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Índice

TOMOGRAFIA COMPUTORIZADA .............................................................................. 4


Parâmetros básicos da Imagem em T.C. .................................................................. 4
Tomografia Computorizada:................................................................................... 4
Aspectos Técnicos................................................................................................. 4
Métodos de Aquisição de Dados ............................................................................. 11
Qualidade de imagem em TC .................................................................................. 13
o Resolução espacial de alto contraste ............................................................ 13
o Resolução de baixo contraste ....................................................................... 13
o Resolução Temporal: .................................................................................... 14
o Definição (nitidez) da imagem:...................................................................... 14
o Ruído: ........................................................................................................... 14
o Artefactos: .................................................................................................... 15
Parâmetros dependentes do Técnico: ................................................................. 15
Princípios de Imagem em TC espiral ....................................................................... 18

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TC multicorte ........................................................................................................... 20
Factor Pitch ......................................................................................................... 22
TC Espiral ............................................................................................................... 25
Dosimetria ............................................................................................................... 26
Meios de Contraste em TC...................................................................................... 30
Preparação do Doente ......................................................................................... 30
Factores que influenciam o risco de reacções sistémicas aos meios de contraste
intravasculares..................................................................................................... 34
Reacções anafiláticas em Radiologia .................................................................. 34
Selecção Apropriada do meio de contraste .......................................................... 35
O MCI e o Sangue ............................................................................................... 37
Contraste Oral e Endovenoso em TC .................................................................. 38
Protocolos................................................................................................................... 42
TC- Cerebral ........................................................................................................... 42
Acessórios em TC ............................................................................................... 42
Distribuição da Radiação na Sala de TC.............................................................. 42
Porquê a TC Cerebral? ........................................................................................ 42
Requisitos e mudanças para uma TC Cerebral.................................................... 43
Implicações (Impacto dos requisitos para TC): .................................................... 44
TC Cerebral............................................................................................................. 45
Cortes Axiais ....................................................................................................... 45
Cortes Coronais ................................................................................................... 45
TC FOSSA POSTERIOR ........................................................................................ 46
Patologias: ........................................................................................................... 46
TC HIPÓFISE .......................................................................................................... 51
Plano Coronal ...................................................................................................... 51
Plano Axial........................................................................................................... 51
TC SPN (Seios Perinasais) ..................................................................................... 52
Plano CORONAL (PLANO DE ELEIÇÃO) ........................................................... 52
Plano Axial........................................................................................................... 53
Patologias ............................................................................................................ 54
TC Órbita ................................................................................................................ 56
CORTES AXIAIS ................................................................................................. 56

2
CORTES CORONAIS .......................................................................................... 56
Patologia.............................................................................................................. 57
TC CAI (Canal Auditivo Interno) .............................................................................. 57
Axial – Sequencial ............................................................................................... 58
Anexos .................................................................................................................... 63
Síndrome de Sturge-Weber ................................................................................. 63

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TOMOGRAFIA COMPUTORIZADA

PARÂMETROS BÁSICOS DA IMAGEM EM T.C.

Tomografia Computorizada:
Consiste na obtenção por meio de RX, de perfis ou projecções de um corpo, sendo
depois essas projecções sujeitas a um processamento matemático por forma a
reconstruir a secção do corpo analisada. Exprime o coeficiente de atenuação linear
das estruturas teciduais anatómicas em estudo. Quanto maior for a espessura, menor
a intensidade de radiação emergente.

A imagem por TC é obtida: substituindo o suporte


de registo habitual (película) por detectores de radiação
muito mais sensíveis, e medindo as diferenças de
absorção (infinitamente mais fracas e que não podem ser
detectadas por película ou intensificador de imagem);
procedendo a um grande número de medições do
coeficiente de atenuação do objecto em estudo numa série
de eixos em direcções diferentes e sucessivas passando
pelo plano de corte em estudo; reconstruindo, por cálculos matemáticos processados
em computador, a imagem matricial de uma fatia do objecto; fazendo aparecer esta
imagem sobre um ecrãn de televisão e posteriormente numa película fotográfica.

* aquisição multicorte - para planos diferentes do axial

* aquisição directa – plano axial

Aspectos Técnicos

 Cada corte representa um plano específico do doente. Seleccionar a espessura


(z) do corte limita o feixe de Rx, de forma a que ele só passe pelo volume desejado. A
espessura (z) determina a área da estrutura, a ser irradiada em cada corte. Após
várias transmissões do feixe de Rx, a anatomia exposta apresenta-se como um
grande número de quadriláteros pequenos e alongados. Cada um dos blocos
representa um volume de tecido definido pela abertura no colimador da fonte.

 Pixel: unidade bidimensional mais pequena 2D (x;y).

 Voxel: Cada bloco é denominado um elemento de volume –


voxel, que éc omposto por três eixos : X-largura / Y-altura / Z-
espessura tem espessura (3D) (x;y;z) ; o z trabalha a espessura do
corte.

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 Matriz: o conjunto de voxeis forma uma matriz numérica constituída por filas e
colunas de elementos agrupados, e tendo cada um, um valor numérico determinado
que vai definir a tonalidade de cinzento do pixel correspondente da matriz de imagem.
A imagem de TC é um composto de pixéis para cada corte. O nº de elementos
bidimensionais ou pixéis que compõe a imagem – e formam a matriz de imagem – é
pré-estabelecido pelo fabricante, sendo actual/ as mais utilizadas de 512x512 ou
1024x1024 pixéis. Quanto menor o pixel, melhor a imagem.

Quanto > matriz < o pixel, melhor a imagem.

 U.H.( Unidade Hounsfield): unidade de medição densiométrica em T.C.


 Ar: -1000 (mais escuro)

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 Água: 0
 Osso: +1000 (mais claro)

 Raw Data: milhares de bits de dados obtidos pelo sistema em cada scan;
dados armazenados no computador à espera de serem transformados em imagem
(tempo limite); ocupam muito espaço no disco duro; incorporam todas as medições
obtidas pelos detectores, permite reconstruções em todos os planos.

 Image Data: imagem que é observada. Só o que interessa, se houver ar na


área a estudar, isso não é observado.

Quanto mais leituras tiver um ponto, melhor qualidade se tem.

Se os valores (x,y,z) forem diferentes, a qualidade de imagem não é boa.

*Resolução Isotrópica : capacidade que o equipamento tem de obter imagem com a


mesma qualidade em todos os lados, cubo.

 Scan FOV: define o campo de visão, toda a área de scan, corte, dentro da
gantry. Área dentro da gantry a partir da qual é recolhida informação para
reconstrução da imagem. Se se seleccionar um scan FOV de 25 cm significa que vai
ser recolhida Raw Data, num círculo com diâmetro de 25 cm, a partir do isocentro da
gantry. 18, 25, 35, 42, 50 cm.

 Display FOV: imagem com interesse para o estudo. Podendo o resto da


espessura ser irradiada, mas não há armazenamento da informação.

 Efeito de Volume Parcial: tem a ver com o voxel. Quando num voxel se reúnem
duas estruturas adjacentes de densidades muito diferentes, a imagem resultante,
pixel, ver-se-á representada por uma densidade intermédia falsa, que não corresponde
a nenhuma das duas estruturas. O efeito de volume parcial é proporcional à espessura
do corte. Ele pode não só alterar a densitometria de uma estrutura como conduzir à

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formação de falsas imagens. Quanto mais fina a espessura do corte, menor o efeito de
volume parcial.

Diafragma: com corte axial não se obtém toda a extensão devido à sua forma
em cópula ->aumenta-se o voxel.

 Espessura de Corte: cortes mais finos produzem imagens com maior


resolução. Cortes mais grossos abrangem mais tecido, mais informação contida num
voxel, por vezes muito heterogénea, podendo levar ao efeito de volume parcial. Ao
diminuir a espessura de corte deve-se compensar com um aumento na dose de
radiação, para a obtenção de uma imagem de boa qualidade.

 Algoritmos de reconstrução ou Kernel: transformação matemática feita a cada


ponto da imagem, que vai transformá-la em cinzentos (densidades). Existem três
grandes grupos:
o Soft ou moles
o Standard
o Duros

Deve ser escolhido em função do tipo de tecido que se pretende estudar. Ao


seleccionar o filtro, o operador define como os dados são matematicamente tratados
no processo de reconstrução. Cada algoritmo utiliza uma fórmula diferente para
processar os dados. Por exemplo: algoritmos com contraste elevado -> osso, detalhe
para visualização de estruturas com densidades elevadas. Algoritmos com menor

Filtro Duro Filtro Mole


contraste são utilizados na reconstrução de estruturas menos densas, que possuam
um menor contraste intrínseco (cérebro, abdómen).

 Artefactos: são parasitas mais ou menos estruturados de uma imagem


reconstruída e que não existem no objecto. Podem dever-se a objectos metálicos ou

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calcificações ateromatosas e devido ao movimento voluntário ou involuntário
(batimentos cardíacos, peristaltismo) do paciente.
o Acessórios de densidade elevada

1-densidades elevadas

o Movimento
 Voluntário do paciente
 Involuntário (peristaltismo,
batimentos cardíacos)

2- artefacto linear, movimento,


o Efeito de Volume Parcial peristaltismo.

Quando num voxel se reunem duas estruturas adjacentes de densidades muito


diferentes, a imagem resultante, pixel, ver-se-á representada por uma densidade
intermédia falsa, que não corresponde a nenhuma das duas estruturas. O efeito de
volume parcial é proporcional à espessura do corte.Ele pode não só alterar a
densitometria de uma estrutura como conduzir à formação de falsas imagens

o Endurecimento do Raio

Resulta da absorção preferencial dos fotões de baixa


energia pela estrutura atravessada, deixando os fotões
de maior intensidade atingir os detectores. Para estes
qualquer feixe que os atinja é tratado de igual forma, e
como resultado dá-se o aparecimento dos artefactos por
endurecimento do raio, que resultam da absorção
preferencial de fotões de baixa energia, deixando que
somente fotões de energia elevada atinjam os
detectores. 3- endurecimento do raio

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o Circulares de Calibração

Aparecem junto ao centro de rotação da máquina e


manifestam-se por uma série de círculos concêntricos.
Resultam da falta de calibração de alguns detectores;
prejudicam a resolução espacial e densitométrica.

 Resolução de Densidade: capacidade de distinguir estruturas com densidades


muito diferentes. Resolução de baixo contraste.

 Resolução Espacial: capacidade que o equipamento tem de distinguir


densidades muito próximas uma da outra. Resolução de alto contraste. Capacidade de
representar, como imagens separadas, dois objectos que se encontram muito
próximos, é a medida de precisão na representação de estruturas anatómicas.
Depende de:

o Tamanho do ponto focal do tubo de Rx (tamanho do feixe / quantidade


de informação q atinge os detectores);
o Tamanho da abertura do detector (qto. menor, maior res.esp.);
o Tamanho da matriz / Pixel (matriz, tamanho pixel,res.esp.);
o Filtro de reconstrução (mascara/limita a informação );
o Espessura de corte (qto.menor, melhora definição).

 Resolução Isotrópica: capacidade de fazer cortes em todos os planos com a


mesma resolução do plano axial.
 Resolução Temporal: capacidade em adquirir imagens o mais rápido possível,
de modo a diminuir artefactos de movimento.

 ROI(região de interesse):
o Permite definir uma área na imagem que pode adoptar uma forma
circular, elíptica, quadrada, rectangular ou desenhada ao contorno pretendido.

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o Definir o tamanho, forma e localização do ROI é o primeiro passo para
a execução de outras funções (magnificação, medição média de densidades...).

 Resolução de Contraste: é a capacidade de um tomógrafo representar, como


imagens distintas, áreas com coeficientes de atenuação pouco diferentes entre si.
Existe uma relação importante entre resolução de contraste e ruído, na medida em
que aumentando o ruído, diminui a resolução de contraste.

 Resolução de Contraste: dose resolução espacial espessura de corte

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MÉTODOS DE AQUISIÇÃO DE DADOS

Convencional
“Corta às fatias”; posicionamento do doente no plano de corte desejado, apneia
respiratória (scan de corpo), rotação do conjunto ampola-detectores, obtenção de um
só corte por aquisição de dados, respiração normal, movimento da mesa até ao
próximo corte, repetição do procedimento até que a área a estudar seja varrida.
Mesmo não sendo necessária a apneia respiratória, o funcionamento dos TC
tradicionais resume-se a estes passos. Este facto prende-se essencialmente a dois
motivos. Primeiro é necessário tempo para o tubo de RX rodar na direcção oposta.
Segundo, é necessário tempo de arrefecimento para o tubo de RX, antes de se
efectuar novo scan. O arrefecimento do tubo leva 3 a 30 segundos, o que implica
permitir ao doente respirar enquanto aguarda pelo novo scan.

 Desvantagens:
o Sempre que determinado estudo envolva apneia respiratória, este
método pode levar ao registo errado de corte, que acontece quando o doente sustem
a respiração de forma diferente de scan para scan;
o Há uma aquisição em pontos diferentes do ciclo respiratório – em dois
pontos de localização diferentes pode-se obter duas imagens que correspondem à
mesma localização anatómica.

Espiral
Aumenta o volume (aquisição volumétrica). Mesa em movimento. Menor
qualidade de imagem.

Quando o exame começa, o tubo de RX e detectores rodam continuamente


sem retroceder. Enquanto o tubo de RX roda, a mesa desloca-se fazendo passar o
doente através da gantry. São recolhidos dados de uma forma contínua, resultando
num volume ou num bloco de dados. Estes dados podem ser reconstruídos em
qualquer posição do eixo z ao longo do paciente. Durante a aquisição espiral, são
recebidos continuamente dados da imagem. Quando a imagem é reconstruída, o
plano da mesma não contém dados suficientes para a reconstruir (devido ao
movimento da mesa o scan não termina no mesmo ponto onde se inicia). Torna-se
necessário estimar dados a partir de interpolação. Na TC tradicional os cortes são
paralelos uns aos outros, ou seja, o início do scan coincide com o fim do mesmo. Na
TC espiral os cortes não são 100% axiais porque o início do scan não coincide com o
fim do mesmo, os scans assemelham-se a uma mola, com cada corte a um
determinado ângulo. Existe portanto uma área, a partir da qual não é obtida
informação directa. É então utilizado o algoritmo de interpolação para interpolar a
informação que falta de forma a que um scan seja produzido para cada posição da

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mesa. A capacidade de reconstruir uma imagem em qualquer ponto do eixo z deve-se
ao algoritmo de interpolação – processo matemático de cálculo de um valor, por
estimativa, a partir de dois valores conhecidos. Inicialmente era utilizada uma
interpolação linear de 360º, porque a informação do plano estimado da imagem era
interpolada a partir de dados separados por 360º de rotação. Era também linear
porque o algoritmo assumia uma linha directa entre os dois pontos de valores
conhecidos. Como resultado final obtinha-se uma imagem transaxial praticamente
idêntica à da TC tradicional. Quando
eram efectuadas reformatações, no
plano sagital e coronal, a partir destas
imagens, o resultado era pior do que
na TC tradicional, devido ao elevado
grau de desfocagem.

4- Interpolação entre pontos afastados 360o

A solução passou pela


utilização da interpolação de 180º.
Como resultado tem-se melhor
resolução ao longo do eixo z e
reformatações de elevada qualidade
(foram desenvolvidos dois tipos de
algoritmos de 180º: interpolação linear simples e interpolação cubic spline). Os
algoritmos de 180º permitem ainda utilizar um Pitch superior a 1. Apesar da
informação ser adquirida com um determinado ângulo, o software reconstrói o scan
sem angulação.

Cluster
Consiste na obtenção de um grupo de cortes durante uma única apneia. O
número de cortes depende da capacidade do doente em suster a respiração. É
necessário que o tomógrafo possua tempos de aquisição rápidos. Por exemplo, se um
doente suster a respiração durante 13 segundos, é possível efectuar um cluster de 7
scans antes de permitir ao doente respirar novamente (7 segundos para a aquisição
de dados e 1 segundo entre cada scan para o avanço da mesa). A principal vantagem
deste método é a redução no registo errado de corte. Permite também uma redução
no tempo total do exame.

Dinâmico
Usado em angiotomografias.

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Multidetectores
Não há nenhum método de aquisição multidetectores(!!!), o método é ESPIRAL, com
muitos detectores. Permite: aquisições no subsegundo; espessura de corte mínima 0,5
mm; 4 cortes por rotação da gantry/ actualmente 16 e 32 cortes; resolução temporal
abaixo dos 250ms/ aplicação cardíaca; tempos de reconstrução por imagem – 2 a 3
segundos. Permite ultrapassar limitações da “perfomance” da TC existentes:

 Grandes volumes, excluem cortes finos;


 Scans lentos provocam artefactos de movimento que condicionam a qualidade
de imagem.

 Tomógrafos de um único corte/rotação gantry  detectores com uma única fila


de elementos na direcção do eixo longitudinal (Z) do paciente
 Tomógrafos multidetectores  múltiplas filas de detectores organizadas
segundo uma matriz de elementos.•Permitem a recolha de dados indepen-
dentes para a obtenção de várias imagens.

TEP- tromboembolismo pulmonar.

QUALIDADE DE IMAGEM EM TC

o Resolução espacial de alto contraste


Capacidade do equipamento ler pequenas estruturas em pormenor, as quais têm
densidades muito diferentes das que lhe estão próximas.

o Resolução de baixo contraste


Capacidade do equipamento para tornar perceptíveis estruturas diferenciadas da
vizinhança mas que têm densidades muito próximas.

Vantagens em alterar a resolução:

o Standard/high/ultrahigh( é o que se vê melhor(trabeculado ósseo)) –


contribuem para o aumento da resolução espacial.

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Mudar as definições de resolução não interfere no scan ou no tempo de reconstrução,
nem no tempo de transferência de imagens para o arquivo.
o High/ ultrahigh: incrementam o ruído.

A resolução é um parâmetro valioso pois após a aquisição de um scan não é possível


alterar.

Na práctica: quando se alteram os parâmetros, a influência quer na resolução de alto


contraste quer na de baixo contraste pode ser contraditória.

É necessário distinguir:

- partes moles (detecção do contraste)

- estudo ósseo ou similar (resolução espacial)

o Resolução Temporal:
Obtém-se pela duração do tempo global na aquisição. Quanto menos tempo, maior
resolução temporal, menos artefactos.

o Definição (nitidez) da imagem:


Consiste na nitidez com que se vê um órgão ou estrutura relativamente ao restante
tecido que o rodeia.

o Ruído:
A falta de precisão, ou presença de ruído, é presentemente o factor limitativo da “
performance “ em TC. O ruído representa uma variação do nº de fotões de Rx
absorvidos pelo detector. Consiste numa variação dos nºs de TC acima ou abaixo do
valor médio definido. Fotões de radiação X que chegam ao detector. Depende:
- mAs;
- espessura de corte – quanto mais fino o corte, menor o ruído. Quando se diminui o
corte deve-se aumentar a dose. Aumenta-se a kV para diminuir o ruído;
- display da imagem;
- kVp e filtros;
- tamanho do doente >doente > ruído;
- Kernel = Algoritmo;
- Tamanho do pixel;
- Eficiência dos detectores;
- Colimação (Diafragmar)- colimar a matriz de detectores, tem a ver com a matriz.
A única forma de diminuir o ruído é aumentando o nº de fotões absorvidos pelo
detector, ou seja, aumentando a dose de radiação do paciente. O ruído aparece na
imagem como um granitado.

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o Artefactos:
Origem:

- movimento do doente;
- metal;
- volume parcial;
- endurecimento do raio (Beam Hardening)
- defeitos técnicos (p.ex. dos detectores: anéis)
- erros dependentes do operador
São parasitas mais ou menos estruturados de uma imagem reconstruída, e que não
existem no objecto.

Densidades muito elevadas no mesmo plano cria artefacto. Desfasar ombros, joelhos, pés...

Parâmetros dependentes do Técnico:


mA (mA x tempo= mAs)

tecidos moles: mAs + elevados


alto contraste: menores mas

tempo de scan

kV- kV maior reduz o ruído, melhora a resolução de baixo contraste e é usada quando
há forte atenuação (ombro, pelve...)

Colimação (espessura de corte)

o Cortes grossos: menos ruído. Melhor resolução de baixo contraste. Pior


definição dos limites. Artefactos de volume parcial.
o Cortes finos: mais ruído. Pior resolução de baixo contraste. Melhor
definição dos limites. Melhor resolução de alto contraste. Menos volume parcial.

Tempo de rotação da ampola – tempo total da aquisição:

o Vantagens de tempos de rotação curtos: tempo de rotação curto/


redução de efeitos de movimento do paciente.
o Vantagens de tempos longos de rotação: tempo de rotação longo/
permite diminuir a mAs.

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Kernel/algoritmo de reconstrução

o Vantagens:
 O detalhe da imagem pode ser adaptado à estrutura a examinar
 Não existem diferenças nos tempos de reconstrução entre
diferentes algoritmos
 Não existem diferenças no tempo de transferência de imagens
para a estação de trabalho e arquivo
o Desvantagens:
 Se for necessário aplicar vários filtros, o tempo total de
reconstrução aumentará.

Dimensão do pixel(mm)

Ex: se o scan for realizado com FOV de 500mm e a matriz de 512x512, o pixel será de
0,98mm.

Matriz da Imagem

o Vantagens de várias matrizes:


 Adaptar o pixel/ Optimiza-se a resolução espacial
 Diminuindo a matriz para 340x340, o tempo de reconstrução
também diminui, quando não é necessária uma resolução maior.
o Desvantagens para matrizes maiores:
 Aumento do tempo de reconstrução
 Dificultam o armazenamento de dados

O zoom aumenta os pixéis.

Nota: a resolução espacial é medida em pares de linhas por cm. (1cm=10mm)

Factores de enhancement/filtros: definido pelo fabricante; contribui para uma


redução na dose do paciente; reduz os fotões de baixa energia que contribuem para o

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aumento da dose do doente mas não para a qualidade da imagem; contribui para uma
redução dos artefactos por endurecimento do raio.

o Vantagens:
 imagens Sharpen ou Smooth
 podem ser aplicados antes ou após (normalmente) scan, ou
ambos.
o Desvantagens:
 Quando aplicados em pós-processamento é necessário
aproximadamente 1seg/ imagem.

Imagem do pulmão: bolsa com líquido a ocupar a área do pulmão (após pneumoctomia)
para não haver desvio anatómico. Porque não é um abcesso? Tudo o que se forma de novo
tem vascularização e os abcessos têm uma parede espessa. Como os vasos levaram contraste
e não se vê a bolsa com contraste, não tem vasos. Abcesso é permeável, a parede deixa passar.
Num quisto, a parede é fina e não capta produto de contraste. Bolsa de implante tem a
parede grossa.

Contrastes mais usados em TC são os iodados. Bário em concentrações “muito altas”


provocam artefactos. Bário sem água solidifica, se for extravasado.

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PRINCÍPIOS DE IMAGEM EM TC ESPIRAL

A reconstrução do corte – incremento (avanços ou incrementos da mesa),


modo incremental/ convencional (3 modos):

 Cortes intervalados (corte; espaço; corte)-usava-se no estudo abdominal,


torácico. Não se via a patologia se estivesse no espaço entre os cortes.
 Cortes sequenciados (todos seguidos)
 Cortes com sobreposição de dados (p.ex: espessura de corte de 5mm e
interpola 2,5mm, ou seja, sobrepõe-se 2,5mm).

Quanto mais sobreposição houver, melhor a imagem, mas também é maior a dose de
radiação – melhor resolução na reconstrução da imagem.

“degradé”

Overlap (sobreposição)- 25, 50(o mais usado) e 75%.

Modo incremental: cela turca, ouvidos, estruturas pequenas, senão o doente leva com
muita dose. 360 leituras por ponto.

Avanço e reconstrução de cortes:

 Vantagens de reconstrução de cortes finos:


o Diminuição dos avanços – maior overlap entre imagens reconstruídas/
melhor MPR( multiplanar) e 3D imagens reformatadas.
o Diminuição dos avanços – diminuição das hipóteses de perderlesões
devido ao efeito de volume parcial/ aumenta a detecção de lesões.
 Desvantagens:
o Diminuição dos avanços/ aumenta o nº de imagens/ aumenta o tempo
total de reconstrução.

Incremental: sobreposição.
Helicoidal: interpolação (dados que o computador vai adivinhar).

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Algoritmo de interpolação:

Na TC espiral os scans assemelham-se a uma mola, com cada corte a um


determinado ângulo. Existe portanto uma área a partir da qual não é obtida informação
directa. É então utilizado o algoritmo de interpolação para interpolar a informação que
falta de forma a que um scan seja produzido para cada posição da mesa. A
capacidade de reconstruir uma imagem em qualquer ponto do eixo z deve-se ao
algoritmo de interpolação – processo matemático de cálculo de um valor, por
estimativa, a partir de dois valores conhecidos. Inicialmente era utilizada uma
interpolação linear de 360º, porque a informação do plano estimado da imagem era
interpolada a partir de dados separados por 360º de rotação. Era também linear
porque o algoritmo assumia uma linha directa entre os dois pontos de valores
conhecidos.

Interpolação de dados afastados 360 o.

Como resultado final obtinha-se uma imagem transaxial praticamente idêntica à da TC


tradicional. Quando eram efectuadas reformatações, no plano sagital e coronal, a
partir destas imagens, o resultado era pior do que na TC tradicional, devido ao elevado
grau de desfocagem. A solução passou pela utilização da interpolação de 180º. Como
resultado tem-se melhor resolução ao longo do eixo z e reformatações de elevada
qualidade (foram desenvolvidos dois tipos de algoritmos de 180º: interpolação linear
simples e interpolação cubic spline). Os algoritmos de 180º permitem ainda utilizar um
Pitch superior a 1.

Z – quando se aumenta, é maior a velocidade de aquisição – pitch.

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Quanto maior for a mola, maior o pitch, maior a interpolação de dados, maior a
espessura de corte efectiva, menor a resolução de imagem (com alguma perda de
resolução).
Se se apertar a mola, tem-se mais qualidade de imagem, menor interpolação. Há
melhor qualidade de imagem em sequencial do que em helicoidal.

Aumentar o pitch para mais que 1:1 aumenta o volume de tecido que pode ser
visualizado nem determinado período de tempo. A capacidade de visualizar um maior
volume de tecido numa apneia única é a principal vantagem da TC espiral. Devido à
interpolação, a espessura efectiva de corte é maior do que a abertura do colimador.

<pitch <volume
>pitch > interpolação
<interpolação >qualidade de imagem (melhor a 180 o)

Porquê aumentar o pitch? Tem interesse no estudo pediátrico e em traumatizados ->


maior rapidez de execução. Angio TC -> grande área a visualizar no menor tempo
possível. Quando se pretende abranger uma maior área por apneia respiratória.
Reduzir dose total de radiação.

Diminuir o pitch, cortes finos, aumentar a rotação: menor interpolação de dados


possível (a 180o) – para ver mais volume, todo o pulmão; estruturas pequenas (TEP)-
tem de se ver todo o pulmão, área grande, mas os vasos sanguíneos são pequenos.

TC MULTICORTE
 Simples
 Duplocorte (dual slice)
 Multicorte

Surge em 1998 permitindo:

 aquisições no subsegundo
 (espessura de corte mínima 0,5mm)
 4 cortes por rotação da gantry / actualmente 16 e 32 cortes
 Cerca de 8 vezes mais rápido que um scanner espiral com 1 segundo por
corte, actualmente 20 a 30 vezes mais rápido.
 resolução temporal abaixo dos 250ms / aplicação cardíaca
 (tempos de reconstrução p/imagem –2 a 3 seg.)
 Permite ultrapassar limitações da “performance”da TC existentes:
o grandes volumes, excluem cortes finos
o scans lentos, provocam artefactos de movimento que condiciona a
qualidade de imagem.

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 Tomógrafos de um único corte/rotação gantry -> detectores com uma única fila
de elementos na direcção do eixo longitudinal (Z) do paciente
 Tomógrafos multidetectores -> múltiplas filas de detectores organizadas
segundo uma matriz de elementos.
 Permitem a recolha de dados indepen-dentes para a obtenção de várias
imagens.

Nº de
filas
irradiada
s

4x2,5=10/2x5=10/1x10=10

Feixe em cone

Matriz simétrica

Nunca se conseguem reconstruir cortes mais finos que os adquiridos.

 Os princípios do tomógrafo são similares aos do tomógrafo espiral, corte único


por rotação da gantry.
 É composto por várias filas de detectores que permitem a aquisição de
múltiplos cortes e a capacidade...(FALTA TEXTO).

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Factor Pitch
 Na TC espiral:
2 tipos de espessura de corte: a adquirida e a reconstruída.
 Na TC multidetector existem duas descrições para o factor pitch: a primeira
definição (a) utiliza a espessura de uma única fila de detectores e a segunda
(b) recorre-se da espessura de todos os detectores irradiados.
(a)

(b)

(a) Exemplo: velocidade da mesa: 10mm/rotação


colimação do feixe de RX: 10mm
colimação “Z”: 4x2,5mm

(b) Exemplo: velocidade da mesa: 10mm/rotação


colimação do feixe de RX: 10mm
colimação “Z”: 4x2,5mm

Parâmetros a considerar:

 Rotação da Gantry:
o Existe a possibilidade de reduzir o tempo de rotação para valores
inferiores a 0,5 segundos para cerca de0,3 segundos.
o Será uma redução moderada devido ao elevado peso dos componentes
o Scans parciais com amostras de uma fracção dos dados recolhidos
durante a rotação de 360 o permitem uma reconstrução de imagem
obtida dentro de um ciclo cardíaco, o que evita os artefactos por
pulsação (gating cardíaco).
 Centrifugação dos detectores: define o nº de cortes adquiridos em
simultâneo por rotação da gantry.
 Nº de Cortes:
o A tecnologia de detectores existente permite em teoria a aquisição de
mais de 4 cortes por rotação da gantry
o A matriz de detectores com 16 e 34 filas respectivamente deveria
permitir a aquisição de 16 e 32 cortes do mesmo tamanho por rotação
da gantry

22
o O aparecimento de scanners com essas capacidades está dependente
do desenvolvimento da concepção de fabrico e do software.
 Espessura de corte reconstruída:
o Em mm, pode ser retrospectivamente calculada desde que a Raw Data
ainda se encontre disponível
o Essa espessura pode ser maior (...FALTA TEXTO)
o A espessura de corte a reconstruir está dependente da configuração do
detector utilizado

Ex: se for necessária a obtenção de cortes com 1mm de espessura então a


configuração será de 4x1mm. Quando se selecciona uma configuração de 4x2mm, a
espessura de corte mais pequena possível de obter será de 2mm.

Factores a considerar:

 Movimento da mesa (em mm por rotação da gantry)


 Tempo de rotação da Gantry (em segundos por rotação)
 Factores Técnicos:
o mAs, kV
o resolução
o tempo de rotação
o colimação
o pitch
 Factores de Processamento: algoritmos de reconstrução e factores de
enhancement.
 Factores Tempo
 Imagem matricial
 Pós-processamento enhancement
 Corte reconstrução e incremento
 Área coberta
 Feixe de colimação

Qualidade de Imagem:

 Geralmente os perfis de sensibilidade do corte do TC multidetector são


similares aos de TC corte único (usando os mesmos parâmetros de
exposição)
 Os tempos de aquisição mais rápidos do multicorte permitem ao operador
utilizar espessuras de corte mais pequenas e/ou factores pitch menores
resultando em perfis de sensibilidade mais estreitos -> melhor resolução
espacial – benificia a qualidade de imagem.

23
 Um 2º factor que contribui para um aumento da qualidade de imagem é a
redução do ruído que pode ser diminuído ou mantido constante
aumentando o nº de fotões que atingem os detectores.
 A possibilidade de utilizar uma corrente do tubo mais elevada sempre que
necessário, com um aumento na capacidade térmica dos tubos podem
(..FALTA TEXTO).

24
TC ESPIRAL

Técnicas de Reconstrução 3D/ TC Espiral:

 MIP- Maximum Intensity Projection


 MinIP- Minimum Intensity Projection Visualização externa
 SSD- Shaded Surface Display
 VR – Volume Rendering – estudar todas as estruturas em 3D. Permite tirar
órgãos.
o VIE- Virtual Intraluminal Endoscopy – ver as vísceras por dentro.

Visualização interna

 MIP – são seleccionados os pixéis de máxima intensidade encontrados ao


longo do trajecto de um eixo imaginário que é perpendicular ao volume de
dados adquiridos. Seleccionar a máxima intensidade encontrada, vai permitir
uma melhor diferenciação dos vasos sanguíneos reproduzindo o contorno e
conteúdo vascular, evidenciando placas calcificadas e trombos murais. Muito
usado em Angio-TC.
 MinIP – técnica de cortes finos utilizada para estudar diferentes áreas de
atenuação do parênquima pulmonar.
 SSD – identifica uma amplitude estreita de valores de densidade pertencentes
ao objecto a ser visualizado e representa somente essa amplitude de valores.
O operador selecciona os valores mínimos e máximos que pretende para a
estruturação da imagem, a partir dos quais o algoritmo “altera” raios de
projecção através do total de volume adquirido. (ver pele)
 VR – técnica mais complexa com diversas abordagens. A mais usual é de que
é atribuído a todos os valores dos voxeis um nível de opacidade que varia da
transparência total à opacidade total. Esta função de opacidade pode ser
aplicada como m todo ao histograma de valores dos voxeis ou a regiões do
histograma classificados como tipos específicos de tecidos. A VR requer que
se forneça ao computador uma janela de valores de TC para procurar e
localizar. Esta janela representa o tecido que circunda a área de interesse e
para a reconstrução. O computador deve apresentar os pixéis como
translucentes. Ou seja, objectos que se encontrem atrás do pixel representado
também serão representados (osso e músculo).

25
DOSIMETRIA

1. A Dosimetria
I. Dose de radiação no doente
II. Factores que afectam a dose no paciente
III. Factores que afectam a dose na qualidade de imagem

I. Dose no Paciente

•EuratomDirective97/43 – protecção da saúde da população contra os perigos da


radiação ionizante relativamente à exposição com fins clínicos....... equipamento
“envolvendo doses elevadas para o paciente, como Intervenção, TC e Radioterapia”

• Esta directiva introduz os princípios de justificação e optimização dos exames


radiológicos.

• Princípio de ALARA – As Low As Reasonably Achievable

•A dose no paciente pode ser ajustada à qualidade desejada do exame em execução


– com a < da dose > o ruído e < a resolução.

• Torna-se necessária uma determinada dose de radiação (fotões p/pixel) para manter
o ruído da imagem a um nível aceitável (< / = 1% )

• As doses variam com as técnicas usadas, sendo a dose recebida pelo paciente
influenciada por:

• KVp, MA, Tempo aquisição

• Filtros, Colimação

• Eficiência dos detectores, Scan FOV

• Tamanho da Matriz, Tamanho do paciente

• Sobreposição de scans, ângulo de rotação

• Dose Efectiva – dose calculada com conhecimento específico da dose absorvida em


cada ponto do orgão do paciente.

•CTDI – ComputedTomographyDose Indexe DLP – Dose LengthProduct–


quantificações utilizadas para calcular aproximadamente a dose efectiva.

• CTDIw– método que define a dose atribuída a um único scan -mGy.

26
• DLP– Produto da CTDIwpelo comprimento da área estudada ( nºcortes x espessura)
–mGy.cm.

• Dose Efectiva–depende da DLP e dos coeficientes de absorção para cada um dos


orgãos irradiados.

• CTDI permite comparar as doses entre protocolos de um determinado equipamento.

• DLP pode ser usado como um indicador da dose de radiação emitida durante o
exame.

Dose Efectiva – mais importante para decidir risco / benefício de um determinado


exame, porque dá uma estimativa da dose do paciente permitindo relacioná-la com o
risco biológico.

Qualidade de Imagem <-> Dose de radiação

Factores que influenciam a dose e a qualidade da imagem:

• mas – A dose quantificada é directamente proporcional ao produto da corrente do


tubo e tempo de exposição – Reduzir os mas para metade implica reduzir para metade
todas as medições de dose – os detectores recebem metade da radiação e o ruído na
imagem aumenta.

•A relação entre o ruído e os mas não é linear, mas inversamente proporcional à raiz
quadrada dos mAs.

27
• KVp->KVp>dose um aumento de 120 para 140 aumenta a dose em cerca de 47%.

•O poder de penetração também aumenta e a dose que atinge os detectores pode


aumentar cerca de 70%.

• Ao reduzir os mas proporcionalmente a esse aumento, a dose do paciente pode ser


reduzida 15 –20%, mantendo o mesmo nível de ruído.

• Espessura de corte -< esp., > resolução, reduz efeito de volume parcial, > ruído.

• Torna-se necessário aumentar os valores de exposição para compensar a redução


na quantidade de fotões que atinge os detectores.

• Número de cortes – Aumentar o número de cortes aumenta a dose total de radiação


para o doente –o que se reflecte no valor do DLP e consequentemente na Dose
Efectiva.

• Pitch – Aumentar o Pitch reduz a DLP no paciente ao reduzir o número de rotações a


efectuar numa determinada área.

• Filtro de Reconstrução – Os diferentes graus de esbatimento ou realce provocados


pelos filtros condicionam o grau de ruído na imagem.

• Utilizar um filtro mole, reduz o ruído permitindo uma redução nos mAs; perda de
resolução no alto contraste e resolução espacial.

•A escolha do filtro é um compromisso entre ruído e resolução espacial

• Filtros – Definido pelo fabricante; contribui para uma redução na dose do paciente;
reduz os fotões de baixa energia que contribuem para o aumento da dose do doente
mas não para a qualidade da imagem; contribui para uma redução dos artefactos por
endurecimento do raio.

• BowTieFilter – reduz a intensidade do feixe na periferia; reduz a dose nas áreas


periféricas do paciente; para além de diminuir a radiação difusa periférica também
contribui em menor grau para uma redução da dose na parte central do paciente.

• Eficiência dos detectores - Capacidade de absorção + poder

discriminativo + resposta eléctrica aos fotões + eficiência geométrica.

• Quanto mais eficientes os detectores menor a dose necessária para atingir um nível
de ruído específico.

• Scan FOV – diâmetro real da área irradiada. FOV maior irradia mais área do paciente
e possibilita a criação de mais radiação difusa que degrada a imagem.

• Um FOV menor por vezes produz doses mais elevadas devido àconcentração da
radiação num volume de tecido mais pequeno.

28
• Matriz –Aumentar a matriz de 512 para 1024 quadriplicao nºde pixéis e aumenta a
resolução espacial, mas exige radiação adicional para manter as mesmas informações
nos pixeis.

• Com a TC espiral e um Pitch de 1:1 , não existe grande diferença na quantidade de


dose relativamente àTC incremental. Aumentar o Pitch significa reduzir a dose total de
radiação para um mesmo estudo.

•Com a TC Multicorte a dose de radiação pode ser substancialmente


reduzida.........

Algumas soluções nos equipamentos:

• Eliminar o colimador pós-paciente

• Técnica automática de redução de dose (TP-AP/LAT)

• mAautomático (ao longo do eixo Z)

• Bowtiefilter

• Detector de cristais sólidos

• Algoritmos para redução de artefactos

29
MEIOS DE CONTRASTE EM TC

Reacções Alérgicas =/≠ Reacção Adversa


Uma reacção adversa
pode ser ou não
Fundamentalmente ao iodo alérgica.
(endovenoso).

Preparação do Doente Aplicação de Meios de Contraste

- informação clínica
- jejum ( doente pode vomitar e como está em DD, pode asfixiar)
- limpeza intestinal (colonoscopia virtual)
- alimentação não colecistonética (para não aumentar a produção de fezes)

Preparação do Doente
 História Clínica
o Resultados analíticos: creatinina (para saber se se pode fazer contraste
endovenoso, função renal), outros...
 Saber se o doente já fez exames TCs
o Comparar imagens
o Orientar exame
 Saber se o doente fez alguma cirurgia ou radioterapia na região a
examinar
o Estruturas alteradas (saber se é normal faltar algum órgão)
 Função Renal
o Para qualquer tipo de TC
 Ex: fractura do malar pode fazer I.V.
o Níveis de creatinina (abaixo de 2,0)
 Falha renal, doentes diabéticos, etc.
o Necessidade de Hemodiálise

Se o doente tiver insuficiência renal leva contraste mas a seguir tem de fazer
hemodiálise.

 Hipertiroidismo (faz aumentar a concentração de iodo)


o Quando há história devem ser feitas análises para ver a função da
tiróide.

Níveis normais das hormonas tiroideias


TSH 0,23-40 µg/ml
TT3 0,8-1,8 ng/ml (absoluta)
FT3 3,5-6,0 pg/ml (livre)
TT4 45-115 ng/ml (absoluta)

30
FT4 8,0-20,0 pg/ml (livre)

 Dependendo da estrutura a examinar assim o doente deverá ter uma


preparação específica.
 Se:
o faz contraste EV
o faz contraste rectal (patologia cólica, para não esperar que o oral
chegue ao intestino, é mais rápido)
o faz contraste oral ( opacificação do tubo digestivo)
o faz ou não enemas de limpeza (só para colonoscopia virtual)

A TC não é dos exames mais usados em patologia intestinal, mas para ver se há
metástases peritoneais, tumores extra-intestinais.

Anamnese(questionário) Anestesia/radiologia

Para saber se é alérgico ao iodo pergunta-se se é alérgico ao marisco ou a algum


produto de limpeza...

Anestesia e Radiologia

 Manipulação invasiva (há entubação para o vómito não ir para o pulmão) Alteração
 Injecção de meios de contraste do estado
 Sedacção/ Analgesia/ Anestesia do doente

Se o doente comeu, a anestesia pára os músculos da deglutição, aspiração do vómito.


Uma das primeiras manifestações é desconforto no pescoço -> edema da glote ->
morte por asfixia.
Sedação e analgesia para o doente estar quieto.

Condições para a prática de anestesia fora do bloco

 Fonte de Oxigénio
 Vacuum (aspirador)
 Aparelho de material de anestesia (equivalente ao existente no bloco)
 Saídas Eléctricas Suficientes
 Iluminação Adequada
 Acesso imediato ao doente
 Carro de emergência com desfibrilador pronto em 2 minutos
 Anestesiologista disponível
 Comunicação fácil com o exterior (SOS)

31
Monitorização

1. ECG contínuo
2. Determinação da tensão arterial e frequência cardíaca (pelo menos de 5
em 5 minutos)
3. Pletismografia ou Oximetria
4. Se o doente ventilado: CO2 final da expiração e alarme de desconexão do
ventilador.

Pessoal

 Menos familiarizado com técnicas anestésicas (auxiliares)


 Necessidade de formar e educar (técnicos)
 Prever necessidades de pessoal adicional

Medicação

 Sedação/ Analgesia
o Midazolam
o Diazepam
 Anestesia Geral
o Propofol/Tiopental/Etomiodato/Ketamina
o Isoflurano/Halotano/Sevoflurano
 Relaxantes Musculares
 Analgésicos

Quem dá indicação de injecção é o médico.

Transporte e Recobro

 Estabilidade do doente
 Acompanhamento/ Vigilância
 Oxigenoterapia

Farmacologia dos meios de contraste

 Iodo
 Ligação componentes orgânicos
 Excreção (maioria rins, parte intestino, muito pouco pelos poros da pele)
 Osmolaridade
 Agentes de baixa osmolaridade
 Os meios de contraste são sais combinados de iodo contendo aniões com
outros catiões
 O iodo é o “componente universal” a todos od meios de contraste devido à sua
elevada densidade e baixa toxicidade e a sua facilidade em ligar-se aos
componentes orgânicos que são facilmente expelidos pelos rins.

32
 O conteúdo em iodo dos diferentes meios de contraste pode variar de 20 a
45% e mais de 99% do iodo encontra-se ligado a componentes orgânicos.
 Os meios de contraste são hipertónicos relativamente ao plasma (1000
mOsm/L) e podem provocar aumento de osmolaridade plasmática de 10 a
12%, causando hipertensão transitória, seguida frequentemente de hipotensão
e aumento do débito cardíaco.

Os iodados são nefrotóxicos.


Os contrastes são guardados numa estufa para ficarem à temperatura corporal, o que
diminui a sua viscosidade.

Reacções Adversas

 Frequentemente, os doentes experimentam sintomas relacionados com o


aumento da osmolaridade sérica, produzida pelos meios de contraste.
o Osmolaridade sérica: aumenta o volume em circulação, aumentando a
frequência cardíaca.
 Náusea, vómito, rubor facial
 Urticária, eritema
 Tremores e febre
 Ansiedade e inquietude
 Hipotensão, taquicardia, arritmias
 Broncospasmo, edema da língua e faringe
 Choque anafilático

 Náusea e o vómito ocorrem frequentemente 1-2 minutos após a administração


de contraste. Embora a relação não seja directa, a náusea e o vómito ocorrem
associados e antecedem 20% as reacções anafiláticas.

 Urticária pode ocorrer resultando desconforto para o doente e ansiedade, mas


por si só não evolui para reacção mais severa.

 Tremores, febre e rubor facial são os mais comuns e também não indicam
inevitável progressão para reacção mais severa.

 A ansiedade e a inquietude podem ser experimentadas em alguns doentes e


dever ser feito o diagnóstico de despiste de hipoxia (alterações mentais).

 Hipotensão, seguida de taquicardia ou outras arritmias devem advertir para


possibilidade de reacção tóxica grave ao contraste resultando em 10-13% das
reacções graves.

 O choque anafilático pode ocorrer bem como o broncospasmo ou obstrução


das vias aéreas com edema da faringe e língua pode iniciar-se no primeiro

33
minuto após o contraste. Em 20% das reacções graves ao contraste, os
sintomas respiratórios são os primeiros sintomas.

 Agentes de baixa osmolaridade. Embora mais dispendiosos, os agentes de


baixa osmolaridade são normalmente melhor tolerados e oferecem maior
vantagem relativamente aos agentes convencionais. Estes agentes são
iónicos.

 5 a 8% dos exames com contraste são complicados de reacções adversas,


sendo reacções graves.

 A maioria tem uma boa reacção ao tratamento.

 500 mortos/ano associados a exames contraste (EUA).

 Incidência associada: tipo de exame, método de injecção, história alérgica ou


atopia, dose de iodo, presença ou não de patologia cardíaca.

Factores que influenciam o risco de reacções sistémicas aos meios de contraste


intravasculares
Factor Risco
Estudo radiológico Colangiografia, urografia, arteriografia,
angiografia, cerebral (risco elevado),
angiografia coronária (risco elevado)
Método de injecção Urografia (infusão lenta 7,4%) maior
bolus simples (5,4%), colangiografia IV:
bolus 12,7% maior infusão lenta.
História de alergia ou atopia Risco aumenta 1,5 a 10 vezes
 Marisco ou peixe -15% incidência
 Reacção prévia contraste -17 a 35% de incidência
 Asma -11,2% de incidência
 Idade -maior incidência 3ª e 4ª década
 Doença Cardíaca -maior incidência 3 a 4 vezes, com
 Dose total de iodo tendência
-menor incidência se a dose for inferior
que 20 gramas de iodo.

Reacções anafiláticas em Radiologia


É uma reacção aguda, severa e que pode ser potencialmente fatal, com necessidade
a intervenção imediata. “Ana” – contrária; “phylaxis”- protecção.

Fisiologia da reacção anafilática

Activação dos mastócitos e basófilos

34
Sistema Respiratório
Sintomas Sinais
Dispneia Tosse
Desconforto peitoral Respiração ofegante
Espirro
Edema laríngeo
Complacência pulmonar diminuída
Edema pulmonar fulminante
Depressão pulmonar aguda
Libertação de substâncias vasoactivas e mediadores de broncospasmo

Reacções anafilácticas: mediação da IgE


Reacções anafilácticas: sem mediação da IgE

Manifestações Clínicas:

 Início da acção precoce


 Associado com os diferentes mediadores libertados
 Órgãos-alvo: pele, tracto GI, sistema respiratório e cardiovascular
 Reacções sérias e fatais, associadas a mortes: 70% com paragem respiratória
e 24% com paragem cardiovascular.

Sistema Cardiovascular
Sintomas Sinais
Vertigem Desorientação
Indisposição Diaforese
Opulsão retrosternal Perda de consciência
Hipotensão
Taquicardia
Disritmias
Diminuição da resistência vascular
sistémica
Paragem cardíaca
Hipertensão pulmonar

Sistema Cutâneo
Sintomas Sinais
Coceira Urticária
Formigueiro Rubor
Queimação Edema periorbital
Edema perioral

Selecção Apropriada do meio de contraste


Um meio de contraste é um produto que introduzido no organismo (em cavidades,
órgãos ou vasos), modifica o seu contraste por preenchimento das estruturas,
permitindo uma melhor visualização.

35
Iodo (I) - 127 Bário (Ba)-137

Y nº atómico mais hiperdenso

Tipos de agentes de contraste:

 Contrastes clarificadores (transparentes ao raio X): gás, ar, água


 Contrastes opacos (opacos ao raio X): absorventes de raio X; metais pesados
– iodo, bário e bismuto

o Ba e sais de bário:
 Origem: França, anualmente 110 000 ton.
 Toxicidade: é tóxico
 Sais de bário: cloreto, nitrato e carbonato. Estes são solúveis em
ácidos e tóxicos.
 Sais de bário insolúveis: sulfato de bário, não tóxico.

 O sulfato de Bário (BaSO4)


o Vantagens:
 Insolubilidade em água e ácidos
 Estabilidade
 Grande peso atómico
 Não é caro
o Desvantagens:
 Perigo de passagem de sulfato de bário para a circulação. Ex:
trauma, úlcera perfurada ou fístula.
 Contrastes compostos triiodados – sais orgânicos (2ª geração)

Iodo: utilizado em catalisadores, produtos sanitários, contraste, alimentação


animal, tintas e corantes, diversos...

Os contrastes são compostos que em solução podem sofrer dissociação por serem
sais.

 A dissociação origina:
o Catião Na+ ou meglumina
o Anião benzoato com 3 átomos de iodo
 Propriedades dos compostos iodados

36
o Hidrossolúveis- na visualização de estruturas, as ligações de iodo não
devem ser inferiores a 100mg/mL. Ao desenvolver um MC este deve
apresentar alta solubilidade em solução aquosa, para minimizar
formação de cristais.
o Hipertonicidade de uma solução
 Quando uma célula é colocada numa solução com elevada
concentração de solutos não permeantes, a água flui da célula
para o líquido extracelular, concentrando o líquido intracelular e
diluindo o líquido extracelular. Neste caso a célula contrai-se até
as duas concentrações serem iguais.
o A osmolaridade dos MC é 5 a 8 vezes maior que a do plasma
o Responsável por muitos dos efeitos secundários após a
administração de MC.
o Osmose- é a difusão da água de uma região de alta concentração de
água para uma de baixa concentração.

Osmolaridade

Medida de concentrações das partículas de soluto (FALTA TEXTO)

Viscosidade

- é a medida de fluidez de uma solução. A sua unidade é mPa/s.

-a viscosidade é fortemente maior com a concentração dos meios de contraste e


diminui com a temperatura.

-baixa viscosidade < pressão de injecção >eliminação renal.

O MCI e o Sangue
O sangue:

o Plasma (solução de prot. Globulinas e imunoglobinas) glicose e sais minerais.


o Células Sanguíneas (glóbulos vermelhos “eritrócitos” – transporte de O2 e
CO2).
o Glóbulos brancos:
o Neutrófilos -defesa do organismo
o Basófilos - acção anti-alérgica e anti-coagulante
o Eosinófilos – defesa do organismo
o Linfócitos – produção de anticorpos
o Monócitos – defesa do organismo
o Plaquetas Sanguíneas: funções ligadas coagulação e vasoconstrição.

37
 Os MCI são compostos que em solução podem sofrer dissociação em virtude de
se tratarem de sais.
 Saturação completa do anel benzénico – logo menor afinidade para ligações às
proteínas do plasma.

 Os contrastes de 3ª geração são conhecidos por serem hipoosmolares


 Em comparação (3ª geração) com contrastes de 2ª geração são 50% menos
osmolares
 3ª geração aumentam o nº de átomos de iodo da molécula – dois anéis de
benzeno triiodados “dímero iónico monoácido”
 Estes contrastes do futuro apresentam propriedades excepcionais tais como:
o Ratio 6 (6 l/molécula)
o Hipotonicidade em solução aquosa
o Enriquecimento do plasma sanguíneo (iões de Na e Ca)

Resumo:

 Classificação
 Princípio activo
 Concentração de partículas
 Densidade/viscosidade
 Indicação
 Apresentação

Contraste Oral e Endovenoso em TC


 Na TC são usados contrastes do tipo uro-angiográfico e do tipo hidrossolúvel
usados em ex. gstrointestinais.
 Usam-se as vias oral, rectal (tumor do sigmóide), vaginal (tumores uterinos,
para se diferenciar o recto da vagina, para dar planos de clivagem, quando não
há plano de clivagem, não se pode tirar o tumor por estar ligado à estrutura) e
intravenosa

Vantagens dos meios de contraste:

 Modificam o coeficiente de absorção, criando um gradiente de diferenciação


entre órgãos e patologias.
 Permitem avaliar a vascularização de uma massa
 Opacifica o aparelho urinário
 Diferencia lesões sólidas e líquidas

38
 Permitem o delineamento da anatomia vascular (variantes do normal,
tromboses, aneurisma, etc.)
 Possibilita uma melhor avaliação de espessuras da parede dos abcessos
viscerais, dos pseudoquistos do pâncreas e de processos inflamatórios
agudos.

Desvantagens:

 Reacções adversas e alérgicas aos MC


 Exames mais morosos
 Exames mais dispendiosos

Contraste Endovenoso_ Rotina


Punção de uma veia

- cânula de calibre 0,8 mm (22 gauge)

-prolongador com válvula de segurança

-torneira

-prolongador para o injector

-seringa de 200 cm3 par MC

A dose de contraste varia conforme o tipo de exame, sendo de 1 a 2 mL/ Kg de peso.

O contraste oral deverá ser feito da seguinte forma:

20 a 30 mg/L de água (depende da concentração)

TC Convencional

 Perfusão com gotejamento lento de 100 ml de MC


 Técnica de Bolus fraccionada de MC 1ml/s. (3 doses distintas: 1ª Med. Sup. 2ª
Reg. Hilar. 3ª Coração)
 Uso de injectror.

TC Espiral

 Excelente opacificação de vasos


 Injector com MC à razão de 1,5 a 2,5 ml/s sendo esta aplicação iniciada 20, 30
ou 40 segundos antes do início do exame e seguida durante todo o exame.

Delay ( tempo que medeia 2


momentos, o de disparo do
39
injector e a aquisição de
exame, Tempo de espera.
TC Espiral – Lesões vasculares e a TC Dinâmica

 TC dinâmica indica que vários cortes são realizados numa sequência rápida,
geralmente com apneia (...FALTA TEXTO)
 Estes exames são usados em diagnóstico de:
o Aneurisma
o Dissecação da aorta (ruptura de uma das paredes da aorta)
o Embolias pulmonares
o Massas tumorais hilares ou mediastínicas
o Air trapping (sequestro de ar) – pneumotórax

A máquina injectora automática só se usa para contraste (...FALTA TEXTO)

 O prolongador devera minimizar o extravasamento dos MC


 Em ½ dos doentes os MC podem infiltrar nos tecidos
o Usar cateteres de 22 a 20 gauge ou + largos
o Não utilizar injector (...FALTA TEXTO)
o Ter em atenção ao doente quando (...FALTA TEXTO)
o Abocat 22 ou 20 gauge
o Válvula de segurança
o Torneira de 3 vias
o Prolongador de 120 cm (em hélice)
o Seringa injectora

Todo este material usado é para garantir que o retorno de sangue para a seringa não
se verifica.

Como se programa o injector automático?

Com o doente preparado e alertado para qualquer anomalia , verificar:

 A totalidade do volume da seringa


 Conforme o tipo de exame e de aparelho TC marcar o tempo de scan delay.
 Conforme a estrutura ou órgão a estudar programar o nº de fases de injecção
que vai fazer.
 Deverá também definir se faz bolus simples ou múltiplos
 Em seguida deverá programar o volume para a fase e o rácio de injecção, ou
seja, quantos ml/s em cada fase

40
 Quando o exame está programado deve ser armado o injector o qual assume
todos os dados programados.

Quando se injecta ter em atenção ao doente (câmaras de filmar), ao volume de


injecção (quanto menor o volume, melhor para o doente).

41
Protocolos

TC- CEREBRAL

Acessórios em TC

Colchão, apoio (de corpo, de cerebral), cunhas...

Posicionamento da mesa oblíqua, movimenta-se milimetricamente, quanto mais baixo


chegar melhor para o doente, quanto maior a angulação da ampola melhor
(promontório sagrado)

Distribuição da Radiação na Sala de TC


Profissionais devem ser colocados ao lado da gantry, senão levam doses de radiação
enormes.

Maioria dos exames: neuroradiologia (diminui-se a espessura de corte, mais


importante a resolução de contraste)

Imagem Neurológica (39%):

 Cabeça – cerebral;
 Coluna cervical e lombar;
 Ouvido (CAIs);
 Angio – carótideo e polígono de Willis

Topograma é uma imagem digital, scanogramas são scans obtidos do topograma.

Topograma – normalmente da base(linha orbitomeatal) para o vértex.

Supra-orbitomeatal
10o entre as linhas
Infra- orbitomeatal

Hidrocefalia: aumento do líquido cefalorraquidiano.

Calcificações: sinais directos de lesões intraparenquimatosas.

Porquê a TC Cerebral?
 Trauma – ver sangue. Ex: hematoma sub-dural. É precisa velocidade e boa
qualidade de imagem. Sem contraste IV. Possível hemorragia.
 Achados cerebrais – necessidade de boas imagens livres de aquisição.
Performance com ou sem contraste.

42
 Detecção de lesões – necessidade de detalhe com baixo contraste (boa
resolução espacial). Artefactos da fossa posterior. Tirar partido do contraste IV
de forma a realçar lesões.
 Derrame cerebral – realizar sem contraste mas pode ser necessário fazer
perfusão de contraste. Necessária velocidade. De forma a incluir as carótidas.
Visualização de hemorragia.
 Anomalias vasculares – tirar partido do contraste IV. Olhar para a
possibilidade de aneurisma ou de malformação artério-venosa. Necessidade de
velocidade e cortes finos.

Requisitos e mudanças para uma TC Cerebral


 Axial ou helicoidal;
 Artefacto da fossa posterior (ar dentro dos rochedos, tenda do cerebelo,
endurecimento do raio), cortes finos IBO- linha orbitomeatal;
 Bom interface entre osso e parênquima cerebral;
 Boa percepção entre massa branca e cinzenta, baixa detecção de contraste
(boa resolução espacial);
 Alta resolução – detalhe ósseo em casos de trauma;
 Baixa dose – devido à sensibilidade dos olhos.
 Velocidade – em trauma ou pediatria (pacientes irrequietos), é dada pelo modo
de aquisição;
 Com ou sem contraste;
 Acima de duas diferentes espessuras de corte;
 Acima de dois algoritmos diferentes;
 Acima de duas janelas //- largura e centro.

Contusão óssea só é vista em RM

3 Andares do crânio :

 Posterior
 Médio (até às apófises clinóides anteriores)
 Anterior (acaba na cela turca)

Cérebro dividido em duas partes:

 Fossa posterior (tem o cerebelo, que tem uma meninge que forma a tenda do
cerebelo)
 Fossa supratentorial (acima da tenda do cerebelo)

Osso da calote: 2 partes de osso compacto (externo e interno) + diploe

Fenda Esfenoidal - passagem do nervo oculomotor (3º par craniano), nervo troclear (4º
par craniano), ramo oftálmico do nervo trigêmeo (5º par craniano) e nervo abducente
(6º par craniano).

43
Artefacto de endurecimento de raio: doses muito altas no osso e muito baixas no ar
(células mastoideias).

Cerebral: centro de janela, densidade ≈40 UH. Largura de janela -> níveis de cinzento,
apertar a janela para ver parênquima cerebral (córtex: para ver massa cinzenta e
massa banca).

Implicações (Impacto dos requisitos para TC):


 Cortes finos: aumento da dose, 2 ou mais imagens para ler, aumento de
aquecimento no tubo (corte único), aumento do tempo de exame;
 Velocidade: trauma (pitch alto)- baixa técnica relativamente ao helicoidal –
cerebral – resulra em baixa qualidade de imagem.
 Dose – baixar a dose possibilita não sacrificar a baixa resolução de contraste
(resolução espacial).

Fotofobia: pesquisar quiasma óptico. O quiasma óptico está acima da hipófise.

pitch interpolação de dados  qualidade de imagem

Axial/ Convencional Axial ou Helicoidal - Helicoidal - Angio


Trauma
2 segundos de tempo 1 segundo de tempo Subsegundo tempo de
corte/scan corte/scan corte/scan
2,5-3mm espessura de 5mm espessura de corte 1,25-2mm espessura de
corte(fossa posterior) corte
7,5-10 mm espessura de
corte (fossa
supratentorial)
120 kVp 140 kVp 140 kVp
160/120 mA 160 mA 160 mA
Algoritmo Standard Algoritmo Standard Algoritmo standard
Algoritmo de osso

44
TC CEREBRAL

Cortes Axiais
 DD, queixo com ligeira flexão;
 Tragus equidistantes, PMS alinhado com linha média da mesa;
 Topograma (?) – o topograma tanto pode ter uma dimensão quantificada por
nós (256 mm, p.ex.), como outros equipamentos permitem parar quando já se
tem o que se quer (menor radiação);
 Cortes // O.M. (orbiomeatal) ou I.O.M. (infra-orbitomeatal) – conforme a
mobilidade do doente, se não conseguir fazer bem a flexão guiamo-nos pela
I.O.M;
 1º corte Buraco Magno;
 Último corte Vertex
 Espessura 3mm , Fossa Posterior, intervalo 4mm- há 1mm que não se vê;
 Espessura 10mm, Fossa Supratentorial, intervalo 10mm – são sequenciados;
 DFOV 22 cm (media, depende do tamanho das cabeças);
 Filtro parênquima (standard); 10 mm 10
mm
 Valores de exposição conforme o equipamento;
 Fossa posterior os valores de mAs/kVp;
 Doentes não colaborantes  o tempo de exposição;
 Fotografar com janela de parênquima e, se necessário osso (neoplásicas e
trauma só se vê em janela de osso);
 Contraste endovenoso em função da patologia (só em processos neoplásicos
ou infalmatório/infecciosos).

Fossa posterior leva maior dose.

Cortes Coronais
 Complemento aos cortes axiais;
 D.D./D.V. – cabeça em hiperextansão com vertex ou mento apoiados no apoio;
 Topograma de perfil;
 Marcação dos cortes // sutura coronal;
 Dirigir os cortes à região em estudo;
 Parâmetros de aquisição dependentes do estudo em causa;
 Indicação na consola da posição do doente – DD/DV;
 Retira todos os acessórios passíveis de provocar artefactos.

Tenda do cerebelo é em cúpula, vai haver efeito de volume parcial.

Nota:

 Administração de contraste ev sempre que necessário – 1cm3/kg de peso /


crianças – 2cm3/kg. Crianças levam mais porque????

45
 Iniciar aquisição após administração de contraste

TC FOSSA POSTERIOR
 Posicionamento como para cerebral.
 Cortes contíguos de 3mm de espessura
 Início do scan: Buraco magno.
 Fim do scan: Rebordo superior do rochedo.
 Filtro de partes moles.
 FOV de 16 cm; ajustar a coordenada do “Y”de forma a que a estrutura fique no
centro da imagem.
 No estudo para os canais auditivos internos devem ser efectuados cortes
contíguos de 1mm.
 Devem também serretroreconstruídasas imagens dosCAI’scom filtro de osso.
 Fotografar com janela de partes moles e osso.
 Normalmente -----------------contraste E.V..

ATENÇÃO: artefactos de listras frequentes provocados pela elevada densidade da


protuberância occipital interna e pelos rochedos.

a espessura a KV ou Mas

Neurinoma – tumor do nervo auditivo

Ângulo ponto-cereboloso (ponta do cerebelo)

Patologias:
Vascular, neoplásica, traumática, infecciosa, inflamatória, congénita, degenerativa,
hidrocefalia.

 Elevada sensibilidade diagnóstica;


 Fácil execução;
 Cómoda;
 Fácil acessibilidade;
 Execução rápida;
 Baixo custo

Edema – há apagamento dos sulcos.

Hérnias sulfacinas (hérnias laterais): desvio lateral, quando as estruturas se


desviamdo PMS (LOE, lesão ocupando espaço)

Desvio do cerebelo para baixo: hérnia transtentorial descendente.

46
Desvio do cerebelo par acima: hérnia transtentorial ascendente.

Lesões hipofisiárias: hérnias hipofisiárias (tumores da hipófise).

Hemorragia subaracnoideia
 A TC é muito sensível na demonstração de sangue nas cisternas da base
craniana, no vale silviano, na fenda inter-hemisférica, nos sulcos cerebrais e
por vezes dentro dos ventrículos.
 Demonstração directa do aneurisma limitada principalmente quando a sua
dimensão é inferior a 1-2 cm.

Sintomatologia: trombose venosa...

HSA/ Aneurisma

Não há sulcos- há edema.

Sulcos hiperdensos (dos que se vêem) – têm sangue.

Hipodensidade- AVC isquémico

Vaso aumentado de calibre- artéria carótida interna aneurismática.

Patologia Neoplásica
 Nos tumores (primários ou secundário (metástases) /benignos ou malignos, a
TC demonstra:
o Localização;
o Tamanho;
o Configuração;
o Intensidade do edema circundante;
 Permite inferir se o tumor é:
o Sólido ou quístico;
o Hemorrágico ou necrótico
 Facilmente demonstra o grau de:
o Compressão tumoral;
o Hérnia subfalcial, transtentorial e das amígdalas cerebolosas.
 Com contraste ev pretende-se:
o Tornar hiperdensa uma lesão isodensa, mas captante, para poder
marcá-la do parênquima normal ou do edema circundante (glioma,
meningioma, metástase).
 Caracterizar os componentes tecidulares tumorias (degenerescência quística,
necrose).
 Demarcar os contornos tumorais que favoreçam os dx de Benignidade Vs.
Malignidade.

47
 Fazer o estadiamento tumoral

 As neoplasias podem ser:


o Intraaxial
Intra-parenquimatosa

Metástase- (única/múltiplas) – TC isodensa, hiperdensa, c/ edema


circundante, captura intensamente contraste).

Quando a pia-máter sangra, temos um hematoma intraparenquimatoso de origem


traumática ou de origem hemorrágica (AVC hemorrágico)

Hematoma: extra-dural

Epidural

Glioma – massa intraaxial (também se podia dizer intraparenquimatosa) (contornos


irregulares, edema circundante, efeito de massa, capta contraste de forma irregular,
hipodensidade central, parecido com AVC isquémico, para saber o que é ver a
informação clínica, dá-se contraste, hipodensidade circundante (edema).

TC cerebral sempre sem contraste, só se usa em casos neoplásicos,


infecciosos/inflamatórios. Quando há trauma, nunca!

Hipodenso, contornos regulares, parede fina, LOE (desvio da estrutura), edema,


hérnia sulfalcina, , líquido (próximo da densidade dos ventrículos)  quisto.

Não há hematomas subaracnoideus, espaço muito alargado, o sangue espalha-se.

 Extra-axial - fora do parênquima cerebral (meninges, dural, epidural ou


intraventricular)
 Meningioma - massa extraaxial mais comum (em TC normalmente
espontaneamente hiperdensa, capta intensamente contraste).

Efeito de massa  edema.

Pia mater é muito vascularizada, capta muito produto de contraste, origem no andar
superior do cérebro.

48
Patologia Traumática
Hematoma Subdural Hematoma Extradural
Incidência 10-20% 1-4%
Etiologia Veias corticais 85-95% Fx. Com
Estiramento atingimento art. Men.
Média/ Seio dural
Localização Entre a dura e a aracnóide Entre o osso e a dura
95% supratentorial, 95% supratentorial, fronto-
frontoparietal, temporal e fronto-parietal
convexidade, fossa média 5% fossa posterior
5% bilateral
TAC Crescente (Côncava) Biconvexo
Agudo 60% hiperdenso Desvia a interface
40% misto substância
Anemia isodenso branca/cinzenta.
Coagulopatia 2/3 hiperdenso
Subagudo Isodenso face ao córtex 1/3 misto (hiper/hipo)
Crónico Hipodenso
Rehemorragia densidade
mista

A TC permite:

 Avaliação rápida da extensão das lesões;


 Avaliação do tamanho e tipo de lesão (HSD Vs. HED), assim como a sua
localização;
 Avaliação da existência de hérnia subfalcina e grau de desvio;
 Determinar o tratamento adequado à situação.

 Higromas: lesões traumáticas em fase crónica


 Contusão hemorrágica
 Fracturas
 Contusão difusa:
o Com apagamento dos sulcos;
o Edema cerebral.
 Traumatismo orbitário

Se não for de origem traumática é hematoma intraparenquimatoso.

49
Muita gente com contusão cerebral (traumatismo craniano) apresenta hematoma
periorbital.

Hidrocefalia por compressão intracraniana.

Hematoma subdural crónico (aumento de densidade de baixo para cima- nível hídrico,
o de baixo ainda tem algum nível de densidade traumática, ao nível que passa o
tempo vai perdendo as características).

Patologia Infecciosa/ Inflamatória Patologia Congénita


Neste tipo de lesões recorre-se à  Agressão do corpo caloso (falta)
administração de contraste.  Sturge-Weber (anexos)
 Abcessos

Cerebral

Atrofia Cerebolosa

 Reflecte a perda de tecido cerebral cortical, subcortical ou profundo – é


irreversível excepto:
o Normalmente associada a um aumento dos ventrículos – Hidrocefalia.
o Certas drogas (esteróides) ou estados metabólicos (alcoolismo,
desidratação) podem provocar um aumento dos espaços de LCR
surgindo atrofia, que podem ser reversíveis.

Hidrocefalia

 Consiste num aumento do sistema ventricular devido a um aumento da


pressão intraventricular, normalmente provocado por um anormal
funcionamento da circulação do LCR.
 3 possíveis causas:
o Produção excessiva de LCR;
o Obstrução a nível do Aqueduto de Sylvius ou do Buraco de Monro;
o Obstrução a nível das granulações aracnóides (resultando em fraca
passagem de LCR de volta ao espaço vascular).
 Pode ter interesse para medição do tamanho dos ventrículos:
o 4º ventrículo, cornos temporais dos ventrículos laterais, 3º ventrículo e
cornos anteriores e posteriores dos ventrículos laterais.
o Avaliação das dimensões exactas para posterior comparação.

50
 RM(?) 1ª escolha, TC – 2ª escolha
 Situações em que a TC tem interesse:
o Na visualização dos septos ósseos;
o Visualização de erosão do pavimento esfenoidal e da pneumatização
do seio esfenoidal selar e hiperostose óssea;
o Calcificações de certas lesões selares.

TC HIPÓFISE

 Plano Coronal é o de eleição; ajustar a angulação de forma a evitar chumbos


dentários;
 Planos Coronal e Axial o mais perpendicular possível um ao outro;
 Fotografar sempre em janela de parênquima e osso;
 Fazer reformatações sagitais medianas e paramedianas.

Plano Coronal
 Paciente DD ou DV, cabeça em hiperextensão, tragus equidistantes, altura da
mesa nos CAEs;
 Topograma de perfil; cortes perpendiculares à linha O.M.;
 Filtro de partes moles;
 FOV- 10cm;
 Varrimento desde as clinóides anteriores até às posteriores.

Plano Axial
 Posicionamento = cerebral;
 Varrimento desde o chão da sela turca até à cisterna supra selar???
 Cortes // à linha orbitomeatal.

ESPIRAL

 Coronais directos
o Sem contraste ev – aquisição standard;
o Com contraste ev ; 1mm espessura; pitch 1,2; reconstrução a 0,5 mm

única fila de detectores

51
 Axiais para reconstrução multiplanar:
o Sem contraste ev. Espessura 2mm/pitch 1,5/reconstrução a 1mm.
o Com contraste

Macroadenoma
(> 10mm)
-hiperdenso
relativamente à
hipófise.

Adenoma
Pituitário Em TC hipodenso
relativamente à
Microadenoma hipófise, antes e
após contraste.

Meningioma

 TC demonstra hiperostose óssea e erosão do dorso selar;


 Lesão hiperdensa relativamente ao parênquima cerebral que capta contraste.

Alargamento anormal da sela turca sem que esteja presente qualquer tumor pituitário,
a glândula pode ser mais pequena do que o normal ou estar ausente (sela vazia).

Parcial – variante do normal, não tem significado clínico.

Total – secundário a uma lesão anterior. Existe sempre um remanescente de tecido


pituitário empurrado contra o chão da sela. <z

TC SPN (SEIOS PERINASAIS)

Plano CORONAL (PLANO DE ELEIÇÃO)


 Doente em decúbito ventral, cabeça em hiperextensão com o mento apoiado no
suporte de apoio / decúbito dorsal com o vertex apoiado (alternativa);
 Tragus equidistantes;
 altura da mesa nosCAE’s;

52
 Topograma de perfil; cortes com angulação paralela à linha glabeloalveolar /
perpendicular à linha O.M.;
 RC a meia distância entre o Nasion e o Acantion;
 Espessura de 3 mm contíguos desde o seio frontal até aos ostia, passando depois para
5mm de intervalo até terminar o seio esfenoidal;
 FOV de 15cm ; Filtro de osso ou “edge” e eventualmente de partes moles;
 Valores de exposição:
o KV-+/-100
o mA-+/-60
o Seg.-+/-1
 Fotografar com janela de osso (se necessário partes moles)
 Atenção: chumbos / próteses dentárias.

Dose baixa: retina.

Óstion, comunicação entre as células etmoidais e os seios maxilares.

Plano Axial
 São executados como complemento dos coronais ou na impossibilidade de efectuar estes.
 O complemento é efectuado sempre que as imagens coronais apresentem sinais
patológicos.
 Doente posicionado como para o estudo axial cerebral; Linha O.M. perpendicular à mesa.
 RC entre o Acantion e o CAE.
 Topograma de perfil; cortes paralelos ao palato duro.
 Espessura de 5mm; intervalo de 7mm (complemento do plano coronal) desde o
rebordo inferior do seio maxilar atéao limite superior do seio frontal.
 Fotografar topograma sem e com cortes de referência.
 Se existir suspeita de massa tumoral, utilizar filtro de partes parênquima na
reconstrução das imagens e aumentar os valores de exposição.

53
 Na situação anterior pode ser necessário administrar contraste E.V. e repetir os
cortes no ou nos planos axial e coronal. Faz-se quando há envolvimento tumoral
das partes moles.

ESPIRAL

Estudo de rotina? Cortes coronais

o Espessura de 3mm/ Pitch 1,4 / reconstruções a 3 mm.

Cortes axiais p/ RMP em coronal

o Espessura de 3mm/ Pitch 1,2 / reconstruções a 1,5 mm.

Avaliação dos ostia/desvio do septo nasal para cirurgia

o Espessura de 2 mm / Pitch 1,2 / reconstruções a 1 mm. Reformatações sagitais


medianas e paramedianas.

Deve-se fazer com overlapping de 50%.

Movimentação de olhos: musculo recto superior, inferior, medial e lateral.

Patologias

Inflamatória (+++)
 Obstrução das vias de drenagem – ineficácia do movimento ciliar – estase de
secreções – risco de infecção secundária.
 Provoca edema + hipertrofia da mucosa, nível hidroaéreo; espessamento das
paredes ósseas (processo inflamatório crónico).

Infecciosa

54
 2 agentes mais frequentes
o Aspergillus ( aspergilosi sinuosal) e mucor (mucor miosa);
o Podem causar infecções localizadas ou dessiminação fulminante;
o Hiperdenso (em TC).

Complicações:
 Locais:
o Quistos submucosos;
o Mucocel;
o Pólipos ópticos;
o Osteomielite.
 Regionais:
o Abcesso periorbitário;
o Nervite óptica;
o Meningite;
o Abcesso cerebral;
o Empiemas subdural
o Trombose venosa/ seios durais

Complicações locais:

Quisto e retenção submucosa

 Dilatação das glândulas de muco com obstrução da drenagem;


 TC – baixa densidade e contornos convexos ocupando parcial ou totalmente as
cavidades sinusais;

Mucocelo – obstrução completa do “ostium” de drenagem e consequente TC


hipodenso.

Pólipos Inflamatórios: hiperplasia da mucosa causada por inflamação crónica.

 Frequentemente são múltiplos; nas fossas nasais ocupam o meato médio e


superior. (Polipose naso-sinusal)
 TC- lesões de densidade de tecidos moles, que alargam os orifícios de
drenagem do seio envolvido.

Osteomielite: complicação local rara que produz desmineralização focal nas paredes
ósseas. Leva frequentemente a osteossarcoma. Risco aumentado de invasão extra-
sinusal.

Complicações Regionais:

Mais raras, mais graves pela extensão inflamatória ao conteúdo orbitário e


intracraniano.

55
Traumatismos
 A TC está muito indicada pela sua capacidade para avaliar fracturas ósseas e
alterações intra-sinosiais, como hemorragia e corpos estranhos, assim como
estruturas adjacentes – orbitais e andar superior.
 Sempre que possível, estudo efectuado em dois planos ortagonais – axiais e
coronais.
 Utilização de filtro de partes moles e ósseo.
 Espiral – espessura de 3mm, Pitch 1,5, reconstrução a 3mm.

TC ÓRBITA
 Efectuam-se cortes axiais e coronais.
 A administração de produto de contraste e.v. depende da patologia suspeita.
 Normalmente o protocolo de um TAC desta estrutura com contraste E.V.
consiste na execução de cortes axiais e coronais sem contraste e após a
administração do produto a aquisição de imagens no plano de maior interesse.

CORTES AXIAIS
 Posicionamento como para cerebral.
 Topogramade perfil.
 Cortes com uma angulação de 10o relativamente à linha O.M.; cortes contíguos
de 3mm
 Iniciar cortes no topo do seio maxilar e terminar no rebordo orbitário superior.
 Cortes contíguos de 3mm.
 FOV de 15cm; Filtro de partes moles.
 Fotografar com janela de partes moles e eventualmente osso.
 Reformataçõe multiplanar.

CORTES CORONAIS
 Posicionamento como para hipófise;
 Cortes orientados perpendicularmente àlinha O.M..
 Iniciar na parte anterior do globo ocular até ao seio esfenoidal.
 Espessura de 3mm contíguos; restantes parâmetros similares aos axiais.

ESPIRAL: espessura 2/3 mm; Pitch 1,3/1; reconstrução a 2/3 mm.

56
Patologia

Inflamatória
Celulite peri-orbitária (continuidade com os seios perinasais)

Nota: mucocelo comporta-se como um abcesso, a parede capta contraste, parede


regular e espessa).

Hiperostose: osso aumentado – normalmente comprimido.

Deslocamento da Retina: alteração de densidade do globo ocular (já não se faz para
poupar os olhos da radiação)

Exoftalmia uni/bilateral:

 Hipertiroidismo;
 Varizes orbitárias;
 Miopia.

Doenças graves: associadas a um hipertiroidismo, caracteriza-se por um


espessamento dos músculos ou gorduras a mais.

Em TC visualizar:

 Complexo muscular: inferior, lateral e médio mais oblíquos inferior e superior;


 Nervo óptico, gordura;
 Globo ocular; camadas: retina, coroide e esclera;
 Veia e artéria oftálmica;
 Avaliar densidades de estruturas, espessura dos músculos, grau de exo-
ftalmia, estruturas ósseas.

TC CAI (CANAL AUDITIVO INTERNO)


 Plano axial e coronal

57
 Porquê o TC do CAI?
o Tumor – neurinoma do acústico;
o Destruição óssea - colesteatoma;
o Perda de audição;
o Infecção;
o Agenesias (falta de estruturas);
o Vertigens;
o Mastoidite acústica.

Requisitos

 Espessuras de corte milimétricas (melhor 1/1,25 mm espessura de corte


submilimétrica;
 Máxima resolução de contraste – algoritmo de osso.
 Axial ou helicoidal
o Se fizer aquisição coronal direito deve imprimir velocidade;
 Resolução isotrópica – se for necessário fazer reconstruções.
 Cortes submilimétricos (muitas imagens – reconstruções multiplanares;
 Cortes finos -  dose
 30 graus de inclinação da gantry para cortes coronais directos podem não ser
suficientes para fazer reformatações e assim aumentam a dose para os olhos;
 Sem PACS resultam muitos filmes e películas.

Axial – Sequencial
 0,5-1mm-1,25mm espessura de corte;
 1-2 segundos tempo de corte;
 120 mA;
 140 kVp;
 Algoritmo standard e osso ( ou edge)
 FOV pequeno – 9,6 cm

58
TC CERVICAL
Na TC do pescoço, cuja clínica indique malignidade ou processo inflamatório, dever
ser feito meio de contraste. Para vermos vasos cervicais, normalmente.

CBR´s:

 Simetria dos músculos do pescoço


 Visualização da gordura
 Normal perfusão de vasos
 Trombose ou arterosclerose dos vasos (com e sem contraste)
 Simetria e boa definição das glândulas salivares
 parênquima tiroideio homogéneo
 captação ou não de MC pelas patologias
 lúmen traquial
 nódulo linfático e N: medir densidade
 janela de osso e para as vértebras
 canal vertebral (patologia hérnias)

TC cervical- partes moles


Doente em DD, braços ao longo do corpo. PMS alinhado e posicionamento cervical
confortável (extensão dos braços para baixar os braços (ombros).

Desde a base do crânio até aos vértices pulmonares ou vasos supra-aórticos.

Meio de contraste

 IV- 100/120 ml
 Rácio de injecção: 2ml/seg
 Scan Delay: 40 segundos após o start do bolus.

TÉCNICA

 120 kV, 75 a 150 mA, inspiração profunda


 Gantry com inclinação paralela ao disco de C4-C5
 Aquisição sequencial (crânio/caudal) – colimação 5mm, avanço 5mm – scan
Delay 40 seg.
 Aquisição espiral (crânio/caudal) – 5mm de corte com avanço de 2,5mm (pitch
1:1)
 Scan delay 40 segundos
 Reconstrução: intervalo de 5 a 3mm, com algoritmo soft.

FOTOGRAFIA

59
 Topograma sem cortes, topograma com cortes e scans gravados em janela de
partes moles e osso (os cortes com vértices de pulmão deverão ser gravados em
janela de pulmão).
 Observações
1. No caso de se estudar a extensão de um tumor (não para estadiamento
linfático) o tempo de scan delay deve passar para 70 seg. e a dose de
contraste deve passar para 120 mL. (massa corporal aumentada, mais
dose).
2. Advertir o doente para o tempo de apneia.
3. Se for necessário fazer reconstruções 2D (MPR) ou 3D em aparelhos
espirais, o intervalo de reconstrução.

Cortes axiais:

Posicionamento paciente: supinação. LOM perpendicular à mesa

TC cervical para estudo laringe ou hipolaringe


 Posicionamento: supinação, braços ao longo do corpo e cabeça em extensão.
 Altura da mesa: linha lateral ao meio da estrutura
 Ângulo: perpendicular às cordas vocais (orientar pelo osso hióide)
 Dir: mesa-ce????
 Inicio na margem inferior da cartilagem cricoide c5/c6
 Fim em c7

TÉCNICA

 Respiração suave
 120 kV, 75 a 150 mA, não engolit
 Gantry com inclinação – paralela osso hioide
 Aquisição sequencial (crânio-caudal) 3mm, 3mm de avanço
 Espiral (crânio-caudal)- 3mm com avanço de 1,5mm

Notas:

 Não mudar a angulação nem o zoom para fazer reconstruções sagitais e


coronais.
 Pode ser usada fonação ou manobra de Valsava para delinear os seios
piriformes e cordas vocais.
 Evitar engolir e respirar.

Referências anatómicas:

O esternoceidomastoideu (ECM) divide o pescoço em dois triângulos:

 Triangulo cervical anterior (limitado pela mandíbula e pelo próprio ECM)


 Triangulo cervical posterior (entre o ECM, clavícula e trapézio).

60
Triangulo cervical anterior:

 Região supra-hioideia
o compartimento submandibular (glândulas SM e gânglios)
o compartimento submentoniano (gânglios linfáticos).
 Região infra-hioideia
o Compartimento carotideo

Triangulo cervical posterior:

 Triangulo occipital – gânglio, medula espinal,....


 Triangulo subclávio – artérias e veias subclavias, nervo frénico, gânglio e parte
distal do plexo braquial.

Hipofaringe: seio piriforme.

Patologias do pescoço
Carcinoma escamoso

Metástases: melanoma, carcinoma de células renais

 Lesões benignas:
o Tumores benignos (quistos, retenção, pólipos das cordas vocais,
papiloma)
o Tuberculose do...
o Laringo...
o Lesões cartilagineas
 Paralesia das cordas vocais
 Estenose laringotraquial
 Traumatismo laringico – 30% resultam de fractura da cartilagem tiroideia

ECM situa-se sempre no triangulo cervical anterior.

Todas as artérias são internas e veias mais externas.

Cordas vocais

61
AngioTAC pescoço
Porquê em Neuro Angio TC?

 Trauma – vascular damages dose to trauma such as gunht wand


 Estenoses – carotid strocke
 Aneurisma
 Plano cirúrgico
 Strocke evaluation – combined with perfuse

AII – acidente isquémico transitório

Scanning requirements and challenges:

 Velocidade
 Cortes finos 1,25 ou menos, necessários para ver pequenos vasos
 Coverage – anch tonid brain – Polígono de Willis
 Volume rendering – needed to create 3D images
 Power injector – flow rates of 5 cm por Segundo sao melhores para CTA
 CTA followed by routin contrast that is already on board.

Implication / Import of scanning requirements:

 Speed – faster may mean lower IQ


 Coverage – greater pitch may be nedded – in return this may defeat need for
thim slices.
 Thim slice plus cove … defaut speed
 Intensive processing – may delay results
 Slice …. Muitas imagens.

62
ANEXOS

Síndrome de Sturge-Weber
A Síndrome de Sturge-Weber, às vezes chamada angiomatose encefalotrigeminal, é
uma doença extremamente rara, congénita, neurológica e também uma desordem de
pele. É uma facomatose, e é frequentemente associada com glaucomas, manchas de
coloração vinhosa, ataques apopléticos, retardamento mental e angioma
leptomeningeal ipsilateral. É causada por uma má-formação artério-venosa que
acontece num dos hemisférios do cérebro, do mesmo lado dos sinais físicos descritos
acima. Normalmente, só um lado da cabeça é afectado.

É um anomalia embrionária desenvolvente que resulta de erros mesodérmicos e do


desenvolvimento ectodérmico. Diferente de outas desordens neurocutâneas
(facomatoses), Sturge-Weber não tem nenhuma tendência hereditária, mas acontece
esporadicamente.

Sintomas

A Síndrome de Sturge-Weber é indicada no nascimento por ataques apopléticos


acompanhados por uma marca de nascença em forma de mancha na testa e pálpebra
superior de um lado da face. A cor da mancha pode variar do cor-de-rosa ao púrpura,
e é causada por uma superabundância de vasos capilares ao redor da filial oftálmica
do nervo trigeminal, sob a superfície da face.

Também há má formação de vasos sanguíneos na pia-máter do cérebro, do mesmo


lado da cabeça que a marca de nascença. Isto causa calcificação do tecido e perda de
células do nervo no córtex cerebral.

Sintomas neurológicos incluem ataques apopléticos que começam na infância e


podem piorar com a idade. Convulsões normalmente acontecem no lado do corpo
oposto à marca de nascença, variando em severidade.

Pode haver fraqueza no músculo do mesmo lado. Algumas crianças terão demoras no
desenvolvimento e retardamento mental; a maioria terá glaucoma (aumento da
pressão dentro do olho) que pode estar presente no nascimento ou pode se
desenvolver depois. Pressão aumentada dentro do olho pode causar o aumento e
inchaço do globo ocular. A síndrome de Sturge-Weber raramente afeta outros órgãos
do corpo.

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