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Vénus revisitada, parte dois.

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21-Nov-2019, 16:49 UT/GMT

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Lua235'17"7n18
Mercúrio1139'35"13s05
Vênus2438'36"24s29
Marte134' 1"11s22
Júpiter2734'40"23s16
Saturno175'23"22s15
Urano339' 3"r12n15
Netuno1556'10"r6s31
Plutão2113'20"22s21
Nodo Lun.true99'23"r23n07
Quíron138'35"r3n28
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Vénus revisitada.

Segunda Parte, por Dana Gerhardt.

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O Anjo Negro da Nossa Natureza.

Vénus sugere vestidos fluidos, riso semelhante a música e um sensual à vontade


com a vida. Ela é recetividade, beleza e graça femininas, a menos que você
esteja a falar com um astrólogo para quem o planeta Vénus é sobretudo um símbolo
de amor e dinheiro. Mas estarão estas associações corretas? Qual é a nossa
verdadeira experiência do arquétipo de Vénus? E como é que isto se correlaciona
com a posição dela nos nossos mapas? Esta indagação inspirou um projeto de
investigação de dois anos (vejam a primeira parte da última edição de "Venus
Revisited") no qual eu comparei o posicionamento de Vénus de 426 indivíduos face
às suas respostas a um inquérito profundo que sonda todas as facetas da
experiência venusiana - amor , relações, gostos estéticos , criatividade,
finanças, sexo, mágoas e felicidade. Inquérito a inquérito, tornou-se óbvio que
em simultâneo com a Vénus harmoniosa, amorosa e sensual coexistia uma outra,
tensa, mais conflituosa e até mesmo divisora.

É esta mesma Vénus, tal como na anedota do velho Flip Wilson, "Foi o diabo que
me obrigou a fazer isto", que inspira as nossas opções mais questionáveis,
aquelas que evocam dor e confusão, mesmo que irrevogavelmente mudem as nossas
vidas. Ela é o anjo negro da nossa natureza, cheia de desejo, ansiando por
excitação em detrimento da paz, encorajando-nos a atirarmo-nos do precipício do
status quo. Se esta outra Vénus fosse uma heroína de novela romântica, a sua
história poderia começar com o seguinte parágrafo (escrito por uma Vénus de 5ª
casa em Peixes):

Algo indescritível tomou controlo dos seus sentidos. Com a dor a dilacerar o
seu coração, o calor do coração revela-se inapropriado - demasiado quente e
aconchegante. Lá fora o vento ululante alia-se às ondas do oceano que de uma
valsa suave se convertem num tango agressivo e apaixonado. O desejo de ser
violentamente acariciada pelo vento toma conta dela. Ela agarra no seu xaile
mais grosso e encaminha-se para a beira do penhasco, onde o vento sopra na sua
intensidade máxima. As ondas alcançam-na, salpicando a cara dela com água
salgada. O vento sacode a sua roupa e o seu cabelo- num tumulto-tal como o seu
coração. Ainda assim, há tanta beleza para apreciar, mesmo agora.

Os astrólogos não precisam de ir à procura nos asteroides ou nos confins do


sistema solar para localizar esta deusa mais tumultuosa. Enquanto recetividade
feminina, Vénus significa a nossa capacidade de abertura à vida. Isto traz
prazer, mas também vulnerabilidade, penetração e dor mas até isso, pode ser
bonito de acordo com os padrões de Vénus. A deusa que anseia por prazer e paixão
gosta da variedade e intensidade o que pode ser revigorante. Isto também pode
ser perturbador, inspirando escolhas que nos envergonham ou humilham,
encaminhando-nos para amantes que não são bons para nós, para orgias de
destruição que mais tarde lamentamos, estimulando os ciúmes, inadequação e medo
da perda. Enquanto arquétipo, Vénus mapeia o nosso itinerário para a felicidade.
Mas ela recusa-se a seguir somente por estradas seguras e bem iluminadas. Devido
à sua própria natureza, ela continua a encaminharmo-nos para as trevas.

As antigas culturas que observavam o céu compreenderam isto, observando o seu


ciclo com um misto de reverência, assombro e medo. Sendo a nossa estrela mais
próxima e brilhante, a sua influência era inegável. Para os Maias, Sumérios,
Babilónios e muitas culturas indígenas, o seu ciclo mostrou a iniciação
xamanística e a mudança, à medida que se transformava de estrela da manhã em
estrela da noite e depois o inverso de novo, desaparecendo no submundo entre
esses dois momentos. (1) A visão moderna de Vénus enquanto promessa de
alegria constante revela o nosso distanciamento do processo demonstrativo do
céu.

As duas queixas mais frequentes feitas pelas pessoas acerca da sua Vénus é que
ela não lhes tem trazido amor eterno ou somas de dinheiro avultadas. Mas estas
são promessas de astrólogo. Nunca li qualquer lenda sobre Vénus/Afrodite que
mostrasse a deusa a contar grandes quantidades de dinheiro ou a declarar a sua
fidelidade a um único verdadeiro amor. Ela é sexy e criativa, e também
inteligente, curiosa e promíscua. Quando apenas queremos a "Vénus feliz"
tendemos a recriar o mito de Pandora. Segundo Hesíodo, Pandora foi a primeira
mulher. Foi criada por Zeus para punir o roubo de Prometeu. Moldada por Hefesto
a partir da água e da terra e abençoada com dádivas de todas as divindades
incluindo o desejo e a graça de Afrodite, Pandora chegou com um jarro que lhe
pediram que não abrisse. A curiosidade levou a melhor e ela espreitou por
debaixo da tampa , libertando todos os males do mundo. Podemos ter uma surpresa
semelhante, quando esperamos roubar somente guloseimas a Vénus. Inevitavelmente
libertamos o lado sombrio dela.

A misoginia da fábula de Hesíodo é óbvia. As feministas encaram-na como mais


uma acha na guerra do patriarcado contra o feminino. Provavelmente, Hesíodo
reformulou um mito da deusa mais antigo, em que a primeira mulher chegou
transportando um jarro que continha ao invés do mal, os mistérios femininos, os
poderes associados à intuição, aos sonhos e à profecia assim como ao
subconsciente e ao fértil desconhecido. As primeiras deusas da fertilidade foram
a matriz da qual brotou toda a vida. Mas nos panteões patriarcais, foram
despidas da sua plenitude e fragmentadas em múltiplas deusas com menos poderes.
Para compreender como Vénus opera nos nossos mapas, temos de a voltar a ligar à
sua linhagem matriarcal. Temos de a encarar como uma força da natureza. Ela é
uma flor perfumada atraindo amantes e abelhas- mas também um terramoto ou
furacão. Ela nem sempre é segura. A sua fertilidade pode inspirar a criatividade
artística, uma união sexual que dá origem a uma criança ou uma experiência que
choca e nos obriga a crescer. Enquanto recetividade feminina, Vénus leva-nos aos
nossos limites, à beira do nosso crescimento; a dor que ela traz é generativa.
Tal como a psicóloga e a autora Ginette Paris escreve, Afrodite "não é apenas
uma fonte de alegria, mas um caminho para o conhecimento interior." (2) Por
outras palavras, ela traz mais que amor e dinheiro. Ela mergulha-nos na vida.
Intervalo técnico

Por que estradas escuras a Vénus pessoal poderá viajar poderá ser sugerido pelo
seu signo e casa. Mas os posicionamentos mais eloquentes são frequentemente os
aspetos a Vénus - as conjunções, as quadraturas, as oposições, os trígonos, os
sextis dos outros planetas. Partilharei algumas citações e histórias mas
primeiro tenho de revelar o meu método. Se você estiver pouco preocupado com a
precisão técnica, salte esta parte. Fui sempre exigente com as orbes apertadas,
fui treinada pelo meu professor para esmiuçar os mapas até chegar aos aspetos
menores, pontos harmónicos e pontos médios. A maior parte dos dias chego mesmo a
torcer o nariz de desaprovação para com o sistema "alfabético" que estabelece
equivalências entre signos, casas e planetas. (3) Comecei a minha
investigação sobre Vénus com planilhas para calibrar as características técnicas
de cada mapa. Isto teria sido uma boa ideia se eu apenas tivesse conseguido os
30-50 participantes que eu esperava, mas com 426 participantes tornou-se
avassalador. A minha única alternativa foi optar por utilizar técnicas
intuitivas (que é claro são mais venusianas).

Trabalhar intuitivamente significa ouvir. Li os questionários dos entrevistados


e ouvi os padrões, depois observei como as palavras correspondiam ou não aos
mapas. Reuni todas as Vénus sagitarianas, ou o grupo com a Vénus na 8ª casa e
ouvi as similaridades entre elas. Também foi importante o que as pessoas não
diziam. De facto, várias fábulas astrológicas se desvaneceram desta forma. A
primeira foi " o ciúme é próprio de uma Vénus afligida em Escorpião" (ou uma
influência de 8ª casa/Plutão). Quando mais de metade dos entrevistados admitiram
ter problemas com o ciúme, este facto confirmou que o ciúme é um traço venusiano
genérico. Não é apenas tolo mas inexato limitar o ciúme a um signo. O mais
excitante foi ouvir que havia de facto similitudes que ligavam cada grupo
venusiano e que o tornavam diferente dos outros. As Vénus em Aquário relataram
aspirações amorosas similares, distintas das partilhadas pelas Vénus em
Caranguejo. Mesmo após vinte anos de prática astrológica, sinto-me sempre
emocionada e um pouco surpreendida por ver que a astrologia funciona.

No entanto, a leitura dos questionários trouxe também momentos de confusão,


nos momentos em que ouvi a nota inconfundível de um planeta que não estava
ligado à árvore de Vénus. Uma Vénus conjunta a Marte queixou-se mais de uma vez
de desespero ou de baixa autoestima e estava à espera de ver a mão sombria de
Saturno pousada sobre Vénus ou Marte, mas ela não estava lá. Embora as minhas
perguntas focassem assuntos de Vénus, nada impedia que o Sol ou a Lua ou
qualquer outro fator respondessem também. E por vezes era aí que o aspeto de
Saturno se escondia. Mas o que é importante num mapa é dito pelo menos três
vezes. Quando levantei os meus olhos e suavizei o seu foco, toda uma nova rede
de relacionamentos venusianos apareceu. Frequentemente, um planeta influenciava
Vénus através de um aspeto cuja orbe era superior a dez graus ou ainda maior.
Por vezes um planeta exterior, cuja única ligação a Vénus era o facto de ocupar
a mesma casa, com um afastamento de vinte graus, ainda figurava na história de
Vénus daquela pessoa. Estes aspetos amplos e lassos frequentemente falavam mais
alto que os aspetos mais apertados e pequenos, como os quintis e biquintis com
orbe de um grau.

Conheço astrólogos que interpretam os aspetos por signo ao invés de orbe (como
se lessem qualquer planeta em Touro em quadratura com qualquer planeta em
Aquário, independentemente dos seus graus). Está prática costumava fazer-me
revirar os olhos. Não esperava que estudar tantos mapas desta forma tão focada
me fizesse relaxar a minha precisão astrológica, mas fez. Talvez seja apenas uma
fantasia de técnico achar que os deuses permanecem confinados dentro de
discretas fronteiras numéricas. As vidas reais são confusas. Os limites
arquetípicos misturam-se e esborratam. Sinto-me agora mais confortável com o
sistema alfabético. Vi como funciona vigorosamente. Uma Vénus na 9ª casa pode
ser de facto como uma Vénus em Sagitário ou em aspeto com Júpiter. Também
descobri que a natureza particular de um aspeto - quer seja uma quadratura,
trígono ou sesquiquadratura. pode ter menos importância que a habitualmente
atribuída. Na experiência da vida real, uma quadratura pode não ser tão
diferente de um inconjunto. O que importa é que os planetas estão ligados. Entre
os entrevistados cuja Vénus aspectava a Lua, ouvi temas similares, quer os
planetas estivessem ligados por uma conjunção, trígono ou oposição. Quão bem os
planetas funcionavam parecia ter mais a ver com os antecedentes da pessoa e com
a sua vontade de crescer - um mistério que frequentemente prevalece sobre a
matemática.

Tenho desejos sensuais mesmo antes de saber o que era o sexo. Quando eu tinha
apenas quatro anos, a minha mãe levou-me à praia. Assim que ela se acomodou ,
reparou que a minha atenção estava orientada para um homem incrivelmente bonito
que apanhava banhos de sol próximo de nós. De repente levantei-me e caminhei em
direção a este homem, ajoelhei-me ao seu lado, acariciei-o suavemente da parte
superior da coxa até ao joelho e disse, "Hmmm, cheiras como um homem." A minha
mãe ficou horrorizada. Sempre tive rapazes na minha mente, mas curiosamente o
"sexo" assustava-me. Fui virgem até aos 19. Os meus relacionamentos têm sido um
desastre. Como tenho estado por minha conta desde os 16, acho que tenho
confundido amor e segurança, contentando-me com segundas escolhas porque não
sentia que conseguia melhor. Sinto-me muito autoconsciente do meu corpo e não
entusiasmada com a nudez. Não quero sentir vergonha, mas sinto; no entanto
quando excitada e durante o sexo, isto desaparece. Já não receio não ser
perfeita. A minha deusa interior toma o controlo e é maravilhoso estar despida.
(Vénus quadratura à Lua)

O lado negro do aspeto Lua/Vénus remonta ao Monte Olimpo, onde o Feminino


dividido começou a entrar em conflito consigo mesmo. A competição entre Hera,
rainha do céu e a deusa do sexo Afrodite desencadeou não apenas a guerra de
Troia, mas também uma fricção inconsciente entre nutrição e sexo ou entre a
segurança dos relacionamentos e o seu prazer saudável. Podemos compreender o
horror de uma mãe face ao despertar sexual precoce da sua filha, mas a reação
pode inspirar a criança a virar-se para ela mesma, sentindo culpa pelos
sentimentos sexuais ou aprendendo a comprometer o desejo em troca de
compromissos seguros. Muitas pessoas com este aspeto lutam contra os seus
corpos: "Não é perfeito", "É nojento" ou "Lembra-me o corpo da minha mãe".
Contam como se sentem criticados pela mãe ou envergonhados pela galanteria da
sua própria mãe. Estão na linha da frente daquilo que é um dilema cultural mais
vasto, onde o feminino dividido deflagra por meio de desordens alimentares, a
incapacidade das mulheres de partilhar o poder com outras mulheres, ou homens
que confundem as esposas com as mães e que têm de manter encontros fortuitos com
as suas amantes.

Muitos com Lua/Vénus sentem uma doce ligação às suas mães, mesmo que o
relacionamento seja por vezes conturbado. Uma influência feminina positiva -uma
mãe, tia ou avó que é capaz de abarcar tanto Hera como Afrodite com à-vontade -
podem ajudar a dar a este aspeto uma bonita manifestação: A tarefa da alma de
Vénus/Lua é reunir o Feminino na sua plenitude original. Amar o corpo e reclamar
a sua sacralidade pode ser um passo importante na integração destas duas
potências femininas. Isto foi uma descoberta importante para uma Lua/Vénus em
quadratura no meu estudo:

Aprendi uma preciosa lição durante umas férias de verão no Brasil quando tinha
17 anos. No Rio andavam praticamente nus nas ruas. Os homens usavam aqueles
reduzidos fatos de banho da Speedo e as mulheres de todas as formas, idades e
tamanhos usavam biquínis ou tangas de 2 peças e ninguém olhava para eles duas
vezes. Sentem-se tão livres nos seus corpos. Refleti acerca disso. Após o choque
inicial, fez-se luz dentro de mim acerca da beleza do corpo humano e das
diferentes formas que ele assume. Se alguém não gostar, ele ou ela podem sempre
olhar para outro lado.

Vénus desperta no corpo naturalmente, por vezes antes da idade culturalmente


aceite, mas quando ela está em aspeto com Plutão, poderá haver uma iniciação
indesejada. Seria irresponsável e incorreto dizer que a ligação Vénus/Plutão
indica abuso sexual. No entanto, da mesma forma que Plutão raptou e levou
Perséfone para o submundo, poderá haver uma prematura e indesejada consciência
do sexo, demasiado forte para ser totalmente processada pela inocência. Este é
outro aspeto que pode acarretar vergonha em relação ao corpo ou a sensação de
ter sido lesado de alguma forma. Com Vénus/Plutão, é quase como se uma camada de
proteção estivesse a faltar, intensificando a vulnerabilidade e aumentando a
voltagem das emoções. Há uma grande força neste aspeto, mas inicialmente a sua
sensibilidade pode inspirar extremos ou de silenciar Vénus por completo ou de a
atirar aos lobos.

O que é que eu aprendi sobre o amor antes de ter cinco anos de idade? Que eu
era inamável, indesejada. De alguma forma o sexo estava emaranhado nisso, mas
não consigo compreender totalmente como. Fui sexualmente abusada aos nove mas
simplesmente sei que não foi a primeira vez e tenho estranhos fragmentos de
memórias. Aprendi que o sexo me podia comprar uma ilusão de amor. O amor é algo
em que ainda é muito difícil de acreditar mesmo após anos de terapia. Uma vez,
apesar da minha maior capacidade de discernimento, envolvi-me com um homem
assustador (intensamente possessivo e muito desonesto) quase imediatamente após
a separação do meu ex-marido. O nosso relacionamento sexual era quer ardente
quer por vezes sombrio (envolvendo S & M) quer excitante quer perturbador e por
vezes, mais para o final, assustador. Eu era a masoquista no relacionamento em
muitos aspetos, incluindo o sexual. Após o final do relacionamento, ( que foi
intensamente doloroso porque eu tinha desenvolvido "amor"/ necessidade dele?)
Decidi saltar fora! (Vénus oposição Plutão)

Quando alguém viaja pelo submundo, ter um guia ajuda. Uma vivência
Vénus/Plutão dolorosa pode ser o catalisador da procura de aconselhamento, de
adesão a grupos de apoio ou da participação em workshops conduzindo a uma melhor
perceção do próprio e dos outros e a uma identificação das motivações mais
profundas e dos padrões inconscientes. Algumas das mais dramaticamente dolorosas
histórias de perda, abuso e traição foram contadas pelos Vénus/Plutão do meu
estudo, no entanto, elas também mostraram uma força de sobreviventes e uma
intensa autoconsciência. É útil relembrar que no mito Perséfone se transforma
numa Rainha. Podemos dizer que ela aprende a proteger cuidadosamente os seus
tesouros, revelando-os apenas àqueles merecedores da sua confiança. Com mestria,
ela inspira outros com a sua autenticidade emocional, a sua prontidão para ir ao
encontro do desconhecido, a sua habilidade para limpar o passado, libertando
relacionamentos que já cumpriram o seu propósito.

Os livros de astrologia alimentam grandes expectativas acerca dos aspetos


Vénus/Júpiter. A conjunção é considerada a mais afortunada de todas as
combinações planetárias, trazendo abundância, sorte e popularidade. O lado negro
desta e de outras combinações Vénus/Júpiter é habitualmente relatado como
excesso de indulgência excesso de comida, bebida, de gastos ou arrogância e
hipocrisia. Entre os Vénus/Júpiter do meu estudo e até mesmo entre aqueles que
tenho conhecido, é raro encontrar estes altos ou baixos extremos. O mulherengo
Zeus e a promíscua Afrodite tinham de facto a reputação de serem indulgentes.
Mas noutros mitos, eles eram pai e filha, com Zeus a elevar Afrodite ao estatuto
de divindade, alternando entre protegê-la e discipliná-la. Foi sobre esta
qualidade de elevação que eu mais ouvi da parte dos Vénus/Júpiter do meu estudo.
Havia uma aspiração por viagens, geográficas e espirituais e prazer nas
vivências que proporcionavam liberdade, novas perspetivas e uma ligação à
verdade. A boa sorte vinha muitas vezes através dos professores. Na história
seguinte de uma mulher com Vénus em trígono com Júpiter, quase que nos
conseguimos aperceber de Zeus a cuidar da sua filha, chamando-a a viajar para o
templo da sua própria mulher. Talvez fosse Zeus disfarçado do guarda que lhe
permitiu entrar para receber uma mensagem importante.

Há uns anos atrás viajei para a Grécia e fui levada a visitar o Heraion, um
templo dedicado à deusa Hera. É um sítio ermo no planalto argivo. Não consegui
perceber porque fui levada a visitá-lo. Estava um calor abrasador mas tinha de
ir. Nada me impediria Quando cheguei ao local, o guarda, que disse que raramente
tinha visitantes, ficou tão contente de me ver que me deixou entrar de graça.
Trepei ao muro do templo e sentei-me no cimo dele, a olhar para as montanhas ao
longe. Os insetos zumbiam nos relvados secos e o sol massacrava, mas eu estava
esquecida de tudo. Repentinamente, uma declaração muito imperiosa, clara e
decisiva entrou no meu consciente. "Durante quanto tempo achas que consegues
viver uma mentira?" – perguntou aquilo. Fiquei chocada. Não se parecia nada com
a minha voz interior. A questão foi repetida e eu imediatamente soube a que
dizia respeito. Eu vivia há muitos anos um casamento muito difícil e infeliz. A
experiência estava a matar o meu espírito. Comecei a chorar suavemente, depois
as lágrimas vieram acompanhadas de grandes e pesados soluços. Finalmente
recompus -me e regressei ao meu hotel. Quando me dei conta do que tinha
acontecido fiquei esmagada. O arquétipo da grande deusa tinha ressuscitado, ali
no Heraion. Quando regressei aos Estados Unidos, pedi o divórcio e fui viver e
trabalhar para a Grécia; (Vénus em trígono com Júpiter).

Seja qual for o aspeto planetário, se encararmos as nossas vivências difíceis


de Vénus como o nosso caminho único para o crescimento, também seremos elevadas
e não mais seremos vítimas ou fracassos. As pessoas podem ser muito críticas
acerca dos seus próprios fracassos amorosos. Talvez seja Vénus que viaja através
de nós, para atingir a plenitude da sua felicidade uma e outra vez. Quando ela
nos conduz através do submundo, se não cairmos na inconsciência ou permanecermos
ali, se continuarmos a nossa viagem, poderá haver momentos em que saberemos o
que os deuses sabem.

Vivi sempre o meu Vénus em oposição a Neptuno como mágoa, apaixonando-me por
todos os homens errados - ansiando por uma ligação mais profunda, nunca me
conseguia encontrar com homem por quem me sentia atraída, amando homens que não
me amavam ou que tinham outra mulher nas suas vidas. Costumava chamar-lhe o
horóscopo da mágoa até chegar aos 48 anos de idade. Conheci um artista que se
ligou a mim instantaneamente. Estamos juntos há 3 anos. Como retratista, pintou
as minhas duas filhas e um nu de mim que está agora dependurado numa galeria de
arte. Isto é que é Vénus em funcionamento!

Vejam o excelente artigo do Daniel Giamario acerca do ciclo de Vénus na


edição da Fev/Mar 1997 TMA , "A Shamanic Investigation of Venus and Mars."
>>
Ginette Paris, Pagan Meditations (Spring Publications, 1986), p. 60. >>
No astrologia "alfabética", Marte, por exemplo é considerado um equivalente
de Carneiro e da primeira casa, a Lua é equivalente ao Caranguejo e à 4ª casa,
etc. >>

YOUR VENUS UNLEASHED


Relatório por Dana Gerhardt

Soltar Vénus irá mudar a sua vida. Veja-a como nunca a viu antes. Aceite
os seus desejos sussurrados e gritos insistentes. Siga o seu trilho de
pistas em direção à felicidade maior.

Baseado numa investigação exaustiva, o relatório único da Dana Gerhardt


proporciona uma análise inspiradora do signo, casa e aspetos da sua Vénus,
incluindo trânsitos e progressões e muito mais.

Mais informações em mooncircles.com

Traduzido do Inglês por Patrícia Vieira Neves (Portugal)

Astro-Databank

Astro-Databank, the world-wide unique collection of more than 35`000 chart data
is online at and can be used for free! It not only contains birth data, but also
all the chart drawings and thousands of biographies.

Astro Wiki

AstroWiki by Astrodienst is a free encyclopedia of astrology. It collects the


knowledge of the astrological community and makes it available to everybody. The
Wiki`s cadre consists of two astrological lexica.

Posições actuais dos planetas

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Sol294' 1"19s57
Lua235'17"7n18
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Saturno175'23"22s15
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