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SUMÁRIO

HISTÓRIA DO HIPOCLORITO DE SÓDIO ......................................................................................................... 7


CARACTERÍSTICAS DO HIPOCLORITO DE SÓDIO ........................................................................................... 8
FÍSICAS ...................................................................................................................................................... 8
QUÍMICAS ................................................................................................................................................. 9
CARACTERÍSTICAS DA SOLUÇÃO DE HIPOCLORITO DE SÓDIO ............................................................... 10
ESTABILIDADE E DURABILIDADE ................................................................................................................. 12
DEGRADAÇÃO DO HIPOCLORITO DE SÓDIO ........................................................................................... 12
CONCENTRAÇÃO .................................................................................................................................... 13
TEMPERATURA ....................................................................................................................................... 14
IMPUREZAS METÁLICAS ......................................................................................................................... 15
pH ........................................................................................................................................................... 15
LUZ UV .................................................................................................................................................... 16
TOXICOLOGIA ............................................................................................................................................. 16
UTILIZAÇÃO ................................................................................................................................................ 17
INDÚSTRIAS PRODUTORAS DE HIPOCLORITO DE SÓDIO ........................................................................... 18
VALOR DE MERCADO .................................................................................................................................. 19
DIAGRAMA DE BLOCOS DA PRODUÇÃO DE HIPOCLORITO DE SÓDIO ........................................................ 20
PRODUÇÃO DE HIPOCLORITO DE SÓDIO ................................................................................................ 20
CÁLCULO PARA A PRODUÇÃO DE 1 TONELADA DE HIPOCLORITO DE SÓDIO ............................................ 23
FLUXOGRAMA DO PROCESSO .................................................................................................................... 25
PRODUÇÃO DE HIPOCLORITO DE SÓDIO EM LABORATÓRIO ..................................................................... 25
MATERIAIS E MÉTODOS ......................................................................................................................... 26
ESPECIFICAÇÕES INDUSTRIAIS DO PRODUTO ........................................................................................ 27
ESPECIFICAÇÃO DO PRODUTO ACABADO .............................................................................................. 29
CONTROLE DE QUALIDADE ......................................................................................................................... 29
DETERMINAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO ................................................................................................... 29
DETERMINAÇÃO DA ALCALINIDADE ....................................................................................................... 30
DETERMINAÇÃO DE CLORATO DE SÓDIO EM HIPOCLORITO DE SÓDIO ..................................................... 30
DETERMINAÇÃO DE PH .......................................................................................................................... 31
DETERMINAÇÃO DA CONSTANTE DA TAXA DE DEGRADAÇÃO .............................................................. 31
CÁLCULO DO TEMPO DE MEIA-VIDA ...................................................................................................... 32
CONTROLE DE RESÍDUOS ............................................................................................................................ 32
PLANO DE CONTROLE DE DERRAMAMENTO.......................................................................................... 32
RECUPERAÇÃO DE MATERIAL DERRAMADO .......................................................................................... 34
ELIMINAÇÃO E NEUTRALIZAÇÃO DE SOLUÇÃO DE HIPOCLORITO DE SÓDIO ......................................... 34
PRODUTOS QUÍMICOS DE NEUTRALIZAÇÃO .......................................................................................... 35
HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO ...................................................................................................... 38
EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL PARA OPERADORES DE PROCESSO DE FABRICAÇÃO DO
HIPOCLORITO DE SÓDIO ......................................................................................................................... 38
EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL PARA ANALISTAS DO LABORATÓRIO ................................ 40
NORMAS DE SEGURANÇA GERAIS .......................................................................................................... 40
IDENTIFICAÇÃO DOS PERIGOS ................................................................................................................ 41
PRIMEIROS SOCORROS ........................................................................................................................... 42
MEDIDAS DE COMBATE A INCÊNDIO ..................................................................................................... 43
MEDIDAS DE CONTROLE PARA DERRAMAMENTO ................................................................................. 43
MEDIDAS DE ARMAZENAMENTO ........................................................................................................... 44
PLOT PLAN DA INDÚSTRIA DE HIPOCLORITO DE SÓDIO ............................................................................. 45
REFERÊNCIAS .............................................................................................................................................. 46
HISTÓRIA DO HIPOCLORITO DE SÓDIO

O conceito de soluções branqueadoras é praticado há séculos; dos antigos


egípcios, gregos, romanos e britânicos. Antes de qualquer solução química ser
inventada, os antigos egípcios colocavam seus tecidos ao sol por um longo
período de tempo para alvejá-lo. Mesmo depois que os agentes de limpeza
líquidos foram inventados, a indústria têxtil britânica embebia seus tecidos de
linho em leite azedo ou leitelho e o depositava em pradarias especialmente
designadas, expondo-o ao sol por dias para branquear o tecido. (Lerner &
Lerner, 2004).

A maneira química e clorada de branquear foi inventada muito tempo depois


que o conceito de branqueamento foi descoberto. O hipoclorito de sódio, um
ingrediente ativo do alvejante e da água sanitária foi oficialmente descoberto
em 1785 por um químico francês de origem italiana chamado Claude Louis
Berthollet.

Ele desenvolveu agentes de limpeza líquidos contendo hipoclorito de sódio que


são capazes de branquear as coisas à temperatura ambiente. Berthollet iniciou
uma pequena empresa perto de Paris, em uma cidade chamada Javel, para
fabricar esses produtos de limpeza líquidos. Desde então, o alvejante era
conhecido como "Eau De Javelle", e ainda é referido hoje na França.

O resultado do processamento "Eau De Javelle" não foi eficaz, mas buscaram


novas alternativas. Um método envolveu a retirada da cal clorada (também
conhecida como pó branqueador) com carbonato de sódio para produzir
pequenas concentrações de cloro. A solução criada a partir desse método era
comumente usada para anti-séptico hospitalar, que era vendido sob os nomes
comerciais de "Eusol". (Lerner & Lerner, 2004)

"Perto do final do século XIX, E. S. Smith patenteou um método de produção


de hipoclorito envolvendo hidrólise de salmoura para produzir soda cáustica e
gás cloro que depois se misturam para formar hipoclorito".

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Com o passar dos anos, o conceito de branqueamento evoluiu da exposição
dos materiais ao sol ao branqueamento químico.

O branqueamento de tecidos industriais foi amplamente aprimorado com o


desenvolvimento de soluções comerciais engarrafadas de hipoclorito de sódio
(também chamado de alvejante à base de cloro). O hipoclorito ganhou amplo
uso, não apenas no tratamento de tecidos industriais, mas também como
produto doméstico, o alvejante ou água sanitária.

Nos últimos cem anos, um dos principais usos para hipoclorito de sódio tem
sido para o clareamento de tecidos, particularmente algodão. As fibras de
algodão virgem não são branco puro e deve ser processado para remover sua
coloração.

Também é amplamente utilizado como água sanitária para redução de odores


em águas residuais, impedir o crescimento de algas e mariscos em torres de
resfriamento e purificação e desinfecção do lar, sanitizar superfícies antes da
fermentação da cerveja ou do vinho, impedir crescimento de microrganismos
em ambientes e amostras (Laboratório), tratamento de água e efluentes em
indústria de galvanoplastia, hospitais para desinfecção de ambientes.

CARACTERÍSTICAS DO HIPOCLORITO DE SÓDIO

FÍSICAS

O hipoclorito de sódio, NaClO, é uma solução clara, solúvel em água,


levemente amarelada, com odor característico e tem uma densidade relativa de
1,1 g/cm3 (solução aquosa a 5,5%).

Figura 1: Aspecto da solução de hipoclorito de sódio

8
Fonte: Michelly Moretti

Como agente de branqueamento para uso doméstico, geralmente contém


hipoclorito de sódio a 5%, com o pH em torno de 11 e é um produto irritante
para as mucosas. Se for mais concentrado, contém uma concentração de
hipoclorito de sódio de 10 a 15%, com um pH em torno de 13, é um produto
que queima e é corrosivo.

Dependendo da concentração do hipoclorito de sódio deve ferver entre 100ºC e


110ºC. Sob fervura, as soluções aquosas de hipoclorito de sódio decompõem-
se em cloreto, clorato, oxigênio e cloro livre.

O hipoclorito de sódio não é inflamável e não é higroscópico, e decompõem-se


à presença de luz, tem fácil oxidação.

O hipoclorito de sódio é um produto instável. Sua concentração em cloro ativo


tende a diminuir, mas a taxa de decomposição pode ser controlada.

QUÍMICAS

O hipoclorito de sódio é um forte agente oxidante reagindo principalmente com


matérias orgânicas, decompondo-se simultaneamente. O seu poder oxidante
pode ser aproveitado na remoção de odores, principalmente nos derivados de
enxofre do tipo (H2S) gás sulfídrico e mercaptanas (termo genérico para uma
família de compostos orgânicos de enxofre que contêm um grupo sulfídrico
(SH) ligado a um átomo de carbono).

9
O hipoclorito de sódio reage prontamente com ácidos em geral produzindo
grande quantidade de gás cloro, também ao reagir com sais de amônia podem
gerar compostos altamente perigosos pela instabilidade.

CARACTERÍSTICAS DA SOLUÇÃO DE HIPOCLORITO DE SÓDIO

Segundo O´Brien, Bommaraju e Hine (2005), a produção de compostos


alvejantes é uma das mais antigas aplicações do cloro. O agente ativo NaClO,
no qual o cloro tem a valência +1 ao reagir com espécies redutoras, contribui
com o oxigênio para gerar uma forma oxidada, com o cloro revertendo ao íon
cloreto.

OCL- + Red → Cl- Ox

O hipoclorito de sódio é obtido pela hidrólise do cloro em uma solução de soda


cáustica, de acordo com a reação.

Cl2 + 2NaOH → NaClO + NaCl + H2O

O hipoclorito de sódio em solução aquosa irá reagir e produzir os mesmos


resultados do cloro elementar em solução aquosa, tanto quanto as
concentrações de cloro ativo, temperatura e pH sejam as mesmas, todavia ao
contrário do cloro elementar, o hipoclorito de sódio adiciona alcalinidade na
solução.

Essa condição é importante, a título de exemplo na destruição de cianetos e


sulfetos onde condições ácidas podem levar a liberação de gases tóxicos.
Dado as similaridades dos resultados entre hipoclorito de sódio em solução
aquosa e cloro elementar a caracterização do composto NaClO é classificada
de acordo com o teor de cloro, tal número expressa a capacidade de oxidação
da substância com um percentual de capacidade de uma massa igual ao cloro.
Por conta da mudança de valência de cloro de +1 para -1 durante o processo,
o grupo hipoclorito tem a mesma capacidade de oxidação que um mol de Cl2.

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O hipoclorito de sódio, assim sendo, contém 95,3% de cloro disponível, o
hipoclorito de cálcio, verbi gratia, possui 99,2%. A “força” do hipoclorito de
sódio é definida pelo seu poder de oxidação, ela pode ser determinada pela
quantidade disponível de cloro, normalmente indicada em gramas por litro ou
percentual em massa.
Temos a seguinte reação com a expressão:

Cl2 + H2O ↔ HCl + HOCl ↔ 2HCl + O

Massa Molecular do Cl2 = 71,0 g


Massa Molelular do NaClO = 74,5 g

= 71,0 g mol-1 x 100


= 95,30%
74,5 g mol-1

Em solução aquosa o hipoclorito de sódio existe como sódio e íon hipoclorito.

NaOCl → Na+ + OCl-

O íon sódio não sofre alterações, porém o íon hipoclorito pode se manter ou
reagir, desde que o pH seja baixo o suficiente, para formar o ácido hipocloroso.

OCl- + H+ ↔ HOCl

A hidrólise do hipoclorito de sódio poderia ser representada pelas seguintes


reações:

NaClO(aq) ↔ Na+ (aq) + ClO- (aq)

NaClO(aq) + H2O(l) ↔ HOCl(aq) + NaOH(aq)

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A ação oxidante e sanitificante dos clorados é controlada pelo ácido
hipocloroso (HOCl), um produto resultante da hidrolise da substância clorada,
tal ácido fraco cujo a constante de dissociação (Ka) a 30°C é 3,8x10-8 e que em
solução aquosa se dissocia para formar o íon hidrogênio e o íon hipoclorito,
conforme a reação:

HOCl(aq)+ H2O(l) ↔ H3O+(aq) + OCl-(aq)

ESTABILIDADE E DURABILIDADE

DEGRADAÇÃO DO HIPOCLORITO DE SÓDIO

Segundo Adam e Gordon (1999), existem duas rotas de decomposição do


hipoclorito de sódio. A rota principal é dependente da temperatura de
exposição da solução e da concentração inicial de NaClO, essa rota é não
catalítica e leva a formação de clorato e cloreto de sódio, conforme a reação:

3NaClO → NaClO3 + 2NaCl

A segunda rota de decomposição é catalítica, sendo favorecida pela presença


de traços de metais como níquel, cobalto e cobre ou, também, pela exposição
a luz UV, formando como produtos de decomposição oxigênio e cloreto de
sódio, conforme a reação:

2NaClO →O2+ 2NaCl

Soluções de NaClO (hipoclorito de sódio) são sistemas que não estão em


equilíbrio e sofrem decomposição espontânea, após produzido, o hipoclorito de
sódio iniciará seu processo de decomposição de acordo com sua concentração
inicial, pH, temperatura de estocagem, exposição a luz e contaminantes como
metais pesados e sólidos suspensos como cálcio e magnésio.

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Todas as soluções de hipoclorito de sódio irão se decompor após sua
produção, como existe muitos fatores que afetam a sua estabilidade não é
possível estimar um tempo de "meia-vida" para esse produto, tal decomposição
não pode ser evitada, mas retardada devido a características como
temperatura, concentração de hipoclorito que são os fatores de maior impacto
na taxa de decomposição.

Os principais fatores que afetam a estabilidade do hipoclorito de sódio e sua


relação com a degradação do produto estão apresentados na tabela abaixo:

Fonte: Adaptado de AMERICAN WATER WORKS ASSOCIATION, 2006.

CONCENTRAÇÃO

Soluções de baixa concentração de hipoclorito de sódio decompõem-se


lentamente quando comparadas as soluções mais concentradas.
Em teoria de acordo com o THE CHLORINE INSTITUTE em 2011 uma solução
com concentração de 15% de NaClO irá se decompor 10 vezes mais rápido do
que uma solução a 5%, na mesma temperatura, considerando apenas esse
fator de decomposição.

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Na figura abaixo temos o gráfico com a variação da velocidade de
decomposição com a concentração de hipoclorito de sódio para soluções com
concentrações de 10 e 13% em massa.

Fonte: Bubnis 2015

TEMPERATURA

A decomposição do hipoclorito de sódio é vigorosamente dependente da


temperatura, cujo aumento acelera a taxa de decomposição e a formação de
clorato.
Por essa característica é importante mantê-lo longe de fontes de calor durante
a estocagem e transporte, assim como controlar a temperatura durante a
fabricação.

A relação entre o aumento da degradação em função da elevação da


temperatura pode visualizada no gráfico, que apresenta o perfil de
concentração do hipoclorito de 13% em detrimento da temperatura em função
do tempo.

14
Fonte: Adaptado de Olin Chlor Alkali Products, 2016.

IMPUREZAS METÁLICAS

Metais de transição como níquel (Ni2+), cobalto (Co2+) e cobre (Cu2+) formam
óxidos metálicos insolúveis que agem como catalisadores da reação de
decomposição formando oxigênio, já metais, como ferro, cálcio e magnésio,
formam sedimentos e podem afetar o aspecto do produto, também fontes
potenciais dessas impurezas incluem as matérias primas, equipamentos de
processamento e estocagem.

No gráfico abaixo contém a degradação do hipoclorito de sódio na presença de


metais.

Fonte: Adaptado de Olin Chlor Alkali Products, 2016.

pH

O pH tem um efeito significativo na estabilidade das soluções de hipoclorito de


sódio, sendo um resultado direto da alcalinidade residual.

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Segundo a Occidental Chemical Corporation (2014), abaixo do pH 11 a
decomposição do hipoclorito é significante devido a mudança do equilíbrio do
sistema.
Entre o pH 12 e 13 a solução é mais estável, pois o hipoclorito de sódio é
menos reativo e predominante nessa faixa e o ácido hipocloroso é virtualmente
inexistente, contudo de acordo com aa American Water Works Association
(2006) afirma que a faixa de pH entre 11,5 a 13 é a melhor para a estabilidade
da solução.

LUZ UV

Na presença de luz ultravioleta, o hipoclorito de sódio irá se decompor,


formando oxigênio e clorato.

Isso ocorre porque a luz catalisa a rota de decomposição, quanto maior a


intensidade da luz UV, maior será a formação dos produtos de decomposição e
menor o período de meia vida do produto, para minimizar a interferência da luz
no produto, os tanques e recipientes de estocagem devem ser construídos em
materiais opacos, como por exemplo, polímeros.

Abaixo temos um gráfico representando o efeito da luz na estabilidade de uma


solução de hipoclorito de sódio com concentração de 200 g/L a 25 °C:

Fonte: Adaptado de Hill Brothers Chemical Company (2011)

TOXICOLOGIA

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Acidentes envolvendo hipoclorito de sódio podem trazer efeitos nocivos à
saúde. Se inalado, pode causar irritações no aparelho respiratório, provocando
tosse e dispneia. Se ingerido, provoca vômitos sanguinolentos, náuseas e
diarreias, ulcerações no esôfago e estômago, além disso, altas concentrações
de sódio no corpo podem levar à desidratação. O contato com pele e olhos
causa irritação, que perduram por mais de 24 horas. A liberação lenta de gás
cloro também contribui para a irritação dos brônquios pulmonares.

A mistura de água sanitária com outros produtos caseiros pode ser fatal devido
a reações paralelas. Por exemplo, se ácido for adicionado à água sanitária,
como mencionado antes, haverá a produção de gás cloro (irritação das
mucosas e dos brônquios).
A mistura com soluções de limpeza baseadas em amônia (Ajax e outros ou até
mesmo urina) pode produzir cloroaminas, as quais são tóxicas:

NH3 + NaOCl NaOH + NH2Cl


NH2Cl + NaOCl NaOH + NHCl2
NHCl2 + NaOCl NaOH + NCl3

Outra reação possível com alguns produtos caseiros, tais como surfactantes e
fragrâncias produz compostos orgânicos voláteis clorados (VOCs), tais como o
tetracloreto de carbono (CCl4) e o clorofórmio (CHCl3), os quais podem ser
danosos à saúde.

A água sanitária pode reagir violentamente com peróxido de hidrogênio para


produzir gás oxigênio O2:

H2O2(aq) + NaOCl(aq) NaCl(aq) + H2O(l) + O2(g)

UTILIZAÇÃO

O hipoclorito de sódio é usado na produção de água sanitária, no tratamento de


efluentes domésticos ou industriais, em águas de piscinas, na desinfecção

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doméstica e hospitalar, e principalmente no tratamento de água destinada ao
consumo urbano. Neste caso tanto o hipoclorito como a água sanitária são
eficientes no combate a doenças potencialmente transmissíveis pela água.

As aplicações do hipoclorito de sódio são:

• Pré-Cloração de água destinada ao consumo doméstico, atuando


principalmente como oxidante;

• Pós-Cloração, atuando como bactericida, protetor contra contaminações


virais e amebianas;

• Desinfecção de circuitos de circulação de águas potáveis como


reservatórios, canalizações, caixas d’água e equipamentos;
• Tratamento e manutenção de águas de piscinas como algicida e
bactericida;
• Eliminação de odores de águas industriais, destruindo microrganismos e
neutralizando efluentes ácidos;
• Tratamento, por oxidação, contra poluentes perigosos como cianetos,
nitritos, derivados de enxofre e certos íons metálicos;
• Limpezas e higiene em geral como lavagem de frutas, verduras,
legumes e limpeza de recintos;
• Fungicida.

INDÚSTRIAS PRODUTORAS DE HIPOCLORITO DE SÓDIO

UNIPAR

A Unipar se destaca ainda na fabricação de derivados como hipoclorito de


sódio, ácido clorídrico e EDC, insumos para as indústrias têxteis, de papel e
celulose, alimentos, bebidas e remédios, entre outras.

ALLIANCE QUÍMICA

Alliance Química é a primeira indústria de produção de cloro-soda no estado do


Ceará. Instalada dentro da estação de tratamento de água da Companhia de
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Água e Esgoto do Ceará – CAGECE (ETA-Gavião), a planta e tecnologia são
pioneiras no mundo na produção de cloro gás para tratamento de água.

Produzimos gás cloro que é injetado imediatamente na água e é enviado para


a CAGECE por tubulação com água super clorada. Não existe armazenamento
de cloro gás em nossa fábrica, nem tampouco o transportamos. O cloro
produzido e não enviado a CAGECE é transformado em hipoclorito de sódio,
que serve como o estoque de segurança de suprimento de cloro para a
CAGECE.

VYNOVA

Na Vynova, produzimos hipoclorito de sódio em nossas instalações em


Tessenderlo (Bélgica) e Thann (França), ambas operando instalações de
eletrólise de membrana de última geração.

BLEACHTECH

A BleachTech LLC é uma empresa privada sediada em Cleveland, Ohio, que


opera plantas de cloro e álcalis para produzir hipoclorito de sódio (alvejante)
em Sevilha, Ohio e Petersburgo, Virgina.

HAWKINGS

Hawkins é onde comprar hipoclorito de sódio (água sanitária). Hawkins é um


grande fabricante de alvejantes e possui várias instalações dedicadas à
fabricação e distribuição de alvejantes de alta qualidade. Também
transportamos hipoclorito de sódio (alvejante) a granel (caminhões tanque),
mini granel e muito mais.

VALOR DE MERCADO

O valor de mercado varia entre $300,00 à $450,00 dólares por tonelada de


hipoclorito com a concentração variando entre 10% e 20% de acordo com uma

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pesquisa e conforme as informações repassadas no mesmo os maiores
produtores da solução de hipoclorito de sódio estão localizados na China.

DIAGRAMA DE BLOCOS DA PRODUÇÃO DE HIPOCLORITO DE


SÓDIO

PRODUÇÃO DE HIPOCLORITO DE SÓDIO

Existem diversas formas de se produzir hipoclorito, porém utilizaremos a de


gás cloro que é exposta a uma solução alcalina, normalmente hidróxido de
sódio, que é convertida em cloreto e hipoclorito, conforme a equação:

Em alguns casos industriais, são utilizados tanto o cloro não liquefeito (sniff),
como correntes gasosas (vents) intermitentes que contenham cloro para a
produção do hipoclorito de sódio. Uma planta de hipoclorito exerce uma função
conveniente no recebimento dessas correntes, reaproveitando-as como
matéria-prima. Em outros casos, o hipoclorito de sódio é o produto principal de

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uma operação e é produzido com o uso do cloro seco concentrado, tanto no
estado gasoso quanto líquido. A reação é exotérmica, liberando 1,463 kJ por kg
de cloro consumido. O processo de diluição de soda cáustica a 50% também é
exotérmico e libera 290 kJ/kg (THE CHLORINE INSTITUTE, 2008). A
vantagem da utilização do cloro na fase líquida é que este absorve cerca de
16% do calor de reação, reduzindo, deste modo, os custos operacionais
relacionados a resfriamento (O'BRIEN; BOMMARAJU; HINE,2005).

A reação de cloro líquido ou gasoso em altas concentrações diretamente com


soda cáustica concentrada a 50% em massa, excede os limites de solubilidade
e estabilidade do produto, o hipoclorito de sódio; por este motivo a primeira
etapa do processo de fabricação é a diluição da soda cáustica em
concentração final que varia entre 18% a 22%, dependendo da concentração
desejada da solução de hipoclorito de sódio. A qualidade da água no processo
de diluição irá determinar a qualidade do produto final (OCCIDENTAL
CHEMICAL CORPORATION, 2014; POWELL FABRICATION &
MANUFACTURING INCORPORATION, 2014).

Industrialmente as plantas possuem capacidades elevadas e são projetadas


para produzir soluções com concentrações de NaClO variando entre 3 e
16,5%, com cloro em qualquer estado – líquido, gás seco, gás úmido ou gás
diluído. A concentração da soda cáustica utilizada pode variar, desde que
atenda a concentração mínima necessária para a obtenção do produto dentro
da especificação, sendo que quanto maior a concentração dessa matéria
prima, maior será a adição de água para diluição. Essa diluição da corrente de
soda cáustica ocorre antes da entrada no reator. Um bom controle da mistura
resulta em baixas concentrações de clorato de sódio, um subproduto
indesejado no processo, e permite que o excesso de soda no produto final seja
reduzido para a faixa de 0,2 a 0,3% (POWELL FABRICATION &
MANUFACTURING INCORPORATION, 2015).

No processo fabril o preparo da solução cáustica é realizado automaticamente.


Medidores de vazão controlam o fluxo de cada corrente, tanto a soda cáustica
quanto a água de diluição podem ser a corrente principal, controlando a razão

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de adição da outra corrente. A mistura é controlada por um uma malha
feedforward, ajustada através da concentração do produto ou densidade. A
concentração da solução diluída de soda cáustica pode ser utilizada para
ajuste final, porém a concentração da solução de hipoclorito é a variável mais
importante. Um trocador de calor é necessário após a diluição para remover o
calor de diluição. Esse equipamento também proporciona turbulência para
completar o processo de mistura. Todo o processo de diluição pode ocorrer em
linha.

O cloro se une a solução cáustica diluída apenas no reator. Sua taxa de adição
é controlada por um instrumento que mede o potencial de oxirredução (ORP).
A massa reacional recircula de um tanque intermediário para o reator a fim de
reduzir a temperatura ao longo do reator e promover turbulência. A produção é
removida do tanque de acordo com o controle de nível. Após o fim da cloração
o produto é filtrado para a remoção de impurezas (POWELL FABRICATION &
MANUFACTURING INCORPORATION, 2014).

A prevenção de zonas quentes e a remoção eficiente do calor de reação são


fatores muito importantes no processo de fabricação, devido à instabilidade
térmica do hipoclorito, o que pode levar a formação de subprodutos
indesejados. A obtenção de um produto de boa qualidade depende do controle
adequado de temperatura. Por isso, durante a produção, a solução é
recirculada do reator para resfriadores, usualmente trocadores de calor a
placas. A própria recirculação gera turbulência na zona de reação e o volume
de circulação determina a temperatura máxima possível no reator. A
alimentação de cloro no estado gasoso ou a vaporização do cloro líquido
também podem ser utilizadas para promover turbulência.

A eficiência do reator melhora quando o fluxo dos reagentes é turbulento. O


processo de absorção pode ser controlado tanto pelo filme líquido quanto
gasoso, dependendo das condições de processo e composição dos reagentes.
O regime de controle provavelmente se altera durante o curso da reação de
uma bolha de gás e por isso é importante provocar turbulência em ambas as
fases. Um reator com alta velocidade de circulação da fase liquida com a

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injeção de gás no ponto de alta turbulência será muito mais eficiente que uma
coluna de absorção com recheio (O’BRIEN; BOMMARAJU; HINE, 2005).

Os limites de temperatura são geralmente relacionados a concentração do


produto. Uma solução com concentração de 6% em massa de NaClO, por
exemplo, pode ser limitada a 30 °C e uma solução a 15% limitada a 20 °C. O
resfriamento final é realizado geralmente com água gelada. Isso pode ser feito
após a saída do reator, onde o tempo de retenção é curto e água de
resfriamento pode ser utilizada para controle de temperatura através de um
trocador de calor. O percentual de conversão da soda cáustica no reator
geralmente é superior a 90. A presença de NaOH não reagido previne a
supercloração da solução, proporcionando ao produto maior estabilidade e
melhor controle do processo (THE CHLORINE INSTITUTE, 2008).

Durante os processos de transferência e estocagem do hipoclorito de sódio


pode ocorrer aumento do teor de sólidos na solução, isso pode ocorrer, por
exemplo, devido a presença de metais ou outros contaminantes nas matérias
primas, principalmente na água de diluição e na soda cáustica. Os sólidos
podem precipitar ou até manter-se em suspensas dos produtores nacionaisão
alterando aspecto ou coloração do produto. Por este motivo, o hipoclorito de
sódio é filtrado após sua fabricação em um sistema altamente eficiente, capaz
de reter partículas da ordem de micrometros.

Normalmente se utiliza um sistema de filtração a placas com o emprego de


perlita ou terra diatomácea como pré-capa. Raramente é utilizado como meio
filtrante um cartucho, devido ao custo elevado e baixa capacidade (POWELL
FABRICATION & MANUFACTURING INCORPORATION, 2015).

CÁLCULO PARA A PRODUÇÃO DE 1 TONELADA DE


HIPOCLORITO DE SÓDIO

Reação principal:

Cl2 + 2NaOH → NaClO + NaCl + H2O

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Cl2 Cl(35,45 g/mol): 35,45 + 35,45 = 70,9 g/mol
2NaOH Na(22,990 g/mol), O(15,999 2.(22,990 + 15,999 + 1,008) = 79,994
g/mol), H(1,008 g/mol): g/mol

Massa total dos reagentes: 150,894 g/mol

NaClO Na(22,990), Cl(35,45), 22,990 + 35,45 + 15,999 = 74,439


O(15,999): g/mol
NaCl Na(22,990), Cl(35,45): 22,990 + 35,45 = 58,44 g/mol
H2O H(1,008), O(15,999): 2.1,008 + 15,999 = 18,015 g/mol

Massa total dos produtos: 150,894 g/mol

A massa total dos reagentes equivale à 150,894 g/mol sendo a proporção de


cada reagente Cl2 = 46,98662637348072% e 2NaOH = 53,01337362651928%

Sendo 46,98662637348072% + 53,01337362651928% = 100%


A massa e proporções dos produtos em relação a massa dos reagentes:

NaClO = 49,33198139091018%
NaCl = 38,7291741222315%
H2O = 11,93884448685832%
___________________________
TOTAL = 100%

49,33198139091018% ------ 1.000.000


g
46,98662637348072% de Cl2 do total
100% ----------------------------------- X de 2.027.082,57768105409518898
gramas = 952.457,71705692 gramas
49,33198139091018X = 100.000.000 de Cl2.

X = 100.000.000
49,33198139091018 53,01337362651928% de 2NaOH do
total de
X = 2027082,57768105409518898 2.027.082,57768105409518898
gramas totais entre os produtos gramas = 1.074.624,8606241 gramas
(NaClO, NaCl. H2O). de NaOH.

Já nos produtos temos:

NaClO: 49,33198139091018% de 2027082,57768105409518898 = 1.000.000

24
gramas
NaCl: 38,7291741222315% de 2027082,57768105409518898 =
785.072,34111151 gramas
H2O: 11,93884448685832% de 2027082,57768105409518898 =
242.010,23656954 gramas

Portanto, para produzir 1 tonelada de NaClO, são necessários 952,46 kg


de Cl2 e 1.074,62 kg de NaOH por dia.

FLUXOGRAMA DO PROCESSO

PRODUÇÃO DE HIPOCLORITO DE SÓDIO EM LABORATÓRIO

O objetivo desta fase é preparar o hipoclorito de sódio (água sanitária) em


laboratório através da borbulhagem de cloro (Cl 2) na solução de hidróxido de
sódio (NaOH), conforme mostrado na seguinte reação:

Cl2 + 2NaOH  NaClO + NaCl + H2O


Produção de cloro a partir da reação do dióxido de manganês e ácido clorídrico
.Como mostrado na ilustração abaixo ,o gás cloro (Cl2) é gerado colocando
aproximadamente:

25
20 g de dióxido de manganês (MnO2) em um balão de Erlenmeyer em
uma placa quente, quando 120 mL de ácido clorídrico concentrado são
adicionados lentamente através de um funil, como representado pela equação:

MnO2 + 4 HCl  MnCl2 + Cl2 + 2 H2O

Com o aquecimento, o gás cloro flui do balão para um copo contendo


500 mL de solução a 1% (em massa) de hidróxido de sódio para formar
hipoclorito de sódio (alvejante).

MATERIAIS E MÉTODOS

Os experimentos foram realizados com amostras de solução de


hipoclorito de sódio tomadas diretamente do processo de fabricação
industrial, após a etapa de filtração, nos dias 13/03/2017 e 24/08/2017.
O hipoclorito de sódio em ambas as amostras foi produzido com soda
cáustica grau membrana e cloro gasoso através de um processo
contínuo. Suas características são tais quais aquelas obtidas no
processo fabril. Para melhor identificação, o experimento iniciado em
13/03/2017 foi denominado como experimento preliminar e o iniciado em
24/08/2017 como experimento final. Em ambos os experimentos, a
amostra original coletada do processo foi dividida em cinco partes de
500 ml e acondicionadas em frascos opacos de polietileno para evitar a
exposição a luz. Uma das amostras foi mantida com as características

26
originais do processo e as outras quatro amostras receberam adição de
soda cáustica grau membrana, com a finalidade de obter diferentes
teores de alcalinidade em relação àquela obtida na amostra retirada do
processo. Esse tipo de soda cáustica foi escolhido para evitar a adição
de metais nas amostras e minimizar a catálise de uma das rotas de
degradação.

ESPECIFICAÇÕES INDUSTRIAIS DO PRODUTO

Embora existam muitos distribuidores de hipoclorito de sódio no Brasil,


ou seja, empresas que apenas revendem o produto, o número de indústrias
produtoras no país é relativamente baixo. Cada fabricante possui uma
especificação diferente para o produto, de acordo com as características de
suas matérias primas e processos fabris.

Entretanto, todos os produtores fabricam e comercializam soluções de


hipoclorito de sódio dentro de uma faixa de concentração limitada a 16% m/m
(BRASKEM, 2014; SOLVAY INDUPA, 2011; UNIPAR CARBOCLORO, 2014).

Os parâmetros básicos de qualidade usualmente monitorados pelos fabricantes


são a concentração de hipoclorito de sódio, a alcalinidade residual e a
concentração de ferro. Podem ser vistos na Tabela 1, os parâmetros de
qualidade dos principais produtores nacionais conforme estabelecidos em suas
folhas de dados do produto: Tabela 1 - Especificação dos produtores nacionais.

Tabela 1- Especificação dos produtos Nacionais


Empresas
Unipar Braskem Solvay
Parâmetro Mínimo Máximo Mínimo Máximo Mínimo Máximo
Hipoclorito de sódio (% Não Não
m/m) 12,0 informa 10,0 informa 13,0 16,0
Alcalinidade Não
residual (g/L) 3,0 8,0 8,0 21,0 informa 21,0
Não Não Não
Ferro (mg/L) informa 3,0 3,0 5,0 informa informa
Fonte: Elaborado pelo autor de acordo com os dados de Braskem (2014), Unipar Carbocloro
(2014), Solvay Indupa (2011).

27
Pode ser observado na Tabela 1 que os limites de qualidade são diferentes
para cada fabricante. Essas variações podem ocorrer devido aos diferentes
controles de processo adotados em cada empresa além de exigências dos
consumidores para aplicação do produto.
Em relação ao parâmetro “Alcalinidade residual” são encontradas as maiores
diferenças, variando entre 3,0 a 21,0 g/L. Cada fabricante define sua faixa de
alcalinidade residual de acordo com a precisão do controle do processo, uma
vez que valores menores de alcalinidade são desejáveis para manter uma boa
estabilidade do produto, além resultarem em um menor consumo de soda
cáustica.
Porém valores reduzidos de alcalinidade residual apresentam um maior risco
de segurança ao processo, pois aproxima-se do ponto de consumo total do
reagente em excesso
Em outros países, os produtores de hipoclorito de sódio possuem
especificações similares às dos produtores nacionais.
Apresenta-se na Tabela 2 as informações da especificação do produto de
alguns produtores externos, sendo dois norte-americanos e um asiático de
grande relevância na indústria de cloro e álcalis.

Tabela 2- Especificação de alguns produtores externos


Empresas
Olin Formosa Plastics Occidental
Parâmetro Mínimo Máximo Mínimo Máximo Mínimo Máximo
Hipoclorito de sódio (%
m/m) 12,5 15,6 10 16,0 12,5 15,0
Alcalinidade
residual (g/L) 1,2 18,0 1,2 14,4 6,0 18,0
Não Não Não Não Não
Ferro (mg/L) informa informa informa 2,0 informa informa
Fonte: Elaborado pelo autor de acordo com os dados de Formosa Plastics (2012), Olin Chlor
Alkali Products (2013), Occidental Chemical Corporation (2016).

28
ESPECIFICAÇÃO DO PRODUTO ACABADO

Produto: Hipoclorito de Sódio Fórmula Molecular: NaClO


Peso Molecular: 75,50 g/mol ONU N°: 1791
Classe de Risco: 8 N° de Risco: 85
CAS: 7681-52-9 N° Registro ANVISA: 31228001
Aspecto: Solução Aquosa contendo pH: 9 a 11 (solução a 5% em peso, a
cerca de 12.5% de Hipoclorito de 25ºC)
Sódio
Odor Característico Concentração: 10 a 14%
Densidade: 1,2 (Solução a 12% de Cor: Coloração Amarela
NaClO)
Solúvel em água Produto corrosivo de odor forte e
irritante, requer muito cuidado ao
manuseio.

CONTROLE DE QUALIDADE

DETERMINAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO

A concentração de hipoclorito de sódio das amostras foi obtida através do


procedimento analítico determinado na ABNT NBR-9425:2005 - Hipoclorito de
sódio - Determinação de cloro ativo – Método volumétrico (ABNT, 2005b). O
método consiste em uma titulação. Primeiramente iodeto de potássio foi
adicionado à solução de hipoclorito de sódio na presença de ácido, ocorrendo a
formação de iodo, observada pela coloração marrom da solução. Esta reação
está representada abaixo:

Posteriormente foi iniciada a titulação com Na2S2O3 alterando a coloração da


solução para amarelo claro. Foi adicionado então amido para complexar o iodo,
tornando a solução azul e quando este foi totalmente consumido, a solução
tornou- se incolor.

29
A concentração de hipoclorito de sódio foi calculada com base no consumido
através da seguinte relação:

DETERMINAÇÃO DA ALCALINIDADE

Os valores de alcalinidade nas amostras foram obtidos através do


procedimento analítico potenciométrico determinado na ABNT NBR 9559:2005
- Solução de Hipoclorito de Sódio Comercial - Determinação do teor de
Hidróxido de Sódio e Carbonato de Sódio (ABNT, 2005a). O método consiste
na reação da alcalinidade residual com um ácido padrão. Utilizou-se o sistema
de dissociação do carbonato e presença de hidróxidos. Os pontos finais
estipulados foram pH 7,0 para alcalinidade a hidróxidos e de 3,8 para
alcalinidade a carbonatos. A alcalinidade foi calculada através da Equação
abaixo:

DETERMINAÇÃO DE CLORATO DE SÓDIO EM HIPOCLORITO


DE SÓDIO

O reagente utilizado para a quantificação do clorato de sódio na solução de


hipoclorito de sódio foi uma solução de H2O2 a 10% P.A. Empregaram-se
também nos ensaios os seguintes materiais:

a. Pipeta volumétrica de 10 mL;


b. Béquer de 100 mL;
c. Chapa aquecedora;
d. Balão volumétrico de 100 mL;
e. Cromatógrafo de íons Dionex ICS-90.

30
Com o auxílio da pipeta transferiu-se 1 mL da amostra de hipoclorito de sódio
para um béquer. Foram adicionadas gotas da solução H2O2 a 10 % até que a
efervescência cessasse. Em seguida acrescentou-se mais 5 gotas em excesso.
Na capela de exaustão, a solução foi aquecida com o uso da chapa
aquecedora para 58 eliminações do oxigênio. Após o resfriamento, a solução
foi transferida para um balão volumétrico, onde adicionou-se água destilada até
completar o volume de 100 mL. Uma alíquota dessa solução foi injetada no
cromatógrafo de íons.

DETERMINAÇÃO DE PH

As determinações de pH foram realizadas através do pHmetro de bancada


digital da marca Digimed, modelo DM-22. Para determinação da densidade, as
amostras de hipoclorito de sódio foram transferidas para uma proveta calibrada
de 200 mL, procedendo-se a pesagem em balança semi-analítica Mettler
Toledo PB3002. A densidade foi calculada por:

DETERMINAÇÃO DA CONSTANTE DA TAXA DE DEGRADAÇÃO

O método utilizado para determinação da constante da taxa de degradação do


íon hipoclorito foi a regressão linear. Uma vez que a reação de degradação é
de segunda ordem, matematicamente tem-se:

Entretanto, a forma integrada da Equação é dada por:

31
Sendo esta relação similar a uma equação do tipo os dados
obtidos foram construídos os gráficos do inverso da concentração de hipoclorito

em função do tempo, onde o coeficiente angular é igual ao . Porém


este valor é uma composição das constantes das taxas das reações de
degradação primária e secundária, portanto:

CÁLCULO DO TEMPO DE MEIA-VIDA

O tempo de meia-vida pode ser calculado de acordo com a Equação 58,


conforme determinado por Levenspiel (1974) para reações de segunda ordem:

Para o experimento, essa equação pode ser expressa como:

CONTROLE DE RESÍDUOS

Por não haver resíduos provenientes da fabricação do hipoclorito de sódio,


sendo apenas diluído para uma menor concentração, processos de
tratamentos e medidas de controle são meramente emergências em caso de
derramamento, portanto no caso de derramamento de qualquer magnitude, é
necessária uma ação imediata para minimizar os riscos dos funcionários e do
meio ambiente, portanto o pré-planejamento é essencial para um "Plano de
controle" de derramamento.

PLANO DE CONTROLE DE DERRAMAMENTO

Esse plano deve incluir operações como evacuação, mitigação, diking,


recuperação, neutralização, descloração, absorção, diluição e notificação e
deve ser coordenado e revisado com os bombeiros locais, os órgãos

32
ambientais locais e agências reguladoras. Nesse plano tem informações sobre
derramamentos fixos no local e derramamentos de transporte, e sempre que
houver derramamento iminente ou real de hipoclorito de sódio na fábrica, o
plano de controle deve ser ativado imediatamente.

Cada derramamento de hipoclorito de sódio deve ser tratado levando em


consideração a natureza e as circunstâncias desse derramamento. Os itens
que podem ser incluídos em um plano de derramamento incluem:

 Evacuação de todo pessoal desnecessário da área: A primeira


responsabilidade do pessoal responsável é evacuar os colaboradores da
área para a sua própria segurança. Não se deve tomar nenhuma ação
que coloque em perigo a si ou a outros. Sua próxima preocupação deve
ser manter os colaboradores em local seguro. Essas ações incluiriam
qualquer evacuação necessária da área de efeito e negar a entrada na
área de derramamento.
 A mitigação do derramamento deve começar assim que os responsáveis
se equiparem e determinarem a fonte do derramamento e que ações
devem ser tomadas para interromper o derramamento. Os responsáveis
devem conter o material derramado na menor área possível.
 Diking deve ser usado para conter o derramamento, se não estiver em
uma área de contenção.
 Evite a contaminação de material com materiais ácidos, pois isso
resultaria em uma liberação de gás cloro.
 A absorção pode ser usada para limpar um derramamento de hipoclorito
de sódio. Se absorventes são usados para absorver um derramamento,
evitar serragem e outros materiais combustíveis. Certificar em
antecipadamente que o absorvente pode ser usado com segurança com
soluções de hipoclorito de sódio.
 A diluição do hipoclorito de sódio derramado é uma opção se o produto
derramado puder ser diluído a ponto de deixar de ser um perigo para o
pessoal ou para o meio ambiente.
 Para derramamentos maiores, isso pode exigir quantidades muito
grandes de água.

33
RECUPERAÇÃO DE MATERIAL DERRAMADO

A recuperação do material derramado contido deve receber a primeira


prioridade, tendo em mente que a o material provavelmente está contaminado
de alguma maneira.

O material recuperado pode ser reutilizado ou neutralizado, pH ajustado e


recuperado em um processo aprovado.

ELIMINAÇÃO E NEUTRALIZAÇÃO DE SOLUÇÃO DE HIPOCLORITO DE


SÓDIO

O descarte de volumes significativos de soluções aquosas de hipoclorito de


sódio pode exigir redução do cloro ativo seguida de ajuste do pH antes de
descarregar o líquido a qualquer sistema de descarga sanitária ou corpo de
água receptor.

A questão deve ser discutida com a autoridade local e/ou com a gerência da
fábrica.
A razão para o neutralização é o hipoclorito de sódio pode perturbar seriamente
o esgoto ou outro tratamento operações da planta resultando em falha dos
processos ou interrupção dos processos de tratamento químico. Além disso,
fluxos de resíduos contendo o hipoclorito de sódio pode entrar em contato com
condições ácidas e o gás cloro pode ser liberado.

O hipoclorito de sódio pode ser tratado em uma operação em lote ou em um


sistema contínuo.

Após a neutralização do derramamento, o material restante ainda pode precisar


ser ajustado ao pH, possivelmente no lugar, diluído e / ou lavado com água ou
removido como material líquido e sólido para descarte adequado.
Isso deve ser coordenado com os órgãos reguladores ambientais locais ou
agências.
Abaixar o pH de uma solução de alvejante líquido sem primeiro reduzir, o íon
hipoclorito em íon cloreto pode resultar na liberação de gás cloro.

34
Todas as reações de neutralização progridem relativamente rapidamente.
Destruição de todo o cloro disponível pode ser confirmado adicionando
peróxido de hidrogênio a 3% a uma amostra de resíduos. Se o a amostra
reprova, o cloro livre permanece no lixo.

Os sais de subprodutos também podem acumulam-se na forma de sulfatos e


cloretos que podem causar problemas de corrosão.

Além disso, pode haver uma mudança notável nos resultados da válvula de pH
e o controle das reações é relativamente complicado, já que o ponto final da
neutralização não pode ser medido com simples métodos de instrumentação.
Essas reações podem produzir calor, isso deverá ser levado em consideração.
Materiais neutralizadores de qualquer tipo nunca devem ser usados na pele ou
nos olhos a menos que seja instruído a fazê-lo por pessoal médico qualificado.

PRODUTOS QUÍMICOS DE NEUTRALIZAÇÃO

As reações de neutralização podem ser controladas usando as titulações de


cloro disponíveis ou medições de potencial de oxidação / redução (ORP). É
importante ter equipamentos adequados e/ou sistemas de processos e
procedimentos operacionais para lidar com a reação de neutralização e sempre
ler e seguir as informações contidas na FISPQ (Ficha de Informação de
Segurança para Produtos Químicos) de cada um dos produtos químicos de
neutralização, incluindo equipamento de proteção individual adequado.

Peróxido de Hidrogênio (H2O2)

Um dos produtos químicos adequados para a redução do cloro disponível no


íon hipoclorito em hipoclorito de sódio é peróxido de hidrogênio (H2O2),
concentração inferior a 35%. A reação química é a seguinte:

NaClO + H2O2 → NaCl + H2O + O2

35
O hipoclorito de sódio reage espontaneamente com o peróxido de hidrogênio e
os a solução salina é ajustada para o pH antes da descarga. O oxigênio é
ventilado para a atmosfera a um ponto de descarga seguro.
Uma vantagem do uso de peróxido de hidrogênio é o único produto final são
sal e água. Essa reação pode ser facilmente realizada em lotes em um tanque
com neutralização do alvejante primeiro e após o ajuste de pH.
Em um sistema contínuo, a solução é neutralizada em um reator na primeira
etapa e, em seguida, o pH é ajustado em um segundo reator. O peróxido de
hidrogênio é adicionado no primeiro tanque e o ácido é adicionado ao segundo
com os sistemas adequados de controle de ORP e pH.

Dióxido de Enxofre (SO2)

AVISO: O dióxido de enxofre (SO2) é um gás corrosivo e um programa de


segurança deve ser desenvolvido.

O uso de dióxido de enxofre para neutralizar o hipoclorito de sódio pode


resultar em liberação de cloro gasoso se o pH cair muito; uma liberação de SO 2
gasoso também pode ocorrer. Portanto, é importante controlar o pH até que
todos os íons hipocloritos sejam destruídos e para garantir que o dióxido de
enxofre não possa mais ser liberado. O dióxido de enxofre pode ser usado para
a redução de cloro disponível no hipoclorito de sódio.
A reação química é a seguinte:

NaClO + 2NaOH + SO2 → Na2SO4 + NaCl + H2O

Sulfito de Sódio (Na2SO3)

O sulfito de sódio pode ser usado para a redução do cloro disponível no


hipoclorito de sódio.

A reação química é a seguinte:

36
NaOCl + Na2SO3 → NaCl + Na2SO4

Pequenos derramamentos de hipoclorito de sódio foram neutralizados usando


sulfito de sódio aplicado ao derramamento. Este método foi utilizado para
neutralizar derramamentos em estradas, valas e em estacionamentos.
Deve-se informar o meio ambiente local, e o órgão regulador na revisão do
Plano de Controle de Derramamento.

Bissulfito de Sódio (NaHSO3)

O bissulfito de sódio pode ser usado para a redução de cloro disponível no


hipoclorito de sódio.

A reação química é a seguinte:

NaOCl + NaHSO3 → NaCl + NaHSO4

O bissulfito de sódio tem sido utilizado para neutralizar o cloro disponível nas
soluções de branqueamento. Esta reação pode ser mais vigorosa do que os
outros produtos químicos neutralizantes listados. É apropriado utilizar
equipamento de proteção individual (EPI) e controles de engenharia, e este
método deve ser informado a agência reguladora ambiental local na revisão de
o plano de controle de derramamento.

Tiossulfato de Sódio (Na2S2O3)

O tiossulfato de sódio pode ser usado para a redução de cloro disponível em


hipoclorito de sódio.

A reação química é a seguinte:

4NaOCl + Na2SO3 + 2NaOH → 4NaCl + 2Na2SO4 + H2O

O tiossulfato de sódio tem sido utilizado para neutralizar o cloro disponível nas
soluções de branqueamento. Essa reação requer que a adição de soda

37
cáustica seja adicionada ao tiossulfato e pode gerar menos calor do que alguns
dos outros agentes neutralizantes, mas também pode produzir quantidades
significativas de sólidos. Deve ser utilizado Equipamento de proteção individual
(EPI) e controles de engenharia devem ser usados. Deve ser informado ao
Órgão Regulador Ambiental na revisão do Plano de Controle de
Derramamento.

HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO

Higiene e Segurança do Trabalho diz a respeito de um conjunto de


procedimentos e normas que têm como objetivo principal proteger o
trabalhador, zelar por sua integridade física e mental.

EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL PARA OPERADORES DE


PROCESSO DE FABRICAÇÃO DO HIPOCLORITO DE SÓDIO

Na produção de hipoclorito de sódio é importante se atentar à alguns


EPI´s extremamente necessários para a proteção do colaborador, entre eles:

PROTEÇÃO OLHOS/FACE

Óculos de proteção contra respingos Óculos de proteção facial

38
PROTEÇÃO DA PELE E DO CORPO

Luvas de proteção (PVC, Neoprene, Botas em borracha ou em PVC


Borracha Natural)

Avental em borracha ou em PVC Vestuário protetor anti-ácido (PVC ou


outro material equivalente)

PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA

Máscara (facial inteira ou semi-facial) Máscara facial inteira com linha de ar


com filtro contra gases ácidos ou conjunto autônomo de ar respirável

39
EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL PARA ANALISTAS DO
LABORATÓRIO

Jaleco de Algodão Luva Nitrílica

Bota de Segurança Óculos de Segurança

NORMAS DE SEGURANÇA GERAIS

 Mantenha os equipamentos limpos, e lave imediatamente


qualquer derramamento ou acumulação de hipoclorito de sódio;

40
 Se algum acessório parafusado for usado, aplicar teflon e utilize
fita para os fios;
 Ao desconectar o equipamento para reparos, verifique primeiro se
há pressão interna no equipamento e se o equipamento foi
escorrido e lavado;
 Proteja a área de vedação das bombas para impedir a
pulverização do hipoclorito de sódio em caso de um vazamento;
 Ao liberar a pressão do ar de um sistema pressurizado, tome
todas as precauções para evitar jatos ou sprays de hipoclorito de
sódio;
 Em caso de vazamento, manter as pessoas afastadas e impedir a
entrada e isolar área de risco. Manter-se a favor do vento,
afastando-se das áreas baixas. Conter os vazamentos para evitar
a entrada de corpos d'água e penetração do solo.
 Sempre higienizar as mãos antes de manipular algum alimento,
pois há risco de contaminação do alimento.
 Roupas contaminadas com hipoclorito de sódio devem ser
lavadas e higienizadas antes do uso.
 Manter as luvas sempre isentas de umidade e descontaminadas.
 Não entrar em contato direto com o produto e/ou seus resíduos.

IDENTIFICAÇÃO DOS PERIGOS

 É um forte oxidante.
 Pode causar danos permanentes nos olhos.
 É incompatível com ácidos, reagindo com violência e formando gás
cloro.
 Reage com produtos orgânicos, resultando em fogo.
 Causa queimaduras no trato respiratório, na pele e no trato respiratório.
 Se em contato direto com os olhos, poderá causar cegueira.
 Exposição nas vias respiratórias provoca queimaduras, tosse e edema
pulmonar.
 Os vapores do produto são irritantes às mucosas do nariz, garganta e
trato respiratório.

41
 Nos olhos, causa conjuntivite, e em concentrações elevadas, edema nos
olhos (aspecto leitoso na córnea até cegar).
 Na pele, provoca irritação seguido de vermelhidão.
 Se ingerido, causa irritação nas mucosas da boca e garganta, dores de
estômago, e possível ulceração.
 Afeta rios e cursos d’água por alteração do pH e ação do cloro ativo.

PRIMEIROS SOCORROS

Em caso de acidentes, prosseguir da seguinte forma:

 Contato com os Olhos: Lavar imediatamente com água corrente


por no mínimo 20 minutos mantendo as pálpebras bem abertas e
fazendo movimentos circulares com o globo ocular
para assegurar completa irrigação dos olhos. Lavar os olhos,
poucos segundos após a exposição, é essencial para atingir
máxima eficiência. Providenciar socorro médico imediatamente.
 Contato com a Pele: Remover roupas e sapatos contaminados já
debaixo do chuveiro de emergência. Lavar a região afetada por
20 minutos com água corrente em abundância. Descartar sapatos
contaminados que não sejam de borracha e lavar as roupas antes
de reusá-las. Providenciar socorro médico imediatamente.
 Inalação: Remover para um lugar com ar fresco e mantê-la
aquecida. Se não estiver respirando reanimar e administrar
oxigênio, se houver. Se a pessoa sofrer parada respiratória,
provocar respiração artificial. Consultar o médico se a
irritação persistir.
 Ingestão: No caso de ingestão, tipo de exposição pouco comum,
provoca dores muito fortes e ulceração do estomago além de
lesões na boca e na garganta. Não produzir vômito e não fazer
lavagem. Não dê nada através da boca se a pessoa
estiver inconsciente ou tendo convulsões. Fazer a diluição
imediatamente, fornecendo à pessoa grandes quantidades de
água. Se o vômito ocorrer naturalmente, manter a via respiratória
desobstruída e dar mais água. Chame o médico com urgência.

42
 Instruções Especiais para primeiros socorros: Ao procurar um
médico, tenha sempre em mãos a FISPQ Hipoclorito de Sódio
original do produto em questão.

MEDIDAS DE COMBATE A INCÊNDIO

 O produto não é combustível.


 Utilizar água em forma de neblina ou em spray fino, espumas,
dióxido de carbono (CO2) ou pó seco.
 Não direcionar jato de água direto para o produto.
 Alguns agentes químicos de extinção podem reagir com este
material. Não utilizar agentes de extinção de tipo pó químico que
contenham compostos de amônia.
 Durante o incêndio, gases irritantes podem ser gerados através
da decomposição térmica ou combustão. Reage com animais e
compostos de amônio para formar compostos explosivos
instáveis.
 Durante o combate ao incêndio, utilizar aparelhos de
proteção respiratória independente do ar e roupas de
aproximação e proteção a temperaturas elevadas.

MEDIDAS DE CONTROLE PARA DERRAMAMENTO

 Utilizar óculos de proteção contra respingos, luvas, roupas de proteção e


protetor facial. Evitar respirar os vapores do ácido.
 Lavar-se sempre após o manuseio do produto.
 Para não causar danos ao meio ambiente, o hipoclorito de sódio deve
estar bem diluído. Soluções concentradas de hipoclorito devem ser
mantidas longe de mananciais, rios, cursos d´água e esgotos, montando
contenção com terra, areia ou outro material absorvente inerte.
 Em situações de emergência, dotar as pessoas com proteção para o
corpo, face, olhos, braços e mãos. Dificilmente haverá emanação de

43
vapores, exceto no caso do fogo nas proximidades tenha atingido
recipiente com hipoclorito de sódio, o qual após aquecido, despenderá
vapores tóxicos.
 Se possível pare o vazamento, porém com uso da proteção pessoal.
 Absorver o produto em material inerte e transferir os resíduos a seco
para recipientes específicos.
 Se necessário, evacuar a área (grandes vazamentos). Informe o
ocorrido ao órgão ambiental local.
 Após a remoção dos resíduos, com grande quantidade de água.
 O hipoclorito por si só não pega fogo.
 Afastar-se dos fumos gerados em caso de contato do produto com fogo,
pois além da emanação de vapores tóxicos, há risco de explosão em
caso de contato com agentes redutores, resultados em reações
violentas.

MEDIDAS DE ARMAZENAMENTO

 Armazenar em local fresco e seco. Os recipientes devem ser


resistentes a corrosão (ex.: titânio e plásticos, como polietileno,
polipropileno, PVC reforçado com fibra de vidro, aço revestido
com plástico reforçado com fibra de vidro). Evitar exposição direta
do sol no produto.
 Armazenar em local ventilado, fresco e isolado. Não fechar a
tampa hermeticamente, porém ao movimentar o recipiente, fechar
corretamente a tampa.
 Evitar armazenamento em recipientes metálicos sem
revestimentos e sob a luz. Evitar exposição ao sol e fonte de
calor.

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PLOT PLAN DA INDÚSTRIA DE HIPOCLORITO DE SÓDIO

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REFERÊNCIAS

1. LERNER K.L. and LERNER B.W. The Gale Encyclopedia of Science. 3rd
ed. Detroit: Gale, 2004.

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3. http://www.uniparcarbocloro.com.br/uniparcarbocloro/web/Hipoclorito_de
_Sodio.htm (Acesso em 20/10/2019).

4. https://www.alliancequimica.com.br/ (Acesso em 20/10/2019).

5. https://www.vynova-group.com/products/sodium-hypochlorite (Acesso
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Powell Fabrication & Manufacturing Incorporation, 2015.

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