Você está na página 1de 15

Vénus - Astrodienst window.

name='astro'; var
googletag = googletag || {}; googletag.cmd = googletag.cmd || []; g
oogletag.cmd.push(function() { if (window.innerWidth >= 761) {
googletag.defineSlot('/53015287/astro.com_d_wissen_728x90_1', [728, 90],
'div-gpt-ad-1407836221711-0').addService(googletag.pubads()); } if
(window.innerWidth >= 850) {
googletag.defineSlot('/53015287/astro.com_d_wissen_300x600_1', [300, 600],
'div-gpt-ad-1407836260615-0').addService(googletag.pubads()); } if
(window.innerWidth < 850) {
googletag.defineSlot('/53015287/astro.com_d_wissen_250x250_1', [250, 250],
'div-gpt-ad-1407836260615-0').addService(googletag.pubads()); } ;
googletag.pubads().enableSingleRequest(); googletag.enableServices(); });

<!-- function toggle_class_navshift() { jQuery("#ascontainer14, #headertopr,


.navon").toggleClass("navshift3"); return; } function remove_class_navshift() {
jQuery("#ascontainer14, #headertopr, .navon").removeClass("navshift3"); return;
} -->

O seu nome: Alessandro Meile Costa Logout Carrinho de compras

de dk en es fr it nl pt py 中文 日本

Deutsch Dansk English Español Français Italiano Nederlands Português Русский


中文 日本语

Home
Home

Horóscopos gratuitos
Horóscopos

Horóscopos gratuitos

Servicios Astrodienst
Horóscopo Diário
Horóscopo Diário Pessoal

Horóscopo do amor

Eventos celestes
Horóscopos Gratuitos
Retrato pessoal
Adolescência

Parceria

Amor

Previsão

Horóscopo das Cores

Oráculo das Cores

Histórias que as Estrelas Contam

Horóscopo do Dinheiro e do Sucesso


Horóscopos por Liz Greene
Análise Astrológica Profunda

Carreira e Vocação

Horóscopo do Relacionamento

Horóscopo da Criança

Análise Astrológica Anual

Astrologia para Amantes


Horóscopos Interactivos
AstroClick Portrait

AstroClick Travel

AstroClick Love

AstroClick Partner
Desenhos de mapas astrais
Mapa Astral, Ascendente

Selecção alargada de Mapas

Criar uma efeméride

Consulta Directa ao Atlas

Posições actuais dos planetas

Astro Loja
Loja

Astro Loja
Relatórios AstroIntelligence
Análise Psicológica Profunda

Carreira e Vocação
Histórias que as Estrelas Contam

Análise Astrológica da Criança

Horóscopo do Relacionamento

Análise Astrológica Anual

Perspectivas para o Futuro

Trânsitos Anuais

Pessoal Horóscopo Diário

Horóscopo do Dinheiro e do Sucesso


Horóscopos AstroText
Horóscopo das Cores

Horóscopo Previsão
Serviços on-line
Horóscopo Diário Alargado

Ferramentas para profissionais

Almacenaje Extendido de Datos


Horoscopes in other languages
Horoscope for Two

Youth Horoscope

Partner Horoscope

Love Horoscope
Informações adicionais
Livro ou Écran?

Oferta Especial

Um Prazer para os seus Olhos

Opinião dos clientes

O presente ideal

Termos do negócio

Campanha de Doações Kantha Bopha

Astrodienst Newsletter
Mapas, Cálculos
Mapas de Horóscopos em Formato PDF

Desenhos de Mapas Natais Vários

Vários

Astro-Maps

Mapas de Relacionamento
Software
Swiss Ephemeris
Carrinho de compras
Ver Carrinho de compras

Astrologia
Astrologia

Compreender a Astrologia
Introduções
Introdução à Astrologia

Primeiros passos em Astrologia

Astrologia e Psicologia
Compreender a Astrologia
Textos de Astrologia Avançada

Textos por Liz Greene

Textos por Robert Hand

Textos por Dana Gerhardt


Education
Study Astrology

CPA London

Astrologos
Astro.com Community
Forum

Astro Wiki

Astro-Databank
Efemérides
Efemérides 2019

Efemérides 2020

9000 Anos de Efemérides


Atlas com fuso horário
Consulta Directa ao Atlas

Contato
Contato

Contato
Contato
Telefone, Fax, Morada
Autores em Astrodienst
People at Astrodienst
Authors at Astrodienst

External Cooperations

Acerca da Astrodienst
Directoria de Links
Directoria de Links

Registe o seuWebsite
Termos e Condições
Termos Comerciais

Política de proteção de dados

Termos de Utilização

Posições actuais dos planetas

21-Nov-2019, 16:49 UT/GMT

Sol294' 1"19s57
Lua235'17"7n18
Mercúrio1139'35"13s05
Vênus2438'36"24s29
Marte134' 1"11s22
Júpiter2734'40"23s16
Saturno175'23"22s15
Urano339' 3"r12n15
Netuno1556'10"r6s31
Plutão2113'20"22s21
Nodo Lun.true99'23"r23n07
Quíron138'35"r3n28
Explanations of the symbols
Mapa do momento

| Meu Astro | Forum | FAQ

Publicidade

Menu

Tudo sobre astrologia

Compreender a Astrologia

Noções básicas de astrologia


Textos de Astrologia Avançada

Textos por Liz Greene

Textos por Robert Hand

Textos por Dana Gerhardt

Planetas

Vénus

Investigação sobre Vénus, Primeira Parte

Vénus revisitada, Parte Dois

Casas

Observação da Lua

Constellation News

Further Reading

Astrowiki

Astro-Databank

Efeméris

9000 Anos de Efemérides

Tables of Houses

Efeméride 2018

Efeméride 2019
Special Body Ephemerides

Overview special bodies

Dwarf planet Ceres

Asteroid Eros

Asteroid Hermes (geocentric)

Asteroid Hermes heliocentric

Asteroid Luzifer

Asteroid Pholus

Asteroid Urania

KBO Eris

KBO Ixion

KBO Haumea

KBO MakeMake (2005 FY9)

KBO Orcus (2004 DW)

KBO Quaoar (2002 LM60)

KBO Sedna (2003 VB12)

KBO Varuna

Comet Churyumov-Gerasimenko

Comet Churyumov-Gerasimenko heliocentric

Find your Venus Sign


All named asteroids

Swiss Ephemeris

Tudo sobre astrologia Compreender a Astrologia Textos por Dana Gerhardt Planetas

Vénus

por Dana Gerhardt

partilhar

tweet

e-mail

Vénus foi sempre o meu segredo inconfessável. Tenho Vénus em Escorpião. Quando
era astróloga principiante aprendi que isto significava que eu era detentora de
uma feminilidade intensa, sedutora que arde lentamente. Eu não me importaria
nada de assumir esta energia. Eu até lidaria bem com a sua reputação sombria de
feiticeira vingativa. No entanto, as costumeiras interpretações de Vénus em
Escorpião nunca me soaram verdadeiras. Este é o meu planeta vivido de forma
inconsciente. Há uns anos atrás, o meu marido deixou-me por uma mulher que
provavelmente tinha Vénus em Escorpião. Ela era sombria, misteriosa e
apaixonadamente sexual, "tudo", disse ele, "aquilo que tu não és".

O meu mapa conta a história do despojar do meu planeta. Vénus está na 3ª casa
dos irmãos. À minha irmã coube a Vénus na família. Ela era a favorita do meu
pai. Com cabelo escuro comprido e olhos amendoados, ela sabia andar de
bicicleta, de skate e galopar a cavalo facilmente. Eu era desajeitada, usava
óculos e cabelo castanho claro curto e não havia nada de sedutor a meu respeito.
Sempre me senti invisivelmente inibida no que aos assuntos de Vénus dizia
respeito. Isso é Plutão em quadratura a Vénus a partir da minha casa XII.
Estivesse Plutão noutra casa e eu seria mais intensa, fervorosa e talvez
obsessiva, tal como por vezes esta quadratura de Plutão é descrita. Mas eu tenho
experimentado este aspecto sobretudo como uma profunda desadequação e até mesmo
medo relativamente ao sexo masculino. A minha Vénus é ainda alvo de uma
quadratura com a Lua,um sinal de rivalidade feminina. Este aspecto descreve
tipicamente uma rivalidade mãe-filha,com a mãe a minar subtilmente a
feminilidade da filha rival. Talvez seja devido a esse outro triângulo na nossa
família que a minha mãe minou a minha meninice convertendo-me na sua favorita,
com uma mensagem de género ambígua. Ela elogiava-me frequentemente pela minha
inteligência e força de caráter, mas nunca pela minha beleza.

Desde muito cedo, aos quatro ou talvez cinco anos, eu desisti de ser menina. Com
Vénus em conjunção ao inteligente Mercúrio, eu sempre adotei um estilo andrógino
e intelectual. Fossem quais fossem as paixões emanadas pela vibração do
Escorpião, eu sublimei-as em interesses da 3ª casa, tais como um amor ardente
pela beleza da linguagem, um empenho na aprendizagem, um desejo de sondar as
profundezas do pensamento. Durante a minha gravidez fiquei bastante aliviada ao
saber que iria ter um filho. Tão impotente em torno de laços e rendas
cor-de-rosa, a ideia de ter uma filha aterrorizava-me. Como é que eu a vestiria?
Como é que eu a pentearia? O que é que eu possivelmente lhe poderia ensinar?

Tão absorvida pelo meu próprio desconforto relativamente a Vénus, demorei algum
tempo a levantar a cabeça e a descobrir que muitos de vós também não têm um bom
relacionamento com ela. Possuímos diferentes histórias que indicam diferentes
despojamentos. Mas se nós avaliarmos a saúde da nossa Vénus cultural pelas
perguntas que as pessoas colocam aos astrólogos, facilmente concluímos que ela é
escassamente assumida. A seguir às questões sobre o propósito ("Quem sou eu
realmente?" e "O que devo fazer com a minha vida", a maioria das pessoas quer
saber como obter mais coisas relacionadas como Vénus. Querem mais amor, mais
dinheiro, mais felicidade, querem ser mais atraentes e apreciados por quem
amam. A epidemia cultural de baixa autoestima,os casamentos sem paixão e o
trabalho sem alegria são tantas outras provas do quanto sentimos a sua falta e
ansiamos por ela.

Então, quem é de facto Vénus? Ela é mais do que absoluta feminilidade. Ela
preside a muitas das coisas boas da vida. É claro que ela é a rapariga feliz e
perfeita do anúncio de cerveja. Mas ela é também a gota sensual de chocolate, o
riso saudável e despreocupado. Ela é um colar de diamantes, uma tarde
deliciosamente preguiçosa. Se quiser cultivar a sua Vénus interna, ponha os seus
dedos a dançar ao longo de um lençol de seda ou cheire o couro de boa qualidade
de um carro de luxo. Vénus também é perversa, orgástico, divertida. Também é
graciosa e artística. Ela é Marilyn Monroe e Jackie Onassis. Ela é a
sensualidade e a fertilidade da terra na sua emanação taurina. Ela é a doce
harmonia e o equilíbrio judicioso na sua natureza libriana estética e vaporosa.
Poderá localizá-la numa elegante equação matemática. Poderá ouvi-la cantar
através de um espanta-espírito ou de um coro matinal de pássaros. Faça
escorregar um cubo de gelo pelas suas costas abaixo e ela gemerá de prazer. Ela
tanto é compostura como erotismo, entrega selvagem e bom gosto. Enquanto deusa
do amor e da abundância, é ela que torna esta terra tão aprazível. Então porque
diabo haveremos de ter seja que problema for com ela?

A Vénus dos nossos dias está irremediavelmente frustrada. O nosso mais duradouro
ícone pop venusiano, Marylin Monroe, é conhecida de uma vez por duas qualidades:
a sua sedução e a sua infelicidade. Não é caso único. Tenhamos em conta
Elizabeth Taylor, Jacqueline Kennedy e Lady Di, outros ícones venusianos do
final do século XX. Cada uma possui tanto apesar de se sentir dolorosamente
insatisfeita. O que possuíam em termos de dinheiro, status e beleza parecia
faltar-lhes em termos de amor verdadeiro e felicidade pessoal. Ou pelo menos é o
que nos contam os nossos mitos sobre elas. As suas histórias confirmam as nossas
expectativas modernas de esperanças frustradas e de grande beleza subjugada
pela tragédia pessoal. As nossas fantasias românticas glorificam frequentemente
a infelicidade, a dor do anseio, a doce mágoa do adeus. É verdade. A ausência de
algo faz emergir as suas melhores qualidades. Porém quantas vezes, quando os
nossos desejos são satisfeitos, nos tornamos nós complacentes ou críticos,
negligenciando por completo a nossa alegria? Podemos ansiar pelos nossos
companheiros românticos e endeusá-los, para que possam (suspiro)compensar-nos
por tudo aquilo de que carece a nossa vida. Quando eles caem na terra com pés de
barro, partimos no encalço de outra fantasia. A pobreza essencial desta
abordagem é o vazio contínuo que a inspira. Quando precisamos de alguém ou de
algo que nos complete, ordenamos à nossa Vénus que mendigue pelas ruas com uma
tigela de pedinte.

Não é de espantar, que tantas pessoas se desloquem aos astrólogos na esperança


de obter algumas felizes novidades de Vénus. Os astrólogos estudam Vénus nos
mapas à procura de pistas sobre os relacionamentos e finanças dos consulentes.
Amor e dinheiro representam os nossos conceitos de felicidade. Mas será que são
dádivas dela? Então e se o posicionamento de Vénus sugerir na verdade onde é que
nós estaremos destinados a servir os seus interesses, ao invés de ser ao
contrário? Em tempos idos, quando a vida de alguém corria mal, o trabalho do
oráculo era identificar que deus ou deusa fora ofendido e que oferenda
restabeleceria a normalidade. A maior parte dos livros de astrologia dir-me-á
que Vénus em Escorpião significa que sou ciumenta e cheia de luxúria. Mas não
seria mais interessante se me revelassem o que Vénus em Escorpião pretende de
mim? Se não me dissessem como é que eu sou mas antes o que é que tenho de fazer?
Até lá o meu potencial para o prazer poderá permanecer uma bela adormecida numa
floresta de espinhos. Poderá a astrologia ser a portadora do beijo mágico que
acordará a minha Vénus? Quem é de facto Vénus? O que é que é importante para
ela?

Os Gregos conheciam-na como Afrodite. A sua deusa não é uma estratega brilhante
como Atena, nem uma hábil caçadora como Ártemis. Ela viaja com os homens mas não
enquanto adversária. De beleza radiante e requintadamente graciosa, ela é uma
femme irresistible, versada nas inúmeras artes da sedução. Ela sabe como agradar
e gosta de ser agradada. O deus ferreiro Hefesto casou com ela, mas ela é
associada romanticamente a muitos outros, incluindo os deuses Ares, Dionísio e
Hermes assim como os mortais Adónis e Anquises. Existem mesmo rumores
incestuosos acerca de Zeus, o seu pai de aparência terrena. Entre os seus
muitos filhos encontram-se o herói Eneias, Príapo com seu grande falo e
Hermafrodito com genitália feminina e masculina. Está rodeada de uma
sexualidade despudorada. É claro que o filho mais famoso dela é Eros, aquele
querubim do desejo com flechas devastadoras. Há muitas histórias acerca do seu
nascimento, mas a mais famosa conta que ela se ergueu totalmente formada, da
espuma do mar formada pelos genitais castrados de Úrano. Construíram-se templos
em sua honra e sacerdotisas honravam-na com artes sexuais. É frequentemente
retratada nua de pé em cima de uma concha do mar gigante (símbolo da vulva).

A ligação de Afrodite quer aos genitais masculinos quer aos genitais femininos é
tão acentuada, que temos de considerá-la essencial à compreensão dos seus
valores. Porém como transpô-la para os nossos mapas astrológicos? E como é que
reconciliamos a sua sexualidade despudorada com os nossos valores feministas do
século XXI? Lutámos muito para que as mulheres fossem consideradas mais do que
objetos sexuais. Temos ainda de reconhecer a mancha que dois mil anos de
Cristianismo lançaram sobre o despudorado salve-se quem puder erótico. Muitos
de nós descobrimos os nossos sentimentos eróticos na juventude, sozinhos e em
segredo. O não sermos capazes de os partilhar com ninguém para sempre mancha a
nossa sexualidade com uma certa inquietação e vergonha. Estamos constantemente a
ser ensinados acerca dos métodos e virtudes do trabalho mas pouco se tem falado
das técnicas e da importância do prazer. De pouco nos serve também o legado
medieval do amor cortês. Apesar de ser tormento de uns poucos cavaleiros e
trovadores privilegiados, este estilo idealista e casto de amar moldou
profundamente e distorceu as nossas noções contemporâneas de romance. Passemos a
sensual Afrodite por todos estes filtros e ela sairá bastante deturpada, e
talvez seja por isso que nós ao contrário dos Gregos, nunca lhe tenhamos
construído um templo honesto. É claro que tal negligência é de enfurecer
qualquer deusa.

De facto, o psicólogo James Hillman pensa que a Afrodite está bastante zangada.
Esta deusa da sexualidade espera que nós reconheçamos que o sexo é uma força
sagrada e expressiva da nossa alma. Ela quer que nos incendiemos com a sua
centelha divina,que nos tornemos instrumentos do prazer. Quer que eliminemos o
tédio e o cansaço com alegria celestial, para saborear, tocar e cheirar o nosso
rico e belo mundo. Quer que saibamos que a comunhão arrebatada com a força da
vida durante o sexo sagrado far-nos-á sentir curados e inteiros. Então as nossas
vidas e tudo o que encontremos será abençoado com o riso, o brilho e o encanto
de Afrodite. Mas quando minimizamos a dádiva dela, quando a secularizamos,
falsificamos, evitamos e nos sentimos culpados acerca dela, desonramos
profundamente os seus poderes. Uma deusa desdenhada é uma deusa à procura de
vingança, e Vénus fá-lo, diz Hillman através de uma loucura cor-de-rosa. Diz
Vénus, invadirei todos os recantos do mundo contemporâneo que durante tanto
tempo me negou com uma loucura cor-de-rosa. Pornografarei os vossos carros e
comida, os vossos anúncios e férias, os vossos livros e filmes, as vossas
escolas e famílias. Far-me-ei presente nas vossas t-shirts e roupa interior, até
mesmo nas vossas fraldas, entre os vossos adolescentes, nos seus slogans e
canções e entre as senhoras de idade e cavalheiros nas casas de repouso, entre
os transeuntes em San Diego e em Miami Beach. Mostrar-lhes-ei mostrando, até as
vossas mentes estarem envoltas numa névoa rosa com desejos românticos, desejos
de fuga; encontros amorosos, ninhos, doces. Ou seja a civilização será
enfeitiçada, para entrar no meu domínio, no meu jardim secreto. Eu excitarei
toda a vossa cultura de tal modo que até aqueles que estão a tentar curar as
suas neuroses, bem como os seus sóbrios psicanalistas, não terão outro assunto
de conversa que não seja desejo, fruição, sedução, incesto, assédio e
vaidade.[1]

Com os seus inúmeros relacionamentos sexuais, Vénus invoca a nossa capacidade de


sermos promíscuos com todas as formas de vida, de desfrutar delas, de nos
rendermos a elas, de brincar com elas e de criar a partir delas. Quando o Sol é
criativo, quer exprimir-se e ser reconhecido. Vénus, no entanto, cria apenas
pela emoção de criar. Quando Vénus se empenha, a nossa criatividade é erótica. A
sua ausência poderá portanto ser a razão pela qual alguns projectos criativos
fracassam, sobrecarregados por objectivos e expetativas. Vénus recorda-nos que a
diversão é arte do mais alto nível. E é um profundo atributo do cosmos. Sem o
Sol não existiria vida, mas sem o desejo de Afrodite, representado pelo abraço
da gravidade e pelo corpo receptivo e fértil da terra, não existiria qualquer
jardim, criação ou beleza. O facto do nosso paraíso terrestre existir já é
extraordinário. Nada disto é necessário. De certo modo, é tudo um luxo. Mas que
luxo! Se não retirarmos prazer destes luxos quotidianos da nossa existência,
então passaremos de facto ao lado do significado de Vénus/Afrodite.

Dana Gerhardt
Acerca de Dana Gerhardt Possuir Vénus num mapa, implica, portanto, certas
obrigações. Quer esteja na sua 4ª casa da família e do lar, na sua 11ª casa dos
amigos, na sua 9ª casa da filosofia, onde quer que ela surja, é necessário
responder às suas questões. Você embeleza esta área da sua vida? Você
oferece-se tempo para experiências sensuais aqui? Permite-se abrir e render-se?
Ri, aprecia, brinca de forma a inspirar todos à sua volta com a sua alegria? O
signo onde se encontra Vénus sugere como decorar o seu templo, recheando-o com
aquilo que mais lhe agrada, conforta e honra. Interprete os aspectos feitos por
ela aos outros planetas como histórias das suas escapadelas, de onde ela se
sentia mais extasiada ou talvez desafiada e até mesmo excedida. Deixe que a
aprendizagem acerca da sua Vénus seja um ato de prazer, e não um trabalho
enfadonho. Comece com qualquer sentimento de felicidade que sinta na casa e
signo dela e comece a construir sobre isso. Toda a gente sente alguma alegria
por mais sombria que seja a sua paisagem. Recordo-me de uma história que um
professor uma vez me contou. Ele estava na fila do refeitório com um colega de
tendências suicidas, quando este homem interrompeu a sua narrativa deprimente e
repleta de miséria, para instruir o empregado acerca de uma batata assada.
Cuidadosamente, escolheu a pretendida e todas as coberturas extra a pôr-lhe em
cima. Foi um momento, não importa o quão insignificante, em que Vénus esteve
viva, em que o desejo se sobrepôs à morte.
Vénus pede que abracemos o nosso próprio deleite. Mas devido à supressão
cultural de Vénus, isto nem sempre é fácil. A famosa estátua sem braços da Vénus
de Milo no Louvre invoca a nossa condição psíquica com uma precisão sagaz. A uma
Vénus sem braços falta a capacidade para o compromisso sensual com o mundo. Ela
é incapaz do próprio abraço que a define, desejando com os olhos, a mente e o
coração mas incapaz de possuir e agarrar. Mais instrutivo é A Primavera de
Botticelli. Neste quadro Vénus levanta uma mão em aprovação da cena em torno
dela. Ela é Vénus a admiradora, a esteta. Com a outra mão ela segura a sua
túnica, um gesto de autodomínio. O Nascimento de Vénus é igualmente inspirador.
Ao contrário dos amantes na urna de Keats, sempre à procura externamente de algo
futuro, aqui Vénus surge de pé nua na sua concha gigante, completamente centrada
no momento, abraçando o seu corpo-prazer, majestosa na sua alegria.

Aqueles que não vivenciam naturalmente esta forma de estar precisam de bons
exemplos de Vénus. Tenho a sorte de ter três amigas com Vénus nos setores de
Gauquelin [2] dos seus mapas. Uma tem Vénus conjunta ao Ascendente. O caso dela
é um eco surpreendente da história de Afrodite: ela tem um marido artesão
semelhante ao Hefesto que a adorna com jóias feitas à mão e existe outro homem
com quem ela tem um caso. Jill é uma namoradeira incurável. Quando ela acaba de
levar a melhor sobre uma rival, ela faz o gesto venusiano muito convincente de
uma gata orgulhosa e satisfeita a lamber a pata. Um vez interroguei-a acerca do
seu namoriscar, uma actividade que sempre me confundiu. Ela sentia que o seu
segredo era o riso. "Os homens", disse ela, sabem exactamente o que eu pretendo
quando rio." Entre os Gregos, Afrodite era conhecida como "a deusa amante do
riso". O riso é a forma que Afrodite tem de nos pôr à vontade. E pode indicar
que nos sabemos divertir.

A minha segunda amiga tem Vénus conjunta ao Meio-do-Céu. Carol tem desfrutado de
um bom sucesso profissional, tendo ascendido a um cargo de autoridade com um bom
salário apesar de possuir apenas o ensino secundário e de ser bastante mais nova
que os seus pares. No escritório ela é frequentemente o centro das atenções. E
ela é bonita, sabe exactamente como desenhar o contorno dos olhos e pôr sombra,
e num mundo que glorifica a mulher anorética, não sente vergonha das suas curvas
voluptuosas dentro das suas calças de ganga justas. Ela tanto pode ser
libidinosa como pudica. Em ocasiões formais (Meio-do-Céu) ela é bastante sagaz
no respeito das convenções sociais correctas. Na sua despedida de solteira,
observei o encanto notável e a habilidade com que ela transformou a reunião na
modesta sala de estar no evento mais importante e elegante do mundo (era-o para
ela). Com a Carol aprendi como a confiança de Afrodite na beleza e o seu
compromisso com ela faz que nós outros também disfrutemos dela.

A minha terceira amiga tem Vénus conjunta ao Descendente, na sua própria casa,
um lugar de honra. Andrea é alta e elegante. Ela usa as pérolas de uma forma tão
natural que estas até para uma ida à lavandaria parecem apropriadas. Ela nutre
uma paixão quase obsessiva por bons lençóis. Desde muito cedo ela quis ser
artista, mas contentou-se com o seu casamento com um. Uma vez perguntei-lhe como
é que ela lidava com as atenções dos homens que não lhe interessavam, algo que
sempre me tornou pesarosamente co-dependente. Suspeitava que esse tipo de
situação lhe acontecera amiúde. Ela por um momento ficou pensativa, depois foi
instintivamente à procura da resposta na sua 7ª casa. "tento pôr-me sempre no
lugar deles e depois digo-lhes do mesmo modo que eu gostava que mo dissessem";
"Então e se eles não perceberem?", perguntei eu. "Então a forma mais simpática é
dize-lo gentilmente mas de forma muito direta." Era a voz de Afrodite doce mas
com autodomínio.

Tenho assistido a momentos, em que cada uma destas mulheres vai além da simples
habilidade de mulher mortal. No entanto, se eu tivesse de apontar o traço que as
une, eu diria que é este: fiquei incrivelmente desapontada quando finalmente
conheci os seus companheiros. Não havia nada de errado neles. É apenas, pelo
modo como cada uma falava sempre do seu amante, eu imaginava que fossem deuses
sem tirar nem pôr. Apesar de cada uma delas estar com o seu companheiro há já
algum tempo, ainda falam do seu homem com suspiros celestiais e olhos
translúcidos, de uma forma efusiva que nós outros reservamos para os nossos
parceiros durante os três primeiros meses. Mas a adoração delas não é nem a
fantasia do início do romance, nem a subserviência de uma mulher. As três, são
mulheres fortes e claramente conscientes da humanidade dos seus amantes. Ainda
assim, elas conseguem ver alguém que as encanta. E este é o segredo mais
profundo de Afrodite: ela sabe como manter o encantamento do amor.

Podemos contudo interrogarmo-nos acerca da lendária promiscuidade de Afrodite. O


que é que a promiscuidade implica? Quem é promíscuo nunca se fixa num
relacionamento; todavia, cada ligação é detentora da excitação e da curiosidade
de algo novo. Nalgum momento da nossa parceria, a maior parte de nós troca Vénus
pela presença mais exigente da nossa Lua. Queremos segurança, temos
necessidades, temos uma noção do passado. Ao perdermos espontaneidade,
atribuímos significados profundos a cada ação. Se a Lua do parceiro esquece um
pedido, a Lua tem a certeza de que ele ou ela não se importa. Deslizando para os
velhos padrões, a Lua interroga-se se alguma vez o seu parceiro a fará feliz.
Mas a autocontrolada Vénus encara o desapontamento de uma outra forma, não como
o reflexo da sua falta de valor, mas como a oportunidade de descobrir o seu
outro eu. Ela até se pode divertir; deliciada com a intensidade que distrai o
seu amante, encantada com o jornal que ele transporta para todo o lado,
carregado de anotações, porque o seu amante, entusiástico como uma criança, não
se consegue lembrar de nada, a menos que esteja escrito. Até poderá ser isto que
torna o seu companheiro ainda mais querido.

Vénus enquanto cortesã encanta-se ao ser encantada. Ela gosta de gostar de tudo
o que vê. Há algo de excitante nesta forma de promiscuidade. É uma
disponibilidade para ser surpreendida. E é uma disponibilidade para se sentir
insegura, desconhecendo aonde tudo isto a levará. Esta forma de Eros é algo que
podemos levar para qualquer parte. Para os nossos casamentos, para as nossas
carreiras até mesmo para os nossos relacionamentos com as nossas crianças e
amigos, para qualquer encontro com o nosso mundo. Este compromisso erótico foi
bem descrito pela monja budista, Pema Chodron[3], que sugere que nos devemos
movimentar pela vida com um assombro expetante, interrogando-nos, por exemplo,
quando puxamos o autoclismo, se a água vai rodopiar para baixo ou para cima e
como é prazeroso quando ela rodopia para baixo. Consegue imaginar como será
interessante saborear o jantar desta noite quando não sabe o que esperar da sua
massa? Consegue imaginar como será prazerosa a presença do seu filho quando se
sente constantemente insegura quanto àquilo em que ele ou ela se irá tornar?
Quando captado com olhos frescos e coração aberto tudo pode ser bonito ou
fascinante, tudo poderá inspirar o seu amor.

Nem todas as histórias de Vénus são felizes. Afinal de contas foi ela que
começou a guerra de Tróia. E houve uma vez em que Hefesto o seu marido ao
suspeitar da sua infidelidade, a encurralou numa rede quando dormia nua com Ares
para que todo o Monte Olimpo olhasse com cobiça e fizesse troça. A lição aqui é
óbvia: Quando se age com base na nossa natureza venusiana, pode-se ser exposto.
Com Vénus invocam-se os valores, que revelam e encurralam. Ela é a deusa das
escolhas. E as escolhas acarretam consequências. Por isso há sempre um preço a
pagar por ela. Pode-se encará-la de ânimo leve mas então a paixão desaparecerá.
Vénus diz: incendeia-te. Podemos meter-nos em sarilhos. Talvez comecemos uma
guerra. A vida não será tão segura. Mas então, sem Vénus, será que a vida
continuaria a ser vida?

James Hillman, Pink Madness, Primavera de 57, Connecticut: Primavera 1995, p.


41.
Michel Gauquelin é um estatístico e astrólogo francês que demonstrou a força
dos planetas nos 10 graus de cada lado dos ângulos.
Pema Chodron, Awakening Compassion, (Sounds True Audio, 1995)

Moonprints por Dana Gerhardt


Popular entre os leitores da "The Mountain Astrologer" há quase duas décadas,
esta bonita análise lança um olhar profundo sobre os seus alicerces emocionais.
Ganhará uma nova perspectiva em relação à sua Lua natal – a sua fase,
signo,aspectos e casa. Descubra a sua missão, talentos escondidos e zonas
perigosas através dos nodos lunares. Use a Lua para se posicionar no tempo –
através dos trânsitos à Lua, do signo e casa ocupados pela Lua progredida, das
datas para dois ciclos lunares progredidos e ainda de um ano de Luas Novas e
Cheias em torno do seu mapa. Quererá ler cada página desta análise, concebida
para agradar tanto aos iniciantes como aos estudantes de astrologia mais
adiantados. Moonprints em mooncircles.com
Traduzido do Inglês por Patrícia Vieira Neves (Portugal)

Astro-Databank

Astro-Databank, the world-wide unique collection of more than 35`000 chart data
is online at and can be used for free! It not only contains birth data, but also
all the chart drawings and thousands of biographies.

Astro Wiki

AstroWiki by Astrodienst is a free encyclopedia of astrology. It collects the


knowledge of the astrological community and makes it available to everybody. The
Wiki`s cadre consists of two astrological lexica.

Posições actuais dos planetas

21-Nov-2019, 16:49 UT/GMT

Sol294' 1"19s57
Lua235'17"7n18
Mercúrio1139'35"13s05
Vênus2438'36"24s29
Marte134' 1"11s22
Júpiter2734'40"23s16
Saturno175'23"22s15
Urano339' 3"r12n15
Netuno1556'10"r6s31
Plutão2113'20"22s21
Nodo Lun.true99'23"r23n07
Quíron138'35"r3n28
Explanations of the symbols
Mapa do momento
Publicidade

googletag.cmd.push(function() { googletag.display('div-gpt-ad-1407836260615-0');
});

Copyright © 2019 Astrodienst AG - Proteção de dados - comunicar um problema

Leave mobile view

Por ser um dos maiores portais de astrologia, a WWW.ASTRO.COM dispõe de vários


recursos gratuitos sobre o tema. Com interpretações astrológicas de alta
qualidade feitas por alguns dos maiores astrólogos do mundo, como Liz Greene e
Robert Hand entre outros, muitos horóscopos gratuitos e uma infinidade de
informações sobre astrologia para iniciantes e profissionais, a www.astro.com é
o endereço número um em astrologia online.

Homepage - Horóscopos Gratuitos - Astro Loja - Compreender a Astrologia -


Ephemeris - Autors und Staff - Meu Astro - Consulta Directa ao Atlas - FAQ -
Forum - Contato - Política de proteção de dados - Termos de Utilização - Sitemap

3rd party ad content