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UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE

SISTEMA DIGITAL DE SEGURANÇA VERIFICADOR DE POSSÍVEIS


AMEAÇAS CRIMINOSAS EM AEROPORTOS

São Paulo
2010
GLAUCO LUCIO DA SILVA
MARCELO TENEDINI FERNANDES
ROBSON ASSIS COLARES
VICTOR SHINDY KURODA

SISTEMA DIGITAL DE SEGURANÇA VERIFICADOR DE POSSÍVEIS


AMEAÇAS CRIMINOSAS EM AEROPORTOS

Relatório da experiência final apresentado à


disciplina Circuitos Digitais I do curso de
Engenharia Elétrica da Universidade
Presbiteriana Mackenzie.

Prof. Dr. Edson Lemos Horta

São Paulo
2010
EQUIPE TÉCNICA

GLAUCO LUCIO DA SILVA


MARCELO TENEDINI FERNANDES
ROBSON ASSIS COLARES
VICTOR SHINDY KURODA
RESUMO

Este relatório tem por objetivo relatar todas as etapas de elaboração e montagem
do projeto final do curso de Circuitos Digitais 1, executado de acordo com parâmetros
estipulados pelo enunciado, cujo objetivo é sucintamente explicado, bem como
implementações novas e também os problemas que tivemos durante teste e apresentação.
As especificações são citadas na introdução.

Palavras-chave: Circuitos Digitais. CI 7404, 7408, 7432. Display de sete segmentos.


SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 6

2 REVISÃO DA LITERATURA ................................................................................ 8

3 MATERIAL E MÉTODOS ..................................................................................... 9

4 RESULTADOS EDISCUSSÃO.............................................................................14

5 CONCLUSÃO ..................................................................................................... 15

REFERÊNCIAS....................................................................................................16
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1 INTRODUÇÃO

A vida é feita de experiências. A ciência é feita de experiências. Assim, a


ciência é a vida, e conhecer é viver. E é preciso saber viver.
Surge assim, em Circuitos Digitais I, a possibilidade de reunirmos os
conhecimentos adquiridos e usá-los de forma organizada para melhoria da vida diária em
diversos aspectos. Para esse objetivo, o seguinte enunciado foi distribuído à classe, como
proposta de projeto conclusivo de semestre: o aeroporto de Digitópolis estaria implementando
um novo sistema de distribuição de malas que seria controlado por um sistema digital.
Basicamente, uma esteira central receberia as malas e determinaria se elas são ou não
suspeitas. Caso fossem, seriam direcionadas a uma determinada esteira para avaliação, e caso
não, poderiam seguir livremente seu fluxo. As condições que determinam o fluxo de malas
nas dessas esteiras são relatadas mais à frente. Segue-se um resumo do histórico desenvolvido
em nosso grupo em relação à elaboração teórica do projeto, cuja idéia é citada acima:

a) Definição de variáveis de entrada e saída


Na aula inicial não conseguimos determinar saídas e entradas do modo
coerente e simples, isso porque desejávamos automatizar o sistema. A idéia seria implementar
esteiras simbólicas formadas por reed switches (sensores magnéticos, que fecham o circuito
com a presença de imã, e que são extremamente baratos). Assim, com uma ou mais malas
simbolizadas por ímãs, o número atual de ímãs deria facil e automaticamente reconhecido
através dos sinais transmitidos pelo reed switch. Três dias depois desistimos da idéia, e
passamos a contemplar a possibilidade de utilizar somadores e modos de incremento de 1,
mas já estando na segunda semana, a idéia mostrou-se falível por dois motivos: requeriria o
uso de registradores e não reconheceria estados iniciais, caso fossem solicitados. Optamos
finalmente, através da antepenúltima discussão do grupo, de indicar as entradas
(representativas da quantidade de malas) manualmente, através da combinação binária
apropriada.
b) Obtenção da Tabela da Verdade do projeto
Obtivemos, devido aos contratempos teóricos citados acima, três tabelas
diferentes, todas com resultados plausíveis, mas com impedimentos específicos, como
utilização de componentes não vistos em aula e funções em desacordo com o enunciado.
c) Obtenção de equações de saída
Também no primeiro dia não obtivemos as saídas apropriadamente, mas nos
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dois últimos modelos chegamos à conclusão de que saídas 1 seriam apropriadas para realizar
o incremento de 1 ao somador. Essa idéia é explicada à frente.
d) Implementação do sistema
Essa parte do projeto funcionou normalmente, apesar de um contratempo que
tivemos devido a um fio com mal contato no somador.

Em suma, podemos afirmar que mesmo inicialmente as equações obtidas não


correpondessem totalmente às solicitações do projeto voltado à segurança aeroportuária,
chegamos a algumas conclusões que definitivamente simplificaram e tornaram mais coesas as
idéias que tivemos no grupo.
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2 REVISÃO DE LITERATURA

A imensidão tecnológica, sobretudo computacional, de que hoje dispomos foi


iniciada a partir de projetos de máquinas de calcular, e a partir das quais componentes
amplamente utilizados até hoje foram idealizados e submetidos ao uso.
Dentre tais componentes, um dos mais célebres é o microprocessador, o qual
tem por função principal o controle do fluxo de dados e a execução das instruções dos
programas de computador (software). Todos os computadores e equipamentos eletrônicos
baseiam-se nele para executar suas funções.
A história do microprocessador teve seu início no final dos anos sessenta,
quando uma empresa de origem japonesa, chamada Busicom, envia para os Estados Unidos
uma equipe de engenheiros, responsáveis pelo projeto de desenvolvimento de uma
calculadora eletrônica, à procura de Marcian Hoff, da Intel Corporation. Após tomar
conhecimento do intento, Hoff tinha o objetivo de desenvolver um projeto para produzir um
conector de 12 microchips destinado para fabricação de uma nova calculadora. Sendo que
cada um dos chips, que requeria a citada máquina, deveria de ter uma função diferente.
Ao temer que o custo total do projeto passasse a quantia pré-estabelecida pela
empresa japonesa, Hoff decidiu tomar outra direção àquela que fora planejada anteriormente,
mal sabendo que tal decisão entraria para a história, ao invés de tratar de incorporar a
calculadora uma dúzia de chips especializados, decidiu criar apenas um único chip que tivesse
diferentes funcionalidades. Na verdade este novo dispositivo seria uma unidade de
processamento central, mas podendo realizar funções diferentes.
As idéias inovadoras de Hoff geraram bons frutos, fazendo com que testes
industriais para a fabricação do primeiro microprocessador, objetivando a comercialização,
fossem realizados entre outubro de 1970 e janeiro de 1971. Em novembro daquele ano, a
Intel anunciou oficialmente a invenção do chip, este foi o primeiro processador de 4 bits e
conseguia processar 6000 operações por segundo (6kHz). O microprocessador de Hoff tinha
uma capacidade de processamento equivalente à do primeiro computador eletrônico do
mundo, o Eniac, de 1946, cujos circuitos ocupavam o espaço de uma grande sala.
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3 MATERIAL E MÉTODOS

-1 7404 (NOT)
-2 7408 (AND)
-1 somador 7483
-1 DM9368
-1 display de 7 segmentos
-Resistores de 1Kohm
-4 leds (2 vermelhos e 2 verdes)
-Protoboard
-Fios

1) Inicialmente montamos a tabela da verdade correspondentes aos possíveis estados de


ambas as esteiras, reultando na seguinte tabela da verdade, onde M é o bit verificador de
suspeita-não suspeita e AB representa a esteira de malas não-suspeitas e CD a esteira de malas
suspeitas.

TABELA COM A ENTRADA M EM ESTADO “ZERO”

M A B C D
0 0 0 0 0
0 0 0 0 1
0 0 0 1 0
0 0 0 1 1
0 0 1 0 0
0 0 1 0 1
0 0 1 1 0
0 0 1 1 1
0 1 0 0 0
0 1 0 0 1
0 1 0 1 0
0 1 0 1 1
0 1 1 0 0
0 1 1 0 1
0 1 1 1 0
0 1 1 1 1
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TABELA COM A ENTRADA M EM ESTADO “UM”

M A B C D
1 0 0 0 0
1 0 0 0 1
1 0 0 1 0
1 0 0 1 1
1 0 1 0 0
1 0 1 0 1
1 0 1 1 0
1 0 1 1 1
1 1 0 0 0
1 1 0 0 1
1 1 0 1 0
1 1 0 1 1
1 1 1 0 0
1 1 1 0 1
1 1 1 1 0
1 1 1 1 1

O próximo passo foi eliminarmos as possibilidades desnecessárias. Primeiramente porque


cada esteira só conta até 3, segundo porque a variação de ambas as esteiras são
independentes, assim caímos na questão do don’t care e caímos na seguinte tabela da verdade:
M A B C D
0 0 0 X X
0 0 0 X X
0 0 0 X X
0 0 0 X X
0 0 1 X X
0 0 1 X X
0 0 1 X X
0 0 1 X X
0 1 0 X X
0 1 0 X X
0 1 0 X X
0 1 0 X X
0 1 1 X X
0 1 1 X X
0 1 1 X X
0 1 1 X X
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M A B C D
1 X X 0 0
1 X X 0 1
1 X X 1 0
1 X X 1 1
1 X X 0 0
1 X X 0 1
1 X X 1 0
1 X X 1 1
1 X X 0 0
1 X X 0 1
1 X X 1 0
1 X X 1 1
1 X X 0 0
1 X X 0 1
1 X X 1 0
1 X X 1 1

Observamos que mesmo com o don’t care, ainda sobram possibilidades desnecessárias por
serem repetidas, e retirando-as obtemos:
M A B S
0 0 0 1
0 0 1 1
0 1 0 1
0 1 1 1
M C D S
1 0 0 1
1 0 1 1
1 1 0 1
1 1 1 1

Ou seja, mesmo sem a montagem da tabela, especificando que desejávamos uma saída S=1,
poderíamos ter pensado apenas em termos de M.

2) Desenhamos então o circuito lógico que implemetásse a função que desejávamos e


que obedecesse o enunciado principalmente nos seguintes pontos:
A – Acende um led vermelho quando as esteiras estiverem cheias
B – Um led verde indicador informa para qual esteira a mala deve ir e se a esteira está
livre
C – Um display de 7 segmentos informa quantas malas há no total
D – Um somador soma a quantidade das malas em ambas as esteiras
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Vendo que o circuito lógico estava correspondendo às expectativas, concluímos:

Abaixo, as ligações do display de sete segmentos:


*Imagens feitas com o software Electronics Workbench

*Um erro ocorrido durante a apresentação foi que o estado inicial do display ser sempre
um, devido a um fio solto no somador, que estava reconhecendo o estado inicial em uma
das portas como sendo 01 e não 00. Infelizmente não percebemos isso a tempo.
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Utilizamos um somador de quatro entradas (duas parcelas) e zeramos os dois bits de maior
peso, já que utilizaríamos apenas o range de 00 – 11.

4-) Finalmente, montamos o circuito, testando devidamente os componentes


separadamente, e todos apresentaram resultado satisfatório. Após montagem, apresentamos o
circuito montado, e fizemos demostrações no grupo que mostravam que o sistema funcionava
independentemente do estado inicial das esteiras, o que foi bastante gratificante.
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4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Esta experiência mostrou como é possível implementar um número imenso de CI’s e


circuitos combinatórios para realização de inúmeras funções, e pensamos em inúmeras outras
como o sistema de segurança de um shopping, sensores de luz e detecção de incêndio,
autenticação para acesso a dados e sistemas em redes de computadores, até mesmo
maquinários pesados e circuitos eletromagnéticos podem ser implementados com a lógica
combinatória, como esse exemplo de transmissão de dados que fizemos em simulador de
redes (cujo nome é Packet Tracer):

No exemplo acima, os pontos vermelhos simbolizam os hosts ou equipamentos com falta


de endereçamento IP (número de endereçamento binário atribuído a hosts) e MAC Address
(endereço físico atribuído em base hexadecimal a equipamentos de informática). Após a
devida configuração, a rede se torna um grande expoente onde as funções lógicas são
utilizadas simultaneamente em milhares ou milhões de pontos, seja para reconhecimento de
endereços ou para funções de processamento ou envio de dados.
A apresentação do circuito e de nosso projeto não foi ideal devido ao fato de um dos fios
estar com mal contato, gerando entrada inicial 1 no somador, no entanto tudo o mais correu
bem. Verificamos também que um maior tempo de implementação permite fazer muitas
coisas com pouco custo e uma grande economia de espaço.
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5 CONCLUSÃO

Através desta experiência final, onde utilizamos os conhecimentos adquiridos


na disciplina Circuitos Digitais I em uma aplicação real, concluímos que as ciências e técnicas
digitais podem nos auxiliar em inúmeras tarefas e processos que requerem, principalmente a
tomada de decisão, decisão essa tomada com base em saídas LOW e HIGH.
Concluímos também que além de implementar simples circuitos que responde
“Yes, sir” ou “No, sir”, é possível, com as portas lógicas, multiplexadores, codificadores, etc.,
elaborar uma gama bastante ampla de combinações de circuits lógicos, aumentando cada vez
mais sua complexidade, chegando possivelmente a projetos tão complexos como um software
ou um robô manipulador, baseados totalmente nas decisões, representadas somente através de
equações algébricas booleanas.
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REFERÊNCIAS

WIKILINGUE. Sítio contendo a bibliografia de Marcian Hoff e os passos para o


desenvolvimento do primeiro microprocessador. Disponível em:
<http://pt.wikilingue.com/es/Marcian_Hoff>. Acesso em: 13.nov.2010.

KLICK EDUCAÇÃO. Sítio contendo informações a cerca da vida e dos trabalhos de Marcian
Hoff. Disponível em: <http://www.klickeducacao.com.br/enciclo/encicloverb/0,5977,POR-
4788,00.html>. Acesso em: 13.nov.2010.

História dos Microcontroladores e Microprocessadores. Sítio contendo a história sobre o


desenvolvimento dos microcontroladores e microprocessadores. Disponível em:
<http://www.ebah.com.br/historia-dos-microcontroladores-e-microprocessadores-pdf-
a15985.html>. Acesso em: 13.nov.2010.

WIKIPÉDIA. Sítio contendo informações técnicas e os propósitos do microprocessador.


Disponível em: