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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO E MECÂNICA


CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA MECÂNICA

MEC009 - LABORATÓRIO DE SISTEMAS FLUIDO MECÂNICOS


Janderson Honório Mazzine Afonso

MEDIÇÃO DE VAZÃO DE AR - VENTILADOR AXIAL


Data de realização do ensaio: 31/10/2019
Data de entrega do relatório: 11/11/2019

Juiz de Fora
2019/3
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
1.1 OBJETIVOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
1.1.1 Objetivos gerais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
1.1.2 Objetivos específicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9

2 DESCRIÇÃO DO ENSAIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
2.1 RELAÇÃO DO MATERIAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
2.2 LEIAUTE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
2.3 PROCEDIMENTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
2.4 TABELA DE DADOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17

3 RESULTADOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
3.1 RESULTADOS DAS MEDIÇÕES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
3.2 RESULTADOS DOS CÁLCULOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
3.3 GRÁFICOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20

4 CONCLUSÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24

REFERÊNCIAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 – Tipos de ventiladores e suas curvas características. . . . . . . . . . . . 8


Figura 2 – Bancada MFP 107 no Laboratório de Ciências Térmicas e Hidráulicas
(LCTH) da UFJF. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
Figura 3 – Bancada de testes TecQuipment MFP 107. . . . . . . . . . . . . . . . . 11
Figura 4 – Rotor do ventilador axial em detalhe. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
Figura 5 – Características do sistema da bancada MFP 107. . . . . . . . . . . . . 12
Figura 6 – Seção transversal demonstrando a distribuição de tomadas de pressão
no interior do duto. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
Figura 7 – Características, esquema de montagem e interface VDAS. . . . . . . . . 13
Figura 8 – Leiaute do duto do ventilador da bancada MFP 107. . . . . . . . . . . 13
Figura 9 – Tomadas de pressão para o display de pressões no leiaute. . . . . . . . 14
Figura 10 – Conexões para a utilização do VDAS. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
Figura 11 – Níveis de ruido registrados em diferentes posições do equipamento. . . 15
Figura 12 – Tempo de exposição máximos permitidos por nível de ruido. NR15,
anexo 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
Figura 13 – Indicações de segurança presentes no manual da bancada. . . . . . . . 16
Figura 14 – Vazão mássica em função da pressão aferida na entrada do duto, tomada
de pressão 1, dados coletados manualmente. . . . . . . . . . . . . . . . 21
Figura 15 – Vazão mássica em função da velocidade de rotação do ventilador, dados
coletados manualmente. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
Figura 16 – Vazão volumétrica em função da velocidade de rotação do ventilador,
dados coletados manualmente. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
Figura 17 – Vazão mássica em função da pressão aferida na entrada do duto, tomada
de pressão 1, dados coletados automaticamente via VDAS. . . . . . . . 22
Figura 18 – Vazão mássica em função da velocidade de rotação do ventilador, dados
coletados automaticamente via VDAS. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
Figura 19 – Vazão volumétrica em função da velocidade de rotação do ventilador,
dados coletados automaticamente via VDAS. . . . . . . . . . . . . . . 23
LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Dados para o experimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17


Tabela 2 – Condições experimentais registradas manualmente . . . . . . . . . . . 18
Tabela 3 – Medidas de velocidade, e pressão na entrada do tubo. . . . . . . . . . . 18
Tabela 4 – Medidas coletadas automaticamente com auxílio do software VDAS. . 18
Tabela 5 – Vazão mássica e vazão volumétrica calculadas a partir dos dados manuais. 20
Tabela 6 – Vazão mássica e vazão volumétrica calculadas a partir dos dados cole-
tados via VDAS. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
LISTA DE SÍMBOLOS

Pa Unidade de pressão, bar

m Unidade de comprimento, metro

s Unidade de tempo, segundo

N Unidade de força, Newton

kg Unidade de massa, quilograma

J Unidade de força, Newton

W Unidade de potência, Watt

Rad Medida angular, Radianos

rpm Medida de frequência, rotações por minuto

p Símbolo de pressão geral, em P a

∆p Diferença de pressão, em P a

p1 Pressão no primeiro grupo de tomadas, em P a

p2 Pressão no segundo grupo de tomadas (intermediário), em P a

p3 Pressão no terceiro grupo de tomadas (se o tubo de Pitot estiver desco-


nectado), em P a

∆p3 Pressão dinâmica através do tubo de Pitot estático (se o tubo de Pitot
estiver conectado) , em P a

p4 Pressão atmosférica (absoluta), em bar ou P a

Cd n Coeficiente de descarga para o bocal, adimensional

Cd p Coeficiente de descarga para o tubo de Pitot, adimensional

An Área do bocal, em m2

Qv Taxa de vazão volumétrica, em m3 .s−1

Qm Taxa de vazão mássica, em kg.s−1

NF Velocidade do ventilador, em Rad.s−1 ou rpm

WD Potência no eixo do ventilador, em W


WF Potência de ar do ventilador, em W

WL Perdas de potência, em W

ηF Eficiência do ventilador, em %

Df Diâmetro do ventilador, em m

Dd Diâmetro interno do duto, em m

Ta Temperatura ambiente, em K ou °C

R Constante dos gases para o ar, 287 J.kg −1 .K −1

Vp Velocidade do ar no tubo de Pitot, em m.s−1

g Aceleração devido a gravidade, em m.s−2

T Torque, em N.m

ρ Densidade do ar, em kg.m3


SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
1.1 OBJETIVOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
1.1.1 Objetivos gerais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
1.1.2 Objetivos específicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9

2 DESCRIÇÃO DO ENSAIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
2.1 RELAÇÃO DO MATERIAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
2.2 LEIAUTE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
2.3 PROCEDIMENTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
2.4 TABELA DE DADOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17

3 RESULTADOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
3.1 RESULTADOS DAS MEDIÇÕES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
3.2 RESULTADOS DOS CÁLCULOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
3.3 GRÁFICOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20

4 CONCLUSÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24

REFERÊNCIAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
7

1 INTRODUÇÃO

Segundo (? ),máquinas de fluido são equipamentos promovem a troca de energia


entre um sistema mecânico e um fluido de trabalho, sendo essa troca uma tranformação
do tipo:

Energiaf luido ⇐⇒ Energiamecanica (1.1)

Dentre estes equipamentos existem algumas subdivisões de acordo com o fluido de


trabalho e princípio de funcionamento. De acordo com o fluido de trabalho, essas máquinas
podem ser do tipo térmica, quando o fluido de trabalho for um gás, ou hidráulicas, quando
o fluido de trabalho for um líquido. Quanto ao funcionamento podem ser caracterizadas
como turbomáquinas ou máquinas de deslocamento positivo, sendo as primeiras máquinas
que transferem energia entre um eixo com rotor e um fluido, movimentos rotativos em
alta velocidade de eixo e as segundas caracterizadas por deslocamentos de volumes fixos
do fluido independente da pressão de saída, movimentos alternativos e baixas velocidades.
Dentre as turbomáquinas, elas podem ser classificadas como máquinas operatrizes,
quando a transformação de energia ocorre no sentido da energia mecânica para energia de
fluido, isto é, a energia é fornecida ao fluido através do funcionamento da máquina, ou
motrizes, quando a transformação de energia ocorre do sentido da energia de fluido para a
energia mecânica, ou seja, a energia do fluído é utilizada para acionar a máquina.
Dentro das turbomáquinas operatrizes encontram-se os ventiladores, que são equi-
pamentos desenvolvidos para trabalhar com gases, sendo importantes para várias funções
como condicionamento, conforto térmico e controle de odores de ambientes, resfriamento
ou aquecimento de peças e componentes ou mesmo prevenção de acumulo de gases nocivos
a saúde ou altamente reativos. Em suma, ventiladores são equipamentos presentes no
cotidiano moderno, dos computadores a carros, de residencias à plantas industriais.
Os ventiladores podem ser classificados em dois grandes grupos: os ventiladores
axiais e os centrífugos. Nos ventiladores axiais o deslocamento do fluido ocorre na direção
axial, sendo característico deste grupo a vazão elevada a baixas pressões. Dentre este grupo
pode-se destacar os ventiladores axiais propulsores, que são os mais baratos e populares,
frequentemente encontrado em residencias e locais públicos para a circulação de ar, e os
ventiladores axiais com aerofólios, que são utilizados quando são necessárias pressões mais
elevadas, como em situações onde é necessária a exaustão dos gases, como em minas e
indústrias.
Já dentre os tipo centrífugos, pode-se classifica-los de acordo com os perfis das
pás. Os ventiladores centrífugis de pás radiais que são os modelos mais simples e robustos.
Geram altos níveis de ruido e possuem baixa eficiência, sendo frequentemente utilizados
8

para movimentar efluentes com grande carga de poeira.Os modelos de pás para frente por
sua vez possuem maior eficiência e capacidade exaustora a baixas velocidades, no entanto
não é adequado a trabalhos de alta pressão e cargas de poeira. O ventilador centrífugo
de pás para trás apresenta maior eficiência comparado aos modelos anteriores e uma
autolimitação de potência, isto é, caso o ventilador seja utilizado em máxima potência, o
motor não será sobrecarregado por descontinuidades no escoamento.
Os modelos de ventiladores descritos anteriormente e suas respectivas curvas
características podem ser visualizados na Figura 1.

Figura 1 – Tipos de ventiladores e suas curvas características.

O presente relatório apresentará um estudo sobre o ventilador axial propulsor


9

presente na bancada didática MFP 107 da Tequipment, que possui toda a instrumentação
necessária para obtenção e estudo do ventilador em um duto de ventilação. A bancada
MFP 107 pode ser visualizada na Figura 2.

Figura 2 – Bancada MFP 107 no Laboratório de Ciências Térmicas e Hidráulicas (LCTH) da


UFJF.

1.1 OBJETIVOS

1.1.1 Objetivos gerais

O objetivo do presente experimento é demonstrar o cálculo da vazão de ar utilizando


as dimensões do bocal de entrada e as diferenças de pressão ao longo do duto, determinar
as curvas detalhadas de performance do ventilador e comparar os resultados obtidos a
partir da coleta manual com o resultados obtidos pela coleta automática com auxílio do
software de aquisição VDAS.

1.1.2 Objetivos específicos

Os objetivos específicos do presente experimento são:

• Determinar a curva de vazão volumétrica em função da rotação.

• Determinar a curva de vazão massica de ar em função da rotação.

• Determinar a curva de pressão de entrada em função da vazão mássica de ar.

• Explicar a tendencia observada nas curvas determinadas


10

2 DESCRIÇÃO DO ENSAIO

O experimento consistiu na coleta dos dados referentes a velocidade de rotação do


ventilador axial, a pressão atmosférica e a pressão de entrada do ventilador, obtida no
grupo de tomadas 1, de forma manual através de uma tabela e de forma automática com
o auxílio do software de aquisição de dados VDAS, da Tecqpment.
As medidas foram tomadas para velocidades de rotação entre a máxima possível
(ajuste de velocidade do motor no máximo) e o mínimo possível (em torno de 600 rpm
onde não é mais registrada leitura de pressão no grupo de tomada p1), em intervalos de
200 (±10) rpm.

2.1 RELAÇÃO DO MATERIAL

Para o presente ensaio foi utilizada a bancada didática MFP 107 da TecQuip-
ment, sistema de treinamento em ventilador axiais. Esta bancada possui os seguintes
equipamentos:

• Bocal de entrada;

• Duto;

• Acionamento de correia e polia;

• Suporte de instrumentos;

• Dinamômetro universal;

• Display digital de pressão;

• Tubo de pitot estático;

• Válvula deslisante variável;

• Sistema de aquisição de dados versátil (VDAS);

• Silenciador de exaustão;

A disposição de alguns destes equipamentos na bancada encontra-se na figura 3:


O motor encontra-se conectado ao ventilador por um conjunto de correias e polias
cuja relação é 1 para 1, ou seja, não ocorre diferença de velocidades angulares entre os
mesmos, podendo assim utilizar a velocidade de rotação do motor como a velocidade do
ventilador.
O rotor do ventilador encontra-se em detalhes na Figura 4 abaixo:
11

Figura 3 – Bancada de testes TecQuipment MFP 107.

Figura 4 – Rotor do ventilador axial em detalhe.

Uma descrição detalhada das características do sistema entram-se na Figura 5.


As tomadas de pressão são feitas a partir de 3 pontos distribuídos uniformemente
de maneira radial conforme a Figura 6.
Por fim se fazem necessários também um computador com o software de aquisição
de dados TecQuipment VDAS e uma tabela para a coleta de dados manuais. O software
12

Figura 5 – Características do sistema da bancada MFP 107.

Figura 6 – Seção transversal demonstrando a distribuição de tomadas de pressão no interior do


duto.

VDAS (Versatile Data Acquisition System, Figura 7) é um sistema digital de configuração


intuitiva e utiliza conexões USB simples. Ele fornece captura de dados em tempo real,
cálculo, gráficos e exportação de dados.

2.2 LEIAUTE

O leiaute do duto da bancada, indicando os pointos de tomada de pressão e demais


componentes encontra-se na Figura 8. Como o presente ensaio não utiliza o tubo de pitot,
apesar do mesmo estar instalado fisicamente, não será conectado ao display de pressões.
Para o presente experimento, as conecções de pressão utilizadas encontram-se
13

Figura 7 – Características, esquema de montagem e interface VDAS.

Figura 8 – Leiaute do duto do ventilador da bancada MFP 107.

esquematizadas na Figura 9.
O leiaute referente as conexões necessária para a utilização do VDAS está repre-
sentado na Figura 10.
14

Figura 9 – Tomadas de pressão para o display de pressões no leiaute.

Figura 10 – Conexões para a utilização do VDAS.

2.3 PROCEDIMENTO

Antes de iniciar esta prática laboratorial, deve-se atentar em especial para as


normas de segurança. Duas são especialmente importantes para a correta utilização do
equipamento sem que haja risco para os envolvidos. A primeira versa sobre a utilização
do protetor auricular. Nas práticas anteriores, tal EPI já se fazia obrigatório, porém
nesta pratica em especial se torna ainda mais necessário, devido aos altos níveis de ruido
produzidos principalmente na entrada do duto, onde o ruido é mais elevado. A Figura 12
15

apresenta uma tabela que demonstra os níveis de ruido emitidos em diferentes pontos do
equipamento.

Figura 11 – Níveis de ruido registrados em diferentes posições do equipamento.

A Norma regulamentadora 15 (NR-15) versa sobre "Atividades e operações insa-


lubres", e dentre seus anexos apresenta uma tabela acerca da máxima exposição diária
a ruido a fim de prevenir o desenvolvimento de lesões ao parelho auditivo. Esta tabela
encontra-se na Figura ??. Como pode-se observar, no máximo ruido registrado, a exposição
diária poderia ser de 2 horas e 40 minutos. Considerando que cada aula dura 1 hora,
não seria necessário a utilização de EPI. Porém, se tratando de segurança do trabalho, e
considerando o professor e o técnico que estão expostos pelo dobro do tempo, aplica-se o
princípio da prevenção, dado que os EPIs de proteção auricular são de fácil aquisição e
baixo custo, além do caráter irreversível das doenças e lesões auditivas.

Figura 12 – Tempo de exposição máximos permitidos por nível de ruido. NR15, anexo 1.
16

Outro ponto de segurança que deve ser sempre observado é a mínima distância do
equipamento e utilização de óculos de proteção a fim de evitar lesões devido a projeção de
partículas sólidas aceleradas pelo ventilador, que se projetam pelo duto a alta velocidade.
O manual recomenda um afastamento de 3 metros da entrada e da saída do equipamento,
como demonstra a figura 13.

Figura 13 – Indicações de segurança presentes no manual da bancada.

Para o procedimento experimental, deve-se seguir as seguintes instruções:

1. Verifique se as conexões estão conforme o indicado no leiaute (figura 8);

2. Obtenha a medida precisa do bocal, seja através da indicação do fabricante, ou


a partir de medição direta. No segundo caso, meça o diâmetro verticalmente e
horizontalmente, e tire uma média das duas medidas obtidas;

3. Registre a temperatura ambiente para o ensaio. No caso do software VDAS tal dado
é coletado automaticamente a cada tomada;

4. Verifique se a válvula deslizante encontra-se completamente aberta. Esta condição


pode ser verificada a partir da marcação superior em 100% ou por inspeção visual
pela posição de completamente empurrada para dentro do duto,a fim de não existir
nenhuma restrição à vazão;

5. Pressione e segure por alguns segundos o botão "press and hold to zero" para zerar
todas as leituras de pressão;

6. Utilize o botão de iniciar do acionador do motor para ligar o motor e ajuste a


velocidade para a máxima possível;

7. para a coleta manual, registre a velocidade, a pressão atmosférica local e a pressão


na entrada, referenciada pelo grupo de tomada p1 ;
17

8. Para a coleta automática via VDAS, pressione no software o botão "Record Data
Values";

9. Reduza a velocidade em intervalos de 200 ± 10 rpm até alcançar 600 rpm ou menos,
registrando os dados a cada ponto.

Finalizando a coleta dos dados deve-se reduzir a velocidade do motor de volta a


zero e em seguida desligar o mesmo.

2.4 TABELA DE DADOS

Na tabela 1 encontram-se dados utilizados para obtenção dos resultados,

Tabela 1 – Dados para o experimento


Diâmetro do Bocal [mm] 400
Coeficiente de descarga do Bocal 0, 97
Diâmetro do Impulsor (rotor) do Ventilador [m] 400
18

3 RESULTADOS

3.1 RESULTADOS DAS MEDIÇÕES

As condições experimentais registradas manualmente encontram-se na Tabela 2. O


dados de velocidade de rotação e pressão de entrada no duto da bancada encontram-se
expressos na Tabela 3.

Tabela 2 – Condições experimentais registradas manualmente


Temperatura Ambiente 26º C
Pressão Ambiente Ambiente 26º C

Tabela 3 – Medidas de velocidade, e pressão na entrada do tubo.


Rotação do ventilador ∆P1
[rpm] [P a]
2800 -154
2600 -130
2400 -108
2200 -90
2000 -72
1800 -60
1600 -46
1400 -36
1200 -26
1000 -14
800 -8
600 -4

Para a coleta automática, o software VDAS registrou os seguintes valores, expressos


na Tabela 4:

Tabela 4 – Medidas coletadas automaticamente com auxílio do software VDAS.


Rotação ∆P1 Pressão ambiente Temperatura Ambiente
[rpm] [P a] [mbar] [ºC]
2823 -154 942 26,0
2601 -134 942 26,0
2401 -108 942 26,0
2194 -90 942 26,0
2002 -74 942 26,0
1802 -60 942 26,0
1601 -46 942 26,0
1400 -36 942 26,0
1207 -26 942 26,0
1014 -16 942 26,0
804 -8 942 26,0
600 -2 942 26,0
19

3.2 RESULTADOS DOS CÁLCULOS

Para os dados coletados manualmente, isto é, os dados das Tabelas 2 e 3, e os


dados da Tabela 1, utilizando as equações descritas a seguir, pode-se obter as taxas de
vazões mássicas e volumétricas para o ventilador e estudo.
Para o cálculo da vazão mássica, utiliza-se a Equação 4.2,

2.p1 .p4
s
Qm = Cdn An (3.1)
R.Ta

onde:

Qm = Vazão mássica, em kg.s−1


Cdn = Coeficiente de descarga, admensional
An = Área do bocal, em m2
p1 = Pressão no primeiro grupo de tomadas, em P a
p4 = Pressão atmosférica (absoluta), em P a
R = Constante dos gases para o ar, 287 J.kg −1 .K −1
Ta = Temperatura ambiente, em K.

Para o cálculo da vazão volumétrica, utiliza-se a Equação 3.2,

2.p1 .p4 R.Ta


" s #
Qv = Cdn An . (3.2)
R.Ta p4

onde:

Qv = Vazão volumétrica, em m3 .s−1


Cdn = Coeficiente de descarga, admensional
An = Área do bocal, em m2
p1 = Pressão no primeiro grupo de tomadas, em P a
p4 = Pressão atmosférica (absoluta), em P a
R = Constante dos gases para o ar, 287 J.kg −1 .K −1
Ta = Temperatura ambiente, em K.

Após implementar as equações 4.2 e 3.2, obtêm-se os valores descritos na Tabela 5


20

Tabela 5 – Vazão mássica e vazão volumétrica calculadas a partir dos dados manuais.
Rotação Vazão mássica Vazão Volumétrica
[rpm] [kg/s] [m3 /s]
2800 2,2395 2,0435
2600 2,0576 1,8775
2400 1,8754 1,7113
2200 1,7120 1,5622
2000 1,5313 1,3973
1800 1,3978 1,2755
1600 1,2239 1,1168
1400 1,0828 0,9880
1200 0,9202 0,8396
1000 0,6752 0,6161
800 0,5104 0,4658
600 0,3609 0,3293

Com o software VDAS de aquisição de dados para a bancada, implementa-se


previamente as equações e obtém-se os resultados expressos na Tabela 6.

Tabela 6 – Vazão mássica e vazão volumétrica calculadas a partir dos dados coletados via VDAS.
Rotação Vazão mássica Vazão Volumétrica
[rpm] [kg/s] [m3 /s]
2823 2,25 2,05
2601 2,10 1,91
2401 1,88 1,71
2194 1,72 1,57
2002 1,56 1,42
1802 1,40 1,28
1601 1,23 1,12
1400 1,09 0,99
1207 0,92 0,84
1014 0,72 0,66
804 0,51 0,46
600 0,26 0,24

3.3 GRÁFICOS

Com o auxílio da planilha eletrônica pode-se plotar gráficos referentes a vazão


mássica em função da pressão de entrada no duto para os dados manuais (Figura 14) e
automática (Figura 17), vazão mássica em função da velocidade de rotação do ventilador
para os dados manuais (Figura 15) e automática (Figura 18) e de vazão volumétrica
em função da velocidade de rotação do ventilador para os dados manuais (Figura 16) e
automática (Figura 19) como seguem.
21

Figura 14 – Vazão mássica em função da pressão aferida na entrada do duto, tomada de pressão
1, dados coletados manualmente.

Figura 15 – Vazão mássica em função da velocidade de rotação do ventilador, dados coletados


manualmente.
22

Figura 16 – Vazão volumétrica em função da velocidade de rotação do ventilador, dados coletados


manualmente.

Figura 17 – Vazão mássica em função da pressão aferida na entrada do duto, tomada de pressão
1, dados coletados automaticamente via VDAS.
23

Figura 18 – Vazão mássica em função da velocidade de rotação do ventilador, dados coletados


automaticamente via VDAS.

Figura 19 – Vazão volumétrica em função da velocidade de rotação do ventilador, dados coletados


automaticamente via VDAS.
24

4 CONCLUSÃO

A partir da análise dos gráficos gerados para vazão mássica em função da pressão
de entrada para as coletas manual e automática (Figuras 14 e 17), verifica-se que há um de-
créscimo da vazão mássica conforme se diminui o módulo da pressão. Este comportamento
está de acordo com o previsto na literatura, e pode ser facilmente explicado utilizando-se
a formulação matemáica para determinação da vazão mássica apresentada na equação 4.2.
reformulando a equação podemos chegar a equação ??.

( 2.p1 .p4
Cdn An )2 = (4.1)
Qm R.Ta
onde:

Qm = Vazão mássica, em kg.s−1


Cdn = Coeficiente de descarga, admensional
An = Área do bocal, em m2
p1 = Pressão no primeiro grupo de tomadas, em P a
p4 = Pressão atmosférica (absoluta), em P a
R = Constante dos gases para o ar, 287 J.kg −1 .K −1
Ta = Temperatura ambiente, em K.

Temos que Cdn , An e R são constantes, e P4 e Ta são variaveis independentes que


podem ser consideradas invariáveis para o procedimento executado (no curto espaço de
tempo do experimento não é possível haver uma amplitude térmica elevada), logo vemos
que com o aumento do módulo da pressão de entrada, a vazão aumentará, com um perfil
quadrático. Quando observamos um aumento no valor da pressão de entrada (diminuição
em módulo) verifica-se por consequência, um decaimento quadrático da vazão mássica no
equipamento.
Já o comportamento da vazão mássica em função a velocidade de rotação do
ventilador (Figuras 15 e 18) apresentando uma relação de aumento da vazão mássica
conforme ocorre o aumento na rotação do ventilador. Tal comportamento pode ser
explicado com o cálculo da velocidade do fluido no escoamento a partir do triangulo
de velocidades. Como o triângulo de velocidades depende apenas das características
geométricas do rotor do ventilador (angulo das pás, constante) e da velocidade de rotação,
logo o aumento da velocidade de rotação aumenta a velocidade de escoamento, que por
consequência aumenta a taxa de vazão mássica verificada no sistema.
Por sua vez, o comportamento da vazão volumétrica em função da velocidade de
rotação (Figuras 16 e 19) segue a tendência observada para as curvas de vazão mássica em
25

função da rotação, pois ambas estão relacionadas diretamente pela fração:

R.Ta
(4.2)
p4
onde:

p4 = Pressão atmosférica (absoluta), em P a


R = Constante dos gases para o ar, 287 J.kg −1 .K −1
Ta = Temperatura ambiente, em K.

valores os quais como já discutido anteriormente, são ou podem ser considerados


constantes para o procedimento experimental em questão. Ademais, mesmo que não fossem
constantes, tais parâmetros não são dependentes da rotação, logo mesmo que considerados
variáveis não se alteraria a similaridade de tendencia com as curvas de vazão mássica em
função da rotação.
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REFERÊNCIAS

[1] BOHORQUEZ, W. O. I. Aula 11: Medição de Vazão de Ar - Ventilador axial. Disci-


plina MEC009 - Laboratório de Sistemas Fluido Mecânicos. 2019. 23 slides. Disponível
em: <https://prezi.com/qsqwfcppsuya/mec009-lab-sistemas-fluido-mecanicos-aula-
11/>. Acesso em: novembro 2019.

[2] WHITE, F. M. Mecânica dos Fluidos. 6. ed. Porto Alegre, RS: McGraw Hill, 2011.

[3] FOX, R. W.; MCDONALD, A. T.; PRITCHARD, P.J.. Introdução à Mecânica dos
Fluidos. 6ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2006

[4] GORLA, R. S.; KHAN, A. A. Turbomachinery: Design and Theory. CRC Press, 2003.