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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 3ª VARA CÍVEL

DA COMARCA DE JOÃO PESSOA/PB

Autos nº 0000148-66.2019.5.13.0006 – Ordinária

PRESTADORA DE SERVIÇOS DE LIMPEZA LTDA, já qualificada nos autos da


ação de rescisão contratual cumulada que lhe move A LTDA vem,
respeitosamente, perante Vossa Excelência, por seu procurador (documento 1),
que recebe intimações no endereço físico, Rua Maria Pereira Leite, n. 28 e no
endereço eletrônico, eduardoqi@hotmail.com, pede sua

CONTESTAÇÃO C/C RECONVENÇÃO

o que faz com supedâneo no art. 335 e seguintes do Código de Processo Civil e
nos argumentos fáticos e jurídicos que a seguir, articuladamente, passa a aduzir:

1. RESUMO DA INICIAL

A parte autora pleiteia a rescisão de contrato de prestação de


serviços, firmado em setembro de 2018, no qual a parte Ré tem como obrigação
a prestação de serviços de limpeza, alegando, para tanto, que a Ré encontra-se
inadimplente, notadamente em razão de não estar prestando os serviços de
limpeza nos dias contratualmente acordados, quais sejam, domingos e feriados.
Sendo assim, deixou de realizar os pagamentos pelos serviços
de limpeza prestados, a partir de agosto do corrente ano, sob alegação de
exceção ao contrato não cumprido.

Conforme será exposto adiante, não merecem prosperar os


argumentos autorais.

2. DA REALIDADE DOS FATOS

Ab initio, insta salientar que, a exceção ao contrato não


cumprido, tese levantada pela parte autora para justificar a paralisação dos
pagamentos pelos serviços prestados, é instituto jurídico inaplicável à lide deste
feito, por um simples motivo – o contrato não se encontra descumprido.

Em verdade, não há como contestar a cláusula contratual que


dispõe que os serviços de limpeza devem ser prestados aos domingos e
feriados. Todavia, Douto Juízo, observemos que esta Ré sempre cumpriu com
muito zelo seu serviço de limpeza, desde o início do contrato, em outros dias que
não sejam domingos e feriados, SEM QUE A PARTE AUTORA TIVESSE FEITO
QUALQUER OBJEÇÃO.

Ocorre que a parte autora jamais reclamou dos serviços


prestados em outros dias, pagou todos os meses tempestivamente, todavia,
recentemente, em agosto de 2019, por algum motivo desconhecido, resolveu se
insurgir por tal fato.

O comportamento da parte autora molda-se perfeitamente ao


princípio que veda comportamentos contraditórios, qual seja VENIRE CONTRA
FACTUM PROPRIUM, pois, por quase um ano de contrato, esta aceitou que os
serviços fossem prestados em dias distintos dos contratualmente definidos,
conforme se pode observar nos e-mails anexos e, agora, resolve utilizar-se desta
situação para rescindir um contrato válido e jamais inadimplido por esta Ré.

Sendo assim, resta evidente que não há motivos para


paralisação dos pagamentos, bem como para a rescisão do contrato ora
analisado, que deve ter continuidade até o seu devido fim, em março de 2020.

Diante do exposto acima e, com base na vedação aos


comportamentos contraditórios, requer esta Ré que os pedidos autorais sejam
julgados TOTALMENTE IMPROCEDENTES.

3. DA RECONVENÇÃO
Conforme demonstrado na contestação acima, esta Ré, ora
reconvinte, cumpriu com todas as suas obrigações contratuais e, muito embora
tenha feito em dias distintos dos contratualmente acordados, a parte autora, ora
reconvinda, aceitou durante quase um ano tal comportamento, conforme se pode
ver nos e-mails em anexo, sendo assim, esta não poderia deixar de realizar os
pagamentos pelos serviços prestados após todo esse período sob pena de
violação ao princípio VENIRE CONTRA FACTUM PROPRIUM.

Sendo assim, por ser medida de justiça, a parte reconvinda deve


ser condenada a pagar pelos serviços prestados, em relação aos meses
vencidos, quais sejam, agosto, setembro e outubro, bem como aos meses
vincendos.

Ora Nobre Juízo, a Reconvinte possui direito cristalino de


receber pelos serviços que prestou da mesma forma que recebeu, sem qualquer
objeção por parte do reconvindo, durante quase um ano.

Sendo assim, deve a reconvenção ser julgada TOTALMENTE


PROCEDENTE condenando a parte reconvinda a pagar por cada mensalidade
que não adimpliu, sendo cada uma no valor de R$ 3.000,00, totalizando até
então o valor de R$ 11.000,00. Outrossim, deve ser condenada também ao
pagamento das eventuais parcelas vincendas.

4. DOS PEDIDOS

Ante o exposto, requer ao Juízo que:

a) Sejam julgados totalmente improcedentes os pedidos da ação principal,


em virtude da fragilidade dos argumentos da parte autora;
b) Em sede de reconvenção, seja condenada a parte reconvinda ao
pagamento das obrigações contratuais até então inadimplidas, bem como
as que eventualmente vençam, devidamente corrigidas e acrescidas de
juros legais;
c) Seja condenada a parte autora/reconvinda ao pagamento de custas
processuais e honorários advocatícios, na forma da lei;
d) Todas as intimações e publicações sejam feitas em nome de seu
procurador já qualificado;
Protesta provar o alegado por todos os meios de prova admitidos em direito,
especialmente a documental.

Atribui-se à reconvenção o valor de R$ 12.000,00.

Termos em que,

pede e espera deferimento.

João Pessoa, 02 de dezembro de 2019.

Jose Eduardo da Mata Araújo


OAB/PB 64.000