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O conhecimento dos números foi fundamental na evolução da História do
Homem. Desde as épocas mais remotas, têm chegado até nós vestígios que provam a
sua importância. Contar terá sido a primeira ³actividade´ Matemática da Humanidade.
À medida que o Homem evoluiu, a Matemática foi sendo necessária: ... ao descobrir o
fogo começou a caçar e a desenhar, o que sucedia nas paredes das cavernas; aparecem
desenhos de animais e traços a indicar contagens (cada traço representa uma coisa,
animal, seta, ...).
Quando se tornou sedentário, tornou-se pastor e foi preciso controlar o
número de animais que pastoreava (fazia traços no caiado ou usava pedras - cada traço
ou pedra representava um animal), para que no regresso nenhum ficasse perdido. É
natural que tenha começado a usar os dedos para contar.
Ainda agora, se perguntarmos a idade de uma criança de um ou dois anos,
ela mostra-nos os dedos com o número de anos correspondentes, em vez de usar o
numeral. E os dedos dos pés também podem servir para contar.
Pode dizer-se que todas as nossas acções são condicionadas pelos números,
pelas medidas e suas relações. A máquina que faz as nossas meias e aquela que, antes
dela, produziu o material com que se fabricam, são o resultado de cálculos Matemáticos
precisos. O mesmo se pode dizer da cadeira ou da mesa, do copo em que bebemos ou da
garrafa que contém um líquido, ou do medicamento que tomamos.
Concluindo, na vida do Homem não existe nada que não esteja de qualquer
modo associado, ainda que de forma não evidente, aos números e ao seu conhecimento.
Mas como surgiu na mente do Homem a ideia de número e como conseguiu descobrir
toda a espantosa série, por vezes simples, outras difíceis e complexas, dos processos
Matemáticos? Procurar as origens da Matemática significa ir até aos primórdios da
história humana e voltar a percorrer as etapas do desenvolvimento da inteligência desse
³mamífero de duas patas´ a cuja espécie pertencemos. Os povos da Antiguidade
utilizaram diferentes símbolos para representar os números e cada sistema de
numeração tinha as suas regras.

Com o nascimento das primeiras cidades     .),


desenvolveram-se atividades que ,como o comércio e a agricultura ,precisavam de
ser simbolizadas. Era preciso um sistema de comunicação por todos aceite. Era preciso
saber contar os produtos comprados vendidos ou armazenados. As colheitas precisavam
também de ser contabilizadas. Essa é a origem longínqua ,dos números que utilizamos
até hoje.
Por volta de 1650 a.C., o egípcio Aahmesu escreveu o Papiro Ahmes, um
manual de matemática contendo 90 problemas do dia-a-dia, referentes ao preço de pão,
à alimentação do gado, etc. Todos resolvidos. Este manual foi o ponto de partida , para
os cientistas compreenderem o sistema numeração egípcio, que se baseava em 7
símbolos representando 7 números- chave.

Apenas por volta do século III a.C. começou a formar-se um sistema de


numeração bem mais prático: o ` `   
  . Os romanos foram
espertos. Eles não inventaram símbolos novos, para representar os números; usaram as
próprias letras do alfabeto. I V X L C D.
No entanto a  
    ainda não tinha chegado ao Ocidente.
A ideia dos hindus de introduzir uma símbolo para significar o nada , o vazio ± i 
  
  ± ocorreu na Índia, no fim do século VI . Mas foram necessários
muitos séculos para que esse símbolo chegasse à Europa. Com a introdução do décimo
sinal ± o  ± o sistema de numeração tal qual o conhecemos hoje ,estava completo.
No entanto, até chegarmos aos números que hoje aprendemos a interpretar e escrever,
os símbolos criados pelos hindus mudaram bastante.

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Hoje, estes símbolos são chamados      . Porque tendo
sido criados na Índia, foram os Árabes que os divulgaram por todo o Ocidente

      ! 


Quando enfrentamos situações em que queremos saber "quantos", nossa
primeira atitude é contar. Mas os homens que viveram há milhares de anos não
conheciam os números nem sabiam contar. Então como surgiram os números?
Para responder a essa pergunta precisamos ter uma idéia de como esses
homens viviam e quais eram suas necessidades. Naquele tempo, o homem, para se
alimentar, caçava, pescava e colhia frutos; para morar, usava cavernas; para se defender,
usava paus e pedras.
Mas esse modo de vida foi-se modificando pouco a pouco. Por exemplo:
encontrar alimento suficiente para todos os membros de um grupo foi se tornando cada
vez mais difícil à medida que a população aumentava e a caça ia se tornando mais rara.
O homem começou a procurar formas mais seguras e mais eficientes de atender às suas
necessidades.
Foi então que ele começou a cultivar plantas e criar animais, surgindo a
agricultura e o pastoreio, há cerca de 10.000 anos atrás.
Os pastores de ovelhas tinham necessidades de controlar os rebanhos.
Precisavam saber se não faltavam ovelhas. Como os pastores podiam saber se alguma
ovelha se perdera ou se outras haviam se juntado ao rebanho?
Alguns vestígios indicam que os pastores faziam o controle de seu rebanho
usando conjuntos de pedras. Ao soltar as ovelhas, o pastor separava uma pedra para
cada animal que passava e guardava o monte de pedras.
Quando os animais voltavam, o pastor retirava do monte uma pedra para
cada ovelha que passava. Se sobrassem pedras, ficaria sabendo que havia perdido
ovelhas. Se faltassem pedras, saberia que o rebanho havia aumentado. Desta forma
mantinha tudo sob controle.
Uma ligação do tipo:    "#$%    chama-se, em
Matemática,   &  
Fazer correspondência um a
um é associar a cada objeto de uma
coleção um objeto de outra coleção. Como
você vê, o homem resolveu seus primeiros
problemas de cálculo usando a
correspondência um a um.A
correspondência um a um foi um dos
passos decisivos para o surgimento da
noção de número.
Afinal, alguma coisa em
comum existia entre o monte de pedras e o grupo de ovelhas: se a quantidade de pedras
correspondia exatamente à quantidade de ovelhas, esses dois conjuntos tinham uma
propriedade comum: o número de ovelhas ou pedras.
Mas, provavelmente o homem não usou somente pedras para fazer
correspondência um a um. É muito provável que ele tenha utilizado qualquer coisa que
estivesse bem à mão e nada estava mais à mão do que seus próprios dedos. Certamente
o homem primitivo usava também os dedos para fazer contagens, levantando um dedo
para cada objeto.
Entretanto, surgiu um novo problema: levantar dedos permitia saber, no
momento, a quantidade de objetos, mas não permitia guardar essa informação. Era fácil
esquecer quantos dedos haviam sido levantados. Separar pedras já permitia guardar a
informação por mais tempo, mas não era muito seguro. Surgiu, portanto, o problema de
registrar as quantidades.
A seguir, responda o seguinte problema e depois verifique a resposta.
Pergunta: Imagine que você esteja numa festa-baile. Em que momento é
mais fácil saber se há mais homens ou mais mulheres na festa: quando estão dançando,
ou quando a música para e as pessoas estão conversando pelo salão? Por quê?.