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17/01/2015 história e­história

   
ISSN 1807­1783                atualizado em 02 de dezembro de 2013

Editorial

Expediente Patrimônio Imaterial e Espaço Urbano: O Ofício das Baianas de
Acarajé e o Largo de Amaralina ­ (Salvador, 1940­2009)
De Historiadores
por Moisés Amado Frutuoso
Dos Alunos

Arqueologia
Sobre o autor[1]
Perspectivas

Professores
Introdução
Entrevistas

Reportagens A relevância do legado dos ancestrais africanos no processo
Artigos histórico de formação da sociedade brasileira permitiu o reconhecimento das
Resenhas contribuições africanas para a cultura baiana e brasileira. O registro do Ofício das
Envio de Artigos
baianas de acarajé como Patrimônio Cultural do Brasil no Livro de Saberes em 1º
Eventos
de dezembro de 2004 constituiu­se como um ato de grande importância para a
Curtas
população negra, que sempre teve suas manifestações consideradas
Instituições
Associadas culturalmente inferiores.

Nossos Links
A venda do acarajé, inicialmente relacionada às tradições
religiosas, com o passar dos anos tornou­se também um meio de sustento de
Destaques
vida de famílias que, em sua maioria, eram chefiadas por mulheres negras. Com
Fale Conosco

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simpatia, carisma e um tabuleiro farto de iguarias, essas mulheres tornaram­se

Newsletter símbolo da identidade baiana também por sua indumentária. O traje da baiana
originou­se, segundo Hildegardes Vianna, da roupa do cotidiano utilizada por
mulheres que atuavam, até a década de 1930, no comércio de rua e em
atividades consideradas menores na sociedade. Todas eram consideradas, assim,
como "mulheres de saia". Ainda segundo Vianna, "usar a saia, ser mulher de
saia, determinava a sua baixa posição social. Era mulher humilde,
desempenhando tarefas subalternas e por vezes inadequadas ao seu sexo,

emaranhada num meio hostil." (grifos da autora).[2] A ressignificação do papel
social destas mulheres e a vinculação com o ofício de preparo de um alimento
sagrado para o candomblé permitiram a construção da identidade cultural que
hoje se constituiu em patrimônio cultural imaterial nacional.

Como parte de um conjunto cultural mais amplo, não é possível
dissociar a origem sagrada do acarajé de outros elementos associados a esse
universo, como a organização do tabuleiro e o local onde estes são instalados. O
espaço público se constituiu como o ambiente no qual os alimentos de origem

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africana são comercializados. No início do século XX, os discursos higienistas em
conjunto com as ações dos poderes públicos tiveram o intuito de "desafricanizar
as ruas". Estes consideravam que

o contato manual com as iguarias e as
condenáveis condições de fabricação faziam das comidas
de rua focos de micróbios, vírus e outros inimigos
invisíveis que tanto debilitavam a saúde da população.
Além disso, eram comidas gordurosas, fortemente
condimentadas, em cujo preparo utilizavam­se partes
pouco recomendáveis dos animais, como as vísceras e os

pés.[3]

Tanto a critica médica quanto a legislação municipal deste
período apontavam para a extinção de práticas alimentares consideradas nocivas
à saúde. Fazer o uso de tais comidas nas ruas por uma pessoa de prestígio era
considerado ato vergonhoso, e aqueles que tinham o intuito em saboreá­las,

recomendava­se fazê­lo na clandestinidade.[4] No rol dos alimentos ditos "não
civilizados" encontrava­se o acarajé, alimento emblemático, vendido pelas ruas
de Salvador desde o "período colonial pelas chamadas escravas de ganho ou
negras libertas, proporcionando a sobrevivência dessas últimas após a abolição

da escravatura".[5] De atividade itinerante, a comercialização do acarajé passou
a ser estabelecida em pontos fixos de Salvador. Alguns desses espaços
continuam em atividade, outros caíram no ostracismo. Entre os que caminham
para o esquecimento, encontra­se o largo das baianas, em Amaralina.

Largo de Amaralina: "Largo das baianas"?

A época do reconhecimento do acarajé enquanto patrimônio
imaterial do Brasil, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
(IPHAN) numa ação conjunta com o Ministério da Cultura, lançou o dossiê "Ofício

das baianas de acarajé",[6] no qual abordaram diversos aspectos culturais que
corroboravam para o registro da atividade enquanto patrimônio cultural nacional.
Além de destacar as relações existentes entre o ofício e o candomblé, foram
também abordadas suas relações com as festas de largo, com a Feira de São
Joaquim e também com o cenário urbano.

Em Salvador, As baianas de acarajé integram e compõem a
paisagem social da cidade. Dessa forma, o espaço urbano soteropolitano adquiriu
também um papel de importância no que diz respeito ao desenvolvimento desta
atividade. Identificar e reconhecer esses pontos de vendas como espaços de
socialibidade entre os grupos sociais demanda, por parte das esferas municipais

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e estaduais, a elaboração de políticas públicas para sua preservação. Alguns
espaços foram reconhecidos como pontos tradicionais de comercialização do
acarajé na capital baiana. O largo de Santana (Rio Vermelho), o acarajé da Cira
(Itapuã) e o quiosque das baianas (Amaralina) são alguns desses locais. A
preservação desses espaços cabe não apenas aos poderes públicos, mas a
população como um todo. Dessa forma, "[...] ao olhar patrimonial une­se o olhar
cidadão, no intuito de identificar ou pontuar na geografia urbana lugares
tradicionais ­ pontos de vendas ­ onde, diariamente, é celebrado o hábito de

provar comidas de santo e de gente".[7] Além de referenciais em seus bairros,
um dos espaços citados acima já se constituiu como um cartão postal de
Salvador e ponto turístico da cidade. Trata­se do largo das baianas (também
conhecido como quiosque das baianas), em Amaralina.

O largo de Amaralina demarcou, durante muito tempo, um dos
limites urbanos de Salvador. Até os primeiros anos da década de 1960
estabelecia­se naquele local a parada final da extinta linha de bondes que

cortavam a cidade.[8] Apesar das lendas sobre a origem do nome do bairro,[9] o
mais certo é que venha do sobrenome do proprietário da Fazenda da Lagoa, José
Alves do Amaral. Segundo seu filho, João Amaral, o acréscimo do sufixo "ina" ao

Amaral "acrescentou algo mais para formar uma palavra feminina".[10]

Existem registros de atividades das baianas de acarajé no largo

de Amaralina desde a década de 1940[11] e até um pouco antes dos anos 2000
constituiu­se como um dos pontos turísticos oficiais de Salvador. Segundo
relatos, o surgimento dos pontos de vendas se deu de forma espontânea e

chegou a reunir 32 baianas comercializando seus produtos.[12] Inicialmente, elas
se agrupavam no ponto do transporte coletivo. A Prefeitura construiu um
quiosque em dezembro de 1977, que ficou conhecido como Largo das baianas.
Formado por uma estrutura circular composta por toras de madeira forradas com
folhas secas de piaçava, o quiosque ocupava a maior parte do largo e atraía uma
grande quantidade de turistas para a região.

No entanto, dez anos após a inauguração, a situação do
quiosque era outra. O piso estragado, a sujeira e a presença de mendigos no
local eram uma constante. A baiana Maria Edite, que desde a década de 1940
atuava no largo das baianas, declarou a um jornal local que "antigamente, isso
aqui [o quiosque] ficava cheio de turistas e baianos. Agora, o número de baianas

já diminuiu e as vendas vão de mal a pior".[13] Esta situação se agravou com o
passar dos anos e o Largo de Amaralina deixou de fazer parte dos roteiros
turísticos da capital. Outro fator que contribuiu para o desprestígio das baianas
de Amaralina foi a visibilidade alcançada pelas baianas Dinha, Cira e Regina.

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Sobre sua atuação nesse contexto de mudanças, a baiana Maria Emilia
Bittencourt, que atuou no Largo de Amaralina, declarou que:

A gente tinha o prazer de fazer o acarajé
bem feito. Era aquela disputa, cada uma queria fazer
melhor, porque a clientela era muito boa, não tinha Dinha,
não tinha Cira, não tinha ninguém [...]. O que aconteceu?
Essas baianas foram morrendo, [...] algumas foram se
aposentando. As que tem filhas que deu continuidade, faz
um acarajé bom. Mas a que foi (substituída por)
empregada, aquela coisa de terceirizar, acabou a

Amaralina.[14]

Uma nova reforma no largo das baianas somente ocorreu em
2006, no âmbito da alteração do gabarito da orla de Salvador no trecho
Amaralina­Costa Azul. Por conta de irregularidades legais, como a falta de
licenciamento da Secretaria do Patrimônio da União, da Secretaria do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) e do IBAMA, as obras somente foram
concluídas em 2008. Após um período com um toldo temporário, o novo quiosque
foi inaugurado. Apesar do design arrojado (composta por uma estrutura de
madeira, metal e lona), não existe uma referência às atividades que são
desenvolvidas no espaço. "Achava que o governoou a prefeitura iria colocar uma
cobertura mais bonita, com elementos que representassem à Bahia", afirmou

Liliana Queiroz, uma moradora do bairro.[15] A turista paulista Jaqueline
Paccaroli, declarou sua saudade do antigo formato que perdurou até 2006: "Acho
que tinha a cara da Bahia e o turista quando vem ele quer ver coisas diferentes

como acontecia neste lugar".[16]

A questão aqui não é propor a restauração, enquanto estrutura
física, do que o largo das baianas fora outrora. O que se pretendeu foi ressaltar
como a ausência de "símbolo" (que concedia identidade própria ao local) e a
descaracterização de elementos que agregavam e caracterizavam seu valor

cultural. Se em algum momento pensou­se na preservação dinâmica[17] deste
espaço urbano, podemos afirmar que tal proposição neste sentido foi mal
executada, pois do modo que o largo encontra­se hoje, qualquer tipo de alimento
ou bebida, em tese, poderia ser comercializado sob os toldos, pois não há nada
que simbolize o ofício das baianas de acarajé naquele local.

É inegável que as protagonistas do largo são as baianas. Em
virtude da interação que este grupo desenvolveu neste cenário, permite­nos
afirmar que o largo ainda é delas. Mesmo em número reduzido, elas ainda
persistem e resistem. Vestidas com suas indumentárias brancas e ornadas com

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seus colares coloridos, elas arrumam seus tabuleiros com seus produtos e
atendem turistas e baianos com um sorriso na face, num ritual que ao mesmo
tempo é sagrado e profano. O largo das baianas de Amaralina pode não ser o
ponto de venda mais concorrido da cidade; mas que ainda se encontra um
acarajé gostoso, é fato.

Fontes Impressas

A TARDE. Chula, capoeira e boa comida em Amaralina ­ É a festa das Baianas. A
Tarde, Salvador, 18 jan. 1981, Caderno Turismo, p. 3.

BAHIA HOJE. Bairro já foi área de veraneio da comunidade árabe. Bahia Hoje.
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CORREIO DA BAHIA, 1987. Um bairro popular com jeito de rico. Correio da
Bahia, Salvador, 19 jun. 1987, Caderno 1.

DIÁRIO DE NOTÍCIAS. Dengo, trabalho e tempero nos taboleiros de acarajé.
Diário de Notícias, Salvador, 19 ago. 1977, p. 9.

JORNAL DA BAHIA. Amaralina: um pedaço de céu bem perto do mar. Jornal da
Bahia. Salvador, 23 set. 1974. Caderno 2, p.4.

TRIBUNA DA BAHIA. Calçadão da orla recém inaugurado expõe pedestres.
Tribuna da Bahia. Salvador, 24 out. 2009. Disponível em:

http://www.tribunadabahia.com.br/2009/10/24/calcadao­da­orla­recem­
inaugurado­expoe­pedestres. Acesso em: 05 nov. 2013.

Referências Bibliográficas

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femininos, maternidade e pobreza. Salvador, 1890­1940. Salvador: CEB, 2003.

IPHAN ­ Instituto do Patrimônio Histórico, Artístico e Nacional. MinC ­ Ministério
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IPHAN ­ Instituto do Patrimônio Histórico, Artístico e Nacional. MinC ­ Ministério
da Cultural. Dossiê IPHAN 6 ­ Ofício das Baianas do Acarajé. Brasília, DF: IPHAN,
2007. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/portal/baixaFcdAnexo.do?id=919
Acesso em: 05 nov. 2013.

KOHLSDORF, Maria Elaine. Patrimônio cultural e preservação da identidade dos

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http://www.arquiteturarevista.unisinos.br/index.php?e=2&s=9&a=7. Acesso em:
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Almeida. Linguagens urbanas, memória da cidade: vivências
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SOUZA, Tatiane dos Santos. Cultura e desenvolvimento local: reflexões sobre a
experiência do Programa Viva Nordeste. 2008. 145f. Dissertação (Mestrado em
Cultura e Sociedade). Universidade Federal da Bahia, Salvador.

VIANNA, Hildegardes. A Bahia foi assim: crônicas de costumes. Salvador: FV,
2000.

Anexos

Abrigo localizado abaixo do ponto do transporte coletivo. Jornal
A Tarde, 18 jan.1981.

Estrutura de toras de madeira forradas com folhas de piaçava.
Jornal Bahia Hoje, 06 out.1996.

http://historiaehistoria.com.br/materia.cfm?tb=alunos&id=523 6/9
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Estrutura de toras de madeira forradas com folhas de piaçava.
Fonte: http://www.cidteixeira.com.br/site/foto.php?id=1681

http://historiaehistoria.com.br/materia.cfm?tb=alunos&id=523 7/9
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Novo layout do quiosque das baianas após 2008. Fontes:
http://maps.google.com.br/

http://blogdoriovermelho.blogspot.com.br/2011/06/cade­as­
baianas­do­largo­de­amaralina.html

[1]Mestrando em História pela Universidade Federal da Bahia.

moises.frutuoso@yahoo.com.br

[2] VIANNA, Hildegardes. A Bahia foi assim: crônicas de costumes. Salvador: FV,

2000. p. 201.

[3] FERREIRA FILHO, Alberto Heráclito. Quem pariu e bateu, que balance! Mundos

femininos, maternidade e pobreza. Salvador, 1890­1940. Salvador: CEB, 2003. p.
108.

[4] Id. p. 108.

[5] IPHAN ­ Instituto do Patrimônio Histórico, Artístico e Nacional. MinC ­

Ministério da Cultural. Livro de Registro dos Saberes: Ofício das baianas de
acarajé em Salvador, Bahia. Salvador, 1º de dezembro de 2004. p. 1. Disponível
em: http://portal.iphan.gov.br/portal/baixaFcdAnexo.do?id=349 Acesso em: 05
nov. 2013.

[6] IPHAN ­ Instituto do Patrimônio Histórico, Artístico e Nacional. MinC ­

Ministério da Cultural. Dossiê IPHAN 6 ­ Ofício das Baianas do Acarajé. Brasília,
DF: IPHAN, 2007. Disponível em:
http://portal.iphan.gov.br/portal/baixaFcdAnexo.do?id=919 Acesso em: 05 nov.
2013.

[7] Id. p. 18.

[8] SANTANA, Charles d​
Almeida. Linguagens urbanas, memória da cidade:
vivências e imagens de Salvador de migrantes. São Paulo: Annablume, 2009. p.
25.

[9] Depoimentos orais falam que o nome do bairro se refere a história de amor

entre um proprietário de terras por uma moça chamada Lina que morava na
localidade. Assim, da junção de "amar à Lina" originou­se a designação.

[10] JORNAL DA BAHIA. Amaralina: um pedaço de céu bem perto do mar. Jornal

da Bahia. Salvador, 23 set. 1974. Caderno 2, p.4.

[11] DIÁRIO DE NOTÍCIAS. Dengo, trabalho e tempero nos taboleiros de acarajé.

http://historiaehistoria.com.br/materia.cfm?tb=alunos&id=523 8/9
17/01/2015 história e­história

Diário de Notícias, Salvador, 19 ago. 1977, p. 9.

[12] SOUZA, Tatiane dos Santos. Cultura e desenvolvimento local: reflexões sobre

a experiência do Programa Viva Nordeste. 2008. 145f. Dissertação (Mestrado em
Cultura e Sociedade). Universidade Federal da Bahia, Salvador. p. 60.

[13] CORREIO DA BAHIA, 1987. Um bairro popular com jeito de rico. Correio da

Bahia, Salvador, 19 jun. 1987, Caderno 1.

[14] BAHIA, Governo da. Secretaria do Trabalho e Ação Social. Traços e Laços ­

Memória da Região do Nordeste de Amaralina. Salvador: EGBA, 2006. apud.
SOUZA, Tatiane dos Santos. op.cit. p. 60.

[15] TRIBUNA DA BAHIA. Calçadão da orla recém inaugurado expõe pedestres.

Tribuna da Bahia. Salvador, 24 out. 2009. Disponível em:
http://www.tribunadabahia.com.br/2009/10/24/calcadao­da­orla­recem­
inaugurado­expoe­pedestres. Acesso em: 05 nov. 2013.

[16]Id.

[17] A preservação dinâmica de bens patrimoniais "é adequada a edifícios e áreas

urbanas em geral, pois admite mudanças solicitadas por constante diversificação
de práticas e de seus atores no espaço". ver: KOHLSDORF, Maria Elaine.
Patrimônio cultural e preservação da identidade dos lugares. In: Arquitetura
Revista. v. 1 n. 2 jul­dez 2005. Disponível em:
http://www.arquiteturarevista.unisinos.br/index.php?e=2&s=9&a=7. Acesso em:
05 nov. 2013.

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