).

Solução:
• O ângulo de saída (γ) é o ângulo entre a superfície de saída (Aγ) e o plano de
referência da ferramenta (Pr).

• O ângulo de folga (α) é o ângulo formado entre a superfície de folga (Aα) e o plano de
corte (Ps)

• O ângulo de posição (χ) é o ângulo entre o plano de trabalho e o plano de corte.

• O ângulo de ponta (ε) é o ângulo entre os planos principal e secundário de corte.

• O ângulo de inclinação (λ) é o ângulo entre a aresta de corte e o plano de referência


da ferramenta.

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3. Com relação à temperatura de corte: faça uma análise correlativa entre velocidade de corte
e os danos causados à ferramenta. O que tem sido tentado para se diminuir a temperatura
gerada ou para minimizar os danos causados à ferramenta, sem perda de produtividade do
processo.
Solução:
• Sabemos que quando aumenta a velocidade corte, , maior é a energia gerada no
processo, aumentando também a temperatura de corte. Este acúmulo de geração de
calor e temperatura acelera e é acelerado pelo desgaste da ferramenta, aumentando a
força de atrito e a força do corte.
• Para diminuir os desgates buscou-se o desenvolvimento de materiais com usinabilidade
melhorada ; materiais de ferramentas com maior resistência ao calor e maior dureza a
quente; Utilização de fluidos de corte que tenham boa refrigeração e boa lubrificação.

4. Quais as funções básicas dos fluidos de corte, que fatores devem ser considerados na sua
seleção, quais as desvantagens do uso de fluidos de corte e as alternativas ao seu uso?

Solução:
• É auxiliar o processo de usinagem quando aplicado a ferramenta ou peça de corte
através da refrigeração ou lubrificação, podendo ser liquido ou em gás.
• Para sua seleção deve ser considerado o material da peça, material da ferramenta,
condiçao e processo de usinagem.
• As desvantagens do uso de fluidos de corte é toxidade e o alto custo.
• As alternativas são usinagem a seco e corte com a mínima quantidade de fluido (MQF).

5. Quais as principais propriedades exigidas para materiais de ferramenta de corte?

Solução:
• Dureza a quente, resistência ao desgaste, tenacidade e estabilidade química.

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6. Em uma determinada oficina utiliza-se um número limitado de MD de determinados graus em


suas operações. Estes graus são listados abaixo através da composição química:

Grau %WC Co %TiC

1 95 5 0
2 82 4 14
3 80 10 10
4 89 11 0

a) Quais graus deveriam ser usados para uma operação de torneamento em acabamento de
aço não temperado? b) Qual grau deveria ser usado para fresamento em desbaste de
alumínio? c) Qual grau deveria ser usado para torneamento em acabamento de ferro
fundido? Justifique.

Solução:
a) Grau 3, pois a presença de carbeto de titânio confere maior dureza para a usinagem
do aço.
b) Grau 4 , pois como é uma operação com o alumínio não é necessária uma grande
dureza para o desbaste.
c) Grau 2,

7. Qual a relação entre a quantidade de TiC + TaC e a dureza do Metal duro e quais as diferenças
entre as classes P, M e K de MD? Explique por que utiliza-se MD com alto TiC para usinagem
de aço e Classe K para usinagem de Alumínio e suas ligas.

Solução:
• A relação é que quanto maior a quantidade de TIC e TAC, menor será densidade e
maior será a dureza.
• A classe P apresenta elevados teores de TIC e TAC, com elevados teores de dureza
e resistência.
• A classe M apresenta propriedades intermediárias.
• A classe K apresenta aglomerados com cobalto, baixa resistência ao desgaste e
baixa dureza.
• Utiliza-se MD com alto TIC pois necessita-se de elevada dureza e resistência ao
desgaste para usinar açoas. já no aluminio, utiliza-se a classe K pois não é
necessário uma elevada dureza.

8. Quais os tipos de materiais cerâmicos para ferramentas de corte e por que o diamante
não pode ser usado na usinagem de materiais ferrosos?
Solução:
• Cerâmicos a base de alumina (Al2O3); Cerâmicas mistas; Compósitos reforçados
com whyskers; Nitreto de Boro cubico – CBhn e diamante.
• Ferramentas de diamante não podem ser utilizadas em materiais ferrosos devido a
afinidade do carbono com o ferro.

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9. O que é o CBN? Existe diferença entre CBN’s usados para operações de desbaste e
acabamento? Justifique sua resposta.

Solução:
• Comparado às cerâmicas, o PCBN (ou CBN) tem maior dureza e resistência ao desgaste.
Mas sua resistência química é um fator limitador. por essa razão, quando esse material é
usado em operações de corte em que a estabilidade química é um critério primordial,
recomenda-se uma classe de CBN contendo um pouco de cerâmica. O problema de elevada
afinidade química ocorre principalmente na usinagem de aços de baixa dureza e, nesse
caso, o desgaste da ferramenta é pronunciado, promovido por mecanismos de desgaste,
principalmente a difusão. A sua dureza é a segunda maior, perdendo apenas para o
diamante, e pelo menos duas vezes maior que a dos outros materiais de corte. A adição de
elementos metálicos ou cerâmicos à sua microestrutura melhorou a estabilidade química
para a maioria das aplicações industriais. Atualmente, tem-se disponível no mercado
diversos tipos de CBN, agrupados em duas classes: o CBN-H, com percentual de CBN
acima de 90% em peso e o restante com reforço metálico à base, principalmente de cobalto
e alumínio; e o CBN-L, com cerca de 50% de CBN e o restante com reforços metálicos
cerâmicos, à base de titânio. As novas formulações porporcionam boa relação entre dureza a
quente, tenacidade e estabilidade química a esses materiais. Com isso, atualmente, ele é
utilizado nos processos de torneamento, fresamento e mandrilamento de ferro fundido e aços
endurecidos (com dureza superior a 45 HRC) em velocidades de corte superiores a 1000
m/min e 150 m/min, respectivamente.
• cBN para desbaste (ap entre 0,5 e 8,0 mm):
Possuem maior teor de Nitreto Cúbico de Boro (90%). Isto significa que aumenta a ligação cada cristal
aumentando a tenacidade. Paralelamente, o alto teor de cBN faz com que estes materiais apresentem
a maior dureza dentre os cBN’s. Por isso estes cBN’s são indicados onde há a abrasão no processo
de usinagem, onde existem altas forças de corte geradas ou quando o corte é do tipo interrompido.
• cBN para acabamento (ap menor que 0,5 mm):
Certos cBN’s não são eficientes ao serem solicitados química e termicamente. O caminho seria a
utilização de ferramentas cerâmicas, mas as mesmas têm boa tenacidade e dureza idênticas ao dos
cBN’s, mas química e termicamente estáveis e resistentes. Para serem utilizados em operações de
acabamento, os cBN’s têm fase cerâmica adicionado a sua 13 estrutura, fazendo com que diminuam
a tenacidade e dureza, mas aumentem consideravelmente a estabilidade química e térmica. Devido
aos pequenos cavacos produzidos nas operações de acabamento em função dos pequenos avanços
e profundidades de usinagem, a massa de cavaco gerada não é capaz retirar o calor gerado pelo
corte. Por isso a ferramenta trabalha em temperaturas elevadas, fazendo com que a estabilidade
térmica e química, para impedir a difusão de massa que é incentivada pela alta temperatura, sejam
imprescindíveis. Apesar da tenacidade e dureza serem menores que dos outros cBN’s, elas são
suficientes para manter utilidade da aresta de corte, tornando possível a obtenção de pequenas
tolerâncias e bom acabamento.

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10. O que é cavaco? E gume postiço? Quais os principais tipos de cavaco? Relacione o tipo
de cavaco com o tipo de material a ser usinado e explique o por que dessa característica em
termos de deformação mecânica.

Solução:

• Cavaco é o termo utilizado para designar os pedaços de material removidos da peça


durante o processo de Usinagem, promovido pela ação de uma ferramenta.

• Gume postiço é uma formação que ocorre na ponta da ferramenta enquanto ocorre a
usinagem, ou seja, a retirada de material de uma peça. A aresta da ferramenta, o corte e
o material devem favorecer a formação do gume postiço, que nada mais é que um
pequeno acúmulo de material da peça usinada que se acumula no gume da ferramenta
e adquire uma função de corte.

• Os principais tipos de cavaco são:

• Cavaco Contínuo é um tipo de cavaco desfavorável por ocupar muito espaço na máquina
ou para seu armazenamento. Ocorre porque o material não se separa em zonas de
cisalhamento, ou seja, possui poucas zonas de ruptura. O que facilita a formação desse
tipo de cavaco é uma velocidade alta de usinagem, altos ângulos efetivos e materiais
resistentes.
• Cavaco lamelar é resultante de um material mais maleável. A geometria da ferramenta e
as condições de corte favorecem sua formação. Se trata de um cavaco que pode ser
longo ou curto. Possuem formas curvilíneas e, ao contrário do cavaco contínuo, possui
um volume mais favorável quando armazenado ou depositados no interior da máquina.
Possuem pequenas ligações entre suas partes. Possui uma descontinuidade causada
por irregularidades no material, vibrações, baixo ângulo efetivo de corte, alta
profundidade de corte e baixa velocidade de corte.
• Cavacos Arrancados ou Cisalhados podem ser unidos ou soltos. São resultantes de
materiais frágeis de baixa ductibilidade. Parâmetros inadequados favorecem sua
formação. Possui pouco volume quando acumulado. Durante sua formação é comum
muitas rupturas que causam uma desintegração alta. A vantagem deste cavaco está em
seu armazenamento. Como ocupa menos espaço pode ser escoado pela máquina
tranquilamente até seu destino. Porém podem encrustar nas guias da máquina causando
danos. O ferro fundido facilita sua formação.
• Os três cavacos citados acima podem ser subdivididos em outras definições. O cavaco
contínuo, por exemplo, pode ter formas de fitas, emaranhados e hélices. Enquanto que
os cavacos mais curtos como o lamelar podem possuir formas de vírgulas, espirais. Já o
cavaco arrancado costuma ter uma menor variação em sua forma. Veja no quadro abaixo
a classificação ilustrada de cada tipo. Quanto maior o avanço, mais quebradiço se torna
o cavaco.
• Quanto maior a profundidade menos quebradiço se torna o cavaco.

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11. Quais as formas de cavaco são preferíveis do ponto de vista da segurança do operador e qual
a forma de cavaco é preferível do ponto de vista do transporte e armazenagem do mesmo?
Por que?

Solução:
• No ponto de vista da segurança do operador um cavaco longo, em forma de fita pode atingir
o operador, e machucá-lo seriamente. Assim é preferível cavaco em lascas ou pedaços.

• Pelo manuseio e armazenagem do cavaco, um cavaco longo em fita e mais difícil de


manipular e requer um volume maior para ser armazenado que um cavaco curto, desejando-
se assim formas geométricas mais simples.

12. Sob todos os aspectos, qual a pior forma de cavaco? Justifique sua resposta.

Solução:
• Cavaco em fita, pois oferece maior risco ao operador e tem maior dificuldade para
armazenamento e manuseio

13. Um dono de uma indústria vê tempo e dinheiro e mandou aumentar a velocidade de corte da
produção. Dê seu parecer técnico, em termos de usinabilidade.

Solução:

• É preciso analisar a cadeia produtiva, quanto maior a velocidade de corte, menor a vida da
ferramenta e maior é o número de paradas da máquina para substituição da mesma. Assim
pode ocorrer que a vida da ferramenta fique tão pequena que o número de vezes necessárias
para substituição da mesma será tão alto que comprometerá o tempo total de produção.

14. O que acontece com a usinabilidade de um conjunto se o processo é realizado com uma
ferramenta de aço SAE1045 revestido com TiAlN? E quando é adicionado silício ao alumínio?
E no Fofo?

Solução:

• A melhoria da usinabilidade observada no aço modificado foi promovida pela presença de um


maior número de inclusões bem próximas entre elas e que contribuíram para a propagação das
microfissuras responsáveis pela quebra do cavaco.
• A formação de cavacos descontínuos no aço modificado, proporcionou um menor desgaste da
ferramenta e contribui para a melhoria do acabamento superficial.
• O silício influencia significativamente a usinabilidade, Fofo com 12%de silício ou mais são
praticamente impossíveis de serem usinados.

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15. Um aço é submetido a uma têmpera e sua estrutura, após tratamento térmico, torna-se
predominantemente martensítica. Explique o que acontece com a usinabilidade desse aço.

Solução:

• A variação da microestrutura ocasionada pelo tratamento térmico afeta a usinabilidade,


quando o material tem uma microestrutura predominante martensitica, que e
extremamente dura, de baixa usinabilidade.

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16. Para uma operação de torneamento cilíndrico, uma peça de material ABNT 1045 com as suas
dimensões abaixo. Dados da Peça: Lf =120 m. Diâmetro = 75 m. Dados de Usinagem e
da ferramenta: tft = 1,5 minutos (tft – tempo de troca da ferramenta); ta = 0,30 minutos (ta
– tempo de aproximação e retrocesso da ferramenta para a usinagem da peça); ts = 0,90
minutos (ts – tempos de colocação, retirada e inspeção da peça na máquina); tp = 20
minutos (tp – tempo de preparação da máquina); Z = 10.0 peças (Z – Nº. de peças que foi
pedido), o Lote de peças Kft = R$ 7,0 (Kft à Custo da ferramenta ou aresta ($)); Sh = R$
12,0 (Sh à Custo por hora do operador ($)); Sm = R$ 3,0 (Sm à Custo por hora da máquina
($)); R = 60º Pastilha MD quadrada positiva
Constantes de Taylor: x = 2, 8 e K = 4, 9 × 106. Para o par:

Rotação [n] RPM / Avanço [f] m/rot Zt = Peças / Vida da


Ferramenta 315 rpm/ 0,25 mm/rot Zt = 18,6115 peças/vida
400 rpm/ 0,25 mm/rot Zt = 12,1075 peças/vida
500 rpm/ 0,20 mm/rot Zt = 6,4817 peças/vida

Solução:

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