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SENTENÇA PARCIAL DE RECEBIMENTO DE EMBARGO DE

DECLARAÇÃO EBdecl PRT 6.078.610/2019

Sentença em Procedimento Arbitral.

Autor: FRANCISCO ADALBERTO TAVARES, e outros.

Na data de quarta-feira, 13 de novembro de 2019, às 18h15min: 59 autuam as peças que


adiante seguem.

Sentença Arbitral Parcial. “Art. 23... § 1º Os árbitros poderão proferir sentenças


parciais”. Lei Federal nº 13.129, DE 26 DE MAIO DE 2015. Altera a Lei nº 9.307,
de 23 de setembro de 1996, e a Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, para
ampliar o âmbito de aplicação da arbitragem e dispor sobre a escolha dos árbitros
quando as partes recorrem a órgão arbitral, a interrupção da prescrição pela
instituição da arbitragem, a concessão de tutelas cautelares e de urgência nos casos
de arbitragem, a carta arbitral e a sentença arbitral, e revoga dispositivos da Lei
nº 9.307, de 23 de setembro de 1996. Direito Civil. Sucessões: inventário, sentença
Arbitral parcial de admissibilidade.

O Conselheiro César Augusto Venâncio da Silva, Árbitro, junto a


COMISSÃO DE JUSTIÇA E CIDADANIA, nos termos da LEI FEDERAL n.o. 9.307,
DE 23 DE SETEMBRO DE 1996 – Artigos 17, 18, 26, I, II, III, IV - Parágrafo único e.
27, c/c Lei Federal nº 13.129, DE 26 DE MAIO DE 2015. Altera a Lei nº 9.307, de 23
de setembro de 1996, e a Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, para ampliar o
âmbito de aplicação da arbitragem e dispor sobre a escolha dos árbitros quando as partes
recorrem a órgão arbitral, a interrupção da prescrição pela instituição da arbitragem, a
concessão de tutelas cautelares e de urgência nos casos de arbitragem, a carta arbitral e a
sentença arbitral, e revoga dispositivos da Lei nº 9.307, de 23 de setembro de 1996; e
considerando a sessão deliberativa aprovada em 14 de outubro de 2019.

Faz publicar a presente SENTENÇA PARCIAL DE RECEBIMENTO DE


EMBARGO DE DECLARAÇÃO EBdecl PRT 6.078.610/2019 em Procedimento
Arbitral.

Vistos e bem examinados as peças preliminares de fls _________/_______


da proposta de ação civil arbitral – direitos disponíveis, em juízo arbitral onde figuram
as partes já qualificadas como autor FRANCISCO ADAUBERTO TAVARES, nos
termos declarado neste expediente, e outros, EMPÓS publicação de TERMO DE
ABERTURA DE SUCESSÃO,PROPOS a correção de dados lançados no expediente.
https://wwwsentencacjc.blogspot.com/2019/10/sentenca-parcial-de-admissibilidade-
de.html

Relatório.

FRANCISCO ADAUBERTO TAVARES, brasileiro, comerciante, casado,


portador da identidade civil 2016005153-8-SSPDC-Ceará, CPF 014.124.933.15,
estabelecido na Rua MARIA CLARICE TAVARES número 958, PANTANAL –
NOVA-RUSSAS – CEARÁ, CEP 62.200.000, aqui doravante na qualidade de
PRIMEIRO CONTRATANTE, PARTE PROVÁVEL, HERDEIRO DO ESPÓLIO DE
ANTONIA DALCIR TAVARES PARENTE, NA QUALIDADE DE IRMÃO,
BENEFICIÁRIO DE INVENTÁRIO, nos termos declarado neste expediente, e nas
sentenças, a saber: https://wwwsentencacjc.blogspot.com/2019/10/sentenca-parcial-de-
admissibilidade-de.html e https://wwwinventario5991234.blogspot.com/2019/11/,
interpôs via whatsapp um expediente que se enquadra na previsão legal(...) “Art. 30.
No prazo de 5 (cinco) dias, a contar do recebimento da notificação ou da ciência
pessoal da sentença arbitral, salvo se outro prazo for acordado entre as partes, a parte
interessada, mediante comunicação à outra parte, poderá solicitar ao árbitro ou ao
tribunal arbitral que: (Redação dada pela Lei nº 13.129, de 2015). I - corrija qualquer
erro material da sentença arbitral; II - esclareça alguma obscuridade, dúvida ou
contradição da sentença arbitral, ou se pronuncie sobre ponto omitido a respeito do qual
devia manifestar-se a decisão. Parágrafo único. O árbitro ou o tribunal arbitral decidirá
no prazo de 10 (dez) dias ou em prazo acordado com as partes, aditará a sentença
arbitral e notificará as partes na forma do art. 29(Redação dada pela Lei nº 13.129, de
2015).

Recebi os autos do Procedimento Administrativo Interno - N.º do Processo:


Data do recebimento da solicitação: APENSO AO PROCESSO NÚMERO 5.991.234-
APACivil/.2019 - 14/10/2019, acompanhados do pedido protocolado sobre o número:
6.077.345/2019, fls _____/_____ e de imediato determinei a assessoria do Processo
Arbitral que o fizesse concluso.

Trata o requerimento em questão da solicitação ORAL das partes para


corrigir erro de digitação, e deve ser feito em obediência a lei da arbitragem.

Na digitação do expediente... Procedimento Administrativo Interno - N.º do


Processo Arbitral 5.991.234-APACIVIL/2019 datado em 14/10/2019 - Autor:
FRANCISCO ADAUBERTO TAVARES - CPF 014.124.933.15. Arrolamento de bens
do espólio de ANTONIA DAUCIR TAVARES PARENTE. LEI FEDERAL Nº 9.307,
DE 23 DE SETEMBRO DE 1996. Dispõe sobre a arbitragem. § 1o Os árbitros poderão
proferir sentenças parciais (Incluído pela Lei nº 13.129, de 2015) - SENTENÇA
ARBITRAL PARCIAL DECLARATÓRIA COM MINUTA DE ESCRITURA DE
CONVOCAÇÃO DE SUCESSORES E NOMEAÇÃO DE INVENTARIANTE NOS
TERMOS QUE SE ENCONTRA NOS AUTOS - TERMOS DE ADESÃO E
APONTAMENTO DE DECLARAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE HERDEIROS E DE
NOMEAÇÃO DE INVENTARIANTE -
https://wwwsentencacjc.blogspot.com/2019/11/sentenca-arbitral-parcial-
declaratoria.html - https://wwwsentencacjc.blogspot.com/2019/11/sentenca-arbitral-
parcial-declaratoria.html - houve erro na digitação.

No expediente citado... “FRANCISCO ADALBERTO RODRIGUES


TAVARES - Na herança, figura como sucessão de herdeiro colateral (is); nascido em 7
de outubro de 1939, casou com MARIA ENGRÁCIA EVANGELISTA TAVARES,
casou em 31 de maio de 1966, na Cidade de NOVA-RUSSAS, Estado do Ceará.O Sr
Adalberto Tavares convocou o árbitro para iniciar o procedimento preliminar que
poderá resultar no PROCESSO DO JUÍZO ARBITRAL. Do matrimônio nasceram:
FRANCISCO EVANGELISTA TAVARES - Na herança, figura como sucessão de
herdeiro colateral (is) – Porém ressalte-se que estando o Francisco Adalberto
habilitado, os demais se habilitam em expectativa de direito; FRANCISCO
ADALBERTO FILHO - Na herança, figura como sucessão de herdeiro colateral (is) –
Porém ressalte-se que estando o Francisco Adalberto habilitado, os demais se habilitam
em expectativa de direito; ANTONIOCÉSAR EVANGELISTA TAVARES - Na
herança, figura como sucessão de herdeiro colateral (is) – Porém ressalte-se que estando
o Francisco Adalberto habilitado, os demais se habilitam em expectativa de direito; Na
herança, figura como sucessão de herdeiro colateral (is) – Porém ressalte-se que estando
o Francisco Adalberto habilitado, os demais se habilitam em expectativa de direito.
FRANCISCO ANTONIO EVANGELISTA TAVARES - Na herança, figura como
sucessão de herdeiro colateral (is) – Porém ressalte-se que estando o Francisco
Adalberto habilitado, os demais se habilitam em expectativa de direito”.

O nome FRANCISCO ADALBERTO TAVARES está errado na grafia, o


correto é “FRANCISCO ADAUBERTO TAVARES, nascido em 07/10/1939filho de
RAIMUNDO RODRIGUES TAVARES e MARIA BRAGA TAVARES. Doravante
quando da sentença final dar-se-á a correção formal.

Este é o apertado relatório que entendo ser oportuno.

Fundamentação.
Na arbitragem não existe a previsão do instituto jurídico do “EMBARGO
DE DECLARAÇÃO”.

Porém a lei prevê de fato a sua existência material nos termos “Art. 30. No
prazo de 5 (cinco) dias, a contar do recebimento da notificação ou da ciência pessoal da
sentença arbitral, salvo se outro prazo for acordado entre as partes, a parte interessada,
mediante comunicação à outra parte, poderá solicitar ao árbitro ou ao tribunal arbitral
que: (Redação dada pela Lei nº 13.129, de 2015): I - corrija qualquer erro
material da sentença arbitral(...)

Assim, se embriona neste processo a figura do “EMBARGO DE


DECLARAÇÃO ARBITRAL”.

A máxima já diz que “errar é humano”. E não poderia ser diferente,


sobretudo em se tratando do Direito. Afinal, os operadores jurídicos também podem
cometer alguns deslizes próprios da espécie. Contudo, é importante ter em mente os
impactos que os atos jurídicos ARBITRAIS podem ter na vida das pessoas. Um erro,
ainda que insignificante, pode decidir uma causa ARBITRAL. E para garantir a
efetividade da justiça DA JUSTIÇA ARBITRAL em face dessas possíveis ocorrências,
o ordenamento jurídico apresenta uma espécie de recurso: os embargos de declaração.
Apesar de haver uma discussão acerca de sua natureza NA ARBITRAGEM – se são é,
ou não recursos -, tomaremos como base a Lei Arbitral e o Novo CPC que introduz os
embargos de declaração no rol de possibilidade recursais. Por outro lado, também, é
bom frisar que aplicar este instituto na arbitragem exige algumas modificações
significativas em relação às suas hipóteses e disposições. Observemos que o NCPC
inclui novas possibilidades, define prazo diferente do prazo genérico para recursos.

No quesito efeitos, é importante analisar a questão do efeito suspensivo na


arbitragem, que sofreu grandes alterações com o advento do Novo Código. E, do
mesmo modo, é essencial que se compreenda a questão dos embargos com efeitos
infringentes, pois, ainda que visem apenas sanar algum vício da decisão, sem modificar
suas conclusões, é reconhecido que, em alguns casos, isto pode vir a ocorrer na
arbitragem.

Na prática arbitral, os embargos podem ser um meio de garantir que o juízo


arbitral(Art. 18. O árbitro é juiz de fato e de direito, e a sentença que proferir não fica
sujeita a recurso ou a homologação pelo Poder Judiciário – Lei da Arbitragem) ofereça
respostas adequadas às demandas. Mas, por óbvio, não deve ser uma ferramenta de
protelação das partes, advogados e árbitros. Portanto, é imprescindível ter conhecimento
não apenas dos embargos de declaração na arbitragem como um recurso condicionado
por prazos e requisitos, mas também das possíveis punições.

Conceito de embargos de declaração - Os embargos de declaração são um


instrumento jurídico por meio do qual uma das partes pode pedir esclarecimentos ao
juiz(Art. 18. O árbitro é juiz de fato e de direito, e a sentença que proferir não fica
sujeita a recurso ou a homologação pelo Poder Judiciário – Lei da Arbitragem) ou
tribunal sobre a decisão judicial proferida. Também conhecidos como embargos
declaratórios, por meio deles é possível resolver dúvidas causadas por contradições ou
obscuridades. Do mesmo modo, podem-se suprir omissões ou, ainda, apontar erros
materiais.

Entretanto, merece esclarecimento uma das principais dúvidas sobre os


embargos de declaração. Afinal, eles são ou não uma forma de recurso? Segundo o
Novo Código de Processo Civil, sim, uma vez que estão incluídos no rol de recursos no
Novo CPC, em seu art. 994. Apesar disso, esta não é uma inovação. De fato, os
embargos de declaração já estavam incluídos entre os recursos desde o Código anterior,
em seu art. 496, inciso IV.

CPCP – 2015 - Art. 994. São cabíveis os seguintes recursos:

Apelação;

Agravo de instrumento;

Agravo interno;

Embargos de declaração;

Recurso ordinário;

Recurso especial;

Recurso extraordinário;

Agravo em recurso especial ou extraordinário;

Embargos de divergência.

O Novo CPC, então, inclui também os embargos de declaração no título


sobre os recursos. E dispõe um capítulo para sua análise, qual seja:

PARTE ESPECIAL
• LIVRO III (Dos Processos nos Tribunais e dos Meios de
Impugnação das Decisões Judiciais)
• TÍTULO II (Dos Recursos)
• CAPÍTULO V (Dos Embargos de Declaração)

Ainda que seja abordado nos arts. 1.022 a 1.026 do NCPC, o recurso é
explorado em dispositivos esparsos e pode ter particularidades em função da área
processual. É, por exemplo, o que ocorre com os embargos de declaração no processo
ARBITRAL no e trabalho.

O recurso reforça o princípio disposto no inciso IX do art. 93, CF. Desse


modo, é o texto: Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal,
disporá sobre o Estatuto da Magistratura, observada os seguintes princípios: IX todos os
julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as
decisões(Art. 18. O árbitro é juiz de fato e de direito, e a sentença que proferir não fica
sujeita a recurso ou a homologação pelo Poder Judiciário – Lei da Arbitragem), sob
pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias
partes e a seus advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a preservação do
direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à
informação; Portanto, os embargos de declaração garantem às partes meios de pleitear
que o princípio da devida fundamentação das decisões(Art. 18. O árbitro é juiz de fato e
de direito, e a sentença que proferir não fica sujeita a recurso ou a homologação pelo
Poder Judiciário – Lei da Arbitragem) seja seguido, requerendo:

Esclarecimento de obscuridade;

Eliminação de contradição;

Preenchimento de omissão; e

Correção de erro material;

Cabe ressaltar, ainda, que os embargos de declaração são uma das hipóteses
em que o magistrado(Art. 18. O árbitro é juiz de fato e de direito, e a sentença que
proferir não fica sujeita a recurso ou a homologação pelo Poder Judiciário – Lei da
Arbitragem) pode alterar a sentença após a sua publicação, conforme o art. 494, NCPC.
Art. 494. Publicada a sentença, o juiz(Art. 18. O árbitro é juiz de fato e de direito, e a
sentença que proferir não fica sujeita a recurso ou a homologação pelo Poder Judiciário
– Lei da Arbitragem) só poderá alterá-la: Para corrigir-lhe, de ofício ou a requerimento
da parte, inexatidões materiais ou erros de cálculo; Por meio de embargos de
declaração.

Hipóteses e os embargos de declaração - Como vislumbrado, a principal


função dos embargos de declaração é a garantia do princípio da devida fundamentação
das decisões judiciais(Art. 18. O árbitro é juiz de fato e de direito, e a sentença que
proferir não fica sujeita a recurso ou a homologação pelo Poder Judiciário – Lei da
Arbitragem). As hipóteses de cabimento, já mencionadas, estão dispostas nos incisos do
art. 1.022, Novo CPC. Assim, é o texto do artigo: Art. 1.022. Cabem embargos de
declaração contra qualquer decisão judicial(Art. 18. O árbitro é juiz de fato e de direito,
e a sentença que proferir não fica sujeita a recurso ou a homologação pelo Poder
Judiciário – Lei da Arbitragem) para: Esclarecer obscuridade ou eliminar contradição;
Suprir omissão de ponto ou questão sobre o qual devia se pronunciar o juiz de ofício ou
a requerimento; Corrigir erro material.

Considera-se omissa a decisão que: Deixe de se manifestar sobre tese


firmada em julgamento de casos repetitivos ou em incidente de assunção de
competência aplicável ao caso sob julgamento; Incorra em qualquer das condutas
descritas no art. 489, § 1o.

É importante observar que o art. 1.022, CPC/2015, apresenta inovações em


relação ao art. 535, CPC/1973. Assim era a redação do artigo: Art. 535. Cabem
embargos de declaração quando: Houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade ou
contradição; For omitido ponto sobre o qual devia pronunciar-se o juiz ou tribunal.

O art. 1.022, Novo CPC, portanto, insere duas novas hipóteses: a correção
de erro material e a abrangência de toda a decisão judicial. O artigo 523, CPC/1973,
restringia a aplicação do recurso, como se observa, à sentença ou ao acórdão. Por isso,
Didier afirma que o Novo Código de Processo Civil adota “a ampla embargabilidade, na
medida em que permite a apresentação de embargos de declaração contra qualquer
decisão”.

Apesar de sua aplicabilidade ser ampla no que se refere às decisões, as


hipóteses são restritas àquelas vislumbradas nos incisos do art. 1.022, Novo CPC. Isto
significa que possuem fundamentação vinculada. A ausência de fundamentação ou a
alegação distinta das previstas pode implicar o não conhecimento do recurso, sob o
risco de os embargos serem considerados protelatórios.
Acerca das condutas prescritas no art. 489, § 1º, NCPC, o texto do
dispositivo diz assim: Art. 489. São elementos essenciais da sentença: O relatório, que
conterá os nomes das partes, a identificação do caso, com a suma do pedido e
da contestação, e o registro das principais ocorrências havidas no andamento do
processo; Os fundamentos, em que o juiz(Art. 18. O árbitro é juiz de fato e de direito, e
a sentença que proferir não fica sujeita a recurso ou a homologação pelo Poder
Judiciário – Lei da Arbitragem) analisará as questões de fato e de direito; O dispositivo,
em que o juiz(Art. 18. O árbitro é juiz de fato e de direito, e a sentença que proferir não
fica sujeita a recurso ou a homologação pelo Poder Judiciário – Lei da Arbitragem)
resolverá as questões principais que as partes lhe submeterem. §1º Não se considera
fundamentada qualquer decisão judicial, seja ela interlocutória, sentença ou acórdão,
que: Se limitar à indicação, à reprodução ou à paráfrase de ato normativo, sem explicar
sua relação com a causa ou a questão decidida; Empregar conceitos jurídicos
indeterminados, sem explicar o motivo concreto de sua incidência no caso; Invocar
motivos que se prestariam a justificar qualquer outra decisão; Não enfrentar todos os
argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese, infirmar a conclusão adotada
pelo julgador; Se limitar a invocar precedente ou enunciado de súmula, sem identificar
seus fundamentos determinantes nem demonstrar que o caso sob julgamento se ajusta
àqueles fundamentos; Deixar de seguir enunciado de súmula, jurisprudência ou
precedente invocado pela parte, sem demonstrar a existência de distinção no caso em
julgamento ou a superação do entendimento. Como se vislumbra, o art. 489, NCPC,
dispõe sobre os elementos essenciais da sentença, e seu parágrafo primeiro aborda seis
hipóteses de não fundamentação. Assim se pronuncia Didier: “ao órgão julgador não se
franqueia escolher o que deve ou não apreciar em sua decisão. Cabe-lhe examinar os
pontos controvertidos de fato e os de direito. Se não o fizer, haverá omissão, sanável por
embargos de declaração”. Erro material - O que seriam os erros materiais a que se refere
o art. 1.022? São erros causados por equívoco ou inexatidão, referentes, sobretudo,
a aspectos objetivos, como material ou cálculo. Não envolvem, portanto, defeitos de
juízo. Desse modo, como Didier aponta: A alteração da decisão para corrigir erros de
cálculo ou inexatidões materiais não implica a possibilidade de o juiz proferir nova
decisão ou proceder a um rejulgamento da causa. O que se permite é que o juiz(Art. 18.
O árbitro é juiz de fato e de direito, e a sentença que proferir não fica sujeita a recurso
ou a homologação pelo Poder Judiciário – Lei da Arbitragem) possa corrigir evidentes
e inequívocos enganos involuntários ou inconscientes, retratados em discrepâncias entre
o que se quis afirmar e o que restou consignado no texto da decisão. No entanto, o autor
menciona haver outra hipótese de erro material: a premissa equivocada. De acordo com
o autor: Tradicionalmente, o Superior Tribunal de Justiça entende que se considera erro
material a adoção de premissa equivocada na decisão judicial. Nesse caso, cabem
embargos de declaração para corrigir a decisão e, até mesmo, modificá-la, eliminando a
premissa equivocada. Quando, enfim, a decisão parte de premissa equivocada,
decorrente de erro de fato, são cabíveis embargos de declaração para correção de tal
equívoco. Com efeito, cabem embargos de declaração, “quando o julgado embargado
decida a demanda orientada por premissa fática equivocada.

Nesse sentido, é a decisão do STJ:

PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO


NO AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL. ERRO MATERIAL. CARACTERIZAÇÃO.
ATRIBUIÇÃO DE EXCEPCIONAIS EFEITOS
INFRINGENTES. POSSIBILIDADE NO CASO
CONCRETO.

1. Nos termos do que dispõe o artigo 1.022 do


CPC/2015, cabem embargos de declaração contra
qualquer decisão judicial para esclarecer obscuridade,
eliminar contradição, suprir omissão de ponto ou questão
sobre a qual devia se pronunciar o juiz de ofício ou a
requerimento, bem como para corrigir erro material.
2. Em documento idôneo trazido pela parte, a fl. 389
e-STJ – Aviso 84/2015, da Presidência do Tribunal de
Justiça do Estado do Rio de Janeiro – constata-se que os
prazos processuais ficaram suspensos de 20/12/2015 a
20/1/2016, e não de 20/12/2015 a 6/1/2016, período este
considerado no acórdão ora embargado, razão pela qual
se entendeu pela intempestividade do agravo em recurso
especial.
3. Evidenciado o erro material ante a premissa
equivocada adotada no julgamento, faz-se mister refazer o
cômputo do prazo processual para averiguação da
tempestividade do recurso.
4. No caso, verifica-se na Certidão à fl. 346 e-STJ
que a decisão que inadmitiu o recurso especial foi
publicada em 17 de dezembro de 2015. O termo inicial
para o prazo de dez dias (vigência do CPC/1973) para a
interposição do agravo conta-se a partir de 18 de
dezembro de 2015. A suspensão dos prazos processuais no
tribunal de origem se iniciou em 20 de dezembro de 2015,
tendo até essa data escoado dois dos dez dias de prazo
para a interposição do agravo em recurso especial. Findo
o recesso em 20 de janeiro de 2016, o prazo restante de 8
dias voltou a ser contado em 21 de janeiro de 2016,
findando em 28 de janeiro de 2016. O recurso de agravo
em recurso especial foi peticionado eletronicamente em
25 de janeiro de 2016 (e-STJ, fl. 349), comprovando a
tempestividade do recurso de agravo de fls. 349-361 e-
STJ.
5. Em virtude da própria natureza integrativa dos
embargos de declaração, eventual produção de efeitos
infringentes é excepcionalmente admitida na hipótese em
que, corrigida premissa equivocada ou sanada omissão,
contradição, obscuridade ou ocorrência de erro material,
a alteração da decisão surja como consequência
necessária. Nesse sentido, da Corte Especial, cite-se:
EDcl no ARE no AgInt no RE nos EDcl nos EDcl no
AREsp 176.496/SP, Rel. Ministro Humberto Martins,
Corte Especial, DJe 28/11/2017.
6. Nesse passo, faz-se mister acolher os presentes
embargos de declaração, com efeitos infringentes, a fim
de, em reconhecendo a tempestividade do recurso de
agravo de fls. 349-361 e-STJ, dar provimento ao agravo
interno, para reconsiderar a decisão de fls. 378/379 e-
STJ, e determinar o retorno dos autos ao Gabinete para
novo julgamento.
7. Embargos de declaração acolhidos, com efeitos
infringentes.
(EDcl no AgInt no AREsp 890102 / RJ, 1ª TURMA, STJ,
rel. Min. BENEDITO GONÇALVES, julgado em
03/04/2018, publicada em 13/04/2018)

Nos casos de erro material por premissa equívoca, o STJ tem entendido o
cabimento de embargos de declaração com efeitos infringentes, isto é, modificativos dos
resultados finais da decisão.
Prazo para interposição do recurso - Conforme o caput do artigo 1.003,
NCPC, o prazo conta-se da data em que a parte for intimada da decisão. Contudo, é o
artigo 1.023 do Novo CPC que determinará o prazo dos embargos de declaração.

Assim dispõe o artigo: Art. 1.023. Os embargos serão opostos, no prazo de


5 (cinco) dias, em petição dirigida ao juiz(Art. 18. O árbitro é juiz de fato e de direito, e
a sentença que proferir não fica sujeita a recurso ou a homologação pelo Poder
Judiciário – Lei da Arbitragem), com indicação do erro, obscuridade, contradição ou
omissão, e não se sujeitam a preparo. § 1º Aplica-se aos embargos de declaração o art.
229. § 2º O juiz(Art. 18. O árbitro é juiz de fato e de direito, e a sentença que proferir
não fica sujeita a recurso ou a homologação pelo Poder Judiciário – Lei da Arbitragem)
intimará o embargado para, querendo, manifestar-se, no prazo de 5 (cinco) dias, sobre
os embargos opostos, caso seu eventual acolhimento implique a modificação da decisão
embargada.

O artigo 229, Novo CPC, mencionado no § 1º, refere-se à hipótese de


litisconsórcio em que as partes são representadas por advogados de diferentes
escritórios. Contudo, é uma previsão exclusiva de processos físicos.

Art. 229. Os litisconsortes que tiverem diferentes procuradores, de


escritórios de advocacia distintos, terão prazos contados em dobro para todas as suas
manifestações, em qualquer juízo ou tribunal, independentemente de requerimento. §1º
Cessa a contagem do prazo em dobro se, havendo apenas 2 (dois) réus, é oferecida
defesa por apenas um deles. §2º Não se aplica o disposto no caput aos processos em
autos eletrônicos.

Atenção! Como se vislumbra, diferentemente dos demais recursos, o prazo


para apresentação de embargos de declaração será de 5 (cinco) dias! Prazo para
julgamento - O art. 1.024, Novo CPC, prevê o dever do juízo(Art. 18. O árbitro é juiz de
fato e de direito, e a sentença que proferir não fica sujeita a recurso ou a homologação
pelo Poder Judiciário – Lei da Arbitragem) de julgar os embargos de declaração em até
5 (cinco) dias. De acordo com o dispositivo: Art. 1.024. O juiz(Art. 18. O árbitro é juiz
de fato e de direito, e a sentença que proferir não fica sujeita a recurso ou a
homologação pelo Poder Judiciário – Lei da Arbitragem) julgará os embargos em 5
(cinco) dias. § 1º Nos tribunais, o relator apresentará os embargos em mesa na sessão
subsequente, proferindo voto, e, não havendo julgamento nessa sessão, será o recurso
incluído em pauta automaticamente. § 2º Quando os embargos de declaração forem
opostos contra decisão de relator ou outra decisão unipessoal proferida em tribunal, o
órgão prolator da decisão embargada decidi-los-á monocraticamente. § 3º O órgão
julgador conhecerá dos embargos de declaração como agravo interno se entender ser
este o recurso cabível, desde que determine previamente a intimação do recorrente para,
no prazo de 5 (cinco) dias, complementar as razões recursais, de modo a ajustá-las às
exigências do art. 1.021, § 1o. § 4º Caso o acolhimento dos embargos de declaração
implique modificação da decisão embargada, o embargado que já tiver interposto outro
recurso contra a decisão originária tem o direito de complementar ou alterar suas razões,
nos exatos limites da modificação, no prazo de 15 (quinze) dias, contado da intimação
da decisão dos embargos de declaração. § 5º Se os embargos de declaração forem
rejeitados ou não alterarem a conclusão do julgamento anterior, o recurso interposto
pela outra parte antes da publicação do julgamento dos embargos de declaração será
processado e julgado independentemente de ratificação.

Ainda, de acordo com o art. 12, § 2º, inciso V, do Novo CPC, os embargos
de declaração estão excluídos da necessidade de julgamento em ordem cronológica. É
um modo de garantir, portanto, que a oposição de embargos de declaração não obste o
processo.

Da norma Legal.

Por fim diz a norma legal:

Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos

LEI Nº 9.307, DE 23 DE SETEMBRO DE 1996.

Dispõe sobre a arbitragem.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o


Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Capítulo V

Da Sentença Arbitral
Art. 23. A sentença arbitral será proferida no prazo
estipulado pelas partes. Nada tendo sido convencionado,
o prazo para a apresentação da sentença é de seis meses,
contado da instituição da arbitragem ou da substituição
do árbitro.

Parágrafo único. As partes e os árbitros, de comum


acordo, poderão prorrogar o prazo estipulado.

§ 1o Os árbitros poderão proferir sentenças


parciais. (Incluído pela Lei nº 13.129, de
2015) (Vigência)
§ 2o As partes e os árbitros, de comum acordo, poderão
prorrogar o prazo para proferir a sentença final.
(Incluído pela Lei nº 13.129, de 2015) (Vigência)

Art. 24. A decisão do árbitro ou dos árbitros será expressa


em documento escrito.

§ 1º Quando forem vários os árbitros, a decisão será


tomada por maioria. Se não houver acordo majoritário,
prevalecerá o voto do presidente do tribunal arbitral.

§ 2º O árbitro que divergir da maioria poderá, querendo,


declarar seu voto em separado.

Art. 25. Sobrevindo no curso da arbitragem controvérsia


acerca de direitos indisponíveis e verificando-se que de
sua existência, ou não, dependerá o julgamento, o árbitro
ou o tribunal arbitral remeterá as partes à autoridade
competente do Poder Judiciário, suspendendo o
procedimento arbitral. (Revogado pela Lei nº
13.129, de 2015) (Vigência)
Parágrafo único. Resolvida a questão prejudicial e
juntada aos autos a sentença ou acórdão transitados em
julgado, terá normal seguimento a arbitragem.
(Revogado pela Lei nº 13.129, de 2015) (Vigência)
Art. 26. São requisitos obrigatórios da sentença arbitral:

I - o relatório, que conterá os nomes das partes e um


resumo do litígio;

II - os fundamentos da decisão, onde serão analisadas as


questões de fato e de direito, mencionando-se,
expressamente, se os árbitros julgaram por eqüidade;

III - o dispositivo, em que os árbitros resolverão as


questões que lhes forem submetidas e estabelecerão o
prazo para o cumprimento da decisão, se for o caso; e

IV - a data e o lugar em que foi proferida.

Parágrafo único. A sentença arbitral será assinada pelo


árbitro ou por todos os árbitros. Caberá ao presidente do
tribunal arbitral, na hipótese de um ou alguns dos árbitros
não poder ou não querer assinar a sentença, certificar tal
fato.

Art. 27. A sentença arbitral decidirá sobre a


responsabilidade das partes acerca das custas e despesas
com a arbitragem, bem como sobre verba decorrente de
litigância de má-fé, se for o caso, respeitadas as
disposições da convenção de arbitragem, se houver.

Art. 28. Se, no decurso da arbitragem, as partes chegarem


a acordo quanto ao litígio, o árbitro ou o tribunal arbitral
poderá, a pedido das partes, declarar tal fato mediante
sentença arbitral, que conterá os requisitos do art. 26
desta Lei.

Art. 29. Proferida a sentença arbitral, dá-se por finda a


arbitragem, devendo o árbitro, ou o presidente do tribunal
arbitral, enviar cópia da decisão às partes, por via postal
ou por outro meio qualquer de comunicação, mediante
comprovação de recebimento, ou, ainda, entregando-a
diretamente às partes, mediante recibo.

Art. 30. No prazo de cinco dias, a contar do recebimento


da notificação ou da ciência pessoal da sentença arbitral,
a parte interessada, mediante comunicação à outra parte,
poderá solicitar ao árbitro ou ao tribunal arbitral que:

Art. 30. No prazo de 5 (cinco) dias, a contar do


recebimento da notificação ou da ciência pessoal da
sentença arbitral, salvo se outro prazo for acordado entre
as partes, a parte interessada, mediante comunicação à
outra parte, poderá solicitar ao árbitro ou ao tribunal
arbitral que: (Redação dada pela Lei nº
13.129, de 2015) (Vigência)

I - corrija qualquer erro material da sentença arbitral;

II - esclareça alguma obscuridade, dúvida ou contradição


da sentença arbitral, ou se pronuncie sobre ponto omitido
a respeito do qual devia manifestar-se a decisão.

Parágrafo único. O árbitro ou o tribunal arbitral decidirá,


no prazo de dez dias, aditando a sentença arbitral e
notificando as partes na forma do art. 29.

Parágrafo único. O árbitro ou o tribunal arbitral decidirá


no prazo de 10 (dez) dias ou em prazo acordado com as
partes, aditará a sentença arbitral e notificará as partes
na forma do art. 29. (Redação dada pela
Lei nº 13.129, de 2015) (Vigência)

Art. 31. A sentença arbitral produz, entre as partes e seus


sucessores, os mesmos efeitos da sentença proferida pelos
órgãos do Poder Judiciário e, sendo condenatória,
constitui título executivo.

Art. 32. É nula a sentença arbitral se:


I - for nulo o compromisso;

I - for nula a convenção de arbitragem;


(Redação dada pela Lei nº 13.129, de
2015) (Vigência)

II - emanou de quem não podia ser árbitro;

III - não contiver os requisitos do art. 26 desta Lei;

IV - for proferida fora dos limites da convenção de


arbitragem;

V - não decidir todo o litígio submetido à


arbitragem; (Revogado pela Lei nº 13.129, de
2015) (Vigência)

VI - comprovado que foi proferida por prevaricação,


concussão ou corrupção passiva;

VII - proferida fora do prazo, respeitado o disposto no art.


12, inciso III, desta Lei; e

VIII - forem desrespeitados os princípios de que trata o


art. 21, § 2º, desta Lei.

Art. 33. A parte interessada poderá pleitear ao órgão do


Poder Judiciário competente a decretação da nulidade da
sentença arbitral, nos casos previstos nesta Lei.

Art. 33. A parte interessada poderá pleitear ao órgão do


Poder Judiciário competente a declaração de nulidade da
sentença arbitral, nos casos previstos nesta Lei.
(Redação dada pela Lei nº 13.129, de
2015) (Vigência)

§ 1º A demanda para a decretação de nulidade da


sentença arbitral seguirá o procedimento comum, previsto
no Código de Processo Civil, e deverá ser proposta no
prazo de até noventa dias após o recebimento da
notificação da sentença arbitral ou de seu aditamento.

§ 1o A demanda para a declaração de nulidade da


sentença arbitral, parcial ou final, seguirá as regras do
procedimento comum, previstas na Lei no 5.869, de 11 de
janeiro de 1973 (Código de Processo Civil), e deverá ser
proposta no prazo de até 90 (noventa) dias após o
recebimento da notificação da respectiva sentença,
parcial ou final, ou da decisão do pedido de
esclarecimentos. (Redação dada pela Lei
nº 13.129, de 2015) (Vigência)

§ 2º A sentença que julgar procedente o pedido:


I - decretará a nulidade da sentença arbitral, nos casos do
art. 32, incisos I, II, VI, VII e VIII;
II - determinará que o árbitro ou o tribunal arbitral
profira novo laudo, nas demais hipóteses.

§ 2o A sentença que julgar procedente o pedido declarará


a nulidade da sentença arbitral, nos casos do art. 32, e
determinará, se for o caso, que o árbitro ou o tribunal
profira nova sentença arbitral. (Redação
dada pela Lei nº 13.129, de 2015) (Vigência)

§ 3º A decretação da nulidade da sentença arbitral


também poderá ser argüida mediante ação de embargos
do devedor, conforme o art. 741 e seguintes do Código de
Processo Civil, se houver execução
judicial. (Vide Lei nº 13.105, de
2015) (Vigência)

§ 3o A declaração de nulidade da sentença arbitral


também poderá ser arguida mediante impugnação,
conforme o art. 475-L e seguintes da Lei no 5.869, de 11
de janeiro de 1973 (Código de Processo Civil), se houver
execução judicial. (Redação dada pela
Lei nº 13.129, de 2015) (Vigência)
§ 3o A decretação da nulidade da sentença arbitral
também poderá ser requerida na impugnação ao
cumprimento da sentença, nos termos dos arts. 525 e
seguintes do Código de Processo Civil, se houver
execução judicial. (Redação dada pela Lei nº
13.105, de 2015) (Vigência)
§ 4o A parte interessada poderá ingressar em juízo para
requerer a prolação de sentença arbitral complementar,
se o árbitro não decidir todos os pedidos submetidos à
arbitragem. (Incluído pela Lei nº 13.129,
de 2015) (Vigência)

Decisão.

1 – Empós o RELATÓRIO e a apresentada nessa sentença parcial, a terceira


nos autos, se conclui que os documentos apresentados pelo Sr FRANCISCO
ADAUBERTO TAVARES, NÃOTEM “Adalberto” COMO UM NOME, E O ERRO
FOI DA ASSESSORIA DO ÁRBITRO por inexistir nos autos.

2 – Seguindo o raciocínio LÓGICO, assim, decido a favor da


ALTERAÇÃO DO EXPEDIENTE:

Sentença Parcial de Admissibilidade de Procedimento


Arbitral Autor: FRANCISCO ADALBERTO TAVARES,
e outros. Na data de quinta-feira, 17 de outubro de 2019,
as 13:06:59 autuam as peças que adiante seguem.
Sentença Arbitral Parcial. “Art. 23... § 1º Os árbitros
poderão proferir sentenças parciais”. Lei Federal nº
13.129, DE 26 DE MAIO DE 2015. Altera a Lei nº 9.307,
de 23 de setembro de 1996, e a Lei nº 6.404, de 15 de
dezembro de 1976, para ampliar o âmbito de aplicação da
arbitragem e dispor sobre a escolha dos árbitros quando as
partes recorrem a órgão arbitral, a interrupção da
prescrição pela instituição da arbitragem, a concessão de
tutelas cautelares e de urgência nos casos de arbitragem, a
carta arbitral e a sentença arbitral, e revoga dispositivos da
Lei nº 9.307, de 23 de setembro de 1996. Direito Civil.
Sucessões: inventário, sentença Arbitral parcial de
admissibilidade. O Conselheiro César Augusto Venâncio
da Silva, Árbitro, junto a COMISSÃO DE JUSTIÇA E
CIDADANIA, nos termos da LEI FEDERAL n.o. 9.307,
DE 23 DE SETEMBRO DE 1996 – Artigos 17, 18, 26, I,
II, III, IV - Parágrafo único e. 27, c/c Lei Federal nº
13.129, DE 26 DE MAIO DE 2015. Altera a Lei nº 9.307,
de 23 de setembro de 1996, e a Lei nº 6.404, de 15 de
dezembro de 1976, para ampliar o âmbito de aplicação da
arbitragem e dispor sobre a escolha dos árbitros quando as
partes recorrem a órgão arbitral, a interrupção da
prescrição pela instituição da arbitragem, a concessão de
tutelas cautelares e de urgência nos casos de arbitragem, a
carta arbitral e a sentença arbitral, e revoga dispositivos da
Lei nº 9.307, de 23 de setembro de 1996; e considerando a
sessão deliberativa aprovada em 14 de outubro de 2019...
Faz publicar a presente SENTENÇA ARBITRAL parcial
de admissibilidade de Procedimento Arbitral. Vistos e bem
examinados as peças preliminares de fls
_________/_______ da proposta de ação civil arbitral –
direitos disponíveis, em juízo arbitral onde figuram as
partes já qualificadas como autor FRANCISCO
ADALBERTO TAVARES, brasileiro, comerciante,
casado, portador da identidade civil 2016005153-8-
SSPDC-Ceará, CPF 014.124.933.15, estabelecido na Rua
MARIA CLARICE TAVARES número 958,
PANTANAL – NOVA-RUSSAS – CEARÁ, CEP
62.200.000, aqui doravante na qualidade de PRIMEIRO
CONTRATANTE, PARTE PROVÁVEL, HERDEIRO
DO ESPÓLIO DE ANTONIA DALCIR TAVARES
PARENTE, NA QUALIDADE DE IRMÃO,
BENEFICIÁRIO DE INVENTÁRIO, nos termos
declarado neste expediente, e outros que apresentaram
documentos sem as formalidades legais e serão
comunicados que devem seguir as diretrizes preliminares
contidas neste expediente, como por exemplo:
https://wwwsentencacjc.blogspot.com/2019/10/sentenc
a-parcial-de-admissibilidade-de.html
2.1 – Onde se lê FRANCISCO ADALBERTO TAVARES, fica corrigido
todo o expediente passar a ser: FRANCISCO ADAUBERTO TAVARES. Comunicar
aos Cartórios interessados.

3 – Seguindo o raciocínio ANTERIOR/LÓGICO, assim, decido a favor da


ALTERAÇÃO DO EXPEDIENTE:

Procedimento Administrativo Interno - N.º do Processo


Arbitral 5.991.234-APACIVIL/2019 datado em
14/10/2019 - Autor: FRANCISCO ADALBERTO
TAVARES - CPF 014.124.933.15. Arrolamento de bens do
espólio de ANTONIA DAUCIR TAVARES PARENTE. LEI
FEDERAL Nº 9.307, DE 23 DE SETEMBRO DE 1996.
Dispõe sobre a arbitragem. § 1o Os árbitros poderão
proferir sentenças parciais (Incluído pela Lei nº 13.129,
de 2015). SENTENÇA ARBITRAL PARCIAL
DECLARATÓRIA COM MINUTA DE ESCRITURA DE
CONVOCAÇÃO DE SUCESSORES E NOMEAÇÃO DE
INVENTARIANTE NOS TERMOS QUE SE ENCONTRA
NOS AUTOS. TERMOS DE ADESÃO E APONTAMENTO
DE DECLARAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE HERDEIROS E
DE NOMEAÇÃO DE INVENTARIANTE. SAIBAM todos
quantos virem este instrumento arbitral que com texto a
ser transformado em Escritura Pública de Inventário
Extrajudicial, que será enviada a Tabelião de Notas na
Comarca de Santa Quitéria, Estado do Ceará, que com
base na legislação Federal, em particular os termos dos
artigos “Art. 17. Os árbitros, quando no exercício de suas
funções ou em razão delas, ficam equiparados aos
funcionários públicos, para os efeitos da legislação penal.
Art. 18. O árbitro é juiz de fato e de direito, e a sentença
que proferir não fica sujeita a recurso ou a homologação
pelo Poder Judiciário”, combinados com os artigos “Art.
28. Se, no decurso da arbitragem, as partes chegarem a
acordo quanto ao litígio, o árbitro ou o tribunal arbitral
poderá, a pedido das partes, declarar tal fato mediante
sentença arbitral, que conterá os requisitos do art. 26
desta Lei. Art. 29. Proferida a sentença arbitral, dá-se por
finda a arbitragem, devendo o árbitro, ou o presidente do
tribunal arbitral, enviar cópia da decisão às partes, por
via postal ou por outro meio qualquer de comunicação,
mediante comprovação de recebimento, ou, ainda,
entregando-a diretamente às partes, mediante recibo’’;
c/c com a Sentença Arbitral Parcial PRT 6.065.987/2019,
lavrada em observância às normas legais(...) 46. IX –
FRANCISCO ADALBERTO RODRIGUES TAVARES - Na
herança, figura como sucessão de herdeiro colateral (is);
nascido em 7 de outubro de 1939, casou com MARIA
ENGRÁCIA EVANGELISTA TAVARES, casou em 31 de
maio de 1966, na Cidade de NOVA-RUSSAS, Estado do
Ceará.O Sr Adalberto Tavares convocou o árbitro para
iniciar o procedimento preliminar que poderá resultar no
PROCESSO DO JUÍZO ARBITRAL. Do matrimônio
nasceram: 47. FRANCISCO EVANGELISTA TAVARES -
Na herança, figura como sucessão de herdeiro colateral
(is) – Porém ressalte-se que estando o Francisco
Adalberto habilitado, os demais se habilitam em
expectativa de direito; 48. FRANCISCO ADALBERTO
FILHO - Na herança, figura como sucessão de herdeiro
colateral (is) – Porém ressalte-se que estando o Francisco
Adalberto habilitado, os demais se habilitam em
expectativa de direito; 49. ANTONIOCÉSAR
EVANGELISTA TAVARES - Na herança, figura como
sucessão de herdeiro colateral (is) – Porém ressalte-se
que estando o Francisco Adalberto habilitado, os demais
se habilitam em expectativa de direito; 50. Na herança,
figura como sucessão de herdeiro colateral (is) – Porém
ressalte-se que estando o Francisco Adalberto habilitado,
os demais se habilitam em expectativa de direito. 51.
FRANCISCO ANTONIO EVANGELISTA TAVARES - Na
herança, figura como sucessão de herdeiro colateral (is) –
Porém ressalte-se que estando o Francisco Adalberto
habilitado, os demais se habilitam em expectativa de
direito. Empós, devem assinar o TERMO DE
COMPROMISSO ARBITRAL, por conta de que, existe o
seguinte pedido.
https://wwwsentencacjc.blogspot.com/2019/11/sentenc
a-arbitral-parcial-declaratoria.html

4 – Assinatura de FRANCISCO ADAUBERTO TAVARES, NESTA


sentença confirma sua adesão ao pacto compromissório e concluiu o procedimento de
EMBARGO DE DECLARAÇÃO.

5 - Assim, este manifesto processual atende a solicitação da parte nesta


sentença arbitral parcial. Publico esta decisão com base na Lei da Arbitragem: Art. 24.
A decisão do árbitro ou dos árbitros será expressa em documento escrito.

6 – Fica decidido que o presente procedimento de Embargo de Declaração


em Arbitragem aconteceu pela via virtual e será assinado em Nova-Russas, Estado do
Ceará (art. 11, I – da lei federal número 9.307/96).

7 – Conforme o art. 11, II e IV – da lei federal número 9.307/96) o árbitro


decidiu que as custas do processo arbitral EMBARGO DEDECLARAÇÃO será isento
da taxas ou custeo por que o erro foi da sua assessoria.

8 – De acordo com a vontade das partes o processo arbitral será público e


através da internet se dará publicidade limitada aos atos legais necessários,
considerando-se a ampla publicidade formal dos atos jurídicos por envolver interesses
que perpassam aos interesses disponíveis das partes.

9 – Esta sentença parcial não será submetida ao registro em CARTÓRIO


pela faculdade auferida no artigo 127, incisos I, VII, Parágrafo Único da lei federal Nº
6.015, DE 31 DE DEZEMBRO DE 1973. Dispõe sobre os registros públicos, e dá
outras providências (c/c LEI FEDERAL No 6.216, DE 30 DE JUNHO DE 1975. Altera
a Lei nº 6.015, de 31 de dezembro de 1973, que dispõe sobre os registros públicos.

10 – Conforme relatório, fundamentação e decisão, declara-se por sentença


EM JUÍZO ARBITRAL (LEI DA ARBITRAGEM: Art. 31. A sentença arbitral produz,
entre as partes e seus sucessores, os mesmos efeitos da sentença proferida pelos órgãos
do Poder Judiciário e, sendo condenatória, constitui título executivo) o que nela se
expressa para que surta os efeitos previstos no mundo jurídico e respaldados na
legislação da REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.

11 – Sentença não sujeita a revisão necessária, porém as partes devem


observar o que disciplina a lei: LEI DA ARBITRAGEM - Art. 27. A sentença arbitral
decidirá sobre a responsabilidade das partes acerca das custas e despesas com a
arbitragem, bem como sobre verba decorrente de litigância de má-fé, se for o caso,
respeitadas as disposições da convenção de arbitragem, se houver. Art. 28. Se, no
decurso da arbitragem, as partes chegarem a acordo quanto ao litígio, o árbitro ou o
tribunal arbitral poderá, a pedido das partes, declararem tal fato mediante sentença
arbitral, que conterá os requisitos do art. 26 desta Lei. Art. 29. Proferida a sentença
arbitral, dá-se por finda a arbitragem, devendo o árbitro, ou o presidente do tribunal
arbitral, enviar cópia da decisão às partes, por via postal ou por outro meio qualquer de
comunicação, mediante comprovação de recebimento, ou, ainda, entregando-a
diretamente às partes, mediante recibo. Art. 30. No prazo de cinco dias, a contar do
recebimento da notificação ou da ciência pessoal da sentença arbitral, a parte
interessada, mediante comunicação à outra parte, poderá solicitar ao árbitro ou ao
tribunal arbitral que: - corrija qualquer erro material da sentença arbitral; II - esclareça
alguma obscuridade, dúvida ou contradição da sentença arbitral, ou se pronuncie sobre
ponto omitido a respeito do qual devia manifestar-se a decisão. Parágrafo único. O
árbitro ou o tribunal arbitral decidirá, no prazo de dez dias, aditando a sentença arbitral
e notificando as partes na forma do art. 29. Art. 31. A sentença arbitral produz, entre as
partes e seus sucessores, os mesmos efeitos da sentença proferida pelos órgãos do Poder
Judiciário e, sendo condenatória, constitui título executivo. Art. 32. É nula a sentença
arbitral se: I - for nulo o compromisso; II - emanou de quem não podia ser árbitro; III -
não contiver os requisitos do art. 26 desta Lei; IV - for proferida fora dos limites da
convenção de arbitragem; V - não decidir todo o litígio submetido à arbitragem; VI -
comprovado que foi proferida por prevaricação, concussão ou corrupção passiva; VII -
proferido fora do prazo, respeitado o disposto no art. 12, inciso III, desta Lei; e VIII -
forem desrespeitados os princípios de que trata o art. 21, § 2º, desta Lei. Art. 33. A parte
interessada poderá pleitear ao órgão do Poder Judiciário competente a decretação da
nulidade da sentença arbitral, nos casos previstos nesta Lei. § 1º A demanda para a
decretação de nulidade da sentença arbitral seguirá o procedimento comum, previsto no
Código de Processo Civil, e deverá ser proposta no prazo de até noventa dias após o
recebimento da notificação da sentença arbitral ou de seu aditamento. § 2º A sentença
que julgar procedente o pedido: - decretará a nulidade da sentença arbitral, nos casos do
art. 32, incisos I, II, VI, VII e VIII; II - determinará que o árbitro ou o tribunal arbitral
profira novo laudo, nas demais hipóteses. § 3º A decretação da nulidade da sentença
arbitral também poderá ser argüida mediante ação de embargos do devedor, conforme o
art. 741 e seguintes do Código de Processo Civil se houver execução judicial. LEI Nº
9.307, DE 23 DE SETEMBRO DE 1996. –
12 – Para que surta os efeitos previstos no mundo jurídico e na legislação da
REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. Publique-se, cumpra-se. ON-LINE, Cidade
de Fortaleza, Estado do Ceará, 13 de novembro de 2019, às 20h02min: 35.

CÉSAR AUGUSTO VENÂNCIO DA SILVA

Árbitro em Direito Processual LEI FEDERAL n.o. 9.307, DE 23 DE SETEMBRO DE


1996 – Artigos 17, 18, 26, I, II, III, IV - Parágrafo único e. 27 c/c Lei Federal nº 13.129,
DE 26 DE MAIO DE 2015.

FRANCISCO ADAUBERTO TAVARES, brasileiro, comerciante, casado, portador


da identidade civil 2016005153-8-SSPDC-Ceará, CPF 014.124.933.15, estabelecido na
Rua MARIA CLARICE TAVARES número 958, PANTANAL – NOVA-RUSSAS –
CEARÁ, CEP 62.200.000, aqui doravante na qualidade de PRIMEIRO
CONTRATANTE, PARTE PROVÁVEL, HERDEIRO DO ESPÓLIO DE ANTONIA
DALCIR TAVARES PARENTE, NA QUALIDADE DE IRMÃO, BENEFICIÁRIO
DE INVENTÁRIO

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