Você está na página 1de 20

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO

Comissão de Exames de Residência Médica

Processo Seletivo para Residência Médica – 2010

1. Prova Escrita

Acesso Direto

INSTRUÇÕES

• Você está recebendo uma folha de respostas e este caderno contendo 125 questões.
• Preencha com seu nome e número de inscrição os espaços reservados na capa deste caderno.

• Anote na folha intermediária de respostas a alternativa que julgar correta e transcreva-a para a folha de respostas, com
caneta de tinta azul ou preta.

• Responda a todas as questões.

• A duração da prova é de 4 horas e 30 minutos.

• Ao terminar a prova, você entregará ao fiscal a folha de respostas e este caderno de questões.

Aguarde a ordem do fiscal para abrir este caderno de questões.

08.11.2009
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
Comissão de Exames de Residência Médica

Processo Seletivo para Residência Médica – 2010

Folha Intermediária de Respostas

O O O O O
STÃ RESPOSTA STÃ RESPOSTA STÃ RESPOSTA STÃ RESPOSTA STÃ RESPOSTA
QUE QUE QUE QUE QUE

01 A B C D E 26 A B C D E 51 A B C D E 76 A B C D E 101 A B C D E

02 A B C D E 27 A B C D E 52 A B C D E 77 A B C D E 102 A B C D E

03 A B C D E 28 A B C D E 53 A B C D E 78 A B C D E 103 A B C D E

04 A B C D E 29 A B C D E 54 A B C D E 79 A B C D E 104 A B C D E

05 A B C D E 30 A B C D E 55 A B C D E 80 A B C D E 105 A B C D E

06 A B C D E 31 A B C D E 56 A B C D E 81 A B C D E 106 A B C D E

07 A B C D E 32 A B C D E 57 A B C D E 82 A B C D E 107 A B C D E

08 A B C D E 33 A B C D E 58 A B C D E 83 A B C D E 108 A B C D E

09 A B C D E 34 A B C D E 59 A B C D E 84 A B C D E 109 A B C D E

10 A B C D E 35 A B C D E 60 A B C D E 85 A B C D E 110 A B C D E

11 A B C D E 36 A B C D E 61 A B C D E 86 A B C D E 111 A B C D E

12 A B C D E 37 A B C D E 62 A B C D E 87 A B C D E 112 A B C D E

13 A B C D E 38 A B C D E 63 A B C D E 88 A B C D E 113 A B C D E

14 A B C D E 39 A B C D E 64 A B C D E 89 A B C D E 114 A B C D E

15 A B C D E 40 A B C D E 65 A B C D E 90 A B C D E 115 A B C D E

16 A B C D E 41 A B C D E 66 A B C D E 91 A B C D E 116 A B C D E

17 A B C D E 42 A B C D E 67 A B C D E 92 A B C D E 117 A B C D E

18 A B C D E 43 A B C D E 68 A B C D E 93 A B C D E 118 A B C D E

19 A B C D E 44 A B C D E 69 A B C D E 94 A B C D E 119 A B C D E

20 A B C D E 45 A B C D E 70 A B C D E 95 A B C D E 120 A B C D E

21 A B C D E 46 A B C D E 71 A B C D E 96 A B C D E 121 A B C D E

22 A B C D E 47 A B C D E 72 A B C D E 97 A B C D E 122 A B C D E

23 A B C D E 48 A B C D E 73 A B C D E 98 A B C D E 123 A B C D E

24 A B C D E 49 A B C D E 74 A B C D E 99 A B C D E 124 A B C D E

25 A B C D E 50 A B C D E 75 A B C D E 100 A B C D E 125 A B C D E
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 06. Adolescente masculino, 16 anos de idade, apresenta história de
adenomegalia cervical unilateral há seis meses de crescimento
01. Em relação ao aleitamento materno, é correto afirmar que progressivo e, nos últimos dois meses, apresenta febre diária,
emagrecimento e sudorese. O diagnóstico mais provável é
(A) para retirar o recém-nascido da mama, a nutriz deve
esperar que ele adormeça. (A) linfoma de Hodgkin.
(B) deve se iniciar precocemente, a partir da 4.ª hora de vida.
(B) linfoma de Burkitt.
(C) deve ser evitado nas mães que apresentaram sangramento
maior que dois litros na parturição. (C) neuroblastoma.

(D) a pega deve ser com o recém-nascido apreendendo toda (D) adenocarcinoma de parótida.
a aréola mamária e com os lábios evertidos.
(E) carcinoma de tireoide.
(E) no engurgitamento mamário, devem ser indicadas com-
pressas mornas nas mamas.
07. Menino de 12 anos de idade é trazido ao pronto-socorro com
02. O achado de onda T positiva em todas as derivações precor- história de falta de ar há 48 horas, cefaléia e desmaio. Ao
diais em uma criança de 45 dias de vida pode ser sinal de exame, encontra-se ansioso, dispneico, pletórico, com estase
venosa central. O paciente se recusa a deitar para o exame
(A) normalidade para a faixa etária. abdominal, a ausculta pulmonar é limpa. Qual o diagnóstico
(B) sobrecarga ventricular esquerda. mais provável?

(C) sobrecarga atrial esquerda. (A) Hipertensão intracraniana.


(D) sobrecarga biventricular. (B) Síndrome do mediastino superior.
(E) sobrecarga ventricular direita.
(C) Ataque de pânico.

(D) Síndrome de lise tumoral.


03. Lactente de 2 meses apresenta na ausculta cardíaca sopro
holossistólico rude +++/6+ em borda esternal esquerda média, (E) Crise de asma.
que pode corresponder a
(A) estenose da valva tricúspide.
08. Menino de 2 anos, com história de febre há 3 dias, acompa-
(B) estenose valvar aórtica. nhada de coriza amarelada. Há dois dias irritabilidade e há
(C) comunicação interventricular. um dia com T = 39 ºC e recusa-se a deambular (chora). Ao
exame físico, apresenta dor às manobras de movimentação
(D) sopro funcional.
de quadril esquerdo. Qual o diagnóstico mais provável?
(E) fístula arteriovenosa pulmonar.
(A) Febre reumática.

(B) Leucemia linfoide aguda.


04. A lactase é encontrada
(A) nas microvilosidades dos enterócitos, especialmente na (C) Artrite séptica.
região da cripta.
(D) Necrose asséptica do quadril.
(B) nas microvilosidades dos enterócitos, especialmente no
ápice da vilosidade. (E) Artrite idiopática juvenil.

(C) na secreção pancreática e em menor quantidade na saliva.


(D) na secreção pancreática em quantidade proporcional à 09. Menina com 9 anos de idade e história de artrite no punho
lipase. direito por 3 dias, seguida por artrite no tornozelo esquerdo
(E) na secreção pancreática e nas microvilosidades dos ente­ com duração de 2 dias e por artrite no joelho que também
rócitos do ápice e da cripta. durou 2 dias. Apresentou melhora com aspirina. Na avaliação
laboratorial, apresentou aumento das provas de atividade
inflamatória. Uma semana depois apresentou cansaço aos
05. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o elemento médios esforços. Quais os achados mais prováveis na ausculta
que reduz o risco de recorrência da diarréia aguda e da diarréia cardíaca?
persistente é
(A) Bradicardia e sopro diastólico em foco aórtico.
(A) o zinco.
(B) Bradicardia e sopro sistólico em foco aórtico.
(B) o cobre.
(C) Taquicardia e sopro diastólico em foco aórtico.
(C) a vitamina C.
(D) a vitamina E. (D) Taquicardia e sopro sistólico em foco mitral.

(E) a vitamina B12. (E) Bradicardia e sopro diastólico em foco mitral.

3 UFSP0902/01-AcessoDireto
10. Você atende no pronto-socorro um menino de 5 anos com pe- 13. Lactente de 10 meses com meningite por Haemophilus
téquias e equimoses em tronco, abdome, membros inferiores influenzae tipo B, recebendo ceftriaxone há seis dias, evolui
e superiores há 1 dia. Antecedente de quadro gripal há 20 dias com persistência da febre e fontanela discretamente abaulada
com melhora completa dos sintomas. Ao exame físico, você apesar da melhora clínica. O líquido cefalorraquidiano man-
observa as referidas lesões e, na inspeção da cavidade oral, tém-se com proteína elevada e melhora dos outros parâmetros.
encontra petéquias em mucosa jugal e equimose de 0,7 cm A complicação mais frequente compatível com esse quadro é
de diâmetro em língua. Não havia alterações no restante do
exame, nem sinais de sangramento em outros sítios. Foram (A) coleção subdural.
coletados exames: Hemoglobina 12,1 g/dL, leucócitos de (B) hidrocefalia.
9 500/mm³ com diferencial normal e plaquetas de 17 000/mm³.
Qual a conduta mais adequada a ser tomada neste momento? (C) abscesso cerebral.
(D) ventriculite.
(A) Esplenectomia de urgência.
(E) empiema parenquimatoso.
(B) Transfusão de concentrado de plaquetas.

(C) Transfusão de crioprecipitado. 14. A pneumonia por Mycoplasma pneumoniae predomina


(D) Transfusão de plasma. (A) em pré-escolares, é geralmente febril e a toxemia é im-
portante.
(E) Imunoglobulina endovenosa.
(B) na adolescência, é geralmente afebril e a toxemia não é
importante.

11. Paciente de 6 anos encaminhada ao ambulatório por anemia (C) em pré-escolares, é geralmente afebril e a toxemia não
e icterícia diagnosticadas há cerca de três anos. Nega outras é importante.
queixas. Antecedentes familiares: mãe retirou o baço quando (D) na adolescência, é geralmente febril e a toxemia não é
era criança devido a anemia. Ao exame físico: bom estado importante.
geral, ictérica +/4+, palidez cutânea +/4+, acianótica, afebril.
Fígado não palpável e baço palpável a 2 cm do rebordo costal (E) na adolescência, é geralmente febril e a toxemia é im-
esquerdo. Solicitado exames: Hemoglobina 10,5 g/dL, VCM portante.
90 fl, Reticulócitos 8,0%, Bilirrubina Total 4,5 mg/dL, e
Direta 1,0 mg/dL. Qual é o melhor exame para confirmar o
diagnóstico? 15. A primeira manifestação clínica que pode estar presente na
fibrose cística é
(A) Eletroforese de hemoglobina.
(A) desidratação com hipocloremia e hiponatremia com
(B) Dosagem de ferro sérico e ferritina sérica. acidose metabólica.
(B) colestase neonatal.
(C) Prova de fragilidade osmótica.
(C) cirrose biliar focal.
(D) Mielograma.
(D) desidratação com hipocloremia e hiponatremia com
(E) Coombs direto. alcalose metabólica.
(E) íleo meconial.

12. Com relação ao estadiamento puberal e crescimento em


adolescentes, pode-se afirmar que 16. Criança de dois anos e meio de idade, que já falava adequada­
mente, vem apresentando gagueira há um mês. A mãe,
(A) meninas e meninos iniciam o estirão em idades cronoló- bastante ansiosa, leva a criança ao pediatra com esta queixa.
gicas semelhantes. Considerando o diagnóstico, a conduta mais adequada é
(A) encaminhar a criança a um serviço de foniatria, pois apre-
(B) a identificação do estágio M2 de mama pelos critérios de
senta disfluência que deve ser corrigida precocemente.
Tanner pode ser usado como indicador de que o estirão
está se iniciando no sexo feminino. (B) explicar à mãe que o sintoma pode ser um sinal de trans-
torno obsessivo-compulsivo, devendo-se encaminhar ao
(C) o primeiro sinal de amadurecimento sexual no menino é serviço de saúde mental para avaliação.
o aumento do comprimento peniano.
(C) tranquilizar a mãe e orientá-la de que se trata de distúrbio
(D) em estágio M3 de mamas, as meninas encontram-se em frequente nessa faixa de idade, geralmente passageiro.
fase de desaceleração de crescimento.
(D) aconselhar a mãe a colocar a criança em uma escola
(E) a muda vocal é evento que ocorre em fases precoces do infantil a fim de garantir uma estimulação da fala com o
desenvolvimento pubertário no sexo masculino, geral- contato com outras crianças.
mente em estágio G (genital) 2, pelos critérios de Tanner.
(E) encaminhar a criança para avaliação auditiva.

UFSP0902/01-AcessoDireto 4
17. Criança atendida na UBS, com 30 dias de vida, apresentou 20. Recém-nascido com 2 horas de vida apresentou convulsões.
ausência de resposta nas emissões otoacústicas evocadas Trata-se de um recém-nascido a termo, adequado para a idade
realizada no berçário. Você deve orientar a mãe que gestacional, com respiração espontânea ao nascer e Apgar
no 1.º minuto de 7 e no 5.º minuto de 8, cuja mãe recebeu
(A) a criança deve iniciar acompanhamento cognitivo-com- fenitoína durante a gestação. A hipótese diagnóstica mais
portamental nos 6 primeiros meses de vida para detecção provável para explicar as convulsões é
de deficiência auditiva.
(A) distúrbio metabólico.
(B) como o teste apresenta alta especificidade, a criança
apresenta surdez, provavelmente neurossensorial. (B) encefalopatia hipóxico-isquêmica.

(C) a criança deve fazer exame de imitânciometria antes de (C) síndrome de abstinência.
repetir as emissões otoacústicas evocadas, nos primeiros
6 meses de vida. (D) asfixia perinatal.

(D) a criança deve realizar imediatamente o potencial audi- (E) doença hemorrágica do recém-nascido.
tivo evocado de tronco encefálico.

(E) pode haver resultados falso-positivos e que o exame deve


ser repetido até o terceiro mês de vida. 21. Você é chamado para receber um recém-nascido em sala
de parto. O obstetra avisa-o de que a idade gestacional é 39
semanas e o líquido amniótico é meconial espesso, parecendo
uma “sopa de ervilhas”. Ao receber o RN, logo após o clam-
18. Mãe procura o pronto-atendimento com recém-nascido a termo peamento do cordão, você percebe que ele está chorando, se
de 5 dias de vida. Nasceu com 3 300 g e teve alta hospitalar movimentando e com pulso do cordão umbilical de 130 bpm.
com 48 horas de vida. Refere que o bebê não está mamando Ao colocar o RN na mesa de reanimação, sob calor radiante,
bem. Ao exame físico está em bom estado geral, com peso a sequência correta quanto à conduta é:
de 2 900 g e ictérico até pernas. A tipagem sanguínea da mãe
e do recém-nascido é A Rh positivo, a bilirrubina sérica total (A) posicionar a cabeça, secar o corpo do recém-nascido e
é 16 mg/dL e o hematócrito 56%. Qual a conduta em relação desprezar os campos úmidos, aspirar o nariz e a boca e
à terapêutica a ser instituída? avaliar sua respiração, a frequência cardíaca e o tônus
muscular do paciente.
(A) Observação da icterícia, interrupção do aleitamento
materno e administração de fórmula láctea. (B) secar o corpo do recém-nascido, reavaliar a respiração, e
aspirar a hipofaringe e a traqueia sob visualização direta.
(B) Fototerapia, interrupção do aleitamento materno e admi-
nistração de fórmula láctea. (C) secar o corpo do recém-nascido e desprezar os campos
úmidos, aspirar a boca e o nariz e, a seguir, aspirar a
(C) Observação da icterícia e manutenção do aleitamento traquéia sob visualização direta.
materno.
(D) posicionar a cabeça, secar o corpo do recém-nascido e
(D) Fototerapia e manutenção do aleitamento materno. aspirar a hipofaringe sob visualização direta.

(E) Observação da icterícia, manutenção do aleitamento (E) posicionar a cabeça, aspirar a boca e o nariz, secar o corpo
materno e administração de fórmula láctea. do recém-nascido e reavaliar sua respiração, a frequência
cardíaca e a cor.

19. Você está na sala de parto e acaba de recepcionar um recém-


nascido a termo. Após o clampeamento do cordão umbilical, 22. Você está reanimando um recém-nascido na sala de parto.
durante o primeiro minuto de vida, este bebê chora com Na história obstétrica destaca-se o fato de ser um neonato de
vigor e suas mucosas tornam-se coradas, mas mantém o leito 37 semanas, mãe hipertensa, com descolamento prematuro
ungueal cianótico. Nesse momento, quais são as alterações de placenta e cesárea de urgência. Após os passos iniciais da
cardiovasculares que estão ocorrendo nesse paciente? reanimação, o bebê apresentava apneia e frequência cardíaca
de 50 batimentos por minuto. Nesse momento, você deve
(A) Aumento da pressão no ventrículo direito e aumento do
shunt direito-esquerdo pelo forame oval. (A) intubar, cateterizar o coto umbilical e administrar adre-
nalina endovenosa.
(B) Aumento do fluxo sanguíneo pulmonar com diminuição
do shunt direito-esquerdo pelo forame oval. (B) ventilar com pressão positiva com balão e máscara ou
balão e cânula traqueal; iniciar massagem cardíaca.
(C) Aumento da resistência vascular pulmonar e aumento do
shunt direito-esquerdo pelo forame oval. (C) máscara de oxigênio, cateterizar o coto umbilical e admi­
nistrar expansor de volume.
(D) Diminuição da pressão no ventrículo esquerdo e aumento
do shunt direito-esquerdo pelo canal arterial. (D) ventilar com pressão positiva com balão e máscara ou
balão e cânula traqueal.
(E) Diminuição da resistência vascular sistêmica com au-
mento do shunt direito-esquerdo pelo canal arterial. (E) intubar e administrar adrenalina endotraqueal.

5 UFSP0902/01-AcessoDireto
23. Recém-nascido com idade gestacional de 38 semanas, peso 27. Paciente ASA I, 50 kg e 1,60 m de altura é submetida à
ao nascer 4 000 gramas, evoluiu com tremores finos de colecistectomia videolaparoscopica sob anestesia geral com
extremidades com seis horas de vida. Realizados exames ventilação volume controlada (VCV), fração inspirada de O2
laboratoriais: glicemia capilar = 27 mg/dL; cálcio iônico = de 60%, volume corrente de 400 mL, frequência respiratória
1,2 mmol/L; magnésio sérico = 2,0 mg/dL. Com este quadro de 10 incursões/min, relação inspiração/expiração de 1/2.
clínico e laboratorial, o principal fator fisiopatológico res- Após a insuflação do pneumoperitônio, a saturação periférica
ponsável pelo distúrbio metabólico é de O2 diminui de 99% para 94% e a capnometria aumenta de
35 mmHg para 43 mmHg. A conduta recomendada é
(A) hipoparatiroidismo.
(A) diminuir a frequência respiratória e aumentar o volume
(B) deficiência da neoglicogênese. corrente.
(C) hiperinsulinismo.
(B) adicionar PEEP e aumentar a frequência respiratória.
(D) déficit de calcitonina.
(C) aumentar o tempo expiratório e a fração inspirada de
(E) administração de sulfato de magnésio para a mãe. oxigênio.

(D) manter a fração inspirada de O2 e alterar a relação inspi-


ração/expiração para 1/1.
24. Na avaliação de um recém-nascido com diagnóstico de in-
fecção congênita por citomegalovírus, (E) mudar para ventilação com pressão controlada (PCV) e
diminuir o tempo inspiratório.
(A) pode ser observada a presença de linfocitose com atipia
linfocitária no hemograma.

(B) a radiografia de crânio tem boa sensibilidade para detectar


as calcificações periventriculares. 28. Paciente jovem, com antecedente de doença reumática que se
submeteu a tratamento odontológico há cinco dias, procura o
(C) pode ser observada a imagem de duplicação do periósteo pronto-socorro com quadro de febre, astenia, anorexia, taqui-
sugestiva de periostite na radiografia de ossos longos. cardia e sopro diastólico aspirativo no 2.º espaço intercostal
direito. O diagnóstico mais provável é
(D) pode-se encontrar aumento de proteínas e de células
com predomínio de neutrófilos na análise do líquido (A) fístula arteriovenosa pulmonar.
cefalorraquidiano
(B) anemia hemolítica.
(E) a avaliação auditiva normal ao nascimento afasta a possi­
bilidade de perda auditiva neurossensorial na infância. (C) pneumonia.

(D) endocardite bacteriana.


25. Há indicação de tratamento com penicilina cristalina no (E) arterite de canal arterial persistente.
recém-nascido com diagnóstico de sífilis congênita que
apresentar

(A) sorologia positiva para HIV.


29. A tríade clássica que caracteriza a invaginação íleo-ceco-
(B) pênfigo palmo-plantar. cólica idiopática do lactente é

(C) VDRL positivo no líquor. (A) dor abdominal em cólica, parada de eliminação de gases
e vômito em jato.
(D) hepatite sifilítica.
(B) dor abdominal contínua, defesa abdominal e evacuações
(E) pseudoparalisia de Parrot. em geleia de morango.

(C) vômitos em jato, massa abdominal palpável e evacuações


26. Durante laparotomia sob anestesia geral balanceada, o pa- com muco e sangue.
ciente esboça movimento. O valor do BIS (índice bispectral)
(D) dor abdominal difusa, massa abdominal e tenesmo.
passa de 40 para 45, a pressão arterial e a frequência cardíaca
aumentam 20% e há 2 respostas ao estímulo do nervo perifé- (E) dor abdominal em cólica, massa abdominal palpável e
rico (TOF). A conduta que deve ser instituída é evacuações com muco e sangue.
(A) aumentar a infusão de propofol.

(B) administrar relaxante muscular.

(C) aumentar a infusão de opioide.

(D) associar midazolan.

(E) diminuir a concentração do agente inalatório.

UFSP0902/01-AcessoDireto 6
30. Considere as patologias citadas. 34. Paciente com 64 anos de idade, tabagista 80 anos-maço, foi
diagnosticado com nódulo pulmonar de 2 cm em exame ra-
I. Hidrocele comunicante diagnosticada aos três meses de
diológico de rotina. Realizou broncoscopia com biópsia que
idade.
mostrou ausência de malignidade. A conduta neste momento
II. Hérnia umbilical diagnosticada ao nascimento.
deve ser
III. Hérnia inguinal unilateral diagnosticada aos dois anos de
idade. (A) estadiamento.
IV. Fimose com antecedente de infecção urinária sem causa
aparente. (B) alta ambulatorial.
V. Refluxo vesicoureteral grau III bilateral no sexo feminino
(C) tomografia de tórax a cada 6 meses.
diagnosticado aos dois anos de idade.
Devem ter seu tratamento cirúrgico indicado ao diagnóstico (D) biópsia a céu aberto.
apenas
(E) acompanhamento com radiografia trimestral.
(A) I, II e IV.
(B) I, III e IV.
35. Qual das doenças relacionadas é caracterizada como causadora
(C) II, IV e V. de trombofilia secundária?
(D) II, III e V. (A) Síndrome antifosfolípide.
(E) III, IV e V.
(B) Deficiência de proteína C e S.

31. Criança com três anos de idade, com história de trauma na- (C) Deficiência de antitrombina III.
sal há 2 horas. Apresentou epistaxe no momento do trauma.
O exame específico mostrou edema (++/4) e equimose (+/4) (D) Resistência à proteína C ativada causada pela presença
da região. Confirmada a presença de fratura nasal com pequeno de molécula anormal do fator V Leiden.
desvio, sem outras alterações. A conduta recomendada é
(E) Mutação 20210 da protrombina.
(A) aguardar a diminuição do edema para indicar a redução
cirúrgica.
36. Paciente de 56 anos de idade, diabético há 12 anos, queixa-se
(B) redução cirúrgica imediata com anestesia geral.
de ferida no pé direito há 1 mês. Ao exame físico, há formação
(C) sedação em centro cirúrgico para colocação de tampão de calosidade plantar ao nível da cabeça do 1.º metatarsiano
nasal bilateral. com orifício central por onde há saída de secreção sero-
purulenta com odor fétido. À instrumentação da lesão com
(D) cauterização do septo com anestesia geral. sonda metálica não há contato ósseo. Os pulsos arteriais
(E) colocação de splint nasal. estão presentes em ambos os membros inferiores. O quadro
é compatível com pé diabético do tipo
32. O fator mais importante no prognóstico de paciente submetido (A) neuropático infeccioso.
à biópsia excisional de melanoma maligno é
(B) isquêmico infeccioso.
(A) localização da lesão.
(B) infiltração linfocitária. (C) neuropático não-infeccioso.

(C) espessura de Breslow. (D) isquêmico e neuropático.

(D) tipo de melanoma maligno. (E) simples não-infeccioso.


(E) nível de Clark.

37. Paciente etilista crônico com queixa de dor abdominal há


33. Paciente, 73 anos, com história de tosse com secreção, dor quatro semanas, apresenta amilasemia duas vezes maior que
torácica e febre há 1 semana. Ao exame físico: regular esta- o normal e exame de imagem mostrando ducto pancreático
do geral, taquipneia; murmúrio vesicular diminuído em 1/3 principal dilatado e formação cística de 5 cm, bem definida,
inferior de hemitórax direito e macicez à percussão. A radio- adjacente ao corpo do pâncreas. Indica(m)-se
grafia de tórax mostra opacidade em 1/3 inferior de hemitórax
direito. O provável diagnóstico é (A) cisto-pancreatectomia corpo-caudal.
(A) enfisema pulmonar. (B) nutrição parenteral e antibioticoprofilaxia.
(B) neoplasia pulmonar.
(C) drenagem guiada por ultrassonografia.
(C) atelectasia do lobo inferior direito.
(D) derivação pancreática de Partington-Rochelle.
(D) tuberculose.
(E) apenas analgésicos e abstinência de álcool.
(E) pneumonia com derrame pleural.

7 UFSP0902/01-AcessoDireto
38. Doenças hematológicas podem requerer remoção cirúrgica 42. Chega ao pronto-socorro um paciente de 52 anos de idade,
do baço. Nesse caso, deve-se ter o cuidado de apresentando crise convulsiva. Realizado o atendimento ini-
cial e após o período ictal, o paciente informa ser o primeiro
(A) suspender corticosteroides durante internação. episódio de crise convulsiva. Refere cefaleia há um ano com
piora progressiva nos dois últimos meses, intensificando
(B) imunizar antes para pneumococos e influenza tipo A. há uma semana. Antecedente pessoal: hipertensão arterial
em tratamento com diurético e captopril. Ao exame fisíco:
(C) não remover baços acessórios.
PA = 160x95 mmHg, frequência cardíaca de 68 bpm, sem
(D) avaliar a concomitância de litíase biliar. outras alterações clínicas. Ao exame neurológico: hemiparesia
direita de predomínio braquial grau IV, liberação piramidal à
(E) evitar cirurgia laparoscópica para esplenomegalia. direita, fundo de olho com edema de papila à direita e atrofia
de papila à esquerda e déficit de olfato e gustação. A hipótese
diagnóstica é
(A) hipertensão intracraniana por hemorragia subaracnoidea.
39. Mulher de 55 anos de idade queixa-se de prurido e dor anal
contínua, acompanhados de perda de sangue vivo. Refere (B) hipertensão intracraniana por tumor cerebral.
antecedente de infecção genital por HPV e hábito intestinal
(C) esclerose múltipla.
normal. Apresenta nódulos em região de pregas inguinais
e lesão ulcerada endurecida de 3 cm próximo à borda anal. (D) esclerose lateral amiotrófica.
Considera-se mais provável a hipótese de (E) doença desminilizante.
(A) trombose hemorroidária.
43. Aneurisma de artéria cerebral comunicante posterior, quando
(B) condiloma plano. expande ou sangra, costuma comprimir o

(C) carcinoma epidermoide de canal anal. (A) V nervo craniano.


(B) IV nervo craniano.
(D) doença de Crohn.
(C) III nervo craniano.
(E) sarcoma de Kaposi.
(D) VI nervo craniano.
(E) VII nervo craniano.

40. Mulher com 55 anos de idade, há 8 meses com quadro de


urgência miccional e polaciúria (idas diurnas ao toalete su- 44. Paciente deu entrada no pronto-socorro referindo perda vi-
periores a 10). Ausência de comorbidades ou outra sintoma- sual abrupta há 12 horas no olho direito sem dor associada e
tologia associada. O diagnóstico e a opção terapêutica mais com pródromo de fotopsias. Ao exame, a acuidade visual no
provável são, respectivamente, olho direito é de movimentos de mãos. Qual o diagnóstico e
conduta mais adequados?
(A) cálculo vesical e litotripsia extracorpórea. (A) Descolamento do vítreo posterior. Tratamento com
antinflamatórios tópicos.
(B) síndrome da bexiga hiperativa e anticolinérgico.
(B) Descolamento de retina tracional por retinopatia diabética
(C) infecção urinária recorrente e antibioticoterapia. proliferativa. Tratamento cirúrgico.

(D) tumor vesical e ressecção transuretral da bexiga. (C) Descolamento de retina regmatogênico. Cirurgia ime-
diata.
(E) síndrome da bexiga hiperativa e alfabloqueador. (D) Toxoplasmose Ocular. Tratamento com sulfadiazina, piri-
metamina, ácido folínico e prednisona 1 mg/kg de peso.
(E) Melanoma maligno de coroide. Enucleação.
41. Na doença de Parkinson, o parâmetro urodinâmico mais
frequente em casos de disfunção vesical é
45. Paciente olho único (olho direito perdido por trauma ocular
(A) hiperatividade detrusora durante a fase de esvaziamento. há 20 anos) queixa-se de cefaleia intensa sem dor ocular e
“borramento” visual leve. Ao exame, a acuidade visual do
(B) hipocontratilidade do detrusor na fase de esvaziamento. olho esquerdo é 20/30 e as bordas da papila estão mal deli­
mitadas. Como deve estar o teste do reflexo pupilar e qual é
(C) obstrução infravesical. o provável diagnóstico?

(D) incontinência urinária de esforço. (A) Normal. Atrofia óptica.


(B) Normal. Neurite óptica.
(E) fase de enchimento estável.
(C) Diminuído. Edema de papila por hipertensão intracra-
niana.
(D) Diminuído. Neurite óptica.
(E) Normal. Edema de papila por hipertensão intracraniana.
UFSP0902/01-AcessoDireto 8
46. Recém-nascido apresentou, no exame de 6 horas, sinal de 50. Homem com 53 anos de idade, com diagnóstico de varizes
Ortolani positivo para o quadril direito. À ultrassonografia de esôfago há 3 anos por hipertensão portal de etiologia es-
do quadril direito verificou-se, segundo método de Graaf, quistossomótica, deu entrada no pronto-socorro com história
ângulo α de 50 graus e ângulo β de 59 graus.O tratamento de vômitos com sangue em grande quantidade há 1 hora. Ao
recomendado é exame, PA = 70x40 mmHg, pulso fino de 120 bpm, pele fria,
sudorese e confusão mental. A conduta recomendada é
(A) cruento, com osteotomia peri-acetabular.
(B) incruento, com aparelho gessado. (A) reposição volêmica vigorosa e passagem de balão eso-
fagogástrico se mantiver instabilidade hemodinâmica.
(C) incruento, com redução fechada e aparelho gessado.
(D) cruento, com redução aberta e aparelho gessado. (B) endoscopia digestiva alta imediata com ligadura das
varizes esofágicas.
(E) incruento, com aparelho dinâmico do tipo Pavlik.
(C) reposição volêmica vigorosa seguida de laparotomia
exploradora e realização da cirurgia de Crawford.
47. Menina com dois anos de idade, com queixa de dor e perda
de força no membro superior direito há uma hora. Mãe refere (D) reposição volêmica vigorosa seguida de laparotomia
que a criança ia cair e ela a segurou pelo antebraço. Ao exame, exploradora e realização da cirurgia de Warren.
o antebraço se encontra em extensão e pronado. A conduta
recomendada é redução (E) reposição volêmica, controle de Hb/Ht e endoscopia di-
gestiva alta após 24 horas de estabilidade hemodinâmica.
(A) cruenta no centro cirúrgico e fixação com fios de Kirschner.
(B) incruenta no pronto-socorro e tala axilo-palmar.
51. Menino com cinco anos de idade, natural e procedente de
(C) incruenta no centro cirúrgico e fixação com fios de São Paulo (capital), apresenta há 2 semanas lesões bolhosas
Kirschner. de conteúdo purulento e erosões recobertas por crostas me-
(D) incruenta no pronto-socorro e orientações aos pais. licéricas que estão se espalhando em toda a face. A provável
hipótese diagnóstica é
(E) cruenta e fixação com placa.
(A) ectima inicial de etiologia estafilocócica.
48. Paciente com 25 anos de idade, vítima de acidente automo- (B) impetigo bolhoso de etiologia estreptocócica.
bilístico há 20 minutos, deu entrada no pronto-socorro com
PA = 80x60 mmHg, FC = 120 bpm e taquipneia. No atendi­ (C) pênfigo foliáceo infectado.
mento inicial identificaram-se sinais de pneumotórax à
esquerda. O tórax foi drenado e conectado a um sistema de (D) impetigo bolhoso de etiologia estafilocócica.
selo d’água, apresentando borbulhamento contínuo. Após
infusão de 2 000 mL de cristaloide, o quadro hemodinâmico (E) foliculite superficial de etiologia estreptocócica.
mantém-se inalterado, e o paciente continua com sinais de
pneumotórax à esquerda. A revisão da drenagem torácica
52. Paciente com história de mancha hipercrômica ovalada que
mostra que estava adequada e a radiografia simples revela
surge após o uso de analgésicos, desaparece gradualmente
colabamento completo do pulmão esquerdo com pneumotórax
após a suspensão da medicação e recidiva no mesmo local
maciço. O provável diagnóstico é
após nova exposição à droga. Trata-se provavelmente de
(A) rolha de secreção no brônquio esquerdo.
(A) eritema nodoso.
(B) ruptura do esôfago.
(C) ruptura de brônquio. (B) exantema agudo.

(D) tórax instável. (C) urticária crônica.


(E) ruptura do diafragma à esquerda.
(D) eritema fixo.

(E) eritema multiforme.


49. Nas alterações endócrinas secundárias ao trauma, o padrão
metabólico mais encontrado é caracterizado por
(A) oligúria, retenção de potássio e retenção de sódio. 53. Criança com 5 anos de idade e com corpo estranho intrabrôn­
quico. O radiograma de tórax pode revelar
(B) oligúria, excreção aumentada de potássio e retenção de
sódio. (A) pneumotórax e desvio mediastinal contralateral.
(C) oligúria, retenção de potássio e excreção aumentada de
(B) atelectasia pulmonar e desvio mediastinal contralateral.
sódio.
(D) poliúria, retenção de potássio e excreção diminuída de (C) atelectasia pulmonar e desvio mediastinal ipsilateral.
sódio.
(D) pneumotórax e desvio mediatinal ipsilateral.
(E) poliúria, excreção aumentada de potássio e retenção de
sódio. (E) pneumotórax e derrame pleural.

9 UFSP0902/01-AcessoDireto
54. Qual o elemento fisiopatológico mais importante na síndrome 57. Em relação ao controle glicêmico intensivo em pacientes
cardio-renal em pacientes com insuficiência cardíaca aguda internados, é correto dizer que:
descompensada?
(A) em geral o uso de antidiabéticos orais pode e deve ser
(A) Síndrome de baixo débito cardíaco e perfusão renal ruim. mantido durante o período de internação.
(B) Hipertensão venosa sistêmica com elevação de pressão (B) a hipoglicemia associada ao tratamento intensivo não
venosa central. parece ser fator de risco independente para mortalidade.
(C) Insuficiência renal iatrogênica (medicamentos nefro- (C) metas glicêmicas entre 140 e 180 mg/dL estão associadas
tóxicos). a menor mortalidade e ocorrência de hipoglicemia.
(D) Hipertensão arterial sistêmica não controlada.
(D) o uso de terapia intravenosa com insulina não está indi-
(E) Piora de doença renal pré-existente (doença renovascular). cado em pacientes hemodinamicamente instáveis.
(E) o uso de insulina rápida subcutânea em doses fixas é
55. Paciente de 76 anos, hipertenso e diabético, com dislipidemia, superior e mais seguro que o esquema basal/bolus.
vem ao pronto-socorro com dor precordial em queimação
irradiada para membro superior esquerdo de inicio há 30
minutos. Ao exame físico: peso 80 kg, PA 122x70, estertores 58. O diagnóstico sorológico da hepatite crônica pelo vírus B é
crepitantes em terços inferiores bilateralmente, sem sopros, confirmado pelo achado:
visceromegalia ou edema. Saturação de O2 95% em ar am-
(A) HBsAg –, anti-HBc +, anti-HBs +
biente, inversão de onda T em V5, V6, D1 e AVL. Medicado
inicialmente com ácido acetil salicílico 200 mg VO e dinitrato (B) HBsAg +, anti-HBc –, anti-HBs +
de isossorbida 5 mg SL, tendo havido melhora da dor mas
(C) HBsAg +, anti-HBc +, anti-HBs –
sem modificações do ECG. Exames: Hb 13,0 g/dL, ureia
42 mg/dL, creatinina 0,7 mg/dL, troponina negativa, CKMB (D) HBsAg –, anti-HBc +, anti-HBs –
normal. Qual é o diagnóstico do paciente, quais as medicações
(E) HBsAg –, anti-HBc –, anti-HBs +
que devem ser iniciadas e qual a conduta em relação à estra-
tificação de risco?
(A) Síndrome coronariana aguda sem supra de ST de alto 59. Homem de 60 anos, diabético e hipertenso controlado, pro-
risco; clopidogrel 75 mg, enoxaparina 60 mg SC 12/12h, cura atendimento médico por apresentar urina espumosa há
inibidor da glicoproteina IIb/IIIa IV, nitroglicerina IV, 15 dias, associada a vômitos e sonolência. Ao exame físico:
estatina, cateterismo cardíaco nas primeiras 24-48h de consciente, letárgico, hálito urêmico, descorado ++/4. Exames
internação. subsidiários: Hb 8,3 g/dL, Ht 24%, leucócitos 5 600 mm3
(70% neutrófilos, 28% linfócitos, 2% de plasmócitos e plas-
(B) Síndrome coronariana aguda sem supra de ST de mode- mablastos), creatinina sérica 10,3 g/dL, cálcio sérico e Ca++
rado risco; clopidogrel 300 mg, enoxaparina 80 mg SC aumentados. Para a definição do diagnóstico, os exames que
12/12h, propranolol 10 mg 8/8h, estatina, cintilografia precisam ser realizados nesse momento são:
miocárdica.
(A) biópsia de medula óssea com imuno-histoquímica, ele-
(C) Infarto agudo do miocárdio sem supra de ST de alto risco;
troforese de proteínas séricas, imunofixação da urina de
clopidogrel 300 mg, enoxaparina 60 mg SC 12/12h,
24 horas.
inibidor da glicoproteína IIb/IIIa, cateterismo cardíaco
nas primeiras 24-48h de internação. (B) PSA (antígeno prostático específico), Rx de ossos longos,
(D) Síndrome coronariana aguda sem supra de ST de alto pelve e crânio, proteinúria de 24 horas.
risco; clopidogrel 75 mg, enoxaparina 80 mg SC 12/12h, (C) tomografia de crânio, Rx de ossos longos, pelve e crânio,
propranolol 10 mg 8/8h, nitroglicerina IV, estatina, cate- dosagem de imunoglobulinas no soro.
terismo cardíaco nas primeiras 24-48h de internação.
(D) biópsia renal, proteinúria de 24 horas, microalbuminúria.
(E) Angina instável de alto risco; clopidogrel 300 mg, enoxa­
parina 80 mg SC 12/12h, nitroglicerina IV, estatina, (E) Rx de ossos longos, pelve e crânio, mielograma e biópsia
cateterismo cardíaco nas primeiras 24-48h de internação. renal.

56. Entre as ações dos medicamentos utilizados para o tratamento 60. Mulher de 42 anos deverá ser submetida a cirurgia eletiva de
do diabete melito do tipo 2, é correto afirmar que colecistectomia. Nega história pessoal e familiar de sangra-
(A) os miméticos do GLP1 diminuem o tempo de esvazia- mento. Os exames pré-operatórios mostraram: RNI = 1,02
mento gástrico e aumentam a secreção de glucagon. (normal até 1,2); TTPA = 2,59 (normal até 1,25); TTPA com
adição de plasma normal = 1,05. Assinale o teste que permite
(B) as sulfonilureias estimulam a secreção de insulina e
prosseguir de forma correta a investigação.
inibem a produção hepática de glicose.
(A) Dosagem de fator II da coagulação.
(C) as glitazonas inibem a produção hepática de glicose,
suprimem a produção de ácidos graxos não esterificados (B) Dosagem de fator XII da coagulação.
e a perda de glicose na urina.
(C) Dosagem de fator XIII da coagulação.
(D) os inibidores da alfa-glucosidase inibem a absorção de
glicose intestinal e diminuem a secreção das incretinas. (D) Pesquisa de inibidor da coagulação dependente de fos-
folípide.
(E) a metformina aumenta a sensibilidade hepática à insulina
e diminui a produção hepática de glicose. (E) Dosagem de fator V da coagulação.

UFSP0902/01-AcessoDireto 10
61. Homem de 50 anos de idade procura o pronto-socorro porque 64. O gráfico mostra quatro situações de excreção renal de sódio
apresenta indisposição e mantém-se febril apesar de ter iniciado em relação à pressão arterial renal. As curvas que representam
ciprofloxacina 500 mg VO 12/12h para o tratamento de cistite, uma expansão de volume extracelular e uma baixa ingestão
há dois dias. Exame físico: mau estado geral, corado, desidratado de sódio são, respectivamente:
+/4+, FC = 110 bpm, FR = 28 rpm, PA = 70x50 mmHg e T = 39
ºC. O diagnóstico e a conduta mais adequada para o caso são:

(A) choque séptico. Iniciar reposição volêmica; colher lactato,


urocultura e hemocultura, e prescrever ceftriaxona.

(B) sepse grave. Iniciar reposição volêmica; colher urocultura


e hemocultura e aguardar o resultado das culturas para
modificar antibioticoterapia.

(C) sepse. Iniciar reposição volêmica; colher urocultura


e hemocultura, aguardar o resultado das culturas para
modificar antibioticoterapia.

(D) choque séptico. Iniciar reposição volêmica; colher lactato,


urocultura e hemocultura, e prescrever imipenem e van-
comicina.

(E) sepse grave. Iniciar reposição volêmica; colher lactato,


hemocultura, e prescrever ceftriaxona. (A) 2 e 3.

(B) 1 e 4.

62. Paciente de 15 anos de idade, com fadiga, mialgia genera- (C) 1 e 3.


lizada, dor de garganta há 3 semanas, com piora importante
há cinco dias. A paciente fez uso de amoxicilina por conta (D) 2 e 4.
própria, sem melhora da dor de garganta, mas com o apare- (E) 3 e 4.
cimento de exantema máculo-papular disseminado pela pele.
Exame físico: T = 38 ºC, FC = 110 bpm, PA = 110x60 mmHg,
hipertrofia e hiperemia das amígdalas, linfadenomegalia
cervical anterior e submandibular bilateral com gânglios de 65. Mulher de 42 anos de idade com diabete melito insulino-
2 a 3 cm, móveis, consistência fibroelástica e dolorosos à dependente por 20 anos, apresenta retinopatia diabética, pro-
palpação. Restante do exame físico inalterado. O provável teinúria e depuração de creatinina normal. A pressão arterial
agente etiológico é é de 164x108 mmHg e um discreto edema tibial é observado.
A maneira mais eficiente de se preservar a função renal dessa
(A) vírus Coxsackie A. paciente é:

(B) Streptococcus pyogenes. (A) controle da pressão arterial com inibidores da ECA.

(C) Histoplasma capsulatum. (B) dieta pobre em proteínas e diurético.

(C) controle da pressão arterial e dieta pobre em proteínas.


(D) Staphylococcus aureus.
(D) controle rigoroso da glicemia e diuréticos.
(E) vírus de Epstein-Barr.
(E) controle da pressão arterial com bloqueadores dos canais
de cálcio.

63. O principal mecanismo que leva à perda de função renal na


hipertensão arterial é
66. A associação de corticoide inalatório com broncodilatador
(A) hiperfiltração glomerular. de longa duração é considerada primeira linha no tratamento
de manutenção de asmáticos moderados e graves. Sobre esse
(B) hipertensão glomerular. tratamento pode-se afirmar que

(C) isquemia. (A) pode ser interrompido quando os sintomas desaparecem


por 3 meses.
(D) fibrose intersticial.
(B) não interfere com o processo inflamatório das vias aéreas.
(E) esclerose glomerular.
(C) o risco futuro de exacerbação permanece o mesmo.

(D) deve ser usado mesmo na ausência de sintomas.

(E) não interfere na função pulmonar mesmo quando dado


a longo prazo.
11 UFSP0902/01-AcessoDireto
67. Mulher de 65 anos de idade, no 4.º dia de pós-operatório de 71. No atendimento de um paciente com acidente vascular cere-
neoplasia maligna de colo uterino, durante esforço para tossir bral isquêmico na fase aguda, pode-se afirmar que
apresentou dor súbita em hemitórax direito, dispneia, chiado e
escarro hemoptoico. Qual a hipótese diagnóstica mais provável? (A) a hipotensão arterial é rara, porém deve ser prontamente
revertida.
(A) Edema agudo de pulmão.
(B) a antibioticoprofilaxia é recomendada devido ao risco de
(B) Crise de broncoespasmo. aspiração pulmonar.
(C) Broncopneumonia. (C) a temperatura corporal elevada não é um fator relacionado
(D) Metástase pulmonar de neoplasia. com pior prognóstico.

(E) Tromboembolismo pulmonar. (D) o decúbito do paciente deve ser mantido a 90 graus para
reduzir as chances de edema cerebral precoce.
(E) as soluções glicosadas devem ser usadas de rotina a fim
68. Em pacientes com esclerose sistêmica, a presença de anticor- de evitar hipoglicemia.
pos antitopoisomerase I está associada à
(A) forma limitada e hipertensão pulmonar. 72. Qual a tétrade clássica da doença de Parkinson?
(B) forma limitada e melhor prognóstico de doença com (A) Bradicinesia, demência, polineuropatia e ataxia de marcha.
maior acometimento vascular.
(B) Tremor de ação, irritabilidade, transtornos de memória
(C) forma difusa, envolvimento pulmonar e maior mortali- e hiperreflexia.
dade.
(C) Transtornos de memória, afasia, apraxia e transtornos de
(D) miosite e ulcerações digitais. comportamento.
(E) forma difusa e crise renal esclerodérmica. (D) Tremor de repouso, demência, história familiar e trans-
tornos de comportamento.
69. Homem de 38 anos de idade, há duas semanas com febre, (E) Tremor de repouso, bradicinesia, rigidez muscular e
astenia, dor, edema e limitação em joelho direito que evoluiu alteração de reflexos posturais.
de forma aditiva para o tornozelo esquerdo há uma semana.
Referia HAS e dislipidemia em uso de hidroclorotiazida e
73. Das alternativas, qual pode indicar intoxicação aguda por sal
sinvastatina. Há 4 semanas teve diarréia líquida durante 5 dias,
de lítio?
melhorando após uso de ciprofloxacino. Ao exame, apresen-
tava artrite em joelho direito e tornozelo esquerdo. Além de (A) Ganho de peso.
lesões hiperceratóticas em pés e mãos. Qual o diagnóstico
mais provável? (B) Hipotireoidismo.

(A) Artrite gotosa, visto que os antecedentes de uso de tia- (C) Tremores grosseiros.
zídico e de dislipidemia sugerem este diagnóstico. (D) Poliúria.
(B) Artrite reativa sendo o quadro infeccioso intestinal o fator (E) Psoríase.
desencadeante.
(C) Artrite gonocócica, pois em homem adulto jovem é a 74. Mulher com 20 anos de idade procura o pronto-socorro, acom-
principal causa de oligoartrite e na maioria dos casos a panhada de seus pais, com queixas de taquicardia, dispneia,
uretrite é assintomática. sensação de sufocamento, tontura e tremores há aproximada-
(D) Artrite reumatóide de início recente devendo-se aguardar mente uma hora. A cliente relatou que estava tranquilamente
a evolução do caso para confirmação diagnóstica. em sua residência assistindo televisão, quando subitamente
sentiu um desconforto, com os sintomas aqui relatados, que
(E) Artrite psoriática e a biópsia de pele é exame imprescin- duraram aproximadamente vinte minutos. A remissão com-
dível para confirmar este diagnóstico. pleta ocorreu anteriormente à sua chegada ao pronto-socorro.
Embora a paciente estivesse muito preocupada de correr risco
de morte, sua mãe informou que nas últimas três semanas
70. Mulher queixa-se de incômodo nas pernas que a obriga a esse quadro ocorreu por três vezes, sendo atendida nesse
movê-las vigorosamente ou andar, o que rapidamente alivia mesmo hospital, onde houve uma investigação clínica, sem
os sintomas. Esse incômodo inicia-se à noite quando se senta a constatação de qualquer alteração. Qual o diagnóstico mais
para descansar, mas é muito pior ao se deitar, impedindo-a de provável?
dormir. Qual o diagnóstico?
(A) Transtorno de ansiedade generalizada.
(A) Polineuropatia periférica.
(B) Hipocondria.
(B) Movimento periódico dos membros.
(C) Ataque de pânico.
(C) Síndrome das pernas inquietas.
(D) Transtorno conversivo.
(D) Varizes de membros inferiores.
(E) Transtorno de somatização.
(E) Ansiedade generalizada.
UFSP0902/01-AcessoDireto 12
75. A especificidade de um teste laboratorial diz respeito à capa- 79. Mulher de 65 anos de idade com queixas de perda urinária
cidade desse teste de fornecer um resultado negativo quando ao andar e duas micções noturnas há sete anos. Refere duas
tentativas de correção cirúrgica sem sucesso, sendo uma por
(A) o valor preditivo do teste é muito baixo. via vaginal (cirurgia de Kelly-Kennedy), e outra por via ab-
dominal (cirurgia de Burch). No exame físico, identifica-se
(B) o indivíduo testado é portador da doença em questão. perda urinária sincrônica aos esforços pelo meato externo
da uretra. Observa-se correção cirúrgica do períneo com o
(C) a sensibilidade do teste é elevada.
seguinte quadro anatômico: ponto Aa-3, ponto Ba-2, ponto
(D) o indivíduo testado não é portador da doença em questão. Ap-3, ponto Bp-2, ponto C-6, ponto D-7 e comprimento vagi-
nal total 8 cm. No exame urodinâmico, observam-se pressão
(E) a distribuição dos dados for gaussiana. de perda de 105 cm de água, pressão máxima de fechamento
uretral de 52 cm de água, resíduo pós-miccional de 61 mL e
fluxo urinário máximo de 29 mL por segundo.O diagnóstico
é de incontinência urinária
76. São achados clínicos em paciente com síndrome da insensi-
bilidade aos androgênios forma completa (A) de esforço por defeito esfincteriano uretral com prolapso
uterino.
(A) ambiguidade da genitália externa e hipotrofia dos deri- (B) de esforço sem defeito esfincteriano uretral e ausência
vados müllerianos. de prolapso uterino.
(B) estatura baixa e ausência de mamas. (C) mista com prolapso das paredes vaginais anterior e pos-
terior.
(C) mamas normais e útero infantil.
(D) por bexiga hiperativa sem distopia genital.
(D) genitália externa feminina e ausência de útero.
(E) por defeito esfincteriano com prolapso genital estádio IV.
(E) vagina curta e útero infantil.

80. Em relação à questão anterior, a conduta recomendada é


77. Uma jovem de 16 anos de idade vem à consulta por amenor-
(A) histerectomia vaginal e cirurgia de sling transobturador.
reia primária. Tem 1,60 m de altura, 55 kg e IMC de 21,4.
Apresenta estadio V para desenvolvimento de mamas e pelos (B) cirurgia de sling vaginal sintético ou de aponeurose.
pubianos, genitália externa de aspecto normal e hímen íntegro.
Os testes de progesterona e o de progesterona mais estrógeno (C) anticolinérgicos e posterior correção cirúrgica caso a
são negativos. A hipótese diagnóstica é paciente mantenha a perda urinária.
(D) fisioterapia associada a anticolinérgicos por via oral.
(A) hipotireoidismo.
(E) colpossacrofixação abdominal e cirurgia de sling retro-
(B) síndrome de Morris. púbico.

(C) síndrome de Turner.

(D) puberdade tardia. 81. Uma adolescente de 15 anos de idade procura o ginecologista
para orientação contraceptiva. Refere que seus pais desco-
(E) síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-Hauser.
nhecem que tem atividade sexual e que não pretende contar a
eles. Durante o exame ginecológico, são encontradas verrugas
genitais suspeitas para HPV. Após esclarecer as dúvidas da
78. Paciente com mioma uterino apresenta hematócrito de 24%. jovem quanto à vida sexual com segurança, o ginecologista
A ultrassonografia transvaginal indica a presença de um mio- deve
ma pedunculado de 14 cm no fundo do útero, com numerosos (A) prescrever contraceptivo, biopsiar e tratar as lesões sus-
miomas menores submucosos. A conduta inicial deve ser peitas com autorização da paciente.
(A) miomectomia histeroscópica. (B) solicitar a presença de um familiar responsável para
prescrever o contraceptivo e tratar as lesões.
(B) embolização das artérias uterinas.
(C) prescrever o contraceptivo, mas solicitar a um responsá-
(C) transfusão de sangue. vel que autorize a realização de biópsia.

(D) histerectomia total abdominal e salpingooforectomia (D) orientar o uso de preservativo, cauterizar as lesões verru­
bilateral. cosas e esclarecer sobre a necessidade da presença de um
adulto responsável para prescrição de medicamentos.
(E) agonista do GnRH por 3 meses associado a sulfato ferroso.
(E) avisar os responsáveis a respeito da suspeita de HPV por
se tratar de doença sexualmente transmissível antes de
instituir qualquer tratamento.

13 UFSP0902/01-AcessoDireto
82. A “escápula alada” é uma complicação da lesão acidental 86. Uma mulher de 78 anos de idade apresenta lesão numular
durante o tratamento cirúgico do câncer de mama. As estuturas de 1,5 cm em grande lábio direito. Submeteu-se à biópsia
comprometidas são incisional ambulatorial que revelou carcinoma espino-celular
com invasão estromal de 0,5 mm. A conduta recomendada é
(A) nervo torácico longo e músculo serrátil anterior.
(B) nervo torácico longo e músculo subescapular. (A) radioterapia locoregional exclusiva, uma vez que o risco
cirúrgico é elevado.
(C) nervo torácico longo e músculo grande dorsal.
(B) vulvectomia simples direita e remoção do linfonodo
(D) nervo toracodorsal e músculo subescapular. sentinela inguinal ipsilateral.
(E) nervo toracodorsal e músculo grande dorsal.
(C) vulvectomia radical e remoção do linfonodo sentinela
inguinal bilateral.
83. A lesão benigna de mama que apresenta maior risco relativo
para câncer é (D) ressecção ampliada da lesão com margem de 2 cm, dis-
pensando linfadenectomia.
(A) fibroadenoma.
(E) cauterização química ou elétrica da lesão e excisão cirúr­
(B) adenose esclerosante. gica se houver recidiva.
(C) papiloma múltiplo.
(D) hamartoma.
87. Paciente de 25 anos de idade, nuligesta, com tumor macros-
(E) adenoma. cópico de colo uterino de 4 cm de diâmetro. À colposcopia,
não foi evidenciada invasão de fórnices vaginais e, ao toque
84. Mulher de 54 anos de idade, obesa, hipertensa e diabética, retal, apresenta paramétrios livres. Foi realizada ressonância
realizou citologia oncológica cervico-vaginal cujo laudo magnética da pelve que excluiu a possibilidade de invasão
foi de atipia em células glandulares (ACG). A propedêutica vesical e retal, mas evidenciou nítida invasão parametrial
considerada indispensável é bilateral proximal, sem comprometimento de vias urinárias.
A conduta recomendada é a
(A) ultrassonografia transvaginal para avaliação do eco en-
dometrial, apenas se colposcopia normal. (A) radioterapia pélvica e quimioterapia sensibilizante.
(B) ultrassonografia transvaginal para avaliação do eco en- (B) histerectomia ampliada e linfadenectomia pélvica.
dometrial, mesmo se colposcopia alterada.
(C) traquelectomia radical e linfadenectomia pélvica lapa-
(C) colposcopia com biópsia dirigida, uma vez que a ACG
roscópica.
é uma alteração histológica exclusiva do colo uterino.
(D) colposcopia com biópsia dirigida; se normal, histerecto- (D) quimioterapia neoadjuvante e cirurgia de Wertheim-
mia total profilática com congelação do endométrio. Meigs.

(E) conização cervical clássica, independente da colposcopia, (E) radioterapia neoadjuvante e cirurgia de Wertheim-Meigs.
pois a ACG é uma lesão endocervical de alto grau.

85. Gestante de 8 semanas realizou ultrassonografia obstétrica 88. Paciente de 46 anos de idade com história de hipermenorragia.
inicial que evidenciou massa anexial cística complexa, de A biópsia por histeroscopia mostrou hiperplasia endometrial
provável origem ovariana. A imagem possuia diâmetro de complexa com atipia. Apresenta dosagem de FSH = 5,0.
7 cm, cápsula fina e presença de nodulação intracística A conduta recomendada é
ecogênica sem fluxo ao estudo Doppler. A dosagem de
Ca125 = 263 U/mL. A primeira hipótese diagnóstica e con- (A) terapia hormonal oral contínua com progesterona até a
duta são menopausa definitiva.
(A) cistoadenoma seroso de ovário – dosagem seriada de (B) ablação endometrial por histeroscopia, uma vez que a
Ca125 para definir conduta cirúrgica. paciente encontra-se em idade próxima à menopausa.
(B) cistoadenocarcinoma de ovário – laparotomia explora-
(C) curetagem fracionada de prova para obter uma maior
dora para anexectomia.
representação tecidual do endométrio.
(C) disgerminoma de ovário – laparotomia exploradora para
anexectomia. (D) introdução de dispositivo intrauterino com progesterona
até a menopausa definitiva.
(D) tumor borderline de ovário – laparotomia exploradora,
ressecção do cisto, preservação do ovário. (E) histerectomia total abdominal com preservação de
ovários se a congelação endometrial for negativa para
(E) cisto teca-luteínico hemorrágico – nova ultrassonografia neoplasia.
com 11 semanas.

UFSP0902/01-AcessoDireto 14
89. Primigesta de 19 anos de idade, com 33 semanas de gestação, 92. Gestante de 38 semanas, fora de trabalho de parto e com
é admitida no pronto-socorro com queixa de cefaleia e descon- membranas íntegras. Apresenta HbsAg positivo, anti-HBe
forto respiratório importante. Ao exame físico: descorada ++/4, positivo e anti-HBc positivo. A conduta recomendada é
edema generalizado atingindo face, PA = 180x120 mmHg,
pulso rítmico com 134 bpm, ausculta torácica com bulhas (A) parto de acordo com a indicação obstétrica e aleitamento
rítmicas sem sopros e pulmões com roncos difusos e estertores natural, após a administração de imunoglobulina e vaci-
em base. No exame obstétrico: altura uterina 30 cm, feto único nação do recém-nascido.
cefálico e batimentos rítmicos de 155 bpm. A melhor alternativa
terapêutica é (B) cesárea eletiva e aleitamento artificial, independente da
vacinação do recém-nascido.
(A) betabloqueador e sulfato de magnésio.
(C) via de parto deverá ser indicada conforme carga viral
(B) nitroprussiato de sódio e hidralazina. detectada na gestante.

(C) hidralazina e betabloqueador. (D) permitir aleitamento natural se a gestante receber imuno­
globulina durante o trabalho de parto.
(D) nitroprussiato de sódio e sulfato de magnésio.
(E) permitir parto vaginal se a carga viral for menor que 1 000
(E) nifedipina e sulfato de magnésio. cópias e o CD4 for maior que 350.

93. Uma gestante informa estar na sua quarta gestação. Refere


90. Paciente na 12.ª semana de gestação realizou ultrassonografia perda gestacional anterior na 18.ª semana. O exame obstétrico
morfológica do primeiro trimestre que revelou translucência revela dorso fetal à esquerda da gestante e polo cefálico na
nucal de 3 mm, sem outras alterações. Manifesta desejo de escava. A nomenclatura obstétrica correta é
interromper a gravidez. A melhor conduta é
(A) tercípara – variedade de posição esquerda.
(A) não indicar cariótipo fetal porque a medida da trans-
lucência nucal está compatível com os parâmetros de (B) tercípara – posição esquerda.
normalidade.
(C) secundípara – variedade de posição esquerda.
(B) indicar realização do cariótipo e se resultado revelar tris-
somia, atender o desejo do casal realizando interrupção (D) secundípara – posição esquerda.
da gravidez.
(E) quartípara – posição esquerda.
(C) indicar realização de cariótipo fetal por biópsia de vilo
corial após explicar o significado do marcador ultrasso-
nográfico. 94. Uma puérpera no 10.º dia de pós-parto procura o pronto-
socorro com hemorragia genital. A causa provável é por
(D) indicar cariótipo fetal se o rastreamento bioquímico pela
dosagem sérica materna de βhCG se mostrar elevado. (A) lesão vascular de artéria cervical.

(E) não indicar cariótipo fetal, mas solicitar ultrassonografia (B) atonia uterina.
morfológica de segundo trimestre para analisar outros
(C) inversão uterina.
marcadores biofísicos de cromossopatia.
(D) distúrbio de coagulação.

(E) restos placentários.


91. A profilaxia da infecção neonatal pelo estreptococo β hemo-
lítico não estará indicada em
95. A razão de morte materna, segundo a OMS,
(A) cultura vaginal materna positiva e parto normal a termo.
(A) contabiliza as mortes obstétricas diretas, indiretas e
(B) cultura vaginal materna desconhecida e cesárea eletiva. acidentais.
(C) cultura perianal materna desconhecida e parto normal (B) utiliza como denominador o número de gestações ocorri­
prematuro. das em período de um ano.
(D) cultura perianal materna positiva e parto cesárea por falha (C) considera as mortes ocorridas até 42 dias após resolução
de indução. da gravidez.
(E) infecção urinária por estreptococo β hemolítico na ges- (D) analisa o número de mortes maternas ocorridas em
tação e cultura vaginal desconhecida. 100 000 partos.

(E) contabiliza as mortes obstétricas indiretas evitáveis, mas


exclui as inevitáveis.

15 UFSP0902/01-AcessoDireto
96. A repetição do parto cesáreo aumenta a probabilidade de 100. Mulher de 26 anos utilizou a pílula do dia seguinte para
ocorrer contracepção de emergência. Refere ciclos menstruais regu-
lares e sua última menstruação foi há 40 dias. No momento,
(A) acretismo placentário e gravidez abdominal. apresenta sangramento vaginal em pequena quantidade,
acompanhado de dor abdominal de forte intensidade há
(B) acretismo placentário e gravidez ectópica em cicatriz de poucas horas e de tontura. O diagnóstico mais provável é
histerotomia.
(A) doença inflamatória pélvica.
(C) ruptura uterina e gravidez abdominal primária.
(B) abortamento incompleto.
(D) ruptura uterina e gravidez intersticial cornual.
(C) abortamento evitável.
(E) acretismo placentário e gravidez intersticial cornual. (D) gravidez ectópica.
(E) cisto roto de ovário.

97. São sinais de infecção intra-amniótica, por ordem de apare- 101. Mulher de 20 anos de idade, com inicio de vida sexual há
cimento: seis meses, começou a apresentar há uma semana disúria,
polaciúria e e urgência miccional. Urina tipo I: leucócitos
(A) taquicardia fetal, taquicardia materna e aumento da
83 000/mL, eritrócitos 38 000/mL, urocultura negativa. O
temperatura materna.
principal agente causal do quadro apresentado é
(B) taquicardia materna, taquicardia fetal e fisometria. (A) Clamidia.
(C) fisiometria, taquicardia fetal e aumento da temperatura (B) E coli.
materna.
(C) Psedomonas.
(D) aumento da temperatura materna, taquicardia fetal e
(D) Klebisiela.
taquicardia materna.
(E) S Saprophyticus.
(E) taquicardia fetal, aumento a temperatura materna e fiso-
metria.
102. Revisões sistemáticas com metanálises são consideradas
nível de evidência de primeira qualidade. Entre as vantagens
de utilizá-las, estão
98. Uma paciente com atraso menstrual de seis dias e com beta-hCG (A) levar em conta a experiência do autor e das escolas
de 900 mUI/mL apresenta, na ultrassonografia, útero com eco médicas.
endometrial espessado. O diagnóstico mais provável é
(B) a redução do intervalo de confiança e o aumento do
(A) abortamento. poder estatístico de detecção de diferenças entre pro-
porções.
(B) gravidez ectópica.
(C) levar em conta apenas estudos observacionais com
(C) gravidez incipiente. grupo controle.

(D) mola hidatiforme parcial. (D) aumentar a probabilidade do efeito do acaso.

(E) gravidez múltipla. (E) não incluírem análise estatística “por intenção de tratar”.

103. Mulher de 32 anos de idade, casada, 3G 3P, procura posto de


saúde para exame ginecológico de rotina. Refere que desde
99. Uma mulher de 39 anos de idade, com 37 semanas de gestação, os 25 anos tem por rotina passar em consulta ginecológica
IVG, IIIP, IMC pregestacional = 30, com um filho anterior anual e coletar o exame citológico cervicovaginal, sempre
apresentando cardiopatia congênita e peso ao nascimento de com resultados normais. De acordo com as normas do Mi-
4 120 g, chega ao pronto-socorro com óbito fetal. O diagnóstico nistério da Saúde, você a orienta que, em relação à coleta
da gestante e o mecanismo causal do óbito provavelmente do Papanicolau, ela deve repetir o exame
são, respectivamente,
(A) de dois em dois anos, por não pertencer a grupo de risco
(A) diabetes tipo 2 e hiperinsulinismo fetal. de câncer de colo do útero.

(B) obesidade e cardiopatia por cromossomopatia. (B) anualmente como vem fazendo.
(C) somente após três anos, já que os dois últimos exames
(C) aumento da hemoglobina glicada e anemia fetal.
são normais.
(D) diabetes gestacional e poliglobulia levando a trombose. (D) todos os anos enquanto mantiver vida sexual ativa.
(E) obesidade e hipoglicemia perinatal. (E) a cada seis meses somente quando estiver acima de 40
anos de idade.

UFSP0902/01-AcessoDireto 16
104. Uma das diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) é a 107. As variáveis etnia, peso corporal (kg) e número de irmãos
hierarquização das ações de saúde, com ênfase no papel são, respectivamente,
das unidades básicas de saúde (UBS). Pode-se afirmar que
a unidade básica de saúde deve (A) qualitativa ordinal, quantitativa contínua e quantitativa
discreta.
(A) ofertar grande variedade de consultas especializadas e
exames complementares. (B) qualitativa nominal, quantitativa contínua e quantitativa
discreta.
(B) desenvolver ações que prescindam de exames comple-
mentares. (C) qualitativa nominal, quantitativa discreta e quantitativa
discreta.
(C) ser a porta de entrada aos serviços de saúde, não se
ocupando de ações curativas. (D) qualitativa nominal, quantitativa contínua e quantitativa
intervalar.
(D) implementar as ações básicas de saúde de natureza
preventiva e curativa. (E) qualitativa ordinal, quantitativa contínua e quantitativa
(E) desenvolver ações programáticas para problemas de intervalar.
saúde pouco frequentes.

108. Ao afirmar que a estimativa, por intervalo com 95% de


confiança, da prevalência de hipertensão, entre adultos
105. Você vai iniciar sua vida profissional no município de residentes em um determinado município, é de 25% a 35%,
Colares-AL, de 20 000 habitantes, na única Unidade Básica o pesquisador quer dizer que
de Saúde da cidade que esta organizada segundo a estratégia
de saúde da família. O município apresenta índice de enve- (A) ele aceita a hipótese de que a prevalência seja baixa,
lhecimento de 115% e proporção (%) da neonatal sobre a com 95% de confiança.
mortalidade infantil total de 20%. O secretário municipal da
(B) a prevalência de hipertensão foi estimada com confiança.
saúde solicita sua opinião sobre a compra de um novo teste
diagnóstico para o diabete melito. O desempenho do novo (C) não existe confiança na estimativa dessa prevalência.
teste, divulgado na última edição de um renomado jornal
científico internacional, impressiona. O valor preditivo (D) ele rejeita a hipótese de que a prevalência seja baixa,
positivo foi de 97%, comparado com 80% do teste antigo. com 95% de confiança.
A probabilidade de a diferença ter ocorrido por acaso foi de
p < 0,001. Você decide (E) em 95% das vezes que repetisse esse estudo, com
amostra de mesmo tamanho, encontraria valores dessa
(A) calcular a incidência de diabetes na população de Colares. prevalência entre 25% a 35%.
(B) indicar a compra, respaldado na estrutura populacional.
(C) descartar a compra, porque a diferença não apresentou 109. A representação gráfica da distribuição dos pacientes in-
significância estatística. ternados em determinado hospital em 2009 por faixa etária
(D) propor um estudo de base populacional para estimar a deve ser feita por
prevalência de diabetes. (A) histograma ou polígono de frequências.
(E) ler o artigo em busca da prevalência de diabetes na
(B) barra ou pizza.
população do estudo.
(C) setores circulares.

(D) barra ou histograma.


106. Homem de 35 anos de idade trabalha sem registro em carteira
em uma fábrica de confecção. Há um mês apresenta tosse, (E) setores circulares ou polígono de frequências.
febre e emagrecimento. Procurou o pronto-socorro da região
onde foi diagnosticada tuberculose pulmonar com bacilosco-
pia positiva. A conduta do médico do pronto-socorro deve ser 110. Muitas escolas requerem que seus alunos façam um exame
padronizado. Suponha que 1 000 estudantes fizeram esse
(A) encaminhar ao Serviço de Vigilância Epidemiológica
teste, e um aluno foi informado que a sua nota foi 62 (de
para notificação e tratamento.
100 pontos), que correspondia ao percentil 72. Isso significa
(B) notificar e encaminhar para internação e isolamento por que pelo menos
15 dias.
(A) 280 estudantes tiraram 72 ou mais.
(C) notificar e encaminhar para tratamento em ambulatório
de especialidades. (B) 72% dos estudantes tiraram 62 ou mais.

(D) notificar e encaminhar para tratamento e seguimento (C) 280 estudantes tiraram 62 ou mais.
em Unidade Básica de Saúde.
(D) 28% dos estudantes tiraram 72 ou menos.
(E) encaminhar à Unidade Básica de Saúde para notificar,
iniciar o tratamento e agendar retorno para um mês. (E) 720 estudantes tiraram 72 ou mais.

17 UFSP0902/01-AcessoDireto
111. Qual das estatísticas citadas é menos afetada por valores 114. Um estudo mostra a comparação de duas curvas ROC
extremos? (Receiving Operating Characteristic) para o diagnóstico de
diabete melito. Qual dos teses indicados você escolheria
(A) Amplitude. para usar na prática diária?
(B) Média. (A) O teste cuja curva seja mais próxima de 50%.
(C) Mediana. (B) O teste cuja curva mais se aproxime do canto superior
direito.
(D) Desvio médio.
(C) O teste cuja curva mais se aproxime da diagonal do
(E) Desvio padrão. gráfico.

(D) O teste cuja curva tenha sido construída levando-se em


consideração quanto tempo cada indivíduo participou
112. Considere as quatro possibilidades (I, II, III e IV) que podem do estudo.
ocorrer na condução de estudos epidemiológicos analíticos.
(E) O teste cuja área em baixo da curva seja maior.
Unidade de Variabilidade de
Informação/Observação Exposição

I. Indivíduos de uma população Alta 115. Assinale a alternativa que preencha corretamente os espaços
em branco da afirmação:
II. Indivíduos de uma população Baixa
“Se alguém utilizasse os dados do para estudar
III. Diferentes populações Alta no Brasil, estaria incluindo os
eventos registrados ”.
IV. Diferentes populações Baixa
(A) SIM … mortalidade … todos … no território nacional
Para investigar a etiologia (causas) da incidência de um
(B) SIM … mortalidade … apenas … por hospitais
determinado agravo à saúde ou de uma doença é interessante
que existam as situações (C) SINASC … natimortalidade … todos … no território
nacional
(A) II ou IV.
(D) SINAN … agravos notificáveis … apenas … por hos-
(B) I ou II.
pitais particulares
(C) II ou III.
(E) SIH-SUS … morbidade hospitalar … todos … no
(D) I ou III. território nacional

(E) III ou IV.


116. Um executivo nascido em Guaxupé-MG e residente há
10 anos em Niterói-RJ, funcionário de empresa multina-
cional com sede em Manaus-AM, viajou a trabalho para
113. Um pesquisador e sua equipe conseguem aferir a pressão Colatina-ES – município onde estava ocorrendo manifes-
arterial de todos os adultos de uma população isolada (várias tação de populares. Houve tumulto, e esse executivo foi
medidas em duas ocasiões) e assim identificam todos os esfaqueado no meio da multidão. A empresa providenciou
novos hipertensos adultos do local. Eles são encaminhados internação desse funcionário em hospital de Vitória-ES, onde
para centros de controle e tratamento da afecção. Tendo veio a falecer de choque hipovolêmico por sangramento
como foco a prevenção do acidente vascular cerebral, o incontrolável.
procedimento descrito é, segundo o esquema de níveis de
prevenção da História Natural das Doenças (de Leavell e Assinale a alternativa que preenche corretamente os espaços
Clark), mais bem caracterizado como em branco da afirmação:
“Para finalidades estatísticas e epidemiológicas, a causa
(A) promoção da saúde.
básica da morte foi ; esse óbito deverá ser con-
(B) proteção específica. tabilizado em ”.

(C) detecção e tratamento precoce. (A) agressão … Niterói-RJ

(D) limitação da incapacidade. (B) choque hipovolêmico … Manaus-AM

(E) reabilitação ou redução de complicações. (C) sangramento incontrolável … Guaxupé-MG

(D) choque hipovolêmico … Vitória-ES

(E) esfaqueamento … Colatina-ES

UFSP0902/01-AcessoDireto 18
117. Num estudo, foram recrutadas 30 pessoas com certo tipo 120. Homem de 42 anos de idade, com diagnóstico de hanseníase
de câncer (grupo X) e 90 pessoas sem essa doença (grupo virchowiana fez tratamento com poliquimioterapia para
Y). Foi aplicado questionário em todas as 120 pessoas, multibacilar por 12 meses. Após três meses do término do
que revelou o seguinte: no grupo X, 30% foram expostos tratamento, surgiram pápulas e nódulos eritemato-edemato-
a um determinado fator de interesse e no grupo Y, 20%. O sos nos braços e pernas, acompanhados de febre e mialgia.
valor bruto da medida de associação mais apropriada entre Trata-se de
exposição e efeito foi
(A) resistência medicamentosa. O próximo tratamento do
(A) RR = 1,50. paciente deve ser realizado com outro esquema tera-
pêutico.
(B) RR = 1,48.
(B) reação tardia ao uso da rifampicina intermitente.
(C) OR = 0,58.
(C) reação tipo II pós-alta. O tratamento de escolha é a
(D) RR = 0,68. talidomida na dose de 100 a 400 mg ao dia. Não é
necessário tratamento específico para a doença no
(E) OR = 1,71. momento.

(D) recidiva da doença devendo reiniciar o tratamento


específico por mais 12 meses.
118. Num estudo de casos e controles realizado numa instituição,
o pesquisador decidiu incluir três controles para cada caso (E) reação tipo I devendo introduzir pentoxifilina e rifam-
admitido: um da própria instituição, outro do bairro de resi- picina concomitantemente.
dência do caso e o terceiro da população geral. Questionado
a respeito, o pesquisador corretamente respondeu que estava
tentando assegurar 121. Homem de 36 anos de idade, assintomático, procurou Centro
de Referência e Treinamento para DST-AIDS por resultado
(A) diversidade de gravidade entre os controles. de sorologia positiva para HIV, sem evidências de doença
oportunista, com CD4 = 394 cél/mm3 e carga viral = 22 000
(B) homogeneidade de efeito entre os casos. cópias/mL. O PPD foi de 3 mm e a radiografia de tórax
evidenciou micronódulos e discreto espessamento pleural
(C) heterogeneidade de efeito entre os controles.
em ápice direito. Negou contato atual ou prévio com tuber-
(D) igualdade de exposição entre os casos. culose. A conduta recomendada é

(E) variabilidade de exposição entre os controles. (A) iniciar esquema 1 para tuberculose.

(B) observar clinicamente, já que o PPD é negativo.

(C) fazer broncoscopia com biópsia para afastar tuberculose


119. Assinale a alternativa que preenche corretamente os espaços
ativa.
em branco do texto.
“Você planeja realizar um estudo de casos e controles para (D) fazer quimioprofilaxia com isoniazida por seis meses.
verificar a influência do aleitamento natural na incidência de
apendicite aguda em jovens de 15-24 anos de idade. O seu (E) fazer tomografia computadorizada do tórax.
protocolo contém informações sobre idade, sexo, cor/raça,
ocupação, estado conjugal, escolaridade, história pessoal de
amidalectomia e história familiar de apendicectomia. Além 122. Paciente com 20 anos de idade procurou pronto-socorro
de questões sobre a exposição de interesse principal, o seu com história de pele amarelada e vômitos. Refere estar em
questionário contém perguntas sobre exposição pregressa a tratamento há 10 dias, na UBS, por tuberculose pulmonar
tabaco e bebidas alcoólicas, bem como perguntas sobre estresse, bacilífera. Ao exame: PA = 80x40 mmHg e FC = 130 bpm.
consumo pregresso de vegetais, cafeína, anti-inflamatórios O plantonista indicou internação. Com relação às normas
não hormonais, vermífugos, laxativos e drogas consideradas de biossegurança, qual a melhor conduta?
ilícitas. Nessas circunstâncias, os controles deverão ser pes-
(A) Paciente em quarto com isolamento e profissionais de
soas e sem ”.
saúde usando máscara cirúrgica.
(A) de 15-24 anos de idade … aleitamento natural
(B) Paciente em quarto com isolamento e profissionais de
(B) de 15-24 anos de idade … apendicectomia saúde usando máscara respiratória (M95).

(C) com idade abaixo de 15 anos de idade … qualquer (C) Paciente em quarto comum e profissionais de saúde
cirurgia usando máscara respiratória (M95).

(D) completamente saudáveis … história familiar de apen- (D) Paciente em quarto com isolamento e paciente usando
dicectomia máscara respiratória (M95).

(E) sem apendicectomia … história familiar de apendi­ (E) Não há necessidade de isolamento desse paciente.
cectomia

19 UFSP0902/01-AcessoDireto
123. Sobre as dislipidemias, assinale a alternativa correta. 125. Ainda que arbitrário, é um procedimento comum o estabe-
lecimento de intervalos de referência utilizando o intervalo
(A) Devem fazer parte da dieta as frutas, incluindo o aba- central que comporta 95% dos resultados obtidos de uma
cate, hortaliças, óleos vegetais, sementes e castanhas e população composta de indivíduos assumidamente normais.
os cereais refinados. Por esse critério de “normalidade”, qual é a chance de um
(B) O farelo de aveia é uma importante fonte de fibra indivíduo normal ter um resultado alterado?
insolúvel e, portanto auxilia o tratamento dietético da (A) 1 em 10.
hipercolesterolemia.
(B) 1 em 5.
(C) A dieta deve ser hipossódica e conter até 20% de lipídeos.
(C) 1 em 20.
(D) O paciente deve ingerir diariamente 80 g de fibras entre
solúveis e insolúveis, para efeito terapêutico. (D) 1 em 95.
(E) O tratamento dietético na hipercolesterolemia prevê em (E) 1em 100.
torno de 60% de carboidratos, 15% de proteínas e 25%
de lipídios, dos quais a gordura saturada não deverá
ultrapassar 7%.

124. Quais vacinas e número de doses a Associação Brasileira


de Imunizações recomenda a uma adolescente de 15 anos e
quatro meses, hígida, que recebeu as vacinas relacionadas
a seguir?
Ao nascimento – BCG
2 meses – DTP+Hib, vacina oral contra poliomielite
4 meses – DTP+Hib, vacina oral contra poliomielite
6 meses – DTP+Hib, vacina oral contra poliomielite
9 meses – contra sarampo
12 meses – contra varicela
15 meses – DTP+Hib, vacina oral contra poliomielite,
Sarampo + Caxumba + Rubéola (SCR)
5 anos – DTP+Hib, vacina oral contra poliomielite, SCR,
varicela
(A) Três doses da vacina contra hepatite B, três doses da
vacina contra papilomavírus humano (HPV), duas
doses da vacina contra hepatite A, reforço da dupla
adulto (dT) ou tríplice bacteriana do adulto (dTpa), uma
dose da vacina contra influenza, uma dose da vacina
antimeningocócica C conjugada.
(B) Uma dose da vacina contra hepatite B, duas doses da
vacina contra influenza, reforço da vacina dupla adulto
(dT) ou tríplice bacteriana do adulto (dTpa), duas doses
da vacina contra papilomavírus humano, duas doses da
vacina antimeningocócica C conjugada.
(C) Três doses da vacina contra hepatite B, três doses da
vacina contra papilomavírus humano (HPV), duas doses
da vacina contra hepatite A, reforço da dupla adulto
(dT), duas doses da vacina contra influenza, duas doses
da vacina antimeningocócica C conjugada.
(D) Três doses da vacina contra hepatite B, duas doses da
vacina contra papilomavírus humano (HPV), duas doses
da vacina contra hepatite A, reforço da dupla adulto
(dT), duas doses da vacina contra influenza, duas doses
da vacina antimeningocócica C conjugada.
(E) Três doses da vacina contra hepatite B, reforço da vacina
oral contra poliomielite, duas doses da vacina contra
papilomavírus humano (HPV), duas doses da vacina
contra hepatite A, reforço da dupla adulto (dT), duas
doses da vacina contra influenza, duas doses da vacina
antimeningocócica C conjugada.

UFSP0902/01-AcessoDireto 20

Você também pode gostar