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Universidade Federal do Amazonas

Psicologia da Educação I

Resenha Crítica

Manaus, 19 de Novembro de 2011


Aluna: Rosane dos Santos Bindá

Curso: Geografia

Psicologia da Educação I

Resenha Crítica

Trabalho solicitado pelo

Prof. Dr. Luiz Sandro Baçal,

para a obtenção de nota parcial

na disciplina de Psicologia da

Educação I.

Manaus, 19 de Novembro de 2011


“O processo de Ajustamento”

A certeza da vida é a morte. O homem busca desesperadamente viver seus dias como se
fossem o ultimo, uma coisa é certa, podemos ter tudo, construir tudo, mas no dia em que
morrermos nada levaremos. A morte nos espreita a todo instante, e sabemos que tudo que
começamos podemos não acabar e que tudo que construímos será fatalmente destruído.

E nessa busca de viver o tudo e acabar não vivendo o nada, o homem se pergunta, “De onde
vim?”, “Para onde vou?”, “Qual o sentido de minha vida?”.

Perguntas essas que o atormentam a séculos, e quando ele acha que encontrou respostas para
alguma delas, eis que vem as próprias respostas e lhe sugerem novas questões .

E quando ele descobre que ele é um ser só, passa a vida buscando uniões, fusões, fugindo da
realidade de ser “um” e “separado”.

É serio o problema da humanidade em relação ao seu modo de viver, a geração de hoje não
percebe quão grande é o problema que eles tendem a enfrentar quando um dia se tornarem
responsáveis por si. Nossas pessoas estão tomadas por essa tal neurose que implica no
desenvolvimento do ser.

Desenvolvimento esse que depende da família, pois ela é o seio em que o ser humano finca
raízes eternas, raízes que influenciam muito na construção do seu ego. Ao passar do tempo
percebemos o quanto se vir uma família bem estruturada é difícil, onde pais vivem numa união
sem igual. A influencia da família é extensa, profunda e decisiva na personalidade do individuo.

O que vemos hoje são pais separados, filhos revoltados, muitas das vezes uns se apegam as
drogas, bebidas, tudo por conta de uma falta de estrutura melhor no seio familiar. É claro que
não posso deixar de falar naqueles que apesar de passarem por tudo isso não se deixam levar
por fraquezas que só o levam a destruição de si mesmo.

O homem procura a felicidade tão desejada, em realizações e satisfações de se consumir e


obter aquilo que lhes proporciona o bem estar. Aí que entra a tal neurose.

É como o próprio livro de Luiza Silveira diz: São as dificuldades inerentes a nossa cultura que se
refletem como conflitos na vida de todo o individuo e que, acumuladas podem suscitar a
formação de neuroses. Por exemplo:

a) A cultura moderna baseia-se no principio da competição individual. Resultado: tensão


difusa de hostilidade entre os indivíduos, dificuldades de relacionamento medos
constantes ( da hostilidade dos outros e da retaliação).
b) A cultura moderna valoriza o sucesso (e nem todo mundo pode ter sucesso).
Resultado: o medo do fracasso que significa insegurança econômica, perda de
prestigio, frustações emocionais, subestimação.
c) A cultura moderna é cheia de situações contraditórias: incentiva a competição e o
sucesso e, ao mesmo tempo, prega o amor fraternal e a humildade (ideais cristãos).
É bem interessante essa relação que a autora faz em relação a sociedade em que o ser
humano habita, é tudo muito confuso, não se sabe ao certo o que se deve realmente fazer
para se conseguir viver melhor.

Possuindo assim uma estrutura psicológica solida, o individuo é capaz de suportar os embates
da cultura, sem resvalar para a neurose. A tarefa psíquica que uma pessoa deve escolher para
si não é a de se sentir completamente segura, livre de angustias, de duvidas, de conflitos, mas
de ser capaz de tolerá-los sem pânico nem temos indevido.

Acredita-se que se os pais não tomarem controle de tal situação a neurose será o triste legado
que transmitiremos de geração a geração.

Personalidade

Personalidade é o conjunto de características psicológicas que determinam os padrões de


pensar, sentir e agir, ou seja, a individualidade pessoal e social de alguém. A formação da
personalidade é processo gradual, complexo e único a cada indivíduo. Esse termo é usado em
linguagem comum com o sentido de "conjunto das características marcantes de uma pessoa",
de forma que se pode dizer que uma pessoa "não tem personalidade”.

Segundo Allport são as três conjunto de fatores que compreenderiam a disposição inata como
determinantes da personalidade: as tendências comuns a espécie; a hereditariedade e
determinadas capacidades latentes ou potenciais que desempenham um papel básico no
desenvolvimento.

O primeiro fator compreende no que chamamos de intuição, o segundo inclui que todas as
características estão ligadas aos genes, transmitida ao individuo no momento da concepção e
o terceiro refere-se as capacidades que garantem o crescimento e uma estrutura ordenada.

Podemos então ressaltar que essa matéria de personalidade é nosso organismo com suas
necessidades e potencialidades. É o nosso físico, o nosso temperamento e, até certo ponto, a
nossa inteligência.

Não podemos deixar de dizer que o desenvolvimento da personalidade é , pois um processo


imensamente complicado, influenciado por um grande numero de fatores interligados e que
interatuam continuamente. Implica fundamentalmente, a socialização do individuo, isto é a
sua integração numa cultura determinada e em grupos específicos.

Uma teoria da personalidade tem por objetivo organizar o conhecimento a respeito da


personalidade de tal maneira que a grande quantidade de informação gerada
pela pesquisa científica seja organizada de maneira sistemática e coerente e novas hipóteses
possam ser geradas para uma futura comprovação.

Ajustamento

O ajustamento é basicamente uma harmonização entre eu e o mundo. O mundo impõe


exigências as quais eu tenho que e adaptar. É como se fosse um processo de aprendizagem,
sendo que aquilo que é útil é aprendido e o que se mostra ineficiente é simplesmente
abandonado.
Ele também pode ser relativo e temporário. Implica a tensão, dispositivo básico da ação, cujo
significado é sempre a busca de um objetivo, o qual, por sua vez logo que alcançado restaura o
equilíbrio do organismo.

Podemos dizer que o motivo é como se fosse o resultado de necessidade, mais o impulso e a
ação orientada para um determinado objetivo.

Eles podem ser divididos em primários e secundários, sendo que um corresponde as


necessidades vitais para o organismo, pois indica sobrevivência e equilíbrio e o outro que se
desenvolve a socialização, respectivamente.

Existem obstáculos que, frequentemente, interferem na resolução dos conflitos, como o


fracasso em reconhecer as forças básicas subjacentes aos conflitos pessoais e a própria tensão,
irritabilidade, nervosismo, agressividade e protesto que costumam acompanhar os conflitos.

Neurose

É interessante como não se consegue diferir uma pessoa neurótica de uma pessoa normal.
Pois todos nós temos nossos medos, angústias, desconfianças.

A entre o ajustado e o neurótico é, portanto uma questão de grau puramente quantitativo. O


que na realidade podemos dizer de uma pessoa neurótica é que ela está em constante conflito
com o ambiente e consigo mesmo, tendo dificuldade de solucioná-los fazendo dos mesmos
algo maior do que chega a ser.

Ela mostra sentimentos de insegurança, inferioridade e inadequação e um conjunto amplo de


isolamento.

Podemos então conceituar neurose como uma forma de desordem emocional que, embora
cause grande sofrimento para o portador, não chega a atingir um grupo social e nem tira do
doente a consciência da realidade.

A neurose é ocasionada por qualquer situação conflitiva, uma frustação que foge do controle
ou do tolerância do individuo, ou qualquer tipo de tensão que provoca a ansiedade, que é o
motor da neurose.

Sentimentos de culpa costumam manifestar-se através de auto recriminações, sutis ou


declarados e etc.

As neuroses tem se transformado em uma doença que hoje é muito comum na sociedade que
vivemos: a esquizofrenia que tem como característica principal a perda de contato total com o
ambiente. Ela costuma manifestar-se durante a adolescência. Sendo um serio problema para o
portador.

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