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O Curso de Criação de Atividades, serve como guia para
a elaboração de Brincadeiras didáticas mesmo com
recursos materiais escassos. É um conhecimento
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c adicional para o Educador ou Pai interessado na


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reciclagem pessoal.
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Ao fim do mesmo, decerto estará mais informado de
como é simples "inventar" pequenos jogos, de onde
sempre poderá tirar algum proveito educacional, a
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despeito de possuir ou não recursos materiais para isso.
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Autores Anônimos

O Curso de Criação de Atividades, aborda de forma simples, alguns aspectos sobre a


criação de Jogos e Atividades recreativas para educação.

As informações que ora divulgamos, é o resultado de nossa prática como educadores


durante o magistério entre grupos de todas as faixas etárias. Tivemos êxito relevante em
todos esses grupos, uma vez que trabalhamos com crianças a partir de três anos e
também com adultos de faixas etárias diversas. De fato, os resultados foram gratificantes.

Está dividido em 7 lições.

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[c ‰ão há qualquer ônus referente ao curso.

[c O curso se divide em abordagens dissertativas e também práticas.

[c Este curso não fornece certificado aos participantes. E os benefícios? Isso


dependerá do aproveitamento individual de cada um, isto é, das reflexões pessoais
a partir da leitura e atenção às lições.

[c Todos poderão manter contato conosco por email a qualquer momento que
julgarem necessário, mas apenas a dúvidas e informações complementares
poderemos atender.

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1.c xensando em Atividades:


Uma introdução sobre o que representa uma Atividade com fins didáticos, seus
objetivos e uma abordagem inicial do processo de criação das mesmas.

2.c Como Trabalhar a Criatividade na Concepção de Modelos:


Processo completo de criação de uma Atividade, as qualidades e objetivos a serem
atingidos e como adaptar modelos já existentes às necessidades pessoais.
Introdução às Experiências-chaves, uma abordagem prática para aferição de
resultados.

3.c Aprendendo a Identificar os Materiais mais Simples para Uso:


A qualidade de uma Atividade, não está na sofisticação dos materiais empregados,
mas antes na simplicidade e forma mais fácil de se atingir um objetivo.

4.c alementos Básicos de um Jogo ou Atividade:


Elementos necessários para que um Jogo seja criado. Sua aplicabilidade, seus
benefícios e como adaptar qualquer situação de modo que agrade ao público alvo.
Aprende-se também como direcionar uma Atividade para o fim desejado; como
criar sabendo que resultado se vai obter, e como trabalhar as Ô Î  de
forma conscientemente dirigida.

5.c Usando Apenas os Materiais Disponíveis:


Meios de construir modelos de Atividades que podem ser extremamente eficazes
com recursos mínimos e mesmo sem materiais.

6.c Usando o Computador para Criar Atividades - Básico:


Técnicas básicas de como usar o computador, como ferramenta valorosa na criação
de Atividades, simples mas eficazes.

7.c A astratégia do Desperdício - Aprendendo a diferenciar o Inútil e o Útil


Como ser criativo sem se tornar um dispendioso de tempo e recursos. Como
conviver com o excesso de informações, aprendendo a separar aquilo que
realmente nos interessa e é necessário, do supérfluo.

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Ensinar corretamente e tornar consciente um aluno ou filho, pode não ser uma tarefa
muito fácil. ‰uma criança pequena onde os valores éticos ainda não fazem parte de sua
personalidade, ensinar regras de comportamento de forma produtiva e correta pode
algumas vezes ser desanimador. E muitas vezes, diante dessas dificuldades, isso tem
levado educadores a uma completa falta de interesse pela ³educação mais ética´, e
assim repetem o padrão comum que se resume a ensinar letras, números e criar
apenas as condições iniciais para que um futuro ³técnico´ seja formado, ficando em
segunda instância, o natural despertar do respeito aos semelhantes, a compreensão do
viver.

‰o modelo tradicional, do qual infelizmente não podemos fugir totalmente, os alunos se


cientificam na técnica de †prestar exames´ e passam a vida aprendendo a fazer isso,
pois é disso que irão precisar quando chegar à faculdade e depois ao mercado de
trabalho. Essa tem sido a regra da educação como a conhecemos, o qualificar do aluno
a sobreviver na sociedade. E assim, logo cedo, também o sentimento de disputa e a
ambição pelo sucesso torna-se a meta de cada um. Î 

O pai ou preceptor que se dê conta da importância do ensino, não tenta passar para as
crianças ou alunos, seus próprios ideais de forma disfarçada ou sob qualquer alegação
ou coação. Ao contrário, se verdadeiramente se preocupam com a educação, devem
observar com cautela seu filho ou aluno, um por um, e aos poucos descobrir suas
predisposições e habilidades inatas, às quais poderão apoiar posteriormente e assim
ajudar no seu desenvolvimento.

É importante adotar tal postura, pois o desenvolver da verdadeira vocação de cada um


só assim acontece, e se quisermos formar adultos conscientes e livres de conflitos e
ambições, devemos cuidar para que cada um descubra sua própria vocação. Só assim,
preceptor, pai ou responsável terão possibilidades de obterem um efetivo êxito no
desempenho de sua função, que deveria ser, educar sem impor ideais ou gostos
pessoais.

Outro ponto importante a ser considerado, é ouvir da própria criança quais Atividades
mais a atraem. Sabemos que naquelas escolhidas por elas, há maior empenho e
interesse na realização. Usando o bom senso, o educador deverá fazer algumas
modificações nessas atividades para melhor adequá-las às suas necessidades e não
ficar preso aos padrões repetitivos já existentes, tornando-as assim sempre novas.

Desde os tempos antigos, todo aprendizado era essencialmente prático, através de


vivências, e ainda hoje entre os aborígines, a prática do ensino acontece principalmente
assim. Isto é, as crianças e jovens, são ensinados à medida que praticam as atividades
do seu dia a dia. São as atividades normais de uma aldeia ou comunidade; são as
normas de conduta, compreensão do meio ambiente, rituais tradicionais e habilidades
para sobreviverem de acordo com as condições que se apresentem em seu meio diário.
Desse modo, as atividades, desde a mais conhecida antiguidade, era a natural forma de
educação, a primeira forma, e ainda hoje a mais eficaz e produtiva a nosso ver. Claro
que seu emprego em conjunto com outras técnicas hoje disponíveis poderão trazer
para o educador a versatilidade de que precisará para exercer sua função com mais
qualidade e objetividade.

Mas, o ensino pela sua natureza dinâmica, exige abordagens diferentes conforme as
várias faixas etárias envolvidas, o que até certo ponto é válido e lógico, mas como
veremos mais adiante não deveria ser usado como uma regra inflexível. O que quer
dizer que seria, em alguns casos, muito proveitoso para o educador, aplicar técnicas
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usadas em turmas mais adiantadas, às mais inferiores e vice-e-versa.c

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As Atividades se prestam essencialmente a despertar e desenvolver as qualidades e
potencial cognitivo da criançaÎ, jovem ou adulto, a partir da compreensão do mundo
que conhece. O mundo que ela conhece, com as limitações da idade, do seu ponto de
vista, será sempre seu referencial. Referencial esse que será ampliado à medida que
novas informações, a maioria através de vivências, lhe forem incorporadas.

As diversas formas de Atividades e o modo como elas são aplicadas, farão a diferença
quanto ao rendimento da turma. É importante que o educador conheça o valor didático
de cada Atividade que venha a criar e aplicar entre os alunos. Isto quer dizer, que não
basta aplicar uma Atividade em sala de aula ou em casa porque ela foi criada para
determinado fim, é também necessário, que com o tempo, possa o prospector, dispor
de meios que comprovem sua eficácia, meios que o permitam aferir se aquela atividade
está sendo eficiente, cumprindo ou não seus objetivos .

Assim, ao criar a Atividade ele deve ter a preocupação, ou cuidado, de também


elaborar os meios para aferir se obteve o resultado esperado. É claro que algumas
Atividades exigirão mais tempo para mostrarem seus efeitos, e em outras, estes
poderão ser imediatamente comprovados. Em todos os casos, o educador deverá
desenvolver o hábito de anotar os resultados obtidos. Com os resultados, poderá ele
direcionar sua prática, e mesmo no futuro, ter condições de criar modelos individuais,
mesmo em grupos grandes e heterogêneos.

Assim, duas condições básicas devem servir de orientação para o educador na hora de
aplicar uma Atividade, são elas:
1.c Conhecer o valor didático da mesma, aquilo para que serve.

2.c Saber adaptá-las às necessidades e conveniências da turma, para


manter todos interessados e sem perder o valor educacional.

Durante a aplicação de uma Atividade, deverá também o educador observar as reações


mais relevantes que porventura ocorram entre os alunos e disso tomar nota. Isso lhe
dará as informações que precisa, para saber dosar cada Atividade ao ritmo das diversas
turmas que sempre serão diferentes, criando assim verdadeiros modelos
personalizados.

Uma coisa que se deve, sempre que possível, é evitar na prática de Atividades lúdicas,
o sentimento de competição, disputa, pois onde há este sentimento, se desenvolverá
também o sentimento de separação, brigas, ansiedades e aos perdedores a sensação
de frustração e incapacidade. Isso acaba por criar nos educandos insegurança, baixa
auto-estima e falta de respeito para com os outros. Frequentemente isso levará a
criança a criar uma forte aversão aos estudos, conflitos de personalidade impossíveis
de serem reparados depois.

‰a correta educação, compreender a criança como ela é, e não como deveria ser, é
fundamental. ‰ão devemos impor nenhum ideal relativo ao que pensamos que ela
³deveria ser´. Enquadrá-la em ideais assim, é induzi-la a adaptar-se, o que vai
certamente gerar temor e criará na criança um eterno conflito, entre o que ela é, e o
que deveria ser. Desse modo, são os ideais, vilões à nossa compreensão da criança e
dela própria de si mesma.

Outra coisa importante que o educador deverá ter em mente, são as faixas etárias
mistas, algumas vezes comuns em certos grupos. ‰esses casos, ele deverá observar se
o modelo adotado funciona sem resistência dentro do grupo. Havendo resistência,
deverá pensar em algum artifício para nivelar o grupo.

Também, como uma das funções das Atividades é ajudar a criança a desenvolver o
hábito de pensar, não devemos nos prender sempre aos modelos tradicionais, pois isso
limita de modo importante o libertar desse seu potencial criador. Assim, a introdução
de modelos novos e inéditos, deverá ser uma prática regular. Mostrar-lhes desde cedo
a diversidade das coisas, vai preparando-as aos poucos, para que sejam mais flexíveis
às mudanças. Tornar-se-ão assim mais fortes e aptas a se adaptarem com facilidade,
ou compreenderem melhor às constantes variações que certamente encontrarão
durante a vida. Desse modo, podemos desde cedo lhes incutir a idéia, de que o mundo
está em constante mudança, e que tudo é suscetível de modificações, o tempo todo.

Um exemplo:  



 

  
  

     



  




 
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Outro ponto que julgamos de vital importância numa prática desse tipo, deverá ser a
preocupação do educador em focar os objetivos da Atividade, de modo a torná-las
meios eficazes de modelar aos poucos, uma conduta decente e ética nos participantes,
isso usando suas habilidades e predisposições naturais, e sendo a Atividade apenas um
meio de trabalhar, aperfeiçoar, despertar estas disposições, ou vocações pessoais.

âesumo:  

   
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Pensar em Atividades é definir que brincadeira ou tarefa será usada e qual o objetivo
da mesma no sentido de utilidade para a formação do aluno ou criança. Podemos
chamar isso de: <($)$*+, ,)-,$$.%-%$,
 
    





Pensar em Atividades requer duas condições apenas. São elas, definir o Objetivo e os
Meios Necessários para que a mesma possa ser realizada. Uma Atividade Lúdica que
é nosso propósito, pode ser tirada de qualquer situação do nosso dia-a-dia, mas o
direcionamento para os fins desejados, é que nos parece um pouco mais complexo de
definir.

Podemos trabalhar nas crianças, jovens e adultos, várias qualidades. Qualidades estas,
que vão desde o desenvolver das habilidades cognitivas e mesmo as capacidades
psicológicas de cada um. O fim desejado, é que vai determinar o tipo de abordagem a
ser empregada.

Eis uma lista parcial, de algumas Qualidades que poderiam ser trabalhadas em todas as
faixas etárias.

1.c xensamento Lógico


2.c Capacidade Visual
3.c Sensibilidade
4.c Capacidade Artística ou Memória amocional
5.c Capacidade de âelacionar-se com xessoas, ou xensamento Altruísta.
6.c Despertar das Habilidades Motoras

Cada um destes itens se subdividem em muitas variantes, e cada um deles tem seus
valores e modos distintos de aplicação. Por exemplo, ao se trabalhar o Raciocínio
Lógico, precisa-se saber o que isto significa, pois só assim saberemos que Atividade é
mais adequada para o despertar ou aprimoramento deste atributo no indivíduo. A
Lógica por exemplo, ¦~¦
   


Desejando o educador trabalhar a Lógica nas crianças, deve primeiro começar a


imaginar quais Atividades seriam mais adequadas para este fim. Precisaria ele saber
então o que é Pensamento Lógico, qual sua importância na prática Cognitiva e o mais
importante, como ele se desenvolve.

Claro que nessa primeira parte não detalharemos as Qualidades, disto trataremos nos
temas seguintes. Mas, aqui vale um pequeno exemplo de como seria uma Aplicação
onde o Pensamento Lógico ou Raciocínio Lógico, ou Dedutivo, deveria ser empregado.
Supondo a ilustração abaixo. Poderia o educador mostrá-la aos seus alunos e pedir
para que os mesmos decidissem, por si só, o que fariam a seguir. A questão seria:
Conforme a lógica da situação abaixo, que figura deveria completar a
sequência?

Este pequeno exemplo, abre infinitas possibilidades de atividades em salas de aula, ou


mesmo em reuniões de grupos familiares.

Isto é uma Atividade de natureza Lógica. Sabendo o que é uma Atividade dessa
natureza, o educador teria então em mãos, a capacidade de criar suas próprias. O
mesmo processo se adequa a todas as outras situações e Qualidades a serem
trabalhadas.

Mas para que serve trabalhar a capacidade lógica de alguém, que valor prático tem isso
na formação da personalidade e motivação de uma criança ou aluno? Este
conhecimento é crucial para que o educador possa ter controle sobre suas atividades, e
também saber exatamente o que está fazendo com seus alunos, e o que deles espera
obter como resultado da prática aplicada. Falando brevemente, o despertar da Lógica
numa criança, é que dará a ela a habilidade e ferramentas necessárias para ver,
entender e resolver problemas de qualquer natureza. O despertar dessa habilidade,
tornará a criança um adulto autoconfiante, seguro, mais apto para resolver problemas,
com elevada autoestima.

Claro que o pensar em Atividades, não envolve apenas a idéia da brincadeira em si, é
preciso que se leve em conta todo processo a ser aplicado durante a realização dessa
mesma Atividade. Isto é, definição de espaço físico necessário, materiais a serem
empregados, pessoas que coordenarão, duração, etc.

Outro ponto importante na aplicação de uma Atividade em grupo ou isolada, se refere


aos casos onde crianças difíceis fazem parte do grupo. ‰esse caso, precisa o educador
definir que abordagem usará para torná-las mais sociáveis, quando for o caso, ou para
adequá-las ao padrão dos demais membros do grupo.

‰a concepção de Ambientes para Aprendizagem, deve-se pensar então nos tipos de


jogos que serão aplicados, e o que deles se espera como retorno para os alunos.
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Vamos falar mais sobre estes jogos nas lições seguintes. c
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Concluindo esta primeira parte, o educador primeiro precisa se dar conta, de que
tipo de Qualidade precisa tratar com aquela Atividade e apenas depois disso cuidar de
criar a Atividade em si.

Para que seja capaz de fazer isso, precisa conhecer as Qualidades, suas características,
como atuam nos alunos, e como fazer para aferir se os resultados estão dentro do
esperado. De que adianta aplicar Atividades Cognitivas para os alunos se não for
possível medir sua evolução e eficácia, saber ver se os resultados são os esperados?

Por isso, antes de ³Pensar´ uma Atividade, deve o educador ter em mente, os modelos
de aferição que serão por ele aplicados para verificação dos resultados.

Para pensar uma Atividade primeiro o prospector deve ter em mente o que pretende
fazer com ela. Assim, um pequeno roteiro desse Objetivo é necessário. Damos a seguir
os passos básicos usados nessa avaliação inicial.

[c Objetivo: Uma descrição de tudo o que se pretende conseguir, os fins


desejados da Atividade. Detalha-se também nessa fase, uma avaliação da
situação atual ± antes do projeto ser aplicado ± e o que se espera obter após a
aplicação do mesmo, isto é, os supostos benefícios.

[c Descrição detalhada da Atividade: Detalhamento de cada etapa, ambiente


ideal para aplicação, materiais empregados, modelos de diagramas para ajudar
na arrumação do ambiente, quantidade de pessoas envolvidas, carga horária,
faixas etárias envolvidas, etc.

[c Critérios de avaliação que serão empregados: Modelos de tabelas onde


serão anotados os resultados e todas as ocorrências relevantes durante a
execução do projeto.

[c Tabela dos resultados obtidos: Histórico de todas às vezes em que a


Atividade for usada, para efeito de comparação, do antes e do depois e para
melhoramentos.

[c Ocorrências: Toda e qualquer ocorrência durante a aplicação da atividade, por


mais irrelevante que pareça ser, deverá ser registrada, pois será de grande
valia no futuro, quando os resultados forem avaliados, ou mesmo para
readaptações e aperfeiçoamentos da mesma.

Tudo isso pode parecer detalhamento demais, mas não é, e com o hábito, se tornará
algo natural que não levará mais que uma hora para elaboração.

Um dos pontos mais fortes do emprego de Atividades para fins educativos, é o fato de
podermos criar simulações de modelos de vivências, o que para as crianças pode ser de
grande valor. Podemos chamar as Atividades também de Modelo de Aprendizagem
Ativa, pois são situações onde as crianças aprendem praticando, em atividade,
construindo, vivendo, vendo o resultado do que estão fazendo.

Uma observação que julgamos importante sobre a criação de Atividades Lúdicas é o


seguinte: Suponhamos que quiséssemos criar uma aplicação para ensinar-lhes sobre a
Ética do que é Errado ou Certo. Sendo este assunto muito amplo, se o olharmos de
forma genérica, não conseguiremos fazer uma abordagem adequada.

Assim, para criarmos uma Atividade desse tipo, seria preciso escolher um aspecto do
que é Errado ou Certo, para poder explorá-lo. Por exemplo, poderíamos isolar o fato,
falando apenas sobre o que seria Errado ou Certo, na higiene pessoal. Fazendo isso,
isolando apenas um dos muitos aspectos do que é Errado ou Certo, estaríamos aptos a
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criar uma Atividade específica e eficiente do ponto de vista cognitivo. c

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ais algumas dicas que julgamos de grande importância nesse modelo de
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  Sabemos pela prática, que quando as crianças estão interessadas em
alguma coisa, é quase certo que aprendam algo de novo e que permaneçam
interessadas no que estão fazendo.

[c {~  ~ ~ ~ ~  Ao descobrirem que


podem fazer planos para executar as tarefas até o fim, e que não existem
maneiras erradas ou certas de fazer as coisas, começam a ver que há apenas
problemas para serem resolvidos, a seu modo.

[c {~ ~  ~~~ 


   Com isso aprendem a não depender em demasia dos
outros para saberem como fazer, por que fazer ou quando fazer, e isso, para
seu futuro não tem preço.

Outros aspectos importantes na criação de Atividades, são:

[c Devemos apoiar o prazer que as crianças obtém do contato com as pessoas,


materiais e idéias.

[c ‰ão devemos nos prender aos nossos interesses pessoais e induzi-los nas
crianças. Essa abordagem na maioria das vezes conflita com os interesses da
criança. Assim, os nossos gostos por determinadas atividades, deve ser
colocado de lado e devemos seguir os interesses da criança, pois isso é uma
garantia que teremos sucesso na aplicação.

[c ‰a prática de uma Atividade, devemos dividir o controle da mesma com a


criança, isto é, deverá haver uma troca de opiniões e nunca ordens no sentido
de dominação do maior para o menor.

[c Devemos abordar a criança dentro o seu nível de compreensão, isto é, as


informações deverão ser adaptadas ao modo como as crianças compreendem o
mundo à sua volta.

[c E por último, devemos encorajar as crianças com Atividades e experimentos


onde elas possam ter êxito, isto é, as Atividades não poderão ser nem fáceis
demais, nem muito difíceis, dando assim a possibilidade da criança ter êxito nas
experiências que realiza. Devemos ter cuidado em colocar sempre obstáculos e
desafios que possam ser superados.

Para finalizar, um aspecto que julgamos de vital importância na criação de Atividades,


são as chamadas a
~  São, estes roteiros que descrevem o
desenvolvimento social, cognitivo e físico das crianças, entre dois e cinco anos de
idade. Estas, proporcionam um quadro detalhado das Atividades típicas das crianças
dessas idades e dos tipos de conhecimentos que vão adquirir.
É um excepcional modelo para os educadores observarem, compreenderem e apoiarem
de forma consistente os interesses das crianças e as capacitações que estão em jogo.
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Disso, falaremos nas Aulas 2 e 4. c
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âesposta:
Primeiro você precisa saber o que vem a ser Raciocínio Emocional e que benefícios isso
trará à criança, para seu futuro como adulto. Todos sabemos o que vem a ser
raciocínio, que é a capacidade de coordenar pensamentos de forma ordenada e assim
podermos nos expressar adequadamente, termos idéias. ‰a verdade a inteligência não
se divide como a moderna psicologia a dividiu, e o correto raciocínio não deveria se
prender a tais divisões.
Mas, sabemos que na solução de problemas matemáticos, nossa mente atua de certa
forma, com lógica, onde os pensamentos são ordenados de forma racional, metódica,
pois os problemas a serem resolvidos são metódicos, ou seja, tem uma solução já
prevista, já conhecida, pode ser modificada mas será sempre a mesma, isto é, terá
sempre o mesmo propósito, é uma solução material de alguma coisa concreta.

‰a solução de problemas emocionais, psicológicos, de relacionamentos, este raciocínio,


o lógico, não serve para nada, pois estamos tratando de algo abstrato, que não
podemos pegar, algo não concreto. Deve-se então, ensinar às crianças desde cedo, o
que são sentimentos, respeito mútuo; a compreenderem suas angústias e a dos outros,
ajudá-las a saber o que são conflitos e coisas assim.

>uestão:



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âesposta:
A princípio Atividades de qualquer natureza, para o fim que você imaginar podem ser
criadas. As qualidades emocionais podem ser trabalhadas com excelentes resultados,
desde que o instrutor, conheça as características da qualidade que deseja explorar.

Podemos chamar de qualidade, o desenvolvimento pessoal da compreensão de cada


um destes estados que denominamos negativos ou indesejáveis, isto é, as angústias,
as ansiedades etc. ‰a verdade, tais sentimentos, são tratados como negativos, porque
nunca exploramos sua etiologia, ou estudamos sua morfologia e forma de ação. Desse
modo, por não sabermos como atuam, vão para sempre nos incomodar.

Assim, por exemplo, desejando o orientador desenvolver em seus educandos a


paciência, deve primeiro aprender ele mesmo sobre o que vem a ser a paciência. Feito
isso, pode criar uma atividade, onde de forma indireta, sempre em tom lúdico, possa
isso lhes ensinar.

Paciência não se aprende através de livros, mas com a compreensão do que vem a ser
este estado. Oportunamente abordaremos este assunto em nosso site, de uma forma
mais ampla, na seção intitulada:
aducação Integral, no link http://www.sitededicas.com.br/holistica_index.htm.

Fim da primeira parte.

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O processo de Criação de uma nova Atividade ou a adaptação de uma já existente é


uma verdadeira arte, onde a imaginação do autor deve fluir sem limites. Antes de
falarmos sobre este processo, precisamos entender um pouco como funciona nossa
mente que tem por padrão, o modelo analógico. Por

1 , entenda-se; nosso
pensamento, ideias, enfim nossa mente, só funciona por comparação, ou seja,
só consegue criar alguma coisa derivada de algo que já viu antes.

Isso apesar de óbvio, de ser um fato simples, pode a princípio não ser evidente para
muitas pessoas, mas explica o porquê da limitação que temos em criarmos algo novo.
É claro que não podemos fugir à regra, mas podemos nos adaptar a esse modelo e
começar a criar coisas novas mesmo que sejam baseadas em modelos já existentes.
Mas nosso objetivo aqui não é o estudo da mente, nem sobre o porquê do nosso
pensamento funcionar desse modo.

‰a maioria das vezes, o autor de uma Atividade Recreativa não consegue criar o que
tem em mente, porque fica limitado pelas suas habilidades, ou pela sua incapacidade
temporária na consecução da tarefa idealizada. Assim, por não se sentir capaz de
elaborar a tarefa que tem apenas como ideia, este a descarta prontamente. Isso é
errado, pois se ele não é capaz de realizá-la, certamente outra pessoa com as
habilidades requeridas, das quais ele se ressente, poderia fazê-la.

Assim, seu papel seria apenas ter a ideia, e a execução da mesma, ficaria a cargo de
outra pessoa com habilidade para desenvolvê-la e aplicá-la. Afinal, o mais importante
será sempre a ideia, pois a forma de como transformá-la em coisa concreta, bem que
poderia ficar a cargo de terceiros.

Isso daria ao criador de Atividades uma liberdade que ele poderia não ter antes, já que
teria liberdade para criar coisas, muito além daquelas que suas habilidades
profissionais fossem capazes de realizar. Teria ele então o papel de apenas ter ideias, e
outros as executariam. Desse modo, onde a imaginação não estaria mais limitada pelas
habilidades do autor, muita coisa nova poderia de fato surgir.

A nosso ver apenas Duas condições básicas devem servir de orientação para o
educador na hora de aplicar ou criar uma Atividade, são elas:

1.c Conhecer o valor didático da mesma, o para que serve.

2.c Saber adaptá-las às necessidades e conveniências da turma, para manter todos


interessados e sem perder o valor educacional, sem sair do foco que é o educar
divertindo.

A estas duas condições, acrescentamos duas etapas que são:

1.c Como encontrar Atividades em xotencial no ambiente, isto é, como


reconhecer no ambiente imediato, coisas que possam dar origem a Atividades.

2.c Saber medir na hora o custo-benefício de uma ideia que poderá ser
transformada em Atividade. Isto é, valorizar as ideias que possam ser aplicadas
com pouco ou nenhum custo, mas que tenham valor educativo, quer dizer, que
sejam didaticamente úteis e financeiramente viáveis.

Conclusão:
Usar a criatividade muitas vezes requer coragem, pois algumas Atividades que a
princípio se mostrem pouco promissoras, motivadas por nossas preferências, ou então
porque julgamos que o mais sofisticado ou dispendioso é sempre o melhor, pode
revelar um grande potencial oculto que inicialmente passou despercebido.

Também, devemos procurar ver sempre o poder modificador de cada tarefa. Por
modificador entendemos o seguinte: $#
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. Atribuindo um â   a uma Atividade:


Entendemos que o desenvolvimento e aplicação de uma Atividade Recreativa para um
grupo de alunos ou pessoas, necessariamente, deve obedecer a apenas um propósito
que é o de , 
, e criar, algum lastro ou fundo psicológico de valor no indivíduo.

Por 2
(1  -
, queremos dizer; Ensinar com as Atividades, de forma
divertida e cativante e nessas brincadeiras, introduzir sutilmente elementos que
trabalhem também o desenvolvimento psicológico e ético do indivíduo. Estes podem ser
valores morais, comportamentais ou capacitação para que o aluno se torne mais
questionador, curioso, um solucionador de problemas na vida adulta.

‰ão é fácil fazer tais coisas, mas, com um pouco de conhecimento da psicologia
infantil, podemos fazê-lo com relativo sucesso.

Vejamos um exemplo de uma Atividade Recreativa, onde o preceptor, baseado no


conhecimento que tem do comportamental infantil, poderia lhes ensinar de modo que
não percebessem, por exemplo, A Aprenderem a Solucionar xroblemas.

asta simples atividade ilustra este princípio de forma clara. A faixa etária é
importante mas não uma regra inflexível, vez que algumas crianças de um mesmo
grupo etário, podem ter uma percepção maior, mais desenvolvida, que lhes permitam
soluções mais rápidas, que as demais. Estas são as exceções que devem ser tratadas
como tal. ‰ão podemos ignorar as exceções, estas devem ser tratadas à parte. Se for
Déficit de aprendizado, podemos incluir o indivíduo em grupos normais; mas sendo o
caso de criança superdotada, não podemos fazer isso, pois irá limitar de forma
irremediável seu progresso.
Eles são mais ágeis no pensar e pouco pacientes com aqueles de pensamento normal
ou lento, e fazê-los pensar de forma normal ou lenta é prejudicial e inibe seu
desenvolvimento. Colocá-los em grupos semelhantes, evita que ele desenvolva o
sentimento de superioridade, que é algo natural em crianças assim, quando se
encontram em grupos de pensamento lento. Desse modo, o deslocamento para grupos
de uma mesma natureza, torna-o uma pessoa normal, pois não poderá sentir-se
melhor, superior aos outros, já que se equivalemÎ.

Uma informação importante é sobre motivação. Todos precisam de motivação para


realizar tarefas. Por motivação entenda-se, recompensa pelo dever cumprido. Assim, as
pessoas só agem se estiverem motivadas, por isso as pessoas se tornam facilmente
frustradas, pois há de chegar uma hora onde as recompensas não mais motivarão
ninguém, pelo simples fato de já terem recebido todas, sem contar que há também o
sentimento de que as recompensas podem não vir, o que vai gerar ansiedade,
angústia, etc.

Assim, nunca é demais lembrar, que as melhores atividades são aquelas que não
instigam a competição entre os envolvidos, e sim aquelas que despertem apenas o
desejo de superação individual, desafios pessoais. Estas criam no indivíduo o
sentimento de que precisam sempre, por si mesmos, superar seus próprios obstáculos
e limites, e a suposta motivação, será a de sempre poder provar para si que são
capazes de realizar algo, e não demonstrar apenas para os outros, como é o modelo
tradicional.

Sabendo o preceptor que a natureza original da criança, é o explorar por tentativa e


erro; é o tentar fazer uma coisa, mesmo errando, até que consiga acertar, Coloquemos
sobre uma mesa, três caixas de tamanhos diferentes, conforme a ilustração abaixo:

 #

     
3 Preciso carregar de uma só vez as três caixas. Sei
no entanto, que para carregar qualquer das caixas, preciso usar as duas mãos, isto é,
não posso segurar uma caixa com a mão esquerda e outra com direita, por exemplo.
Como então fazer para carregar as três ao mesmo tempo, de uma só vez ?

Claro que alguns conseguirão resolver o problema, pois há várias soluções, outros não.
Para aqueles que não conseguirem,  ~ ~  ~ as caixas
menores cabem dentro das maiores. Esta dica lhes dirá de forma indireta que poderão
refletir antes de praticarem uma ação, criando assim o primeiro sentimento, de que,
dado um problema, independente de opiniões, a análise do mesmo é necessária.

‰uma atividade assim, desenvolve-se o âaciocínio Lógico e uma Capacidade


Dedutiva que é fundamental para a solução de problemas de natureza concreta.
Trabalha-se também noções de espaço, ordem, etc. Além destas, outras qualidades
importantes que devem ser trabalhadas são: âaciocínio amocional, Coordenação
Motora e Atenção. Existem outras tantas, mas aquelas que inicialmente julg amos
mais importantes são estas. Estes aspectos, que podem ser considerados qualidades da
natureza de cada ser, podem variar de intensidade entre diferentes indivíduos.

‰um futuro trabalho, sobre A aducação Holística, falaremos em detalhes sobre estes
aspectos. Falemos brevemente sobre tais qualidades:

O desenvolver do âaciocínio amocional, faculta ao individuo o equilíbrio das


emoções, capacidade psicológica necessária para um manter-se centrado diante de
problemas de natureza não concreta. São os problemas psicológicos, os
relacionamentos, etc. São as depressões, as angústias, a falta de confiança, falta de
motivação, os conflitos existenciais dentre outros.

O desenvolver da Coordenação Motora, cria toda estrutura de que precisa o indivíduo


para entender o mundo concreto à sua volta. Aprende sobre as formas e limites,
espaço, natureza e movimento de todas as coisas que fazem parte do nosso mundo
material. Ao entender as coisas, poderá usá-las de forma consciente, sabendo o papel
de cada uma delas em sua vida e trabalho. Isso o capacita, lhe dá lastro para a solução
de problemas e confiança por sentir-se familiarizado com os diversos ambientes.

O desenvolver da Atenção, parece-nos ser o mais importante de todos, pois esta


capacita qualquer ser a perceber melhor seu mundo, a aprender de forma construtiva
com as experiências vividas, a desenvolver a serenidade, qualidade necessária para o
fluir pleno e produtivo de qualquer aprendizado. Uma correta Atenção, permite ao
indivíduo um correto agir, e cria todas as memórias que poderá usar como bagagem
para futuras aplicações. Com Atenção, todas as demais qualidades ganham em
dinamismo.

. Como adaptar uma atividade já existente para novas aplicações:


Muitas vezes uma atividade tradicional, um jogo consagrado por exemplo, pode ganhar
novas funções, diferentes da sua aplicação original.

O tradicional Jogo-da-Velha, por exemplo, pode inicialmente ser aplicado para


desenvolver a Atenção e o Raciocínio Lógico, mas se refletirmos um pouco mais
podemos lhe dar novas funções de grande valor didático, sem tirarmos no entanto seu
propósito inicial.

Podemos por exemplo, usar o tabuleiro do jogo, conforme a figura abaixo; onde
colocamos nove círculos coloridos. A tarefa do aluno seria, embaralhar os círculos, de
modo que na mesma linha, horizontal ou vertical, não se repetissem os de cores iguais.
Uma das possíveis soluções, podemos ver na figura . Podemos criar outras situações,
com outros objetos ao invés dos círculos. Podem ser formas geométricas por exemplo
e, assim poderíamos trabalhar também o conhecimento dessas formas, etc.

Existem ilimitadas formas de adaptações que podemos fazer, com todas as outras
Atividades que existem. Desse modo, podemos renovar quase todas as atividades já
tradicionais, deixando-as sempre novas, atualizadas, adaptadas às novas realidades e
c
mesmo necessidades específicas. ‰esse caso, a imaginação do preceptor será o limite. c
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Embora não sejam conhecimentos necessários à criação de atividades, as Experiências-


chaves servirão de lastro técnico para aqueles que desejam saber mais sobre a parte
científica da coisa.

São representações, concepções, que descrevem o desenvolvimento social, cognitivo e


físico das crianças na sua primeira fase de formação, entre dois e meio e 5 anos de
idade. Mas, estas concepções, podem ser livremente adaptadas para todas as faixas
etárias, e mesmo servindo como modelo para avaliação de profissionais qualificados.
Para saber mais consulte a bibliografiaÎ indicada abaixo.

Cada constatação, são em número de quatro, focaliza uma experiência que é essencial
para o desenvolvimento das capacidades que surgem nessa idade. ‰o seu conjunto, as
Experiências-chaves, proporcionam um quadro detalhado das atividades típicas das
crianças dessa faixa etária e dos tipos de conhecimentos necessários a elas. São
utilizadas pelos educadores, como guia para observarem, compreenderem e apoiarem
os interesses e capacidades das crianças, nesse período crítico de sua formação.

Estão organizadas em quatro grupos:

1.c Socialização;

2.c âepresentação (uso da memória adquirida) e Linguagem;

3.c Classificação e noções de Sequência, Números, aspaço e Tempo;

4.c Desenvolvimento Físico.

Vamos aqui descrever o significado de cada um destes tópicos e apresentar alguns


pontos importantes dentro de apenas um deles. A capacidade dedutiva do educador
pode dar forma às outras abordagens não tratadas aqui. ‰ão detalharemos em
profundidade este assunto aqui, pois foge do escopo desse curso. Disso talvez tratemos
num curso específico no futuro.

Socialização: Aqui a criança desenvolve o sentido da iniciativa e confiança em si


mesmo e nos outros. As crianças tem um intenso desejo de se relacionarem
harmoniosamente, de compartilharem suas experiências com as demais. Por isso é
comum entre elas frases do tipo: †,"
4†,

4†$"  
#"  4

É na criança, o sentimento de compartilhar seu mundo de forma gratuita com os


outros, sem competição, seu primeiro despertar de inteligência. Este tipo de
inteligência, que não é aquisição de conhecimentos, é algo intuitivo, que com o tempo é
substituído pelo desejo de dominação e poder, competição, que o meio social institui,
determina.
Linguagem e âepresentação: Ela é encorajada a falar sobre suas atividades e
realizações; sobre o que sentem e aquilo que querem, com o uso das próprias palavras.
Ao expressarem através de palavras suas experiências e sentimentos, se tornam mais
conscientes das descobertas feitas e mais capacitadas a fazer uso delas no futuro.

As Experiências-chaves de Representação, como as de Linguagem, ajudam a criança a


lembrar, reviver e aplicar o que sabem. Assim, elas podem recordar e interpretar suas
experiências através de jogos dramáticos, de desenhos, de pinturas, construindo coisas
que conhecem com blocos de madeira, barro, etc.

Classificação e Noções de Sequência, números, espaço e tempo: As crianças tem


oportunidade de utilizarem e compreenderem as relações entre as coisas do 
 3 quais as semelhanças e as diferenças entre as coisas; onde se localizam as
coisas no espaço e no tempo; como podem a partir de uma coisa dar origem à outra,
etc. É assim, descobrindo e compreendendo as coisas que fazem parte do  
que as crianças adquirem a sensação de controle sobre si e sobre seu meio.

Desenvolvimento Físico: É o desenvolver a capacidade de coordenação, consciência


do corpo e sentido de prazer físico, condições que apoiam a socialização e o processo
de aprendizagem das outras coisas. Assim, em vez de objetivos impostos pelos adultos
às crianças, pelo uso das Experiências-chaves, pode-se identificar os tipos de atividades
para as quais as crianças se sintam naturalmente atraídas.

Isso torna mais fácil aos adultos apoiarem os interesses delas e ajudarem a torná-las
conscientes do que fazem. Ao se tornarem conscientes dos seus interesses, pontos
fortes e capacidades, elas ficam mais aptas a utilizarem seus conhecimentos para
fazerem novas descobertas, isso ajuda de forma decisiv a, no seu desenvolvimento.

Eis então alguns tópicos que podem ser cobertos com as Experiências-chaves, do grupo
Socialização:

1.c Fazer e exprimir escolhas, planos e decisões.

2.c âeconhecer e resolver problemas

3.c Compreender e saber exprimir sentimentos

4.c Saber lidar com as próprias necessidades

5.c Compreender rotinas e expectativas relacionadas com eventos futuros

6.c Ter sensibilidade para os sentimentos, interesses, necessidades e


história pessoal dos outros.

7.c Saber relacionar-se com outras crianças e adultos

8.c Saber trabalhar em equipe e praticar jogos coletivos sem sentimento


de disputa

9.c Desenvolver formas para lidar com conflitos entre pessoas

10.c antender que o mundo é de todos e não exclusivamente de uma pessoa


só.

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As tarefas mais complexas para serem resolvidas, na maioria das vezes, requer uma
abordagem muito simples para sua melhor solução. ‰a criação de uma atividade
recreativa com fins didáticos, aliás, qualquer atividade recreativa deveria
necessariamente ter um fundo edificante, podemos ter boas e eficientes brincadeiras,
usando materiais mais baratos, ou substituindo outros, ou mesmo sem uso de material
algum.

‰a criação de uma Atividade recreativa com fins educativos, primeiro devemos


determinar seu objetivo, ou seja, o que pretendemos com ela, qual seu valor didático,
etc. Sem complicar muito, devemos ir direto ao nosso problema imediato.

A questão é; se quero desenvolver uma atividade para trabalhar a atenção, por


exemplo, preciso aprender eu mesmo sobre o que é a Atenção. Sabendo o que é o
astado de Atenção, posso agora criar uma atividade que melhor se adapte ao perfil
dos meus filhos ou alunos.

Isso é muito simples, conhecendo bem o assunto que desejo explorar, conhecendo seu
mecanismo de ação no ser humano, sabendo como é a sua natureza, torna-se muito
mais fácil para mim, entender como as pessoas à minha volta interagem como o
mesmo. Assim, poderei criar meu próprio modelo de abordagem, uma forma eficaz, e
assim através de uma atividade qualquer bem direcionada, cultivar este estado em
outros.

Essa regra vale para todas as coisas em nossa vida e não apenas para a criação de
Atividades Didáticas.

Conclusão:
Uma Atividade lúdica deve primeiro ter seu objetivo claramente definido, depois disso
deve-se procurar qual a melhor ferramenta que será usada para atingir este objetivo.
Vale salientar que orientar para dar lastro à compreensão das coisas, qualquer que
seja, isso em todas as atividades que venha a desenvolver o aspecto psicológico, é a
principal ênfase.

Isto é, através de brincadeiras, vou criar em meus filhos ou alunos, condições


psicológicas adequadas para que possam entender e enfrentar o mundo que eles tem
diante de si. Isto de certo modo é criar um condicionamento, mas nesse caso, um
condicionamento necessário e positivo. Isso significa que, se quero criar em filhos
ou alunos o gosto pela leitura, devo primeiro entender a razão pela qual eles
não gostam de ler, a seguir aprender sobre técnicas que estimulam esse
hábito.

Se quero ser mais efetivo ainda na minha abordagem, peculiar, pois a estou criando
com um propósito específico, devo refletir assim: <Ô Ô    
~ ~
  {   Posso simplesmente perguntar a elas, ou
então estudar um pouco sobre isso. Falaremos um pouco mais sobre isso adiante.

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antendendo um pouco mais sobre a ação de uma Atividade:

Vamos falar sobre Atividades recreativas que estimulem o desenvolvimento mais


necessário, pelo menos a nosso ver, nas crianças ou mesmo adultos de qualquer faixa
etária. Claro que a abordagem usada com uma criança precisa de um pouco de
adaptação para ter o efeito desejado também num adulto.

Uma criança que logo se tornará adulto e terá um mundo de problemas à sua frente,
precisa de ferramentas, tanto a nível físico, as habilidades manuais por exemplo, e
mais a nível psicológico, para enfrentar esse mundo. Claro que não existe uma
separação entre os níveis físico e psicológico, são os dois uma coisa só, mas essa
abordagem não faremos nesse curso simples.

As habilidades que precisa desenvolver e cultivar são aquelas que permitam a ela
ganhar confiança em si, criar independência, e que lhe permita, resolver por si só,
todos seus problemas imediatos, à medida que forem surgindo em sua vida.

Importante:
Desde cedo as crianças precisam ser instruídas, conscientizadas, da necessidade de
resolverem seus problemas imediatamente, à medida que forem surgindo. Problemas
acumulados, dificilmente são resolvidos, e um problema acumulado, torna-se em breve
muitos problemas.

Para isso, ela precisa desenvolver a Atenção, o Raciocínio Lógico, a Coordenação e


Habilidade Motora e a Sensibilidade. Os demais estados como, Capacidade Visual,
Artística, Emocional, e outros tantos, consideramos extensões, desdobramentos, destes
já citados.

Supondo então que se queira trabalhar a Atenção e ao mesmo tempo a Capacidade de


Raciocínio Lógico de um grupo de crianças. Podemos criar duas situações de uma
mesma Atividade, onde numa situação não usaremos material algum, enquanto que em
outra, vamos usar um mínimo apenas.
‰esse caso, podemos classificar do seguinte modo: na primeira situação sem material,
seria um estágio mais avançado da Atividade, para quando o grupo já tivesse adquirido
habilidade; enquanto que no outro com o emprego de material mínimo, poderíamos
considerar como um estágio inicial, um grupo de crianças com pouca experiência em
brincadeiras, por exemplo.

Descrição da Atividade sem Uso de Material:


Esta atividade, mesmo parecendo boba num primeiro momento, é de grande valor para
se trabalhar, a Lógica básica e avançada, a Atenção, a Capacidade de Solucionar
Problemas Complexos, a Coordenação de Idéias, a Criatividade, etc., e ainda, dará ao
participante uma grande autoconfiança.

1.c O pai ou professor, escolhe uma palavra qualquer e a partir dessa palavra,
pede para a criança criar uma história, cujo final deverá necessariamente
terminar com a palavra sugerida. Mas aí existem algumas regras.

Por exemplo, a palavra não pode ser a mesma dada, e sim uma composição de
uma ou mais palavras, que quando juntas, agrupadas, a formem. Isto é mais
ou menos assim: sendo a palavra sugerida, por exemplo, JOGADOâ. Poderia a
história culminar com as palavras, JOGA e DOâ.

Uma observação importante é que, as palavras que formam a palavra chave


sugerida, não precisam ser formadas pela grafia precisa como no exemplo
mostrado. Pode ser também pela entonação silábica da mesma, ou seja,
formada por palavras, cuja entonação quando pronunciadas, fonéticamente
sejam semelhantes.

2.c Exemplo, vamos escolher as palavras, MACACO e xNaU. Veremos duas


histórias. ‰a primeira a palavra chave é formada por duas outras, e na seguinte
a palavra chave é formada por palavras diferentes, mas cuja entonação, ao
pronunciá-las sugerem o vocábulo escolhido. Os exemplos a seguir, servem
como guia para o orientador usar como explicação inicial entre os alunos. Pode
ser outro exemplo qualquer, este é apenas uma sugestão.

1.c História exemplo :


Duas palavras formam a palavra chave:

†,


 
"

 #


w{
+ 






 "
 



 

 "

 
'
 # 
  
 #  3w{
 



 
  3{<4

2.c História exemplo :


Duas palavras formam a palavra chave pela entonação:

†


 

   

 #


‰a<#  
3-' 

#" /$"
 
 3*

#/, 
  # 3$"
 ‰a< 

Obs:. A palavra PI, se refere ao termo matemático específico.


Descrição da Atividade com Uso de Material Mínimo:

‰o mesmo exemplo acima, o professor ou coordenador da atividade, pode criar


cartões com algumas palavras pré-selecionadas escritas neles. Pode-se por
exemplo, criar grupos de cartões com nomes de animais, objetos pessoais,
nome de pessoas, etc. Os cartões podem ser numerados e colocados virados
para baixo. A seguir um aluno deve escolher um número, a palavra então deve
ser lida e em seguida ele criará a história especifica. Ao invés de palavras
podem ser frases pequenas, etc.

É claro que a ideia por trás disso não é uma disputa, mas avaliar a capacidade
de concatenar idéias, e as habilidades criativas de cada aluno. Com isso o
orientador pode conhecer melhor todos eles e trabalhar os pontos que julgue
necessários para suprir eventuais deficiências, que a seu ver possuam.

Pode-se avaliar por exemplo, a forma como a história é elaborada, a forma de


expressão do aluno, a clareza na dicção, vocabulário, etc.

Este exercício cria no aluno ou praticante, uma dinâmica de pensar


absolutamente diferente do convencional, um pensamento mais ágil, maior
capacidade de argumentação, uma capacidade de abstração bem desenvolvida
sem dúvida.

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Sobre Materiais e Atividades:

A improvisação de materiais, ou uso de novos, podem transformar atividades já


consagradas em novas, de um modo muito simples.

Podemos por exemplo substituir um dado, que é usado em muitas atividades


recreativas, por sementes de feijão. Primeiro pega-se 3 caroços e corta-os ao meio,
conforme pode ser visto na figura . Então teremos seis peças que podem substituir
os dados.

A forma de usar é a seguinte: primeiro junta-se as seis metades da semente numa das
mãos. Deverão em seguida ser jogadas no chão ou em um tabuleiro. O resultado será
interpretado do seguinte modo: Conta-se só as sementes ou viradas com a parte da
casca para cima, ou aquelas com a parte branca para cima. Então é só contar quantos
pontos foram obtidos. axemplo: cinco com casca para cima, é igual a cinco pontos,
como seria com o dado. Seis viradas com a parte branca para cima, igual a zero, ou
daria direito a uma nova tentativa.
‰a figura podemos ver três pontos.

Este simples fato de trocarmos os dados por sementes de feijão, ou outra qualquer, dá
uma nova dinâmica ao jogo, ou atividade, que seriam jogados com os tradicionais
dados. Isso porque o jogador terá que desenvolver sua própria técnica de arremessar
as sementes, o que exigirá do mesmo mais atenção, melhor coordenação motora,
maior empenho como participante, o que sem dúvida trará mais diversão e atração à
brincadeira.

Outra atividade que podemos improvisar com materiais novos, ou alternativos, são os
chamados jogos de memória. ‰essa categoria de atividade, podemos criar as mais
variadas brincadeiras, usando materiais simples tais como, papelão usado recortado em
quadrados, tampas de refrigerantes, embalagens de ovos, etc.

Podemos ainda alterar um pouco a brincadeira, mudando dos tradicionais pares ocultos,
para, por exemplo, a formação de palavras, de grupos de cores, figuras e suas
silhuetas, nome do objeto formando par com a ilustração que o mesmo representa,
partes de um objeto que se completam, palavras em inglês formando par com a
tradução, etc. Uma atividade desse tipo, se bem explorada, pode render excelentes
resultados quase sem custo algum, exceto um pouco de mão de obra.

Podemos também sem custo algum, a não ser o próprio material didático, trabalhar de
forma bastante eficaz a criatividade da turma, pedindo-lhes para que, dado um
problema qualquer, apresentem de forma escrita, sua própria solução.

Isso vai desenvolver a atenção, clareza de expressão, capacidade de lidar com


problemas, e muitas outras qualidades onde o raciocínio emocional e seu oposto a
lógica, atuem de forma intensa. Exemplo, poderíamos perguntar para uma turma:
† ~   
~  

Os problemas apresentados podem ser de qualquer natureza, e tão diversos quanto à


criatividade do coordenador permitir. A própria atividade pode sugerir outras variações
desta, etc.

Definir o espaço e Selecionar os Materiais:

É importante planejar o ambiente onde serão realizadas as Atividades, desse modo,


quando em local interno, a sala deve ser dividida em áreas bem definidas. Os limites
das áreas devem estar marcados de forma clara e visível, com móveis, paredes,
estantes, divisórias, marcações no chão, etc.

Os nomes das áreas, na medida do possível, devem ser compreensíveis às crianças,


num vocabulário que sejam capazes de entender. Assim, por exemplo, deve-se usar a
expressão: †área de subir e descer´, ao invés de: †área de atividade de
coordenação motora´.

Áreas de atividades relacionadas devem ser colocadas lado a lado. Também devem ter
espaço suficiente para uma livre circulação das crianças.

Os Materiais de Uso aberto encorajam a criatividade e a procura por soluções


inteligentes dos problemas.

1.c Os materiais de uso aberto são aqueles que podem ser utilizados de várias
maneiras. Blocos, papel, cartões, tubos (o miolo) de rolos de papel, tais como
guardanapos e higiênicos. Ainda, palitos de fósforo, cola, fitas adesivas
transparentes e opacas, caixas de todos os tamanhos, pedaços de madeira
recortados em pequenos blocos, cordões coloridos, são alguns exemplos de
materiais de uso livre.

2.c Pode-se incluir nessa categoria, os Legos e outros jogos de montar com os
quais se podem fazer objetos de acordo com a imaginação de cada um.

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A criação de um Jogo ou Atividade deve obedecer a alguns critérios, que são as regras,
os objetivos, os materiais necessários para sua execução e se possível, um roteiro que
nos permita avaliar sua eficácia como ferramenta didática.

Se crio uma atividade lúdica, devo saber pelo menos para que serve, pois no mínimo,
mesmo que não tenha valor didático algum, deve servir como distração, algo que
proporciona prazer às pessoas.

Uma atividade que pretende apenas distrair, sem educar, não serve para nosso
propósito, mas é impossível existir uma atividade, qualquer que seja, da qual não
possamos extrair algum benefício educacional. Conhecer um pouco sobre
comportamento pode nos ajudar a definir o fim mais apropriado para certas
brincadeiras ou jogos, seu valor educativo, a que público se destina, qual a situação
mais adequada à sua aplicação.

Um jogo ou atividade, com fins didáticos ou não, tem como objetivo entreter seu
praticante, tomar sua atenção, proporcionar-lhe satisfação. ‰o caso de um jogo ou
atividade com natureza de jogo, a atenção e entretenimento do praticante, se dará
ante o desafio que este terá pela frente.

Assim, a sensação de bem estar que surge com o vencer, superar aquele desafio, será
a motivação da qual precisará o indivíduo para praticá-la. É próprio da natureza
humana enfrentar desafios e superá-los, isso nos proporciona grande conforto,
segurança e autoconfiança. Disso tudo deve estar ciente o preceptor ou responsável
pela implementação de um jogo ou atividade didática.
Conclusão:

A abordagem didática depende muito do preceptor, assim, qualquer atividade do nosso


dia-a-dia, pode sem dúvida se tornar uma brincadeira com real teor educativo. Tome-
se, por exemplo, o ato de trocar de roupa.

Desejando o preceptor 

#
 a atenção do grupo, pode pedir-lhes para que
contem, por exemplo, quantas vezes se olham no espelho, ou quais as etapas de uma
muda de roupa completa, ou ainda quantos minutos levam para fazer isto, etc.

A partir disso pode-se fazer uma avaliação de como anda a atenção de cada um,
sempre que executam as tarefas normais do dia a dia. E, no ato de almoçar, é possível
contar quantas vezes mastigamos cada porção de alimento, nas diversas situações do
nosso dia-a-dia, tais como; café da manhã, almoço, jantar, lanche na cantina da escola
ou na rua e outros?

Como podemos ver, nossa imaginação é a única coisa que nos limita ao criarmos
atividades com algum propósito didático.

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Um Jogo, uma atividade, qualquer que seja, pretende distrair seu praticante, nada
além disso. Mas, se pudermos tirar dessa distração algum proveito didático, teremos
encontrado o meio perfeito de educar, de instruir, de criar comportamentos sociais
éticos, de formar uma forte e equilibrada psique em nossos filhos e alunos.

Um jogo deve ter mais ou menos os elementos que detalhamos abaixo. Entendemos
que estes itens podem variar de acordo com a abordagem pretendida ou conforme o
autor determine, mas, com os itens aqui apresentados, conseguimos até hoje, depois
de mais de 20 anos de prática, realizar todas as tarefas que tínhamos em pauta como
ideias.

1.c Definição do tipo de Jogo ou Atividade, sua natureza, descrição,


objetivo, etc.

1.c Jogos de salão, ao ar livre, etc. Classificação de acordo com o objetivo


pretendido. Isto é, se estimula, ou desenvolve a Atenção, a Lógica,
‰oção Espacial, Coordenação motora, etc.

1.c São ainda, Jogos dramáticos ± fingir cenas ou situações


cotidianas.
2.c Construção ± Usar materiais para fazer objetos, algumas vezes
para fazer os Jogos dramáticos, outras vezes sem aplicação
pré-determinada.
3.c Jogos de exploração ± Explorar as possibilidades dos materiais
e dos processos, dos ambientes, de situações, etc.
4.c Jogos diversos ± Jogos de tabuleiro, de cartas , de ação e
outros jogos com regras.

2.c Devem-se descrever detalhadamente todos os aspectos referentes ao


seu conteúdo, à sua aplicação, desenvolvimento, acompanhamento
etc. Deve-se descrever também, número mínimo e máximo de
participantes e modelo de aferição de resultados.

2.c xúblico alvo e faixa etária desse público bem definida.

1.c Detalha-se à quais faixas etárias se destina, assim como, se pode ser
jogado individualmente ou em grupo; se grupos mistos, heterogêneos,
etc.

3.c âegras claras de como jogá-lo.

1.c As regras de como jogar devem ser claras, tanto para os participantes
quanto para o orientador que se encarregará de conduzir a atividade.

4.c âelação de materiais.

1.c São os objetos necessários para o desenvolvimento da atividade. Isto


é, brinquedos tais como, bolas de gude, corda de pular, bola
tradicional, etc., para atividades ao ar livre; ou os itens para aplicações
em ambiente fechado, tais como tabuleiros de damas, xadrez e outros.

2.c Também relacionamos os materiais como cartolinas, lápis de pintar,


tintas, pincéis, colas e outros itens dessa natureza, quando se tiver a
pretensão de criar os próprios objetos que serão usados na brincadeira.

5.c Ter um ou vários desafios a serem superados pelo jogador,


participante.

1.c Pelo menos um desafio deve ter a atividade como objetivo, pois um
dos principais fatores de motivação para os participantes, deve ser a
superação de obstáculos de qualquer natureza.

6.c Ser capaz de prender à atenção dos jogadores; agradável de jogar.

1.c Sendo uma atividade da qual os participantes gostem, certamente que


terá maiores chances de êxito e durabilidade.

7.c No caso dos didáticos; objetivo educativo bem claro, meios de aferir se
os benefícios propostos estão sendo atingidos e versatilidade para
adaptá-los a grupos heterogêneos, mistos, etc.

1.c Um meio de aferir se os objetivos propostos foram alcançados, é criar


uma planilha simples com os seguintes tópicos:

1.c ‰ome da atividade, duração, periodicidade, quantidade de


alunos, horário da realização, nível de interesse antes e depois
(pode-se ver isso pela atenção da criança à atividade durante
toda sua evolução).

2.c Deve-se também elaborar testes. Por exemplo, se for uma


atividade que estimule à alfabetização, para verificar se as
crianças estão aprendendo ou não. Pode-se usar como modelo
de aferição o tempo médio gasto com o método tradicional de
alfabetização, em comparação com o novo. O nível de interesse
pela leitura, a fluidez no interpretar textos, também podem ser
indicativos de que a atividade é eficaz.

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Vamos então simular a criação de um jogo/atividade, onde todos os elementos de um


jogo estarão presentes e complementando, um modo simples de aferir sua eficácia.

Exemplo da criação de um Jogo simples, com todos os elementos presentes.

1.c Nome do Jogo: Objeto oculto ou misterioso.

2.c Tipo de Jogo: Jogo de tabuleiro


3.c Material: O tabuleiro pode ser apenas marcado no chão com giz, ou pode ser
de cartolina, assim como os cartões. Os desenhos podem ser recortes de
revistas ou impressos depois de criados em computador. Também podem ser
desenhados com canetas hidrográficas coloridas.

4.c Ambiente: Ao ar livre, sala de aula, sala de reunião ou estar.

5.c Descrição: Jogo composto por um tabuleiro quadrado conforme figura abaixo,
onde serão colocados pequenos cartões quadrados com ilustrações. As
ilustrações podem ser substituídas por cores variadas. As ilustrações poderão
ser motivos temáticos. Exemplo, animais, objetos da casa, da escola, etc. A
quantidade de cartões pode variar conforme a faixa etária dos participantes, ou
nível de dificuldade pretendido.

6.c Número de participantes por vez: De 1 a 6. Pode ser jogado aos pares.
Crianças maiores poderão jogar sozinhas e as menores com o apoio do
orientador.

7.c Objetivo: O participante deve descobrir pelas pistas do orientador, que figura
foi removida do tabuleiro. Mede-se assim o nível de atenção do jogador e sua
capacidade de entender as pistas dadas.

8.c Forma de execução: As ilustrações em cartões serão colocados sobre o


tabuleiro virados para cima, de modo que se possa ver os desenhos. Pode-se
iniciar com 4 quadrados e ir aumentando de número à medida que o nível de
dificuldade do jogo for aumentando. O orientador então pede para que fechem
os olhos, removerá a figura e dará a pista para todos. Por exemplo, sendo a
figura de um carro, o orientador pode dizer: ,






 Desejando tornar mais difícil a pista, ele pode, dizer: 6


"







9.c Variações: Ao invés de retirar uma figura, pode-se acrescentar uma que não
estava presente antes. Pode-se ainda, pedir que as crianças escolham uma
figura e elas mesmas dêem as pistas para que o orientador descubra qual foi.
Isso certamente vai aumentar o nível de interesse delas pelo jogo e fazê-las se
sentirem mais importantes e confiantes. Pode-se ainda, através de pistas, pedir
para que elas descubram sobre que figura o orientador está falando, sem que
ela seja retirada do tabuleiro. ‰esse caso, as pistas podem ser progressivas.
Por exemplo, ele fará um comentário, referindo-se a uma bola: †,
 
"


4 Pode-se depois ir acrescentando, †
 
7


  7   
  4

10.c Benefícios esperados da atividade: Desenvolver o nível de atenção e


concentração, observação, discriminação visual, construção da memória,
capacidade lógica e dedutiva, etc. Com o despertar da atenção a criança se
torna mais confiante e segura de seus atos. A prática da lógica, vai lhe
proporcionar a capacidade de concatenar idéias e resolver problemas
complexos. Como podemos ver os benefícios são muitos, mesmo sendo apenas
uma atividade bem simples.

11.c Modo de avaliação: ‰ão deve haver a intenção de competição entre os


participantes , por isso o orientador deve definir critérios onde eles não se
sintam, nem superiores, nem inferiores uns diante dos outros. Assim, o
orientador deve direcionar as perguntas diretamente às crianças, se sentir que
algumas se destacam mais que outras. Deve então, cuidar para que as crianças
sempre acertem e os critérios de avaliação, serão subjetivos, ou seja, apenas o
orientador saberá quem se destacou mais ou menos. Quem se destaca mais,
será mais exigido e os demais serão mais ³ajudados´. Isso dará uma idéia de
nivelamento ao grupo e todos se sentirão iguais e confortáveis por estarem ali.

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Uma das maiores dificuldades para criação ou aplicação de uma Atividade/Jogo é sem
dúvida o material, isso devido ao custo muitas vezes elevado, o que muitas vezes torna
uma aplicação inviável. Ocorre muitas vezes da impossibilidade do uso do material
recomendado, também pela indisponibilidade do mesmo. ‰esses casos a substituição e
mesmo a completa adaptação dos materiais disponíveis, deve ser a solução.

Desse modo, acreditamos que qualquer atividade recreativa possa ser desenvolvida
apenas com os materiais disponíveis naquele momento, ou mesmo sem o uso de
nenhum deles. Para isso precisamos praticar um pouco nossa criatividade e flexibilidade
pessoal. ‰a maioria das vezes, basta que olhemos uma mesma coisa de um ângulo
diferenciado, e pronto, lá está à solução.

Vamos tratar desse assunto nesse tema e aos poucos, aprenderemos como muitas
vezes, o problema está em nossos preconceitos e códigos pessoais, nossa
inflexibilidade e resistência às mudanças.

Conclusão:
Podemos adaptar a maioria das brincadeiras infantis, para que possamos realizá-las, ou
com materias reciclados ou sem nenhum material. É um mito acharmos que a
qualidade da brincadeira ou atividade recreativa depende da sofisticação do material
usado.

A qualidade depende sim, da abordagem que vamos dar a ela, de como a


interpretamos e de como a aplicamos. Há uma lenda muito antiga, que retrata
exatamente o modo como podemos usar as circunstâncias, qualquer que seja, e dar a
elas valor educacional de verdade.

Dizia-se, que um mestre de grande sabedoria, certa manhã, ao reunir seus alunos no
pátio da escola para uma atividade onde seria trabalhada a atenção, disse-lhes
apontando para um pequeno pássaro que cantava alegremente no jardim:†*"
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Como podemos ver, uma atividade pode ser criada a partir de qualquer coisa, e se
refletirmos com uma mente aberta, teremos em mãos uma fonte tão rica e abundante
de recursos para nossas aplicações, que nosso principal problema pode ser a partir de
então, o da escolha dentre tantas opções.

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Uma observação que se faz necessária agora, é que muitas vezes não vamos precisar
de material algum para criar e realizar atividades recreativas, podendo usar para isso
apenas cadernos ou folhas de papel, e muitas vezes nem isso.

Mas para aquelas que requeiram materiais, uma idéia interessante é criar um depósito
para os objetos destinados à uso em atividades recreativas. Esse depósito, pode ser
uma sala inteira ou um espaço dentro de uma sala. Deve então ser organizado por
tipos de materiais, em prateleiras ou caixas.

Eis alguns itens que podem ser utilizados como materiais. Esta lista são de materiais
que podem ser reciclados e por isso sem custo algum. Por exemplo:

1.c Papéis usados diversos, tais como de embrulho ou embalagens de presentes,


que podem ser utilizados para confecção de mosaicos, para encapar caixas
dando-lhes um aspecto mais artístico, para confecção de bandeiras para feiras
de ciências ou outras festividades, etc.
2.c Folhas de calendários de parede em cartolina ou papel groso, cujo verso pode
ser utilizado para desenhar; para confecção de quadros de aviso, cartazes,
fichas de identificação de várias naturezas, de tabuleiros para jogos, etc.

3.c Folhas de papel impressas de um só lado, que podem ser utilizadas para
confecção de blocos de rascunho ou para desenhar, ou mesmo reutilização na
impressão.

4.c Folhas de papelão recortadas de embalagens diversas, para criar formas, tais
como círculos, triângulos, quadrados, etc., e para outros fins;

5.c Revistas e Jornais usados para recortar figuras e para a confecção de tiras de
papel, e outros recortes usados em várias atividades.

6.c Embalagens de isopor que acondicionam equipamentos eletrônicos, que podem


ser utilizados para confecção de pequenos objetos, tais como tijolinhos e outras
formas para jogos de montar, maquetes, etc.

7.c Caixas de isopor de embalagens, de ovos ou frutas e outros, que podem ser
usadas para fazer recipientes usados em pintura, copinhos, etc.

8.c Tampas de plástico de cores diversas, de refrigerantes por exemplo, que podem
ser usadas para jogos de tabuleiro, tais como damas, xadrez, jogos de
memória, e muitas outras atividades.

9.c Roupas usadas que poderão ser recortadas em retalhos de diversos formatos,
cores e estampas diferentes,

10.c Retalhos de sobras de tecidos,

11.c Copos descartáveis de plástico ou papelão,

12.c Caixinhas de diversos formatos, tais como de sabonetes, remédios, perfumes,


sapatos, brinquedos, fósforos, que podem ser usadas em quase todas as
atividades, como confecção de casinhas, de cenários, de maquetes, etc.

13.c Pedaços de madeira que poderão ser recortados em tamanhos e formatos


diferentes para jogos de montar, maquetes, etc.

14.c Cotos de velas usadas que poderão ser usados como uma cola simples
improvisada, para confecção de pequenas figuras artísticas, etc.

15.c Palitos usados de fósforos e picolés, para jogos de montar, maquetes, etc.

16.c Pedrinhas de diversas formas, cores e tamanhos, os chamados seixos, para


jogos de tabuleiros e muitas outras brincadeiras.

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Por outro lado, é necessário que também tenhamos um depósito de materiais novos,
que podem ser obtidos com baixo custo e que podem servir de matéria prima para a
construção, confecção de outros itens, que serão utilizados em muitas atividades.

Eis uma lista parcial:

1.c Folhas de isopor de diversas espessuras e tamanhos, para confecção de


tabuleiros, caixas, e um número sem fim de objetos.

2.c Folhas de papel coloridos e branco

3.c Cartolinas coloridas e brancas

4.c Cola branca

5.c Tintas guache e acrílica e pincéis.

6.c Anilina de diversas cores

7.c Papel ofício e papel jornal

8.c Fita adesiva transparente e opaca

9.c Grampeador, tesoura, etc.

10.c Copinhos descartáveis de tamanhos diversos

11.c Lápis hidrocor

12.c Lápis de cores

13.c Giz de Cera colorido,

14.c Bolinhas de isopor de diversos tamanhos, etc.

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Vamos descrever uma atividade tradicional e os materiais empregados na mesma, e a
seguir vamos elaborar a mesma atividade com materiais alternativos.

Por exemplo, vamos criar uma Atividade, baseada no tradicional Jogo de Damas, onde
o material necessário, seria um tabuleiro, um modelo comum encontrado em lojas de
jogos.

Dependendo da qualidade, tamanho ou material do qual o mesmo seja confeccionado,


o custo pode até ser bastante dispendioso. Mas, supondo que no momentonão temos
como dispor desse material, ou por falta de recursos, ou por dificuldade em encontrá-lo
no mercado, etc.

‰um caso assim, teríamos que improvisar com aquilo que temos em mãos, e isso
poderia muito bem ser feito com material reciclado, com custo apenas da mão de obra
empregada. Fora um pouco de tinta, basicamente seria esse o gasto que teríamos.

O tabuleiro poderia ser feito de papelão, reciclado ou novo. O traçado quadriculado


onde as peças são posicionadas, poderia ser desenhado e pintado comcaneta, grafite,
lápis de cor, giz de cera, guache, anilina, etc., e as pedrinhas substituídas por tampas
de refrigerante, remédios, seixos, sementes, etc.

Podemos ainda diversificar, criando novas atividades em cima deste jogo tradicional.

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Vejamos as figuras abaixo. ‰a primeira figura, vemos uma seta indicando um ponto de
partida e no canto inferior direito um X indicando o ponto de chegada.

O objetivo do jogo é simples. O jogador deve sair da casa inicial, assinalada com a seta
e ir pulando de casa em casa, na direção conforme mostram as setas dentro das casas
na segunda figura, até chegar a casa no canto inferior direito assinalada pela letra X.
Desenvolvimento e regras do Jogo:
O orientador confeccionará vários cartões com perguntas, podem ser sobre assuntos
gerais ou versando sobre um tema específico que deseje explorar naquele momento, e
irá colocá-los numa caixa ou saco plástico.

O jogador só poderá avançar para a casa seguinte, aquela que ele escolher, se
responder corretamente à questão que será retirada da caixa. Caso ele não acerte, a
casa será anulada, ou seja, não se poderá mais passar por ela, devendo então ele
escolher outro caminho. Se o jogador ficar sem saída, pela quantidade de erros, cederá
o lugar a outro jogador que reiniciará a partida.

Também podemos fazer esta brincadeira usando operações matemáticas básicas, ou


mais complexas, problemas de lógica, e para crianças menores, identificar as figuras,
nomes associados à figuras, etc.

Essa atividade pode ser jogada também por equipes. Vence o jogador ou equipe que
chegar no objetivo percorrendo menos casas.

ais outro exemplo de uma brincadeira muito comum que podemos improvisar
usando apenas os materiais disponíveis e reciclados, sem custo algum, e possivelmente
teremos um diferencial que pode até valorizar ainda mais a brincadeira.

É o jogo de bolinhas de gude. ‰ormalmente este jogo é para ser praticado ao ar livre,
em chãos de terra, mas que pode ser adaptado para ser realizado em áreas internas,
sendo necessário apenas uma superfície plana.

Assim, tendo-se uma área que pode ser um salão, uma sala, ou mesmo uma área de
corredor, vamos substituir as bolinhas por tampas de refrigerante.

O modo de arremessar, com os dedos, são idênticos ao usado com as bolas de gude. O
objetivo também é o mesmo, acertar as outras tampas assim como seriam com as
bolinhas de gude.

Desejando os jogadores que as tampas fiquem mais pesadas, pode-se enche-las com
cascas de laranja recortadas, argila, massa de trigo embebida em água, miolo de pão,
sabão em barras, etc.

Vide a figura acima. ‰a primeira figura vemos a tampinha vazia e na seguinte temos a
mesma tampinha com enchimento.

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O computador pode, se bem utilizado, tornar-se uma ferramenta excepcional na criação


de atividades didáticas. Mas, como toda ferramenta auxiliar é preciso conhecer suas
potencialidades, o que ele tem para nos oferecer.

Um orientador não tem a obrigação de se tornar uma autoridade no uso do


computador. Mas, ao menos deve saber operá-lo, e isto vai um pouco além, do simples
ligar e desligar. Então, qual seria a função do computador nas mãos de um pai ou
professor? Vejamos para que primariamente ele serve.

Sabemos o que é uma atividade didática ou recreativa, afinal existem tantas que mal
conseguimos enumerá-las. Ao longo dos anos centenas foram criadas, readaptadas e
modificadas, conforme a cultura ou situação aonde a mesma viesse a ser aplicada.

Refletindo um pouco mais, vamos ver que muitas dessas atividades, apesar de ainda
serem utilizadas, embora levemente modificadas, se mantém fiéis à época e materiais
com os quais foram concebidas.

Por exemplo, o recurso de desenhar e pintar, que antes carecia de papel, lápis e tinta,
sempre, em todos os tempos, foi uma das mais usadas e com maior potencial de
cativar os participantes, afinal que criança não gosta de desenhar ou rabiscar a esmo?

Sabemos bem dos seus inúmeros benefícios didáticos, que vai muito além da simples
distração peculiar ao ato de desenhar e pintar. Veremos como, dentre outras coisas, o
computador pode, por exemplo, ampliar este potencial, dar-lhe novas perspectivas.

Conclusão:
Antes de tudo devemos ter em mente que, o ato de criar alguma coisa, nada mais é
que modificar algo que já existe para melhor nos atender. Se observarmos com
cuidado, vamos ver que todas nossas ideias, quaisquer que sejam, se baseiam em algo
que já conhecemos, assim não podemos usar o termo criar, no máximo adaptar.

Criar seria uma condição onde nada existisse, o que não é nosso caso. Desse modo,
cientes de que não vamos partir do zero, em momento algum, vamos ter mais
liberdade para ³criar´ nossas atividades.
Com imaginação, mesmo que não seja uma autoridade em informática, pais e
educadores, podem ter no computador, um respeitável aliado para apoiar sua prática
didática, transformando mesmo suas aulas e exposições em divertidas e atraentes
aventuras lúdicas.

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xara que Serve o Computador:


‰ão pretendemos explicar todo potencial e inegável utilidade do computador em nossas
vidas, que deixou de ser apenas um sofisticado instrumento antes restrito às áreas da
pesquisa científica, tornando-se um item necessário à toda sociedade, pois vamos
tratar apenas do seu inicial uso como ferramenta paradidática.

Em nosso caso particular, ele nos permitirá, criar aulas mais dinâmicas e interessantes,
uma vez que seu apelo junto às crianças é muito grande. Podemos com pouco ou
nenhum recurso, criar material didático, não para um ano letivo, mas para vários.

Dentro dos limites do bom senso, já que tudo em excesso é nocivo, podemos alternar
seu uso às práticas docentes normais. Ele será apenas um ingrediente, um trunfo de
forte apelo emocional para todo o grupo, e poderá ser usado até como recurso
estratégico, quando quisermos, por exemplo, acalmar um grupo mais agitado.

Sua aplicabilidade é muito vasta. Podemos transformá-lo num professor virtual, numa
lousa sofisticada e com mais recursos que a tradicional, e assim por diante. Mas ele de
modo algum poderá um dia substituir um mestre educador. Tornar-se-á será no
entanto, o complemento ideal, o melhor amigo deste, desde que bem explorado e
utilizado.

axemplos Simples de Utilização:


‰ormalmente para nós, a palavra simples, quer significar algo sem valor, algo não
eficaz, pois fomos erradamente condicionados para seguir sem questionar o sofisticado,
como se a palavra fosse capaz de atestar por si o real valor de qualquer coisa. Caro
então passa a significar "qualidade", por isso aquilo que é chamado de simples parece
não ter valor.

Aula de Coordenação Motora:


Sabemos que a prática da coordenação motora, desenvolve no praticante muitas
habilidades além da simples capacidade de saber manusear um objeto qualquer.
Desenvolve sua noção de espaço, estética e lógica visual; criatividade, suas habilidades
tácteis, sua autoconfiança, seu senso de direção. Revela sua personalidade em muitos
aspectos, revela potenciais ocultos normalmente invisíveis aos educadores, etc.

‰a prática normal, no dia a dia de um educador, sabemos que tal atividade, não é uma
das preferidas da turma. Mas com o advento do computador, a coisa muda
dramaticamente de posição, e pode se tornar uma das mais cativantes e disputadas
tarefas da pauta escolar.

Precisamos de uma ferramenta simples que vem em todo computador. ‰o Windows ela
chama-se xaint ou xaintbrush; na família Linux, ele chama-se Tux-xaint, e pode
ser conseguido na Internet através do link abaixo.
http://www.newbreedsoftware.com/tuxpaint/download/

É um programa muito simples para desenhar e pintar formas geométricas ou abstratas,


e outros objetos.

Cada pai ou educador, para aprender a usá-lo, acreditem, não levarão mais que uma
hora. Depois de encontrado no computador, ao acioná-lo, executá-lo é o termo, uma
tela semelhante a que vemos abaixo irá aparecer.

Como podemos ver, no painel à esquerda da tela, existem vários objetos, que são na
verdade botões acionáveis a um clique do mouse , como lápis, pincel, formas
geométricas, lata de tinta, etc.

‰o rodapé, vemos um painel com quadrinhos coloridos, e no centro da tela, um espaço


vazio lembrando uma folha de papel em branco. E ele é exatamente isso, uma folha em
branco pronta para nela desenharmos.

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Clicando com o mouse sobre o botão do círculo em destaque na figura, estaremos


escolhendo o objeto pincel. Seguindo a sequência numérica indicada na figura abaixo,
vamos escolher a espessura do traço e cor da tinta que terá este pincel.

Depois vemos alguns rabiscos no centro da tela, conseguidos com este pincel. Para
desenhar é simples. Basta deslocar o ponteiro do mouse para o centro da tela em
branco, e segurando sem soltar o botão esquerdo (o mesmo que usamos para
clicar), efetuar movimentos aleatórios com ele, como por exemplo, guirlandas, como
na ilustração. Terminado os rabiscos, solte o botão e o desenho estará feito.

Repita a operação se desejar, com outras cores, e outras espessuras de traço. Vale a
pena experimentar todas as outras opções.

Desejando salvar este trabalho, pressione simultâneamente as teclas CTâL+S, e siga


as instruções que serão exibidas na tela.

Use sua imaginação, pratique com outros objetos, como as formas, as linhas, etc.
Desejando saber qual a função de cada um destes objetos (botões), basta posicionar o
ponteiro do mouse, a setinha, sobre o mesmo e um texto explicando "para que serve"
será mostrada.

Desejando mais tarde rever o trabalho que foi anteriormente gravado no computador
com a ajuda das teclas CTâL+S, pressione do mesmo modo as teclas CTâL+O, e siga
as instruções que irão aparecer na tela.
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Uma sugestão simples é desenhar formas geométricas diversas, tais como, quadrados,
retângulos, círculos, formas ovais, todas sem preenchimento algum. ‰osso objetivo
será pintá-las em seguida com diferentes cores, conforme o exemplo a seguir.

Observe que para conseguir o efeito sem preenchimento, a opção apontada pela
setinha vermelha, no painel à esquerda da tela, deve estar selecionada.

Depois de preenchidas as formas, o que se consegue com a opção xreencher com a


Cor, ou seja, o botão que tem o desenho de uma lata de tinta, o resultado pode ser
visto, conforme figura abaixo.
Outros efeitos devem ser testados. É interessante, por exemplo, o efeito Spray (latinha
de aerosol), para preencher áreas ou mesmo fazer traços.

E assim, com poucos recursos, a não ser aqueles que já possuímos, podemos realizar
aulas com grande apelo dentre os participantes, e de valor didático significativo.

Dica:

1.c Podemos usar o Paint ou outro programa da preferência do educador, para criar
histórias, fazer pôsteres alusivos a algum evento imaginário; criar revistas,
trabalhos escolares, etc.

2.c O instrutor poderá contar uma história e em seguida, pedir que os alunos
interpretem a mesma, resumindo-a através de ilustrações.

3.c O instrutor poderá ver se assimilaram as formas geométricas ou outras, ou


mesmo objetos simples, pedindo que mostrem isso através de desenhos.

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‰este último texto, faremos uma espécie de reflexão criativa, que poderá nos ensinar
como tirar proveito do excesso de informações que diante de nós ora se apresenta.
Desnecessário é dizer que o excesso de informação, não quer significar que precisamos
de todas, como querem nos fazer crer os meios de divulgação, a máquina publicitária, a
indústria encarregada de torná-las vitais quando, na maioria das vezes, não o são.

‰a vida de um pai ou educador, é necessário uma urgente avaliação, daquilo que é


realmente importante para um viver sensato, e aquilo que apenas surgiu como uma
idéia passageira de consumo, o que na maioria das vezes só traz mais angústia e
confusão ao mundo.

Mas afinal de contas, qual é o papel da máquina publicitária encarregada de criar


necessidades onde não há, senão o de criar a obrigatoriedade de consumo dentre os
indivíduos, de condicionar multidões e nações inteiras, para então escoarem seus
produtos?

Um pai ou educador deve estar atento às suas obrigações, e aprender a separar oútil
do fútil. Deve orientar filhos e alunos, para se tornarem indivíduos questionadores, que
não se deixem facilmente induzir por necessidades irreais, como hoje podemos ver
diante dos nossos olhos.

O desfecho de tudo isso não tardará. Frustração da eterna insatisfação com aquilo que
possuímos, seja coisa material ou nos relacionamentos. Insatisfeitos, iremos pular de
objetivo em objetivo como autômatos sem propósitos ou gosto pela vida.

Cultivar desde cedo em nossos filhos e alunos, o senso de direção, significa dar-lhes
orientação para se tornarem livres. Livres da obediência cega às autoridades que ditam
as regras de consumo, de pensamento, de comportamento.

A vida não é um modismo, muito menos podemos limitá-la à simples realização


profissional, ou às relações pessoais, menos ainda em seguir as tradições; ela é tudo
isso, mais a consciência do dever cumprido.

O respeito e a consideração, sem a obrigatoriedade de que devam se submeter a uma


disciplina forçada, o que só os conduzirá a mais frustração, opressão e desobediência,
deve ser a principal motivação de um preceptor atento ao seu verdadeiro papel.

Devemos sempre nos lembrar que um instrutor consciente de sua função, que se
preocupa e tem no ensino a sua vocação, não tem opiniões pessoais, ele sempre
demonstra fatos, será um relator categórico de coisas objetivas, pois diante de fatos,
refutações, conjecturas e debates especulativos serão sempre inúteis.

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Como educador ou pai, o computador será para nós apenas uma ferramenta auxiliar
em nosso trabalho. Sua função é me ajudar a educar, facilitando em alguns casos
minha função de orientador, e nunca criando mais confusão ou desorientação.

Mas, como podemos usar o computador para nos auxiliar, e quais são de fato os
recursos necessários, aquele mínimo que preciso para começar ou dar continuidade ao
meu trabalho? O certo é que Quase nunca iremos precisar daquilo que o mercado diz
que precisamos.

O mercado vive do consumo exagerado de itens que não servem aos nossos propósitos,
servem tão somente para saciar sua sempre crescente e incessante fome de lucro; o
que quer dizer, farão de tudo para escoarem aquilo que produzem, sendo ou não útil.

Existe em nosso meio uma "onda" que prega ser o computador um investimento, e
assim, muitos interpretam esta informação como um investimento financeiro.
Investimento onde aplico uma certa quantia em dinheiro e depois posso resgatá-la com
lucro.

Isso não é verdade, pois um computador se desvaloriza já no momento que sai da loja,
e mais ainda, logo se tornam obsoletos, sem grande valor de revenda.

Por isso mesmo, é importante adquirirmos um modelo que nos atenda. Atenda nossas
necessidades e esteja dentro do nosso orçamento, não conforme os desígnios do
mercado, pois ele é um investimento sim, mas um investimento em nossa auto-
reciclagem e qualificação profissional, não uma "commoditie"Î com valor de revenda
como quer proclamar a indústria do consumo.

Por isso mesmo para enfrentá-los da forma adequada, precisamos saber exatamente o
que nos atende. ‰ão aquilo que afirmam ser imprescindível, mas o que de fato
necessitamos para consecução de nossas tarefas.

‰o mercado corporativo é assim, primeiro criam um produto, depois nos convencem de


que eles são absolutamente necessários ao nosso viver, à nossa profissão, ao nosso
lazer, etc. Para isso, eles contam com uma sofisticada e competente máquina
publicitária, que como ninguém conhece o comportamento humano.

Sabem como impressionar as pessoas, que são seus consumidores. Sabem como
mexer com seus sentimentos, e mais importante, entendem que o sentimento é a mola
propulsora de toda febre do consumo humano.

Precisamos de um computador que nos permita acessar a Internet, que possa ler
nossos CDs, que me permita ler e escrever e-mails, que me permita rodar programas
simples, tais como planilhas de cálculo, editores de texto, jogos educativos e
programas para desenhos, nada além disso, e tudo isso, os modelos populares e
baratos são capazes de fazer sem problemas.

De que tipo de Computador eu xreciso:


Sendo pai ou educador, sem pretender produzir filmes ou transformar meu computador
em um estúdio para produção de músicas ou vídeos profissionais, preciso do mais
simples. Daqueles tudo em um, aqueles chamados pelos fanáticos em informática de
máquinas de amadores, ou equipamentos on-board, que consistem de equipamentos
com apenas uma placa principal, ou mãe, onde todos os componentes necessários ao
seu funcionamento já estão incorporados.
São os modelos mais baratos. Possuem pelo menos um monitor de vídeo de pelo meno
15 polegadas, e um gravador de DVD que também é capaz de ler e gravar CDs. Os
demais componentes tais como; modem para acessar a internet, placa de som, vídeo e
rede (para Internet a cabo), disco rígido, teclado e mouse já estão incluídos nesses
modelos básicos. O Monitor tipo LCD é preferível e se possível um de 17 ou 19
polegadas, já é suficiente.

Uma impressora simples, de preferência uma MultifuncionalÎ que já incorpora um


aparelho de scanner (para importar fotos ou desenhos para o computador), não são
itens supérfluos.

Conhecer as regras de convivência saúdavel com o computador deve ser uma


preocupação do usuário regular. Isso inclui cuidados ergonomicos para evitar lesões por
esforços repetivos, fadiga ocular, estresse mental, distúrbios comportamentais, e
outrosÎ.

‰ão precisamos de microfones, de teclados e mouses sofisticados e sem fio ou


infravermelho, ou controles remotos e coisas assim, que apenas encarecem sem nada
acrescentar. Um mouse ótico é suficiente e barato.

Também não precisamos de super placas de vídeo 3D, ou monitores de plasma


gigantes, ou ainda placas de som com 64 canais, a menos que para nosso trabalho isso
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seja essencial. c
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Uma excelente atividade recreativa e didática, já temos em mãos, sem que seja
necessário criarmos nada. Eis uma atividade que se usada de forma criativa, será uma
fonte inesgotável de idéias, e com certeza todos aprovarão.

O educador ou pai escolhe um site ou evento qualquer, e a partir disso vai criar pistas
para que os alunos, seguindo as mesmas, descubram através da internet, como
encontrar o tal site, ou descobrir qual é o evento secreto. Eis como funciona.

Determino por exemplo, que o objetivo final, o ponto de chegada, é um site que
selecionei e que fala sobre a história colonial do Brasil. O que preciso agora, é
encontrar um meio de dizer para meus alunos, através de pistas, qual é este site ou
objetivo, mas não posso de modo algum, lhes dizer de forma direta o título desse site.
Isto eles terão que descobrir sozinhos, solucionando as diversas pistas que lhes darei.
Assim posso lhes fornecer, por exemplo, o endereço inicial de um site, onde eles
encontrarão pistas que o levarão a outro. ‰o outro haverá outra pista, e assim
sucessivamente, até que se descubra qual é o site final, através das pistas que
ajudarão a formar seu título.

O orientador deverá preparar as pistas, visitando ele próprio vários sites e refazendo o
mesmo caminho que todos deverão fazer até chegar à meta. A quantidade de pistas
que deverá passar para os alunos, fica a seu critério. Pode ser, por exemplo, frases que
deverão encontrar, eventos sobre assuntos específicos, etc.

Por exemplo, desejando que meus alunos encontrem um site cujo título é: A HISTÓRIA
DO MU‰DO, poderia começar lhes fornecendo a seguinte pista. Encontrem um site cujo
título é a frase que Dom Pedro I disse antes de proclamar a independência do Brasil.
Assim eles teriam que pesquisar que frase foi essa, e depois de chegar ao site, lá
deveriam encontrar outra pista que os conduzissem ao próximo, e assim até alcançar o
objetivo final.

As Armadilhas da Internet Irracional:


Inegável a utilidade na Internet em nossas vidas, mas a idéia de que as pessoas irão
trabalhar de graça para nos servir, sejamos sensatos, é pura ilusão. Os próprios meios
de comunicação, a própria conexão com a Internet, são todos serviços pagos.

Serviços de banda larga são pagos, serviços discados também. ‰ão conhecemos
discagem com pulsos telefônicos gratuitos, seria telefonia de graça, e isso não existe,
alguém tem que pagar a conta. Assim, a primeira e mais importante coisa, nesse
mundo de informações sem fim, é aprender a separar o útil do inútil, a realidade da
fantasia.

É um mundo livre onde todos podem se insinuar à vontade. Um mundo onde todas as
formas expressão são válidas, um mundo onde as mentiras se tornam verdades, onde
os absurdos ganham notoriedade, onde as verdades, ao menos aquilo que entendemos
com tal, podem nunca serem encontradas.

Sendo um mundo onde a maioria das fontes estão ocultas pelo direito da livre
expressão, qualquer informação não avaliada de forma sensata, pode causar mais
danos e confusão que benefícios. Daí a importância da integridade dos meios
divulgadores dessas informações.

É nesse momento que o bom senso deve imperar, onde o questionamento pessoal deve
se sobrepor à opinião da maioria que não pensa, que simplesmente segue a onda da
vez. É um mundo novo, onde os boatos soam como verdades, onde a falta de reflexão
pessoal pode transformá-lo em uma verdadeira armadilha, uma fonte de transtornos,
onde apenas o usuário insensato sairá perdedor.

‰ão existiriam exploradores da boa vontade se não existissem os incautos, e não


existiriam enganadores se não existissem aqueles que são enganados, e estes,
infelizmente, na maioria das vezes somos nós. Zelo e bom senso, nesse novo mundo
nunca serão exagerados, antes disso, será sinônimo de prudência e sensatez.

Como pais e educadores, não podemos nos desviar de nosso propósito que é educar
corretamente. Mas, isso não podemos fazer se tivermos em mãos, informações
erradas, falsas necessidades, fontes duvidosas, mentiras transformadas em verdades
pela força da máquina de indução dos meios de comunicação.

Basta uma estratégia publicitária bem elaborada, habilmente articulada e logo um


absurdo se transforma em uma necessidade, em algo que supostamente não podemos
prescindir em nossos dias. Fácil é condicionar um indivíduo, difícil é demover de nossas
mentes tais ideais de consumo sem sofrimento algum.

Vantagens absurdas que chega, à nossa porta, exigem de nossa parte uma reflexão. Se
é tão vantajoso, porque o próprio autor não usufrui dos seus benefícios, ao invés de
querer me cobrar uns míseros reais, em troca dessa magistral fórmula da fortuna?

Outra reflexão que julgo importante, são os falsos boatos e a ação dos aproveitadores
inescrupulosos, supostos benfeitores, sempre dispostos a enganar os incautos. Isso
podemos ver em alguns pedidos de doação que nos chegam através do correio
eletrônico ou e-mail. São mensagens que relatam longas histórias de desgraças, ou
doenças ou tantas outras coisas, mas cujo intuito final é arrecadar doações, de
preferência em dinheiro.

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Usando a internet de Forma âacional:


Como não temos a pretensão de induzir ninguém a pensar de modo direcionado, ou
incutir opiniões de qualquer natureza, vamos nos limitar a relatar apenas fatos,
eventos estes que poderão facilmente serem evidenciados em nosso dia a dia, pois um
fato será uma evidência sempre imparcial de alguma coisa, qualquer que seja, sem
depender de opiniões, preferências pessoais ou conceituações para se afirmar como
tal.

Sem dúvida como fonte de pesquisas, a Intermet é o maior repositório de informações


de todos os tempos conhecidos. Eis aí então o nosso primeiro e grande problema, a
diversidade de opiniões sobre uma mesma coisa.

A princípio não há nenhum problema, mas a partir de um momento que precisamos


nos referir a uma evidência histórica qualquer, por qual delas deveremos optar?
Sabemos que a maioria dos eventos históricos são relatos, e relatos de outros relatos,
alguns escritos, outros da tradição oral e ora compilados em compêndios, etc.

Mas com o avanço das modernas técnicas de pesquisas históricas e mesmo científicas,
as fontes de onde podemos tirar informações de um mesmo evento se diversificam, se
desmistificam, são renovadas, são reformuladas a perder de vista. ‰esse ponto
podemos mesmo chegar a questionar se alguma delas é válida, ou mesmo se tudo
aquilo não teria como origem mitos. Enquanto estávamos limitados às escassas fontes
que nos traziam os livros, não havia problemas, mas e agora diante de tamanha
diversidade?
Assim, sendo eventos bem documentados, cuja referência sejam de fontes
sabidamente conceituadas, o bom senso deverá prevalecer, e certamente iremos optar
por estas. Mas, como saber se as fontes tem ou não conceito, se possuem a
credibilidade necessária para que possamos usá-las em nosso trabalho, ou mesmo
aprender com isso alguma coisa útil? Mais uma vez, o bom senso deverá prevalecer.

‰ão podemos nos agarrar aos sensacionalistas, aos defensores intransigentes de


pontos de vista. Uma fonte histórica não opina sobre fatos, e quando o faz, deixa isso
bem claro e tem o cuidado de separar as opiniões pessoais dos eventos, notadamente
históricos que relata.

Um evento histórico, não deve ser algo abstrato, deve antes estar amplamente
amparado em fontes documentais, se possível com cópias dos documentos originais
referenciados em suas exposições.

Referências complementares, fontes adicionais, que confirmem, que corroborem, ou


pelo menos tentem autenticar tais eventos, baseados obviamente nas evidências
conhecidas, devem necessariamente acompanhar o material consultado.

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A astratégia do Desperdício:
Assim como temos uma indústria de bens de consumo que cuida para que nós
consumidores, nunca deixemos de comprar seus produtos, tornando-os obsoletos por
decreto, criando necessidades onde não há, existe também uma indústria, a da
Informação, que caminha na mesma direção, ou seja, criar informações inúteis das
quais não precisamos.

É a indústria dos ideais, tornando o abstrato um bem de consumo como outro


qualquer. Afirmam que precisamos estar bem informados sobre tudo, sobre nós e
sobre o mundo; sobre o mundo atual e o mundo antigo; sobre o mundo real e o
mundo imaginário, sobre o mundo do passado e o mundo do futuro; sobre o que já
aconteceu e o que ainda poderá acontecer.

Surge a indústria das previsões, transformando aquilo que não existe em algo
concreto, que fará parte dos nossos receios, de nossas futuras angústias.

Se temos um relógio de pulso que se presta apenas a marcar as horas, logo seremos
vistos como ultrapassados, como conservadores, contra o progresso. É a indústria a
convencer a todos, da necessidade de um relógio, com eletrocardiograma, tv ou rádio,
afinal, nunca se sabe quando disso vamos precisar mesmo - 

Aí entram em cena os serviços que nos ofertarão banda larga, ou mais larga, de tv ou
internet para nossos relógios, ou telefones, ou aparelhos portáteis, criando
necessidades de consumo, cuja real utilidade deve sempre ser questionada.

Sabendo que, quando alguma coisa nos atribui importância, logo a desejamos, a
indústria do desperdício, logo entra em cena criando para nós, novos objetos de poder,
novos símbolos que nos tornarão destacados e visíveis dentre a massa invisível.

Conclusão:
Aprendendo a Conviver com a astratégia do Desperdício:
Vivemos imersos num mundo de consumo irrefletido, onde primeiro compramos e só
depois discutimos a utilidade; onde o excesso de informações cria um ser ansioso,
apressado, insatisfeito por excelência, sempre na espera de novidades, novidades
estas que na maioria das vezes, são as mesmas e antigas formas apenas maquiadas;
onde somos compelidos a consumir apenas porque todos estão fazendo a mesma
coisa.

xrecisamos refletir se estamos pensando, ou se estão fazendo isso por nós.


Ou seja, se somos ensinados a pensar ou se somos ensinados apenas no que
devemos pensar.

‰ão somos obrigados a consumir nada além daquilo que seja essencial ao nosso viver,
e essa lista de necessidades, se refletirmos bem, é bem curta. Mas num mundo onde o
consumo se tornou a razão ou o objetivo de vida da maioria das pessoas, novas e
inúteis necessidades são criadas numa velocidade apenas menor que nossa ânsia de
comprar o modelo mais novo do que quer que seja.

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