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SUINICULTURA

REINO: Animalia

DIVISÃO: Chordata

CLASSE: Mammalia

ORDEM: Artiodactyla

FAMíLIA: Suidae

Género: Sus

ESPÉCIE: Sus scrofa e Sus vittatus

DEFENIÇÃO COMPORTAMENTAL

 Vive em famílias ou pequenos grupos


 Machos velhos podem ser solitários
 Fêmea constrói ninho a quando do parto
 Cópula prolongada
 Leitões estabelecem preferencia por determinado teto
 Não possuem glândulas sudoriparas
DO PONTO DE VISTA DA PRODUÇÃO EXISTEM TRÊS GRANDES TIPOS DE
SUÍNOS

 Tipo gordura
 Tipo bacon
 Tipo carne

RAÇAS

 Conformação
 Características e aptidões

1. RAÇAS PORTUGUESAS

 ALENTEJANA
 Estatura média
 Cor preta
 Cabeça curta, focinho ponteagudo
 Orelhas finas dirigidas para a frente
 Animais muito vivos (pouco dóceis)
 Rústicos resistentes à fadiga
 Pouco precoce
 Assimila muita gordura
 Redimento 85%
 pouco proliferos
 Grande espessura de toucinho
 BISARA
 Animais grandes
 Pelagem preta, branca ou malhada
 Cabeça grossa de perfil côncavo
 Orelhas grandes pendentes
 Animais bastante dóceis
 Grande apetite
 Crescimento lento
 Muito prolíficos
 Maior proporção de músculo que de gordura
RAÇAS ESTRANGEIRAS

GRÃ-BRETANHA
 large white
 Berkshire
 Midle white
 Small white
 Welsh

ESPANHA
 Galega
 Negra lampina
 Ruiva andaluza

FRANÇA
 Normanda
 Bretã
 Corsa

ITÁLIA
 Romana
 Bolonhesa

BÉLGICA
 Pietran
 Seghers

DINAMARCA
 Landrace

EUA
 Duroc ou Duroc-Jersey
 Hampshire
 Spotted Poland China
CARACTERÍSTICAS DE ALGUMAS RAÇAS (MAIS UTILIZADAS)

LARGE WHITE
 Animal grande
 Corpo alongado
 Orelhas inclinadas para a frente
 Pele branca
 Porcas muito proliferas
 Dóceis podendo haver excepções
 inconstante instinto maternal
 Carcaça com bacon

LANDRACE
 Pele branca
 Cabeça longa estreita com perfil recto
 Orelhas longas tombadas
 Corpo longo
 Porcas proliferas
 Muito boas mães
 Elevada velocidade de crescimento
 Bom rendimento
 Elevada percentagem de peças nobres
PIETRAN
 Raça de pele clara com manchas negras irregulares de
tamanho variável
 Cabeça ligeira e curta
 Orelhas pequenas e horizontais
 Costelas fortemente arqueadas
 Linha dorso lombar recta
 Patas curtas e delgadas
 Boa prolificidade
 Grande quantidade de massa muscular
 Presuntos muito grandes e arredondados descendo até ao
curvilhão
 Pequena percentagem de gordura
OBJECTIVOS ACTUAIS DE PRODUTIVIDADE

I - MATERNIDADE

Mortalidade dos leitões nas maternidades (%) 9


Intervalo desmame-cobrição fecundante (dias) 7
Taxa de concepção (%) 95
Leitões desmamados por ninhada 10,5
Ninhadas por porca/ano 2,3
Leitões desmamados por porca/ano 24,1
Peso dos leitões aos 24 dias de idade (kg) 11
Alimento ingerido até aos 11kg 6

II - CRIA

Crescimento dos 11 aos 28 kg


Ganho médio diário (g) 610
Idade aos 28 kg (dias) 70
Ingestão média diária de alimento (g) 920
Alimento ingerido dos 11 aos 28 kg (kg) 26
Índice de conversão 1,51
Mortalidade (%) 1,2

III - ENGORDA

Crescimento dos 28 ao abate (90 kg)


Ganho médio diário de peso (g) 850
Idade aos 90 kg (dias) 145
Índice de conversão 2,6
ORGANIZAÇÃO DA PRODUÇÃO

 Integração vertical

 Integração horizontal
REPRODUÇÃO - GENERALIDADES

 VARRASCO
 PUBERDADE CERAC DOS 6 MESES (ALIMENTAÇÃO)
 PRIMEIRO SERVIÇO CERCA DO0S 7 A 8 MESES DE IDADE
 RELAÇÃO MACHO FÊMEA 1:20
 4 SERVIÇOS POR SEMANA ATÉ UM ANO DE IDADE
 NUNCA MAIS DE 6 SERVIÇOS POR SEMANA
 VARRASCOS NOVOS DEVEM INICIALMENTE SERVIR FÊMEAS
VELHAS NO PICO DO ESTRO
 AQUANDO DA COBRIÇÃO A PORCA DEVE SER DESLOCADA
PARA JUNTO DO MACHO
 ESPERMATOZÓIDES NECESSITAM DE CAPACITAÇÃO
 5 a 6 horas para adquirir capacidade de fecundação
 Sobrevivência dos espermatozóides 45 a 50 horas
 PORCA

 PUBERDADE
 Primeiro cio entre os 6 e os 8 meses (90 kg)
 Variações com alimentação e técnicas de produção
 Depende da idade e do peso
 Contacto com os machos estimula o primeiro cio
 Efeito macho pode ser utilizado para sincronizar o cio
 Cio ocorre em 60 a 90% após 10 dias
 Na prática as porca são cobertas no 3º cio
 DURAÇÃO DO CICLO ÉSTRICO - 21 DIAS
 Ciclos éstricos regulares ao longo do ano (contínuos)

 DURAÇÃO DOS CIOS - 53 A 55 HORAS

 MOMENTO DA OVULAÇÃO
 40 horas após o cio detectado pelo varrasco
 Libertação dos ovulos durante um periodo de 3 horas

 FECUNDAÇÃO
 Óvulos fecundáveis durante 10 horas após a deiscência
ovular (6 a 15)
REPRODUÇÃO - COBRIÇÃO

 COBRIÇÃO É UM PONTO FUNDAMENTAL NO CICLO


REPRODUCTIVO
 TAXA DE CONCEPÇÃO E NÍVEL DE OVULAÇÃO
 Correcta detecção do cio
 Indução e sincronização do cio
 Momento da cobrição ou inseminação
 Número de machos utilizados na cobrição
 Número de cobrições
 Alimentação
 Condições ambientais
 Duração da lactação anterior
 Maneio do varrasco
MANEIO DAS PORCAS E MARRÃS E EFICIÊNCIA REPRODUTIVA

 Máxima prioridade ao maneio do núcleo reprodutor


 Bom maneio forma de aumentar o número de leitões nascidos,
desmamados e vendidos
 Pontos principais no ciclo reprodutivo das porcas

MANEIO PRÉ-COBRIÇÃO
MARRÃS
 Selecção das fêmeas para substituição
 Devem provir de linhas familiares com capacidade maternal
superior
 Início da actividade reproductiva (5 meses)
 Primeira cobrição ao 3º cio para melhorar a taxa de ovulação
 Quando confinadas as marrãs podem parar a actividade sexual
após o 1º cio
 Cobrição ao 1º, 2º ou 3º cio não depende só da taxa de
ovulação devemos considerar também
 Preço do alimento
 Trabalho
 Marrãs que não atingem a maturidade até aos 9 meses devem
ser banidas do núcleo reprodutor

Idade à puberdade 5 a 8 meses


Peso à puberdade 150 a 250 lb
Duração do estro 1 a 5 dias (média 2)
Ciclo estrico 16 a 25 ( média 20 a 21)
Intervalo desmame-cio 3 a 8 (média 5)
Tempo de ovulação 40 horas após o início do cio

 Marrãs nascidas no Outono atigem a maturidade mais cedo que


as marrãs nascidas na Primavera
 Exposição ao varrasco diminui a idade e o peso à puberdade
das marrãs nascidas na Primavera mas não das nascidas no
Outono

ANESTRO PODE SER DEVIDO A VÀRIAS CONDIÇÕES

1. Métodos de detecção do cio incorrectos


2. Stress provocado pelas altas temperaturas
3. Cio silencioso
4. Doença
5. Nutrição (defeciência energética ou proteíca)
6. Stress social

DETECÇÃO DO CIO

 Causa de vários problemas


 Colocar um varrasco junto das fêmeas
 Tratador deve aplicar pressão na região lombar em cada fêmea
na presença do varrasco
 As fêmeas que se encontram em cio permitem que o tratador se
sente na sua região lombar
 Fêmeas respondem mantendo-se imobilizadas e mantêm as
orelhas erectas
 Vulva inchada e apresentando corrimento
 Animal irrequieto

EFEITO DAS TEMPERATURAS ELEVADAS

 Temperaturas elevadas inibem o aparecimento do cio


 Diminuem a taxa de ovulação
 Aumentam a mortalidade embrionária
 No macho diminui a líbido e produção de esperma
 Se a produção de esperma for reduzida só atinge níveis normais
após 4 a 6 semanas

MANEIO PRÉ-COBRIÇÃO
PORCAS
 Podem apresentar cio durante a lactação especialmente
quando a duração é de 5 a 6 semanas
 Quando isto acontece a porca pode não apresentar cio no 3 a
7 dias pós-desmame
 Selecção para porcas que apresentem cio até 7 dias pós-
desmame
 É um parâmetro importante na selecção
 Se a porca não concebe até 28 dias pós-desmame deve ser
refugada
 Por cada 21 dias de atraso a porca deveria produzir mais dois
leitões para pagar o trabalho e alimentação extra
 Desmame aconselhado 3 a 4 semanas
 Desmame mais precoce prejudica a fertilidade (cobrição antes
dos 21 dias de lactação diminui a ninhada em 3 leitões)
 Problemas pós-desmame devemos efectuar o desmame mais
tarde
 Ou deixar os leitões na maternidade mais uma semana pós-
desmame
 Antes da cobrição as porcas devem apresentar ganhos de peso
 Devem também apresentar boa condição corporal
 Para maximizar a taxa de ovulação
 Sincronização dos cios nas porcas é fácil, pois o desmame em
simultâneo permite as porcas apresentem cio nos 3 a 7 dias pós-
desmame
 Efeito macho
 Se as porcas não respondem temos que analizar o sistema de
produção para detectar as causas

SAÚDE
 Abortos, fetos mumificados, estro irregular são indicações
potenciais de doença

MANEIO REPRODUTIVO
 Elevada taxa de concepção
 Ninhada grande
 Importante momento da cobrição ou inseminação, devem ser
efecuadas no momento que permite a maximização dos pontos
anteriores
 Idependentemente do método de cobrição, deve existir
esperma no tracto umas horas antes da ovulação caso contrário
a taxa de concepção e o tamanho da ninhada são reduzidos

RECOMENDAÇÕES PRÁTICAS

1. Detecção do cio uma vez por dia


 Cobrir ou inseminar as porcas emm cada dia que esta aceite o
macho
2. Detecção do cio duas vezes por dia
 1ª cobrição 12 horas após detecção do cio
 2ª cobrição 24 horas após a detecção do cio

ANORMALIDADES NO CIO
 Marrãs podem apresentar cios curtos inferiores a 2 dias
 Neste caso a ovulação ocorre mais cedo
 Logo as fêmeas devem ser cobertas ou inseminadas o mais
rapidamente possível após a detecção do cio
 Cio superiores a 3 dias a fêmea provavelmente não concebe
logo pode ser um desperdício efectuar inseminações ou
cobrições no 3º dia
 Relação macho/fêmea 1:10 (machos de idade superior a 1 ano)
 Relação macho/fêmea 1:6 (machos de idade inferior a 1 ano)
 Em grupos (1:4 machos >1 ano, 1:2 machos < 1 ano)
 Macho não deve efectuar mais de 2 cobrições por dia
 Redução da quantidade de esperma
 redução da qualidade do esperma
 Diminuição da líbido
 Inseminação artificial permite com o sémem de um ejeculado
inseminar 10 fêmeas
 A taxa de concepção e o tamanho da ninhada podem ser
melhorados através do uso de vários machos na cobrição da
fêmea

DETECÇÃO DA GESTAÇÃO
 Diagnóstico por ultrasons
 Precisão de 90 a 95%
 Detecção entre os 30 e 45 dias após a cobrição (vantagens
económicas)

NUTRIÇÃO
 As fêmeas gestantes (porcas e marrãs) devem receber uma
alimentação equilibrada
 Alimento em excesso aumenta custos de produção
 Aumenta também a mortalidade embrionária
 Restrição alimentar (Quantidade de alimento fornecido ou pela
composição do próprio alimento)
 Regra prática cerca de 2 kg de alimento balanceado fornce ,
quer energia, quer proteína suficiente
 Tempo frio fornecer mais alimento
 Alimentação individual (forma de controlar a ingestão)
 Alimentação em grupos
 Custo mais elevado
 Díficil evitar que as porcas engordem
INTRODUÇÃO DE ANIMAIS NOVOS NO NÚCLEO REPRODUTOR
 A quarentena é uma forma de evitar doenças trazidas pelos
novos animais
 Quarentena de 30 dias
 30 dias seguintes contactos com o alimento e fezes das fêmeas
não gestatntes
 Para permitir desenvolver imunidade

MANEIO DO PARTO
 Presenciar o parto
 Nao intervir a não ser que seja necessário
 Manter as porcas calmas e confortáveis
 tempo médio entre nascimentos cerca de 15 a 20 minutos
 Manter a maternidade limpa e remover as secundinas
 Certificar a existência de água fresca
 Verificar se aporca tem problemas de saúde
 Verificar se a porca cuida bem da ninhada
DETECÇÃO DE PROBLEMAS REPRODUCTIVOS NOS SUÍNOS

Parâmetros esperados na performance reprodutiva


Marrãs ciclicas até 7 meses 75-80%
Porcas ciclicas 1 semana após o desmame 1ª ninhada 70-75%
2ª e mais ninhadas 80-85%
Partos ao primeiro serviço - marrãs 80-85%
- Porcas pós desmame 85-90%
Tamanho da ninhada - total 10-12
- nascidos vivos 9-10
Varrasco após descanso de uma semana
Volume do ejeculado 150-300ml
Concentração do esperma 200-300*106/ml
Fertilidade do varrasco-porcas que parem quando
cobretas pelo varrasco em questão 80-90%
Porcas diagnosticadas como gestante que parem 90-95%

Registos úteis no diagnóstico de problemas reprodutivos


Número de vezes que cada varrasco é usado por semana
Concepção ou taxa de partos por cada grupo de porcas
Percentagem de marrãs cobertas até aos 8 meses de idade
Percetagem de porcas cobertas 1 semana pós-desmame
percentagem de porcas diagnosticadas como gestante que parem
Média da ninhada, nascidos vivos, mumias por grupo de porcas
Refugo pós desmame
% à primeira ninhada
% à segunda ninhada
% mais velhas
Estimativa do alimento ingerido durante a gestação e lactação

 Ocorrem problemas reprodutivos em todas as explorações


 São significativos quando a produção se torna inferior ao limite
estipulado
 Avaliação da situação reproductiva
 % de animais em estro (ciclo9
 taxa de cocepção
 Taxa de partos
 Tamanho médio da ninhada
 Número de leitões produzidos por porca e por ano
 Detecção de subfertilidade depende
 Capacidade de observação do tratador
 Registos
 Análise dos registos reprodutivos
 Maior parte dos problemas reprodutivos têm como causa
 Maneio defeciente
 Nutrição
 Meio ambiente
 Toxicoses
 Genética
 Doenças
 Resoluçã dos problemas reprodutivos implica
 Conhecimento do maneio reprodutivo
 Colheita de dados e sua análise
ANESTRO NAS MARRÃS
 Problemas mais frequentes nas marrãs
 Atraso na puberdade
 Cios silenciosos
 Anestro após após alguns cios
 Muitos deste problemas estão relacionados com o meio
ambiente (construção)
 São também influênciados
 raça, idade
 estaçao do ano
 presença do varrasco
 Duração do dia ou iluminação artificial
 Landrace e large white reproduzem-se bem em ambientes
fechados
 Marrãs criadas isoladamente atingem a maturidade mais tarde
 Iluminação de cerca de 12 horas
 Exposição ao varrasco, colocação em novo parque estimula o
cio em marrãs em anestro
 Analisar o desenvolvimento do genital externo
ANESTRO PÓS-DESMAME NAS PORCAS
 A causa mais comum de anetro pós-desmame é a baixa
ingestão de energia durante a lactação
 Muito importante na primeira ninhada
 Muito importante
 frequência de alimentação
 tipo de comedouros
 bebedouros
 Nível energético do alimento
 aumentar a incorporação de gordura na dieta no Verão ou
quando a ingestão é baixa
 Primeiras observações quando ocorre anestro
 Perda excessiva de peso durante alactação
 Ganho de peso insuficiente durante a gestação
 Tempo de lactação também afecta a entada em cio
 lactação < 24 dias atrasa o cio
 desmame dos leitões mais pesados 24 horas antes melhora
a ciclização espicialmente no primeiro parto
 Primeira semana pós-desmame as porcas devem receber 3 a 4
kg do alimento fornecido durante a lactação
 Exposição ao varrasco melhora a entrada em cio
 varrasco em boxe adjacente
 Permitir o passeio do varrasco junto às fêmeas
 O Verão e o Outono são períodos de reduzida actividade sexual
 Logo mais importante se torna o maneio dos animais
 Detecção de problemas de anestro
 Detecção do cio
 Registos

INCAPACIDADE DE ACASALAMENTO
RECUSA DO MACHO
 Recusa a acasalar dos machos e fêmeas, mesmo com sinais de
cio
 Geralmente é um problema do macho
 Comportamento sexual insuficiente do varrasco causado por
 inexperiência
 Imaturidade
 Genética
 Sobre-utilização
 Dores associadas ao acasalamento
 Início do comportamento sexual aos 5-6 meses nos varrascos
 Varrasco sem actividade sexual aos 7,5 meses têm problemas
 Falta de experiência
 Problema hereditário
 Varrascos podem ter períodos de líbido reduzido
 Sobre-utilização
 Idade avançada
 Dores associadas ao acasalamento mais comum
 dores nos cascos
 Membros posteriores
 Lesões do pénis

RECUSA DA FÊMEA
 Porcas e marrãs podem recusar o macho especialmente
varrascos muito novos
 Geralmente apresentam problema na cervix ou na uretra devido
a cobrição anterior ou parto

SANGUE NO SÉMEM
 Diminui a taxa de concepção
 Verificar se existe trauma da espiral do pénis
 Descanso durante 2 semanas
 eliminação da causa

RETORNO AO CIO
 Quando mais de 15% das porcas retornam ao cio após 18-23
dias devemos investigar a fertilidade do macho e da fêmea
 Primeira consideração infertilidade do macho
 Má acomodação no acasalamento
 Exame do sémem
 Observação do comportamento do varrasco e capacidade de
acasalamento
 Revisão do maneio do varrasco
 Varrascos usado excessivamente (mais de 7 cobrições/semana)
podem ter reduzida a sua fertiliudade
 2 varrasco para cada 2 a 4 porcas /semana
 Inseminação melhor fertilidade 10 a 12 horas antes da ovulação
 Dupla cobrição melhora a taxa de concepção em 10 a 30%
uma vz que melhora as hipóteses de cobrição próximo da
ovulação
 Varrascos expostos a temperaturas elevadas podem apresentar
baixa fertilidade
 Sombra
 Banhos ou pulverização de água nos períodos mai quentes

RETORNO AO CIO APÓS 24 DIAS OU MAIS


 Sugere perda da ninhada no início da gestação
 Infecções uterinas

DIAGNÓSTICO DE PROBLEMAS REPRODUTIVOS SUCESSIVOS


1. Infertilidade e uso do macho
2. Cultura de bactérias das descargas vaginais
3. Testes sosrológicos para detecção do parvovírus
4. Diagnóstico de gestação no início (teste da progesterona)
5. Exame do trato reproductivo

ABORTOS
 1-2% considerado normal
 Abortos são causados por factores toxico, infecciosos, genéticos,
metabólicos, etc.

FETOS MUMIFICADOS
 4 -5% considerado normal
 Fetos que morrem entre os 35 e 90 dias de gestação
 Causas
 Isuficiência da placenta
 problemas letais
 Parvovírus
NADOS-MORTOS
 6-8% considerado normal, morte dos fetos antes do parto
 Aumentam com a idade da porca especialmente após 6 partos
 Infecções como a leptospirose
 Porcas muito gordas mais frequente
 Stress térmico
 Porcas perturbadas durante o parto podem apresentar nados-
mortos

NINHADAS PEQUENAS
 Quando mais de 15% produz ninhadas inferiores a 7 são
consideradas significantes
 Principais factores são
 Raça
 Heterose
 Número de ninhadas anteriores (> 3, 4, 5ª ninhada) (reduz 6ª
ninhada)
 Para manter a ninhada máxima, núcleo reprodutor deve ter
35 a 40% na 1ª e 2ª ninhada
 Cobrição adquada
MANEIO DA PORCA DURANTE O PARTO E LACTAÇÃO

 SOBREVIVÊNCIA DOS LEITÕES


 PREPARAÇÃO DO PRÓXIMO PARTO

PRÉ-PARTO

 DEPARASITAÇÃO 2 SEMANAS ANTES DE ENTRAR NA MATERNIDADE


 PREPARAÇÃO DA MATERNIDADE
 LIMPEZA DA M. ORGÂNICA
 DESINFECÇÃO
 VAZIO SANITÁRIO (5 A 7 DIAS)

 LAVAR A PORCA ANTES DE ENTRAR NA MATERNIDADE


 TETOS E TERÇO POSTERIOR COM ÁGUA MORNA E SABÃO
 EVITA DIARREIAS PARASITAS

 ALIMENTAÇÃO DA PORCA
 ATÉ AO PARTO
 LAXATIVO
 ÁGUA À VONTADE

PARTO E LACTAÇÃO

 TEMPERATUTA DA MATERNIDADE
 PORCA 13 A 24 ºC
 LEITÕES 32 A 35 ºC
 ÀS 3 SEMANAS 21 A 27 ºC

 SINAIS DE PARTO
 PORCA DEVE ESTAR NO LUGAR CERTO NO TEMPO CERTO
 DADOS
 OBSERVAÇÃO
 VULVA INCHADA
 TETOS CHEIOS
 PRESENÇA DE LEITE PARTO OCORRE DENTRO DE 24 HORAS
 IRREQUIETAS E NERVOSAS
 URINA FREQUENTEMENTE
 TENTA FAZER O NINHO

 DEVE ESTAR NA MATERNIDADE AOS 110 DIAS DE GESTAÇÃO


 ABITUAÇÃO AO LOCAL DE PARTO

PARTO

 CUIDADOS DIMINUI OS NADOS-MORTOS


 PODEM NASCER COBERTOS COM AS MEMBRANAS FETAIS (FINAL DO
PARTO)
 USO DE OXITOCINA
 PARTO PROLONGADO NAS PORCAS GORDAS AUMENTAM OS NADOS-
MORTOS
 ASSISTÊNCIA A PARTOS DIFÍCEIS
 SÓ QUANDO NECESSÁRIA
 TRABALHO DE PARTO PROLONGADO SEM SAÍDA DE LEITÃO
INDICA PROBLEMAS
 MMA OCORRE EM PARTOS PROLONGADOS
 INTRODUZIR DESINFECTANTE NO ÚTERO

NUTRIÇÃO DOS RECÉM NASCIDOS


 INGESTÃO DO COLOSTRO
 DIFICULDADES EM MAMAR
 PORCA AGRESSIVA
 NINHADA GRANDE
 PORCA NÃO PRODUZ LEITE
 ALIMENTAÇÃO ARTIFICIAL
 ADOPÇÃO

ALIMENTAÇÃO DA PORCA DURANTE A LACTAÇÃO

 NÃO DISTRIBUIR ALIMENTO NO DIA DO PARTO


 ÁGUA À VONTADE
 AUMENTAR O ALIMENTO GRADUALMENTE DE FORMA A ATINGIR O
MÁXIMO AOS 10 DIAS PÓS-PARTO
 MELHORAR A ALIMENTAÇÃO DAS PORCAS MAGRAS
 PORCAS QUE TERMINAM A LACTAÇÃO A PERDER PESO TENDEM A
ATRASAR O CIO PÓS-PARTO
 ALIMENTAÇÃ EM FUNÇÃO DA NINHADA

ALIMENTAÇÃO DOS LEITÕES DURANTE A LACTAÇÃO

 FERRO
 1 SEMANA DE IDADE ALIMENTO DE INICIAÇÃO

CONTROLO DE PROBLEMAS DE SAÚDE

 FALTA DE APETITE
 NÃO DÁ DE MAMAR AO LEITÕES
ANEMIA DOS LEITÕES

 PROBLEMA POIS OS LEITÕES NÃO TEM ACESO AO FERRO DO SOLO


 SÍNTESE DE HEMOGLOBINA

CAUSAS DA DEFICIÊNCIA EM FERRO


 RESERVAS NO LEITÃO SÃO PEQUENAS
 COLOSTRO CONTÊM POUCO FERRO
 ELIMINAÇÃO DO CONTACTO COM O SOLO
 RÁPIDO CRESCIMENTO DOS LEITÕES

SINAIS DE DEFICIÊNCIA EM FERRO


 ANEMIA CRÓNICA
 CRECSIMENTO LENTO
 INDIFERENÇA
 PELO ÁSPERO
 PELE ENRUGADA

 ANEMIA AGUDA
 MOVIMENTO DOS MÚSCULOS DO DIAFRAGMA
 LEITÕES DE CRESCIMENTO MAIS RÁPIDO PODEM MORRER DE
REPENTE DEVIDO A FALTA DE OXIGÉNIO
 PROBLEMAS RESPIRATÓRIOS
 ENTERITES

 PREVENÇÃO DA ANEMIA
 ADMINISTRAÇÃO DE FERRO (VIA ORAL, POR INJECÇÃO)
 TOXICIDADE DO FERRO

MAMITE, METRITE E AGALAXIA


SINAIS E SINTOMAS
 RESPIRAÇÃO RÁPIDA
 ATITUDE DEPRESSIVA
 FALTA DE APETITE PARA COMER E BEBER
 FEBRE
 RELUTÂNCIA EM SE MOVIMENTAR
 OU AMAMENTAR OS LEITÕES
 TETOS AFECTADOS ESTÃO MAIS DUROS, QUENTES E SENSÍVEIS

TRATAMENTO

 OXITOCINA (INTERVALOS DE 2 A 4 HORAS)


 CORTICOSTEROIDES PARA REDUZIR A INFLAMAÇÃO
 ANTIBIÓTICOS
 INFUSÕES VAGINAIS E UTERINAS

PREVENÇÃO

 MANEIO E ALIMENTAÇÃO
 IMUNIZAÇÃO POR COLHEITA DO AGENTE NO LOCAL
 REDUÇÃO DO STRESS PRÓXIMO DO PARTO E DURANTE A GESTAÇÃO
 ACLIMATAÇÃO DA PORCA À MATERNIDADE
 PORCAS MUITO GORDAS SÃO MAIS SENSÍVEIS
 EVITAR ELEVADAS TEMPERATURAS E HUMIDADE RELATIVA NA
MATERNIDADE
MANEIO DO PARTO AO DESMAME

 OBJECTIVO AUMENTAR NÚMERO DE LEITÕES DESMAMADOS POR


PORCA E POR ANO
 25% DOS LEITÕES MORREM ANTES DO DESMAME
 MORTALIDADE É SUPERIOR NOS PRIMEIROS DIAS

CAUSAS DE MORTE DOS LEITÕES


CAUSAS DE MORTE NÚMERO % TORTAL
NADOS MORTOS 81 37,9
ESMAGAMENTO 29 13,6
FOME 26 12,1
MORTOS (0,9 KG) 19 8,9
HEMORRAGIA UMBILICAL 15 7
ENTERITE 15 7
PROBLEMAS INTESTINAIS 5 2,3
MANEIO DO NASCIMENTO ATÉ 3 DIAS DE VIDA

 65% DAS MORTES OCORREM ATÉ AOS 4 DIAS DE VIDA


 PRESENÇA NO PARTO PODE SALVAR LEITÕES
 OBSERVAR A TEMPERATURA (LEITÃO TEM PROBLEMAS DE HIPOTERMIA)
 REMOÇÃO DO MUCO DA BOCA (RESPIRAÇÃO)
 SECARA O LEITÃO
 ACTUAR NOS PARTOS PROBLEMA
 VENTILAÇÃO
 CORTE DO CORDÃO UMBILICAL E DESINFECÇÃO (TITURA DE IODO 2%)
 CORTE DOS CANINOS PARA EVITAR FERIDAS NOS TETOS E NOS LEITÕES
NAS LUTAS PELO TETO)
 LEITÕES COM PESO INFERIOR A 0,9 KG MORREM (ABATE OU
ALIMENTAÇÃO SUPLEMENTAR)
 IDENTIFICAÇÃO DOS LEITÕES
 ADOPÇÃO ATÉ AOS TR~ES DIAS DE IDADE

MANEIO DOS 3 DIAS ATÉ 3 SEMANAS DE VIDA

 FASE DE BOM DESENVOLVIMENTO DA NINHADA

 ANEMIA
 LEITE DA PORCA É DEFECIENTE EM FERRO
 HEMOGLOBINA
 INJECÇÃO DE 100 A 150 MG DE FERRO DEXTRAN (3 OU 4 DIA)
 1ª 3 OU 4 DIA, 2ª 2 SEMANAS
 INJECÇÃO NO PESCOÇO OU MEMBRO POSTERIOR

 CASTRAÇÃO
 DESINFECTAR CAUDA
 DESINFECTAR APARELHO
 CORTE DE CAUDA

 DIARREIAS (E. COLI) TRATAMENTO ORAL MAIS EFICAZ


 COLOSTRO IMPORTÂNCIA
 TRÊS SEMANAS DE IDADE RESISTÊNCIA MAIS BAIXA EVITAR TODAS AS
CAUSAS DE STRESS
 LIMPEZA E DESINFECÇÃO DA MATERNIDADE

MANEIO 3 SEMANAS ATÉ DESMAME

 3 A 4 SEMANAS OS LEITÕES JÁ COMEM


 REDUZIR STRESS PARA O ANIMAL CRESCER O AMIS POSSÍVEL NESTE
PERÍODO (CRESCE MAIS POR MENOS DINHEIRO)
 DISPONIBILIZAR ALIMENTO DE INICIAÇÃO (1 A 2 SEMANAS)
 DESPARASITAÇÃO DA PORCA ANTES DO PARTO
 LAVAR A PRCA NATES DO PARTO E DESINFECTAR A MATERNIDADE

 DESMAME
 DESMAMAR APENAS OS LEITÕES COM 5,5 KG
 DESMAMAR 2 A 3 DIAS MAIS CEDO OS LEITÕES MAIORES
 EVITAR CHOQUES TÉRMICOS
 AGRUPAR OS LEITÕES PELO PESO
 COMEDOUROS
 BEBEDOUROS
 MEDICAMENTOS NA ÁGUA