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MATERIAL DE ESTUDOS PARA RECUPERAÇÃO DE FILOSOFIA DO

ANO LETIVO DE 2019

Platão  criou  a  Teoria  das  Ideias  e  foi  discípulo  de  Sócrates,  tendo  escrito 
os  diálogos  socráticos,  que  influenciam  o  mundo  até  hoje  .  ​Discípulo  de 
Sócrates​,  ​Platão  ​foi  um  dos  mais  importantes  filósofos da ​Grécia Antiga​. 
O  pensador  grego  deu  continuidade  à  obra  de  seu  mestre,  tendo 
acrescentado  suas  próprias  ideias,  o que resultou na Teoria Idealista, ou o 
Idealismo  Platônico.  Podendo  ser  considerado  o  primeiro  filósofo 
idealista​,  Platão  criou  uma  teoria  baseada  em  uma  divisão  binária  do 
conhecimento:  conhecimento  inteligível  e  ​conhecimento  sensível​.  O 
conhecimento  sensível  é  aquele  que  obtemos  por  meio  dos  sentidos  do 
corpo,  é  o  conhecimento prático do mundo. O ​conhecimento inteligível é 
o  que  obtemos  apenas  por  meio  do  nosso  intelecto,  que  pode  acessar  à 
instância  superior,  chamada  por  Platão  de  ​Mundo  das  Ideias​, 
permitindo-nos  entender  as  Formas  ou  Ideias  puras  de  todas  as  coisas 
que  existem  no  mundo.  Os  objetos  do  mundo  seriam,  para  Platão, 
apenas  cópias  imperfeitas  das  Ideias,  já  essas  seriam  perfeitas.  ​O 
verdadeiro nome de Platão era ​Arístocles​. 

Academia​ de Platão 
No  ano  de  388  a.C.,  onze  anos  após  a  morte  de  Sócrates,  Platão  adquiriu 
um  terreno  dentro  de  um  parque público de Atenas, Academia. O parque 
era  dedicado  ao  herói  clássico  Akademus  e  reunia  jovens  de  todos  os 
cantos  de  Atenas,  sendo  um  lugar  de  lazer,  prática  de  exercícios 
(ginasium)  e  discussões  políticas.  A  Academia  foi  um  marco  para  a 
filosofia  ocidental,  pois  pôde  ser  considerada  uma  das  primeiras 
instituições  de  ensino  de  filosofia  como  saber  teórico,  afastando-se,  por 
exemplo,  da  escola  pitagórica,  que  se  assemelhava  mais  a  uma  espécie 
de seita​. 
O  diálogo  A  República,  escrito  por  Platão,  é composto por 10 livro​s,​  nos 
quais  Sócrates,  personagem  principal,  busca  entender  o  que  é  a  justiça 
para  estabelecer  a  forma  de  governo  justo.  Esse  conceito  de  justiça 
deveria  ser  utilizado  pelo  governo  perfeito,  que  levaria  a  um 
contentamento geral dos cidadãos.  

Considerando  a  si  mesmo  um  parteiro  de  ideias,  Sócrates  dizia  fazer  as 
pessoas  pensarem  por  conta  própria.​Sócrates  ​viveu  em  Atenas,  entre  os 
anos  470  e  399  a.C.  O  pensador  grego  marcou  a  produção  de  sua  época, 
tendo  introduzido  nela,  pela  primeira  vez,  questões  relativas  apenas  ao 
ser  humano  e  ao  seu  convívio  em  sociedade.Segundo  o  pensador,  o 
autoconhecimento  seria  o  primeiro  passo  para  uma  vida  plena  e  uma 
filosofia  autêntica.Podemos  dizer  que  o  método  de  diálogo  socrático  é 
resumido em dois passos: 

● Maiêutica  –  uma  forma  de  fazer  sucessivas  perguntas  sobre  um 


mesmo  assunto,  a  fim  de  chegar  a  um  conceito  ou  uma  definição 
de algo. 
● Ironia  –  uma  forma  de  mostrar  ao  interlocutor  que  a  resposta,  que 
a pessoa julgava estar correta, era, na verdade, um engano. 

 
Segundo Aristóteles, há quatro causas implicadas na existência de algo: 
  
- Causa material: daquilo que a coisa é feita como, por exemplo, o ferro. 
  
- Causa formal: é a coisa em si como, por exemplo, uma faca de ferro. 
  
-  Causa  eficiente:  aquilo  que  dá  origem  a  coisa  feita  como,  por  exemplo, 
as mãos de um ferreiro. 
  
-  Causa  final:  seria  a  função  para  a  qual  a  coisa  foi  feita  como,  por 
exemplo, cortar carne. 
 

A  metafísica,  segundo  Aristóteles,  é o estudo das causas finais e dos 


princípios  primeiros.  Ele  diz  que  estudar  essas  duas  coisas faz parte 
da filosofia primeira e aquele que conhece os universais, isto é, esses 
princípios,  deve  ensinar  aos  outros.  Ela  problematiza  o  mundo  pois 
quando  falamos  em  metafísica,  estamos  falando  da  compreensão 
do  mundo  da  maneira  que  ele  é  e  como  ele  é.  Seria  como  se 
perguntar  "Por  que  algo  e  não  o  nada?"  ou  "Por  que  as  coisas  são 
do jeito que são?"