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RBR PROPERTIES
4 ª EMISSÃO DE COTAS

R $ 1 2, 9 0 10 / 12 / 2 0 19 C LU B E F I I .CO M . BR
RBR Properties - FII

10/12/2019

Come on and get higher RBRP11


O fundo imobiliário de properties da RBR Asset Management, vem ao mercado para realizar Segmento: Lajes
a primeira oferta pública (ICVM 400), consolidando a 4ª emissão do RBRP11. Com base no Corporativas
prospecto, o fundo pretende levantar até R$ 400 milhões, já tendo captado R$ 48,2 milhões Preço da emissão R$ 87,45
no exercício do direito de preferência. A oferta encerra no próximo dia 17/dezembro, com Aplicação mínima R$ 26.060,1
liquidação prevista para o dia 23/dezembro e investimento mínimo de 298 cotas pelo valor Qtd. de cotas 298
unitário de R$ 87,45, sendo R$ 3,45 referente aos custos de emissão. R$ 25
Captação mínima
milhões
RBRP11. Atualmente, o fundo possui ~R$ 220 milhões de patrimônio líquido, sendo divido Data limite de
17/12/2019
em 6 imóveis comerciais, que representam a estratégia core, 15% alocado na estratégia entrada
Entrar na
tática, que visa obter ganho de capital em uma carteira de fundos imobiliários para o curto Recomendação
oferta
prazo e 30% está em caixa aguardando o momento para alocar os recursos na estratégia
Fonte: Eleven Financial Research e
core. Dentre os ativos atuais do fundo, os gestores buscaram o investimento em localização Economatica
premium tanto na cidade de São Paulo, quanto no Rio de Janeiro, onde possui uma única
laje corporativa no centro da cidade. Raul Grego Lemos
Analista, CNPI
Na figura 2, detalhamos cada um dos ativos e suas respectivas situações de ocupação,
chamando atenção para os dois empreendimentos que tem maior representatividade no Raul Castelo Branco
Analista
patrimônio, que são: Edifício Celebration (Vila Olímpia) e Edifício Comary (Itaim Bibi). Apesar
do primeiro ativo estar com 100% de taxa de ocupação, o locatário já informou sua saída,
deixando o empreendimento totalmente vago a partir de janeiro. Em nossa visão, apesar da
Contato
vacância anunciada, o prédio é bem localizado e receberá um montante referente à fii@elevenfinancial.com
restituição do imóvel que traz um fôlego de caixa equivalente a seis meses de aluguel. Por
se tratar de um imóvel localizado na Vila Olímpia, onde a taxa de vacância é
aproximadamente 2%, de acordo com os dados da SiiLa Brasil, e uma área de 6,5 mil m² (rara
na região), acreditamos que são bons fundamentos para que haja demanda para a ocupação
relevante do edifício em breve. No nosso modelo, de maneira conservadora, consideramos
a ocupação apenas em 2021. O Edifício Comary está com uma taxa de vacância de 68%, mas
está em meio a um retrofit e localizado na região do Itaim Bibi, que possui uma taxa de
vacância média de 1,3%, também de acordo com os dados da SiiLa Brasil.

Nova Emissão. Esta nova emissão pretende aumentar significativamente o patrimônio do


fundo, para ~R$ 620 milhões, considerando a captação base (R$ 400 milhões). No pipeline
de ativos, há um Portfólio de Galpões Logísticos, a ser adquirido por um cap rate de 8,5%, e
um Portfólio de Offices, que possui ativos localizados no Itaim, Paulista e Berrini, por um cap
rate de 8,4%. Além de outros edifícios corporativos que irão compor o volume da oferta base
somado ao caixa do fundo. Com o portfólio atual e as futuras aquisições, o cap rate médio é
de 8,7%, com uma vacância estimada em 5,0% para 2020.

Recomendação. Analisando o portfólio de ativos a ser adquirido pelo fundo, diluição dos
riscos do portfólio atual e a estratégia de aquisição de ativos imobiliários, acreditamos que
o fundo possui bons fundamentos para entregar um retorno consistente no médio e longo
prazo. Em nossas estimativas, conforme mencionado pela gestora no prospecto, o fundo
poderá abrir mão (ainda que parcialmente) da taxa de gestão em 2020 para entregar um
dividend yield de 7,1%, mudando o quadro em 2021 para entregar yield de 7,3%,
considerando o preço da emissão (R$ 87,45). Assim, recomendamos a entrada na oferta.

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Informações sobre a oferta


Abaixo, seguem as principais características da 4ª emissão de cotas do RBR Properties.

Fundo e Ticker: FII RBR Properties, com o ticker RBRP11.

Preço por cota: R$ 87,45, sendo R$ 3,45 referente aos custos de distribuição.

Valor total da emissão: mínimo de R$ 25 milhões até R$ 400 milhões.

Período de Reserva: iniciou em 25 de novembro 2019 e encerra em 17 de dezembro de 2019.

Data de Liquidação: prevista para ocorrer em 23 de dezembro de 2019.

Objetivo do fundo: O Fundo tem por objeto a aplicação, dos recursos captados, em bens
imóveis, notadamente empreendimentos comerciais com qualquer destinação exclusiva para
locação, localizados em São Paulo e Rio de Janeiro, mas podendo investir em outros estados e
regiões do Brasil, bem como outros ativos e ativos de liquidez. O fundo poderá investir uma
parcela do patrimônio em ativos imobiliários em projetos em desenvolvimento imobiliário ou
em construção.

Destinação dos Recursos: Os recursos captados com a 2ª emissão possui um pipeline de


aquisição bem definido, com: (i) portfólio de galpões no valor de R$ 180 milhões; (ii) portfólio
de offices monousuários no valor de R$ 150 milhões; e (iii) edifícios corporativos que somam
um total de R$ 132 milhões, localizados em regiões nobres de São Paulo.
Público alvo: Investidores em geral, oferta pública (ICVM 400).

Taxa de Administração e Gestão: 1,15% a.a. sobre patrimônio líquido do fundo; ou caso as
cotas sejam integradas ao IFIX, demonstrando uma maior liquidez, as taxas serão cobradas
sobre o valor de mercado. Contudo, os gestores renunciarão até 100% da taxa de gestão (1,0%
a.a.), caso o fundo não distribua 7,1% de dividend yield em 2020 sobre o valor da cota na 4ª
emissão (R$ 87,45).

Taxa de Performance: será apurada e apropriada mensalmente, mas paga semestralmente,


até o 5º dia útil do primeiro mês do semestre subsequente, diretamente pelo fundo ao gestor.
A taxa devida ao gestor relativa ao desempenho que considera 20% sobre a diferença positiva
entre: (i) os dividendos distribuídos corrigidos pelo benchmark (IPCA + X%); e (ii) rentabilidade
do benchmark (IPCA + X%) sobre o capital total do Fundo (Patrimônio Líquido). O benchmark
“X” será determinado pela média aritmética do Yield IMA-B 5 (títulos com prazo para
vencimento em até 5 anos) apurado no semestre imediatamente anterior.

Distribuição de Resultados: Os rendimentos serão distribuídos aos cotistas, mensalmente,


sempre até o 12º dia útil do mês subsequente ao do recebimento dos recursos pelo Fundo a
que se refere a apuração.

Capital autorizado: R$ 5,0 bilhões.

Cronograma da oferta:
Evento Data prevista
Início do Exercício do direito de preferência 25/11/2019
Início do Período de Reserva 25/11/2019
Fim do Exercício do direito de preferência 05/12/2019
Fim do Período de Reserva 17/12/2019
Data de Liquidação da Oferta 23/12/2019
Divulgação do Anúncio de Encerramento Até 04/06/2020

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Gestor
A RBR Asset Management é uma gestora de recursos independente, fundada em 2013, 100%
focada no mercado imobiliário, executando estratégias de investimento em incorporação de
renda, credito imobiliário, FIIs listados e Real Estate Wealth Management. Atualmente, a RBR
apresenta cerca de R$ 2,0 bilhões sob gestão em ativos imobiliários através fundos de
investimentos e Club Deals, que contam com um comitê de investimentos interno.

Há quatro estratégias em fundos imobiliários na RBR, sendo a de crédito privado com dois
fundos imobiliários, um High Grade (RBRR11) e um High Yield (RBRY11), além da estratégia de
FIIs listados (RBRF11), a estratégia de desenvolvimento e a estratégia de properties (RBRP11).
Na estratégia de properties, Caio Castro é o sócio dedicado que possui experiência na
estruturação e gestão de operações imobiliárias, no segmento de incorporação, properties e
crédito imobiliário.

O Fundo
O FII RBR Properties está em sua 4ª emissão, a primeira pública nos termos de uma ICVM 400,
podendo mostrar um track record robusto de gestão ativa nas três emissões anteriores, com
aquisições de 6 ativos imobiliários. As duas primeiras emissões foram de volume financeiro
menor e com a entrada de poucos investidores, somando R$ 23,5 milhões de patrimônio
líquido, sendo a primeira em outubro/16 e a segunda em junho/17. A terceira emissão, mais
recente (setembro/19), trouxe um volume mais significativo, somando R$ 198,9 milhões,
distribuída ainda nos moldes da ICVM 476. O fundo adquiriu 5 empreendimentos em São Paulo
e uma laje no Rio de Janeiro, sendo a estratégia core, no investimento direto em Tijolo.

Atualmente, 55,7% do capital do fundo está alocado nestes empreendimentos, com 21,8% em
uma carteira de fundos imobiliários, caracterizada como estratégia tática e 22,5% em caixa
para futuras aquisições. Na estratégia de alocação, o fundo pretende ter até 10% do capital
alocado em desenvolvimento também, buscando ganhos significativos de capital, tornando a
estratégia de properties mais completa quando comparamos com as estratégias de outros
fundos imobiliários do mercado que buscam puramente a renda. Em nossa visão, o RBR
Properties traz um componente um pouco maior de risco devido ao risco de obra e demanda
após a entrega.

Figura 1 – Estratégia de Investimento e de alocação


Estratégia Descrição % do Patrimônio Líquido
Investimento direto em Tijolo, com foco em renda, e/ou retrofit
Core De 70% a 100%
buscando extrair o maior valor possível do imóvel
Investimento via Fundos Imobiliários (FIIs) listados, buscando
Tática arbitragens de preço e yield, seja no mercado secundário ou em De 0% a 30%
emissões (400 ou 476)
Investimentos em Renda Fixa, LCIs, CRIS, buscando otimizar o caixa
Caixa De 0% a 20%
do fundo enquanto não está alocado na estratégia core
Direto ou via FII, quando identificar oportunidades de construir a
Desenvolvimento preços significativamente abaixo do preço que o mercado negocia os De 0% a 10%
ativos no público ou no privado
Fonte: Prospecto RBR e Eleven Financial.

Apesar de atualmente, o fundo não estar enquadrado 100% na estratégia proposta acima,
acreditamos que o caixa está prestes a ser alocado dado o pipeline robusto de aquisição
apresentado. As aquisições feitas pelo fundo apresentam um cap rate médio de 9,4% no
primeiro ano, considerando 100% de taxa de ocupação em todos os empreendimentos.
Contudo, atualmente o Edifício Comary, localizado na Rua Amauri, que está passando por um
retrofit, está com uma taxa de vacância de 68% e o Edifício Celebration recebeu, da atual
locatária, a intenção de rescindir o contrato, deixando o ativo 100% vago, mas com prazo de
desocupação de 6 meses, vigente até dezembro/19.
Figura 2 - Carteira de Ativos
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Imóveis Avaliação (R$ milhões) Estado Localização Área (m²) Vacância Cap Rate
Ed. Celebration 61.780,0 São Paulo Vila Olimpia 6.458 0,0% 8,8%
Ed. Comary 26.290,8 São Paulo Itaim Bibi 2.545 68,0% 9,0%
Ed. Mykonos 13.025,0 São Paulo Vila Olimpia 1.427 0,0% 9,3%
SLB Somos 12.778,0 São Paulo Santo Amaro 5.405 0,0% 11,4%
SLB Anima 2.360,0 São Paulo Paulista 176 0,0% 9,0%
Ed. Castello Branco 9.100,0 Rio de Janeiro Centro 1.065 0,0% 11,8%
Total/Média 125.333,8 17.076 10,1% 9,4%
Fonte: Prospecto. Elaborado por Eleven Financial

Figura 3 – Carteira de FIIs (Tática), em R$ milhões Figura 4 – Carteira considerada Caixa, em R$ milhões
BARI11; BRCR11; BTCR11; 1,7 GTWR11;
1,1 1,0 FVPQ11; 1,0
1,8
HSML11; KNCR11; 2,8
1,1
RBVA11;
1,1
XPLG11;
0,8

Renda Fixa;
63,1
BPML11;
25,0

Fonte: Prospecto. Elaborado por Eleven Financial Fonte: Prospecto. Elaborado por Eleven Financial

Em nossa visão, apesar da estratégia do fundo estar parcialmente alinhada à atual disposição
dos ativos, o fundo apresentou nesta oferta um pipeline de aquisição bastante robusto, com
~R$ 457 milhões em empreendimentos, sendo 40% relacionado a um portfólio de 4 galpões
logísticos, 33% em 4 prédios com características de Boutique Offices, com monousuários, e o
restante em lajes corporativas. Assim, com o volume da oferta base de R$ 400 milhões somado
ao valor atualmente em caixa, o fundo consegue concluir todas as aquisições do pipeline
proposto, o que pode manter o cap rate de ativos em torno de 9,0%.

Com base no estudo de viabilidade, nas nossas premissas para a taxa de ocupação de cada um
dos empreendimentos, entendendo suas peculiaridades, como no caso do Edifício Comary e
Edifício Celebration, acreditamos que há uma boa oportunidade de investimento no RBRP11,
tornando o fundo com um portfólio robusto frente aos principais pares do mercado. Para um
fundo imobiliário de properties, entendemos que os principais comparáveis seriam o KNRI11,
HGRE11 e BRCR11.

Figura 5 – Projeções e Estimativas (RBRP11)


2020 2021 2022
Receita Líquida (R$ mil) 50.840,2 57.069,0 57.973,0
Despesas (R$ mil) 2.592,9 7.454,5 7.454,5
Lucro Líquido (R$ mil) 48.247,4 49.614,5 50.518,4
Dividendos (R$/cota) 6,18 6,36 6,47
Preço base (R$) 87,45
Dividend yield 7,1% 7,3% 7,4%
Fonte: Eleven Financial. Estimativas com base nas nossas premissas

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Premissas
Dentre as nossas principais premissas que utilizamos como base para as receitas e dividend
yield do fundo estão:

i. Sucesso na 4ª oferta base: captação de R$ 400 milhões para a alocação nos ativos
alvo descritos no pipeline;
ii. Edifício Celebration: com o término do contrato com a CTEEP, já anunciado em
junho/19, o fundo terá garantido na rescisão, fluxo de caixa para 6 meses posteriores
à saída da companhia. Assim, a fundo suporta a distribuição até junho/20. Para efeitos
de modelagem, não consideramos qualquer locação durante 2020. Porém, com uma
pré-disposição do fundo de alocar 100% do ativo para um único inquilino,
consideramos esta possiblidade apenas a partir de 2021 nas condições de mercado.
Assim, o Edifício voltaria a gerar renda ao fundo a partir de 2021;
iii. Edifício Comary: pela localização no Itaim Bibi, retrofit no empreendimento em curso
e potencial melhora da taxa de ocupação devido à falta de área disponível na região,
consideramos para 2020, uma taxa de ocupação média de 60% ao preço de R$
100/m², em 2021 taxa de ocupação de 80% e 100% de 2022 em diante, nas mesmas
condições, o que é conservador, em nossa visão;
iv. Outros empreendimentos: consideramos a taxa de ocupação apresentada
inicialmente no prospecto, com manutenção e renovação dos contratos, atualmente,
vigentes;
v. Despesas: consideramos que em 2020, o fundo tende a abrir mão da taxa de gestão
em até 60% para conseguir distribuir o dividend yield prometido no prospecto desta
oferta de 7,1% sobre o preço de emissão;

Comparativo com pares


No comparativo de dividend yield com os principais fundos de mercado, que consideramos as
nossas projeções para o KNRI11, HGRE11 e BRCR11 nos próximos anos, acreditamos que o
RBRP11 apresenta um bom dividend yield, gestão comprometida e ativos de qualidade para o
próximo ciclo do mercado imobiliário.

Figura 6 – Comparativo entre pares


8,0%

7,5%

7,0%

6,5%

6,0%

5,5%

5,0%
2020E 2021E 2022E

RBRP11 KNRI11 HGRE11 BRCR11

Fonte: Eleven Financial

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O mercado imobiliário
O mercado imobiliário tem característica de ciclicidade, composta por momento de expansão,
desaceleração, recessão e recuperação. Outro aspecto importante é o descasamento entre a
demanda e a oferta deste setor. Enquanto a procura por espaços industriais, de escritório e de
varejo pode se movimentar com certa agilidade, a construção de novos espaços acontece
muito mais lentamente. Especialmente no segmento de edifícios corporativos, o tempo médio
entre planejamento, negociação de terreno, lançamento, construção e efetiva entrega de um
empreendimento imobiliário é de 3 a 5 anos.

Figura 1 – Ciclo Imobiliário de Edifícios Corporativos

Elaborado por Eleven Financial.

A recessão econômica brasileira a partir de 2014 (contração do PIB em 2015 e 2016)


potencializou o momento de baixa do mercado imobiliário. Nestes anos, devido a coincidência
desses momentos e a entrega de grande volume de novos empreendimentos de alto padrão
na cidade de São Paulo, vimos um aumento da taxa de vacância de escritórios na região de
valores abaixo de 5% para superiores a 20%. Outro impacto pode ser constatado nos valores
médios de aluguel praticados que apresentaram quedas expressivas com aumento na
concessão de carência pela busca por novos inquilinos.

Apesar do cenário desafiador do segmento de imóveis comerciais ao longo de 2015 e 2016, o


segundo semestre de 2017 foi diferente e mostrou-se como um ponto de inflexão, onde alguns
imóveis exibiram recuperação na taxa de ocupação (ainda que abrindo mão de ganhos no curto
prazo de preço por m²). Com a perspectiva de melhora nos rendimentos no longo prazo, fundos
com imóveis posicionados, majoritariamente, em São Paulo capturaram parte da valorização
em valor de mercado. No entanto, entendemos que ainda há espaço para compras pontuais
neste segmento, ficando atento ao cenário no Rio de Janeiro que ainda não passa por um
momento favorável.

Até agora em 2019, temos visto um aumento expressivo de novas emissões de fundos
imobiliários de outros segmentos, mas que o segmento de edifícios comerciais está começando
a ter um volume mais expressivo, buscando aproveitar uma nova alta do ciclo com perspectiva
de melhora na economia local.

Especificamente na cidade de São Paulo, há a previsão de não ocorrer novas entregas


relevantes para 2019 e 2020 no mercado de empreendimentos comerciais de alto padrão, o
que colabora para a visão de retomada dos valores de aluguéis e melhora da taxa de ocupação,
além de ser um momento interessante para capturar esta segunda derivada da valorização das
cotas dos fundos imobiliários a partir das revisionais de aluguel. Conforme dito anteriormente,
a conclusão de um projeto imobiliário deste porte leva de 3 a 5 anos. Dessa maneira,
esperamos que o mercado absorva boa parte da vacância, antes de entrar em nova fase de

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Expansão do ciclo imobiliário e, mesmo assim, todo o tempo construtivo favorece a


recuperação dos preços e valorização dos ativos bem localizados.

Em cenário com perspectiva de gradual melhora é necessário identificar onde realmente estão
as oportunidades, pois o prêmio pago pode ser maior no curto prazo dada a materialização das
projeções, mas o ganho de capital no longo prazo prevalece vantajoso. Ressaltamos que
imóveis corporativos bem localizados, de qualidade e que ofereçam uma rede de atributos que
deem suporte às operações das empresas deverão ser os visados pelas empresas neste
momento inicial. Assim, são os primeiros a mostrar sinais de reação que poderão ser revertidos
em pagamentos de aluguéis mais altos, proporcionando maiores dividendos e valorização
patrimonial.

Glossário
Área Bruta Locável (ABL): Área de um empreendimento imobiliário que está disponível para
locação medida em m².

Administrador: Instituição financeira responsável pelo funcionamento e manutenção do fundo,


podendo executar as atividades de forma direta ou através da contratação de prestadores de
serviço. Cabe a ele: selecionar os bens e direitos que irão compor o patrimônio do FII,
providenciar e manter em ordem toda a documentação relacionada aos imóveis, controlar e
supervisionar as atividades inerentes à gestão dos ativos do fundo, distribuir ou repassar os
rendimentos devidos aos cotistas, receber valores em nome do FII e custear as despesas de
publicidade, exceto as despesas de propaganda em período de distribuição de cotas.

Built to Suit (BTS): Operação imobiliária na qual a construção de um determinado imóvel é feita
sob medida para um futuro locatário que, por sua vez, se compromete a alugar o imóvel depois
de pronto.

Cap rate: Percentual correspondente ao lucro líquido anual do portfólio de imóveis sobre o
valor de mercado do fundo imobiliário.

Cotas: O patrimônio do fundo de investimento imobiliário é dividido em cotas correspondentes


a frações ideais de seu patrimônio que conferem direitos e deveres iguais a todos os seus
titulares. Os cotistas não podem exercer nenhum direito real sobre os imóveis e
empreendimentos que fazem parte do patrimônio do fundo e não respondem pessoalmente
por qualquer obrigação legal ou contratual do administrador ou relativa ao portfólio.

Dividend yield: Percentual que representa a rentabilidade relativa dos dividendos pagos aos
cotistas. É calculado com base nos dividendos pagos por cota dividido pelo preço.

Gestor: Instituição qualificada responsável pela tarefa de decisão de compra e venda dos ativos
do fundo com o objetivo de conseguir mais rentabilidade, alinhada com os objetivos e política
de investimentos estabelecida no regulamento.

Letra de Crédito Imobiliário (LCI): Título de renda fixa emitido por uma instituição financeira e
lastreado por empréstimos imobiliários. Podem ter rentabilidade pré ou pós-fixada, não pode
ser resgatada antes de seu vencimento, porém pode ser negociada no mercado secundário.

Rendimentos (Dividendos): Distribuições periódicas dos lucros auferidos pelo fundo, que
devem somar obrigatoriamente pelo menos 95% do lucro semestral. Podem ter como origem
o pagamento de aluguéis, negociações com os ativos do fundo, juros pagos pelos títulos em
sua propriedade ou rendimentos de cotas de outros FII.

Sale and Leaseback: Operação na qual o proprietário realiza a venda do imóvel e


simultaneamente assina contrato de locação, geralmente de longo prazo, se tornando inquilino
e permanecendo no mesmo local. O principal motivador para tal operação é a necessidade ou
percepção de que a partir do aumento de disponibilidades, o inquilino do imóvel poderá
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ampliar a linha de investimentos em sua operação principal, potencializando retorno sobre o


capital próprio.

Taxa de administração: Taxa paga pelo serviço prestado pela administradora do fundo dada
por um valor percentual anual do valor patrimonial do fundo, passando a ser incidente sobre
o valor de mercado caso o fundo faça parte do IFIX. Geralmente apresenta valor mínimo que
pode ser encontrado no regulamento do fundo.

Taxa Interna de Retorno (TIR): Taxa interna de retorno é uma medida relativa que demonstra
o quanto rende o investimento, considerando a periodicidade do fluxo de caixa ou
rendimentos do investimento.

Taxa de gestão: Taxa paga ao gestor pela prestação de seus serviços, pode já estar embutida à
taxa de administração a depender do fundo.

Taxa de performance: Taxa cobrada por alguns fundos, geralmente fundos de papéis e fundos
de fundos, em caso de a performance superar determinado benchmark pré-definido (na
maioria das vezes o IFIX).

Vacância Física: Espaço vago, ou seja, que se encontra desocupado, em um empreendimento


imobiliário.

DISCLAIMER

Este documento foi elaborado e distribuído pela Eleven Financial Research unicamente para uso do destinatário original, e tem como objetivo somente informar
os investidores, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário contido neste relatório. As decisões de investimentos e
estratégias financeiras devem ser realizadas pelo próprio leitor.

Nossos analistas elaboraram o presente relatório de forma independente, e o conteúdo do mesmo não pode ser copiado, reproduzido ou distribuído, no todo ou
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Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido
tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equívocas no momento de sua publicação, a Eleven
Financial e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo.
Conforme o artigo 20, parágrafo único da ICVM 598/2018, o analista Raul Grego Lemos declara-se inteiramente responsável pelas informações e afirmações
contidas neste relatório de análise. De acordo com a exigência regulatória do artigo 21 previsto na ICVM 598, de 18 de abril de 2018, o analista de valores
mobiliários, responsável principal por este relatório, declara:
(i) que as recomendações contidas neste relatório refletem única e exclusivamente sua opinião pessoal sobre a companhia analisada e seus valores
mobiliários e foram elaborados de forma independente e autônoma.
(ii) que as informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas às mudanças, não
implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança.
Para maiores informações, pode-se ler a Instrução CVM 598, de 2018, e também o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários.
Este relatório é destinado exclusivamente ao assinante da Eleven que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo
ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº
9.610/98 e de outras aplicáveis.

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