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Reflexões sobre o corpo.

Uma
breve introdução
Reflexiones sobre el cuerpo. Una breve introducción
*Graduada em Educação Física Bacharelado Átila Regina de Souza*
pela Universidade Estadual de Montes Claros, UNIMONTES Saulo Daniel Mendes
**Professor do Departamento de Educação Física e do Desporto Cunha**
da Universidade Estadual de Montes Claros, UNIMONTES
Laboratório do Exercício da Universidade Estadual
Vinicius Dias Rodrigues**
de Montes Claros, UNIMONTES viniciusdr26@hotmail.com
(Brasil)

Resumo
A vida nos impõe o corpo dia após dia, já que é através dele que sentimos, desejamos, agimos e
criamos. Assim, qualquer situação vivida, nos é apresentada através das formas concretas e singulares de
um corpo. Viver, nesse sentido, é assumir a condição de um organismo cuja constituição dá acesso ao
mundo e ao outro. Viver também é compreender que essa não é uma situação única, pois vivenciar o
corpo não é apenas afirmar sua força, mas ter consciência de suas fraquezas entre os prazeres do gesto
afetivo e os sofrimentos carnais. O papel desempenhado pelo corpo como um fator de interação social e
cultural é de grande importância, já que é através da matéria (corpo) que ocorre a interação entre o
indivíduo com o próximo e com o meio em que vive. Este trabalho teve como objetivo apresenta uma
breve história do corpo no decorrer do tempo.
Unitermos: Corpo. Historia.

EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires - Año 16 - Nº 157 - Junio de 2011.


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Em vários âmbitos como o religioso, o filosófico, o científico e até mesmo no âmbito da


magia e no imaginário das pessoas, o corpo humano, desde tempos mais remotos, tem sido
objeto de estudo e reflexão. Dessa forma, as investigações sobre corpo atuam como objeto de
pesquisa para melhor compreensão dos homens acerca desse assunto.

São várias as inferências que buscam definir o que é o corpo afinal. Para Vargas (1990, p.
33), o corpo é um turbilhão de acontecimentos culturais, sociais, animais e psíquicos, uma
confluência de fenômenos, uma teia de emoções, de movimentos, um leque inesgotável de
gestos. Feijó (1992, p. 7) considera que corpo e mente são um dado fenomenológico da
percepção diária, dessa forma, nenhum dos dois deve ser negado ou diminuído. Brito (1996, p.
44) afirma que estudos atuais têm evidenciado como a psiconeuroimunologia e a
psiconeuroendocrinologia, estudam as relações do corpo físico, com os corpos energético,
emocional e mental. Ladislau e Pires (2007, p.1) relatam que o corpo de um indivíduo ao
mesmo tempo em que guarda vários traços de sua subjetividade e de sua fisiologia, também
pode esconder tais traços, e se aventurar na tentativa de desvendar esses mistérios é perceber
o quanto é inútil separar a obra da natureza daquela realizada pelos homens, pois o corpo é
“biocultural”, tanto a nível genético, quanto oral e gestual. Para Villaça e Góes (1998, p. 29),
pensar o corpo é pensar em suas possibilidades e em seus limites, percebendo-o como um dos
elementos constitutivos do universo, no qual se produzem as subjetividades.

Na Grécia antiga, vários filósofos já passavam a expressar discussões sobre a relevância da


dimensão corporal do homem, tentando explicar sua importância. Eles buscavam preconizar a
harmonia entre corpo e mente, demonstrada nas belas estátuas nuas, feitas através de uma
expressão inteligente (VARGAS, 1998, p. 33). Platão pregava a dicotomia entre corpo-alma,
para ele era fundamental fazer ginástica desde a infância e a adolescência, dessa maneira, a
ginástica cuidaria do corpo e a música cuidaria da alma, criando uma harmonia entre os dois.
Sócrates considerava que um corpo saudável era resultado de um corpo trabalhado e
Aristóteles postulava que a educação compreendia três momentos: a vida física, o instinto e a
razão.

Ainda segundo Vargas (1998, p. 33), na idade média, o corpo e a sexualidade eram vistos
como sinônimos de pecado e, assim, os conceitos religiosos da educação preconizavam a
elevação do poder mental e espiritual, renegando-se qualquer ação expressiva corporal.
Somente as habilidades guerreiras dos cavaleiros e seus soldados eram permitidas, quando
tinham como ideal a conquista de “lugares santos” e o combate às pessoas consideradas infiéis.

Contemporaneamente Marleau-Ponty em sua obra Fenomenologia da Percepção, propõe


uma nova idéia sobre dimensão corporal e ressalta que é através do nosso próprio corpo que
interagimos com o mundo e as pessoas ao nosso redor. Dessa forma, compreende-se que, quer
seja na filosofia antiga, quer seja na filosofia atual, o corpo surge como um ponto crucial para
as relações humanas (NOVAES, 2001, p. 17).

Segundo Silva et al. (2007, p. 2) o corpo que temos hoje, guarda muitos vestígios dos
corpos de antigamente. Alguns desses vestígios vêm à tona com maior evidência, outros nem
tanto, mas todos deixaram suas marcas. Representações de saúde, beleza, doença, juventude,
virilidade, etc., não desapareceram, simplesmente, adquiriram novas características, produzindo
“novos corpos”. Dessa forma, a individualidade das aparências criadas a partir da super
valorização da imagem, leva o indivíduo a acreditar que o corpo é o local da identidade, que o
corpo fala sobre a personalidade e atualmente a individualização do eu é de grande
importância, já que, hoje ser único é ser visível.

Analisar o corpo através do parâmetro cultural é compreendê-lo situado no tempo onde vive,
mas não apenas ligado à natureza biológica, e sim, em interação com o mundo ao seu redor, e
dessa maneira, perceber como o corpo é provisório, passível de inúmeras mudanças, de
diversas formas de aperfeiçoá-lo, significá-lo. É acima de tudo, entender que a construção
daquele corpo é a todo o momento atravessada por diferentes marcadores sociais como raça,
gênero, geração, classe social e sexualidade (LADISLAU & PIRES, 2007, p. 2).

Intimamente ligadas ao corpo humano estão às relações sociais, culturais, políticas e


econômicas do momento histórico vivido e essas relações influenciam por completo o universo
das técnicas e práticas corporais, fazendo com que, o corpo tenha, após a modernidade, se
tornado um dos elementos mais complexos e interessantes (SOARES, 2001 apud BANDEIRA &
ZANELLA, 2007, p.2-3).
Segundo Adorno (1994) citado por Bandeira e Zanella (2007, p. 3), dentre as várias
categorias que constituem essas relações, encontramos a indústria cultural e sua relação com o
corpo humano sob o âmbito mercadológico, fazendo do corpo uma mercadoria. Nessa
conjuntura, a indústria cultural tenta alienar a sociedade e convencê-la de que o consumidor é
o sujeito nessa relação, quando na verdade ele não passa de objeto.

Neste contexto, o corpo, influenciado pela cultura do belo, tem sido um dos principais
agentes para o crescimento do consumo. Diante da ditadura da beleza e influenciados pela
mídia, os corpos vêm sendo homogeneizados a determinados padrões estéticos (BANDEIRA &
ZANELLA, 2007, p. 3).

A centralização que o corpo adquiriu na idade contemporânea levou ao aumento do número


de produtos e serviços relacionados ao corpo, ao seu desenvolvimento, manutenção, controle.
A indústria da beleza não pára de crescer, assim, o corpo torna-se um modelo sob o qual são
conferidas diversas marcas, transformando-se em algo provisório, mutável, conforme o
desenvolvimento de cada cultura (SILVA et al. 2007, p. 2).

A questão tradicional de aceitar ou não o corpo recebido torna-se agora: como mudar o
corpo e até que ponto? O desenvolvimento das ciências da vida nos últimos anos permite hoje
que o corpo sofra alterações não somente na aparência, mas também nos elementos de sua
estrutura, e a possibilidade de recusa ou aceitação do corpo é uma alternativa oferecida ao
indivíduo a partir do distanciamento advindo com a tomada de consciência de sua própria
imagem (VILLAÇA & GÓES, 1998, p. 29).

Atualmente, vários são os discursos que tentam convencer a todos de que vivemos em
tempos de diversidades e de relativismos. Esses discursos pregam a existência de conceitos em
que o respeito a normas e padrões estaria se extinguindo, assim, entende-se que finalmente, a
hora de valorizar e respeitar as diferenças teria chegado. Entretanto, quando o assunto é corpo,
observa-se o que pode ser chamado de “paradoxo contemporâneo”. Por um lado, vivemos um
momento denominado por muitos de pós, no qual conquistamos uma certa liberdade, que
permite a cada indivíduo se expressar livremente, ser e ter o que quiser, inclusive no que diz
respeito ao corpo. Por outro lado, há uma série de discursos, principalmente midiáticos, que
desejam convencer a todos, estabelecendo um modelo corporal a ser seguido. Logo, aquele
contexto de apoio à diversidade e esse poder normatizador sobre o corpo, constituem o
“paradoxo contemporâneo” (VILAÇA et al. 2007, p. 2).

Segundo Rodrigues (1975, p. 45), o fato de a cultura ditar normas em relação ao corpo, às
quais o sujeito deverá se acostumar a qualquer custo, até o ponto de esses padrões lhe
parecerem naturais, vem fazendo com que o homem tenha dificuldade em lidar com a sua
própria imagem.
Bandeira e Zanella (2007, p. 4) questionam se o fato de a sociedade buscar enquadrar seus
corpos aos modelos ditados pela mídia, não esteja fazendo com que as pessoas passem a
adotar imperceptivelmente a idéia de coletivo, perdendo a autonomia e a tão desejada
visibilidade através do ideal de ser único, ser diferente.

No decorrer da história, chegamos a um ponto em que as pessoas, em busca do desejo de


tornar o corpo perfeito, procuram separá-lo de seu patrimônio genético e cultural (LADISLAU &
PIRES, 2007, p. 7). Encantadas por belas imagens, por físicos inigualáveis, expostos pela mídia,
elas se aventuram a reformar o corpo por meio dos avanços tecnológicos e científicos. O
resultado dessa reforma é a satisfação de ver o corpo padronizado aos modelos estéticos
atuais, a conquista de uma possível visibilidade perante a sociedade e uma falsa
individualidade, falsa porque, um modelo estético que é comum a todos não confere a ninguém
exclusividade.

Na Grécia, mais ou menos entre os séculos 300 a.C. e 200 d.C. reinava o período Helenístico.
Nesse período, a idéia de corpo era traduzida através da physis (físico), sinônimo de corpo na
atualidade e que se tornou popular após o século XIX com a prática das chamadas educação
física e atividade física (SOARES, 2007, p. 14).

Segundo Soares (2006, p. 31) o caminho grego no qual o ser humano poderia existir e se
desenvolver era guiado por três valores: o belo, a justiça e o bem, de forma que a prática da
ginástica atuaria para manutenção e equilíbrio destes.

No helenismo, a estética corporal em harmonia com os valores culturais formava o homem


grego sensível. Nesse período, a ginástica era vista como exercício das faculdades individuais e
o ginásio como um indicador do nível de desenvolvimento da nação, essa duplicidade
diferenciava os gregos das sociedades bárbaras, dando-lhes sensibilidade (SOARES, 2006, p.
31).

Abrantes (1998) citado por Soares (2006, p.35) afirma que o período helenístico foi
fortemente influenciado pelo pensamento estóico, que pregava a exclusividade da existência
dos corpos. O materialismo e o corporeísmo valorizados pelas idéias estóicas foram criticados
pelo cristianismo e pelas filosofias e ciências modernas, já que o fato de Deus ser considerado
pelos estóicos como modo de ser da matéria, não estava de acordo com os princípios filosóficos
e científicos.

O helenismo ao seu final foi revolucionado por Alexandre Magno, que na tentativa da
monarquia universal e dotado de valores estóicos, inverteu a problemática platônica e
aristotélica de valorização do equilíbrio entre corpo e espírito e também a idéia da physis, que
juntamente com as mudanças na política, destruiu a harmonia entre sociedade e indivíduo na
Grécia, levando a sua invasão pelo Império Romano. “A estruturação do individualismo,
fundamentado na nova filosofia helenística, leva a uma perspectiva individual da ética da
estética, a physis transforma-se em um físico material singular de cada indivíduo” (SOARES,
2006 apud SOARES, 2007, p.15).

A inversão do entendimento da physis faz com que o povo grego, agora greco-romano perca
a capacidade de manter o equilíbrio entre corpo, espírito e beleza (SOARES, 2007, p.15). Para
Soares (2006, p. 39) foi nessa época que teve início o individualismo e o egocentrismo que
reinam até hoje.

Com a queda da sociedade grega o entendimento da civilização quanto às relações entre


corpo e espírito também caem por terra, a partir desse momento tem início a idéia da atual
cultura corporal de valorização do físico ao espiritual. Surge na antiguidade, a idéia da
superioridade da matéria em relação ao espírito. Quando o cidadão greco-romano adota o
pensamento estóico pregado no helenismo, talvez inconscientemente, ele esteja criando um
novo fenômeno de culto ao corpo, conhecido na modernidade como fenômeno estético de
adoração ao belo, o determinado modelo corporal imposto pela sociedade (SOARES, 2007, p.
16).

Entende-se estética como a ciência do belo, sendo o belo o subjetivo de cada um, ou seja,
características que tornam um objeto ou corpo agradável ou não (DUFRENNE, 1998 apud
CARDOSO, 2006, p. 26).

Segundo Novaes (2001, p.35), nas civilizações pré-colombianas, a beleza estava ligada ao
privilégio de poder produzir alguma deformidade. Assim, uma desproporcionalidade entre a
orelha e o nariz, pode ser considerada uma deformidade para a nossa cultura, mas para outro
povos não. Por outro lado, uma musculatura desenvolvida pode ser considerada uma anomalia
por alguém de uma cultura diferente da nossa.

Para Feijó (1992) citado por Novaes (2001, p. 35) o conceito de beleza é universal, já aquilo
que é considerado belo é relativo aos padrões de cada cultura, de cada época. Hoje a estética
surge atrelada à noção de beleza, ligada a cultura corporal (DUFRENNE, 1998 apud CARDOSO,
2006, p.26).

Segundo Aranha e Martins (2003, p. 371) citados por Soares (2007, p. 17) a beleza muda de
padrão com o tempo, e tal mudança depende mais da cultura e da visão em alta no momento
do que de uma exigência interior de belo, assim, fatores como mídia e cultura podem
influenciar na subjetividade estética das pessoas.
Desde a queda do período helenístico quando teve início o fenômeno estético, o corpo
passou por diversas transformações. Hoje ele passa a ser visto como objeto de beleza, desejo,
status. Surgem padrões a serem seguidos no que diz respeito à estética corporal, técnicas de
modificação para que as pessoas se enquadrem nesses padrões. A prática de exercícios, as
dietas, as cirurgias são algumas dessas técnicas que têm se tornado comuns no campo do
esteticismo (SOARES, 2007, p. 17). Para Soares (2006, p. 21) é como se hoje fosse necessário
sintonizar os corpos com os objetos tecnológicos de consumo.

De acordo com Le Breton (2003) citado por Vilaça et al. (2007, p.3) o avanço tecnológico,
que culminou com a substituição do trabalho braçal pelas máquinas, ajudou para o
engrandecimento do fenômeno do culto ao corpo, pois a partir do momento em que os
músculos não estavam mais ligados à idéia de força e eficiência mecânica para gerar lucros, o
corpo estaria livre para ser trabalhado das mais diversas formas possíveis fora das indústrias.

No decorrer da história da humanidade, a forma como homens e mulheres trataram o corpo


se fez sob uma quase total irracionalidade. Isso pode ser percebido pelos padrões estabelecidos
em diferentes momentos na história, assim, a sociedade sempre determinou, ao longo das
décadas, um tipo de corpo (FERREIRA et al., 2005, p.168).

Voltamos aqui àquela noção do “paradoxo contemporâneo”; o transcorrer da história


determinou ao longo dos anos o fim de certas “amarras” da sociedade, no momento em que o
corpo poderia ser tratado e trabalhado sob os mais diversos pontos de vista, ele se vê
encurralado por um novo modelo que restringe seu uso. Dessa forma é necessário se pensar o
corpo como um objeto destinado a seguir determinado padrão (VILAÇA et al., 2007, p.3).
Dando-se evidência aos corpos masculinos o que é padrão atualmente são os modelos altos,
fortes e robustos (LADISLAU & PIRES, 2007, p.6).

Hoje em dia, pode-se perceber que o sexo masculino tem se mostrado muito mais
preocupado com a aparência. Essas preocupações estão voltadas para os cabelos, para a
altura, para os pêlos, entre outras. Segundo Pope et al. (2000, p.204) a preocupação masculina
com os cabelos se faz pelo medo de que estes sejam ralos demais anunciando uma provável
calvície ou que estejam ficando grisalhos. Para os homens, um cabelo livre da aparência
grisalha, das caspas e da calvície, sugere que eles sejam mais jovens, mais bonitos e bem-
sucedidos, atraindo as mulheres.

O aspecto das mamas também é uma das preocupações masculinas. Mamas grandes ou
gordas podem ficar com um aspecto feminino e gerar certa insegurança dos rapazes quanto à
masculinidade e virilidade. Dessa forma milhares de homens recorrem à cirurgia para redução
de mamas anualmente (POPE et al., 2000, p.208-209).
Preocupar- se com o fato de ter pêlos demais ou de menos também é comum entre os
homens e ser baixo para a maioria deles também é motivo de alerta, já que para a sociedade
os homens têm que ser mais altos que as mulheres (POPE et al., 2000, p.209).

Analisando todas essas características consideradas importantes para o gênero masculino,


pode-se concluir que ter muito cabelo, mamas que não tenham aspecto feminino e ser bastante
alto são para a maioria dos homens sinônimos de força, virilidade, dureza e masculinidade
(POPE et al., 2000, p.210).

Para Beiras (2007), a masculinidade que os homens tanto buscam afirmar, nada mais é do
que uma construção histórica e social, que através de certos atributos determinam o que é o
masculino. Mas com o tempo esses símbolos sofreram certas transformações e a noção de
maturidade e masculinidade anunciadas antigamente pela barba e por outros pêlos corporais,
hoje está mais voltada para a aparência musculosa e mesomórfica.

Pope et al. (2000, p.13) ressaltam que essa preocupação com a aparência musculosa tem
levado muitos homens a sacrificar boa parte de suas vidas para se exercitarem exaustivamente
nas academias, buscando um tórax mais musculoso, um abdômen mais definido. Vários
homens e jovens adultos estão gastando muito na compra de suplementos alimentares,
esteróides anabolizantes ou outras drogas perigosas para “aumentar” o corpo, e assim,
melhorar a estética. No entanto, podemos nos questionar, por que a noção de beleza do
masculino está ligada a imagem de um corpo musculoso?

A pergunta acima pode ser respondida se resgatarmos a história e verificarmos que desde
antigamente a doutrina cristã por mais rigorosa que fosse, permitiu que o tema da imagem
musculosa do herói se tornasse convenção artística, até a invenção da fotografia no século XIX
(VILLAÇA & GÓES, 1998, p.58).

Na era pós-industrial a idéia de construção do corpo (body building) ganhou força quando os
antigos valores a que o corpo se apegava sofreram um impacto com a espetacularização do
mundo contemporâneo. Kenneth Dutton, primeiro body builder, ao final do século XIX, Sandow,
o magnífico, ressaltam que sua expressão individual passou a ser valorizada, diante de uma
série de acontecimentos, entre eles o movimento da cultura física germânica, a
espetacularização das formas corporais para a população e o importante papel da fotografia
para contemplação da estética, o que acontecia anos atrás somente através da pintura e das
esculturas (VILLAÇA & GÓES, 1998, p.58-60).

Para Ito et al. (2008, p.54), desde o surgimento da primeira fotografia, esta tinha como
função primordial apenas reproduzir de maneira precisa os fenômenos naturais, sendo usada
somente de forma objetiva e realista. Posteriormente, o caráter apenas documental da
fotografia viu surgir outra maneira de se ver o mundo sob o ponto de vista da preocupação
estética nas imagens.

Em meio às crises que se configuravam entre os anos de 1870 a 1880, às greves violentas e
a imigração descontrolada de povos do sul e do centro da Europa, a cultura física passou a
fazer parte da cultura americana como motivo de fuga para todos os problemas. Foi o momento
da valorização dos músculos masculinos. A nudez passou a encontrar nos heróis gregos e
romanos a permissão estética e a aceitação pela moral puritana devido à força e vigor
muscular. Naquela época, passou-se a pensar que um corpo de homem, se fosse musculoso,
jamais estaria verdadeiramente nu (VILLAÇA & GÓES, 1998, p.60).

Segundo Suguihura (2007, p.199), desde as estátuas gregas, há um elo entre imagem e o
discurso que determina o tipo de corpo característico de cada sociedade. Na Grécia antiga, os
heróis da mitologia eram imortalizados em estátuas que expressavam, pelos corpos “perfeitos”,
os valores, as atitudes que levavam ao sucesso, ao reconhecimento.

Com todos os eventos que cercavam essa nova moda de adoração às formas corporais
masculinas, o body building entrou em ascensão, passando a caracterizar a construção da
massa muscular, desligada da noção de força e saúde. Tal tendência se estendeu até a Primeira
Guerra, como um ideal de perfectibilidade a ser alcançado. No início do século XX, a exibição
corporal se tornou freqüente. Com o desprendimento das amarras da moralidade, nos anos de
1920 a 1930, os ícones esportivos eram mostrados ressaltando o hedonismo que se instaurou
no mundo do esporte. Surge uma nova linguagem, a body language, caracterizada como um
tipo de comunicação não verbal, que utiliza as posturas, os gestos e expressões faciais
(VILLAÇA & GÓES, 1998, p.61).

A comunicação não-verbal deslumbra os seres humanos desde seus primórdios, pois envolve
todas as manifestações de comportamento não expressadas pelas palavras, podendo ser
observada na pintura, literatura, escultura e outras formas de expressão humana. Pode-se dizer
que o movimento inserido em um contexto traduz o significado de uma mensagem (SILVA,
2000).

Muitos dos adeptos do body building até 1930 eram levantadores de peso que se
apresentavam em circos, ou como modelos fotográficos, porém com o declínio do teatro de
variedades, o body building passou a seguir caminhos variados. O levantamento de peso se
tornou uma modalidade olímpica em 1920 e se transformou em um tipo de treinamento para
aquisição de força. O ato de posar passou a exigir uma ênfase na estética voltada para
fotografias e a atenção as formas seria o determinante. Com a crise do modelo “herói”, a
espetacularização dos músculos do homem perfeito se tornou curiosidade de cabaré (VILLAÇA
& GÓES, 1998, p.61-62).
A preocupação com o corpo perfeito renasce nos anos 40 com a criação do concurso de
Mister América. Da América essa obsessão pelo corpo se espalhou pelo mundo e novos
concursos para exaltação do físico masculino foram criados como o Mister Universo, no final dos
anos 60, e o Mister Olympia, repercutindo nos cinemas com os filmes de gladiadores até a era
Schwarzenegger. Dessa forma, o body building é reinventado (VILLAÇA & GÓES, 1998, p.62). A
preocupação masculina com relação ao corpo faz parte da cultura narcísica, que tem no body
building, uma de suas mais fortes expressões.

Segundo Pope et al.(2000, p.73-74) a valorização da beleza corporal masculina é muito


comum em outras culturas, sendo que em algumas delas, a estética do homem é tida como
mais importante que a estética da mulher. Na África, os homens da tribo Wodaabe, são fortes
guerreiros e líderes políticos, mas também cuidam de sua aparência, enfeitam-se, ficam
descontentes com suas rugas e imperfeições, pintam seus rostos e fazem penteados nos
cabelos. Nessa tribo, os homens até participam de concursos de beleza tendo as mulheres
como juradas.

A adoração ao corpo masculino pode ser vista em vários momentos da história. A


masculinidade das estátuas gregas e romanas é um exemplo. Na idade média a beleza
masculina era contemplada através dos heróis cristãos: altos, fortes e elegantes. Na Inglaterra
elisabetana, os homens já eram muito vaidosos com sua aparência e preocupados com seu
vestuário (POPE et al., 2000, p.74).

Contemporaneamente um corpo esculpido, com músculos bem torneados é objeto de


valorização para os homens. Cada cultura constrói sua imagem de corpo e essas imagens se
estabelecem como maneiras próprias de ver e viver o próprio corpo (RUSSO, 2005, P.81-83).

A preferência por determinadas características do corpo masculino, pode ser explicada


parcialmente pela biologia e pelo processo evolutivo. A idéia de beleza através da simetria dos
traços corporais, já está moldada na mente das pessoas e se torna uma preferência coletiva.
Outro exemplo dessa preferência coletiva é um grande tamanho de corpo. No mundo animal, o
tamanho corporal é extremamente importante, já que o animal maior é aquele que domina. Da
mesma maneira, desde tempos mais antigos, para o sexo masculino, ter um corpo maior e mais
forte, confere aos homens algumas vantagens, como proteção para a prole e luta por uma
fêmea (POPE et al., 2000,p.75).

Durante séculos a aparência masculina foi valorizada por diversas culturas, nos mais diversos
locais, muito disso, pela vontade de atrair as mulheres e dominar outros homens. No entanto,
os homens modernos estão mais inseguros com seus corpos, com relação aos homens de
antigamente e isso pode ser explicado pelo papel de destaque que as mulheres conquistaram
na sociedade (POPE et al., 2000,p.75-79).
Vários autores (Assunção, 2002; Ballone, 2005; Choi, Pope Jr., Olivardia, 2006; Pope Jr.,
Phillpis, Olivardia, 2000; Mirella, 2006; entre outros) citados por Falcão (2007, p.6) afirmam
que o papel masculino e feminino na sociedade vem sendo modificado nas últimas décadas.

Pope et al. (2000, p.75-76) acreditam que a igualdade entre os sexos conquistada pelas
mulheres ao longo dos anos em muitos aspectos da vida diária, foi um dos responsáveis por
desencadear a insegurança dos homens com relação à imagem corporal. Os autores ressaltam
que as mulheres hoje podem fazer praticamente qualquer coisa como um homem. Atualmente
é possível encontrá-las ocupando desde cargos políticos, até ingressando em academias
militares, papéis antes, restritos apenas ao público masculino, além disso, elas se tornaram
mais independentes financeiramente. Diante dessa situação, o que teria restado aos homens
para afirmar a sua masculinidade, teria sido apenas o corpo, pois um dos aspectos em que as
mulheres dificilmente se igualam ao sexo masculino é no desenvolvimento da musculatura.

De acordo Falcão (2008), à medida que as conquistas femininas foram ganhando destaque
na sociedade, a preocupação masculina com relação ao corpo também aumentou, devido a um
sentimento de masculinidade ameaçada. Esse fato pode ser visto com mais intensidade a partir
dos anos 60 em que é possível perceber os maiores avanços tecnológicos das mulheres e as
mais notáveis transformações nas atitudes culturais com relação ao corpo masculino. Para eles,
obter um corpo musculoso se tornou importante porque a musculatura representa a
masculinidade e está relacionada às funções culturais dos homens de serem fortes, poderosos,
eficazes, dominadores e destruidores.

Escritores como James Gillett e Philip White, citados por Pope et al. (2000, p.77) afirmam
que um corpo musculoso representa hoje em dia, uma tentativa dos homens de resgatarem o
auto controle e o valor masculino, já que a igualdade entre os sexos, tirou deles o papel
exclusivo de provedores e protetores. Michelle Cottle, jornalista, afirmou em um artigo recente
que “com as mulheres tornando-se cada vez mais independentes, os pretendentes estão
descobrindo que precisam colocar na mesa mais do que uma carteira recheada se esperam
ganhar (e manter) a linda donzela”.

A estética corporal masculina evoluiu com o passar dos anos, acompanhou o


desenvolvimento da história da humanidade, caracterizando-se e se deixando influenciar pelas
mais diversas culturas. Atualmente, ela se caracteriza por corpos fortes e musculosos, como
uma maneira dos homens afirmarem a masculinidade ameaçada pelo avanço do feminismo,
mas também como tendência a acompanhar a padronização dos corpos através de um modelo
de beleza imposto pela mídia e pela sociedade.

Referências
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