Eletromagnetismo - Curso Completo Eletromagnetismo
Eletromagnetismo - Curso Completo Eletromagnetismo
Eletromagnetismo - Curso Completo Eletromagnetismo
Exercícios Resolvidos
01. Seis bússolas, quando colocadas nas 02. Represente a força magnética resul-
proximidades de uma caixa que contém um tante que os pólos N e S do imã X exercem
ímã, orientam-se conforme a ilustração. O sobre o pólo N do imã Y, situados no mesmo
posicionamento correto do ímã é: plano, conforme a figura.
Resolução
O pólo N do imã X repele o pólo N do imã Y; o
pólo S, do imã X, atrai o pólo N do imã Y. Como o
pólo N do imã Y é eqïidistante dos pólos do imã X,
então as forças de atração e repulsão têm a mesma
intensidade. Assim, representando os vetores
1 1
1123 2 1345 e utilizando a regra do paralelogramo,
1
determina-se a força resultante 11
Resolução
Desenhando as linhas de indução utilizando o
conceito de "vetor agulha":
Resposta: C
2. Campo Magnético
Foi no ano de 1820 que o físico dinamarquês Hans Christian Oersted, durante um experi-
mento de aquecimento de um fio quando percorrido por corrente elétrica, percebeu que a
agulha de uma bússola próxima ao fio sofrera deflexão e que tal acontecia só quando havia
corrente elétrica no fio. Esse fenômeno de produção de campo devido à existência de corrente
elétrica ficou conhecido como efeito Oersted.
Dependendo do sentido da corrente elétrica, a bússola pode defletir para um ou para outro
sentido, conforme as figuras a seguir.
Intensidade:
1
A intensidade do vetor 1 é dada por:
µ⋅2
1=
4⋅π ⋅3
1
Num ponto P externo ao condutor, o vetor 1
onde µ representa a permeabilidade
tem:
magnética do meio, i a intensidade de
Direção: ortogonal ao condutor corrente elétrica que percorre o condu-
Sentido: dado pela regra da mão direita tor retilíneo e d a distância do ponto P
ao condutor.
Exercícios Resolvidos
01. A figura representa um fio retilíneo e 02. Dois longos fios retilíneos e paralelos,
longo, situado no plano da folha e percorrido perpendiculares ao plano do papel, são per-
por corrente elétrica de intensidade 5 A. Sen- corridos por correntes elétricas de intensi-
do o meio o vácuo ( µ 1 = 1 ⋅ π ⋅ 23 23 Tm/A), de- dades i1= 8A e i2, como na figura abaixo.
termine as intensidades e os sentidos do cam-
po magnético nos pontos X e Y do plano do
papel e Z do fio.
µ ⋅2
Sendo 1 = e B1 = B2, então
3⋅ π ⋅ 4
Como o ponto Z encontra-se sobre o condutor e µ ⋅ 11 µ ⋅ 12 1 1
este não gera campo magnético sobre si mesmo, a in- = ⇒ 1 = 2
2 ⋅ π ⋅ 31 2 ⋅ π ⋅ 32 31 32
tensidade do campo no ponto Z é zero.
1 31
Calculando as intensidades dos campos nos pon- = ⇒ 31 = 7 8
2 456
tos X e Y.
µ 22
11
32π2 4
2 ⋅ π ⋅ 34 23 ⋅ 5
11 = 24
⇒ 11 = 5 ⋅ 34 25 7
6 ⋅ π ⋅ 6 ⋅ 34
2 ⋅ π ⋅ 34 23 ⋅ 5
11 = 24
⇒ 11 = 3 ⋅ 34 25 7
6 ⋅ π ⋅ 3 ⋅ 34
Capítulo 08. Introdução ao Eletromagnetismo PV2D-06-FIS-51 63
Eletrostática e Eletromagnetismo
µ ⋅2⋅3
Intensidade: 1=
4
Exercícios Resolvidos
01. Duas espiras circulares acham-se no Resolução
vácuo, em planos perpendiculares entre si, Fazendo a representação do descrito, temos:
com seus centros coincidindo. O raio de cada para a espira horizontal
espira vale π cm e as correntes elétricas que
as percorrem têm intensidades i1 = i2 = 2 1 A.
Determine o vetor indução magnética no centro
das espiras e esboce um desenho da situação.
É dada a permeabilidade magnética do
vácuo: µ 1 = 1 ⋅ π ⋅ 23 23 T·m/A
B1 = B2 = 107 · 4 1 T
03. Qual deve ser a densidade linear de
O vetor indução magnética resultante no centro é: espiras, em espiras por metro, de um
solenóide para que, quando imerso no vácuo
1 1 1
1123 = 14 + 15
( µ 1 = 1 ⋅ π · 107 T·m/A) e percorrido por cor-
rente elétrica de intensidade 0,5A, o vetor
indução magnética ao longo de seu eixo te-
nha intensidade 1 ⋅ π ⋅ 23 12 T?
Resolução
1
Como a densidade linear de espiras é , temos:
2
µ ⋅ 2⋅ 3 2 1
1= ⇒ =
e sua intensidade: 4 4 µ⋅3
5 4 1
4 = 1 4 + 1 4 = 23 67 ⋅ 4 5
1123 24 + 123 67 ⋅ 4 524 1
=
3 ⋅ π ⋅ 45 12
2 3 ⋅ π ⋅ 45 13 ⋅ 567
4 = 64 · 1014 ⇒
1123 1123 = 2⋅ 3445 5
1
= 34555 6789
7
2
1
Essa força magnética 1 tem:
Intensidade: proporcional à velocidade 1
1
e à carga q, ou seja, sua intensidade pode ser
determinada por:
1123 = 2 ⋅ 3 ⋅ 4 ⋅ 567 θ
5⋅π⋅2
assim, 1 =
3 ⋅4
Exercícios Resolvidos
01. Uma partícula carregada negativa-
mente penetra com velocidade v = 2 · 103 m/s
no ponto X de um campo magnético unifor-
me, descrevendo a trajetória semicircular XY
da figura.
Sendo o módulo de sua carga elétrica igual
a 5 µC e sua massa igual a 10 g, determine:
a) a intensidade, direção e sentido do
vetor indução magnética que fez a partícula
descrever a trajetória indicada;
b) o tempo necessário para descrever esse
percurso.
Para facilitar o estudo desse movimento,
vamos decompor a velocidade 1 em duas
1
∆1 ≅ 364 ⋅ 35 −1 2
Estudemos agora o que acontece com um fio cula, forças estas que agem como que tentan-
metálico retilíneo, percorrido por corrente elé- do retirar, pela lateral do condutor, as partí-
trica, quando imerso em um campo magnético. culas que constituem a corrente elétrica, con-
Por ser um condutor de 1ª classe, a cor- forme indica a figura abaixo
rente elétrica é constituída pelo movimento
ordenado dos elétrons-livres e, assim, sobre
cada um deles atua uma força magnética,
quando o fio não se encontra paralelo às li-
nhas de indução magnética do campo.
Essa força magnética sobre os elétrons tem
sentido determinado pela regra da mão esquer-
da ou do tapa, como foi apresentado no item 1
da página 65.
Se ao invés de cargas negativas a corrente
elétrica fosse constituída de cargas positivas,
movendo-se no sentido convencional da corren- Considere os seguintes elementos:
te, o resultado também seria obtido pelas mes- ∆t intervalo de tempo para que uma car-
mas regras (figura abaixo). ga elementar se desloque de uma extremida-
de à outra do condutor.
1
1= velocidade média dessa carga
∆2
elementar ao longo do condutor.
∆1 = 2 ⋅ 3 quantidade de cargas elemen-
tares em todo o comprimento do condutor.
Como em cada carga elementar a força mag-
nética tem intensidade fmag = e · v · B senθ
θ, mes-
ma direção e mesmo sentido que nas demais, a
Para facilitar o estudo, vamos supor o con- resultante de todas elas tem intensidade:
dutor sendo percorrido por corrente consti-
F = n · fmag ⇒ F = n · e · v · B · senθ
θ
tuída por cargas elementares positivas.
Vejamos o caso em que um condutor 1 ∆3
retilíneo de comprimento L, percorrido por
1 2 ∆3 ⋅ ⋅ 5 ⋅ 678θ ⇒ 1 2 5 ⋅ ⋅ 1 ⋅ 678θ
∆4 ∆4
corrente elétrica i, encontra-se1 imerso em um
campo magnético uniforme 1 , de modo a for- e como a corrente elétrica no condutor tem
mar ângulo θ com as linhas de indução do ∆2
campo. intensidade 1 = , a força que age no con-
∆3
Sobre cada partícula portadora de carga
dutor é: 1 2 3 ⋅ 4 ⋅ 1 ⋅ 567θ
elétrica elementar +e, que constitui a corren-
1
te elétrica, atua uma força elétrica 1 e, assim, ao Essa força magnética tem:
Direção: perpendicular ao plano deter-
1
longo do condutor, teremos inúmeras forças 1 .
Dessa forma, o condutor estará sujeito à minado pelo condutor e pelo vetor indução
1
1
ação de uma força magnética 1 , que é a resul- magnética 1 , ou seja, perpendicular ao con-
1
tante de todas essas forças sobre cada partí- dutor e ao vetor 1 .
Sentido: dado pela regra da mão esquerda ou do tapa, substituindo-se a velocidade 1 pela
1
corrente elétrica i, conforme mostram as figuras abaixo.
Nelas percebemos que a corrente i1 origi- Do mesmo modo, demonstra-se que a for-
na no local
1 do condutor 2 e ao longo deste um ça sobre o condutor 1 tem essa mesma inten-
campo 11 , de modo que a força sobre esse sidade, devido ao campo originado pela cor-
condutor é: 1 = 2 1 ⋅ 3 2 ⋅ 1 ⋅ 456 78° , pois o ân- rente i2.
gulo entre 11 e i2 é 90°, logo, Apesar de as forças entre os condutores
1
terem a mesma direção e intensidade, e de
1 = 21 ⋅ 3 2 ⋅ 1 seus sentidos serem contrários, elas não são
de ação e reação.
1
Acontece que o campo 11 tem intensidade
1
dada por: 11 =
µ ⋅ 21
e dessa forma, a força Quando as correntes nos condutores
3π ⋅ 4 têm mesmo sentido, a força entre eles é de
no condutor é: aproximação e quando as correntes têm
µ ⋅ 21 ⋅ 22 ⋅ 1 sentidos contrários, a força entre eles é de
11 = afastamento.
3π ⋅ 4
Resolução
Desenhando as forças sobre os corpos vem:
r
B
r Y r
F T
r
T
r Resolução
P Lembrando que,
Do equilíbrio de forças que agem no conjunto temos: quando as correntes
têm mesmo sentido, a
1 =2 13 força é de atração e,
3 2 ⇒ 1 = 45 6787
, quando têm sentidos
2 = 4 34
opostos, é de repulsão,
eliminamos as alterna-
tivas a e e.
1 ⋅ 2 ⋅ ⋅ 345 67° 8 9 ⋅
⇒ 1 ⋅ 2 ⋅ 8 9 ⋅
φ = 1 ⋅ 2 ⋅ 345 θ φ 123 = 1 ⋅ 2
Observe na figura abaixo que o número de linhas de indução magnética que atravessam a
superfície é máximo.
2. Indução Eletromagnética
Com base no efeito Oersted (1820), em que uma corrente elétrica gera campo de indução
magnética, alguns físicos do início do século XIX começaram a pesquisar a possibilidade de que
o inverso ocorresse, ou seja, de que um campo magnético podia ocasionar corrente elétrica.
A questão era saber como isso poderia ser feito e foi Faraday que, em 1831, descobriu como
fazê-lo, ao perceber que o segredo estava na variação do fluxo magnético através de uma
superfície condutora.
Vejamos o seguinte experimento realizado com uma espira circular que se aproxima de um ímã.
Temos três linhas de indução atravessando a espira no instante t1, cinco no instante t2 e
sete no instante t3 .
Verificamos, então, que o número de linhas de indução que atravessam a espira está vari-
ando com o tempo, ou seja, está ocorrendo uma variação de fluxo magnético com o tempo e é
justamente esta variação que acarreta o surgimento na espira de uma corrente elétrica deno-
minada corrente induzida.
A corrente elétrica
induzida num circuito
gera um campo magné-
tico que se opõe à varia-
ção do fluxo magnético
que induz essa corrente.
Exercícios Resolvidos
1
Assim, o campo induzido 11 tem que ter sentido
01. Uma espira constituída por um fio
1
contrário ao de 1 , ou seja, deve estar saindo do
condutor retangular é empurrada perpendi- plano da folha.
cularmente às linhas de indução magnética Pela regra da mão direita, verificamos que o senti-
de um campo magnético uniforme perpendi- do da corrente induzida i0 é anti-horário.
cular à folha, até sair pelo outro lado, como
mostra a figura.
Determine o sentido da corrente induzida
na espira em cada uma das representações I,
II e III.
Situação II
Nesta situação, o número de linhas de indução
que atravessam a espira permanece constante, ou seja,
o fluxo é constante e, desse modo, não há corrente
elétrica induzida na espira ( i0 = 0 ).
Resolução
Situação I
Situação III
O número de linhas de indução que atravessam a
espira está aumentando, ou seja, o fluxo está aumen- O número de linhas de indução que atravessam a
tando. espira está diminuindo, ou seja, o fluxo está diminu-
indo.
Esse aumento do fluxo é decorrente do au-
mento da área hachurada que corresponde à área Essa diminuição do fluxo é decorrente da dimi-
A efetivamente atravessada pelas linhas de nuição da área hachurada que corresponde à área A
indução. efetivamente atravessada pelas linhas de indução.
Para manter o fluxo constante, surge uma cor- Para manter o fluxo constante, surge uma cor-
rente induzida, ocasionando um fluxo no sentido con- rente induzida, ocasionando um fluxo no mesmo sen-
trário ao daquele que está aumentado. tido daquele que está diminuindo.
1
Assim, o campo induzido 11 tem que ter o mesmo b) Sendo a velocidade da espira 30cm/s, ela
1 demora 0,5 s para estar inteiramente fora do campo
sentido de 1 , ou seja, deve estar entrando no plano magnético, ou seja, para o fluxo passar de máximo
da folha. para zero.
Pela regra da mão direita, verificamos que o senti-
∆φ = φ −φ
do da corrente induzida i0 é horário. 12345 2326245
∆φ = 1 − 234 ⋅ 51 −1 = 234 ⋅ 51 −1 67
∆φ
Pela lei de Faraday: ε = −
∆1
ε1−
1−234 ⋅ 56 2 −1
634
ε = 9,0 · 102 V
Essa força faz com que esses elétrons adquiram movimento de X para Y, dando origem à
corrente elétrica induzida i0, como vimos no módulo anterior.
A corrente elétrica alternada na bobina A ddp entre as pontas das asas corresponde à for-
do primário ocasiona uma variação de fluxo ça eletromotriz induzida E.
magnético em todo o núcleo de ferro e conse-
qüentemente na bobina do secundário. ε = B · L · v e como v = 900 km/h = 250 m/s
Considerando desprezíveis as perdas no ε = 2 · 105 · 20 · 250 ⇒ ε = 1 · 101 V
núcleo de ferro, podemos escrever:
02. A potência nominal máxima de um
11 2 1 3 2
= = transformador é 1.500 W. Sabendo-se que a
1 2 2 2 31 tensão originada no secundário é de 50 V e que
o número de espiras no primário e no secun-
E como U1 · i1 = U2 · i2 , as potências elétri- dário é 400 e 100, respectivamente, determine:
cas no primário e no secundário são iguais: a) a intensidade da corrente elétrica
P1 = P2 . induzida no secundário quando o transfor-
mador está funcionando em condições de
Exercícios Resolvidos potência máxima;
01. Qual a ddp entre as pontas das asas b) a tensão no primário;
de um avião metálico, voando horizontal- c) a intensidade da corrente elétrica no
mente com velocidade escalar constante de primário.
intensidade 900 km/h, sobre uma região de Resolução
campo magnético uniforme, vertical de in- a) Sendo P2 = U2 · i2 tem-se 1.500 = 50 · i2
tensidade B = 2 · 105 T? Sabe-se que a distân-
cia entre as pontas das asas é 20 m. i2 = 30 A
Resolução
11 21 1 1
b) Como = 3 456783 =
12 22 9
U1 = 200 V
i1 = 7,5 A