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XXXI ENCONTRO DE LITURGIA E

CANTO PASTORAL
– Arquidiocese de Sorocaba –
2019

«Logo que pisaram a terra viram brasas acesas, com peixe em cima, e pão.
Jesus Disse-lhes: ‘Vinde comer!’»
- Jo 21,9.12a -

“Somos um só corpo e cantamos, a uma só voz, a nossa única fé.”


- Papa Francisco -

04 e 05 de Maio de 2019
Assessoria:
André Zamur e Pablo R. de O. Gomes
Organização:
Comissões de Liturgia e Música Sacra
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DISCURSO DO PAPA FRANCISCO
AOS PARTICIPANTES NO III ENCONTRO INTERNACIONAL
DE CORAIS NO VATICANO
Sábado, 24 de novembro de 2018

Bom dia, estimados irmãos e irmãs!


A vossa presença nesta Sala permitiu que ressoassem músicas e cantos que, de certo modo,
ultrapassaram os muros: despertastes o Vaticano! É bom ouvir as vossas melodias e sentir a alegria e a
seriedade com que todos juntos dais voz à beleza da nossa prece. Agradeço a D. Rino Fisichella a sua
criatividade e as suas palavras, e também esta iniciativa que consente constatar os muitos caminhos da
evangelização.
Recentemente, como sabeis, realizou-se o Sínodo dos Bispos, dedicado aos jovens, e um tema
tratado com interesse foi precisamente a música: «Totalmente peculiar é a importância da música, que
representa um verdadeiro ambiente no qual os jovens estão constantemente imersos, assim como uma
cultura e uma linguagem capazes de suscitar emoções e de plasmar a identidade. A linguagem musical
representa inclusive um recurso pastoral que interpela em particular a liturgia e a sua renovação»
(Documento final, 47).
A vossa música e o vosso canto são um verdadeiro instrumento de evangelização na medida em
que vos tornais testemunhas da profundidade da Palavra de Deus que comove o coração das pessoas, e
permitais uma celebração dos sacramentos, em particular da sagrada Eucaristia, que faz sentir a beleza
do Paraíso. Nunca interrompais este compromisso tão importante para a vida das nossas comunidades;
deste modo, com o canto dais voz às emoções que estão no fundo do coração de cada um. Nos momentos
de alegria e na tristeza, a Igreja é chamada a estar sempre próxima das pessoas, para lhes oferecer a
companhia da fé. Quantas vezes a música e o canto permitem que estes momentos sejam únicos na vida
das pessoas, porque elas os conservam como uma recordação preciosa que marcou a sua existência.
O Concílio Vaticano II, realizando a renovação da liturgia, reiterou que a «tradição musical da
Igreja constitui um património de inestimável valor» (Const. Sacrosanctum Concilium, 112). É mesmo
assim. Em particular, penso nas muitas tradições das nossas comunidades espalhadas pelo mundo
inteiro, que fazem emergir as formas mais radicadas na cultura popular, e que se tornam também uma
autêntica prece. A piedade popular que sabe rezar de maneira criativa, que sabe cantar com criatividade;
a piedade popular que, como disse um Bispo italiano, é o “sistema imunitário” da Igreja. E o canto dá
continuidade a esta piedade. Através das músicas e cantos dá-se voz inclusive à oração e, deste modo,
forma-se um verdadeiro coral internacional, no qual em uníssono se elevam ao Pai de todos o louvor e a
glória do seu povo.
A vossa presença, enquanto faz sobressair a internacionalidade dos vossos respetivos países,
permite compreender a universalidade da Igreja e as suas diversas tradições. O vosso canto e a vossa
música sobretudo na celebração da Eucaristia, tornam evidente que somos um só Corpo e cantamos com
uma só voz a nossa única fé. Mesmo se falamos línguas diferentes, todos podemos compreender a música
com a qual cantamos, a fé que professamos e a esperança que nos aguarda.
Estudais e preparais-vos para fazer do vosso canto uma melodia que favoreça a oração e a
celebração litúrgica. Contudo, não cedais à tentação de um protagonismo que ofusca o vosso
compromisso, e humilha a participação ativa do povo na oração. Por favor, não sejais a “prima-dona”.
Sede animadores do canto de toda a assembleia e não vos substituais a ela, privando o povo de Deus de
cantar convosco e de dar testemunho de uma prece eclesial e comunitária. Às vezes entristeço-me
quando, nalgumas cerimónias, se canta tão bem mas o povo não pode cantar aquelas peças... Vós que
compreendestes mais profundamente a importância do canto e da música, não desvalorizeis as outras
expressões da espiritualidade popular: as festas patronais, as procissões, as danças e os cantos religiosos
do nosso povo são também um autêntico património de religiosidade que merece ser valorizado e
apoiado porque constitui sempre uma ação do Espírito Santo no coração da Igreja. O Espírito no canto
ajuda-nos a seguir em frente.
Por conseguinte, a música seja um instrumento de unidade para tornar eficaz o Evangelho no
mundo de hoje, através da beleza que ainda fascina e torna possível crer, confiando-nos ao amor do Pai.
Acompanho-vos com a minha bênção e confio-vos a Santa Cecília, vossa Padroeira, mas
sobretudo peço-vos que não vos esqueçais de rezar por mim; rezai por mim inclusive com o vosso canto!
Obrigado!

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00. Quando soube que você viria L.: Marcio Campos
M.: Daniel De Angeles

Quando soube que você viria,


já comecei a ser feliz, então.
Que alegria é ter sua companhia:
façamos juntos festa no coração!
Ref.: É bom demais, é bom demais ter você aqui!
É bom demais, é bom demais ter você aqui! (Bis)
É bom demais ter você aqui!
É bom demais ter você aqui!

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01. Alegrai-vos, ele está bem perto L. e M.: Pe. Gelineau
(Entrada para o 3º Domingo do Advento – Ano A)

Ref.: Alegrai-vos: Ele está bem perto; 2. Restaura-nos, ó Deus e Salvador,


sim, alegrai-vos mais no Senhor! esquece a tua ira contra nós;
ficarás eternamente irritado?
Guardarás tua cólera sem fim?
1. Foste amigo, Senhor, da tua terra, 3. Não darás tua vida novamente
libertaste os cativos de Jacó. ao teu povo que em ti se alegrará?
Perdoaste o pecado do teu povo, Mostra-nos, Senhor, tua bondade,
encobriste toda a sua falta; concede-nos a tua salvação!
não guardaste rancor contra nós,
acalmaste o furor da tua ira.

Cristo caminha diante de nós e conosco para que a nossa existência seja totalmente com ele salvação dos irmãos que no caminho do
tempo estão à procura da verdade. Como Igreja estamos convidados a reviver o êxodo bíblico: sair da escravidão do pecado para
caminhar rumo à terra prometida.

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02. Senhor, vem salvar teu povo L. e M.: Pe. José Weber
(Entrada para o tempo do Advento)

1. Senhor, vem salvar teu povo 2. Contigo o deserto é fértil


das trevas, da escravidão! a terra se abre em flor,
Só tu és nossa esperança, da rocha brota água viva,
és nossa libertação! da treva nasce esplendor!
Ref.: Vem, Senhor, vem nos salvar! 3. Tu marchas à nossa frente,
Com teu povo, vem caminhar! (Bis) és força, caminho e luz.
Vem logo salvar teu povo,
não tardes, Senhor Jesus!

Sobre o Canto da de Entrada:

Na procissão de Entrada é a Igreja que caminha, por isso o canto deve expressar o “sentido de comunidade” que, enquanto Igreja,
vai de um lugar a outro, manifestando claramente a vontade comum de avançar para a meta que é Cristo. Para a escolha deste canto
deve-se ter por critério primeiro a Antífona de Entrada de cada celebração, considerando, também, o Tempo Litúrgico ou
Solenidade.
“Somos caminheiros que marcham para o céu, pois Jesus Cristo é o Caminho que nos conduz ao Pai”.
No solene caminhar do povo de Deus e dos ministros reencontramos o significado da vida que é um contínuo caminhar em direção às
pastagens eternas do Reino.
“Não existe canto para receber o celebrante, mas um canto que acompanha e dá sentido à procissão de entrada dos ministros,
procissão na qual a assembleia se põe em marcha para o altar, para Cristo, para o encontro com o sagrado”.
(Celebrar Bem – Frei Alberto Beckhäuser, OFM – Vozes, p. 128 – 129.)
“Reunido o povo, enquanto o sacerdote entra com o diácono e os ministros, começa o canto de entrada. A finalidade desse
canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e
acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
(Instrução Geral sobre o Missal Romano, nn. 47.)

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03. Senhor, eis aqui o teu povo L e M.: José Raimundo Galvão
(Entrada para o Tempo Quaresmal)

Ref.: Senhor, eis aqui o teu povo, 2. Revendo em Madalena a nossa própria fé,
que vem implorar teu perdão. chorando nossas dores diante dos teus pés,
É grande o nosso pecado, também nós desejamos o nosso amor te dar,
porém é maior o teu coração porque só muito amor nos pode libertar.
1. Sabendo que acolheste Zaqueu, o cobrador, 3. Motivos temos nós de sempre confiar,
e assim lhe devolveste tua paz e teu amor, de erguer a nossa voz, de não desesperar;
também nos colocamos ao lado dos que vão olhando aquele gesto que o Bom Ladrão salvou.
buscar, no teu altar, a graça do perdão. Não foi, também, por nós, teu sangue que jorrou?

O caminho processional sublinha a característica peregrinante da Igreja que vive a certeza de que Deus a acompanha com o maná e
com a ação providencial. Somos o povo de Deus a caminho que na única fé acolhe, suplica, canta e testemunha.

“O caminho do crente sublinha a sua vocação a ser realizador da Palavra”. (Tg 1, 22).
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04. Venham comigo L.: José Thomaz Filho
(Entrada para a Missa da Ceia do Senhor – Quinta-Feira Santa) M.: Fr. Fabreti, OFM

Ref.: Venham comigo, vamos comer minha Páscoa:


Isto é meu Corpo, isto também é meu sangue!
Eis o meu testamento, até que se cumpra no Reino de Deus!
1. De bem longe é preciso lembrar: 2. Todo dia é preciso lembrar:
Deus ouviu o clamor do seu povo, sou a Luz, o Caminho, a Verdade,
nos tirou das amarras do Egito. sou o Trigo que morre e floresce,
Nem a morte nos pode dobrar! sou o Pão, sou Fermento, sou Vida!
3. Com firmeza é preciso lembrar: 4. Para sempre é preciso lembrar:
que ninguém seja escravo ou senhor, volto ao Pai, mas vocês ainda ficam.
que jamais falte pão aos irmãos, Muita gente haverá de seguir-me, se em vocês me
que o perdão transfigure e liberte! enxergarem presente!

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05. Cristo ressuscitou! L. e M.: Wallison Rodrigues
(Entrada para o Tempo Pascal)

Ref.: Cristo ressuscitou, Eterno clarão, Vivente entre nós! (Bis)


1. Na sua dor os homens encontraram, 3. Os que nos duros campos trabalham,
uma pura semente de alegria, voltarão entre vozes de alegria.
o segredo da vida e da esperança: Erguendo ao alto os frutos da colheita:
O Senhor ressuscitou! O Senhor ressuscitou!
2. Os que choravam enxugarão o pranto, 4. Já ninguém viverá sem luz da fé,
brilhará novo Sol nos corações. já ninguém morrerá sem esperança.
Pode o homem cantar seu triunfo: O que crê em Jesus venceu a morte:
O Senhor ressuscitou! O Senhor ressuscitou!

b) Ritos Iniciais – Sinal da Cruz:


O gesto fundamental da oração do cristão e, e permanece, o sinal da cruz. É uma profissão de Fé, expressa por meio do corpo, em
Cristo Crucificado – Ressuscitado: creio n’Aquele que sofreu por mim e ressuscitou; n’Aquele que transformou o sinal do escândalo
em um sinal de esperança e de amor presente de Deus por nós.
A cruz nos mostra o caminho da vida: o seguimento de Cristo. Toda vez que fazemos o sinal da cruz renovamos o nosso batismo;
da cruz, Cristo nos atrai até Ele (Jo 12, 32) e para a comunhão íntima com o Deus vivo.
É importante observar a veracidade textual, pois, para o Cristianismo, prega-se um Deus Uno e Trino (Santíssima Trindade) e não o
Triteísmo.
A fórmula deve ser sempre esta: Em nome do Pai E do Filho E do Espírito Santo. Amém.
É a presença do /E/ que garante a correção teológica da invocação, já que coloca o Pai /e/ o Filho /e/ o Espírito Santo na devida
condição de igualdade de Sua comum divindade - Três pessoas, mas uma só natureza.
* Maiores esclarecimentos sobre o Dogma da Santíssima Trindade podem ser encontrados no CIC 253 a 267.

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06. Vimos te encontrar L.: Edson de Castro
(Entrada para o Tempo Comum) M.: Waldeci Farias

Ref.: Vimos te encontrar em tua casa, ó Senhor;


somos o teu povo, reunido em teu amor,
reunido em teu amor!
1. Ó Pai, nos reunimos em torno do altar,
pra celebrar a Ceia, Memória do Senhor.
Trazemos nossa vida, queremos te louvar,
por aquilo que nos dás, nosso canto é gratidão.
2. Ó Pai, nos alegramos em torno do altar,
em celebrar a Ceia, em nome do Senhor.
És fonte de alegria, queremos te seguir,
pois um dia nos darás um lugar bem mais feliz.

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07. De alegria vibrei no Senhor L. e M.: Silvio Milanez
(Entrada para o Comum de Nossa Senhora)

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Ref.: De alegria vibrei no Senhor, 2. Princesas são tuas damas, a mãe rainha lá está:
pois vestiu-me com sua justiça. toda de ouro adornada, à sua direita a posar.
Adornou-me com joias bonitas, Escuta, filha, atenção! O rei de ti se encantou,
como esposa do rei me elevou! esquece os teus, a tua casa,
adora o rei, o teu Senhor!
1. Transborda o meu coração em belos versos ao 3. Gente importante, de longe, vem te homenagear.
rei, Eis a princesa formosa, vestida de ouro a brilhar.
um poema, uma canção, com a língua escreverei. Em meio às damas de honra, ao rei vai se apresentar.
De todos, és o mais belo, a graça desabrochou, Por entre grande alegria, no seu palácio vai entrar.
em teu semblante, em teus lábios,
pra sempre Deus te abençoou!

A Liturgia
A Constituição Conciliar, a Sacrosanctum Concilium, sobre a Sagrada Liturgia, nos apresenta a seguinte definição: “Liturgia é uma
ação Sagrada pela qual, através de ritos sensíveis, se exerce, no Espírito Santo, o múnus sacerdotal de Cristo, na Igreja e pela
Igreja, para a santificação do Homem e glorificação de Deus”. Ainda, segundo o Dicionário de Liturgia – “ação ritual que se
realiza por meio de atitudes, de gestos e palavras”.
A catequese litúrgica tem em vista introduzir no mistério de Cristo (ela é “mistagogia”), procedendo do visível para o invisível, do
significante para o significado, dos “sacramentos” para os “mistérios”. (CIC 1075).
Por isso, desde o início até o encerramento, a liturgia está absolutamente centrada na Pessoa de Jesus Cristo: “Cristo está presente,
com sua força, na pessoa do ministro, na Palavra proclamada, na assembleia reunida e, sobretudo, nas espécies consagradas. Está
presente também na oração e no canto da Igreja”. (SC 7).
“Cristo está sempre presente em sua Igreja, sobretudo nas ações litúrgicas”. (CIC 1088).
Portanto, Liturgia é a Celebração do Mistério Pascal (Paixão – Morte – Ressurreição) de nosso Senhor Jesus Cristo, através de
ritos, de gestos e de símbolos.
A liturgia, por sua lógica sacramental, é o encontro e a aliança de dois movimentos: o da iniciativa sempre primeira de Deus
para com os homens e o da resposta dos homens ao seu Deus.
“A liturgia convoca hoje o passado e abre para o futuro”.

O Canto na Liturgia
Ao tratar do canto litúrgico, a Sacrosanctum Concilium (SC) destaca sua importância para solenizar o ritual.
Não se canta na Liturgia como se fosse em um espetáculo, mas canta-se a própria Liturgia, como expressão melódica das
orações e gestos do ritual.
Assim sendo, o canto deve servir para a participação e não para o simples deleite da assembleia. Lembrando que, a Sé
Apostólica é a primeira responsável pelas adaptações dos rituais e suas rubricas, pois a liturgia cristã tem características próprias
que manifestam a unidade de toda Igreja.
“A música litúrgica deve, de fato, responder a seus requisitos específicos: a plena adesão aos textos o qual é destinada, a adequada
correspondência aos gestos que o rito propõe”.
(Quirógrafo do sumo Pontífice João Paulo II no centenário do Motu Proprio Tra Le Sollecitudini sobre a música sacra.)
“Verdadeiramente, em liturgia, não podemos dizer que tanto vale um cântico como outro. Enquanto elemento litúrgico, o canto
deve integrar-se na forma própria da celebração, consequentemente, tudo – no texto, na melodia, na execução – deve
corresponder ao sentido do mistério celebrado, às várias partes do rito e os diferentes templos litúrgicos”.
(Sacramentum Caritatis – Bento XVI – 2007, 42).

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08. Senhora, seguiste o caminho L. e M.: José Acácio Santana
(Entrada para a Festa da Visitação de Nossa Senhora)

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1. Senhora, seguiste o caminho 3. Nas horas difíceis da vida,
que à prima Isabel te levou. conosco presente estarás.
Serviço, trabalho e carinho Tu és a melhor acolhida,
o teu coração ofertou. abraço de força e de paz.
Ref.: Visita, Senhora, teu povo, 4. Contigo, Deus Pai exaltamos,
que a ti continua fiel. e o Filho Jesus Redentor.
Repete este gesto de novo, O Espírito Santo louvamos,
que encheu de alegria Isabel. unidos na ação e no amor.
2. Conduz nossos passos, Maria,
aponta o caminho do irmão.
Presença, trabalho, alegria,
são frutos da nossa missão.

“A concepção do Rito Romano não pode, em hipótese alguma, ser comparada com as assembleias pentecostais, onde o milagrismo, o
jogo emocional, as promessas de vitória e prosperidade beiram escandalosamente o charlatanismo e a má-fé dos seus mentores.
Percebe-se o discurso repetitivo e incitante das vitórias conquistadas, levando os fiéis a apostarem em curas e enriquecimento como se
apostassem na loteria. Seus líderes narram casos absurdos e mesmo aterrorizadores, servindo-se da simplicidade e generosidade das
massas populares. Encontramos casos mesmo ridículos e obscenos dessas narrativas, como desaparecimento de dívidas,
enriquecimento mágico e curas estranhas. Por certo que a ação divina é uma verdade inquestionável, também em casos extremos, mas
a banalização da ação da graça leva ao seu descrédito e à sua manipulação”.
(Extraído do livro: Reforma Litúrgica: Renovação ou Revolução? – Paulus, 2012).
“A liturgia cristã não somente recorda os acontecimentos que nos salvaram, como também os atualiza, torna-os presentes. O mistério
pascal de Cristo é celebrado, não é repetido: o que se repete são as celebrações: em cada uma delas sobrevém a efusão do Espírito
Santo que atualiza o único mistério”.
(CIC 1104).
“É em sua função ritual que se concretiza para a música seu papel de serva do rito”.
(GELINEAU, 1968, p. 68).

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09. Maria concebida sem culpa original L. e M.: José Acácio Santana
(Entrada para a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora)

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1. Maria concebida sem culpa original, 2. Maria, Mãe querida, sinal do eterno amor.
trouxeste a luz da vida na noite de Natal. No ventre deste a vida e corpo ao Salvador.
Tu foste imaculada na tua conceição, Ao céu foste elevada por anjos do Senhor.
ó Mãe predestinada da nova criação. Na glória coroada, coberta de esplendor.
Ref.: Maria da Assunção, escuta a nossa voz 3. Maria, Mãe, Rainha, protege com teu véu
e pede proteção a cada um de nós! (Bis) o povo que caminha na direção do céu.
Tu foste a maravilha das obras do Senhor:
Esposa, Mãe e Filha do mesmo Deus de amor.

10. Tanta gente vai andando L. e M.: Fr. Luiz Turra


(Para a “partilha” nas celebrações da Palavra)

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1. Tanta gente vai andando na procura de uma luz, 3. No altar da Eucaristia o Senhor vem ensinar
caminhando na esperança se aproxima de Jesus. que o amor e verdadeiro quando a vida se doar.
No deserto sente fome e o Senhor tem compaixão. Peregrinos, caminheiros, vamos juntos como irmãos,
Comunica sua Palavra: vai abrindo o coração! na esperança repartindo a palavra e o mesmo pão.

Ref.: Dai-lhes vós mesmos de comer,


que o milagre vai acontecer! (Bis)
2. Quando o pão é partilhado, passa a ter gosto de amor, 4. Deus nos fez à sua imagem, por amor acreditou.
quando for acumulado gera morte, traz a dor. Deu-nos vida e liberdade, tantos dons nos confiou.
Quando o pouco que nós temos se transforma em oblação, Responsáveis pelo mundo para a vida promover.
o milagre da partilha serve a mesa dos irmãos. Desafios que nos chagam, vamos juntos resolver!
11. Bendito seja Deus Pai L. e M.: Pe. José Cândido da Silva
(Apresentação das Oferendas)

1. Bendito seja Deus Pai, 2. Bendito seja Deus Pai,


do universo criador, do universo criador,
pelo pão que nós recebemos, pelo vinho que nós recebemos,
foi de graça e com amor. foi de graça e com amor.
Ref.: O homem que trabalha, 3. E nós participamos
faz a terra produzir. da construção do mundo novo
O trabalho multiplica os dons com Deus, que jamais despreza
que nós vamos repartir. nossa imensa pequenez.

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12. Nossa terra visitada L.: Fr. José Moacyr Cadenassi, OFMCap.
(Comunhão para os Domingos da Quaresma) M.: Adenor Leonardo Terra

1. Nossa terra visitada pelo verbo resplendente: 2. Neste tempo favorável, conversão e penitência:
vem abrir os nossos olhos, avivando nossas mentes. ir além dos horizontes ao vencer as aparências.
(Cinzas) Ref.: Cristo vem nos reconduzir 3. Pela via da Palavra, consciência e liberdade:
à essência do existir! (Bis) o Senhor vem conduzir-nos ao festim da caridade
(1º Domingo) Ref.: No deserto a decisão: 4. Egoísmo e violência pelo Cristo derrotados.
Só em Deus a libertação! (Bis) Oxalá, à semelhança, o façamos irmanados.
(2º Domingo) Ref.: Na montanha a revelação: 5. A sedenta caminhada deste povo para a fonte,
em Jesus a total visão! (Bis) anuncia, sem reservas, o que está por trás dos
(3º Domingo) Ref.: Agua viva és tu, Jesus: montes!
vida plena que nos conduz! (Bis) 6. Estejamos à escuta do Pastor do mundo novo:
(4º Domingo) Ref.: Enxergamos a tua luz, cada dia é preciso encontrá-lo no seu povo!
ó amado, Senhor Jesus! 7. Existência transformada pela graça recebida,
(5º Domingo) Ref.: Despertamos da dormição a Palavra permanece ampliando nossa vida
por Jesus a ressurreição!

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13. Ó Senhor Jesus Cristo L.: Dom Carlos Alberto Navarro
(Comunhão para a Missa da Ceia do Senhor – Quinta-feira Santa) M.: Waldeci Farias

1. Ó Senhor Jesus Cristo, disseste: Ref.: Sou o Cordeiro por vós imolado.
“A meus discípulos deixo um sinal: Ao morrer, triunfei do inimigo.
bem maior que um emblema ou uma veste é o Vinde, todas nações receber o meu perdão.
amor que vos dou”. Sou vossa Páscoa, sou Rei, sou a Vida:
Nossa Igreja, seguindo teu mando, eu vos levo também às alturas,
vai pouco a pouco, feliz, se educando venço a morte e vos dou ressurreição.
nesta escola do Grande Amor.

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2. Quando vemos que tu te ofereces, 4. Já sabemos, na vida cristã
a cada um, teus irmãs, tuas irmãs, dez mandamentos se exprimem num só.
muito claro, Senhor, aparece seu valor para Deus. Mas é aqui que, a cada manhã, nasce a fonte do
Descobrimos a grande verdade: amor.
todos os homens tem igual dignidade, No caminho do amor nós entramos;
pois a todos teu pão se deu. neste caminho, Senhor, avançamos:
ele é um fogo devorador.
3. Comunhão nos fará ser sensíveis 5. É por meio de tal comunhão
ao sofrimento de todos os irmãos que tua Igreja, Senhor se constrói.
e a usar sempre os meios possíveis para o mal Esta ceia nos leva à união, que é contigo e entre
remediar. nós.
Compreendo que são tua imagem. É penhor de uma Páscoa eterna,
A descoberta nos dá mais coragem quando estaremos na casa paterna,
nos impele a servir e amar. a cantar numa mesma voz.

14. Terra boa é aquela que ouviu L.: Pe. Jocy Rodrigues
(Comunhão para o Tempo Comum) M.: Irmã Míria T. Kolling

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Ref.: Terra boa é aquela que ouviu
e a Palavra de Deus praticou:
a semente na terra caiu,
e de terra tão boa brotou. (Bis)
1. Feliz quem anda com a verdade, 3. Ah, quem me dera que, em meu andar,
na lei de Deus, com integridade. teus mandamentos possa eu guardar!
Feliz quem guarda seu mandamento, Se os mandamentos obedecer,
no coração, no pensamento. não vai o mal me acontecer.

2. Quem a maldade sabe evitar, 4. Quanto tuas leis eu aprender,


a estrada certa vai encontrar. vou te louvar e agradecer.
Senhor, tu deste os teus mandados, Eu viu guardar teu mandamento,
para que sejam sempre guardados. mas não me deixes no esquecimento.

Sobre a Comunhão:

A comunhão, enquanto sinal, adquire uma forma mais perfeita quando é administrada sob ambas as espécies. Realmente, sob essa
forma (permanecendo firmes aos princípios estabelecidos) pelo concílio de Trento (Sessão XXI: Decreto sobre a comunhão
eucarística – a doutrina do “Totus Christus”) resplandece com maior perfeição o sinal do banquete eucarístico e exprime-se com
maior clareza a vontade pela qual a nova e eterna aliança é ratificada no Sangue do Senhor, como também a relação entre o banquete
eucarístico e o escatológico no reino do Pai.
(Sagrada Congregação dos Ritos, Eucharisticum Mysterium: Instrução sobre o culto do mistério eucarístico, nº 32).
Em relação ao canto que acompanha o rito da comunhão, convém ater-se a duas situações:
a) o canto começa quando o sacerdote comunga, prolongando-se oportunamente, enquanto os fiéis recebem o Corpo de Cristo.
(IGMR 86).
b) que, na medida do possível, os cantos estejam de acordo com a Antífona de Comunhão de cada celebração, ou esteja relacionado à
Liturgia da Palavra (Evangelho do dia), pois o Cristo que fala é o Cristo que alimenta – garantindo a unidade das duas mesas
(palavra e eucaristia). Na havendo canto com tais características, executa-se um canto que respeite o caráter do próprio rito da
comunhão.
Existe uma unidade íntima entre a Palavra e a Eucaristia: “Palavra e Eucaristia correspondem-se tão intimamente que não podem
ser compreendidas uma sem a outra” (Verbum Domini, p. 112). Por isso, o canto da comunhão garante a unidade entre as duas
mesas: a mesa da Palavra e a mesa da Eucaristia.
No rito da comunhão, assumimos pessoalmente, corporal e espiritualmente, tudo o que foi dito na Oração Eucarística. No
canto de comunhão, portanto, apoia-se no que aconteceu antes, desde o começo da celebração, e abre-nos para o que vem depois: o
envio em Missão. Seguindo a estrutura funcional do canto de abertura e apresentação das oferendas, o canto da comunhão é um canto
que “acompanha o rito” e está intimamente ligado ao Evangelho: a unidade entre a Mesa da Palavra que é proclamada (Cristo –
Verbo) e a Mesa da Eucaristia (Cristo – Alimento).
“A celebração do sacrifício eucarístico está toda orientada para a união íntima dos fiéis com Cristo pela comunhão”.
(CIC 1382).
Comungar do Corpo e Sangue de Jesus Cristo é comungar do Projeto de Vida do Reino de Deus, onde todos são convidados a
transformar-se naquele que receberam: o Corpo de Cristo.
A comunhão tem como premissa a união de todos em vista da união de cada um com o Senhor. Portanto, é um ato ao mesmo
tempo pessoal e eminentemente eclesial: os fiéis são um com o Cristo e nele formam um só corpo (sentido de eclesialidade).
“Palavra e Eucaristia correspondem-se tão intimamente que não podem ser compreendidas uma sem a outra”
(Exortação Apostólica Verbum Domini).

Não somos nós que nos aproximamos dos dons eucarísticos, mas sim Ele, o Senhor, que prepara, chama, estimula a entrar em
sua Páscoa, envolve nos seus ideais, porque quer sempre mais permanecer em nós e que permaneçamos nele.
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15. Venha a mim L. e M.: Reginaldo Velozo
(Comunhão para o Tempo Comum)

Ref.: Venha a mim quem ‘stá cansado 1. Ansioso eu esperei pelo Senhor;
sob o peso da opressão! o Senhor se abaixou e ouviu meu grito.
Tome sobre si meu jugo De um profundo lamaçal ele tirou-me;
e aprenda a mi’a lição, pôs meus pés sobre o rochedo onde eu me firmo.
pois sou manso e humilde, Ele pôs em minha boca um canto novo,
é assim meu coração. um louvor a nosso Deus irei cantar.
Vendo isso, muita gente vai temer,
muita gente no Senhor vai confiar.

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2. É feliz quem pôs em Deus sua confiança 4. Ó Senhor, vem socorrer-me, vem depressa!
e não vai atrás do engano dos soberbos. Com mi’a vida eles querem acabar;
Incontáveis são, Senhor, suas maravilhas, eles tramam contra mim, de mim se riem,
eu quisera enumerá-las, mas me perco. mudos, mortos de vergonha vão ficar.
Tu não queres sacrifícios, nem oferta, Quem te busca, salte e dance de alegria:
mas em troca, me abriste o ouvido: “O Senhor, sim, que é grande!” – é voz dos pobres;
“Eis-me aqui para fazer tua vontade!” um coitado eu sei que sou, mas tu me amas,
Tua Lei dentro em meu peito está escrita. ó meu Deus, meu Salvador, vêm, não demores!
3. E na grande assembleia eu não calei, 5. Glória ao Pai, quem em Jesus nos escolheu,
não calei, tu bem o sabes, ó Senhor, glória a Cristo, que por nós se entregou,
proclamei tua justiça e salvação, e ao Espírito, que um dia nos ungiu,
disse a todos tua verdade e teu amor. deste povo consagrando o louvor!
Não me negues, ó Senhor, tua compaixão,
teu amor, tua verdade me protejam.
as desgraças e os pecados me acurralam,
minhas forças e meu coração fraquejam.

“Uma música é litúrgica quando a Igreja reconhece nela sua Oração”.


(GELINEAU, 1968, p. 74).
“O canto e a música desempenham sua função de sinais de maneira tanto mais significativa por estarem infimamente ligada à
ação litúrgica”.
(CIC 1157 / SC 112).
Todavia, “os textos destinados ao canto sacro hão de ser conformes à doutrina católica, sendo até tirados de preferência das
Sagradas Escrituras e das fontes litúrgicas”.
(CIC 1158 / SC 121).
“Todos os homens estão obrigados a procurar a verdade, sobretudo naquilo que diz respeito a Deus e à sua Igreja e, depois de
conhecê-la, a abraçá-la e praticá-la”.
(CIC 2104).
O Concílio Vaticano II assinala os valores da música: “a música será tanto mais santa quanto mais intimamente estiver unida à
ação litúrgica, quer expressando mais delicadamente a oração ou favorecendo a unanimidade, quer enriquecendo de maior
solenidade os ritos sagrados”.
(SC 112).
Fato: Os documentos da Igreja e o Catecismo da Igreja Católica (CIC) ajudam-nos a compreender quais são os enfoques
atuais – infelizmente, para a grande maioria permanecem como “ilustres desconhecidos”.
Geralmente, os textos apresentam o uso prevalentemente “indicativo”, sem maiores explicações (não descritivo).
A Liturgia é constituída essencialmente por Música Ritual, ou seja, música que acompanha o rito, sem alteração de suas
características textuais originais. Segundo o Estudo
nº 79 da CNBB, intitulado: “A Música litúrgica no Brasil”, no capítulo O Canto e o Rito apresentam-nos duas orientações
importantes:
1ª orientação: Quando a música acompanha o rito:
Essa funcionalidade da música exige especial atenção dos autores (letristas), compositores (músicos) e demais agentes litúrgico-
musicais, para que tanto as composições como a sua utilização e o próprio jeito de executá-las se afinem ao rito que acompanham.
Acrescentando: “A música sacra deve ser santa, e por isso excluir todo o profano não só em si mesma, mas também no modo
como é desempenhada pelos executantes”.
(TRA LE SOLLECITUDINI, 1903, parágrafo 3).
2ª orientação: Quando a música é o rito:
Nesse aspecto, é importante ressaltar que a liturgia possui textos específicos e que jamais devem ser alterados ou substituídos (as
invocações do Ato Penitencial, o Hino de Louvor, a Profissão de Fé, o Santo, o Pai Nosso e o Cordeiro).

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16. Ó Senhor, aos doentes vieste L.: Pe. Jocy Rodrigues
(Comunhão para o Tempo Comum) M.: Pe. Ney Brasil

Ref.: Ó Senhor, aos doentes vieste;


pecadores, com eles sentaste.
O teu corpo e teu sangue lhes deste,
aos famintos tu alimentaste.
1. Um canto novo ao Senhor, 3. Sabei que o Senhor é rei
ó terras todas, cantai! e traz justiça a esta terra.
Louvai seu nome bendito, Alegrem-se o mar e os peixes,
diariamente aclamai! e tudo que o mundo encerra.
Sua glória, seus grandes feitos, Os campos, plantas, montanhas,
aos povos todos cantai. e as árvores da floresta.
2. Ele é o maior dos senhores: 4. Ele é o Senhor do universo
merece nosso louvor. e faz justiça a seu povo.
E mais do que aos deuses todos, Aos povos há de julgar,
nós lhe devemos temor. reinando no mundo todo.
Os outros deuses são nada, Por isso, a ele cantai,
ele é do céu criador. ó terras, um canto novo!

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17. Ave Maria, cheia de graça – Magnificat L.: Liturgia das Horas
(Comunhão para as festas de Maria) M.: Hinário Litúrgico CNBB

Ref.: Ave Maria, cheia de graça, Mãe do Senhor.


“Bendita és tu entre as mulheres”, diz Isabel.
Todas as gentes celebram hoje o teu louvor;
tu és na terra a Virgem bela que encanta o céu.
1. - A minha alma engrandece o Senhor * 3. - Manifestou o poder de seu braço, *
e se alegrou o meu espírito em Deus meu salvador; dispersou os soberbos;
- porque olhou para a humildade de sua serva, * - derrubou os poderosos de seus tronos *
doravante as gerações hão de chamar-me de bendita! e elevou os humildes;
2. - O Poderoso fez em mim maravilhas * 4. - Saciou de bens os famintos, *
e Santo é o seu nome! despediu os ricos sem nada.
- Seu amor para sempre se estende * - Acolheu Israel, seu servidor, *
sobre aqueles que o temem; fiel ao seu amor!
5. - Como havia prometido a nossos pais, *
em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre.
- Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

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18. Ave Maria, Mãe de Jesus L. e M.: Pe. Zezinho
(Final)

Ref.: Ave Maria, Mãe de Jesus, Mãe de quem o segue, Mãe de quem tem fé!
Ave Maria, Menina santa, namorada e noiva de São José!
Ave Maria, lá de Belém, lá de Nazaré, lá de Jerusalém!
Ave Maria de trezentos nomes, de tantos lugares amém!
1. Graciosa como o quê, o Criador te escolheu, 2. Eras tão especial, que Deus pediu a tua mão!
e te fez especial por causa do Menino que te Tu soubeste acreditar na vinda do Messias, na
concedeu. libertação.
Todo mundo fala desta graça tão maravilhosa que E bem antes de o trazer no ventre, já o concebias
te aconteceu! no teu coração!

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3. De rezar tu sabes mais que qualquer mãe que já 4. E é por isso, e muito mais, que a gente fala, e
rezou. canta e diz:
Tu soubeste conversar com teu Divino Filho que te Deus morou na tua casa e, enquanto ele crescia, foi
elogiou. teu aprendiz.
Eras grande porque praticavas a Palavra Santa que Entre todas, todas as mulheres, de todos os povos,
te iluminou! foste a mais feliz!

PARTES FIXAS
19. Senhor, bom pastor – Kyrie eleison L.: Cf. Missal Romano
(Fórmula III do Ato Penitencial; aclamações do Tempo Pascal*) M.: Jacques Berthier

S.: Senhor, bom pastor, que conheceis as vossas ovelhas, tende piedade de nós. *
T.: Kyrie eleison, Kyrie eleison!
S.: Cristo, que ides procurar a ovelha perdida, tende piedade de nós!
T.: Christe eleison, Christe eleison!
S.: Senhor, que nos levais às pastagens eternas do céu, tende piedade de nós!
T.: Kyrie eleison, Kyrie eleison!

*Podem-se escolher outras aclamações, conforme o Missal Romano propõe.

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20. Senhor, que sois o caminho L.: Missal Romano
(Fórmula III do Ato Penitencial; aclamações do Tempo Comum) M.: Daniel De Angeles

S. Senhor, que sois o caminho que nos leva ao Pai, tende piedade de nós!
T.: Kyrie, Kyrie, Kyrie eleison!
S. Ó Cristo, que sois a verdade que ilumina os povos, tende piedade de nós!
T.: Christe, Christe, Christe eleison!
S. Senhor, que sois a vida que renova o mundo, tende piedade de nós!
T.: Kyrie, Kyrie, Kyrie eleison!

Dentre os diversos momentos penitenciais da liturgia cristã, chama-se “ato penitencial” a uma breve oração que se diz no rito de
entrada da Missa: depois da saudação e da primeira monição, “o sacerdote convida ao ato penitencial, o qual, após uma breve pausa
de silêncio, é feito por toda a comunidade com uma fórmula de confissão geral e termina com a absolvição do sacerdote”.
(IGMR 51).
A comunidade, já antes de escutar a primeira leitura, pede a Deus que a purifique, que lhe dê força, e invoca Cristo, seu Senhor,
pedindo-lhe a sua ajuda. Também para escutar, com proveito, a Palavra de Deus – a “primeira mesa” para a qual o Senhor nos
convida – necessitamos de um coração purificado. A função do Ato Penitencial não é “exaltar o pecado”, mas “exaltar a
Misericórdia” de Deus, que abraça os nossos pecados e as nossas fraquezas.

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Convém lembrar que existem três fórmulas para a execução deste rito:
a) Confesso a Deus... (primeira fórmula) – essa fórmula “fala” com os irmãos e irmãs da terra e com os irmãos e irmãs do Céu.
Trata-se de uma Oração Eclesial. Apesar de se iniciar na primeira pessoa do singular (Confesso...), o gesto individual é feito
coletivamente, simbolizando o “Nós-Igreja”, ou seja, nós nos expressamos no singular, inseridos no contexto coletivo.
b) Tende compaixão de nós... (segunda fórmula):
O sacerdote diz: Tende compaixão de nós, Senhor.
O povo responde: Porque somos pecadores.
O sacerdote diz: Manifestai, Senhor, a vossa misericórdia.
O povo responde: E dai-nos a vossa salvação.
Segue-se a absolvição sacerdotal: Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida
eterna.
O povo responde: Amém.
Importante: Tanto na primeira fórmula (Confesso a Deus) como na segunda fórmula (Tende compaixão de nós), após sua
recitação ou canto, segue-se a Oração de Absolvição proferida pelo presidente.
Depois do ato penitencial inicia-se o “Senhor, tende piedade”, a não ser que já tenha sido rezado no ato penitencial (o que já
acontece na terceira fórmula). Tratando-se de um canto em que os fiéis aclamam o Senhor e imploram a sua misericórdia, é
normalmente executado por todos, participando dele o povo e o grupo de cantores ou o cantor. Se o “Senhor, tende piedade”
não for cantado, seja recitado (IGMR 52).
c) Forma litânica de invocações (terceira fórmula), onde o Senhor, piedade é usado como refrão de resposta do povo.
Falta compreensão por parte de muitos compositores e equipes de canto a respeito desta terceira fórmula. Segue uma breve
explicação:
A cada invocação proposta pela IGMR, referente à terceira fórmula, contém:
1. Uma “invocação” (Senhor,);
2. Logo após a vírgula, uma “aclamação a Cristo, o Senhor”, ou seja, o conteúdo do texto é uma afirmação da ação de Deus sobre
nós;
3. O “pedido de MISERICÓRDIA” (tende piedade de nós!).

Exemplos de invocações alternativas para os diversos tempos:


Tempo Comum: Senhor, que sois o caminho que leva ao Pai, tende piedade de nós...
Advento: Senhor, que viestes ao mundo para nos salvar, tende piedade de nós...
Natal: Senhor, Rei da paz, tende piedade de nós...
Quaresma: Senhor, que fazeis passar da morte para a vida quem ouve a vossa palavra, tende piedade de nós...
Tempo Pascal: Senhor, que sois o eterno sacerdote da nova Aliança, tende piedade de nós...

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21. Aleluia I L.: Cf. Lecionários
(Aclamação ao Evangelho) M.: James Cheponis

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22. Aleluia II L.: Cf. Lecionários
(Aclamação ao Evangelho) M.: J. Roux

Ref.: Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia! (Bis)


(Versículo do dia)

Exceto na Quaresma (onde a Igreja costuma fazer quarenta dias de “jejum” desta aclamação), deverá ser sempre a aclamação
“ALELUIA” (do hebraico, Louvai a Deus), acompanhada de um versículo tirado do Evangelho do dia ou de um texto que evoque o
momento litúrgico celebrado.
No Evangelho, a Palavra representa o dar-se, a escuta silenciosa representa o acolher, não simplesmente com os ouvidos, mas,
sobretudo com o coração.
(Documento CNBB 97, p. 40 e 41).
No Evangelho, Jesus Cristo nos apresenta a Boa Nova (Reino de Deus) a seu povo. No canto de Aclamação ao Evangelho é o
Divino (Jesus Cristo) que se dirige ao humano, e não o humano que se dirige ao Divino.
A Palavra proclamada nos ensina o caminho para chegar à vida. A proclamação do Evangelho se torna “comunicação Divina”
mediante a voz humana e introduz a assembleia no contexto de uma experiência de fé, deixando-se guiar no intuito de
construir um amanhã rico de esperança.
Somente na escuta atenta e amorosa a Palavra se torna fecunda e indica o caminho da vida, acolhendo o Deus que fala de
modo inesgotável.
“A boca de Cristo é o Evangelho” (Santo Agostinho).
“De fato, na Missa é posta a mesa, tanto da Palavra de Deus como do Corpo de Cristo, mesa em que os fiéis recebem
instrução e alimento”.
(IGMR 28; SC 56).
“Quando se leem as Sagradas Escrituras na Igreja, o próprio Deus fala a seu povo, e Cristo, presente em sua palavra, anuncia
o Evangelho”
(IGMR 29).

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23. Aleluia III L.: Lecionário
(Aclamação ao Evangelho) M.: Marcos Baldini

Ref.: Aleluia, aleluia!


Aleluia, aleluia, aleluia! (Bis)
(Versículo do dia)

O Evangelho é o centro da Liturgia da Palavra. No Evangelho temos o cumprimento da profecia (que foi a Primeira Leitura) e a
razão do testemunho (Segunda Leitura), pois “é o próprio Verbo Encarnado (Jo 1,1) que nos fala como MESTRE”. E por isso, a
Igreja valoriza este momento e o entroniza com uma Aclamação - ALELUIA (com exceção da Quaresma, onde usamos aclamações a
Cristo no lugar do ALELUIA).
A Sagrada Liturgia nos pede o ALELUIA e o VERSÍCULO (é o próprio Cristo nos anunciando a Boa Nova do Reino), que
simboliza e sintetiza a Cristologia da Palavra.
A aclamação “ALELUIA” é um brado de Vitória e de Salvação, um grito de fé e de amor, grito de ação de graças do povo
eternamente salvo (Ap 19, 1-3).
“A aclamação ALELUIA antes do Evangelho pode prender-se a este, como aclamação pascal do Verbo de Deus.”
(GELINEAU)
Segundo a IGMR nº175, devemos estar atento às várias partes que compõe este momento solene:
1. Enquanto é proferido o Aleluia ou outro canto, o diácono, quando se usa incenso, serve o sacerdote na imposição do incenso;
2. Em seguida, profundamente inclinado diante do sacerdote, pede, em voz baixa a benção, dizendo: Dá-me a tua benção. O
sacerdote o abençoa, dizendo: O Senhor esteja em teu coração. O diácono faz o sinal da cruz e responde: Amém.
3. Em seguida, feita uma inclinação ao altar, toma o Evangeliário, que louvavelmente se encontra colocado sobre o altar e se dirige ao
ambão, portando o livro um pouco elevado, precedido do turiferário com o turíbulo fumegante e dos ministros com velas acesas. Ali,
ele saúda o povo, dizendo de mãos unidas: O Senhor esteja convosco e, em seguida, às palavras Proclamação do Evangelho, traça o
sinal da cruz com o polegar sobre o livro e, a seguir, sobre si mesmo, na fronte, sobre a boca e o peito, incensa o livro e proclama o
Evangelho.
4. Ao terminar, aclama: Palavra da Salvação, respondendo todos: Glória a vós, Senhor.
5. Em seguida, beija o livro, dizendo em silêncio: Pelas palavras do santo Evangelho, e volta para junto do sacerdote.
6. Quando o diácono serve ao Bispo, leva-lhe o livro para ser osculado ou ele mesmo o beija, dizendo em silêncio: Pelas palavras do
santo Evangelho.
7. Em celebrações mais solenes o Bispo, conforme a oportunidade abençoa o povo com o Evangeliário.
8. Por fim, o Evangeliário pode ser levado para a credência ou outro lugar adequado e digno.
Também o Cerimonial dos Bispos, nº 74, nos diz:
O diácono, ao dirigir-se para o ambão, leva solenemente o livro dos Evangelhos, ladeado dos acólitos com os castiçais de velas
acesas, indo à frente o turiferário com o turíbulo. Terminada a leitura, o diácono leva o livro ao Bispo para este o oscular.
Convêm também ressaltar, e em nível de informação e correção, que no Rito Romano não existem as palmas, como infelizmente se
veem em muitas comunidades: “Santa Missa é sacrifício! Quem bate palmas na santa missa está aplaudindo os algozes”.
(Papa Bento XVI).

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24. Ouvi, Senhor L.: Marcio Campos
(Resposta às preces dos fiéis) M.: Daniel De Angeles
Súplica

25. Santo L.: Missal Romano


M.: Leandro Evaristo Ferreira

Santo, Santo, Santo, Senhor, Deus do universo!


O céu e a terra proclamam, proclamam a vossa glória!
Hosana nas alturas, hosana nas alturas! (Bis)
Bendito o que vem em nome do Senhor!
Hosana nas alturas, hosana nas alturas! (Bis)

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O Santo é um cântico antiquíssimo de origem na Sagrada Escritura. É um louvor ao Pai que nos deu o seu Filho. O Santo tem um
sentido que vai além de nossa consciência humana, poderíamos dizer que neste momento o “céu se abre” para o encontro da Igreja
Peregrina (terra) com a Igreja Gloriosa (céu).
Nós, cristão que ainda estamos neste mundo nos reunimos àqueles que nos antecederam na fé (santos) e também ao coro celeste
(anjos) para cantarmos todos “A UMA SÓ VOZ”.
A proximidade salvadora de Deus já a experimentamos: o que habita nas alturas, “no céu”, mostrou-se-nos presente em “o que vem
em nome do Senhor”, Jesus (que significa “Deus salva”) e isso nos faz exclamar com júbilo: “Hosana”.
Eis o plano do “canto seráfico” (dos serafins), como também é denominado:
Adoração: Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do Universo! (Is 6,3; Ap. 4,8).
Proclamação: O céu e a terra proclamam a vossa glória! (Is 6,3). Aqui, é a totalidade do universo que é convocada, para além
daquilo que nossos olhos e nossos ouvidos podem perceber. Tudo se torna porta-voz da floria infinita de Deus.
Aclamação: Hosana nas alturas! (Mt 21,9; Mc 11,10). “Hosana”, termo hebreu assumido tal e qual na liturgia cristã, significa
“salva, pois!”, geralmente é traduzido por “daí-nos a salvação” ou “daí-nos a vitória”.
Proclamação: Bendito o que vem em nome do Senhor! (Sl 117, 26; Mt 21, 9; Mc 11, 9; Lc 19, 38). “Bendito o que vem...” é uma
aclamação messiânica tirada do Sl 117 e que dá ritmo à entrada no Templo, em cortejo, ramos à mão, no sétimo dia da Festa das
Tendas; as multidões vão buscar esta aclamação para aclamar o Cristo por ocasião de sua entrada triunfal em Jerusalém.
Aclamação: Hosana nas alturas! (Mt 21, 9; Mc 11, 10).

26. Eis o mistério da fé – Anunciamos I L.: Missal Romano


(Aclamação Memorial) M.: Adolfo Temme

Pres.: Eis o mistério da fé!


Ass.: Anunciamos, Senhor, a vossa morte,
e proclamamos a vossa ressurreição.
Vinde, Senhor Jesus! Vinde, Senhor Jesus!

Sobre a Aclamação Anamnética:

Esta palavra grega significa “memorial”, “recordação”. É uma atualização do fato que se recorda: para os cristãos, o Mistério
Pascal de Cristo. Este memorial faz-se obedecendo ao mandato do Senhor: “Fazei isto em memória de mim”.
“Fazer memória”, na linguagem bíblica, é mais do que uma lembrança: é a afirmação de que a celebração presente nos faz
entrar na memória de Deus e nos torna contemporâneos de seus grandes feitos e de sua salvação.

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27. Eis o mistério da fé – Anunciamos II L.: Missal Romano
(Aclamação Memorial) M.: Marcos Baldini

Pres.: Eis o mistério da fé!


Ass.: Anunciamos, Senhor, a vossa morte,
e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!

28. Anunciamos, Senhor L.: Missal Romano


(Aclamação Memorial) M.: Marcos Baldini

Anunciamos, Senhor, a vossa morte,


e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!

Pelo lugar que ela atualmente ocupa, a aclamação da anamnese constitui uma “confissão de fé”, onde o sacerdote proclama:
“Eis o Mistério da Fé!”.
O povo aclama: “Anunciamos, senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!”
Ou: “Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos, Senhor, a vossa morte, enquanto esperamos
a vossa vinda!”
Ou: Salvador do mundo, salvai-nos, vós que nos libertastes pela cruz e ressurreição!”
Ou: “Toda vez que se come deste Pão, toda vez que se bebe deste Vinho, se recorda a paixão de Jesus Cristo e se fica esperando
sua volta”. (Oração Eucarística V).

33
29. Amém I L.: Missal Romano
(Doxologia) M.: Mário Jaime

30. Amém II L.: Missal Romano


(Doxologia) M.: Marcos Baldini

31. Amém III L.: Missal Romano


(Doxologia) M.: Marcos Baldini

Sobre a Doxologia:
O “Por Cristo...” nada mais é do que o oferecimento do sacrifício recém-efetuado pelo sacerdote.

O oferecimento que o sacerdote faz (gestual e oração) é algo específico de sua condição sacerdotal, da espiritualidade e da
mística da presidência, não pertence à assembleia.
O sacerdote celebrante realiza ações simbólicas in persona Christi. A resposta a este oferecimento, o Amém, cabe a toda
assembleia, e convém que seja cantada. Mediante esta aclamação, os fiéis, concordando com toda a Oração Eucarística, proclamada
por quem preside, assumem-na solene e enfaticamente como sua.

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32. Cordeiro de Deus I L.: Missal Romano
M.: Edson Lopes de Moura

1. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo,


tende piedade de nós!
2. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo,
tende piedade de nós!
3. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo,
dai-nos a paz; dai-nos a paz;
dai-nos a paz; dai-nos a paz!

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33. Cordeiro de Deus II L.: Missal Romano
M.: Marcos Baldini

1. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo,


tende piedade de nós!
2. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo,
tende piedade de nós!
3. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo,
dai-nos a vossa paz!

Sobre o Cordeiro de Deus:

Este canto litânico “acompanha o rito da Fração do Pão”, antes de se proceder a sua distribuição, ao mesmo tempo que se constitui
como um rito próprio da assembleia.
A invocação e a súplica, eventualmente executadas de modo dialogado por um solista ou coral e a assembleia, podem ser repetidas
tantas vezes quantas o exigir a ação que acompanham (IGMR 83), terminando sempre com a resposta: “dai-nos a paz!”.
O mais importante é realmente haver uma sintonia entre o rito da Fração do Pão e a invocação do Cordeiro de Deus.

O gesto simbólico da Fração do Pão tem um claro sentido de fraternidade e de unidade (cf. IGMR 72, 80, 321). Mas, ao mesmo
tempo, acompanha e completa o sentido do gesto, cantando a Cristo, o verdadeiro Cordeiro que tira o pecado do mundo.
É uma pedagogia simbólica e profunda: parte-se, reparte-se e partilha-se o Corpo Glorioso de Cristo. É um canto sacrifical ao
Cristo que se é imolado e um novo pedido de perdão por parte da comunidade momentos antes de ela recebê-lo no sacramento.
“O Senhor é o Cordeiro de Deus entregue e reconhecido, como outrora em Emaús, no gesto simples da fração do pão”. Nós
reconhecemos a presença de Cristo em sua Igreja quando Ele nos dirige a sua Palavra, e nos unimos a Ele quando nos tornamos seu
corpo.
“O gesto de partir o pão, realizado por Cristo na última Ceia, deu nome a toda a ação eucarística na época apostólica; este
rito possui não apenas uma razão prática, mas significa que nós, sendo muitos, pela comunhão do único Pão da Vida, que é o
Cristo, formamos um só corpo (1 Cor 10, 17).
(IGMR, 66)

36
MISSA “Celebrando São João Batista”
Natividade – Missa da Vigília e do dia (24/06) e Martírio (29/08)
34. Para Deus não existe impossível L.: Marco Campos
(Entrada) M.: Daniel De Angeles
Solene

1. Para Deus não existe impossível, 2. No deserto fizeste morada


nem idade ou distância que impeça. e bastava, pra ti, puro mel.
De alegria tu saltas no ventre Ensinaste que na penitência
e se cumpre, então, a promessa! se descobre o caminho do céu.
Ref.: És João, profeta do Altíssimo, 3. Batizaste o Autor do batismo:
- quem virá a ser este menino! – água santa tornou-se o Jordão!
Apontando-nos para o Cordeiro: Derramando teu sangue em prova,
transparece, afinal, teu destino! testemunho não deste em vão!

37
35. Desde o seio Maternal – Sl 70 L.: Lecionário
(Salmo responsorial – Natividade – Missa da vigília) M.: Daniel De Angeles

Ref.: Desde o seio maternal, sois meu amparo.


- Eu procuro meu refúgio em vós, Senhor: * - Porque sois, ó Senhor Deus, minha esperança, *
que eu não seja envergonhado para sempre! em vós confio desde a minha juventude!
- Porque sois justo, defendei-me e libertai-me! * - Sois meu apoio desde antes que eu nascesse, *
Escutai a minha voz, vinde salvar-me! desde o seio maternal o meu amparo.
-Sede uma rocha protetora para mim, * - Minha boca anunciará todos os dias *
um abrigo bem seguro que me salve! vossa justiça e vossas graças incontáveis.
= Porque sois a minha força e meu amparo, † - Vós me ensinastes desde a minha juventude, *
o meu refúgio, proteção e segurança! * e até hoje canto as vossas maravilhas.
Libertai-me, ó meu Deus, das mãos do ímpio.

Sobre o Salmo Responsorial:

O Salmo Responsorial está situado dentro do corpo da Liturgia da Palavra que, por sua vez, realiza-se após os ritos iniciais e antes da
Liturgia Sacramental.

“À primeira leitura segue-se o Salmo Responsorial, que é parte integrante da Liturgia da Palavra, constituindo-se em grande
importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus”. (IGMR 61).
Portanto, “o Salmo Responsorial é Palavra de Deus e não uma “peça” que possa ser substituída por outra qualquer”. (IGMR 57).
Que o canto do Salmo Responsorial (ou a sua proclamação) seja feito do ambão, ou mesa da palavra e que seja tomado do Lecionário:
“De preferência, o Salmo Responsorial será cantado, ao menos no que se refere ao refrão do povo. Assim, o salmista ou cantor do
salmo profere os versículos do salmo, enquanto toda a assembleia escuta sentada, geralmente participando pelo refrão, a não ser
que o salmo seja proferido de modo contínuo, isto é, sem o refrão. Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais
apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”. (IGMR 61; ILM 22).
Rezados e realizados em Cristo, os Salmos são sempre essenciais à oração de Sua Igreja. (CIC 2586 / IGLH 100 – 109).
Os Salmos constituem a obra prima da oração no Antigo Testamento. Apresentam dois componentes inseparáveis: o pessoal e o
comunitário. (CIC 2596).
Os Salmos são marcados por características constantes: a simplicidade e a espontaneidade da oração. (CIC 2589).

38
36. Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor – Sl 138 L.: Lecionário
(Salmo responsorial – Natividade – Missa do dia) M.: Daniel De Angeles

Ref.: Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor,


porque de modo admirável me formastes!
= Senhor, vós me sondais e conheceis, † - Até o mais íntimo, Senhor, me conheceis; *
sabeis quando me sento ou me levanto; * nenhuma sequer de minhas fibras ignoráveis,
de longe penetrais meus pensamentos; - quando eu era modelado ocultamente, *
- percebeis quando me deito e quando eu ando, * era formado nas entranhas subterrâneas.
os meus caminhos vos são todos conhecidos.
- Fostes vós que me formastes as entranhas, *
e no seio de minha mãe vós me tecestes.
- Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, *
porque de modo admirável me formastes!

Sendo parte integrante da Liturgia da Palavra, o Salmo Responsorial cumpre a função de ser resposta da comunidade a deus que
fala por sua Palavra. A comunidade responde à Palavra de Deus com a própria Palavra de Deus, que é o Salmo.
“O salmo prolonga poeticamente e ajuda a comunidade a interiorizar a mensagem da primeira leitura bíblica” (ELM 22),
sobretudo, com o canto, porque este “ajuda muito a entender o sentido espiritual do salmo e favorece a sua meditação”. (ELM 21).
É importante lembrar que a forma musical do Salmo Responsorial apresentada em nosso Lecionário, Sacramentos e Sacramentais é a
“forma responsorial”, na qual o (a) salmista canta as estrofes e toda a assembleia participa com as respostas (ELM 20).
No início do Salmo, um cantor (a) entoa um refrão (solo) que tem por função “propor a melodia para a assembleia”, para que esta
se familiarize e reproduza com relativa facilidade, “considerando-se a memória auditiva e musical da assembleia em questão”.
Entre cada estrofe e ao final, o refrão é cantado sempre por toda a assembleia – “sem repetições”.

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37. Minha boca anunciará vossa justiça – Sl 70 L.: Lecionário
(Salmo responsorial – Martírio) M.: Daniel De Angeles

Ref.: Minha boca anunciará vossa justiça.


- Eu procuro meu refúgio em vós, Senhor: * - Porque sois, ó Senhor Deus, minha esperança, *
que eu não seja envergonhado para sempre! em vós confio desde a minha juventude!
- Porque sois justo, defendei-me e libertai-me! * - Sois meu apoio desde antes que eu nascesse, *
Escutai a minha voz, vinde salvar-me! desde o seio maternal o meu amparo.
-Sede uma rocha protetora para mim, * - Minha boca anunciará todos os dias *
um abrigo bem seguro que me salve! vossa justiça e vossas graças incontáveis.
= Porque sois a minha força e meu amparo, † - Vós me ensinastes desde a minha juventude, *
o meu refúgio, proteção e segurança! * e até hoje canto as vossas maravilhas.
Libertai-me, ó meu Deus, das mãos do ímpio.

“O mais importante não é o refrão, mas o conteúdo do texto bíblico”.

Que a melodia do refrão não seja nem muito aguda, nem muito grave, e que sua tessitura vocal (extensão entre a nota mais grave e
mais aguda) seja vocalmente confortável para todos. E que a melodia do refrão seja simples para que a assembleia possa assimilar e
cantar com relativa facilidade, evitando-se melismas ou ornamentos de difícil execução.
O Salmo Responsorial não pode ser ocasião de o (a) salmista mostrar sua vaidade e ostentar a beleza de sua voz. Deve
unicamente servir à Palavra de Deus e à assembleia, sem “estrelismos”. O que deve aparecer é a Palavra de Deus para edificar a
assembleia, e não a pessoa do salmista.
“Durante o canto da assembleia, o (a) salmista cante sempre a melodia principal, evitando uma segunda voz ou contracanto, a fim
de não dificultar o canto da assembleia ou inibi-la em sua participação, principalmente ao usar o microfone”.
(Estudos da CNBB 79, nº 250).

Segundo a Instrução Geral ao Elenco das Leituras da Missa: “é altamente recomendável ter, em cada comunidade eclesial, leigos
dotados na arte de salmodiar, da proclamação dos testos e da dicção”.
(ELM 56; IGMR 102).
E a IGMR 61 especifica mais: “se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da
Palavra de Deus”.
Imprescindível: O Salmista deve ter vida de oração e estudo.
O Presbitério e a Mesa da Palavra não são para evidenciar as qualidades artísticas e vocais de ninguém. Os ministérios não são
poder – mas serviço.
“A formação bíblica deve levar os leitores, a saber compreender as leituras no seu contexto próprio e entender à luz da fé o núcleo
central da mensagem revelada”. (ELM 55).

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38. Aleluia L.: Lecionário
(Aclamação ao Evangelho) M.: Daniel De Angeles

Ref.: Aleluia, aleluia! Aleluia, aleluia!


Aleluia, aleluia! Aleluia, aleluia!
(Missa da Vigília na Natividade)
V.: João veio dar testemunho da luz, a fim de preparar
um povo bem disposto para a vinda do Senhor! (Cf. Jo 1,7; Lc 1,17)
(Missa do Dia na Natividade)
V.: Tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo,
irás à frente do Senhor a preparar os seus caminhos. (Cf. Lc 1,76)
(Martírio)
V.: Felizes os que são perseguidos por causa da justiça do Senhor,
porque o Reino dos céus há de ser deles! (Cf. Mt 5,10)

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39. Com vigor, mesmo em exílio L.: Marco Campos
(Apresentação das Oferendas) M.: Daniel De Angeles

Ref.: Com vigor, mesmo no exílio, 2. Coisa alguma é produzida


preparei, de Deus, a estrada! sem ser do céu enviada (Jo 3,27)
E, por glória, vivi o martírio, e a árvore sem produzir fruto bom
não se cala a verdade co’a espada! ao fogo é logo lançada! (Lc 3,9)
1. Não possuais nenhum bem alheio. 3. Minha alegria já é completada:
Nem maltrateis a ninguém (Lc 3,14) sou o amigo do Esposo
e quem duas túnicas, hoje, tiver, e fico feliz ao ouvir dele a voz! (Jo 3,29)
reparta uma com quem não tem! (Lc 3,11) É Ele o Messias glorioso! (Is 11,10)

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40. Testemunha da luz fui eu, sim L.: Marco Campos
(Comunhão) M.: Daniel De Angeles

1. Testemunha da luz fui eu, sim, 3. Mesmo preso, porém, não resisto,
pra que todos pudessem mais crer. (Jo 1,6) e os meus saberão perguntar:
E vieste adiante de mim (Jo 1,15) “És tu mesmo, o Messias, o Cristo,
sem, contudo, me desmerecer. (Mt 11,11) ou devemos a um outro esperar?”
(Mt 2,2-3)
Ref.: No Jordão revelado: tu és o Messias! (At 10,37-38) 4. Os discípulos, pois me contaram
Nos livrou do pecado, cumpriu profecias! tudo quanto teu gesto tem feito.
Nova e eterna aliança, afinal: (Mt 26,28) E os que não se escandalizaram,
És, de Deus, o Cordeiro pascal! bem alegres te mostram respeito!
És, de Deus, o Cordeiro pascal! (Jo 1,29) (Mt 11,4-6)
2. Teus caminhos, então, preparei, (Mc 1,2; Lc 3,16) 5. Sem reservas, preguei o perdão (Mc 1,4)
sem cessar, proclamei conversão. (Mt 3.2) e vivi santidade e justiça. (Mc 6,20)
Tua sandália sequer carreguei, (Mt 3,11) Sofrimentos não foram em vão
e de Deus anunciei salvação! (Lc 3,6) mas tiraram do mundo a cobiça! (Lc 3,3)

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41. João Batista deixa o deserto L.: Marco Campos
(Final) M.: Daniel De Angeles

1. João Batista deixa o deserto 3. João Batista, fiel profeta,


e vem pra perto: se faz preciso vem, nos alerta: a vida deve
Boa-nova anunciar, novo rumo tomar,
Boa-nova anunciar! (Lc 3,3.18) novo rumo tomar. (Mt 3,2)
2. João Batista, nesse presente, 4. João Batista, com fé tamanha,
lança a semente: o Reino exige pede a façanha: põe mãos à obra
outro modo de ser, para o mundo mudar,
outro modo de ser! (Lc 3,9-14) para o mundo mudar! (Mt 3,8)

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42. O Senhor me chamou e me ungiu L.: José Thomaz Filho
(Para o rito do Lava-Pés, na Quinta-feira Santa) M.: Fr. Fabreti, OFM

Ref.: O Senhor me chamou e me ungiu, me enviou:


“Levarás a boa nova!”
Vossos pés vou lavar, vou ser pão e deixar-vos
a cruz como prova.
1. Vim da parte de Deus anunciar-vos 3. Não vos chamo de servis, amigos:
novo tempo mais pleno de vida: confiei-vos o Amor de meu Pai!
vim curar, reerguer, renovar, Cultivai a semente, dai frutos,
libertar toda gente oprimida. toda a face da terra mudai!
2. Dentre vós que não haja senhores: 4. Sede fortes, brilhai como luz,
que o maior lave os pés dos irmãos, frente ao ódio mantende o vigor,
que o mais sábio se instrua com os simples perdoai, persisti, sem ceder,
e que todos se deem sempre as mãos. demonstrai o que tenho a propor!

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5. Não vos peço impossíveis façanhas 7. Crede em mim, pois assim vivereis!
nem conquistas nem feitos de reis. Meu Espírito vos nutrirá!
Simplesmente façais como eu fiz: Nem a morte havereis de temer!
sem cessar, como amei, vos ameis! Sede firmes, que a paz nascerá!
6. Não temais trono algum deste mundo, 8. Volto ao Pai, preparar-vos a mesa,
na verdade vivei, sem cessar: que Ele quer todos juntos de si.
sede assim testemunhas do Reino Cativai toda gente em meu nome,
que meu Pai quis na terra plantar! anunciai: todo mal eu venci!

43. Quando um espinho de peixe L.: José Thomaz Filho


(A São Brás, para a bênção das gargantas) M.: Ir. Míria T. Kolling

1. Quando um espinho de peixe Ref.: Por tuas mãos, 2. Tem toda a Armênia presente
lhe sufocar a garganta, ó São Brás, tua firmeza, São Brás:
quem lhe disser: “Não se queixe!”, é a mão de Deus Sempre um doutor persistente,
não ajudou, não adianta. que nos vem. que na bondade se apraz.
Mas se alguém cuida do povo, Se ele nos ergue e refaz, Nem o poder de um Império
vindo curar-lhe a ferida, é pra servirmos também! que por capricho o condena,
faz a esperança de novo (Bis) pode tirá-lo do sério:
ultrapassar a medida! sabe onde está a vida plena!
3. A medicina, teu dom,
pra todos foi um favor;
ah, por te verem tão bom,
te proclamaram pastor!
E como bispo cuidaste
dos corações e da fé:
com próprio sangue provaste
que mais que Deus ninguém é!

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44. Por dizer sempre sim para a graça L.: Pe. Lúcio Floro
(A São Benedito) M.: Ir. Míria T. Kolling

Ref.: Por dizer sempre sim para a graça, 2. Belo é o céu também quando escurece,
Benedito, és herói da virtude: e não só com o sol a brilhar:
e hoje o povo celebra tua raça, o céu negro é templo em prece
louva em ti a feliz negritude! com estrelas assim a rezar...
1. Deus nos fez parecidos com Ele, 3. Pensa em nós, Benedito clemente,
sua imagem nos fez o Senhor! pensa em nós lá do céu, onde estás:
Não na cor, branca ou negra da pele, pede a Deus que não falte à tua gente
mas por sermos capazes de amor! nem respeito, nem vez e nem paz!

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45. Cantate Dominum canticum novum M.: Comunidade de Taizé
(Refrão Orante)

Cantate Domino canticum novum. Aleluia, aleluia!


Cantate Domino omnis terra. Aleluia, aleluia!

Cantemos ao Senhor o canto do amor


(O louvor de quem canta é o próprio cantor)
Somos convidados a cantar um canto novo ao Senhor. O homem novo conhece o canto novo. O canto é uma manifestação de alegria
e, se examinarmos bem, é uma expressão de amor. Quem, portanto, aprendeu a amar a vida nova, aprendeu também a cantar o canto
novo. É, pois, pelo canto novo que devemos reconhecer o que é a vida nova. Tudo isso pertence ao mesmo Reino: o homem novo, o
canto novo, a aliança nova.
Não há ninguém que não ame. A questão é saber o que se deve amar. Não somos, por conseguinte, convidados a não amar, mas sim a
escolher o que havemos de amar. Mas o que podemos escolher, se antes não formos escolhidos? Porque não conseguiremos amar, se
antes não formos amados. Escutai o apóstolo João: Nós amamos porque ele nos amou primeiro (cf. 1Jo 4,10). Procura saber como o
homem pode amar a Deus; não encontrarás resposta, a não ser esta: Deus o amou primeiro. Deu-se a si mesmo aquele que amamos,
deu-nos a capacidade de amar. Como ele nos deu esta capacidade, ouvi o apóstolo Paulo que diz claramente: O amor de Deus foi
derramado em nossos corações. Por quem? Por nós, talvez? Não. Então por quem? Pelo Espírito Santo que nos foi dado (Rm5,5).
Tendo, portanto, uma tão grande certeza, amemos a Deus com o amor que vem de Deus. Escutai ainda mais claramente o mesmo São
João: Deus é amor: quem permanece no amor, permanece com Deus, e Deus permanece com ele (1Jo 4,16). É bem pouco afirmar: O
amor vem de Deus (1Jo,4,7). Quem de nós se atreveria a dizer: Deus é amor? Disse-o quem sabia o que possuía. Deus se oferece a nós
pelo caminho mais curto. Clama para cada um de nós: Amai-me e me possuireis; porque não podeis amar-me se não me possuirdes.
Ó irmãos, ó filhos, ó novos rebentos da Igreja católica, ó geração santa e celestial, que renascestes em Cristo para uma vida nova!
Ouvi-me, ou melhor, ouvi através do meu convite: Cantai ao Senhor Deus um canto novo. Já estou cantando, respondes. Tu cantas,
cantas bem, estou escutando. Mas oxalá a tua vida não dê testemunho contra tuas palavras.
Cantai com a voz, cantai com o coração, cantai com os lábios, cantai com a vida: Cantai ao Senhor Deus um canto novo (Sl 149, 1a).
Queres saber o que cantar a respeito daquele a quem amas? Sem dúvida, é acerca daquele a quem amas que desejas cantar. Queres
saber então que louvores irás cantar? Já o ouviste: Cantai ao Senhor Deus um canto novo. Que louvores? Seu louvor na assembleia
dos fiéis (Sl 149, 1b). O louvor de quem canta é o próprio cantor.
Quereis cantar louvores a Deus? Sede vós mesmos o canto que ides cantar. Vós sereis o seu maior louvor, se viverdes santamente.
(Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo - Sermo 34,1-3.5-6:CCL41,424-426 - Séc. V
Liturgia das Horas - Tempo Pascal - Terça-Feira da 3ª Semana - Segunda leitura)

48
46. A Virgem conceberá L.: Missal Romano, c/ adapt. (Is 7,14) + Sl 84, 9-14/
(Comunhão para o 4º Domingo do Advento) Adapt. e M.: André Zamur

Ref.: A virgem conceberá e dará à luz um filho;


“Deus-conosco” ele será chamado.
“Deus-conosco”! Aleluia!
1. 9Quero ouvir o que o Senhor irá falar:* 3. 12da terra brotará a fidelidade,*
é a paz que ele vai anunciar; e a justiça olhará dos altos céus.
a paz para o seu povo e seus amigos,* 13O Senhor nos dará tudo o que é bom,*

para os que voltam ao Senhor seu coração. e a nossa terra nos dará suas colheitas;
2. 10Está perto a salvação dos que o temem,* 4. 14a justiça andará na sua frente*
e a glória habitará em nossa terra. e a salvação há de seguir os passos seus.
11A verdade e o amor se encontrarão,* Glória ao Pai e a Filho e ao Santo Espírito,*
a justiça e a paz se abraçarão; pelos séculos dos séculos. Amém.

49
47. Bendito sejais, Senhor, pelo Verbo que se L. e M.: Franciele Caravante / Claudia Catelli
fez carne Luciano de Jesus / Gian Carlos
(Apresentação das oferendas para o tempo do Natal) Maria Lima / André Zamur

1. Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, 3. Bendito sejais, Senhor, Deus do Universo,
pelo verbo que se fez carne e habitou entre nós! por abrir-nos, por vossa graça, a porta da salvação!
Ref.: Bendito sejais, Senhor! 4. Bendito sejais, Senhor, Deus do Universo,
Bendito sejais, Senhor! pois acolhestes nossa humanidade em vossa
Bendito sejais para sempre! divindade!
2. Bendito sejais, Senhor, Deus do Universo, 5. Bendito sejais, Senhor, Deus do Universo,
pois, neste recém-nascido, resplandecem homem por radiante luz divina a brilhar sobre a terra.
e Deus!

50
48. O Verbo se fez Carne L.: Missal Romano + Sl 97, 1a.4-9, adapt. André Zamur
(Comunhão para a noite de Natal) M.: André Zamur

Ref.: O Verbo se fez carne, e nós vimos sua 3. Aplauda o mar com todo ser que nele vive,
glória. o mundo inteiro e toda gente!
As montanhas e os rios batam palmas
e exultem de alegria!
1. Cantai ao Senhor Deus um canto novo, 4. Exultem na presença do Senhor:
porque Ele fez prodígios! julgará a terra inteira.
Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, Julgará o universo com justiça
alegrai-vos e exultai! e as nações com equidade.
5. Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito
2. Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa
desde agora e para sempre,
e da cítara suave!
ao Deus que é, que era e que vem,
Aclamai, com os clarins e as trombetas,
pelos séculos. Amém.
ao Senhor, o nosso Rei!

Comunhão

86. Enquanto o sacerdote recebe o Sacramento, entoa-se o canto da comunhão que exprime, pela unidade das vozes, a união espiritual
dos comungantes, demonstra a alegria dos corações e realça mais a índole "comunitária" da procissão para receber a Eucaristia. O
canto prolonga-se enquanto se ministra a Comunhão aos fiéis74. Havendo, porém, um hino após a Comunhão, encerre-se em tempo o
canto da Comunhão.
Haja o cuidado para que também os cantores possam comungar com facilidade.
87. Para o canto da comunhão pode-se tomar a antífona do Gradual romano, com ou sem o salmo, a antífona com o salmo do Gradual
Simples ou outro canto adequado, aprovado pela Conferência dos Bispos. O canto é executado só pelo grupo dos cantores ou pelo
grupo dos cantores ou cantor com o povo.
Não havendo canto, a antífona proposta no Missal pode ser recitada pelos fiéis, por alguns dentre eles ou pelo leitor, ou então pelo
próprio sacerdote, depois de ter comungado, antes de distribuir a Comunhão aos fiéis.
88. Terminada a distribuição da Comunhão, ser for oportuno, o sacerdote e os fiéis oram por algum tempo em silêncio. Se desejar,
toda a assembleia pode entoar ainda um salmo ou outro canto de louvor ou hino.
(Instrução Geral sobre o Missal Romano, 3ª ed.)

51
49. O Anjo falou / Agora, Senhor / Em L. e M.: Eduardo Bortolato / Sanders Soares
Jerusalém Taciele Lucas / Aline Godoy / Jonas Rodrigues
(Comunhão para Solenidade da Sagrada Família, Rodrigo Mota / Marcelo Oliveira
no Tempo do Natal)
= 120

(Ano A) Ref.: O anjo falou: "Fica de pé, toma o menino e a mãe.


Foge pro Egito e por lá tu ficarás até que morram os teus inimigos."
Para se cumprir o que havia dito: "Do Egito chamei o meu filho". (2x)

52
(Ano B) Ref.: Agora, Senhor, podes deixar teu servo partir em paz,
pois os meus olhos viram tua salvação que preparastes diante dos povos,
luz pra iluminar as nações e glória do teu povo que é Israel! (2x)
(Ano C) Ref.: Em Jerusalém, Cristo ficou: tensos estavam seus pais.
Eles voltaram para lá a procurar e o encontraram no Templo a ensinar.
Todos que o ouviam ficavam encantados com a sua tão grande cultura. (2x)
(Sl 83) (Sl 104 - caso o Sl 83 seja escolhido para o salmo responsorial do ano C)
1. Quão amável, ó Senhor, é vossa casa, 1. Dai graças ao Senhor, gritai seu nome,
quanto a amo, Senhor Deus do universo! anunciai entre as nações seus grandes feitos!
Minha alma desfalece de saudades Cantai, entoai salmos para ele,
e anseia pelos átrios do Senhor! publicai todas as suas maravilhas!

2. Felizes os que habitam vossa casa; 2. Gloriai-vos em seu nome que é santo,
para sempre haverão de vos louvar! exulte o coração que busca a Deus!
Felizes os que em vós têm sua força, Procurai o Senhor Deus e seu poder,
e se decidem a partir quais peregrinos! buscai constantemente a sua face!
3. Deus do universo, escutai minha oração! 3. Lembrai as maravilhas que ele fez,
Inclinai, Deus de Jacó, o vosso ouvido! seus prodígios e as palavras dos seus lábios!
Olhai, ó Deus, que sois a nossa proteção, Descendentes de Abraão, seu servidor,
vede a face do eleito, vosso Ungido! e filhos de Jacó, seu escolhido.
4. Ele sempre se recorda da Aliança,
promulgada a incontáveis gerações;
da aliança que ele fez com Abraão,
e do seu santo juramento a Isaac.
Letra: refrão inspirado nos respectivos Evangelhos dos anos A (Mt 2,13-15), B (Lc 2, 29-32) e C (Lc 2, 43.45ss), + Sl. 83
para as estrofes. Quando o Sl 83 for escolhido como Salmo Responsorial no Ano C, usar o Sl. 104.

A Íntima relação entre a Palavra de Deus e o mistério eucarístico


10. A Palavra de Deus e o mistério eucarístico foram honrados pela Igreja com a mesma veneração, embora com diferente culto. A
Igreja sempre quis e determinou que assim, fosse, porque, impelida pelo exemplo de seu Fundador, nunca deixou de celebrar o
mistério pascal de Cristo, reunindo-se para ler “todas as passagens da Escritura que a ele se referem” (Lc 24,27) e realizando a obra da
salvação, por meio do memorial do Senhor e dos sacramentos. Com efeito, “a pregação da Palavra é necessária para o próprio
ministério dos sacramentos, visto que são sacramentos da fé, a qual nasce da palavra e dela se alimenta”.
Espiritualmente alimentada nessas duas mesas, a Igreja, em uma, instrui-se mais, e na outra santifica-se mais plenamente; pois na
Palavra de Deus se anuncia a aliança divina, e na Eucaristia se renova esta mesma aliança nova e eterna. Numa, recorda-se a história
da salvação com palavras; na outra a mesma história se expressa por meio de sinais sacramentais da Liturgia.
Portanto, convém recordar sempre que a Palavra divina que a Igreja lê e anuncia na Liturgia conduz, como a seu próprio fim, ao
sacrifício da aliança e ao banquete da graça, isto é, à Eucaristia. Assim, a celebração da missa, na qual se escuta a Palavra e se oferece
e se recebe a Eucaristia, constitui um só ato de culto divino com o qual se oferece a Deus o sacrifício de louvor e se realiza
plenamente a redenção do homem.
(Da Introdução ao Lecionário)
O valor espiritual dos salmos
Não é preciso alongar-nos, de tão evidente que é a riqueza dos salmos. Eles foram as preces do Antigo Testamento, quando o próprio
Deus inspirou os sentimentos que seus filhos devem ter a seu respeito e as palavras de que devem servir-se ao se dirigirem a ele.
Foram recitados por Jesus e por Maria, pelos Apóstolos e pelos primeiros mártires. A Igreja Cristã fez deles, sem alteração, sua prece
oficial. Sem alteração: aqueles gritos de louvor de suplica ou de ação de graças, arrancados aos salmistas nas circunstâncias de sua
época e de sua experiência pessoal, têm um caráter universal, pois exprimem a atitude que todo homem deve ter diante de Deus. Sem
alteração nas palavras, mas com enriquecimento do sentido: na nova aliança, o fiel louva e agradece a Deus que lhe revelou o segredo
de sua vida intima, que o resgatou pelo sangue de seu Filho, que lhe infundiu seu Espírito e, na recitação litúrgica, cada salmo termina
com a doxologia Trinitária do Gloria ao Pai, ao Filho e ao Espirito Santo. As súplicas antigas se tornam mais ardentes depois que a
última Ceia, a Cruz e a Ressurreição ensinaram ao homem o amor infinito de Deus, a universalidade e a gravidade do pecado, a glória
prometida aos justos. As esperanças cantadas pelos salmistas se realizam; o Messias veio, ele reina e todas as nações são chamadas a
louvá-lo.
(Bíblia de Jerusalém)

53
50. O Augusto imperador L. e M.: Marcelo Oliveira (adapt. de Lc 1, 1-21)
(Comunhão para Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus,
no Tempo do Natal)

1. O Augusto, imperador, um recenseamento fez. 2. Perto estavam uns pastores, do rebanho a cuidar.
Foi José, de Nazaré, com Maria, até Belém. De repente veio um anjo: "Eis que venho anunciar:
Lá chegando, deu-se o tempo do final da gravidez Já nasceu o Salvador! Um sinal vão encontrar:
e, em humilde manjedoura, nos nasceu o Rei dos reis. numa simples manjedoura ele está a descansar.
(Santa Maria Mãe de Deus) Ref.: Tanta coisa acontecia com a Santa Mãe Maria.
/ Meditava ela, então, tudo em seu coração. (Bis) /
(Noite de Natal) Ref.: Eis que o Verbo fez-se carne e entre nós ele habitou.
/ Um menino nos nasceu! É Jesus, Salvador! (Bis) /
3. Os pastores, apressados, a Belém se dirigiram. 4. Completando-se oito dias, tempo da circuncisão,
Encontrando a Família, lhes contaram o que viram. foi-lhe dado aquele nome que dissera o anjo, então:
Todos, tão maravilhados com as palavras que ouviam, É Jesus, o Emanuel, que nos traz a salvação
davam glórias ao bom Deus, transbordando o que e, na Santa Eucaristia, Deus-conosco, comunhão.
sentiam.
54
51. Lembra-te que és pó L.: Missal Romano / Refrão + Sl 50
(Para o rito de Imposição das Cinzas – Tempo da Quaresma) M.: André Zamur e Raquel Carpejani
= 60

Ref.: Lembra-te que és pó e ao pó hás de voltar.


Lembra-te que és pó e ao pó hás de voltar.
1. –3 Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! * 6. –12 Criai em mim um coração que seja puro, *
Na imensidão de vosso amor, purificai-me! dai-me de novo um espírito decidido.
–4 Lavai-me todo inteiro do pecado, * –13 Ó Senhor, não me afasteis de vossa face, *
e apagai completamente a minha culpa! nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!
2. –5 Eu reconheço toda a minha iniquidade, * 7.–14 Dai-me de novo a alegria de ser salvo *
o meu pecado está sempre à minha frente. e confirmai-me com espírito generoso!
–6 Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei, * – Ensinarei vosso caminho aos pecadores, *
15

e pratiquei o que é mau aos vossos olhos! e para vós se voltarão os transviados.
3. – Mostrais assim quanto sois justo na sentença,* 8. –16 Da morte como pena, libertai-me, *
e quanto é reto o julgamento que fazeis. e minha língua exaltará vossa justiça!
–7 Vede, Senhor, que eu nasci na iniquidade * –17 Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar, *
e pecador já minha mãe me concebeu. e minha boca anunciará vosso louvor!
4. –8 Mas vós amais os corações que são sinceros, * 9. –18 Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, *
na intimidade me ensinais sabedoria. e, se oferto um holocausto, o rejeitais.
–9 Aspergi-me e serei puro do pecado, * – Meu sacrifício é minha alma penitente, *
19

e mais branco do que a neve ficarei. não desprezeis um coração arrependido!


5. –10 Fazei-me ouvir cantos de festa e de alegria, * 10. –20 Sede benigno com Sião, por vossa graça, *
e exultarão estes meus ossos que esmagastes. reconstruí Jerusalém e os seus muros!
–11 Desviai o vosso olhar dos meus pecados * – E aceitareis o verdadeiro sacrifício, *
21

e apagai todas as minhas transgressões! os holocaustos e oblações em vosso altar!

55
52. Colocamos, ó Senhor, no teu altar L. e M.: Felipe Costa e Marcelo Oliveira
(Apresentação das Oferendas para o Tempo da Quaresma)

1. Colocamos, ó Senhor, em teu altar, 2. Colocamos, ó Senhor, em teu altar,


este pão que logo irá se transformar este vinho que irá se transformar
em teu Corpo que será nosso alimento, em teu Sangue, que nos dá eterna vida. (Jo 6, 54).
o sustento desse nosso caminhar. Vem, Senhor, nos converter, nos libertar!

Ref.: Pra sempre sê bendito, ó Senhor, nosso Deus! 3. Colocamos, ó Senhor, em teu altar,
Pra sempre sê bendito, ó Senhor, nosso Deus! juntamente com esta oferta singular,
nossas vidas, nossas lutas, nossos dons.
Tudo isso nós queremos te entregar.

56
53. Bendito para sempre L.: Cf. Missal Romano + Sl 71, 12-14.15bc-19
(Apresentação das Oferendas para o Tempo da Quaresma) M.: André Zamur

Ref.: Bendito para sempre, bendito seja Deus! 3. –16 Haverá grande fartura sobre a terra, *
Céus e terra, bendizei ao Senhor! até mesmo no mais alto das montanhas;
– as colheitas florirão como no Líbano, *
tão abundantes como a erva pelos campos!
1. –12 Libertará o indigente que suplica, * 4. –17 Seja bendito o seu nome para sempre! *
e o pobre ao qual ninguém quer ajudar. E que dure como o sol sua memória!
–13 Terá pena do indigente e do infeliz, * – todos os povos serão nele abençoados, *
e a vida dos humildes salvará. todas as gentes cantarão o seu louvor!
2. –14 Há de livrá-los da violência e opressão, * pois 5. –18 Bendito seja o Senhor Deus de Israel, *
vale muito o sangue deles a seus olhos! –15bc Hão porque só ele realiza maravilhas!
de rezar também por ele sem cessar, * bendizê-lo e – Bendito seja o seu nome glorioso! *
19

honrá-lo cada dia. Bendito seja eternamente! Amém, amém!

Preparação dos dons

73. No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística70, colocando-se nele o corporal, o purificatório, o
missal e o cálice, a não ser que se prepare na credência.
A seguir, trazem-se as oferendas. É louvável que os fiéis apresentem o pão e o vinho que o sacerdote ou o diácono recebem em lugar adequado para
serem levados ao altar. Embora os fiéis já não tragam de casa, como outrora, o pão e o vinho destinados à liturgia, o rito de levá-los ao altar conserva
a mesma força e significado espiritual.
Também são recebidos o dinheiro ou outros donativos oferecidos pelos fiéis para os pobres ou para a igreja, ou recolhidos no recinto dela; serão, no
entanto, colocados em lugar conveniente, fora da mesa eucarística.
74. O canto do ofertório acompanha a procissão das oferendas (cf. n. 37, b) e se prolonga pelo menos até que os dons tenham sido colocados sobre o
altar. As normas relativas ao modo de cantar são as mesmas que para o canto da entrada (cf. n. 48). O canto pode sempre fazer parte dos ritos das
oferendas, mesmo sem a procissão dos dons.

57
54. Mulher, ninguém te condenou? L.: Missal Romano (Jo 8,10s), adapt. por
(Comunhão para o 5º Domingo da Quaresma, ano C) André Zamur + Sl 31, 2-3.5.8.10-11
M.: André Zamur
= 80

Ref.: - Mulher, ninguém te condenou?


- Ninguém, Senhor, ninguém.
- Eu também não te condeno. Vai, não peques mais! (Jo 8,10s)
1. – Feliz o homem que foi perdoado * 3. = 'Vou instruir-te e te dar um conselho; †
e cuja falta já foi encoberta! vou te dar um conselho a seguir *
= Feliz o homem a quem o Senhor † e sobre ti pousarei os meus olhos:
não olha mais como sendo culpado, * = Muito sofrer é a parte dos ímpios; †
e em cuja alma não há falsidade! mas quem confia em Deus, o Senhor, *
é envolvido por graça e perdão.
2. = Enquanto eu silenciei meu pecado, † 4. = Regozijai-vos, ó justos, em Deus, †
dentro de mim definhavam meus ossos * e no Senhor exultai de alegria! *
e eu gemia por dias inteiros. Corações retos, cantai jubilosos!
– Disse: 'Eu irei confessar meu pecado!' * – Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
E perdoastes, Senhor, minha falta. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

58
55. A Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo L.: Missal Romano, refrão
(Entrada para a Missa da Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa) + estrofes do Sl 66 2-8
M.: André Zamur
= 80

Ref.: A Cruz de nosso Senhor Jesus Cristo deve ser a nossa glória:
nele está nossa vida e ressurreição; foi ele que nos salvou e libertou. (Gl 6,14)
1. – 2Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, * 3. – 5bos povos governais com retidão, *
e sua face resplandeça sobre nós! e guiais, em toda a terra, as nações.
– 3Que na terra se conheça o seu caminho * – 6Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, *
e a sua salvação por entre os povos. que todas as nações vos glorifiquem!
2. – 4Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, * 4. – 7A terra produziu sua colheita: *
que todas as nações vos glorifiquem! o Senhor e nosso Deus nos abençoa.
– 5aExulte de alegria a terra inteira, * – Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe, *
8

pois julgais o universo com justiça; e o respeitem os confins de toda a terra!

Entrada
47. Reunido o povo, enquanto o sacerdote entra com o diácono e os ministros, começa o canto da entrada. A finalidade desse canto é
abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão
do sacerdote e dos ministros.
48. O canto é executado alternadamente pelo grupo de cantores e pelo povo, ou pelo cantor e pelo povo, ou só pelo grupo de cantores.
Pode-se usar a antífona com seu salmo, do Gradual romano ou do Gradual simples, ou então outro canto condizente com a ação
sagrada e com a índole do dia ou do tempo, cujo texto tenha sido aprovado pela Conferência dos Bispos.
Não havendo canto à entrada, a antífona proposta no Missal é recitada pelos fiéis, ou por alguns deles, ou pelo leitor; ou então, pelo
próprio sacerdote, que também pode adaptá-la a modo de exortação inicial (cf. n. 31).
(Instrução Geral do Missal Romano, 3ª Ed.)

59
56. Senhor, que subistes a Jerusalém L.: André Zamur, Cf. Missal Romano
(III Fórmula do Ato Penitencial, para a Missa da Ceia do Senhor) M.: André Zamur

S.: Senhor, que subistes a Jerusalém para sofrer a Paixão, e libertar-nos do pecado e da morte,
tende piedade de nós.
T.: Kyrie eleison.
S.: Cristo, que tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim,
tende piedade de nós.
T.: Christe eleison.
S.: Senhor, que nos tornastes participantes do vosso Corpo e do vosso Sangue,
tende piedade de nós.
T.: Kyrie eleison.

Ato penitencial
51. Em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial, que após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia
através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia
do sacramento da penitência.
Aos domingos, particularmente, no tempo pascal, em lugar do ato penitencial de costume, pode-se fazer, por vezes, a bênção e
aspersão da água em recordação do batismo.

Senhor, tende piedade


52. Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial.
Tratando-se de um canto em que os fiéis aclamam o Senhor e imploram a sua misericórdia, é executado normalmente por todos,
tomando parte nele o povo e o grupo de cantores ou o cantor.
Via de regra, cada aclamação é repetida duas vezes, não se excluindo, porém, um número maior de repetições por causa da índole das
diversas línguas, da música ou das circunstâncias. Quando o Senhor é cantado como parte do ato penitencial, antepõe-se a cada
aclamação uma "invocação"("tropo").
(Instrução Geral sobre o Missa Romano – 3ª Ed.)

60
57. Aclamai a Deus, toda a terra L.: Missal Romano, refrão (Sl 65,1s)
(Entrada para o 3º Domingo da Páscoa) + estrofes do Sl 65, 8-10.13.16-17
M.: André Zamur

Ref.: Aclamai a Deus, toda a terra,


cantai a glória de seu nome,
rendei-lhe glória e louvor, aleluia! (Sl 65,1s)
1. – 8Nações, glorificai ao nosso Deus, * 3. – 16Todos vós que a Deus temeis, vinde escutar; *
anunciai em alta voz o seu louvor! vou contar-vos todo o bem que ele me fez!
– 9É ele quem dá vida à nossa vida * – 17Quando a ele o meu grito se elevou, *
e não permite que vacilem nossos pés. já havia gratidão em minha boca!
2. – 10Na verdade, ó Senhor, vós nos provastes, * 4. – Demos glória a Deus Pai onipotente *
nos depurastes pelo fogo como a prata. e a seu Filho, Jesus Cristo, Senhor nosso,
– 13Em vossa casa entrarei com sacrifícios, * – e ao Espírito que habita em nosso peito *
e cumprirei todos os votos que vos fiz. pelos séculos dos séculos. Amém.

61
58. Eu vos exalto, ó Senhor L.: Lecionário Dominical,
(Salmo Responsorial do 3º Domingo da Páscoa, Ano C) Sl 29,2.4.5-6.11.12a.13b(R.2a)
M.: Irmã Miria Kolling

Ref.: Eu vos exalto, ó Senhor, porque vós me 2. - 5Cantai salmos ao Senhor, povo fiel,*
livrastes. dai-lhe graças e invocai seu santo nome!
-6Pois sua ira dura apenas um momento,*
mas sua bondade permanece a vida inteira;
- se à tarde vem o pranto visitar-nos,*
de manhã vem saudar-nos a alegria.
1. - 2Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes,* 3. - 11Escutai-me, Senhor Deus, tende piedade! *
e não deixastes rir de mim meus inimigos! Sede, Senhor, o meu abrigo protetor!
- 4Vós tirastes minha alma dos abismos* – 12 Transformastes o meu pranto em uma festa,*
e me salvastes, quando estava já morrendo! 13bSenhor meu Deus, eternamente hei de louvar-vos!

Salmo responsorial
Na IGMR (Instrução Geral do Missal Romano, 3ª edição):
61. À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande
importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e
normalmente seja tomado do lecionário.
De preferência, o salmo responsorial será cantado, ao menos no que se refere ao refrão do povo. Assim, o salmista ou cantor do
salmo, do ambão ou outro lugar adequado, profere os versículos do salmo, enquanto toda a assembleia escuta sentada, geralmente
participando pelo refrão, a não ser que o salmo seja proferido de modo contínuo, isto é, sem refrão. Mas, para que o povo possa mais
facilmente recitar o refrão salmódico, foram escolhidos alguns textos de refrãos e de salmos para os diversos tempos do ano e as
várias categorias de Santos, que poderão ser empregados em lugar do texto correspondente à leitura, sempre que o salmo é cantado.
Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus.
Em lugar do salmo proposto no lecionário pode-se cantar também um responsório gradual do Gradual romano ou um salmo
responsorial ou aleluiático do Gradual Simples, como se encontram nesses livros.
Na Introdução ao Lecionário
19. O salmo responsorial, chamado também gradual, dado que é “parte integrante da liturgia da palavra”, tem grande importância
litúrgica e pastoral. Por isso, é preciso instruir constantemente os fiéis sobre o modo de escutar a Palavra de Deus que nos é
transmitida pelos salmos e sobre o modo de converter estes salmos em oração da Igreja. Isso “se realizará mais facilmente quando se
promover com diligência, entre o clero, um conhecimento mais profundo dos salmos, segundo o sentido com que se cantam na
sagrada liturgia, e quando se fizer que participem disso todos os fiéis com uma catequese oportuna”. Também podem ajudar algumas
breves admoestações, nas quais se indique o porquê daquele salmo determinado e da resposta, em relação com as leituras.
20. O Salmo responsorial deve ser preferencialmente cantado. Há duas formas de cantar o salmo depois da primeira leitura: a forma
responsorial e a forma direta. Na forma responsorial, que se deve preferir enquanto for possível, o salmista ou o cantor do salmo
cantam as estrofes do salmo, e toda a assembleia participa cantando da resposta. Na forma direta, o salmo é cantado sem que a
assembleia intercale a resposta, e o cantam, ou o salmista ou o cantor do salmo sozinho, e a assembleia escuta, ou então o salmista e
os fiéis juntos.
21. O canto do salmo ou da resposta contribuem muito para compreender o sentido espiritual do salmo e para meditá-lo
profundamente. Em cada cultura, deve-se utilizar tudo aquilo que possa favorecer o canto da Assembleia, e especialmente as
faculdades previstas no Elenco das Leituras da Missa, referentes às respostas para cada tempo litúrgico.
22. O salmo que segue a leitura, se não for cantado, deve ser recitado de maneira mais adequada para a meditação da palavra de Deus.
O salmo responsorial é cantado ou recitado por um salmista ou por um cantor, estando este no ambão.

62
59. Disse Jesus a seus discípulos L.: Missal Romano, refrão
(Comunhão para o 3º Domingo da Páscoa, Ano C) + estrofes do Sl 95 1-3.6-13
(Missa II do Gradual Simples)
M.: André Zamur

Ref.: Disse Jesus aos seus discípulos: 3. = Oferecei um sacrifício nos seus átrios, †
Vinde, comei! 9 adorai-o no esplendor da santidade, *

E tomou o pão e lhes deu, aleluia! (cf. Jo 21,12s) terra inteira, estremecei diante dele!
=10 Publicai entre as nações: 'Reina o Senhor!' †
Ele firmou o universo inabalável, *
e os povos ele julga com justiça.
1. =1 Cantai ao Senhor Deus um canto novo, † 4. –11O céu se rejubile e exulte a terra, *
2 cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira! * aplauda o mar com o que vive em suas águas;
Cantai e bendizei seu santo nome! –12 os campos com seus frutos rejubilem*
= Dia após dia anunciai sua salvação, † e exultem as florestas e as matas
3 manifestai a sua glória entre as nações, – na presença do Senhor, pois ele vem, *
13

* e entre os povos do universo seus prodígios! porque vem para julgar a terra inteira.
2. – 6 Diante dele vão a glória e a majestade, * 5. – Governará o mundo todo com justiça, *
e o seu templo, que beleza e esplendor! e os povos julgará com lealdade.
=7 Ó família das nações, dai ao Senhor, † – Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
ó nações, dai ao Senhor poder e glória, * * Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
8 dai-lhe a glória que é devida ao seu nome!

63
60. O Senhor é minha luz L.: Missal Romano, refrão (Sl 26,1s)
(Entrada para o 10º Domingo do Tempo Comum) + estrofes do Sl 26, 4ab.5-6
M.: André Zamur

Ref.: O Senhor é minha luz e minha salvação, a quem poderia eu temer?


O Senhor é o baluarte de minha vida, perante quem tremerei?
Meus opressores e inimigos, são eles que vacilam e sucumbem.
O Senhor é minha luz e minha salvação, a quem poderia eu temer? (Sl 26,1s)
1. –4ab Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, * 3. –6ab E agora minha fronte se levanta *
e é só isto que eu desejo: em meio aos inimigos.
– habitar no santuário do Senhor * – Ofertarei um sacrifício de alegria, *
por toda a minha vida; no templo do Senhor.
2. –5 Pois um abrigo me dará sob o seu teto * 4. – 6c Cantarei salmos ao Senhor ao som da harpa*
nos dias da desgraça; e hinos de louvor.
– no interior de sua tenda há de esconder-me * – Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
e proteger-me sobre a rocha. Como era no princípio, agora e sempre.

64
61. Eu sou a salvação do povo L.: Missal Romano (Composição eclesiástica)
(Entrada para o 25º Domingo do Tempo Comum) + Sl 65, 1-2.4-5
M.: André Zamur

Ref.: Eu sou a salvação do povo, diz o Senhor. 2. –4 Invocarei o meu Senhor: a ele a glória! *
Se clamar por mim em qualquer provação e dos meus perseguidores serei salvo!
Eu o ouvirei e serei o seu Deus para sempre. – Ondas da morte me envolveram totalmente,*
5

e as torrentes da maldade me aterraram.


1. –2 Eu vos amo, ó Senhor! Sois minha força, * 3. –7a Ao Senhor eu invoquei na minha angústia*
3minha rocha, meu refúgio e Salvador! e elevei o meu clamor para o meu Deus.
= Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga, † –17 Lá do alto ele estendeu a sua mão *
Minha força e poderosa salvação, * e das águas mais profundas retirou-me.
sois meu escudo e proteção: em vós espero!

65
62. Cristo por nós foi tentado L.: Liturgia das Horas
(Refrão do Invitatório da Liturgia das Horas, no Tempo da Quaresma) M.: André Zamur

Cristo por nós foi tentado, sofreu e na cruz morreu: vinde todos, adoremos!
63. O Senhor ressurgiu realmente L.: Liturgia das Horas
(Refrão do Invitatório da Liturgia das Horas, no Tempo Pascal) M.: André Zamur

O Senhor ressurgiu realmente, aleluia!


64. Vinde, adoremos L.: Liturgia das Horas
(Refrão do Invitatório da Liturgia das Horas, no Comum da Virgem Maria) M.: André Zamur

Vinde, adoremos a Cristo Jesus, filho bendito da Virgem Maria.


65. Adoremos o Cristo L.: Liturgia das Horas
(Refrão do Invitatório da Liturgia das Horas, M.: André Zamur
na Solenidade da Assunção de Nossa Senhora)

Adoremos o Cristo e louvemos sua Mãe, elevada hoje ao céu.

66
66. O Redentor das Nações - adaptável a outros hinos L.: Liturgia das Horas
(Hino da Liturgia das Horas na Festa do Batismo do Senhor ou outros dias ou M.: André Zamur
tempos, se adaptando)

1. O Redentor das nações, 3. João, feliz, mas tremendo, 5. Protegei a todos, ó Cristo:
Jesus, a todos brilhou. mergulha em rio profundo jamais tombemos no abismo.
E todo o povo fiel aquele que lavaria Dai-nos viver as promessas
lhe canta um hino em louvor. no sangue a culpa do mundo. do nosso próprio batismo.
2. Vivera já trinta anos 4. A voz do Pai testemunha 6. Ó Cristo, vida e verdade,
em nossa carne mortal. que este é seu Filho, e reflui a vós a glória e o louvor.
E embora livre de culpa, sobre ele a força do Espírito Unido ao Pai e ao Espírito,
da água busca o sinal. que todo dom distribui do céu mostrais o esplendor.

Q 1. Ó Cristo, sol de justiça, 3. A penitência transforme 5. A vós, Trindade clemente,


U brilhai nas trevas da mente. tudo o que em nós há de mal. com toda a terra adoramos,
A Com força e luz, reparai É bem maior que o pecado e no perdão renovados
R a criação novamente. o vosso dom sem igual. um canto novo cantamos.
E 2. Dai-nos, no tempo aceitável, 4. Um dia vem, vosso dia, e
S um coração penitente, tudo então refloresce.
M que se converta e acolha Nós, renascidos na graça,
A o vosso amor paciente. exultaremos em prece.

T. 1. A fiel Jerusalém 3. Ele vence, refulgindo 5. Ó Jesus, do vosso povo


canta um hino triunfal, de grandeza e majestade. sede o júbilo pascal.
P celebrando, jubilosa, Ele faz de céus e terra Dai aos novos pela graça
A Jesus Cristo, a Luz pascal. uma pátria de unidade. a vitória triunfal.
S 2, A serpente é esmagada 4. Nosso canto suplicante 6. Glória a vós, Jesus invicto,
C pelo Cristo, leão forte, pede ao Rei ressuscitado sobre a morte triunfante.
A que ressurge e chama à vida que receba no seu Reino Com o Pai e o Santo Espírito
L os cativos pela morte. o seu povo consagrado. sois luz nova e radiante.

T 1ª 1. Ó Criador do universo, 4. Seu canto os mares acalma, 7. Ó Cristo, Rei piedoso,


E a sombra e a luz alternais, ao navegante avigora; a vós e ao Pai, Sumo Bem,
M S e, dando tempo ao tempo, a própria Pedra da Igreja glória e poder, na unidade
P E dos seres todos cuidais. ouvindo o Cântico chora. do Espírito Santo. Amém.
O M
2. Qual pregoeiro do dia, 5. Jesus, olhai os que tombam.
A
canta nas noites o galo. O vosso olhar nos redime:
C N
Separa a noite e a noite, se nos olhais, nos erguemos,
O A
brilhando a luz no intervalo. e prantos lavam o crime.
M
U 3. Também por ele acordada, 6. Ó luz divina, brilhai,
M a estrela d'alva, brilhante, tirai do sono o torpor.
expulsa o erro e a treva O nosso alento primeiro
com sua luz radiante. entoe o vosso louvor.

67
LITURGIA DAS HORAS
“A Liturgia das Horas está destinada a tornar-se a oração de todo o povo de Deus.” (CIC, 1175)
Invitatório (para os dois dias) Sábado da II Semana do Tempo Pascal - Laudes
Hino

V. Abri os meus lábios, ó Senhor.


R. E minha boca anunciará vosso louvor.
Salmo 94(95)
Convite ao louvor de Deus A fiel Jerusalém
Animai-vos uns aos outros, dia após dia, enquanto canta um hino triunfal,
ainda se disser ‘hoje’ (Hb 3,13). celebrando, jubilosa,
Jesus Cristo, a Luz pascal.
A serpente é esmagada
pelo Cristo, leão forte,
que ressurge e chama à vida
R. O Senhor ressurgiu realmente. Aleluia. os cativos pela morte.
Ele vence, refulgindo
de grandeza e majestade.
Ele faz de céus e terra
uma pátria de unidade.
–1Vinde, exultemos de alegria no Senhor, * Nosso canto suplicante
aclamemos o Rochedo que nos salva! pede ao Rei ressuscitado
–2 Ao seu encontro caminhemos com louvores, * que receba no seu Reino
e com cantos de alegria o celebremos! (R.) o seu povo consagrado.
–3 Na verdade, o Senhor é o grande Deus, * Ó Jesus, do vosso povo
o grande Rei, muito maior que os deuses todos. sede o júbilo pascal.
–4 Tem nas mãos as profundezas dos abismos, * Dai aos novos pela graça
e as alturas das montanhas lhe pertencem; a vitória triunfal.
–5 o mar é dele, pois foi ele quem o fez, * Glória a vós, Jesus invicto,
e a terra firme suas mãos a modelaram. (R.) sobre a morte triunfante.
–6 Vinde adoremos e prostremo-nos por terra, * Com o Pai e o Santo Espírito
e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! sois luz nova e radiante.
=7 Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor,† Salmodia
e nós somos o seu povo e seu rebanho, * Salmo 91 (92)
as ovelhas que conduz com sua mão. (R.) Louvor ao Deus Criador
=8 Oxalá ouvísseis hoje a sua voz:† Louvores se proclamam pelos feitos de Cristo (Sto.
“Não fecheis os corações como em Meriba, * Atanásio).
9 como em Massa, no deserto, aquele dia,
Ant. 1 Alegrastes-me, Senhor, com vossos feitos,
– em que outrora vossos pais me provocaram, * rejubilo de alegria em vossas obras. Aleluia.
apesar de terem visto as minhas obras”. (R.)
– Como é bom agradecermos ao Senhor *
=10Quarenta anos desgostou-me aquela raça† e cantar salmos de louvor ao Deus Altíssimo!
e eu disse: “Eis um povo transviado, * – Anunciar pela manhã vossa bondade, *
11seu coração não conheceu os meus caminhos!”
e o vosso amor fiel, a noite inteira,
– E por isso lhes jurei na minha ira: * – ao som da lira de dez cordas e da harpa,
“Não entrarão no meu repouso prometido!” (R.) com canto acompanhado ao som da cítara.
– Demos glória a Deus Pai onipotente * – Pois me alegrastes, ó Senhor, com vossos feitos, *
e a seu Filho, Jesus Cristo, Senhor nosso, e rejubilo de alegria em vossas obras.
– e ao Espírito que habita em nosso peito *
– Quão imensas, ó Senhor, são vossas obras, *
pelos séculos dos séculos. Amém. (R.)
quão profundos são os vossos pensamentos!
– Só o homem insensato não entende, *
só o estulto não percebe nada disso!
68
– Mesmo que os ímpios floresçam como a erva, * e pela terra espalhou os filhos de Adão,
ou prosperem igualmente os malfeitores, – as fronteiras das nações ele marcou *
– são destinados a perder-se para sempre. * de acordo com o número de seus filhos;
Vós, porém, sois o Excelso eternamente! – mas a parte do Senhor foi o seu povo, *
= Eis que os vossos inimigos, ó Senhor, † e Jacó foi a porção de sua herança.
eis que os vossos inimigos vão perder-se, * – Foi num deserto que o Senhor achou seu povo, *
e os malfeitores serão todos dispersados. num lugar de solidão desoladora;
– cercou-o de cuidados e carinhos *
– Vós me destes toda a força de um touro, * e o guardou como a pupila de seus olhos.
e sobre mim um óleo puro derramastes;
– triunfante, posso olhar meus inimigos, * – Como a águia, esvoaçando sobre o ninho, *
vitorioso, escuto a voz de seus gemidos. incita os seus filhotes a voar,
– ele estendeu as suas asas e o tomou, *
– O justo crescerá como a palmeira, *
e levou-o carregado sobre elas.
florirá igual ao cedro que há no Líbano;
– O Senhor, somente ele, foi seu guia, *
– na casa do Senhor estão plantados, *
e jamais um outro deus com ele estava.
nos átrios de meu Deus florescerão.
– Mesmo no tempo da velhice darão frutos, * - Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
cheios de seiva e de folhas verdejantes; Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
– e dirão: “É justo mesmo o Senhor Deus: * Ant. 2 Sou eu que dou a morte, sou eu que dou a
meu Rochedo, não existe nele o mal!” vida; se eu firo, também curo, aleluia.
- Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. * Salmo 8
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Majestade de Deus e dignidade do homem
Ant. 1 Alegrastes-me, Senhor, com vossos feitos, Ele pôs sob os seus pés e fez dele, que está acima de
rejubilo de alegria em vossas obras. Aleluia. tudo, a Cabeça da Igreja (Ef 1,22).
Cântico Dt 32,1-12 Ant. 3 Coroastes vosso Cristo de glória e
Os benefícios de Deus ao povo
esplendor. Aleluia.
Quantas vezes quis reunir teus filhos, como a galinha
reúne os pintainhos debaixo das asas! (Mt 23,37). – Ó Senhor nosso Deus, como é grande *
Ant. 2 Sou eu que dou a morte, sou eu que dou a vosso nome por todo o universo!
vida; se eu firo, também curo, aleluia. – Desdobrastes nos céus vossa glória *
– Ó céus, vinde, escutai; eu vou falar, * com grandeza, esplendor, majestade.
ouça a terra as palavras de meus lábios! = O perfeito louvor vos é dado †
– Minha doutrina se derrame como chuva, * pelos lábios dos mais pequeninos, *
minha palavra se espalhe como orvalho, de crianças que a mãe amamenta.
– como torrentes que transbordam sobre a relva * – Eis a força que opondes aos maus, *
e aguaceiros a cair por sobre as plantas. reduzindo o inimigo ao silêncio.
– O nome do Senhor vou invocar; * – Contemplando estes céus que plasmastes *
vinde todos e dai glória ao nosso Deus! e formastes com dedos de artista;
– Ele é a Rocha: suas obras são perfeitas, *
– vendo a lua e estrelas brilhantes, *
seus caminhos todos eles são justiça;
perguntamos: “Senhor, que é o homem,
– é ele o Deus fiel, sem falsidade, *
– para dele assim vos lembrardes *
o Deus justo, sempre reto em seu agir.
e o tratardes com tanto carinho?”
– Os filhos seus degenerados o ofenderam, *
essa raça corrompida e depravada! – Pouco abaixo de um deus o fizestes, *
– É assim que agradeces ao Senhor Deus, * coroando-o de glória e esplendor;
povo louco, povo estulto e insensato? – vós lhe destes poder sobre tudo, *
– Não é ele o teu Pai que te gerou, * vossas obras aos pés lhe pusestes:
o Criador que te firmou e te sustenta? – as ovelhas, os bois, os rebanhos, *
– Recorda-te dos dias do passado * todo o gado e as feras da mata;
e relembra as antigas gerações; – passarinhos e peixes dos mares, *
– pergunta, e teu pai te contará, * todo ser que se move nas águas.
interroga, e teus avós te ensinarão. – Ó Senhor nosso Deus, como é grande *
– Quando o Altíssimo os povos dividiu * vosso nome por todo o universo!

69
- Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. * =76 Serás profeta do Altíssimo, ó menino, †
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. pois irás andando à frente do Senhor *
para aplainar e preparar os seus caminhos,
Ant. 3 Coroastes vosso Cristo de glória e
esplendor. Aleluia. –77 anunciando ao seu povo a salvação, *
que está na remissão de seus pecados;
Leitura breve Rm 14,7-9 – pela bondade e compaixão de nosso Deus, *
78

Ninguém dentre nós vive para si mesmo ou morre que sobre nós fará brilhar o Sol nascente,
para si mesmo. Se estamos vivos, é para o Senhor –79 para iluminar a quantos jazem entre as trevas *
que vivemos; se morremos, é para o Senhor que e na sombra da morte estão sentados
morremos. Portanto, vivos ou mortos, - e para dirigir os nossos passos, *
pertencemos ao Senhor. Cristo morreu e guiando-os no caminho da paz.
ressuscitou exatamente para isto, para ser o
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Senhor dos mortos e dos vivos.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Responsório breve
Ant. Paz a vós, aleluia, não temais, aleluia, pois sou eu
aleluia!
Preces
Invoquemos a Cristo nosso Senhor, que nos deu a vida
eterna; e peçamos de coração sincero:

R. Enriquecei-nos, Senhor, com a graça da vossa


V. O Senhor ressurgiu do sepulcro. Aleluia, aleluia. ressurreição!
R. O Senhor ressurgiu do sepulcro. Aleluia, Pastor eterno, olhai com bondade para o vosso rebanho
aleluia. que desperta do sono da noite, e alimentai-nos com as
V. Foi suspenso por nós numa cruz. riquezas de vossa palavra e de vosso pão. – R.
R. Aleluia, aleluia. Não permitais que sejamos arrebatados pelo lobo que
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. devora e traídos pelo mercenário que foge, mas fazei-
R. O Senhor ressurgiu do sepulcro. Aleluia, nos ouvir com fidelidade a voz do Bom Pastor. – R.
aleluia.
Vós, que estais sempre com os ministros do evangelho e
CÂNTICO EVANGÉLICO (BENEDICTUS) Lc 1,68-79 confirmais a sua palavra com o poder da vossa graça,
O Messias e seu Precursor fazei que nossas palavras e ações neste dia proclamem
fielmente a vossa ressurreição. – R.
Ant. Paz a vós, aleluia, não temais, aleluia, pois sou eu
aleluia! Sede vós mesmo aquela alegria que ninguém pode
arrancar do nosso coração, para que, livres da tristeza
que é fruto do pecado, busquemos sempre a felicidade
da vida eterna. – R.
(intenções livres)
(Ao início do Cântico todos se persignam com o sinal da cruz).
–68 + Bendito seja o Senhor Deus de Israel, * Pai nosso
porque a seu povo visitou e libertou;
Oração
–69 e fez surgir um poderoso Salvador *
na casa de Davi, seu servidor, Ó Deus, por quem fomos remidos e adotados como
filhos, velai sobre nós em vosso amor de Pai e concedei
–70 como falara pela boca de seus santos, * aos que creem no Cristo a liberdade verdadeira e a
os profetas desde os tempos mais antigos, herança eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso
–71 para salvar-nos do poder dos inimigos * Filho, na unidade do Espírito Santo.
e da mão de todos quantos nos odeiam.
Conclusão da Hora
–72 Assim mostrou misericórdia a nossos pais, *
recordando a sua santa Aliança O Senhor nos abençoe, nos livre de todo o mal
–73 e o juramento a Abraão, o nosso pai, * e nos conduza à vida eterna. Amém.
de conceder-nos 74 que, libertos do inimigo,
= a ele nós sirvamos sem temor †
75 em santidade e em justiça diante dele, *
enquanto perdurarem nossos dias.

70
III Domingo da Páscoa – I Vésperas - Levanta da poeira o indigente *
e do lixo ele retira o pobrezinho,
Às núpcias do Cordeiro - para fazê-lo assentar-se com os nobres, *
em brancas vestes vamos. assentar-se com os nobres do seu povo.
Transposto o Mar Vermelho, - Faz a estéril, mãe feliz em sua casa, *
ao Cristo Rei cantamos. vivendo rodeada de seus filhos.
Por nós no altar da cruz - Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,*
seu corpo ofereceu. como era no princípio, agora e sempre. Amém
Bebendo deste sangue, Ant. 1 A glória do Senhor vai além dos altos céus,
nascemos para Deus. mas levanta da poeira o indigente. Aleluia.
Seu sangue em nossas portas Salmo 115(116b)
afasta o ano irado. Ação de graças no templo
Das mãos dum rei injusto, Por meio de Jesus, ofereçamos a Deus um perene
seu povo é libertado. sacrifício de louvor (Hb 13,15).
O Cristo, nossa Páscoa, Ant. 2 Vós quebrastes, ó Senhor, minhas cadeias, por
morreu como um Cordeiro. isso oferto um sacrifício de louvor. Aleluia.
Seu corpo é nossa oferta, - Guardei a minha fé, mesmo dizendo: *
Pão vivo e verdadeiro. “É demais o sofrimento em minha vida!”
- Confiei, quando dizia na aflição: *
Ó vítima verdadeira, “Todo homem é mentiroso! Todo homem!”
do interno a porta abris,
livrais o povo escravo, - Que poderei retribuir ao Senhor Deus *
por tudo aquilo que ele fez em meu favor?
dais vida ao infeliz.
- Elevo o cálice da minha salvação, *
Da morte o Cristo volta, invocando o nome santo do Senhor.
a vida é seu troféu. - Vou cumprir minhas promessas ao Senhor *
O inferno traz cativo na presença de seu povo reunido.
e a todos abre o céu. - É sentida por demais pelo Senhor *
Jesus, Pascal Cordeiro, a morte de seus santos, seus amigos.
em vós se alegra o povo, = Eis que sou o vosso servo, ó Senhor, †
que, livre pela graça, vosso servo que nasceu de vossa serva; *
em vós nasceu de novo. mas me quebrastes os grilhões da escravidão!
- Por isso oferto um sacrifício de louvor, *
A glória seja ao Cristo, invocando o nome santo do Senhor.
da morte vencedor. - Vou cumprir minhas promessas ao Senhor *
Ao Pai e ao Santo Espírito, na presença de seu povo reunido;
o nosso igual louvor. - nos átrios da casa do Senhor, *
Salmo 112(113) em teu meio, ó cidade de Sião.
O nome do Senhor é digno de louvor - Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,*
Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes como era no princípio, agora e sempre. Amém.
(Lc 1,52).
Ant. Vós quebrastes, ó Senhor, minhas cadeias, por
Ant. 1 A glória do Senhor vai além dos altos céus, isso oferto um sacrifício de louvor. Aleluia.
mas levanta da poeira o indigente. Aleluia.
Cântico Fl 2,6-11
- Louvai, louvai, ó servos do Senhor, * Cristo, o Servo de Deus
louvai, louvai o nome do Senhor!
Ant. 3 Embora fosse o próprio Filho, aprendeu a
- Bendito seja o nome do Senhor, *
obediência através do sofrimento e tornou-se, para
agora e por toda a eternidade!
aqueles que o seguem, uma fonte de eterna salvação.
- Do nascer do sol até o seu ocaso, *
Aleluia.
louvado seja o nome do Senhor.
= Embora fosse de divina condição, †
- O Senhor está acima das nações, *
Cristo Jesus não se apegou ciosamente *
sua glória vai além dos altos céus.
a ser igual em natureza a Deus Pai.
= Quem pode comparar-se ao nosso Deus, †
ao Senhor, que no alto céu tem o seu trono * = Porém esvaziou-se de sua glória †
e se inclina para olhar o céu e a terra? e assumiu a condição de um escravo,
tornando-se aos homens semelhante.
71
= Reconhecido exteriormente como homem, † - Manifestou o poder de seu braço, *
humilhou-se, obedecendo até à morte, dispersou os soberbos;
até à morte humilhante numa cruz. - derrubou os poderosos de seus tronos *
= Por isso Deus o exaltou sobremaneira † e elevou os humildes;
e deu-lhe o nome mais excelso, mais sublime,* - Saciou de bens os famintos, *
e elevado muito acima de outro nome. despediu os ricos sem nada.
= Para que perante o nome de Jesus † - Acolheu Israel, seu servidor, *
se dobre reverente todo joelho, * fiel ao seu amor!
seja nos céus, seja na terra ou nos abismos. - Como havia prometido a nossos pais, *
= E toda língua reconheça, confessando, † em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre.
para a glória de Deus Pai e seu louvor: * - Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
“Na verdade Jesus Cristo é o Senhor!” Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
= Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, † Ant. Trazei dos peixes que apanhastes, disse Cristo.
ao Deus que é, que era e que vem, * Simão Pedro trouxe a rede para a terra cheia de
pelos séculos dos séculos. Amém. peixes muito grandes. Aleluia.
Ant. Embora fosse o próprio Filho, aprendeu a Preces
obediência através do sofrimento e tornou-se, para
Invoquemos a Cristo Jesus, nossa vida e ressurreição;
aqueles que o seguem, uma fonte de eterna salvação.
e digamos com alegre confiança:
Aleluia.
R. Filho de Deus vivo, protegei o vosso povo!
Leitura breve 1Pd 2,9-10
Nós vos pedimos, Senhor, pela santa Igreja católica;
Vós sois a raça escolhida, o sacerdócio do Reino, a
santifica-a e fortalecei-a, para que estabeleça o vosso
nação santa, o povo que ele conquistou para
reino em todas as nações da terra. R.
proclamar as obras admiráveis daquele que vos
chamou das trevas para a sua luz maravilhosa. Vós Nós vos pedimos, Senhor, por todos os doentes, os
sois aqueles que antes não eram povo, agora porém tristes, os prisioneiros e os exilados;
são povo de Deus; os que não eram objeto de dai-lhes conforto e ajuda. R.
misericórdia, agora porém alcançaram misericórdia. Nós vos pedimos, Senhor, pelos que se afastaram de
Responsório breve vossos caminhos;
concedei-lhes a graça do vosso perdão, para que
V. Os discípulos ficaram muito alegres,
recomecem com alegria uma vida nova.
aleluia, aleluia.
R. Os discípulos ficaram muito alegres, Salvador do mundo, que fostes crucificado mas
aleluia, aleluia. ressuscitastes e haveis de voltar para julgar os vivos
V. Quando viram o Senhor ressuscitado. e os mortos,
R. Aleluia, aleluia. tente compaixão de nós pecadores. R.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. (Intenções livres)
R. Os discípulos ficaram muito alegres, aleluia,
aleluia. Nós vos pedimos, Senhor, por todos os que vivem
neste mundo,
CÂNTICO EVANGÉLICO (Magnificat) Lc 1,46-55 e pelos que dele partiram na esperança da
A alegria da alma no Senhor ressurreição. R.
Ant. Trazei dos peixes que apanhastes, disse Cristo. Pai nosso / Oração:
Simão Pedro trouxe a rede para a terra cheia de
peixes muito grandes. Aleluia. Ó Deus, que o vosso povo sempre exulte pela sua
renovação espiritual, para que, tendo recuperado
- A minha alma engrandece o Senhor * agora com alegria a condição de filhos de Deus,
e se alegrou o meu espírito em Deus meu salvador; espere com plena confiança o dia da ressurreição.
- porque olhou para a humildade de sua serva, * Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na
doravante as gerações hão de chamar-me de unidade do Espírito Santo. R. Amém.
bendita!
Conclusão da Hora
- O Poderoso fez em mim maravilhas *
O Senhor nos abençoe, nos livre de todo o mal e nos
e Santo é o seu nome! conduza à vida eterna. Amém.
- Seu amor para sempre se estende *
sobre aqueles que o temem;

72
III Domingo da Páscoa – Laudes
Hino

= Deus é Rei e se vestiu de majestade, †


revestiu-se de poder e de esplendor!
Deus é Rei e se vestiu de majestade!
Desdobra-se no céu
a rutilante aurora. = Vós firmastes o universo inabalável, †
Alegre, exulta o mundo; vós firmastes vosso trono desde a origem, *
gemendo, o inferno chora. desde sempre, ó Senhor, vós existis!

Pois eis que o Rei, descido = Levantaram as torrentes, ó Senhor, †


à região da morte, levantaram as torrentes sua voz, *
levantaram as torrentes seu fragor.
àqueles que o esperavam
conduz à nova sorte. = Muito mais do que o fragor das grandes águas, †
muito mais do que as ondas do oceano, *
Por sob a pedra posto, poderoso é o Senhor nos altos céus!
por guardas vigiado,
sepulta a própria morte = Verdadeiros são os vossos testemunhos, †
Jesus ressuscitado. refulge a santidade em vossa casa *
pelos séculos dos séculos, Senhor!
Da região da morte
cesse o clamor ingente: = Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. †
'Ressuscitou!' exclama Ao Deus que é, que era e que vem,
o Anjo refulgente. pelos séculos dos séculos. Amém!

Jesus, perene Páscoa,


a todos alegrai-nos.
Nascidos para a vida,
da morte libertai-nos.
Louvor ao que da morte
ressuscitado vem,
ao Pai e ao Paráclito
eternamente. Amém.
Ant. Deus é Rei e se vestiu de majestade, aleluia.
Salmodia Revestiu-se de poder e de esplendor! Deus é Rei e se
Salmo 92 (93) vestiu de majestade!
A grandeza do Deus Criador Cântico Dn 3,57-88.56
O Senhor, nosso Deus, o Todo-poderoso passou a Louvor das criaturas ao Senhor
reinar. Fiquemos alegres e contentes, e demos glória a Louvai o nosso Deus, todos os seus servos (Ap 19,5).
Deus! (Ap 19,6-7).

Ant. 2 As criaturas serão libertadas na glória dos


filhos de Deus, aleluia.

Ant. 1 Deus é Rei e se vestiu de majestade, aleluia.


Revestiu-se de poder e de esplendor! Deus é Rei e se
vestiu de majestade!

73
– Ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo *
louvemos e exaltemos pelos séculos sem fim!
– Bendito sois, Senhor, no firmamento dos céus! *
Sois digno de louvor e de glória eternamente! – R.

Ant. As criaturas serão libertadas na glória dos filhos


de Deus, aleluia.
Salmo 148
– Obras do Senhor, bendizei o Senhor, * Glorificação do Deus Criador
louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim! Ao que está sentado no trono e ao Cordeiro, o louvor e
– Céus do Senhor, bendizei o Senhor! * a honra, a glória e o poder para sempre (Ap 5,13).
Anjos do Senhor, bendizei o Senhor!
R. Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim!
– Águas do alto céu, bendizei o Senhor! *
Potências do Senhor, bendizei o Senhor!
– Lua e sol, bendizei o Senhor! *
Astros e estrelas, bendizei o Senhor! – R. Ant. 3 O nome do Senhor foi exaltado na terra e além
dos altos céus. Aleluia.
– Chuvas e orvalhos, bendizei o Senhor! *
Brisas e ventos, bendizei o Senhor!
– Fogo e calor, bendizei o Senhor! *
Frio e ardor, bendizei o Senhor! – R.
– Orvalhos e garoas, bendizei o Senhor! *
Geada e frio, bendizei o Senhor!
– Gelos e neves, bendizei o Senhor! *
Noites e dias, bendizei o Senhor! – R.
– Luzes e trevas, bendizei o Senhor! *
Raios e nuvens, bendizei o Senhor! – Louvai o Senhor Deus nos altos céus, *
– Ilhas e terra, bendizei o Senhor! * louvai-o no excelso firmamento!
Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim! – R. – Louvai-o, anjos seus, todos louvai-o, *
– Montes e colinas, bendizei o Senhor! * louvai-o, legiões celestiais!
Plantas da terra, bendizei o Senhor! – Louvai-o, sol e lua, e bendizei-o, *
– Mares e rios, bendizei o Senhor! * louvai-o, vós estrelas reluzentes!
Fontes e nascentes, bendizei o Senhor! – R. – Louvai-o, céus dos céus, e bendizei-o, *
– Baleias e peixes, bendizei o Senhor! * e vós, águas que estais por sobre os céus.
Pássaros do céu, bendizei o Senhor! – Louvem todos e bendigam o seu nome, *
– Feras e rebanhos, bendizei o Senhor! * porque mandou e logo tudo foi criado.
Filhos dos homens, bendizei o Senhor! – R. – Instituiu todas as coisas para sempre, *
– Filhos de Israel, bendizei o Senhor! * e deu a tudo uma lei que é imutável.
Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim! – Louvai o Senhor Deus por toda a terra, *
– Sacerdotes do Senhor, bendizei o Senhor! * grandes peixes e abismos mais profundos;
Servos do Senhor, bendizei o Senhor! – R. – fogo e granizo, e vós neves e neblinas, *
– Almas dos justos, bendizei o Senhor! * furacões que executais as suas ordens.
Santos e humildes, bendizei o Senhor! – Montes todos e colinas, bendizei-o, *
– Jovens Misael, Ananias e Azarias, * cedros todos e vós, árvores frutíferas;
louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim! – R. – feras do mato e vós, mansos animais, *
todos os répteis e os pássaros que voam.

74
– Reis da terra, povos todos, bendizei-o, * CÂNTICO EVANGÉLICO (BENEDICTUS) Lc 1,68-79
e vós, príncipes e todos os juízes; O Messias e seu Precursor
– e vós, jovens, e vós, moças e rapazes, *
anciãos e criancinhas, bendizei-o!
– Louvem o nome do Senhor, louvem-no todos, *
porque somente o seu nome é excelso!
– A majestade e esplendor de sua glória *
ultrapassam em grandeza o céu e a terra.
– Ele exaltou seu povo eleito em poderio, *
ele é o motivo de louvor para os seus santos.
– É um hino para os filhos de Israel, *
este povo que ele ama e lhe pertence.
- Demos glória a Deus Pai onipotente, *
e a seu Filho, Jesus Cristo, Senhor nosso,
- e ao Espírito que habita em nosso peito, * Ant. Veio Jesus, tomou o pão e deu a eles,
pelos séculos dos séculos. Amém! igualmente fez com o peixe.
Pela terceira vez assim se revelando,
Jesus mostrou-se aos discípulos,
depois de ressuscitado dentre os mortos, aleluia.

Ant. O nome do Senhor foi exaltado na terra e além


dos altos céus. Aleluia. (Ao início do Cântico todos se persignam com o sinal da cruz).
–68 + Bendito seja o Senhor Deus de Israel, *
Leitura breve At 10,40-43
porque a seu povo visitou e libertou;
Deus ressuscitou Jesus no terceiro dia, concedendo- –69 e fez surgir um poderoso Salvador *
lhe manifestar-se não a todo o povo, mas às na casa de Davi, seu servidor,
testemunhas que Deus havia escolhido: a nós, que
comemos e bebemos com Jesus, depois que –70 como falara pela boca de seus santos, *
ressuscitou dos mortos. E Jesus nos mandou pregar os profetas desde os tempos mais antigos,
ao povo e testemunhar que Deus o constituiu Juiz dos –71 para salvar-nos do poder dos inimigos *
vivos e dos mortos. Todos os profetas dão e da mão de todos quantos nos odeiam.
testemunho dele: todo aquele que crê em Jesus –72 Assim mostrou misericórdia a nossos pais, *
recebe, em seu nome, o perdão dos pecados. recordando a sua santa Aliança
Responsório breve – e o juramento a Abraão, o nosso pai, *
73

de conceder-nos 74 que, libertos do inimigo,


= a ele nós sirvamos sem temor †
75em santidade e em justiça diante dele, *
enquanto perdurarem nossos dias.
=76 Serás profeta do Altíssimo, ó menino, †
pois irás andando à frente do Senhor *
para aplainar e preparar os seus caminhos,
–77 anunciando ao seu povo a salvação, *
que está na remissão de seus pecados;
–78 pela bondade e compaixão de nosso Deus, *
que sobre nós fará brilhar o Sol nascente,
V. Tende piedade de nós, Cristo, Filho do Deus vivo! –79 para iluminar a quantos jazem entre as trevas *
Aleluia, aleluia, aleluia. e na sombra da morte estão sentados
R. Tende piedade de nós, Cristo, Filho do Deus – e para dirigir os nossos passos, *
vivo! Aleluia, aleluia, aleluia. guiando-os no caminho da paz.
V. Vós, que dos mortos ressurgistes.
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
R. Aleluia, aleluia, aleluia.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo!
R. Tende piedade de nós, Cristo, Filho do Deus
vivo! Aleluia, aleluia, aleluia.
75
Filho do eterno Pai, nosso mestre e nosso irmão,
que fizestes de nós, para Deus, sacerdotes e povo
de reis, ensinai-nos a oferecer com alegria o nosso
sacrifício de louvor. – R.
Rei da glória, aguardamos na esperança o dia da
vossa vinda gloriosa, para contemplarmos vossa
face e sermos semelhantes a vós. – R.
(intenções livres)
Pai nosso
Oração
Ó Deus, que o vosso povo sempre exulte pela sua
Ant. Veio Jesus, tomou o pão e deu a eles,
renovação espiritual, para que, tendo recuperado
igualmente fez com o peixe.
agora com alegria a condição de filhos de Deus,
Pela terceira vez assim se revelando,
Jesus mostrou-se aos discípulos,
espere com plena confiança o dia da ressurreição.
depois de ressuscitado dentre os mortos, aleluia. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na
unidade do Espírito Santo.
Preces
Conclusão da Hora
Oremos a Cristo, autor da vida, a quem Deus
ressuscitou dos mortos e que pelo seu poder O Senhor nos abençoe, nos livre de todo o mal e nos
também nos ressuscitará; e digamos: conduza à vida eterna. Amém.

R. Cristo, nossa vida, salvai-nos!


Cristo, luz esplendorosa que brilhais nas trevas,
Senhor da vida e Salvador da humanidade, fazei-
nos viver todo este dia no louvor da vossa glória. –
R.
Senhor Jesus, que percorrestes o caminho da
paixão e da cruz, concedei que, unidos a vós no
sofrimento e na morte, também convosco
ressuscitemos. – R.

76
Angelus Domini Regina Cœli (Para o tempo Pascal):
V. O Anjo do Senhor anunciou a Maria. V.: Rainha do céu, alegrai-vos, aleluia!
R. E ela concebeu do Espírito Santo R.: Pois o Senhor que merecestes trazer em vosso seio,
aleluia.
Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco,
bendita sois vós entre as mulheres V.: Ressuscitou como disse, aleluia.
e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. R.: Rogai a Deus por nós, aleluia.
Santa Maria, Mãe de Deus, V. Alegrai-vos e exultai, ó Virgem Maria, aleluia!
rogai por nós pecadores, R. Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente,
agora e na hora de nossa morte. Amém. aleluia!
V. Eis aqui a Serva do Senhor. V.: Oremos: Ó Deus, que vos dignastes alegrar o mundo com
R. Faça-se em mim segundo a vossa Palavra. a ressurreição do vosso Filho, concedei-nos por sua Mãe, a
V. E o verbo se fez carne. Virgem Maria, o júbilo da vida eterna. Por Cristo, nosso
R. E habitou entre nós. Senhor. R. Amém.

V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.


R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo
Oremos: Derramai, ó Deus, a vossa graça em nossos corações
para que, conhecendo pela mensagem do Anjo a Encarnação
do Cristo vosso Filho, cheguemos, por sua paixão e cruz, à
glória da ressurreição. Por Cristo, nosso Senhor. R. Amém.
“O Anjo do Senhor” e “Rainha do céu”: traduções oficiais para o Brasil, conforme decreto da Peniteniária Apostólica de
11/05/2005:
“(...) a Penitenciária Apostólica, por força das faculdades a este Dicastério atribuídas pelo Sumo Pontífice Bento XVI, de bom
grado confirma a tradução portuguesa da quarta edição típica do ‘Enchiridion Indulgentiarum’.” (...) “A Igreja concede
indulgência parcial ao fiel que recitar piedosamente pela manhã, ou ao meio dia, ou pela tarde, a oração O Anjo do Senhor
com os versículos prescritos e a oração; ou, no tempo pascal, a antífona Rainha do céu, igualmente com a oração costumeira.”
(Indulgências – Orientações litúrgico-pastorais, Ed. PAULUS, 2005, São Paulo)

77
SUMÁRIO
DISCURSO DO PAPA FRANCISCO AOS 36. Eu vos louvo e vos dou graças, ó
PARTICIPANTES DO III ENCONTRO Senhor – Sl. 138 ........................................ 39
INTERNACIONAL DE CORAIS NO 37. Minha boca anunciará vossa justiça
VATICANO .................................................. 1 – Sl. 70........................................................ 40
Quando soube que você viria ................ 2 38. Aleluia ..................................................41
01. Alegrai-vos, ele está bem perto ....... 3 39. Com vigor, mesmo no exílio .......... 42
02. Senhor, vem salvar teu povo ............ 4 40. Testemunho da luz, fui eu sim ...... 43
03. Senhor, eis aqui o teu povo .............. 5 41. João Batista deixa o deserto ........... 44
04. Venham comigo ................................. 6 42. O Senhor me chamou e me ungiu . 45
05. Cristo ressuscitou .............................. 7 43. Quando um espinho de peixe ........ 46
06. Vimos te encontrar ............................ 8 44. Por dizer sempre sim para a graça 47
07. De alegria vibrei no Senhor ............. 9 45. Cantate Domino................................ 48
08. Senhora, seguiste o caminho.......... 11 46. A Virgem conceberá ......................... 49
09. Maria concebida sem culpa original 47. Bendito sejais, Senhor, pelo Verbo
..................................................................... 13 que se fez carne....................................... 50
10. Tanta gente vai andando.................. 14 48. O Verbo se fez carne ......................... 51
11. Bendito seja Deus Pai ........................ 15 49. O Anjo falou / Agora, Senhor / Em
12. Nossa terra visitada ........................... 16 Jerusalém ................................................. 52
13. Ó Senhor Jesus Cristo........................ 17 50. O augusto imperador ...................... 53
14. Terra boa é aquela que ouviu .......... 18 51. Lembra-te que és pó ......................... 55
15. Venha a mim ...................................... 20 52. Colocamos, ó Senhor, no teu altar 56
16. Ó Senhor, aos doentes vieste ......... 22 53. Bendito para sempre ........................ 57
17. Ave Maria, cheia de graça – 54. Mulher, ninguém te condenou? .... 58
Magnificat ................................................23 55. A Cruz de nosso Senhor Jesus Cristo
18. Ave Maria, Mãe de Jesus ................. 24 .................................................................... 59
19. Senhor, bom pastor ...........................25 56. Senhor, que subistes a Jerusalé, .... 60
20. Senhor, que sois o caminho ........... 26 57. Aclamai a Deus, toda a terra........... 61
21. Aleluia I ............................................... 28 58. Eu vos exalto, ó Senhor ................... 62
22. Aleluia II ............................................. 29 59. Disse Jesus a seus discípulos.......... 63
23. Aleluia III ........................................... 30 60. O Senhor é minha luz...................... 64
24. Ouvi, Senhor....................................... 31 61. Eu sou a salvação do povo ............... 65
25. Santo .................................................... 31 62. Cristo por nós foi tentado .............. 66
26. Eis o mistério da fé – Anunciamos I 63. O Senhor ressurgiu realmente ...... 66
.....................................................................32 64. Vinde, adoremos .............................. 66
27. Eis o mistério da fé - Anunciamos II 65. Adoremos o Cristo............................ 66
..................................................................... 33 66. O Redentor das nações ................... 67
28. Anunciamos, Senhor ........................ 33 Liturgia das Horas .................................. 68
29. Amém I ............................................... 34 Invitatório (Para os dois dias) ............... 68
30. Amém II.............................................. 34 Sábado da II Semana da Páscoa - Laudes
31. Amém III ............................................. 34 ................................................................. 68
32. Cordeiro de Deus I ............................35 III Domingo da Páscoa – I Vésperas ...... 71
33. Cordeiro de Deus II .......................... 36 III Domingo da Páscoa - Laudes ........... 73
34. Para Deus não existe impossível ....37 Angelus Domini / Regina Cœli ............ 77
35. Desde o seio maternal – Sl. 70 ........ 38 SUMÁRIO ................................................. 78

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