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Eletrotécnica Predial

UFMT – Universidade Federal de Mato Grosso


FAET – Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia
DENE – Departamento de Engenharia Elétrica

Especificação de disjuntor termomagnético

Prof. Me. Rodolfo Quadros

Cuiabá, 23 de Outubro de 2017


Eletrotécnica Predial

Proteção em instalações elétricas


Os condutores vivos devem ser protegidos, por um ou mais
dispositivos de seccionamento automático contra sobrecargas e
contra curtos-circuitos (item 5.3.1.1 da NBR 5410).

Sobrecargas
(item 5.3.4 da NBR 5410): quando a corrente nominal da carga é
superior à corrente nominal de projeto do circuito;

Curtos-circuitos
(item 5.3.5 da NBR 5410): corrente extremamente elevada
devido ao contato ou arco acidental (falta) entre partes do
circuito. Como consequência, a corrente pode atingir valores da
ordem de kA do valor da corrente nominal do circuito.

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Eletrotécnica Predial

Proteção em instalações elétricas

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Eletrotécnica Predial

Proteção em instalações elétricas

Ik=? Ik=? Ik=? Ik=? Ik=?

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Eletrotécnica Predial

Proteção em instalações elétricas


Dispositivos de proteção contra sobrecorrentes:

Disjuntores termomagnéticos (DTM): é um dispositivo de


manobra (mecânico) e de proteção, capaz de: estabelecer,
conduzir e interromper correntes em condições normais do
circuito, assim como conduzir por tempo especificado e
interromper correntes em condições anormais especificadas do
circuito.
Fusível: é um dispositivo de proteção que atua pela fusão de uma
parte especialmente projetada, abrindo o circuito no qual se acha
inserido e interrompe a corrente, durante um tempo
especificado.

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Eletrotécnica Predial

Disjuntor termomagnético

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Eletrotécnica Predial

Disjuntor termomagnético

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Eletrotécnica Predial

Disjuntor termomagnético

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Eletrotécnica Predial

Proteção em instalações elétricas


Disjuntores termomagnéticos (DTM) possuem polos identificado
como entra e saída?

Dispositivos para produção de força.


Na condição de equilíbrio as forças mecânica e a produzida pelo
campo magnético devem ser iguais (ƒmec = ƒcmp).
Onde:

fcmp 

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Disjuntor termomagnético

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Disjuntor termomagnético atuação magnética

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Disjuntor termomagnético

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Disjuntor termomagnético atuação térmica

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Disjuntor termomagnético

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Proteção em instalações elétricas


Características dos disjuntores termomagnéticos (DTM):
a) Número de polos:
Monopolar Bipolar Tripolar

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Proteção em instalações elétricas


Características dos disjuntores termomagnéticos (DTM):
a) Número de polos:
Tetrapolar

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Proteção em instalações elétricas


Características dos disjuntores termomagnéticos (DTM):
b) Tensão de operação;
Baixa tensão, Média tensão e Alta tensão
Em termos de vida média, os disjuntores suportam cerca de 2000
manobras mecânicas e 1000 manobras elétricas.

c) Corrente nominal;
6 A, 8 A,10 A, 13 A, 15 A,16 A, 20 A, 25 A, 30 A, 32 A, 40 A,
45 A, 50 A, 60 A, 63 A 70 A, 80 A, 90 A, 100 A, 110 A, 120 A, 125 A

d) Corrente de curto-circuito;
1.0 kA, 1.5 kA, 2.0 kA, 2.5 kA, 3.0 kA, 4.0 kA, 4.5 kA, 5.0 kA,
6.0 kA, 7.5 kA, 9.0 kA, 10 kA ...

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Proteção em instalações elétricas


Características dos disjuntores termomagnéticos (DTM):

Fonte: NBR 60898


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Disjuntor

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Disjuntor

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Disjuntor

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Disjuntor

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Corrente de curto-circuito em transformadores trifásicos


A corrente de curto-circuito nos terminais de baixa tensão do
transformador (abaixador) é uma informação que o projetista
deve saber para poder determinar a especificação do disjuntor.
Para calcular a corrente de curto-circuito na bucha do
transformador é necessário saber:

a) Potência do transformador: 75 kVA

b) Impedância percentual do transformador: 3,5 pu

c) Tensão fase-fase no secundário do transformador: 220 V

Com esta informações inicia-se o cálculo da impedância do


transformador.
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Cálculo da corrente de curto circuito em sistemas trifásicos


Z pu  Vn²
Zt = Zt= Rt (mΩ)+jXt (mΩ)
S  100
Onde:
Zt= Impedância do transformador em (mΩ)
Zpu= Impedância em (%)
Vn= Tensão fase-fase em (V)
S= Potência aparente em (kVA)
3,5  220²
Zt = Z t =22,58 m
75  100
Com Zt calcula-se Ik:
Vn 220
Ik= Ik= Ik=5,62 kA
3  Zt 3  22,58  103
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Eletrotécnica Predial

Cálculo da corrente de curto circuito em sistemas trifásicos


Uma segunda possibilidade para calcular a corrente de curto-
circuito é com uso da corrente do secundário do transformador
abaixador com a equação:
In  100
Ik=
Z pu
Onde:
Zpu= Impedância em (%)
In= Corrente nominal na baixa tensão em (A)
196,8  100
Ik=
3,5
Ik=5,62 kA

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Transformador abaixador trifásico


Secundário
Potência (kVA) Z (pu)
Vn (V) In (A) Ik (kA)
15 3,5 220 39,36 1,12
30 3,5 220 78,73 2,25
45 3,5 220 118,1 3,37
75 3,5 220 196,8 5,62
112,5 3,5 220 295,2 8,44
150 3,5 220 393,6 11,25
225 4,5 220 590,5 13,12
300 4,5 220 787,3 17,50
500 4,5 220 1312 29,16
750 5,5 220 1968 35,79
1000 5,5 220 2624 47,71
2000 6,25 220 5249 83,98
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Eletrotécnica Predial

Transformador abaixador trifásico


Secundário
Potência (kVA) Z (pu)
Vn (V) In (A) Ik (kA)
15 3,5 380 22,79 0,65
30 3,5 380 45,58 1,30
45 3,5 380 68,37 1,95
75 3,5 380 114 3,26
112,5 3,5 380 170,9 4,88
150 3,5 380 227,9 6,51
225 4,5 380 341,9 7,60
300 4,5 380 455,8 10,13
500 4,5 380 759,7 15,19
750 5,5 380 1140 22,79
1000 5,5 380 1519 30,39
2000 6,25 380 3039 48,62
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Proteção em instalações elétricas

Ik=? Ik=5,62kA Ik=? Ik=? Ik=?

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Perdas
Potência Tensão η (%) Regulação (%) Impedância à
A vazio Cobre
(kVA) secundária Cos φ =0,8 Cos φ =0,8 75°C (%)
P(FE)(W) P(CU)(W)
15 220 a 440 120 300 96,24 3,32 3,5
30 220 a 440 200 570 96,85 3,29 3,5
45 220 a 440 260 750 97,09 3,19 3,5
75 220 a 440 390 1200 97,32 3,15 3,5
112,5 220 a 440 520 1650 97,51 3,09 3,5
150 220 a 440 640 2050 97,68 3,02 3,5
220 900 2950 97,88 3,67 4,5
225
380 a 440 900 2800 97,96 3,66 4,5
220 1120 3900 97,96 3,66 4,5
300
380 a 440 1120 3700 98,04 3,61 4,5
220 1700 6400 98,02 3,65 4,5
500
380 a 440 1700 6000 98,11 3,6 4,5
220 2000 10000 98,04 4,32 5,5
750
380 a 440 2000 8500 98,28 4,2 5,5
220 3000 12500 98,10 4,27 5,5
1000
380 a 440 3000 11000 98,28 4,19 5,5
220 4000 18000 98,20 4,24 5,5
1500
380 a 440 4000 16000 98,63 4,16 5,5
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Cálculo da corrente de curto circuito em sistemas trifásicos


Zt= Impedância em (mΩ)
Zt= Rt (mΩ)+jXt (mΩ)
Rt= Pc*Vn²/S²
Sendo:
Rt= Resistência do transformador em (mΩ)
Pc= Perdas no cobre (ensaio de curto-circuito)em (W)
Vn= Tensão nominal na baixa tensão fase-fase em (V)
S= Potência aparente do transformador em (VA)

1200  220² Rt =10,32 m Z t =22,58 m


Rt =
75000²
Xt = Zt 2  Rt 2 Xt = 22,582  10,322 Xt =20,08 m

Z t =10,32 +j20,08 m
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Eletrotécnica Predial

NDU 003 – Distribuição Unificada(pág. 29)

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Eletrotécnica Predial

Características dos cabos de cobre com isolação em PVC


S R(Ω/km) XL(Ω/km) XL(Ω/km) XL(Ω/km) Relação
(mm²) 70°C Horiz.Esp De trifólio Tripolar R/XL
1,5 14,477 0,2322 0,1626 0,124 62
2,5 8,866 0,2206 0,1509 0,115 40
4 5,516 0,2171 0,1474 0,114 25
6 3,685 0,2081 0,1385 0,108 17
10 2,189 0,1945 0,1249 0,103 11
16 1,376 0,1839 0,1153 0,098 7
25 0,870 0,1837 0,1141 0,097 4
35 0,627 0,1783 0,1087 0,093 3
50 0,463 0,1756 0,1081 0,093 2
70 0,321 0,1727 0,1031 0,090 1,8
95 0,231 0,1713 0,1017 0,090 1,35
120 0,184 0,1695 0,09989 0,088 1,08
150 0,149 0,1695 0,09996 0,088 0,88
185 0,120 0,1690 0,09944 0,087 0,71
240 0,0922 0,1652 0,09562 0,086 0,55
300 0,0744 0,1645 0,09486 0,086 0,45
400 0,0593 0,1634 0,09383 0,36
500 0,0477 0,1625 0,09289 0,29
630 0,0338 0,1615 0,09100 0,21
800 0,0260 0,1600 0,08900 0,16
1000 0,0210 0,1570 0,08800 0,13
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Eletrotécnica Predial

Cálculo da corrente de curto circuito em sistemas trifásicos


Zt= 10,32+j20,08 (mΩ)

Distância do cabo de 150 mm²= 50 m = 0,050 km

R150=0,050x0,149=7,45 mΩ
X150=0,050x0,09996=4,998 mΩ

Zt,150= (10,32+j20,08)+(7,45+j4,998)=17,77+j25,078 (mΩ)


Zt,150=30,73 mΩ
Vn 220
Ik= Ik= Ik=4,13 kA
3  Zt 3  30,73  10 3

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Proteção em instalações elétricas

Ik=? Ik=5,62kA Ik=4,13kA Ik=? Ik=?

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Eletrotécnica Predial

NDU 001 – Condições de fornecimento(pág. 43)

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Eletrotécnica Predial

Características dos cabos de cobre com isolação em PVC


S R(Ω/km) XL(Ω/km) XL(Ω/km) XL(Ω/km) Relação
(mm²) 70°C Horiz.Esp De trifólio Tripolar R/XL
1,5 14,477 0,2322 0,1626 0,124 62
2,5 8,866 0,2206 0,1509 0,115 40
4 5,516 0,2171 0,1474 0,114 25
6 3,685 0,2081 0,1385 0,108 17
10 2,189 0,1945 0,1249 0,103 11
16 1,376 0,1839 0,1153 0,098 7
25 0,870 0,1837 0,1141 0,097 4
35 0,627 0,1783 0,1087 0,093 3
50 0,463 0,1756 0,1081 0,093 2
70 0,321 0,1727 0,1031 0,090 1,8
95 0,231 0,1713 0,1017 0,090 1,35
120 0,184 0,1695 0,09989 0,088 1,08
150 0,149 0,1695 0,09996 0,088 0,88
185 0,120 0,1690 0,09944 0,087 0,71
240 0,0922 0,1652 0,09562 0,086 0,55
300 0,0744 0,1645 0,09486 0,086 0,45
400 0,0593 0,1634 0,09383 0,36
500 0,0477 0,1625 0,09289 0,29
630 0,0338 0,1615 0,09100 0,21
800 0,0260 0,1600 0,08900 0,16
1000 0,0210 0,1570 0,08800 0,13
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Eletrotécnica Predial

Cálculo da corrente de curto circuito em sistemas trifásicos


Zt,150= 17,77+j25,078 (mΩ)

Distância do cabo de 10 mm²= 20 m = 0,020 km

R10=0,020x2,189=43,78 mΩ
X10=0,020x0,1249=2,498 mΩ

Zt,150,10= (17,77+j25,078)+(43,78+j2,498)=61,55+j27,57 (mΩ)


Zt,150,10=67,44 mΩ
Vn 220
Ik= Ik= Ik=1,88 kA
3  Zt 3  67,44  10 3

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Eletrotécnica Predial

Proteção em instalações elétricas

Ik=? Ik=5,62kA Ik=4,13kA Ik=1,88kA Ik=?

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Eletrotécnica Predial

Características dos cabos de cobre com isolação em PVC


S R(Ω/km) XL(Ω/km) XL(Ω/km) XL(Ω/km) Relação
(mm²) 70°C Horiz.Esp De trifólio Tripolar R/XL
1,5 14,477 0,2322 0,1626 0,124 62
2,5 8,866 0,2206 0,1509 0,115 40
4 5,516 0,2171 0,1474 0,114 25
6 3,685 0,2081 0,1385 0,108 17
10 2,189 0,1945 0,1249 0,103 11
16 1,376 0,1839 0,1153 0,098 7
25 0,870 0,1837 0,1141 0,097 4
35 0,627 0,1783 0,1087 0,093 3
50 0,463 0,1756 0,1081 0,093 2
70 0,321 0,1727 0,1031 0,090 1,8
95 0,231 0,1713 0,1017 0,090 1,35
120 0,184 0,1695 0,09989 0,088 1,08
150 0,149 0,1695 0,09996 0,088 0,88
185 0,120 0,1690 0,09944 0,087 0,71
240 0,0922 0,1652 0,09562 0,086 0,55
300 0,0744 0,1645 0,09486 0,086 0,45
400 0,0593 0,1634 0,09383 0,36
500 0,0477 0,1625 0,09289 0,29
630 0,0338 0,1615 0,09100 0,21
800 0,0260 0,1600 0,08900 0,16
1000 0,0210 0,1570 0,08800 0,13
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Eletrotécnica Predial

Cálculo da corrente de curto circuito em sistemas trifásicos


Zt,150,10= 61,55+j27,57 (mΩ)

Distância do cabo de 6 mm²= 5,5 m = 0,0055 km

R10=0,0055x3,685=20,26 mΩ
X10=0,0055x0,1385=0,761 mΩ

Zt,150,10,6= (61,55+j27,57)+(20,26+j0,761)=81,81+j28,33 (mΩ)


Zt,150,10,6=86,57 mΩ
Vn 220
Ik= Ik= Ik=1,27 kA
2  Zt 2  86,57  10 3

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Eletrotécnica Predial

Proteção em instalações elétricas

Ik=? Ik=5,62kA Ik=4,13kA Ik=1,88kA Ik=1,27kA

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Eletrotécnica Predial

Proteção em instalações elétricas


Características dos disjuntores termomagnéticos (DTM):
e) Curva da atuação;
B, C e D

Os disjuntores possuem características distintas de atuação


quando submetidos a correntes de sobrecarga e curto-circuito;

Para tal, os fabricantes fornecem as curvas de tempo x corrente,


as quais expressam os diferentes comportamentos do disjuntor
em relação à corrente do condutor a ser protegido;

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Eletrotécnica Predial

Proteção em instalações elétricas


Curva Tempo x Corrente:
Região T: faixa de atuação do relé térmico;
Se a corrente do circuito for menor que In,
o disjuntor não deverá atuar. Acima de In,
a relação tempo x corrente é inversa
(quanto maior a corrente, menor o
tempo);
Ex: 2xIn => tempo de atuação 20s.

Região M: faixa de atuação do relé


magnético. Atua quando a corrente do
circuito atinge valores muito elevados. A
atuação é praticamente instantânea.
Ex: 5xIn => tempo de atuação 0,02s.

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Eletrotécnica Predial

Proteção em instalações elétricas


Curva B:
• Disparo instantâneo (magnético)
ocorre para correntes entre 3 e 5
vezes a nominal;
• Principais aplicações: proteção de
circuitos com cargas resistivas ou
de circuitos que ficam muito
distantes do QD onde está o
disjuntor;
Ex: um disjuntor de 10 A nesta curva
deve operar instantaneamente
quando sua corrente atingir valor
entre 30 A a 50 A.

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Eletrotécnica Predial

Proteção em instalações elétricas


Curva C:
• Disparo instantâneo (magnético)
ocorre para correntes entre 5 e
10 vezes a nominal;
• Principais aplicações: proteção de
circuitos com cargas levemente
indutivas (LF, máquinas de lavar,
geladeiras, etc);
Ex: um disjuntor de 10 A nesta curva
deve operar instantaneamente
quando sua corrente atingir valor
entre 50 A e 100 A.

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Eletrotécnica Predial

Proteção em instalações elétricas


Curva D:
• Disparo instantâneo (magnético)
ocorre para correntes entre 10 e
20 vezes a nominal;
• Principais aplicações: proteção de
circuitos sujeitos a picos elevados
de corrente e de curta duração
ou em circuitos de motores de
potência com alta corrente de
partida;
Ex: um disjuntor de 10 A nesta curva
deve operar instantaneamente
quando sua corrente atingir valor
entre 100 A a 200 A.
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Eletrotécnica Predial

Proteção em instalações elétricas


Características dos disjuntores termomagnéticos (DTM):
f) Tipo de abertura.
Com abertura lenta: tempos de
pré-arco longos (> 60 ms);
Com abertura rápida: tempos
de pré-arco da ordem de 2 a 3
ms;
Com Limitador de corrente:
tempos de pré-arco da ordem
de 0,6 a 0,9 ms (arco se
extingue durante o 1º semiciclo
de corrente < 10 ms)

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Eletrotécnica Predial

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Eletrotécnica Predial

Proteção em instalações elétricas


Corrente convencional e tempos de atuação

Tempo de
Corrente Corrente
Corrente Nominal atuação
Convencional de Convencional
em (A) Convencional
não atuação I1 de atuação I2
em (h)
NBR IEC 60947-2
IN ≤ 63 1
1,05 In 1,30 In
IN > 63 2
NBR NM 60898
IN ≤ 63 1
1,13 In 1,45 In
IN > 63 2
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Eletrotécnica Predial

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Eletrotécnica Predial

Fusível
Tipos usuais de fusíveis:

Vidro Cartucho Rolha Diazed Faca NH

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Eletrotécnica Predial

Fusível
O princípio de operação dos fusíveis consiste na fusão do
elemento elo contido no mesmo;
O elemento fusível (elo) é um fio ou uma lâmina, geralmente de
cobre, prata, estanho, chumbo ou liga, colocado no interior do
corpo do fusível, em geral de porcelana, esteatite ou papelão,
hermeticamente fechado.
Possui material granulado (areia de quartzo de granulometria
conveniente) extintor em seu interior, envolvendo por completo o
elemento fusível;
Normas:
IEC 60269
NBR 11840
NBR 11849

52
Eletrotécnica Predial

Fusível
Categoria de utilização dos fusíveis
Primeira letra Minúscula:
a Fusível limitador de corrente, atuando na
presença de curto-circuito
g Fusível limitador de corrente, atuando na
presença de curto-circuito como de sobrecarga
Segunda letra Maiúscula
G Proteção de linha, uso geral
M Proteção de circuitos motores
L Proteção de linha
Tr Proteção de transformadores
R Proteção de semicondutores, ultrarrápidos
S Proteção de semicondutores e linha (combinado)
Ex: gG - Fusível para proteção de cabos e uso geral
53
Eletrotécnica Predial

Fusível
Correntes e tempos de fusão e não fusão para fusíveis tipo gG e
gM normalizados pela IEC 60269-1 e 60269-2
In – corrente nominal do fusível e do respectivo porta fusível;

54
Eletrotécnica Predial

Fusível
Curvas características de fusível de uso geral (gG)

Inf é o valor da corrente que o elemento fusível pode suportar,


durante um tempo especificado (tempo convencional), sem se fundir;
I2 é o valor da corrente que assegura a fusão do elemento fusível
antes de decorrido o tempo convencional;
55
Eletrotécnica Predial

Fusível
Características técnicas
Fusíveis NH: (categoria de utilização gG)
Tensão nominal: 500, 690 Vca;250 Vcc;
Capacidade de interrupção: 120 kA até 500 e 690 Vca;
100 kA até 250 Vcc;

Fusíveis Diazed: (categoria de utilização gG)


Tensão nominal: 500, 690 e 750 Vca; 500, 600 e 750 Vcc;
Capacidade de interrupção: 50 kA em Vca;
8 kA em Vcc;
Podem ser do tipo rápido ou retardado;

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Eletrotécnica Predial

Fusível
Fusíveis NH:

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Eletrotécnica Predial

Fusível
Fusíveis Diazed:

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Eletrotécnica Predial

Fusível
Características técnicas
Fusíveis Neozed: (categoria de utilização gG)
Tensão nominal: 400 Vca; 250 Vcc;
Capacidade de interrupção: 50 kA até 400 Vca;
8 kA até 250 Vcc;

Fusíveis ultra-rapidos Silized/Sitor: (curva txI tipo gR)


Tensão nominal: 500 Vca; 500 Vcc;
Capacidade de interrupção: 50 kA até 500 Vca;
8 kA até 500 Vcc;

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Eletrotécnica Predial

Fusível
Operação do fusível num curto-circuito

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Eletrotécnica Predial

Proteção em instalações elétricas


Coordenação entre condutores e dispositivos de proteção (item
5.3.4.1 da NBR 5410)
a) IB ≤ In ≤ Iz;
b) I2 ≤ 1,45 Iz
Onde:
IB é a corrente de projeto do circuito;
Iz é a capacidade de condução de corrente dos condutores na
condições previstas para sua instalação;
In é a corrente nominal do dispositivo de proteção (ou corrente de
ajuste, para dispositivos ajustáveis), nas condições previstas para
sua instalação;
I2 é a corrente convencional de atuação, para disjuntores, ou
corrente convencional de fusão, para fusíveis.
NOTA A condição da alínea b) é aplicável quando for possível assumir que a temperatura limite de sobrecarga dos
condutores (ver tabela 35) não venha a ser mantida por um tempo superior a 100 h durante 12 meses consecutivos, ou por
500 h ao longo da vida útil do condutor. Quando isso não ocorrer, a condição da alínea b) deve ser substituída por: I2 ≤ Iz .

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Eletrotécnica Predial

Proteção em instalações elétricas


I2 corrente convencional de atuação do disjuntor, ou corrente
convencional de fusão do fusível, por ser expressa por: I2 = α.In

Disjuntores (NBR IEC 60898) I2 = 1,45In;


Disjuntores (NBR IEC 60947-2)I2 = 1,3In;

Fusíveis gG conforme IEC 60269 (NBR 11840 e 11849)


I2 = 2,1In (para In ≤ 4A)
I2 = 1,9In (p/ 4 < In ≤ 16A);
I2 = 1,6In (p/ In > 16A);

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Eletrotécnica Predial

Proteção em instalações elétricas


I2 corrente convencional de atuação do disjuntor, ou corrente
convencional de fusão do fusível, por ser expressa por: I2 = α.In
Substituindo I2, tem-se:
Disjuntores (NBR IEC 60898) 1,45In ≤ 1,45IZ, In ≤ IZ;
Disjuntores (NBR IEC 60947-2) 1,3In ≤ 1,45IZ, In ≤ 1,11IZ;

Fusíveis gG conforme IEC 60269 (NBR 11840 e 11849)


I2 = 2,1In ≤ 1,45IZ (para In ≤ 4A); In ≤ 0,69IZ;
I2 = 1,9In ≤ 1,45IZ (p/ 4 < In ≤ 16A); In ≤ 0,76IZ;
I2 = 1,6In ≤ 1,45IZ, (p/ In > 16A); In ≤ 0,9IZ;

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Eletrotécnica Predial

Proteção em instalações elétricas


Características dos dispositivos destinados a prover proteção
contra corrente de curto-circuito (item 5.3.5.5 da NBR 5410)
A capacidade de interrupção do dispositivo deve ser no mínimo
igual à corrente de curto-circuito presumida no ponto onde for
instalado. (5.3.5.5.1) Icn ≥ Ik

A integral de Joule que o dispositivo deixa passar deve ser inferior


ou igual à integral de Joule necessária para aquecer o condutor
desde a tmax serv cont até a tlimite cc: (5.3.5.5.2)
t
Sendo:  i².dt  K ²S²
0
ʃi2.dt – é a integral de Joule (energia) que o dispositivo de proteção deixa passar , [A2.s];
K2S2 – é a integral de Joule (energia) capaz de elevar a temperatura do condutor desde a
tmax serv cont até tc_circ, supondo aquecimento adiabático. (máximo que o condutor suporta sem troca
com o meio circundante).

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Eletrotécnica Predial

Proteção em instalações elétricas


Para curtos-circuitos de qualquer duração em que a assimetria da
corrente não seja significativa, e para curtos-circuitos assimétricos
de duração 0,1s ≤t≤5s, pode-se escrever:
I2.t ≤ K2S2
Sendo:
I – corrente de curto-
circuito presumida
simétrica, [A], valor
eficaz;
t – duração do curto-
circuito [s];
S – seção do
condutor, em mm²

65
Eletrotécnica Predial

Proteção em instalações elétricas


Para curtos-circuitos de qualquer duração em que a assimetria da
corrente não seja significativa, e para curtos-circuitos assimétricos
de duração 0,1s ≤t≤5s, pode-se escrever:
I2.t ≤ K2S2
No caso do exemplo:
I=1,27 kA
t=60ms (lento)
K= 115
S=6 mm²
I2.t ≤ K2S2
96,7E3 ≤ 476,1E3

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Eletrotécnica Predial

Dimensionamento para condutores em condições de curto-circuito


Curva de suportabilidade
do condutor ao curto-
circuito
Ik: 1,27 kA
Condutor: 6 mm²
Pela curva ao lado,
constata-se que tal
condutor suporta a
referida corrente por 12
ciclos (200 ms). Logo, o
dispositivo de proteção
deverá atuar, no máximo,
neste tempo.

67
Eletrotécnica Predial

Curvas de vida útil relativas às isolações


A temperatura de 70 oC é a temperatura máxima para serviço
contínuo dos cabos com isolação de PVC. Os cabos/condutores a essa
temperatura de serviço tem uma vida útil estimada de cerca de 20
anos para isolação de PVC conforme indicação gráfica;

68
Eletrotécnica Predial

Proteção em instalações elétricas


Integral de Joule dos disjuntores termomagnéticos
• Apresenta a características I2.t = f(I) dos disjuntores
termomagnéticos;
• Representa o valor máximo da integral de Joule onde o
dispositivo deixa passar;
a) Região (I): I ≤ IN_disj;
b) Região (II):IN_disj < I ≤ IM;
c) (IM limiar de atuação magnética)
d) Região (III): IM < I ≤ ICN; (ICN
capacidade de interrupção
nominal)
e) Região (IV): I > ICN; (o disjuntor
não deve ser utilizado)

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Eletrotécnica Predial

Dimensionamento de disjuntores
Carga: Chuveiro elétrico IB= 24,54 A
Seção por:
norma: 2,5 mm²
ampacidade: 6,0 mm²
queda de tensão: 1,5 mm²
a) IB ≤ In ≤ Iz;
IZ  Icabo  FCT  FCA IZ  41  1  0,65 IZ  26,65 A
24,54 ≤ In ≤ 26,65;
Valores comerciais de In= 20 A, 25 A, 30 A
24,54 ≤ 25 ≤ 26,65; portanto o disjuntor 25 A
b) I2 ≤ 1,45 Iz
Utilizando disjuntores fabricado via NBR 60898 a condição In ≤ Iz é
satisfeita no item “a”
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Eletrotécnica Predial

Dimensionamento de disjuntores
Carga: Chuveiro elétrico IB= 24,54 A
Seção por:
norma: 2,5 mm²
ampacidade: 6,0 mm²
queda de tensão: 1,5 mm²
Disjuntor Bipolar:
Corrente nominal (In): 25 A
Curva de disparo: B
Capacidade de interrupção (Icn): 3 kA

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Eletrotécnica Predial

Dimensionamento de disjuntores

a) IB ≤ In ≤ Iz;

72
Eletrotécnica Predial

Dimensionamento de disjuntores

a) IB ≤ In ≤ Iz;

73
Eletrotécnica Predial

Dimensionamento de disjuntores

a) IB ≤ In ≤ Iz;

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Eletrotécnica Predial

Dimensionamento de disjuntores

a) IB ≤ In ≤ Iz;

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Eletrotécnica Predial

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Dimensionamento de eletrodutos

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