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A violência, nas diferentes formas de que pode revestir-se ao longo

do ciclo de vida, tem impacto severo na saúde dos indivíduos e das


populações, nomeadamente a que acontece no contexto das
relações interpessoais.

Tal como muitos problemas de saúde pública é previsível e evitável na maior parte
dos casos.

A violência é também um problema multifacetado e transversal a todas as


sociedades e classes sociais ------- exige uma atuação concertada para impedir que
estas situações intoleráveis e inadmissíveis aconteçam.

Todos nós, enquanto sociedade, temos um papel a desempenhar na prevenção da


violência e no apoio às vítimas de violência doméstica e às suas famílias.

Enquanto profissionais de saúde temos uma responsabilidade acrescida sobre esta


problemática.

Os cuidados de saúde são muitas vezes a primeira porta a que as vítimas de


violência doméstica batem --------- Necessário que os profissionais estejam
preparados para identificar e orientar devidamente estes casos.
são criadas as Equipas
para a Prevenção da
Violência em Adultos
A16 de maio de (EPVA) nos CSP e nos
2013,com a CH
Publicação do Despacho
n.º 6378/2013 Foram elaborados
documentos técnicos e
instrumentos de apoio à
sua intervenção.
Na ULSAM

EPVA
Equipa Coordenadora
Despacho n.º 5656/2017
Gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da
Saúde

a) Salvaguardar a estabilidade na composição das equipas interdisciplinares


de ambas as Ações, enquanto condição necessária para a efectividade das
respectivas intervenções;

b) Garantir a afectação às equipas de recursos humanos e técnicos de


forma a permitir um verdadeiro trabalho de base comunitária;

c) Assegurar a atribuição de um horário aos profissionais que integram


os Núcleos e as EPVA compatível com o volume processual trabalhado,
permitindo a intervenção, formação, participação em reuniões de equipa e
cooperação externa adequadas, nos termos da legislação em vigor;

d) Salvaguardar a autonomia técnica e funcional dos Núcleos e das EPVA;


g) Assegurar que a sinalização referida na alínea anterior no que respeita aos
cuidados de saúde primários, seja efectuada através do formulário disponível no item
«Avaliação do Risco Familiar», independentemente de qual for a equipa de
profissionais de saúde que acompanhe a situação;

h) Promover a utilização do Manual Violência Interpessoal — Abordagem,


Diagnóstico e Intervenção nos Serviços de Saúde, como referencial técnico de boas
práticas no domínio da violência entre adultos;

i) Assegurar que, para efeitos de monitorização estatística e epidemiológica,


todas as situações identificadas pelas equipas de saúde como de risco de violência
interpessoal, em adultos, sejam sinalizadas à respectiva EPVA, utilizando os
formulários dos documentos técnicos elaborados pela Direção -Geral da Saúde (DGS)
referentes à avaliação da violência interpessoal no âmbito da ASGVCV;
Que pode fazer a Saúde?

• Acentuar a mudança no paradigma da


intervenção

• Desmontar as iniquidades de género nas


políticas, programas e práticas

• Interpretar o fenómeno da violência de


forma abrangente e compreensiva Intervir
para quebrar o ciclo da violência

• Proteger as crianças e os jovens

• Assegurar a articulação e cooperação entre


programas e serviços
… Que pode fazer a Saúde?

• Gerir as situações clínicas que possam ser


acompanhadas a nível dos CSP ou Hospitais

• Fomentar o estabelecimento de mecanismos


de cooperação intra-institucional no domínio da
violência interpessoal

• Estabelecer a colaboração com outros


projectos e recursos comunitários

• Mobilizar a rede de recursos internos e


dinamizar a rede social

• Assegurar articulação funcional, em rede, com


outras equipas de saúde que intervenha, neste
domínio
Funções Mínimas dos Serviços de Saúde

Articulação Interna
• Especialidades médicas e não médicas
• Formalização rede interna

Colaboração Interinstitucional
• Forças de Segurança
• Serviços sociais
• Formalização rede
externa

Sensibilização, formação e investigação


• Actividades de
prevenção
• Formação contínua
• Gestão casuística
Competências das EPVA
• Contribuir para a informação prestada à população;
• sensibilizar os profissionais dos diferentes serviços
para a igualdade de género e a prevenção da
violência ao longo do ciclo de vida;
• Difundir informação de carácter legal, normativa e
técnica sobre o assunto;
• Incrementar a formação e preparação dos
profissionais, na matéria;
• Coletar e organizar a informação casuística sobre as
situações de violência atendidas nos ACES e
Hospitais;
• Prestar apoio de consultadoria aos profissionais e
equipas de saúde no que respeita à sinalização,
acompanhamento ou encaminhamento dos casos
Competências das EPVA

• Gerir, a título excecional, as situações clínicas que, pelas


características que apresentem, possam ser
acompanhadas a nível dos cuidados de saúde primários
ou dos hospitais, conforme aplicável, e que, pelo seu
caráter de urgência em matéria de perigo, transcendam as
capacidades de intervenção de outros profissionais ou
equipas da instituição;
• Fomentar o estabelecimento de mecanismos de cooperação
intrainstitucional no domínio da violência interpessoal, quer
no âmbito das equipas profissionais dos ACES, quer a
nível das diversas especialidades, serviços e
departamentos dos hospitais;
• Estabelecer a colaboração com outros projectos e recursos
comunitários;
• Mobilizar a rede de recursos internos e dinamizar a rede
social, de modo a assegurar o acompanhamento dos
casos
• Assegurar articulação funcional, em rede, com outras
equipas de saúde que intervenham, neste domínio

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