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INDICE

INDICE....................................................................................................................1
HISTÓRICO............................................................................................................5
Eletricidade..........................................................................................................5
1 – ELETROSTÁTICA............................................................................................6
1.1 A Matéria.......................................................................................................6
1.2 Os Elementos................................................................................................6
1.3 Substância Composta...................................................................................6
1.4 A Molécula.....................................................................................................6
1.5 O Átomo........................................................................................................7
1.5.1 O Núcleo....................................................................................................7
1.5.2 O Próton.....................................................................................................8
1.5.3 O Elétron....................................................................................................8
1.5.4 Átomo Estável e Instável............................................................................8
1.2 Lei das Cargas Elétricas...............................................................................9
1.2.1 Carga Elétrica Elementar.........................................................................10
Exercício:.......................................................................................................10
1.3 Campo Eletrostático....................................................................................10
1.3.1 Força Elétrica e Energia Potencial...........................................................11
1.3.2 O Coulomb...............................................................................................11
Exercícios......................................................................................................13
2 – ELETRODINÂMICA........................................................................................15
2.1 Condutância................................................................................................15
Exemplo:........................................................................................................16
2.2 Isolantes e Condutores...............................................................................16
2.3 Resistência..................................................................................................17
2.3.1 A unidade de resistência.......................................................................17
2.3.2 Efeito Joule...............................................................................................18
2.4 Resistividade Elétrica..................................................................................18
2.4.1 Coeficiente de temperatura......................................................................20
Exemplo:........................................................................................................20
2.5 Resistor Elétrico..........................................................................................20
2.5.1 Código de cores para resistores..........................................................21
2.5.2 Procedimento para determinar o valor do resistor:..............................22
Exemplo:........................................................................................................23
2.6 Lei de Ohm..................................................................................................23
2.6.1 Primeira Lei de Ohm:...............................................................................24
2.6.2 Segunda Lei de Ohm...............................................................................25
2.7 Corrente Elétrica.........................................................................................27
2.7.1 Sentido Convencional da Corrente Elétrica.........................................28
2.7.2 Intensidade da Corrente Elétrica.............................................................28
2.7.3 Fluxo de Corrente....................................................................................29
Exercícios......................................................................................................29
2.8 Potência Elétrica.........................................................................................30
2.9 Grandezas Elétricas....................................................................................32
2.9.1Transformação de Unidades.................................................................33
Exercícios......................................................................................................35
3 ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES.....................................................................36
3.1 Associação em série...................................................................................36
3.1.1 Propriedades da associação série:......................................................37
3.1.2 Resistor equivalente.............................................................................37
Exercícios:.....................................................................................................37
3.2 Associação em Paralelo..............................................................................38
3.2.1 Propriedades da associação de resistores em paralelo......................39
Exercícios:.....................................................................................................40
2.8.3 Associação Mista.....................................................................................41
Exercícios:.....................................................................................................41
2.8.4 Considerações finais sobre a Lei de Ohm...............................................43
2.8.5 Lei de Ohm em Circuitos com Resistência em Série..............................43
2.8.6 Aplicação da Lei de Ohm Circuitos Resistências em Paralelo................44
Exercícios:.........................................................................................................44
4 DIVISORES DE TENSÃO E DE CORRENTE...................................................46
4.1 Divisores de Tensão....................................................................................46
4.1.1 Formula geral da relação do divisor de tensão....................................46
4.1.2 Circuito Divisor de Tensão sem carga.....................................................46
Exercício........................................................................................................47
4.2. Circuito divisor de tensão com carga.........................................................48
4.2.1 Introdução teórica.................................................................................48
2.9.1 Circuito Divisor de Corrente.....................................................................49
Exercícios......................................................................................................49
2.10 Transformação Y ( T ) / ( ) e vice-versa..............................................50
Exercícios:.....................................................................................................50
3 - GERADORES E RECEPTORES....................................................................51
3.1 Definição de Gerador..................................................................................51
3.2 Associação de Geradores...........................................................................52
3.2.1 Associação em série................................................................................52
3.2.2 Associação em Paralelo...........................................................................52
3.2.3 Rendimento do Gerador ( )...................................................................52
3.3 Receptores..................................................................................................53
3.3.1 Equação do Receptor..............................................................................53
3.3.2 Rendimento elétrico do receptor ( ’ ).....................................................53
Exercícios..........................................................................................................54
4 - LEIS DE KIRCHOFF........................................................................................55
4.1 Introdução...................................................................................................55
4.2 Lei de Kirchhoff para Correntes - Lei dos Nós............................................55
4.3 Lei de Kirchhoff para Tensões - Lei das Malhas.........................................56
4.4 Teorema de Thévenin..................................................................................60
4.5 Teorema de Norton......................................................................................61
5 – CAPACITORES...............................................................................................62
5.1 Capacitância................................................................................................62
5.2 Força Exercida por Duas Cargas................................................................62
5.3 Materiais Dielétricos....................................................................................62
5.4 Representação Gráfica da Capacitância....................................................63
5.5 Definição de Capacitor................................................................................64
5.7 Associação de Capacitores.........................................................................64
5.7.1 Associação em série.............................................................................64
5.7.2 Associação em paralelo...........................................................................65
Exercícios......................................................................................................65
5.8 Energia Elétrica de um Capacitor...............................................................66
Exercícios:.....................................................................................................66
5.9 Reatância Capacitiva (Xc)...........................................................................67
Exercícios......................................................................................................67
6 – INDUTORES...................................................................................................69
6.1 Indutância....................................................................................................69
6.1.1 Indutância L..........................................................................................69
6.1.2. Indutor em Corrente Alternada................................................................70
Exercícios..........................................................................................................70
6.2 Reatância Indutiva (XL)...............................................................................71
Exercícios......................................................................................................71
6.3 Associação de Indutores.............................................................................72
Exercício............................................................................................................72
7 MAGNETISMO..................................................................................................73
7.1 Introdução...................................................................................................73
7.2 Imãs Artificiais.............................................................................................74
7.2.1 Pólos dos Ímãs.....................................................................................74
7.3 Linha Neutra................................................................................................74
7.3.1 Linhas de Força Magnética......................................................................75
7.3.2 Sentido das Linhas de Força de um Ímã.................................................75
7.4 Fragmentação de um Ímã...........................................................................75
7.4.1 Campo Magnético do Ímã........................................................................76
7.5 Lei de Atração e Repulsão dos Ímãs..........................................................76
7.6 Densidade do Fluxo Magnético (Densidade Magnética)............................76
7.7 Relutância Magnética..................................................................................77
7.8 Teoria Molecular da Magnetização.............................................................78
7.9 Barra de aço não Magnetizado...................................................................78
7.10 Permeabilidade Magnética........................................................................78
7.11 Fluxo Magnético........................................................................................79
7.12 Blindagem Magnética................................................................................79
8. CORRENTE ALTERNADA E TENSÃO MONOFÁSICA...................................80
9 SINAIS SENOIDAIS...........................................................................................82
9.1 Introdução...................................................................................................82
10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................85
HISTÓRICO

Embora a eletricidade só viesse a ser utilizada nos tempos modernos, sua


descoberta data de 2000 anos e foi atribuída aos gregos. Eles observaram que quando
um material, agora conhecido como âmbar, era atritado com alguns materiais, ele se
tornava eletrizado com uma força misteriosa. O âmbar eletrizado atraía certos
materiais, tais como folhas secas e serragem. Os gregos chamaram o âmbar de
elektron, o que originou a palavra eletricidade.
Por volta de 1600, William Gilbert classificou os materiais que se comportavam
como o âmbar de elétricos e os outros de não-elétricos.
Em 1733, o francês Charles Dufay, verificou que um pedaço de vidro eletrizado
atraía alguns objetos eletrizados, mas repelia outros. Ele concluiu que existiam dois
tipos de eletricidade.

Eletricidade

Os cientistas contemporâneos de Benjamin Franklin pensavam que a


eletricidade era um fluido composto de cargas positivas e negativas. Atualmente,
porém, os cientistas a definem como sendo produzida por partículas muito pequenas,
denominadas elétrons e prótons. Estas partículas são pequenas demais para serem
vistas, entretanto existem em todos os materiais. Para compreender sua existência, é
necessário, primeiro, entender a estrutura da matéria.
1 – ELETROSTÁTICA

1.1 A Matéria
Matéria é tudo aquilo que podemos ver sentir ou usar. De fato, matéria é
tudo que tem massa e ocupa lugar no espaço. Pode ser encontrada no estado
sólido, líquido ou gasoso. A pedra, a madeira e o metal são estados sólidos da
matéria, assim como a água, o álcool e a gasolina são estados líquidos, do mesmo
modo que o oxigênio, o hidrogênio e o dióxido de carbono são estados gasosos da
matéria.

1.2 Os Elementos
Os elementos são os materiais básicos que formam qualquer tipo de
matéria. Oxigênio e hidrogênio são elementos, assim como alumínio, cobre, prata,
ouro e mercúrio. De fato, existem mais de 100 elementos conhecidos. Dentre
esses, 92 são naturais e os restantes criados pelo homem. Nos últimos anos
alguns novos elementos foram descobertos, e espera-se que existam muitos ainda
para serem produzidos. Tudo o que vemos ao nosso redor é constituído de
elementos. Porém, os próprios elementos não podem ser produzidos a partir de
uma simples combinação química ou por separação de outros elementos.

1.3 Substância Composta


Na verdade, existem muito mais tipos de materiais do que de elementos; a
razão disso é que os elementos podem ser combinados para produzirem materiais
com características completamente diferentes dos elementos. A água, por exemplo,
é uma substância composta constituída dos elementos hidrogênio e oxigênio. O sal
comum de mesa se compõe dos elementos sódio e cloro.
Observe que, embora o hidrogênio e o oxigênio sejam gases, podem se
combinar e produzir água, que é um líquido.

1.4 A Molécula
A molécula é a menor partícula que uma substância composta pode ser
reduzida antes de se dividir nos elementos que a compõe. Por exemplo, se
tomarmos um grão de sal e o dividirmos sucessivamente ao meio até onde for
possível manter as suas características, obteremos uma molécula de sal que se
tentarmos dividir novamente em duas partes, chegará aos elementos que a
compõe.

1.5 O Átomo
Tudo que ocupa lugar no espaço é matéria. A
matéria é constituída por partículas muito pequenas
chamada de átomos. O átomo é a menor partícula
que um elemento pode ser reduzido, mantendo as
propriedades deste elemento.
Se uma gota d’água fosse reduzida ao menor
tamanho possível, obteríamos uma molécula de água.
Entretanto, se esta molécula de água fosse reduzida ainda mais, chegaríamos aos
átomos de hidrogênio e oxigênio.
Os átomos por sua vez são constituídos por partículas subatômicas: elétron,
próton e nêutron, sendo que o elétron é a carga negativa (-) fundamental da
eletricidade e estão girando ao redor do núcleo do átomo em trajetórias
concêntricas denominadas de órbitas.
O próton é a carga positiva fundamental (+) da eletricidade e estão no núcleo
do átomo. É o número de prótons no núcleo que determina o número atômico
daquele átomo. Também no núcleo é encontrado o nêutron, carga neutra
fundamental da eletricidade. No seu estado natural um átomo está sempre em
equilíbrio, ou seja, contém o mesmo número de prótons e elétrons. Como cargas
contrárias se anulam, e o elétron e próton possuem o mesmo valor absoluto de
carga elétrica, isto torna o átomo natural num átomo neutro.

1.5.1 O Núcleo
O núcleo é a parte central do átomo. É
composto pelos prótons e nêutrons. O número de
prótons no núcleo determina como um átomo de
um elemento difere do outro.
Por exemplo, o núcleo do átomo de
hidrogênio contém um próton, do oxigênio 8, da
prata 47 e do outro79. Na realidade, esse é o
motivo pelo quais os diferentes elementos
atômicos. O número atômico é definido como sendo o número de prótons que cada
átomo tem em seu núcleo.
Embora um nêutron, isoladamente, constitua uma partícula, ele é geralmente
considerado como um elétron e um próton combinados, sendo eletricamente
neutro; por isso, o nêutron não é muito importante para a característica elétrica dos
átomos.

1.5.2 O Próton
O próton é uma partícula muito pequena. Seu diâmetro é estimado em 0,18
trilionésimos de centímetros. O próton é um terço do diâmetro de um elétron,
entretanto sua massa é quase 1840 vezes a massa do elétron; o próton é quase
1840 vezes mais pesado do que o elétron. É extremamente difícil desalojar um
próton do núcleo de um átomo. Por esse motivo, na teoria elétrica, os prótons são
considerados parte permanente do núcleo. Os prótons não tomam parte ativa no
fluxo ou transferência de energia elétrica. O próton tem carga elétrica positiva. As
linhas de força desta carga são semi-retas que partem do próton para todas as
direções.

1.5.3 O Elétron
Como foi explicado anteriormente, o elétron é três vezes maior, em diâmetro,
do que o próton, isto é, seu diâmetro é da ordem de 0,54 trilionésimos de
centímetros; porém, o elétron é cerca de 1840 vezes mais leve do que o próton. Os
elétrons se movem facilmente e são as partículas que, efetivamente, participam do
fluxo ou transferência de energia elétrica.
Os elétrons giram em torno do núcleo dos átomos em órbitas e tem carga
elétrica negativa. As linhas de força dessas cargas são semi-retas que chegam ao
elétron vindas de todas as direções.

1.5.4 Átomo Estável e Instável


Um átomo é estável como vimos anteriormente, quando a quantidade de
energia dos elétrons (-) e dos prótons (+) é igual. Como os elétrons estão divididos
em camadas distanciadas proporcionalmente do núcleo, os mesmo possuem
energias diferentes, chamados níveis de energia. O nível de energia de um elétron
é diretamente proporcional à distância do seu núcleo. Os elétrons situados na
camada mais externa são chamados de elétrons de valência. Quando estes
elétrons recebem do meio externo mais energia isto pode fazer com o elétron se
desloque para um nível de energia mais alto. Se isto ocorre, dizemos que o átomo
está num estado excitado e, portanto instável. Na camada mais externa suficiente,
alguns dos elétrons de valência abandonarão o átomo, se tornando elétrons livres
que produz a corrente elétrica num condutor metálico.

1.2 Lei das Cargas Elétricas


A carga negativa do elétron é igual, porém oposta à carga positiva do próton.
As cargas de um próton e de um elétron são chamadas cargas eletrostáticas. As
linhas de força associadas a cada partícula produzem campos eletrostáticos.
Devido à interação desses campos, as partículas carregadas podem se atrair ou se
repelir. A lei das cargas elétricas estabelece que cargas de mesmo sinal se repelem
e cargas de sinais contrários se atraem. Um próton (+) repele outro próton (+). Um
elétron (-) repele outro elétron (-). Um próton (+) atrai um elétron (-). Como os
prótons são relativamente pesados, as forças repulsivas que eles exercem entre si,
no núcleo de um átomo, têm efeito desprezível.
Alguns átomos são capazes de ceder elétrons e outros são capazes de
receber elétrons. Quando isto ocorre, a distribuição positiva e negativa que era
igual deixa de existir. Um corpo passa a ter excesso e outro falta de elétrons. O
corpo com excesso de elétrons passa a ter uma carga com polaridade negativa, e o
corpo com falta de elétrons terá uma carga com polaridade positiva.
Átomos carregados são chamados de íons. Um átomo carregado
positivamente é um íon positivo, e carregado negativamente é um íon negativo.

CARGAS ELÉTRICAS IGUAIS SE REPELEM


CARGAS OPOSTAS SE ATRAEM.

Figura 1.2.1 Núcleo contendo 6 prótons(+) e 6 nêutrons, 6 elétrons (-) giram em torno do
núcleo.
1.2.1 Carga Elétrica Elementar
A menor carga elétrica encontrada na natureza é a carga de um elétron ou
próton. Estas cargas são iguais em valor absoluto e valem e = 1,6 x 10-19 C.
Assim sendo Q representa uma quantidade de carga, n um número inteiro, e
o valor da carga elementar.
Q = n . e.
Para calcular a quantidade de carga elétrica de um corpo, basta multiplicar o
número de elétrons pela carga elementar. a quantidade de carga de um corpo,
alem de ser quantizada (múltiplos inteiros de e), ela pode ser positiva (quando o
corpo perde elétrons) ou negativa (quando o corpo ganha elétrons).
Portanto;
Carga elétrica do próton = +1,6 x 10-19C
Carga elétrica do elétron = -1,6 x 10-19C
A carga elétrica difere da corrente elétrica. (Q) representa um acúmulo de
carga, enquanto a corrente elétrica ( mede a intensidade das cargas em
movimento.
Exercício:
Um corpo apresenta-se eletrizado com carga Q = 32 μC. Qual o número de
elétrons retirados do corpo?

1.3 Campo Eletrostático


Toda carga elétrica tem capacidade de exercer força. Isto se faz presente no
campo eletrostático que envolve cada corpo carregado. Quando corpos com
polaridades opostas são colocados próximos um do outro, o campo eletrostático se
concentra na região compreendida entre eles. Se um elétron for abandonado no
ponto no interior desse campo, ele será repelido pela carga negativa e atraído pela
carga positiva.

Quando não há transferência imediata de elétrons do campo para um corpo


carregado, diz-se que a carga esta em repouso. A eletricidade em repouso é
chamada de eletricidade estática.
1.3.1 Força Elétrica e Energia Potencial
Considere duas cargas elétricas puntiformes Q e q separadas entre si de
uma distância d, em um meio isolante.
O sistema assim constituído possui energia armazenada (energia potencial
elétrica) e que as cargas ficam sujeitas à ação de força (força elétrica).
A energia potencial elétrica é uma grandeza escalar (positiva ou negativa)
diretamente proporcional ao produto das cargas e inversamente proporcional á
distancia entre elas.
K .Q.q
Ep =
d
Onde K é uma constante de proporcionalidade chamada constante
eletrostática, cujo valor depende do meio onde as cargas estão imersas e do
sistema de unidade utilizado. (para o vácuo: K o = 9.109 unidades no SI).
Se as cargas Q e q tiverem o mesmo sinal a energia potencial do sistema
será positiva e se as cargas tiverem sinais opostos a energia potencial do sistema
será negativa.
Em virtude da força do seu campo eletrostático, uma carga é capaz de
realizar trabalho ao deslocar uma outra carga por atração ou repulsão. Essa
capacidade é chamada de potencial. Cargas diferentes produzem uma d.d.p.
(diferença de potencial). A soma das diferenças de potencial de todas as cargas do
campo eletrostático é conhecida como Força Eletromotriz (F.E.M.). A sua unidade
fundamental é o Volt. A diferença de potencial é chamada também de Tensão
Elétrica. A tensão elétrica é representada pela letra E ou U.

1.3.2 O Coulomb
Em 1785, o físico francês Charles de Coulomb confirmou, pela primeira vez
de forma experimental, que as cargas elétricas se atraem ou se repelem com uma
intensidade inversamente proporcional ao quadrado da distância que as separa.
Charles Coulomb verificou experimentalmente que a força de atração ou
repulsão entre dois corpos eletricamente carregados é diretamente proporcional às
cargas de cada corpo e inversamente proporcional ao quadrado da distância entre
eles. A quantidade de carga elétrica que um corpo possui é dada pela diferença
entre número de prótons e o número de elétrons que o corpo tem. A quantidade de
carga elétrica é representada pela letra Q, e é expresso na unidade COULOMB (C).
A carga de 1C = 6,25x1018 elétrons.
Dizer que um corpo possui um Coulomb negativo (-Q), significa que um
corpo possui 6,25x1018 mais elétrons que prótons.
A lei de Coulomb afirma que a intensidade da força F entre duas cargas
puntiformes Q e q é diretamente proporcional ao produto das cargas, e
inversamente proporcional ao inverso do quadrado da distância d que as separa.
F = K.Q.q / d2
A força entre duas partículas com cargas Q 1 e q2 pode ser calculada a partir
da lei de Coulomb segundo a qual a força é proporcional ao produto das cargas,
dividido pelo quadrado da distância que as separa.
A possibilidade de manter uma força eletromotriz capaz de impulsionar de
forma contínua partículas eletricamente carregadas chegou com o desenvolvimento
da bateria de pilha química em 1800, pelo físico italiano Alessandro Volta.
A lei de Coulomb diz que a intensidade da força eletrostática entre duas
cargas elétricas é diretamente proporcional ao produto das cargas e inversamente
proporcional ao quadrado da distância que as separa. Esta, porem, não é uma
afirmação tão fácil de aceitar, por isso vamos observar a equação que a explica.
Onde:
F força de interação entre duas partículas (N).
K uma constante v(N.m2/C2).
Q carga elétrica da primeira partícula (C).
q carga elétrica da segunda partícula (C).
d distância que separa as duas partículas (m).
A constante K de proporcionalidade está relacionada ao meio em que as
cargas se encontram. Sendo esse meio o vácuo, seu valor, em unidades do SI, é:
K0= 9,0 x 109 N. m²/C². (K0 é chamada de constante eletrostática do vácuo).
É importante lembrar que utilizamos os módulos das cargas elétricas das
partículas, ou seja, colocamos na fórmula apenas o valor numérico, sem o sinal
(que indica o sentido do vetor) desta carga. Podemos tirar algumas conclusões
sobre a Lei de Coulomb observando a equação acima, que relaciona o valor da
força elétrica de interação entre partículas eletrizadas com suas cargas elétricas e
com a distância que as separa.
A relação entre a força e as cargas é uma relação diretamente proporcional,
ou seja, quanto maior a carga, maior será à força de interação. A relação entre a
força e distância é uma relação inversamente proporcional, quando aumentamos a
distância entre as partículas à força elétrica diminui.
Logo, temos duas conclusões importantes:
Mantendo-se a distância entre os corpos e dobrando-se a quantidade de
carga elétrica de cada um, a força elétrica será multiplicada por quatro.
Mantendo-se as cargas elétricas e dobrando-se a distância a força elétrica
será dividida por quatro. A lei de Coulomb é o cálculo das forças de interação de
duas partículas, sendo que essas forças de interação são iguais em módulo, ou
seja, têm a mesma intensidade e direção, mas, sentidos opostos.

Fig 1.3.1 - atração de cargas opostas


Onde:
q1 q2 => são as cargas elétricas de cada corpo.
r => distância entre os corpos em metros (m).
A unidade da carga elétrica é o Coulomb (símbolo C), definida no Sistema
Internacional como: carga elétrica que passa, durante um segundo, pela seção
transversal de um condutor percorrido por uma corrente invariável e igual a um
ampère.
Entretanto, a definição acima depende do conceito de corrente elétrica, que
é dado em páginas posteriores. E o Coulomb pode ser definido apenas com
grandezas da fórmula anterior: carga tal que, se colocada a uma distância de 1
metro de outra carga idêntica no vácuo, repele-a com uma força de 8,98x10 9
Newton.

Exercícios
(Lei de Coulomb 01) Determine a magnitude da força elétrica em um elétron
no átomo de hidrogênio, exercida pelo próton situado no núcleo atômico. Assuma
que a órbita eletrônica tem um raio médio de d = 0,5. 10 -10 m.
Resolução;
Sabemos que a carga elétrica do elétron é -1,6 x 10 -19C e a carga do próton
1,6.10-19C, na aplicação da Lei de Coulomb temos:

Lembre-se que para a aplicação da equação acima devemos utilizar o


modulo de cada uma das cargas elétricas.
A direção da força no elétron é a mesma da linha que liga as duas partículas.
Como as cargas têm sinais opostos então a força é atrativa.
2 – ELETRODINÂMICA

2.1 Condutância
Os materiais não conduzem a corrente elétrica igualmente. Se recordarmos
algumas das teorias elétricas básicas, veremos que existem, basicamente, dois
tipos de materiais que são muito utilizadas em eletricidade. Estes são os
condutores e os isolantes. Os condutores permitem que a corrente circule
facilmente e os isolantes se opõem ao fluxo da corrente. Isso ocorre porque os
condutores possuem muitos elétrons livres.
Quase todos os metais são bons condutores. Entretanto, alguns metais são
melhores do que outros porque nem todos possuem o mesmo número de elétrons
livres.
A facilidade com que o metal permite a passagem da corrente é medida pela
condutância. Se uma mesma fonte de tensão é ligada a diferentes metais, aqueles
que possuírem uma condutância relativa maior permitirão maior fluxo de corrente.
A prata possui a maior condutância; entretanto, o cobre é mais utilizado por
ser mais barato que a prata. Atribui-se ao cobre uma condutância relativa unitária,
sendo que os outros metais são classificados em comparação ao cobre. O
tungstênio, por exemplo, que é utilizado nas lâmpadas de filamento, possui
somente 0,312 da condutância do cobre. Portanto, o cobre permitirá um fluxo de
corrente três vezes maior do que o tungstênio, se ambos ligados na mesma fonte
de energia.
A condutância é o inverso de resistência. A unidade da condutividade é o
mho (-1) ou Siemens (S) A facilidade que a corrente elétrica encontra, ao percorrer
os materiais, é chamada de condutância. Essa grandeza é representada pela letra
G.
CONDUTÂNCIA (G) é Facilidade encontrada pela corrente elétrica ao
atravessar um material. Todo o material condutor de corrente elétrica apresenta
certo grau de condutância e de resistência. Quanto maior for a condutância do
material, menor será sua resistência. Se o material oferecer grande resistência,
proporcionalmente apresentará pouca condutância. A condutância e a resistência
elétrica se manifestam com maior ou menor intensidade nos diversos tipos de
materiais.
Exemplo:
No cobre, a condutância é muito maior que a resistência. Já no plástico, a
resistência é muito maior que a condutância.
PLÁSTICO; MAIOR resistência MENOR condutância.
COBRE; MENOR resistência MAIOR condutância.
Atualmente, a unidade empregada para medir a condutância é denominada
SIEMENS é representada pela letra S.

2.2 Isolantes e Condutores


Um dos princípios fundamentais da eletricidade são a repulsão e atração
entre cargas elétricas. Se de mesmos sinais ou de sinais opostos. Assim:

Os prótons do núcleo repelem-se mutuamente, porem conseguem ficar


unidos graças à existência de um outro tipo de força, muito mais intensa, a força
nuclear.
Nos fenômenos elétricos, assim como no químico apenas os elétrons são
envolvidos.
Quando um átomo deixa de ser neutro, tornando-se um íon (positivo ou
negativo), há mudanças apenas no número de elétrons do átomo: se um átomo
perde um ou mais elétrons, ele se torna um íon positivo (cátion) porque assim o
numero de prótons passa ser maior que o numero de elétrons. Se o átomo ganha
um ou mais elétrons, se torna um íon negativo (anion) desta forma o numero de
elétrons passa ser maior que o numero de prótons.
Nos metais os elétrons da camada mais externa são fracamente ligados ao
núcleo e podem mover com grande facilidade de um átomo para outro, formado
uma nuvem de elétrons “livres” (chamada de nuvem eletrônica). Esta nuvem é que
permite aos metais serem bons condutores de eletricidade.
A borracha, o plástico, a porcelana, o ar seco, o vidro, e outros materiais são
considerados isolantes de eletricidade pelo fato de praticamente não apresentarem
“elétrons livres”.
Não existem na prática, condutores ou isolantes elétricos perfeitos.
São considerados bons condutores elétricos os corpos que permitem a
movimentação de cargas elétricas através deles, tais como os metais, o grafite, e
as soluções eletrolíticas.
São considerados bons isolantes elétricos os corpos que não permitem a
movimentação de cargas elétricas através deles.
Nota:
A água pura (destilada) é um bom isolante, porém a água comum,
potável, que contem sais minerais dissolvidos, é condutora de eletricidade. A
diferença é que neste caso quem se movimenta são os íons e não os elétrons.

2.3 Resistência
A resistência elétrica é a medida da oposição que os átomos de um
material oferecem á passagem da corrente elétrica. Ela depende da natureza
do material, de suas dimensões e da sua temperatura. Alguns materiais,
entretanto, oferecem maior resistência ao fluxo de elétrons do que outros.
Realmente, esta é a forma com que os materiais são relacionados no campo
da eletricidade. Se cortássemos, de forma padronizada, um pedaço de cada um
dos metais mais comuns e ligássemos estes pedaços a uma bateria, um por vez,
encontraria diferentes intensidades de corrente elétrica. É que cada metal possuía
uma resistência diferente ao movimento de elétrons.
A forma padrão, normalmente usada no teste de resistência dos metais, é
um cubo de 1 centímetro de aresta. A prata é melhor condutora do que o cobre
porque possui menor resistência. O níquel-cromo apresenta uma resistência 60
vezes maior do que a do cobre, ou seja, no cobre circulará 60 vezes mais corrente
do que no níquel cromo, se eles forem ligados, separadamente, à mesma bateria.
“Define-se resistência como sendo a capacidade de um fio condutor ser
opor a passagem de corrente elétrica através de sua estrutura”.
2.3.1 A unidade de resistência
Durante o início do século XIX, o cientista alemão Georg Simon Ohm
realizou muitas experiências com a eletricidade e fez algumas das primeiras
descobertas sobre a natureza da resistência elétrica. Em sua homenagem, a
unidade de resistência é chamada ohm.
Um condutor possui uma resistência de 1 ohm quando uma f.e.m de 1 volt
provoca a passagem de corrente de 1 ampére através desse condutor. Se, por
exemplo, a f.e.m de 1 volt causasse uma corrente de ½ ampére, a resistência seria
de 2 ohms. Através dessa relação, podemos determinar a resistência exata de um
condutor de qualquer tipo, forma e tamanho. Os valores de resistência variam
desde frações de ohms até quilohms (1000 ohms) e megohms (1000000 ohms). O
símbolo de ohm é a letra grega Omega (Ω).

2.3.2 Efeito Joule


Nome dado ao fenômeno do aquecimento de um material devido à
passagem de uma corrente elétrica.
No choque com os átomos, os elétrons transferem parte de sua energia
cinética (relacionada ao movimento) para eles que, por sua vez, passam a vibrar
com maior intensidade, fazendo com que haja um aumento da temperatura do
material.
Para transportar a corrente elétrica de um lugar para outro, deve-se utilizar
condutores que oferecem o mínimo de resistência, para que não haja perdas de
energia por efeito joule. Por isso os fios condutores são feitos principalmente de
cobre ou alumínio. Mas existem situações nas quais a resistência à passagem da
corrente elétrica é uma necessidade, tanto pelo aquecimento que gera (chuveiros,
ferros de passar roupas, aquecedores, etc), como pela capacidade de limitar a
corrente elétrica em dispositivos elétricos e eletrônicos.

2.4 Resistividade Elétrica


Para qualquer condutor dado, a resistividade de um determinado
comprimento depende da resistividade do material, do comprimento do fio e da
área da seção reta do fio. Para simplificar a análise dessas dependências, vamos
considerar que os condutores tenham a forma de um fio cilíndrico como mostra a
figura abaixo.
Considere vários fios condutores de mesmo material, mesma área de secção
transversal de comprimentos diferentes. Verifica-se que quanto maior o
comprimento tanto maior é a resistência do fio. Então, a resistência é diretamente
proporcional ao comprimento do fio.
Matematicamente: R  K .
Se tomarmos vários condutores de mesmo material, mesmo comprimento,
mas de diâmetro diferentes, verificamos que a resistência é inversamente
proporcional à área da seção reta do fio.

Relacionando as duas conclusões acima,


obtemos: R  K .
A
A constante de proporcionalidade é uma característica do material e
simboliza-se por ρ (letra grega rô). Recebe o nome de resistividade.
A resistência de um condutor é diretamente proporcional ao seu
comprimento e inversamente proporcional à área da secção transversal do fio.
Assim:
Onde:
R = resistência do condutor, Ω.
l = comprimento do fio, m.
S = área da seção reta do fio, cm2.
ρ= resistência específica ou resistividade, cm2. Ω /m.
No Sistema Internacional a unidade de resistividade é ohm/metro (m).
O fator (letra grega que se lê “rô”) permite a comparação da resistência de
diferentes materiais de acordo com natureza, independentemente de seus
comprimentos ou áreas. Valores mais altos de representam maior resistência.
Os valores de resistência elétrica variam de acordo com certos fatores.
Esses quatro fatores são:
Natureza, comprimento: Aumentando o comprimento, aumentará a
resistência. Diminuindo o comprimento, diminuirá a resistência.
Seção transversal: Aumentando a seção transversal, diminuirá a
resistência. Diminuindo a seção transversal, aumentará a resistência.
Temperatura do material. Aumentando temperatura, aumentará a
resistência. Diminuindo a temperatura, diminuirá a resistência.

2.4.1 Coeficiente de temperatura


O coeficiente de temperatura da resistência, (letra grega denominada alfa),
indica a quantidade de variação da resistência para uma variação na temperatura.
Um valor positivo de  indica que R aumenta com a temperatura, um valor negativo
de significa que R diminui, e um valor zero para  indica que R é constante, isto
é, não varia com a temperatura.
Embora para um dado material possa variar ligeiramente com a
temperatura. Um acréscimo na resistência do fio, produzido por um aumento na
temperatura, pode ser determinado aproximadamente a partir da equação:
R1 = R0 + R0 (.ΔT)
Onde:
R1 = resistência mais alta à temperatura mais alta, Ω.
R0 = resistência a 20oC
= coeficiente de temperatura Ω /oC
ΔT = acréscimo de temperatura acima de 20oC.
Exemplo:
Um fio de tungstênio tem uma resistência de 10 Ωa 20oC. Calcule a sua
resistência a 120oC.
Dados:
= 0,005 Ω /oC
O acréscimo de temperatura é: ΔT = 120 - 20 = 100 oC
Substituindo na Equação:
R1 = R0 + R0 (.ΔT) = 10 + 10 (0,005 x 100) = 10 + 5 = 15 Ω.
Em virtude do aumento de 100oC na temperatura, a resistência do fio
aumentou 5 Ωou de 50% do seu valor original que era 10 Ω.
2.5 Resistor Elétrico
A energia elétrica pode ser convertida em outras formas de energia.
Quando os elétrons caminham no interior de um condutor, eles se chocam
contra os átomos do material de que é feito o fio. Nestes choques, parte da energia
cinética de cada elétron se transfere aos átomos que começam a vibrar mais
intensamente. No entanto, um aumento de vibração significa um aumento de
temperatura.
O aquecimento provocado pela maior vibração dos átomos é um fenômeno
físico a que damos o nome de efeito joule.
É devido a este efeito joule que a lâmpada de filamento emite luz. Inúmeras
são as aplicações práticas destes fenômenos. Exemplos: chuveiro, ferro de
engomar, ferro elétrico, fusível, etc...
O efeito joule é o fenômeno responsável pelo consumo de energia elétrica
do circuito, quando essa energia se transforma em calor.
O componente que realiza essa transformação é o resistor, que possui a
capacidade de se opor ao fluxo de elétrons (corrente elétrica).

Símbolo:

2.5.1 Código de cores para resistores


O código de cores é a convenção utilizada para identificação de resistores
de uso geral. Compreende as séries E6, E12 e E24 da norma internacional IEC.
Primeiro algarismo significativo: A cor da primeira faixa indica o primeiro
algarismo do valor do resistor.
Por exemplo, usando a Tabela de Código de Cores, se esta faixa for
amarela, o primeiro algarismo será 4.
Segundo Algarismo Significativo: A cor da segunda faixa indica o segundo
algarismo do valor do resistor.
Por exemplo, usando a Tabela de Código de Cores, se esta faixa for preta, o
segundo algarismo será 0.
Fator de Multiplicação: a cor da terceira faixa indica quantas vezes deve-se
multiplicar o número formado pelos dois primeiros algarismos para se obter o valor
da resistência. Por exemplo, usando a Tabela de Código de Cores, se esta faixa for
verde, o número formado pelos dois primeiros algarismos devem ser multiplicados
por 100.000. Esta faixa também pode ser observada como a indicação do número
de zeros que devem ser adicionados após o segundo algarismo. Quando usada
desta maneira, o número de zeros será aquele mostrado na coluna de Algarismos
Significativos da Tabela de Código de Cores. Por exemplo, se a faixa for laranja,
adicionam-se três zeros após o segundo algarismo. Se a terceira faixa for dourada
ou prateada, o fator de multiplicação deve ser usado.

2.5.2 Procedimento para determinar o valor do resistor:


Identificar a cor do primeiro anel, e verificar através da tabela de cores o
algarismo correspondente à cor. Este algarismo será o primeiro dígito do valor do
resistor.
Identificar a cor do segundo anel. Determinar o algarismo correspondente ao
segundo dígito do valor da resistência.
Identificar a cor do terceiro anel. Determinar o valor para multiplicar o
número formado pelos itens 1 e 2. Efetuar a operação e obter o valor da
resistência.
Identificar a cor do quarto anel e verificar a porcentagem de tolerância do
valor nominal da resistência do resistor.
OBS.: A primeira faixa será a faixa que estiver mais perto de qualquer um
dos terminais do resistor.
Exemplo:
1º Faixa Vermelha = 2
2º Faixa Violeta = 7
3º Faixa Marrom = 10
4º Faixa Ouro = 5%
O valor será 270W com 5% de tolerância. Ou seja, o valor exato da
resistência para qualquer elemento com esta especificação estará entre 256,5W e
283,5W.
Entenda o multiplicador. Ele é o número de zeros que você coloca na frente
do número. No exemplo é o 10, e você coloca apenas um zero se fosse o 100 você
colocaria 2 zeros e se fosse apenas o 1 você não colocaria nenhum zero.
Outro elemento que talvez necessite explicação é a tolerância. O processo
de fabricação em massa de resistores não consegue garantir para estes
componentes um valor exato de resistência. Assim, pode haver variação dentro do
valor especificado de tolerância. É importante notar que quanto menor a tolerância,
mais caro o resistor, pois o processo de fabricação deve ser mais refinado para
reduzir a variação em torno do valor nominal.

2.6 Lei de Ohm


Um cientista chamado George Ohm, através de diversas experiências,
conseguiu relacionar entre si as seguintes grandezas em um mesmo material:
tensão – corrente – resistência – dimensões.
Em um circuito fechado a tensão provoca o fluxo de corrente e a resistência
se opõe a este fluxo. Portanto, deve existir uma relação entre tensão, corrente e
resistência. Essa relação foi estabelecida por uma série de experiências realizadas
por George Simon Ohm, cientista de cujo nome provém a unidade de resistência.
Ohm descobriu que se a resistência num circuito for mantida constante,
aumentando-se a tensão da fonte, haverá um aumento no valor da corrente.
Analogamente, um decréscimo da tensão corresponderá a um decréscimo da
corrente. Em outras palavras, Ohm concluiu que, num circuito DC, a corrente é
diretamente proporcional à tensão. Descobriu, também, que se a tensão da fonte
for mantida constante, enquanto se aumenta a resistência do circuito, a corrente
diminui. Da mesma forma, uma diminuição da resistência implicaria um aumento da
corrente. Em outras palavras, a corrente é inversamente proporcional à resistência.
A constante de proporcionalidade entre a corrente elétrica, a tensão e a
resistência é denominada Lei de Ohm e é expressa literalmente como:
“A corrente em um circuito é diretamente proporcional à tensão aplicada e
inversamente proporcional à resistência do circuito”.
E
Na forma de equação a Lei de Ohm é expressa como: I 
R
Considere o resistor abaixo, mantido a uma temperatura constante. Quando
o mesmo for submetido a uma tensão elétrica (d.d.p.) E, circulará, pelo mesmo uma
corrente elétrica .
Mudando o valor da d.d.p. para E1, E2, ... En , o resistor passa a ser
percorrido por uma corrente I 1, I2, … n. O Físico alemão George Simon Ohm,
verificou que o quociente da tensão aplicada pela respectiva corrente circulante era
uma constante do resistor. Onde;
I => Corrente em Amperes (A)
E => Tensão em Volts (V)
R => Resistência em Ohms (Ω)

“A resistência elétrica não depende nem da tensão, nem da corrente elétrica,


mas sim da temperatura e do material condutor”.
A primeira Lei de Ohm mostra de que forma a resistência, a tensão e a
corrente estão relacionadas entre si.
2.6.1 Primeira Lei de Ohm:
A corrente elétrica I que passa por um material é diretamente proporcional à
tensão V nele aplicado, e esta constante de proporcionalidade chama-se
resistência elétrica R. V = R.I
V
Da primeira Lei de Ohm, tem-se que: R  , Portanto, a unidade de medida
I
da resistência elétrica é o Volt/Ampère ou, simplesmente, Ohm (Ω).
Graficamente, a Primeira Lei de Ohm fica assim representada:

figura 2.6.1: Representação Gráfica da Primeira Lei de Ohm.

Pelo gráfico pode-se observar que se trata de uma relação linear entre
tensão e corrente, uma vez que a resistência elétrica é uma constante.
Resumindo, a Primeira Lei de Ohm pode ser escrita matematicamente de
três formas:
V V
V = R.I ou I = ou R 
R I

2.6.2 Segunda Lei de Ohm


A segunda Lei de Ohm mostra como a resistência elétrica está relacionada
com suas dimensões e com a natureza de material com que é feita.
Experiência: Usando materiais de mesma natureza, George Ohm
analisou a relação entre a resistência R, o comprimento L e a área A da seção
transversal, e chegou às seguintes conclusões:
Quanto maior o comprimento de um material, maior é a sua resistência elétrica;
Quanto maior a área da seção transversal de um material, menor é a sua
resistência elétrica.
Em seguida, ele analisou a relação entre a resistência R de materiais de
naturezas diferentes, mas com as mesmas dimensões, chegando às seguintes
conclusões:
Cada tipo de material tem uma característica própria que determina sua
resistência, independente de sua geometria;
Esta característica dos materiais é a resistividade elétrica,
representada pela letra grega ρ (rô), cuja unidade de medida é Ω.m.
“A resistência elétrica R de um material é diretamente proporcional ao
produto de sua resistividade elétrica ρ (rô) pelo seu comprimento L, e
inversamente proporcional à área A de sua seção transversal”.

A tabela abaixo mostra a resistividade elétrica de alguns materiais usados na


fabricação de condutores, isolantes e resistências elétricas:
Resistividade Elétrica de alguns Materiais
Características dos principais condutores
Resistivid Condutivid Coeficiente de
Material ade - r ade - c Temperatura - a
Ω.mm2/m S.m/mm2 o
C-1
Alumínio 0,0292 34,2 0,0039
Bronze 0,067 14,9 0,002
Cobre
0,0162 61,7 0,00382
puro
Cobre
0,0178 56,1 0,00382
duro
Cobre
0,0172 58,1 0,00382
recozido
Constata
0,5 2 0,00001
m
Estanho 0,115 8,6 0,0042
Grafite 13 0,07 0,0005
Ferro
0,096 10,2 0,0052
puro
Latão 0,067 14,9 0,002
Manganin
0,48 2,08 0
a
Mercúrio 0,96 1,0044 0,00089
Nicromo 1,1 0,909 0,00013
Níquel 0,087 10,41 0,0047
Ouro 0,024 43,5 0,0034
Prata 0,00158 62,5 0,0038
Platina 0,106 9,09 0,0025
Tungstêni
0,055 18,18 0,0041
o
Zinco 0,056 17,8 0,0038

Tabela 2.6.1 (valores médios a 10oC)

2.7 Corrente Elétrica


Determinados materiais, quando são subme tidos a uma fonte de força
eletromotriz, permitem uma movimentação sistemática de elétrons de um átomo a
outro, e é este fenômeno que é denominado de corrente elétrica.
Pode-se dizer, então que cargas elétricas em movimento ordenado formam a
corrente elétrica, ou seja, corrente elétrica, é o fluxo de elétrons em um meio
condutor. A corrente elétrica é representada pela letra e sua unidade fundamental
é o Ampère.

Define-se 1A como sendo deslocamento de 1 C (6,25×1018 e) através de um


condutor durante um intervalo de 1 seg.

Existem três estados da matéria: sólido, líquido e gasoso. Existe um


terceiro descoberto recentemente, o plasma, que é raro e será desconsiderado
no nosso estudo. Embora existam substâncias condutoras de eletricidade nestes
três estados mais comuns, o interesse maior deste estudo recai sobre os
condutores sólidos metálicos. Nos materiais sólidos metálicos existem
muitos elétrons livres fracamente ligados ao núcleo que se libertam de suas órbitas
apenas pela ação da energia térmica a temperatura ambiente, tornando-se elétrons
livres, e que se movimentam aleatoriamente pelo condutor.

Figura 2.7 (Movimento Aleatório dos Elétrons Livres num Condutor Sólido Metálico)
Aplicando-se uma diferença de potencial ou tensão entre dois pontos deste
condutor, surge dentro dele um campo elétrico. Logo, podemos definir corrente
elétrica como sendo:
“O Movimento ordenado de cargas elétricas, positivas ou negativas, no
interior de um condutor qualquer, devido à ação de um campo elétrico”.
A corrente elétrica nos condutores sólidos metálicos, devido ao movimento
dos elétrons livres num único sentido, é chamada de corrente de condução.
Nas substâncias condutoras líquidas (eletrólitos) e gasosas, as cargas
elétricas livres são os íons. Assim, aplicando-se uma diferença de potencial entre
dois pontos destes condutores, os íons positivos movimentam-se ordenadamente
no sentido do campo elétrico e os íons negativos no sentido oposto. A corrente
elétrica nos condutores líquidos e gasosos, devido ao movimento de íons nos dois
sentidos, é chamada de corrente de convecção.
Observação: Como nosso interesse maior está nos condutores sólidos
metálicos, os mesmos serão denominados, daqui em diante, apenas por
condutores.

2.7.1 Sentido Convencional da Corrente Elétrica


A corrente elétrica convencional tem o sentido oposto ao do deslocamento
dos elétrons livres, ou seja, o mesmo sentido do campo elétrico, indo do potencial
maior para o menor.
Portanto, pode-se entender que, ao invés de elétrons se moverem num
determinado sentido, é como se cargas positivas imaginárias se movessem no
sentido oposto. A vantagem dessa convenção está no fato de que, tanto no cálculo
da intensidade da corrente elétrica como na resolução de circuitos, salvo algumas
condições específicas, os valores numéricos serão positivos.

2.7.2 Intensidade da Corrente Elétrica


A intensidade da corrente elétrica I é a quantidade de cargas elétricas ΔQ
que atravessa a seção transversal de um condutor num intervalo de tempo Δt.

Figura 2.7.2 (Intensidade da Corrente Elétrica)


No SI, a unidade de carga elétrica é o Coulomb (C) e a de
tempo é o segundo (s). Portanto, a unidade de corrente elétrica é
C/s, também denominada Ampère (A), em homenagem a este
cientista que estudou os efeitos da corrente elétrica.

A definição matemática da intensidade de corrente elétrica é dada por:


Onde:
= corrente elétrica em ampère;
Q = carga em Coulomb;
T = tempo em segundos.

2.7.3 Fluxo de Corrente


Se ligarmos às duas extremidades de um fio de cobre, uma diferença de
potencial, a tensão aplicada faz com que os elétrons se desloquem. Esse
deslocamento consiste num movimento de elétrons a partir do ponto de carga
negativa -Q numa extremidade do fio, seguindo através deste e chegando à carga
positiva +Q na outra extremidade.
O sentido do movimento de elétrons é de –
para +. Este é o fluxo de elétrons. No entanto para
estudos convencionou-se dizer que o
deslocamento dos elétrons é de + para -. Este é o
chamado de fluxo convencional da corrente
elétrica.

Exercícios
a) Em uma seção transversal de um fio condutor circula uma carga de 10 C
a cada 2 s. Qual a intensidade de corrente?
b) Um fio percorrido por uma corrente de 1 A deve conduzir através da sua
seção transversal uma carga de 3,6 C. Qual o tempo necessário para isto?
c) Qual a carga acumulada quando uma corrente de 5 A carrega um isolante
durante 5 s?
d) Se uma corrente de 2 A passar através de um medidor durante um minuto,
isto equivale a quantos Coulombs ?
e) A seção transversal de um condutor é atravessada por uma carga de 0,5C
em 2s. Qual a intensidade da corrente elétrica neste condutor?
f) Num condutor, a corrente elétrica é de 500μA. Qual o tempo necessário
para que uma carga de 5mC atravesse sua seção transversal?
g) Num condutor, tem-se uma corrente elétrica de 50mA. Qual a carga
elétrica e quantos elétrons passam por sua seção transversal a cada 3ms?

2.8 Potência Elétrica


Sempre que uma força produz movimento, diz-se que ela realizou um
trabalho, ou que ela transformou sua energia acumulada em energia cinética
(relacionada ao movimento).
Portanto, pode-se dizer que trabalho realizado é igual à energia
transformada ou, ainda, que energia é a capacidade de realizar um trabalho. Uma
ddp aplicada entre dois pontos num condutor, cria um campo elétrico que faz com
que os elétrons livres se movimentem ordenadamente na forma de corrente
elétrica. Como ddp é força-eletromotriz (f.e.m. – força que move elétrons), é claro
que ela também realiza trabalho, ou seja, transforma a energia potencial elétrica
em energia cinética.
Sabemos que, quando um condutor resiste à passagem da corrente elétrica,
ele se aquece. Isto significa que a energia cinética dos elétrons, devido aos
choques com os átomos do condutor, transforma-se em energia térmica ou calor.
Como o calor gerado pelo condutor ou pela resistência nem sempre é
aproveitado, é muito comum dizer que eles gastam a energia recebida, ou
simplesmente, a dissipam. Portanto, em eletricidade, a transformação de energia
está relacionada tanto com a tensão, que produz o movimento dos elétrons, como
também com a corrente, que gera o calor.
“Potência elétrica é, portanto, trabalho (τ) realizado num intervalo de tempo
Δt ou a energia elétrica E consumida num intervalo de tempo”.
A unidade de trabalho e de energia no SI é o Joule (J). Logo, a unidade de
potência elétrica é Joule/segundo, também denominada Watt(W), em homenagem
ao cientista James Watt.
A potência elétrica está diretamente relacionada com a tensão e a
corrente:
A potência elétrica fornecida por uma fonte de alimentação a um circuito
qualquer, é dada pelo produto da sua tensão pela corrente gerada. P = V.I
Sabemos que a função da fonte de energia, num circuito elétrico, é a de
fornecer energia elétrica à carga; esta utiliza a energia para realizar trabalho. Nesse
processo, a carga consome a energia e esta é a razão pela qual as pilhas e
baterias se descarregam e necessitam ser trocadas ou recarregadas. A quantidade
de trabalho executado pela carga depende da quantidade de energia fornecida e da
velocidade com que a carga utiliza essa energia.
Se um trabalho está sendo executado em um sistema elétrico, uma
quantidade de energia está sendo consumida à proporção em que o trabalho está
sendo executado. Isto é, a razão em que a energia está sendo consumida é
chamada Potência.
Em outras palavras, com a mesma quantidade de energia, algumas cargas
realizam mais trabalho do que outras, no mesmo intervalo de tempo; portanto,
algumas cargas realizam trabalho mais rapidamente do que outras.
O termo potência é usado para descrever a velocidade com que uma carga
pode realizar trabalho. A potência é definida como: quantidade de trabalho
realizado pela carga dentro de um determinado intervalo de tempo (normalmente, 1
segundo).
É importante observar que, num circuito elétrico, a carga pode realizar um
trabalho útil, ou um trabalho perdido. Em ambos os casos, a taxa de realização do
trabalho é medida em potência. O movimento de um motor elétrico é um trabalho
útil, assim como o aquecimento do elemento resistivo de um forno elétrico. Por
outro lado, o aquecimento dos fios de ligação ou dos resistores de um circuito
elétrico representa um trabalho perdido, pois, nesse caso, o trabalho não é
aproveitável; diz-se, então, que a potência está sendo dissipada.
Em eletricidade, a tensão realiza trabalho de deslocar uma carga elétrica, e a
corrente representa o número de cargas deslocadas na unidade de tempo. Assim
em eletricidade:

A unidade fundamental de potência elétrica é o WATT


Se o circuito for uma simples resistência elétrica, a potência fornecida pela
fonte será totalmente dissipada por ela (transformando-a em calor), isto é:
 Potência Fornecida = Potência Dissipada.
Pela Primeira Lei de Ohm, tem-se que: V = R.I (equação I) e que I = V/R
(equação II)
Substituindo-se a equação (I) na equação da potência, P = V.I, tem-se:
(como V=R.I) substituindo (V) obtemos; P = R.I.I, resultando: P = R.I2
Substituindo-se (equação II) na equação da potência, P = V.I tem-se: (como
I=V/R) substituindo (I) obtemos P = V. (V/R), resultando: P = V2/R.
Assim, a potência dissipada por uma resistência elétrica pode ser calculada
por qualquer uma das formulas matemáticas Relacionando Tensão, Corrente,
Resistência e Potência Elétricas.

aE R I bP E .I cP R .I 2 dI E /R

eR E /I fP E2 /R gI P E.

2.9 Grandezas Elétricas


A Ciência Elétrica estuda o fenômeno da existência e interação entre cargas
elétricas. Tal como a massa, a carga elétrica é uma propriedade fundamental da
matéria que se manifesta através de uma interação, designadamente através de
uma força. No entanto, a carga elétrica apresenta a particularidade de se
manifestar através de uma força que tanto pode ser de atração como de repulsão,
ao contrário daquela manifestada pelas massas, que, como se sabe, é apenas de
atração.
As principais grandezas da ciência elétrica são as cargas, a força, o campo,
a energia, a tensão, a potência e a corrente elétrica. O objetivo deste capítulo é
mostrar a relação existente entre estas grandezas elétricas, dando particular
atenção às grandezas tensão e corrente elétrica. Com efeito, a análise de circuitos
visa essencialmente a determinação da relação corrente/tensão elétrica em redes
de componentes elétricos e eletrônicos.
A lei fundamental da Ciência Elétrica é a Lei de Coulomb. Esta lei estabelece
que duas cargas elétricas em presença uma da outra se atraem ou repelem
mutuamente, isto é, interagem entre si através de uma força. Como grandeza de
tipo vetorial, a força elétrica possui, portanto, uma direção, um sentido e uma
intensidade. A direção da força coincide com a da reta que une as duas cargas, o
sentido é uma função dos sinais respectivos, positivos ou negativos, e a
intensidade é uma função do módulo das cargas e da distância que as separa. A
interação à distância entre cargas elétricas conduz ao conceito de campo elétrico, o
qual nos permite encarar a força elétrica como o resultado de uma ação exercida
por uma carga ou conjunto de cargas vizinhas. Tal como a força, o campo elétrico é
uma grandeza vetorial com direção, sentido e intensidade.
O movimento de uma carga num campo elétrico, em sentido contrário ou
concordante com o da força elétrica a que se encontra sujeita, conduz à libertação
ou exige o fornecimento de uma energia. O pacto de se isolarem fisicamente
conjuntos de cargas positivas e negativas equivale a fornecer energia ao sistema,
comparável ao armazenamento de energia elétrica numa bateria. Pelo contrário, o
movimento de cargas negativas no sentido de partículas carregadas positivamente
corresponde à libertação de energia. Em geral, a presença de cargas elétricas
imersas num campo atribui ao sistema uma capacidade de realizar trabalho,
capacidade que é designada por energia potencial elétrica ou, simplesmente,
energia elétrica.
2.9.1Transformação de Unidades

Medidas de massa

Cada unidade de massa é 10 vezes maior que a unidade imediatamente


inferior

Na transformação de unidades de volume, no sistema métrico decimal,


devemos lembrar que cada unidade de volume é 1.000 vezes maior que a
unidade imediatamente inferior.

No sistema métrico decimal, devemos lembrar que, na transformação de


unidades de superfície, cada unidade de superfície é 100 vezes maior que a
unidade imediatamente inferior:

Na transformação de unidades de capacidade, no sistema métrico decimal,


devemos lembrar que cada unidade de capacidade é 10 vezes maior que a
unidade imediatamente inferior.
Nas grandezas elétricas as variações são de 1000 em 1000 vezes.
Observação: Na eletricidade de modo geral as grandezas se apresentam
muito grandes ou muito pequenas.
Unidades das Grandezas Elétricas – Múltiplos e Submúltiplos

Prefixos das Unidades: São múltiplos ou submúltiplos da unidade básica no S.I.:


Exercícios
Realize as conversões requeridas abaixo:
3 ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES

O valor da resistência de um resistor é padronizado. Portanto, nem sempre é


possível obter certos valores de resistência. Associando-se convenientemente
resistores entre si, podemos obter o valor que quisermos.
Chama-se de resistor equivalente o resistor que pode substituir uma associação
de resistores, sem que o resto do circuito note diferença. Uma outra aplicação para a
associação de resistores é uma divisão de uma tensão, ou a divisão de uma corrente.

3.1 Associação em série


Quando resistores são conectados de forma que a saída de um se conecte a
entrada de outro e assim sucessivamente em uma única linha, diz-se que os mesmos
estão formando uma ligação série.

Resistores estão em série quando a corrente que passa por um for a mesma
que passa pelos outros. A corrente que circula tem o mesmo valor em todos os
resistores da associação, mas a tensão aplicada se divide proporcionalmente em cada
resistor.
A figura 2.81.a mostra uma associação série e a figura 2.8.1.b a resistência
equivalente.

Os resistores que
compõem a série podem ser
substituídos por um único resistor chamado de Resistor Equivalente.
E = E1 + E2 + E3  R . I = R1 . I + R2 . I + R3 . I
Como a corrente é comum a todos os termos da equação ela pode ser
simplificada (cortada) nos dois lados da igualdade:
Req = R1 + R2 + R3
A Req de uma associação em série é igual à soma das resistências dos
resistores.
3.1.1 Propriedades da associação série:
1a) A tensão entre os terminais da associação é a soma das tensões em cada
resistor. Ut = U1 + U2 + U3.
Essa propriedade é um dos destaques da associação em série. Cada resistor
está submetido a uma parcela da tensão total, e a tensão total é a soma das tensões.
Por isso, a associação em série é usada para dividir a tensão entre dois ou mais
resistores. Caso os resistores sejam idênticos, são também idênticas as tensões a que
estão submetidos.
2ª) A maior resistência corresponde a maior potencia dissipada. Como a
intensidade da corrente elétrica (I) é a mesma em todos os resistores de uma
associação em série, as potências dissipadas por cada um deles são diretamente
proporcionais às suas resistências, pois; P = R.I2.
3a) As tensões individuais são proporcionais às resistências. Sendo U = R.I, e
como a corrente elétrica é a mesma para todos os resistores, podemos escrever:
U1/R1 = U2/R2 = U3/R3

3.1.2 Resistor equivalente


Em uma associação série, podemos substituir associação por um único resistor,
cujo valor deve ser igual ao da soma das resistências dos resistores da associação.
Esse resistor equivalente consumirá a mesma corrente da associação quando a tensão
aplicada for a mesma.
A potência dissipada no resistor equivalente é igual à soma das potências
dissipadas nos resistores da associação.

Exercícios:
1) Dois resistores R1 = 40_ e R2 = 60_ são ligados em série. Uma tensão de 50V
é aplicada à associação. Pede-se:
a) Resistor equivalente.
b) Tensão nos resistores e corrente.
c) Potência dissipada nos resistores e no equivalente.
2) Quatro resistores R1 = 10_, R2 = 20_, R3 = 40_ e R4 = 80_ são ligados em
série. Sabendo-se que a tensão em R3 é 20V, pede-se:
a) Resistor equivalente.
b) Tensão aplicada na associação.
c) Potência dissipada na associação.

3) Uma lâmpada tem as características 6V/0,2A. Dispõe-se de uma fonte de


10V. Para ligar a lâmpada na fonte, devemos dividir a tensão, e para isso ligamos um
resistor em série com a lâmpada. Dimensione esse resistor.

4) Dois resistores, R1 e R2 são conectados em série, sendo a associação ligada


a um gerador de 40V. Os resistores devem dissipar 12W e 8W respectivamente. Quais
os valores de R1 e R2?

5) Dois resistores, R1 e R2 devem ser tais que, ao serem ligados em série,


submetidos a uma tensão de 120V, serão percorridos por uma corrente de 0,2A, e a
tensão em cada um vale 60V. Quais os valores de R 1 e R2?

3.2 Associação em Paralelo


Em uma associação paralela, a tensão em todos os resistores é a mesma, a
corrente é que se divide. Quando a ligação entre resistores é feita de modo que o início
de um resistor é ligado ao início de outro, e o terminal final do primeiro ao termina final
do segundo, caracteriza-se uma ligação paralela.
Neste tipo de ligação, a corrente do circuito tem mais um caminho para circular,
sendo assim ela se divide inversamente proporcional ao valor do resistor. Já a tensão
aplicada é a mesma a todos os resistores envolvidos na ligação paralela. Na figura
abaixo, temos uma associação paralela de três resistores, e o resistor equivalente da
associação.
Analisando o circuito vemos que: I t = I1 + I2 + I3. Pela Lei de Ohm temos que a
corrente elétrica é igual à tensão dividido pela resistência, então:

Como a tensão é a mesma, e é comum a todos os termos da igualdade, ela


pode ser simplificada, restando então:

O inverso da Req de uma associação em paralelo é igual à soma dos inversos


das resistências dos resistores.
Para dois resistores em paralelo é possível calcular a Req através de uma outra
fórmula:

3.2.1 Propriedades da associação de resistores em paralelo.

1ª) A ddp (diferença de potencial) Ut é a mesma em todos os resistores.


U1 = U2 = U3 = Ut

2ª) A corrente total é a soma das correntes em cada resistor. Pela lei dos nós:
It = I1 + I2 + I3

3ª) À menor resistência corresponde a maior potência dissipada. Como a tensão


(U) é a mesma para todos os resistores e P=U2/R, então, a potência é inversamente
proporcional à resistência elétrica.

4ª) A intensidade da corrente elétrica em cada resistor é inversamente


proporcional à sua resistência.
U1 = U2 = U3
R1.I1 = R2.I2 = R3.I3
I1/I2 = R2/R1 e I2/I3 = R3/R2
3.2.2 Resistor Equivalente
Na associação paralela, o inverso do resistor equivalente é igual a soma dos
inversos dos resistores da associação.

Observações:
Somente para dois resistores associados em paralelo:

Para n resistores de resistências iguais a Req:

Da mesma forma que na associação série, a potência dissipada no resistor


equivalente é igual à soma das potências dissipadas nos resistores da associação.
Pt = P1 + P2 + P3

Exercícios:

1) Dois resistores R1 = 40_ e R2 = 60_ são ligados em paralelo. A associação é


submetida a uma tensão de 48V. Determinar:
a) Resistor equivalente.
b) Corrente nos resistores.
c) Potência dissipada nos resistores da associação e no resistor equivalente.

2) Quatro resistores R1 = 5_, R2 = 40_, R3 = 60_ e R4 = 120_ são ligados em


paralelo. Sabendo-se que I4 = 0,5A, determinar:
a) Resistor equivalente.
b) Tensão aplicada na associação e corrente em todos os resistores.
c) Potência dissipada nos resistores e no resistor equivalente.

3) Dois resistores, R1 e R2, sendo R1 é duas vezes R2 são ligados em paralelo e


a uma fonte de 80V. Sabendo-se que a corrente fornecida pela fonte é 2A, quais os
valores de R1 e R2?

4) No circuito abaixo, a lâmpada tem as especificações 110V/200W. Calcule o


menor valor da resistência que pode ser colocado em paralelo com a lâmpada, sem
que o fusível queime.

2.8.3 Associação Mista


Em uma associação mista, existem resistores ligados em série e em paralelo.
Não existe uma fórmula que permita o cálculo da resistência equivalente, o que existe é
um método de resolução. Neste método, inicialmente resolvem-se as associações série
e paralelo que forem possíveis, obtendo-se um circuito menor, o qual é equivalente ao
original. Repete-se a operação tantas vezes quanto for necessário, até se chegar a um
único valor de resistência.
É o caso mais encontrado em circuitos eletrônicos. Neste caso há resistores
ligados em série e interligados a outros em paralelo. Para se chegar a Req, faz-se o
cálculo das associações série e paralelo ordenadamente, sem nunca “misturar” o
cálculo, ou seja, associar um resistor em série a outro que esteja numa ligação
paralela.

Exercícios:
1) Calcule a resistência equivalente dos circuitos abaixo.
a) Dados: R1=2; R2=6; R3=2; R4=4; R5=3
b) Dados: R1=R5=4 ; R2=R3=R4=3

c) calcule os valores das Req para os circuitos abaixo.

d)

e)

2) Calcule os valores das variáveis dependentes:


a) E= 120 V; P= 60 W; b) E= 8 V; = 0,2 A; c) R= 2.000 ; E= 40
V;
= ; P= ; = ;
R= ; R= ; P= ;

3) Quatro resistores estão conectados em série. Se a resistência equivalente é


49 , qual o valor de cada resistor?
2.8.4 Considerações finais sobre a Lei de Ohm
A Lei de Ohm pode ser definida como a relação entre a Tensão, a Corrente e a
Resistência em um circuito elétrico de corrente contínua. Ela pode ser definida como
uma constante de proporcionalidade entre as três grandezas.
Ela estabelece que:
“A corrente elétrica em um condutor metálico é diretamente proporcional à
tensão aplicada em seus terminais, desde que a temperatura e outras grandezas
físicas forem constantes.”
Com a passagem da corrente elétrica pelo condutor, há choques dos elétrons
contra os átomos do material, com conseqüente aumento da temperatura (efeito Joule).
Este fato acarreta dois fenômenos opostos no condutor: um aumento da energia de
vibração dos átomos do material, opondo-se à corrente elétrica (aumento da
resistência); e um aumento do número de cargas livres e também de suas velocidades,
favorecendo a passagem de corrente elétrica (diminuição da resistência).
Quando os dois fenômenos se contrabalançam, o condutor é ôhmico ou linear,
pois sua resistência permanece constante.

Quando o primeiro fenômeno predomina, a resistência do condutor aumenta


com a temperatura, e é o que ocorre com o filamento de uma lâmpada incandescente.

2.8.5 Lei de Ohm em Circuitos com Resistência em Série


A corrente elétrica é a mesma em todas as resistências, e a tensão elétrica se
dividirá proporcionalmente ao valor das resistências.
2.8.6 Aplicação da Lei de Ohm Circuitos Resistências em Paralelo
A tensão elétrica será a mesma em todas as resistências, e a corrente elétrica
se dividirá inversamente proporcional ao valor da resistência.

Exercícios:
1) Um resistor de 10 ; outro de 15 e um de 30 são conectados em série
com uma fonte de 120 V. Qual a R eq? Qual a corrente que circula no circuito? Qual a
potência dissipada por cada resistência?
2) Qual a corrente total fornecida pela bateria no circuito abaixo e a potência
dissipada em cada resistor?

3) Para o circuito abaixo onde E= 12 V, r = 2 , R1 = 20 , R2 = 5 , calcule e


intensidade de corrente que passa pela fonte.

4) Qual a corrente que indicará o amperímetro ideal no circuito abaixo:


5) Quatro lâmpadas idênticas L, de 110 V, devem ser ligadas a uma fonte de 220
V, a fim de produzir, sem queimar, a maior claridade possível. Qual a ligação mais
adequada?

6) Numa indústria de confecções abastecida por uma rede de 220 V, é utilizado


um fusível de 50 A para controlar a entrada de corrente. Nessa indústria existem 100
máquinas de costura, todas ligadas em paralelo. Se a resistência equivalente de cada
máquina é 330 , qual o número máximo de máquinas que podem funcionar
simultaneamente?

7) Uma lâmpada de filamento dissipa a potência elétrica de 60 W quando ligada


em 110 V. Calcule a resistência elétrica do filamento.

8) Um aparelho elétrico quando em funcionamento, é percorrido por uma


corrente de 20 A, alimentado por 110 V. Determine a potência elétrica consumida pelo
aparelho.

9) Um resistor de 200 de resistência elétrica


4 DIVISORES DE TENSÃO E DE CORRENTE

4.1 Divisores de Tensão


Quando dois ou mais resistores são conectados em série, a tensão total
aplicada fica dividida entre os resistores individuais. Assim um conjunto de resistores
conectados em série é algumas vezes chamado de divisores de tensão, uma vez que é
possível obter uma tensão através dos terminais dos resistores que o compõe, a qual,
é uma fração da tensão total aplicada.
Num circuito série, cada resistência produz uma queda de tensão “E” igual a sua
parte proporcional da tensão total aplicada, uma resistência R mais alta produz uma
queda de tensão maior do que uma resistência mais baixa no circuito série.

Resistências iguais apresentam quedas de tensão iguais.

A Lei de Ohm tem imediata aplicação na análise, no cálculo e no projeto de


circuitos divisores de tensão.

4.1.1 Formula geral da relação do divisor de tensão.


Se existir mais de um resistor, o denominador deverá conter a soma de todos os
resistores do conjunto.

Resistor qual a tensão é desejado


Queda tensão no resistor desejado = ------------------------------------------------ X
Tensão total plicada.

E = tensão sobre a resistência, em Volt;


R = resistência, em ;
Rt = resistência total do circuito;
Et= tensão total do circuito.

4.1.2 Circuito Divisor de Tensão sem carga

Um dos divisores de tensão mais simples é aquele composto por apenas dois
resistores, conforme mostra a figura 4.1.1.
Sendo a intensidade de corrente no circuito “I”, podemos escrever:

Para calcular a intensidade de corrente “I”, podemos utilizar a equação abaixo,


onde a soma dos resistores R1 e R2 equivalem a resistência total ou equivalente.

Podemos então relacionar a tensão total “E” com uma das tensões V 1 ou V2 ,
onde teremos:

Calculando-se as tensões V1 e V2, teremos:


V1 = 45 v. 20k / (20k + 30k) = 18 v
V2 = 45 v. 30k / (20k + 30k) = 27 v
Somando-se V1 e V2, teremos 18 v + 27 v = 45 v, que corresponde à tensão
aplicada nos resistores.
Exercício
O circuito da figura 2, é um divisor de tensão composto por 3 resistores.
Fechando Sw1 e seguindo o raciocínio anterior, calcule os valores das quedas de
tensões sobre os resistores R4, R6 e R11:
4.2. Circuito divisor de tensão com carga

4.2.1 Introdução teórica


Os circuitos divisores de tensão estudados até agora não eram destinados a
fornecer corrente para uma carga. A única corrente existente era a da própria malha de
resistores ou corrente de linha.
Aqueles tipos de divisores de tensão têm aplicações muito restritas, pois, em
Eletrônica, são amplamente utilizados os circuitos como "fontes de alimentação", isto é,
devem ser capazes de fornecer tensão a uma carga que absorve corrente.
A corrente absorvida pela carga, em um divisor de tensão, altera a corrente da
malha dos resistores divisores, modificando, portanto, as relações matemáticas já
estudadas no divisor de tensão sem carga.
Analisemos o circuito mostrado na figura 1, chamando I T a corrente
fornecida pelo gerador, Id a corrente de drenagem e IL a corrente absorvida pela carga.
A carga será simbolizada por R L e a tensão nela existente é V L coincidente com
VAC.

No ponto C, temos:

A tensão VAC será dada por:

Onde concluímos que:

Podemos escrever a tensão VAC assim:

Concluímos então que a corrente total será:


2.9.1 Circuito Divisor de Corrente
Às vezes torna-se necessário determinar as correntes em ramos individuais num
circuito em paralelo, se forem conhecidas às resistências e a corrente total, e se não for
conhecida a tensão através do banco de resistências.
Quando se considera somente dois ramos do circuito, a corrente nem ramo será uma fração da
I total. Essa fração é quociente da segunda resistência pela soma das resistências.

Onde I1 e I2 são as correntes


nos respectivos ramos. Observe que a equação para a corrente em cada ramo tem o
resistor oposto no numerador. Isto porque a corrente em cada ramo é inversamente
proporcional à resistência do ramo.

Exercícios
1) Qual o valor de um resistor que deve ser ligado em paralelo através de um
outro resistor de 100 kpara reduzir a Req para:
a) 50 k b) 25 k c) 10 k

2) Que resistência deve ser ligada em paralelo com um resistor de 20 , e um


de 60 a fim de reduzir a Req para 10 ?
2.10 Transformação Y ( T ) /  (  ) e vice-versa
Alguns circuitos possuem resistências interligadas de uma maneira que não
permite o cálculo da Req pelos métodos conhecidos – série e paralelo. As resistências
podem estar ligadas em forma de redes Y ou . A solução do circuito então é converter
uma ligação em outra, de modo a permitir a associação em série e/ou paralelo após
essa conversão.
Exercícios:
Calcule a Req e a Itotal dos circuitos abaixo:
a)

b)
3 - GERADORES E RECEPTORES

3.1 Definição de Gerador


Gerador é um dispositivo capaz de criar e manter uma d.d.p. entre dois
pontos de um circuito. É essa d.d.p. que permite o movimento de cargas elétricas
que constituem a corrente elétrica. Para “transportar” uma carga de um ponto a
outro, o gerador realiza um trabalho sobre ela. A razão entre o trabalho realizado e
a carga transportada mede a capacidade do gerador de levar cargas dos potenciais
mais baixos para potenciais mais baixos. Essa razão é a Força Eletromotriz (fem)
do gerador representado pela letra “E”.
Assim:

A força eletromotriz do gerador é sempre constante, pois ela não depende da


corrente elétrica que atravessa.

3.1.1 Equação do Gerador

Onde:
VB – VA => é a d.d.p. mantida entre os pólos do gerador;
E => é a força eletromotriz do gerador;
r . I => é a queda de tensão interna. VB – VA = E – r . I

Exemplo:
Um gerador tem força eletromotriz E= 1,5 V e r interna = 0,5 . Qual a
d.d.p. entre os pólos quando percorrido por uma corrente de:
a) 1 A
b) 1mA
3.2 Associação de Geradores

3.2.1 Associação em série


Os geradores são associados de forma que o pólo positivo de um se ligue
diretamente ao pólo negativo do outro.

A corrente que atravessa todos os geradores é a mesma;


A fem da associação é a soma das fem’s dos componentes da série;
A resistência interna da associação é igual à soma das resistências dos
elementos da associação.

3.2.2 Associação em Paralelo


Os geradores são associados de forma que os pólos positivos fiquem ligados
a um único ponto, e os pólos negativos da mesma forma a um outro ponto.

A corrente se subdivide entre os geradores;


A fem da associação é a própria fem de um dos elementos da associação;
A resistência total é o inverso da resistência de cada elemento da
associação.

3.2.3 Rendimento do Gerador (  )


No interior do gerador a corrente vai do pólo de menor potencial para o de
maior potencial. Estão envolvidas neste caso três formas de potência: gerada;
fornecida e dissipada. Cada uma das potências tem sua forma de cálculo, como
segue:
Pgerada = E .  (Pg)
Pfornecida = U . (Pf) onde U é VB – VA
Pdissipada = r . I² (Pd)
O rendimento do gerador é razão entre a Pf e a Pg., assim como entre a ddp
e a FEM do mesmo.

3.3 Receptores
São os elementos do circuito que transformam a energia elétrica em outra
forma de energia que não exclusivamente térmica. Contudo uma parte da energia
elétrica recebida é dissipada na resistência interna do receptor assim como no
gerador. Nos receptores, a tensão necessária para o seu funcionamento interno é
dada por E`, ou Força Contra-Eletromotriz ( fcem ).

3.3.1 Equação do Receptor


Onde:
VB – V A => é a d.d.p. mantida entre os pólos do
receptor;
E` => é a força contra-eletromotriz do receptor;
r`.é a queda de tensão interna.
VB – VA = - E` - r` . I

3.3.2 Rendimento elétrico do receptor (  ’ )


Em um receptor estão em jogo, assim como no gerador três formas de
potência: recebida (fornecida para o receptor); útil (transformada em trabalho) e a
dissipada internamente.
Exercícios
1) Um gerador de fem E e resistência interna r, fornece energia a uma
lâmpada L. A ddp nos terminais do gerador é de 100 V e a corrente que atravessa é
de 1 A. Sendo o rendimento 80 %, calcule E e r.

2) Quando uma bateria está em circuito aberto, um voltímetro ideal ligado


aos seus terminais indica 12 V. Quando a bateria fornece energia a um resistor R,
estabelece no circuito uma corrente de 1 A, e o voltímetro indica 10 V. Determine a
fem e a resistência interna da bateria.
4 - LEIS DE KIRCHOFF

4.1 Introdução
Em todos os circuitos examinados anteriormente, a Lei de Ohm estabelecia as
relações entre corrente, tensão e resistência. Entretanto, todos os circuitos estudados
eram relativamente simples. Existem muitos circuitos que são tão complexos que não
podem ser resolvidos através da Lei de Ohm. Estes circuitos possuem muitos ramos ou
muitas fontes de tensão e torna impraticável ou impossível a aplicação da Lei de Ohm.
Portanto, são necessários outros métodos de resolução para circuitos complexos;
qualquer que seja o método utilizado, a Lei de Ohm nunca pode ser violada, pois
constituem a base da teoria os circuitos DC.
Os métodos de resolução para circuitos complexos se baseiam nas experiências
realizadas pelo físico alemão Gustav Kirchhoff.
Por volta de 1857, Kirchhoff estabeleceu duas conclusões, resultantes dessas
experiências. A compreensão e a análise de um circuito dependem das duas leis
básicas da eletricidade apresentadas em seguida.

4.2 Lei de Kirchhoff para Correntes - Lei dos Nós


Pelo princípio da conservação de energia, sabemos que:
"A soma das correntes que chegam a um nó é Igual à soma das correntes que
dele se afastam" ou "A soma algébrica das correntes que se aproximam e se afastam
de um nó é igual à zero".
Convencionando-se que as correntes que se aproximam do nó são positivas e
que as correntes que se afastam são negativas.
Definindo arbitrariamente as correntes que
chegam ao nó como positivas e as que saem do nó como
negativas, a Lei de Kirchhoff para Correntes pode ser
enunciada como segue:
“A soma algébrica das correntes em um nó é igual
à zero”. Ou:
“A soma das correntes que chegam a um nó é
igual à soma das correntes que saem desse nó”.
Na utilização das leis de Kirchhoff, não importa qual delas constitui a 1 a ou a 2a
lei. Na prática, a 1a lei dada acima, normalmente é a primeira a ser aplicada.

I1-I2-I3+I4-5-I6=0

4.3 Lei de Kirchhoff para Tensões - Lei das Malhas


Adotando um sentido arbitrário de corrente para a análise de uma malha, e
considerando as tensões que elevam o potencial do circuito como positivas (geradores)
e as tensões que causam queda de potencial como negativas (receptores passivos e
ativos), a Lei de Kirchhoff para Tensões pode ser enunciada como segue:
“A soma algébrica das tensões em uma malha é zero”.
Ou
“A soma das tensões que elevam o potencial do circuito é igual à soma das
tensões que causam a queda de potencial”.

A Lei das Tensões de Kirchoff pode ser utilizada para determinar as várias
correntes em um circuito elétrico. Em uma malha de um circuito, se tomar como
referência um pomo de certo potencial, percorremos a malha e voltamos ao mesmo
pomo, encontrando no percurso elevações e quedas de tensão, temos que a soma
algébrica das elevações e quedas de tensão será zero, porque aquele ponto tomado
como referência não teve alteração em seu potencial.
Neste circuito temos 3 nós (B, G e D) e 5 braços (BAG, BG, GFED, GD e DCB).
Quando, partindo de um nó, realizamos certo percurso e voltamos ao mesmo nó, o
caminho percorrido é denominado malha ou circuito fechado. Em uma malha todos os
elementos estão em série.
Esta lei pode ser definida como:
“A soma algébrica das tensões em um circuito fechado é sempre igual à zero”
Na estrutura anterior temos os seguintes circuitos fechados ou malhas:

De acordo com o exposto, concluímos que:


"A soma algébrica das forças eletromotrizes nos diferentes braços de um circuito
fechado é Igual à soma algébrica das quedas de tensão nos mesmos".
No caso geral podemos escrever:
En = Rn In
Convencionou-se que:
a) Força eletromotriz:

b) Queda de tensão

Método para cada malha:


a) Arbitre um sentido para a corrente elétrica;
b) Siga o sentido desta corrente, realizando o somatório das tensões;
c) Para fontes, considere sua tensão com o sinal do pólo de entrada;
d) Para resistências, considere a queda de tensão R.i ;
e) Iguale o somatório à zero.

Exemplo:
Dado o circuito, determinar as correntes que passam em cada ramo.
2º método de resolução;
4.4 Teorema de Thévenin
O teorema de Thévenin é uma das principais ferramentas usadas na análise de
circuito, sendo usada na simplificação de circuitos, tendo o seguinte enunciado:
“Dado um circuito, contendo somente elementos lineares (resistências,
geradores de tensão, geradores de corrente), sejam A e B dois pontos do circuito. O
circuito entre estes dois pontos pode ser substituído por um gerador de tensão (U TH)
em série com uma resistência (RTH)”.

Figura 4.2: Exemplificação do teorema de Thévenin


Resistência equivalente de Thévenin: RTH é igual à resistência
equivalente vista entre os pontos A e B, quando consideramos os geradores de tensão
em curto-circuito e os geradores de corrente em circuito aberto.
Gerador equivalente de Thévenin: UTH é igual à tensão em vazio (em
aberto) entre os pontos A e B. A orientação de U TH depende da polaridade de A em
relação a B, deve ser a mesma nas figuras acima.

4.5 Teorema de Norton


O teorema de Norton é dual do teorema de Thévenin, sendo também muito útil
na resolução de circuitos, tendo o seguinte enunciado:
“Dado um circuito, contendo somente elementos lineares. Seja A e B dois pontos
do circuito. Entre esses dois pontos podemos substituir o circuito por um gerador de
corrente (IN) em paralelo com uma resistência (RN)”.

Figura 4.3: Exemplificação do teorema de Norton

Resistência equivalente de Norton: RN é igual à resistência equivalente


vista entre os pontos A e B, quando consideramos os geradores de tensão em curto-
circuito e abrimos os geradores de corrente. Observe que R N = RTH.
Gerador equivalente de Norton: IN é igual à corrente no curto-circuito
estabelecido entre A e B. A orientação do IN dependerá do sentido da corrente no curto-
circuito entre A e B.
Teorema da superposição
O teorema da superposição é usado para resolver um circuito, que contém mais
de uma fonte de tensão e/ou corrente. Diz o teorema da superposição:
“Dado um circuito, contendo somente elementos lineares e mais de uma fonte
de tensão (e/ou corrente), a corrente em qualquer trecho do circuito é igual à soma
algébrica das correntes devido à cada gerador individualmente, quando os outros
geradores são eliminados (gerador de tensão curto-circuito e gerador de corrente
aberto)”.
5 – CAPACITORES

Tratamos até agora das propriedades resistivas dos circuitos elétricos. A


resistência, que é a oposição ao fluxo de corrente está associada à dissipação de
energia. Além da propriedade resistência, um circuito elétrico também pode possuir as
propriedades da indutância e da capacitância, sendo que ambas estão associadas ao
armazenamento de energia.

5.1 Capacitância
Propriedade de um circuito se opor a qualquer variação de tensão no circuito.
Alternativamente, capacitância é a capacidade de um circuito elétrico armazenar
energia em um campo eletrostático.

5.2 Força Exercida por Duas Cargas


Pelos conceitos da eletrostática, cargas iguais se repelem, e cargas diferentes
se atraem. A força exercida entre elas é dada pela Lei de Coulomb como:
Onde:
F => força, dada em Newton;
Q1 e Q2 => quantidades de carga elétrica, em Coulomb;
d => distância, em metro;
k => constante dielétrica (k do ar = 9 109 )

5.3 Materiais Dielétricos


Isolantes ou dielétricos são caracterizados pelo fato de possuírem poucos
elétrons livres, isto é, os elétrons estão fortemente ligados ao núcleo. Sem a aplicação
de um campo elétrico, um átomo dielétrico é simétrico, mas na presença de um campo
elétrico os elétrons se deslocam de forma a ficarem próximos da carga positiva do
campo elétrico. Uma medida de como as linhas de força são estabelecidas em um
dielétrico é denominada permissividade. A permissividade absoluta () é a relação entre
a densidade de fluxo no dielétrico e o campo elétrico sobre o mesmo. A constante
dielétrica então, é a relação entre permissividade de um material e a permissividade do
vácuo, e é definida como:

5.4 Representação Gráfica da Capacitância


Existe uma relação entre a tensão aplicada entre duas placas paralelas
separadas por um dielétrico, e a carga que aparece nestas placas.
Analise o circuito abaixo:

Ao fecharmos a chave, circulará uma corrente da fonte para as placas, no início


alta. Quando houver um equilíbrio de cargas, isto é E = v, a corrente tenderá a zero.
Este processo é chamado “carga”, e leva um tempo muito pequeno.
Um gráfico relacionando a tensão e a carga acumulada gera uma relação linear.
A constante de proporcionalidade a tensão e a carga acumulada e a tensão, isto é, a
inclinação da reta é a capacitância.
A unidade de capacitância é o Coulomb/ Volt, que é definida Farad.
A capacitância é determinada pelos fatores geométricos A (área) e d (distância)
das placas que formam o capacitor. Quando a área das placas é aumentada, aumenta
a capacitância. Da mesma forma quando a separação entre as placas aumenta, a
capacitância diminui. Então temos que:

5.5 Definição de Capacitor


“Dispositivo ou componente designado especificamente para ter capacitância.”

Simbologia

5.7 Associação de Capacitores

5.7.1 Associação em série


Quando os capacitores são conectados em série, a f.e.m “E” é dividida pelos
capacitores, e a capacitância equivalente ou total Ct, é menor que o menor dos
capacitores. Analisando o circuito abaixo:

Todos os capacitores adquirem a mesma carga elétrica; ou seja; Q 1 = Q2 = Q3. A


tensão total é igual a Et = E1 + E2 + E3.

Capacitância equivalente para capacitores em série


5.7.2 Associação em paralelo
Quando dois capacitores são conectados em paralelo, a carga total adquirida
pela combinação é dividida pelos capacitores da associação, e a capacitância total é a
soma das capacitâncias individuais. Analise o circuito abaixo:

Cada capacitor adquire uma carga dada por:

Exercícios
1) Dados C1 = 12 F, C2 = 6 F, C3 = 30 F ;
Calcule:
a) capacitância total
b) a carga em cada capacitor
c) a tensão sobre cada capacitor
2) Qual a capacitância total de quatro capacitores de 20 F conectados:
a) em série
b) em paralelo

3) No circuito ao lado, calcule:


a) a capacitância total;
b) a tensão em cada capacitor;
c) a carga em cada capacitor.

5.8 Energia Elétrica de um Capacitor


A energia armazenada em um capacitor é medida pelo trabalho elétrico, quando
a carga Q passa de uma armadura para a outra descarregando o capacitor. Ocorre que
durante essa operação a tensão “E” do capacitor diminui até zero. Com o auxílio da
matemática pode-se demonstrar que a energia armazenada num capacitor é
representada pela área do gráfico abaixo:

Exercícios:
1) Têm-se 20 capacitores de 2 F cada, associados em 5 séries iguais, ligados
em paralelo. Quanto vale a Ceq da associação?
2) Um capacitor de 2 F é ligado a uma d.d.p. de 3 V. Calcule a carga e a
energia acumulada no capacitor.

3) Dos capacitores iguais são ligados em série e, aos extremos da associação


aplica-se uma tensão de 400 V. A seguir descarrega-se um deles, e verifica-se que o
calor desenvolvido foi de 0,5 J. Calcule a capacitância de cada capacitor.

4) Calcule capacitância total de um capacitor de 3 F, um de 5 F e um de 10 F


associados em série.

5.9 Reatância Capacitiva (Xc)


A reatância capacitiva é a oposição ao fluxo de corrente CA devido à
capacitância no circuito. A unidade de reatância capacitiva é o OHM. Pode-se calcular a
reatância capacitiva através da equação abaixo:

A tensão e a corrente num circuito contendo somente reatância capacitiva pode


ser determinada utilizando-se a Lei de Ohm. Entretanto, no caso de um circuito
capacitivo substitui-se R por Xc.

Exercícios
1) Qual a reatância capacitiva de um capacitor de 20 F em 60 Hz?

2) Um capacitor de circuito de telefone tem uma capacitância de 3 F. Que


corrente passa através dele quando se aplicam 15 V em 800 Hz?
3) Uma corrente CA de 25 mA e 120 Hz passa por um circuito contendo um
capacitor de 10 F. Qual a queda de tensão através do capacitor?
6 – INDUTORES

6.1 Indutância
A capacidade que um condutor possui de induzir tensão em si mesmo
quando a corrente varia é a sua auto-indutância ou simplesmente indutância. O
símbolo da indutância é o L e a sua unidade é o Henry (H). Um Henry é a
quantidade de indutância que permite uma indução de 1 V quando a corrente varia
na razão de 1 A/ 1s. A fórmula para a indutância é:

Em relação ao comportamento do indutor, pode-se afirmar:


 Um Indutor armazena energia na forma de campo magnético;
 Um Indutor se opõe a variações de corrente;
 Num Indutor, a corrente está atrasada em 90º relação à tensão.

6.1.1 Indutância L
Uma bobina ou indutor é caracterizado por sua indutância. A indutância L
depende das dimensões do indutor (comprimento e diâmetro do enrolamento), do
material de que é feito o núcleo (ar, ferro ou ferrite) e do número de espiras.
Quando um núcleo de ferro é colocado na bobina, a sua indutância L
aumenta.
Logo:
A Indutância L é a medida da capacidade do indutor de armazenar energia
na forma de campo magnético. A unidade de medida da indutância é o Henry [H],
em homenagem ao físico Joseph Henry (1797 – 1878).
A oposição às variações de corrente num indutor é análoga à oposição à
passagem de corrente num resistor.
No indutor, a tensão é diretamente proporcional à variação de corrente,
sendo L esta constante de proporcionalidade, que é dada por:
Onde:
 v(t) – tensão no indutor
 L – Indutância
 di(t)/dt – variação da corrente em função do tempo.

6.1.2. Indutor em Corrente Alternada


Quando uma tensão contínua é aplicada a um indutor, a corrente sofre um
atraso até atingir o valor de regime.
Quando a tensão aplicada a um indutor ideal (resistência ôhmica nula) é
senoidal, a corrente (também senoidal) fica atrasada 90° em relação à tensão,
como mostra a figura abaixo. Considere que a tensão aplicada tem fase inicial nula
(0 = 0°).

Figura 6.1.2: Corrente e Tensões Senoidais num Indutor Ideal.

Neste caso:
v(t) = Vp.sen.t ou v = Vp0°
i(t) = Ip.sen(t – 90°) ou i = Ip 90°

Exercícios
1) Qual a indutância de uma bobina que induz 20 V quando a corrente que
passa pela bobina varia de 12 A para 20 A em 2 s?

2) Uma bobina tem uma indutância de 50 H. Qual a tensão induzida na


bobina quando a taxa de variação da corrente for 10000 A / s?

6.2 Reatância Indutiva (XL)


A medida da oposição que o indutor oferece à variação da corrente é dada
pela sua reatância indutiva X L. O valor (em módulo) da reatância indutiva é
diretamente proporcional à indutância L e à freqüência f da corrente, a unidade da
reatância indutiva é o OHM. A fórmula de cálculos para a reatância indutiva é:

Onde:
XL => módulo da reatância indutiva em Ohm []
L => indutância da bobina em Henry [H]
f => freqüência da corrente em Hertz [Hz]
=> freqüência angular da corrente em radianos/segundo [rd/s]

Obs.: O Indutor ideal comporta-se como um curto-circuito em corrente


contínua e como uma resistência elétrica em corrente alternada. Para uma
freqüência muita alta, o indutor comporta-se como um circuito aberto.Num circuito
apenas formado por indutância, pode-se calcular a tensão e a corrente aplicando a
Leide Ohm, bastando para isto substituir R por XL ().

Exercícios
1) Um circuito é formado por uma bobina de 20 mH que funciona a uma
freqüência de 950 kHz. Qual a reatância indutiva da bobina?

2) Qual deve ser a indutância de uma bobina a fim de que ela tenha uma
reatância de 942 a uma freqüência de 60 kHz?

3) A bobina de sintonia de um radio transmissor tem uma indutância de 300


H. Para que a freqüência ela terá uma reatância indutiva de 3.768 ?

4) Uma bobina de 225 H de resistência desprezível serve para limitar a


corrente a 25 mA quando aos seus terminais se aplicam 40 V. Qual a freqüência da
corrente?
5) Calcule a reatância indutiva de uma bobina de 0,5 H para: (a) 200 Hz (b)
20 kHz (c) 2 MHz.

6) Uma bobina de sintonia de um transmissor deve ter uma reatância de 95,6


em 3,9 MHz. Calcule a indutância da bobina.

6.3 Associação de Indutores


O sistema de associação de indutores é o mesmo de resistores e
capacitores, ou seja, em série, paralelo e misto. O método de cálculo para se
chegar à indutância equivalente é o mesmo para resistores.

Exercício
Calcule a indutância total dos circuitos abaixo:
a)

b)

c)

d)
7 MAGNETISMO

7.1 Introdução
Dá-se o nome de magnetismo à propriedade de que certos corpos possuem de
atrair pedaços de materiais ferrosos. Em época bastante remota os gregos descobriram
que certo tipo de rocha, encontrada na cidade de Magnésia, na Ásia Menor, tinha o
poder de atrair pequenos pedaços de ferro.
A rocha era construída por um tipo de minério de ferro chamado magnetita e por
isso o seu poder de atração foi chamado magnetismo. Mais tarde, descobriu-se que se
prendendo um pedaço dessa rocha ou imã natural na extremidade de um barbante
com liberdade de movimento o mesmo gira de tal maneira que uma de suas
extremidades apontará sempre para o norte da terra.
Esses pedaços de rochas, suspensos por um fio receberam o nome de “pedras-
guia” e foram usadas pelos chineses, há mais de 2 mil anos, para viagens no deserto e
também pelos marinheiros quando dos primeiros descobrimentos marítimos.
Assim sendo a terra é um grande ímã natural e o giro dos ímãs em direção ao
norte é causado pelo magnetismo da terra.
O pólo norte geográfico da terra é na realidade o pólo sul magnético e o pólo sul
geográfico é o pólo norte magnético.
Esta é a razão pelo qual o pólo norte da agulha de uma bússola aponta sempre
para o pólo sul geográfico.
7.2 Imãs Artificiais
São aqueles feitos pelo homem.
Quando se imanta uma peça de aço temperado, seja pondo-a em contato com
outro ímã ou pela influência de uma corrente elétrica, observa-se que o aço adquiriu
uma considerável quantidade de magnetismo e é capaz de reter indefinidamente. Estes
são chamados ímãs artificiais permanentes. Este ímã oferece uma vantagem sobre os
naturais, pois além de possuir uma força de atração maior, pode ser feito de tamanho e
formato de acordo com as necessidades. As ligas de aço contendo níquel e cobalto
constitui os melhores ímãs.

7.2.1 Pólos dos Ímãs

Um ímã em forma de barra tem dois pólos: sul e norte, em


torno dos quais há um campo magnético. Os ímãs podem ser permanentes ou
temporários e os materiais utilizados em cada tipo diferem entre si. Um material
ferromagnético pode ser transformado em um ímã quando colocado na parte central de
uma bobina elétrica ou solenóide, ao se passar uma corrente de grande intensidade
através do enrolamento. De acordo com a composição, o material receberá seu
magnetismo depois que a corrente tiver sido cortada. Ímãs permanentes são fabricados
a partir de materiais duros tais como aço, níquel e cobalto. Alguns materiais retêm
pouco ou nenhum magnetismo após a corrente ter sido cortada.
Pólo magnético é toda superfície nas quais saem ou entram linhas magnéticas.
Os pólos dos ímãs localizam-se nas suas extremidades, locais onde há a maior
concentração de linhas magnéticas.
Eles são chamados norte e sul.

7.3 Linha Neutra


A força magnética não se apresenta uniforme no ímã. Na parte central do ímã,
há uma linha imaginária perpendicular à sua linha de centro, chamada linha neutra.
Neste ponto do ímã não há força de atração magnética.
7.3.1 Linhas de Força Magnética
Linha de força magnética é uma linha invisível que
fecha o circuito magnético de um ímã, passando por seus
pólos. Para provar praticamente a existência das linhas de
força magnética do ímã podemos fazer a experiência do
expectro magnético.
Para tal coloca-se um ímã sobre uma mesa; sobre o ímã um vidro plano e em
seguida derrama-se limalhas, aos poucos, sobre o vidro. As limalhas se unirão pela
atração do ímã, formando o circuito magnético do ímã sobre o vidro, mostrando assim
as linhas magnéticas.

A linha de força magnética é a unidade do fluxo magnético.


Podemos notar através do expectro magnético que as linhas de força magnética
caminham dentro do ímã: saem por um dos pólos e entram por outro, formando assim
um circuito magnético.
Observa-se também a grande concentração de linhas nos pólos dos ímãs, ou
seja, nas suas extremidades.

7.3.2 Sentido das Linhas de Força de um Ímã


O sentido das linhas de força num ímã é do pólo norte para o pólo sul, fora do
ímã.

7.4 Fragmentação de um Ímã


Os pólos de um ímã são inseparáveis. Se você quebrar ao meio um ímã em
forma de barra, as duas metades obtidas serão ímãs completos. Por mais que você
quebre, nunca obterá um ímã com um único pólo.
7.4.1 Campo Magnético do Ímã
Campo magnético caracteriza-se pela força que ele exerce em partícula
eletrizada em movimento; em particular, sobre corrente elétrica. Campo magnético
pode ser gerado por corrente elétrica, ou por campo elétrico variável com o tempo.
Ímã ou magneto é corpo que, sem corrente elétrica ostensiva (corrente livre ou
verdadeira, em bobina ou enrolamento) gera campo magnético. Possuindo esta
propriedade, o corpo é dito imantado ou magnetizado; ou então, que ele possui
magnetismo.
Chama-se magnetismo também, a parte da Física que estuda o campo magnético no
vácuo e na matéria, seus efeitos sobre a matéria, sobre a carga elétrica em movimento
e sobre a corrente elétrica; e os ímãs em particular. Há mais de um milênio já se usava
do ímã como bússola.
Damos o nome de campo magnético do ímã ao espaço ocupado por sua linha
de força magnética.

7.5 Lei de Atração e Repulsão dos Ímãs


Nos ímãs observa-se o mesmo princípio das cargas elétricas. Ao tentarmos
aproximar o pólo norte de um ímã do pólo norte de outro ímã, notaremos que haverá
uma força magnética de repulsão entre esses pólos. Do mesmo modo, notaremos que
há uma força de repulsão entre os pólos sul de dois ímãs, enquanto que entre o pólo
sul e norte haverá uma força de atração magnética. Resumindo: Pólos magnéticos de
mesmo nome se repelem e pólos magnéticos de nomes diferentes se atraem.

Atração

7.6 Densidade do Fluxo Magnético (Densidade Magnética)


A densidade magnética representa o número de linhas por cm 2. É representada
pela letra B e sua unidade é o Gauss.
Densidade magnética é o número de linhas magnéticas ou força produzida por
um ímã numa unidade de superfície.
A unidade prática da densidade magnética é o Gauss. Um Gauss é igual a uma
linha / cm2.
Chama-se densidade magnética (B) de uma região polar ao
quociente da massa magnética, pela área da região. Sendo m a massa
magnética, S a área da região polar, a densidade magnética será:

A densidade magnética tem o sinal da massa magnética. É positiva quando


se trata de pólo norte, negativa, quando de pólo sul.
Facilmente se conclui que a intensidade de imantação é grandeza física da
mesma espécie que a densidade magnética. Temos:

B=Ø Unidade: Wb => Análogo á densidade de corrente


A m2

Nota: Para designar a densidade magnética usa-se também o termo indução


magnética.

7.7 Relutância Magnética


Dá-se o nome de relutância magnética à propriedade de certas substâncias se
oporem à circulação, das linhas de força. Pode-se comparar o circuito elétrico à
resistência se opondo a passagem da corrente elétrica.
Relutância: oposição que o material apresenta à passagem do fluxo magnético
em um circuito magnético.
L .e
R Unidade:
 . wh
A: ampére e: no de espiras
L: comprimento do circuito
A: área transversal do circuito magnético
µ: permeabilidade do meio ( análogo à condutividade elétrica)

7.8 Teoria Molecular da Magnetização


Esta teoria ensina que cada molécula de um material magnetizável constitui um
diminuto ímã cujo eixo encontram-se desalinhado em relação as outras moléculas.

7.9 Barra de aço não Magnetizado


Colocando-se esta barra sob os efeitos de um campo magnético, as moléculas
alinham-se polarizando assim a barra. As moléculas se orientam numa só direção.

Figura 7.9: Barra de aço sob ação de um campo magnético.

7.10 Permeabilidade Magnética


As linhas magnéticas atravessam qualquer substância; não há isolantes para
elas. Existem substâncias que facilitam a passagem das linhas magnéticas assim
como, existem outras que dificultam a sua passagem.
Permeabilidade magnética é o mesmo que condutibilidade magnética ou seja, a
facilidade que certos materiais oferecem à passagem das linhas magnéticas.
Os metais ferrosos em geral são bons condutores das linhas magnéticas.
Os materiais magnéticos estão classificados da seguinte maneira:
a) Paramagnéticos - são materiais que tem imantação positiva, porém constante
ex.: alumínio, platina e ar.
b) Ferromagnéticos - são materiais que tem imantação positiva, porém não
constante, a qual depende do campo indutor. Ex.: ferro, níquel, cobalto, etc.
Figura 7.10: Atração sofrida pelos corpos ao se aproximarem do imã.

c) Diamagnéticos - são materiais que tem imantação negativa e constante como:


bismuto, cobre, prata, zinco e alguns outros que são repelidos para fora do campo
magnético.

Figura 7.10: Repulsão sofrida pelos corpos ao se aproximarem do imã.

7.11 Fluxo Magnético


O fluxo de um campo magnético é o número total de linhas de força que
compreende esse campo. Ele é representado pela letra (que se pronuncia Fi).
A unidade do campo magnético é o Maxwell. Um Maxwell é igual a uma linha de
força.

7.12 Blindagem Magnética


O ferro doce tem uma elevada permeabilidade magnética e por isso é usado na
confecção de blindagens magnéticas. Esta blindagem consta de um anel de ferro doce
em torno da peça que se deseja isolar de um campo magnético. As linhas caminharão
através do anel isolando assim a peça desejada.
8. CORRENTE ALTERNADA E TENSÃO MONOFÁSICA

A tensão e a corrente produzida por fontes geradoras podem ser contínuas ou


alternadas. A corrente é contínua quando circula no circuito num único sentido, como
temos estudado até agora. Entretanto, se a corrente sai ora por um, ora por outro
borne, na fonte geradora, circula ora num, ora noutro sentido, no circuito, é corrente
alternada. A fonte geradora de corrente alternada chama-se alternador.
Se representássemos num gráfico os valores da corrente no eixo vertical e o
tempo horizontal, obteríamos uma curva, como a da figura abaixo, para representação
da variação da corrente alternada.

No instante inicial, a corrente tem valor nulo, crescendo até um valor máximo,
caindo novamente a zero; neste instante, a corrente muda de sentido, porém, seus
valores são os mesmos da primeira parte. O mesmo acontece com a tensão.
A essa variação completa, em ambos os sentidos, sofrida pela corrente
alternada, dá-se o nome de ciclo. O número de ciclos descritos pela corrente alternada,
na unidade de tempo, chama se freqüência. Sua unidade é o ciclo/segundo ou Hertz. É
medida em instrumentos chamados freqüencímetros. As freqüências mais comumentes
usadas são 50 c/s e 60 c/s. Durante um ciclo, a corrente e a tensão tomam valores
diferentes de instante a instante; esses são ditos valores momentâneos ou
instantâneos, dentre os quais cumpre
destacar o valor máximo (Imax). Entretanto, na prática, não é o valor máximo o
empregado e sim o valor eficaz. Por exemplo, um motor absorve uma corrente de 5 A
que é o valor eficaz. Define-se como valor eficaz de uma corrente alternada ao valor de
uma corrente contínua que produzisse a mesma quantidade de calor numa mesma
resistência (Lei de Joule).
Tanto o voltímetro como o amperímetro para corrente alternada medem valores
eficazes.
9 SINAIS SENOIDAIS

9.1 Introdução
Uma corrente é definida como contínua quando ela possui sempre o mesmo
sentido e a mesma intensidade. A corrente alternada muda constantemente tanto
de valor quanto de sentido. Dependendo de como se dá essa variação no tempo,
teremos os diversos tipos de corrente alternada: quadrada, triangular, senoidal, etc.

Figura 9.1: Onda quadrada, triangular e senoidal.

A corrente mais importante de todas é a senoidal, e que merece uma


atenção especial da nossa parte por ser a corrente mais comum atualmente.
Seja uma circunferência de raio Vm e um vetor OA, que gira com rotação
constante no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. A ponta do vetor
descreve uma circunferência, e o ângulo formado entre o eixo horizontal e a
direção do vetor, , varia com o tempo. O ângulo por unidade de tempo representa
a velocidade angular ou freqüência angular, que representaremos pela letra grega
(ômega).

Figura 7.1.2: Velocidade Angular


Equação 1

No S.I. é expresso em rd (radianos), tempo (t) em s (segundos), em rd/s


(radiano por segundo).

Uma volta completa é 2rd ou 360o. O tempo que o vetor OA leva para
completar uma volta é chamado de período (T), logo para = 2rd, t = T,
substituindo na equação (1) temos:

Equação 2

O número de voltas (ciclos) completadas por segundo é chamado de


freqüência (f) expresso em ciclos/s ou Hertz. 1 ciclo/s = 1Hz.
Da definição acima, temos:

Equação 3
Logo:

Equação 4

Seja b a projeção do vetor OA no eixo vertical. Da trigonometria obtemos:

Equação 5

Podemos verificar que a projeção de OA no eixo vertical, b, seque uma lei


senoidal.

Graficamente:

Gráfico da corrente produzida pelo gerador


10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] ALBUQUERQUE, Rômulo de Oliveira – “Análise de Circuitos em Corrente


Contínua”, Editora Érica, 15ª Edição, São Paulo, 1998;
[2] ALBUQUERQUE, Rômulo de Oliveira – “Análise de Circuitos em
Corrente”.
“Alternada”, Editora Érica, 11ª Edição, São Paulo, 1998;
[3] ALBUQUERQUE, Rômulo de Oliveira – “Circuitos em Corrente
Alternada”, Editora Érica, São Paulo, 1997;
[4] BOYLESTAD, Robert L. – “Introdução à Análise de Circuitos”, Rio de
Janeiro: Prentice-Hall do Brasil, 1998;
[5] EDMINISTER, Joseph A. – “Circuitos Elétricos”, São Paulo: Mc Graw-Hill,
1991;
[6] GUSSOW, Milton – “Eletricidade Básica”, Makron Books, 2ª Edição, 1997;
[7] Apostila do Curso Pré-vestibular do UNO, 2003;