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Índice

1. Introdução………………………………………………………………………...…………2

1.1. Objectivos ........................................................................................................................... 2


2. Os tipos de seguros ................................................................................................................ 3
2.1. Ramo Vida .......................................................................................................................... 3
2.2. Ramo Não-Vida .................................................................................................................. 4
3. Bibliografia ............................................................................................................................. 6
4. Conclusão ............................................................................................................................... 7

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1. Introdução

O mercado de seguros fornece uma série de produtos e serviços que têm implicações
significativas para o quotidiano das pessoas, das empresas e da economia, pois além de proteger
quantidade substancial de activos e vidas num país e participar de todos os sectores da economia,
a indústria de seguros ajuda a gerir riscos, mobilizar poupanças e, sobretudo, facilitar
investimentos estratégicos, contribuindo para a estabilidade dos mercados de capitais e,
consequentemente, aumenta os índices de confiança dos agentes económicos.

1.1.Objectivos

Objectivo geral

 Abordar a questão dos tipos de seguro.

Objectivo específico

 Trazer a diferença entre os seguros dos ramos vida e não vida

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2. Os tipos de seguros

O seguro, atendo à natureza do risco coberto, é classificado num dos seguintes tipos, (vide artigo
81, 01/2010 de 31 de Dezembro):

Seguro de danos – aquele em que o sinistro decorre da verificação de um dano patrimonial,


sendo indemnizado nos termos e nos limites acordados no contrato de seguro;

Seguro de pessoas – aquele em que o risco é associado à vida humana, sendo o sinistro derivado
de acidentes pessoais, de doença ou de morte da pessoa segura, pagando a seguradora as
prestações convencionadas ou indemnizatórias contratualmente estipuladas.

2.1.Ramo Vida

Seguro de vida

 Em caso de morte, em caso de vida, misto e em caso de vida com contra seguro;
 Renda;
 Seguros complementares dos seguros de vida, isto é, os relativos a danos corporais,
incluindo-se nestes a incapacidade para o trabalho profissional, a morte por acidente ou a
invalidez em consequência de acidente ou doença.

Seguro de nupcialidade e seguro de natalidade

Estes seguros têm como objecto o pagamento de um valor, que pode ser feito sob a forma de
renda, na totalidade ou em parte) no caso de se verificar o casamento ou o nascimento de filhos.

Seguros ligados a fundo de investimentos

Abrange todos os seguros previstos nas alíneas a) e b) do número i) precedente e ligados a um


fundo de investimento.

Operações de gestão de fundos colectivos de reforma (fundo de pensões).

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Operações de capitalização

Abrangem toda a operação de poupança, baseada numa técnica actuarial, que se traduza na
assunção de compromissos determinados quanto à sua duração e ao seu montante, como
contrapartida de uma prestação única ou de prestações periódicas previamente fixadas.

2.2.Ramo Não-Vida

Os seguros não vida incluem os seguintes ramos:

a) Acidentes, que compreende as seguintes modalidades:


 Acidentes de trabalho e doenças profissionais;
 Acidentes pessoas, nas seguintes modalidades: prestações convencionadas, prestações
indemnizatórias e combinação de ambas;
 Pessoas transportadas.

b) Doença, que compreende as seguintes modalidades: prestações convencionadas,


prestações indemnizatórias e combinação de ambas;
c) Veículos terrestres, com exclusão dos veículos ferroviários, que abrange os danos
sofridos por veículos terrestres propulsionados a motor e veículos terrestres sem motor.
d) Veículos ferroviários, que abrange os danos sofridos por veículos ferroviários.
e) Aeronaves, que abrange os danos sofridos por aeronaves.
f) Embarcações marítimas, lacustres e fluviais, que abrange os danos sofridos por toda e
qualquer espécie de embarcação marítima, lacustre e fluvial.
g) Mercadorias transportadas, que abrange os danos sofridos por mercadorias, bagagens
ou outros bens, qualquer que seja o meio de transporte utilizado.
h) Incêndio e elementos de natureza, que abrange os danos sofridos por outros bens, que
não os indicados nos ramos referidos nos números iii) a vii) da lista de seguro ramo não
vida, causadas pela verificação de qualquer dos seguintes riscos:
 Incêndio, raio ou explosão;
 Tempestades;

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 Outros elementos de natureza

Outros danos em coisas, que abrange os danos sofridos por outros bens, que não os referidos nos
ramos indicados nos números iii) a vii) da lista de seguro ramo não vida, e compreende as
seguintes modalidades:

 Riscos agrícolas;
 Riscos pecuários;
 Outros riscos, como o roubo, desde que não incluídos no ramo referido no número viii)
precedente.

g) Responsabilidade civil de veículos terrestres a motor;


h) Responsabilidade civil de aeronaves;
i) Responsabilidade civil de embarcações marítimas, lacustres e fluviais;
j) Responsabilidade civil geral
k) Crédito;
l) Caução;
m) Perdas pecuniárias diversas;
n) Protecção jurídica, que abrange a cobertura das despesas decorrentes de um processo
judicial, bem como formas de cobertura de despesas e representação jurídica dos
interesses do segurado;
o) Assistência que compreende as pessoas em deslocação e as pessoas noutras
circunstâncias.

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3. Bibliografia
 PIREP (2010), Manual de Contabilidade de seguros.

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4. Conclusão

Na verdade, a prática de seguro, implica na sua base uma distinção de responsabilidade


contratual e responsabilidade extracontratual. A primeira sucede sempre que preexista uma
relação jurídica obrigacional, neste caso a existência de um contrato de seguro que vincula a
seguradora e o tomador de seguro. Enquanto, a segunda traduz-se sempre que não exista uma
relação jurídica prévia e a ocorrência do dano na esfera daquele que à partida será constituído
credor resulte da violação de um dever genérico, maxime, da violação do dever de respeito por
situações jurídicas alheias. Fica aqui evidente a figura do terceiro lesado, que é a vítima de um
sinistro e, não sendo parte do contrato, é detentor do direito de indemnização.
O seguro cumpre uma função: obrigação de proceder à reparação de danos provocados na esfera
jurídica do lesado. Isto significa que não se provando a existência de danos não há
responsabilidade civil, razão pela qual, ainda que o autor da lesão sinta a realização da obrigação
de indemnizar como uma penalização, não é esta, nem objectivamente, nem juridicamente, a
respectiva função.

O seguro, portanto, serve unicamente para transferir do lesado para o autor da lesão as
consequências, principalmente patrimoniais, da lesão produzida.
Face ao acima exposto, é natural que o entendimento segundo o qual, toda e qualquer forma de
responsabilidade pressupõe na sua estrutura uma remissão tripartida: quem, por quê e perante
quem. Esta estrutura exige natural e necessariamente um sujeito o qual se responsabiliza por algo
perante uma instância reconhecida como capaz de exigir responsabilidades.