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AS PIRÂMIDES COLORIDAS DE PFISTER

A cor sempre fez parte da vida dos indivíduos pelo simples fato de ser um
estímulo natural ao qual estamos inevitavelmente sujeitos, bastando para isso
que os sistemas receptores visuais estejam íntegros. Sempre estiveram
presentes nas pinturas, nas manifestações artísticas, culturais, políticas,
religiosas, e compartilhadas de forma semelhante na sua grande maioria.

Para Goethe (poeta alemão), a cor é um elemento básico dos fenômenos


naturais ocupando um patamar de altíssimo status na percepção dos objetos,
independentemente da sua forma ou concepção. Segundo ele, as pessoas
geralmente “sentem grande alegria na percepção da cor, o olho necessita tanto
dela como da luz”. Relata que há um efeito das cores sobre as emoções.

O Teste das Pirâmides de Pfister é um teste projetivo criado pelo suíço


Max Pfister nos anos 50. Trata de um instrumento que avalia aspectos da
personalidade, destacando principalmente a dinâmica afetiva e indicadores
relativos as habilidades cognitivas dos indivíduos.

No Brasil, este instrumento foi introduzido por Fernando de Villemor


Amaral na década de 1970, tendo posteriormente lançado outros manuais sobre
a técnica. Em 2005, após novos estudos de padronização aprovados pelo
Conselho Federal de Psicologia, o manual foi atualizado por sua filha Anna Elisa
de Villemor Amaral. A atual edição (2012) é uma reimpressão do Manuel de
2005.

ORIGEM DO TESTE DAS PIRÂMIDES DE PFISTER

A técnica foi criada por Max Pfister no início da década de 1950. Partiu da
observação sobre o efeito que a iluminação do palco produzia na plateia que
assistia aos espetáculos de dança que ele mesmo produzia. Foi coreógrafo,
dançarino, arquiteto e por fim atrelado pela sua sensibilidade pessoal, estudou
psicologia.

Herman Rorschach antecedeu Pfister na compreensão a respeito das


reações diante do estímulo cromático como sendo equivalentes das reações às
emoções. Para Rorschach (1974), ser estimulado pela cor, reagir a ela, incluí-la
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conscientemente nas associações ao formular respostas e identificar o estímulo


cromático como determinante de sua resposta, demonstra o grau de controle
cognitivo que uma pessoa tem sobre o estímulo emocional.

Pesquisas tem demonstrado o quanto as conclusões de Pfister, na época


bastante intuitivas, são úteis para o diagnóstico da dinâmica emocional e da
maturidade dos indivíduos. Sendo assim, as cores utilizadas no teste, e o modo
como são dispostas sobre o esquema da pirâmide, indicam a maneira como a
pessoa se comporta e se coloca emocionalmente no ambiente, ou seja, expressa
suas emoções na relação com os outros.

MATERIAL E MODO DE APLICAÇÃO

O teste é composto de material simples e de fácil manuseio:

• Jogo com quadrículos coloridos composto de 10 cores subdivididas em


24 tonalidades, havendo no mínimo 45 unidades de cada tom e a mesma
quantidade para todos os tons.
• Três ou mais cartelas contendo o esquema de uma pirâmide.
• Folha de aplicação.
• Mostruário de cores.

Deve-se considerar a preparação para a prova, condições ambientais e


preparação do sujeito e dar as instruções conforme orientação do manual.
Observar a maneira como o sujeito se comporta e se relaciona com o
examinador é de fundamental importância. Desembaraço ou inibição,
colaboração ou desafio, interesse ou displicência, satisfação ou insegurança são
atitudes, entre outras, que devem ser observadas na análise de dados.

A técnica consiste em solicita que a pessoa construa três pirâmides


coloridas, uma de cada vez. As instruções devem ser dadas de forma
padronizada:

“Aqui temos uma grande quantidade de papeizinhos com cores e


tonalidades diversas e o esquema de uma pirâmide. Cobrindo-se os espaços da
pirâmide, obtêm-se uma pirâmide colorida. Você deve fazer uma pirâmide
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usando as cores que quiser, pode trocar ou substituir à vontade, até que a
pirâmide fique do seu gosto, foque bem bonita para você’.

Feita a primeira pirâmide, pede-se para o indivíduo construir outra, e


avisá-lo de que há ainda uma terceira e última pirâmide a ser construída.

Após o termino das três pirâmides o examinador faz um breve inquérito


no qual pergunta (mostrar as pirâmides na ordem de execução):

• Qual delas você acha que ficou mais bonita? Porquê?


• De qual delas menos gosta? Porquê?
• Geralmente de qual cor gosta mais?
• Geralmente de qual cor menos gosta?
• Aqui no teste, qual sua cor preferida?
• De qual cor do material do teste você menos gostou?

Finalização: deve-se perguntar o que ele achou do teste, como está se


sentindo, se gostaria de perguntar alguma cosa.

INTREPRETAÇÃO DOS DADOS

1. Transpor o que foi registrado para as pirâmides impressas no verso da


folha de registro.
2. Fazer a contagem das cores (ver tabela pg. 175)
3. Transpor as porcentagens para a tabela de frequência, da maior para a
menor frequência, de acordo com a tabela normativa, marcando na coluna
ao lado se o valor está aumentado, diminuído ou na média.
4. Verificar a incidência das síndromes cromáticas e das cores por duplas.
5. Classificar o processo de execução, o modo de colocação e o aspecto
formal de cada uma das três pirâmides.
6. Registrar as variações cromáticas e a variações de matizes para cada
pirâmide.
7. Formula cromática (pg. 94). Corresponde a incidência das cores nas três
pirâmides. Corresponde as escolhas das pessoas e sua constância ao
longo da execução das três pirâmides.
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CA: Constância Absoluta: quantidade de cores utilizadas nas três


pirâmides.
CR: Constância Relativa: quantas cores foram utilizadas em duas das
pirâmides executadas, não importa quais.
V: Variabilidade: quantidade de cores utilizadas em apenas uma pirâmide
AUS: Ausência de cores: refere-se à quantidade de cores omitidas, ou
seja, não usadas pelo sujeito em nenhuma de suas pirâmides. O aumento
de cores omitidas, implica diminuição da receptividade aos estímulos,
constrição e retraimento.
Amplitude cromática: grau de abertura aos estímulos (grande variedade
de cores), indica pessoa receptível e acessível, mas pode também
denotar forte labilidade e instabilidade, dependendo da distribuição dos
algarismos (formula cromática e seus tipos, pag. 96).
Cores omitidas: o aumento de cores omitidas (AUS), implica na
diminuição da receptividade, constrição e retraimento.

PROCESSO DE EXECUÇÃO (pág. 52)

Reflete como a pessoa aborda a tarefa. Todo comportamento demonstra algo


sobre a pessoa e é exatamente nesse pressuposto que as técnicas projetivas se
baseiam.

• Execução metódica ou sistemática: ocorre quando a pessoa executa


as três pirâmides usando o mesmo procedimento no que diz respeito ao
modo de colocação, não ocorrendo variações. Essa atitude revela um
comportamento que tende a ser bastante organizado, constante,
meticuloso ou mesmo rígido.
• Execução ordenada: ocorre quando o sujeito executa o trabalho com
ordem, seguindo um padrão de colocação mais ou menos constante,
permitindo certa flexibilidade, mantendo um trabalho organizado.
• Execução desordenada: observa-se uma variação constante no
processo de elaboração das três pirâmides, alterando-se o modo de
colocação, ou procedendo com muitas trocas e alterações no ritmo. Pode
ser observado em pessoas que tende a ser mais ansiosas ou displicentes.
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• Execução relaxada: exageradamente desordenado, o indivíduo não se


orienta por nenhum princípio, agindo sem nenhum cuidado. A hipótese é
de que é grande a probabilidade da pessoa se conduzir dessa maneira
em outras tarefas do seu cotidiano.

MODO DE COLOCAÇÃO

Indica como a pessoa dispões as cores sobre os esquemas das pirâmides, o


que define boa parte do comportamento dela durante a prova.

• Colocação ascendente: a pessoa parte da base a vai em direção ao topo


da pirâmide, demonstrando uma atitude mais estável e madura.
• Colocação descendente: parte do topo para baixo, podendo indicar
instabilidade ou insegurança.
• Colocação direta: segue o sentido da esquerda para a direita.
Adequação ao esperado.
• Colocação inversa: colocação da direita para a esquerda, podendo
denotar oposição, negação ou fechamento em si, introversão.
• Colocação alternada ou em ziguezague: alternam-se direta e a inversa,
seguindo-se a composição por camadas de forma contínua. Comum em
indivíduos com rebaixamento no nível intelectual, e crianças com
perturbações neurológicas.
• Colocação simétrica: preenche de forma simétrica, por exemplo: 5ª e
5E; 4b e 4c, 1 e 3b e assim por diante. Reflete uma busca de equilíbrio
que pode ser consequência de sentimento de insegurança ou do medo da
perda do equilíbrio.
• Colocação diagonal: escadas ou camadas tombadas. A pessoa sente
dificuldade para definir um aspecto formal. Muito raro.
• Colocação em manto: estrutura em manto (pág. 68).
• Colocação espacial: distribuir as cores em pontos específicos.
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ASPECTO FORMAL

A forma constitui um dos elementos fundamentais da análise e é


importante por indicar as possibilidades de controle racional que um indivíduo
tem sobre os afetos e as emoções. Está relacionada com o funcionamento
cognitivo e as funções de atenção e concentração. A precisão da forma equivale
a precisão da percepção e do pensamento que dependem tanto da capacidade
intelectual quanto do bom controle emocional.

Tapetes: constituem arranjos de cores nos quais a forma não tem


nenhuma participação no produto final. Não há integração forma-cor, sendo a
cor o estímulo preponderante. Não há um princípio organizador das cores,
parece uma colcha de retalhos.

Tapetes puros: ocorre de modo aleatório, porém harmoniosos, pois as


cores conservam certo equilíbrio entre si. Embora reflitam menor grau de
desenvolvimento emocional ou intelectual, indicam uma possível adaptação
emocional às situações cotidianas.

Tapetes desequilibrados: as disposições das cores são aleatórias, mas


contrastante ou descontínua, resultando em aglomerações de tons mais claros
ou mais escuros. Esse resultado se vincula a perturbações emocionais mais
graves, refletindo desequilíbrio e desadaptação ao ambiente em virtude de
turbulência afetiva em presença de conflitos acentuados (pág. 60).

Tapetes furados ou rasgados: caracteriza pelo uso do branco,


ressaltando a noção de furos ou rasgos. Ainda que em uma única aparição,
denota fortes indícios de perturbação grave proveniente de dissociações no
curso do pensamento, encontrados com frequência no grupo de pacientes
esquizofrênicos.

Tapetes com início de ordem: são tapetes puros nos quais se observam
um ou mais tons repetidos em posição simétrica. Trata-se de uma forma de
transição e significa melhores possibilidades de adaptação e busca de equilíbrio
emocional, embora não suficientemente desenvolvidas.
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Formações

São organizações intermediárias onde se observa a disposição das cores


em camadas. São mais simples, fácil e rápido apreender o aspecto estratificado,
no sentido horizontal. Correspondem a um funcionamento cognitivo e emocional
de nível intermediário. Podem ser de quatro tipos:

Formação em camadas: monotonais (único tom), monocromáticas


(dégradé), multicromática (cada camada é feita de uma cor) ver pág. 62.

Formação simétrica: distribuem-se em pares simétricos em cada


camada e são apenas no plano horizontal. Sugerem certa insegurança,
instabilidade interna, busca de equilíbrio mediante comportamento cauteloso e
prudente. Utilizados por pacientes com TOC, Transtorno de ansiedade e
Transtorno do pânico.

Formação alternada: as cores são dispostas alternadamente, uma sim,


uma não, em toda pirâmide, como em um tabuleiro de xadrez, utilizando-se
apenas duas cores ou dois tons. São mais comuns em adolescentes e em
sujeitos com dificuldade de adaptação ao ambiente, com conflitos acentuados
em virtude de impulsos contrários que se chocam, originado tensões.

Estruturas

São mais sofisticadas e há um inter-relação entre elas, levando em conta o plano


vertical. Forma-se uma imagem mais elaborada em sua Gestalt. Relacionam-se
com níveis intelectuais superiores.

Estrutura simétrica: disposição simétrica das cores no sentido horizontal


quanto no vertical (pág. 66). Denota capacidade cognitiva mais diferenciada
associada a maior equilíbrio emocional e maturidade.

Estrutura em escada: as são dispostas no sentido diagonal, alternando-se duas


cores ou dois tons. Corresponde a estados conflitivos atuais que comprometem
o equilíbrio emocional (pág. 67).

Estrutura em manto: borda externa preenchida com uma mesma cor, dando
aspecto de serem recobertas por um manto, e a parte interna sendo preenchida
por outra cor ou por várias cores. Expressam defesas do tipo fechamento em si
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ou repressão e sufocamento dos impulsos, principalmente se o miolo for


preenchido por cores neutras ou por apenas uma cor. No caso do miolo ser
preenchido com cores vivas e variadas, tornam-se mais evidentes os esforços
de contenção diante da turbulência emocional ou forte inquietação interna.

Estrutura assimétrica dinâmica: caracteriza-se por uma distribuição das cores


que pode parecer aleatória, quase como um tapete puro, mas que revela um alto
grau de elaboração e forte intuição espacial e estética. É raro e está ligado a
vivacidade de expressão, inteligência, produtividade, criatividade e sensibilidade
artística.

Estrutura em mosaico: são mais ou menos simétricos, diferenciando das outras


estruturas pela intenção explicitada de representar algo como “um vaso de flor”,
“um barco a vela” e outras figuras. Está ligado a sensibilidade artística e a
inteligência. Muito raro.

TENDÊNCIA (Sinais especiais)

Ocorre quando o aspecto formal não se enquadra em nenhum dos casos


típicos já descritos.

Matização: quando ocorre o uso marcante dos diversos tons de uma cor, em
uma escala crescente ou decrescente, seja em camadas, seja em mosaicos ou
em mantos. Relaciona-se a uma adaptação afetiva prudente, tímida e ansiosa.

Divisão: ocorre pelo emprego de tons mais claros em uma extremidade e tons
mais escuros na outra, dividindo a pirâmide em duas partes. Representa
tensões, conflitos, forte indício patológico (pág. 72).

Corte ou mutilação: uso do branco ou tons esbranquiçados concentrados em


uma camada inteira (corte) ou no topo da pirâmide, espaço 1 ou espaço 1, 2ª,
2b. Aparece em casos graves de esquizoidia ou esquizofrenia e alteração de
pensamento.
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ESTUDO DAS CORES

Rorschach (1967) destaca que “ as respostas de cor constituem a base


da capacidade de contato afetivo e de aproximação afetiva com o meio
ambiente”. Temos inclinações afetivas por determinadas cores ou tonalidades
de cor e talvez sejamos muito mais fiéis às nossas cores do que possamos
suspeitar.

Cores quentes: vermelho, laranja e o amarelo, correspondem as


emoções mais excitadas.

Cores frias: azul, verde e o violeta, correspondem as emoções mais


calmas.

As cores cinza preto e branco são denominadas acromáticas, ou não


espectrais, e relacionam-se as inibições, negações ou contenção dos
sentimentos, quando utilizadas com maior frequência.

O marrom é considerado uma cor intermediária.

As cores preta, marrom ou azul são cores mais seguras e escolhidas por
pessoas mais inibidas e constritas.

VERDE: aparece em quatro tonalidade: Vd1, a mais clara, Vd2, Vd3, Vd4
associado mais ao preto (característica repressora).

O Vd3 é considerado a tonalidade padrão, é aquela que mais representa


a interpretação da cor. Está relacionada a esfera do contato e dos
relacionamentos afetivos e sociais, capacidade de elaboração e habilidades
relacionais (Vd2, Vd3). Cor do insight e da empatia. Essa cor em grande
quantidade indica sobrecarga de estimulação que pode gerar ansiedade e
provocar ruptura do equilíbrio interno, se não houver outros fatores reguladores
e indicadores de maturidade. Sua diminuição pode indicar certa insensibilidade
emocional diminuindo a abertura para os relacionamentos gerando um
retraimento social. Sua ausência, reflete dificuldade de adaptação ao ambiente
que pode assumir proporções patológicas.

AZUL: aparece em quatro tonalidade: Az1, a mais clara, a mais forte Az4 e é
considerado a tonalidade padrão.
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No geral está relacionada com a capacidade de controle e adaptação.


Porém dependerá das tonalidades ou das quantidades, para assumir um caráter
mais negativo ou mais positivo. O Az4 (padrão) denota introversão, controle e
adaptação. Sua presença exagerada indica uma possível constrição ou
supressão da expressão de sentimentos e afetos, resultando em uma atitude de
controle, compulsividade. O aumento poderá estar relacionado a sentimentos de
inferioridade, de incapacidade e insatisfação. São pessoas mais formais, rígidas,
pouco espontâneas.

VERMELHO: Vm1 ou rosa, ao Vm4. O Vm2 é a tonalidade padrão.

Representa os estados mais excitados e está ligado a extroversão, à


irritabilidade, à impulsividade e a agressividade, principalmente se aumentado
em função da tonalidade Vm2.

AMARELO: Composto de duas tonalidades, Am1 e Am2.

Se justifica por permitir maior liberdade de escolha e maiores


possibilidades de expressão. É uma cor estimulante ligada a extroversão mais
moderada, bem canalizada e mais adaptada ao ambiente. Pode significar
também imaturidade, baixa tolerância, instabilidade, egocentrismo e
irritabilidade, dependendo do aumento e como as outras cores se colocam ao
seu redor. A diminuição dessa cor indica dificuldade em canalizar e expressar
emoções de maneira adaptada.

LARANJA: Composto de duas tonalidades, La1 e La2.

Trata-se de uma cor intermediária entre o vermelho e o amarelo e assume


conotação igualmente intermediária. Tradicionalmente representa a ambição,
anseios de produção, desejos de fazer-se valer pela produtividade. Seu aumento
está ligado a excitabilidade, ao desejo de domínio, reduzido senso de autocritica
e a arrogância, principalmente quando estiverem associados ao aumento do Vm
e Am. O rebaixamento dessa cor pode revelar repressões, inibições,
influenciabilidade, passividade, submissão, quando não compensado com outros
indicadores.
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MARRON: duas tonalidades, Ma1, Ma2 (pág. 83).

Também relacionada a extroversão, porém vinculada à esfera mais


primitiva dos impulsos e uma disposição para descargas mais intensas ou
violentas. Representa dinamismo, reação que tanto pode conduzir a destruição
quanto a produtividade, dependendo do modo como for canalizada e dos demais
recursos da pessoa. Villemor (1978) destaca aumento dessa cor nos casos de
neurose obsessivo-compulsiva, transtornos psicossomáticos, retardo intelectual
e alcoolismo.

VIOLETA: três tonalidades, Vi1, ou lilás, Vi2, Vi3.

Ligado a tensão e a ansiedade. Tradicional senso comum “roxo de fome”.


O Vi1 está mais vinculado a ansiedade difusa derivada do medo, do desamparo
e sentir-se indefeso. O Vi2 se associa mais a ansiedade excitada, presente nas
neuroses em geral, resultante de conflitos. O aumento de Vi2 indica insatisfação.

No caso do Vi3, melhores condições de contenção e elaboração da ansiedade.

PRETO: Pr (cor da solenidade, luto tristeza).

Não se pode afirmar que esteja ligado a depressão. Representa a


negação da cor. Está ligado a repressão e inibição. Secundariamente pode
significas angústia ou depressão.

BRANCO: Br (diluição ou anulação das cores).

Vazio interior, fragilidade estrutural, estabilidade precária. O uso acima do


esperado aponta para vulnerabilidade e ausência de mecanismo de controle ou
mesmo a perda do contato com a realidade, impulsividade, apatia e negativismo.

CINZA: Ci

Carência afetiva, sentimento de vazio, ansiedade, insegurança e


repressão dos afetos. Uso aumento: timidez, cautela e restrição nos contatos
emocionais como defesa contra o temor de não satisfazer as necessidades
afetivas. Oposicionismo e tendência a criar conflitos no ambiente são
características relatadas.
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Referências

Vilemor-Amaral, Anna Elisa de. As Pirâmides Coloridas de Pfister. São Paulo:


Casa do Psicólogo, 2012.

Vilemor-Amaral, Werlang. Atualizações em Métodos Projetivos para Avaliação


Psicológica. São Paulo, Casa do Psicólogo, 2011.

Para meus alunos como forma de ajuda-los em suas avaliações.

Boa Sorte!

Ruth Lasas Long

ruthlasas@gmail.com