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A pena de morte é moralmente aceitável?

Ensaio Filosófico

Filipe Dias - 10º C

Índice

 Introdução:

 Formulação do problema

 Objetivo deste Ensaio

 A importância deste problema

 Corpo do Ensaio:

 As principais ideias concorrentes

 A corrente de pensamento que defendo e os meus argumentos a favor

dessa posição

 Conclusão

 Bibliografia/Cibergrafia
Introdução

 Formulação do problema

A pena de morte é moralmente aceitável? O que está errado na pena de morte?

A pena de morte, ou pena capital, é o nome que se dá à punição que tira a vida de um
criminoso.
Todos os dias são executadas pessoas por ordem do Estado como castigo por uma
variedade de crimes violentos. Mas a pena de morte, por si mesma, é um ato de violência.
Esta punição é a negação dos direitos humanos. Condenar alguém à morte é negar-lhe o
direito à vida, direito este que está reconhecido na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

 Objetivo deste Ensaio

Pretendo com este ensaio demonstrar que a aplicação da pena de morte não é moralmente
aceitável.

Existem muitas variantes que temos que ter em conta, que tornam a aplicação desta
punição errada.

 A importância deste problema

O estudo deste problema é essencial para a sociedade atual.


Vivemos numa sociedade cada vez mais egocêntrica e apressada, sem tempo de nos
colocarmos no lugar do outro, sem tempo para diálogo ou reconciliações, que gera cada vez mais
violência. Mas a pena de morte não deve ser encarada como a solução para a violência. Antes
pelo contrário, é um sintoma de uma cultura de violência.
O exemplo da não-violência por parte dos Estados, gerará a convivência em não-violência
nas sociedades.
Corpo do Ensaio

 As principais ideias concorrentes

Existem claramente duas correntes de pensamento quanto a esta questão:


 concordância com a aplicação da pena de morte;
 discordância com a aplicação da pena de morte.

Há países que aplicam este castigo aos seus criminosos, e outros que não o fazem. Mas a
aplicação deste castigo por parte de alguns países, não significa que os seus cidadãos concordem
com tal punição.

Portugal foi o primeiro Estado soberano moderno da Europa a abolir a pena de morte, em
1867. Atualmente, nenhum estado-membro da União Europeia aplica a pena de morte.
A Convenção Europeia dos Direitos Humanos recomenda a sua proibição.

Entre os países com sistemas políticos democráticos, os Estados Unidos e o Japão por
exemplo, aplicam a pena de morte. Em países como a República Popular da China, o Irão e a
maior parte do Médio Oriente, a pena de morte é aplicada com frequência.

 A corrente de pensamento que defendo e os meus


argumentos a favor dessa posição

A corrente de pensamento que defendo é a que condena a aplicação da pena de morte, por
considerar que tem muitas variáveis que a tornam errada, e por isso moralmente inaceitável.

Assim sendo, segundo a minha apreciação:

 É a negação dos direitos humanos: Condenar alguém à morte é negar-lhe o direito à vida
– direito consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
 A pena de morte é um castigo definitivo e irreversível: Os erros acontecem: haverá
sempre algum risco de executar uma pessoa inocente.

 Não impede o crime: Não há provas de que a pena de morte seja mais eficaz na redução
do crime do que a pena de prisão, que pelo contrário, tem uma vertente educativa de
reabilitação.

 É usada em sistemas judiciais deturpados: Alguns dos países que executam mais pessoas
(Exº: a China) possuem sistemas legais profundamente injustos. Muitas sentenças de
morte são emitidas depois de “confissões” obtidas sob tortura.

 É discriminatória: Há mais probabilidade de se ser condenado à morte se se pertencer a


grupos pobres e marginalizados com menos acessos aos recursos legais de que precisam
para se defenderem.

 É usada como ferramenta política: As autoridades em alguns países (Exº: o Irão), usam a
pena de morte para punir os seus opositores políticos.

 As principais objeções à corrente de pensamento


que defendo, e refutação às mesmas

Existem correntes de pensamento que defendem a pena de morte, as quais eu não


concordo.

Assim sendo, segundo a minha apreciação:

 A pena de morte garante que um criminoso não cometerá mais crimes: De facto esse
criminoso que é morto não cometerá mais crimes, mas o Estado está a cometer o mesmo
crime que o criminoso praticou ao condená-lo à morte.

 A pena de morte ajudaria a reduzir a lotação das prisões: De facto as prisões estariam
menos lotadas, mas a verdadeira utilidade seria construir novas prisões. Para além de criar
novos postos de trabalho, se as construíssem, por exemplo, em zonas rurais poderiam
aproveitar os reclusos como mão-de-obra para o trabalho na agricultura.
 Muitos criminosos começariam a pensar duas vezes antes de cometer certos crimes: A
maior parte dos crimes ocorre por impulso ou em situações extremas, onde não há
premeditação. Os países onde existe a pena de morte não têm menor índice de
criminalidade.

 Retribuição: O criminoso pagaria com a própria vida, pela vida que tirou a inocentes:
Uma sociedade que preze a vida em harmonia com valores morais de interajuda entre
todos, não pode incentivar a vingança. Por outro lado, uma sociedade que se rege por um
Estado de Direito, não deve incentivar que a justiça seja aplicada como forma de
retaliação.

 Todas as sociedades avançadas da antiguidade matavam os seus criminosos: Nenhuma


sociedade pode progredir matando a sua população, seja qual for o motivo que justifique
essa morte. Antigamente não existiam os conhecimentos de hoje em dia, e por isso
matavam-se muitos inocentes.

 A pena de morte, nos países mais evoluídos, é aplicada apenas a crimes repugnantes e
violentos: A definição de repugnante e violento é subjetiva e é algo que varia de acordo
com o julgamento de cada pessoa, de cada sociedade. E condenar alguém à morte é
igualmente um ato repugnante de violência.

Conclusão

Na minha opinião, a pena de morte é um crime. É um crime tão ou mais violento, como
o que o condenado à morte praticou. É a punição mais impiedosa, bárbara e desumana. Logo,
na minha opinião não é moralmente aceitável, e a sua aplicação é errada.

Mais de metade dos países do mundo inteiro, aboliram a pena de morte e já não a
praticam. A erradicação total é o único caminho e os países que ainda a usam têm de colocar-se
do lado certo da História. Orgulho-me de pertencer a um país pioneiro na escolha desse lado
certo.
Bibliografia/Cibergrafia

• Artur Polónio, COMO ESCREVER UM ENSAIO FILOSÓFICO,


(https://www.aeccb.pt/wp-content/uploads/2015/01/Como-escrever-um-ensaio-
filosofico_Artur-Polonio.pdf)

• James Pryor - COMO SE ESCREVE UM ENSAIO DE FILOSOFIA,


(https://www.aeccb.pt/wp-content/uploads/2015/01/Como-escrever-um-ensaio-de-
filosofia-James-Pryor.pdf)

• www.amnistia.pt

• pt.wikipedia.org

• José Ferreira Borges, Marta Paiva, Orlanda Tavares, NOVOS CONTEXTOS, Manual e
Caderno do Aluno (Filosofia de 10.º Ano)

• Augusto Santos Silva, PORTUGAL, PROTAGONISTA DA LUTA CONTRA A PENA DE


MORTE, Diário de notícias, (https://www.dn.pt/opiniao/opiniao-
dn/convidados/interior/portugal-protagonista-da-luta-contra-a-pena-de-morte-
8605272.html)

• Diversos blogs e sites sobre o tema

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