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EQUIPE PL

Tradução: Sara Avelar

Revisão Inicial: Manddy, Adriksms,

Lary S, Thaty, Re Rufino, Squair, Gilda

Marie

2ª Revisão Inicial: Ana, Paula dsf

Revisão Final: Cindy Pinky, Dolce

Gross

Leitura Final: Lola

Formatação: Lola

Verificação: Anna Azulzinha


SINOPSE
Cain Trainer não é um bom homem. Estar no

Brothers of Menace MC significa que ele teve de

machucar as pessoas e quebrar a lei. Mas há nove anos

seu mundo desabou quando ele descobriu que sua filha e

sua melhor amiga, Violet, foram agredidas. Tudo que

Cain podia pensar era vingança.

Violet Wings quis Cain desde que ela tinha dezesseis

anos e observou-o quase matar um homem para defendê-

la e sua filha, Fallina. Nos últimos nove anos, ele esteve

preso pelo crime. Ela sabe que Cain está afastando-a

agora para protegê-la, mas ela não pode deixar de amá-

lo.

Quando Cain é libertado da prisão, ele não consegue

ficar longe de Violet. Ela tem agora vinte e cinco anos, e

o quer tanto quanto ele a quer. Ele tem muita escuridão

dentro dele e não quer Violet manchada, talvez por isso

ele deve evitá-la. Mas quando se trata de Violet ele é um

demônio.
CAPÍTULO
1
Seu sangue ferveu, os nós dos dedos quase explodiram
através de sua pele de tanto que ele segurava as barras e sua
mandíbula doía de ranger os dentes. Tudo o que podia pensar
era que a amiga de sua filha Fallina, Violet, ligou dizendo que
um homem estava atacando Fallina e recusando-se a soltá-la.
Ele estava repetindo o correio de voz que ouviu apenas
momentos antes de montar em sua Harley, indo para onde
sua filha de dezesseis anos de idade e sua melhor amiga,
estavam.

Ele virou, entrou na rua de Violet e viu sua pequena


casa à distância, sentiu sua raiva aumentar. Ele não chamou
o clube, não deixou o The Brothers of Menace saber, porque
depois de ter recebido a mensagem no correio de voz, voou
até aqui. Ele nem sabia se poderia falar com seu clube nesse
momento. Tudo o que ele via era vermelho e tudo o que ele
queria fazer era quebrar o corpo do filho da puta que pensou
que poderia tocar sua menina ou sua amiga frágil.

Estacionando na calçada velha e rachada, ele desligou o


motor e desceu de sua moto. A casa era um pedaço de merda,
e a única razão pela qual ele permitiu que sua filha, ou Violet,
estivessem aqui foi porque sabia que o pai de merda de Violet
não estaria em casa. Ela foi em casa para pegar suas coisas e
ficar um fim de semana prolongado com eles, as duas
meninas eram como irmãs, dadas quão próximas elas eram.
E agora, algum filho da puta queria tirar-lhes o que elas não
estavam oferecendo de boa vontade. Porra, não. Sangue com
certeza estaria sendo derramado hoje.

Antes que ele pudesse sair da calçada e invadir a casa,


um homem saiu tropeçando para fora da porta da frente, com
um corte de uma faca em seu braço e botões abertos. Ele
virou-se e agarrou Fallina, tentou puxá-la para frente, e Cain
viu vermelho. Ele reconheceu o filho da puta como um dos
vizinhos de Violet e amigo do viciado de seu pai. O bastardo
estava claramente bêbado ou drogado, porque ele tinha que
se apoiar com a mão na lateral da casa para se firmar.

—Você, filho da puta chupador de pica. — Cain rugiu


indo para frente. Ele estava vagamente consciente, através da
névoa de raiva enchendo sua cabeça, sem prestar atenção
que Violet estava na porta. Ela segurava a faca que
claramente foi utilizada para cortar esse idiota. Ele não
queria que ela visse o que estava prestes a acontecer, mas ele
também não conseguiu se conter. O bastardo levantou a
cabeça, mas Cain já estava em cima dele. Ele agarrou o
cabelo atrás da cabeça do homem e, em um movimento
rápido, bateu a testa na lateral da casa. Cain usou tanta
força que parte da parede se desprendeu.

— Sai de cima de mim. — O bêbado gritou, e o mau


cheiro de álcool e suor encheu o nariz de Cain.
Ele bateu a cabeça do filho da puta na calçada, uma e
outra vez até que o cara lutou cada vez menos. Sangue
desceu pela rachadura da calçada, manchando-a. O som
borbulhante vindo do idiota que cruzou a linha e machucou
sua menininha e Violet, dizia a Cain que ele logo estaria sem
vida, em silêncio.

Ele estava ciente do som de sirenes ao longe, mas não se


importava se a polícia estava chegando agora. Cain precisava
terminar com isso, para dar a sua menina e Violet paz de
espírito, que ninguém seria capaz de tocar nelas e não pagar
o preço. Tirando sua lâmina de sua bota, ele puxou a cabeça
do outro homem para trás, expondo sua garganta. Assim que
ele trouxe a faca no pescoço do filho da puta, o som de gritos
encheu sua cabeça. Ele olhou para cima, vendo um monte de
polícia na frente da casa, e os vizinhos que saíram de suas
pequenas casas de baixa qualidade para assistir ao drama.

— Pai. — Fallina disse, mas sua cabeça estava cheia


com aquele ruído, de seu coração batendo e de sua raiva que
o consumia.

— Largue a arma e bem devagar coloque as mãos atrás


da cabeça.

Cain olhou para o policial que falou, e embora quisesse


matar esse bastardo, ele também olhou por cima do ombro e
viu Fallina e Violet olhando para ele com os olhos
arregalados.

— Faça como dissemos. Solte a arma, fique com as


mãos na cabeça, e de frente para casa.
Ele queria esse idiota morto, mas ele não iria tirar sua
vida, enquanto duas jovens de dezesseis anos assistiam.
Deixar cair a faca foi uma das coisas mais difíceis que ele já
fez. Ele bateu o rosto do filho da puta no cimento, mais uma
vez e, lentamente, ficou com as mãos no ar, e fez o que a
polícia mandou. Ele olhou para sua filha e Violet, vendo os
olhares em seus rostos, a roupa rasgada em Fallina, e o
hematoma na bochecha de Violet, estas duas não mereciam
nada disto, e ele fez da situação pior do que já estava.

Ele se concentrou nessas duas jovens, sussurrou que


tudo ficaria bem, e depois sentiu a tropa de policiais em cima
dele jogando-o no chão. Qualquer que seja a porra que
aconteceria, ele sabia que as duas meninas estariam bem.
Ele tinha certeza de que elas estavam seguras, se certificaria
que o clube olharia por elas e que ninguém jamais iria
machucá-las novamente.

Cain caminhou em direção aos chuveiros comuns,


passando os blocos das celas, e olhou para o grupo de
homens que se juntaram pela cor da pele e disse a si mesmo
que esta seria uma longa sentença de merda. Ele estava em
ADX, ou o Alcatraz das Rochosas, por apenas duas semanas,
orgulhoso por ser colocado aqui por proteger sua filha e
Violet. Mas uma parte dele também lamentou, porque ele iria
sentir falta de estar com sua família, seus irmãos do clube, e
tudo por causa daquele filho da puta, que se atreveu a
colocar a mão em sua menina. Cain estalou os dedos, rolou a
cabeça em torno de seu pescoço, e sentiu o sentimento de
raiva através dele só com o pensamento das coisas que ele
iria fazer com o bastardo doente, no dia em que saísse. Os
Brothers of Menace iriam vigiar o que era seu, cuidar da sua
filha e de Violet, e garantir que não faltasse nada a elas. O
clube era uma família, uma forte conexão de homens que
eram mais ligados do que pessoas do próprio sangue.

Ele empurrou tudo o mais fora de sua mente, e sabia


que assim que saísse desta merda de lugar, ele iria atrás do
homem que o colocou aqui. O clube poderia facilmente ter
resolvido isso para ele, mas Cain queria essa oportunidade,
queria o prazer de tirar a vida dele e fazê-lo sofrer. E porra,
ele iria fazê-lo sofrer.

Ele passou pelo grupo de brancos jogando cartas, e


depois andou mais longe, passando a sala de exercícios, onde
um grupo de afro-americanos faziam suas barras. Isso era o
mesmo que o mundo fora das grades. Cor contra cor,
hierarquia contra hierarquia, e tudo era controlado pela
violência. Isso era sobre quem era o mais forte, qual grupo
poderia ser o melhor, e quais guardas estavam em que tipo de
coisa ilegal. Havia corrupção, separação de regras nos blocos
das celas. E o que não foi quebrado em cores, foi dividido em
grupos: brancos, gangues, motociclistas, os caras sábios, e
assim por diante. Era um mundo de comer ou ser comido
vivo. Guerras de ódio estavam por toda parte e Cain tinha
que ser forte para sobreviver a isso. Ainda bem, que ele tinha
um monte de ódio, violência e fúria queimando através dele.
Em sua primeira noite aqui foi atacado enquanto dormia,
mas o seu companheiro de cela, aprendeu rápido que ele não
era um homem pra se meter. Cain quebrou o braço, perna e
colocou o cara na enfermaria por uma semana. Mas esse
incidente custou a Cain sete dias na solitária.

Ele entrou na sala de chuveiro e jogou sua toalha sobre


o cabide. Mesmo os chuveiros eram separados por raça, e se
alguém errasse, indo para o caminho errado, poderia ser uma
guerra total. Sim, Cain tinha a certeza da porra que aprendeu
rápido o que precisava ser feito para sobreviver, e ele não
tinha planos de deixar este lugar em um saco plástico, só o
corpo. Ele tinha negócios inacabados para manusear e ele
tinha que terminar a sentença, antes de seguir seu plano.

Ele começou a banhar-se, mas logo ouviu o som da


porta se abrindo e fechando. Ele não se virou, mas estava
alerta, consciente de seu entorno. De jeito nenhum que ele
baixava a guarda neste buraco.

—Ei, cara. — Um novato que se transferiu de outro


bloco para esse disse, enquanto caminhava mais para perto.

Cain acenou com a cabeça uma vez, e concentrou-se na


parede à sua frente. Ele terminou de esfregar-se, desligou a
água, mas, em seguida, o filho da puta estava se movendo
mais perto ainda e não tomou a porra da dica no olhar que
Cain lhe deu para ficar bem para trás.

— Que diabos você está fazendo? — Disse Cain em uma


voz profunda e ameaçadora. O cara estava nu, e parecia que
ele estava se contorcendo.

— Cara, eu preciso de um pouco de H. Eu preciso de


uma porra de H. Seriamente.

— Eu pareço com quem lida com essa merda, cara? —


Disse Cain com maldade na voz. Ele pegou sua toalha,
empurrando o sujeito nojento. Mas o cara agarrou nele, ou
pedindo ajuda, ou tentando parar Cain de sair. Ele estava
claramente desesperado por alguns medicamentos, mas a
coisa era, tudo neste lugar era uma ameaça. O cara tentou
vir atrás dele de novo, e Cain ficou chateado. O bastardo
estava agarrando os braços de Cain como se ele fosse um
salva-vidas, e se ele não deixasse Cain em paz, ele iria
certificar-se de que ele se encontrasse com o chão daqui
rápido para cacete.

— Eu só preciso do nome de alguém que tem alguma


coisa, cara. Eu só preciso de um tapinha, só um tapa
caramba, e eu estarei bem.

— Eu não tenho nada para o seu traseiro viciado, e se


você vier atrás de mim novamente, eu vou quebrar seus
dentes. — Mas ficou claro que o idiota não estava escutando.
Ele deveria estar muito fora, por muito tempo para não saber
que Cain não era o tipo para mexer, mas aqui, ou você ouvia
ou você brigava. O cara não quis ouvir, estava tão longe de
sua mente maldita que ele veio para a frente novamente.
Instintos chutaram, e Cain reagiu. Ele bateu com o punho no
rosto do homem, bateu sua bunda para trás e o cara ainda
tentou se levantar e vir para a frente. Ele era um filho da
puta enlouquecido, mas finalmente se levantou e saiu do
chuveiro com sangue se arrastando atrás dele.

Cain foi até os espelhos, limpou a palma da mão sobre o


vidro embaçado, e depois alisou suas mãos sobre seu cabelo
escuro na altura do queixo. Ele queria sair de lá, queria estar
em casa com sua filha, certificando-se de que ela e Violet
estavam bem, e sem danos. Mas enquanto ele estivesse aqui,
não poderia ser ajuda para ninguém. Ele ainda estava ligado
ao seu clube, ainda era uma parte da irmandade que foi
forjada por um juramento de sangue, e ele seria para sempre
um irmão. Ele olhou para seu abdômen, e olhou para o
Brother of Menace tatuado, em seu lado. Era um pedaço de
honra, emblema de sangue e compromisso. Ele morreria um
irmão, e ele estava muito orgulhoso desse fato.

Olhou para o seu reflexo mais uma vez, ouviu os presos


gritando e gritando quando a maioria começava a entrar na
sala de chuveiro, e disse a si mesmo que ele ia matar antes
de ser morto neste lugar. Ele precisava chegar em casa e
cuidar do que era dele, e isso era o que lhe dava forças.
CAPÍTULO
2
Quatro anos depois

Ela havia escrito para ele por quatro anos, e esta era a
primeira vez que ela veria Cain Trainer em todo esse tempo.
Estava nervosa, tão extremamente nervosa que estava
suando, suas mãos tremiam e seu coração disparava. Aos
vinte anos de idade, ela ainda estava tentando encontrar seu
caminho no mundo, mas o que a mantinha ligada a terra e
manteve a cabeça limpa e seus demônios controlados, era
pensar em Cain. Ele era muito mais velho do que ela, muito
perigoso e poderoso, e o pai de sua melhor amiga, Fallina.
Mas apesar de tudo, ele esteve sempre lá para ela, talvez
indiretamente e não de forma tão consciente, mas ele a
ajudou quando esteve perdida e confusa.

Ela passou pelo detector de metais da prisão American


Federal Supermax, sentindo-se desconfortável que ela estava
dentro de seus muros. ADX era uma das piores prisões do
país e com razão, devido aos prisioneiros que residiam dentro
de suas paredes de alta segurança. Fremont County,
Colorado, estava a horas de distância de Chatham View, mas
ela fez a viagem porque ela queria, não, ela necessitava ver
Cain. Ela estava em uma parte da prisão, que não era de tão
alta segurança, mas não menos perigosa. Ela planejou esta
visita a meses, tendo de conseguir permissão de vários
figurões do departamento de administração, a fim de ver
Cain, mas finalmente estava aqui.

O detector de metais não explodiu, e ela pegou suas


chaves e bolsa, sabia que o oficial passou por isso também, e
seguiu o guarda para a área de visitantes. A pequena sala
tinha duas mesas com quatro cadeiras em cada uma. No
momento se encontrava vazia e quando ela se sentou em uma
das mesas e olhou para fora da janela de vidro em frente a
ela, seu coração começou a bater mais forte. Ela estava
nervosa, muito nervosa por ela estar visitando e ver Cain
novamente depois de tanto tempo. Embora ela tivesse
perguntado se Fallina queria vir, o dia da visita não bateu
com os horários de sua amiga. Mas ela sabia que Fallina
vinha ver seu pai com frequência, embora Fallina sempre
voltasse com o olhar oprimido, Violet tinha a sensação de que
Cain não era o tipo de homem que queria visitantes. Isso
certamente não era um lugar que extraía memórias de amor
ou felicidade, mesmo que Cain estivesse aqui porque as
protegeu anos atrás.

Violet sentia como se estivesse lá por horas quando ela


ouviu um zumbido alto, sinalizando uma porta sendo
destrancada. Momentos depois ela o viu, andando atrás de
um guarda, e outro logo atrás dele. Ele não olhou para ela,
não até que ele entrou na sala. Ele tinha algemas nos pulsos
e em torno de seus tornozelos. Ele olhou para ela, parecendo
mais velho, mais perigoso, se isso era mesmo possível. Ele
tinha vários dias de barba desalinhada, e seu cabelo escuro
estava mais longo, roçando seus ombros. Ele parecia áspero
de uma forma que lhe disse que provavelmente viu demais,
enquanto estava aqui dentro. Os guardas tiraram as algemas
das mãos, mas deixaram as dos tornozelos. Ele se moveu em
direção a ela, seus olhos escuros focados nela com um olhar
severo em seu rosto.

— Eu lhe disse para não vir aqui, Violet. — Disse ele


com uma voz dura, e claramente chateada por ela não
obedecer.

— Eu tenho escrito para você e eu queria vê-lo Cain.


Você raramente responde e é difícil.

Ele suspirou e recostou-se na cadeira.

— Eu não quero você em um lugar como este. É


brutalmente fodido e eu não quero que você esteja exposta a
esta merda.

Sim, ela sabia a reputação desta prisão, mas eles


estavam na ala de visitas, longe dos criminosos que eram
verdadeiramente perigosos e trancados para a proteção de
todos.

— Se não fosse seguro, então eles não me permitiriam


vir para ver você.

Ele não se moveu, não respondeu, e parecia ainda mais


irritado agora.
— Não importa, Violet. Este lugar é uma merda, e eu
não quero você aqui. Eu lhe disse isso, mas você é muito
teimosa.

— Eu queria falar com você, e as poucas cartas que me


enviou de volta não tinham as respostas que eu precisava.

Ele se inclinou para frente e apoiou os cotovelos na


mesa lascada e desgastada.

— Estou chateado porque eu quero que você fique longe


de Carl e não chegue perto dele só para tentar descobrir sua
localização.

— Achei que você gostaria de saber onde ele estava


Cain, porque eu sei que você não terminou com ele. —
Esperava que ele não tivesse terminado com ele. Quão doente
ela era por pensar assim? Mas a verdade era que ela tinha
um problema maior com Carl, que ninguém sabia. Fallina
nem sabia sobre as coisas desagradáveis que esse pervertido
fez com ela.

— Acredite em mim, eu vou lidar com esse merda. — Ele


disse em uma voz mais suave. — Eu não quero que você se
preocupe com nada, absolutamente nada Violet.

Ela olhou para o guarda parado na porta, e os outros


dois de pé postados fora da sala. Violet não queria entrar
nesta com Cain, especialmente não aqui e agora, mas Cain
estava chateado, e ela precisava dizer a ele porque ela estava
tão interessada em não deixar Carl fugir. Ela sabia que não
era responsabilidade de ninguém lidar com o homem que
quase estuprou Fallina todos esses anos atrás. Ela também
sabia que o clube poderia ter pegado Carl, ter acabado com
ele, enquanto Cain estava trancado. Mas ela ouviu de um
membro do clube, logo após o ataque, enquanto ela esteve
próxima o suficiente para ouvir, que Cain queria lidar com
isso pessoalmente.

Ele agarrou a mão dela, atordoando-a. Ela olhou para


ele, viu a expressão séria no rosto, e sabia que o que ele
estava prestes a dizer não ia ser algo que ela queria ouvir.

— Esta não é sua luta, não é sua preocupação.

Ela olhou para baixo para vê-lo correndo o dedo ao


longo da parte de trás da sua mão. Ela ia, realmente, dizer a
ele, dizer algo que ela nunca disse a ninguém porque estava
envergonhada e com nojo.

— Carl me violentou quando eu tinha dezesseis anos,


não muito antes de ele atacar Fallina e tentar fazer a mesma
coisa. — Violet não o olhou nos olhos.

Ele se acalmou, ficou tenso na frente dela e a raiva junto


com o calor veio dele como uma explosão em seu rosto.

— O quê? — Ele disse em voz baixa, dura e perigosa. Ele


moveu a mão fora da dela, mudando de posição no assento, e
olhando para ela com um olhar frio e implacável. — Por que
você não disse nada antes, Violet? Por que você manteve isso
por todos esses anos? — Ele estava tremendo agora, sua
raiva tangível envolvia em torno dela, sufocando-a
ligeiramente, e roubando o ar que estava em seus pulmões.

— Eu tive vergonha, Cain, estava revoltada e enojada


com o que aconteceu, mas agora você pode entender porque
eu preciso disso para manter o controle, se não fosse pela
minha própria sanidade?

Ele não respondeu, nem sequer se moveu depois que ela


falou.

— Eu preciso disso tanto quanto você acha que faz. —


Ela não entrou em detalhes sobre o que ela precisava, porque
ela sabia que Cain entendia muito bem. Havia guardas ao
redor, em uma porra de prisão, e assim falando sobre querer
alguém morto provavelmente não era o melhor curso de ação.

Ele se inclinou outra polegada, baixou a voz para um


sussurro baixo.

— As coisas vão funcionar, Violet. Não se preocupe com


nada. — O olhar em seus olhos era violento e mortal, e ele
nem sequer piscou enquanto a observava. — Tudo vai dar
certo exatamente do jeito que é suposto pra dar, me entende?

Ela assentiu com a cabeça.

— Carl, aquele canalha filho da puta, vai ter exatamente


o que ele merece, mais dez vezes. — A voz de Cain era
inegavelmente dura e verdadeira e ela sabia que não havia
dúvida de que Cain e seus homens iriam cumprir a promessa
de fazer isso direito. A verdade era que ela não queria que
eles se envolvessem nisso, pois se tivesse os meios, ela
mesma teria a certeza de que Carl sofreria por suas próprias
mãos. Mas Cain já investiu nisso e não ia recuar, ela sabia
que não importava o que ela dissesse ou fizesse, ele iria lidar
com isso em seus próprios termos. Ele pegou a mão dela de
novo, apertou bem forte deixando o ar sair, como se ele
estivesse com dor.

— Eu escrevi, liguei e eu sinto sua falta, Cain. Eu sinto


falta da família que tenho com você e Fallina. Deixando-me
fora, não é o que eu quero e eu espero que isso não seja o que
você queira também.

Ele balançou a cabeça, mas não respondeu de imediato.


Os minutos pareciam se mover dolorosamente lento, mas ela
sabia que eram segundos patinando no ritmo de um caracol
no gelo.

— Você não pode voltar Violet. Você não pode. Não


escreva, não ligue, e não, porra, volte alguma vez nesse
buraco de merda. Você é melhor do que isso, melhor do que
eu. — Ele parou de falar por um segundo, como se para
deixar essas palavras penetrarem. — O que você acha que
você quer comigo nunca vai acontecer, porque eu sou um
motociclista bastardo e sujo, e você merece muito melhor.

— Não me diga o que devo e não devo querer Cain.

— Violet, eu não quero você em qualquer lugar perto


dessa merda de lugar cheio de assassinos, onde idiotas
caminham por aí e não tem nenhum pouco de consideração
por vidas humanas. Eles vão destruir você, querida, e então
eu teria que os destruir.

Ela não iria chorar com suas palavras duras, ela sabia
que ele só estava fazendo isso, empurrando-a para longe,
porque ele a queria segura, ela tinha que acreditar que ele
sentia algo mais por ela, algo tão monumental como ela fazia
por ele. Violet olhou para ele, viu quando ele levantou em sua
enorme estatura, e então se inclinou e beijou sua testa. Violet
fechou os olhos, apertou sua mandíbula e suas emoções, e
suspirou quando ele se afastou. Ele a olhou por um
momento, depois a deixou naquela estéril sala solitária.

Violet deixou a prisão horas atrás, e Cain encontrava-se


em sua cela, com seu baú de metal aberto, olhando para as
pilhas de cartas que ela escreveu para ele ao longo dos anos.
A verdade era que ele não queria que ela recuasse para deixá-
lo sozinho. Ele se preocupava com ela, mais do que um
homem como ele deveria, e ele a queria em sua vida. Ela era
uma mulher agora, inteligente e madura, fazendo algo com
sua vida, mas tudo o que ele pensava era o fato de que queria
rasgar a porra da garganta daquele desgraçado estuprador.
Se Carl tivesse vindo para cá por ser molestador de criança,
ele teria seu rabo estuprado duramente pelos outros
detentos. Cara, aqui tinha assassinos violentos, incendiários,
estupradores e assaltantes, mas ele tinha que admitir, traga
um homem que feriu uma criança para cá e todos se uniriam
para garantir que ao autor fosse ensinada uma lição difícil e
pagasse por seu crime com sua própria vida.
— Ei, cara. — Goon, o homem que compartilhava este
pedaço de merda de parede com ele, deu um passo dentro da
cela, uma toalha na mão, e o macacão padrão aberto no
colarinho. — Você vem treinar no quintal?

— Sim. — Cain fechou o baú de metal e saiu da cela,


seguindo Goon. Eles tinham uma hora para atividades no
quintal, como era chamado. Lá fora, era cercado de arame
farpado e havia paredes de concreto no pátio, que estavam na
extremidade sul do edifício, e Cain só estava lá por bom
comportamento, por isso lhe foi dado um tratamento mais
suave. Eles entraram na praça em frente ao espaço cercado.
Alguns prisioneiros estavam encostados na cerca de arame
que separava o pátio em duas seções, enquanto outros
jogavam basquete usando os vários aros no canto mais
distante. Uma fileira com equipamentos de treino
envelhecidos pelo sol e desgastados pelo tempo estavam
sendo usados por um grupo de defensores da supremacia
branca. Haviam guardas passeando em todo o pátio, alguns
até mesmo nas torres acima deles com suas armas apontadas
para os prisioneiros. O arame farpado no topo da barreira
que os mantinha alojados era de dura aparência. Foram
colocados lá para manter os outros para fora, mas também
não deixar qualquer um entrar.

Cain caminhou até o conjunto de bancada que estava no


lado esquerdo, atualmente sem uso, porque a metade dos
homens estavam sendo levados de volta para dentro, uma vez
que seus horários acabaram. Cain deixou sua toalha no chão,
tirou a camisa e Goon ficou atrás dele observando ao redor,
enquanto Cain levantava peso. Pelos próximos vinte minutos
ele bombeou a barra para cima e para baixo, sentindo o suor
cobrir seu corpo, seus músculos queimavam pela força que
ele estava exercendo, e finalmente teve Goon segurando a
barra para colocar de volta nos ferros. Ele sentou, pegou a
toalha e quando limpou o suor de seu rosto e do peito, olhou
em volta do pátio. Um pequeno grupo conhecido como Aullies
havia se formado dentro da prisão. Não era tão grande quanto
os outros grupos já formados, mas eles tendiam a começar
confusão com pessoas que pensavam que lhes
desrespeitaram. Esse grupo específico estava encarando
Cain, três deles se amontoando num canto, quando, o resto
de seus homens foi levado para dentro. Cain conhecia o líder
deste grupo em particular, quando vieram para ele. Esta era
a primeira vez que estavam no mesmo local após a sua última
briga, três meses atrás, quando o pequeno idiota tentou dizer
que Cain teria que desistir de um de seus uniformes extra.
Cain não aceitou essa merda, não se curvava para ninguém,
mas depois de um bate boca, e de ser chamado de gay,
porque ele não iria arruinar seu registro de bom
comportamento, ele recuou. Não era algo que Cain fazia,
porque ele sempre se manteve firme e acabava com os idiotas
que vinham provocá-lo, mas ele precisava estar fora de lá logo
e junto com suas meninas.

— Você acha que eles vão ter coragem de vir aqui e


começar a briga? — Goon perguntou e voltou até o banco
para iniciar o seu treino.
Cain limpou mais uma vez o peito com a toalha, se
levantou e foi até Goon. Ele olhou para o grupo de
motociclistas que ele estava associado enquanto estava aqui,
porque não havia ninguém do clube Brothers of Menace preso
nesse momento, e ele ainda precisava ter alguém com quem
contar de outros grupos. Foi um mal necessário, porque
ninguém poderia estar por conta própria, enquanto estivesse
preso, era importante formar alianças.

— Eu acho que ele vai tentar, mas eu não posso arriscar


minha ficha me fodendo. — Cain olhou para os guardas
atualmente mais próximos deles. — Mas se eu não mostrar a
este bastardo, ele não vai parar.

— Eu te entendo. — Goon disse e andou até os


motociclistas. Cain manteve seu foco no punk olhando-o por
baixo, depois olhou para o grupo de homens que Goon foi
falar. O líder desse grupo particular de motociclistas assentiu
pra Cain, e enviou alguns de seus homens onde outros
estavam jogando basquete. Em seguida, o mundo desabou
quando uma luta eclodiu entre os motociclistas e jogadores.
Isso foi a sugestão pra Cain conseguir o que precisava ser
feito, enquanto os guardas estavam ocupados. O pequeno
bastardo do outro lado do pátio percebeu isso e em seguida,
foi até Cain. Os outros motociclistas foram para a frente
deles, não para ajudar na luta, porque Cain não queria isso,
mas para bloquear a visão dos guardas, assim, não seriam
capazes de ver o que estava acontecendo.

O idiota, que se deu o nome de Boomer, parou quando


ele estava bem na frente de Cain.
— Você está pronto para entregar seu rabo?

O som dos combates na quadra de basquete soou


quando o motim eclodiu. Gritos, ordens e xingamentos
soaram pelo ar. Cain não respondeu, apenas apoiou os pés
separados e esperou por Boomer para vir para a frente. Eles
lutaram por alguns momentos e Cain viu o brilho de algum
tipo de lâmina, nas mãos de Boomer. Ele apontou a peça
afiada de metal em direção à lateral de Cain, mas ele
bloqueou, derrubou o imbecil no chão e foi capaz de pegar o
ferro de suas mãos. Cain segurou sua mão no pescoço de
Boomer, mas o filho da puta bateu em sua mandíbula. Ele
sentiu o sangue quando seus dentes cortaram o interior da
bochecha e raiva surgiu no meio dele como uma bola de
demolição destruindo um edifício. Ele bateu com o punho no
outro homem uma e outra vez, vendo o sangue vindo da sua
boca e nariz, cobrindo as juntas dos dedos de Cain.

— Eu vou acabar com você quando você não estiver


esperando, talvez até mesmo perseguir aquela putinha que
estava aqui mais cedo hoje.

Cain viu vermelho com as palavras de Boomer. Ele sabia


que só porque alguém estava preso não significava que eles
não poderiam fazer as coisas do lado de fora. Cain levou a
lâmina e sem pensar, espetou na lateral de Boomer. O
homem grunhiu, e Cain torceu o metal de modo que a ferida
não fecharia.
— Você não brinque com o que é meu. Você não fala, ou
mesmo, pense sobre o que é meu. — Disse Cain em voz
fervendo.

— Ei, separa. — Disse Goon por cima do ombro.

Cain olhou para cima e viu que a luta ao longo da


quadra de basquete estava acabando. Ele se afastou de
Boomer, que ainda estava no chão, agora enrolado e
sangrando.

— Vamos, passe pela entrada sul. — Goon e os outros


motociclistas disseram, e Cain decolou de lá, para não ser
pego tendo ferido gravemente um preso. Isso teria fodido com
sua liberdade condicional, e poderia ter também colocado
mais alguns anos em sua sentença. Ele seguiu Goon e alguns
dos motoqueiros para dentro do presídio, e olhou por cima do
ombro para ver alguns guardas correndo até Boomer. O filho
da puta não iria falar, a não ser que ele quisesse ser chamado
de rato1,o que só iria levá-lo a ter um monte de merda com
os outros na prisão. Não importa de que grupo essa pessoa
era, enquanto estivesse presa, qualquer raça ou gangue,
ninguém delata ninguém de fora. Isso era assinar uma
sentença de morte.

Cain entrou e foi direto para sua cela com a mão


empurrada no bolso para esconder o sangue e uma vez que já
estava lá dentro, ele limpou a bagunça de seus dedos. Viu o
sangue correr pelo ralo até que a água ficou clara, então
apoiou suas mãos na bacia pequena do metal da pia e olhou

1
Eles usam ‘Rat’ para pessoas que deduram as outras.
para seu reflexo no espelho de plástico maçante na parede.
Ele sairia daqui logo e iria fazer o que ele precisava fazer. Isso
era o que lhe dava forças e ninguém iria foder com isso.
CAPÍTULO
3
Dias de hoje

Violet olhou para a mulher que era sua psicóloga, a qual


visitou durante os últimos anos desde o ataque, e notou a
maneira que Dra. Yen observava ela com interesse. Passou
um longo, longo tempo desde que Violet veio falar com a
terapeuta, mas também sabia que ela não estava cem por
cento melhor ainda. Talvez em algum momento ela pensou
que ficou melhor, até mesmo se convenceu de que a terapia
não estava funcionando, mas a verdade era que melhorou e
ela queria falar com alguém, de como se sentia sobre Cain.

— Como você está se sentindo hoje Violet? Tem sido um


longo tempo desde o dia em que nos encontramos.

Violet assentiu e olhou ao redor do escritório. O edifício


estava cheio de escritórios nas salas ao lado. Escritórios de
médico, escritório de advogado, agente imobiliário, e também
o escritório de sua terapeuta. Era o único edifício empresarial
em Chatham View e sua terapeuta, embora não fosse a
melhor em Denver ou qualquer cidade maior, a ajudou
imensamente ao longo dos últimos anos.
— Violet, há algo que você quer falar ou você prefere
apenas ficar sentada aqui?

Isso foi sinceridade genuína na voz da doutora Yen e


Violet sabia que ela estaria mais do que feliz em sentar aqui e
deixar Violet olhando para o espaço. Essa era a coisa
agradável sobre vir aqui: Não se era esperado Violet fazer
qualquer coisa que ela não estava confortável em fazer,
mesmo que isso fosse apenas uma conversa. Ela olhou para a
terapeuta, uma mulher mais velha com cabelo preto e
grisalho curto, liso e ajeitado com pranchinha para o lado.
Seus olhos escuros estavam parcialmente escondidos atrás
do aro preto grosso, aqueles que pareciam elegantes e não
berrantes. Violet começou a ver a Dra. Yen quando ela estava
tendo dificuldade em se concentrar e em parte porque Fallina
disse que estava ajudando.

— Eu apenas pensei que vir aqui podia ajudar desde


que eu não tenho sido capaz de deixar meus pensamentos
longe de Cain.

— Hum. — Dra. Yen disse e anotou algo em seu bloco de


notas. — Este é o homem no clube de motos, que está na
prisão porque ele atacou o homem que machucou você e sua
filha?

Violet assentiu e olhou para suas mãos. Ela torceu os


dedos juntos, sabia que a terapeuta podia não ser capaz de
conduzi-la na direção que iria ajudar a limpar sua mente,
mas ela tinha que tentar descobrir se voltando para cá
ajudaria.
— Violet, você acha que talvez o que você sinta, este
amor, esta conexão com este homem, não é porque você o vê
como seu salvador? — Esta não era uma pergunta nova,
apenas uma que Violet evitou antes.

— Não, eu não acho que é isso.

— Você acha que, talvez, você vê Cain como um pai e é


por isso que você tem essa forte ligação com ele?

— Claro, eu o via como uma figura paterna, enquanto


crescia, mas algo mudou depois que ele foi preso.

— Hum. — Dra. Yen disse novamente e anotou mais


algumas notas. — Vamos recapitular, Violet. — A terapeuta
olhou para ela e sorriu gentilmente. — Sua mãe não estava
mais presente e você não se lembra dela, né?

Violet assentiu.

— Seu pai era um alcoólatra que te abusava


verbalmente sobre a sua aparência e peso.

— Sim, está correto. — Por mais estranho que fosse


ouvir isso de alguém, Violet já havia superado aquele abuso
emocional de seu pai. Ela não deixou que isso moldasse
quem ela era. O que a estava consumindo desde que ela tinha
dezesseis anos era Cain e, claro, esses sentimentos
persistentes de nojo quando ela pensava sobre o homem que
a feriu.

— Então o homem, — Dra. Yen olhou para suas notas


— Carl Brungarden, te estuprou quando tinha dezesseis
anos. — A terapeuta não expressou como uma pergunta. —
Tem sido um longo tempo desde que nós conversamos, Violet.
Como você tem lidado com isso?

Violet olhou para suas mãos novamente.

— Eu não penso sobre Carl, ou pelo menos eu não


tento. Às vezes eu olho no espelho e vejo algo feio, imagino
suas mãos me segurando, mas isso não me controla ou
afetou qualquer relacionamento que eu tentei ter.

A médica concordou.

— Embora eu não esteja danificada. O Carl não tem


esse tipo de controle sobre mim. E não, eu não acho que o
estupro, ou meu pai, tem alguma coisa a ver com o que eu
sinto por Cain.

A médica não se moveu e não falou nada, apenas deixou


Violet falar e agora era o que Violet necessitava.

— Violet, eu acho que você já percorreu um longo


caminho e está fazendo muito bem para alguém com a vida
ou com o passado que você teve.

— Obrigada. Eu acho que estou indo bem na vida


também, mas eu simplesmente não consigo deixar meus
sentimentos por Cain diminuírem, nem mesmo depois de
todos esses anos.

Ela assentiu com a cabeça.

— Você quer que os sentimentos diminuam?

Violet pensou sobre isso.

— Não, eu não, mas eu também sei que não posso ter


qualquer coisa com ele, dessa forma.
— E por que não?

— Porque ele não é o tipo de homem que se estabelece,


especialmente não com uma mulher como eu, a melhor
amiga de sua filha.

— Violet, talvez falando com Cain, irá te ajudar a


avançar, a dar esse primeiro passo.

— Ele me afastou e eu fiquei longe porque eu não quero


fazer as coisas ficarem ruins entre nós.

— Não existe um ponto no tempo, onde você tem que


seguir em frente, e tem que parar de pensar sobre o passado.
Isso demora e é por isso que você veio no passado e agora me
ver. Você precisa apenas passar por isso, um dia de cada vez.
— Ela sorriu para Violet. — Mas você tem que começar com
você mesma em primeiro lugar, se preocupar em fazer-se
completa e bem com você mesma, antes de você tentar e se
concentrar em dar o próximo passo nessa direção.

Violet sabia que Dra. Yen estava dizendo a verdade e


sabia que, embora ela estivesse indo muito bem em sua vida,
ela não seria capaz de trabalhar apenas em si mesma e não
se preocupar com o que ela queria com Cain. Ela o amava, e
não era uma emoção que ela queria perder. O passado não
havia enfraquecido ela, a fez mais forte.
Cain sentiu o vento em seu rosto, a liberdade correu em
suas veias. Ele finalmente estava fora deste pedaço de merda
de lugar e seria capaz de se vingar, e estar com suas
meninas. Ele parou e esperou que as portas se abrissem e ele
pudesse sair. Mas não havia qualquer comitê de boas-vindas
do outro lado, apenas um SUV preto com um filho da puta
perfurado e tatuado, vestindo uma jaqueta do Brothers of
Menace Prospect parecendo um pouco apreensivo.

Bom, ele deveria ter um pouco de medo, na presença de


Cain. Cain foi orientado para sair, levou um segundo para
deleitar-se com o fato de que finalmente estava fora, e olhou
para o guarda que estava do outro lado.

Vai se foder, filho da puta.

— Tenha um dia da porra de tão fantástico. — Disse ele


ao invés do que ele realmente pensava. Ele sorriu, e o guarda
não se moveu, nem sequer abriu um sorriso ou grunhido.
Cain caminhou até o recruta2, e olhou para o homem de cima
a baixo, comentou sobre o fato de que ele era um grande
idiota. Ele seria um bom complemento para o clube apenas
pelos músculos, mas mais uma vez, tudo depende de quão
leal e fiel ao MC ele era. Eles não queriam qualquer bastardo
fraco vestindo suas jaquetas.

— Sou Pierce, irmão. — O recruta estendeu a mão.

Cain olhou para a mão estendida.

— Eu não sou seu irmão. — Ele passou por Pierce, e


subiu no banco da frente. Pierce ficou ao lado da porta do
2
Prospecto, aspirante a soldado.
passageiro por alguns segundos, em seguida, caminhou ao
redor da frente do SUV. Ele tinha um olhar de medo em seu
rosto e Cain sorriu. Era melhor o homem endurecer um
pouco. Se ele achava que Cain iria abraçá-lo logo de cara,
mesmo sem saber nada sobre ele, iria ferir seus sentimentos
muito mais. Cain não confiava em muitas pessoas, além dos
homens em seu clube. E até Pierce se mostrar e provar sua
lealdade, ele era apenas mais um idiota na porra da rua pra
Cain.

Pierce entrou no banco do motorista, ligou o motor e


olhou pra Cain.

— Cara, um monte de merda aconteceu desde que você


foi para a cadeia.

Maravilhoso, apenas o que Cain precisava agora, mas,


novamente, quando se era parte de um MC, as coisas nem
sempre funcionavam sem problemas. A vida que eles levavam
era violenta, perigosa, e ser o centro das atenções quando a
merda batesse no ventilador, era tudo parte de estar na
fraternidade.
Várias semanas depois

Cain arrombou as portas da frente do clube, com o


corpo cheio de adrenalina, o bombeamento do sangue, e a
necessidade de terminar de uma vez por todas com isso,
consumindo ele. Os caras estavam jogando cartas em uma
mesa lá dentro, quando Cain entrou em cena todos eles se
levantaram. Carl já estava meio morto, preso e ferido, e
derramando sangue no chão do clube, Cain queria feri-lo
ainda mais. Eles olharam um para o outro, os membros do
clube olhando confusos e um pouco curiosos para saber o
que estava acontecendo.

— Irmão, que porra está acontecendo? — Perguntou


Lucien.

Mas eles tinham que saber que porra estava


acontecendo, tinham que saber que, ele precisou fazer isso
durante os últimos nove anos de merda. Encontrou Carl em
um bar local, rastreou o filho da puta desde o dia em que ele
saiu da prisão. O idiota estava tentando pegar algumas
meninas bem novas, provavelmente para contaminá-las como
ele fez com a bebê de Cain e Violet.

Cain levantou o homem gemendo alto o suficiente para


que eles pudessem ver seu rosto fodido, e depois jogou ele no
chão, sentindo satisfação quando Carl grunhiu de dor, mas
estava fraco demais para puxar seu rabo para fora do piso. A
cabeça do cara rachou no chão, e Cain foi até seu corpo,
quebrando para cacete as juntas dos dedos. Ele precisava
bater em Carl como um saco de pancadas maldito até que as
suas mãos não pudessem mais trabalhar. Cain foi até o bar,
estendeu a mão sobre o balcão pegando uma garrafa de
tequila e bebendo uma boa parte dela, antes de bater a
garrafa de volta no bar. Ele se virou e olhou para eles.

— Aquele filho da puta ali. — Ele inclinou o queixo para


Carl.

— É o que mexeu com Fallina? — Cain acenou com a


cabeça depois que Kink falou.

— E que caralho você está fazendo, trazendo-o aqui? —


Malice perguntou andando até o cara e empurrou com uma
bota, olhando para ele.

— Eu não tenho muitos lugares que eu possa torturar


esse bastardo que tentou estuprar minha filha, — disse Cain
e olhou para Lucien, não revelando que Carl tinha realmente
estuprado Violet. — Eu preciso de um lugar para escondê-lo
até que eu tenha terminado.

— Terminado de fazer o quê? — Perguntou Kink.

Cain olhou para cada um deles, dando-lhes um olhar de


tipo “Vocês sabem exatamente o que diabos eu vou fazer com
ele”. Ele esfregou uma mão no rosto.

— Obter vingança por toda dor que minha filha sofreu


por causa deste bastardo. — Cain pegou a garrafa de novo e
bebeu mais, seu olhar afiado no pedaço de merda no chão.
Malice, Kink, e Lucien, três deles foram até Cain.
— Eu quero vê-lo ferido, quero ver a dor em seu rosto, e
quero que ele perceba que ele vai morrer pelas minhas mãos.
— Cain disse entre os dentes e sentiu o fogo em suas veias
queimar mais forte e mais quente. — E eu não sabia para
onde mais ir, quando eu descobri onde o idiota estava,
acompanhei seus movimentos e foi quando soube que este
era o primeiro lugar que eu viria.

Lucien agarrou seu ombro.

— Ele machucou sua filha e isso significa que ele mexeu


com toda porra do clube. — Lucien deu um passo para trás.
— Vamos levá-lo para a garagem. O chão de cimento é
revestido de modo que o sangue não mancha.

E então eles foram arrastando o homem que estava


prestes a viver os últimos momentos de sua vida, em agonia.

Cain olhou para o homem que estava preso como um


porco prestes a ser eviscerado. Ele bebeu meia garrafa de
scotch, e, embora ele quisesse estar bêbado, porque esta
situação trouxe de volta muitas memórias, ele fez questão de
parar para que estivesse meio sóbrio. Sua menina, já não era
uma menina por um tempo. Com vinte e cinco, Fallina era
uma adulta agora, levando uma vida que não foi afetada por
este pedaço de merda. Seus irmãos estavam ao redor, dando
seu apoio silencioso para o que ele fosse fazer com este
bastardo. Cain planejava fazer o homem sofrer, planejava
fazê-lo ter medo da mesma forma como sua menina e Violet
ficaram há nove anos.

Ele estava orgulhoso de que Fallina estava vivendo sua


vida saudável e feliz. Ela era professora, ajudava aos outros,
dando-lhes seu apoio. Ela era uma boa menina, Violet
também, mas este pedaço de merda, espaço desperdiçado,
tomou a felicidade deles juntos. Ele fechou os olhos e
respirou, sabendo que este idiota não foi longe o suficiente
com Fallina para levar a porra da sua inocência, graças a
Deus. Mas ele tomou a inocência de Violet, rasgando de seu
corpo jovem, como se fosse dele em primeiro lugar. Violet
pode não ser sua por laços de sangue, mas ele a viu crescer,
sabia que sua vida dentro de sua casa foi uma merda, e ele
disse, anos atrás que nunca deixaria ninguém a machucar de
novo. Ele falhou a esse respeito e ele tinha que fazer isso, por
ela. O que Violet não sabia e o que ele estava lutando todo
maldito dia de sua vida, era com o fato de que ele queria
Violet como sua. Ele a queria de uma forma que não deveria,
de uma maneira errada e imoral aos seus olhos. Ela esteve lá
para ele todos esses anos atrás, quando ele estava preso,
dizendo-lhe onde esse desgraçado estava, mesmo quando ele
não queria que ela se envolvesse nisso. Ela era feroz e forte,
apesar de tudo que esse idiota fez para ela.

Ele abriu os olhos lentamente, sentiu a raiva e a vontade


de assassinar encher sua cabeça e seu corpo, enrolou suas
mãos em punhos ao seu lado. Sim, este filho da puta pagaria
com sangue e gritos de dor. Cain estaria tendo sua vingança
agora, pelas duas mulheres com que ele mais se importava
até mais que a si mesmo.

O homem já estava espancado e ensanguentado,


implorando por sua vida, mas estes gritos foram aos ouvidos
dos surdos. Eles estavam na garagem, atrás da casa do clube
e já estavam ali pelas últimas horas. Cain não conseguia
parar e não ia acalmar-se até que o filho da puta não
estivesse mais respirando. Carl, o homem que feriu tudo o
que ele amava, tinha os braços acima da cabeça, e um
pedaço de corda fixada em torno de seus pulsos, estava
suspenso em uma das vigas acima. Ele desmaiou, mas Cain
se certificaria de que ele não ficasse assim por muito tempo.
Se aproximou para pegar um balde de água gelada que Kink
trouxe e jogou em Carl. O estuprador engasgou e voltou à
consciência, Cain sorriu. Ele deu um passo atrás e tirou a
camiseta, uma vez branca, que agora estava manchada de
sangue por todo lado, por causa da surra que ele deu em
Carl.

Cain pegou um par de soqueiras da bancada,


escorregou nos dedos e voltou para Carl.

— Por favor pare. Eu estava bêbado. — O homem


engasgou. O sangue escorria do nariz e da boca, caindo sobre
seu peito e pelo chão.

Cain olhou para ele por um segundo, pensou sobre


aquele dia, há nove anos atrás e não deu a mínima se o filho
da puta tinha bebido ou não. Ele se mexeu e sem responder
nada, conectou as juntas de bronze com o rosto do homem.
Carl uivou de dor, lutando em suas amarras, e fez Cain
sorrir, sentindo puro prazer através de suas veias. Carl
começou a se acalmar lentamente. O sangue era um fluxo
contínuo saindo dele e uma pequena poça estava se
formando no chão. Cain deu um passo para longe dessa
poça.

— Minha filha continuava pedindo para parar também,


não é? E se eu não tivesse chegado a tempo, você a teria
danificado ainda mais do que você fez. — Disse Cain em uma
voz calma e mortal. — Mas você não parou quando Vi... —
Cain parou de falar imediatamente, e sabia que ele não
poderia trazer Violet para isso. O clube sabia sobre o que
aconteceu, protegeu suas meninas enquanto ele estava fora,
mas ele não iria trazer seu nome para este filho da puta
ouvir. O que o clube não sabia era que esse pau havia
estuprado Violet antes dele tentar ir atrás de sua Fallina.

Malice veio para ficar ao lado de Cain e ele o olhou


quando Malice entregou-lhe uma garrafa de uísque. Malice
caminhou de volta para Kink, que se encostou do outro lado
do salão. Carl estava semiconsciente fazendo estes sons
borbulhantes e molhados.

— O cara está prestes a naufragar, irmão. — Disse


Lucien.
Cain olhou para o presidente do seu clube. Lucien
puxou uma tragada de seu cigarro e depois deixou cair no
chão para apagá-lo.

— Se você não acabar com ele agora, ele vai morrer de


perda de sangue ou choque interno e você vai perder de dar-
lhe o golpe final. — Cain acenou com a cabeça, sabendo que
era a verdade, e sua morte não seria boa sem Cain dar o
golpe final. Ele tomou outro gole da garrafa de bebida,
enquanto olhava para o homem que ele estava prestes a
matar, e depois colocou a garrafa no chão.

— Você está certo. É melhor eu terminar logo com isso,


antes que este filho da puta desmaie novamente e não possa
sentir o que eu farei de seus últimos segundos de sua vida, a
parte mais dolorosa. — Cain foi até a bancada de novo, olhou
para o equipamento enferrujado, e em seguida pegou uma
faca de caça, de nove polegadas, tipo uma serra. Ele andou
até o homem, que estava lutando para respirar agora. Ele
agarrou o queixo de Carl, virou seu rosto inchado e
espancado por isso ele foi forçado a olhar para Cain e lhe
mostrou os dentes.

— Se você tivesse morrido nove anos atrás, quando eu


bati seu crânio contra o cimento, sua morte teria sido muito
mais rápida. Mas durante os últimos nove anos, enquanto eu
estava trancado numa cela, tudo o que eu podia imaginar
eram todas as maneiras que eu iria tirar sua vida. — Cain
tomou a lâmina e correu ao longo de cada lado do rosto deste
idiota. A pele se abriu imediatamente, e tão doente como era,
Cain sentiu essa emoção, movendo através dele com a visão.
— Você fez minha filha ter medo por um longo tempo, porra,
e embora ela seja forte e está vivendo sua vida, a porra da
sua existência ainda a assombra. — Ele queria rugir o que ele
fez para Violet, mas olhando para os olhos do homem, vendo
a vida drenando dele, disse-lhe que Carl já não estava
ouvindo muito de qualquer maneira.

Além disso, Cain sabia que a vingou. Violet lhe disse


sobre o estupro em confiança. Cain esfaqueou o homem no
intestino.

— Sua morte não vai fazê-la se sentir melhor, porque ela


não vai saber o que aconteceu. Eu não posso lhe dizer o que
eu fiz, mas ela vai saber que seu medo não precisa mais
controlá-la.

Ele não iria dizer a Fallina, mas ele diria a Violet, porque
sabia que ela precisava disso, precisava ter esse
encerramento. Ela podia agir como se fosse forte e vivendo a
vida como nada, mas uma parte dela, ele sabia, que ainda
pensava sobre este homem. Cain moveu a lâmina para cima,
sentiu a suavidade da faca cortando a carne e apertou seu
punho no cabo da lâmina.

— Eu poderia ter deixado você viver a sua vida com a


vergonha do que você fez com a minha filha, e,
provavelmente, outras jovens. — Ele fechou os olhos por um
segundo e pensamento em sua doce Violet. — Mas matar
você vai saciar esse monstro sádico dentro de mim que ficou
louco para acabar com você. — Ele continuou a mover a
lâmina lentamente. Carl borbulhava, lutando em vão. Cain
mostrou os dentes, e torceu a lâmina uma última vez quando
a vida desapareceu dos olhos desse filho da puta.

O silêncio encheu a sala quando Carl deu um último


suspiro pelo ar. Este suspiro veio junto com o de Cain, era o
alívio de finalmente ter feito o que ele disse que faria. Ele deu
um passo para trás, e olhou para a faca que ele segurava. A
faca em volta de pingos com líquido vermelho, viscoso caindo
no chão. Ele ergueu os olhos, olhou para cada um dos caras,
em seguida, baixou a faca. A garrafa de uísque ainda estava
no chão ele pegou e bebeu o álcool até que nada foi deixado.
Quando olhou para Carl novamente, sem vida, ele puxou a
garrafa longe de sua boca e levando ao seu lado.

— Que porra é que eu vou fazer com o corpo agora? —


Não que ele se importava o que era feito de Carl, mas ele não
podia envolver o clube.

— Temos vinte acres no estabelecimento. Tenho certeza


de que podemos encontrar algum lugar para ele. — Malice
disse em uma voz profunda, mas Cain não olhou para o
homem. Tudo o que podia fazer era olhar para Carl, ver o
sangue que foi lentamente pingando dos orifícios de seu
rosto.

— E ninguém virá procurá-lo? — Perguntou Kink, se


movendo em direção ao corpo de Carl sem vida.

— Não, este pedaço de merda estava vivendo em uma


casa de crack cerca de duas horas daqui drogado e ainda
com uma agulha na porra de seu braço e uma prostituta em
cima dele, chupando seu pau.
Kink ofereceu a Cain um cigarro e ele pegou um.

— Além disso, eu fiz minha pesquisa sobre ele,


enquanto estava na cadeia, fiz algumas ligações enquanto
estava trancado e sabia que uma vez que eu estivesse fora, eu
teria tudo que eu precisava para caçá-lo e terminar o que
comecei nove anos atrás.

Ele não estava prestes a dizer que o contato que ele


tinha, era Violet. De jeito nenhum, na realidade, ele desejou
que ela ficasse fora disso, mas o fato é que ela se recusou a
recuar, se recusou a ouvi-lo. Ela era muito teimosa, isso era
certo.

Cain acendeu a ponta do cigarro e inalou


profundamente. Ele olhou para a fumaça. Você devia parar
com essa merda. Ela vai te matar. Cain deu mais uma tragada
no cigarro e em seguida esfregou o resto na parte inferior do
seu sapato. Ele parou anos atrás, mas os velhos hábitos
persistiram quando esse tipo de merda vinha de cara.

— Bem, se vocês estão prontos para começar a cavar e


colocar esse pedaço podre embaixo do chão, eu estou pronto
para deixar toda essa história para trás.

Cain olhou para Lucien, observou seu Presidente


caminhar até o cadáver, desprendê-lo das cordas que ele
estava anexado e jogar seu corpo no chão. Kink e Malice se
aproximaram, pegaram Carl do chão, em seguida, os quatro
saíram da garagem e caminharam através dos bosques que
cobriam a parte traseira do clube. Era tarde, já escuro para
caralho e a lua mal penetrava entre as árvores acima deles.
Lucien agarrou algumas pás no caminho para o bosque e
Kink agarrou uma lanterna. O corpo foi estendido sobre o
ombro de Malice, e Cain abria o caminho, sentindo essa
liberdade enchê-lo de que finalmente terminou com este
pesadelo para suas meninas.

Eles caminharam por cerca de vinte minutos. Em


seguida, as pás foram entregues, e eles começaram a cavar
uma cova sem marcação. Ele agarrou as pernas de Carl,
jogou esse jumento estuprador no buraco e começaram a
encher com terra.

— Vocês sabem que são minha família, — disse Cain,


seu foco na sepultura recém preenchida. Ele cuspiu nele,
sentindo nojo. — Eu tenho esperado por este dia durante
muito tempo. — Ele também estava pensando sobre tudo
isso, todos os dias, enquanto preso.

Lucien bateu Cain na parte de trás.

— Eu sei, irmão, e você é a nossa família também.

— Por toda vida. — Kink disse em voz alta.

— E nós faríamos qualquer coisa para ajudá-lo a


encontrar essa paz e vingança, irmão. — Malice afirmou. Se
aproximando, colocou a mão no ombro de Cain.

Cain assentiu. Estes homens eram sua família, seus


irmãos de armas, e ele matava e morria por eles.

— Qualquer um que fode com os filhos de um membro,


de qualquer forma passa por isso. Sempre iremos nos unir e
matá-los. — Disse Kink em um grunhido fundo que tinha
perigo e ameaça em sua voz.

Eles ficaram lá por mais alguns minutos, ninguém falou,


e então todos eles decidiram sair e ficar caindo de bêbados.
Cain precisava disso, porque não podia fazer o que ele
realmente queria fazer – Ir até Violet - e isso era algo que ele
podia entreter, sem se sentir como um bastardo doente.
CAPÍTULO
4
Cain sentou-se no bar com os Irmãos do clube e Menace
tomando uma cerveja. Ele estava bebendo a mesma cerveja
morna Sam Adams nas últimas horas. O membro mais novo
dos irmãos, Pierce, acabou de entrar por votação e estava
ocupado se deliciando por aí com as meninas do clube,
penduradas ao seu redor. Cain nunca entendeu o apelo das
bundas-doces 3 no clube. Sim, era de fácil acesso e boceta
corria solta ao nosso redor, mas ele nunca gostou da sujeira
de toda essa situação. Ele era, provavelmente, o único
homem no clube que não enfiava o pau em qualquer coisa
que andava. E não tinha nada a ver com o fato de que ele
esteve preso por nove anos, porque mesmo antes disso, ele
ficava longe das vagabundas. Ele esteve com Beth Wren por
um ano e, dessa relação, teve sua filha, Fallina. Isso foi o
destaque de estar com Beth, porque quando Fallina tinha
apenas três anos ele recebeu um telefonema que Beth teve
uma overdose. Dizer que ele ficou surpreso que ela era uma
viciada em drogas era um eufemismo. Então, ele a partir
daquele momento, dedicou sua vida a ser um pai melhor para

3
São as groupies dos clubes de motos.
Fallina. Cain não sabia sobre o uso de drogas de Beth e sua
filha viveu nessa situação fodida sem perceber, mas ele
nunca mais iria colocá-la em uma situação como essa
novamente. Talvez seja por isso que ele nunca saiu para as
festas com o clube, ou usou coca quando os caras usavam
ocasionalmente. Ficar bêbado era o máximo de festa para ele.

Ele levantou sua cerveja e pensou no dia em que trouxe


a sua menina para casa de uma vez por todas. Cain não foi
um pai horrível, ia vê-la quando tinha tempo e não estava
ocupado com o clube, mas ele também não foi “O melhor pai
do ano”. Foi difícil cuidar de uma filha em tempo integral,
quando ele estava apenas em sua vida de vez em quando. A
transição foi difícil para ambos, mas, em seguida, Fallina
cresceu mais ligada a ele, tornando-se sua melhor amiga e ele
já não conseguia pensar em não tê-la em sua vida. Ela podia
ser uma adulta agora, mas ela ainda era sua menina, e
sempre seria.

— Hey. — Disse uma menina do clube e veio sentar-se


ao lado dele.

— Não estou interessado, gracinha. — Ele disse com


uma voz branda. Ele não seria um idiota com ela, mas se ela
fosse como algumas das putas que estavam por aqui
tentando tudo para ficar com ele, aí sim, teria que colocar
sua bunda no lugar. Ele sentiu seu olhar sobre ele, então
olhou para ela.

— Com licença, eu ouvi errado? Eu não estou aqui


oferecendo para abrir minhas pernas para você. — Ela
parecia cansada, tinha uma bandeja cheia de garrafas de
cerveja e exalou bruscamente.

— Não? Isso seria novo, para uma bunda-doce no clube.

— Eu não sou desse tipo. — Disse ela um pouco irritada


e Cain não pôde deixar de rir.

Eles não falaram por alguns segundos, o que estava


bom para ele, porque não estava com disposição para
conversa fiada.

— Eu ouvi que você estava preso e acabou de sair. —


Ela disse e ele apertou a mandíbula. Cain não era de falar
sobre sua vida pessoal com estranhos, menos ainda com as
mulheres ao redor do clube.

— Não vou transar com você. — Disse ele, mantendo


seu foco para a frente.

— Desculpa. Eu não quis insinuar nada com isso.


Apenas iniciando uma pequena conversa.

Ele olhou para ela. Ela parecia sincera, mas ele não
dava a mínima de uma forma ou de outra. Ele acabou de
matar aquele pedaço de merda estuprador, tinha Violet na
mente, porque ele queria dizer tudo isso para ela e falar sobre
sua vida pessoal com esta garota aleatória, não era uma área
que ia fazer movimento, porra.

Ela exalou novamente e, então, pediu ao garçom por


mais algumas cervejas. O clube estava bombando com as
atividades, celebrando o mais novo membro e tudo o que
Cain podia pensar era em estar com Violet naquele momento.
Ele viu Fallina quando saiu da cadeia, a abraçou e disse que
as coisas ficariam bem. Ela estava vivendo bem sua vida e ele
estava orgulhoso pra caralho por isso.

Mas Violet era outro problema, porque ele a evitava


como uma praga maldita, tentando deixar os seus
pensamentos em ordem e seu romance em linha reta.
Embora o garçom estivesse ocupado preenchendo seus
pedidos de bebida, Cain viu quando a menina passou a mão
sobre seu cabelo castanho claro.

— Você parece tão cansada quanto eu. — Disse Cain, e


terminou sua cerveja. Ele estava apenas passando por um
momento ruim em sua vida e jogou isso contra a mulher, que
claramente se ofendeu ao ser chamada de boceta fácil. Ele
tinha que respeitar muito isso.

Ela olhou para ele, e seus olhos azuis estavam


excepcionalmente brilhantes.

— Tem sido um daqueles dias. — Ela olhou para trás


quando os caras riram alto. — Eu sou Jana. — Ela disse mas
manteve seu foco em Tuck.

Ela era jovem demais, talvez vinte e um, mas seus olhos
diziam que ela parecia mais velha, como se tivesse
experimentado uma vida bastante difícil. Cain nunca
entendeu o apelo de mulheres que querem se tornar bundas-
doces, apenas para desistir de sua boceta, quando um
membro do clube estalasse os dedos. Talvez tenha sido o
dominante nele, que disse foda-se à essa merda, que nunca
tinha que se submeter a outra pessoa assim. Não perdeu o
momento que Jana estava focada duramente, até demais, em
Tuck, um dos membros mais antigos, um dos originais. O
homem com a cicatriz de mau, através de sua jugular, tinha
uma menina do clube em seu colo, um cigarro entre os lábios
e estava assistindo duas meninas se beijarem. Cain olhou
para a mulher que estava ao lado dele, com o rosto suave e
vulnerável, ele queria dizer a ela que parasse de ter
pensamentos de se tornar a Senhora4 de Tuck ou qualquer
um dos irmãos, pois isso provavelmente não iria acontecer.
Sim, alguns dos homens tinham suas Senhoras agora, mas a
verdade era que, raramente, uma menina do clube conseguia
permanentemente ficar com um membro.

— Eu não durmo com os caras. — Ela disse e pegou ele


olhando para ela quando ela virou. — Eu estou tendo um
momento difícil na minha vida agora e minha amiga Bobbie,
— ela apontou para uma das meninas do clube que falava
com Pierce, — disse que eu poderia falar com o presidente do
clube e ver se podia me hospedar aqui um tempo. Lucien
disse que eu posso ficar aqui e ajudar a pagar minhas
despesas, limpando e cozinhando de vez em quando.

Cain não disse nada.

— Acredite em mim, eu não estaria aqui a menos que


eu, absolutamente, não tivesse outra escolha. Eu só preciso
de um tempo para me estabelecer.

Isso era novidade para ele, incomum também, o clube


era tudo isso para os caras quando necessário, mas não uma

4
“Old Lady” – Esposa de um MC
hospedagem para bocetas. Mas isso era problema dela e ele
não estava nem aí para isso também. Ele manteria isso para
si mesmo e pensou que os outros deveriam ter feito o mesmo.
Mas, enquanto olhava para a jovem que claramente estava de
olho em Tuck, ele queria fazer algo por ela, deixá-la saber que
não achava que as coisas iriam progredir de uma forma que
não era normal neste estilo de vida.

— Se você está pensando que você pode domar um dos


membros, fazê-los ver você, como mais do que uma mulher
que lhes traz bebidas, ou um buraco para colocar seu pau,
você deve acordar agora, querida. — Ele não queria soar
como um idiota, mesmo que provavelmente saiu dessa forma.
Ela parecia uma menina bastante honesta, mas este era um
outro nível para ela lutar por esta causa.

— Eu não sei o que dizer. — Ela virou-se e agarrou as


cervejas.

— Escute, eu não me importo com o que você faz em


sua vida, mas você parece que já teve um tempo difícil e eu
pensei que você devia saber que os caras podem ter
Senhoras, mas eles não pegam bocetas de clube.

Ela olhou para ele com um olhar duro.

— Eu disse que eu não sou uma boceta do clube, nem


bunda-doce, ou seja lá que diabos vocês chamam essas
mulheres. Eu sou apenas uma garota tentando voltar a me
sustentar de novo. — E então ela se afastou dele.

Bom ela defender-se sozinha, mas ele já passou do


drama e se focou em Violet mais uma vez. Ele não deve ir vê-
la, não deve sequer pensar nela. Mas isso não o impediu de
sair do clube.

Sim, ele estava fodido, e sabia que isso não poderia


acabar bem.

Ele se levantou, passou pelos caras recebendo lap


dances e boquetes, alguns cheirando coca nas grandes
mamas das meninas do clube e se dirigiu para fora de lá. Ele
não queria nada dessa merda, nem sequer queria estar
envolvido nessas coisas agora, enquanto ele tinha Violet em
mente. Uma vez fora, ele foi até sua moto, pegou seu
capacete, e montou na grande moto. Estava escuro, o ar
fresco e um tempo perfeito para passear. Ficar preso e não
ser capaz de andar de moto, foi um inferno. Cain vivia em sua
Harley, montava com seus irmãos e isso era ele, corria por
suas veias. Mesmo que ele já tivesse saído há algum tempo,
andando o máximo que pôde, ele não sentia como se fosse
suficiente. Nunca seria suficiente e ele tinha muito tempo
livre agora para andar de moto.

Ele puxou para a estrada, deixando a liberdade de ser


capaz de ir a qualquer lugar que ele queria sem nada lhe
segurando, encher suas veias e sabia que para onde ele
estava indo não era para onde ele precisava ir. Ele não viu
Violet em muitos anos, longos e extremos anos. E embora ele
pensasse nela todos os dias, fazendo com que ela estivesse
sendo cuidada e segura, o fato é que ela agora podia não
querer mais vê-lo. Ele a mandou seguir em frente com sua
vida, era o que ele queria que ela fizesse. Indo para lá,
poderia começar com uma confusão que nenhum deles
queria e nem precisava. Mas Cain tinha a necessidade de
contar para ela sobre o que fez com Carl, precisava que ela
fosse capaz de ter sua paz de volta finalmente, porque mesmo
ele sabendo que ela era forte e que lidava com as coisas por
conta própria, os demônios nunca mais saíram. Eles ficavam
escondidos, e por vezes, esses fodidos apareciam.

Ele dirigiu para Chatham View, a cidade onde Fallina e


Violet viviam. Era uma cidade grande, muito maior do que
River Run. Ele sabia onde Violet vivia, porque mesmo fazendo
com que ela ficasse longe dele, se manteve sob controle da
vida dela. Ele não podia deixá-la ir nessa questão. Ele puxou
para sua rua, dirigindo pela tranquila e pequena estrada,
quando finalmente parou e virou a moto desligando, em
frente à sua casa. Ele deu uma tragada no seu cigarro e
olhou para a pequena casa cerca de uma hora longe de River
Run. Houve movimento por trás da cortina, e seu coração
pulou no ritmo. A única mulher que o ajudou ao longo de
todo este processo, nunca deixando de apoiar-lhe, foi a única
a mantê-lo atualizado sobre o filho da puta, que ele acabou
de enterrar no chão, estava apenas alguns metros de
distância. Cristo, ele não queria que ela estivesse envolvida
em nada, mas ela era uma mulher teimosa. Finalmente
seguiu em frente, ou pelo menos recuou e ele não percebeu o
quanto isso o feriu, sabendo que não poderia ter o tipo de
relacionamento que ele queria com ela.

Violeta Wings.

O nome dela era gentil, lunático mesmo, mas a mulher


que conhecia durante mais tempo do que ele conseguia se
lembrar. Ela não era apenas a pessoa que deu a localização
do idiota que ele matou, mesmo se chateando quando ela se
manteve a par dessa merda, mas ela era a única mulher que
ele não deveria querer, por ser quem ela era.

Você não deveria estar aqui, apenas observando-a, como


a porra de um perseguidor à espera de conseguir um vislumbre
dela.

Ele deu mais uma tragada em seu cigarro e esfregou


embaixo do calcanhar da bota, antes de jogar fora. Sim, ele
devia ir embora, mas ele não iria. Passar nove anos na prisão,
dos dezesseis que ele foi condenado, não lhe ensinou nada
além de sua vingança, exatamente tida, quando ele saiu.
Seus irmãos estiveram lá para ele o tempo todo, assim, como
sua filha. Mas foi Violet que manteve contato com ele, apesar
do fato de ter lhe dito para esquecê-lo, para seguir em frente
com sua vida, e deixar tudo isso para trás.

Ele nunca disse a ninguém que Violet foi ferida por esse
imbecil. Ele não disse ao seu clube, e nem mesmo a sua filha.
Violet disse a ele em confiança, manteve essa merda dentro
dela durante anos após o fato e ele teve prazer em acabar
com a vida daquele desgraçado, por sua menina e pela
mulher que ele desenvolveu um sentimento de preocupação e
cuidado, mais do que deveria.

Saindo de sua moto, caminhando em direção a porta da


frente e sabendo que ele não deveria estar fazendo isso, nada
poderia tê-lo impedido. Ele só a viu uma vez, anos depois de
terem começado a falar ao telefone e por cartas, foi quando
ela foi até ele na prisão. Essa foi a única vez, porque ele disse
a ela pra não voltar lá, que a merda de lugar em que ele
estava vivendo todos esses anos, não era um lugar que ele
queria que ela estivesse. E ela ouviu, graças a Deus, porque
os homens que viviam na prisão não eram pessoas boas. Cain
não era bom, nunca foi e iria recorrer a coisas ruins para ser
entendido, ou para proteger o que era dele. Ele era perigoso,
violento e era apenas quem ele era, alguém que ele sempre
seria.

Ele encontrou-se em pé, na frente de sua casa, com a


mão enrolada em um punho para bater na madeira marcada.
Ele bateu na porta e lá estava a mulher que assombrou seus
pensamentos por muitos e muitos anos.
CAPÍTULO
5
Ela o ouviu bater à porta e embora o viu lá fora, do
outro lado da rua sentado em sua Harley, ela estava uma
pilha de nervos. Cain estava aqui, na frente do outro lado da
porta, em carne e osso e ela iria ser totalmente honesta com
ele. Não havia mais o que escrever, não havia mais
correspondências, quando tentou ligar para ele na prisão. Ele
recebeu tudo dela, mas ignorou-a e ela sabia que ele achava
que era porque seria o melhor. E matou-lhe um pouco ter que
obedecer e ter ficado longe porque não queria vê-la, porque
achava que ela deveria procurar por coisas melhores. Para
ela, Cain era essa coisa melhor e ele era a luz que brilhou no
meio de sua escuridão.

Ela caminhou em direção à porta, agarrou o trinco e


abriu antes que ele pudesse bater de novo. E lá estava ele, em
todo seu um metro e noventa e oito, com seu cabelo escuro
ao lado roçando sua orelha, e seus olhos escuros e negros
mostrando silêncio.

— Eu me perguntava se você viria até mim quando


saísse. — Ela disse suavemente nervosa, e deu um passo
para o lado.
Ele não se moveu, nem sequer falou por alguns
segundos e, em seguida, limpou a garganta.

— Fiquei longe, sabendo que era o que você queria. —


Ela disse. A verdade era que odiava aquilo e esperava que ele
realmente não quisesse que ela ficasse longe. Violet esperava
que fosse apenas enquanto ele estivesse preso, que talvez ele
estivesse tentando protegê-la também de ser visada rodando
por aí. Ele nunca disse isso abertamente, mas ela sabia que
Cain teria feito isso, dizendo para ficar longe só para protegê-
la. Ele não respondeu e ela olhou para baixo, odiando que
havia essa tensão entre eles.

— Eu não ia vir aqui, ia ficar longe porque sua vida está


melhor sem mim.

Deus, ela odiava ouvi-lo dizer essas besteiras. Ela viu


quando ele esfregou a mão sobre sua mandíbula. Suas
bochechas cobertas de barba por fazer, e a ação despertando-
a. Ela queria este homem mais velho como ela precisava de
ar. Ela o amava, durante anos, e tudo o que ela mais queria
nesse mundo, era Cain saber disso, aceitá-lo e retribuir esses
sentimentos.

— Estou feliz que você veio Cain. — Sorriu suavemente


para ele e então olhou para baixo novamente. Ele usava essa
bota escura, de chutar merda. Violet ergueu o olhar para
cima em suas pernas que estavam cobertas num desgastado,
manchado e rasgado, jeans e sobre seu peito, estava uma
camiseta escura de mangas longas e o colete de couro dos
Brothers Of Menace, mostrando-lhe sua força. Seu poder era
intransponível e a visão de seus músculos salientes sob o
material fez tudo dentro de sua consciência se apertar.

Ela afastou-se uma polegada e o ouviu amaldiçoar


suavemente, em seguida, deu um passo entrando em sua
casa. Violet fechou a porta, encostou-se nela e recebeu toda
sua forma maciça. A parte de trás da sua veste preta,
mostrava o logotipo dos irmãos e uma fêxix subindo e uma
Harley delineada. Era uma visão poderosa, especialmente na
cidade de River Run, que era apenas a algumas horas de
distância de onde ela morava.

— Este é um lugar agradável, Violet. — Disse ele com


aquela voz profunda rouca dele, que ela passou anos e anos
pensando quando estava deitada em sua cama.

— Obrigada, Cain.

Ele se virou e eles se encararam por alguns momentos.


Cain não era um homem bonito pelos padrões normais. Ele
tinha um olhar duro, áspero e todo macho alfa. Era um
daqueles homens que colocavam medo nos outros, apenas
com um contato visual.

— Você quer algo para beber? Acho que tenho algumas


cervejas na geladeira e tenho uma garrafa de uísque no
armário.

— Sem álcool. — Disse ele e sorriu, mas parecia um


pouco fora de seu rosto endurecido.

— Você quer um café?


Ele acenou com a cabeça uma vez e ela se virou na
entrada da frente e se dirigiu para a cozinha. Ela olhou por
cima do ombro para ele, vendo que não se moveu de seu
lugar, mas a observava em cada passo. Violet foi rápida em
fazer uma jarra de café e quando tinha as duas xicaras na
mão, voltou para o hall da entrada, vendo que Cain foi para a
sala de estar. Ele estava em sua estante, com a foto dela e
Fallina, quando tinham seus dezesseis anos, antes de Carl tê-
la violentado e antes daquele filho da puta ter atacado
Fallina.

— Lembro-me quando esta foto foi tirada. — Disse ele


sem se virar. Ele olhou para a foto mais alguns segundos e
em seguida, colocou de volta no lugar.

Sim, ela se lembrava daquele dia, também. Estar com


Fallina e Cain foi o destaque de sua vida. Sua família
biológica era uma merda, com o pai negligente, que bebia no
bar achando melhor do que passar tempo com sua filha. E
quando passava esse tempo com ela, ele a insultava bastante,
até que Cain e os membros do clube bateram nele. Depois
disso, seu pai passava menos tempo com ela possível,
provavelmente com medo de conseguir que seu traseiro de
merda fosse ser chutado novamente. Então, ela passou a
maior parte de seu tempo na casa de Fallina dormindo por lá
durante as noites, jantando com eles e se transformaram
mais como uma família do que a que ela nasceu.

Ele se virou para ela e ela entrou na sala para dar-lhe a


xícara de café. O silêncio se estendeu entre eles e ela limpou
a garganta, odiando que estava nervosa em torno de Cain.
Mas ele esteve preso por nove anos e ela não o viu em cinco.
Mas, apesar dos anos que se passaram e o fato dele não
escrever de volta para ela nenhuma vez, depois que disse a
ela para sair, ela ainda amava este homem mais do que
qualquer coisa no mundo. Era uma loucura quão intensas
suas emoções eram com ele, mesmo depois de todo esse
tempo.

— Estou feliz que você finalmente veio aqui, Cain.

Ele balançou a cabeça depois que ela falou e observou-o


passar para o sofá. Sentou-se, colocou a xicara sobre a mesa
de café e recostou-se. Com as pernas ligeiramente
entreabertas, seus grandes braços apoiados sobre as coxas,
ela o olhou e tomou a visão de que aquele era Cain Trainer.
Ele virou a cabeça e olhou para ela e por um momento tudo o
que ela fez foi segurar sua respiração e esperar por ele para
falar primeiro.

— Você sabe por que eu empurrei você para longe cinco


anos atrás, quando você veio me ver?

Ela engoliu seco e assentiu.

— Eu sei que você fez isso pensando que estava me


protegendo. — Ele não respondeu de imediato, nem sequer se
moveu. Quando ele exalou devagar, ela sabia que isto ia ser
um cacete de uma conversa.

— Sente-se ao meu lado, Violet.

Ela apertou seu controle sobre a xícara e se aproximou


dele. Quando se sentou no sofá ao lado dele, mas com várias
polegadas entre eles, ela prendeu a respiração mais uma vez.
Deus, ela sentiu como se estivesse sob alfinetes e agulhas.
Bastou o tom de voz e a maneira como ele a observava, para
fazê-la sentir-se dessa maneira.

— Fallina me disse que você tirou sua licença de venda


de imóveis e têm trabalhado em Chatham View, que fez um
bom nome para si mesma.

Era como se ele estivesse tentando iniciar uma


conversa, porque ele não sabia mais o que dizer.

— Sim, está funcionando muito bem. — O silêncio


desceu novamente. — Você perguntou a Fallina sobre mim?

Ele olhou para ela e então concordou.

— Sim, eu perguntei, muitas vezes, na verdade. Eu


queria ter certeza de que estava tudo bem.

Isso incomodava.

— Por que você não me perguntou por si mesmo?

Ele suspirou, passou a mão sobre sua mandíbula


coberta de pelo e, então, falou depois do que pareceu anos.

— Quando você veio na prisão cinco anos atrás e me


disse tudo, sobre o que aquele filho da puta fez para você,
tudo o que eu queria fazer era vingá-la e a Fallina mais do
que já tive vontade antes. Você me escreveu, mantendo um
contato comigo, mesmo quando te disse que você precisava ir
em frente com sua vida e não se preocupar com um velho
bastardo como eu.
Ela colocou a xicara pra baixo e balançou a cabeça,
sabendo que ele não estava respondendo a sua pergunta
anterior.

— Você não é um velho bastardo. Você é o homem para


quem olhei a minha vida inteira. Você é o único que me
protegeu, me deixou ser uma parte de sua família e cuidou de
mim como ninguém jamais fez. — Ela sentiu suas emoções se
rebelarem, sentindo obstruir sua garganta e sabia que este
homem estava tão profundamente enraizado em seu corpo de
um jeito que ela nunca mais seria a mesma.

— Eu sei que a mantive afastada, mas eu pensei que era


a coisa certa a fazer. Eu não queria que você me visse
naquele fodido lugar e não queria você cercada por aquela
imundície. — Ele se virou um pouco no sofá para que ele
pudesse olhar para ela. — Eu posso ter dito que não voltasse
a prisão, cortei contato com você, mas eu sempre garanti que
tivessem tomando conta de vocês e que fossem vigiadas. —
Ela sabia disso também.

— Você foi o primeiro homem por quem me apaixonei,


Cain. — Ela bateu a boca fechada após as palavras saírem
derramadas. Deus, ela realmente falou isso. As palavras
escapuliram, quando ela planejou fazer isso apenas depois de
realmente conversarem. Ele ainda ficou imóvel por alguns
segundos depois que ela falou e então ele se inclinou para
trás e exalou. Ele cobriu os olhos com um braço, amaldiçoou
algo baixinho de maneira feroz e então ele olhou para ela
novamente.
— Eu não sou o homem que você precisa, Violet, e nem
o homem que você merece, isso é a porra de uma certeza.

— Essa conversa não está acontecendo da forma que eu


imaginei.

Cain se inclinou para frente e apoiou os antebraços nas


coxas e olhou para ela.

— Eu estou em meus quarenta anos, Violet, muito velho


para você. Você está apenas começando sua vida. Estar
comigo só vai complicar as coisas. Eu sou rude, grosseiro e
cru nos meus melhores dias. Você sabe disso tão bem como
qualquer outra pessoa.

— Cain, por favor. Não diga besteiras assim.

— Você não me ama dessa forma. Você vê um homem


que cuidou de você por um longo tempo.

Ela enrolou as mãos em punhos.

— Não me diga o que eu sinto, Cain. Eu sei o que


significa amar alguém. Eu nunca senti o que eu sinto por
você por qualquer outro homem e eu sei que nunca vou.

— Porra, Violet. — Ele passou a mão sobre os olhos.

— Eu amo você, estou apaixonada por você e eu não vou


pedir desculpas por isso, Cain.

Ele se levantou tão rápido que sua perna bateu na mesa


de centro e as xícaras caíram ao seu lado, derramando
líquido marrom em toda a madeira.

— Merda, eu sinto muito, Violet. — Ele se virou e ela


sabia que ele não estava se desculpando por derramar o café.
Esse homem, esse homem bruto que não tinha medo do
sacrifício ou morte e que nunca pediu desculpas por qualquer
coisa, estava olhando para ela como se ele estivesse ferido. —
Eu só iria destruí-la, tornar sua vida escura quando deveria
ser apenas luz.

E então ele caminhou em direção a porta da frente. Ela


ficou de pé, com as mãos tremendo, com os olhos cheios de
lágrimas. Ele parou e olhou para ela.

— Eu o matei. Por você e Fallina, Violet. Eu fiz esse


bastardo pagar pelo o que ele fez. — Ele tomou um fôlego
enorme e continuou. — Você não tem que ter medo de fechar
os olhos, não mais. É por isso que eu vim aqui esta noite.

E apenas assim, ele se foi.


CAPÍTULO
6
Ela não sabe quanto tempo ficou lá depois que Cain
saiu, mas então percebeu que estava ligando pra Fallina. Sua
amiga certamente viu seu pai desde que ele saiu da prisão.
Violet fechou os olhos ao ouvir o telefone tocar.

—Violet? — Disse Fallina em voz sonolenta.

Não era tão tarde, mas Fallina trabalhava como


professora e levantava-se cedo. Violet se sentiu mal por
chamar sua amiga, mas ela precisava do número de telefone
de Cain e Fallina seria a única com quem poderia entrar em
contato para conseguir essa informação.

— Alô?

— Lamento acordá-la, mas você não teria o número de


Cain, teria? — Houve um farfalhar, como se Fallina estivesse
se ajeitando na cama e a outra mulher limpou a garganta.

Houve um momento de silêncio e depois Fallina falou


novamente.

— Número do meu pai?

— Sim. Eu gostaria de falar com ele, sei que ele está fora
e pensei que talvez se alguém tivesse seu número atualizado,
seria você.
— Claro, eu tenho, mas ele não tem entrado em contato
com você, não lhe deu seu número? Eu sei que ele quer ter
certeza de que está bem, porque ele foi logo perguntando
sobre como você está.

Violet sabia disso, e embora Fallina fosse sua melhor


amiga, ela nunca foi corajosa o suficiente para dizer-lhe que
estava apaixonada por Cain. Mas achava que Fallina
desconfiava algumas vezes, especialmente, quando Violet foi
ver Cain e escreveu cartas para ele por todos esses anos. Ela
até ligava de vez em quando, antes dele ter cortado todo o
contato com ela.

— Eu falei com ele, na verdade, mas a troca de números


não aconteceu realmente. — O olhar que Fallina dava a ela
em algumas ocasiões passadas, dizia a Violet que sua amiga
provavelmente sabia que havia alguma emoção envolvida,
mas Fallina nunca disse nada. Depois que ela pegou seu
número e desligou o telefone, ela olhou para aquele pedaço de
papel. Seu coração trovejava, mesmo apenas o pensamento
de chamá-lo deixava-a nervosa. Era uma sensação ridícula
desde que ela acabou de vê-lo, mas isso não importava,
porque ele a deixou e parecia como se estivesse perseguindo-
o.

Talvez ela deveria ter apenas recuado, como ele


mandou? Mas Violet fez isso por muitos anos. Sim, ele estava
preso, então ficar longe da prisão não foi muito difícil, mas
quando ele nem sequer respondia suas cartas e telefonemas,
ela recuou completamente. Mas ele nunca ficou longe de seus
pensamentos e agora que estava fora, ela não iria deixá-lo
fugir com isso de novo, só porque ele pensa que sabe o que
ela precisa na vida. Violet conhecia sua vida e quão áspero e
rude ele era. Não era nenhum segredo e ela estava no meio
disso quando ele foi preso e o clube ficou ajudando Fallina
ela.

Ela ligou para o número de Cain, sem saber se ele iria


atender, de qualquer forma ela tinha que tentar.

— Sim? — Disse ele, a música alta do outro lado e sua


voz soando dura e irritada. — Quem diabos está ligando? —
Ele perguntou de novo, mais duro neste momento. Ela ouviu
o som de alguém gritando “atrevido” uma e outra vez, e ela
sabia que ele estava em um dos bares da cidade.

— Cain, — ela disse o nome dele suavemente. — Eu


peguei seu número com Fallina.

— Porra, Violet. — Ele não parecia irritado, apenas


derrotado. — Está tudo bem? — Apesar de terem se visto
pouco tempo atrás, ela sentiu esse aperto em seu estômago
ao som de seu nome vindo dele.

— Estou bem.

Ele exalou alto. — Eu queria dar-lhe o meu novo


número. Eu acho que com a conversa que tivemos e eu indo
embora, acabou escapando esse detalhe. É só que, não era
bom para eu estar aí, especialmente com o rumo que a
conversa tomou.

Eles não falaram por alguns segundos.


— Violet, eu sei que eu sair foi o melhor. Falar sobre
isso agora não é a coisa certa, querida.

Ela fechou os olhos com sua ternura.

— Eu sempre vou cuidar de você, protegê-la, mas você e


eu sabemos que nunca poderíamos estar juntos assim. — Os
sons da fala e da música desapareceram como se ele
claramente tivesse ido para um local calmo.

Sentia-se como uma idiota, como uma espécie de


mulher desprezada ou enlouquecida, indo atrás de um
homem que não a queria. Mas você sabe que ele a quer. Suas
emoções estão em seu rosto quando ele te olha, não importa o
quanto ele tenta esconder.

Isso pode ser verdade, mas Cain não era o tipo de


homem que se dobrava facilmente quando alguém ia atrás
dele. Cain era o tipo de cara que quando ele dissesse algo, era
isso que queria dizer e pronto. Ele podia amá-la, se é que ele
tinha essas emoções correndo tão profundo, mas mesmo
assim, ele não iria permitir-se expressá-las. Ela sabia disso,
conhecia-o por todos esses anos, observando-o com as
poucas mulheres que ele permitiu entrar em sua vida.

— Eu só quero conversar, mais do que fizemos, porque


você fugiu. Você me olhou como se eu te assustasse, Cain,
como se eu te aterrorizasse tanto a ponto de não poder estar
na mesma sala comigo.

Ele suspirou profundamente.

— Eu não posso fazer isso com você, Violet. Você não só


é amiga de Fallina, como é muito mais jovem do que eu. Eu
estaria tirando vantagem de você, tomando algo de você que
pode não ser verdade, talvez por causa da vida que você levou
e de tudo que te aconteceu.

Ela enrolou as mãos em punhos. Quando ele voltou a


falar, ela podia ouvir a emoção em sua voz. Não era sempre
que ela ouvia Cain falar com a voz suave e sincera, mas este
foi um desses momentos. Ela estava chateada com o fato de
que ele não iria sequer tentar sentar e conversar sobre isso.

— Diga-me que você não sente alguma coisa por mim,


mais do que apenas um homem querendo proteger uma
mulher. Diga-me que você não se importa comigo, Cain e eu
quero dizer realmente se importa.

Ele não respondeu.

— Diga-me que não me ama. — Disse Violet tão


baixinho que nem sequer sabia se ele ouviu.

— Violet, bebê. — Ele parecia tão triste.

— Basta dizer e eu vou recuar. Vou tentar colocar meus


sentimentos para trás e tentar esquecer você. — Ela não iria
chorar.

— Nada pode acontecer entre nós. É melhor assim.

Ela enrolou sua mão ao redor do telefone celular. Ela


pode ser jovem, mas ela não estava fazendo joguinho.

— Mas eu não vou dizer nenhuma dessas coisas, porque


seria uma mentira e eu nunca mentiria para você.

Seu coração começou a bater mais rápido.


— Mas eu vou dizer que nossa vida não pode ir nesta
direção.

Ela balançou a cabeça, embora ele não pudesse vê-la.

— Eu quero você na minha vida, Violet. Eu sempre quis


isso, mas precisamos usar nossa cabeça, ok?

Ela não podia lidar com isso, não poderia mesmo


controlar suas emoções no momento. As lágrimas vieram
rápido e sem parar e antes que ela chorasse no telefone como
uma criança, ela se despediu apressadamente e desligou.
Deus, que porra de idiota ela era por se agarrar a esperança.
Quem disse que a esperança era uma força motivadora na
vida estava certa, até que ela fosse esmagada e mandada em
espiral para um buraco escuro.
CAPÍTULO
7
Ela odiava que quisesse tanto Cain, porque no fim, a
vida não foi como ela imaginou por tanto tempo. Sim, ele
disse que eles não poderiam estar juntos depois que ela lhe
disse que o amava desde o início, mas uma parte dela sempre
se sustentou na porra da emoção... esperança. Custou a ele,
nove anos de sua vida quando defendeu Fallina e ela, mas ela
sabia que o motociclista fora da lei e duro era o homem que
viria a mudar para sempre todos os outros caras, para ela.
Ela não foi capaz de parar de pensar nele, querendo-o, nem
mesmo quando ele a empurrou para longe, todos esses anos
na prisão. Ela o amava caramba e odiava que ele era muito
teimoso para perceber que isso era genuíno para ela e para
ele também. Ele protegeu-a como nenhum outro fez ou
jamais faria em toda sua vida, ela sabia disso, sem dúvidas.

Se afastou da porta da frente, onde estava se inclinando,


querendo apenas sair de casa, talvez dirigir por aí, limpar os
pensamentos. No final, ela decidiu ficar, porquê da forma
nervosa que ela estava, dirigir provavelmente não era a
melhor opção. Violet andou até a cozinha. Beber
provavelmente não era a melhor coisa a fazer no momento
tampouco, mas seu corpo estava muito agitado com as
emoções varrendo através dela. Abrindo o armário da
cozinha, ela cavou dentro até encontrar a garrafa de uísque
que ela empurrou lá, há séculos. Deus, por que ela tinha que
querer um homem que era um motoqueiro fora da lei, que
não lutava por seus sentimentos, matava pessoas, e não
tinha arrependimentos sobre as coisas ilegais e perigosas que
fazia?

Com um copo de shots de tequila em uma mão e a


garrafa na outra, Violet se serviu da bebida e pensou nos
últimos nove anos. Ela não era virgem desde que ela tinha
dezesseis anos, graças aquele caralho de estuprador do Carl.
Mas mesmo depois disso e mesmo apaixonada por Cain, ela
tentou seguir em frente com sua vida amorosa. Violet sabia
melhor do que isso. Mas os poucos caras que ela tentou,
falharam de muitas maneiras. Tudo o que ela pensou
enquanto estava com eles, era como eram todos fracos em
comparação com o seu motoqueiro. Era o homem que quase
levou outro indivíduo à morte que estava enraizado no seu
sangue, como sua mente estava ligada. Ele nunca iria mudar
e que Deus a ajude, ela não queria que ele mudasse. O clube
esteve lá para Fallina e ela todos os anos que estavam
sozinhas, sem Cain lá para protegê-las, e foi apenas há
alguns anos, que eles realmente estabeleceram raízes e
formaram sua organização em River Run, Colorado. Não era
longe de onde ela vivia, mas isso não foi impedimento para os
membros do clube fazerem com que elas fossem alimentadas,
vestidas, e sempre protegidas.
Ela jogou a bebida para trás e soltou o ar. Era como fogo
em sua garganta, mas a dor era bem-vinda e a fazia sentir-se
viva. Isso a distraiu de outras coisas, coisas que a
assombravam na ocasião, como os pesadelos subindo a vida,
ao imaginar que aquele doente da porra lhe tocou, quando ela
lhe implorou para parar. Quando Violet se lembrou de todos
esses anos atrás, quando viu Cain de novo, trancado naquela
sala cinza de visitas, vazia, emoções encheram-na. Ela foi
honesta e contou-lhe o que nunca disse a ninguém e pensou
que ele iria matar alguém de novo só por ela. Sua raiva era
tangível, suas emoções estavam claras no rosto dele e a forma
como seu grande corpo esticou para frente. Ela queria seu
conforto, precisava desesperadamente disso, mas sabia que
com Cain Trainer, ela não iria ter quaisquer flores ou doces.
Ele era rude por natureza.

Ela repetiu o processo dos shots novamente e


novamente, até que ela sentiu um começo de queimação,
fluindo, queimando em suas veias e seu corpo ficou
dormente. Em seu quarto shot, ela ouviu o som de uma moto
distante, aproximando-se a cada segundo. O tempo parecia
ter parado e então, ela ouviu três batidas duras e altas em
sua porta da frente. É claro que ela sabia quem era, mesmo
sem abrir a porta. Mas ela não se moveu, não podia. Mas, em
seguida, ouviu a porta da frente abrir e fechar.

— Violet, eu sei que você está em casa, então não há


razão, de modo nenhum do caralho, em me evitar.

Ela fechou os olhos e respirou ao som da voz de Cain.


Ela realmente não queria fazer isso com ele agora,
especialmente quando a bebida estava começando a fazer um
zumbido em seu corpo e ela sabia que em alguns momentos
realmente estaria sentindo os efeitos.

A expressão de Cain quando ele olhou para ela, era


estoica e dura.

— Eu sei que você me ouviu bater na porra da porta,


Violet, e se esconder atrás de uma garrafa de álcool não vai
resolver nada.

Como ela deveria responder a isso? E por que mesmo


que ele estava zangado com ela? Ele era o único que disse
que nunca poderiam estar juntos.

— Cain, por favor, eu não quero fazer isso com você


agora. — Ela olhou para ele tão duro, como ele estava
olhando para ela. — Você deixou claro onde você está. Agora,
deixe-me afogar minhas mágoas, temporariamente, nesta
garrafa de uísque.

— Isso não é resposta e você sabe disso. Você quer falar,


então, eu estou aqui. — Ele se aproximou e encostou-se ao
batente. — Eu te chateei e essa era a última coisa que eu
queria fazer.

— A noite não foi como eu planejei. — Ela baixou o olhar


para a camiseta branca que podia ser vista através da
abertura de seu colete. Ela levantou o olhar para ele mais
uma vez e viu um lampejo de emoção cruzar seu rosto. Mas
ele foi bom em escondê-lo no segundo seguinte. Com a mão
ainda embrulhada em torno do gargalo da garrafa de uísque,
ela desejava que tivesse terminado com a coisa toda, antes de
agora. Como o álcool continuava a se mover através de suas
veias ela sabia que sua boca não iria ficar fechada por muito
tempo.

Mesmo depois de tudo o que viu e sabia sobre Cain e os


Brother’s of Menace, todo o sangue, a carnificina e violência,
Violet queria este homem mais do que ela jamais quis outra
coisa. Mesmo que esse homem estivesse em seus quarenta
anos, ele era muito bonito de uma forma resistente e viciosa.

Ela estava excitada, sua boceta molhada, e seus


mamilos duros. E tudo o que ele fez foi ficar ali, olhando para
ela com olhos que consumiam sua alma, os nós dos dedos
arranhados e machucados da luta. Mesmo a uma distância o
viu engolir, observou como o pomo de Adão trabalhou sob
sua carne bronzeada e tatuada. Latejava, pulsava e
formigava. Essas eram todas as coisas que seu clitóris e
boceta estavam fazendo quando teve a visão dos seus
músculos se contraindo e relaxando, sob seu jeans
desgastado e camiseta branca. Deus, suas coxas eram tão
grandes e musculosas, como troncos de árvores grossas. E
até mesmo de onde ela estava e apesar do fato de que ele
usava uma camiseta, ela podia ver as linhas de seus seis
gominhos, aqueles cumes duros que eram como rolos de
pintura, sob o material.

O aperto da morte que ela tinha sobre a garrafa parecia


a terra dela, estabilizando-a. Violet forçou seus dedos longe,
porém colocou a garrafa de lado.
— Eu não quero começar tudo de novo, Cain. Neste
ponto eu me sinto como um disco quebrado. — Ela não sabia
por que essas palavras saíram de sua boca.

Ele se aproximou apenas um passo, mas ela sentiu o


calor do seu corpo bater dentro dela.

Ele deu um passo para mais perto.

— Eu te disse anos atrás que eu sempre vou te proteger.


Você não é apenas a melhor amiga de Fallina, e estará sob
minha proteção até o dia que eu morrer. Esta é a primeira vez
na minha vida em que senti ter uma consciência.

Um milhão de coisas diferentes bateu em sua mente,


mas nada disso parecia importar nesse momento. E não foi
perdido por Viole que Cain estava olhando para ela como um
falcão e respirando mais difícil como ela mesma estava
fazendo. Seu peito subia e descia quanto mais perto ele
chegava dela. Quando eles estavam meras polegadas um do
outro, ela olhou em seus olhos negros, aqueles que pareciam
profundas piscinas escuras de ônix.

Pega-me agora.

As palavras bateram em sua cabeça uma e outra vez.

— Você está tremendo. — Disse ele baixinho, profunda e


suavemente. Ele moveu uma polegada mais perto e ela
apertou totalmente as costas contra o balcão.

— Você é o único que faz isso em mim. — Cain sabia


tudo sobre ela, sabia sobre o abuso sexual, que ela
atravessou com o idiota que foi morto pelas suas mãos.
Ele não disse nada, mas suas emoções passaram pelo
rosto dele, como se ele estivesse gritando no alto de seus
pulmões exatamente como ele se sentia.

— Eu te amo, Cain. — Ela sussurrou, sabendo que ela


não deveria ter dito isso, mas precisando que ele soubesse da
verdade e acreditasse nas palavras. Ele fechou os olhos,
apoiou as mãos no balcão de cada lado dela e respirou forte.

— Você não me ama, Violet.

— Eu amo, Cain, e você não pode me dizer o que eu


sinto.

Ele abriu os olhos, olhando diretamente para ela e


desejou que pudesse tocá-lo, ter a coragem de simplesmente
pegar o que queria.

— Você não me ama, porque eu não sou um homem


para você. Eu poderia dar-lhe milhões de diferentes razões
porque eu sou uma má ideia para uma boa menina, doce,
como você.

Seu coração batia forte em seus ouvidos.

— Eu não sou mais uma menina. Eu sei o que eu quero


e o que eu quero, é você.

Ele não se moveu, não falou e ela estava aflita por ter
dito algo que finalmente fosse afastá-lo de vez. Sim, ele
sempre disse que ele estaria lá para ela e ela acreditou com
sua própria alma, mas tinha certo ponto até onde ele poderia
aguentar e não estar mais perto dela, porque ela não iria
desistir de seus sentimentos. Violet se recusava a recuar. Ela
esperou tempo suficiente para estar com o homem que
amava, para finalmente ser capaz de expressar o que sentia.
Se ele aceitaria isso, já não era seu problema. A questão era
poder finalmente olhar na cara dele, em seus próprios termos
e sem a sensação de ter paredes se fechando sobre ela,
enquanto ela olhava pra ele naquela prisão, deixando-a de
fora. Esta era sua vida e ela queria isso mais do que qualquer
coisa. Ela queria Cain mais do que qualquer coisa.

— Não, você não é mais uma menina. — Disse ele quase


para si mesmo. — Acredite em mim, Violet, eu notei, mas isso
não muda que você é boa demais para caras do meu tipo.

— Isso não é sua decisão para tomar. — O silêncio se


estendeu entre eles depois que ela falou. — Você não sente
nada por mim mais do que a necessidade de se certificar de
que estou bem? — Ela sabia que ele sentia, podia ver em seu
coração, mas ela queria ouvi-lo dizer isso. Ela precisava ouvir
Cain falar.

Mas em vez de responder como ela pensou que ele faria,


ele fez um som baixo em sua garganta, agarrou-a pela parte
de trás de sua cabeça, e a puxou para mais perto. Ele
pressionou sua boca contra a dela e ela soltou um suspiro.
Estava congelada no lugar, sem saber se isso estava
realmente acontecendo. Não importava, porque a sensação de
seus lábios nos dela, movendo-se ásperos, duros e exigentes,
tirou todo pensamento racional e abandonou seu cérebro. A
maneira como ele a abraçou, beijou-a, a fez se sentir
totalmente feminina e possuída... exatamente como ela queria
se sentir com Cain. Ela sentiu o calor, a necessidade em seu
toque. Ela estava impotente em detê-lo, mas ela não queria,
nunca.

Ele colocou a outra mão contra a parte inferior de suas


costas, e ela engasgou com o calor escaldante daquele toque
solitário. Quando ele puxou para mais perto, ela gemeu com
a sensação de sua ereção pressionada contra sua barriga. Ele
estava frenético em seus beijos, tornando-se ainda mais
exigente com os segundos que passavam. Mas Violet queria
isso, queria mais disso, mais duro, mais áspero, ela queria
Cain para fazê-la se sentir como se não houvesse outra
pessoa neste planeta para ele. Mas se isso fosse verdade,
seria dito depois, porque Cain não era um homem de muitas
palavras. Mas ela não se importava com isso agora, porque
nesse momento, isso era tudo o que ela precisava.
CAPÍTULO
8
Era como se algo estalasse dentro de Cain, como se ele
estivesse dizendo foda-se a tudo e finalmente, tomando o que
ele queria. Esta era a melhor amiga de sua menina, uma
mulher que ele considerava da família, porque ela esteve em
suas vidas por muito tempo. Mas agora, ele estava beijando-a
como se não pudesse conseguir o suficiente, como se não
pudesse suportar a ideia de não estar com ela. Ele estava
errado, tão malditamente errado, mas não podia deter-se, não
se conteve. Ela tinha um sabor doce com um pouco de uísque
que ela bebeu e ele queria mais.

Ambos estavam frenéticos com suas necessidades e,


embora ele devesse parar com isso, não significa que estava
em seu juízo perfeito para fazê-lo. Tudo o que ele continuava
pensando era, em finalmente tê-la, finalmente tocá-la da
maneira que ele sempre fantasiou, como a merda de um
pervertido doente. Sim, eles eram adultos e ela não era mais
uma criança, mas ele tinha quarenta e cinco anos e mesmo
que ela estivesse em seus vinte e poucos anos, não significa
que isso estava bem. Ela era amiga de infância de Fallina,
mas esta mulher estava dizendo a ele que o amava, dizendo
que o queria por um longo tempo. Droga, ele a queria por um
longo tempo também.

Isso não está certo. Ela é muito jovem para você e essa é
Violet, caralho, pelo amor de Deus, merda.

No entanto, ele continuou a beijá-la, continuou


puxando-a mais perto do seu corpo, de modo que sabia que
ela podia sentir seu enorme tesão que já aparecia. Ele parou
o beijo, uma pontada de realidade batendo nele. Olhou para
ela, viu o jeito que ela olhou para ele com seus grandes olhos
verdes, redondos e brilhantes. Seu cabelo preto era uma
confusão selvagem de ondas em torno de seu rosto e embora
não devesse estar pensando nas coisas horríveis sobre ela ter
sido ferida por aquele bastardo que ele matou com prazer, ele
não poderia parar.

— Eu só quero ter certeza de que está tudo bem,


certificar que você está segura e que você nunca conhecerá a
dor novamente. — Ela não respondeu de imediato, apenas
passou a língua em torno de seus lábios rosa e ligeiramente
entreabertos, brilhando. E então, quando Violet exalou
suavemente, pressionou os seios contra o peito dele, ele sabia
que estava acabado.

— Esperei muito tempo por isso, levei minha vida


normalmente, porque eu não sabia se você me via como algo
mais do que apenas uma menina, mas mesmo assim, eu
queria você de qualquer maneira.

— Bebê, devemos ir devagar, levar as coisas facilmente e


um dia de cada vez, por causa do que aconteceu...
— Eu sei o que aconteceu naquela época e eu não estou
deixando isso moldar quem eu sou. Eu não sou uma menina
danificada, que permite algum filho da puta me machucar
para o resto da minha vida.

Ele olhou para o seu rosto e sabia que, embora ela


tivesse essa postura forte nela, ela também tinha uma
vulnerabilidade. Ele queria ter certeza de que ela estava bem,
não sabia se teve pesadelos, cicatrizes e escuridão enraizados
dentro dela, porque aquele filho da puta tomou sua
inocência. Mas ela não estava empurrando-o para longe e de
fato, estava quase suplicando-lhe para tirar sua dor.

— Quero substituir essas memórias ruins com


memórias suas, Cain. Eu tenho tentado fazer isso toda a
minha vida e nada disso tem funcionado. Mas eu sei que
estar com você, sentindo cada parte sua, vai ajudar. Por
favor, Cain, oh Deus, eu preciso disso.

Ele olhou para ela, não a ponto de fazê-la sofrer, porque


ele não podia suportar ver essa mulher machucada ou com
qualquer tipo de dor.

— Droga, Violet. — Ele apertou a mão em seu cabelo e


puxou-a novamente para um beijo possessivo.

Eles estavam ofegantes na boca um do outro e então ele


parou o beijo para remover a camisa dela e, em seguida, suas
calças. Ela não o impediu, na verdade, gemeu. Uma vez que o
material foi removido, seus lábios travaram juntos novamente
e suas línguas pressionaram uma contra a outra.
Violet levou as mãos para frente de seu jeans e se
atrapalhou com o botão, embora o coração dele estivesse
batendo rápido e feroz e tivesse a necessidade de ser o único
a assumir o controle da situação crescendo dentro dele, a
deixou assumir. Ela precisava disso ou pelo menos ele achava
que ela precisava, e ele faria qualquer coisa por ela. Foda-se,
ele realmente faria qualquer coisa por Violet. Mas notou que
suas mãos tremiam e Cain cobriu suas mãos com uma das
suas, soltando o botão da calça jeans. Sua ereção pressionou
exigente contra os jeans e tudo o que podia pensar, era que
ela estava aqui com ele, cheirando e provando ser boa para
caralho.

Com suas bocas ainda travadas em um beijo exigente,


Cain agarrou seus quadris, virou-a e levou-a para a mesa da
cozinha. Nunca removendo os lábios dos dela, ele baixou
lentamente o zíper, empurrou seu jeans para baixo, e gemeu
profundamente quando seu pau pressionou direto contra sua
carne macia e quente. Ela era tão curvilínea e cheia, em
forma de mulher, e adorou, amou, cada polegada dela. Violet
não era uma violeta se encolhendo, falando em trocadilhos,
então, quando ela colocou a mão em seu pênis, um gemido
rasgado saiu dele.

— Bebê, eu quero ter certeza de que isso é realmente o


que você quer, e que essa excitação pulsante entre nós, nos
consumindo, não é o que está alimentando você. — Ele se
afastou e segurou seu rosto com as mãos. Deus, sua carne
era tão pálida, quase luminescente contra o seu bronzeado,
cicatrizes e carne calejada. Ela era perfeita em todos os
sentidos, tão delicada e vulnerável, mas inocente e confiante.

— Acredite em mim quando eu digo que isso não é uma


necessidade por causa da excitação, Cain. — Ela lambeu os
lábios, sua mão ainda em seu pênis e então disse em uma voz
mais suave: — Isto é o que eu quero e o que eu preciso. Estou
pronta.

O sutiã ainda cobria os seus seios e ele queria que o


material estivesse fora. Cain, puxou para trás apenas o
suficiente, para tirá-lo e colocá-lo ao lado, agarrando sua
camisa por trás de sua cabeça foi puxando para cima e fora
do seu corpo. Ele queria sentir sua pele contra a dele, sentir
sua suavidade, contra sua dureza. Ele queria torná-la dele,
para não haver mais ninguém no mundo, para nenhum dos
dois.

Violet ajudou a empurrar a camisa de Cain fora dele,


quase freneticamente e mais uma vez o beijo parou por um
segundo. Ela ficou sem ar quando olhou para seu peito
exposto. Deus, ele era tão duro, tão definido e musculoso. Ele
tinha tatuagens que cobriam os dois braços, do pulso ao
ombro, e o logotipo dos Brother’s of Menace, tatuado ao lado
de seu abdômen, mostrando que, este homem estava em seu
clube por toda vida. Ela conhecia bem o logotipo, viveu em
torno deles quase toda vida e foi cuidada por homens que
usavam isso como uma medalha de honra. Ela viu o nome de
Fallina tatuada no interior de seu bíceps, forte e escrito numa
letra de estilo inglês antigo, isso lhe dizia que esse homem
queria o nome de sua filha em seu corpo para sempre porque
ele se preocupava muito com ela. Ele era um bom pai, um
bom homem, apesar das terríveis coisas ilegais que ele fazia
ou o fato de ele não achar que era bom o suficiente para ela.

Crua luxúria, bateu nela tão rápido e feroz que quase


lhe tirou o fôlego. Nem mesmo quando ela dormiu com outros
homens, sentiu esse tipo de excitação, mais de uma vez ela
tentou seguir em frente com sua vida, colocando o homem
que ela realmente amava para trás. Isso não funcionou, nem
um pouco. Quando seus olhares se encontraram, ela pensou
ter visto um momento de hesitação refletida nas profundezas
escuras de seus olhos, mas tão rapidamente como apareceu,
uma máscara escura substituiu.

Ela deixou seu olhar viajar até a ereção que sentia


pulsando contra seu ventre, sentiu-o mais espesso na mão. É
claro que ela não deveria ter se surpreendido com o que viu,
mas quando foi recebida com um pau tão poderosamente
construído como o resto dele, grosso, longo, duro, grande e
perfurado na ponta, ela ficou de boca seca. Ele parou diante
dela como um deus ou talvez o próprio diabo. Ele certamente
fez coisas que outras pessoas consideravam perversas.
Violet olhou para a argola grossa, que foi perfurada
através da cabeça de seu eixo e todos os pensamentos
coerentes desapareceram. A sobrecarga da luz, causou brilho
no metal prateado, como um aviso do que estava por vir.
Antes que ela pudesse arrastar o olhar da visão, ele tinha
suas mãos pressionadas direto na cintura dela e empurrou a
calcinha para baixo. Depois agarrou seu traseiro, logo abaixo
das bochechas e levantou-a do chão e a colocou sobre a
mesa. A madeira fria encontrou sua carne superaquecida e
ela mordeu o lábio.

Quando ele se inclinou para frente e começou a lamber e


chupar em seu ponto de pulso abaixo da orelha, um suspiro
surpreso saiu. Ela descaradamente se inclinou para ele,
pedindo mais. Ele fechou a brecha que os separava e ela
sentiu sua vagina se encharcar ainda mais. Pela primeira vez
em sua vida ela estava molhada, naturalmente, não
necessitando de lubrificante artificial para levá-la até o ponto
onde ela poderia tolerar o sexo com um homem. O
comprimento nu, quente e duro dele, pressionando sua
aberta e exposta boceta. Ela ofegou quando o metal que
adornava seu pau esfriou sua carne ardente, antes de
aquecer no calor do seu corpo.

Suas mãos em seus ombros a fez sentir-se fraca,


feminina. Ele a empurrou para trás até que ela estava
espalhada sobre a mesa, como um prato principal de carne,
que estava prestes a ser devorado e Deus a ajude, Violet
queria que ele a devorasse até que nada mais existisse. Ela
sentia-se livre com ele, segura e protegida, sabia que ele
nunca iria machucá-la. Ela poderia ter ficado com outros
caras sexualmente, tentando deixar para trás o estupro e
tentando não deixar ele moldar quem ela era, mas, o fato é
que Cain era e sempre foi em quem ela pensava. Era ele
quem iria ajudá-la a se curar totalmente, de dentro para fora,
mesmo ele não sabendo.

Ele deu um passo para trás e ela imediatamente sentiu


o frio na sala. Como ele poderia parar com o que estava
fazendo? Ela se sentiu enlouquecendo mesmo ele estando tão
perto, mas Cain parecia calmo e sob controle. Ela ainda
usava o sutiã, que foi onde o seu olhar parou.

— Remova o sutiã, Violet... lentamente. — Sua voz,


baixa comandando, enviou um arrepio de desejo escuro
através dela. Embora ela soubesse que agora ele não estava
sendo tão imponente, tão dominante como ele normalmente
era, ela queria ele cem por cento. Apesar de se apavorar de
uma forma bem feminina e excitante.

Levantando os braços, ela desabotoou o sutiã com os


dedos trêmulos. Ela nunca foi mais grata por um fecho
frontal, porque era fácil de remover e não prolongava o que
ela queria, desesperadamente. Quando o material foi posto de
lado e o frio penetrou sobre sua carne, ela sabia como seus
mamilos pareciam mesmo sem olhar para baixo. Eles
estavam sensíveis e duros, como se pequenos pedaços de
vidro estivessem cortando-os. Cada zona erógena no corpo
formigava enquanto ele estava lá assistindo-a, avaliando cada
polegada dela e fazendo dela uma necessitada. Ele estava
excitado, seu pênis grande estava de pé, duro e para fora, na
frente, apontando direto para ela. A luz do teto brilhava em
seu piercing na cabeça de seu pau e definia seus músculos
internos, deixando-os apertados.

— Você confia em mim, Violet?

Ela não hesitou.

— Eu confio com a minha vida.

— Bom, porque eu nunca te machucaria. — Ele deu um


passo para a frente, apenas uma polegada, mas ela sentiu o
calor de seu corpo. — Eu mataria qualquer um que te
machucasse ou que ao menos pensasse em ferir você. — Ele
olhou para ela, sem falar mais nada. Ela não tinha ideia de
como responder a isso. Violet sabia o que ele queria dizer com
aquelas palavras, viu em primeira mão e sentiu em seus
ossos.

Ela engoliu em seco e se perguntava se ele gostava do


que via. Seu pênis esticado para a frente, seu olhar nela e
suas palavras, deveriam ter respondido essa pergunta. Se o
olhar em seu rosto não tivesse a mantido presa em seu lugar,
ela teria saltado pra fora da mesa e passado as mãos por todo
seu corpo, puxando-o pra mais perto e sussurrando o quanto
ela o amava. Mas ele era um motoqueiro incondicional, um
homem que não era de palavras suaves e doces sentimentos.
Ele era grosseiro e agressivo, os tempos em que o vira
enquanto crescia, disseram a ela que este homem não era o
tipo de homem para se mexer.

— Deus! Você é tão bonita, Violet. Eu não deveria querer


você por causa do tipo de homem que eu sou, mas me mate,
porque eu quero. E quero malditamente demais e me sinto
tão culpado por causa disso. — Ele olhou para seus olhos,
moveu uma polegada mais perto, de modo que ele estava bem
na frente dela agora e seu pênis estava direto entre suas
coxas. Seu olhar era abrasador e levou tudo dela para voltar
a respirar, quando ele a olhou com seus olhos semicerrados,
que refletiam exatamente o que ele queria... ela.

— Eu sou bruto e lascivo, Violet, mas eu quero ser


gentil, só que eu não posso. É quem eu sou, bebê. — Ele
alisou os dedos das mãos dela que estavam agarrando a beira
da mesa.

— Eu só quero você, tudo que você é. Eu não quero que


você se esconda de mim, pensando que não posso lidar com o
seu tipo de paixão. — Ela suspirou. — Apenas fique comigo.
— Ela implorou, agora delirando com sua excitação. Ela
estava molhada, pingando e queria seu pau dentro dela,
finalmente, tomando cada parte dela.

Por um momento ele não disse nada e então, gemeu


profundamente, fechou os olhos e apertou a mandíbula. —
Abra bem as pernas. Deixe-me ver a sua boceta molhada.

Sua linguagem grosseira a deixou tonta, fez seu desejo


subir rapidamente e ela nem sequer hesitou. Nunca teve um
homem falando com ela de tal forma, falando sobre seu corpo
de forma tão grosseira e tendo-a ao ponto de lhe inflamar. Os
comandos fizeram alguma coisa em seu interior. Sentia-se
fraca com a necessidade e Violet queria agradá-lo, queria
fazer qualquer coisa que ele mandasse.
— Não me faça pedir de novo. Isto é o que você queria e
isso é o que você terá.

Seu coração trovejou forte e ela abriu as pernas bem


abertas, fazendo exatamente o que ele queria que ela fizesse.
Isso realmente era o que ela queria, ter Cain sendo ele mesmo
em toda a sua dominante e dura glória de motoqueiro. Ele era
poderoso, forte e não aguentava nenhum abuso e ela sabia
que estar com ele, mesmo sendo dessa maneira, onde ele não
adoçava as coisas, era exatamente o que ela queria. Seu
passado não ditaria e ela superou tudo para estar finalmente
com este homem.
CAPÍTULO
9
— Cara, você não viu nada até que você tenha visto esta
mulher chupar chantilly fora de seus dedos. — Rook disse ao
lado de Pierce.

Pierce olhou para o palco onde a stripper atual estava


terminando a porra do seu show. As meninas tiveram que
usar calcinhas de cordões enquanto dançavam e era a porra
de uma merda desde que Pierce queria ver algumas bocetas
raspadas, moendo contra o poste. Ele trouxe sua cerveja à
boca que já estava de bom tamanho por agora, mas ele não
tinha nada acontecendo para amanhã e planejava ter peitos,
bundas e bocetas em todo seu rosto, esta noite. Ele estava
com tesão e duro e o clube de strip em que estavam era o The
Crystal Cavern e era um dos maiores lugares em Denver. Este
lugar era conhecido por ter meninas que fariam qualquer
coisa por um pouco de dinheiro extra. As bunda-doces na
sede do clube, eram excelentes e muito boas, especialmente
se ele queria dar uma imediatamente, mas ele já fodeu com
todas elas, pelo menos uma vez. Ele queria algo diferente,
alguma boceta estrangeira que sabia como espremer o pau de
um homem até parecer que ia cair.
Ele olhou para o outro homem, quando uma stripper
veio e montou o cara pela cintura. Ela não tinha nada sobre
ela, exceto um top de biquíni triângulo, que mal cobria os
mamilos. Ela começou a pular e moer sobre esse outro
membro do clube, empurrando de volta contra seu assento
totalmente, o empurrando, tentando fazer com que o filho da
puta gozasse em suas calças, sem sombra de dúvidas. A loira
platinada magra começou a moer-se ainda mais duro em
Rook. Pierce gostava de sua mulher mais cheia, com curvas
nas quais ele pudesse se prender enquanto enfiava seu pau
nelas.

Ela olhou para ele, sorriu e disse:

— Você é o próximo garotão. — Ele poderia gostar das


fêmeas que fodia sendo mais cheias, com mais carne para
agarrar, mas isso não significava que ele estava prestes a
dizer não para uma boceta.

As luzes piscaram no palco por um segundo, antes de


escurecer mais uma vez e a principal atração deste clube
estava prestes a entrar no palco. Todos os homens que
estavam sentados nos assentos de pelúcia e estofados ao
redor, afundados no chão, gritaram e se levantaram dos seus
assentos para olhar para o palco. De onde ele estava, tinha
uma vista elevada sobre o centro do palco principal. Ele ainda
não podia ver o rosto da mulher que deu um passo no palco,
mas ele viu suas curvas. Com certeza, ela não era magrela
como o resto das garotas que estavam fazendo strip durante
toda a noite.
Os holofotes deslizaram para cima e cobriram a grande e
redonda bunda que parecia ser suculenta. Seu cabelo era
curto, preto e ia até os ombros. Parecia como as rebeldes
jovens dos anos 20, que usavam seu cabelo elegante e
brilhante e isso lhe deixou excitado. A franja preta do vestido
que mal cobria direito as bochechas de seu bumbum, deu
água na sua boca. Seus quadris e coxas gostosas, foram
feitos para agarrar um homem em torno da cintura e seu
pênis pediu atenção. Ela se virou e ele se concentrou em seus
grandes peitos cheios, que quase não foram restringidos pela
parte superior e transparente preta. A stripper começou a se
mover para trás e para frente, do jeito que ela balançava
seus quadris ele ficou paralisado. A carne balançando,
saltando para cima e para baixo, quando ela se inclinou
balançando a bunda, era como assistir a uma tigela quente
de pudim se movimentando. Seu pau deu um soco para a
frente com tanta força, que ele quase tirou seu pênis para
fora e o acariciou bem ali, apenas para aliviar a pressão.
Porra, ela era uma coisa boa de se olhar. Pierce passou a mão
sobre a boca e suspirou. Ele observou enquanto Rook se
levantou e caminhou em direção às salas VIP, na parte de
trás. Pierce focou na mulher fazendo strip, novamente.

Ela se moveu para uma bandeja coberta de veludo,


pegou um morango, e mergulhou-o em uma tigela de
chantilly. Ele se inclinou para frente, se sentindo bêbado
para caralho, mas tão excitado que seu pênis poderia fazer
buracos através de um aço naquele momento. Seus olhos
estavam fechados e seu corpo seminu eram os seus sonhos
molhados. Ele estava paralisado ao vê-la chupar o creme fora
do morango. Ela tirou o top e seus grandes seios e mamilos
rosa escuro apareceram. Ela pegou o que parecia ser uma
jarra cheia de chocolate.

Oh, merda.

Jogou o chocolate no seu corpo e o líquido escuro


deslizou sobre seus seios nus, cobrindo seus mamilos e
fazendo-o querer ir no palco, fixá-la no chão e lamber a porra
de chocolate de seu corpo.

Ela não estava totalmente nua, mas isso não importava,


porque o fato de ela usar, aquele pequeno triângulo, preto,
que cobria seu sexo lhe excitou ainda mais. Ela continuou a
balançar seus quadris quando ela derramou o restante do
chocolate em seu corpo e, em seguida, jogou o jarro de lado e
começou a esfregar as mãos sobre o líquido. Ela, alisou seus
seios e foi baixando as mãos, ainda mais. Deslizando para
baixo, na sua parte inferior do biquíni, ele viu, como ela
esfregava sobre sua vagina e apesar do fato de que ele não
podia ver por causa do material, seu pau pulsava com a
imagem em sua cabeça.

Pelos próximos cinco minutos, ele a viu engatinhar no


chão com seu olhar sedutor, sexy e ele se inclinou para frente
ainda mais. Ele queria ela, realmente, demais. As luzes
baixaram, quando ela rolou de costas, com os seios
empurrados para cima e as pernas bem abertas. E, em
seguida, o palco ficou escuro e os homens gritaram por mais.
Tudo o que Pierce poderia pensar e ver em sua cabeça, era
seu corpo sobre o dela e seu pênis enterrado profundamente
em sua vagina. As imagens foram lascivas, sujas e atrevidas.
Eram pensamentos de seu esperma cobrindo seu corpo,
faixas brancas ao longo de sua pele cremosa. Deus, ele
transaria com ela tão duro, tão áspero, que ela não seria
capaz de andar, sem pensar nele. Ele preencheria tanto sua
boceta com seu esperma, que quando ela ficasse em pé,
escorregaria para baixo em suas pernas. Pierce era um velho
bastardo sujo e embora ela ainda não soubesse, ele ia fazê-la
sua, mesmo que fosse por apenas uma noite.

Ele agora era um dos Brother’s of Menace com a veste


de membro e ele sempre conseguia o que queria, mesmo se
ele tivesse que levá-la para si mesmo.

Jana limpou a última das garrafas espalhadas ao redor


das poucas mesas no clube e pegou a vassoura e a pá. As
pontas de cigarro e lixo espalhados no chão era uma visão
que embrulhou seu estômago, mas foi graças a este clube que
sua amiga lhe trouxe e por causa de Lucien, que ela foi capaz
de encontrar um porto seguro. Seu filho estava com Bobbie
essa noite, porque ela estava ficando até mais tarde para
limpar e porque o clube tinha uma festa especialmente
grande, acontecendo. Embora ela odiasse estar aqui na sede
do clube para dormir, não havia nenhuma outra opção no
momento. Sua vida mudou tão rápido, que ela não sabia se
ela estava indo para a frente ou para trás, se para cima ou
para baixo, na maioria das vezes. Neste momento, ela estava
apenas vivendo um dia de cada vez, na esperança de que ela
pudesse voltar aos seus pés firmemente e não precisasse
contar com a piedade de ninguém, além de si mesma. Seu
filho precisava disso... ela precisava disso.

Ela levou o resto das garrafas vazias para o lixo, varreu


embaixo do balcão do bar e das mesas e fez com que toda a
sujeira estivesse limpa antes dela desligar as luzes principais
e se dirigir para a escada que levava aos quartos acima.
Tinha um loft enorme, que ficava no nível abaixo e tanto
quanto ela sabia, ela era a única mulher que dormia aqui,
que não se expunha como uma prostituta. Ela viu várias
coisas enquanto estava aqui, durante quatro semanas, coisas
que iria colocar todos esses homens na cadeia. O uso de
drogas, conduta lasciva e o sexo direto, na frente de todos,
como se não fosse uma grande coisa, eram ocorrências
normais por aqui. Mas ela fez questão de manter seu filho
longe de tudo isso, sempre tinha certeza de que ele estivesse
fora quando as festas estavam acontecendo e a devassidão
estava a pleno vigor.

Ela subiu as escadas e quando chegou no topo, olhou


para suas mãos. Elas estavam secas, rachadas e vermelhas
por causa da quantidade de pratos que ela lavou, com o
trabalho manual que ela fazia para ter certeza que tivesse
estadia para ela e seu filho, estava apenas grata de que ela
ainda era capaz de sobreviver. Ela andou para a frente, com
seu olhar ainda em suas mãos quando escutou o som de uma
porta se abrindo vagamente. Ela bateu direto contra um
corpo duro, antes que ela pudesse olhar para cima. Quase
tropeçando para trás, Jana olhou para cima e viu o
motoqueiro chamado Tuck, em pé na frente dela. Ele
estendeu a mão, agarrou seus braços para estabilizá-la,
puxando com força suficiente quando ela caiu para a frente,
direto para ele, mais uma vez.

— Whoa aí. — Ele disse em uma voz profunda e


arrastada. A cicatriz em seu pescoço se destacou em
contraste com a sua carne bronzeada. Tatuagens saíam para
fora, sob a bainha de sua camisa manchada de óleo de motor
e a veste de couro que ele usava, estava desbotada e
desgastada, mas ele usava claramente, com orgulho. O
logotipo dizia que ele era um membro dos Brother’s of
Menace e ela sabia que ele usava aquele pequeno pedaço de
tecido com um amor incondicional, um amor de motoqueiro,
de alguém que vive fora da lei e de uma existência ilegal, o
que ele podia dar.

— Eu sinto muito. — Oh, ela sabia quem ele era, tinha o


visto recebendo um boquete de uma dessas meninas sujas,
que pairavam em torno do clube, desde que ela entrou pelas
portas da frente nesse lugar, por todas essas semanas.
Apesar de Bobbie não negar ter sexo com os sócios do clube
quando eles pediam, sua amiga não esteve com Tuck. Jana
perguntou a Bobbie, pouco depois de sua chegada, mas
sentiu-se tola, mesmo para perguntar isso a sua amiga,
porque, por que ela deveria se importar? Mas houve esse
alívio estranho que enchia Jana depois de ouvir isso.

— Não precisa se desculpar. Na verdade, eu estou


precisando de alguma companhia esta noite. — O som da voz
de Tuck, da excitação clara, atada ao seu tom embriagado,
arrastado, teve Jana se formigando em cada zona erógena,
em seu corpo.

Uma parte dela queria apenas derreter nesse homem e


dizer que sim. Mas a outra parte dela, a mais forte, disse a
ela que ele era um homem que sabia ter seu caminho e
dormia com qualquer uma e com todas as mulheres, não se
importando quem era ela, ou o que ela representava, queria
qualquer uma apenas entre as coxas. Jana retirou-se de sua
posse, se soltando e balançou a cabeça, sabia que a tentação
era uma bela de uma sedução. Não era algo que ela podia
brincar agora, não poderia arriscar nada, porque ela tinha
que olhar para seu pequeno rapaz e o futuro deles, que não
estava se vendo muito brilhante agora.

— Merda, eu sinto muito. — Ele esfregou uma mão


sobre o rosto, o olhar fixo no dela. — Eu estou bêbado e isso
foi uma coisa ruim para falar.

Ela balançou a cabeça, não tendo certeza se ela estava


mais surpresa por ele pedir a ela sexo, ou que ele realmente
se desculpou por causa disso. Jana passou por ele, entrando
no quarto em que estava dormindo enquanto ficava na sede
do clube e fechou os olhos. Deus, ela precisava se manter
focada, porque se não, ela poderia facilmente se entregar a
um homem, um motoqueiro, que não seria nada bom para
ela.
CAPÍTULO
10
Violet sabia que seus olhos estavam grandes quando ela
olhou pra Cain. Deus, ela estava muito molhada. Eles foram
para o quarto dela e agora ela estava de costas, olhando para
este homem e não querendo nada mais do que sentir seu
corpo poderoso sobre o dela. Ele ainda estava tão duro que
ela sabia que ele estava gostando do que via. Ele deu um
passo em sua direção e ela engoliu. Seus seios foram
empurrados para fora em convite, mas ele não os tocou. Em
vez disso, ele caiu de joelhos entre suas coxas, colocou ambas
as mãos sob seu traseiro e levantou-a até a boca que estava
em espera. Seus olhares se encontraram por um instante. A
sensação de sua respiração quente patinava em toda sua
vagina, que poderia tê-la feito gozar logo em seguida.

A visão de seu rosto formado de linhas duras, o perigo


que o rodeava, teve toda a zona erógena do corpo dela, se
iluminando. Ele queria saber o efeito que tinha sobre ela. Oh,
sua língua lançou feitiços em seu corpo. Cain usou esse
músculo para correr até seu centro, sugando sua umidade
pra fora, causando assim, mais lubrificação vindo dela. Ele
estava incrivelmente lento com suas ministrações, tão
dolorosamente lento quando lambia sua boceta, que ela
encontrou-se pressionando mais perto dele, tentando fazer
com que ele lhe desse mais. Suas mãos pareciam ter vontade
própria e agarrou um punhado de seu cabelo. E quando ele
se afastou, quebrando o encanto que tinha sobre ela, ela
gemeu.

— Eu quero ir devagar, você sabe que precisa disso, mas


é difícil para caralho, bebê.

Ela ofegava e assistia.

— Eu só quero você. — A excitação ainda batia através


de seu sangue, clamando por mais.

— Coloque seus pés sobre a cama e afaste as pernas,


Violet. — Ele disse suavemente, com a voz rouca.

Ela fez o que ele pediu porque o Céu sabia que ela
precisava de sua boca de volta nela. E quando ela estava na
posição que ele queria, ele alisou as mãos em suas pernas,
passou pela sua vagina e voltou a lambê-la. Com os olhos
fechados, seu corpo arqueado para ele, não havia nenhuma
lembrança daquela noite terrível, quase dez anos atrás. Não
houve memórias do que Carl tirou dela. Havia apenas Cain e
ela agora.

Sua língua moveu para cima e para baixo na sua


entrada, provocando seu clitóris sobre o movimento
ascendente e pressionando minuciosamente em seu buraco
no caminho pra baixo. Suas pernas tremiam com a
necessidade de gozar. Ela estava muito perto, mas ele ia
tortuosamente lento, trazendo-a perto do clímax, mas não
exercendo pressão suficiente para realmente trazê-la ao
limite. A transpiração começou a revestir sua carne quando
ela tentou, em vão, adiar a chegada do orgasmo e prolongar
esta experiência. Tudo o que ela queria fazer era agarrar sua
cabeça e enfiá-lo mais profundo em sua vagina. Ar deixou
sua boca em gemidos e suspiros. Ela não conseguia parar de
debater a cabeça e se esfregava nele para trás e para frente,
não conseguia parar de pressionar a boceta dela em sua
boca.

— Por favor, Cain, isso é demais.

— Você quer que eu faça você gozar, Violet?

Ele tinha que saber que ela estava perigosamente perto


disso. Talvez ele quisesse que ela implorasse para ele, mais
do que ela já estava fazendo? E Deus, ela não era orgulhosa.
Nessa hora, ela teria feito qualquer coisa para sentir aquela
pequena lavagem de prazer, causada pelo homem que amava.

— Você sabe que é o que eu quero. Deus, eu quero isso.


— As palavras deixaram-na numa lufada de ar e eles
trancaram olhares. Da forma que ele a olhou, teve todo o
corpo dela se apertando em prazer. Como se quisesse
prolongar sua tortura, e ela assistiu em choque extasiado,
enquanto ele segurou sua carne aberta com seus polegares e
correu sua língua acima de seu centro. Suas mãos grandes e
bronzeadas pareciam escuras contra sua carne pálida. A
imagem dele batendo com o punho em Carl, todos esses anos
atrás, passou através de sua mente em uma exposição
macabra, desse bastardo tentando controlá-la novamente.
Um olhar sombrio atravessou o rosto dele quando ela
trouxe de volta seu olhar para o dele. Será que ele a notou
olhando para suas mãos, será que a conhecia tão bem que
entendeu sobre o que ela estava pensando? Ele não disse
nada se ele entendeu. O momento tenso passou rapidamente
e ele trouxe sua língua de volta para sua fenda. Quando
alcançou o clitóris, ele pegou o pequeno broto em sua boca e
chupou com força. Com movimentos rítmicos ela se manteve
moendo contra ele, mais uma vez. Ele chupou seu clitóris,
trazendo o pequeno feixe de nervos sobre sua língua e sempre
muito gentil, correndo os dentes ao longo dele. Violet jogou a
cabeça para trás quando todo seu corpo ficou tenso. O
orgasmo que se movia através dela era intenso e inebriante,
assim como ele. Ele nunca parou de chupá-la, ampliando a
sensação do orgasmo, empurrou dois dedos dentro de sua
abertura, enquanto ela se contorcia.

— É isso aí, Violet. Apenas se deixe ir e me deixe cuidar


de você. — Disse ele contra sua carne, enviando vibrações ao
seu núcleo.

Quando os tremores começaram a se dissipar, ela


respirou.

— Quero que as suas memórias sejam preenchidas


comigo. Eu quero seu corpo molhado para mim e só
conhecendo prazer quando eu tocar em você. — Sua voz era
áspera, profunda, como uma lixa raspando sobre sua pele.

Cain a levantou para ficar de pé, puxou-a perto de seu


corpo nu e beijou-a com força e possessão. Eles estavam tão
perto que ela sentiu o metal frio de seu pau, perfurando
contra a carne aquecida de sua barriga. O beijo cresceu mais
escaldante enquanto os segundos se passaram. Ela sentia
seu cheiro sobre ele, um inebriante, almiscarado, mas doce
aroma, que parecia fazer tudo aquilo ainda mais erótico. Ele
veio para a frente, forçando-a a recuar. Quando sentiu a
cama atrás dela novamente, não se impediu de sentar sobre
ela de novo. Ele estava sombriamente bonito, na luz do luar,
parado e olhando-a. Ele usou sua parte superior do corpo
para empurrá-la de volta, até que ela estava espalhada
embaixo dele.

— Você tem certeza sobre isso? — Ele perguntou com


uma voz dura, mas estranhamente macia. — Eu preciso que
você tenha uma porra de certeza, Violet, porque uma vez que
nós começarmos isso, eu não vou poder parar.

— Eu tenho certeza, Cain. — Disse ela suavemente.

— Essa é uma das razões pelas quais eu não queria


começar isso, bebê. — Ele segurou o lado de seu rosto. — Eu
sabia que uma vez que eu me permitisse estar com você, eu
não seria capaz de parar de te tomar como minha. — Sua voz
nunca vacilou e a expressão estoica, controlada permaneceu
em seu rosto.

Ela sabia em que estava se metendo e se era uma má


ideia ou não, ela não iria dizer não para ele. Ela não podia.
Cain estava tendo um debate interno. Por um lado, ele
sabia que estar com Violet estava certo, porque ela estava
muito feliz. Ela era doce e suave, tão confiante nele, que ele
não poderia deixar de amá-la ainda mais. E essa era a
verdade... ele a amava, estava apaixonado por ela e isso o
assustava demais. Nada assustava Cain, mas esta mulher
fazia e o fato era que se alguma coisa acontecesse com ela,
ele ficaria louco de raiva. Ele teve de cerrar os dentes e forçar-
se a não deslizar em seu calor para possuí-la para si mesmo e
se alguém tentasse arruinar isso pra ele, os deixariam
irreconhecíveis.

Ele se moveu sobre ela, colocando as mãos sob sua


cabeça e respirando fundo. Cain precisava dela lhe dizendo
que queria isso, que ela era toda sua. A reação de seu corpo
não era suficiente. Tudo o que podia pensar, era na sua doce
boceta envolvida em torno de seu pênis. O cheiro de seu
orgasmo, ainda cobrindo sua boca e cegando todos seus
outros sentidos, tornou mais difícil cada momento para se
manter composto. Ele inclinou para trás um pouco, mas
apenas o suficiente para olhar pra baixo e ver a sua boceta.
Com as pernas abertas, ele podia ver como ela estava inchada
e quão molhada estava em seu sexo e era tudo para ele.
— Porra, você é tão linda. — Ele não conseguia parar de
se ajoelhar entre suas pernas novamente e trazer seu rosto
perto da sua boceta. Cain pressionou seus quadris no
colchão, esperando trancar seu orgasmo iminente, enquanto
empurrava contra os lençóis. Para que em um momento
solitário ele se deixasse maravilhar nela. Sua fenda, tão
pronta pra ele, fez todo seu corpo apertar com a necessidade.
Levantando seu olhar para sua barriga arredondada, sobre
sua cintura curvilínea e parando em seus seios, ele tomou
plena vista sobre quão cheios eles eram. Em seguida, houve o
rosto, um que parecia um anjo e poderia trazer um homem
para seus próprios joelhos.

Ele colocou seu polegar em seu clitóris, assistindo sua


expressão quando ele acrescentou um pouco de pressão e
adorou que ela sugou seu lábio inferior, como se estivesse
tendo dificuldades em controlar sua reação. Isso quase o
levou ao limite. Mais uma vez ele pressionou seus quadris no
colchão, transando com os lençóis, raspando ao longo de seu
pau latejante, aumentando sua excitação em vez de diminuir.

— Isso começa, e não há uma maneira do caralho que


isso vá ter um fim, Violet. Uma vez que meu pau estiver
enterrado profundamente em seu corpo, você vai ser minha
mulher, minha Senhora. — Ele queria ser capaz de dizer
coisas doces e gentis, mas merda, o fato era, isso não era o
tipo de homem que ele era. Cain não media suas palavras e
com certeza não dizia palavras doces para as mulheres. Mas
esta era Violet, sua Violet, e ele faria qualquer coisa por ela.
Ele mataria por ela num piscar de olhos outra vez, com
satisfação, porque protegê-la e a sua filha, ser leal ao seu
clube e aos irmãos, foram as forças motivadoras em sua vida.

Quando ele deixou seu olhar viajar de volta para baixo,


para o ápice de suas coxas, ele não se conteve de inclinar-se
para a frente. Colocou sua boca direto sobre a abertura de
seu corpo, e moveu sua língua através dos lábios internos de
sua boceta. Ela era tão gostosa, doce e levemente picante,
cítrico ou algo assim e fazendo seu pênis pulsar com a
necessidade de preenchê-la com sua porra.

— Eu não quero ficar com mais ninguém, Cain.

Bom, porque ele não iria deixá-la ficar com mais


ninguém. Ele ficou longe, tentou mantê-la longe porque ele
pensou que era forte o suficiente para fazer isso, mas o fato
era que, com Violet, ele era fraco. Ele queria que ela fosse
feliz, a queria saciada e que tivesse prazer e ele iria ter
certeza que ela nunca mais tivesse um dia horrível
novamente em sua vida. Ele rasgaria qualquer coisa no meio,
que tentasse mexer com ela. Usando os polegares, ele
espalhou seus lábios, aplanando sua língua e correu até seu
centro. Todo o seu corpo tremia. Ele a faria gozar contra sua
boca de novo, tê-la gritando de prazer e ele engoliria até a
última gota de seu gozo.

Ele chupou e lambeu, queria sua umidade revestida na


boca, no queixo e correndo para o fundo de sua garganta.
Chupando o clitóris em sua boca, ele passou a língua ao
redor do feixe de nervos, acrescentando sucção e pressão até
que ela puxou seu cabelo. E foi então que ele começou
realmente empurrando seus quadris contra o colchão,
transando seco, porque ele queria seu corpo tão mal, que
podia senti-lo consumir.

— É isso aí, trabalhe seus quadris na minha boca, bebê.


— Ele disse depois que ela começou a empurrar sua vagina
na cara dele, moendo-se sobre ele para buscar seu próprio
prazer. Isso era sobre ela, fazê-la relaxar e se sentir bem.

Instalou seu corpo em cima do dela e colocou a mão na


parte de trás de seu pescoço, trazendo a cabeça dela mais
perto. Seus lábios estavam polegadas de distância, tão perto
que era enlouquecedor e seu autocontrole lentamente
escorregou a cada segundo.

— Tudo sobre você me inflama, me deixa louco. — Ele


correu os lábios levemente através dela, não realmente
beijando-a. — Eu ainda não acho que esta é a melhor decisão
que eu já fiz, mas eu não posso evitar quando se trata de
você, Violet. Eu não quero evitar. — Ele moveu a língua para
fora, lambendo o lábio inferior e adorou quando ela fez esse
barulho, choramingando. Ele podia estar na ponta da
navalha, mas ele teve cuidado, se certificando de que não
estava tirando qualquer coisa ruim que já aconteceu com ela.
Ele ficou satisfeito ao vê-la cheia de excitação, aqui com ele e
implorando por mais. — Mas nada ajuda a aliviar a dor que
tenho por você. Nada, bebê.

Ela tremeu depois que ele falou. Ele correu os dedos por
seu lado, segurou um peito grande, na palma da mão, e
moveu o polegar sobre o bico duro.
— Você é como uma droga para mim, Violet, uma droga
que é a porra da minha destruição, porque eu sei que se eu
mergulhar realmente em você, com você, eu vou estar
perdido. — Ele apertou a boca contra a dela, beijando-a com
força, antes de se mover para a concha de sua orelha. Cain
sussurrou: — Mas eu quero estar viciado em você, intoxicado
por você, bebê. — Deslizando a mão entre seus corpos, ele
entrou em contato com sua molhada e suave, fenda. Rosnou
em seu ouvido. — Se não fosse pelo meu autocontrole, eu
estaria transando com você agora, possuindo você, porque eu
te quero muito malditamente.

— Deus, eu quero isso. Isso é tudo o que eu sempre


quis.

Ele moveu sua boca para o ponto do pulso, em sua


garganta e continuou a trabalhar seus dedos sobre a
abertura de sua vagina.

— Você está tão molhada para mim, bebê. —


Adicionando pressão, ele mergulhou o dedo dentro dela. —
Eu aposto que essa pequena boceta lisa será a mais apertada
que eu já senti.

Deus, ele era um maldito bastardo sujo, incapaz de


controlar até mesmo suas palavras. Mas ele olhou para ela,
assistiu sua expressão facial para se certificar de que ela
estava aqui com ele e só sentindo prazer. Ele deslizou outro
dedo em seu corpo e depois outro, até que ele estava
empurrando três dedos nela, mas certificando-se de ir
devagar e gentil.
— Porra, toda a minha mão está encharcada.

Ela engasgou quando ele torceu os dedos dentro dela.

— Logo meu pau vai substituir estes dedos. — Ele


enfatizou seu ponto, fazendo tesoura com os dedos dentro
dela. Ele os moveu mais rápido, mais forte, e o som de sua
carne sugando para ele parecia encher a sala. — Só a
sensação de sua pequena boceta doce chupando meus dedos,
pode me fazer gozar.

Ela agarrou em seus ombros, suas unhas cavando em


sua carne. Cain vaiou em êxtase e trouxe o polegar para seu
clitóris. Ele dedilhou para a frente e para trás, mais rápido e
mais forte, enquanto ele estava com os dedos ainda em seu
corpo.

Ela gritou quando ela gozou e ele bombeou sua boceta


mais rápido e mais forte em seus dedos.

— Você está pronta para mim? Para isso? — Ele apertou


seu seio levemente, e sussurrou em seu ouvido. — Você está
pronta para ter um monstro dentro de você, fazendo de você
sua mulher? — Ele beliscou seu mamilo, e rosnou. Sim, ela
seria sua mulher, após isso, porque ele já cruzou a linha. —
Ter ideia do que eu faço, de quem eu sou, te assusta? — Cain
não disse essas coisas para assustá-la, mas para tê-la
sabendo, em que realmente, estava se metendo.

— Eu sei o que quero. Eu sei quem eu quero.

— Eu não sou bom para você, bebê, mas eu vou tratá-la


da maneira que você merece. Você vai ser minha rainha,
minha Senhora. Eu quero isso, eu quero tudo, Violet. O
mundo em que vivo deve assustar você para caralho, e não te
mudar. — Sua boca ainda estava ao seu ouvido e as mãos
ainda sobre os seios. Seu corpo foi preparado para ela, assim
como o dela era para ele.

— Eu deveria deixá-la para viver sua vida, mas eu


desejo você para caralho. Eu nunca quis algo tanto quanto eu
quero você. — Ele enfatizou seu ponto pressionando sua
ereção contra ela. Um miado escapou de sua boca. — Eu
admito que sou um bastardo egoísta, porque, mesmo
sabendo que isso é errado em tantos níveis, não posso parar.
Eu não vou.

— Eu não me importo sobre qualquer outra coisa, não


quando eu estou com você. — Ela virou o rosto para o dele e
reivindicou sua boca. Ele moveu sua língua entre os lábios
dela, ao mesmo tempo que alcançou entre eles e agarrou seu
pênis. A cabeça de seu pau pressionada na sua abertura e ela
levantou os quadris.

— Por favor...

Ele cortou suas palavras, afundando lentamente nela.


Cain queria bater em seu corpo apertado, molhado e quente,
mas ele precisava levá-la devagar nessa primeira vez. Ela
jogou a cabeça para trás, gemendo de prazer e ele adorou,
adorou que colocou esse olhar de êxtase no rosto dela. Por
vários longos e torturantes momentos tudo o que ele fez foi
empurrar dentro dela e puxar para fora lento e gentil. Seu
pênis estava coberto com seu creme e essa umidade deslizava
para baixo de seu comprimento, fazendo com que o
revestimento em seu eixo tivesse movimentos fáceis.

— Mais, Cain. — Ela disse em uma voz quase frenética,


seu olhar e seus lábios, entreabertos.

E algo estalou dentro dele. Ele se empurrou com seus


braços e olhou para baixo no comprimento do seu corpo,
olhando diretamente para onde seu pau estava enterrando
em sua boceta. Ele era como um homem selvagem,
empurrando, bombeando e trazendo os dois ao limite. Ele
sabia que ela estava perto, por sua respiração, seus gemidos
e a forma como ela agarrou seus bíceps como se fossem um
salva-vidas. Sua vagina estava muito molhada para ele e o
som de sua pele batendo contra a dela reverberou no quarto.

— Tão molhada e apertada. — Ele rosnou e pegou


velocidade. Ela cravou as unhas e gritou quando ela passou
por cima do limite. Suas bolas bateram o rabo dela e, logo, ele
estava caindo sobre o orgasmo, rugindo, quando bombeou
seu esperma, fazendo dela, sua de forma irrevogável. Ele
bateu a mão na parede acima de sua cabeça, fechou os olhos
e sentiu o último tremor de prazer deixá-lo. Ele saiu dela
lentamente, seu olhar sobre seu pau deslizando para fora de
seu corpo doce. Sua porra em seguida, deslizando para baixo
de sua fenda e revestindo os lençóis, debaixo dela. Ele estava
quente para caralho e se não tivesse acabado de ter um
orgasmo tão forte, ele teria ido para uma segunda rodada
com ela. Mas agora ele só queria abraçá-la e se deleitar com o
fato de que finalmente desistiu e deixou suas emoções por
esta mulher tomar conta dele.
— Violet? — Ele disse o nome dela suavemente.

— Sim? — Ela disse tão suave, sua voz cheia de sono e


saciada.

— Eu quero levá-la para um encontro, como um


verdadeiro namorado.

— Um encontro? — Havia alegria e surpresa em sua voz.

— Sim, por mais louco que pareça, quero você ao meu


lado, para mostrar para todo mundo. — Ele beijou o topo da
cabeça dela. — Eu quero que todos saibam que você é minha
e eu quero que você experimente algo normal. — Ele sabia
que tipo de vida ferrada ela teve, mas também sendo um
bastardo egoísta, ele queria fazer com que todos soubessem
que tinha essa mulher, linda, como sua.

— Eu adoraria. — Ela estendeu a mão e envolveu no seu


antebraço. — Eu te amo e tudo o que fazemos, mesmo que
não seja convencional, será normal para mim. Contanto que
você esteja ao meu lado, será perfeito, Cain. Eu te amo tanto.

Ele exalou, se sentindo da mesma maneira.

— Eu também te amo, bebê, para caralho.


CAPÍTULO
11
Violet olhou para Fallina, que estava sentada em frente
a ela, na sua mesa da sala de jantar.

— Eu sei que este é provavelmente um choque e nós não


tínhamos planejado isso, obviamente, pelo menos não eu. —
Ela acabou de dizer a Fallina sobre o tipo de relacionamento
que tinha com Cain e sua amiga parecia não ter escutando,
ou estava em estado de choque.

— Eu preciso de uma cerveja. — Disse Fallina, e não


esperou Violet pegar uma para ela. Ela se levantou e foi até a
geladeira e pegou duas garrafas de cerveja. Quando a colocou
sobre a mesa e sentou-se, ainda tinha que dizer alguma coisa
em resposta ao que disse sobre Cain e ela. O coração de
Violet estava batendo a mil por hora, as palmas das mãos
suavam e ela se sentia como se fosse desmaiar.

— Por favor, diga alguma coisa. Qualquer coisa, Fallina.


— Violet olhou para sua melhor amiga e viu a maneira que
Fallina engoliu a cerveja de um só gole. Ela colocou a garrafa
no chão um pouco suave demais.

— Ele é muito mais velho do que você.

Ela assentiu com a cabeça.


— Eu sei Fallina, mas isso não importa para nenhum de
nós.

— E você se apaixonou por ele logo após o ataque?

Violet balançou a cabeça novamente, e olhou para sua


cerveja. Ela começou a retirar o rótulo da garrafa.

— Eu queria dizer-lhe antes, mas seu pai nunca


mostrou qualquer interesse. Na verdade, — ela olhou para
Fallina — ele me empurrou, não queria nenhum contato
comigo e nós não tivemos nenhum, por anos. Mas então ele
veio na minha casa, semanas depois que ele saiu da prisão e
uma coisa levou à outra. — Ela deu de ombros, não tendo
certeza de que outra forma dizer ou acalmar o golpe. — Eu
não tive a intenção de fazer qualquer coisa pelas suas costas.

— Você está feliz, Violet? — Fallina perguntou em voz


baixa.

— Eu estou, tanto que por vezes eu sinto que isso é tudo


um sonho.

Fallina sorriu, olhou para suas mãos envolvidas em


torno da garrafa e expirou.

— Então, eu estou feliz por você. Eu amo meu pai mais


do que qualquer coisa, mas você e eu sabemos que ele é
perigoso, como também o clube que ele está afiliado. —
Fallina olhou para ela. — Eu só quero ter certeza de que você
está bem com tudo isso e que ele te trate bem, da forma como
deve ser tratada. — Fallina ficou em silêncio por um
momento. — Eu sei que meu pai é um bom homem. Ele é
muito duro, um pouco grosseiro. Você sabe tão bem quanto
eu, durante o nosso crescimento com ele. Eu só quero ter
certeza de que você sabe o estilo de vida que você está se
metendo.

Violet sorriu, não sendo capaz de conter o amor que ela


sentia por esta mulher.

— Seu pai é perigoso sim, mas não para nós e você sabe
disso. Ele é bom para mim, doce e gentil.

Fallina balançou a cabeça, e seu sorriso cresceu.

— Eu sei, mas você e eu sabemos o quão intenso ele


pode ser. — As duas riram.

— Sim, ele realmente é, mas acho que eu o amo ainda


mais por isso.

Elas ficaram em silêncio por mais alguns momentos, o


ar espesso, mas não desconfortável. Fallina ficou de pé depois
que Violet falou e se aproximou dela. Violet se levantou
também e antes que ela soubesse o que estava acontecendo,
Fallina lhe deu um grande abraço.

— Mantenha-o na linha. — Fallina começou a rir. — Ele


é um homem teimoso, mas eu sei que você está pronta para o
trabalho e pode lidar com isso.

Violet se afastou, limpou as lágrimas que caíam de seus


olhos por suas bochechas e limpou as lágrimas do rosto de
Fallina também. Sua amiga chorava e Violet sabia que as
lágrimas eram de felicidade assim como as suas também.

— Estou feliz que você esteja feliz. Você merece isso.

— E você também, Fallina.


As duas riram novamente, se abraçaram mais uma vez e
Violet sabia que as coisas estavam melhorando e esperava
que continuassem assim. Esperava que o bom superasse o
mau na sua vida e que ela pudesse finalmente começar a
colocar um pé na frente do outro, realmente querendo isso.

Violet olhou para seu reflexo no espelho na parte de trás


da porta do quarto. Ela decidiu usar uma túnica de rendas e
leggings, porque sabia que quando Cain a estivesse levando
para jantar não seria nada extravagante. Era sua escolha,
mas também sabia que Cain não era o tipo de homem para
jantar e beber vinho com uma mulher, vestindo calça social e
camisa de botão, e ela estava bem com isso. Na verdade, ela
gostava disso. Violet não queria um homem que fosse
arrumadinho, mas o tipo de homem que Cain era:
Comprometido com ele mesmo, não dando a mínima para o
que as pessoas pensassem dele. Ela olhou para seu corpo
cheio, ela tinha curvas, mas não era gorda, tampouco era
magra. Ela não pensava mais sobre a maneira terrível que ela
foi tocada todos esses anos atrás e sabia que era por estar
com Cain, que deu a ela estabilidade e conforto. Ela não
precisava de um homem em sua vida para lhe dar
estabilidade, mas ela também não poderia mentir, dizendo
que a ligação que tinha com Cain não a ajudou. Era a
verdade. Porque ele era um homem que conheceu durante
anos, que confiava com sua vida e o via como alguém especial
para ela, e sabia que nunca seria machucada enquanto
estivesse com ele.

Seu cabelo comprido estava em um rabo de cavalo baixo


e ela passou os dedos sobre as pontas que atingiam seu
quadril. Hoje à noite eles estavam indo para uma
churrascaria em Chatham View, apenas os dois, saindo pela
primeira vez e ela estava nervosa e animada. Pelo tempo que
esteve com Cain, verdadeiramente estava com ele e não
precisava esconder como se sentia, as coisas progrediram
agradavelmente bem e sem sobressaltos. Quando ela disse a
Fallina, temia o que sua amiga iria dizer e como reagiria. Só
que Fallina era o tipo de pessoa que se ficasse sabendo quão
feliz alguém estava ela iria apoiá-los, não importava como
aconteceu. Ela era uma alma amável e gentil e mesmo que
tivesse passado o inferno com Carl e seu ataque, ela não
deixou que nada nem ninguém a impedisse de seguir adiante.

Violet terminou de se preparar bem a tempo de ouvir a


campainha tocar. Seu coração trovejou e embora ela
conhecesse Cain por tanto tempo e já se envolveram
sexualmente, estava muito nervosa. Parecia que estava indo a
um encontro com um homem que ela não conhecia, um
homem que poderia ser qualquer um. Mas ela conhecia Cain,
estava ciente do tipo de homem que ele era e o amava mais
por causa disso.
Violet desceu as escadas, abriu a porta e olhou pra
Cain. Ele não estava usando um terno ou uma gravata,
exatamente como ela esperou. Ele ficou ali, encostado no
batente da porta. Usava botas pretas desgastadas, jeans
soltos que se ajustavam a ele, e uma camiseta branca. É
claro que ele usava sua jaqueta de couro, dos Brother’s of
Menace e, cara, ele parecia gostoso nela. Seu cabelo escuro
recebeu um corte, mas ainda era longo, atrás das orelhas.
Estava um pouco despenteado e tinha um ligeiro grisalho nos
lados, mas a aparência de homem mais velho e rude
combinava perfeitamente. Tirou os óculos de sol e o metal
reluzente de sua Harley atrás dele refletiu a luz. Ela levantou
uma sobrancelha, mas sorriu.

— Que bom que você está usando calças. — Ele disse e


sorriu. Puxou-a para um abraço e antes que ela o percebesse
estava se movimentando e inalando o cheiro de seus cabelos.
— Você cheira bem demais. — Disse ele direto em seu ouvido.
— Seu cabelo sempre cheira a morangos. — Ele a puxou para
mais perto de seu corpo e ela sentiu o contorno de seus
músculos pressionando contra sua suavidade. — Eu amo a
porra de morango com chantilly, talvez um pouco de
chocolate e você coberta com tudo isso.

— Vamos esquecer o jantar, apenas ficar aqui dentro,


pedir comida chinesa e rolar nus na cama. — Ela sorriu,
embora ele não pudesse vê-la.

— Não me tente, bebê, porque agora essa ideia soa


muito, muito boa. — Ele se afastou, segurou seu rosto e a
beijou com força. Ele enfiou a língua em sua boca e a fodeu
com ela, bem lento e constante, mas depois, ficou mais
possessivo e frenético.

Suas costas encontraram a parede no hall de entrada e


ela gemeu em sua boca. Suas línguas deslizaram ao longo
uma da outra e ela sabia que se ela não parasse com isso
agora, ela iria pedir-lhe para levá-la para o seu quarto e
transar com ela. Sabia que tinham um encontro previsto,
mas tudo o que podia pensar era estar com Cain nu, suado, e
gemendo seu nome. Deslizando as mãos entre seus corpos,
ela começou a puxar em seu cinto, mas mais rápido do que
ela antecipou, ele a impediu de ir mais longe. Afastou-se, sua
respiração quente e mentolada soprando sobre os seus
lábios.

— Não pare, Cain. — Mesmo que ela pudesse ouvir


como necessitada ela parecia. Ele olhou para ela, seu olhar
em seus lábios e sua ereção pressionada contra sua barriga.

— Se não parar, eu vou ser o responsável por levá-la


aqui mesmo e esquecer nosso encontro. — Ele olhou para ela,
inclinou-se e beijou-a suavemente. — E eu não quero fazer
isso, bebê. — Ele disse as palavras, mas ela podia ouvir o
calor e a excitação atada aos dois.

Ela deslizou as mãos até os braços tatuados e parando


em seus bíceps, deu um leve aperto.

— Eu quero isso, eu quero você. — Ela moveu uma


polegada mais perto, até que seus seios estavam
pressionados contra seu peito duro. Violet notou a forma
como sua respiração mudou para um ritmo mais rápido,
mais forte. — Eu quero o seu grande pau dentro de mim.
Quero que você faça todo resto ir embora, exceto você e eu.

Ele fechou os olhos, gemendo, mas não respondeu


verbalmente. Então, ele segurou seu rosto e a beijou até que
ela não conseguia respirar.

— Eu quero você, Violet. — Ele murmurou contra seus


lábios. — Mas deixe-me levá-la para tomar um vinho e jantar,
querida. — Ele se afastou, entretanto manteve os olhos fixos
nos dela. — Você não tem a noção do quanto eu quero isso
agora. — Para reforçar suas palavras, ele agarrou seu pulso
em sua mão e moveu entre seus corpos, espalmando sua mão
em seu pênis. Ele estava duro e era tudo por ela. Buscando
com o tato, ela achou o zíper dele com os dedos e lentamente
puxou-o para baixo.

Deslizando sua mão através da abertura e por dentro da


sua cueca boxer, ela viu os olhos dele se arregalarem quando
ela olhou em seu rosto. Ele era grande na palma da mão,
quente e duro.

Ela sussurrou. — Eu tenho noção sim, Cain. — Ela


correu o polegar sobre o piercing. — Eu também te quero
demais. — Mas ela não soltou o pequeno pedaço de metal que
adornava a ponta de seu pau. Quando ela colocou os dedos
em torno dele, foi agradavelmente surpreendida que não
tocou a extremidade. Seu peito subia e descia rápido e duro e
ele levantou o braço e colocou a mão na parede ao lado de
sua cabeça. A umidade que cobria a calcinha fez o material
pressionar contra sua vagina, esfregando ao longo de suas
dobras e provocando seu clitóris.

Violet lambeu os lábios e puxou seu eixo para fora de


sua cueca. Ele fechou os olhos quando ela começou a
acariciá-lo da raiz até a ponta e uma sensação de
formigamento bateu em sua vagina.

— Beije-me, Cain...

Ele não a deixou terminar a frase, antes disso, sua boca


estava sobre a dela e sua língua deslizou por seus lábios. Seu
membro pareceu inchar com seu aperto. Ele gemeu e
empurrou seus quadris para frente e o formigamento
intensificou se espalhando até seus mamilos. Ele não parou
de beijá-la quando ele começou um impulso lento e constante
de seus quadris. Ele fodia sua mão enquanto ele devorava
sua boca.

— Você está fazendo isso tão difícil de parar, bebê. —


Ele moveu a mão que não estava ao lado de sua cabeça para
baixo até que ela tinha um peito dolorido e cheio em sua
palma grande. Foi tão incrivelmente bom quando ele moveu
os dedos sobre seu mamilo, sem fazer nada mais do que
tortuosamente provocar o bico duro.

— Oh, Deus! — Era como se ela mal conseguisse


pronunciar as palavras. Sim, isso era o que sentir prazer
significava, era ser consumida por ele.
Tocá-la era uma tortura, pura e agonizante tortura. O
jeito que ela respondia a ele fez seu pênis mais duro, caralho,
e ele sabia que estar com ela era exatamente onde deveria
estar. Coisas sujas bateram em sua cabeça, imagens dela
abaixo dele, sua pele lisa, macia nua para ele, e ele
endureceu mais a cada segundo. Ele não ia dormir com ela
agora, não porque ele não queria, mas porque ele queria
tentar fazer o certo para ela. Ele queria tratá-la como uma
mulher amada como ela merecia ser tratada por ele. Mas só
porque Cain não iria dormir com ela agora e fazê-la gritar de
prazer, não significava que ele não podia tocá-la, adorá-la e
fazê-la se sentir bem. Ele passou a palma da mão sobre seu
mamilo coberto pelo algodão do sutiã, quase gemendo
quando o pequeno broto se apertou ainda mais. Ele tomou
sua boca, preocupado se ele estava muito rude e muito
exigente, mas incapaz de evitar. Ela o deixava louco. Nunca
existiu outra mulher que o tivesse de joelhos assim.

— Cain. — Ela gemeu seu nome e sua cabeça caiu para


trás contra a parede. Ele imediatamente fechou a boca em
sua garganta. Ela era doce e o sabor banhou sua língua de
tudo o que era Violet. Seu eixo pulsava por trás de suas
calças, exigindo ser livre. Ele precisava lembrar a si mesmo
de ir devagar, era o que ele precisava fazer, era o que ela
precisava que ele fizesse, apesar do fato de estar implorando
por mais.

— Deus, bebê. — Ele disse. Empurrá-la seria desastroso


e além disso, eles tinham todo o tempo do mundo. Ele não
tinha planos de ir a qualquer lugar, não quando estava claro,
que ela estava tão nisso como ele. — É isso aí, bebê. — Ele
pressionou sua ereção ainda mais em sua mão, e ambos
gemeram. Ele começou um impulso lento contra ela, e
adorava que sua respiração mudava em resposta. — Deus,
menina. As coisas que você está fazendo comigo, me fazendo
sentir. — Se eles continuassem assim, ele gozaria em sua
mão com apenas algumas sacudidas de curta duração.

Sua boca estava ao seu ouvido, e ela sussurrou. — Está


tão bom, Cain. Deus, isso é muito bom. Estou tão molhada.
— Violet enfatizou a última palavra. Ele apertou seus seios,
cheios de suavidades.

— Sim, querida. — Ele moveu seus quadris contra ela


um pouco mais duro e ela agarrou seu bíceps. Podia ver-se
deslizando a mão na parte interna da coxa e tocando aquela
pequena calcinha inocente que ele sabia que ela usava. Ele
apostava que estaria molhada, apenas para ele. Se ele não
controlasse a si mesmo, iria empurrá-la ao ponto que ela iria
fugir dele. — Nós temos que parar.

— Nós não temos. — Ela disse com diversão em sua voz.

Ele riu.

— Quer saber, Violet? — Ele olhou no rosto dela, viu o


blush roubar mais de suas bochechas e sorriu.
— Sim?

— Eu quero que todos saibam que você é minha e essa é


outra razão pela qual eu quero parar. Por que tenho que fazer
isso. E você é minha, bebê, certo?

— Sim, Cain, eu sou sua.

Ele a beijou novamente e descansou a mão direita sobre


o coração.

— Eu te amo. — E Deus, ele a amava tanto que doía


para caralho.
CAPÍTULO
12
Cain abriu a porta para Violet e amou quando ela
abaixou a cabeça e um rubor cobriu seu rosto, como se ela
estivesse envergonhada. A churrascaria que eles estavam era
em Chatham View, mas, mais longe da praça principal da
cidade e mais perto para a entrada da próxima cidade.
Música sertaneja tocando alta e a iluminação era fraca. O
restaurante também era uma taberna e tinha sua própria
empresa de fabricação de cerveja. A multidão estava alta e
selvagem esta noite por causa do jogo de futebol e embora
tenha sido um pouco demais para Cain, quando ele olhou e
viu sua mulher sorridente, fez tudo valer a pena.

— Boa noite! Mesa para dois? — A anfitriã era uma


jovem, provavelmente ainda na escola, com aparelho em
todos os dentes da frente.

— Sim. — Cain disse, então limpou a garganta. A


garçonete desviou os olhos dele e sua inquietação era
tangível. As opções eram, o fato dele usar sua veste do clube,
ou o fato de que ele parecia desconfortável para caralho em
sua pele nesse momento, ou talvez porque ele sentia vontade
de chutar o traseiro de alguém; porque ele se sentia dessa
forma. Mas Cain causava essa reação. Por causa do seu
tamanho e presença global, as pessoas tendiam a manter
distância. E ele preferia que fosse assim.

A garçonete mostrou-lhes os seus lugares, com uma vela


de centro de mesa, que crepitava suavemente. Apesar do fato
de que havia um grupo turbulento de homens no bar
assistindo ao jogo, nesta taberna em particular, havia um
lado mais íntimo. Por mais que ele estivesse tentando ser um
cavalheiro, nada disso se parecia como ele. Após a garçonete
vir e pegar os pedidos de bebida, ele se inclinou para trás e
correu os dedos sobre a beira do guardanapo. A garçonete
voltou com um copo de vinho branco para Violet e uma
cerveja para ele. Depois que eles fizeram os pedidos, a
garçonete foi embora. Ele realmente não era de álcool, mas
precisava de algo para ajudar a acalmá-lo um pouco, porque
ele estava fora de seu elemento.

— Eu sei que você está desconfortável, mas obrigada por


me trazer num encontro hoje à noite. — Ela sorriu, e a porra
de seu coração se aqueceu com a visão. E como um bastardo
sujo, a imagem de limpar a mesa e levá-la em cima dela
passou pela sua cabeça uma e outra vez.

Ela tomou um gole de vinho e liberou o copo.

— Você está me olhando bem intensamente agora. —


Ela sorriu. Se ela realmente soubesse o que ele estava
pensando, o quanto ele adoraria ter seu rosto colado na sua
cama e seu rabo no ar, com suas marcas de mãos nas
nádegas grandes e redondas de seu bumbum, com tons
diferentes de rosa, ela poderia sair correndo daqui. Seu pênis
pulou e ele praticamente sentiu sua luxúria saindo dele,
como uma bala de canhão.

Violet lambeu os lábios e ele sabia que ela podia ler seus
pensamentos pela expressão em seu rosto.

— Você é insaciável e as pessoas estão olhando. — Disse


ela, mas não soava como se ela se importasse.

Ele sorriu, inclinou-se uma polegada e descansou os


antebraços sobre a mesa. A visão de sua língua se movendo
ao longo de seu lábio inferior, lambendo como ele a imaginou
fazendo na cabeça de seu pau, fez um som baixo de grunhido
sair dele. Ele sabia que os outros que estavam perto ouviram,
sabia pelo fato de que olharam pra eles e ele viu isso de sua
visão periférica. Cain agarrou a beira da mesa e mostrou os
dentes quando ele se imaginou apenas dizendo foda-se para
tudo e levando-a para casa. Seus rostos estavam agora
apenas polegadas de distância um do outro.

— Eu realmente não sou o tipo de cara que dá a mínima


para o que os outros pensam.

Ela deu um sorriso.

— Eu sei e eu te amo mais por causa disso.

Cain estendeu a mão e capturou a dela.

— Eu quero te beijar agora, mesmo que as pessoas


provavelmente estejam nos assistindo.

— Você não se importa com que os outros pensam e


nem eu. — Sua voz estava um pouco ofegante, mas ela parou
de respirar na hora em que ele levantou sua mão na boca
dele e correu os lábios para trás e para a frente sobre os nós
dos dedos. Ele olhou para ela e viu como seu peito subia e
descia com o aumento de respirações. Em seguida, foi para
ela. Ele levantou-se um pouco, agarrou a parte de trás do
pescoço e plantou seus lábios direto nos dela. Acariciou sua
língua com a dele, adorava quando ela gemia baixinho e,
finalmente, ele se forçou a se afastar. O jeito que ela ficou
com lábios entreabertos, bochechas vermelhas e olhos
ligeiramente brilhantes, disse que ele a estava levando em um
bom lugar.

Mas, em seguida, a comida chegou e ele foi forçado a ser


um cavalheiro. Não foi tão difícil, não quando a mulher que
ele amava mais que tudo estava tão animada na frente dele.
Ele adorava ouvi-la falar sobre seu trabalho e sobre o que ela
fez com sua vida, desde que ele foi preso. Ele não falava com
ela sobre seus nove anos de interno na porra daquela cadeia,
não queria levar-se ou ela, para aquele lugar. Então, se
contentou em apenas ouvir dizer-lhe sobre a vida, o que ela
fez, apesar de tudo o que passou.

Eles estavam lá mais de meia hora, a cena


desaparecendo ao redor deles, enquanto ele estava totalmente
focado em sua mulher. A conta chegou, mas ele não estava
com pressa, mesmo que ele ainda estivesse muito duro, como
pedra, por ela. Mas então, ela começou a ficar calma, olhou
para o guardanapo e ele sabia o que ela ia dizer, não era algo
que seria bom, com a sua atmosfera atual.

— Eu disse a Fallina sobre nós, sobre nosso


relacionamento e que eu te amo.
Ele suspirou, pensando que teria sido algo ruim.

— Estou feliz que você disse a ela. Falei com ela hoje
cedo e nós conversamos sobre você, querida.

Ela olhou para ele e o sorriso que lhe deu, torceu suas
entranhas.

— Eu lhe disse que não sabia o que diabos eu fiz para


merecer uma mulher como você, porque cara, eu sou um
idiota maldito nos meus melhores dias, mas que eu vou tratá-
la como meu tesouro.

Seu sorriso se alargou.

— Ela estava preocupada com você ser bem tratada e eu


lhe disse que preferia cortar minha própria mão fora antes de
te machucar. — Ele estendeu a mão sobre a mesa e agarrou a
dela. — E eu também lhe disse que mataria qualquer um que
pensasse em tirar algo de você que você não estivesse
oferecendo de bom grado. — Ele sabia que sua voz caiu para
um nível mortal e viu-a engolir quando entendeu o que ele
estava dizendo, mas ele não se conteve. Falar sobre isso, até
pensar em alguém ferindo Violet, lhe enviou em uma raiva
cega.

— Eu disse a ela que você nunca iria me machucar e ela


sabia disso. — Disse Violet, e apertou-lhe a mão.

— Estou feliz que você saiba disso, Bebê, porque é a


porra da mais honesta verdade.

Ele se inclinou para trás em sua cadeira de novo,


ouvindo gritos bem altos vindo do grupo de homens à sua
direita, e olhou para eles. Os caras estavam bêbados e isso
ficou claro pela forma como eles tropeçavam de suas cadeiras
e levantavam suas vozes para a TV plana apoiada na parede.
O gerente saiu da parte de trás e disse-lhes para falar mais
baixo, porque eles estavam perturbando os outros clientes, e
quando um grupo deles começou a xingar, foram convidados
a sair do estabelecimento. Teria sido engraçado em outra
ocasião, mas agora só irritava Cain, porque ele estava
tentando passar um tempo com sua mulher. Os homens
caminharam em direção a eles, uma vez que tiveram que sair
de lá. Os cinco homens riam de alguma coisa idiota e quando
o último cara passou por sua mesa, Cain percebeu que o
idiota olhou para Violet, sorrindo e lhe deu uma piscadela.

— Como você está nessa noite? — Perguntou o cara


para Violet e ela olhou para Cain. Ele a viu pelo canto de sua
visão, mas seu foco estava no idiota, que pensou que era legal
parar para falar assim com a mulher de outro cara,
especialmente nesse tom “escolha a mim”.

— Mova sua bunda daqui. — Cain disse em voz baixa,


perigosa e não escondendo a irritação que sentia.

O cara olhou para ele durante alguns segundos e esta


cor avermelhada cobriu seu rosto brevemente.

— Não há nada para você aqui. — disse Cain em voz


severa, vendo que ele não estava se movendo. Finalmente,
com mais um olhar para ela, uma piscadela e um sorriso, o
idiota bêbado cambaleou para seus amigos. Cain recostou-se
na cabine e olhou para Violet.
— Ele estava bêbado e estava sendo um idiota.

Ele sorriu, mas passou a mão sobre o rosto e sabia que


seu ciúme e atitude possessiva em direção a Violet nunca iria
mudar. Na verdade, ele sabia que aumentaria a cada dia que
passasse, porque já sentia.

A garçonete veio com a conta e uma vez que ela deixou


na mesa, ele piscou pra Violet, sentindo-se um maldito
bastardo sujo agora, em direção a ela. Ele tirou algumas
notas de vinte e colocou sobre a mesa.

— Eu vou ao banheiro e eu vou encontrá-lo lá fora, ok?


— Ela sorriu e ele não pôde evitar. Ele se inclinou para a
frente novamente e beijou-a, esse sentimento territorial
tomando conta dele e fazendo-o querer reclamá-la, na frente
de todos.

— Eu posso esperar por você aqui, bebê.

— Eu posso te encontrar lá fora. Não há necessidade


para você esperar por mim aqui. — Ela disse e riu. Sim, ele
era controlador em algumas coisas, especialmente com sua
mulher, mas ele seria sempre assim. Ela se afastou e olhou
por cima do ombro, um sorriso no rosto. Ele olhou para
bunda dela, sua grande, redonda e suculenta bunda da porra
e sabia que precisava dar o fora daqui, para que ele pudesse
enterrar seu pau em seu corpo macio. Sim, ele estava muito
apaixonado por Violet e essa sensação era incrível.
Violet saiu e um vento soprou. O cheiro de fumaça de
cigarro era espesso e sufocante. Ela olhou para sua direita
quando ouviu a risada alta dos homens que estiveram no bar
apenas alguns momentos antes. O homem que parou em sua
mesa, que quase começou uma briga com Cain e ia conseguir
dar a sua bunda de bandeja para ele, deu um passo adiante.
A iluminação de néon da placa do restaurante, acima deles,
brilhou em seu rosto. Seus amigos estavam ocupados dando
em cima de um grupo de mulheres em idade universitária e
não estavam prestando atenção a qualquer coisa a não ser
conseguir alguma foda.

O homem deu um passo para frente e jogou o cigarro


fora.

— Ei, você é a menina bonita lá de dentro. — Sua voz


estava arrastada, com o rosto vermelho e suado da sua
embriaguez. — Aquela com o amigo grosseiro, motoqueiro,
que me mandou cair fora.

Ela virou as costas para ele, olhou ao redor do


estacionamento para a Harley e viu que estava apenas a
alguns pés de distância. Mas ela não era tola em tentar ir
para lá, especialmente porque não era como se ela pudesse
subir em cima e trancar uma porta. Ela sabia que Cain
estaria saindo a qualquer minuto, então ao invés de ter que
lidar com os avanços deste imbecil, ela se virou e estava
prestes a voltar para dentro. Tudo o que ela queria era um
pouco de ar fresco e, claro, merda tinha que começar com
esse idiota embriagado. Então, claro que ele se aproximou e
agora estava bem na frente dela. O cheiro de sua respiração
alcoolizada revestiu seu rosto e ela apertou sua mandíbula
para conter a náusea.

— Você não pode falar ou algo assim? — Perguntou.

— Cara, venha até aqui e deixe-a em paz. — Seu amigo


chamou.

— Eu sugiro que você se vire e volte para os seus


amigos, porque uma vez que o meu namorado chegar, eu não
posso ser responsável pelo que ele faz com você. — Violet se
sentiu muito juvenil chamando Cain de seu namorado,
porque na verdade ele era muito mais do que isso. Não havia
um rótulo que poderia nomeá-los. Eles só estavam juntos.

Ele bufou e olhou sobre os ombros para os seus amigos,


que não estavam mais observando. Quando ele olhou para
ela seu sorriso desapareceu e ele deu um passo mais perto.

— Eu não tenho medo de um cara vestindo um colete de


couro, ou que pensa ser o fodão.

Apenas vá embora agora, idiota. Cain não é apenas um


cara em um colete de couro com um problema de atitude, ou
apenas age como se fosse fodão.

Ele se inclinou outra polegada, respirou fundo e disse


em voz repugnantemente excitada. — Você cheira tão bem.
Violet virou a cabeça e tentou passar por ele, mas ele
rebateu seus passos, impedindo-a de sair. Ela suspirou,
exasperada que ele estava sendo muito chato com seus
avanços.

— Escuta, eu sei que você está bêbado e, obviamente,


não sabe o que está fazendo tentando ter seu traseiro
chutado, mas eu estou querendo ajudá-lo. — Ela não deveria
se preocupar, se ele tivesse sua bunda entregue a Cain,
quando ele finalmente saísse do restaurante e visse que o
cara a estava incomodando. Mas ela não queria mais nenhum
problema, não queria que a noite fosse arruinada por esse
cara, que estava bêbado e sendo desagradável. Ela foi afastá-
lo, mas seu pé enganchou no sapato dele e ela tropeçou,
apoiando as mãos com as palmas para a frente, quando caiu
na calçada.

— Droga, garota. Consegue andar? — Ele disse, e


começou a rir. Seus amigos começaram a olhar para cima e
em seguida eles começaram a rir também. Sua raiva e
irritação cresceu, quando ele se abaixou para embrulhar as
mãos em torno de sua cintura, ela o empurrou. Ele veio de
novo com suas mãos indo mais perto de seu traseiro agora e
ela se levantou e olhou para ele com o rosto quente de raiva.

— Pare.

Ele estendeu a mão para ela novamente, sua risada


aumentando quando ele olhou para o joelho rasgado em suas
leggings e suas mãos arranhadas.
— Você se fodeu, garota. — Ele levantou a mão, como se
para empurrar o cabelo dela para fora de seu ombro e ela
deu-lhe um tapa.

— Não. Não me toque. — A porta da frente do


restaurante abriu e ela viu Cain sair e procurar por ela antes
de finalmente vê-la. A raiva que transformou seu rosto,
quando ele viu sua aparência, era tangível. Ele soltou um
rosnado baixo quando viu o cara ainda de pé na frente dela.
Cain voou para a frente. Ele agarrou o cara que estava ao
lado dela, o jogou para o lado e olhou para os outros, quatro
homens que estavam apenas alguns metros de onde eles
estavam. O homem que estava no chão cambaleou, se
movendo para a frente, tendo bolas de aço por enfrentá-lo.
Cain estava enfurecido, e isso ficou claro pelo seu rosto
vermelho e a maneira como ele rugiu, quando ele bateu com o
punho no rosto do cara. Ele era um monstro. Quando passou
para a frente novamente, ela estava muito chocada com a
violência proveniente de Cain, porque ela estava
experimentando outra vez, em primeira mão, depois de tantos
anos. Ainda não conseguia sentir simpatia pelo idiota que
avançou nela. Ele continuou vindo atrás de Cain, dizendo
palavrões e insultos, sua voz embriagada grossa e arrastada
pelo álcool que ingeriu. Ele era um idiota e não apenas
porque ele estava bêbado, mas porque ele era estúpido
também. Os amigos do cara estavam do lado, com suas
expressões atordoadas, de olhos arregalados e bocas abertas.
Sem dúvidas, eles nunca viram um homem como Cain antes
em suas vidas.
— Boceta do caralho, filho da puta. — O cara sangrando
pelo nariz, disse e riu.

— Cara, cala a boca e apenas pare. — Um de seus


amigos disse.

Os olhos de Violet se arregalaram quando observaram o


homem jogar pra Cain um pulso, mas seu motoqueiro
agarrou o punho e torceu o braço do homem para trás, até
que ele gritou de dor e, em seguida Cain bateu seu punho no
rosto do cara o fazendo cair de bunda no chão.

— Quando uma mulher disser “cai fora”, você faz


exatamente isso, filho da puta. — Disse Cain e cuspiu no
chão ao lado do homem gemendo na calçada. Cain se virou e
encarou os outros quatro, mas eles eram mais espertos do
que seu amigo, levantaram as mãos em sinal de rendição e
foram buscar o cara no chão. Eles arrastaram o idiota e ela
ouviu o som distinto de sirenes no fundo.

— Nós precisamos ir. Alguém chamou a polícia.

Cain olhou-a, aproximando-se em três passos rápidos e


passou os braços em torno dela, num abraço feroz.

— Você está bem, querida? — Ela assentiu com a


cabeça contra o peito dele, mas não queria falar ou ter uma
longa conversa sobre isso aqui. Eles precisavam ir ou Cain
seria preso de novo, se quem chamou a polícia o identificou.
Os outros cinco homens já estavam saindo. Uma vez que
Cain a colocou na parte de trás de sua moto, montou a
máquina e agarrou os braços dela para envolver em torno de
sua cintura e, então, eles se foram. Ela fechou os olhos e
apertou as mãos, sabendo que Cain não era um homem que
resolvia seus problemas tentando conversar. Ele lidava com
as coisas em seus punhos e com a violência. Apesar de Violet
não ser do tipo de pessoa que gostava de ver a violência, ela
amava Cain e sabia que ele era assim, que nunca iria mudar
e ela estava bem com isso. Ele fazia o que fazia para proteger
aqueles que amava e como ela poderia ficar com raiva por
causa disso?
CAPÍTULO
13
Eles passearam na moto por meia hora, mas ainda
estavam em River Run. Cain estava apenas andando por aí,
matando tempo até chegar ao clube onde todos se reuniam
para um grande jantar. Violet estava nervosa, com medo do
que os outros membros diriam, uma vez que visse ela e Cain
juntos. Ela era sua Senhora e sabia que nada menos do que a
morte poderia mudar isso. Violet não iria pensar em nada,
que não fosse no seu futuro, porque se preocupar com seu
passado não mudaria nada. Violet se sentiu livre e apoiou as
mãos atrás dela, segurando o assento de couro de sua moto.
Ela poderia não estar agarrada a Cain, mas este pequeno
pedaço de liberdade fazia sentir-se como se o mundo não
fosse tão desagradável como foi no passado. Com os olhos
fechados, ela inclinou a cabeça para trás e respirou
profundamente. Fazendo assim, ela se sentia como se
estivesse voando, como se nada pudesse amarrá-la ao mundo
e que ela poderia flutuar sem qualquer preocupação e ter seu
homem ao seu lado. Deus, ela o amava e ele a amava e
achava que nada poderia fazê-la ficar triste.
— Eu me sinto tão segura com você, tão livre e certa. —
Ela disse as palavras em voz baixa, sem saber se ele ouviu ou
se ela queria que ele tivesse ouvido, mas sabia que ele fez,
quando ele agarrou suas mãos. Ele segurou apertando na
sua mão ainda mais.

— Você deve, porque eu sempre vou te proteger, sempre


vou mantê-la ao meu lado.

Ela sempre teria uma mancha no passado que


modificou uma parte dela, embora não permitisse que o
estupro a deixasse pra baixo ou moldasse a pessoa que ela é
hoje. Era sua força e sabendo que por dentro ela era mais
forte que tudo isso e que poderia passar por cima, foi o que a
fez realmente deixar isso para trás. Será que ela sempre
manteria essa cicatriz interna do que Carl fez com ela? Sim,
mas não era quem ela era. Cain não ajudou a criar a fênix
dentro dela, que ressurgiu das cinzas depois da sua
destruição, mas ele foi o homem que a ajudou,
inegavelmente, ao ver que ela poderia ter o que ela quisesse e
que poderia ser o que ela quisesse.

Eles estavam a dez minutos do clube e quando Cain


puxou a Harley para uma parada no sinal, esperando ele ficar
verde, o som de várias Harleys encheu sua cabeça. Ela olhou
por cima do ombro dele e viu uma fileira de motos que
andavam na Main Street. Ela conhecia o MC que estava
andando bem na frente deles, era o Grizzly MC e suas
Senhoras, pois os encontrou ao longo dos anos. Jagger e
Sonya estavam liderando a linha de motociclistas, o
presidente do clube fez um cumprimento com a cabeça pra
Cain. Brick, o sargento de armas e sua mulher Darra
estavam próximos e Violet podia ver a cicatriz desagradável
no rosto do homem. Diesel e Maggie eram os próximos,
Stinger e Molly depois deles, Curt e Lilly e o casal final, Dallas
e Hope, andava atrás de todos os outros. Mas a última moto a
seguir o trem do MC era de Drevin, o único membro do
Grizzly MC que não tinha uma Senhora. A tripulação foi em
direção a Steel Corner, a cidade de onde eram e tinham suas
raízes e Cain começou a dirigir novamente. A viagem foi
tranquila e encheu-a de satisfação. Esta era a perfeição e ela
sabia que apesar de sua vida ter sido marcada e a vida de
Cain não ter sido nada perfeita, juntos eles se completavam.

A energia na sede do clube estava forte e as emoções


positivas que passavam através de todos que cercavam Cain
fazia-o sentir-se completo, pelo menos por agora. Ele tinha
sua mulher ao seu lado, a barriga cheia de comida e pessoas
que ele amava, todos ao seu redor. Eles acabaram de comer
uma hora atrás e o fato de seus irmãos terem abraçado os
dois como casal e aceitado Violet como Senhora de Cain,
cimentou a ligação que todos tinham.
O clube era um porto seguro, um refúgio e abrigo, que
foi a casa de Cain, quando ele não estava com Fallina. Este
era o lugar onde ele forjou um vínculo de sangue com seus
irmãos, remendou suas feridas e teve histórias de morte,
destruição e também de esperança compartilhada. Ele olhou
ao redor da mesa de estilo banquete, que a muito tempo foi
erguida no centro do piso principal na sede do clube. Tatum,
uma boceta fácil do clube de muito tempo atrás, agora era,
estritamente, um tipo de mãe para todos. Ela preparou mais
uma refeição estilo familiar. Esta foi a primeira vez desde que
ele esteve fora da prisão que esteve com todos do clube e
compartilhou um jantar caseiro. Sentia-se bem, realmente
muito bem, pois finalmente havia uma grande brecha de luz
através da sua escuridão.

Cain olhou para Tatum, que estava sentada com Pierce


e Rook. Ela sorriu para ele, quando o viu olhando para ela.
Ela era mais velha, mas doce e gentil para caralho com todos
eles, cuidava deles e limpava suas bagunças. Ele se inclinou
para trás em sua cadeira e colocou o braço em torno de
Violet. Ela se inclinou para ele imediatamente e ele respirou
profundamente, amando que apenas o seu cheiro poderia
acalmá-lo como nada mais. Ele olhou para sua mulher,
amando que ela estava relaxada, calma e se sentindo em
casa. Esta era sua família também, foi desde que ela era uma
adolescente. Ele olhou para Lucien e Callie, o presidente do
seu clube e sua Senhora. Kink sentado ao lado de Callie, o
membro mais antigo do clube, perfeitamente à vontade com
sua filha estando com o homem que cuidava do seu clube
com um punho de ferro. Cookie, a Senhora de Kink, sentou-
se ao lado do motociclista, seu sorriso largo enquanto falava
com Adrianna, que estava sentada em frente a eles. Tuck,
Rook e Ruin e até mesmo Pierce, estavam todos em estados
de espírito descontraídos, curtindo esse momento em que
nenhuma merda aconteceu.

Lucien, Kink, e Malice eram os únicos membros que


foram reivindicados, ou melhor dizendo, os únicos homens no
clube que reivindicaram suas Senhoras... até agora. Cain
tinha sua própria mulher agora, uma que ele amava para
caralho. Ele só queria que Fallina tivesse sido capaz de vir
esta noite, mas ela estaria sempre em seus pensamentos e
estaria sempre sob a proteção dele e do clube. Violet parecia
feliz no meio dos ásperos motociclistas e ele estava feliz que
sua mulher tivesse encontrado o conforto com tanta
facilidade com esses motoqueiros rudes.

Haviam garotas do clube, ajudando a limpar e ele


observou Tuck olhando pra Jana, a única mulher que não
estava transando com nenhum dos membros do clube, mas
apenas ficando por lá para conseguir dar a volta por cima em
sua vida. Ele se perguntou se Tuck seria o próximo a
encontrar sua felicidade ou se ele ia passar pela vida
transando com as bundas doces que passassem por seu
caminho e vivendo perigosamente.

— Eu te amo. — Disse Violet baixinho, bem ao seu


ouvido e ele olhou para ela.

— E eu amo você, menina.


Ela sorriu e ele não poderia ignorar, seu pau empurrou
na calça só pela forma como ela era sedutora. Ele estava tão
viciado nela que não poderia mesmo se controlar durante
duas horas, caralho.

Quanto mais tempo ele olhava para ela, mais ele a


queria. Ele não poderia fazer nada, não poderia evitar a
maneira como ele se sentia.

— Eu preciso de você, bebê. Eu preciso de você nessa


porra de momento, agora. — Ele disse baixinho para que
apenas ela ouvisse. — Eu preciso estar de dentro de você. —
Ele ouviu seu suspiro e sorriu, amando que ela estava tão
afetada quanto ele.

Ele era gentil, fazia-lhe carinho para que ela soubesse


que não estava apenas tentando entrar com seu pau dentro
dela. Isso nunca seria assim. Ele a amava, amava-a por um
longo tempo, mesmo que nunca tivesse se permitido aceitar
isso. Cain queria que ela estivesse na mesma página com ele,
que ela sentisse o que ele estava fazendo com ela e soubesse
que era porque se importava. Ele queria que ela soubesse que
era seu mundo. Cain pensou em tudo o que queria fazer com
ela. Ele queria sua respiração ao longo de sua pele suada,
queria suas unhas afundando em sua carne enquanto se
segurava na medida com ele lentamente empurrando dentro
dela e queria que ela soubesse que ele a amava
irrevogavelmente. Sua respiração começou a aumentar à
medida que essas imagens foram jogadas em sua mente.
Todo resto, apenas se desvanecia no fundo da cabeça.
Violet estava o observando e ele notou as mudanças
sutis dela, que o alertou para o fato de que ela estava ficando
excitada.

— Vamos sair daqui. — Ele disse, agarrando a mão dela


e puxando-a para fora da cadeira. — Nós já vamos. — Disse
Cain para o pessoal do clube e ouviu os risos dos outros
membros quando ele arrastou sua mulher de lá indo para um
lugar onde poderia estar com ela completamente. Esta era
sua mulher e ele iria mostrar-lhe isso, em todos os sentidos
possíveis.

Caim não tinha a intenção de ser rude dizendo a Violet


que a queria fora do clube. Mas vê-la sentada ali, sentindo o
calor do seu corpo e o perfume de excitação vindo dela,
despertou algo primitivo dentro dele. Dizer que ele arrastou
sua bunda até a sua casa era um eufemismo.

Assim que eles estavam na casa dela, ele tinha a mão na


sua, levando-a pelo corredor em passos firmes, mas rápidos.
Ele bateu a porta atrás de si uma vez que chegou em seu
quarto e olhou para a mulher que era dele. Cain estava
sentindo pura adrenalina, endorfina e testosterona no mesmo
tempo. Ele olhou em seu rosto, ela tinha a porra de um corpo
glorioso e seu pau pulou. Quando ela baixou o olhar para sua
virilha seus olhos se arregalaram. Ele sabia como ela parecia
sob suas roupas, queria rasgar o material de seu corpo
maldito e fazer a festa sobre ela, mas sabia que precisava se
controlar. Ela teria que estar feliz, ter prazer e se sentir
segura em seus braços, mas isso não significava que Cain
queria apressá-la no sexo selvagem que ele gostava. Caralho,
ele não achava que poderia ter esse tipo de sexo com ela, não
porque ele não queria, mas porque estava com medo.

— Você parece feroz agora, Cain. — Ela disse em uma


voz ofegante. Seus mamilos estavam duros, apunhalando sua
blusa e a boca dele salivou por prová-los. Cain era maníaco
por ela, estava pronto para jogá-la na cama, entrar nela
rápido e forte, trazendo os dois ao prazer, até acabar e só
existir eles.

Ele andou para a frente, vendo o olhar surpreso, mas


ainda animado, nos olhos dela e girou em torno dela pra que
suas costas encontrassem com a parede. Ele ofegava contra o
pescoço dela, sentindo o cheiro de tudo que enchia sua
mente. Cain levantou a cabeça e olhou em seus olhos. Não
havia palavras que ele pudesse dizer agora que provassem
que ela era tudo para ele e ele parou de tentar se segurar. Era
inútil fazer isso, porque sua mente e corpo já sabiam o que
eles queriam, e era Violet.

— Você me dá tanto tesão, bebê, me faz querer agir


como um animal quando estou perto de você.

— Eu quero isso. — Ela suspirou, em seguida gemeu.


Para enfatizar seu ponto, ele pressionou sua ereção em
sua barriga e ela gemeu mais alto.

— Eu vou fazer você se sentir bem para caralho, bebê.


Eu sempre farei você se sentir bem, feliz e amada. — Ele quis
dizer isso, significava tudo, um comentário de amor, porque
esta era a sua mulher, uma mulher que ele não deveria
querer, mas fez mesmo assim, com todo seu frio e escuro
coração fora da lei. Ela começou a apertar as coxas e o aroma
de seu desejo subiu. Ele fechou os olhos, respirou fundo e
soltou um grunhido. Esperava que não a assustasse com o
som quase animalesco.

— Você é tão gostosa. Eu posso sentir o cheiro, posso


vê-lo e sei o quanto você quer isso. Não é bebê? Você não
quer que eu cuide de você?

Ela lambeu os lábios bem lentamente, mas ele sabia que


ela não estava fazendo uma provocação. De certa forma, ela
era inocente e toda sua.

— Sim, eu sei o que você quer Violet. Você não tem de


dizer nada porque eu posso vê-lo em seu rosto e na maneira
que você vem para mim quando estou perto de você. — Caim
tomou sua boca em um beijo forte, quase doloroso. Foi bom e
duro e o fato de que ela se rendeu a ele, deu tudo de si
mesma, sem hesitação, tinha que fazer ela saber que era a
única para ele. Isso estava indo muito rápido, estava
apaixonada e era muito gostosa. Ela era gostosa e toda sua.
Ele fez um rápido trabalho em tirar suas roupas, tocar seu
corpo e correr as mãos sobre cada polegada de sua carne.
Seus mamilos estavam duros e imploravam atenção. Os seios
dela eram grandes e redondos e sua boca encheu de água pra
prová-los. Sim, ele queria ela, muito e estava prestes a cuidar
disso agora. Cain era um homem paciente quando
necessário, mas quando se tratava de Violet, toda paciência
ia direto pela porra da janela.

Seu pênis estava duro como aço e ele estendeu a mão e


agarrou seu comprimento. Ele não tentou escondê-lo. Na
verdade, ele fazia lento para que ela pudesse assistir. Cain
imaginou-a espalhando-se nua na cama, com as pernas bem
abertas enquanto ele empurrava seu pau dentro e fora de seu
calor acolhedor. Seu pênis esticou mais com a imagem. Foda-
se, ele queria isso agora e estava prestes a tê-lo. Suas pernas
eram longas, mas não finas e ossudas. Ele gostava que ela
tivesse um pouco de carne e tinha uma forma bem feminina.
Sua boceta tinha um pequeno triângulo de cachos negros
bem aparados. Ele deixou seu olhar ir mais alto. Barriga
ligeiramente arredondada, quadris com curvas lindas e as
mamas que poderia trazê-lo de joelhos, estavam bem na
frente dele. Ela era o retrato de saúde e sexualidade.

— Venha aqui, bebê.

Ela engoliu em seco e se aproximou. Ele era um homem


dominante por natureza, tinha de ser por causa da vida que
levava, mas ela foi receptiva, dando tudo o que era. Quando
ela parou bem diante dele, ele colocou as mãos em seus
ombros, acariciando sua carne. Passou um momento em que
eles apenas se olharam, mas então, ela o surpreendeu,
afundando em seus joelhos. Por um segundo, tudo que ela fez
foi olhar para seu pênis e isso era quase tão bom quanto
tocá-lo.

— Eu quero cada parte de você, Cain.

Seu coração trovejou, as palmas das mãos começaram a


suar e ele engoliu bruscamente.

— Por que você não toma meu pau e o chupa, bebê? —


Ele pegou um pouco do seu cabelo na parte de trás da
cabeça, não para doer e levou-a mais perto de seu pênis. —
Vá em frente, bebê. — Ele disse com uma voz quase tensa.
Mantendo a voz baixa, persuadindo, ele prendeu a respiração
quando ela se inclinou para frente, mas manteve contato
visual com ele. Sua língua rosa, pequena e tentadora veio e
bateu na cabeça do seu pau. Esse foi o começo do fim, pois
tudo o que ele pôde fazer foi fechar os olhos e perder-se na
sensação da sucção suave de sua boca, o movimento
constante de sua língua e a forma como ela usava sua mão
para acariciar o resto do comprimento de seu eixo que ela
não podia alcançar com a boca. Mais e mais, ela movia a boca
ao longo de seu pau, trazendo-o mais perto do fim. Cerrando
os dentes para adiar o inevitável, Cain sabia que precisava
impedi-la ou ele gozaria em sua boca, isso não era o que ele
queria. Um grunhido duro o deixou, quando ela apertou suas
bolas.

Ela gemeu enquanto o acariciava com a mão mais


rápido, fazendo-o gemer também. Ofegando com força para se
controlar e não gozar, Cain se afastou rapidamente e olhou
para ela ajoelhada diante dele. Violet parecia tão linda com as
pernas ligeiramente espalhadas e sua boceta a vista. Seus
seios subiam e desciam com a respiração e seus lábios
estavam inchados e vermelhos de chupar seu pênis.

— Vá para a cama, Violet. — Passando a mão sobre a


boca, ele contou até dez para conter-se. Ela foi para a cama e
quando estava sentada e olhou para ele, ele disse: — Abra
suas pernas para mim e deixe-me ver minha boceta. — Ele
era um bastardo de merda, mas quando ela sorriu, ele sabia
que Violet tinha um traço sujo nela também.
CAPÍTULO
14
Violet queria Cain, queria tê-lo cobrindo-a, enfiando seu
pau dentro dela e criando sempre novas memórias com ela
para apagar as ruins. Ela não hesitou em deitar-se na cama,
colocando os calcanhares no colchão e abrindo as coxas, bem
abertas. O ar frio passava pela sua boceta inchada, molhada
e ela mordeu o lábio enquanto esperava por ele para vir até
ela. Ela podia vê-lo olhando seu corpo e não precisava ouvir
palavras para saber o que ele tinha a dizer.

— Você é tão perfeita, perfeita para caralho.

Ela sempre amou seu corpo antes do estupro, gostava


de suas curvas e espessuras, até mesmo o seu tamanho 46.
Em seguida, após o estupro, ela não queria olhar-se no
espelho. Ela encontrou alguém, uma terapeuta, para falar
sobre seus sentimentos por um ano após o ataque e até
mesmo falou com ela não muito tempo atrás, porque estava
se sentindo isolada com seus sentimentos por Cain. Mas aos
poucos ela começou a aceitar quem ela era e pelo o que ela
passou. Esta era sua vida e ela não podia mudar seu
passado. Mas estar com Cain, fez se sentir como se não
precisasse ter vergonha ou repulsa de si. Violet sentiu-se
livre.
Ele deu mais um passo para a frente e sua ereção era
uma haste dura entre suas coxas. Quando ele estava na beira
da cama e seu calor corporal estava revestindo o dela como
um cobertor, ela tremeu. Não por causa do frio, mas pela
consciência. Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, ele
estava se movendo na cama, entre suas pernas. Ele começou
a lamber no meio dos seios, uma e outra vez, até que a carne
ficou bem sensível. Era puro, uma tortura não adulterada.
Ele passou a língua sobre os mamilos e beliscou com as
pontas dos dedos. Jogando todos os pensamentos sãos de
lado, ela deixou cair à cabeça para trás e fechou os olhos.
Seus mamilos estavam duros e quando ele passou a língua
sobre eles, as paredes de sua boceta se contraíram. Isso foi o
suficiente de preliminares, porque não havia como viver se ela
esperasse mais tempo.

— Apenas me leve. Por favor, Cain, faça-o.

Um resmungo deixou sua garganta e ela não sabia se


era de excitação ou frustração por tê-lo parado em suas
ações. Ele estava entre suas coxas com o comprimento
quente e duro, pressionado contra sua fenda. Talvez devesse
tê-lo feito usar um preservativo, mas ela estava tomando
pílulas, sabia que ele estava limpo e ela não queria nada
entre eles.

— Você me quer, bebê?

Ela assentiu em resposta. Alcançando entre seus


corpos, ele alinhou-se em sua entrada. Violet pensou que iria
aliviar seu sofrimento e apenas empurrar direto nela, mas ao
invés disso, ele empurrou a cabeça lentamente e continuou
fazendo o mesmo. Sua vagina esticada em torno de seu pau
fez toda situação mais quente ainda, ele levantou
ligeiramente e olhou para onde seus corpos estavam ligados.

— Oh! Sua boceta está tão esticada em torno de mim,


Violet.

A visão dele fechando os olhos, de seus bíceps fazendo


força por estar tomando-lhe, tudo para ir devagar, fez com
que ela levantasse seus quadris, fazendo outra polegada
deslizar dentro dela. Ele rosnou baixo e abriu os olhos.

— Maldição, bebê. Você não pode fazer essa merda


assim. — Ele engoliu em seco. — Eu preciso levá-la lento ou
eu vou ser um animal fodendo com você e eu não quero isso.
Quero amar e desfrutar de cada polegada sua, a cada
momento com você.

Deus, ela o amava para caramba e o fez desde que era


uma menina. Em seguida, ela apenas disse, usando todas as
suas emoções, seu coração e sentimentos e esperava que ele
pudesse ver a verdade por trás disso, desta vez.

— Eu te amo, Cain. Deus, às vezes acho que, eu te amo


mais do que minha própria vida.

Ele gemeu, rangeu os dentes e em seguida, empurrou o


resto de seu pênis dentro dela. Lágrimas formaram no canto
de seus olhos quando ele se afundou por completo e suas
costas deslocaram-se da cama com suas ações.

— Eu te amo, bebê. Eu acho que eu te amei desde


aquele momento que você veio para a prisão e me contou
sobre tudo. — Ele segurou o lado de seu rosto. — Você é tão
forte, tal como uma pequena guerreira.

Fechando os olhos e expondo sua garganta, ela se


deliciava com o que acabou de ouvir dele. Ele começou a
beijá-la, ao mesmo tempo em que empurrava nela, uma e
outra vez, gradualmente ganhando velocidade. Faíscas de
prazer intenso dispararam através do corpo dela. Seu corpo
continuava se movendo para cima da cama e por isso ele
colocou a mão no seu ombro, para mantê-la fixa.

— Assim. Porra. Tão bom.

Ela forçou-se a abrir os olhos para ver o ecstasy


transformar seu rosto. A visão de seus músculos tensos,
sentindo seus quadris empurrando para trás e para frente e
os sons rudes, quase não naturais provenientes dele, estava
fazendo seu orgasmo estar perto de chegar.

— Isso é tão bom. Eu te amo, Cain. Deus, eu te amo


tanto.

— Eu sei, Violet e eu te amo muito, também. Só


demorou um pouco de tempo, por ser burro e teimoso, para
vê-lo. — Ele suspirou, suas palavras quebradas e voz rouca.

Ele empurrou dentro dela de novo, mais lento dessa vez


e puxou de volta para fora. Mas a cada segundo que passava,
ele se movia mais rápido, mais forte, até que o suor frisou
seus corpos e ele tocava ao fundo de sua vagina.

— Eu não posso segurar por mais tempo, bebê. — Ele


fechou os olhos e gemeu. — Eu mal estou no meu controle
agora mesmo. — Ele alcançou entre seus corpos e segurou
seu clitóris entre o polegar e o indicador. Cain esfregou a
carne, até que ficou tão inchado que ela sabia que poderia
gozar apenas com isso. — Apenas me dê mais um, Violet, só
mais um, bebê.

Ela se debatia, a cabeça para trás e para frente sobre o


colchão, sentindo os tremores de sua excitação patinar pela
superfície. Ela estava indo ter outro orgasmo, ela só sabia
disso. Agarrando seus bíceps, ela fechou os dedos em sua
pele e fechou os olhos quando o prazer lavou, através dela.

— Venha comigo, Cain. — Disse ela sem fôlego enquanto


seu prazer quase a consumia e roubava sua voz.

— Ainda não, bebê. — Ele saiu dela e a colocou de


barriga pra baixo, um segundo depois. Antes que ela
soubesse o que estava fazendo, ele estava lambendo até sua
espinha, repetidamente fazendo isso até que, ela se contorceu
pedindo por mais. Em seguida, ele espalhou sua bunda,
soprou forte o suficiente para ela sentir o ar quente e úmido
em seu ânus e virou para olhar por cima do ombro. Por um
segundo, tudo que eles fizeram, foi olhar um para o outro e
então ele se inclinou para frente outra polegada, passou a
língua sobre a parte superior de seu traseiro, e gemeu.

— Cain ... — Ela disse em um gemido estrangulado.

— Deixe-me fazer você se sentir bem, Violet.

Ela lambeu os lábios e balançou a cabeça, em seguida,


descansou na cama novamente quando sentiu ele colocando
sua língua bem dentro das bochechas de seu traseiro. Nunca
teve alguém que tocou lá antes e muito menos com uma
língua, mas o tabu da ação a teve querendo mais. Cain enfiou
a língua dentro e fora dela e ela não podia acreditar que ele
estava fazendo algo assim e que poderia ser tão agradável.

— Você é tão suave e doce. — Ele achatou sua língua e


correu ao longo de seu ânus. O lençol abaixo de sua boca
ficou úmido com o aumento da respiração. Será que ela o
deixaria fazer sexo anal? Não era algo que ela tivesse feito
antes, mas seria algo que ela queria experimentar só com ele.
O único problema era que ele era um homem muito grande e
o medo da dor sem prazer a assustou.

— Eu te quero tanto, Violet.

— Então me tenha Cain, cada parte minha. — Ela


confiava nele com seu corpo, só queria ter essa experiência
com ele. Ela estava com medo? Sim, ela estava, mas só
porque era algo novo. Ela sabia que a prioridade de Cain era
se certificar de que ela não ia ser nunca ferida, como ele disse
a ela e Fallina inúmeras vezes. Ela confiava nele com sua vida
e com seu prazer.

— Eu só quero fazer isso se você estiver pronta.

Ofegante, ela fechou os olhos e sabia que não precisava


pensar nisso.

— Eu quero isso, eu tenho certeza, Cain. Eu só quero


isso com você, porque eu te amo.

— Foda-se, bebê, eu te amo muito, também. Vou bem


devagar e lento, vou torná-lo bom para caralho para você. —
Ele a lambeu novamente e novamente. Suas mãos apertadas
em seus quadris. — E quando você quiser parar, a qualquer
momento, você me diga e eu vou te abraçar. Eu só quero
você, querida.

Ela assentiu, e segurou os lençóis mais apertados


enquanto sua excitação aumentava. Ele espalmou a bunda
dela, massageou os globos e teve sua pele aquecida dentro de
segundos. Ela poderia realmente permitir-lhe fazer isso? A
resposta era simples... sim. Parecia que as coisas estavam
acontecendo rápido demais, apesar do fato de que ela
conhecia Cain por quase toda sua vida. Mas sentia-se bem e
ela não queria que isso acabasse nunca mais.

— Eu tenho lubrificante no banheiro, dentro do armário


de remédios. — Ela disse, mas não explicou por que ela tinha
uma pequena amostra. A verdade era que foi uma amostra
vinda com um pequeno vibrador que ela comprou no ano
passado. Não era capaz de ficar excitada com outros homens,
então Violet tentou dar prazer a si mesma, mas só pensava
em Cain no processo. Cain saiu da cama, sem qualquer
dúvida, e o colchão afundou com seu peso quando ele voltou.
Momentos depois, ele estava atrás dela, tendo as bochechas
da bunda afastadas e viu a umidade deslizar para baixo do
vinco de seu traseiro.

— Isso é só meu, Violet. Você é só minha.

— Eu nunca quis isso de outra forma.

Ele se inclinou para frente, agarrou o queixo para virar a


cabeça e beijou-a na testa.

— Eu nunca vou te trair, bebê, e eu mataria qualquer


um que pensar em fazer isso para você.
Deus, ele era tão potente, tão dominante e poderoso e
ele era dela.

— Você está pronta para mim? — Suas palavras eram


baixas, mas cheias de promessas. Ela assentiu com a cabeça
e isso era tudo o que precisava, porque no próximo segundo,
ele estava colocando a ponta do seu pênis em sua bunda e,
lentamente, empurrando. O lubrificante que ele usou, ajudou
a aliviar o caminho no buraco não utilizado, mas não parou o
ardor que seu pau enorme provocava ao enchê-la. Quando ele
passou pelo músculo apertado do anel, era como se ela se
abrisse e ele conseguiu deslizar por todo o caminho. Ela
sentiu seus olhos se arregalarem e sua boca partir por ter seu
pênis metido profundamente em seu cu.

— Você ainda está bem, Violet? —, Ele perguntou com a


voz tensa.

— Sim, mas eu me sinto tão cheia.

Ele gemeu com suas palavras. Suas mãos estavam


apertadas em sua bunda, ao ponto que ela sabia que haveria
hematomas do tamanho dos dedos dele. Ela queria ter suas
marcas sobre ela, queria que ele a reclamasse, como se não
houvesse mais ninguém para ele. Ele retirou-se lentamente
até que, apenas a ponta estava na bunda dela, em seguida,
empurrou de volta para dentro dolorosamente lento. Ele fez
isso mais e mais, até que ela se viu querendo que ele a
enchesse com sua porra. Um olhar sobre o ombro lhe
mostrou uma máscara dura no rosto dele e suor escorrendo
pelo seu definido e tonificado peito. Seus olhos se
encontraram e ele aumentou a velocidade. Logo ele estava
transando com ela em medidas ainda alternadas, rápido e
lento, dando-lhe tempo para se adaptar, mas também, dando
ao corpo dela este prazer estranho. Sentia-se diferente de
quando ele estava em sua vagina, um tipo diferente de
ecstasy, vindo tudo dele mesmo agora que ela estava um
pouco acostumada com o tamanho dele.

O som do bater de pele molhada, juntas, encheu a sala.


O barulho não era brochante, na verdade, fez sua vagina ficar
molhada de novo, e seus músculos internos se apertando
forte em torno dele.

— Caralho, sim. Faça de novo, bebê. Esprema a porra


do meu pau.

Uma onda de prazer se chocou contra ela, tomando sua


respiração e a fazendo gemer. Ela fez o que ele disse e ambos
ofegaram de prazer. Ela nunca teria pensado que sexo anal
pudesse ser tão agradável. Alcançando ao redor de seu corpo
e encontrando seu clitóris, Cain beliscou o pequeno feixe de
nervos entre os dedos. Luzes piscavam por trás de suas
pálpebras fechadas e foi assim que ela teve outro orgasmo.
Seu corpo tremia de prazer e ela tomou o conforto no êxtase
que os consumiu e que roubou sua sanidade e lavou através
dela por causa deste homem.

Ele colocou a mão grande no centro de suas costas e


continuou a empurrar dentro e fora dela.

— Aqui vou eu, bebê. — Ele gozou forte e demorado,


estremecendo atrás dela, enquanto ele se esvaziava. Suas
palavras eram de vidro quebrado de tão afiadas e outro
tremor passou pelo seu corpo já esgotado. Quando ele saiu
dela, ela imediatamente caiu na cama, sentindo-se exausta e
saciada. Sentindo seus membros leves e sua boceta e bunda
ainda se apertando, Violet deixou uma sombra de sorriso
sobre sua boca. Quando o colchão afundou e ela sentiu Cain
saindo da cama, ela não poderia sequer reunir energia para
olhar para ele. Então, ela o sentiu retornar e voltar para a
cama logo depois. A sensação de um pano quente e úmido
sendo movido sobre sua bunda e boceta, fez com que seus
olhos abrissem e olhasse por cima do ombro.

— Como você se sente, bebê? — Ele colocou o pano de


lado e se deitou ao lado dela. Quando ele passou o braço forte
em torno da sua cintura e moveu-se para que ela estivesse ao
seu lado, com as costas aninhadas em seu peito, ela se sentia
feliz e protegida.

— Eu me sinto usada, mas de uma forma muito, muito


boa.

Sua risada fez baixas vibrações vindo de seu peito,


deslocarem através de suas costas. Afastando o cabelo da
parte de trás do pescoço dela, ele deu um beijo em sua nuca.

— Vá em frente, Bebê, durma um pouco.

Seus olhos estavam pesados, ela estava agradavelmente


feliz com tudo o que acabara de acontecer e adormecer nos
braços de Cain foi uma dádiva. Sim, isso era o que ela queria
desde o momento em que ela percebeu que amava Cain.
Violet finalmente conseguiu seu sonho, mesmo que apareceu
embrulhado de couro, jaquetas, e era a pessoa mais perigosa
que ela conhecia.

— Eu te amo, querido.

— Eu também te amo.

Ele apertou os braços em volta dela.

— Eu não sei como ser um bom homem. Eu não sei


como ser bom o suficiente para você, bebê, mas eu vou
tentar. Vou continuar tentando até o dia que eu morrer.

Ele já provou que era um bom homem, mas ouvi-lo dizer


isso com muito amor e determinação, teve seus olhos
fechando e agradecendo aos céus que as coisas aconteceram
da maneira que era pra ser.
CAPÍTULO
15
Cain sentou-se na cadeira, os braços apoiados sobre a
barra de couro na frente dele enquanto Pierce tatuava suas
costas. A picada da agulha entrando em sua carne era
dolorosa, tanto quanto, calmante.

— Está ficando bom, homem. — Disse Pierce e


trabalhou mais em um ponto, antes de desligar a máquina e
limpar as costas de Cain. — Está pronto.

Cain saiu da cadeira e caminhou até o espelho


pendurado de corpo inteiro, na parede. Este quarto na sede
do clube era, temporariamente, usado como loja de tatuagem
para os caras. Alguém estava sempre recebendo uma tinta
fresca e hoje foi a vez de Cain. Pierce estava ocupado tirando
fora as luvas, limpando suas mãos, limpando a máquina e a
área que eles acabaram de usar. Cain pegou o espelho de
mão sobre a mesa e se virou para ver suas costas agora. As
grossas, curvadas letras de Old English com o nome de sua
mulher que foram colocadas com tinta entre as omoplatas, se
destacavam. Elas mostravam seu amor, o seu compromisso
com o que ele amava e ele usaria com orgulho.

— Você gostou? — Perguntou Pierce.


— Está bom, muito bom. — Ele olhou para Pierce. —
Obrigado por fazer isso. Você fez um excelente trabalho.

— Você acha que sua mulher vai gostar?

— Eu sei que Violet vai adorar. Porra, eu amei isso.

Pierce concordou e lá estava o orgulho no rosto do


homem.

Violet entrou naquele momento, os olhos se arregalaram


quando ela olhou para suas costas.

— Cain, é enorme.

Pierce bufou.

— Isso é o que todas elas dizem.

Cain estreitou os olhos para o outro membro.

— Oh cara, sério? Cai fora daqui. — Disse Cain em uma


risada.

Pierce sorriu, empacotou seus suprimentos de tinta e


piscou para Violet no caminho para fora.

Cain sacudiu a cabeça e um sorriso filtrou em seu rosto.

— Desculpe-me por isso. Ele é o imaturo do lote.

Ela sorriu, seu foco ainda em suas costas.

— Eu não posso acreditar que você realmente fez isso.

Ele virou-se para encará-la totalmente, colocou o


espelho para baixo, agarrou o braço dela, e olhou em seu
rosto.
— Eu te amo, bebê, e estou apenas te mostrando no
meu corpo, que você e eu somos isso. Não há caminho de
volta, nenhuma maneira de sair fora. Você está em meu
sangue, em minha própria alma.

Ela sorriu e o amor que ele viu nos olhos dela por ele,
fez todas as coisas ruins que já fez em sua vida ferrada, tudo
valer a pena. Ele tinha uma fraternidade, uma filha saudável
que estava feliz e agora esta mulher que ele não merecia. Ele
era um bastardo, tinha um lado escuro que nunca sairia dele,
mas com Violet, tinha essa luz, a que brilhava na prata. Ela
era o seu felizes para sempre, e cara, ele faria tudo em seu
poder para nunca foder com isso. Ele a puxou para perto e a
beijou.

— Você é minha, Violet.

— E você é meu.

Sim, ele era e, porra, ele sentia-se bem com isso.

Vários meses depois

Cain se sentou em uma das mesas de piquenique


estabelecida atrás do salão do clube dos Brothers. Estava a
porra de um dia quente, mesmo que ainda não fosse verão.
As duas churrasqueiras estavam simultaneamente assando
carne para o churrasco, comemorando nada em particular.
Hoje era apenas sobre todos ficarem juntos. Callie, a filha do
VP, também era a Senhora de Lucien. O presidente dos
irmãos era ferozmente protetor com a jovem e segurava ela
pela cintura, como se pensasse que ela iria embora flutuando
ou algo assim, mas, de novo, todos os homens que se
estabeleceram com suas Senhoras eram do mesmo jeito.
Malice e sua Senhora Adrianna estavam mais perto das
árvores. O Sargento de Armas tinha sua mulher num abraço
protetor, sussurrando algo em seu ouvido que a fez corar.
Cain voltou seu foco para longe do casal e viu Kink e sua
Senhora, Cookie, mais para perto das sombras das árvores,
bloqueando os fortes raios de sol. Caim trouxe sua cerveja à
boca e tomou um longo gole. As meninas do clube estavam se
movendo ao redor da propriedade, na parte de trás, servindo
bebidas, só sentando por aí e conversando com os membros
que eram solteiros. Mesmo que houvessem as Senhoras para
alguns membros, um monte de caras ainda não foram
reclamados por ninguém e ficou assim. Mas Cain ficou
surpreso para caralho que Kink, Malice, e Lucien tivessem
reivindicado uma mulher por conta própria. Cristo, ele estava
surpreso que ele tinha uma Senhora. Ele nunca viu a si
mesmo estabelecendo-se, porque o clube era a sua vida e ele
sempre se viu morrendo protegendo o MC, solteiro e ainda
jovem. Mas agora ele tinha Violet, a amava mais do que
qualquer outra coisa neste mundo de merda, antes tinha seu
clube e sua filha, mas Violet acordou algo dentro dele. Violet
fez seu coração frio e morto, bater de novo e mesmo que Cain
ainda fosse um assassino de sangue frio e que mataria de
novo em um piscar de olhos pra garantir ao MC ou qualquer
um que ele amava que estivesse sob sua proteção e
segurança, ele sentia calor e luz quando estava com Violet.

Ele olhou para sua mulher, vendo o ligeiro inchaço de


sua barriga e sorriu. Ele a amava, logo eles seriam uma
família. Ela poderia estar apenas de alguns meses de gravidez
de seu primeiro filho, mas era seu bebê que ela carregava,
sua semente que foi plantada dentro dela e estava ajudando a
crescer esse milagre em sua barriga. Deus, ele ia ser pai
novamente e embora soubesse que estava ficando mais velho,
ele queria muito essa vida com Violet. Ele queria que Fallina
finalmente tivesse irmãos, queria que ela fosse cercada por
uma enorme família, que não fosse apenas o clube. Ela
poderia ter estado sempre em torno dos caras, amada por
todos eles e mantida segura, mas ele queria que ela tivesse
essa conexão que não teve enquanto crescia.

Ele olhou para sua menina, que agora era uma mulher
adulta. Ela era tão extremamente inteligente, cada vez mais
forte, a cada dia o seu passado com experiência traumática
foi colocado atrás dela e ele estava muito orgulhoso dela,
orgulhoso de Violet também. Elas passaram por muita coisa
em seus anos de juventude, mas se abriram e floresceram em
belas mulheres que eram hoje.

Fallina colocou a mão na barriga da Violet. Ele também


temeu a reação de Fallina com o fato de que Violet e ele
estavam juntos, mas sua filha foi favorável, ficou até um
pouco animada com toda situação. Ele nunca entrou em uma
situação assim com sua filha, certamente nunca falou sobre
sua vida amorosa com Fallina, mas ela aceitou tudo com
muita facilidade.

— A vida é boa, cara. — Disse Tuck ao lado dele. A


cicatriz no rosto do motociclista se destacou. — É só esperar
para que uma doce boceta fácil do clube chegue aqui. Vou
levá-la para o meu quarto na sede do clube e então eu vou
transar com ela até que ela não possa mais andar.

Cain riu, contente que Tuck tinha um pouco de senso e


não gritou enquanto falava, uma vez que tinha membros do
clube com suas famílias no estabelecimento. Mas Tuck já
estava bêbado, cheirava a álcool e arrastava suas palavras.

— Você já está sendo levado pela porra do vento de tão


bêbado. — Disse Cain e tomou um gole de sua cerveja, seu
olhar fixo em Violet. Sua mulher estava rindo, o cabelo
escuro agora tocava seus quadris em ondas longas, de seda.
Droga, ele amava seu cabelo, amava como ficava quando ele
caía sobre seu corpo quando ela estava nua, especialmente
com sua barriga arredondada. Sua mulher estava gostosa e
linda como sempre, mas sabendo que ela estava grávida de
seu filho, ficando maior a cada mês, tinha este lado de
homem das cavernas, levantando-se dentro dele.

— Você é um fodido de sorte, Cain. — Tuck disse, suas


palavras ligeiramente enrolando. — Você tem toda a merda
do mundo agora. Faz um irmão ficar com inveja.
Cain olhou para Tuck e sabia onde os pensamentos do
homem estavam sem precisar ouvir as palavras. Ele queria a
nova garota que estava hospedada no clube, Jana, Cain
achava que esse era seu nome. Cain olhou para a área em
volta, mas não a viu. Na verdade, ele não a viu desde a noite
passada, logo antes dela ter ido buscar seu filho.

— Se você quer ela mais do que como apenas uma


boceta molhada para deslizar seu pau, então, vá atrás disso.

Tuck esfregou uma mão sobre o rosto.

— Nah, eu não seria bom para ter uma Senhora. Porra,


eu festejo demais e gosto do sexo do tipo atrevido e qual
mulher quer se amarrar a um lixo fodido como eu? — Tuck
passou a mão sobre sua cicatriz e riu sem graça. E mesmo se
o homem estivesse tentando fazer uma brincadeira sobre
isso, havia uma aspereza em sua voz que não podia ser
escondido de Cain. Mas se Tuck não queria falar sobre isso,
então, estava bem para Cain porque não era o caralho do seu
problema. Ele tinha sua Senhora, tinha uma filha saudável,
um bebê a caminho e uma irmandade de homens que eram
sua família, apesar deles não compartilharem o mesmo
sangue.

Pierce foi até Fallina e Cain ficou tenso.

— Relaxa, cara. — Disse Tuck. — Pierce está indo o


tempo todo para aquele bar do outro lado da cidade para ver
uma stripper que ele ficou duro só de vê-la.

Isso fez Cain relaxar superficialmente, especialmente


quando Fallina manteve uma boa distância desse membro.
Violet se aproximou dele, o vestido que ela usava era longo,
solto e o material fluía ao redor de seu corpo. Ela era quente
para caralho e toda sua.

— Hey, bebê. — Ele agarrou-a pela cintura e puxou-a


para a frente. Ela estava em seu colo, sua bunda grande e
gorda em seu pênis e endureceu instantaneamente.

— Eu posso sentir isso. — Ela sussurrou ao seu ouvido.

— Sim, você pode.

Ela começou a rir baixinho e ele segurou seu queixo


firme e colocou seus lábios nos dela. Ele não se importava
com quem diabos o via dando amor a sua mulher. Ele faria
isso durante todo o dia por todos os dias da porra e não
importava quem estava por perto. Esta mulher aqui em seu
colo, significava o mundo para ele e foi por causa dela que ele
tirou a cabeça para fora da bunda e percebeu que ele poderia
encontrar o amor, poderia encontrar conforto. Foi por causa
de Violet que ele percebeu que havia salvação nos braços de
uma mulher amorosa, quente, mesmo para um bastardo
assassino como ele.

— Oh Deus, alguém, por favor! Por favor, ajude!

Cain virou e olhou pra Bobbie, que saiu do clube com o


filhinho de Jana em seus braços. Ela estava chorando, com o
cabelo preto curto com tiras de platina, em uma confusão
selvagem ao redor do rosto, como se ela tivesse corrido
freneticamente pelo clube. Cain colocou Violet no chão
suavemente e puxou-a para perto. Ele olhou para Bobbie
enquanto ela corria para Lucien e Callie, começando a falar
com firmeza, para em seguida, quebrar e começar a chorar de
novo. Ela segurou o menino mais apertado e caiu no chão.
Lucien parecia feroz, disse algo para Callie e Cain viu como a
Senhora do MC reuniu todas as mulheres e as levou para
dentro. Ele empurrou Violet para o clube, sem saber o que
diabos estava acontecendo, mas se as mulheres estavam
sendo ditas para ir para a segurança do clube, Cain sabia
que alguma merda estava acontecendo. Lucien fez um gesto
para os membros do clube para entrarem e quando todos
estavam na sala de reuniões, Lucien fechou a porta e xingou
alto.

— Prez, o que diabos está acontecendo? — Perguntou


Tuck, o membro que já não agia mais como bêbado. Na
verdade, ele parecia bem chateado e cheio de raiva com o que
estava acontecendo.

Lucien olhou para todos eles e, finalmente, quando o


presidente do MC expirou, o poço no estômago de Cain torceu
com palavras que ainda não foram faladas.

— Bobbie disse que Jana era para vir esta manhã e


pegar seu filho, mas ela nunca apareceu. Na verdade, eu não
acho que eu vi Jana desde a noite passada, quando se dirigia
para fora, para fazer uma ligação.

A tensão na sala aumentou, assim como o calor bravo.

— Bobbie veio ao clube imediatamente quando ela não


conseguiu ter contato com Jana e sabia que ela já deveria ter
vindo buscar seu filho.
— Que diabos está acontecendo, então? Onde ela está?
— Tuck foi quem falou e os outros membros olharam para
ele. Cain viu a energia bruta e confusão no rosto marcado do
membro, sabia que por mais que Tuck negasse, que ele não
queria algo mais com a mulher, ele não estava sendo honesto
consigo mesmo ou com os outros.

— Eu não sei o que está acontecendo, mas nós vamos


descobrir. Jana pode ter sido apenas uma ajudante do clube
por alguns meses, mas ela está sob nossa proteção e vamos
descobrir onde no caralho ela está.

Houve um murmúrio profundo de concordância por toda


a sala.

— E nós vamos derrubar qualquer um que pensou que


poderia tomar alguma coisa ou alguém, deste clube. — Disse
Tuck e a energia aumentou a um grau.

Lucien suspirou, passou a mão pelo seu cabelo escuro,


curto e parecia que olhava para todos eles, aparentemente, ao
mesmo tempo.

— Nós iremos trancar todos aqui dentro, até que isso


seja resolvido e Jana seja trazida de volta em segurança.

Nada era fácil para o clube, ou para aqueles sob sua


proteção, mas havia sempre um pequeno vislumbre de
esperança que se apresentava. Mas merda como esta, merda
escura que consumia e ameaçava levar tudo deles, os faziam
sair de seus modos civilizados, os monstros que estavam
escondidos. Eles eram seres humanos, apenas homens, mas
foda-se os que ferem as pessoas que eles cuidavam ou que
estavam em sua proteção. Todo o inferno iria se soltar e os
Brother’s of Menace deixariam suas bestas saírem,
assegurando que, o que era deles, continuasse assim, sendo
deles.