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Primeira aula: Apresentação das etapas do projeto e aplicação da avaliação

diagnóstica (seção A.2) para colher as concepções prévias dos alunos;

B) Segunda aula: Apresentação do capítulo “Ângulos na Circunferência” e

elaboração do roteiro que deverá ser utilizado para determinar o raio da Terra,

tendo como referência o texto sobre os cálculos de Eratóstenes e Aristarco,

apresentado na seção A.5 do presente texto;

C) Terceira aula: Apresentação detalhada do método geométrico, semelhante

ao utilizado por Eratóstenes, para determinar a circunferência da Terra a partir

da medida de sombras projetadas por hastes verticais ao meio-dia solar em

cidades distintas, situadas no mesmo meridiano terrestre;

D) Quarta aula: Apresentação do Stellarium, programa computacional que

simula o céu noturno e do Google Earth. Estes dois programas fornecem as

coordenadas geográficas dos pontos escolhidos, a distância entre estes dois

pontos e o horário em que deve ser realizada a medição da sombra da haste.

As atividades do Stellarium, apresentadas na seção A.3, podem ser propostas

para que os alunos treinem o uso de seus principais comandos. Deve ser

solicitado aos alunos que instalem o programa em seus computadores

pessoais, de modo que possam exercitar este software em casa. A intenção,

com esta atitude, é acelerar o processo de assimilação da metodologia que

deve ser apresentada em sala de aula;

E) Quinta aula: Munidos de um kit formado por uma haste de 80 cm, uma fita

métrica e um fio de prumo, os alunos devem realizar as medições da sombra

no pátio da escola no horário do meio-dia solar. O cálculo do raio a partir dos

dados colhidos deve ser realizado em casa pelo aluno, e o memorial deste

cálculo deve ser entregue na aula seguinte.

F) Sexta aula: Nesta aula, pode-se aplicar uma segunda avaliação, como a

apresentada na seção A.4, com o intuito de verificar se houve ou não


aprendizagem por parte dos alunos.

A apresentação da sequência didática, no que diz respeito à sua estrutura, não deve

ser encarada de forma rígida. Os eventuais professores da Educação Básica

interessados em aplicá-la podem adaptar as atividades apresentadas ao contexto da

realidade da sua escola e região. Inclusive já existe, no Brasil, por iniciativa da

Comissão de Ensino e Divulgação da Sociedade Astronômica Brasileira, o "Projeto

Eratóstenes Brasil", que reproduz, a cada ano, o experimento de Eratóstenes em

conjunto com escolas do Brasil e do mundo. Dessa forma, a reprodução deste

experimento, além de divulgar a importância histórica do mesmo para a ciência,

ainda pode trazer uma rica experiência interdisciplinar e intercultural para

professores e alunos. Nas referências deste texto, o professor interessado poderá

encontrar o endereço do site que recebe inscrições de escolas interessadas em

participar do projeto (PROJETO ERATÓSTENES BRASIL, acesso em: 19 dez. 2017).

Nas seções a seguir é apresentado o material didático e de ao presente trabalho,


apresentamos uma estratégia de ensino que busca alcançar os

estudantes e despertar neles o interesse pelo estudo das disciplinas ligadas à área de

ciências e tecnologias, independente da carreira profissional que ele vai escolher e

seguir. Nesse sentido, nossa escolha foi desenvolver, aplicar e avaliar um módulo de

ensino, uma UEPS, sobre o tema “Medidas de Distâncias em Astronomia”, tendo como

eixo temático principal a busca de resposta à questão geral: “Qual é o tamanho do

Universo?”, buscando tirar proveito da natureza fascinante, motivadora e

interdisciplinar da Astronomia – ciência que envolve diversas áreas do conhecimento

humano –, mostrando algumas de suas importantes articulações com a Matemática e

a Física na busca de resposta à questão geral acima mencionada. Segundo Morais

(2009), um dos problemas fundamentais, quando se estuda Astronomia e Cosmologia,

é a medição de distâncias e a descoberta de