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Grupo:

Anne, Carolina, Érika, Letícia, Maíra, Mariana, Nayara, Paula, Suellen, William.

1) Evolução histórica
2) Como chegou no Brasil
3) Conceito de organização criminosa
4) Conceito de associação criminosa
5) Mudança do Art. 288 CP
6) Natureza jurídica
7) Competência
8) Cabimento
9) Tipos de pena
10) Exemplos de casos: séries da Netflix, filmes e casos de facções criminosas
A mudança do Art. 288 do Código Penal

O Artigo 288 do Código Penal de 40 tipificava quadrilha ou bando. Tal


artigo foi recentemente revogado pela Lei 12.850/2013 para distinguir mais
facilmente esse do Art. 1º, que trata da organização criminosa. O crime previsto
no Art. 288 passou a ser nomeado “associação criminosa”.

Atualmente resta claro cada instituto, assim como os requisitos e número


de integrantes para cada espécie de “associação” (4 para organização e 3 para
associação). In verbis:

“Quadrilha ou bando
Art. 288 - Associarem-se mais de três pessoas, em quadrilha
ou bando, para o fim de cometer crimes: (Vide Lei nº 12.850,
de 2.013) (Vigência)
Pena - reclusão, de um a três anos. (Vide Lei 8.072, de
25.7.1990, Art. 8º):
(Art. 8º Será de três a seis anos de reclusão a pena
prevista no art. 288 do Código Penal, quando se tratar
de crimes hediondos, prática da tortura, tráfico ilícito de
entorpecentes e drogas afins ou terrorismo.)
Parágrafo único - A pena aplica-se em dobro, se a quadrilha ou
bando é armado.
Associação Criminosa
“Art. 288. Associarem-se 3 (três) ou mais pessoas, para o fim
específico de cometer crimes: (Redação dada pela Lei nº
12.850, de 2013) (Vigência)
Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos. (Redação dada pela
Lei nº 12.850, de 2013) (Vigência)
Parágrafo único. A pena aumenta-se até a metade se a
associação é armada ou se houver a participação de criança
ou adolescente. (Redação dada pela Lei nº 12.850, de 2013)
(Vigência)
Constituição de milícia privada (Incluído dada pela Lei nº
12.720, de 2012)
Art. 288-A. Constituir, organizar, integrar, manter ou custear
organização paramilitar, milícia particular, grupo ou esquadrão
com a finalidade de praticar qualquer dos crimes previstos
neste Código: (Incluído dada pela Lei nº 12.720, de 2012)
Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos. (Incluído dada
pela Lei nº 12.720, de 2012)”

Conforme resta demonstrado, além da modificação de nomenclatura, o


número mínimo foi reduzido e a causa de aumento reconfigurada. A majoração,
que antes dobrava o apenamento agora eleva apenas de metade e retroage
em benefício do réu, menos no que tange à participação de menor, novidade
mais gravosa. A diferenciação reflete atualmente na pena, o grau de
complexidade em organização criminosa na visão do legislador é mais grave
que a associação, dando causa essa última a pena mais branda.

A doutrina friza ainda que essa distinção deve agora ser feita pelo
judiciário sem erros de distinção dos institutos diante da alteração e maior
clareza legislativa.
Em síntese a Lei 12.850/2013 vinculou as seguintes exigências à
caracterização da organização criminosa:
a) grupo de no min ́ imo, 4 pessoas;
b) prática pelo grupo de infração penal cuja pena máxima seja superior a 4
anos de prisão;
c) comprovação de organização estruturalmente ordenada;
d) comprovação da existência de divisão de tarefas entre os seus integrantes;
e) finalidade de obter vantagem de qualquer natureza, mediante crimes.

E também as seguintes condições negativas:


a) não atuar com caracteriś tica paramilitar;
b) não atuar como milić ia, (controle de território ou de pessoas em um ter-
ritório, mediante coação)

Bibliografia

 BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de Direito Penal Econômico, v.


2, São Paulo: Saraiva, 2016, p.662-663.
 Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-
lei/del2848compilado.htm> Acesso em: 02/11/2019
 Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/Ccivil_03/LEIS/L9034.htm>
Acesso em: 02/11/2019
 Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8072.htm#art8> Acesso em:
02/11/2019

OBS: Em vermelho é opcional, pois é relativo a resumo sobre organização


criminosa, que será tratado no item 3. É interessante deixar se não for ficar
muito repetitivo, pq a mudança no 288 é a lei 12.850/2013. Quem for revisar,
analisar.

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