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APOSTILA COM A LEI 8.

742
COMENTADA + QUESTÕES DE
CONCURSOS DE SERVIÇO SOCIAL
COMENTADAS
Carta ao Leitor

Concurseiro de serviço social, você está adquirindo mais uma de nossos

materiais, que é Lei Orgânica de Assistência Comentada. Com esse material você terá

acesso a um dos conteúdos mais cobrados nos concursos de serviço social LOAS.

Então concurseiro aproveite bem esse material, estude bastante por ele, para que

você possa ficar bem preparado para todos os concursos de serviço social. Concurseiro

gostaríamos de deixar algumas dicas para você, que ajudará em seus estudos:

1- Faça um horário de estudo;

2- Faça síntese do que você estudar;

3- Responda muitas questões dos assuntos estudados;

4- Não deixe para estudar apenas quando o edital for lançado, estude para que

QUANDO o edital for lançado você esteja bem preparado;

5- Separe um tempo para se divertir, o tempo de descanso também é importante no

aprendizado;

Seguindo essas dicas você conseguirá ter um bom desemprenho. Concurseiro

gostaríamos de lembra que esse material comentado é protegido por DIREITOS

AUTORAIS de acordo com a lei 9.610 e que qualquer reprodução dele sem a

autorização dos concurseiros de serviço social é considerado crime, na qual quem o

pratica está sujeito as devidas penalidades legais. Portanto pedimos que não

compartilhe esse material, nem com fins lucrativos e nem sem fins lucrativos.

Concurseiro logo a abaixo colocamos também um texto explicativo de todos os

materiais que temos, caso esteja interessado em algum desses materiais entre em

contato conosco.
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SOCIAL PARA CONCURSOS

Para adquirir qualquer desses materiais você deve entrar em contato


conosco via:

WhatsApp: 86998028617
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Material 1: PACOTÃO DE SERVIÇO SOCIAL PARA CONCURSOS

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O material possuí:

1- Apostila com 700 questões gabaritadas, das seguintes disciplinas:

 Direito Constitucional

 Direito Administrativo

 Direito Previdenciário

 Serviço Social

2- Recebera também nossa apostila de português para concursos com conteúdo e


mais 200 questões

3- Apostila com as sínteses dos conteúdos de serviço social mais cobrado em


concursos.

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Material 2: APOSTILA DE SERVIÇO SOCIAL PARA OS TRIBUNAIS


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Essa Apostila é nosso material mais completo, ela foi elaborada para que
pretende fazer os concursos de tribunais para o cargo de assistente social.
Com esse material você terá acesso a:

1- Ele tem 400 questões de Serviço Social Comentada;


2- 400 Questões de Direito Administrativo todo comentado;
3- 350 de direito Constitucional Comentado;
4- 100 questões de Português gabaritadas;
5- Indicação de leitura dos textos mais cobrados em concursos.

Com esse material você terá 1200 questões detalhadamente comentadas e


ficará bem preparado para os concursos de tribunais de todo país.

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Com esse material você terá um excelente resumo de um assunto que é cobrado
em todo concursos de serviço social, em todos os editais de concursos você
encontrará os Fundamentos Históricos, Teóricos e Metodológicos do Serviço
Social sendo cobrado, dessa forma com esse material você terá acesso a:

1. TRAJETÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL NO MUNDO


2. TRAJETÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL
3. MOTIVOS PARA O SERVIÇO SOCIAL BRASILEIRO BUSCAR
INSPIRAÇÃO NO SERVIÇO SOCIAL NORTE AMERICANO

4. A INFLUÊNCIA NORTE AMERICANA NO SERVIÇO SOCIAL BRASILEIRO


5. A EVOLUÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL BRASILEIRO E SEUS GANHOS (

6. CRISE DO SERVIÇO SOCIAL TRADICIONAL

7. O MOVIMENTO DE RECONCEITUAÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL


BRASILEIRO

8. INSTITUCIONALIZAÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NA AMÉRICA LATINA

9. MOVIMENTO DE RECONCEITUAÇÃO NA AMÉRICA LATINA


10. A INFLUÊNCIA DAS CORRENTES TEÓRICAS E FILOSÓFICAS NA
CONSTRUÇÃO TEÓRICO-METODOLÓGICA DO SERVIÇO SOCIAL

11. OS FUNDAMENTOS DO SERVIÇO SOCIAL NA CONTEMPORANEIDADE


Todos esses conteúdos custam apenas R$10,00!!

Material 4: 220 QUESTÕES DE SERVIÇO SOCIAL DA CESPE UNB


COMENTADAS

Valor: R$10,00

Com esse material você terá acesso a 220 QUESTÕES DE SERVIÇO SOCIAL
DA CESPE/UNB detalhadamente comentadas. Dessa forma ficará bem
preparado para toos os concursos de serviço social que essa banca elaborar,
tendo em vista que atualmente ela é a banca que mais elabora concursos de
serviço social a nível nacional.

Material 5: Resumão de Questão Social

Valor: R$10,00

Com esse material você terá:

*Surgimento da Expressão “Questão Social”


*Conceito de Questão Social
*Velha Questão Social x Nova Questão Social
Abordagem dos diferentes autores

1-José Paulo Netto

2-Marilda Iamamoto

3-Esquema da Questão Social baseado em Iamamoto

4-Maria Carmelita Yazbeck

5-Ana Elizabete Mota

6-Robert Castel

7-Pierre Rosavallon

*Questão Social: objeto de trabalho do Serviço Social


*Questões comentadas

*Simulado com Questões

Material 6: Resumão do Projeto Ético Político do Serviço Social


Valor: R$10,00

Com esse material você terá acesso a:

1-Ontologia do Ser Social de Marx (BARROCO)

2-Ethos Profissional (BARROCO)

3-Natureza da ética profissional (BARROCO)

4-Projetos Coletivos: Projetos profissionais, Projetos societários

5-Histórico do Projeto Ético-político

 Congresso da Virada em 1979

 Revisão Curricular de 1982

 Código de Ética de 1986

 Código de Ética de 1993

6-Questões Comentadas das bancas:

 Cespe UNB

 FGV

7- Estrutura Básica do projeto ético-político

 Núcleo

 Dimensão Política

 Usuários

8- Questões Comentadas das bancas:

 Cespe/UNB

 COPESE

9-Projeto ético-político

10-Componentes que materializam o projeto ético-político (BRAZ)


11-Dimensão da produção de conhecimentos no interior do Serviço Social

12-Dimensão político-organizativa da profissão:

13-Dimensão jurídico-política da profissão;

14- Questões comentadas das bancas:

 NUCEPE

 CESPE/UNB

 CESGRANRIO

15- Simulado com questões de concurso sobre o Projeto Ético Político

(Mais de 40 questões gabaritadas)

Todos os materiais acima mencionados são vendidos apenas em


formato PDF e a forma de pagamento deles é via deposito ou
transferência bancária. Para comprar você deve transferir ou
depositar os referidos valores na conta de um dos administradores do
blog Concurseiros de Serviço Social e após isso deve tirar uma foto do
comprovante e enviar via e-mail ou WhatsApp, na hora que
recebermos seu comprovante, enviamos a você seu material.

WhatsApp: 86998028617
Email: concurseirosdeservicosocial@gmail.com
Sumário:
 CAPÍTULO I : Das Definições e dos Objetivos ( Art.1 ao Art. 3)

 CAPÍTULO II : Dos Princípios e das Diretrizes ( Art.4 ao Art. 5)

 CAPÍTULO III: Da Organização e da Gestão (Art. 6 ao Art.19)

 CAPÍTULO IV: Dos Benefícios, dos Serviços, dos Programas e dos Projetos de

Assistência Social (Art. 20 ao Art.26)

 CAPÍTULO V: Do Financiamento da Assistência Social (Art. 27 ao Art.30)

 CAPÍTULO VI: Das Disposições Gerais e Transitórias (Art. 31 ao Art.42)

 QUESTÕES DE CONCURSO DE SERVIÇO SOCIAL COMENTADAS (Tema:

LOAS)
LOAS COMENTADA
Caro Concurseiro de Serviço, esse material possuí os 42 artigos da lei orgânica

de assistência social, possuí comentários e possuí questões. Antes de começar a

estudar esse material atente-se a alguns detalhes e eles são:

1- O texto vem com marcações em vermelho, elas servem para que você leia com muita
atenção o que está marcado, pois são as partes que os concursos de serviço social mais cobram
e muitas vezes tentam confundir o candidato modificando termos, então bastante atenção nos
trechos em vermelhos;

2- Tudo que é cobrado em concurso em relação a LOAS está com comentários nos quadros a
baixo, memorize esses comentários para não errar mais as questões de serviço social;

3- Responda as questões no final da apostila, elas te ajudarão em seu aprendizado.

LEI ORGÂNICA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL

CAPÍTULO I

Das Definições e dos Objetivos

Art. 1º A assistência social, direito do cidadão e dever do Estado, é Política de Seguridade


Social não contributiva, que provê os mínimos sociais, realizada através de um conjunto
integrado de ações de iniciativa pública e da sociedade, para garantir o atendimento às
necessidades básicas.

O primeiro artigo é um dos mais cobrado em concursos, nele é importante que você saiba quê:

1) A assistência social é um Direito (muitas bancas mudam essa parte da lei para tentar induzir o
candidato ao erro);
2) O dever é do Estado, ou seja, é dele a primazia e a obrigação na execução da política de
assistência social;
3) A assistência Social está inserida na Política se Seguridade Social, que é composta pelo tripé:
Assistência Social, Saúde e Previdência.
4) A assistência social é não contributiva, ou seja, não necessita uma contribuição por parte do
usuário para ter direito a ela. A contribuição na Política de Seguridade Social ocorre apenas na
Previdência Social, mas a Saúde e a Assistência Social não exigem contribuição prévia para
receber a prestação de serviço ou benefícios;
5) Quando se menciona os mínimos sociais é importante que você saiba que:
 Os mínimos sociais foram introduzidos na agenda política brasileira na década de 1990;
 O Benefício de Prestação Continuada (BPC) foi o primeiro mínimo social não contributivo
garantido pela Constituição Federal;
 Os mínimos sociais no Brasil significam que o cidadão deve ter direito a um mínimo para
sua subsistência, é uma resposta aos efeitos da pobreza absoluta.

Art. 2o A assistência social tem por objetivos:

Lembre-se que a Assistência Social tem TRÊS objetivos, memorize eles, pois são bastante
cobrados em concursos, ele são:
 Proteção Social
 Defesa dos Direitos; e
 Vigilância Socioassistêncial;

I - a proteção social, que visa à garantia da vida, à redução de danos e à prevenção da


incidência de riscos, especialmente:

a) a proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice;

Quando a lei menciona Proteção Social, ela menciona cinco aspectos, que essa proteção social
deve abranger, é importante ressaltar que essa “proteção” só ficou melhor definida após 2004 com
a nova política de Assistência Social e com as NOBs/SUAS em 2005, que significaram um ganho
na definição do que era a proteção social, dessa forma é necessário entender quê:
 A família depois da CF/88 passa a ser segundo Fontenele a base de tudo na sociedade
brasileira, dessa forma a família ganha novo conteúdo, passa a ser entendida por vários
conceitos, principalmente no tocante ao reconhecimento dos direitos da mulher, das
crianças/adolescentes e dos diversos formatos de famílias, não mais exclusivamente
aquelas constituídas sob a legitimidade do casamento legal.
 Ao se mencionar a maternidade a lei não mencionar a proteção gestação e o parto. Essa
proteção a maternidade deve ser entendida também como a defesa do direito da mulher de
exercer seu papel de mãe.
 Quando é mencionada a proteção a infância e adolescência na lei, é importante frisar que
essa deve ser vista visando a convivência familiar e comunitária.
 A defesa da velhice deve também deve ser vista como a defesa a vida, sendo esses sujeitos
de direitos, e com direito a convivência familiar e comunitária.

b) o amparo às crianças e aos adolescentes carentes;

Mencionar o amparo é assumir e prover a proteção social que a família, em determinado momento,
não está conseguindo garantir. É importante fazer uma ponte entre a LOAS e o ECA, onde
segundo o artigo 23 do ECA, a falta de recursos financeiros não se constitui como motivo para a
destituição do poder familiar. Caso a família não esteja em condições de dar a criança ou ao
adolescente meios para o seu pleno desenvolvimento, essa família deve ser empoderada, para
recuperar sua capacidade protetiva.

c) a promoção da integração ao mercado de trabalho;

Ao se falar em promoção da integração ao mercado de trabalho, se menciona que o sujeito possa


chegar as mesmas condições de “competição” no mercado de trabalho que os outros sujeitos que
tiveram acesso a meios de pleno desenvolvimento através do capital cultural, dessa forma o
indivíduo deve ter acesso a um aparato que o coloque em igual condição de competição no
mercado de trabalho.

d) a habilitação e reabilitação das pessoas com deficiência e a promoção de sua integração à


vida comunitária; e
O BPC significou um grande avanço no auxílio da integração à vida comunitária da pessoa com
deficiência, entretanto ele sozinho não é suficiente, dessa forma essa promoção de sua integração à
vida comunitária deve abranger um sistema educacional inclusivo, com escolas plurais, inclusivas,
e participação em atividades de esporte, lazer e cultura. A vida comunitária é a expressão da vida
inclusiva.

e) a garantia de 1 (um) salário-mínimo de benefício mensal à pessoa com deficiência e ao idoso que
comprovem não possuir meios de prover a própria manutenção ou de tê-la provida por sua família;

É importante mencionar que os critérios para se conseguir tal benefício são:


 Não ter renda própria, o usuário não pode receber nenhum benefício previdenciário.
 A família do idoso ou do deficiente também não deve ter meios de prover sua manutenção;
 A renda familiar do idoso ou do deficiente não deve ser superior a ¼ do salário-mínimo per
capita.
 O idoso deve ter no mínimo 65 anos de idade;
 O deficiente deve ter uma deficiência de longa permanência (superior a 2 anos) e deve ser
impeditiva de sua plena participação na sociedade.

II - a vigilância socioassistencial, que visa a analisar territorialmente a capacidade protetiva das


famílias e nela a ocorrência de vulnerabilidades, de ameaças, de vitimizações e danos;

A vigilância ganhou força com a Política Nacional de Assistência Social, dessa forma ela deve ser
vista como uma forma de se conhecer a realidade social, esse conhecimento subsidiará a
formulação e a implantação de políticas públicas.

III - a defesa de direitos, que visa a garantir o pleno acesso aos direitos no conjunto das provisões
socioassistenciais.

Esse objetivo frisa a defesa dos direitos, ou seja, contrariando a perspectiva anterior da assistência
social vista como benemerência.
Parágrafo único: Para o enfrentamento da pobreza, a assistência social realiza-se de forma
integrada às políticas setoriais, garantindo mínimos sociais e provimento de condições para atender
contingências sociais e promovendo a universalização dos direitos sociais.

É fundamental saber que a assistência social não pode estar desarticulada das demais políticas
setoriais. A assistência social não se basta. Ela precisa estar integrada às outras políticas setoriais
para que a pobreza seja enfrentada e os mínimos sociais sejam garantidos.

Art. 3o Consideram-se entidades e organizações de assistência social aquelas sem fins lucrativos
que, isolada ou cumulativamente, prestam atendimento e assessoramento aos beneficiários
abrangidos por esta Lei, bem como as que atuam na defesa e garantia de direitos.

A definição do que são Organizações de assistência social foi estabelecida com a lei 12.101 de
2009, onde segundo essa lei as entidades que a lei menciona devem trabalhar nas áreas da: Saúde,
Educação e Assistência Social, desde que atendam todos os critérios que a lei menciona. Dessa
forma tanto as entidades de atendimentos, assessoramento ou garantia de direito, deve seguir o que
está estabelecido na referida lei e trabalhar nas áreas por ela mencionada.

§ 1o São de atendimento aquelas entidades que, de forma continuada, permanente e planejada,


prestam serviços, executam programas ou projetos e concedem benefícios de prestação social
básica ou especial, dirigidos às famílias e indivíduos em situações de vulnerabilidade ou risco
social e pessoal, nos termos desta Lei, e respeitadas as deliberações do Conselho Nacional de
Assistência Social (CNAS), de que tratam os incisos I e II do art. 18.

§ 2o São de assessoramento aquelas que, de forma continuada, permanente e planejada, prestam


serviços e executam programas ou projetos voltados prioritariamente para o fortalecimento
dos movimentos sociais e das organizações de usuários, formação e capacitação de lideranças,
dirigidos ao público da política de assistência social, nos termos desta Lei, e respeitadas as
deliberações do CNAS, de que tratam os incisos I e II do art. 18.

§ 3o São de defesa e garantia de direitos aquelas que, de forma continuada, permanente e planejada,
prestam serviços e executam programas e projetos voltados prioritariamente para a defesa e
efetivação dos direitos socioassistenciais, construção de novos direitos, promoção da cidadania,
enfrentamento das desigualdades sociais, articulação com órgãos públicos de defesa de
direitos, dirigidos ao público da política de assistência social, nos termos desta Lei, e respeitadas
as deliberações do CNAS, de que tratam os incisos I e II do art. 18.

CAPÍTULO II

Dos Princípios e das Diretrizes

SEÇÃO I

Dos Princípios

Art. 4º A assistência social rege-se pelos seguintes princípios:

I - supremacia do atendimento às necessidades sociais sobre as exigências de rentabilidade


econômica;

Esse inciso deixa claro que são as necessidades sociais que determinam a lógica da política da
assistência, e não a questão econômica (tome cuidado pois muitas questões de concurso tentam
confundir o candidato nesse ponto). Esse é um princípio forte na LOAS e ele é uma forma de
superar a forma que a assistência social era prestada desde do início da década de 1930 no Brasil,
onde “só pode participar do programa se estiver trabalhando”.

II - universalização dos direitos sociais, a fim de tornar o destinatário da ação assistencial


alcançável pelas demais políticas públicas;

Esse inciso deixa claro a intenção de se universalizar os direitos sociais e também que exista uma
integração das políticas públicas, para que o sujeito seja atendido por todas, ou seja, reconhece-se
aqui que a assistência social não pode substituir as outras políticas, de forma que o usuário dessa
deve ser alcançado por todas.

III - respeito à dignidade do cidadão, à sua autonomia e ao seu direito a benefícios e serviços de
qualidade, bem como à convivência familiar e comunitária, vedando-se qualquer comprovação
vexatória de necessidade;

Nesse inciso percebe-se alguns pontos muito importantes, e são eles:


1) A assistência social deve respeitar a dignidade do cidadão, ele deve ser visto como sujeito de
direitos, deve ter sua opinião respeitada e não pode ter sua vida “invadida” em uma perspectiva
fiscalizadora.
2) Ele tem direito a uma prestação de serviço de qualidade, ou seja, o serviço prestado a eles não
pode ser executado de qualquer forma.
3) Não se pode exigir uma comprovação vexatória de necessidade, ou seja, o sujeito não pode ser
colocado em situação de discriminação por sua condição de falta de recursos materiais.
4) O cidadão, independente de seus recursos econômicos, deve ter direito a convivência familiar
comunitária, a falta de recurso não é motivo para o afastar da convivência em sociedade e para tirar
dele esse direito.

IV - igualdade de direitos no acesso ao atendimento, sem discriminação de qualquer natureza,


garantindo-se equivalência às populações urbanas e rurais;

Esse inciso confirma o que está no posto na Constituição Federal de 1988, onde se afirma que
todos são iguais perante a lei, dessa forma não são permitidas descriminações de nenhum tipo.

V - divulgação ampla dos benefícios, serviços, programas e projetos assistenciais, bem como
dos recursos oferecidos pelo Poder Público e dos critérios para sua concessão.

A população tem direito a conhecer quais serviços e benefícios ela pode usufruir, dessa forma deve
haver uma ampla divulgação desses e deve se divulgar também os critérios para se ter acesso a
esses benefícios, serviços, programas e projetos assistenciais.

SEÇÃO II

Das Diretrizes

Art. 5º A organização da assistência social tem como base as seguintes diretrizes:

I- descentralização político-administrativa para os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, e


comando único das ações em cada esfera de governo;

Antes da promulgação da Constituição de 1988, a assistência social não era dever do Estado e
tinha na caridade e na filantropia sua forma de atuar. Dessa forma o atual Artigo 5º da LOAS veio
para definir e confirmar o papel e o dever do Estado na política de assistência social, dessa forma
ele deixa claro o rompimento com qualquer possibilidade de comando que não seja do Estado. O
Inciso I do artigo vai definir a descentralização da política de assistência social. Estados, Distrito
Federal e municípios passam a fazer a gestão da assistência social a partir do que definiu a LOAS.
Em 1996, inicia-se a chamada estadualização da assistência social, e somente a partir do fim de
1998 é que se efetiva o início da municipalização.
Em relação ao comando único a LOAS qualificou a descentralização político-administrativa com a
diretriz do Comando Único, que significa, de forma geral, a unidade de comando na gestão da
política pública de assistência social, que deve ser feita em sua totalidade sob responsabilidade de
um único órgão gestor, na respectiva esfera de governo, abrangendo a gestão dos serviços,
programas, projetos e benefícios socioassistenciais, a gestão financeira de todos os recursos
destinados à assistência social e coordenação dos trabalhadores que atuam na política de
assistência social. A previsão de comando único em cada esfera de governo contribui para
extinguir práticas fragmentadas, desarticuladas e sobrepostas realizadas por várias áreas ou órgãos
gestores. Visa também possibilitar a identificação da política de assistência social como política
setorial, de garantia do direito constitucional à assistência social. Para isso, torna-se fundamental
que um único órgão da administração pública em cada esfera de governo realize a gestão das ações
relacionadas à política de assistência social, ou seja, a implantação do SUAS, coordenando suas
ações, financiamento e seus trabalhadores.

II - participação da população, por meio de organizações representativas, na formulação das


políticas e no controle das ações em todos os níveis;

Esse inciso prega que a população participe efetivamente da política de assistência social e que
possa contribuir na formulação das políticas e no controle das ações em todos os níveis, é
importante ressaltar que essa participação se dar por meio das organizações representativas como
os sindicatos, associação de moradores etc.

III - primazia da responsabilidade do Estado na condução da política de assistência social em


cada esfera de governo.

Esse é um inciso que mais uma vez reafirma que o Estado é o responsável pela condução da
política de assistência social.
CAPÍTULO III

Da Organização e da Gestão

Art. 6o A gestão das ações na área de assistência social fica organizada sob a forma de sistema
descentralizado e participativo, denominado Sistema Único de Assistência Social (Suas), com
os seguintes objetivos:

I - consolidar a gestão compartilhada, o cofinanciamento e a cooperação técnica entre os entes


federativos que, de modo articulado, operam a proteção social não contributiva;

O inciso reafirma que a União, os Estados, os Municípios e o Distrito Federal devem de forma
integrada consolidar uma gestão compartilhada, devem todos contribuir no financiamento e na
cooperação técnica da proteção social não contributiva, tudo isso de forma articulada.

II - integrar a rede pública e privada de serviços, programas, projetos e benefícios de assistência

social, na forma do art. 6o-C;

O SUAS deve conhecer a rede pública e privada de serviços, programas, projetos e benefícios de
assistência social e fazer uma articulação com elas.

III - estabelecer as responsabilidades dos entes federativos na organização, regulação,


manutenção e expansão das ações de assistência social;

Cada ente federativo (União, Estados, Municípios e Distrito Federal) deve ter suas
responsabilidades estabelecidas no que diz respeito a organização, regulação, manutenção e
expansão das ações sociais, dessa forma o sistema ficará mais organizado.

IV - definir os níveis de gestão, respeitadas as diversidades regionais e municipais;

Os níveis de gestão do SUAS devem ser definidos e não se pode deixar de mencionar que devem
ser respeitadas as diversidades regionais e municipais, ou seja, cada local tem suas particularidades
e essas devem ser levadas em contas, não se pode olhar por uma única perspectiva, sem considerar
as características de cada região.

V - implementar a gestão do trabalho e a educação permanente na assistência social;

A gestão do trabalho se configura como área de abrangência do SUAS que trata do trabalho e dos
trabalhadores, produzindo e disseminando conhecimentos direcionados ao desenvolvimento de
competências técnicas, aprimorando a gestão e a qualidade da oferta dos serviços. A educação
permanente diz respeito a formação de pessoas, visando dotá-las de ferramentas cognitivas e
operativas que as tornem capazes de construir suas próprias identidades.

VI - estabelecer a gestão integrada de serviços e benefícios; e

Como o próprio inciso cita, os benefícios e serviços devem ser integrados pelo SUAS.

VII - afiançar a vigilância socioassistencial e a garantia de direitos.

§ 1o As ações ofertadas no âmbito do Suas têm por objetivo a proteção à família, à maternidade,
à infância, à adolescência e à velhice e, como base de organização, o território.

O parágrafo é importante, pois avança em direção à proteção à família, e não apenas a segmentos
da família. Houve também um avanço que foi a organização da ação com base no território,
deixando para trás a prática das ações dispersas e desorganizadas.

§ 2o O Suas é integrado pelos entes federativos, pelos respectivos conselhos de assistência social e
pelas entidades e organizações de assistência social abrangidas por esta Lei.

Sempre são cobradas em concurso as partes que integram o SUAS, então aprenda e nunca mais
esqueça, pois elas são:
1)Entes Federativos: União, Estados, Municípios e Distrito Federal;
2)Conselhos de Assistência Social;
3) Organizações de assistência social abrangidas pela lei.
§ 3o A instância coordenadora da Política Nacional de Assistência Social é o Ministério do
Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome é o responsável pela coordenadora da


Política Nacional de Assistência Social, prestem atenção pois esse paragrafo já foi cobrado em
inúmeros concursos de serviço social e não confundam coordenação com gestão.

Art. 6o-A.A assistência social organiza-se pelos seguintes tipos de proteção:

I - proteção social básica: conjunto de serviços, programas, projetos e benefícios da assistência


social que visa a prevenir situações de vulnerabilidade e risco social por meio do
desenvolvimento de potencialidades e aquisições e do fortalecimento de vínculos familiares e
comunitários;

O CRAS é o principal equipamento de desenvolvimento dos serviços socioassistenciais da


Proteção Social Básica. Constitui espaço de concretização dos direitos socioassistenciais nos
territórios, materializando a política de assistência social. A proteção social básica visa:
1) Prevenir situações de vulnerabilidade e risco social por meio do desenvolvimento de
potencialidades;
2) Fortalecer os vínculos familiares e comunitários;

II - proteção social especial: conjunto de serviços, programas e projetos que tem por objetivo
contribuir para a reconstrução de vínculos familiares e comunitários, a defesa de direito, o
fortalecimento das potencialidades e aquisições e a proteção de famílias e indivíduos para o
enfrentamento das situações de violação de direitos.

A proteção social especial é a modalidade de atendimento assistencial destinada a famílias e


indivíduos que se encontram em situação de risco pessoal e social por ocorrência de abandono,
maus tratos físicos e/ou psíquicos, abuso sexual, uso de substâncias psicoativas, cumprimento de
medidas sócio-educativas, situação de rua, situação trabalho infantil, entre outras. São situações
que requerem acompanhamento individual e maior flexibilidade nas soluções protetivas,
comportam encaminhamentos monitorados, apoios e processos que assegurem qualidade na
atenção protetiva e efetividade na reinserção almejada. Os serviços de proteção especial têm
estreita interface com o sistema de garantia de direitos, exigindo muitas vezes uma gestão mais
complexa e compartilhada com o Poder Judiciário, Ministério Público e outros órgãos e ações do
Executivo.

Parágrafo único. A vigilância socioassistencial é um dos instrumentos das proteções da assistência


social que identifica e previne as situações de risco e vulnerabilidade social e seus agravos no
território.

Atente-se as duas características que o parágrafo cita:


1) Identificação de risco e vulnerabilidade;
2)Prevenção de riscos e vulnerabilidade social.
Essas características são muito cobradas em concursos de serviço social!

Art. 6o-B.As proteções sociais básica e especial serão ofertadas pela rede socioassistencial, de
forma integrada, diretamente pelos entes públicos e/ou pelas entidades e organizações de
assistência social vinculadas ao Suas, respeitadas as especificidades de cada ação.

§ 1o A vinculação ao Suas é o reconhecimento pelo Ministério do Desenvolvimento Social e


Combate à Fome de que a entidade de assistência social integra a rede socioassistencial.

§ 2o Para o reconhecimento referido no § 1o, a entidade deverá cumprir os seguintes requisitos:

I - constituir-se em conformidade com o disposto no art. 3o;

II - inscrever-se em Conselho Municipal ou do Distrito Federal, na forma do art. 9o;

III - integrar o sistema de cadastro de entidades de que trata o inciso XI do art. 19.

Concurseiro de serviço fiquem atentos a esses três requisitos mencionados no§ 2o que são
necessário para que uma entidade seja reconhecida como de assistência social que integra a rede
sócioassistencial.

§ 3o As entidades e organizações de assistência social vinculadas ao Suas celebrarão convênios,


contratos, acordos ou ajustes com o poder público para a execução, garantido financiamento
integral, pelo Estado, de serviços, programas, projetos e ações de assistência social, nos limites da
capacidade instalada, aos beneficiários abrangidos por esta Lei, observando-se as disponibilidades
orçamentárias.

É importante ressaltar que esses convênios, contratos, acordos serão periodicamente revisados e
que o financiamento leva em consideração a capacidade de atendimento dos serviços, programas,
projetos e ações de assistência social.

§ 4o O cumprimento do disposto no § 3o será informado ao Ministério do Desenvolvimento


Social e Combate à Fome pelo órgão gestor local da assistência social.

Art. 6°-C. As proteções sociais, básica e especial, serão ofertadas precipuamente no Centro de
Referência de Assistência Social (Cras) e no Centro de Referência Especializado de
Assistência Social (Creas), respectivamente, e pelas entidades sem fins lucrativos de
assistência social de que trata o art. 3o desta Lei.

§ 1o O Cras é a unidade pública municipal, de base territorial, localizada em áreas com maiores
índices de vulnerabilidade e risco social, destinada à articulação dos serviços socioassistenciais no
seu território de abrangência e à prestação de serviços, programas e projetos socioassistenciais de
proteção social básica às famílias.

O CRAS é o lugar que possibilita, em geral, o primeiro acesso das famílias aos direitos
socioassistenciais e, portanto, à proteção social. Estrutura-se, assim, como porta de entrada dos
usuários da política de assistência social para a rede de Proteção Básica e referência para
encaminhamentos à Proteção Especial. Desempenha papel central no território onde se localiza ao
constituir a principal estrutura física local, cujo espaço físico deve ser compatível com o trabalho
social com famílias que vivem no seu território de abrangência e conta com uma equipe
profissional de referência. As principais atuação dos CRAS são:
 Presta serviços continuados de Proteção Social Básica de Assistência Social para famílias,
seus membros e indivíduos em situação de vulnerabilidade social, por meio do PAIF tais
como: acolhimento, acompanhamento em serviços socioeducativos e de convivência ou por
ações socioassistenciais, encaminhamentos para a rede de proteção social existente no
lugar onde vivem e para os demais serviços das outras políticas sociais, orientação e apoio
na garantia dos seus direitos de cidadania e de convivência familiar e comunitária;
 Articula e fortalece a rede de Proteção Social Básica local;
 Previne as situações de risco no território onde vivem famílias em situação de
vulnerabilidade social apoiando famílias e indivíduos em suas demandas sociais, inserindo-
os na rede de proteção social e promover os meios necessários para que fortaleçam seus
vínculos familiares e comunitários e acessem seus direitos de cidadania.

§ 2o O Creas é a unidade pública de abrangência e gestão municipal, estadual ou regional, destinada


à prestação de serviços a indivíduos e famílias que se encontram em situação de risco pessoal ou
social, por violação de direitos ou contingência, que demandam intervenções especializadas da
proteção social especial.

CREAS é o Centro Especializado de Assistência Social. É uma unidade pública estatal responsável
pela oferta de orientação e apoio especializados e continuados a indivíduos e famílias com seus
direitos violados. Para isso, envolve um conjunto de profissionais e processos de trabalho que
devem ofertar apoio e acompanhamento especializado. O principal objetivo é o resgate da família,
e dos direitos violados, potencializando sua capacidade de proteção aos seus membros. O principal
objetivo é o resgate da família, potencializando sua capacidade de proteção aos seus membros.
Fortalecer a autoestima dos indivíduos usuários, e seus familiares, para que haja fortalecimento
entre os membros da família dos usuários, e reinserção dos mesmos na sociedade.

§ 3o Os Cras e os Creas são unidades públicas estatais instituídas no âmbito do Suas, que possuem
interface com as demais políticas públicas e articulam, coordenam e ofertam os serviços, programas,
projetos e benefícios da assistência social.

Atente-se para o fato de que o Cras e os Creas são UNIDADES PÚBLICAS ESTATAIS, ou seja,
o Estado é o responsável por sua manutenção e os Cras e Creas não trabalham só, eles objetivam
uma articulação com as demais políticas, dessa forma os serviços prestados serão de mais
qualidade.

ATENÇÃO PARA AS DIFERENÇAS ENTRE CRAS E CREAS

 CREAS deve ter supervisão técnica;


 CREAS deve fazer atendimento temporário;

 CREAS deve ter relação com os CRAS das famílias atendidas;

 Se ele é especializado, precisa ser temático e sua equipe deve ter espaço continuado
para capacitação e estudo de casos;

 não pode haver CREAS generalista;

 sempre que citarem um CREAS, vale perguntar: especializado em quê?;

 pode ter um CREAS especializado em várias


desproteções/privações/vulnerabilidades.

Art. 6o-D.As instalações dos Cras e dos Creas devem ser compatíveis com os serviços neles
ofertados, com espaços para trabalhos em grupo e ambientes específicos para recepção e
atendimento reservado das famílias e indivíduos, assegurada a acessibilidade às pessoas idosas e
com deficiência.

Os Cras e Creas como instituições públicas estatais que trabalham com os direitos sociais, devem
ter condições físicas adequadas que propicie tanto um atendimento qualificado dos usuários, onde
os mesmos se sintam respeitado, assim como um ambiente adequado para que os recursos
humanos dos Cras e Creas tenham condições dignas de trabalho. É importante também que eles
sejam modelos de integração social, dessa forma os idosos e os deficientes devem ter condições de
acessar livremente essas instituições, não sendo a estrutura física impeditiva de suas participações.

Art. 6°-E. Os recursos do cofinanciamento do Suas, destinados à execução das ações continuadas
de assistência social, poderão ser aplicados no pagamento dos profissionais que integrarem as
equipes de referência, responsáveis pela organização e oferta daquelas ações, conforme
percentual apresentado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e aprovado
pelo CNAS.

Parágrafo único. A formação das equipes de referência deverá considerar o número de famílias
e indivíduos referenciados, os tipos e modalidades de atendimento e as aquisições que devem
ser garantidas aos usuários, conforme deliberações do CNAS.
Essa tabela é muito importante, ela vem sendo cada vez mais recorrente em concursos de
Serviço Social

Porte do Nº. mínimo de Famílias Capacidade de


Nº. Habitantes
município CRAS referenciadas Atendimento Anual

Até 20 mil
Pequeno Porte I 1 CRAS 2.500 500 famílias
habitantes

De 20 a 50 mil
Pequeno Porte II 1 CRAS 3.500 750 famílias
habitantes

De 50 a 100 mil
Médio Porte 2 CRAS 5.000 1.000 famílias
habitantes

De 100 a 900 mil


Grande Porte 4 CRAS 5.000 1.000 famílias
habitantes

Mais de 900 mil


Metrópole 8 CRAS 5.000 1.000 famílias
habitantes

Tabela retirada de :http://www.datacras.com/sobre-nos2/

Art. 7º As ações de assistência social, no âmbito das entidades e organizações de assistência social,
observarão as normas expedidas pelo Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), de que
trata o art. 17 desta lei.

Art. 8º A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, observados os princípios e


diretrizes estabelecidos nesta lei, fixarão suas respectivas Políticas de Assistência Social.

Esse artigo reafirma a descentralização que ganhou grande força com a Constituição Federal de
1988, dessa forma os entes passaram a poder fixar suas respectivas Políticas de Assistência Social,
entretanto sem desconsiderar as diretrizes da política nacional.

Art. 9º O funcionamento das entidades e organizações de assistência social depende de prévia


inscrição no respectivo Conselho Municipal de Assistência Social, ou no Conselho de
Assistência Social do Distrito Federal, conforme o caso.
§ 1º A regulamentação desta lei definirá os critérios de inscrição e funcionamento das entidades
com atuação em mais de um município no mesmo Estado, ou em mais de um Estado ou Distrito
Federal.

§ 2º Cabe ao Conselho Municipal de Assistência Social e ao Conselho de Assistência Social do


Distrito Federal a fiscalização das entidades referidas no caput na forma prevista em lei ou
regulamento.

§ 4º As entidades e organizações de assistência social podem, para defesa de seus direitos


referentes à inscrição e ao funcionamento, recorrer aos Conselhos Nacional, Estaduais,
Municipais e do Distrito Federal.

É importante ressaltar quais os pontos do artigo 9° são os mais cobrado em concursos:

1)As entidades e organizações de assistência social fazem suas inscrições e os Conselhos


Municipais de Assistência social decidem de acordo com critérios previamente estabelecido se a
inscrição foi Deferida ou Indeferida.
2) Caso as entidades e organizações assistenciais tenham suas inscrições INDEFERIDAS elas
podem recorrer da decisão.
3) Os conselhos são responsáveis pela FISCALIZAÇÃO.

Art. 10. A União, os Estados, os Municípios e o Distrito Federal podem celebrar convênios com
entidades e organizações de assistência social, em conformidade com os Planos aprovados pelos
respectivos Conselhos.

Esse artigo mais uma vez reafirma uma certa liberdade que União, os Estados, os Municípios e o
Distrito Federal têm, pois os mesmos podem celebrar os convênios com entidades e organizações
de assistência social, essas entidades podem ser privadas.

Art. 11. As ações das três esferas de governo na área de assistência social realizam-se de forma
articulada, cabendo a coordenação e as normas gerais à esfera federal e a coordenação e execução
dos programas, em suas respectivas esferas, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios.

Esse artigo é muito cobrado em concursos, desse artigo é importante ressaltar quê:
1) As ações se dão de forma ARTICULADA;
2) A esfera FEDERAL é a responsável pela COORDENAÇÃO e pela NORMAS GERAIS;
3) A esfera ESTADUAL, DISTRITAL E MUNICIPAL é responsável pela COORDENAÇÃO E
EXECUÇÃO DOS PROGRAMAS.

Art. 12. Compete à União:

I - responder pela concessão e manutenção dos benefícios de prestação continuada definidos no


art. 203 da Constituição Federal;

II - cofinanciar, por meio de transferência automática, o aprimoramento da gestão, os serviços, os


programas e os projetos de assistência social em âmbito nacional;

III - atender, em conjunto com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, às ações


assistenciais de caráter de emergência.

IV - realizar o monitoramento e a avaliação da política de assistência social e assessorar


Estados, Distrito Federal e Municípios para seu desenvolvimento.

É importante destacar nesse parágrafo quê:


 A união é que é RESPONSÁVEL por CONCEDER e MANTER o BPC;
 A união cofinancia, o aprimoramento da gestão, os serviços, os programas e os projetos de
assistência social em âmbito nacional, isso significa que a União, os Estados, Municípios e
Distrito Federal devem também colaborar nesse financiamento.
 Quando os Estados e Municípios estiverem passando por situações de emergência, a União
tem o dever de ajudá-los em relações as ações emergenciais de assistência social;
 Em relação a política de assistência social a União deve realizar o monitoramento, ou seja,
o acompanhamento dessa política e também deve realizar a avaliação dessa política.

Art. 12-A. A União apoiará financeiramente o aprimoramento à gestão descentralizada dos


serviços, programas, projetos e benefícios de assistência social, por meio do Índice de Gestão
Descentralizada (IGD) do Sistema Único de Assistência Social (Suas), para a utilização no âmbito
dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal, destinado, sem prejuízo de outras ações a serem
definidas em regulamento, a:

I - medir os resultados da gestão descentralizada do Suas, com base na atuação do gestor


estadual, municipal e do Distrito Federal na implementação, execução e monitoramento dos
serviços, programas, projetos e benefícios de assistência social, bem como na articulação
intersetorial;

II - incentivar a obtenção de resultados qualitativos na gestão estadual, municipal e do Distrito


Federal do Suas; e

Atente-se para o fato de que os resultados devem buscar ser QUALITATIVOS, muitas bancas de
concursos tentam confundir o candidato afirmando que apenas os resultados QUANTITATIVOS
devem ser estimulados.

III - calcular o montante de recursos a serem repassados aos entes federados a título de apoio
financeiro à gestão do Suas.

Os recursos públicos devem ser trabalhado com responsabilidade, dessa forma é necessário que
haja um calculo do montante necessário de recursos a serem repassados aos entes federados a
título de apoio financeiro à gestão do Suas, dessa forma os entes federados receberão a quantidade
necessária de recursos para a execução de suas atividades.

§ 1o Os resultados alcançados pelo ente federado na gestão do Suas, aferidos na forma de


regulamento, serão considerados como prestação de contas dos recursos a serem transferidos
a título de apoio financeiro.

§ 2o As transferências para apoio à gestão descentralizada do Suas adotarão a sistemática do


Índice de Gestão Descentralizada do Programa Bolsa Família, previsto no art. 8o da Lei

n°10.836, de 9 de janeiro de 2004, e serão efetivadas por meio de procedimento integrado àquele
índice.

§ 4o Para fins de fortalecimento dos Conselhos de Assistência Social dos Estados, Municípios e
Distrito Federal, percentual dos recursos transferidos deverá ser gasto com atividades de apoio
técnico e operacional àqueles colegiados, na forma fixada pelo Ministério do Desenvolvimento
Social e Combate à Fome, sendo vedada a utilização dos recursos para pagamento de pessoal
efetivo e de gratificações de qualquer natureza a servidor público estadual, municipal ou do
Distrito Federal.

As questões de concursos tentam confundir o candidato afirmando que se pode usar o percentual
dos recursos transferidos com pagamento de pessoal efetivo e com gratificações de qualquer
natureza e servidor público estadual, municipal e ou do Distrito Federal, mas fique atento pois é
VEDADO, PROIBIDO o uso desses recursos para esse fim.

Art. 13. Compete aos Estados:

I - destinar recursos financeiros aos Municípios, a título de participação no custeio do pagamento


dos benefícios eventuais de que trata o art. 22, mediante critérios estabelecidos pelos Conselhos
Estaduais de Assistência Social;

II - cofinanciar, por meio de transferência automática, o aprimoramento da gestão, os serviços,


os programas e os projetos de assistência social em âmbito regional ou local;

III - atender, em conjunto com os Municípios, às ações assistenciais de caráter de emergência;

IV - estimular e apoiar técnica e financeiramente as associações e consórcios municipais na


prestação de serviços de assistência social;

V - prestar os serviços assistenciais cujos custos ou ausência de demanda municipal


justifiquem uma rede regional de serviços, desconcentrada, no âmbito do respectivo Estado.

VI - realizar o monitoramento e a avaliação da política de assistência social e assessorar os


Municípios para seu desenvolvimento.

Aprender sobre a competência dos Estados é simples, pois se você analisar todos os incisos verá
que cinco deles referem-se a uma prestação de serviço ou auxílio ao município, então quando as
questões de concursos se referirem a competência dos Estados, lembre-se que eles devem prestar
ajuda aos municípios.

Art. 14. Compete ao Distrito Federal:

I - destinar recursos financeiros para custeio do pagamento dos benefícios eventuais de que trata o
art. 22, mediante critérios estabelecidos pelos Conselhos de Assistência Social do Distrito Federal;

II - efetuar o pagamento dos auxílios natalidade e funeral;

III - executar os projetos de enfrentamento da pobreza, incluindo a parceria com organizações


da sociedade civil;

IV - atender às ações assistenciais de caráter de emergência;


V - prestar os serviços assistenciais de que trata o art. 23 desta lei.

VI - cofinanciar o aprimoramento da gestão, os serviços, os programas e os projetos de assistência


social em âmbito local;

VII - realizar o monitoramento e a avaliação da política de assistência social em seu âmbito.

Atente-se ao fato de que a competência do Distrito Federal possuí características das competências
dos Estados e dos Municípios.

Art. 15. Compete aos Municípios:

I - destinar recursos financeiros para custeio do pagamento dos benefícios eventuais de que
trata o art. 22, mediante critérios estabelecidos pelos Conselhos Municipais de Assistência Social;

É importante conhecer o que são os benefícios eventuais e eles são:


São benefícios de caráter suplementar e provisório prestados aos cidadãos e às famílias em virtude
de nascimento, morte e outras situações de vulnerabilidade temporária e de calamidade pública,
conforme estabelece a Lei nº 8.742, de 07/12/1993 – Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS)
em seu art. 22, a Resolução CNAS nº 212, de 19/10/2006 e o Decreto nº 6.307, de 14/12/2007.

Atente-se que não são considerados benefícios eventuais:


 As provisões relativas a programas, projetos, serviços e benefícios diretamente vinculados
ao campo da saúde, educação, integração nacional e das demais políticas setoriais. (art. 9º
do Decreto nº 6.307) .

II - efetuar o pagamento dos auxílios natalidade e funeral;

III - executar os projetos de enfrentamento da pobreza, incluindo a parceria com organizações da


sociedade civil;

Esse inciso vem para reafirmar o que está posto na Constituição Federal nos seguintes artigos:
 Art. 3 (CF/88) : Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: III -
erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais
 Art. 23 (CF/88): É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios: X- combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo
a integração social dos setores desfavorecidos;

IV - atender às ações assistenciais de caráter de emergência;

Os municípios não podem eximir-se da responsabilidade de atender às ações assistenciais de


caráter emergencial, quando essas ocorrerem o município deve prontamente atender a essas ações
de caráter emergencial e posteriormente os Estados e a União devem o auxiliar também.

V - prestar os serviços assistenciais de que trata o art. 23 desta lei.

Os serviços que o artigo 23 menciona entende-se por: serviços socioassistenciais as atividades


continuadas que visem à melhoria de vida da população e cujas ações, voltadas para as
necessidades básicas, observem os objetivos, princípios e diretrizes estabelecidos nesta Lei.

VI - cofinanciar o aprimoramento da gestão, os serviços, os programas e os projetos de assistência


social em âmbito local;

Esse cofinanciamento mencionado no inciso VI deve ocorrer de forma conjunta entre: União,
Estados, Distrito Federal e Município.

VII - realizar o monitoramento e a avaliação da política de assistência social em seu âmbito.

É importante que você conheça os conceitos de Monitoramento e Avaliação, para que quando uma
prova de concurso citar um exemplo do que é um monitoramento e uma avaliação na política de
assistência social você não erre.
 Monitoramento: Segundo Jannuzzi (2009) tem o propósito de subsidiar os gestores com
informações mais simples e tempestivas sobre a operação e os efeitos do programa,
resumidas em painéis ou sistemas de indicadores de monitoramento.
 Avaliação: tem o propósito de subsidiar os gestores com informações mais aprofundadas e
detalhadas sobre o funcionamento e os efeitos do programa, levantadas nas pesquisas de
avaliação.
Art. 16. As instâncias deliberativas do Suas, de caráter permanente e composição paritária entre
governo e sociedade civil, são:

I - o Conselho Nacional de Assistência Social;

II - os Conselhos Estaduais de Assistência Social;

III - o Conselho de Assistência Social do Distrito Federal;

IV - os Conselhos Municipais de Assistência Social.

O Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) foi instituído pela Lei no 8.742/93, Lei
Orgânica da Assistência Social (Loas). Possui composição paritária entre governo e sociedade civil
e está vinculado à estrutura do Ministério de Desenvolvimento Social.

A Loas foi instituída para reconhecer os direitos sociais no país, ao estabelecer um conjunto de
garantias fundamentais (benefícios e serviços socioassistenciais). Atua com a Política Nacional da
Assistência Social (PNAS), que tem entre as funções convocar a Conferência Nacional de
Assistência Social, que já completou nove edições.

A assistência social, compreendida como política pública, direito do cidadão e dever do Estado, se
consolida com a regulamentação da Loas. No artigo 16, a lei determina a criação dos conselhos de
assistência social nas três esferas governamentais, que devem funcionar dentro de um sistema
descentralizado e participativo, de caráter permanente e composição paritária entre governo e
sociedade civil. São eles: o CNAS; os Conselhos Estaduais de Assistência Social; o Conselho de
Assistência Social do Distrito Federal; e os Conselhos Municipais de Assistência Social.

Segundo seu regimento interno, o CNAS deve exercer o controle social, no âmbito público e
privado, além da atuar na formulação e no controle da política nacional de assistência social. Entre
as competências do CNAS, estão: formular estratégias e atuar no controle da política pública de
assistência social; controlar a atuação do setor privado na área da assistência social; elaborar
cronograma de transferências de recursos financeiros da União para os demais entes federativos.

O conselho possui um colegiado composto por 18 membros titulares e respectivos suplentes,


nomeados pelo presidente da República, cujos nomes são indicados ao MDS. Metade dos
conselheiros representa o poder público. A outra parte representa, igualmente, representantes de
usuários ou de organizações de usuários da assistência social; entidades e organizações da
assistência social; e trabalhadores do setor da assistência social. O CNAS reúne-se,
ordinariamente, uma vez por mês.

Então lembre-se:
 São 18 membros titulares e seus respectivos suplentes;
 As reuniões ocorrem uma vez por mês.

Parágrafo único. Os Conselhos de Assistência Social estão vinculados ao órgão gestor de


assistência social, que deve prover a infraestrutura necessária ao seu funcionamento,
garantindo recursos materiais, humanos e financeiros, inclusive com despesas referentes a
passagens e diárias de conselheiros representantes do governo ou da sociedade civil, quando
estiverem no exercício de suas atribuições.

Em síntese o paragrafo afirma que os conselhos devem ter condições de se mater.

Art. 17. Fica instituído o Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), órgão superior de
deliberação colegiada, vinculado à estrutura do órgão da Administração Pública Federal responsável
pela coordenação da Política Nacional de Assistência Social, cujos membros, nomeados pelo
Presidente da República, têm mandato de 2 (dois) anos, permitida uma única recondução por
igual período.

§ 1º O Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) é composto por 18 (dezoito) membros


e respectivos suplentes, cujos nomes são indicados ao órgão da Administração Pública Federal
responsável pela coordenação da Política Nacional de Assistência Social, de acordo com os critérios
seguintes:

I - 9 (nove) representantes governamentais, incluindo 1 (um) representante dos Estados e 1


(um) dos Municípios;

II - 9 (nove) representantes da sociedade civil, dentre representantes dos usuários ou de


organizações de usuários, das entidades e organizações de assistência social e dos trabalhadores do
setor, escolhidos em foro próprio sob fiscalização do Ministério Público Federal.

§ 2º O Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) é presidido por um de seus integrantes,


eleito dentre seus membros, para mandato de 1 (um) ano, permitida uma única recondução por
igual período.
§ 3º O Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) contará com uma Secretaria-
Executiva, a qual terá sua estrutura disciplinada em ato do Poder Executivo.

§ 4o Os Conselhos de que tratam os incisos II, III e IV do art. 16, com competência para
acompanhar a execução da política de assistência social, apreciar e aprovar a proposta orçamentária,
em consonância com as diretrizes das conferências nacionais, estaduais, distrital e municipais, de
acordo com seu âmbito de atuação, deverão ser instituídos, respectivamente, pelos Estados, pelo
Distrito Federal e pelos Municípios, mediante lei específica.

O artigo 17 é muito cobrado em concursos de serviço social, em relação a esse artigo deve-se
aprender que:
 Os 18 membros do CNAS são nomeados pelo Presidente da República, têm mandato de 2
(dois) anos, permitida uma única recondução, ou seja, podem ficar por até 4 anos no
máximo.
 Os 18 membros são : 9 do governo e 9 da sociedade civil;
 Ao todo são 36 participantes, pois são 18 titulares e 18 suplentes.
 O CNAS deve ter uma secretária executiva;
 O presidente do conselho fica na direção por 1 anos e é eleito por todos os membros.

Art. 18. Compete ao Conselho Nacional de Assistência Social:

I - aprovar a Política Nacional de Assistência Social;

A Política Nacional de Assistência Social é a responsável por, apresenta as diretrizes para


efetivação da assistência social como direito de cidadania e responsabilidade do Estado, dessa
forma é o CNAS que aprova essa política.

II - normatizar as ações e regular a prestação de serviços de natureza pública e privada no


campo da assistência social;

Os serviços assistenciais devem ser prestado de forma responsável, não se tratam filantropia e sim
de Direitos, sendo assim eles seguem normas, dessa forma o CNAS é o responsável por normatizar
as ações e regular a prestação de serviços de natureza pública e privada no campo da assistência
social.
III - acompanhar e fiscalizar o processo de certificação das entidades e organizações de
assistência social no Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome;

O CNAS deve também acompanhar o processo de certificação das entidades e organizações de


assistência social para averiguar se essas entidades cumprem todos os requisitos necessários para
serem consideradas entidades de assistencial social e a fiscalização também se dá para saber se os
serviços por elas prestados estão de acordo com os critérios do CNAS e com os pressupostos
defendidos pelo PNAS.

IV - apreciar relatório anual que conterá a relação de entidades e organizações de assistência social
certificadas como beneficentes e encaminhá-lo para conhecimento dos Conselhos de Assistência
Social dos Estados, Municípios e do Distrito Federal;

O relatório anual é de fundamental importância para quê:


 Se tenha conhecimento de forma geral e de forma local, quais as entidades e organizações
são consideradas como beneficentes e esse conhecimento propiciará uma rede de serviços
mais articulada e forte.

V - zelar pela efetivação do sistema descentralizado e participativo de assistência social;

Esse sistema descentralizado é um dos pressuposto posto na Constituição Federal, esse propicia
uma prestação de serviço mais local, respeitando as particularidades de cada local, e um sistema
participativo visa uma gestão mais democrática, onde a população esteja inserida nesse processo.

VI - a partir da realização da II Conferência Nacional de Assistência Social em 1997, convocar


ordinariamente a cada quatro anos a Conferência Nacional de Assistência Social, que terá a
atribuição de avaliar a situação da assistência social e propor diretrizes para o aperfeiçoamento do
sistema;

Um dos pontos mais cobrados em concurso é sobre os objetivos da Conferência Nacional de


Assistência Social que é: avaliar a situação da assistência social e propor diretrizes para o
aperfeiçoamento do sistema;
Tem sido também recorrente cobrar em concurso o histórico das conferências nacionais de
assistência social que já houve, e desde sua criação, o CNAS já realizou Conferências Nacionais
com os seguintes temas:
 I Conferência Nacional de Assistência Social, realizada no período de 20 a 23 de novembro
de 1995, com o tema geral: “A Assistência Social como um direito do cidadão e dever do
Estado”;
 II Conferência Nacional de Assistência Social, realizada no período de 9 a 12 de dezembro
de 1997, com o tema geral: “O Sistema Descentralizado e Participativo da Assistência
Social – Construindo a Inclusão – Universalizando Direitos”;
 III Conferência Nacional de Assistência Social, realizada no período de 4 a 7 de dezembro
de 2001, com o tema geral: “Política de Assistência Social: Uma trajetória de Avanços e
Desafios”;
 IV Conferência Nacional de Assistência Social, realizada no período de 7 a 10 de
dezembro de 2003, como o tema geral: “Assistência Social como Política de Inclusão: uma
Nova Agenda para a Cidadania – LOAS 10 anos”;
 V Conferência Nacional de Assistência Social, realizada no período de 5 a 8 de dezembro
de 2005, com o tema geral “SUAS – PLANO 10: Estratégias e Metas para Implementação
da Política Nacional de Assistência Social”;
 VI Conferência Nacional de Assistência Social, realizada no período de 14 a 17 de
dezembro de 2007, com o tema geral: “Compromissos e Responsabilidades para Assegurar
Proteção Social pelo Sistema Único da Assistência Social -SUAS”;
 VII Conferência Nacional de Assistência Social, realizada no período de 30 de novembro a
3 de dezembro de 2009, com o tema geral: “Participação e Controle Social no SUAS”;
 VIII Conferência Nacional de Assistência Social, realizada no período de 07 a 10 de
dezembro de 2011, com o tema geral: “Avançando na consolidação do Sistema Único da
Assistência Social – SUAS com a valorização dos trabalhadores e a qualificação da gestão,
dos serviços, programas, projetos e benefícios.”
 A IX Conferência Nacional de Assistência Social terá como tema “A Gestão e o
Financiamento na efetivação do SUAS”
 A X Conferência Nacional de Assistência Social teve como tema “Consolidar o SUAS de
vez rumo a 2026”.

VIII - apreciar e aprovar a proposta orçamentária da Assistência Social a ser encaminhada


pelo órgão da Administração Pública Federal responsável pela coordenação da Política
Nacional de Assistência Social;
A proposta orçamentaria da Assistência Social está mencionada nas Normas Operacionais Básicas
do SUAS no artigo 46, o qual menciona que os requisitos para elaboração a proposta orçamentária
da Assistência Social, são:
I – a definição de diretrizes, objetivos e metas;
II – a previsão da organização das ações;
III – a provisão de recursos;
IV – a definição da forma de acompanhamento das ações; e
V – a revisão crítica das propostas, dos processos e dos resultados.

IX - aprovar critérios de transferência de recursos para os Estados, Municípios e Distrito Federal,


considerando, para tanto, indicadores que informem sua regionalização mais equitativa, tais como:
população, renda per capita, mortalidade infantil e concentração de renda, além de disciplinar os
procedimentos de repasse de recursos para as entidades e organizações de assistência social, sem
prejuízo das disposições da Lei de Diretrizes Orçamentárias;

O processo de transferência de renda para os Estados e Municípios é muito importante, e eles


devem ser justo, levando em consideração os indicadores sociais de cada local, em síntese, quanto
maior for a necessidade de um Estado e/ou Município mais prioridade esse tem no recebimento e
no montante e recursos.

X - acompanhar e avaliar a gestão dos recursos, bem como os ganhos sociais e o desempenho
dos programas e projetos aprovados;

O acompanhamento e a avaliação permitem ver se o uso do recursos está sendo eficaz, se está
sendo usado para os propósitos certos.

XI - estabelecer diretrizes, apreciar e aprovar os programas anuais e plurianuais do Fundo


Nacional de Assistência Social (FNAS);

XII - indicar o representante do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) junto ao


Conselho Nacional da Seguridade Social;

O Conselho Nacional de Seguridade Social é composto por membro da: Saúde, Previdência e
Assistência Social. O representante da Assistência Social na seguridade social é indicado pelo
Conselho Nacional de Assistência Social.

XIII - elaborar e aprovar seu regimento interno;

É importante saber que o próprio conselho é responsável pela elaboração de seu regimento e seus
membros também deve aprovar esse regimento.

XIV - divulgar, no Diário Oficial da União, todas as suas decisões, bem como as contas do Fundo
Nacional de Assistência Social (FNAS) e os respectivos pareceres emitidos.

Essa divulgação no Diário Oficial da União visa obedecer a princípio da publicidade do ato
administrativo, dando a esse transparência.

Art. 19. Compete ao órgão da Administração Pública Federal responsável pela coordenação da
Política Nacional de Assistência Social:

I - coordenar e articular as ações no campo da assistência social;

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome é o órgão da Administração Pública


Federal responsável pela coordenação da Política Nacional de Assistência Social e ele deve
coordenar e articular as ações no campo da assistência social;

II - propor ao Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) a Política Nacional de Assistência


Social, suas normas gerais, bem como os critérios de prioridade e de elegibilidade, além de padrões
de qualidade na prestação de benefícios, serviços, programas e projetos;

É importante destacar duas competências que são muito cobradas em concursos que o MDS tem,
que são:
 Propor ao CNAS a Política Nacional de Assistência Social;
 Eleger os critérios de prioridade.

III - prover recursos para o pagamento dos benefícios de prestação continuada definidos nesta lei;

Esse é um dos pontos sem dúvidas mais cobrado em concurso, dessa forma é importante saber que
o MDS é que deve prover os recursos para o pagamento do BPC.

IV - elaborar e encaminhar a proposta orçamentária da assistência social, em conjunto com as


demais da Seguridade Social;

O MDS também é o responsável por elaborar e encaminhar a proposta orçamentária da assistência


social, em conjunto com as demais da Seguridade Social;

V - propor os critérios de transferência dos recursos de que trata esta lei;

Por se tratar de recursos público o MDS propõe os critérios de transferência dos recursos, pois
esses devem ser usados com responsabilidade.

VI - proceder à transferência dos recursos destinados à assistência social, na forma prevista


nesta lei;

VII - encaminhar à apreciação do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) relatórios


trimestrais e anuais de atividades e de realização financeira dos recursos;

O MDS deve encaminhar ao CNAS os relatórios trimestrais e anuais de atividades e de realização


financeira dos recursos;

VIII - prestar assessoramento técnico aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios e às
entidades e organizações de assistência social;

O MDS deve sempre auxiliar tecnicamente os Estados, DF e Municípios.

IX - formular política para a qualificação sistemática e continuada de recursos humanos no


campo da assistência social;

Os recursos humanos no campo da assistência social são muito importantes, pois eles trabalharão
diretamente com a prestação dos direitos sociais, sendo assim eles devem ser continuamente
qualificados .
X - desenvolver estudos e pesquisas para fundamentar as análises de necessidades e
formulação de proposições para a área;

Os estudos e pesquisas são fundamentais para se perceber os avanços que houve e para ver quais
pontos ainda precisam melhorado, dessa forma os estudos e pesquisas devem ser desenvolvidos de
forma a fundamentar as análises de necessidade e formulação de proposições na área assistencial.

XI - coordenar e manter atualizado o sistema de cadastro de entidades e organizações de


assistência social, em articulação com os Estados, os Municípios e o Distrito Federal;

Mais uma vez afirma-se a necessidade de se manter atualizado o sistema de cadastro de entidades
e organizações de assistência social, esse subsidiará uma rede socioassistencial mais articulada.

XII - articular-se com os órgãos responsáveis pelas políticas de saúde e previdência social, bem
como com os demais responsáveis pelas políticas sócio-econômicas setoriais, visando à elevação
do patamar mínimo de atendimento às necessidades básicas;

As políticas públicas de forma geral devem está articuladas, e dentre elas está a política de
assistência social, a articulação com as demais políticas participantes da seguridade social é
fundamental para

XIII - expedir os atos normativos necessários à gestão do Fundo Nacional de Assistência Social
(FNAS), de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Nacional de Assistência Social
(CNAS);

XIV - elaborar e submeter ao Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) os programas


anuais e plurianuais de aplicação dos recursos do Fundo Nacional de Assistência Social
(FNAS).

CAPÍTULO IV

Dos Benefícios, dos Serviços, dos Programas e dos Projetos de

Assistência Social

SEÇÃO I
Do Benefício de Prestação Continuada

Art. 20. O benefício de prestação continuada é a garantia de um salário-mínimo mensal à pessoa


com deficiência e ao idoso com 65 (sessenta e cinco) anos ou mais que comprovem não possuir
meios de prover a própria manutenção nem de tê-la provida por sua família.

§ 1o Para os efeitos do disposto no caput, a família é composta pelo requerente, o cônjuge ou


companheiro, os pais e, na ausência de um deles, a madrasta ou o padrasto, os irmãos
solteiros, os filhos e enteados solteiros e os menores tutelados, desde que vivam sob o mesmo
teto.

§ 2oPara efeito de concessão do benefício de prestação continuada, considera-se pessoa com


deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual
ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação
plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.

§ 3o Considera-se incapaz de prover a manutenção da pessoa com deficiência ou idosa a


família cuja renda mensal per capita seja inferior a 1/4 (um quarto) do salário-mínimo.

§ 4o O benefício de que trata este artigo não pode ser acumulado pelo beneficiário com qualquer
outro no âmbito da seguridade social ou de outro regime, salvo os da assistência médica e da
pensão especial de natureza indenizatória.

§ 5o A condição de acolhimento em instituições de longa permanência não prejudica o direito


do idoso ou da pessoa com deficiência ao benefício de prestação continuada.

§ 6º A concessão do benefício ficará sujeita à avaliação da deficiência e do grau de impedimento de

que trata o § 2o, composta por avaliação médica e avaliação social realizadas por médicos
peritos e por assistentes sociais do Instituto Nacional de Seguro Social – INSS.

§7oNa hipótese de não existirem serviços no município de residência do beneficiário, fica


assegurado, na forma prevista em regulamento, o seu encaminhamento ao município mais
próximo que contar com tal estrutura.

§8oA renda familiar mensal a que se refere o § 3o deverá ser declarada pelo requerente ou seu
representante legal, sujeitando-se aos demais procedimentos previstos no regulamento para o
deferimento do pedido.
§ 9o Os rendimentos decorrentes de estágio supervisionado e de aprendizagem não serão
computados para os fins de cálculo da renda familiar per capita a que se refere o § 3o deste
artigo.

§ 10. Considera-se impedimento de longo prazo, para os fins do § 2 o deste artigo, aquele que
produza efeitos pelo prazo mínimo de 2 (dois) anos.

§ 11. Para concessão do benefício de que trata o caput deste artigo, poderão ser utilizados outros
elementos probatórios da condição de miserabilidade do grupo familiar e da situação de
vulnerabilidade, conforme regulamento.

O artigo 20 é sem dúvidas o mais cobrado em concursos de serviço social no que se refere a
LOAS, pois esse artigo aborda sobre o Benefício de Prestação Continuada- BPC, sobre esse
benefício é importante que você aprenda as seguintes informações:

 Qual critério base para idosos e deficientes receberem o BPC? Não poderem se sustentar
e nem ter o seu sustento provido por sua família.
 Qual a renda per capita familiar? Deve ser MENOR que ¼ per capita.
 Qual a Idade do idoso para receber o benefício? No mínimo 65 anos
 Qual critério para deficiente? Ter deficiência de longo prazo, ou seja, que já perdure
por mais de 2 anos e que essa impossibilite sua total participação na sociedade.
 Quem é considerado da família? Requerente +cônjuge ou companheiro +os pais e, na
ausência de um deles, a madrasta ou o padrasto + os irmãos solteiros +os filhos+
enteados solteiros + os menores tutelados – TODO DEVEM RESIDIR NA MESMA
CASA!
 Não pode acumular com? Nenhum benefício previdenciário ( ex: aposentadoria por
morte, idade ou invalidez; pensão por morte, auxílio doença, auxílio maternidade,
auxílio reclusão, salário-família).
 Pode acumular com? Assistência médica e da pensão especial de natureza
indenizatória.
 Não impede o recebimento a situação de ? Acolhimento em instituição própria no caso
do idoso e a situação de estagiário do deficiente mesmos que remunerado;
 Que tipo de avaliação o INSS faz para a concessão desse benefício?Avaliação Pericial-
Realizada pelo Médico do INSS e Avaliação Social- Realizada por Assistente Social;
Art. 21. O benefício de prestação continuada deve ser revisto a cada 2 (dois) anos para avaliação
da continuidade das condições que lhe deram origem.

O período de 2 anos para avaliação do BPC é muito cobrado em concursos de serviço social!

§ 1º O pagamento do benefício cessa no momento em que forem superadas as condições


referidas no caput, ou em caso de morte do beneficiário.

Se a pessoa deficiente já consegue participar de forma plena na sociedade sem que sua deficiência
seja impeditiva disso o benefício será cessado, se por algum motivo essa deficiência deixar de
existir o benefício também será suspenso.

§ 2º O benefício será cancelado quando se constatar irregularidade na sua concessão ou


utilização.

Caso seja constatado irregularidades outras sanções poderão ser imposta a quem cometeu tal ato.

§ 3° O desenvolvimento das capacidades cognitivas, motoras ou educacionais e a realização de


atividades não remuneradas de habilitação e reabilitação, entre outras, não constituem motivo de
suspensão ou cessação do benefício da pessoa com deficiência.

Atente-se ao fato de que não se menciona uma total recuperação e sim um desenvolvimento das
capacidades cognitivas, motoras ou educacionais e a realização de atividades não remuneradas de
habilitação e reabilitação, pois isso não significa que a pessoa não é deficiente, dessa forma não
pode ser motivo para a suspensão ou cessação do BPC a pessoa com deficiência.

§ 4º A cessação do benefício de prestação continuada concedido à pessoa com deficiência não


impede nova concessão do benefício, desde que atendidos os requisitos definidos em regulamento.

Os concursos cobram e geralmente ele é cobrado geralmente de forma exemplificativa, então


atente-se ao fato de que caso uma pessoa com deficiência receba o BPC e após algum tempo ela
consiga um emprego e com ele a capacidade de se manter o benefício será suspenso, caso algum
tempo depois essa pessoa deficiente volte a perder o emprego e volte a não ter como se manter e
nem de ser mantido por sua família, ele poderá novamente requerer o BPC.

Art. 21-A. O benefício de prestação continuada será suspenso pelo órgão concedente quando a
pessoa com deficiência exercer atividade remunerada, inclusive na condição de
microempreendedor individual.

§ 1o Extinta a relação trabalhista ou a atividade empreendedora de que trata o caput deste artigo e,
quando for o caso, encerrado o prazo de pagamento do seguro-desemprego e não tendo o
beneficiário adquirido direito a qualquer benefício previdenciário, poderá ser requerida a
continuidade do pagamento do benefício suspenso, sem necessidade de realização de perícia
médica ou reavaliação da deficiência e do grau de incapacidade para esse fim, respeitado o
período de revisão previsto nocaput do art. 21.

§ 2o A contratação de pessoa com deficiência como aprendiz não acarreta a suspensão do benefício
de prestação continuada, limitado a 2 (dois) anos o recebimento concomitante da remuneração e
do benefício.

Em relação ao artigo 21 é importante ressaltar que:


 Caso a pessoa deficiente trabalhe mesmo que seja por conta própria como micro
empreendedor individual- MEI o benefício será suspenso;
 O estagiário que recebe remuneração e BPC pode acumular, entretanto apenas por até 2
anos, se o seu estágio remunerado for superior a esse período o benefício será suspenso.

SEÇÃO II

Dos Benefícios Eventuais

Art. 22. Entendem-se por benefícios eventuais as provisões suplementares e provisórias que
integram organicamente as garantias do Suas e são prestadas aos cidadãos e às famílias em
virtude de nascimento, morte, situações de vulnerabilidade temporária e de calamidade
pública.
§ 1o A concessão e o valor dos benefícios de que trata este artigo serão definidos pelos Estados,
Distrito Federal e Municípios e previstos nas respectivas leis orçamentárias anuais, com base
em critérios e prazos definidos pelos respectivos Conselhos de Assistência Social.

§ 2o O CNAS, ouvidas as respectivas representações de Estados e Municípios dele participantes,


poderá propor, na medida das disponibilidades orçamentárias das 3 (três) esferas de governo, a
instituição de benefícios subsidiários no valor de até 25% (vinte e cinco por cento) do salário-
mínimo para cada criança de até 6 (seis) anos de idade.

§ 3o Os benefícios eventuais subsidiários não poderão ser cumulados com aqueles instituídos

pelas Leis no 10.954, de 29 de setembro de 2004, e no 10.458, de 14 de maio de 2002.

Em relação ao artigo 22 é necessário destacar os pontos mais cobrado em concursos que são:
 Os benefícios eventuais resumem-se basicamente aos que são prestados a população nas
situações de: Morte, Nascimento e Calamidade Pública;
 O valor dos benefícios eventuais deve está inserido nas leis orçamentarias dos Estados,
Municípios e Distrito Federal.

SEÇÃO III

Dos Serviços

Art. 23. Entendem-se por serviços socioassistenciais as atividades continuadas que visem à
melhoria de vida da população e cujas ações, voltadas para as necessidades básicas, observem
os objetivos, princípios e diretrizes estabelecidos nesta Lei.

§ 1o O regulamento instituirá os serviços socioassistenciais

§ 2o Na organização dos serviços da assistência social serão criados programas de amparo, entre
outros:

I - às crianças e adolescentes em situação de risco pessoal e social, em cumprimento ao disposto

no art. 227 da Constituição Federal e na Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e
do Adolescente);

II - às pessoas que vivem em situação de rua.

Em relação ao Artigo 23 é importante destacar que:


 Os serviços socioassistenciais devem prestado por meio de atividades CONTINUADAS
que visem à melhoria de vida da população e cujas ações, voltadas para as necessidades
básicas
 De acordo com o Art. 227: “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à
criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à
alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito,
à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda
forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão” . Dessa
forma nas organizações dos serviços da assistência social em programas de apoio às
crianças e adolescentes em situação de risco pessoal e social devem objetivar o que está
posto nesse artigo;
 As pessoas em situação de rua também tem direito aos serviços socioassistenciais.

SEÇÃO IV

Dos Programas de Assistência Social

Art. 24. Os programas de assistência social compreendem ações integradas e complementares


com objetivos, tempo e área de abrangência definidos para qualificar, incentivar e melhorar
os benefícios e os serviços assistenciais.

§ 1º Os programas de que trata este artigo serão definidos pelos respectivos Conselhos de
Assistência Social, obedecidos os objetivos e princípios que regem esta lei, com prioridade para a
inserção profissional e social.

§ 2o Os programas voltados para o idoso e a integração da pessoa com deficiência serão


devidamente articulados com o benefício de prestação continuada estabelecido no art. 20 desta
Lei.

O artigo 24 menciona os programas de assistência social, e desse programa é importante que as


seguintes características sejam aprendidas que são:
 Eles são ações INTEGRADAS;
 Eles são ações COMPLEMENTARES;
 Eles tem área de Abrangência (nacional, estadual, municipal etc.);
 Eles tem TEMPO DEFINIDO: ou seja os programas não são para sempre, eles tem o
tempo de começar e também a previsão para sua finalização;
 Eles tem Objetivos Definidos: os programas têm metas a serem cumpridos, objetivos a
serem alcançados, esses em sua finalização servem como parâmetro para análise dos
resultados;
 Eles tem PRINCÍPIOS que os norteiam;
 Os conselhos de assistência social são os que definem esses programas;
 Os programas voltados para o idoso e a integração da pessoa com deficiência serão
devidamente articulados com o benefício de prestação continuada.

Art. 24-A. Fica instituído o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (Paif), que
integra a proteção social básica e consiste na oferta de ações e serviços socioassistenciais de
prestação continuada, nos Cras, por meio do trabalho social com famílias em situação de
vulnerabilidade social, com o objetivo de prevenir o rompimento dos vínculos familiares e a
violência no âmbito de suas relações, garantindo o direito à convivência familiar e
comunitária.

Parágrafo único. Regulamento definirá as diretrizes e os procedimentos do Paif.

Art. 24-B. Fica instituído o Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e


Indivíduos (Paefi), que integra a proteção social especial e consiste no apoio, orientação e
acompanhamento a famílias e indivíduos em situação de ameaça ou violação de direitos,
articulando os serviços socioassistenciais com as diversas políticas públicas e com órgãos do
sistema de garantia de direitos.

Parágrafo único. Regulamento definirá as diretrizes e os procedimentos do Paefi.

É muito comum em concursos de serviço social serem cobrados o PAIF e o PAEFI, as bancas
geralmente tentam confundir o candidato trazendo características de um para o outro, caro
concurseiro de serviço social faremos aqui uma pequena síntese para que você não erre mais esse
tema.

PAIF PAEFI

 Faz parte da proteção social BÁSICA;  Faz parte da proteção social ESPECIAL
 Oferta de ações e serviços (média e alta complexidade);
socioassistenciais de prestação  Consiste em: Apoio, Orientação,
continuada; Acompanhamento a famílias e
indivíduos em situação de ameaça ou
 É executado pelo CRAS;
violação de direitos, articulando os
 Realiza o trabalho social com famílias serviços socioassistenciais.
em situação de vulnerabilidade social;
 Trabalha com ACOMPANHAMENTO;
 Trabalha visando PREVENIR a violação  É executado pelo CREAS
de direitos;

 Trabalha visando garantir o direito a


CONVIVÊNCIA FAMILIAR E
COMUNITÁRIA.

Art. 24-C. Fica instituído o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), de caráter
intersetorial, integrante da Política Nacional de Assistência Social, que, no âmbito do Suas,
compreende transferências de renda, trabalho social com famílias e oferta de serviços
socioeducativos para crianças e adolescentes que se encontrem em situação de trabalho.

§ 1o O Peti tem abrangência nacional e será desenvolvido de forma articulada pelos entes federados,
com a participação da sociedade civil, e tem como objetivo contribuir para a retirada de
crianças e adolescentes com idade inferior a 16 (dezesseis) anos em situação de trabalho,
ressalvada a condição de aprendiz, a partir de 14 (quatorze) anos.

§ 2o As crianças e os adolescentes em situação de trabalho deverão ser identificados e ter os


seus dados inseridos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal
(CadÚnico), com a devida identificação das situações de trabalho infantil.

O PETI também um programa da assistência social que é bastante cobrado em concursos, em


relação a esse programa é necessário aprender que:

 O que é considerado trabalho infantil? Trabalho realizado por menores de 16 anos,


exceto se for na condição de menor aprendiz que pode ocorrer a partir dos 14 anos.

 O que ocorre com quem é retirado do trabalho infantil? Os mesmos são cadastrados na
CadÚnico e o tipo de trabalho que eles executavam também deve contar entre suas
informações.

 Qual a abrangência do Peti? Sua abrangência é nacional e deve ser realizado de forma
articulada entre todos os entes federados.

 O que esse programa compreende? Compreende transferências de renda, trabalho


social com famílias e oferta de serviços socioeducativos para crianças e adolescentes
que se encontrem em situação de trabalho.

SEÇÃO V

Dos Projetos de Enfrentamento da Pobreza

Art. 25. Os projetos de enfrentamento da pobreza compreendem a instituição de investimento


econômico-social nos grupos populares, buscando subsidiar, financeira e tecnicamente,
iniciativas que lhes garantam meios, capacidade produtiva e de gestão para melhoria das
condições gerais de subsistência, elevação do padrão da qualidade de vida, a preservação do
meio-ambiente e sua organização social.

O artigo 26 menciona a proposta da lei em incentivar o empoderamento dos sujeitos, que é


permitir que esses tenham todas as condições necessárias para o seu pleno desenvolvimento, as
politicas sociais devem visar isso. Os projetos de enfreamento a pobreza devem objetivar esse
empoderamento de quem por ele é atendido, esse projetos devem ter recursos e investimentos
econômico-social, buscando como menciona o artigo “subsidiar, financeira e tecnicamente,
iniciativas que lhes garantam meios, capacidade produtiva e de gestão para melhoria das condições
gerais de subsistência, elevação do padrão da qualidade de vida, a preservação do meio-ambiente e
sua organização social”.

Art. 26. O incentivo a projetos de enfrentamento da pobreza assentar-se-á em mecanismos de


articulação e de participação de diferentes áreas governamentais e em sistema de cooperação
entre organismos governamentais, não governamentais e da sociedade civil.

O artigo 26 vem explicitar a participação de toda sociedade de forma geral nos programas de
enfreamento a pobreza, ou seja, os programas de enfreamento a pobreza visa a cooperação entre
todos, sejam eles organismos governamentais, não governamentais e da sociedade civil.

CAPÍTULO V

Do Financiamento da Assistência Social

Art. 27. Fica o Fundo Nacional de Ação Comunitária (Funac), instituído pelo Decreto nº 91.970, de
22 de novembro de 1985, ratificado pelo Decreto Legislativo nº 66, de 18 de dezembro de 1990,
transformado no Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS).

De acordo com o Decreto n° 91.970 o FNAS tem como objetivo “proporcionar recursos para
cofinanciar gestão, serviços, programas, projetos e benefícios de assistência social.”

Art. 28. O financiamento dos benefícios, serviços, programas e projetos estabelecidos nesta lei
far-se-á com os recursos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, das
demais contribuições sociais previstas no art. 195 da Constituição Federal, além daqueles que
compõem o Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS).

§ 1o Cabe ao órgão da Administração Pública responsável pela coordenação da Política de


Assistência Social nas 3 (três) esferas de governo gerir o Fundo de Assistência Social, sob
orientação e controle dos respectivos Conselhos de Assistência Social.

§ 2º O Poder Executivo disporá, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias a contar da data de
publicação desta lei, sobre o regulamento e funcionamento do Fundo Nacional de Assistência Social
(FNAS).

§ 3o O financiamento da assistência social no Suas deve ser efetuado mediante


cofinanciamento dos 3 (três) entes federados, devendo os recursos alocados nos fundos de
assistência social ser voltados à operacionalização, prestação, aprimoramento e viabilização
dos serviços, programas, projetos e benefícios desta política.

O artigo 28 menciona o artigo 195 da Constituição Federal de 1988, esse é o artigo que trata sobre
a seguridade social e de acordo com ele :
Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos
termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais:

I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre:

a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à


pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício;

b) a receita ou o faturamento;

c) o lucro;

II - do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, não incidindo contribuição sobre
aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência social de que trata o art. 201;

III - sobre a receita de concursos de prognósticos.

IV - do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar.

§ 1º - As receitas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios destinadas à seguridade social
constarão dos respectivos orçamentos, não integrando o orçamento da União.

§ 2º A proposta de orçamento da seguridade social será elaborada de forma integrada pelos órgãos
responsáveis pela saúde, previdência social e assistência social, tendo em vista as metas e
prioridades estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias, assegurada a cada área a gestão de
seus recursos.

§ 3º A pessoa jurídica em débito com o sistema da seguridade social, como estabelecido em lei,
não poderá contratar com o Poder Público nem dele receber benefícios ou incentivos fiscais ou
creditícios.

§ 4º A lei poderá instituir outras fontes destinadas a garantir a manutenção ou expansão da


seguridade social, obedecido o disposto no art. 154, I.

§ 5º Nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser criado, majorado ou estendido
sem a correspondente fonte de custeio total.

§ 6º As contribuições sociais de que trata este artigo só poderão ser exigidas após decorridos
noventa dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado, não se lhes
aplicando o disposto no art. 150, III, "b".
§ 7º São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência
social que atendam às exigências estabelecidas em lei.

§ 8º O produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais e o pescador artesanal, bem como os


respectivos cônjuges, que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem
empregados permanentes, contribuirão para a seguridade social mediante a aplicação de uma
alíquota sobre o resultado da comercialização da produção e farão jus aos benefícios nos termos da
lei.

§ 9º As contribuições sociais previstas no inciso I do caput deste artigo poderão ter alíquotas ou
bases de cálculo diferenciadas, em razão da atividade econômica, da utilização intensiva de mão-
de obra, do porte da empresa ou da condição estrutural do mercado de trabalho.

§ 10. A lei definirá os critérios de transferência de recursos para o sistema único de saúde e ações
de assistência social da União para os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, e dos Estados
para os Municípios, observada a respectiva contrapartida de recursos.

§ 11. É vedada a concessão de remissão ou anistia das contribuições sociais de que tratam os
incisos I, a, e II deste artigo, para débitos em montante superior ao fixado em lei complementar.

§ 12. A lei definirá os setores de atividade econômica para os quais as contribuições incidentes na
forma dos incisos I, b; e IV do caput, serão não-cumulativas.

§ 13. Aplica-se o disposto no § 12 inclusive na hipótese de substituição gradual, total ou parcial,


da contribuição incidente na forma do inciso I, a, pela incidente sobre a receita ou o faturamento.

Art.28-A.Constitui receita do Fundo Nacional de Assistência Social, o produto da alienação dos


bens imóveis da extinta Fundação Legião Brasileira de Assistência.

A Legião Brasileira de Assistência (LBA) foi um órgão assistencial público brasileiro, fundado em
28 de agosto de 1942, com o objetivo de ajudar as famílias dos soldados enviados à Segunda
Guerra Mundial, contando com o apoio da Federação das Associações Comerciais e da
Confederação Nacional da Indústria. Em 1995 a LBA foi extinta e todos os seus bens que foram
alienados se constituem como receita do Fundo Nacional de Assistência Social.
Art. 29. Os recursos de responsabilidade da União destinados à assistência social serão
automaticamente repassados ao Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS), à medida que
se forem realizando as receitas.

Parágrafo único. Os recursos de responsabilidade da União destinados ao financiamento dos


benefícios de prestação continuada, previstos no art. 20, poderão ser repassados pelo Ministério da
Previdência e Assistência Social diretamente ao INSS, órgão responsável pela sua execução e
manutenção.

O artigo 29 tem pouca recorrência em concurso, desse artigo apenas é necessário saber que os
recursos da união que são destinados à assistência social serão automaticamente repassados ao
Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS), e que esses recursos forem destinados ao
pagamento do BPC o Ministério da Previdência e Assistência Social poderá passar diretamente
ao INSS.

Art. 30. É condição para os repasses, aos Municípios, aos Estados e ao Distrito Federal, dos
recursos de que trata esta lei, a efetiva instituição e funcionamento de:

I - Conselho de Assistência Social, de composição paritária entre governo e sociedade civil;

II - Fundo de Assistência Social, com orientação e controle dos respectivos Conselhos de


Assistência Social;

III - Plano de Assistência Social.

Parágrafo único. É, ainda, condição para transferência de recursos do FNAS aos Estados, ao Distrito
Federal e aos Municípios a comprovação orçamentária dos recursos próprios destinados à
Assistência Social, alocados em seus respectivos Fundos de Assistência Social, a partir do exercício
de 1999.

Em síntese o artigo 29 aborda os 4 itens necessários para que os Municípios, aos Estados e ao
Distrito Federal recebam os recursos e eles são:
 Conselho de Assistência Social: esse é necessário para que haja uma gestão democrática,
dessa forma é necessário que tanto o governo quanto a sociedade civil participem.
 Plano de Assistência Social: é necessário para que haja um planejamento nas ações que
serão executadas, para que se discriminem quais recursos serão necessários, o que se
pretende alcançar.
 Fundo de Assistência Social: é necessário para que receba os recursos e nesse é necessário
o controle do conselho;
 Alocação de recursos próprio: é necessário que o ente federado que queira receber os
recursos disponha também de recursos próprio para investir, ou seja, ambos devem
financiar.

Art. 30-A. O cofinanciamento dos serviços, programas, projetos e benefícios eventuais, no que
couber, e o aprimoramento da gestão da política de assistência social no Suas se efetuam por
meio de transferências automáticas entre os fundos de assistência social e mediante alocação
de recursos próprios nesses fundos nas 3 (três) esferas de governo.

Parágrafo único. As transferências automáticas de recursos entre os fundos de assistência social


efetuadas à conta do orçamento da seguridade social, conforme o art. 204 da Constituição Federal,
caracterizam-se como despesa pública com a seguridade social, na forma do art. 24 da Lei

Complementar no 101, de 4 de maio de 2000.

Art. 30-B. Caberá ao ente federado responsável pela utilização dos recursos do respectivo Fundo de
Assistência Social o controle e o acompanhamento dos serviços, programas, projetos e
benefícios, por meio dos respectivos órgãos de controle, independentemente de ações do órgão
repassador dos recursos.

Art. 30-C. A utilização dos recursos federais descentralizados para os fundos de assistência social
dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal será declarada pelos entes recebedores ao ente
transferidor, anualmente, mediante relatório de gestão submetido à apreciação do respectivo
Conselho de Assistência Social, que comprove a execução das ações na forma de regulamento.

Parágrafo único. Os entes transferidores poderão requisitar informações referentes à aplicação dos
recursos oriundos do seu fundo de assistência social, para fins de análise e acompanhamento de sua
boa e regular utilização.

Em relação aos artigos 30-A, 30-B, 30-C, é necessário destacar que:


 O ente federado que estiver utilizado recursos do FNAS deverá CONTROLAR e
ACOMPANHAR os serviços, programas, projetos e benefícios através dos órgão de
controle.
 Quem recebe os recursos federais, sejam os municípios ou os Estados, devem declarar
como esses recursos foram utilizados, e isso é feito através de um relatório para o ente
transferidor e o conselho deve aprovar esse relatório.

CAPÍTULO VI

Das Disposições Gerais e Transitórias

ATENÇÃO!!!
Os artigos a seguir não são cobrados em concursos, e nem são objetos de
comentários, pois tratam apenas do que é necessário e de prazos para que
a lei entre em vigor, entretanto optamos por não o retirar da apostila,
apenas para título de conhecimento.

Art. 31. Cabe ao Ministério Público zelar pelo efetivo respeito aos direitos estabelecidos nesta lei.

Art. 32. O Poder Executivo terá o prazo de 60 (sessenta) dias, a partir da publicação desta lei,
obedecidas as normas por ela instituídas, para elaborar e encaminhar projeto de lei dispondo sobre a
extinção e reordenamento dos órgãos de assistência social do Ministério do Bem-Estar Social.

§ 1º O projeto de que trata este artigo definirá formas de transferências de benefícios, serviços,
programas, projetos, pessoal, bens móveis e imóveis para a esfera municipal.

§ 2º O Ministro de Estado do Bem-Estar Social indicará Comissão encarregada de elaborar o


projeto de lei de que trata este artigo, que contará com a participação das organizações dos usuários,
de trabalhadores do setor e de entidades e organizações de assistência social.

Art. 33. Decorrido o prazo de 120 (cento e vinte) dias da promulgação desta lei, fica extinto o
Conselho Nacional de Serviço Social (CNSS), revogando-se, em consequência, os Decretos-Lei nºs
525, de 1º de julho de 1938, e 657, de 22 de julho de 1943.

§ 1º O Poder Executivo tomará as providências necessárias para a instalação do Conselho Nacional


de Assistência Social (CNAS) e a transferência das atividades que passarão à sua competência
dentro do prazo estabelecido no caput, de forma a assegurar não haja solução de continuidade.
§ 2º O acervo do órgão de que trata o caput será transferido, no prazo de 60 (sessenta) dias, para o
Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), que promoverá, mediante critérios e prazos a
serem fixados, a revisão dos processos de registro e certificado de entidade de fins filantrópicos das
entidades e organização de assistência social, observado o disposto no art. 3º desta lei.

Art. 34. A União continuará exercendo papel supletivo nas ações de assistência social, por ela
atualmente executadas diretamente no âmbito dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal,
visando à implementação do disposto nesta lei, por prazo máximo de 12 (doze) meses, contados a
partir da data da publicação desta lei.

Art. 35. Cabe ao órgão da Administração Pública Federal responsável pela coordenação da Política
Nacional de Assistência Social operar os benefícios de prestação continuada de que trata esta lei,
podendo, para tanto, contar com o concurso de outros órgãos do Governo Federal, na forma a ser
estabelecida em regulamento.

Parágrafo único. O regulamento de que trata o caput definirá as formas de comprovação do direito
ao benefício, as condições de sua suspensão, os procedimentos em casos de curatela e tutela e o
órgão de credenciamento, de pagamento e de fiscalização, dentre outros aspectos.

Art. 36. As entidades e organizações de assistência social que incorrerem em irregularidades na


aplicação dos recursos que lhes foram repassados pelos poderes públicos terão a sua vinculação ao
Suas cancelada, sem prejuízo de responsabilidade civil e penal.

Art. 37. O benefício de prestação continuada será devido após o cumprimento, pelo requerente, de
todos os requisitos legais e regulamentares exigidos para a sua concessão, inclusive apresentação da
documentação necessária, devendo o seu pagamento ser efetuado em até quarenta e cinco dias após
cumpridas as exigências de que trata este artigo.

Parágrafo único. No caso de o primeiro pagamento ser feito após o prazo previsto no caput, aplicar-
se-á na sua atualização o mesmo critério adotado pelo INSS na atualização do primeiro pagamento
de benefício previdenciário em atraso.

Art. 39. O Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), por decisão da maioria absoluta de
seus membros, respeitados o orçamento da seguridade social e a disponibilidade do Fundo Nacional
de Assistência Social (FNAS), poderá propor ao Poder Executivo a alteração dos limites de renda
mensal per capita definidos no § 3º do art. 20 e caput do art. 22.
Art. 40. Com a implantação dos benefícios previstos nos arts. 20 e 22 desta lei, extinguem-se a
renda mensal vitalícia, o auxílio-natalidade e o auxílio-funeral existentes no âmbito da Previdência
Social, conforme o disposto na Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991.

§ 1ºA transferência dos benefíciários do sistema previdenciário para a assistência social deve ser
estabelecida de forma que o atendimento à população não sofra solução de continuidade.

§2º É assegurado ao maior de setenta anos e ao inválido o direito de requerer a renda mensal
vitalícia junto ao INSS até 31 de dezembro de 1995, desde que atenda, alternativamente, aos
requisitos estabelecidos nos incisos I, II ou III do § 1º do art. 139 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de
1991.

Art. 40-A. Os benefícios monetários decorrentes do disposto nos arts. 22, 24-C e 25 desta Lei serão
pagos preferencialmente à mulher responsável pela unidade familiar, quando cabível.

Questões Comentadas
Tema: LOAS

CESPE - 2016 - DPU - Assistente Social

No final de 1993, com a aprovação da Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS), efetivou-se a
assistência social como dever do Estado e direito do cidadão. Considerando a política de
assistência social e os mínimos sociais previstos na LOAS, julgue os itens subsequentes.

1-A política de mínimos sociais foi implementada por meio de benefícios continuados no valor de
um salário mínimo para idosos com sessenta anos de idade ou mais e portadores de deficiência com
renda familiar de até metade do salário mínimo, per capita.

Comentário:
Essa questão aborda o que é tratado no Art. 20 da Loas, e de acordo com ele para receber o
BPC é necessário que o idoso tenha no mínimo 65 anos de idade e que a renda per capita
familiar seja inferior a ¼ do salário mínimo. Dessa forma a questão está Errada.

2-O benefício de prestação continuada constitui-se em benefício individual que exige comprovação
de não possuir meios de garantia do próprio sustento nem tê-lo provido por sua família, e que
dispensa a contribuição com a Previdência Social para acessá-lo.

Comentário:
Essa questão aborda o que é tratado no artigo 1° da LOAS, ao mencionar que ela é uma
política integrante da seguridade social, mas ela não é CONTRIBUTIVA, ou seja, não
necessita de contribuição prévia para acessá-la. A questão também aborda o Art. 20 da
LOAS que é o que menciona o BPC, e para ter acesso a esse benefício é necessário que o
idoso ou a pessoa com deficiência não possua meios de garantir o próprio sustento nem tê-lo
provido por sua família. Dessa forma questão está Correta.

CESPE - 2015 - STJ - Analista Judiciário - Serviço Social

3-Supremacia do atendimento das necessidades sociais; universalização dos direitos sociais;


respeito à dignidade do cidadão; igualdade de direitos no acesso ao atendimento; e divulgação
ampla dos benefícios, serviços, programas e projetos assistenciais são princípios da Lei Orgânica de
Assistência Social.

São 5 os princípios da LOAS, é importante que você os aprenda, e eles são:

Supremacia do Atendimento das Necessidades Sociais

Universalização dos Direitos Sociais

Respeito à Dignidade do Cidadão

Igualdade de Direitos no Acesso ao Atendimento


Ampla Divulgação dos benefícios, serviços, programas e Projetos

Dessa forma a questão está CORRETA.

Para aprender sobre esse tema lembre-se da palavra SURIA, casa letra dela representa a inicial da
letra de um dos princípios, essa palavra é um dos métodos mnemônicos mais conhecidos no
mundo dos concursos de serviço social.

4-Conforme a Lei Orgânica de Assistência Social, a gestão das ações na área de assistência social é
organizada em sistema descentralizado e participativo, cujos principais objetivos incluem a
consolidação da gestão compartilhada; a integração entre a rede pública e a rede privada de serviços,
programas, projetos e benefícios de assistência social; e a definição dos níveis de gestão —
respeitadas as diversidades regionais e municipais.

A Lei 12.435/2011 , trouxe algumas modificações na lei 8.742 e segundo essa leo em seu Art. 6º A
gestão das ações na área de assistência social fica organizada sob a forma de sistema
descentralizado e participativo, denominado Sistema Único de Assistência Social (Suas), com os
seguintes objetivos:

I -consolidar a gestão compartilhada, o cofinanciamento e a cooperação técnica entre os entes


federativos que, de modo articulado, operam a proteção social não contributiva;

II -integrar a rede pública e privada de serviços, programas, projetos e benefícios de assistência


social, na forma do art. 6o-C;

III - estabelecer as responsabilidades dos entes federativos na organização, regulação, manutenção


e expansão das ações de assistência social;

IV -definir os níveis de gestão, respeitadas as diversidades regionais e municipais;


V - implementar a gestão do trabalho e a educação permanente na assistência social;

VI - estabelecer a gestão integrada de serviços e benefícios;

VII - afiançar a vigilância socioassistencial e a garantia de direitos.

A resposta então está CORRETA.

FUNRIO - 2015 - UFRB - Assistente Social

5-Sobre a lei orgânica de assistência social (LOAS) lei 8742, atualizada pela lei 12435/2011, é
correto afirmar no que tange a gestão da assistência social o seguinte:

A) sua coordenação se dá por meio do Ministério de Bem Estar Social.

B) sua gestão se dá por meio da vigilância sócio-assistencial de caráter consultivo.

C) sua gestão é descentralizada e participativa, denominada Sistema Único de Assistência Social


(SUAS).

D) sua gestão se dá exclusivamente, pelos Conselhos de Direitos e pelos Conselhos Municipais e


Estaduais.

E) sua coordenação se dá pelo órgão da Administração Pública Federal responsável pela


coordenação da Política Nacional de Assistência Social.

Comentário:

A- Essa letra está errada , pois de acordo com o Art.28, § 1, é o MDS que é o responsável por essa
coordenação da assistência social.

B- A vigilância não é consultiva e sim PARTICIPATIVA;

C- Essa alternativa está correta pois a gestão da assistência social é descentralizada e participativa,
denominada Sistema Único de Assistência Social .

D-O erro está na palavra EXCLUSIVAMENTE;

E- A questão está errada pois de acordo com o artigo 19 que se refere ao MDS afirma que ele é
responsável pela COORDENAÇÃO e não pela gestão.

6-Segundo a Lei nº 8.742 e suas alterações pela Lei nº 12.435/2011, no que se refere aos benefícios,
serviços, programas e projetos de Assistência Social, é correto afirmar que

A) o benefício de prestação continuada é a garantia de 1(um) salário mínimo mensal à pessoa


portadora de deficiência e ao idoso com 70 (setenta) anos de idade, que comprovem não possuir
meios de subsistência para si e sua família.

B) a concessão do benefício ficará sujeita a exame médico pericial e laudos realizados pelos
serviços de perícia médica do Instituto Nacional de Seguro Social - INSS.

C) para efeito desta lei, a família, é composta pelo requerente, o cônjuge ou companheiro, os pais e,
na ausência de um deles, a madrasta ou o padrasto, os irmãos solteiros, os filhos e enteados solteiros
e os menores tutelados, desde que vivam sob o mesmo teto.

D) a condição de acolhimento em instituições de longa permanência prejudica o direito do idoso ou


da pessoa com deficiência ao benefício de prestação continuada.

E) o benefício de prestação continuada não será suspenso pelo órgão concedente quando a pessoa
com deficiência exercer atividade remunerada, inclusive na condição de microempreendedor
individual.

Comentário:
A) Errada, o BPC é para idosos acima de 65 anos ou para deficientes.

B) Errada, pois apenas mencionou a perícia médica e não mencionou a perícia social.
C) Certa, está tudo de acordo com o que está mencionado no Art.20.
D) Errada, essa situação não prejudica o direito.
E) Errada, se exercer atividade remunerada, o BPC será suspenso, exceto se na situação de estágio
e por período máximo de até 2 anos;

MPOG-2015- SERVIÇO SOCIAL


A Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) define benefícios assistenciais que podem ser
garantidos à população de acordo com critérios e avaliações. Com base nessa lei, julgue o item
seguinte, relativo a natureza, periodicidade e características desses benefícios.

11-O benefício de prestação continuada (BPC) garante um salário mínimo mensal à pessoa com
deficiência permanente ou ao idoso a partir dos sessenta anos de idade que comprovem não possuir
meios de prover a própria manutenção, nem de tê-la provida por sua família; esse benefício é
revisto a cada quatro anos, para que se possa reavaliar a continuidade das condições que lhe deram
origem.

Comentário:
De acordo com a Lei 8.742/93 LOAS, no artigo 20 que dispõe sobre o BPC:

Art. 20.O benefício de prestação continuada é a garantia de um salário-mínimo mensal à pessoa


com deficiência e ao idoso com 65 (sessenta e cinco) anos ou mais que comprovem não possuir
meios de prover a própria manutenção nem de tê-la provida por sua família.

§ 10. Considera-se impedimento de longo prazo, para os fins do § 2°deste artigo, aquele que
produza efeitos pelo prazo mínimo de 2 (dois) anos.

Art. 21.O benefício de prestação continuada deve ser revisto a cada 2 (dois) anos para avaliação da
continuidade das condições que lhe deram origem.

Dessa forma a questão está Errada.

CESPE - 2014 - Câmara dos Deputados - Analista Legislativo - Consultor Legislativo Área
XXI

No que se refere à Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), julgue o próximo item.

12-O benefício de prestação continuada é um benefício vitalício garantido a idosos com mais de
sessenta anos de idade e a pessoas com deficiência, desde que eles sejam considerados incapazes de
prover a sua própria manutenção ou de tê-la provida por suas famílias.

Comentário:
A questão está Errada pois o BPC é um benefício individual, não vitalício e intransferível, que
assegura a transferência mensal de 1 (um) salário mínimo ao idoso, com 65 (sessenta e cinco) anos
ou mais, e à pessoa com deficiência, de qualquer idade, com impedimentos de longo prazo, de
natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras,
podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as
demais pessoas.

13-Conforme a LOAS, é responsabilidade do Estado conduzir a política de assistência social em


cada esfera de governo, cabendo ao Estado assegurar as condições financeiras, institucionais e
políticas necessárias à materialização dessa política.

Comentário:
A Assistência Social é uma política pública de direito do cidadão e dever e responsabilidade do
Estado. Ela compõe a seguridade social - juntamente com a saúde e a previdência social -, é
política não contributiva, isto é, não é necessária prévia contribuição para poder acessá-la e visa
atender as necessidades e prover os mínimos sociais à população. Conforme a LOAS (Lei
Orgânica da Assistência Social - Lei n. 8.742/1993), em seu Art. 5º, inciso III, a Assistência Social
deve ter o Estado como seu principal condutor, tendo em cada esfera de governo comando único.
Por isso, o Estado deve garantir alocação de recursos para essa política, condições institucionais e
políticas, possibilitando a sua existência, desenvolvimento e materialização. Dessa forma a
questão está Correta.

SERVIÇO SOCIAL-MPU-2013

Com base nas políticas de seguridade social, julgue os ite seguinte.

14-A implantação da Lei Orgânica de Assistência Social acarretou a extinção de alguns benefícios
existentes anteriormente no âmbito da previdência social, quais sejam: renda mensal vitalícia,
auxílio-natalidade e auxílio-funeral.

Comentário:
De acordo com o artigo 40 da LOAS :Com a implantação dos benefícios previstos nos arts. 20 e 22
desta lei, extinguem-se a renda mensal vitalícia, o auxílio-natalidade e o auxílio-funeral existentes
no âmbito da Previdência Social, conforme o disposto na Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991.

15-O Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, de caráter estritamente assistencial, visa


promover a oferta de serviços socioeducativos a crianças e adolescentes com idade máxima de
quatorze anos que foram retirados da situação de trabalho.

Comentário:
O Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) tem abrangência nacional e será
desenvolvido de forma articulada pelos entes federados, com a participação da sociedade civil, e
tem como objetivo contribuir para a retirada de crianças e adolescentes com idade inferior a 16
anos de situações de trabalho, ressalvada a condição de aprendiz, a partir de 14 anos.

TJ/AC-2012-SERVIÇO SOCIAL-CESPE/UNB

16-A política de assistência social visa atender às necessidades sociais e de proteção dos desiguais,
em contraposição aos requerimentos da rentabilidade econômica. Como consequência, impõe um
chamamento à promoção da justiça, o que garante sua condição de direito de cidadania e de
componente da seguridade social.

Comentário:
A questão está correta, pois de acordo com a Lei 8742:

Art. 4º A assistência social rege-se pelos seguintes princípios:


I - supremacia do atendimento às necessidades sociais sobre as exigências de rentabilidade
econômica;
Além disso, a assistência social é um dos pilares da seguridade social, é não contributiva e garante
a promoção da justiça e da cidadania.
Referências Usadas:

 Constituição Federal de 1988- Disponível em<


http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm>

 Estatuto da Criança e do Adolescente- Disponível


em<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069Compilado.htm >

 Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome- Disponível em<


http://www.mds.gov.br/>