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ECTOSCOPIA

Professora Dra. Márcia Godinho

- Avaliação do estado geral do paciente.

1. INSPEÇÃO
2. PALPAÇÃO
3. PERCUSSÃO
4. AUSCULTA

 Observar  Classificar:
- O paciente está animado, bem disposto? – BEG: Bom Estado Geral (paciente está normal)
- Sua cor da pele está adequada (não tem nenhuma –REG: Regular Estado Geral (paciente demonstra
alteração?) alguma desordem orgânica)
- O padrão respiratório está bom ? – MEG: Mau Estado Geral (paciente já entra pra sala
- Pescoço (tem estase da jugular?¹) de emergência)
- Distensão do abdome; Edema de MMII

¹estase da jugular = engurgitamento que define que existe uma IC do lado direito (às vezes, um padrão respiratório
alterado, no qual o paciente não tolera ficar deitado, também remete a uma IC, mas do lado esquerdo).

 Paciente tem algum DECÚBITO preferido? Se sim, é pra compensar uma doença ou não?
Exemplos:
 Cólica menstrual ou intestinal => prefere decúbito ventral;
 Inflamação no peritônio => prefere decúbito dorsal;
 Dor na coluna => decúbito lateral com a perna mais encolhida;
 Derrame Pleural do lado direito => prefere decúbito lateral direito, em cima do derrame, pra deixar o
pulmão bom livre pra expandir melhor (vicariância);
 IC esquerda => paciente não consegue ficar em decúbito dorsal, isso porque, quando sentado ou com a
cabeceira bastante elevada (quase sentado = atitude ortopneica), a tendência é o líquido acumular nas bases
dos pulmões e ele conseguir respirar e ventilar melhor.
 Atitude de Decúbito Involuntária => paciente está naquele decúbito por não conseguir se mover, como o
paciente tetraplégico, sequelado, que sofreu trauma raquimedular ou de AVC => é comum tais pacientes
apresentarem escaras (lesões por pressão já que não consegue se movimentar sozinho).

 Tipo MORFOLÓGICO do paciente


Determinado pelo ângulo de Sharpei = ângulo formado entre o rebordo das últimas costelas e o apêncide xifoide:
 Paciente brevilíneo: >90 graus
 Paciente mediolíneo: em torno de 90 graus
 Paciente longilíneo: < 90 graus
** IMPORTÂNCIA: O tipo morfológico do paciente interfere na posição das vísceras.
Ex 1: ictus cordis => sua posição muda: no brevilíneo, é desviado para fora e para cima; no longilíneo, é para dentro e
para baixo.
Ex 2: pontos dolorosos do abdome => longilíneo, estão pra dentro das duas linhas que determinam o ponto;
brevilíneo, para fora dessas linhas.
 Avaliação da PELE
Estado de Hidratação
 Turgor: que é a quantidade de líquido => falanges dos dedos indicador e polegar não podem encostar
quando faz-se uma prega;
 Elasticidade: quando desfeita a prega, a pele tem que voltar rapidamente ao seu estado anterior (basal);
- Na desidratação, tanto o turgor quanto a elasticidade estarão diminuídos.

Mobilidade da pele
- Capacidade da pele se movimentar.
- Pode estar reduzida quando há uma fibrose, em cima de uma cicatriz, ou se o paciente tem um excesso de
colágeno difusamente na pele (como acontece na esclerodermia).
- Observação: Pessoas que trabalham em circo que se escondem em caixas => tem a mobilidade das articulações e
da pele muito aumentadas => Síndrome de Ehlers-Danlos.

Presença de Lesões Elementares


*Manchas:
 Classificadas em: hipercrômicas, hipocrômicas, acrômicas (não tem mielinização alguma, comum no vitiligo);

*Lesões elementares de conteúdo líquido:


 Classificadas pelo tamanho: as grandes são chamadas de bolhas; as que são menores que 5mm são
chamadas de vesículas (como no herpes labial).

*Lesões elementares caducas:


 Cicatrizes => podem ser hipertróficas (tipo queloide, muito comum na raça negra) ou hipotróficas;

*Escaras:
 Podem acontecer nas áreas de pressão: regiões trocantéricas, sacral, subescapular, ombros, occipital e
calcanhar;
 Ocorre quando há atitude passiva, não movimento nenhum dos quatro membros.

*Crosta: casquinhas das feridas


 Se a ferida tinha pus => pústula; depois que se rompe => escara purulenta;
 Se foi uma escoriação (ex: machucado de cair de bicicleta) => escara hemática, já que havia sangue;
 Se era uma vesícula de conteúdo hialino (herpes) => crosta serosa (se não sangrar) e crosta hemática (se
sangrar);

*Lesões de pele descamativas:


 Descamação grosseira => psoríase => as escamas são chamadas de folheáceas;
 Descamação fina (parece farinha de trigo) => chama de furfurácea;

*Nevos pigmentado (pintas)

*Efélides (sardas): mais comuns na região do nariz e bochecha.

*Melasma: manchas hipercrômicas, muito comuns na região frontal (perto do cabelo) e na região da bochecha =>
comum em quem tem acne, depois da gravidez ou em algumas pessoas que tem melasma familiar (quando exposto
ao sol, a pele mancha).

*Lesões do tipo vegetantes:


 Verrugas => muito comum nos dedos e joelhos;
- Doença venérea por HPV, da mesma família do vírus da verruga vulgar (papiloma vírus), na qual pode haver essas
vegetações (verrugas) na genitália, no pênis, na glande, na vulva.
 Nódulo => palpa-se o nódulo fazendo uma pinça no local, imobilizando-o, para assim perceber que ele é
restrito à derme (e não é um tumor do músculo ou osso que está exteriorizado);
- O mais comum de todos é o lipoma, um nódulo composto de tecido adiposo. Há pessoas com lipomas no corpo
todo, caracterizando a Lipomatose Familiar, sendo eles de crescimento muito lento (não traz nenhuma preocupação
clínica, apenas estética).
- Porém, também há o cisto sebáceo, que é a glândula sebácea obstruída, e os fibromas.

*Estrias:
 Nas mulheres: mamas e região glútea;
 Nos homens: região lateral da coxa;
 Nas gestantes: abdome inferior => estrias gravídicas;
 Em ambos: nos flancos.
- Quando as estrias aparecem na adolescência, na fase de estirão (crescimento muito acentuado do glúteo ou
mamas nas mulheres; e os homens crescem 10 a 20 cm em alguns períodos), são chamadas Estrias de Crescimento.
- Há doenças que cursam com excesso de cortisol, nas quais a pele sofre um grande adelgaçamento, fazendo
aparecer estrias extremamente largas e cor de vinho na lateral do abdome => muito comum na Doença de Cushing.

*Hiperqueratoses ou calosidades (calos):


 Mais comum nas mãos (mesmo quem não trabalha em serviço braçal, muito vista quem faz musculação) e
nos pés;
- Muito importante na ectoscopia, quando um paciente está inconsciente, avaliar a hiperqueratose palmar e se há
acúmulo de nicotina entre o dedo médio e o indicador; condição da unha.

*Formação de Fístulas:
 São pertuitos do processo inflamatório ou da coleção de pus que começa a ser extravasado para a parede
abdominal ou para a região perineal. Ou seja, drenagem de algum conteúdo para o meio externo.
 Muito comum em pacientes com Doença de Chron ou que têm abcesso no abdome;
- Há situações em que tem divertículos inflamados no sigmoide ou Doença de Chron com inflamação do íleo terminal
=> paciente pode ter fístula do processo inflamatório para a vagina, útero, bexiga, começando a eliminar fezes por
esses locais.
 Acontecem nos abcessos dentários => há um grande edema na região da bochecha, onde aparece um
furinho para extravasar o pus. O organismo conseguiu drenar.

*Fissuras ou Rágades (rachaduras):


 Muito comum na região perianal, em pacientes que tem o intestino preso => chega queixando enterorragia
e, na inspeção do ânus, se observa uma fissura do esfíncter anal;
 Também comum na região dos calcanhares => principalmente em pessoas que andam de chinelo ou
descalças;

*Manchas Hiperêmicas (vermelhas): são da altura da epiderme.


 Podem ser: doenças exantemáticas (mais comuns as de origem viral), alergias, processo inflamatório ou
queimadura solar;
- as manchas que tem prurido indicam alergia.
- hiperemia => vermelhidão é um dos sinais inflamatórios.

*Urticária: quando você tangencia a lesão, ela é mais alta que a epiderme.
 Mancha Urticada ou Placa Urticariforme/ Urticada: caracteriza uma reação alérgica mais grave => ao invés
de mancha vermelha pruriginosa, a pessoa tem placas vermelhas pelo corpo. Muito comum vir associa a
edema no lábio, na língua, periorbital que pode evoluir com edema de glote e asfixia.

Espessura
*Eczema: no local onde o paciente possui essa alergia crônica => a pele sofre um espessamento chamado de
liquenificação e fica hipercrômica em relação à pele sem alergia.
Ex 1: Pacientes com alergia ao botão da calça, é muito comum terem uma alergia devido ao contato entre o
níquel e a pele, e também uma mancha escura (devido à presença de um prurido crônico).
Ex 2: Também acontece em caso de varizes, na região do tornozelo e dos pés.
OBS: (começo do vídeo 7)
Doença na perna muito comum em pessoas obesas ou nas que tem insuficiência venosa, com úlceras nos
maléolos chamadas de úlceras de estase que tem como porta de entrada essas lesões de pele => ERISIPELA é
caracterizada por: hiperemia (pele vermelha) e quente.

*Como avaliar a temperatura da perna?


 Avalia-se com o dorso da mão (assim como em paciente com febre avalia-se a região temporal,
principalmente), e comparando com a região homóloga.

*As alterações que existem em uma ERISIPELA (sinais flogísticos), que é uma infecção do tecido celular
subcutâneo, principalmente por estrepto e estafilo, são: hiperemia (pele vermelha); pele quente; edema.

Edema
*Como avaliar?
 Intensidade => Segundo à profundidade da fóvea:
**Avalia-se a fóvea com o Sinal do Cacifo => acha-se uma região com osso, e faz-se uma compressão, formando um
buraco (fóvea) no local do edema. Após fazer a fóvea, esperamos para ver quanto tempo demora pra voltar ao
estado normal da pele.
- edema hiperelástico: a fóvea volta à superfície muito rápido, devido à vasodilatação secundária ao
processo inflamatório ( Ex. em edemas inflamatórios – Erisipela);
- edema intermediário: características intermediárias (Ex. edema por aumento da pressão hidrostática –
como na TVP);
- edema inelástico: a fóvea demora horas para voltar à superfície (Ex. na hipoproteinemia).
 Doloroso ou indolor => palpando a região edemaciada.
 Temperatura => quente (hiperemia) ou frio.

*Edema Inflamatório x Edema Hipoproteico


 Inflamatório: hiperelástico (duro); quente; doloroso;
 Hipoproteico: inelástico (mais mole de todos); frio; indolor;

Umidade
*Em estado de choque: paciente tem umidade da pele aumentada e gelada.
- Quando a pressão do paciente está diminuída, a pele é pegajosa, gelada e úmida.

*Hipertireoidismo: pele é úmida e quente.

*Pele seca: em pacientes com hipotireoidismo e idoso


- Paciente idoso: elasticidade da pele muito diminuída (quando feita uma prega, demora para voltar ao normal,
mobilidade aumentada). O cabelo também é seco, assim como a pele.
 Avaliação de FÂNEROS
Unhas
- A condição da unha é muito importante para definir a profissão do paciente. O trabalhador braçal, por exemplo,
tem as unhas sem brilho, hiperseratósica (excesso de camada córnea), às vezes é seratolítica (quebradiça).

*Leuconíquias: manchas brancas na unha => não tem muito valor semiológico.

*Unha em colher: a parte central da unha fica côncava ao invés de convexa => muito comum nas anemias carenciais.

*Unha de Plummer: aparece na Doença de Plummer, mancha branca na unha toda => leucoplasia de grande
extensão.

*Unhas descoladas do leito ungueal: o descolamento pode ser causada por onicomicose.
- Na onicomicose, o fungo deixa as unhas espessas, quebradiças, friáveis ou irregulares.

Cabelos
*Implantação: a implantação isossexual, para os meninos, é com retração frontal; para as meninas, é sem retração
frontal.
- Há meninas que possuem retração frontal e meninos com retração feminina (quadrada, testa menor).

Pelos
*Distribuição: tórax, abdome, MMSS, MMII, genitália, barba (homens)
- Foliculite (inflamação do folículo piloso): aparecendo uma hiperemia na base do folículo piloso, e pode aparecer
uma pústula (lesão elementar de conteúdo líquido purulento). Muito comum na barba, no tórax, na face interna da
coxa (em homens); e na virilha (em mulheres, por ocasião de depilação, pelo encrava e evolui).
 Avaliar Estado de HIDRATAÇÃO
* Volume da urina: não faz parte da ectoscopia, necessário perguntar ao paciente;

*Turgor e elasticidade da pele

*Avaliação da mucosa do olho, da boca e do oco axilar => na desidratação, as mucosas são úmidas.

*Avaliação da hipovolemia:
 Aferir PA deitado e em pé (após 3 minutos) => para avaliar se o paciente apresenta queda de pressão ao
levantar. Na hipovolemia, paciente reclama que, ao levantar, fica tonto e cai.
 Avaliar a velocidade da perfusão (enchimento) capilar na falange distal.
 Observar a cor da falange distal => se arroxeada, indica cianose.
- Quanto mais hipovolêmico o paciente tiver: mais rápido vai estar o pulso radial; mais lenta a perfusão; e a pele da
mão estará gelada, com sudorese profusa e pegajosa (choque de evolução mais arrastada, interferindo
negativamente no prognóstico do paciente).

*Avaliação do tônus do globo ocular:


 Comprimir o globo ocular do paciente, que está com os olhos fechados, comparando-o com o seu que está
normohidratado.
 Paciente com desidratação tem enoftalmia; o tônus do seu globo ocular está diminuído.

*Cor das mucosas


 O paciente chocado pode apresentar: hipoperfusão acentuada da falange distal que fica cianótica.
 Melhores locais para avaliação da cianose: falanges distais das mãos e dos pés; lábios; língua; gengiva; ponta
do nariz; orelha.
- Cianose (cor arroxeada da pele em detrimento da diminuição de oxigenação naquela região) é determinada em
cruzes => ex: +/++++.
 Icterícia
- avaliar nos locais: conjuntiva; frênulo da língua;
- se o paciente for negro, as regiões mais fáceis de visualizar são palmar e plantar. Isso porque quanto mais
clara a cor da pele do paciente, mais fácil é de visualizar alterações em pele.
- há pacientes negros que tem uma gordura subconjuntival, o que torna a parte branca anterior do olho
amarela. Necessário então, avaliar a icterícia na parte branca posterior do olho (pedindo para o paciente olhar para
baixo), onde essa gordura subconjuntival não acontece.
- na pele: avaliar todo o sistema tegumentar
- também classificada em cruzes
**Perguntar, todas as vezes, a cor da urina e fezes do paciente, para saber se é bilirrubina direta ou indireta que se
encontra aumentada e classificar melhor a etiologia.
 Anemia => observar palidez do paciente em: olho, lábios, língua, orelhas, regiões palmar e plantar.
**Paciente pode estar pálido por duas situações: anemia e hipotensão. A hipotensão desvia o fluxo para os órgãos
vitais, no sistema tegumentar acontece uma vasoconstrição, havendo uma palidez.
**Palidez também acontece quando há uma descarga adrenérgica: paciente está muito ansioso ou com uma dor
intensa.
 Avaliar Estado de NUTRIÇÃO
*Circunferência abdominal:
 Uma cintura aumentada classifica obesidade visceral, a qual é um fator de risco cardiovascular isolado¹.
¹Se o homem tiver uma cintura maior que 102 cm e a mulher maior que 85-88 cm.
 Não medir na altura da cicatriz umbilical, pois em pacientes com grande flacidez (como o idoso), a cicatriz
umbilical estará bem mais baixa => Medir a cintura ao nível do rebordo das últimas costelas.

*Quantidade de tecido adiposo: fazendo uma prega (com os dedos polegar e indicador) ou utilizando um
adipômetro.

*Distribuição do panículo adiposo:


 Genicoide (tipo pêra): cintura mais fina e quadril avantajado;
 Androide (tipo maçã): gordura mais a nível de tronco, quadril e pernas um pouco mais finas.
*Avaliação do estado nutricional global: feita pelo IMC.

*Paciente desnutrido:
 Tecido adiposo escasso ou ausente.
 A musculatura da parede torácica estará tão atrofiada que formará sulcos entre uma costela e outra,
denominados Sulcos de Harrison.
 Na junção da costela com o esterno (junção costocondral), a cartilagem costocondral e o apêndice xifoide
estarão bem elevados => parecendo um rosário, o que denomina-se Rosário Raquítico.
 Como paciente não possui tecido adiposo nenhum no abdome, e a musculatura abdominal (oblíqua e retos
abdominais) estão hipotróficos, acontece um “buraco” entre o apêndice xifoide e a sínfise púbica, chamado
de Abdome Escavado.
 Avaliação da musculatura¹ (principalmente bíceps, quadríceps femoral): paciente tem diminuição do volume
da musculatura, o que chama de hipotrofia.
- Há uma hipotrofia da musculatura da bochecha => aparece um sulco muito fundo na bochecha e olho
fundo (enoftalmia).
- Quando o paciente está muito desnutrido, há diminuição do tônus muscular (hipotonia). Para avaliar, pede-
se para o paciente fazer força contra o seu movimento e observa-se a diminuição da força.
¹mas a musculatura do CORPO TODO do paciente encontra-se hipotrófica.
 Cabelo: seco, quebradiço (esfarela), avermelhado, ressecado.
 Pele: bastante ressecada, hipocorada.
 Estado geral bastante comprometido: paciente anda e respira com dificuldade.
 Mucosa: hipocorada => paciente geralmente tem uma anemia associada à desnutrição (que, provavelmente,
é carencial).

OBS: obesidade, desnutrição e desidratação são classificadas em graus.


 Avaliação do SISTEMA VENOSO
*Avaliar se tem circulação venosa patológica:
 Cirrose: há desvio do fluxo pras veias da derme, muito comum observar veias dilatadas na região dos flancos
e periumbilical – o que se chama de circulação colateral tipo porta.
 Obstrução da VCS ou da veia subclávia => tem circulação colateral na região do tórax (ântero-superior),
chamada de circulação colateral tipo cava superior.
- Por que isso acontece? Na maioria das vezes, acontece por compressão extrínseca (como de tumores em: ápice de
pulmão, tireoide, mediastino) que, ao comprimir essa VCS ou a veia subclávia, dilatam o sistema venoso da derme
tentando atingir a VCI para retornar o sangue ao átrio direito.

*Varizes: são dilatações da veia safena magna e da veia parva e das suas tributárias.
 O que causa? A estase venosa nos MMII.
 Muito comum em: cirurgiões, balconistas de loja, grandes multípara (que sofreram compressão das veias da
pelve pelo útero gravídico repetidas vezes).
 Também há uma grande influência da genética do paciente.
 As varicosidades também são classificadas em graus.
 O paciente apresenta:
- Veias dilatadas e tortuosas, principalmente do joelho para baixo, mas também é comum verificar varizes de
grande calibre na região femoral;
- Prurido crônico na região do dorso do pé e tornozelo, chamado de eczema de estase (já que é provocado
pela estase);
- Muito comum aparecerem feridas nas regiões maleolares, tanto no maléolo medial, quanto no lateral, as
quais são chamadas de úlceras de estase;
Obs: Acima, foi falado sobre a Erisipela: essas úlceras maleolares podem ser porta de entrada para as bactérias.
- A cicatrização e a reabertura dessas úlceras (que são feridas de pele mais profundas) podem causar fibrose
da derme na região do tornozelo, o que chama-se de dermatofibrose;
Obs: Como a perna fica muito atrofiada na região do tornozelo e com diâmetro normal na região perto do joelho,
diz-se que a perna tem um aspecto de gargalo de garrafa.
- Edema, principalmente vespertino, após o dia todo em pé;
- Devido à estase, o paciente desenvolve acúmulo de hemossiderina (principalmente no pé e tornozelo), e,
por isso, a pele fica com a cor ferruginosa, o que chama-se dermatite ocre ou ocronose;

*TVP (Trombose Venosa Profunda)


 Grande preocupação na medicina devido ao risco desse trombo na veia profunda embolizar para o pulmão,
causando um tromboembolismo pulmonar.
 Sistema venoso profundo obstruído.
 Observa-se:
- Edema, na perna toda, devido ao aumento da pressão hidrostática, já que não está ocorrendo o retorno
venoso pelo sistema venoso profundo;
- Empastamento da panturrilha (causado pelo edema) => o m. gastrocnêmio fica fixo, não sendo possível
mobilizá-lo;
 Avaliação:
- Sinal da Bandeira: Pede para o paciente (que está em decúbito dorsal) pisar na cama, e movimenta o m.
gastrocnêmio com a mão. Se o músculo se movimenta para as laterais, dizemos que o sinal da bandeira é
positivo (escreve no prontuário: as panturrilhas estão livres); se não movimenta, o sinal da bandeira é
negativo e sugere empastamento da panturrilha.
- Sinal de Hommans: Faz-se uma dorsiflexão forçada no pé do paciente => o que vai provocar uma contração
do m. gastrocnêmio. Se há edema e empastamento da panturrilha, o paciente relata dor na região desse
músculo.
- Sinal de Bancroft: Compressão do m. gastrocnêmio em direção ao osso.
- Sinal de Ollow: Compressão com a mão em garra.
Obs: Nos sinais de Brancroft e Ollow o objetivo é saber se o m. gastrocnêmio está doloroso às compressões. Se
estiver doloroso, os sinais são positivos.
- Sinal de Denecke-Payr: Paciente apresenta dor à compressão do arco plantar, feita com o polegar. Apenas é
positivo, quando a TVP é distal.
Obs: Quando a TVP é proximal, os sinais mais importantes são os anteriores.
 Avaliação do SISTEMA ARTERIAL PERIFÉRICO
*Avaliação do déficit de pulso
 Avaliar o pulso radial e depois, com o estetoscópio no foco mitral, vai comparar a frequência do pulso radial
com a FC;
 Se houver diferença maior que 10% da FC para a frequência do pulso radial, diz-se que há um déficit de
pulso. Por exemplo => Em extrassístoles (falhas no ritmo cardíaco) ou fibrilação atrial (em que o ritmo
cardíaco nasce em focos ectópicos pelo átrio), a FC é maior que o pulso radial;
Obs: Você encontra um paciente caído na rua com pulso rápido e a FC maior ainda, sabe-se que há uma
taquiarritmia com repercussão hemodinâmica => que há várias sístoles que não estão gerando onda de pulso
periférico.
 É uma avaliação muito subutilizada no exame físico, mas tem uma importância fundamental na avaliação da
repercussão hemodinâmica de uma arritmia cardíaca.

*Comparação da amplitude de pulsos homólogos


Sequência: temporal => carotídeo => axilar=> braquial => radial => abdominais => femoral =>poplíteo => tibiais
 Objetivo: Avaliar se, entre as artérias homólogas, há uma diferença de amplitude e, com isso, de perfusão
daquela região (o que pode significar, por exemplo, no idoso, uma placa de ateroma).
 Temporal: se o paciente tem um pulso temporal diferente de um lado e de outro, ele pode ter a artéria
carótida interna comum obstruída com diminuição do fluxo para um dos lados da a. carótida externa;
 Carotídeo: necessário examinar um de cada vez devido ao seio carotídeo; palpar a nível do ângulo da
mandíbula do paciente. É uma artéria de grande calibre => pede para o paciente prender a respiração e,
rapidamente, ausculta se há sopro na carótida do paciente.
Obs: Toda vez que se avalia uma artéria de grande calibre, além de comparar a simetria dos pulsos pela palpação, é
necessário também auscultar.
 Axilar: deixar o paciente com o braço relaxado (médico segura o braço do paciente como mostrado no vídeo)
e faz a palpação dos pulsos axilares homólogos.
 Braquial e Radial: paciente com o braço, apoiando-o sobre a mão do médico.

** Em pacientes com choque (exemplo dado anteriormente), preocupa-se com obstrução do sistema arterial
periférico. Necessário, então, comparar: velocidade da perfusão (enchimento capilar), temperatura da mão e
cor das falanges. Se houver uma obstrução arterial, o paciente não tem o tom róseo típico das falanges, e
estará branco e gelado (por não haver perfusão).

 Abdominais
- Artéria aorta: palpação e ausculta. A ausculta é importante, pois se houver algum aneurisma vai gerar
sopro.
- Artérias renais: ausculta do lado D e E para observar se há sopro gerado por alguma estenose.
- Artérias ilíacas: ausculta do lado D e E
 Femoral: ausculta do lado D e E e palpação.
 Poplíteo: pede para o paciente dobrar a perna; segura com as duas mãos (palpar dos dois lados da fossa
poplítea); pulso mais difícil de achar;
 Tibiais
- Anterior: para a palpação desse pulso, pede para o paciente mexer o hálux, com isso, acha-se o tendão do
hálux (dorso do pé) => o pulso tibial anterior está ao lado desse tendão.
Obs: pulso tibial anterior também pode ser chamado de dorsal do pé ou pedioso.
- Posterior: ao lado do maléolo medial.

**No pé, avaliar a perfusão: cor da planta do pé; velocidade de enchimento capilar; cor das falanges distais (cianose,
palidez); temperatura (hipotermia).
 Palpação dos GÂNGLIOS SUPERFICIAIS
Sequência: submentonianos => submandibulares => pré-auriculares => retro-auriculares => occipitais => cervicais
médio e posterior => supraclavicular => infraclavicular => cadeias axilares => cadeia inguinal

 Técnica da palpação: utilizar os dedos indicadores e médio para ver se há ou não algum gânglio infartado.
- Cervicais: palpa-se superficialmente e, depois, afasta o esternocleidomastoideo para tentar palpar a cadeia
um pouco mais profundamente.
- Supraclavicular e infraclavicular: rastrear as duas cadeias completamente.
- Cadeias axilares: segurar o braço de modo que fique relaxado.
- Cadeia inguinal: importante fletir um pouco o membro inferior do lado correspondente à cadeia que vai ser
submetida à palpação, para que a musculatura da região inguinal fique mais relaxada.
 O que é avaliado em um gânglio infartado? Localização; volume; mobilidade; sensibilidade; consistência; a
qual cadeia ganglionar pertence.
 Avaliação dos SINAIS VITAIS
*Temperatura axilar

*Frequência Respiratória
 Nos homens: respiração tóraco-abdominal isossexual => avalia-se a FR no abdome;
 Nas mulheres: respiração costal-superior => avalia-se a FR no tórax;
Obs: não avisar o paciente que está avaliando a FR, pois ele pode hiperventilar. Diga que está avaliando o pulso
radial e, com a outra mão conte a FR.
 VR: 16 – 20 rpm

*Frequência do pulso radial


- vide Avaliação Sistema Arterial Periférico
*Pressão Arterial
 Manguito: deve ficar equidistante entre a prega cubital e axilar; bem acoplado ao braço do paciente;
 1º faz-se o método palpatório para avaliar a pressão sistólica do paciente;
 Após, insuflar o manguito 30 mmHg acima da pressão sistólica, para aucultar os sons de Korotkoff.