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UNIVERSIDADE PAULISTA

DOUGLAS DA SILVA BALDUINO

IDENILSON ANTUNES DE OLIVEIRA

LUDIMYLLA DE SANTANA BARROS

MARIA RAIMUNDA BARROS OLIVEIRA

PAULO HENRIQUE G. DUARTE

WENGLES PIMENTA ALVES

CONCILIAÇÃO E MEDIAÇÃO

GOIÂNIA
2017
DOUGLAS DA SILVA BALDUINO (C229GE5)

IDENILSON ANTUNES DE OLIVEIRA (C346DJ0)

LUDIMYLLA DE SANTANA BARROS (C3906C0)

MARIA RAIMUNDA BARROS OLIVEIRA (C36CEF-4)

PAULO HENRIQUE G. DUARTE (B568852)

WENGLES PIMENTA ALVES (C3467H-0)

CONCILIAÇÃO E MEDIAÇÃO

Trabalho Atividade Supervisionada


(APS) do curso de Direito da
Universidade Paulista - UNIP Goiânia.

Orientadora: Prof.º. Luciana Lara

GOIÂNIA
2017
3

1. DIFERENÇA ENTRE MEDIAÇÃO E CONCILIAÇÃO

No ano de 2015 foi estabelecido no Brasil o novo Código de Processo


civil. A nova lei surgiu com o intuído de modernizar vários aspectos da
legislação e dentre estes a solução de conflitos através da chamada
autocomposição. O legislador do novo código vislumbrou desafogar o sistema
judiciário brasileiro implementando e aprimorando métodos de solução pacífica
e consensual para determinados tipos de lides.
Dentre a novidade trazida pelo novo Código estão a mediação e a
conciliação que são formas de auto e heterocomposição para solução de
conflitos 1
A mediação trata-se de uma alternativa que o sistema judicial possui
para dirimir conflitos e evitar que tais ações se arrastem pelo judiciário por
muito tempo. É uma forma de prover celeridade processual e também de
desafogar a maquina pública2.
Pode se dizer que a mediação é uma espécie de processo que deve ser
tomado de maneira voluntária por aqueles que estão em conflitos. Em especial
geralmente, mas não obrigatoriamente, esses conflitos são de natureza
continuada, ou seja, são aqueles nas quais as partes já se conhecem e não
alcançaram a harmonia anteriormente. É muito comum que a mediação seja
usada para dirimir conflitos familiares como na briga por guarda ou sustento de
filhos, na visitação ou pagamento de pensão bem como outros assuntos de
interesse familiar.3
É admitido que haja audiência de mediação, conforme artigo 165 do
novo CPC apenas para ações provenientes do direito civil, ou seja, é permitida
a mediação para conflitos patrimoniais, por exemplo, com a obrigação de ser

1
STJ. Disponível em:
<http://www.stj.jus.br/sites/STJ/default/pt_BR/Comunica%C3%A7%C3%A3o/Not%C3%ADcias/
Not%C3%ADcias/Novo-CPC-valoriza-a-concilia%C3%A7%C3%A3o-e-
media%C3%A7%C3%A3o> Acesso em: 28 de Set. 2017.
2 Op. cit
3 TRF. O que é mediação. 2016. Disponível em:
<http://www.tjrj.jus.br/web/guest/institucional/mediacao/estrutura-administrativa/o-que-e-
mediacao> Acesso em: 28 Set. 2017.
4

patrimônio disponível ou ainda relativamente indisponível. No entanto, embora


a mediação seja instituto exclusivo do direito civil, entende-se que há exceção
no sentindo de permitir com ela seja usada também no direito Penal. Essa
exceção aplica-se, por exemplo, nos casos em que uma parte renuncia de
fazer representação.
A conciliação, conforme artigo 165 do novo CPC é definida como uma
maneira que as partes têm para resolver conflitos com a ajuda de um
conciliador, que embora possa auxiliá-las, deve se manter neutro e distante de
posições acerca da questão tratada. Recomenda-se que se faça conciliação
para conflitos mais singelos, onde a rapidez para solução será extremamente
alta, visto que na conciliação não se permite casos de extrema necessidade4.
A distinção mais visível entre a mediação e a conciliação está no fato de
aquela ser um instituto usado para dirimir problemas que se arrastam pelo
tempo e onde quase sempre as partes possuem algum vinculo anterior, como
no caso de briga de vizinhos ou em discussões familiares, enquanto na
conciliação os casos que são abordados são os mais simples e que não há, em
regra, uma desavença temporal entre as partes, ou seja, a conciliação é
indicada para aqueles conflitos onde todos os lados acabaram de se conhecer,
como por exemplo em lides provocados por batidas automobilísticas 5.

4 VIANA, Salomão. Mediação, conciliação e arbitragem. Qual a diferença entre elas? Disponível
em: <https://salomaoviana.jusbrasil.com.br/artigos/159810633/mediacao-conciliacao-e-
arbitragem-qual-a-diferenca-entre-elas> Acesso em: 03 de Set. 2017.
5 Op cit.
5

2. FORMA DE SOLUÇÃO DA LIDE

De acordo com o caso apresentado nota-se que a desavença entre as


partes litigantes encontram-se em litígio já há algum tempo, sendo assim é
valido ressaltar que audiência de conciliação não seria adequada para essa
situação vem que já há um conflito perene no tempo. Dessa forma, é certo
dizer que a melhor solução para a tentativa de solução do conflito entre
Sildásio e Ginésio é sem duvida alguma a mediação.
6

4. RELATÓRIO DA SIMULAÇÃO DE MEDIAÇÃO

Como numa verdadeira peça teatral o grupo buscou reunir-se em sala


vazia da universidade e simular, da maneira mais fiel possível, uma audiência
de conciliação para dirimir o caso concreto apresentado pelo manual de
Atividades Práticas Supervisionadas. Segue relatório.
A parte ativa da lide, qual seja, Ginésio alega em suas declarações que
está sofrendo com o barulho produzido por seu vizinho, Sidásio, parte passiva
da composição. Ginésio infere que seu vizinho não tem pudor algum no
momento fazer uso de seus aparelhos televisores e também de rádio e que os
liga em volume extremo provocando imenso desconforto. Ginésio coloca ainda
que por trabalhar noturnamente tem o dia como período de descanso e que
está sendo privado de fazê-lo devido o incomodo causado por seu vizinho.
Sildásio, no entanto, mostra-se descontente com a situação e, a
principio, inflexível. Segundo a parte a mesma possui deficiência auditiva o que
faz com que não escute bem seus aparelhos a não ser que estejam em volume
alto, contudo ressalta que essa situação acontece unicamente no período
diurno e que, segundo ele, nada pode fazer se seu vizinho tem uma rotina
atípica e que isso não é da sua alçada.
Visto haver uma impossibilidade de acordo, o mediador da ação
questiona se haveria alguma forma para ambas as partes abrirem mão de
parcela de seus direitos para que assim todos saíssem ganhando.
Ginésio, então, pede para que seu vizinho, que mostrou-se inflexível,
possa ligar apenas um dos aparelhos de uma vez, deixando de lado a ânsia
por ligar tanto o rádio quanto o televisor simultaneamente. Ginésio afirma que
pretende mudar-se logo para outro local, mas pede que seu pedido seja
atendido até o momento de sua mudança definitiva.
Há um certo receio por parte de Sildásio em aceitar uma vez que dessa
forma ele perderia algumas noticias que julga ser importante. Contudo, com a
intenção de apaziguar a situação Sildásio acaba cedendo e um acordo é
selado entre as partes.
REFERÊNCIAS
STJ. Disponível em
<http://www.stj.jus.br/sites/STJ/default/pt_BR/Comunica%C3%A7%C3%A3o/No
t%C3%ADcias/Not%C3%ADcias/Novo-CPC-valoriza-a-
concilia%C3%A7%C3%A3o-e-media%C3%A7%C3%A3o> Acesso em: 28 de
Set. 2017.

TRF. O que é mediação. 2016. Disponível em:


<http://www.tjrj.jus.br/web/guest/institucional/mediacao/estrutura-
administrativa/o-que-e-mediacao> Acesso em : 28 Set. 2017.

VIANA, Salomão. Mediação, conciliação e arbitragem. Qual a diferença


entre elas? Disponível em:
<https://salomaoviana.jusbrasil.com.br/artigos/159810633/mediacao-
conciliacao-e-arbitragem-qual-a-diferenca-entre-elas> Acesso em: 28 Set.
2017.